Submarino Titan: áudio da implosão é divulgado pela Guarda Costeira dos EUA; ouça

Cinco pessoas morreram no incidente durante expedição aos destroços do Titanic, em junho de 2023

Por: Vand Vieira -
14/02/2025
Submarino Titan
Parte do submarino Titan. Foto: Guarda Costeira dos EUA / Reprodução

Uma atualização surpreendente sobre a implosão do submarino Titan foi revelada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Trata-se do possível áudio do momento em que a embarcação da Ocean Gate colapsou devido à pressão do fundo do mar, enquanto tentava chegar aos destroços do Titanic, submersos a quase 4 mil metros de profundidade.

A captação foi feita por uma base localizada a mais de 1.400 km do ponto em que a tragédia aconteceu. Tudo que é possível ouvir no registro é o som das águas e um forte estrondo, semelhante a um trovão.

Submarino Titan
Submarino Titan. Foto: OceanGate Expeditions / Divulgação

Na última quarta-feira (12), a Guarda Costeira norte-americana ainda informou que mais informações serão divulgadas em breve. Um relatório completo deve ser publicado após a finalização das investigações.

 

Relembre o incidente

Realizada em junho de 2023, a expedição tinha o objetivo de chegar ao icônico Titanic. Os destroços do navio, que afundou em 1912, estão no Oceano Atlântico, a aproximadamente 4 mil metros de profundidade.

Titanic
Destroços do Titanic. Foto: NOAA/Institute for Exploration/University of Rhode Island/ Wikimedia Commons/ Reprodução

A bordo, estavam Stockton Rush (diretor-executivo da empresa e piloto do submersível), Shahzada Dawood (empresário paquistanês), Suleman Dawood (filho de Shahzada), Hamish Harding (bilionário e explorador britânico) e Paul-Henry Nargeolet (pesquisador francês). Nenhum deles sobreviveu.


A reviravolta

Um depoimento de Don Kramer, do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês), trouxe à tona que o Titan já dava sinais de alerta um ano antes da implosão. Às autoridades, ele contou, por exemplo, que a fibra do casco de pressão da embarcação possuía rugas e porosidade.

 

Outra evidência de que houve negligência são as declarações dadas por David Lochridge, ex-diretor de operações da OceanGate. Ele afirma que os responsáveis pela empresa sabiam, desde 2018, que a fibra de carbono, material do casco do submersível, “sofre deformações” em grandes profundidades.

 

Diante disso, a família de Nargeolet recorreu à justiça e pediu uma indenização de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 286,1 milhões (conversão realizada em fevereiro de 2025). A ação foi iniciada com uma acusação de homicídio culposo (quando, apesar não ter intenção de matar, o indivíduo assume esse risco).

 

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