Antigo veleiro é encontrado 130 anos após dramático naufrágio nos EUA
Sem saber, inúmeros barcos de pesca navegavam por cima dos restos de Margaret A. Muir, localizados neste ano


Restos de um naufrágio de veleiro, ocorrido 130 anos atrás, entraram para a história dos Estados Unidos após serem encontrados por uma equipe de três pesquisadores marítimos em Algoma, Wisconsin.
Jornal publicado 5 dias após naufrágio do Titanic é encontrado em guarda-roupa e leiloado
Água do mar, latas e café: novo combustível marítimo “verde” usa mistura inusitada
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
O barco em questão é um veleiro de três mastros e 40 metros, batizado de Margaret A. Muir. Ele estava desaparecido desde que afundou, em 30 de setembro de 1893. Sem saber, centenas de embarcações de pesca passaram por cima do naufrágio ao longo dos anos.


Os responsáveis pela descoberta, em maio deste ano, pertencem à Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin, organização que visa preservar a história subaquática da região.
A utilização de um sonar de alta resolução, em combinação com registros históricos, foi o que permitiu que o naufrágio do veleiro fosse encontrado, a cerca de quinze metros de profundidade e próximo à entrada do porto de Algoma.
A novidade ganhou milhares de imagens em alta resolução, que permitiram a criação de um modelo de fotogrametria 3D, conforme o vídeo abaixo:
Veleiro sofreu naufrágio dramático
A embarcação foi construída em 1872, em Wisconsin, pelo estaleiro Hanson & Scove, e tinha como principal atribuição o transporte de grãos e outras cargas pela região dos Grandes Lagos — que compreende a porção de água a nordeste dos EUA e a sudeste do Canadá.


Na manhã do naufrágio — que aconteceu por volta das 8h, segundo a Associação — o veleiro viajava de Michigan para Illinois com uma carga de sal, quando foi pego de surpresa por um vendaval.
Ao longo de duas horas e meia, o barco enfrentou bem a situação, mas o jogo virou no momento em que as ondas aumentaram drasticamente. Faltava pouco para atracar em Algoma quando o capitão, David Clow, encontrou uma grande quantidade de água no porão.
Ele, então, ordenou que a tripulação abandonasse imediatamente o navio, que logo balançou com violência e afundou — levando consigo o estimado cachorro do capitão Clow.


Os homens enfrentaram ondas de quase cinco metros no bote salva-vidas, mas conseguiram chegar à costa, onde receberam auxílio dos moradores da cidade. Devastado pela perda do amigo canino, o capitão de 71 anos anunciou o fim da carreira por sentir que “a água não tem mais nenhuma simpatia” por ele. “Prefiro perder qualquer quantia de dinheiro do que ter o [cão] perecendo como ele pereceu”.
O veleiro naufragado não está mais inteiro, já que perdeu suas laterais. Ainda assim, todo o equipamento de convés permaneceu no fundo do lago, incluindo duas âncoras gigantes, bombas manuais, molinete de proa e cabrestante.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
De acordo com os arqueólogos, as peças são datadas de 980 a 1040 d.C. e originárias de vários países da Europa
Andrea Bunar entrega correspondências pelos rios e canais ao redor de Lehde, em um percurso de 8 km por dia
De 3 hp a 1200 hp, confira mais de 10 modelos que prometem atender aos mais variados tipos de embarcação
Embarcações encomendadas para as Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo prometem resistência, durabilidade e tecnologias integradas
Registros do fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita na última sexta-feira (8) reascenderam dúvidas sobre o destino — que de assustador não tem nada




