Entenda como Japão pode ter R$ 94 bilhões debaixo d’água nos próximos 30 anos

Aeroporto bilionário inaugurado em 1994 está afundando no mar e pode desaparecer por completo

16/01/2024
Foto: Construction Time / Reprodução

O Japão reúne construções famosas que vão desde templos religiosos milenares ao famoso trem-bala. Em 1994, foi a vez do país inaugurar um projeto ambicioso: o aeroporto flutuante de Kansai, no meio da Baía de Osaka. Acontece que, agora, menos de 30 anos depois, a estrutura está prestes a ir, literalmente, por água abaixo.

Isso porque estimativas indicam que o aeroporto flutuante afundará completamente dentro dos próximos 30 anos. Até agora, a construção já afundou 11,5 metros no mar. Enquanto isso, mais dinheiro é gasto, já que engenheiros estão atuando em ações de resgate, que ultrapassam os R$ 700 milhões.

 

Vale dizer que os aeroportos do Japão vivem uma espécie de “maré de azar” no momento. Nesta terça-feira (16), dois aviões colidiram no aeroporto New Chitose, em Hokkaido, durante uma forte nevasca — sem deixar feridos. Isso apenas 15 dias após um acidente semelhante acontecer no aeroporto de Haneda, em Tóquio, deixando 5 vítimas fatais.

Foto: Construction Time / Reprodução

Um aeroporto sobrevivente

Com custo de R$ 94 bilhões, o Aeroporto Internacional de Kansai foi construído para aliviar o fluxo do aeroporto de Osaka — principal aeroporto doméstico na região próxima às cidades de Osaka e Kyoto.

 

A obra também visava questões econômicas, funcionando como um terminal aeroportuário, já que a região perdia, na época, seu poder comercial para Tóquio – capital do país.

 

O aeroporto flutuante japonês foi construído sobre duas ilhas artificiais na Baía de Osaka, conectadas à região de Rinku por uma ponte sobre a água, uma vez que o aeroporto local, o Osaka Internacional, não consegue se expandir devido aos subúrbios densamente povoados que rodeiam a região.


Apesar de estar afundando, o aeroporto já sobreviveu a grandes desastres naturais. Em 1995, um ano após sua inauguração, a construção resistiu ao terremoto de Hanshin. Em 2018, um tufão passou pelo local, inundando as pistas e, poucos dias depois, um navio-tanque colidiu com a ponte que conecta o aeroporto ao continente.

 

Agora, resta aos engenheiros seguir atuando no local.  Por mais que soubessem que a estrutura corria risco de afundar ao longo de um período de 50 anos, os profissionais imaginavam que poderiam estabilizá-lo a cerca de 4 metros acima do nível do mar. Porém, isso parece cada vez mais distante da realidade.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Casal troca apartamento para viver em veleiro com seis gatos

    Embora a rotina de manutenção do catamarã seja dura e exigente, Aline e José garante que vale a pena

    Novo submarino Tonelero será lançado ao mar no fim de março, no Rio de Janeiro

    Gigante equipamento militar equivale o peso de 234 carros populares e tem 71,6 metros de comprimento

    Carga bilionária: Colômbia vai extrair tesouros do "Santo Graal dos Naufrágios"

    Embarcação espanhola que naufragou em 1708 levou US$ 20 bilhões para o fundo do mar

    Recém-lançado, Neuboat Dock Raymarine é novidade da Marine Express

    Semelhante a uma câmera de ré, o Neuboat Dock é capaz de mapear o ambiente e trazer imagens 360º ao piloto

    Venda de ingressos para o Rio Boat Show 2024 é aberta; garanta o seu

    Evento conhecido por reunir o melhor do lifestyle náutico acontece de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória