Símbolo da Marinha, Navio-Veleiro Cisne Branco completa 25 anos de história

Embarcação recriou a Rota do Descobrimento do Brasil pelos portugueses durante sua viagem inaugural, em 2000

05/03/2025
O Navio-Veleiro Cisne Branco é um importante símbolo da Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Neste ano, o Navio-Veleiro “Cisne Branco” completa 25 anos. Símbolo da Marinha do Brasil (MB), a embarcação começou sua trajetória em 2000, recriando a Rota do Descobrimento pelos portugueses, liderados por Pedro Álvares Cabral. Não à toa, hoje ela é responsável por representar o Brasil pelo mundo.

A viagem inaugural do navio, incorporado à Armada em 9 de março de 2000, ocorreu durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento. Nesses 25 anos de história, o barco já navegou por mais de 30 nações, levando as cores do Brasil a regatas, festivais e eventos que celebram a cultura náutica.

Cisne Branco: as características de um ícone

Com toda sua elegância, distribuída em 76 metros de comprimento, 10,5 metros de largura e um calado de 4,8 metros, o Cisne Branco chama atenção por onde passa — seja de navegadores ou da população.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Seu ponto alto são as imponentes 25 velas brancas, que o destacam de longe no horizonte. Entre seus três mastros, estão nada menos que 18 km de cabos (cordas). Quando em plena navegação, o navio pode atingir até 32 km/h, movido, além das velas, por motor diesel de 1001 HP.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Por dentro, o navio carrega itens históricos. Entre eles, candelabros do século 19, lustres que eram preenchidos com óleo de baleia para iluminar o espaço e um vitral central que retrata a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O vitral não fazia parte do projeto original do barco, construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdã, na Holanda, mas foi um presente à Marinha brasileira.

 

Entre as diversas curiosidades que cercam o Cisne Branco nestes 25 anos, uma das mais intrigantes é a tradição do “lobby da moeda”. Isso porque, durante sua construção, uma moeda foi colocada na base do mastro principal, que possui 46 metros de altura — o equivalente a um prédio de 15 andares.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

A ação remonta a Caronte, barqueiro do Submundo e figura da mitologia grega, conhecido por remar as almas dos falecidos através dos rios Estige e Aqueronte até a morada dos mortos, com o preço de uma moeda. Simbolicamente, a moeda assentada no mastro, em 1936, traz proteção aos marinheiros.


Trabalho e aprendizado sempre a bordo

Nem só de aparências vive o Navio-Veleiro Cisne Branco. Sua tripulação fixa é composta por 52 militares que, junto ao navio, promovem a mentalidade marítima e contribuem para a formação dos militares da Força, como aspirantes, alunos do Colégio Naval e aprendizes-marinheiros.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

A bordo, os alunos da Marinha recebem um treinamento que trabalha pontos como a disciplina, o trabalho em equipe e o respeito às tradições. Durante as missões, eles participam ativamente das manobras de vela e demais operações do navio, consolidando o aprendizado prático essencial à carreira naval.

 

O Mestre do navio, Primeiro-Sargento Renato Alves Reis Junior, ressalta que a vida no Cisne Branco ensina muito sobre o trabalho em equipe. “A bordo, cada membro da tripulação tem seu papel fundamental, e isso é imprescindível”, disse.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Como deixar o barco mais confortável termicamente? Veja soluções que ajudam a controlar o calor a bordo

    Da escolha dos materiais à circulação de ar, diferentes recursos podem reduzir o calor e melhorar o conforto dentro da embarcação

    De Itajaí para o mundo: mais de 60 embarcações OKEAN navegam por quatro continentes

    Dos Estados Unidos ao Japão, marca brasileira leva design, tecnologia e inovação nacional a mercados náuticos exigentes

    Azimut Yachts anuncia parceria técnica com Hypersail, projeto da Ferrari para vela oceânica

    Estaleiro italiano sedia a Base Operacional do projeto em Livorno e desenvolve versão personalizada da Azimut 72 Fly para reboque e apoio

    Novas formas de navegar: São Paulo Boat Show apresentou alternativas para uso de embarcações

    Maior salão náutico da América Latina teve empresas de compartilhamento de barcos e consórcio náutico

    Do outro lado do mundo: conheça os expositores internacionais do São Paulo Boat Show

    Três expositores chineses apresentaram soluções elétricos no São Paulo Expo, de 24 a 29 de setembro