Imagens de satélite mostram “novas praias” criadas após forte terremoto no Japão

Grande tremor ocorreu no primeiro dia do ano e resultou num deslocamento do tamanho de dois campos de futebol

17/01/2024
Imagem capturada após o terremoto e tsunami. Foto: Google Earth/GSI/ Nahel Belgherze/ Reprodução

Logo no primeiro dia de 2024, o Japão foi surpreendido com um terremoto de magnitude 7,6 próximo das 16h no horário local, e os estragos não foram poucos. Imagens de satélite capturaram mudanças na costa da Península de Noto, que estendeu a região em até 250 metros — área maior que dois campos de futebol.

Divulgadas no X (antigo Twitter) por Nahel Belgherze, as fotos de antes e depois do fenômeno permitem ver “novas praias”, com faixas de areia que antes não existiam, além de áreas que, anteriormente submersas, agora estão secas. Foi identificado também a elevação costeira causada pelo terremoto. Confira abaixo.

 

 

Vale ressaltar que a área perto do porto de Akasaki também foi atingida por um tsunami de quase 14 metros de altura. Assim, o registro das fotos foi realizado quando ambos os desastres naturais já haviam diminuído, sendo possível perceber alguns portos totalmente secos — e inacessíveis para barcos.

Durante uma investigação de campo ao longo da costa noroeste da Península de Noto, encontramos evidências em 10 locais, de Kaiso a Akasaki, de elevação costeira cosísmica relacionada ao terremoto da Península de Noto (M7.6)– pesquisadores do Earthquake Research Institute, da Universidade de Tóquio

Nas imagens divulgadas, a primeira exibe a linha costeira de junho de 2023, e em seguida a de 2 de janeiro, após o tsunami e terremoto. É possível perceber como a costa do Japão se deslocou em direção ao mar em várias áreas, como o porto de Nafune, a baía de Minazuki e a cidade de Wajima.

Imagem capturada antes do terremoto e tsunami que atingiu a costa do Japão. Foto: Google Earth/GSI/ Nahel Belgherze/ Reprodução

Por mais que as imagens capturadas pelo satélite após o terremoto tenha capturado mudanças significativas e evidentes, as investigações ao longo da costa do Japão continuam em andamento, de acordo com o comunicado publicado pelos pesquisadores da Universidade de Tóquio.

Consequências do terremoto no Japão

Para se ter noção, este foi o maior abalo que aconteceu no Japão desde 2011 — que vitimou mais de 20 mil pessoas e acarretou no desastre na central nuclear de Fukushima. O recente terremoto, até o momento em que este texto foi publicado, teve mais de 230 vidas perdidas.

 

Até segunda-feira (15), aproximadamente 30 mil pessoas ainda estavam alojadas em abrigos governamentais no Japão, inclusive com algumas sem comida, água e aquecimento necessários. Dezenas de milhares de casas não têm eletricidade, e as recentes chuvas provocaram cerca de mil deslizamentos.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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