Ações de despoluição na Baía de Guanabara fazem vida marinha voltar às águas
A belíssima paisagem que envolve a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está, aos poucos, voltando a contar com a presença de animais marinhos, graças a ações de despoluição. É o observado pelo Instituto Mar Urbano (IMU).
Peixe garanhão: Baiacu faz obra de arte gigante para conquistar fêmea
Aos 24 anos, japonês completa volta ao mundo de veleiro em viagem sem escalas
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
A organização comandou expedições recentes pela região. Nelas, tartarugas e diversas espécies de peixes foram vistas nas águas, que também apresentaram melhora significativa na qualidade.


Ricardo Gomes, diretor do IMU e biólogo, fez mergulhos diurnos e noturnos. À noite, ele notou momentos em que as ações de despoluição ajudaram a deixar as águas da Baía de Guanabara límpidas, algo bem diferente do encontrado nos últimos anos — quando a visão era turva e o cheiro, desagradável.
No começo do ano passado, pesquisadores se animaram com a notícia de que mais de 600 botos-cinza foram vistos nas praias de Ipanema e de Barra da Tijuca — algo que não acontecia há mais de 30 anos.
Isso gera esperança para a população de botos-cinza da Baía de Guanabara, que está extremamente ameaçada, com apenas dezenas de indivíduos– IMU, em relatório de atividades de janeiro de 2023
Despoluição da Baía de Guanabara é sonho antigo
As primeiras iniciativas para recuperar a região começaram em 1991 — e se mostraram tão ineficazes quanto as que se seguiram. Atualmente, quem cuida do processo é a Águas do Rio, principal concessionária de saneamento do Rio de Janeiro.
O projeto envolve uma série de ações, bancadas pelo orçamento total de R$ 2,7 bilhões. Dentre as estratégias, está o fim do lançamento de dejetos nos corpos hídricos que desaguam na Baía de Guanabara por meio de coletores de tempo seco — que operam apenas em dias sem chuva. A meta é que esse objetivo seja alcançado até 2026, mas há outros com datas diferentes.
No final do ano passado, inclusive, a Águas do Rio se espelhou no projeto de limpeza do Rio Pinheiros, em São Paulo, ao incluir tecnologias como uso da estação de tratamento de esgoto para despoluir a Baía de Guanabara e injeção de oxigênio nos rios.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Tags
Relacionadas
Vanderlei Becker precisou de cinco anos e muitos sacrifícios para tirar do papel um barco de alumínio de 36 pés
Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou os principais destinos da categoria. Aqui destacamos as opções mais atrativas para nossos leitores. Confira!
Pesquisa mostra, em tempo real, como os copépodes ingerem e expelem os resíduos, enfraquecendo a capacidade do mar de absorver carbono
Ao todo, atletas somam 40 medalhas em Jogos Olímpicos. Entre eles estão as bicampeãs Martine Grael e Kahena Kunze
Programa gratuito oferece atividades de lazer e esporte e está espalhado por cinco praias no Rio de Janeiro




