Aleixo Belov segue de Natal rumo ao Caribe. Veja vídeo

Por: Redação -
12/01/2017

O navegador ucraniano, radicado na Bahia, Aleixo Belov, registrou mais um trecho de sua viagem. Desta vez, as imagens mostram o veleiro Escola Fraternidade saindo de Natal, no Rio Grande do Norte, rumo ao Caribe, sem escalas. Serão 2 100 milhas em 13 dias de travessia. A bordo com Belov, de 74 anos, estão dois de seus filhos e mais cinco tripulantes. Seu destino final é o Alasca, com previsão de chegada entre junho e agosto de 2017. Aleixo Belov é engenheiro, empresário e escritor. Na década de 80 ficou conhecido como ‘navegador solitário’, por ser o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo sozinho.

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    Mussulo 40 segue na briga pelas primeiras colocações na Cape2Rio

    Por: Redação -

    Desde 1º de janeiro no mar, o Mussulo 40 segue na briga pelas primeiras colocações na categoria Double Hand (tripulação de duas pessoas) da regata Cape2Rio. Das 3500 milhas de distância do percurso, restam pouco menos de 1300 para a chegada ao Rio de Janeiro.

    Greg Beadle

    “Os últimos dias foram de estratégia e paciência para rodear a alta pressão (local sem vento) do meio do Atlântico. Ainda não completamos toda a volta, mas conseguimos, até a momento, escapar do vento fraco. Vários barcos tentaram atravessar por dentro da alta pressão e alguns ainda lá estão! Estamos muito satisfeitos com o desempenho do Mussulo 40 e mantemos firme a disputa direta pela terceira colocação”, conta José Guilherme Caldas, comandante do Mussulo 40. Ao seu lado está o experiente skipper brasileiro Leonardo Chicourel.

    Greg Beadle

    O Mussulo 40 é uma das duas embarcações que representa o Brasil na maior regata oceânica do Atlantico Sul.

     

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      MCP coloca na água mais uma unidade da linha Classic 76

      11/01/2017

      Resultado da parceria dos proprietários da MCP Yachts com sua equipe de especialistas, que projetou, construiu e a entregou dentro do prazo contratual, o modelo Classic 76 já conta com cinco unidades navegando – e a última delas foi para a água no mês passado, com direção à Belém, sua futura casa, após alguns meses curtindo a costa entre Santos e o Rio de Janeiro.

      Construída em alumínio, o que proporciona leveza e resistência à embarcação, ROMA, como foi nomeada, tem 23,24 metros de comprimento, possui casco azul marinho espelhado e superestrutura na cor cinza metálico, unindo o clássico e o contemporâneo. Seu layout inclui acomodações para 23 pessoas de dia e 13 em pernoite. Com autonomia transoceânica, o modelo pode ser equipado com dois motores Caterpillar C18 de 1.015 BHP cada um.

       

       

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        Empresa de revestimentos sintéticos lança nova linha de lonas para barcos

        Por: Redação -

        A Cipatex®, há 52 anos no mercado de revestimentos sintéticos, amplia seu portfólio da marca Sol & Chuva e lança nova lona acrílica para atender ao mercado de embarcações. Desenvolvido para capotas e coberturas náuticas, o material conta com proteção antibacteriana contra mofo e fungos, bloqueia mais de 90% dos raios UV e garante conforto térmico. Repelente à sujeira e a óleo, é impermeável devido ao acabamento de fluorcarbonos.

        Além de proteger contra o sol e chuva, a nova lona pode ser uma aliada na decoração de barcos, lanchas e iates. Com aspecto semelhante ao tecido, a linha premium oferece sofisticação, já que possui cores mais vivas, tonalidades diferenciadas e com maior solidez. “Devido ao acabamento e diversidade de cores, o novo material retém menos calor e atende aos mais variados estilos e tipos de embarcações”, acrescenta Rosemeire Branco, gerente comercial da Cipatex®.

        Altamente resistente às intempéries, a lona acrílica está disponível nas cores areia, dunas, azul sea, marinho, vermelho, vinho, verde floresta, cinza e preto. O produto pode ser utilizado na confecção de diversos tamanhos e modelos de coberturas e capotas, seja de estrutura fixa ou articulada.

        A Cipatex® já atende o setor com o revestimento Facto® Náutico, indicado para bancos e estofados de embarcações e, após uma série de pesquisas, decidiu apostar no lançamento da lona acrílica para oferecer mais uma opção ao segmento.

        cipatex
        Divulgação

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          Sunseeker apresenta dois lançamentos mundiais no London Boat Show

          A Sunseeker Internacional está presente no London Boat Show 2017, que vai até o próximo domingo, dia 15, na capital inglesa. A marca está aproveitando o salão náutico para lançar mundialmente dois modelos: o 68 Sport Yacht e o Manhattan 66.

          As linhas exteriores do 68 Sport Yacht foram realçadas pelo adição de vidro no casco, que proporciona um ar mais contemporâneo, além de aumentar a entrada de luz natural no interior. O modelo conta, ainda, com sistemas de entretenimento de última geração, tecidos de alta qualidade e layout com três camarotes – para seis pessoas -, e acomodações para dois tripulantes. A cozinha fica no convés inferior, deixando mais espaço no salão principal.

          O Manhattan 66 foi projetado para maximizar as opções de entretenimento, com janelas panorâmicas que fornecem abundante luz natural para dentro do barco. Seu novo casco em V profundo oferece maior desempenho e seu layout conta com amplo espaço a bordo. O modelo conta com quatro camarotes, acomodação para tripulação, flybridge amplo, clube de praia, etc. Opcionalmente, a cozinha pode ficar no deque inferior, criando ainda mais espaço de entretenimento no salão principal.

          manhattan_66_2

           

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            Schaefer Yachts abre frente de exportação para o Paraguai

            Por: Redação -

            Mesmo sem qualquer ligação com o mar, o Paraguai começa a descobrir a qualidade e as vantagens de se possuir um barco da Schaefer Yachts. Até este mês, serão entregues no país vizinho oito lanchas – seis Phantom 30 3 (30 pés) e duas Phantom 375 (37 pés). A relação com os paraguaios propiciou revendas nas três principais cidades do país – Ciudad del Este, Assunción e Encarnacion. O agora parceiro da empresa – o empresário José Ortiz – explica o motivo da escolha da marca para as águas de rios, lagos e represas paraguaios: “Desde que decidi comprar um barco para utilizar nas águas de Santa Catarina, vários amigos alertaram para a qualidade e tecnologia envolvidas nos produtos da Schaefer Yachts. São barcos que não dão problemas e de navegabilidade ímpar”, afirma.

            exportacao
            Divulgação

            De acordo com Ortiz, o interesse por representar a Schaefer Yachts também veio da experiência ruim de muitos amigos que importavam barcos sem observar critérios importantes, como os motores e a assistência técnica. “Com a chegada da Schaefer agora oferecemos embarcações de primeira qualidade, nível top e damos assistência em todos os aspectos. Isso sem falar nos preços, muito competitivos”, afirma. Ele finaliza ressaltando que os barcos da Schaefer Yachts são perfeitos tanto para águas salgadas quanto doces e que trabalha com toda a linha – uma gama de produtos entre 30 e 80 pés.

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              Veleiro de 100 pés foi projetado exclusivamente para satisfazer seu proprietário

              10/01/2017

              Um novo conceito de veleiro foi apresentado pelo yacht designer Philippe Briand. Com 30 metros de comprimento e um nome que fala muito sobre sua essência, Egoist, foi desenvolvido para um proprietário que quer simplificar sua experiência a bordo, projetado exclusivamente para satisfazer as necessidades dele.

              Apesar de possuir um salão espaçoso, o modelo conta apenas com a suíte master e acomodação para dois membros da tripulação. É ideal para alguém que queira velejar sem numerosos tripulantes.

              Sua arquitetura naval foi desenvolvida para torná-lo um veleiro rápido e responsivo, e seu design inclui linhas atemporais de iates clássicos com um toque contemporâneo. Totalmente personalizável, Egoist deverá ser, segundo Briand, “puro prazer para o proprietário, o iate que ele sempre sonhou em possuir”.

               

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                Nova 26,5 pés proa aberta da FS Yachts será apresentada no Rio Boat Show

                 

                O estaleiro FS Yachts estará no Rio Boat Show 2017 com sua mais nova lancha de 26,5 pés com proa aberta. O modelo abre mão do conforto de pernoite, mas ganha no espaço do cockpit para passeios diurnos. Conta com banheiro com ventilação natural, pia, ducha e lixeira, além de espaço gourmet na popa.

                fs-265-open-21
                Divulgação

                O Rio Boat Show acontece de 5 a 11 de abril, na Marina da Glória. Fique por dentro de todas as novidades do salão com NÁUTICA!

                fs-265-open-23
                Divulgação

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                  Dupla do Veleiros do Sul é campeã brasileira da classe 470

                  Por: Redação -

                  A flotilha do Veleiros do Sul mostrou sua força no Brasileiro da classe 470 que aconteceu no mês de dezembro em Ilhabela (SP). A dupla Geison Mendes e Gustavo Thiesen/VDS/Marinha do Brasil conquistou o título brasileiro; Ricardo Paranhos e Thiago Ribas foram os campeões da categoria júnior e terminaram na terceira colocação geral. E para completar o pódio, Pedro Corrêa e Rodolfo Streibel ficaram na vice colocação na júnior e quarto lugar no geral.

                  A flotilha do VDS deixou sua participação marcada no Brasileiro pelo nível técnico dos seus velejadores, e a excelente estreia dos duplas de juniores. O time do VDS foi acompanhado pelo técnico Juan Sienra e compete com barcos adquiridos pelos projetos Vela Olímpica, do Ministério do Esporte e pelo Formação Olímpica da Confederação Brasileira de Clubes (CBC).  O evento foi uma realização do Yacht Club de Santo Amaro, BL3 Armação e Confederação Brasileira de Vela com a participação de 10 barcos do RS, SP e RJ. O próximo desafio da flotilha será em março no Sul-americano de 470, no Veleiros do Sul, em Porto Alegre.

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                    Real anuncia nova proa aberta de 27 pés para o Rio Boat Show

                    O estaleiro carioca Real Powerboats anuncia a Real 270 com proa aberta para o Rio Boat Show 2017. Derivada da Real 260, o modelo conta com para-brisa mais esportivo, que virou identidade da marca, targa à ré (garantindo uma maior área abrigada do sol) e um pé a mais na plataforma de popa. Com Hydrolift System, patenteado pelo estaleiro, que proporciona, segundo a marca, melhor performance, de forma mais econômica e com suavidade, a Real 275 é homologada para 13 pessoas e, mesmo com proa aberta, vem com banheiro fechado.

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                      I Travessia Salvador – Morro de São Paulo acontece no próximo fim de semana

                      09/01/2017

                      A Bahia receberá no próximo fim de semana, dia 14 de janeiro, o primeiro desafio Travessia Salvador – Morro de São Paulo. A competição vai reunir alguns dos atletas de Canoa Havaiana e Surfski em um percurso de 60 km, com organização do Desafio de Canoa Havaiana e do Yacht Clube da Bahia.

                      A largada de todas as categorias acontecerá às 7h do sábado, na praia do Porto da Barra, com limite para chegada em Morro de São Paulo às 17h. Serão premiados os três primeiros colocados em cada categoria de VAA (OC 1, OC2, OC4 e OC6) e Surf ski, nas modalidades Open, Feminino e Mista.

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                        Confira oito regras da Normam para transporte de crianças em jets

                        Por: Redação -

                        A Normam-03/DPC — documento que dita as regras para navegação de embarcações de esporte e recreio — sofreu algumas mudanças que já estão em vigor. Confira oito regras para crianças em motos aquáticas:

                        1. É proibida a condução de passageiro (incluindo crianças) na frente do condutor habilitado, a fim de não prejudicar a visibilidade e a capacidade de manobra da embarcação;
                        2. É proibido o transporte de crianças com idade inferior a 7 anos na garupa;
                        3. Crianças com idade maior do que 7 anos e inferior a 12 anos poderão ser conduzidos na garupa acompanhadas ou autorizadas pelos pais ou responsáveis. É de inteira responsabilidade do condutor ou do proprietário da embarcação obter a anuência dos pais ou responsáveis do menor;
                        4. A criança deverá ter condições de manter-se firme na embarcação, apoiando seus pés no local apropriado no casco da moto aquática, mantendo, ainda, seus braços em volta da cintura do condutor;
                        5. Com crianças na garupa, deve-se manter velocidades lentas e controladas, evitando manobras bruscas;
                        6. Recomenda-se, como situação mais segura, o transporte das criança posicionada entre dois adultos em motos aquáticas de três lugares;
                        7. É recomendado o uso de óculos protetores e luvas;
                        8. O uso de outros equipamentos de segurança para os passageiros em garupa de motos aquáticas poderá constar nos manuais dos seus respectivos fabricantes.

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                          Primeira Schaefer 510 chega a Escarpas do Lago, em Furnas

                          Por: Redação -

                          A primeira unidade da Schaefer 510 chegou a Escarpas do Lago, em Furnas. O modelo, anunciado durante o último São Paulo Boat Show, será lançado oficialmente no Rio Boat Show 2017, e chega para completar a gama de produtos do estaleiro catarinense Schaefer Yachts, na faixa entre 50 e 60 pés. Além do design atraente e do amplo flybridge, o destaque ficará por conta da suíte à meia-nau, além de três opções de layout, incluindo a possibilidade de oferecer três suítes. No momento, a lancha está atracada na Náutica Mar de Minas.

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                            Prefeitura de Ilhabela entrega novo espaço de kitesurf na Praia do Perequê

                            Por: Redação -

                            A Prefeitura de Ilhabela entregou oficialmente no dia 28 de dezembro um novo espaço para os praticantes de kitesurf da cidade, localizado na orla da Praia do Perequê, juntamente com mais uma pista de skate. O espaço conta com banheiros, área de convivência e estacionamento. O local também deverá abrigar um espaço de comercialização de pescados.

                            “Mais um espaço destinado ao esporte na cidade, no qual o investimento na área esportiva nas suas diversas modalidades tem sido uma de nossas prioridades. Esta é a segunda pista de skate que entregamos aos skatistas, sem contar com toda a estrutura necessária para atender aos kitesurfistas, que praticam o esporte na Praia do Perequê”, declarou o prefeito Toninho Colucci.

                             

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                              Bar promove festa com catamarãs no Rio Paraíba

                              Por: Redação -

                              A Cibelly Bar Boat Party ferveu as já quentes águas do litoral paraibano no último sábado, dia 7. O bar usou seus catamarãs, que costumeiramente transportam turistas pelos principais pontos de passeios locais, como palco e camarotes ancorados na Prainha, em Lucena, litoral norte da Paraíba. A praia é uma das mais famosas da região e fica no estuário do Rio Paraíba.

                              Divulgação

                              A festa foi animada pelo cantor João Lima, que chegou ao local na proa de uma 50 pés, performando os principais sucessos do forró nordestino até desembarcar no catamarã-palco e dar continuidade à festa, que durou até as primeiras horas da noite para as mais de 60 embarcações presentes. O evento teve apoio da Jacaré Marina com a logística náutica da produção do show e barcos de apoio para emergências.

                              Divulgação
                              Divulgação

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                                Por: Redação -

                                Com 54 anos, Carlos Eduardo Wanderley, o Nem, do YCSA, chega ao 43º Campeonato Brasileiro de Laser como favorito na Radial Master, mas seus objetivos vão muito além da categoria que lhe rendeu dois títulos mundiais e o velejador espera estar entre os cinco melhores laseristas do País. Paulista, filho de carioca, Nem começou na classe Pinguim, ao lado no pai, aos 9 anos de idade na represa de Guarapiranga, palco da disputa nacional.

                                “Eu comprei meu primeiro Laser em 1980 do Jorge Zarif (Guga), lenda da Finn, e nunca larguei a classe apesar de não competir em alto rendimento por causa do trabalho. Foi só depois dos 40 anos que comecei a velejar em campeonatos internacionais e, a partir daí, comecei a me dedicar mais ao Laser, um barco muito prático e que rende muitas emoções na raia”, comenta Nem. 

                                Foi com esta agenda mais flexível que Nem conseguiu classificação para campeonatos mundiais da Laser na categoria Radial Master, sendo campeão em duas ocasiões (Canadá/2009 e México/2016). “Os campeonatos mundiais da Master são tão disputados quanto da categoria regular, para os mais jovens. Com muitos atletas no mesmo nível nunca é fácil vencer e ninguém chega como favorito”, explica Nem. 

                                Nem começou a velejar na represa, mas não leva o conhecimento da raia como uma grande vantagem. “A represa é uma raia com ventos rondados e muitas rajadas, por isso é sempre preciso estar atento aos outros barcos para não ser ultrapassado”, completa Nem.  

                                O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation. 

                                Programação do 43º Brasileiro de Laser: 

                                Laser Radial: 

                                09/01 e 10/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição. 

                                11/01 a 15/01 – REGATAS 

                                Laser Standard e 4.7: 

                                16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição. 

                                17/01 a 21/01 – REGATAS 

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                                  Por: Redação -
                                  08/01/2017

                                  Imagine só o tamanho do prazer. Você ancora seu iate, coloca o jet na água, avança com ele até a areia da praia e, lá chegando, com um simples aperto de botão, transforma-o em um a moto para passear nas redondezas. Na volta, é só apertar de novo o tal botão e pronto: em apenas 5 segundos, o curioso veículo volta a ser um jet. E você nem precisa sair do banco durante a transformação. Coisa de James Bond? Sim e não. Sim, porque a norte-americana Gibbs Sports, empresa que criou o Biski, nome da novidade, é a mesma que criou um dos carros anfíbios que o super-agente secreto usou em um dos seus filmes. E, não, porque, o Biski existe de verdade! Com duas rodas e u, motor de 2 cilindros com 55 hp, ele atinge 128 km/h na terra e 32 nós na água. Estima-se que esta curiosa moto-jet vai custar algo em torno de US$ 300 mil (ou mais cerca de um milhão de reais), sem o desconto de lançamento. Sim, ainda assim, é caro. Mas, quanto vale o seu prazer?

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                                    Por: Redação -
                                    07/01/2017

                                    Eis um barco que dispensa a carreta, porque já vem com o próprio meio de locomoção em terra firme. Este é o Iguana 29 (marinha, como a das Ilhas Galápagos), que usa duas esteiras rolantes fixas ao casco (mas que se embutem nas laterais na hora de navegar, ao toque de um botão), para se locomover a caminho d’água, a 7 km/h. Para isso, conta com um motorzinho auxiliar que move as esteiras e, à semelhança dos tanques de guerra, avança em qualquer terreno, mesmo nos mais moles — o que, claro, inclui a areia da praia.

                                    Não por acaso, seu estaleiro, o Iguana Yachts, fica na Normandia, região francesa famosa pelas colossais variações de maré. Se funciona mesmo? O fabricante garante que o sistema de esteiras, além de impedir que o barco atole (comum nas carretas), não interfere em nada na estabilidade e navegabilidade da lancha. Que alcança 40 nós, com um motor de popa de 300 hp. E não é só: trata-se de um barco eficiente e robusto, feito um tanque. O preço? Na Europa, o cerca de 250 mil euros.

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                                      Por: Redação -
                                      06/01/2017

                                      Não se espante se, um dia, você estiver navegando pelo Atlântico e topar com uma baleia emersa das profundezas. Pode ser Moby, uma curiosa embarcação em forma de cachalote feita por Tom McClean, militar britânico aposentado, de 73 anos, que há 20 anos não pensa em outra coisa a não ser finalizar a obra.

                                      Agora, nos “finalmentes”, ele quer dar ao interior um acabamento luxuoso, digno de superiate, além de trocar os confiáveis, porém barulhentos, motores diesel por silenciosos elétricos. Todo de aço, o barco tem 65 pés de comprimento e 25 pés de altura, pesa 60 toneladas e foi construído pelo próprio McClean, que já gastou 100 mil libras (algo em torno de R$ 450 mil). O ex-militar planeja cruzar o Atlântico ao longo de 3 mil milhas, entre o Reino Unido e os Estados Unidos.

                                      Mas, por enquanto, só fez com Moby cruzeiros curtos na costa oeste da Escócia — o que, se não rendeu comparações com um ícone escocês das águas, o monstro do lago Ness, ao menos mostrou que a embarcação é segura. Desafios fazem parte da vida de Tom McClean.

                                      Abandonado num orfanato aos 5 anos, ele já cruzou o Atlântico várias vezes, sendo o primeiro homem a fazê-lo com um barco a remo, em solitário, no ano de 1969. A próxima aventura de McClean teria tudo para inspirar o escritor americano Herman Melville a escrever uma versão atualizada de Moby Dick, romance publicado no século 19 que cristalizou a mística em torno dos cachalotes e sua supremacia diante do homem.

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                                        Livro reúne naufrágios da Baía de Ilha Grande

                                        Por: Redação -
                                        05/01/2017

                                        Foi para praticar a caça submarina que o carioca José Eduardo Galindo começou a mergulhar. E, por algum tempo, esse foi seu único propósito debaixo d’água. Mas, ao se deparar com naufrágios, principalmente na Baía de Ilha Grande, em Angra, terra natal de Galindo, o mergulhador desenvolveu uma paixão por barcos (e aeronaves) afundados e, também, pela flora e fauna marinha. Membro fundador da Sociedade Angrense de Pesquisa Subaquática e atual dirigente da instituição, Galindo é, hoje, o maior especialista em naufrágios naquela região. Foi ele, inclusive, o responsável pela descoberta do naufrágio Vapor Califórnia, que se tornou um dos mais famosos do Brasil, e por pesquisas minuciosas em outros campos relacionados à área náutica. “Troquei o arpão pela câmera fotográfica e comecei um trabalho de identificação de naufrágios na Baía de Ilha Grande. Isso mudou completamente a minha maneira de ver o mar”, conta Galindo, que acaba de lançar o livro Naufrágios da Baía de Ilha Grande, que serve como guia e leitura de cabeceira, pois, além de trazer localização e dicas preciosas de mergulho, conta as histórias e mostra fotos destes verdadeiros museus do fundo do mar.

                                        Galindo lista mais de 20 naufrágios em seu livro, incluindo os de um helicóptero e de uma aeronave, esta última conhecida como a Aeronave das Barras de Ouro, afundada em 1958. Mas, para o autor, há dois naufrágios especiais, o Vapor Califórnia, descoberto pelo próprio Galindo, e o Navio Encouraçado Aquidabã, desastre amplamente documentado. “O Vapor Califórnia é o único no Brasil com caldeiras de baixa pressão e dois cilindros com pistões. Apesar de ter sido muito saqueado durante os anos, essas peças tão importantes ainda estão debaixo d’água”, comenta Galindo. Já o Aquidabã era a mais poderosa unidade da Marinha do Brasil e veio a pique em 1906, após explosões até hoje não explicadas. Resultado: 212 homens, muitos deles heróis da Guerra do Paraguai (1864-1870), morreram no desastre. A Marinha ainda presta homenagens às vítimas do Aquidabã, que, com 85,40 m, é um verdadeiro tesouro arqueológico — e um dos naufrágios mais visitados da Baía de Ilha Grande.

                                        Galindo foi o responsável, também, pelo resgate de moedas datadas da época do Império Romano, que, para ele e diversos estudiosos, provam que a costa brasileira já era uma rota marítima muito antes do Descobrimento, em 1500. Ex-professor de educação física, ele ainda faz diversos mergulhos, mesmo aos 71 anos, e pretende continuar com a atividade. “Infelizmente, a maioria dos meus amigos não mergulha mais e eu não quero parar. Por isso, tento sempre manter a saúde em dia, com boa alimentação e muitos exercícios. As paixões pelo mar e pelos naufrágios tratam de alimentar minha alma”, diz o mergulhador, que não esquece da ajuda que prestou ao oceanógrafo francês Jacques Cousteau (1910-1997), em 1985, quando esteve desenvolvendo pesquisas em Angra.

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                                          Conheça o empresário que tatuou sua lancha, uma Focker 215, na perna

                                          Por: Redação -
                                          03/01/2017

                                          Quando a gente ouve alguém dizer que um barco pode mudar a vida de uma pessoa (ou até mesmo de uma família), tem quem não acredite. O empresário curitibano Rodrigo Schultz, de 38 anos, é a prova de que, sim, esta máxima é verdadeira. Até dois anos atrás, quando começou a navegar, ele costumava se divertir em festas e baladas — até porque atua também como dj, nos fins de semana. Não que essa parada não seja interessante, mas chega uma hora em que começa a ficar repetitivo. E Schultz percebeu isso quando passou a ir para a água com frequência. “Quase parei de tocar, só para aproveitar mais a vida como ela tem que ser”, comenta ele, que navega todo fim de semana com a Sonho Nosso II, uma Focker 215, com motor de popa de 150 hp, comprada no ano passado. “A cada vez que eu vou para a água, sinto uma emoção diferente”, destaca.

                                          A mudança na vida de Schultz foi tão expressiva que ele até resolveu tatuar o desenho do barco sobre uma rosa dos ventos, na panturrilha esquerda. “Fiz o desenho pelo que esta lancha representa na minha vida. Agora, tenho um novo estilo de ser”, exclama ele. E, frise-se, foi esta lancha, a segunda, que mudou definitivamente a trajetória do empresário curitibano. Porque a anterior, Sonho Nosso I, estava mais para pesadelo. “Era uma Fortboat 160, com motor de popa de 90 hp. Eu até gostava dela, mas o casco adernava muito e eu ficava com muito medo de navegar”, relata.

                                          Não demorou para que Schultz notasse que, para que navegação não rimasse com frustração, seria imperativo buscar uma lancha, no mínimo, mais segura e até maior, por questão de conforto. “Acabei me decidindo pelo barco da Fibrafort, por causa do seu maior valor de revenda”, justifica ele.

                                          Agora, medo é algo que não passa na cabeça de Schultz, que costuma navegar ao lado da mulher, Tahena, e dos amigos. “Faço passeios com até cinco pessoas, sem problema algum”, diz ele, que passeia pela baía de Paranaguá, na região de Pontal do Sul, próximo à Ilha do Mel. “Fazemos churrasco e nos divertimos muito. São momentos muito agradáveis, bem melhores que qualquer festa em terra”, afirma. “Esta lancha tem excelente navegabilidade e me transmite uma confiança que me deixa seguro para encarar qualquer situação. E está completinha: tem som, dois gps, vhf, capota, churrasqueira e outros acessórios”, pontua.

                                          A empolgação com a vida náutica é tanta que Rodrigo Schultz já faz planos para comprar uma Focker 265, que lhe permitiria navegar rotas mais longas. “O plano é conseguir fazer uma viagem até Floripa e Bombinhas, em Santa Catarina, ou Cananeia e Santos, em São Paulo”, adianta o empresário. E será que a próxima lancha não vai render outra tatuagem? “Quem sabe?”, responde Schultz. Mas, cá entre nós, bem que essa história toda poderia render, ao menos, um desconto na futura embarcação. “Uma caixa de gelo já estaria bom”, brinca Rodrigo.

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                                            Por: Redação -
                                            02/01/2017

                                            A Normam-03/DPC — documento que dita as regras para navegação de embarcações de esporte e recreio — sofreu algumas mudanças. E que já estão valendo! Entre as alterações mais importantes estão as novas regras para brinquedos náuticos, como flyboard, bem como para treinamento náutico, documentação da embarcação e do condutor e, mesmo, uso de coletes. Para esclarecer tudo, conversamos com o capitão amador Marcello Souza, diretor da Argonauta Escola Náutica e instrutor de navegação há 25 anos, que comenta os pontos neste rápido bate-papo.

                                            1- Os brinquedos náuticos ganharam regras próprias?
                                            Sim. Alguns equipamentos, como flyboard, hoverboard e jetpack, agora obrigam o uso de colete salva-vidas classe V, o mesmo dos jets, e do capacete do tipo wakeboard. Outra mudança é para os waveboats, cascos que são acoplados aos jets, os quais devem ser registrados como embarcações independentes dos jets.

                                            2- Há alguma alteração em relação aos equipamentos de salvatagem?
                                            A regra mais importante é em relação aos coletes salva-vidas da classe V, que já eram obrigatórios em embarcações miúdas (até 5 m) e de médio porte (até 24 m) para navegação interior, e a Marinha, agora, vai fiscalizar com mais rigor. As embarcações de grande porte e iates devem possuir, quando em navegação interior, coletes salva-vidas classe III. Outra alteração é que os equipamentos com certificação internacional Solas, agora, podem ser usados em embarcações no Brasil. Ou seja, se você comprar um colete fora do país poderá usá-lo aqui, desde que ele esteja de acordo com o tamanho da sua embarcação.

                                            3- Qual a mudança em relação à documentação da embarcação?
                                            Agora, a Normam determina que os proprietários façam o pedido de inscrição, ou registro da embarcação, no prazo máximo de 15 dias a partir da data de entrega pelo estaleiro, em casos de embarcações novas, e a contar da data da aquisição, no caso de barcos usados. Além dos documentos já previstos antes das mudanças, é preciso fornecer, também, uma foto colorida, no tamanho 15 x 21 cm, que tenha data e mostre o barco pelo través, de proa a popa, bem enquadrada, preenchendo o comprimento total do registro.

                                            4- E em relação à documentação do condutor, houve alterações?
                                            Muitas. Além de seguir um roteiro específico (disponível na Seção II, anexo 5-A, da Normam), as embarcações de treinamento náutico para arrais amador e motonauta deverão estar identificadas com uma faixa, em local visível do costado, com a inscrição “Treinamento Náutico” em caixa alta e na cor preta. Outra mudança é que o atestado médico — exigido para os alunos que não possuem carteira de habilitação para automóveis — será válido por um ano. Já a carteira de arrais amador para as pessoas com mais de 65 anos passa a ser válida por cinco anos, não mais por dez.

                                            5- Houve mudanças nas punições quanto ao descumprimento da lei?
                                            Sim, a Marinha está mais rígida. Terá a carteira suspensa por até 120 dias quem entregar a condução da embarcação a pessoa não habilitada; conduzir a embarcação em estado de embriaguez alcoólica ou sob efeito de substância tóxica de qualquer natureza; usar a embarcação de esporte e/ou recreio em atividades comerciais, para transporte de passageiros ou carga. Os reincidentes que acumularem mais de 240 dias de suspensão terão a carteira cassada. E muitas outras mudanças ainda devem vir por aí.

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                                              Por: Redação -
                                              31/12/2016

                                              Quando chega o verão, o biólogo marinho Marcelo Szpilman, diretor-presidente do Aquário Marinho do Rio de Janeiro, sabe que será consultado inúmeras vezes sobre queimaduras de águas-vivas nas praias brasileiras. “O aumento na quantidade destes seres nesta época do ano é um fenômeno natural”, tranquiliza o especialista, acrescentando que, dessa forma, é normal que aumentem os casos de queimaduras. “Não há razão para pânico, pois não há nenhuma epidemia descontrolada”, salienta ele.

                                              De acordo com Szpilman, a “invasão” de águas-vivas acontece porque é verão, época de reprodução de muitas espécies desses seres invertebrados, e isso gera aglomerações de fêmeas e machos. Basta uma corrente mais forte para empurrá-los para uma determinada região ou praia, gerando a tal “epidemia”.

                                              Mesmo sendo um fato normal, ninguém quer ser atingido por uma água-viva. Mas, se acontecer, o que fazer num caso desse? “Antes de mais nada, não se deve passar a mão, muito menos esfregar o local”, ensina o biólogo, dizendo que isso ativa ainda mais o sistema de descarga dos nematocistos, células peçonhentas existentes nos tentáculos das águas-vivas e caravelas (animais marinhos) e que ficam grudadas na pele. Não se deve também lavar a região com água doce, pois o efeito é o mesmo. “Molhar com xixi, então, é pura lenda! Não existe nada que comprove que a urina iniba a ação dos nematocistos”, pontua Szpilman, afirmando que, depois de 20 a 40 minutos, a dor diminui sozinha.

                                              Só o que funciona mesmo — acredite — é o vinagre. “O certo é lavar a pele com a própria água do mar e ir molhando com vinagre, por cerca de dez minutos. Depois, remova os tentáculos com uma pinça e volte a lavar o local com água salgada e vinagre, por mais meia hora”, recomenda. Antes que você pense se tratar de uma solução milagrosa, é bom que se diga que o vinagre não acaba com a dor. Como já foi dito, ela diminui sozinha, especialmente se o local receber compressas de gelo. No entanto, é fato que o ácido acético pode inibir a ação dos nematocistos que, por ventura, ainda estiverem presos à pele. “Em 90% dos casos, isso resolve.”

                                              Vale frisar, ainda, que as águas-vivas queimam mesmo depois de mortas. E, como nem todo mundo consegue diferenciar uma água-viva morta há dias de uma recém-saída da água, convém não tocar nestes animais de jeito algum — mesmo quando eles estiverem na areia da praia. É bom lembrar, porém, que o que queima são só os tentáculos, não a bolha gelatinosa que dá forma a estes seres.

                                              Outra coisa que deve ser observada é que as queimaduras não são as únicas consequências resultantes do contato com águas-vivas. “Em alguns casos, podem acontecer choques neurogênicos, frutos da descarga de grande volume de líquido peçonhento no sistema nervoso central”, diz Szpilman. Segundo ele, esse problema é particularmente sério no caso das caravelas, muito mais perigosas que as águas-vivas. “Quando isso acontece, molhar com vinagre não basta: é preciso ação médica e rápida”, adverte. Ainda assim, pelo sim, pelo não, vinagre é o melhor remédio. “Por isso, vale a pena ter sempre uma garrafa no barco, até porque ele também ajuda a temperar a salada”, diverte-se.

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                                                Por: Redação -
                                                29/12/2016

                                                No mercado há 25 anos, Eduardo Engel é formado em arquitetura e, apesar de ter feito carreira paralela na construção civil, nunca deixou de projetar embarcações e se dedicar a sua paixão: restaurar e construir lanchas de madeira, com base em projetos antigos. “Logo que me formei, fiz o desenho de uma embarcação de 95 pés de fibra para um cliente e, desde então, nunca parei. Minha vocação sempre esteve mais para água do que para cimento”, conta Eduardo, que, hoje, é sócio da Vintage Boats, especializada na restauração e construção de lanchas e veleiros clássicos.

                                                A paixão pelo mar é herança de família e os barcos encantaram o designer desde o início, principalmente os clássicos de madeira americanos da marca Chris-Craft. Agora, após tantos anos olhando para o passado, o arquiteto tem um novo projeto, totalmente voltado para o futuro: criou um curso de design de barcos de lazer na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ser ministrado nas unidades de São Paulo e no Rio.

                                                “O curso será bem técnico e voltado ao projeto e design náutico interno e externo, com matérias como design de cascos e casaria, hidrodinâmica, propulsão e equilíbrio, além de aulas com grandes profissionais da área e palestras de estaleiros”, adianta. Em São Paulo, os alunos receberão o título de pós-graduação latu senso, após 360 horas de aulas, conforme determina o Ministério da Educação. Já no Rio o curso terá nível de extensão universitária e será dividido em módulos, havendo mais tempo para cada uma das disciplinas que compõem o programa.

                                                Os cursos ainda não têm data para começar, mas Eduardo acredita que o início não deve ultrapassar o ano que vem. Para ele, já é tempo de valorizar o design brasileiro também na área náutica. “Eu tive que me especializar fora do país, mas espero que os próximos profissionais possam adquirir conhecimento aqui mesmo, procurando cursos lá fora por opção, e não por falta dela”, argumenta Eduardo Engel, que não tem dúvida de que o curso pode ser uma das frentes que abrirão novos horizontes para a evolução do design náutico no país.

                                                “Nós, os designers brasileiros, precisamos ser valorizados pelo mercado. Ninguém consegue fazer um bom trabalho se não for devidamente remunerado. São necessárias muitas horas de empenho para projetar uma embarcação bonita e de alto desempenho e, acima de tudo, que seja adequada ao público que se destina”, explica o projetista.

                                                Segundo Engel, os brasileiros não precisam provar que são melhores que os europeus ou americanos: “Temos que entender que nosso mercado e nosso litoral são diferentes e, exatamente por isso, nossos barcos também precisam ser únicos”, critica. A ideia do curso é profissionalizar o designer náutico brasileiro e, com isso, contribuir para a fomentar, ainda mais, um mercado que tanto cresceu e ainda tem muito espaço para se expandir no país.

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                                                  28/12/2016

                                                  A cena aconteceu há pouco mais de 15 anos. O carioca Mauricio Rosa participava da Refeno com outros colegas e não se conformou com a qualidade da comida servida a bordo do veleiro. “Só tinha arroz ‘unidos venceremos’ e macarrão ‘tamo junto’, sem sal nem nada! Foram dois dias comendo biscoito”, recorda.

                                                  A experiência foi tão traumática que o velejador, incentivado pelas filhas, Thaty e Paulinha, decidiu escrever um livro sobre como cozinhar embarcado. Mas Gastronomia em Veleiros não veio à tona só por causa desse episódio, mas também para desmistificar um conceito há muito enraizado na cultura náutica: o de que é complicado cozinhar a bordo. “Quero mostrar que dá para comer bem, seja numa regata, seja numa travessia de um mês”, explica Mauricio.

                                                  Quando escreveu o livro, Mauricio, já aposentado, morava em um Fast 345, o Alphorria. Logo depois, conheceu Tania Meirelles, que hoje é sua esposa. Juntos, eles viveram cinco anos no barco, que ficou pequeno e, por isso, vão se mudar para um catamarã maior, de 38 pés, o qual oferece também espaço mais adequado para cozinhar e receber amigos. “Nós gostamos de gastronomia e até damos cursos, em terra”, diz. No novo barco, que também se chamará Alphorria, o plano é oferecer cursos embarcados, inclusive com charters em Angra dos Reis, se os clientes quiserem.

                                                  “O veleiro é uma casa que balança. Queremos ser fieis a isso e cozinhar no mar, velejando ou fundeados, o que é diferente de ficarmos ancorados numa marina, onde todos os recursos estão à mão”, comenta ele.

                                                  O livro tem tido tão boa aceitação que, segundo Mauricio, até quem não veleja compra. “Acredito que isso aconteça porque se tratam de pratos fáceis de fazer”, diz ele, para quem comer bem não tem nada que ver com refeições caras. “A ideia é resgatar aquele prazer de saborear uma comida fresca, bem-feita, que agrade ao olhar, com uma boa apresentação, ao olfato, com um aroma gostoso, e, claro, ao paladar”, resume.

                                                  E mesmo quem nunca pilotou um fogão na vida pode se animar. “É preciso ter disposição. Qualquer um pode cozinhar!”, diz Mauricio, parafraseando o bordão celebrizado pela animação Ratatouille, que ele adora. Além do preparo dos pratos, Mauricio ensina a comprar e armazenar os alimentos e, ainda, a usar utensílios adequados. O velejador lembra que as condições de mar devem ser levadas em conta, assim como o estilo da velejada, percurso, duração e número de pessoas a bordo, entre outros fatores. “Mais importante que as receitas é a lógica por detrás delas, o que é necessário para fazê-las”, filosofa.

                                                  Para produzir este seu primeiro volume, Mauricio limou um capítulo sobre a conservação de alimentos a bordo sem refrigeração. “Podem achar que eu estou indo na contramão da evolução, porque, hoje, as embarcações não têm apenas caixa de gelo, e sim geladeira e até freezer”, afirma. “Mas acho importante resgatar esse princípio, que permite saborear uma comida fresca, em vez de congelada”, avalia. O capítulo deverá ser aprofundado e, com a ajuda de Tania, virar outro livro.

                                                  Mas, primeiro, o casal vai percorrer a costa brasileira com calma, a bordo do novo Alphorria. No segundo semestre, o plano é dar início aos cursos embarcados, até que, daqui a dois anos, os dois partam para o Caribe. “Queremos passar de quatro a seis anos lá, conhecendo os lugares e, principalmente, as pessoas”, diz Mauricio, que, como bom cozinheiro, veleja como quem prepara um prato em fogo brando.

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                                                    27/12/2016

                                                    Há boias, coletes salva-vidas e todo o material de salvatagem a bordo. Com as cartas náuticas da região onde irá navegar, você sai para o mar aberto e pensa que está seguro. É aí que mora o perigo. Será que a fiação da parte elétrica encontra-se bem fixada? Não há óleo derramado no entorno do motor? Essas e outras questões não passam pela cabeça de quem só quer curtir as delícias do mar. Mas deveriam. Segundo a Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, 44% dos incêndios em barcos registrados no país, nos últimos três anos, ocorreram em embarcações de esporte e recreio. Acidentes que poderiam ser evitados se os donos fizessem uma inspeção anual. Em alguns casos, inclusive, essa inspeção é obrigatória e gera um documento chamado certificação, reconhecido pela autoridade marítima, como explica Ed Nascimento, diretor técnico da AWS Service, que atua no desenvolvimento de projetos navais, vistorias e inspeções técnicas.

                                                    1- Qual é a importância da certificação?
                                                    Ela indica se uma embarcação é segura. É uma garantia de que requisitos técnicos e normativos determinados pela autoridade marítima estão sendo cumpridos. E, conforme uma Portaria de 2012, cabe a uma empresa certificadora realizar vistorias e emitir certificados em nome dessa autoridade.

                                                    2- Como é feito o trabalho de certificação?
                                                    Na primeira etapa, que dura cerca de 10 dias, é feita a análise e aprovação do projeto em papel da embarcação, gerando uma licença. A segunda é a vistoria. O projeto é confrontado com aspectos físicos da embarcação, gerando um laudo. Ela é feita em dois dias, com o barco em seco e flutuando. Se for detectado um erro, o contratante é informado para efetuar os ajustes. Caso tudo esteja em conformidade, porém, é gerada a certificação.

                                                    3- Que aspectos são verificados?
                                                    Vistorias e certificações são ações preventivas para a salvaguarda da vida humana no mar, a segurança da navegação e a não poluição. São observados aspectos como estrutura do casco, condições de flutuabilidade, estanqueidade, conformidade dos equipamentos de segurança, combate a incêndios e salvatagem, entre outros requisitos técnicos.

                                                    4- Toda embarcação deve ser certificada?
                                                    Não, só barcos de esporte e recreio acima de 24 m, barcos de transporte de passageiros, como saveiros e escunas, iates e aqueles cuja arqueação bruta (somatório do volume útil da embarcação) seja igual a 20. Quem tem barco que se enquadra num desses quesitos deve providenciar a certificação, a ser renovada anualmente. Do contrário, o barco poderá ser apreendido pela autoridade. Quem possui um barco que não se enquadra, mas quer navegar com mais segurança, pode pedir uma consultoria.

                                                    5- A certificação ainda é desconhecida?
                                                    Sim. Houve avanços, mas muita gente não sabe se deve certificar o barco. Analisando o mercado fluminense, nossa base de atuação, a AWS atestou de 60 a 70 embarcações de esporte e recreio, entre laudos e certificações. Acreditamos que, somando o trabalho de outras empresas, existam de 2 mil a 2,5 mil barcos certificados no estado. É pouco, já que o volume de embarcações só aumenta e o custo do serviço (entre 0,5 e 1% do valor do barco) é baixo para algo que não tem preço: a segurança.

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                                                      26/12/2016

                                                      A situação é grave e aflitiva. Felizmente, só acontece com raríssima freqüência e quase sempre apenas em regatas, quando a intensa atividade a bordo dá margem a riscos maiores. Quando, porém, ocorre de um tripulante cair do barco, o procedimento correto (e, principalmente, a rapidez com que ele precisa ser executado!) pode significar a diferença entre resgatar o náufrago com vida ou perdê-lo para sempre.

                                                      O ser humano pode sobreviver na água fria por pouco tempo, devido aos efeitos da hipotermia. Nossas águas não são tão geladas assim, mas, localizar uma pessoa na imensidão do oceano nem sempre é fácil, especialmente à noite.

                                                      Segundo estatísticas da Guarda Costeira Americana, cerca de 70% das pessoas que caem de um barco no mar e não são resgatadas na primeira tentativa não costumam mais serem encontradas na segunda — sim, a coisa é bem séria! Por isso, veja a seguir o passo a passo correto sobre o que fazer quando alguém a bordo gritar o quase trágico “homem ao mar!”.

                                                      Quatro passos para resgatar um tripulante

                                                      1º Localização

                                                      A pessoa que perceber o acidente deve gritar imediatamente, alertando a tripulação, e parar o barco. Ao mesmo tempo, deve grudar os olhos na vítima, não desgrudando dela, enquanto pede que alguém forneça algo flutuante para ser lançado em sua direção  (defensa ou bóia, por exemplo). Deve-se, também, acionar o botão MOB (Man Overboard) do GPS, para gravar o ponto exato da queda. Nunca se deve perder o náufrago de vista.

                                                      2º Retorno

                                                      Evite que a embarcação se afaste do local da queda. Pare o barco, mude o rumo e se aproxime da vítima. Num barco a motor, isso deve ser feito com uma curva de 180 graus no sentido oposto. Nunca engate a ré, por causa dos hélices na vítima! Em um veleiro, guine rapidamente para barlavento, cambe e volte ao local da queda, manobrando para se aproximar do náufrago numa orça apertada, para poder controlar a velocidade do barco.

                                                      3º Aproximação

                                                      Posicione o barco a barlavento da vítima, deixando-a a sotavento. Isso irá protegê-la dos ventos e das ondas e evitará que o barco derive na direção oposta a ela. Quando estiver perto, folgue as velas ou desengate o motor, e lance um longo cabo flutuante para a vítima o agarrar e, assim, ser puxada para a embarcação. Caso isso não seja possível, deixe que os próprios ventos e a correnteza façam o barco derivar lentamente na direção desejada.

                                                      4º Resgate

                                                      Com a vítima no costado, puxe-a para bordo. Se ela não conseguir usar a escadinha, use um cabo com nós intercalados, que imitem uma. Use também o bote de apoio como plataforma ou, se estiver num veleiro, uma adriça com um lais de guia na ponta, no qual a vítima poderá encaixar o pé para ser içada por alguém nas catracas. Importante! Só pule na água (com colete salva-vidas e amarrado ao barco) se a vítima estiver ferida, desmaiada ou se afogando.

                                                      Alguns cuidados para não cair na água

                                                      • Nunca fique em pé ou trabalhe no convés sem segurar em algo fixo. Lembre-se do popular ditado náutico: “Uma mão para mim, outra para o barco”.
                                                      • Atenção redobrada nas manobras mais bruscas, como curvas acentuadas ou jibes. O timoneiro deve sempre avisar a tripulação quando for realizar uma manobra desse tipo.
                                                      • Evite fazer xixi da borda do casco ou da plataforma de popa, porque qualquer movimento mais brusco pode derrubá-lo na água. Mesmo os homens devem preferir sempre usar o vaso sanitário.
                                                      • Navegando com mau tempo, à noite, ou em solitário, ninguém a bordo deve ficar no convés sem um colete salva-vidas ligado a um cabo que vá da proa à popa ou esteja amarrado ao barco.
                                                      • Tenha no convés, ao alcance das mãos, coisas que possam ajudar caso alguém caia na água, como bóia salva-vidas, lanternas, cabos flutuantes e bóias especiais com bandeiras ou luzes para marcar o local de uma queda.
                                                      • Faça periodicamente a manutenção das grades de proteção, do guarda-mancebo e do piso antiderrapante do seu barco.

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Confira 14 exercícios para treinar o organismo contra os enjôos

                                                        Por: Redação -
                                                        24/12/2016

                                                        A promessa é empolgante: acabar com o maior estraga prazeres dos passeios de barco, de forma simples e natural, sem os efeitos colaterais que os remédios contra enjôos costumam causar. Segundo alguns médicos especialistas no assunto, bastam alguns exercícios para estimular a parte do labirinto que responde pelo equilíbrio e pronto — adeus enjôo! “O organismo se acostuma de tal forma com os movimentos dos exercícios que os enjôos do mar viram apenas mais um deles e, assim, desaparecem para sempre”, garante a otorrinolaringologista Maria Cristina Cury, professora da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. A técnica, batizada de “reabilitação vestibular”, consiste em uma série de oito a 12 sessões de exercícios com os olhos, a cabeça e o corpo (como os que reproduzimos abaixo), com movimentos que simulam o balanço do mar. Mas a médica adverte: “Inicialmente, esses exercícios devem ser feitos no consultório de um otoneurologista, para o paciente aprender a fazê-los corretamente em casa depois”.

                                                        A terapia faz todo o sentido. O problema de quem enjoa está no labirinto, que é o sensor da nossa cabeça, uma espécie de peça-chave no processo do mal-estar. Uma parte dele é relacionada com o equilíbrio e é responsável por enviar ao cérebro as informações sobre o movimento da cabeça e a velocidade dos movimentos. “Porém, em certas situações, como a bordo de um barco em movimento, os dados sobre o que é visto e o que é sentido tornam-se conflitantes e podem confundir o cérebro”, explica a médica. O resultado dessa confusão de dados é o enjôo. A reabilitação vestibular promete pôr o labirinto no eixo rapidamente. Detalhe: NÁUTICA testou essa técnica e o resultado foi bem animador. Mesmo que não suprima totalmente o mal-estar, dá um alívio e tanto aos enjoados. Confira:

                                                        1- Com a cabeça fixa, movimente seguidamente, por dez vezes, os olhos para a direita e a esquerda. Depois, repita o exercício erguendo os olhos para cima e para baixo.

                                                        2- Com um dos braços estendido para a frente, aproxime e afaste o dedo indicador do nariz, acompanhando o movimento com os olhos. Faça isso até que sinta um ligeiro desconforto, ou seja, quando seu braço começar a perder força e coordenação.

                                                        3- Com um dos braços estendidos para a frente, acompanhe com os olhos e a cabeça fixa o dedo indicador (dobrado em 90 graus, para cima), em um movimento que descreva um grande círculo, nos sentidos horário e anti-horário.

                                                        4- Movimente a cabeça alternadamente para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo. Faça isso o mais rápido que conseguir.

                                                        5- Dando uma de malabarista, jogue uma pequena bola de uma mão para a outra, fazendo-a passar por cima da cabeça. O mais importante é acompanhar os movimentos da bola com os olhos.

                                                        6- Sentado, jogue uma bolinha para cima, pegando-a com a mesma mão. Acompanhe o movimento com os olhos. Faça isso 20 vezes. Depois repita o processo, só que, agora, em pé.

                                                        7- Novamente de pé, jogue a bolinha na parede e pegue a de volta, sem desgrudar os olhos dela.

                                                        8- Sente-se em uma cadeira e coloque seis objetos no chão, de seu lado esquerdo, formando um semicírculo. Depois, abaixe, pegue um objeto com a mão esquerda, levante e passe-o para a mão direita. Depois, repita o processo com o outro lado.

                                                        9- Este é o exercício mais simples, porém, o mais cansativo. Sem pressa, sente e levante de uma cadeira por dez vezes seguidas.

                                                        10- Fique descalço e ande em linha reta, tomando o cuidado de manter a cabeça erguida e olhando sempre para  a frente, como uma modelo na passarela. Faça isso entre três e cinco minutos.

                                                        11- Em seguida, sem parar, ande por mais alguns minutos em linha reta, olhando para os lados, alternadamente para a direita e a esquerda.

                                                        12- Continue andando em linha reta, só que agora olhando para cima e para baixo, alternadamente.

                                                        13- De pé, levante um dos joelhos e passe uma bolinha por baixo da coxa. Repita o movimento, com o lado oposto.

                                                        14- Suba e desça os degraus de uma escada. Depois, faça a mesma coisa com os olhos, porém, tomando o cuidado de incumbir alguém de lhe observar, para não cair.

                                                        Foto: Fotolia

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                                                          Por: Redação -
                                                          23/12/2016

                                                          A Inglaterra, como se sabe, não é o Brasil. Se aqui temos poucos veleiros, lá eles são quase tão populares quanto as lanchas — inglês adora velejar, mesmo só podendo fazer isso alguns meses no ano, por conta do célebre mau humor do tempo inglês. Em compensação, se aqui temos sol de janeiro a janeiro e um litoral repleto de ilhas que servem como refúgios para os veleiros, lá eles só têm praticamente uma opção para velejar no além-mar: esta ilha, a de Wight, na costa sul do Reino Unido, cujo principal centro náutico é a pequena e graciosa Cowes, uma espécie de Ilhabela da Inglaterra — que, não por acaso, é considerada a capital inglesa da vela.

                                                          Na verdade, a minúscula Cowes é bem mais do que isso: é um dos mais importantes redutos da vela de toda a Europa, se não em tamanho (afinal, a vila inteira resume-se a uma única ruazinha estreita!), com certeza em importância e tradição histórica. É lá, por exemplo, que acontece a maior regata do mundo, em número de participantes. Cerca de mil veleiros (sim, você leu direito: mil veleiros!) participam, todos os anos, desde 1826, da Cowes Sailing Week, um evento que atrai para aquele acanhado vilarejo mais de 8 000 velejadores e não apenas ingleses. Para lá, vão tripulantes e barcos de todas as partes da Europa.

                                                          Estar em Cowes na primeira semana de agosto, quando acontece o evento, é algo tão desejado pelos velejadores europeus quanto participar de uma Copa do Mundo para qualquer jogador de futebol brasileiro. É mais do que simples regata. É uma espécie de apoteose da vela. Até velejadores da America’s Cup costumam participar da Cowes Sailing Week.

                                                          A ilha, é claro, entope de gente, o que só faz aumentar sua fama também turística na Inglaterra. Mas, fora do furacão que varre Cowes nos dias da Semana de Vela, a vila é um pacato e charmosíssimo vilarejo, com simpáticas casinhas vitorianas com flores nas janelas, pequeno comércio com nomes invariavelmente ligados à história naval inglesa (Trafalgar, Cook etc. etc.) e pouco mais que 2 000 moradores, que, no entanto, fazem absoluta questão de conservarem parte das tradições náuticas da boa e velha Inglaterra, como o hasteamento das bandeiras dos diversos clubes náuticos da ilha (até o príncipe Charles é sócio e freqüentador habitual de um deles), que acontece todos os dias, britanicamente — nem um minuto a mais nem um a menos… — às oito da manhã, tenha ou não espectadores para assisti-la.

                                                          Na ocasião, fardado como se fosse um desfile militar, um funcionário quase marcha até o mastro, consulta o relógio, ergue a bandeira com um respeitoso cerimonial (mesmo que só esteja ele ali, o cerimonial será igual), verifica se o vento a encheu por inteiro, respira aliviado e volta para casa. Definitivamente, a Inglaterra não é como o Brasil. Mas, no amor à vela, Cowes até que lembra a nossa Ilhabela. Só que com 20 vezes mais veleiros.

                                                          Foto: Divulgação

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                                                            22/12/2016

                                                            A cidade paranaense de Porto Rico, às margens do trecho mais lindo do Rio Paraná, onde há águas limpas, prainhas convidativas e muitas ilhas, acaba de ganhar uma representante oficial do estaleiro catarinense Fibrafort. A loja Rio Náutica, na rua Pioneiro João Mangialargo 274, no centro da cidade, é de propriedade de Saú Rodrigues e terá meia dúzia de lanchas expostas. A Rio Náutica também oferecerá produtos da marca BRP.

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