Familiares de Amelia Earhart se pronunciam diante de possível descoberta de seu avião

Apesar de família da piloto revelar o que espera do destino da aeronave, existem dúvidas quanto a posse do avião

14/02/2024
Foto: Roberto Sullivan / Divulgação

Recentemente, a história da pioneira da aviação Amelia Earhart ganhou um novo capítulo. Isso porque um grupo de exploração acredita ter encontrado o avião que ela pilotava em 1937 ao tentar contornar o mundo. Agora, seus familiares se pronunciaram diante da possível descoberta.

O grupo de exploração em questão é o Deep Sea Vision (DSV), que divulgou, no final de janeiro deste ano, imagens de um sonar subaquático em que é possível observar o contorno do que seria o Lockheed Electra — a aeronave que Amelia pilotava quando desapareceu.

Contorno do que seria o Lockheed Electra, aeronave que Amelia pilotava quando desapareceu. Foto: Deep Sea Vision / Divulgação

Apesar de a descoberta ainda não ter sido confirmada e existirem contrapontos, o sobrinho-neto de Amelia, Bram Kleppner e sua mãe, Amy Kleppner, de 92 anos, se pronunciaram a respeito do assunto.

 

Ao The Times, Bram revelou que “a família está esperançosa por uma resposta sobre o destino de Earhart.” De acordo com ele, a aeronave “está no lugar certo” e “com certeza parece um avião.”

Amelia Earhart desapareceu ao tentar contornar o mundo pilotando aeronave, em 1937. Foto: Lucia Roblego / Divulgação

Já a mãe de Bram, Amy Kleppner — uma das poucas pessoas que conheceram Amelia em vida –, revelou ao The Times que gostaria de ver os restos mortais da piloto sendo devolvidos e enterrados em sua cidade natal — Atchison, no Kansas, Estados Unidos.

Foi onde Amelia nasceu e onde passou grande parte da sua juventude sob os cuidados dos avós. Com sorte, vai acabar em um lugar onde qualquer pessoa interessada poderá passar algum tempo com ela– Amy Kleppner, ao The Times

Há dúvidas quanto a posse do avião ser de familiares de Amelia Earhart

Ainda em conversa ao The Times, familiares de Amelia Earhart comentaram que, caso a descoberta da DSV seja realmente do avião da piloto, a família gostaria que a aeronave fosse colocada no Smithsonian Museum, em Washington, nos EUA.

 

Acontece que não é tão simples assim. Há uma série de dúvidas sobre quem tem a propriedade do avião, já que Amelia comprou a aeronave com dinheiro arrecadado pela Purdue Research Foundation — e planejava devolvê-la à Universidade Purdue.


Além disso, Andrew Pietruszka, arqueólogo subaquático do Scripps Institution of Oceanography, na Califórnia, mencionou ao The Times que, caso o avião esteja em águas internacionais, “provavelmente poderá ser reivindicado pelos descobridores, seguindo a lei de salvamento.” Para o arqueólogo, aliás, não está claro que a aeronave seja mesmo a de Amelia.

 

Ele leva em conta o fato de que outros grupos de exploração já disseram ter encontrado o avião, uma vez que a área foi sobrevoada por aeronaves japonesas e americanas durante a Segunda Guerra Mundial, tornando esse um fato comum.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Quase 25 metros de altura: brasileira pode quebrar recorde mundial no surf de ondas gigantes

    Em Nazaré, durante etapa da WSL Wave Challenge, Michelle des Bouillons encarou uma onda do tamanho de um prédio de sete andares

    Ventura lança linha de pesca: barco de estreia estará no Rio Boat Show 2026

    Modelo ao estilo “semichato” é uma das grandes novidades do estaleiro, que apresentará ainda outras 8 embarcações no evento

    Aos 72 anos, velejador completa volta ao mundo sozinho em barco de 5 metros feito em casa

    O australiano Eric Marsh é o participante mais velho da Mini Globe Race, regata que teve parada em Recife, no Brasil, em fevereiro

    De Noronha para o mundo: Projeto Golfinho Rotador vence prêmio internacional de turismo sustentável

    Iniciativa de conservação que soma mais de 35 anos recebeu a honraria no ITB Earth Award, uma das premiações mais prestigiadas do setor

    Sentir para criar: barco que será lançado no Rio Boat Show foi desenvolvido por pessoa cega

    Pedro Bittencourt, dono do estaleiro Pointter Mar, embora totalmente cego, participou de cada etapa da contrução da nova Pointter 155 Easy Ride. Salão será de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória