A Zimarine marcará presença no Rio Boat Show 2022 com seus produtos em madeira teca para barcos. Líder no setor há mais de duas décadas, a empresa é especializada em confecção e instalação de pisos de teca para embarcações. Claudio Ziouva, seu fundador, afirmou em entrevista à Náutica: “Cada barco é um barco, é trabalho de alfaiataria. Tudo 100% customizado. Todo o silicone e a cola vindos da Suíça, a madeira importada, com corte especial. A gente procura entregar o melhor para o nosso cliente”.
O estande da Zimarine contará com pisos, uma linha de bancadas e tampos de mesa e algumas novidades. Os visitantes também poderão ver os produtos instalados em vários barcos expostos no evento.
Veja a entrevista completa abaixo:
A 23ª edição do maior salão náutico outdoor da América Latina acontecerá de 2 a 10 de abril, na Marina da Glória, reunindo os principais lançamentos e destaques do mercado em um só lugar, com barcos na água e a bela Baía de Guanabara como cenário, além de diversas atrações. Serão nove dias de muita interação entre clientes, fabricantes, distribuidores e revendedores do setor.
Representantes da Associação Náutica Brasileira (ACATMAR) participam nesta semana da SEATEC 2022, feira dedicada à tecnologia, componentes e design de acessórios para o setor náutico, realizada na cidade de Carrara, na Itália, nos dias 17 e 18 de março.
“Temos que aproveitar o crescimento do segmento e trabalhar ainda mais para que nossas empresas estejam alinhadas com o movimento do mercado global e sejam competitivas neste universo”, destaca Mané Ferrari, presidente da entidade que estará no evento acompanhado por outros cinco empresários brasileiros.
Ferrari ressalta que o estímulo à participação dos associados em eventos pelo mundo é uma premissa da ACATMAR e destaca o apoio da ICE Agenzia – a Italian Trade Agency (ITA) – promotora do projeto Made in Italy que apoia as atividades comerciais náuticas entre o Brasil e Itália. “A ITA é a peça fundamental para estas relações internacionais e as parcerias entre as empresas. Possibilita que o setor náutico nacional esteja sempre na vanguarda do mercado mundial, gerando mais empregos e renda”.
Esta é a primeira feira internacional prevista para a associação em 2022. A participação em mais dois eventos náuticos no continente europeu neste ano também está certa e a entidade negocia uma visita técnica ao setor marítimo da Espanha, além de trabalhar para a realização da 3ª edição da Feira Internacional da Economia do Mar (Fimar) no mês de novembro, em Florianópolis.
Após um longo e minucioso trabalho de preparação, o paraibano José Eduardo Coutinho Guedes (ou Edu Guedes, como é conhecido) deu início neste domingo, 13 de março, à primeira etapa de uma pra lá de ousada expedição: a travessia João Pessoa-Ubatuba, no litoral Norte paulista. Serão 1300 milhas em uma lancha a motor de apenas 19 pés, uma aventura e tanto, em se tratando de uma embarcação desse porte, construída por ele mesmo, com compensado naval, e equipada com um motor de popa de 150 hp.
A largada, rumo ao Cabanga Iate Clube, em Recife (sua primeira escala), foi um acontecimento. Edu foi cercado pelo carinho da família e dos muitos amigos, que compareceram em massa à Jacaré Marina, na Cidade de Cabedelo, para desejar boa sorte ao navegador, que nasceu na capital paraibana, há 66 anos, mas está radicado no litoral Norte de São Paulo, onde é gerente da Marina Ubatuba.
Sob o signo da emoção, ele acionou o motor de popa da Maryas — o nome do barco é uma homenagem à avó de Edu, Maria Alice, às suas netas Maria Eduarda, Maria Clara e Yasmin (daí o “Y”) e à Nossa Senhora — e ganhou as águas de Cabedelo escoltado por várias lanchas locais.
Na viagem, vai também o capitão amador e mecânico de barcos Luís Peixoto. Na primeira etapa, porém, a dupla contou com um tripulante inesperado: o filho de Edu, que decidiu navegar até Recife, para dar uma força para o pai.
Quatro horas depois, o trio era só alegria ao desembarcar na capital pernambucana, por ter nas mãos uma lancha que se provou bastante confiável. “Para percorrer 82 milhas, gastamos 72 litros de gasolina. Saiu tudo como o esperado, sem intercorrência nenhuma”, conta Edu. “O mar estava um pouco agitado, mas o casco cortou as ondas sem nenhum susto. Até aqui, comportamento do barco é nota dez”, avalia o comandante.
Depois de pernoitar no Cabanga Iate Clube, na manhã de segunda-feira, 14, o comandante apontou a proa do Maryas para o litoral de Alagoas. A ideia era desembarcar em Barra de São Miguel, 30 quilômetros ao sul de Maceió. Porém, por conta da maré estar muito baixa, Edu Guedes e Luís Peixoto decidiram pernoitar na capital alagoana, deixando para percorrer o trecho mais bonito da costa estado no dia seguinte. Já na madrugada de terça, dia 15, após o café da manhã na própria lancha, a dupla seguiu viagem, com direito a navegar algumas milhas pelas águas do Rio São Francisco, na fronteira de Alagoas com Sergipe, onde foi recepcionada por pescadores. Próxima parada: Praia do Mosqueiro, em Aracaju.
Da Praia do Mosqueiro, em Aracaju, o Maryas segue para a Praia Mangue Seco, cenário da novela Tieta, veiculada pela Rede Globo em 1989; dali, ao ritmo de 18 a 20 nós, pega o rumo de Salvador, a ensolarada capital baiana. Vamos continuar acompanhando.
O plano é navegar cerca de 100 milhas por dia, afastando-se da costa de 3 a 8 milhas e reservando pelo menos um dia para conhecer e curtir cada uma das escalas. Assim, a dupla planeja cumprir todo o percurso em 22 dias (de 13 a 29 de março). Tudo isso pelo simples prazer de realizar um cruzeiro a motor, provando que é possível viajar de lancha pelo Brasil. Mais do que isso, que é muito bom.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja esclarece quando devem ser testadas as bombas de porão do barco. Além disso, ele cita os tipos de bombas que existem e as características de cada um. Veja o vídeo:
A Marine Express realizou, no centro de atendimento do Iate Clube de Santos, no Guarujá (SP), mais um treinamento de seu programa para navegadores. A iniciativa visa treinar os alunos no uso dos equipamentos eletrônicos da Raymarine voltados à segurança e ao apoio à navegação. As aulas são realizadas mensalmente nos centros de atendimento (Angra dos Reis (RJ), Ilhabela (SP), Guarujá (SP) e Tijucas (SC)) e os interessados podem se inscrever pelo e-mail [email protected].
Desde 1992, a Marine Express é representante das principais marcas fornecedoras de produtos náuticos para embarcações de esporte, lazer e comerciais. A marca oferece serviço completo de logística para abastecer os estaleiros, reduzindo os seus custos com importação, devolução de garantias, rede de serviços para atender garantias, instalações e demais suporte no pós venda.
O Guruçá Cat, famoso catamarã que deu a volta ao mundo, será leiloado na próxima sexta-feira, dia 18. O modelo, um Pignaton 54, foi construído pelo casal Guta Favarato e Fausto Pignaton.
Feito todo de madeira e com capacidade para 10 pessoas, o veleiro levou quatro anos para completar a circum-navegação. Foram mais de 30 países visitados durante o trajeto, incluindo a Indonésia, Malásia, Tailândia, Madagascar e Moçambique.
Em 2020, o casal decidiu vender o barco, mas a história não acaba por aí: um ano depois, ele foi interceptado a 270 km da costa do Recife com uma carga de 2,2 toneladas de cocaína. A operação foi realizada pela Polícia Federal e a Marinha do Brasil, com apoio de informações de agências de Portugal, Estados Unidos e Reino Unido. Os cinco tripulantes, todos brasileiros, foram presos. A droga e a embarcação, que tinham como destino a Europa, foram apreendidas.
Guruçá Cat durante operação da Polícia Federal e Marinha
De acordo com o G1 Pernambuco, Guta relatou que o veleiro já havia sido vendido duas vezes antes da apreensão. Ela e o marido lamentaram que a embarcação, lar do casal por uma década, tenha sido utilizada para o tráfico internacional de drogas.
Localizado agora no município de Tamandaré (PE), o Guruçá Cat será leiloado no próximo dia 18, às 10h, pelo lance mínimo de R$ 650 000,00. A venda ocorre pelo site da VIP Leilões e o anúncio já está aberto para lances.
Quanto a Guta e Fausto, o futuro já está sendo construído, mais especificamente, na forma de um novo catamarã. Eles pretendem realizar outra viagem ao redor do mundo e se dedicam para produzir uma embarcação à altura do desafio. Sem deixar de lado a consciência ambiental, o barco contará com painéis de energia solar, madeira reflorestada, tratamento de esgoto e dessalinizador.
Eles preveem concluir o trabalho em 4 anos, e declaram que a próxima aventura vai ser diferente. Em entrevista à Tribuna Online, Fausto afirmou: “A primeira volta ao mundo não é para curtir, é para aprender. Agora é que vamos nos divertir melhor”.
Por Gabriel Caldini, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
A Lanchas Coral estará presente no Rio Boat Show 2022 e exibirá seus belos modelos nas águas da Baía da Guanabara. Em entrevista à Náutica, Leonardo Chiavazzoli, sócio-gerente da empresa, anunciou: “A gente vai expor desde a linha da 22 até 50 pés, bem maior que em São Paulo, com a possibilidade de test drive.” Ainda afirmou que o público poderá ver modelos de embarcações com o motor de popa escondido.
Há mais de 30 anos no mercado, a Lanchas Coral é uma marca inovadora e sempre antenada com os avanços tecnológicos. Uma criação exclusiva da empresa são as lanchas com proa aberta e cabine. Isso faz da Coral um dos estaleiros mais importantes e respeitados do Brasil, sempre com presença confirmada nas principais feiras do setor náutico brasileiro (Rio Boat Show e São Paulo Boat Show).
Veja a entrevista completa abaixo:
A 23ª edição do maior salão náutico outdoor da América Latina acontecerá de 2 a 10 de abril, na Marina da Glória, reunindo os principais lançamentos e destaques do mercado em um só lugar, com barcos na água e a bela Baía de Guanabara como cenário, além de diversas atrações. Serão nove dias de muita interação entre clientes, fabricantes, distribuidores e revendedores do setor.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja esclarece a seguinte dúvida: um motor a diesel menor equivale a um com maior potência a gasolina? Confira abaixo:
A Jeanneau Yachts marcará presença no Rio Boat Show com sua linha de barcos a vela e a motor, além de algumas novidades. Em entrevista à Náutica, Paulo Cesar Duarte Pimentel, representante da marca, confirmou a presença do veleiro Sun Odissey 440 com deckwalkaround. Trata-se de um conceito de embarcação sem degraus, no qual todos os ambientes se situam à mesma altura, trazendo conforto e praticidade à tripulação.
Criada na França em 1957, a Jeanneau Yachts, do Grupo Beneteau, é uma das marcas de maior prestígio no mundo quando se trata de barcos a vela e motorizados.
Confira a entrevista completa abaixo:
A 23ª edição do maior salão náutico outdoor da América Latina acontecerá de 2 a 10 de abril, na Marina da Glória, reunindo os principais lançamentos e destaques do mercado em um só lugar, com barcos na água e a bela Baía de Guanabara como cenário, além de diversas atrações. Serão nove dias de muita interação entre clientes, fabricantes, distribuidores e revendedores do setor.
A Vokan nasceu em 2013, criada por empreendedores apaixonados por aviação e com grande experiência no mercado segurador. Desde então, a empresa vem se tornando referência no setor e expandiu a área de atuação também para o corporativo, adentrando, há dois anos, no mercado dos seguros náuticos.
Sobre essa escolha, Luiz Eduardo Bonorino Moreira, CEO, afirma: “Como a gente é a maior corretora do Brasil de seguros aeronáuticos, enxergamos a sinergia entre os serviços, já que basicamente toda pessoa que tem uma aeronave, tem um barco”.
Sobre os atributos da empresa, Moreira destaca o bom atendimento, a expertise e a proximidade tanto com o cliente quanto com o mercado segurador, trazendo sempre serviços diferenciados. “Nossos investimentos vão seguir fortes no segmento náutico, assim como sempre fizemos no aeronáutico, para tornar a nossa marca conhecida e para que possamos entrar com tudo nesse mercado”, ressalta.
A empresa oferece proteções sob medida contra incidentes e acidentes que possam ocorrer com sua embarcação, tripulação ou terceiros, além de contar com um time formado por especialistas em diversos ramos para oferecer um serviço consultivo e garantir a solução dos desafios de gestão de seguros dos clientes.
Atualmente, seu principal plano cobre tanto a embarcação como a responsabilidade civil, ou seja, quaisquer danos eventualmente causados a terceiros. Dentre as coberturas adicionais, está a remoção de destroços no caso de acidente, processo que, sem um contrato de seguro, implica uma grande despesa ao proprietário da embarcação.
COBERTURAS BÁSICAS
Perda total;
Assistência Salvamento;
Roubo ou Furto total qualificado;
Danos parciais;
Operação de colocação e retirada da água;
Limite de navegação: Litoral Brasileiro.
COBERTURAS OPCIONAIS
Responsabilidade Civil Terceiros;
Roubo ou Furto qualificado de equipamentos (sob consulta);
Participação em regatas (inclusive danos a mastros e velas);
Participações em competições de pesca;
Remoção de destroços;
Extensão para viagens internacionais.
Conheça um pouco sobre os principais executivos do grupo:
Alexandre Macedo
Formado em Administração de Empresas pela Unaerp e pós-graduado pela University Of Brighton (UK) em Business & Financial. No mercado segurador, Alexandre foi responsável pelo desenvolvimento de negócios no interior de São Paulo, atuando em uma corretora multinacional, onde desenvolveu experiência em todos os ramos de seguro, principalmente no segmento aeronáutico. Atualmente está à frente da área comercial da VOKAN, atuando em todo o Brasil.
Camila Diniz
Formada em Comunicação Social, Camila possui mais de 14 anos de experiência na área comercial e marketing. Participou também do curso teórico de Piloto Privado de helicóptero e já desempenhou diversas funções no setor de aviação. Responsável pela abertura da Filial de Belo Horizonte da VOKAN, onde obteve um enorme sucesso na carteira de seguros de aviação executiva, não só do estado de Minas Gerais, mas atuando nível Brasil. No segmento de aviação agrícola, Camila foi responsável pelo início do projeto desta modalidade de seguro na VOKAN, carteira hoje de extrema importância dentro do nosso portfólio. Hoje à frente da área comercial da VOKAN, Camila tem grandes desafios pela frente na expansão da empresa e prospecção de novos clientes.
Guiherme Krupelis
Administrador de empresas com ênfase em Comércio Exterior pela USJT e pós-graduado em Gestão de Negócios pela FECAP e em Direito Aeronáutico pela Anhembi Morumbi. No mercado segurador, tem 7 anos de experiência em Subscrição de Seguros, com passagens pela Fairfax e AXA. No time da VOKAN há quase dois anos, possui excelente relacionamento com seguradoras, agilizando processos de contratação de seguros. Tem atuação internacional, tendo coordenado a rotina de subscritores do Lloyd’s em Londres, maior sindicato de seguros do mundo e brokers de resseguro.
Luiz Eduardo Moreira
Formado em Administração de Empresas pelo IBMEC/RJ e pós-graduado pela Fundação Dom Cabral. Possui experiência no mercado segurador e ressegurador internacional, tendo atuado como broker de resseguros na área de Oil & Gas, administrando clientes importantes, como Petrobras e Queiroz Galvão Óleo e Gás, entre outros. Em retail, Luiz Eduardo foi responsável pela área técnica de uma corretora multinacional, onde atuou à frente de colocações de todos os ramos de seguros e ajudou na reformulação da equipe de placement. No segmento de seguro aeronáutico, em particular, possui experiência nas apólices das maiores companhias aéreas do país (comercial e cargueiras), e também na colocação das apólices do satélite de uma empresa de telecomunicações (lançamento e em órbita).
Tatiana Macedo
Formada em Direito pela UNAERP e MBA em Direito da Economia e da Empresa pela FGV. Tatiana possui mais de 20 anos de experiência na área jurídica corporativa. Foi a responsável pelo início do projeto da modalidade de seguro garantia na VOKAN. Como parte da área comercial da corretora, Tatiana tem grandes desafios pela frente na expansão da empresa e prospecção de novos clientes.
Uma viagem de barco entre João Pessoa, na Paraíba, e Ubatuba, no litoral Norte de São Paulo, é uma aventura que excita a imaginação de qualquer comandante sonhador. As belezas do litoral brasileiro são indescritíveis. Neste domingo, 13 de março, às 9h da manhã, o paraibano José Eduardo Coutinho Guedes vai dar início à realização desse sonho.
O que mais chama atenção é a embarcação que Edu Guedes (como é chamado pelos amigos) escolheu para a travessia: uma pequena lancha de apenas 19 pés, ou 5,80 metros de comprimento, com 2,44m de boca, que ele (atenção para o detalhe) construiu com as próprias mãos, com compensado naval, ao longo de um período de quatro anos e três meses.
Meio paraibano, meio paulista (ele passou metade de seus 66 anos radicado em Ubatuba, onde trabalha como gerente de uma marina), Edu está acostumado a navegar pelo litoral Norte de São Paulo a bordo de uma velha e boa Carbrasmar 22 — seu destino preferido é a paradisíaca Ilha das Couves. Quando pode, dá uns tiros mais longos. Sempre de lancha, vai, por exemplo, de Ubatuba a Santos; ou ao Guarujá; ou até Angra. Sua expedição mais longa foi entre Ubatuba a Florianópolis. Desta vez, ele decidiu ousar pra valer. Serão 1.300 milhas entre a Praia do Jacaré, na região metropolitana de João Pessoa, e a Praia da Enseada, em Ubatuba.
Outros navegadores já fizeram travessias semelhantes, de veleiro ou, eventualmente, em lancha de médio ou grande porte. Mas nunca a bordo de uma lanchinha como essa, equipada com um motor de popa de 150 hp, tanque de combustível de 150 litros e batizada de Maryas — o nome, assim mesmo, no plural, é homenagem à avó de Edu, Maria Alice, às suas netas Maria Eduarda, Maria Clara e Yasmin (daí o “Y”) e à Nossa Senhora.
A ideia, meio maluca, tem um “quê” de religiosidade. Não por acaso, na pequena cabine na proa da lancha ele leva na cabeceira uma imagem de N. Sra. Aparecida. “Foi nela que espelhei minha fé”, diz. A ideia surgiu no distante ano de 1993, quando Edu Guedes foi diagnosticado com leucemia e desenganado pelo médico. Para fazer curta uma longa história, ele deu a volta por cima amparado pela fé.
Enquanto convalescia, prometeu a si mesmo que, se superasse a doença, quando completasse 60 anos de idade (à época, tinha 37) faria uma viagem comemorativa. “Aí, comecei a imaginar em que tipo de barco seria, comecei a fazer o planejamento de um sonho”, diz, feliz da vida, enquanto apresenta a linda lancha de madeira que construiu com as próprias mãos, capaz de navegar em mar aberto, rápido e confortável, seguindo ele. “E olha que eu nunca tinha feito um barco na vida”.
Na viagem, Edu terá a companhia de um amigo — o capitão amador e mecânico de barcos Luís Peixoto. O plano é navegar cerca de 100 milhas por dia, afastando-se da costa de 3 a 8 milhas e reservando pelo menos um dia para conhecer e curtir cada uma das escalas. Assim, a dupla planeja cumprir todo o percurso em 22 dias (de 13 a 29 de março). O objetivo? Demonstrar a viabilidade de navegação na costa brasileira. Ainda que em uma lancha de escassos 19 pés de comprimento.
A rota do Maryas
João Pessoa/Recife – Iate Clube Cabanga
Saída programada para o dia 13/03/22 da Jacaré Marina na Cidade de Cabedelo -PB previsto para as 9:00 h com destino a cidade do Recife/PE e pernoite no Cabanga Iate Clube.
Recife/Barra de São Miguel – AL
Saída programada para o dia 14/03/22 as 06:30 com destino a Praia dos Carneiro na Marina dos Carneiros Midinho (celular), em seguida vamos para a Ilha de Santo Aleixo, em seguida para Praia de Maragogi, podemos fazer uma entrada em Maceió para abastecimento ou seguir direto com destino a Praia de Barra de São Miguel/AL para a Stella Marina.
Barra de São Miguel-AL/Mosqueiro-SE
Saída programada para o dia 15/03/22 as 04:30 h com destino a foz do Rio São Francisco onde vamos entrar até a cidade Piaçabuçu e em seguida partiremos para a cidade de Mosqueiro/SE onde iremos pernoitar na Top Marine de propriedade de Wanber.
Mosqueiro-SE/Salvador-BA
Saída programada para o dia 16/03/22 as 04:30 h com destino a cidade do Mangue Sêco/SE ou Conde na praia da Barra Itariri-BA que fica a 60mn de Mosqueiro para um provável refúgio ou reabastecimento antes de chegar em Salvador/BA, onde iremos pernoitar na Bahia Marina. Devemos permanecer em Salvador dois dias para conhecer a região.
Salvador-BA/Ilhéus-BA
Saída programada para o dia 18/03/22 as 4:30 com destino a Ilhéus-BA onde iremos pernoitar no Iate Clube de Ilhéus.
Ilhéus-BA/Santa Cruz de Cabrália
Saída programada para o dia 19/03/22 as 4:30 com destino a Santa Cruz de Cabrália/BA onde iremos pernoitar.
Santa Cruz de Cabrália-BA/Caravelas-BA
Saída programada para o dia 20/03/22 as 4:30 com destino a Caravelas/BA onde iremos pernoitar.
Caravelas-BA/Arquipélago de Abrolhos-BA
Saída programada para o dia 21/03/22 as 06:30 com destino ao Arquipélago de Abrolhos onde iremos pernoitar.
Arquipélago de Abrolhos/Conceição da Barra
Saída programada para o dia 22/03/22 as 4:30 com destino a Conceição da Barra/ES.
Conceição da Barra-ES/Vitória-ES
Saída programada para o dia 23/03/22 as 4:30 com destino a Vitória/ESonde iremos pernoitar..
Vitória-ES/Atafona-RJ
Saída programada para o dia 24/03/22 as 4:30 com destino a Atafona/RJ onde iremos pernoitar.
Atafona-RJ/Cabo Frio-RJ
Saída Programada para o dia 25/03/22 as 4:30 com destino a Cabo Frio/RJ. Iate Clube Rio de Janeiro.
Cabo Frio-RJ/Rio de Janeiro-RJ
Saída programada para o dia 26/03/22 as 4:30 com destino ao Rio de Janeiro/RJ, Marina da Glória.
Rio de Janeiro-RJ/Angra dos Reis-RJ
Saída programada para o dia 27/03/22 as 4:30 com destino a Angra dos Reis/RJMarina Piratas.
Angra dos Reis-RJ/Paraty-RJ
Saída programada para o dia 28/03/22 as 7:30 com destino a Paraty/RJ Saco do Mamanguá.
Paraty-RJ/Ubatuba-SP
Saída programada para o dia 29/03/22 as 6,30 com destino final da expedição a cidade de Ubatuba/SP na Marina Ubatuba.
Na próxima quarta-feira, 16 de março, o canal NÁUTICA exibirá mais um episódio da temporada de Loucos Por Barcos. Um bate papo descontraído semanal sobre os temas náuticos mais pedidos pelos leitores e seguidores.
O programa #LoucosPorBarcos irá falar sobre os lançamentos, as novidades e atrações do Rio Boat Show 2022
O bate-papo conta com grande troca de informações sobre barcos, sempre com a interação em tempo real dos telespectadores por meio das redes sociais e o chat do YouTube.
O Loucos Por Barcos vai ao ar às quartas, a partir das 20 horas, na TV NÁUTICA, no YouTube. Se inscreva para não perder!
Se você tem alguma dúvida ou comentário, converse com a gente pelas redes sociais ou envie sua dúvida para [email protected].
Visitamos as novas instalações da Marine Express, representante de marcas como Raymarine e Seakeeper, na Marina Verolme, em Angra dos Reis. A nova loja consolida um plano de expansão no litoral brasileiro junto aos principais polos náuticos, para aproximar a relação com o seu cliente final. O vídeo vai ao ar nesta sexta-feira (11), às 21 horas. Fique ligado!
A Marine Express inaugurou, recentemente, filiais no Iate Clube de Santos e em Ilhabela, em São Paulo. A empresa conta, ainda, no Guarujá com outra unidade de atendimento especializado, localizado na Marina Astúrias, com oficina e técnicos homologados pelas principais marcas representadas.
A empresa também oferece uma estrutura completa de serviços de laboratório técnico em São Paulo, para consertos e reparos das marcas representadas. Na área de pós-venda e serviços, a Marine Express atende há 28 anos clientes na costa Brasileira e águas interiores. Hoje, 85% dos atendimentos no litoral são diretamente atendidos por equipe própria, oferecendo um atendimento atualizado com as novas tecnologias, com peças de manutenção, segundo informações da marca.
O tradicional Yacht Club Paulista, na Represa de Guarapiranga, será palco para a 6ª edição do Classic Boat Festival, neste domingo, 13 de março.
O barco-tema deste ano será o hidroplano, famoso por protagonizar as competições de velocidade nos anos 50, 60 e 70. Abilio Diniz, célebre empresário e vencedor da última corrida de hidroplanos no Brasil há mais de vinte anos, será o convidado especial.
O evento começará às 9h com apresentação da banda da Marinha do Brasil e hasteamento da bandeira. As atividades náuticas incluem demonstrações de esqui aquático e wakeboard, além de duas simulações de corridas de barcos e a deslumbrante procissão das lanchas clássicas, comprovando que o tempo passa, mas a paixão continua.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja explica como o ato de usar o guincho para puxar o barco até a âncora prejudica o equipamento. Além disso, ele ensina a maneira correta de realizar essa operação. Veja o vídeo:
Há 22 anos, a Copa Mitsubishi é um marco da vela de oceano paulista. Seja por ser o campeonato mais regular da costa, seja por ser um evento desafiador. Afinal, suas quatro etapas acontecem durante todo o ano, ou seja pelo alto nível técnico das regatas.
Sem perder nenhuma dessas características, a edição 2022 da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela, começa no próximo sábado, dia 12 de março, com o objetivo de fazer com que novas equipes se juntem aos assíduos velejadores que disputam o campeonato.
“Sabemos que não é simples a logística de trazer os barcos de localidades mais distantes de Ilhabela e sempre tentamos incentivar a participação de equipes de Santos, Ubatuba, do Rio de Janeiro e mesmo de Santa Catarina, como já aconteceu. Este ano queremos ainda mais criar condições para que novos velejadores conheçam e participem de nosso evento”, explica Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, sede da competição, desde sua primeira edição.
Para isso, a organização do evento está proporcionando um desconto de 50% no valor das inscrições para as embarcações que não participaram do evento no ano passado. Para aqueles que nunca estiveram na Copa Mitsubishi a inscrição terá o valor de apenas R$ 50,00.
“Além disso, queremos incentivar a participação de novos praticantes da vela, aqueles que conhecemos como Bico de Proa. Ou seja, embarcações que não estão medidas em nenhuma das classes usuais da vela, explica Carlos Eduardo Sodré, o “Cuca”, responsável técnico pelo evento. “Os barcos da Bico de Proa terão um dia único para correrem a cada etapa, além de terem também um desconto nas inscrições, explica Cuca.
Mais um incentivo será dado às equipes formadas apenas por duplas:
“A gente sabe também, que muitas vezes, os comandantes de uma embarcação tem dificuldades em completar a tripulação, e acabam não correndo as regatas. Estamos abrindo neste ano a possibilidade de correrem em duplas, como uma forma de facilitar a participação. E, para essas duplas, os valores de inscrição também são reduzidos”, explica Cuca Sodré.
Nesta primeira etapa as regatas de Duplas e do Bico de Proa serão disputadas no dia 19, sábado,
2022 marca a volta das atividades em terra
Com responsabilidade, a organização conseguiu realizar a Copa Mitsubishi em 2020 e 2021, mesmo durante a pandemia, mas para isso, reduziu drasticamente as atividades em terra, restringindo a competição às regatas.
“Mas todos sabem que as confraternizações são o momento em que os velejadores aproveitam para trocar experiências, falar sobre as regatas e confraternizar, que é parte importante do evento”, comenta Mauro Dottori.
“Neste ano, claro que sempre observando a evolução da pandemia, nosso objetivo é voltar com as confraternizações, os jantares, as bandas e shows ao vivo que tanto fazem sucesso”, completa Mauro.
Nesse sentido, a primeira etapa já começa com um coquetel de abertura e boas vindas aos velejadores com música ao vivo, na sede do Yacht Club de Ilhabela, na sexta-feira, 11 de março.
O dia seguinte, 12 de março, começa com um café da manhã especial e, após as regatas, a tradicional canoa de cerveja.
O segundo final de semana da etapa, dias 19 e 20, será de muita atividade na água em em terra.
Além das regatas para todas as classes, no sábado, 19, acontece o “Dia do Bico de Proa e Regata em Duplas”, as regatas especiais para estas classes, seguidas de premiação na sede do Yacht Club de Ilhabela em um happy hour com banda ao vivo.
No domingo, 20, as regatas finais e a cerimônia de premiação.
Inscrições já estão abertas
As inscrições para a primeira etapa da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela já podem ser feitas no site oficial do evento: www.circuitoilhabela.com.br.
Esta primeira etapa será disputada em dois finais de semana: 12,13 e 19,20 de março, mas a Copa Mitsubishi tem ainda mais três etapas durante o ano de 2022.
A Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela tem organização e realização do Yacht Club de Ilhabela, patrocínio da Mitsubishi Motors e apoios da Prefeitura Municipal de Ilhabela, Balaio de Ideias, e-ventos, Jornal Ancoradouro, Control Service, North Sails, ABVO e FEVESP.
O Rio Boat Show volta com tudo e chega em sua 23ª edição consolidado como o mais importante salão náutico outdoor da América Latina, marcando a retomada dos eventos e do turismo no Estado do Rio de Janeiro. Serão nove dias reunindo os mais importantes fabricantes, distribuidores e revendedores do setor náutico na Marina da Glória.
Com barcos na água e no seco e a encantadora vista da Baía de Guanabara, os visitantes contarão com diversas atrações, como o único desfile noturno de barcos do Brasil, que transformará a bonita baía da marina em uma espécie de passarela náutica, com as mais belas embarcações desfilando para o público.
Um dos mais bonitos salões náuticos do mundo, o Rio Boat Show terá, mais uma vez, estandes inteiros flutuantes, com visual bem original. Abrigada na Marina da Glória, um dos cartões-postais do Brasil, o Rio Boat Show proporcionará aos visitantes conhecer, testar e comprar um barco. Os reais interessados em um ou mais modelos de barcos agendar uma avaliação na água. Afinal, poder comparar as opções na prática é um grande negócio, antes mesmo de você fechar o seu.
O Governo Federal lançou, na última terça-feira (8), em encontro no Clube Naval, em Brasília (DF), um plano com o objetivo de promover o turismo náutico. As ações incluem desde isenção de impostos e liberação de créditos até investimento em infraestrutura e capacitação profissional. As medidas são uma demanda do Ministério do Turismo, que busca fazer o Brasil despontar como potência nesse tipo de atividade.
Na ocasião, estiveram presentes os ministros Gilson Machado (Turismo), Paulo Guedes (Economia), Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Trabalho) e Joaquim Leite (Meio Ambiente). Também participaram personalidades do setor, como os velejadores Amyr Klink e Lars Grael.
“O Brasil apresenta um dos maiores potenciais de desenvolvimento do turismo náutico no mundo, com cerca de 8 500 quilômetros de litoral, 35 mil quilômetros de rios e canais navegáveis e mais 9 260 quilômetros de margens de reservatórios de água doce, lagos e lagoas”, destacou o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.
Dentro desse pacote de incentivos, está incluída a decisão de zerar o imposto de importação sobre motos aquáticas e outros veículos náuticos que não possuam propulsão a motor. A decisão da Câmara de Comércio Exterior já foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) no dia 2 e começa a valer na semana que vem. O pedido veio do ministro do Turismo e isentará os importadores de pagar 18% de imposto de importação sobre os produtos.
Em dezembro de 2021, o governo já havia autorizado a importação de motos aquáticas e barcos a vela usados, com até 30 anos de fabricação. No mês anterior, os barcos a vela foram incluídos na Letec (Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul), assegurando a isenção de tributos federais para todos os interessados em importar veleiros. O Executivo alegou que as medidas buscavam incentivar o turismo náutico.
O reconhecimento profissional da atividade de condutor de turismo náutico como profissão também será ponto de destaque no pacote. A categoria foi incorporada na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) na última quinta-feira (3) e, segundo Gilson Machado, “dará visibilidade à atividade e garantirá a elaboração de políticas públicas para esses trabalhadores”. Nesse sentido, um curso de capacitação de turismo náutico, uma parceria com a Marinha, será anunciado pelo ministro.
O direcionamento de verba ao turismo náutico virá por meio de oferta de crédito, com acordo junto à Caixa Econômica, além de doações por parte do Ministério do Turismo com foco na melhoria de infraestruturas. A pasta vai assinar a doação de uma rampa pública ao Distrito Federal, além de oito projetos para desenvolvimento de rampas e píeres no Brasil. Ainda não há pontos definidos para as construções, que serão definidas de acordo com a demanda.
Há, ainda, a previsão para anunciar um projeto de afundamento de embarcações históricas. O objetivo é fomentar a pesca e a exploração do turismo por meio da prática de mergulho. Todas as medidas e novidades em relação ao turismo náutico estarão compiladas em um novo site do governo direcionado às atividades. A plataforma será lançada nesta terça (8), junto com o pacote de ações.
O projeto Rota Polar, idealizado pelo velejador Beto Pandiani e patrocinado pela Sabesp, foi lançado nesta quarta-feira (9), em São Paulo. Com o objetivo de discutir as mudanças climáticas e seus impactos socioambientais, o lançamento começou surpreendendo os paulistanos com uma velejada pelo Rio Pinheiros, que perdeu a qualidade com a urbanização na década de 1970 e vem sendo revitalizado.
A oitava travessia de Pandiani está programada para começar no final de maio deste ano. Nela, Beto retoma a parceria com o francês Igor Bely, que esteve presente em outras suas duas travessias: Oceano Pacífico e Atlântico.
Fechada pelo gelo nos últimos séculos, a Calota Polar vem recuando, intensificando o tráfego marítimo e movimentando também o tabuleiro das potências que tem seu litoral banhado pelo Oceano Ártico e acelerando disputas geopolíticas. Quais serão as consequências? Será um fenômeno cíclico ou tem relação com a emissão de combustíveis fósseis? Como, e se podemos mitigar este fenômeno?
Para responder a estas e tantas outras questões o Projeto Rota Polar vai muito além da travessia, que será o ponto de partida para uma série de atividades voltadas à educação e o meio ambiente. Entre elas a produção de um documentário, elaboração de artigos e publicação de um livro que retratarão o impacto ambiental, social, econômico e cultural do rápido desgelo do Ártico. Além das imagens captadas durante toda a travessia, que deve durar até setembro de 2022, o material produzido trará entrevistas com cientistas ligados a pesquisas no Hemisfério Norte como biólogos, meteorologistas, glaciologistas e historiadores. A produção do material é assinada pela Tocha Filmes e integram a equipe de filmagem os fotógrafos e documentaristas Alexandre Socci e Alberto Andrich.
“O nosso objetivo, além de mostrar que é possível navegar pela passagem nos verões, é produzir um documentário, artigos e um livro sobre o impacto ambiental, social, econômico e cultural do rápido desgelo do Ártico”.
Pioneirismo, tecnologia, sustentabilidade, educação, pesquisa, inovação e Gestão de Riscos envolvem o Projeto Rota Polar. “Nosso combustível é a força humana, o vento e a energia solar. As soluções tecnológicas atuais proporcionam uma viagem com baixo impacto ambiental”, fala Beto Pandiani, que sempre optou por viajar em pequenos barcos catamarãs sem cabine e sem motor. E desta vez não será diferente.
De diferente, o pequeno catamarã terá como complemento um sistema de pedal a fim de criar outra forma de propulsão além do vento para ultrapassar o gelo. “Pela minha experiência, em viagem anterior, sei que nos mares do Ártico teremos pouco vento por muitos dias”, explica Beto Pandiani sobre esta alternativa.
A saída está marcada final do mês de maio e o período crítico da viagem deve acontecer no final de agosto, com a chegada ao trecho normalmente bloqueado pelo gelo. “Uma vez liberado, o próximo desafio será cruzar para o Atlântico Norte, próximo a Groenlândia por águas abertas, onde termina esta etapa da viagem e começa a edição do material que, acredito, pode auxiliar na educação e concretização das mudanças pela sociedade e na urgente busca por alternativas sustentáveis para a nossa sobrevivência”, conclui Beto Pandiani sobre o Projeto Rota Polar.
Realizada pelo Yacht Club de Ilhabela, a Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica completa 22 anos consolidada como uma importante competição de regularidade. Com um calendário que se estende ao longo do ano em 4 etapas, cada uma realizada em dois fins de semana, reúne em média 40 barcos e 300 tripulantes em cada disputa.
Uma longa história que nasceu da necessidade de ter uma competição em São Paulo com calendário fixo para as pessoas se programarem para velejar o ano todo — nas mais diversas condições de vento, mar, correntes, clima, já que é disputada em todas as estações do ano. E essa ideia surgiu justamente de um velejador que se encantou com a beleza e o charme de Ilhabela desde a primeira vez que velejou no canal de São Sebastião, em 1973: “Corri alguns campeonatos lá e, depois da Semana de Vela de Ilhabela, tive a ideia de fazer um torneio anual, de modo a criar um calendário para animar os velejadores”, conta Eduardo de Souza Ramos. “Assim nasceu o acordo com o Yacht Club de Ilhabela para fazer as 4 etapas. O campeonato já nasceu com o propósito de ser um evento gostoso, para curtir a velejada naquele cenário lindo, mas que também fosse agradável em terra”, acrescenta.
O torneio começou somente com a classe ORC, antiga IMS, agregou outras e excluiu algumas ao longo de sua trajetória, evoluindo junto com o esporte. Atualmente, participam embarcações das classes oceânicas Bico de Proa, HPE25, C30, ORC e RGS, muitas das quais realizam os seus campeonatos durante a Copa Mitsubishi. O próprio Yacht Club de Ilhabela se modificou, passou por reformas e ficou ainda melhor. Trocou também de patrocinador — de Suzuki para Mitsubishi —, em uma mudança de estratégia das marcas do mesmo grupo HPE, que apoia o esporte há muito tempo. “O esporte à vela está no DNA da Mitsubishi Motors há quase 30 anos. Somos uma das mais antigas patrocinadoras das principais competições do esporte no Brasil, como a Semana de Vela de Ilhabela e a Copa Mitsubishi de Vela. Também batizamos uma competição de barcos S40, a Mitsubishi Sailing Cup. Tanto os nossos carros quanto o esporte à vela oferecem o mesmo espírito aventureiro e desbravador, a mesma atenção aos detalhes que, sabemos, faz toda a diferença”, afirma Letícia Mesquita A. Oliveira, diretora de marketing da Mitsubishi Motors.
A Copa Mitsubishi tem o apoio da Associação Brasileira dos Veleiros de Oceano – ABVO porque segue todas as orientações e regras. “Está consolidada como uma das competições mais almejadas porque acontece na Ilhabela, reúne a flotilha, promove agradáveis eventos sociais e serve como treino para o grande acontecimento que é a Semana de Vela”, diz Mario Martinez, presidente da ABVO, que participa desde a primeira edição e já venceu cinco vezes. “Aproveito para agradecer a Mitsubishi por patrocinar a Copa e o Eduardo Souza Ramos que, durante todos esses anos, patrocinou a competição que tornou o calendário de vela consistente”.
Muita coisa mudou, mas o espírito da competição se mantém inalterado. A presença de um público fiel, que participa de todas as etapas — muitos desde a primeira edição do campeonato —, e também de tripulações migratórias e daqueles que participam de duas etapas por ano, é a prova do sucesso. Velejadores olímpicos e campeões, como Torben e Lars Grael, Bochecha, Maurício Santa Cruz, Samuel Albrecht, Martine Grael, Bruno Prada, Robert Scheidt, entre tantos outros, bem como velejadores novatos, que estão descobrindo os prazeres da vela, também costumam marcar presença. “O objetivo do evento foi atingido, porque a ideia era preencher a vela paulista com um evento organizado, com data fixa. Além disso, mantém a vela ativa e o mercado náutico aquecido”, diz Cuca Sodré, juiz de regata e organizador do evento. “Este ano, haverá premiações especiais para os barcos que mais participaram da competição, os velejadores assíduos”.
Vale destacar que o evento serviu também para treinar e formar velejadores. A escola de iatismo BL3, presente na Ilhabela desde 1992, participa desde a primeira edição da Copa Mitsubishi, sempre com alunos. Nesses 20 anos, cerca de 1 000 alunos passaram pelos seus barcos durante a competição — ou cerca de 50 alunos por ano.
Os 20 anos da Copa Mitsubishi não puderam ser comemorados em 2020 por conta da pandemia. Em 2021, aconteceram apenas algumas etapas também por conta do Covid, por isso a comemoração será nesse ano — e caprichada. “A vela de oceano é uma das grandes forças do Yacht Club de Ilhabela. Nós organizamos a Semana de Vela Ilhabela, que é a maior regata de vela de oceano da América Latina, e temos a Copa Mitsubishi, que terá novidades esse ano. Teremos a diversão certa dentro d’água, e atrações em terra: mais eventos sociais, coquetel de boas vindas, café da manhã, talvez happy hour ou jantar para as equipes, shows, em pelo menos um final de semana de cada etapa. Acho que vamos atrair mais gente para a nossa vela. Afinal, a diversão ali é certa, temos uma raia excelente, um dos cenários mais lindos que eu conheço para velejar, e isso tudo nos anima muito para fazer um campeonato com mais participantes e cada vez melhor”, disse Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela.
Bem organizada e cheia de atrativos, a Copa Mitsubishi tem um gran finale. A última etapa da temporada, em novembro, propõe uma regata desafiadora no primeiro fim de semana: Volta à Ilha, de 60 milhas ou 120 km. Depois das regatas do segundo fim de semana, somados os pontos acumulados do ano, a premiação é feita com muita festa. “O evento tem de ser divertido. Se o velejador pega estrada, muitas vezes encara trânsito para chegar na Ilhabela, ele tem que se divertir, tem que passar um fim de semana gostoso. E fazemos todo o possível para que seja assim”, afirma Cuca.
O Endurance, o navio perdido do explorador antártico Sir Ernest Shackleton, foi encontrado no fim de semana no fundo do Mar de Weddell.
O navio foi esmagado pelo gelo do mar e afundou em 1915, forçando Shackleton e seus homens a fazer uma fuga surpreendente a pé e em pequenos barcos.
Imagens do naufrágio mostram que o Endurance está em condições notáveis.
Mesmo estando a 3 km (10 000 pés) de água há mais de um século, parece exatamente como no dia de novembro em que caiu.
Suas madeiras, embora quebradas, ainda estão muito juntas, e o nome – Endurance – é claramente visível na popa.
“Sem nenhum exagero, este é o melhor naufrágio de madeira que eu já vi – de longe”, disse o arqueólogo marinho Mensun Bound, que está na expedição de descoberta e agora cumpriu uma ambição de sonho em sua carreira de quase 50 anos.
“É vertical, muito orgulhoso do fundo do mar, intacto e em um estado de preservação brilhante”, disse ele à BBC News.
O projeto para encontrar o navio perdido foi montado pelo Falklands Maritime Heritage Trust (FMHT), usando um quebra-gelo sul-africano, Agulhas II, e equipado com submersíveis operados remotamente.
O líder da missão, o veterano geógrafo polar Dr. John Shears, descreveu o momento em que as câmeras pousaram no nome do navio como “de cair o queixo”.
“A descoberta do naufrágio é uma conquista incrível”, acrescentou.
“Concluímos com sucesso a busca de naufrágios mais difícil do mundo, lutando contra o gelo marinho em constante mudança, nevascas e temperaturas caindo para -18°C. Conseguimos o que muitas pessoas diziam ser impossível.”
Onde o navio foi encontrado?
O Endurance foi avistado no Mar de Weddell a uma profundidade de 3.008 metros.
Por mais de duas semanas, os submarinos vasculharam uma área de busca predefinida, investigando vários alvos interessantes, antes de finalmente descobrir o local do naufrágio no sábado – o 100º aniversário do funeral de Shackleton. Os dias desde a descoberta foram gastos fazendo um registro fotográfico detalhado das madeiras e do campo de detritos ao redor.
O naufrágio em si é um monumento designado sob o Tratado Internacional da Antártida e não deve ser perturbado de forma alguma. Nenhum artefato físico foi, portanto, trazido à superfície.
O que os submarinos podiam ver?
O navio tem a mesma aparência de quando fotografado pela última vez pelo cineasta de Shackleton, Frank Hurley, em 1915. Os mastros estão abaixados, o cordame está emaranhado, mas o casco é bastante coerente. Alguns danos são evidentes na proa, presumivelmente onde o navio em queda atingiu o fundo do mar. As âncoras estão presentes. Os submarinos até espiaram algumas botas e louças.
“Você pode até ver o nome do navio – ENDURANCE – arqueado em sua popa diretamente abaixo do taffrail (um corrimão perto da popa). E abaixo, tão ousado quanto latão, está Polaris, a estrela de cinco pontas, após a qual o navio foi originalmente chamado”, disse Mensun Bound.
“Eu lhe digo, você teria que ser feito de pedra para não se sentir um pouco mole ao ver aquela estrela e o nome acima”, acrescentou.
“Você pode ver uma vigia que é a cabana de Shackleton. Nesse momento, você realmente sente a respiração do grande homem na nuca.”
Que vida tinha anexada ao navio?
Curiosamente, o naufrágio foi colonizado por uma abundância de vida – mas não do tipo que o consumiria.
“Parece que há pouca deterioração da madeira, deduzindo que os animais que comem madeira encontrados em outras áreas do nosso oceano não são, talvez sem surpresa, não na região antártica livre de florestas”, comentou a bióloga polar do fundo do mar, Michelle Taylor, da Universidade de Essex.
“O Endurance, parecendo um navio fantasma, é salpicado com uma impressionante diversidade de vida marinha do fundo do mar – ascídias, anêmonas, esponjas de várias formas, estrelas quebradiças e crinóides (relacionados a ouriços e estrelas do mar), todos filtradores nutrição das águas frias e profundas do Mar de Weddell.”
Por que este navio foi tão valorizado?
Duas razões. A primeira é a história da Expedição Transantártica Imperial de Shackleton. Ele partiu para fazer a primeira travessia terrestre da Antártida, mas teve que abandonar a missão quando o navio da expedição, o Endurance, ficou preso e depois furado pelo gelo marinho. A partir de então, tudo foi sobre sobrevivência. Shackleton de alguma forma conseguiu colocar seus homens em segurança, uma fuga que viu o próprio explorador anglo-irlandês pegar um pequeno bote salva-vidas por mares ferozes para obter ajuda.
O outro motivo foi o próprio desafio de encontrar o navio. O mar de Weddell está praticamente permanentemente coberto de gelo marinho espesso, o mesmo gelo marinho que rompeu o casco do Endurance. Chegar perto do suposto local do naufrágio já é difícil o suficiente, não importa poder realizar uma busca. Mas aqui também está parte do sucesso do projeto FMHT. No mês passado, houve a menor extensão de gelo marinho da Antártida já registrada durante a era dos satélites, que remonta à década de 1970. As condições eram inesperadamente favoráveis.
O Agulhas encerrou o levantamento do naufrágio e partiu do local de busca na terça-feira. O quebra-gelo está indo para seu porto de origem na Cidade do Cabo. Mas a intenção é chamar o Território Ultramarino Britânico da Geórgia do Sul, onde Shackleton está enterrado.
“Vamos prestar nossos respeitos a ‘The Boss'”, disse Shears, usando o apelido que a equipe do Endurance tinha para seu líder.
Nesta semana, a empresa realizou a instalação de um Seakeeper 6 em uma lancha Prestige 520 que passou por refit. Após algumas manobras apertadas, o SK6 foi instalado com sucesso na sala de máquinas da lancha, logo abaixo do gerador.
Os estabilizadores Seakeeper prometem eliminar até 95% do balanço do barco, minimizando mal estar e promovendo mais conforto a bordo. A marca conta com uma vasta linha, que inclui 10 modelos para barcos de esporte e recreio, que varia dependendo do tamanho da embarcação, e quatro modelos comerciais.
O equipamento, de simples instalação, funciona como um contrapeso à movimentação das ondas: se o barco pende para um dos lados, o giroscópio do Seakeeper 6 entra em ação anulando a inclinação formada.
A garantia padrão do Seakeeper é de 2 anos ou 2 mil horas de funcionamento, mas os clientes contam, agora, com um programa de extensão de garantia. O pacote Silver dá extensão de 2 anos de período (totalizando 4 anos e 2 mil horas); o Gold, extensão de 2 anos de período e mil horas de funcionamento (totalizando 4 anos e 3 mil horas); e o Platinum, extensão de 3 anos de período e 2 mil horas de funcionamento (totalizando 5 anos e 4 mil horas).
As águas da Marina da Glória irão se transformar em verdadeiras passarelas para o desfile das mais charmosas beldades náuticas presentes no Rio Boat Show 2022. No domingo, 3 de abril, a partir das 20h, acontecerá a 5ª edição do Desfile de Barcos, uma novidade que já virou tradição na edição carioca do salão náutico, com show de luzes, música e mestre de cerimônias.
O maior salão náutico outdoor da América Latina acontecerá até 10 de abril, na Marina da Glória, reunindo os principais lançamentos e destaques, entre lanchas, veleiros, jets, infláveis, caiaques, motores e os mais diversos equipamentos e acessórios do mundo náutico, em um só lugar.
São nove dias de interação entre clientes, fabricantes, distribuidores e revendedores do setor. Com barcos na água e a bela Baía de Guanabara como cenário, os visitantes contam com diversas atrações, como o Espaço dos Desejos, pensado para os amantes do mercado de luxo, com itens selecionados e exclusivos de encher os olhos.
Os ingressos, válidos somente para um dia de evento, podem ser adquiridos no site oficial do evento com 20% de desconto. A compra pode ser efetuada por boleto bancário, cartões de crédito ou débito e pix.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2022
Quando? De 2 a 10 de abril Onde? Marina da Glória Acesse: www.rioboatshow.com.br Compre agora seu ingresso antecipado com 20% de desconto para o RIO BOAT SHOW 2022: bit.ly/3Kd0gpR
A caminho do Rio Boat Show 2022: o novo iate Inace 90 Explorer, construído pelo estaleiro Inace, no Ceará, estreou na água e, após os primeiros testes de mar, o desceu o litoral do Brasil navegando a caminho do Rio de Janeiro com a equipe da Yacht Collection, dealer exclusivo da marca.
Menor modelo da Inace atualmente, este iate de 90 pés oferece 450 m² de área social, tem 7,15 metros de boca, 30 metros de comprimento, e promete encantar o público por ser um modelo trideck muito luxuoso, preparado para navegar pelo mundo todo. Como os demais iates da marca, a construção é feita em aço e alumínio e o modelo traz a robustez aliada à elegância.
A Yacht Collection está no mercado há 20 anos e possui exclusividade nas vendas dos barcos Inace Shipyard, estaleiro nacional especializado em fabricar embarcações militares, workboats, offshore e de alto luxo, totalmente customizadas, movido por altíssima tecnologia e estrutura colossal.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja explica por que não se pode usar um gerador comum em barcos, citando os principais riscos. Veja o vídeo:
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja esclarece uma dúvida frequente entre marinheiros: o que é melhor, um frigobar comum ou um refrigerador náutico? Confira abaixo:
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja explica o que são e quando devem ser trocados os anodos de sacrifício, peças essenciais para o bom funcionamento de qualquer embarcação.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja desbanca o mito de que deixar água no porão do barco aumenta sua estabilidade. Além disso, ele explica por que essa prática é, na verdade, prejudicial à navegação. Saiba mais:
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja explica por que não se deve pintar os anodos de sacrifício e cita os riscos que isso oferece à embarcação. Confira:
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