Robôs no mar: universidade dos EUA explora os oceanos com barcos autônomos
Tecnologia permite realizar missões de pesquisa oceânica por meses sem tripulação


Em águas norte-americanas, embarcações que à primeira vista podem parecer abandonadas, na verdade representam o trabalho de cientistas. A Universidade do Sul do Mississippi (USM), em parceria com a empresa de tecnologia sustentável SeaTrac, expandiu os horizontes da ciência oceânica com o uso de barcos elétricos não tripulados.
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Essa colaboração permite que a equipe universitária conduza diferentes missões na água sem sair da terra firme. O especialista em instrumentação hidrográfica, James Thompson, disse à WLOX que esses barcos exigem poucas pessoas para operá-los.
Isso amplia o número de estudos simultâneos, já que os pesquisadores podem se dividir em diferentes missões, sem serem submetidos aos riscos de estar diretamente na água.


Embora tenham um alcance limitado, as embarcações não tripuladas da SeaTrac permitem acompanhar e mapear a saúde da água de forma otimizada e segura, além de conseguirem atuar em condições adversas onde humanos não trabalhariam. Isso reflete em conhecimento prático para os alunos da universidade e em importantes atualizações para a comunidade científica.
O barco SP-48
A embarcação em questão é o SP-48. O modelo capta e armazena energia solar em baterias potentes, o que o mantém operando mesmo em condições climáticas variáveis. Autônomo, o barco realiza missões programadas que podem durar de várias horas a vários meses, atendendo a comandos remotos.


Mesmo compacto, o SP-48 carrega uma ampla variedade de sensores. Sem tripulação, ele consome de 25 a 85 watts para operações de 24 horas por dia, durante uma semana (dependendo da velocidade e da energia solar disponível).
O modelo pode receber uma série de equipamentos para otimizar o trabalho científico, como sensores de qualidade da água oceanográficos e meteorológicos, amostradores ambientais, sonar de imagem, de varredura lateral, multifeixe ou de abertura sintética, ecosondadores e muitos outros.


Não à toa, a tecnologia foi descrita como “o futuro da ciência oceânica” por Thompson, indicando que a iniciativa da USM pode representar um novo capítulo na pesquisa dos oceanos.
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