Copa do Mundo de Vela

Por: Redação -
03/11/2015

Vice-líder durante toda a etapa final da Copa do Mundo de Vela, Robert Scheidt ficou muito perto de subir ao pódio da competição. O brasileiro segurou a medalha de prata até a metade da medal race, disputada na manhã do último domingo, dia 1º, em Abu Dhabi. Perdeu a medalha apenas na reta final da disputa e terminou em quarto lugar, com 36 pontos perdidos, mesma pontuação do australiano Mathew Wearn, terceiro colocado. O também australiano Tom Burton confirmou a liderança e foi o campeão, seguido pelo cipriota Pavlos Kontides.

Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais entre Laser e Star, começou a disputa em sétimo lugar e subiu para a sexta posição na segunda marca. Com o cipriota em segundo, o brasileiro ainda assegurava a medalha de prata.

“A regata largou bem na transição do vento da manhã para o da tarde. Na segunda volta, o vento parou e girou tudo para a direita. Com isso, perdi muitas posições e abri a oportunidade para o cipriota e o australiano (Mathew Wearn)“, explica Scheidt. O velejador passou para o nono lugar na terceira marca, enquanto Pavlos Kontides assumiu a liderança. Wearn, em sexto, garantiu o bronze.

O brasileiro fez um balanço positivo da competição, restrita aos 20 primeiros colocados do ranking mundial da Laser. “Independente do resultado final, eu melhorei bastante a minha velejada, do evento-teste para cá, e isso é fundamental para me dar entrada no ano olímpico”, destaca Scheidt, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela. “Agora é continuar trabalhando duro para ficar com a medalha na próxima competição.”

Scheidt encerrará a temporada na Copa Brasil, último encontro do ano entre os principais candidatos ao pódio olímpico na Vela. A competição será disputada no Rio de Janeiro, de 15 a 20 de dezembro.

Classificação final, após sete regatas e um descarte:

1.Tom Burton (AUS) – 21 pontos perdidos (2+1+2+6+[8]+4+6)
2. Pavlos Kontides (GUA) – 33 pp (6+[21]+11+8+1+5+2)
3. Mathew Wearn (AUS) – 36 pp ([10]+2+9+3+7+3+12)
4. Robert Scheidt (BRA) – 36 pp (3+3+8+2+2+[14]+18)
5. Tonci Stipanovic (CRO) – 37 pp (9+[17]+4+4+14+2+4)
6. Nick Thompson (GBR) – 39 pp (5+6+3+1+[15]+8+16)
7. Jesper Stalheim (SWE) – 41 pp (1+11+[16]+9+9+1+10)
8. Sam Meech (NZL) – 42 pp (4+[14]+10+11+3+6+8)
9. Philipp Buhl (GER) – 52 pp (11+8+1+7+11+[15]+14)
10. Michael Bullot (NZL) – 66 pp (12+5+[13]+10+12+7+20)

Foto: Divulgação

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    Outros mares

    Por: Redação -
    02/11/2015

    O grupo taiwanês Amal Yachting, revendedor autorizado exclusivo da sueca Delta Powerboats e das marcas italianas Absolute Yachts e ZAR Formenti, esteve em São Paulo na semana passada para visitar as dependências do estaleiro Colunna Yachts e conhecer seus barcos, especialmente a famosa linha de jetboats nacional, criada há mais de 20 anos e um marco na indústria náutica brasileira. O estaleiro paulista Colunna Yachts é o principal e mais antigo fabricante de barcos movidos a jato do Brasil e, segundo seu presidente, Eduardo Colunna, durante visita à redação da revista NÁUTICA, há uma grande possibilidade, já no próximo ano, de a Colunna ganhar um representante oficial em Taiwan e, a partir daí, os jetboats Colunna serem exportados para a Ásia.

    Fotos: Otto Aquino

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      Drama no Atlântico

      Por: Redação -

      A dupla do barco Hugo Boss, Alex Thompson e Guilhermo Altadill, foi resgata por helicóptero neste fim de semana próximo à costa espanhola pela Equipe de Salvamento da Espanha. Eles se dirigiam para La Corunha após constatarem problemas a bordo, mas pediram ajuda imediata devido às más condições meteorológicas durante o percurso e ao estado da embarcação. Essa é a segunda operação de socorro aéreo da décima segunda edição da regata Transat Jacques Vabre, maior travessia do Atlântico, realizada com sucesso. Ambos passam bem.

      A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí – Santa Catarina).

      Fotos: Divulgação

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        30 anos

        Por: Redação -

        Uma das mais tradicional marinas de São Paulo, a Marina Porto Ilhabela, completou este fim de semana 30 anos de atividade na maior ilha do litoral paulista. A marina foi fundada em 1985, na praia de Itaquanduba, pertinho do badalada centrinho de Ilhabela. “Estamos muitos felizes por comemorar uma data tão especial e poder oferecer, há tanto tempo, um ótimo serviço aos nossos clientes”, comemora Gunnar Möller, fundador e proprietário do marina. Além do serviço para os barcos, é também nesta marina que fica um dos restaurantes de comida japonesa mais famosos da região, o Porto Kioski Sushi. Instalado no interior da marina, de frente para a praia, o Kioski é uma opção diferente para quem navega, pois apresenta iguarias orientais, aproveitando a grande oferta de peixes e frutos.

        Foto: Divulgação

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          Grande estreia

          Por: Redação -
          30/10/2015

          NÁUTICA teve acesso às primeiras imagens da Real 525 Fly navegando! O lançamento e maior barco já fabricado na história do estaleiro carioca, apareceu pela primeira vez ao público no São Paulo Boat Show 2015. Durante testes feitos hoje no Rio, a nova Real 525 Fly surpreendeu na navegação. Segundo Paulo Thadeu, diretor do estaleiro Real, a embarcação chegou a 34,7 nós, com tanques de água e combustível cheios, 20 pessoas a bordo e equipada com dois Cummins QSC 8.3, 600hp cada, com propulsão Zeus.

          Projetada pelo arquiteto naval inglês Tony Castro, juntamente com Paulo Renha, fundador da Real Power Boats, a Real 525 Fly é a maior lancha já feita pelo estaleiro carioca. O barco tem três camarotes, sendo a suíte principal à meia-nau, que usa toda a boca (4,60 m) e tem pé-direito de 1,90 m. Nos dois banheiros da cabine, o desse camarote e o social, que serve também a suíte de proa, a altura chega a 2,10 m. Já o terceiro camarote conta com duas camas de solteiro. O flybridge é bem espaçoso, com banco de pilotagem duplo no comando, um grande sofá, mesa, espaço gourmet e solário — não por acaso o barco pode levar 20 pessoas durante o dia e seis em pernoite, sem contar a cabine de marinheiro. A plataforma de popa tem outro espaço gourmet, enquanto a praça de popa traz sofá e mesa para refeições. Na entrada do salão, a boreste, há um bar e adega, e, a bombordo, uma boa cozinha. A vante, em um patamar mais elevado, além de um conjunto de sofá e mesa, fica o posto de comando duplo, beneficiado pelo grande para-brisa e pelas janelas laterais, as quais proporcionam a visibilidade do entorno (um detalhe é que as cortinas podem ter acionamento elétrico).

          Fotos: Divulgação

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            Vai melhorar

            Por: Redação -

            Os primeiros dias da Transat Jacques Vabre causaram muitas baixas e muito sofrimento a bordo para as duplas que disputam a regata, maior travessia transatlântica do mundo. Até o início da tarde desta sexta-feira (30), a prova teve 11 desistências dos 42 barcos que largaram no domingo (25) em Le Havre, na França. O percurso até o destino final em Itajaí, no Brasil, tem 10 mil quilômetros e tradicionalmente os primeiros dias são desfavoráveis. Além das quebras, vários veleiros estão com problemas e seguem para pit stops em portos da Europa e da África. Porém, os barcos terão uma trégua neste fim de semana para todas as quatro classes que competem no evento. A aproximação ao Atlântico Sul, com menos vento, deve diminuir os problemas. “Há muitos barcos quebrados por causa do vento forte. As condições não foram normais desde o início da Transat Jacques Vabre, tornando a navegação muito difícil. Isso acaba estragando as velas e outros equipamentos nos barcos. A tendência é que a partir de agora a situação comece a ficar mais calma”, disse Francis Le Goff, um dos organizadores da Transat Jacques Vabre. “Essa é a regata”.

            A classe com maior número de problemas é a IMOCA 60. Foram cinco desistências, com possibilidade de outras mais nas próximas horas. “É normal, pois muitos barcos da classe são novos. Muitas vezes suas equipes decidem desistir para não estragar os veleiros pra sempre”, contou Francis Le Goff.

            Proporcionalmente, os velozes Ultime são os mais afetados. Dois dos quatro trimarãs na disputa estão fora. Um capotou e outro quebrou uma peça que sustenta a vela. Os Ultime são um dos mais velozes do mundo e devem completar o trajeto de 10 mil quilômetros em no máximo 12 dias.

            Os velejadores de oceano sempre têm dilemas em provas longas: a velocidade x manutenção do barco. Muitas vezes, as equipes escolhem reduzir a intensidade para não ter problemas. Invariavelmente uma peça ou outra acaba quebrando pela força dos ventos e batida das ondas. “Saímos de Le Havre com a meta de evitar danos maiores ao nosso barco, mas em regatas longas e difíceis como a Transat Jacques Vabre é muito difícil chegar com o veleiro intacto no destino final”, disse Renato Araújo, brasileiro do Zetra, oitavo colocado entre os Class40 por enquanto.

            Com experiência em travessias em solitário, Volvo Ocean Race e mais uma vez na Transat Jacques Vabre, a britânica ficou satisfeita com o desempenho do seu barco IMOCA nas condições ruins apresentadas. “Os primeiros dias foram realmente difíceis e nós seguramos bem o barco. Agora não podemos encostar nos líderes, mas sabemos que eles não estão muito longe”, disse Sam Davies, co-skipper Iniciatives Coeur (IMOCA).

            Foto: Divulgação

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              Novo posto

              Por: Redação -

              Uma das mais novas e modernas estruturas para guardar barcos em Angra dos Reis, a Marina Ribeira, do Grupo BR Marinas, inaugurou recentemente seu posto de combustível, instalado em um dos píeres, o que facilita o abastecimento de grandes embarcações — mais um serviço para atender clientes e frequentadores de Angra. Com bandeira Petrobras, o posto oferece oito bicos de abastecimento, com gasolina Podium e diesel Verana.

              A Marina Ribeira é a primeira grande estrutura de apoio náutico ao lado do aeroporto de Angra dos Reis — fica entre as unidades Bracuhy e Piratas, facilitando a vida de quem vai para a região de avião.

              Foto: Divulgação

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                Em segundo

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                Mesmo com os altos e baixos do segundo dia de disputas em Abu Dhabi, Robert Scheidt manteve a vice-liderança da etapa final da Copa do Mundo de Vela. O brasileiro foi oitavo e segundo colocado nas regatas desta sexta-feira (30). Com o descarte do pior resultado, soma 8 pontos perdidos. Com resultado semelhante, o líder Tom Burton segue com 3 pontos de vantagem sobre Scheidt.

                As regatas desta sexta-feira começaram às 9h40 (3h40 no Brasil) para a classe Laser, com ventos de 9 a 13 nós na raia da competição.

                “Na primeira prova, infelizmente não larguei bem e tive que fazer uma regata de recuperação, para chegar em oitavo. A segunda prova foi bem melhor, com uma boa largada. Consegui ficar sempre na linha de frente da flotilha, até fechar em segundo lugar”, analisou Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

                As duas regatas previstas para este sábado (31) definirão os dez velejadores que disputarão o pódio na medal race, no domingo.

                “As provas estão disputadíssimas. Amanhã, último dia antes da medal race, muitos pontos ainda estarão em jogo”, destacou o brasileiro. “Será importante ter resultados consistentes, mais uma vez, e velejar junto aos principais adversários.”

                Classificação parcial, após quatro regatas e um descarte:

                1.Tom Burton (AUS) – 5 pontos perdidos (2+1+2+[6])
                2. Robert Scheidt (BRA) – 8 pp (3+3+[8]+2)
                3. Nick Thompson (GBR) – 9 pp (5+[6]+3+1)
                4. Mathew Warn (AUS) – 14 pp ([10]+2+9+3)
                5. Philipp Buhl (GER) – 16 pp ([11]+8+1+7)
                6. Tonci Stipanovic (CRO) – 17 pp (9+[17]+4+4)
                7. Jesper Stalheim (SWE) – 21 pp (1+11+[16]+9)
                8. Sam Meech (NZL) – 25 pp (4+[14]+10+11)
                9. Pavlos Kontides (GUA) – 25 pp (6+[21]+11+8)
                10. Michael Bullot (NZL) – 27 pp (12+5+[13]+10)

                Fotos: Divulgação

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                  Chaves entregues

                  Por: Redação -

                  O grupo BR Marinas fez um evento, nesta quinta-feira (29/10), para reunir os lojistas que estarão na nova Marina da Glória e fazer uma simbólica entrega de chaves. A partir de agora, os empresários poderão entrar em seus espaços, apresentar projetos e começar a fazer suas obras. O grupo aproveitou o encontro para apresentar seu cronograma para os parceiros comerciais: 6 de dezembro é a abertura do pavilhão de eventos; 6 de janeiro serão retirados os tapumes, as lojas serão abertas e a circulação no promenade será totalmente liberada, o que permitirá que as pessoas possam caminhar pela orla entre a marina e o aeroporto Santos Dumont; 6 de fevereiro será a vez dos restaurantes começarem a funcionar; e no dia 29 de fevereiro, véspera do aniversário da cidade, será realizada a festa de abertura completa da nova Marina da Glória.

                  “Estamos muito felizes com o andamento das obras e com a procura pelas lojas. Todas aquelas que foram colocadas à disposição já estão ocupadas, e a procura continua. Isto é um sinal claro de que as pessoas acreditam no nosso projeto e na revitalização do Parque do Flamengo”, afirma a presidente do grupo BR Marinas, Gabriela Lobato. “A Marina da Glória tem tudo para ser o equipamento âncora para a revitalização do parque, pois a pessoas vão circular por aqui e terão ótimas opções para seus momentos de lazer, com restaurantes, passeios náuticos, boa infraestrutura e uma paisagem deslumbrante”.

                  O grupo BR Marinas ainda anunciou a chegada do restaurante NaMarina, que oferecerá uma opção gastronômica mais popular aos frequentadores, resgatando o projeto original de Lotta Macedo Soares. “Entre os ítens do projeto de Lotta está a criação do que ele definiu como um ‘restaurante popular’. Ficamos felizes ao ver que o grupo BR Marinas está tendo todo este cuidado. A marina vai ficar integrada ao parque e acreditamos que será fundamental para a ocupação deste espaço maravilhoso por parte dos cariocas”, acredita o diretor de operações do Instituto Lotta, Fernando Nascimento.

                  Parceiros confirmados:
                  YCG Prestige
                  Kadu Marine Schaeffer
                  Regatta
                  Grupo Sailling Beneteau
                  Mercure Sea Power
                  Triângulo das Bermudas
                  CL Vela
                  Mar do Rio
                  Saveiros Angra
                  Sherazzade
                  Brasil Yacht Charter
                  Revista Náutica
                  Brisa Yacht
                  Green Yacht
                  Bavaria
                  Fontaine Pajot
                  Jeanneau

                  Fotos: Reprodução

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                    Por: Redação -

                    A vitória está muito perto, mas o catarinense Bruno Fontes (ICSC) só irá confirmar o título do 25º Campeonato Centro Sul-Americano da classe Laser Standard nesta sexta-feira com a disputa das duas últimas regatas no Veleiros do Sul, em Porto Alegre. Ele lidera a competição com 36 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o argentino Juan Pablo Bisio (YCR).

                    No penúltimo dia Bruno perdeu sua invencibilidade ao chegar em oitavo lugar na sétima regata, mas isso não chegou nem longe perturbar seu excelente desempenho que soma sete vitórias até agora. “Eu ganhei duas das três regatas realizadas hoje. Uma delas cheguei em oitavo porque o vento estava muito rondado e pensei que a rajadas viriam de uma direção e entrou de outra, leste, mas no geral fui bem”, disse Bruno.

                    No 16º Centro Sul-americano de Laser 4.7 o paranaense Andrey de Oliveira Godoy (ICLI) se mantém na dianteira. Em busca do seu primeiro título na classe Laser 4.7, onde veleja há um ano, Godoy, 16 anos, considera que o campeonato está bem difícil devido ao nível dos velejadores nesta competição. Ele tem a vantagem de 11 pontos sobre o gaúcho Lucas Mazim (CDJ), que assumiu o segundo lugar na classificação. “As regatas estão muito disputadas e hoje o vento rondou bastante de direção dificultando mais ainda a prova para os velejadores. Estou na liderança e manhã teremos a definição”, comentou Godoy. Um dos destaques do dia na 4.7 foi o velejador do Veleiros do Sul Tiago Quevedo. Bicampeão brasileiro de Optimist, Tiago é recém egresso da classe inicial da vela e em sua primeira participação em um campeonato de Laser, conquistou a sua primeira vitória nesta quinta-feira. A gaúcha Júlia Silva (VDS) continua em primeiro lugar entre as mulheres e quarta colocada na geral do 4.7. Em segundo vem a capixaba Odile Ginaid.

                    “Hoje cada regata teve uma condição de vento diferente e nas duas últimas largadas não fui bem. Pelo menos ainda mantenho a liderança no feminino”, diz Júlia, 20 anos.
                    No penúltimo dia a competição começou com vento sul de intensidade de 10 a 12 nós mais no final da tarde virou para leste (10 a 12 nós), obrigando a CR mudar a montagem da raia para realizar a última regata do dia.

                    O Centro Sul-americano de Laser Standard e 4.7 conta com 91 inscritos de 13 países: Brasil, Argentina, Bermudas, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Guatemala, México, ilhas Trinidad Tobago, Peru, Uruguai e Venezuela. A competição encerra nesta sexta-feira a partir das 14 horas

                    Foto: Divulgação

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                      Por: Redação -

                      A edição 2015 da Transat Jacques Vabre pode ser considerada uma das mais difíceis e impiedosas para os velejadores. Até o início da tarde desta quinta-feira (29), sete dos 42 barcos que largaram no último domingo (25) em Le Havre, na França, com destino a Itajaí, no Brasil, desistiram por quebras ou capotagem. Outros três podem deixar a prova nas próximas horas após pit-stops programados em portos da Europa. O principal motivo é a força dos ventos e o tamanho das ondas no chamado Golfo de Biscaia, que fica entre o Nordeste da França e o Norte da Espanha. A previsão de mau tempo se concretizou na região e resultou em sérios problemas para as duplas que participam da prova. “É uma travessia muito longa e complicada. Confesso que fiquei preocupado quando recebi a previsão da meteorologia antes da largada, mesmo sabendo que é uma tradição da Transat pegar frentes frias pelo caminho”, disse o campeão olímpico Eduardo Penido, que faz dupla com Renato Araújo a bordo do Zetra, único barco 100% brasileiro da história da Transat Jacques Vabre.

                      A edição de 2013, que teve o mesmo percurso de 10 mil quilômetros entre a França e o Brasil, registrou apenas três desistências. A temporada mais dura foi a de 2011 com 15 quebras. Naquele ano, mais de 40% da flotilha não chegou a Costa Rica. O espanhol Guilhermo Altadill, velejador do Hugo Boss, afirma que não existe Transat Jacques Vabre sem tempo ruim. Ele e seu companheiro britânico Alex Thomson foram obrigados a mudar o curso para fazer uma parada e consertar o barco da IMOCA em Vigo, na Espanha. “As condições meteorológicas nessa época do ano são assim e é uma tradição da prova pegar pelo menos duas frentes frias no início da regata. É preciso passar por isso para encontrar uma melhor navegação”.

                      O caso mais complicado até agora foi do barco Maxi80 Prince de Bretagne. Os velejadores foram resgatados em segurança após o multicasco capotar. A dupla se abrigou no interior do trimarã e acionou o sinal de emergência. Horas depois, os franceses foram salvos por um helicóptero do centro de coordenação de salvamento marítimo da Espanha (MRCC).

                      O La French Tech Rennes Saint-Malo colidiu em um contêiner e também foi obrigado a sair da regata. Outros veleiros estão a caminho de terra para tentar fazer os reparos necessários e seguir viagem.

                      Líderes após quatro dias de regata
                      Os Ultimes, modernos e velozes trimarãs de 30 metros, aceleram para Itajaí e já se aproximam da chamada zona do Doldrums, uma área de pouco vento próxima a Linha do Equador. Sodebo e Macif, primeiro e segundo respectivamente, passaram pelas Ilhas Canárias e continuam beirando a costa africana na altura de Marrocos. O líder Sodebo já dá sinais de corrigir o rumo e seguir mais para Oeste.

                      Na IMOCA 60, os barcos PRB, Banque Populaire, Queguiner e SMA ultrapassaram os Açores e dão indícios de que permanecerão no meio do Atlântico na rota até Itajaí, estratégia diferente dos Ultimes, que estão rentes à costa da África.

                      Na Multi50, o Ciela Village segurou a liderança nas últimas 48 horas, mas o FenêtréA Prysmian reduziu vantagem e pode tomar a ponta a qualquer momento. Os multicascos também estão na região dos Açores.

                      Na Class40, categoria que tem o barco brasileiro Zetra na sétima posição provisoriamente, Le Conservateur e V and B estão literalmente empatados. A velocidade média nas últimas 24 horas dos dois foi praticamente igual, mostrando que a disputa tem tudo para ser grande até a chegada em Itajaí (SC). O Zetra está mais de 160 quilômetros atrás dos ponteiros.

                      Foto: Divulgação/Thierry Martinez

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                        Copa do Mundo de Vela

                        Por: Redação -
                        29/10/2015

                        Na disputa entre os melhores do mundo na classe Laser, Robert Scheidt mostrou um bom desempenho em Abu Dhabi. O velejador foi terceiro colocado nas duas regatas desta-quinta-feira (29), estreia da etapa final da Copa do Mundo de Vela, e terminou o dia na vice-liderança, com 6 pontos perdidos. O australiano Tom Burton é o líder, com 3 pontos perdidos.

                        Para evitar o calor extremo na raia da competição, com os termômetros chegando a 40º ao meio-dia, os velejadores foram para a água logo pela manhã. Ventos de terra de 15 nós tornaram as regatas mais rápidas.

                        “Tive um bom começo. Fui consistente nas duas provas do dia. Na segunda, fiz boa recuperação no último popa, passando de 9º para 4º colocado. E, como o cipriota largou escapado, subi para o terceiro lugar”, avaliou Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star.

                        A competição nos Emirados Árabes Unidos é restrita aos 20 primeiros colocados do ranking mundial de cada classe, aumentando o nível técnico da disputa. Em caso de desistências, as vagas em aberto são preenchidas pelos próximos colocados no ranking e os melhores velejadores de cada continente nas etapas anteriores da Copa do Mundo de Vela.

                        Scheidt, atualmente o 12º do mundo na Laser, tem entre seus adversários em Abu Dhabi os primeiros do ranking, os australianos Mathew Wearn (1º) e Tom Burton (2º). A flotilha da classe é completada pelo australiano Ryan Palk (21º), o argentino Julio Alsogaray (24º) e o chinês Jianan Wu, quinto colocado na etapa de Qingdao da Copa do Mundo. “Tenho que continuar a velejar de forma sólida e consistente,” reforçou o brasileiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela.

                        A última etapa da Copa do Mundo nos Emirados Árabes Unidos segue nesta sexta-feira (30) com mais duas regatas, também pela manhã, a partir das 10 horas (4 horas no Brasil). No domingo, os dez primeiros colocados disputam a medal race.

                        Classificação parcial, após duas regatas:
                        1.Tom Burton (AUS) – 3 pontos perdidos (2+1)
                        2. Robert Scheidt (BRA) – 6 pp (3+3)
                        3. Nick Thompson (GBR) – 11 pp (5+6)
                        4. Jesper Stalheim (SWE) – 12 pp (1+11)
                        5. Mathew Warn (AUS) – 12 pp (10+2)
                        6. Andy Maloney (NZL) – 16 pp (7+9)
                        7. Michael Bullot (NZL) – 17 pp (12+5)
                        8. Sam Meech (NZL) – 18 pp (4+14)
                        9. Juan Maegli (GUA) – 19 pp (15+4)
                        10. Philipp Buhl (GER) – 19 pp (11+8)
                        Foto: Thom Touw

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                          Veleiro francês

                          A marca francesa Fountaine Pajot anunciou o lançamento do seu mais novo veleiro de 40 pés para 2016. Projetado por Olivier Raccoupeau, a embarcação oferece linhas elegantes e contemporâneas, otimização de volumes com amplas áreas – possui um cockpit de mais de 39 metros quadrados e salão com quase 10 metros quadrados -, boa iluminação natural e, claro, a qualidade Fountaine Pajot. Segundo a empresa, o lançamento é um novo passo no mercado de catamarãs deste tamanho.

                          Confira algumas imagens da novidade:

                          Foto: Divulgação

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                            Por: Redação -

                            No 25º Campeonato Centro Sul-Americano da classe Laser Standard a invencibilidade do catarinense Bruno Fontes (ICSC) foi mantida após cinco regatas disputadas no Veleiros do Sul, em Porto Alegre. Na continuidade da classificação seguem os representantes de Rosário, Argentina, Juan Pablo Bisio e Tomás Pellejero.

                            Com cinco vitórias no campeonato, Bruno se diz “confortável com a situação” e espera manter-se assim até o final da competição na sexta-feira. “Tenho feito boas largadas e fui feliz nas minhas escolhas táticas, até porque consigo tomar decisões antes dos demais da flotilha, tudo isso aliado a boa velocidade que tenho conseguido aqui. Eu gosto de velejar no Guaíba porque é uma raia que conheço bem e o vento hoje foi mais forte, do jeito que me agrada”, disse Bruno.

                            No 16º Centro Sul-americano de Laser 4.7 que é realizado junto com o Standard, a liderança é do paranaense Andrey de Oliveira Godoy (ICLI) que obteve três vitórias nas cinco regatas e vem se mantendo na frente na classificação geral. Em segundo lugar está o uruguaio Fernando Diz (YCPE) e em terceiro o gaúcho Lucas Mazim (CDJ). Na categoria feminina a gaúcha Júlia Fernanda da Silva (VDS) está em primeiro lugar entre as mulheres e quarta colocada na geral do 4.7.

                            “Já tivemos até agora todas condições de vento, correntes e ondas possíveis e isso colabora para que o melhor vença. O campeonato está bem disputado, o pessoal é de bom nível técnico. Acho que poderia ter mais meninas, como não tem vamos competindo contra os meninos mesmo”, afirmou Júlia.

                            Depois da falta de vento na terça-feira, ele apareceu com força no Guaíba nesta tarde. Com direção leste, ele variou de intensidade de 10 até 18 nós de intensidade nas rajadas. O Centro Sul-americano de Laser Standard e 4.7conta com 91 inscritos de 13 países: Brasil, Argentina, Bermudas, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Guatemala, México, ilhas Trinidad Tobago, Peru, Uruguai e Venezuela. A competição segue nesta quinta-feira a partir das 13 horas e tem o apoio da Jimo, Equinautic e ITrax Composites.

                            Confira aqui os resultados parciais.

                            Foto: Divulgação

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                              Mistura Clássica

                              Por: Redação -

                              A Marina Verolme, pertencente ao grupo BR Marinas e localizada em Angra dos Reis, está com uma novidade: a partir de janeiro de 2016, contará com a presença da cervejaria Mistura Clássica em suas instalações. Fundada há 12 anos em Volta Redonda, a empresa está de mudança para a marina e entrará no roteiro turístico da Costa Verde, com acesso para carros, pela rodovia Rio-Santos, barcos e até helicópteros.

                              A fábrica será acompanhada por bar, restaurante e loja, e oferecerá um passeio de barco com direito a visita pela cervejaria. A nova unidade contará com 1 500 metros quadrados e terá capacidade para produzir 130 mil litros por mês, três vezes mais do que a atual. A ideia da marca é unir as duas paixões dos brasileiros, segundo a sócia da cervejaria Marta Ribeiro, possibilitando ao visitante sair do passeio no mar e finalizar o dia degustando uma cerveja.

                              Foto: Divulgação

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                                Segurança a bordo

                                Por: Redação -

                                A Diretoria de Portos e Costas (DPC) está com uma nova campanha para prevenir incêndios em embarcações de esporte e recreio. Com o slogan “todo grande incêndio começa com um pequeno descuido”, a Marinha do Brasil inicia, no dia 9 de novembro, durante reunião funcional na Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL), a campanha nacional de conscientização. O lançamento contará com a presença do Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Afrânio de Paiva Moreira Junior e do Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho. O evento será realizado no Motonáutica Lagoa Clube, em Maceió, Alagoas.

                                A ação tem o propósito de evitar que fatalidades e acidentes aconteçam por este tipo de ocorrência, além de contribuir para a prevenção de danos ao meio ambiente. Números da Superintendência de Segurança do Tráfego Aquaviário da DPC indicam que dos 144 incêndios em embarcações registrados no Brasil nos últimos três anos, 63 ocorreram na categoria de esporte e recreio, o que representa quase metade dos casos (44%), com uma incidência expressiva em lanchas (48%).

                                Para alertar os proprietários e passageiros desses tipos de embarcações, bem como os responsáveis por marinas e clubes náuticos, a DPC divulgará recomendações de segurança simples, mas essenciais para a prevenção de incêndios a bordo. A campanha contará com cartazes, folders, banners, marcadores de livro, chamadas na internet e spots em rádio. Além do material de divulgação, palestras serão realizadas em entidades náuticas com o apoio dos Distritos Navais, Capitanias, Delegacias e Agências.

                                Confira as dicas da Campanha:

                                Antes de sair

                                – Ventile o compartimento do motor antes de ligá-lo para liberar possíveis gases inflamáveis;

                                – Conserve o local do motor limpo e livre de vazamento de óleo ou outro tipo de combustível;

                                –  Verifique se o quadro elétrico, as fiações e os fusíveis estão em bom estado;

                                – O extintor deve estar carregado, dentro da validade, em local visível, de fácil acesso e com o lacre intacto;

                                – Cuidado para não deixar óleos, álcool e materiais inflamáveis guardados próximo do motor e de superfícies aquecidas; e

                                – Mantenha o botijão de gás em área externa e em local arejado, protegido do sol e de fontes de calor.

                                Após sair

                                – Oriente seus passageiros sobre as dicas básicas para prevenir incêndios, como por exemplo, não fumar em ambiente fechado, na área do motor e em locais com materiais inflamáveis;

                                – Caso tenha cozinha a bordo, mantenha o forno e o fogão sempre limpos após o uso; e

                                – Atenção! Tenha cuidado com o uso de fritadeiras, fornos elétricos e churrasqueiras a bordo.

                                Foto: Divulgação

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                                  Mangusta 94

                                  Por: Redação -
                                  28/10/2015

                                  Confira as primeiras fotos da Mangusta 94, iate de 94 pés, que foi para a água em Miami.

                                  Fotos: Reprodução

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                                    Adeus

                                    Por: Redação -

                                    Adriana Kostiw é paulista, mas foi em Porto Alegre que ela iniciou a sua carreira olímpica, em 1998, ao lado de Marta Rocha, quando as duas resolveram disputar uma vaga na classe 470 para os Jogos de Sidney 2000. Não conseguiram, mas a semente já estava plantada: ela queria de qualquer jeito disputar o maior evento esportivo do planeta.

                                    De volta a São Paulo até tentou velejar ao lado de Mariana Basílio, mas foi com a gaúcha Fernanda Oliveira que conquistou a vaga para a sua primeira participação olímpica. As duas foram juntas para Atenas, em 2004, e ficaram na 17ª colocação na 470. Adriana não foi para Pequim, mas foi para o Pan do Rio, em 2007, conquistando o bronze na classe Laser Radial, e para o Pan de Guadalajara, em 2011, no México.

                                    Em 2012, em Londres, ela era uma das mais velhas da Laser Radial, com 39 anos, terminando a competição na 25ª colocação, dentre 41 velejadoras. E agora, em 2015, aos 41 anos, ela encerra a sua carreira olímpica. Mas promete não parar de velejar: “Quero me divertir!”, diz ela, que cresceu na beira da Guarapiranga e garante não conseguir ficar longe do água.

                                    Na semana passada Adriana esteve mais uma vez em Porto Alegre, onde disputou o Centro Sul-Americano de Laser Radial, terminando na oitava colocação entre as mulheres.

                                    “Escolhi encerrar a carreira olímpica no Veleiros do Sul, pois foi lá que tudo começou, em 1998. É um lugar que inspira a velejar, com a presença de muitos velejadores de destaque no cenário mundial, basta ver quantos olímpicos saíram de lá. Depois de Londres cheguei a correr o Sul-Americano de Nacra 17, porém a campanha olímpica acabou se tornando algo inviável e esta foi a minha última competição de classes olímpicas oficial da carreira”, disse ela.

                                    Foto: Divulgação

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                                      Molhados

                                      Por: Redação -

                                      “Estamos completamente molhados a bordo”. Como se não bastasse o desgaste físico por fazer uma travessia de 10 mil quilômetros em dupla, os brasileiros Eduardo Penido e Renato Araújo sofrem com as condições de mar e temperatura na disputa da Transat Jacques Vabre. A equipe do barco Zetra, que ocupava a oitava posição na atualização de placar desta quarta-feira (28) da categoria Class40, atravessa um dos piores trechos da prova: o Golfo de Biscaia. Os ventos com velocidade de quase 90 km/h e ondas enormes dificultam os trabalhos dos velejadores, que dificilmente ficam secos com tanta água entrando. “Tem muita, mas muita água vindo por cima do barco. A noite anterior não foi tão tranquila como a primeira com vento soprando muito forte. A gente já esperava por essa condições no Golfo de Biscaia. As últimas horas foram muito duras pra gente, mas o barco segue respondendo bem. Em tese, o pior já passou!”, contou o velejador Renato Araújo.

                                      Os velejadores indicaram que o barco tem um pequeno problema elétrico, mas que não afeta o desempenho deles. Outro detalhe que mostra a dificuldade da prova é a alimentação, como explicou Renato Araújo. “A alimentação está mais complicada. Tá difícil comer tudo desidratado. Recorremos às barras de chocolate e às maçãs”.

                                      O Zetra – primeiro barco brasileiro na história dessa regata – está no meio da flotilha dos Class40 e já começa a descer rumo à costa portuguesa. A diferença para o líder provisório, o Le Conservateur (Yannick Bestaven/Pierre Brasseur) é de 120 quilômetros. Em 72 horas, os brasileiros percorreram 950 quilômetros na Transat Jacques Vabre. A largada ocorreu no domingo (25), em Le Havre, na França. A chegada dos barcos será em Itajaí, em Santa Catarina.

                                      Nas outras classes, os líderes da maior travessia oceânica do mundo são: Ciela Village (Multi50), Queguiner – Leucemie Espoir (IMOCA) e Sodebo (Ultime).

                                      Seis desistências em 72 horas

                                      A Transat Jacques Vabre é uma das regatas mais desafiadoras do mundo e é organizada sempre nos últimos meses do ano, quando as condições de mar e vento são mais duras na passagem pelo Canal da Mancha e pelo Golfo de Biscaia. A força dos ventos e o tamanho das ondas, além de outros fatores como um contêiner na água, causaram seis abandonos.

                                      Os barcos da classe IMOCA Edmond de Rothschild, Safran e Maître CoQ tiveram problemas estruturais e decidiram deixar a disputa, assim como o Class40 Team Consice. O La French Tech Rennes Saint-Malo colidiu em um contêiner na tarde desta terça-feira (27) e não terá condições de prosseguir na regata entre a França e o Brasil. A dupla Gilles Lamiré e Yvan Bourgnon estava no piloto automático e a batida no bloco destruiu um dos cascos do Multi50. “Nós estávamos navegando com velocidade de 15 nós para o Sul no piloto automático com vento de través. Tudo estava indo bem quando o barco parou. Vi um pedaço do casco na água”, disse Gilles Lamiré.

                                      Os velejadores do barco Maxi80 Prince de Bretagne foram resgatados em segurança após o multicasco capotar na disputa da Transat Jacques Vabre. Na terça-feira (27), eles acionaram o sinal de emergência a bordo do trimarã e foram salvos por um helicóptero do centro de coordenação de salvamento marítimo da Espanha (MRCC). O comandante Lionel Lemonchois estava visivelmente chateado com o acidente e a consequente desistência da regata. “O céu caiu em minha cabeça”, disse o francês. O multicasco navegava na região do Cabo Finesterra velejando a 17 nós de vento, bem menos do que pegaram horas antes. “Todo trabalho que fizemos para preparar o Maxi80 Prince de Bretagne para a regata acabou em dois segundos”.

                                      A tripulação estava segura no barco e esperava sua equipe de terra chegar para fazer o resgate. Porém, a previsão para os próximos dias indicava a piora do tempo e ventos superiores a 40 nós na região. A dupla então chamou socorro. “Não valia a pena colocar as nossas vidas em perigo. O helicóptero da MRCC Madrid chegou super rápido. A ação até nos surpreendeu, pois não esperávamos que ocorresse tão rapidamente”.

                                      Foto: Divulgação

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                                        Novidade nacional

                                        O novo estaleiro mineiro Seatech Boats, com sede em Escarpas do Lago, entra no mercado com o lançamento da sua primeira lancha, a Seatech 355 Classic, criada a partir do molde da consagrada lancha Tecnoboats 330 Noble, do extinto estaleiro carioca Tecnoboats, modelo testado (e aprovado) por NÁUTICA na edição 218, de 2006. Agora, todo remodelado, o novo projeto, concebido pelo estúdio Mitake Design, destaca-se pela possibilidade de customizar o layout interno das cabines de acordo com o desejo de seu usuário, o que retrata a flexibilidade em várias opções de acabamentos. Outro ponto alto, além da boa plataforma de popa, é o bom espaço na cabine, com cerca de 1,90 metro de altura. “A Seatech foi desenvolvida dentro dos padrões mais modernos de fabricação náutica, usando apenas matéria prima de primeira qualidade desde a sua laminação até os revestimentos internos e acessórios”, explica Alexsander Zanotti, responsável pelo marketing do estaleiro. “Criamos a empresa para oferecer ao mercado náutico produtos e serviços de qualidade com total foco no usuário”, completa Alexsander.

                                        Confira algumas imagens deste novo modelo do mercado:

                                        Foto: Divulgação

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                                          Estreia

                                          Por: Redação -

                                          Robert Scheidt enfrentará a partir desta quinta-feira (29) uma das disputas mais difíceis do ano. A etapa final da Copa do Mundo de Vela reunirá em Abu Dhabi os 20 primeiros colocados do ranking mundial da Laser. Além dos ventos fracos, o calor predominante nos Emirados Árabes Unidos deve ser um desafio para os velejadores.

                                          “O evento terá um altíssimo nível técnico, com os principais nomes da Laser. Como os ventos têm sido muito fracos, as regatas devem ser bem apertadas e táticas”, avalia Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre Laser e Star. “A largada, mais uma vez, será importantíssima.”

                                          Scheidt, em Abu Dhabi desde o dia 24 para os últimos treinos na raia da competição, aponta as altas temperaturas locais como fator complicador. “Ao meio-dia os termômetros batem os 40 graus, o que vai exigir ainda mais da resistência física dos competidores”, diz o velejador.

                                          A etapa final da Copa do Mundo de Vela em Abu Dhabi será mais curta, com seis regatas programadas para a classe Laser a partir desta quinta-feira (29). Os dez primeiros colocados disputam a medal race no domingo (1º/11).

                                          Fotos: Divulgação

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                                            Por: Redação -
                                            27/10/2015

                                            O que caracteriza esse iate de 50 metros, ou 164 pés, é a esportividade aliada com simplicidade e elegância. O casco incorpora um estilo pesqueiro que combina perfeitamente com a moderna e agressiva proa do barco. Este é o Amnesia!

                                            Ele pode acomodar confortávelmente doze convidados e uma tripulação de nove. A popa do iate é completamente aberta e inclui uma área de jantar, área aberta para o sol e uma espetacular piscina que recebe água de duas quedas que passam descendo pelas colunas. A proa possui outra área para banho, de água e de sol.

                                            O deck principal recebe um salão dividido em dois, entre uma sala de estar e uma de jantar, com uma cascata no meio. Também há uma cabine master com a particularidade de estar na posição do barco que oferece a melhor vista com luz natural de sobra, mantendo a privacidade dos convidados. A cabine é equipada com um banheiro bastante grande com Jacuzzi e sauna.

                                            O deck de cima é dedicado especialmente à um bar e área de sofás que se transforma facilmente em uma sala de jantar al-fresco. Acima, na parte interna, há outra sala de estar e uma pequena academia de ginástica, a cabine do capitão e o posto de comando.

                                            Todos os decks são conectados por um elevador panorâmico de vidro.

                                            Fotos: Reprodução

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                                              Por: Redação -

                                              Mais um barco abandona a Transat Jacques Vabre 2015. O La French Tech Rennes Saint-Malo colidiu em um contêiner na tarde desta terça-feira (27) e não terá condições de prosseguir na regata entre a França e o Brasil, considerada a maior travessia transatlântica do mundo. A dupla Gilles Lamiré e Yvan Bourgnon estava no piloto automático e a batida no bloco destruiu um dos cascos do Multi50. Apesar do acidente, os dois velejadores nada sofreram e estão a caminho de Brest, no Oeste da França.

                                              “Nós estávamos navegando com velocidade de 15 nós para o Sul no piloto automático com vento de través. Tudo estava indo bem quando o barco parou. Vi um pedaço do casco na água”, disse Gilles Lamiré.

                                              O La French Tech Rennes Saint-Malo está em velocidade reduzida e deve demorar mais de dois dias para chegar em Brest. “O desafio agora será levar o barco para a nossa base com um flutuador. Estamos nos movendo muito lentamente”, contou Yvan Bourgnon.

                                              Até agora quatro barcos abandonaram a Transat Jacques Vabre. Os outros foram Maître CoQ (por quebra), Edmond de Rothschild (por quebra) e Maxi 80 Prince de Bretagne (capotagem). Os barcos Safran, da classe IMOCA, e Team Concise, da Class40, estão com problemas e podem desistir da disputa de 10 mil quilômetros entre Le Havre e Itajaí.

                                              Foto: Reprodução

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                                                Por: Redação -

                                                Neste sábado, 24 de outubro, cerca de 80 voluntários retiraram aproximadamente 7,5 toneladas lixo do entorno da Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, Santa Catarina. Foi mais uma ação do Projeto Limpeza dos Mares, idealizado pela Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil), e nesta etapa realizado em conjunto com a prefeitura de Governador Celso Ramos. O lixo estava depositado no fundo do mar, orla e costões. Esta foi a etapa em que mais se recolheu resíduos desde que o projeto foi criado.

                                                “A maior parte desse material foi trazido pelas chuvas das últimas semanas. É um sinal de que muita gente ainda joga o lixo onde não deve. É por isso que ações como esta são de grande valia: por um lado alertamos para a consciência ambiental e por outro fizemos a limpeza do local, retirando este material que agride a natureza”, ressaltou o presidente da entidade Leandro ‘Mané’ Ferrari.

                                                Para o prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos, ações como esta são muito importantes para o município. “Fizemos uma verdadeira força-tarefa, com equipamentos, máquinas, força dos voluntários e muito boa vontade”, afirmou, destacando que a Praia de Palmas obteve recentemente a certificação da Bandeira Azul para esta temporada.

                                                Vale destacar que o Projeto Limpeza dos Mares foi vencedor do Prêmio Top Turismo, da ADVB, por contribuir para o turismo catarinense. Em cinco edições do evento foram recolhidas 13,2 toneladas de lixo. A próxima etapa será no dia 21 de novembro, na Costa da Lagoa, na capital, preparando o local para a temporada de verão. Veja fotos abaixo:

                                                Fotos: Divulgação.

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                                                  Por: Redação -

                                                  Mais um recorde do veleiro gaúcho Camiranga, que leva a bandeira do Veleiros do Sul! Dessa vez, a tripulação do comandante Eduardo Plass foi fita azul da 65ª Regata Santos-Rio disputada neste fim de semana.

                                                  O barco Soto65 cruzou a linha de chegada às 06h43min03 da manhã deste domingo, com o tempo de regata de 18h9min3s, quebrando o recorde que pertencia ao veleiro Sorsa III (19h33min40s) desde 2006. O percurso da regata, que largou na baía de Santos, foi de 195 milhas de distância.

                                                  O Camiranga neste ano já bateu o recorde nas regatas da Semana de Vela de Ilhabela – regata de Alcatrazes – e pela segunda vez na Refeno – Regata Recife-Fernando de Noronha – no tempo real e corrigido, destacando-se como o barco mais veloz da classe oceânica nacional. A sua tripulação é formada basicamente por velejadores do Veleiros do Sul, tradicional clube gaúcho que cada vez mais escreve seu nome como força da vela nacional.

                                                  TV Náutica esteve presente na largada e conferiu a preparação das equipes para uma das regatas mais famosas do Brasil! Assista abaixo!

                                                  Inscreva-se no canal da TV NÁUTICA no youtube para não perder nenhum novo vídeo!

                                                  Foto: Otto Aquino

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                                                    Os dois primeiros dias da regata Transat Jacques Vabre registraram desistências, quebras de barco e até capotagem do Maxi80 Prince de Bretagne. Desde a saída da prova em Le Havre, no último domingo (25), três barcos saíram oficialmente da disputa. A classe mais afetada foi a IMOCA com os abandonos de Maître CoQ e Edmond de Rothschild, além do Safran, que está a caminho de Brest para reparos e pode confirmar sua retirada a qualquer momento. O barco Team Concise, da Class40, terá de parar na Irlanda antes de voltar à regata entre a França e o Brasil.

                                                    Os veleiros já enfrentam as duras condições do Golfo de Biscaia, que fica entre o Nordeste da França e o Norte da Espanha. Foi nesse trecho que o Maxi80 Prince de Bretagne, um multicasco de 50 pés, capotou. A dupla Lionel Lemonchois e Roland Jordain está no interior do trimarã esperando assistência. Os dois passam bem. O incidente ocorreu nas proximidades da La Corunha, na Espanha, com rajadas de 30 nós de vento.

                                                    Na noite desta segunda-feira (26), o barco Edmond de Rothschild deixou a Transat Jacques Vabre. O veleiro da classe IMOCA, comandado por Sébastien Josse e Charles Caudrelier, teve pequenos problemas e a tripulação preferiu desistir da travessia para poupar equipamento. “As condições meteorológicas anunciadas para as próximas 48 horas poderiam nos prejudicar. Mais de 40 nós de vento e um mar violento com ondas de mais de 7 metros são esperados. Consideramos que seria irresponsável levar o barco nestas condições”, disse Sébastien Josse.

                                                    O outro abandono do dia foi do Maître CoQ, comandando por Jérémie Beyou e Philippe Legros. O IMOCA foi obrigado a fazer uma parada estratégica em Roscoff, no região francesa da Bretanha, na noite deste domingo (25), com um problema no cabo que prende o mastro da proa. A peça não foi reparada a tempo e a dupla desistiu.

                                                    O Safran, que também corre na categoria IMOCA, está a caminho do porto de Brest, na França, para consertar o barco. O veleiro de Morgan Lagravière e Nicolas Lunven corre o risco de deixar a prova. Caso a previsão se confirme, o Safran será o quarto dos 42 veleiros que largaram no domingo a desistir.

                                                    A Transat Jacques Vabre tem um percurso de 10 mil quilômetros e seu destino final é Itajaí, em Santa Catarina.

                                                    Foto: Divulgação

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                                                      Por: Redação -

                                                      Com céu nublado e vento fraco teve início nem Porto Alegre o 25º Campeonato Centro Sul-Americano da classe Laser Standard e o 16º Centro Sul-americano de Laser 4.7 no Veleiros do Sul. Neste primeiro dia de disputa, o Brasil começou bem representado pelo catarinense Bruno Fontes (ICSC). Apesar do vento ter sido de uma condição que não é de sua preferência, ele assegurou duas vitórias nas regatas da classe Standard nesta tarde.

                                                      Na segunda colocação vem o venezuelano José V. Gutiérrez (CPA) que também teve um bom desempenho com um 2º e 3º nas regatas, e na continuidade das classificações os velejadores estrangeiros predominam até o 9º lugar aparecendo o Brasil novamente com o gaúcho Antônio Cavalcanti Rosa (VDS) em 10°.

                                                      Na classe Laser 4.7 o paranaense Andrey de Oliveira Godoy (ICLI) também começou com força total ao vencer as duas regatas de hoje. Na vice-colocação está o gaúcho João Emilio Mendes de Vasconcellos (CDJ) e na categoria feminina a liderança é da gaúcha Júlia Fernanda Silva (VDS), terceira colocada no geral.

                                                      Na raia do Guaíba o vento soprou de direção sul de 6 a 9 nós de intensidade nesta tarde de tempo nublado. O Centro Sul-americano de Laser Standard e 4.7 conta com 92 inscritos de 13 países: Brasil, Argentina, Bermudas, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Guatemala, México, ilhas Trinidad Tobago, Peru, Uruguai e Venezuela. A competição segue nesta terça-feira a partir das 14 horas.

                                                      Foto: Divulgação

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                                                        Anunciado no último Cannes Boat Show, o novo Lagoon 42 se encaixa entre o Lagoon 400 S2 e o Lagoon 450 F & S, substituindo o Lagoon 421. Este novo membro da linha tem estilo e personalidade, segundo a marca, mantendo as características e os recursos da última geração de Lagoon’s: proas verticalizadas, casario suspenso e sistema de mastreação otimizado.

                                                        Com linhas externas desenhadas por VPLP Studio e Patrick Le Quément e design interno pensado pela Nauta Italian Design, o Lagoon 42 apresenta curvas fluidas e interior elegante e funcional. Conta com painéis transparentes no fechamento lateral do casario, que proporciona boa iluminação no salão, cozinha em forma de U integrada ao cockpit, com grandes superfícies para preparar as refeições, além de muito espaço de armazenamento.

                                                        O novo posicionamento do mastro, um pouco para frente, junto a genoa auto-cambante garantem a performance das velas, além do fácil manuseio. O comando localizado ergonomicamente no nível do casario, oferece vantagens como a integração entre o comando e o cockpit e controles centralizados para facilitar as operações.

                                                        O modelo apresenta, ainda, nível único entre a plataforma de popa e o salão, bom uso do espaço e boa circulação a bordo, e está disponível em duas versões, com três ou quatro camarotes, com camas duplas em ilha, para os camarotes de popa – que contam, ainda, com box independente nos banheiros – e camas com acesso lateral para os camarotes de proa. As acomodações possuem, também, amplas janelas, que oferece boa iluminação e vista externa.

                                                        Para mais informações, entre em contato com o Grupo Sailing, representante exclusivo do Cata-Lagoon no Brasil.

                                                        Foto: Divulgação

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                                                          Schaefer 560

                                                          Por: Redação -

                                                          A catarinense Schaefer Yachts, um dos maiores estaleiros do Brasil, apresentou no São Paulo Boat Show, no começo deste mês, este novo modelo, de 56 pés, que não deve nada a uma lancha de 60 pés. E, esta semana, aconteceram os primeiros testes na água. “O barco se comportou maravilhosamente bem com um planeio muito rápido, excelente estabilidade e manobrabilidade. Boa de pilotar tanto do comando principal quanto do flybridge. Fiquei muito feliz com o resultado”, comenta Marcio Schaefer, presidente do estaleiro.

                                                          A bordo, são três camarotes, sendo duas suítes. A principal fica à meia-nau e aproveita toda a boca (4,90 m), tendo um sofá e uma penteadeira de cada lado da boa cama de casal, além de armários e banheiro com boxe. A suíte de proa faz uso do banheiro social, e o terceiro camarote traz duas camas de solteiro. A cozinha fica no convés principal, junto à praça de popa, que tem sofá em L e mesa para refeições — há, ainda, um espaço gourmet na plataforma de popa submersível. O salão é bem envidraçado e conta com um grande para-brisa, que oferece boa visibilidade para o comandante. E próximo ao posto de comando há sofás nos dois bordos. O flybridge é bastante espaçoso e tem, além do segundo posto de comando, sofá, mesa e solário. Já o solário de proa é enorme, contando inclusive com sofá. A motorização são dois IPS 800, de 625 hp cada, a dois Volvo IPS 950, de 725 hp cada.

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                                                            Por: Redação -
                                                            26/10/2015

                                                            O barco Zetra, primeiro da história do Brasil na Transat Jacques Vabre, deixou o Canal da Mancha e já começa a sentir os efeitos do Golfo de Biscaia. A previsão indicava tempo ruim nesta a segunda-feira (26) para o local, que fica entre o Noroeste da França e o Norte da Espanha. Em 10º lugar, os brasileiros não aceleraram muito nas primeiras 24 horas de regata para se poupar. “Foi bastante tranquilo o primeiro dia. A saída de Le Havre foi mais lenta, pois faltou vento para todo mundo. Agora a gente entra na já prevista depressão e as condições de navegação já estão mais difíceis, com vento forte e mar alto. Por isso, poupamos o barco e a nossa parte física para aguentar a passagem por Biscaia, que provavelmente será a mais complicada de toda a regata”, disse Renato Araújo direto do telefone via-satélite do barco Zetra.

                                                            A Transat Jacques Vabre tem ao todo 10 mil quilômetros e a passagem pelo golfo de Biscaia, também conhecido como Golfo da Gasconha, é a mais difícil da regata entre a França e o Brasil. A flotilha terá de enfrentar os ventos superiores a 100 km/h e ondas que batem em até 8 metros.

                                                            “Não vamos levar o barco ao limite por enquanto. Estamos fazendo tudo com consciência. A gente sabe que o barco pode andar mais e a gente também. Mas não no primeiro dia. Vamos com calma, pois tem muita água pela frente”, reforçou Renato Araújo. “O Zetra é um barco muito estável mesmo com as condições de ventos e mar ruins”.

                                                            O veleiro brasileiro disputa o título da regata na Class40 contra outros 13 times. O líder é o Bretagne Crédit Mutuel Elite, que tem vantagem inferior a 50 quilômetros em relação à equipe do Brasil. Na atualização das 11h, o veleiro de Eduardo Penido e Renato Araújo já navegou mais de 300 quilômetros desde a largada do domingo (25).

                                                            Depois da primeira noite de disputa da Transat Jacques Vabre, os 42 barcos começam a negociar com as péssimas condições de navegação do Golfo de Biscaia. A largada ocorreu com pouco vento e se manteve até a madrugada de domingo para segunda. O evento conta com 42 veleiros, que partiram de Le Havre, na França, com destino a Itajaí, no Brasil.

                                                            Os trimarãs da classe Ultime – a mais rápida entre as quatro categorias – aceleram dentro do olho do furacão. Um pequeno ciclone passa pelo Noroeste da França nessa semana e será decisivo para a regata. O Sodebo lidera a flotilha, seguido por MACIF. Ambos andaram em média de 25 nós.

                                                            A primeira posição na IMOCA é provisoriamente do Hugo Boss, mas a classe está aberta, afinal de contas são 20 times na disputa pelo primeiro lugar. O Maître CoQ, comandando por Jérémie Beyou e Philippe Legros, foi obrigado a fazer uma parada estratégica em Roscoff, no região francesa da Bretanha, na noite deste domingo. O 60 pés da classe IMOCA teve um problema no cabo que prende o mastro da proa.

                                                            Na Multi50, o Ciela Vilage tem vantagem pequena para os quatro adversários. Na atualização das 11h desta segunda-feira, a diferença era menor do que 35 quilômetros.

                                                            Foto: Divulgação

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