Portugal planeja novo cabo submarino que deve ligar Europa aos Estados Unidos

31/07/2023

O governo de Portugal está interessado em hospedar um novo cabo submarino de alta capacidade, que ligaria o país aos Estados Unidos. O objetivo do projeto é melhorar a conectividade de internet entre o continente europeu e os norte-americanos.

A ideia foi revelada à agência de notícia Reuters pelo secretário de Estado da Digitalização de Portugal, Mário Campolargo. Entretanto, não há maiores detalhes ou informações sobre o projeto até o momento.

Grande investidor em tecnologia, Portugal já tem outros dois cabos submarinos de alta capacidade, que conectam o país a outros continentes. Inclusive, um deles liga a cidade portuguesa de Sines ao Brasil, através do cabo EllaLink, enquanto o Equiano, da Google, vai até a África do Sul via outros países africanos.

O nosso objetivo é melhorar a conectividade entre a Europa e os EUA, o que implica que o Sines se torne mais uma porta de entrada – Mário Campolargo, secretário de Estado da Digitalização de Portugal

Vale ressaltar, que o governo português já tem investimentos alinhados para a cidade de Sines. Ambos pretendem produzir energia renovável e hidrogênio verde para alimentar a indústria e data centers, com o uso intensivo de energia.

Além disso, Portugal destinou 3,7 milhões de euros dos fundos de recuperação da pandemia da União Europeia para projetos de transição digital e inovação. Assim, o país europeu espera uma elevada taxa de retorno do investimento, através do efeito cascata na economia.

Cabos submarinos

Utilizados atualmente para possibilitar a conexão entre pessoas de praticamente qualquer lugar do planeta, os cabos submarinos surgiram mais de um século antes das primeiras conexões de internet.

 

Responsáveis por transportar cerca de 99% do tráfego global de dados, os cabos submarinos alcançam distâncias continentais e conectam todos os continentes, com exceção da Antártida.

Com velocidade extremamente alta, o serviço garante que uma mensagem enviada do Brasil chegue ao Japão de forma praticamente imediata. Além disso, os cabos podem durar cerca de 15 a 20 anos e transportar totais de 160 a 200 terabtits por segundo.

 

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