Histórias do mar: o audacioso veleiro de regata inglês que nunca largou e foi abandonado no mar

Por: Redação -
30/03/2020

Por Jorge de Souza, do site www.historiasdomar.com

O mais audacioso veleiro de regata que os ingleses já construíram não chegou nem a largar e teve que ser abandonado no meio do mar

No final dos anos de 1990, os ingleses decidiram construir um grande veleiro-catamarã, o mais revolucionário da história. Entre outras ousadias, ele tinha dois mastros, um em cada casco, o que jamais havia sido tentado. O objetivo do barco era competir na The Race, uma regata de volta ao mundo, que partiria de Barcelona, em janeiro de 2001.

O projeto consumiu cerca de quatro milhões de libras (boa parte delas vinda de doações de simples entusiastas da vela) e a missão de torná-lo realidade foi entregue ao velejador inglês Pete Goss, que o transformou em um espetáculo de mídia — a construção pode ser acompanhada pelo público, dia a dia, desde o início. Para Goss e todos os ingleses, o Team Philips, como o barco foi batizado, era mais do que um simples veleiro de competição. Era o próprio orgulho marítimo inglês que estava em jogo.

O Team Philips ambicionava se tornar o veleiro mais rápido do mundo. Seu projeto fora, de certa forma, inspirado nas naves espaciais da série Jornada nas Estrelas. Ele tinha velas separadas para cada casco, 120 pés de comprimento e era mais largo do que uma quadra de tênis. Ficou pronto em janeiro de 2000 e foi batizado pela própria Rainha da Inglaterra. Em seguida, foi para a água, para os primeiros testes práticos. Foi quando começaram os problemas. Muitos problemas…

Logo no primeiro teste, navegando com ventos de não mais que 24 nós (bem pouco para um barco daquele porte), o Team Philips inexplicavelmente perdeu toda a proa de um dos cascos, que simplesmente partiu durante a navegação. Ele teve que voltar rebocado, sob o risco de afundar ali mesmo. Refeito o casco, oito meses mais tarde, ele voltou à água. E, de novo, decepcionou. Desta vez, quebrou a base de um dos mastros. Nada parecia dar muito certo no audacioso projeto de Goss, para frustração dos ingleses, que haviam transformado aquele barco num quase símbolo naval britânico.

Com tantos imprevistos, que atrasaram sobremaneira os cronogramas, os testes finais do barco tiveram que ser feitos já durante a travessia para a largada da competição, na Espanha. E foi quando o pior aconteceu. Em 2 de dezembro de 2000, perante uma multidão de torcedores, o Team Philips deixou a Inglaterra rumo a Barcelona, para a largada da The Race. Mas sequer chegou lá. Vítima de uma dessas infelizes coincidências, o barco foi colhido por uma brutal tempestade no trajeto e começou a desintegrar-se em pleno oceano.

Na noite de 9 de dezembro, a tempestade pegou o Team Philips em cheio (de nada adiantou Goss ter penetrado bastante no Atlântico a fim de evitá-la), com ventos de até 70 nós. Logo, parte da pequena cabine central saiu voando e o resto ameaçava ir junto. Goss, então, baixou todas as velas e lançou ao mar uma âncora de tempestade, feita para tentar frear o avanço do barco. Mas não adiantou muito. As 23h55, temendo pela vida dos tripulantes, ele decidiu emitir um sinal de socorro a um navio que estava por perto. O resgate chegou rápido. Só que, para isso, foi preciso abandonar o super-veleiro no oceano. Não havia outro jeito, pois era impossível rebocá-lo. Nem o barco aguentaria muito tempo se fosse puxado por outro barco.

Nunca mais o Team Philips foi visto. Vazio, ele vagou à deriva ninguém sabe por quanto tempo, até que, seis meses depois, dois pedaços destruídos do seu casco foram dar em duas praias distintas, uma da Irlanda e outra da Islândia, esta a 1 500 quilômetros de distância. Os dois fragmentos traziam trechos das mensagens que haviam sido pintadas no casco (“Vamos fazer as coisas melhores”, dizia, ironicamente, uma delas), além de assinaturas de ingleses que fizeram doações para a construção do barco.

O Team Philips ficou marcado pelo completo fiasco. E decretou o fim do sonho inglês de construir um barco revolucionário. Mas o vexame deixou uma lição: a de que, no mar, não existe tempo para a pressa.

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DE ONDE SAIU ESSA HISTÓRIA?

HISTÓRIAS DO MAR – 200 CASOS VERÍDICOS DE FAÇANHAS, DRAMAS, AVENTURAS E ODISSEIAS NOS OCEANOS, do ex-editor da revista Náutica, Jorge de Souza, é uma coletânea de fatos extraordinários que aconteceram nos mares do planeta, nos últimos 500 anos. Para comprar o livro, por R$ 49,00 (e recebê-lo em casa, sem custo extra), acesse www.historiasdomar.com, ou clique aqui.

 

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    Navios poderão servir de hospitais flutuantes no combate ao COVID-19 nos EUA

    Por: Redação -

    O governo dos Estados Unidos recebeu alguns navios da empresa anglo-americana Carnival Corporation como forma de ajudar na crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19). De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, a armadora já deixou à disposição embarcações para que sejam transformadas em hospitais flutuantes destinados a pacientes que não estejam infectados com a doença pandêmica.

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    “Em adição aos dois navios da Marinha que serão destinados às costas leste e oeste do país, nós poderemos precisar de mais quartos disponíveis, por isso gostaria de agradecer ao presidente da Carnival Corporation, Micky Arison. Provavelmente os navios ajudarão no atendimento médico em cidades como Nova York, Los Angeles e São Francisco”, declarou Trump durante coletiva de imprensa.

    De acordo com o comunicado da empresa, poderão ser utilizados navios da Carnival Cruise Line, Holland America Line, Princess Cruises e Cruises Australia.

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      Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião não aplicará punição por navegação em Ilhabela

      Por: Redação -

      A Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião comunicou que não lacrará embarcações ou aplicará multas a clubes e marinas por descumprimento do Parágrafo Único do Art. 17, do Decreto Municipal nº 8.031, de 20 de março de 2020, que estabelece a vedação do trânsito de embarcações no limite do município da Estância Balneária de Ilhabela.

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      A Delegacia frisou, ainda, que cabe a ela fiscalizar a segurança do trânsito aquaviário, a salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica por parte de embarcações e suas estruturas de apoio.

      O telefone (12)3892-1550 está disponível para denúncias e dúvidas.

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        Diretoria de Portos e Costas prorroga por 120 dias a validade do Título de Inscrição de Embarcação

        Por: Redação -

        O Diário Oficial da União publicou, no último dia 25, a prorrogação da validade de documentos de propriedade e regularidade de embarcações e plataformas e outros documentos emitidos pelas Capitanias dos Portos e suas organizações subordinadas.

        “O Diretor de Portos e Costas, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Portaria nº 156/MB, do Comandante da Marinha, de 3 de junho de 2004, de acordo com o contido no Art. 4º da Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997 (Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – LESTA) e considerando as restrições da mobilidade urbana nos diversos municípios brasileiros causadas pelo coronavírus (COVID-19), a fim de evitar limitações às atividades aquaviárias, resolve em caráter excepcional:

        Art.1º Conceder 120 dias de prorrogação da validade, a partir da data de vencimento, dos documentos de propriedade e embarcações: “Títulos de Inscrição de Embarcações” (TIE e TIEM), “Documentos Provisórios de Propriedade” (DPP) e dos protocolos para inscrição, transferência de propriedade e/ou jurisdição de embarcações.

        Art.2º Conceder 120 dias de prorrogação da validade, a partir da data de vencimento dos seguintes documentos: “Defesa de Notificação”, “Defesa de Auto de Infração”, “Recurso de Auto de Infração Julgado”, “Declaração de Conformidade para Operação de Plataforma”, “Declaração de Conformidade para o Transporte de Álcool, Petróleo e seus Derivados”, “Declaração de Conformidade para Operação em AJB”, “Declaração de Vistoria de Condição para Graneleiros” e Parecer favorável para a realização de obras em águas jurisdicionais brasileiras, inclusive dragagem.

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        Art.3º Conceder até 120 dias de prorrogação da validade, a partir das autorizações concedidas para a realização e pesquisas de coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas jurisdicionais brasileiras.

        Art.4º Conceder 120 dias de prorrogação da validade, a partir da data de vencimento da “Ficha de Cadastro de Empresa e de Escola de Mergulho (FCEM/FCREM)” e do “Certificado de Segurança de Sistema de Mergulho (CSSM).

        Art.5º Conceder 120 dias de prorrogação da validade, a partir da data de vencimento das “Etiquetas de Dados Pessoais da Caderneta de Inscrição e Registro – CIR” válidas, emitidos pela Autoridade Marítima Brasileira que possuem, originalmente, validade até 30 de junho de 2020.

        Art.6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação em DOU”.

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          Robert Scheidt é eleito maior atleta olímpico brasileiro de todos os tempos

          Por: Redação -

          Robert Scheidt se encantou pelos Jogos Olímpicos quando assistiu à vitória de Joaquim Cruz nos 800 m na edição de Los Angeles 1984. Já praticante de vela, o ainda jovem paulistano, à época com 11 anos, viu-se tomado por uma euforia que parecia não entender graças àquela medalha de ouro. Botou na cabeça que, dali a alguns anos, seria ele a brilhar naquele megaevento esportivo.

          Pelo currículo e por sua trajetória, Scheidt foi eleito pelo super júri de Os Maiorais, série especial do Esporte Espetacular e do GloboEsporte.com, como maior atleta olímpico brasileiro em todos os tempos. O velejador recebeu três votos em dez possíveis e ficou à frente de Adhemar Ferreira da Silva (2), Giba (1), Sheilla (1), Torben Grael (1), Joaquim Cruz (1) e Oscar (1), que também foram votados.

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          A ambição moveu Scheidt por entre os mares e os pódios até que se ele tornasse o atleta brasileiro mais condecorado em Jogos Olímpicos. Da estreia em Atlanta 1996, o velejador colecionou cinco medalhas, das quais duas de ouro (1996 e 2004), duas de prata (2000 e 2008) e uma de bronze (2012), além de um quarto lugar nos Jogos do Rio, em 2016.

          O mais incrível é que Scheidt ainda não terminou sua caminhada em Olimpíadas. Aos 46 anos, ele já está classificado para os Jogos de Tóquio, que serão realizados em 2021.

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            Marinas do grupo BR Marinas funcionam sem restrições, apenas com operação reduzida

            Por: Redação -
            29/03/2020

            O Grupo BR Marinas, maior rede de marinas do Brasil, com sete unidades espalhadas pelo estado do Rio de Janeiro (Bracuhy, Búzios, Itacuruçá, Marina da Glória, Piratas, Ribeira e Verolme) e perto de inaugurar a oitava marina, em Paraty, anunciou uma série de medidas internas de segurança para combater o avanço do coronavírus, mas afirmou, em entrevista à NÁUTICA, que não há nenhuma restrição quanto à operação de descida das embarcações das garagens para a água nem quanto à utilização dos barcos atracados em seus píeres.

            “As sete unidades estão funcionando. Apenas reduzimos a operação de algumas áreas do grupo, que farão home office, mas sem prejudicar o bom funcionamento e o atendimento aos clientes que mantém seus barcos conosco, seja em vagas secas ou molhadas. Na Marina da Glória, por exemplo, foram 20 barcos colocados na água neste sábado. Já na Marina Piratas, em Angra dos Reis, fizemos a descida para a água de 30 embarcações”, relata Claudio Wilson, diretor comercial da BR Marinas. “As marinas do grupo BR fecham apenas às terças, como já é tradição, para a realização da manutenção preventiva nos equipamentos”, completa.

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              Agência da Capitania dos Portos em Paraty afirma que não há proibição para a navegação em suas águas

              Por: Redação -

              Após relatos de que donos de embarcações de esporte e recreio seriam fiscalizados e multados caso desrespeitassem a proibição de navegar pelas águas de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, imposta pelo decreto municipal (029/2020), para evitar aglomeração de pessoas e tentar conter o avanço do novo coronavírus, a Agência da Capitania dos Portos em Paraty, responsável pela segurança do tráfego aquaviário e subordinada à Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, afirma que “não há qualquer impedimento por parte da Marinha do Brasil, Autoridade Marítima Brasileira, para navegar nas águas jurisdicionais sob a responsabilidade desta Agência”.

              Em comunicado, respondendo a publicação de NÁUTICA, publicada neste sábado (28/03), a Agência da Capitania dos Portos em Paraty também afirma que a ANVISA estabelece algumas particularidades, decorrentes da COVID-19, para embarcações de esporte recreio, veleiros e iates, como:

              A) recomendamos a suspensão da realização de passeios turísticos por meio de embarcações de esporte recreio;

              B) os viajantes das pequenas embarcações como veleiros e iates, devem observar as restrições contidas na portaria 126, de 16 de março de 2020;

              C) recomenda-se que as pequenas embarcações que atracam fora da área do porto de controle sanitário, observem as medidas de enfrentamento da COVID-19 adotadas pelos estados e municípios.

              Ainda na mesma nota, a Agência da Capitania dos Portos em Paraty reafirma, mais uma vez, que não há restrições por parte da Autoridade Marítima para uso de embarcações de esporte e recreio, registrando a importância do cumprimento das recomendações da Autoridade Sanitária.

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                Tradicional iate clube Veleiros do Sul anuncia medidas para associados terem acesso aos barcos

                Por: Redação -

                Após a suspensão de uma série de atividades comerciais por conta do Decreto N°20.505, Art. 7º, publicado em 17 de março de 2020, pela prefeitura de Porto Alegre, um dos mais tradicionais iates clubes do Brasil, o Veleiros do Sul, publicou em seu site oficial algumas medidas especiais para a preservação do patrimônio do clube e de seus associados.

                Entre as medidas, está a de que o acesso do associado ficará restrito à sua embarcação para eventual manutenção e saída das dependências do clube, não podendo permanecer quando regressar, tendo ciência que estão suspensos os serviços usuais, tais como apoio, reboque, salvatagem, trator e guincho.

                Além disso, o Veleiros do Sul também anunciou que prestadores de serviço, incluindo marinheiros, poderão continuar com suas atividades, porém sem permissão de ingressos de outras pessoas nas dependências do clube.

                Veja outras medidas anunciadas pelo Veleiros do Sul:

                Todos os serviços do Clube estão suspensos;

                Associados – fica vedado o uso das instalações do clube. Essa determinação se estende ao uso da sub-sede Ilha Chico Manoel, sendo vedada a atracação de embarcações e qualquer evento na ilha.

                Fica suspensa a emissão de convites para Convidados de Sócios e/ou de Associados que mantêm atividades de recreio e/ou de treinamento;

                O acordo de reciprocidade com o Clube dos Jangadeiros e os convênios com os demais clubes ficam suspensos;

                O Economato, em concordância com seu proprietário, não trabalhará, não havendo assim qualquer tipo de serviço disponível aos Associados e colaboradores;

                Para funcionários, serão tomadas as seguintes providências:
                a) Do escritório, a opção de trabalho em casa em regime de home office;
                b) Portaria e auxiliares, em regime normal a fim de proteger o patrimônio do Clube;
                c) Todos os demais funcionários, quando em função estritamente necessária e fora do grupo de risco, trabalharão em rodízio para preservação do patrimônio do Clube.

                 

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                  Barcos de esporte e recreio não estão proibidos de navegar em qualquer ponto da costa ou em águas interiores

                  Por: Redação -

                  Alguns decretos estaduais e municipais, como o de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, decidiram arbitrariamente proibir passeios de barcos, com a intenção de conter o avanço do novo coronavírus. Mas, segundo a Marinha do Brasil, não há qualquer restrição para o uso (ou seja, a navegação) de embarcações de esporte e recreio em nenhum ponto da costa brasileira ou em águas interiores.

                  Ainda que queiram impedir a navegação como forma de conter o avanço do coronavírus, decretos municipais e estaduais não encontram base legal para isso, nem mesmo nessa situação de emergência.

                  A imposição de medidas restritivas à livre circulação de barcos de qualquer natureza no ambiente marítimo é atribuição exclusiva da Marinha do Brasil, por meio de suas Capitanias, e da União, conforme decreto lei 9760, de 1946, decreto lei 99.184, de 1990, lei 6383 de 1976 e lei 5792 de 1973.

                  Às autoridades municipais e estaduais cabem apenas impedir a atividade comercial das empresas que exploram o turismo, como passeios de escunas, por exemplo, por conta da aglomeração de pessoas. Mas não impedir o acesso à embarcação que já esteja na água, atracadas em píeres, ou apoitados, por exemplo. Muito menos a livre circulação em nossas águas.

                  Um barco de esporte e recreio, seja ele uma lancha, um veleiro ou um iate, é a nossa segunda casa (e, para muitos velejadores, a casa principal), e como tal, um porto seguro para nós e para a nossa família, desde que tomadas as precauções de higiene determinadas pelas autoridades de saúde e a recomendação de evitar aglomerações.

                  Ou seja, não convidar amigos para ir a bordo, realizar festas ou ancorar barcos lado a lado, por exemplo. Ponto! De resto, qualquer barco de esporte e recreio pode navegar tranquilamente (e livrevemente, repita-se) por nossas águas, sem o desconforto do isolamento e da privação da liberdade de se movimentar em nossas águas, impostos às cidades por conta da Covid-19.

                  Aliás, não há lugar mais protegido do que nas acomodações de um barco, um tipo de isolamento natural, cujo destino, inclusive, seu comandante pode alterar, caso sinta a aproximação de vizinhos ou se surgir algum risco de o vírus chegar perto. Seja pela característica do ambiente seja pela pequena densidade de pessoas, o mar é praticamente imune ao avanço do novo coronavírus.

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                    Vitamina D pode ter papel importante na prevenção e combate ao coronavírus

                    Por: Redação -
                    28/03/2020

                    Boa notícia: pesquisadores da Universidade de Turim, na Itália, divulgaram uma descoberta importante. A vitamina D pode ser grande aliada tanto na prevenção quanto no combate ao novo coronavírus, especialmente em idosos. Outra boa notícia: o sol é a fonte responsável por 80 a 90% da vitamina D que o corpo recebe.

                    Coordenada pelos professores Giancarlo Isaia e Enzo Medico, a pesquisa concluiu que a vitamina D apresenta provável capacidade de neutralizar os danos causados pela doença nos pulmões – decorrentes de complicações respiratórias -, além de ter um papel importante na modulação do sistema imunológico.

                    Comprovadamente efetiva na redução de risco de infecções respiratórias de origem viral, a vitamina D também pode ser eficaz na melhora da síndrome respiratória aguda grave (SARS), provocada pelo coronavírus.

                    Os cientistas italianos se dedicaram a estudar principalmente os casos de idosos frágeis diagnosticados com a COVID-19 – sobretudo hóspedes em casas de repouso que não se expõem adequadamente à luz solar. A maioria deles apresentava deficiência de vitamina D – condição que, de acordo com o estudo, é comum a boa parte da população italiana.

                    Com base na análise desse público, o estudo sugere que a regularização dos níveis de vitamina D no organismo pode proporcionar maior resistência à infecção pelo coronavírus. A publicação indica ainda que a administração intravenosa de vitamina D em pacientes infectados e com função respiratória comprometida é uma alternativa com potencial de eficácia e deve ser levada em consideração pelos médicos.

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                      Capitania Fluvial de Porto Alegre não lacrará barcos durante quarentena

                      Por: Redação -
                      A Capitania Fluvial de Porto Alegre fez uma nota de esclarecimento explicando que não lacrará as embarcações ou aplicará multas a clubes ou marinas no descumprimento do Art. 17 do Decreto Municipal nº 20.505, de 17 de março de 2020, publicado em Porto Alegre, que estabelece que “Fica vedado o trânsito de embarcações nos limites do município”.

                      Segundo comunicado oficial da Capitania Fluvial de Porto Alegre, cabe à ela fiscalizar o cumprimento da Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997, que versa sobre a segurança do tráfego aquaviário, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica por parte de embarcações e suas estruturas de apoio.

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                        Prefeitura de Paraty proíbe passeios de barcos em suas águas

                        Por: Redação -
                        27/03/2020

                        Na última terça-feira (24/03), o prefeito de Paraty (cidade na Costa Verde do Rio de Janeiro), Luciano Vidal, publicou um decreto municipal (029/2020) com uma série de restrições para evitar a aglomeração de pessoas e tentar conter o avanço do novo coronavírus.

                        Entres as ações, publicadas no próprio site da Prefeitura, está a “proibição do funcionamento das marinas e centros náuticos por 30 dias”, além da inédita e polêmica “proibição de passeios de barcos de qualquer natureza, podendo ser usado todos os meios necessários para dar o cumprimento ao determinado pelo município, inclusive para impor a responsabilização das empresas notificadas pela sua ação ou omissão, o que poderá ocorrer com o apoio de força policial”, afirma o comunicado.

                        Para checar a informação, NÁUTICA tentou contato com o Capitão-Tenente Ricardo Rodrigues, que preside a Agência da Capitania dos Portos em Paraty (AgParaty), organização militar responsável pela segurança do tráfego aquaviário e subordinada à Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. Contudo, até o fechamento desta reportagem, nenhum responsável pela AgParaty havia comentado o decreto da Prefeitura de Paraty.

                        Em seu site oficial, a Agência da Capitania dos Portos em Paraty afirma que sua missão é contribuir para a orientação, coordenação e controle das atividades relativas à Marinha Mercante e organizações correlatas, no que se refere à defesa nacional, à salvaguarda da vida humana e à segurança da navegação, no mar aberto e nas hidrovias interiores, e à prevenção de poluição hídrica por parte das embarcações, plataformas ou suas instalações de apoio.

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                          Você sabe como funciona o cabo de segurança corta-corrente do motor?

                          Por: Redação -

                          Todo barco conta com cabo vermelho com uma função muito importante: desligar o motor. Você pode até se perguntar para quê precisa dele, mas veja, que em modelos de barcos em que o piloto fica mais exposto, correndo o risco até mesmo de cair da lancha, este dispositivo é essencial para evitar acidentes. O cabo deve ser preso ao piloto porque, assim, em caso de acidente, ele se desconectará da lancha e cortará a corrente, fazendo com que ela pare de navegar.

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                          Veja no vídeo de Marcio Dottori:

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                            Novas instalações da japonesa Suzuki estão em andamento nos Estados Unidos

                            Por: Redação -

                            A Suzuki Motor of America está finalizando os planos para que o Suzuki Marine Technical Center EUA seja construído na orla de Panama City, na Flórida. Embora não tenha sido estabelecida uma data oficial, a preparação do local está em andamento e os prédios da propriedade em finalização da reforma.

                            A Suzuki colaborará com os fabricantes de barcos e fabricantes de acessórios dos EUA no desenvolvimento e aprimoramento de produtos usando os locais protegidos do porto, grandes bacias e instalações de lançamento.

                            “Como uma empresa de mobilidade, a Suzuki visa capacitar as pessoas a desfrutar do ar livre e a viajar livremente por terra e mar”, disse Max Yamamoto, presidente da Suzuki Motor of America, em comunicado da empresa. “Estamos planejando um moderno centro técnico marítimo da Suzuki que nos ajudará a desenvolver, testar e refinar os melhores produtos possíveis de popa da Suzuki”.

                            Além disso, a Suzuki pretende usar a instalação para lançamentos e testes de novos produtos.

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                            O local foi usado anteriormente para a sede logística de transporte marítimo e uma instalação de pesquisa da Universidade Estadual da Flórida. A Suzuki conseguiu encontrar e adquirir a propriedade com a ajuda de várias autoridades estaduais e municipais. A propriedade foi abandonada após o furacão Michael em 2018. Nos próximos três anos, a Suzuki espera contratar funcionários a cada ano, à medida que o escopo da operação cresce.

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                              Praia na Finlândia fica coberta por ovos de gelo em raro evento climático

                              Por: Redação -

                              Milhares de bolas de gelo em formato de ovos cobriram uma praia na Finlândia após um raro fenômeno climático. Especialistas dizem que os “ovos” foram criados por um evento no qual pequenos pedaços de gelo são rolados pelo vento sobre a água.

                               

                              O fotógrafo amador Risto Mattila está entre as pessoas que depararam com os “ovos de gelo” na ilha de Hailuoto, no golfo de Bothnia, entre a Finlândia e a Suécia. Segundo Mattila, as bolas de gelo cobriam uma faixa de cerca de 30 metros. As menores eram do tamanho de ovos de galinha e as maiores, de bolas de futebol.

                               

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                              O especilista em meteorologia George Goodfellow diz que as condições para as bolas se formarem são frio e vento no mar. “Os ‘ovos’ surgem de pedaços maiores de gelo que foram jogados para lá e para cá pelas ondas, tornando-os redondos”, diz ele.

                               

                              “Elas podem crescer quando a água do mar congela na superfície das bolas, o que também as torna mais macias. O resultado é uma bola de gelo macia que pode ser depositada em uma praia tanto pelo vento quanto pela maré.”

                               

                              O fenômeno já tinha sido visto antes na Rússia e no Lago Michigan, na cidade americana de Chicago. Em 2016, moradores de Nyda, na Sibéria, encontraram bolas gigantes de gelo e neve cobrindo 18 kms ao longo da costa. As menores tinham o tamanho de bolas de tênis e as maiores, quase um metro de diâmetro.

                               

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                                Por: Redação -

                                A marina de € 300 milhões Ayia Napa, está próximo da conclusão e estará pronto a tempo para a temporada de verão no Mediterrâneo, embora com a pandemia de COVID-19 não se saiba ao certo o impacto dessa temporada.

                                A marina de Ayia Napa é a mais recente em uma série de novos projetos de marina no Chipre – como em Larnaca e Pharos – que estão em vários estágios de desenvolvimento, seja planejamento ou construção. Esta nova marina oferecerá cerca de 600 vagas na água e no seco para embarcações de até 65 m (213 pés) – serão 220 vagas secas para modelos de até 10 m (33 pés).

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                                Este projeto fornece uma marina de serviço completo, incluindo estaleiro, combustível, área comercial, além de mais de 200 apartamentos e cerca de 35 vilas localizadas na praia e na marina. De acordo com um relatório do Cyprus Property News, o prédio da administração da marina, as instalações do estaleiro, os serviços do governo, como alfândega, porto policial e autoridades médicas e portuárias, foram concluídos e cumpriram as certificações necessárias. O quebra-mar substancial que protege toda a instalação também está concluído.

                                O projeto da marina foi desenvolvido em uma joint venture entre Naguib Sawiris, o empresário bilionário egípcio associado ao diverso grupo Orascom e o empresário local Stavros Caramondanis. Ele é o CEO da MM Makronisos Marina, a empresa que garantiu a concessão para operar a marina nos próximos 30 anos.

                                O grupo Orascom, listado na Suíça, possui e opera uma ampla gama de atividades comerciais, incluindo marinas no Egito, Jordânia e Montenegro; hotéis, resorts, imóveis e telecomunicações.

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                                  #Minha Triton: a bordo de uma 460 Fly, o paraibano João Alves desbrava as belezas das águas de João Pessoa

                                  26/03/2020

                                  O paraibano João Leuson Alves nasceu em Patos, interior do estado da Paraíba, e há 23 anos navega pelas águas da capital João Pessoa com sua família e os amigos. “Navegar em João Pessoa é simplesmente maravilhoso. Águas tranquilas, um verdadeiro Caribe brasileiro. Os passeios são curtos, porém cheios de prazer devido às belezas naturais. Temos mar e rio para navegar”, relata João, com orgulho.

                                  Visitante assíduo dos salões náuticos de São Paulo e do Rio, João comprou sua atual lancha (uma Triton 460 Fly) no Rio Boat Show do ano passado. “A Sea Gold, como a batizamos, se enquadra bem ao estilo de vida do paraibano. É confortável, bem acabada e os motores respondem muito bem”, diz João. O modelo é equipado com dois motores de 380 hp, da Volvo Penta.

                                  João destaca a navegação da Triton 460 Fly como um dos pontos altos da lancha. “Corta bem o mar e tem uma navegação equilibrada”. Umas de suas primeiras lanchas foi uma Focker 255, passando pelas Magna 30,5, Evolution 33,5 e Armada 40. “De lá para cá venho buscando qualidade e conforto”, afirma.

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                                  Em João Pessoa, ele costuma navegar até a ilha de Areia Vermelha, no município de Cabedelo, e depois até o famoso pôr do sol da praia do Jacaré, onde todas as tardes o sol se deita ao som do Bolero de Ravel. Quando quer ir para mais longe, ele cita outras opções: Coroa do Avião e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

                                  João destaca apenas um ponto que poderia melhorar. “É uma situação que acontece na maioria dos estaleiros nacionais, que é a agilidade no processo de pós-venda”, diz. “Mas destaco como ponto positivo a credibilidade do estaleiro. Transmite segurança para quem busca algo moderno e de qualidade, acima de tudo”, finaliza.

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                                    Por: Redação -

                                    A Grandi Navi Veloci (GNV), parte do Grupo MSC, transformou o ferry Splendid num hospital flutuante equipado para o atendimento de pacientes com Covid-19 e convalescentes. A GNV começou a trabalhar no projeto juntamente com a sociedade de classificação RINA no início de março, em estreita colaboração com o Sistema de Saúde e Proteção Civil da Ligúria, na Itália.

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                                    Juntos, eles definiram uma solução adequada que poderia ser implementada em um período muito curto para aumentar a capacidade hospitalar da Ligúria e, onde necessário, atender outras áreas do país. Localizado em Ponte Colombo, no Terminal de Ferries de Gênova, a solução atual oferece 25 leitos em cabines individuais, embora seja possível equipar cabines adicionais para até 400 leitos. O hospital flutuante também possui um heliponto e áreas dedicadas ao pessoal e equipes de saúde. A iniciativa teve ação imediata de vários parceiros, que disponibilizaram produtos e serviços gratuitos para equipar o navio com todos os suprimentos necessários.

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                                      Estaleiro do Pará construirá 10 rebocadores portuários. Investimentos chegarão a R$ 321 milhões

                                      Por: Redação -

                                      O Conselho do Fundo de Marinha Mercante aprovou o projeto da Sulnorte Serviços Marítimos para a construção de dez novos rebocadores portuários classe Ramparts 2500. As embarcações serão construídas no Estaleiro Rio Maguari, no PA, e terão 75 toneladas de tração estática (TTE). Os investimentos chegam a R$ 321 milhões.

                                      A Sulnorte possui hoje a terceira maior frota de rebocadores do Brasil e está presente nos principais portos do Brasil prestando serviços de apoio portuário e marítimo, atuando em atracação e desatracação de navios, reboques oceânicos e apoio à plataformas de exploração de petróleo e salvatagens.

                                      O objetivo da companhia em construir os novos rebocadores no estaleiro do Pará é a renovação de parte da frota, acompanhando a expansão do comércio marítimo brasileiro e se posicionando para participar das soluções logísticas que surgirem.

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                                      O Estaleiro Rio Maguari presta serviços de construção naval em aço para barcaças fluviais e oceânicas, empurradores, rebocadores, ferries, catamarãs, barcos de pesca e foi o contemplado para a construção das embarcações da Sulnorte.

                                      Localizado no distrito de Icoaraci, município de Belém, Pará, o Estaleiro Rio Maguari tem acesso privilegiado aos grandes rios da Amazônia e ao Oceano Atlântico, o que permite a otimização da logística no suprimento de insumos e o amplo acesso aos mercados internacionais.

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                                        Amsterdã prevê navegação exclusivamente elétrica até 2025

                                        Por: Redação -

                                        Uma iniciativa da prefeita Femke Halsema, do Partido Verde de Amsterdã, quer proibir motores a diesel nos antigos canais do centro da cidade até 2025, reforçando o combate às mudanças climáticas. Os barcos do canal serão os primeiros a passar pelos ajustes, e serão a atração turística mais popular de Amsterdã – cada um em uso até 14 horas por dia, com 320 deles transportando quase 4 milhões de passageiros anualmente.

                                        Um dos barcos do local, é o clássico centenário Gerarda Johanna, que traz alta tecnologia por trás de sua estrutura de madeira: 66 baterias de íon de lítio movem seus hélices. O modelo tem seu próprio cais e estação de carregamento. A transição de embarcações como esta, de 1922, exige trabalhos de engenharia e um pouco de arte.

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                                        Dos 12 mil barcos turísticos de Amsterdã, na maioria embarcações particulares menores, apenas 5% são livres de emissões, segundo estimativas oficiais. Convertê-los em elétricos custaria de 4 a 40 mil euros, dependendo do tamanho, embora muitos provavelmente sejam vendidos ou substituídos.

                                        A cidade está trabalhando para ter 100 estações de carregamento das baterias de barcos instaladas até o final de 2021, bem como uma estação de carregamento flutuante lançada pela startup Skoon Energy nesta semana, que deverá ajudar no equilíbrio da rede.

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                                          Rio Paraná ganhará a Rota dos Pioneiros, a maior trilha aquática do mundo

                                          Por: Redação -

                                          O Rio Paraná vai ganhar a Rota dos Pioneiros. O rio que dá nome ao Estado sempre foi uma importante rota de navegação. Ao longo dos séculos, indígenas, espanhóis, jesuítas, bandeirantes e migrantes de diferentes nacionalidades atravessaram as águas do Rio Paraná para encontrar em suas margens terras férteis para viver, explorar e conquistar.

                                          Novos navegadores querem agora retomar o trajeto dos antigos para criar aquela que promete ser a maior trilha aquática do mundo, nominada justamente como Rota dos Pioneiros. A proposta é percorrer 300 quilômetros de caiaque pelo último trecho de águas correntes do rio, a parte não represada pelos reservatórios das hidrelétricas.

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                                          “A ideia é aproveitar o que já existe em termos de estrutura nas margens do rio, como os portos e cidades onde o navegador pode dormir, acampar e se alimentar, além de conhecer a paisagem local”, explica o biólogo Erick Xavier, do Coripa (Consórcio Intermunicipal para Conservação do Remanescente do Rio Paraná e Áreas de Influência), um dos idealizadores do projeto, ao lado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Ele afirma que a trilha já é a maior do Brasil e, com o projeto completo, será a maior do mundo.

                                          A iniciativa vai reforçar o turismo de aventura e natureza que o Governo do Estado passou a incentivar a partir do ano passado, para divulgar as belezas do Paraná e buscar o desenvolvimento econômico, com sustentabilidade.

                                          O percurso completo pode durar vários dias e conta com trilhas terrestres para trekking e pedalada, além de locais de apoio nas áreas de várzea e nas ilhas que compõem o Parque Nacional de Ilha Grande e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná.

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                                            De Piçarras a Angra: o catarinense Eduardo Wieser dá dicas valiosas para fazer a viagem a bordo de uma lancha

                                            Por: Redação -
                                            25/03/2020

                                            Navegadores cruzando a costa brasileira há muitos. Raros são os que ousam encarar essas travessias no comando de lanchas, já que veleiros exigem apenas ventos, enquanto barcos a motor requerem, obviamente, combustível pelo caminho. Um desses casos raros foi protagonizado no início deste ano — bem antes, portanto, da quarentena provocada pelo COVID-19 —, pelos catarinenses Eduardo Wieser (o capitão da travessia e idealizador da viagem), Paulo Esquelbek e Elinton Biron, que a bordo de uma lancha de 38 pés foram de Balneário Piçarras a Angra dos Reis, e voltaram. O fato de terem estudado o roteiro previamente permitiu uma navegação tranquila, sem sustos.

                                            “A viagem foi inspirada no Guia de Angra, publicado por Náutica. Foram meses de planejamento, marcando todos os pontos nas cartas náuticas de papel, de postos de abastecimento e lugares para pernoites a bordo, que depois foram transferidos para o GPS”, conta o comandante do barco, Eduardo Wieser.

                                            A lancha, de 38 pés, chamada Edalca IV, estava equipada com dois motores a diesel de 320 hp cada. Para evitar surpresas, a tripulação levou de reserva desde óleo para os motores até correias e rotores de bombas. Além disso, fez uma revisão geral no barco, antes de partir. “Checamos tudo, com especial atenção às bombas de porão, às instalações elétricas, a detalhes como abraçadeiras a aos motores”, garante Eduardo.

                                            Ao todo, foram 14 dias de travessia, uma expedição de 890 milhas. E tudo isso pelo simples prazer de realizar um cruzeiro a motor, costeando um dos trechos mais bonito do litoral brasileiro, provando que é possível viajar de lancha pelo Brasil. Mais do que isso, que é muito bom.

                                            A partida foi em Balneário Piçarras. O plano de ir direto até Santos, com uma parada de abastecimento em Pontal do Sul, no Paraná, foi cumprido em 11 horas de navegação, sem nenhum contratempo. “Navegamos com vento Sul, de popa, que nos ajudou em nossa navegação”, explica o comandante da Edalca IV.
                                            No outro dia, foram mais 3 horas de navegação entre Santos e Ilhabela, no litoral Norte de São Paulo, com escala na Ilha Montão de Trigo.

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                                            Ilhabela não é tão pequena assim, mas até pode ser contornada em um único dia de passeio de barco, o que o trio fez, aproveitando para conhecer algumas de suas belas praias, como o Saco do Eustáquio, Praia da Fome e Praia de Jabaquara, com direito a um pernoite a bordo, no Saco da Capela.

                                            Na manhã seguinte, a lancha pegou o rumo do Saco do Mamanguá, um abrigo perfeito, em Paraty. “Exploramos a Enseada de Paraty Mirim, que é um paraíso da calmaria, sossego e proteção. Aproveitamos para comprar peças para resolver um problema técnico no motor do bote de apoio”, registrou Eduardo em seu diário de bordo. O trio pernoitou no Saco do Bom Jardim, a uma milha de Paraty, lugar com boa proteção contra os ventos.

                                            Já em Angra dos Reis, os navegadores catarinenses permaneceram por oito dias explorando a Baia da Ilha Grande. “Tempo suficiente para visitar cerca de 100 lugares mágicos, entre praias e ilhas, apontados pelo Guia de Angra. Uma experiência sem igual num cenário de tirar o fôlego”, descreve Eduardo, que fez com seus amigos quase todas as refeições em terra, aproveitando a riqueza gastronômica da região, especialmente no Saco do Céu.

                                            Na viagem de volta, levando na bagagem planos para um futuro repeteco, o trio aproveitou para conhecer a Praia Almada (com parada para o almoço), a Ilha de Prumirim e a Ilha Anchieta. No Saco da Ribeira, ponto de abastecimento, foi necessário alugar uma poita, por conta do grande número de veleiros.

                                            Saindo de São Sebastião, a lancha explorou o canal de Bertioga, com direito a abastecimento e almoço na Marina Guarujá. De Santos, os rapazes navegaram até Paranaguá, onde depois de encher o tanque de diesel pegaram o caminho de casa, onde colheram olhares de espanto e admiração ao contar sua história. Os instrumentos de navegação da lancha de 38 pés somavam 890 milhas náuticas navegadas. “Ir de Piçarras ou de qualquer outra cidade de Santa Catarina a Angra dos Reis de lancha não é impossível, só precisa de um bom planejamento”, ensina Eduardo.

                                             

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                                              Navio-hospital da Marinha dos EUA apoia o combate ao COVID-19

                                              Por: Redação -

                                              O navio-hospital USNS Mercy está partindo da Base Naval de San Diego, na Califórnia, para Los Angeles, conforme aumentam os casos de coronavírus (COVID-19) nos EUA, de acordo com a Marinha.

                                              No domingo, o presidente Donald Trump anunciou que o Mercy iria a Los Angeles para fornecer capacidade médica adicional na região. A embarcação está equipada com mais de 800 funcionários médicos e de apoio da Marinha, além de mais de 70 marinheiros civis, e possui 1 000 leitos hospitalares.

                                              De acordo com Gaynor e a Marinha, o navio-hospital será usado para tratar pacientes que não sofrem de COVID-19. Isso liberará os profissionais de saúde locais para tratar as pessoas infectadas pelo vírus.

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                                              “O navio servirá como hospital de referência para pacientes não COVID-19 atualmente admitidos em hospitais em terra e fornecerá uma gama completa de cuidados médicos para incluir cuidados críticos e urgentes para adultos”, disse a Marinha em comunicado à imprensa na segunda-feira.

                                              “Isso permitirá que os profissionais de saúde locais se concentrem no tratamento de pacientes com COVID-19 e que os hospitais em terra usem suas Unidades de Terapia Intensiva e ventiladores para esses pacientes”, disse o comunicado da Marinha.

                                              O Mercy não é o único navio hospital que responderá à pandemia do COVID-19.

                                              O navio hospital USNS Comfort, com sede em Norfolk, Virgínia, também será desdobrado para ajudar na resposta ao COVID-19. O navio-hospital está atualmente em Norfolk para manutenção e provavelmente irá para Nova York em algumas semanas.

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                                                Por: Redação -

                                                Além de criar motores, rodas e até corais artificiais, as impressoras 3D também estão sendo aplicadas à medicina. Mais recentemente, elas tem sido muito úteis na fabricação de equipamentos e peças fundamentais no tratamento de casos de Covid-19.

                                                A empresa italiana Isinnova, por exemplo, está produzindo adaptadores capazes de transformar máscaras de snorkel em máscaras de de CPAP, que são utilizadas durante o tratamento com oxigenoterapia em pacientes em estado grave da infecção. A ideia consiste em construir “uma máscara de ventilação de emergência, realizada através do ajuste de uma máscara de mergulho já disponível no mercado”, explica a empresa em comunicado.

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                                                A iniciativa da startup partiu do pedido do médico Renato Favero, chefe do Hospital Gardone Val Trompia, localizada a 50 minutos de Bérgamo, epicentro dos casos de Covid-19 na Itália. Para construir os primeiros protótipos, eles contaram com o apoio da Decathlon, que cedeu máscaras da linha Easybreath, que oferecem a cobertura de todo o rosto, necessária para a utilização no tratamento médico.

                                                Apesar dos primeiros testes terem alegrado os médicos italianos, a máscara ainda não foi aprovada para produção em larga escala. “Nem a máscara nem o link (produzido em 3D) são certificados e seu uso está sujeito a uma situação de necessidade obrigatória”, apontou a empresa. Por enquanto, aqueles que necessitam do equipamento para se recuperar precisam assinar um termo de que estão cientes de que o objeto ainda está em testes — o que já é um grande alívio para quem sofre com a pandemia.

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                                                  Por: Redação -

                                                  O centenário do ICRJ é celebrado nesta quarta-feira, 25 de março de 2020, data em que sua ata de fundação foi celebrada em 1920. Nos seus primeiros 23 anos de existência, o Iate Clube do Rio de Janeiro chamava-se Fluminense Yacht Club, pois o seu idealizador, patrono e célebre sócio do Fluminense Football Club, Arnaldo Guinle, pretendia a unificação de ambos, mas a ideia não se concretizou devido ao tempo e as opções esportivas que distanciaram as associações.

                                                  Inaugurado em Laranjeiras nos salões do Fluminense FC por 28 fundadores (Arnaldo, seus quatro irmãos e mais vinte e três pessoas), o Fluminense Yacht Club teve breve permanência na Bateria do Morro da Viúva, área de posse do Fluminense para sua sede de remo, porém o espaço foi adentrado por uma construção de via que interligava os bairros de Botafogo e Flamengo e, por isso, a sede não obteve o êxito pretendido.

                                                  Já em 1927, através da concessão do Governo Federal, o clube foi transferido para a Praia da Saudade, que foi totalmente cedida ao longo dos anos para a construção do ICRJ, hoje, simplesmente, Avenida Pasteur, 333, no bairro da Urca às margens da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar. Com a ampliação significativa de espaços e projetos, inclusive da compra de imóveis destinados às subsedes em Angra dos Reis, Cabo Frio e na Ilha de Palmas, o ICRJ passou a ser considerado um dos clubes sociais, esportivos e tradicionais mais importantes do Rio de Janeiro e do país.

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                                                  Nos primeiros anos as atividades esportivas abrangidas eram relacionadas a lanchas, aviação, tênis e, mais tarde, esqui aquático, vela, pesca e pesca submarina. O ICRJ tornou-se um ícone dos esportes náuticos brasileiros apresentando ao mundo atletas de alta performance; dentre diversos nomes importantes, destacamos a mais recente conquista olímpica que foi a de Kahena Kunze e Martine Grael, dupla de velejadoras e medalhistas de ouro na classe 49er FX da Rio 2016.

                                                  Os eventos sociais do ICRJ também conquistaram notoriedade historicamente com visitantes ilustres como a Rainha Elizabeth, o Príncipe Charles, Presidentes, Embaixadores e diversas autoridades do Brasil e do mundo, além de sediar inúmeras regatas e mundiais de vela.

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                                                    Por: Redação -

                                                    Os organizadores da Cingapura e Tailândia Yacht Shows anunciaram planos para realizar o primeiro Hong Kong Yacht Show ainda este ano. Organizada em conjunto pela Associação da Indústria de Cruzeiros e Iates de Hong Kong (HKCYIA) e Verventia, a primeira edição da mostra anual será realizada de 19 a 22 de novembro no Kwun Tong. Será realizada como parte do Festival Internacional de Cruzeiros e Iates de Hong Kong.

                                                    O evento promoverá a crescente indústria asiática de iates, com foco específico no Mar da China Meridional e nas costas de Hong Kong e Macau. “Hong Kong tem de longe um dos maiores mercados em potencial da Ásia”, disse Kara Yeung, CEO da HKCYIA.

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                                                    Yeung disse que os organizadores começaram a planejar o show no ano passado e descreveu a equipe do Verventia como “organizadores experientes de shows de iate”. “Estamos ansiosos por uma colaboração longa e frutífera que irá impulsionar as indústrias locais e globais de iatismo, além de trazer novos negócios, empregos e prosperidade para as indústrias locais de serviços, suprimentos e hospitalidade”, acrescentou.

                                                    A experiência da Verventia ajudará a atrair nomes internacionais e a promover o show para potenciais compradores, de acordo com o diretor executivo Andy Treadwell. Treadwell disse que a união entre as duas empresas é “uma parceria perfeita que esperamos desenvolver de maneira constante nos próximos anos”.

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                                                      Curiosidade: você sabia que a Samsung e a Hyundai fabricam os maiores navios do mundo?

                                                      A Samsung é uma das empresas que mais vendem smartphones no mundo. A empresa sul coreana também produz tablets, notebooks, câmeras digitais, tvs e relógios de pulso computadorizados. Isso tudo, certamente, você já sabia. O que pode causar surpresa é o fato de que, paralelamente à sua expansão global no setor de eletroeletrônicos, a Samsung se destaca na produção helicópteros, de tanques de guerra e de navios. Sim, por trás da empresa líder no segmento de smartphones, existe um estaleiro poderoso, que desde 1974, quando entrou em operação, já produziu cerca de 3000 embarcações.

                                                      A Samsung Heavy Industries é a segunda maior fabricante do mundo de gigantes dos mares como porta-contêineres, navios-tanque, navios de perfuração de petróleo, navios-sonda e, mais recentemente, até navios de cruzeiro. Em 2021, a SHI pretende colocar na água o Utopia, navio de cruzeiro residencial que viajará pelo mundo durante meses. Orçado em US$ 1,1 bilhão, terá apartamentos que foram projetados para parecerem imóveis de luxo de Nova Iorque ou de Londres.

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                                                      Dos cinco maiores estaleiros navais do mundo, três ficam na Coréia do Sul. Um deles é a Samsung Heavy Industries. O outro, a Daewoo. E o terceiro é a (nova surpresa) Hyunday, que através de seu braço naval HHI (Hyundai Heavy Industries) se destaca como grande construtora de navios petroleiros e militares. De cada cinco petroleiros construídos no mundo, três são fabricados pela Hyundai.

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                                                        Por Jorge de Souza, do site www.historiasdomar.com

                                                        Quando estava prestes a vencer a primeira regata de volta ao mundo em solitário, Bernard Moitessier deu meia-volta e foi viver outra vida

                                                        A princípio, ninguém compreendeu o motivo. Em março de 1969, o velejador francês Bernard Moitessier já havia dobrado o Cabo Horn e seguia folgado na liderança da Golden Globe Race, a primeira regata de volta ao mundo em solitário, quando decidiu dar meia-volta e navegar meio mundo no sentido contrário, de volta ao Taití, de onde ele havia partido semanas antes, na última escala da competição que fizera. Desistia, assim, da vitória, da fama e do dinheiro que estas duas coisas lhe trariam. “Salvei minha vida”, diria ele depois, feliz com a decisão que tomou no trecho final daquela longa e histórica regata, que ele não venceu por não quis.

                                                        O que fez Moitessier mudar de ideia, de rumo e de vida foi o fascínio que as ilhas da Polinésia Francesa costumam exercer em todos os que as conhecem. Nele, este sentimento foi ainda mais forte.

                                                        Moitessier foi uma espécie de hippie dos mares, totalmente avesso à sociedade competitiva, como deixaria claro nos quatro livros que escreveu – um deles, de nome emblemático, viraria referência para toda uma geração de navegadores amadores. Chamava-se Um Vagabundo nos Mares do Sul. E foi exatamente isso o que ele se tornou.

                                                        O francês mandou tudo às favas (a vitória, a fama e o dinheiro) e foi viver no Taití. Lá, casou-se com uma nativa e foi morar em uma primitiva ilha, onde passou a praticar um estilo de vida totalmente integrado à natureza. Moitissier foi, também, um ecologista, bem antes que o próprio termo fosse criado. Com isso, seus livros se tornaram sucessos também fora do meio náutico, e ele passou a ser convidado para dar palestras, mundo afora.

                                                        De tanto viajar, acabou voltando a velejar. Mas nunca mais com o intuito de competir contra o tempo. E seguiu velejando até sua morte, de câncer, em 1994. “No mar, me sinto tão em casa quanto na minha ilha”, costumava dizer o homem que teve a coragem de trocar a fama por uma vida simples e banal, no seu paraíso particular. Virou mito.

                                                        DE ONDE SAIU ESSA HISTÓRIA?

                                                        HISTÓRIAS DO MAR – 200 CASOS VERÍDICOS DE FAÇANHAS, DRAMAS, AVENTURAS E ODISSEIAS NOS OCEANOS, do ex-editor da revista Náutica, Jorge de Souza, é uma coletânea de fatos extraordinários que aconteceram nos mares do planeta, nos últimos 500 anos. Para comprar o livro, por R$ 49,00 (e recebê-lo em casa, sem custo extra), acesse www.historiasdomar.com, ou clique aqui.

                                                         

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                                                          24/03/2020

                                                          O estaleiro grego Golden Yachts lançou seu mais novo megaite de 95 metros O’Pari, em Atenas. O modelo ultrapassa O’Ptasia (85 metros) em comprimento e se torna a maior embarcação já construída pela marca. O’Pari é assinado pelo Studio Vafiadis, que estilizou o megaiate com um exterior elegante que lembra os projetos anteriores em que o estaleiro trabalhou com o estúdio de design italiano.

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                                                          O megaiate deve ser entregue ao seu proprietário ainda este ano.

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                                                            O jovem holandês Boyan Slat tinha apenas 19 anos quando começou a desenvolver um dispositivo de limpeza capaz de remover 80 mil toneladas de plástico do Oceano Pacífico por ano. Batizada de Ocean Cleanup (“Limpeza Oceânica”, em tradução livre), a iniciativa possui uma embarcação que opera como uma barreira, aproveitando as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar.

                                                            A System 001 atua na costa do Haiti e da Califórnia, área de grande concentração de objetos de plástico (1 trilhão de detritos). O projeto tem o apoio de mais de 100 pesquisadores e ambientalistas.

                                                            Cinco anos depois do anúncio da Ocean Cleanup, Boyan, 25 anos, divulgou que está trabalhando em outra embarcação, só que desta vez para limpar rios. Chamada por ele de Interceptor, a embarcação, movida a energia solar, consegue coletar 110 toneladas de lixo por dia, trazendo todos os resíduos para a terra firme, onde poderão ser reciclados.

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                                                            “Embora ainda tenhamos muito mais trabalho a fazer, sou eternamente grato pelo comprometimento e dedicação da equipe à missão e espero continuar com a próxima fase de desenvolvimento”, concluiu.

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