Tubarão laranja de olhos brancos é encontrado pela 1ª vez no Caribe; veja

26/08/2025

Não é de hoje que cientistas e até navegantes casuais se deparam com criaturas bizarras nas águas. Porém, dessa vez, o que surpreendeu não foi exatamente o animal encontrado, mas sim a sua cor: de forma inédita, um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) foi registrado no Caribe com uma coloração laranja.

A descoberta aconteceu durante uma pescaria esportiva perto do Parque Nacional Tortuguero, na Costa Rica, e teve seus detalhes descritos em um artigo publicado na revista Marine Biodiversity, no início de agosto. O estudo envolveu dois pesquisadores venezuelanos e um costa-riquenho.

Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução

Conforme relata a pesquisa, o tubarão laranja foi capturado a 37 metros de profundidade, em temperatura de água a 31,2 °C. Posteriormente solto, o animal de 2 metros de comprimento exibia uma intensa pigmentação amarelo-alaranjada e olhos brancos, sem as íris visíveis.

 

Os traços peculiares indicam uma condição conhecida como albino-xantocromismo, caso ainda mais raro caracterizado pelo excesso de pigmentos amarelados na pele. O achado é considerado o primeiro registro de xantismo total em tubarões-lixa e em qualquer espécie cartilaginosa. Até então, também não havia documentação de xantismo — parcial ou total — em animais em todo o Oceano Pacífico da Costa Rica.

Um ponto laranja no meio do azul

A causa do xantocromismo, que atinge a pele, pelos ou pelagem dos animais — semelhantes ao melanismo ou leucismo –, é considerada genética e pode atingir uma ampla variedade de espécies.

Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução

Até então, acreditava-se que a condição poderia deixar os animais vulneráveis e expostos aos predadores. No caso do tubarão laranja, por exemplo, ele ficaria ainda mais em destaque em meio ao oceano azul.

 

Entretanto, a pesquisa sugere que o xantismo não impediu a sobrevivência desta espécie. Pelo seu tamanho, estima-se que o indivíduo capturado está na fase adulta, sendo esse um indicativo de uma certa longevidade do animal — somado ao fato de se tratar de um predador intermediário, que se alimenta de peixes menores, moluscos e crustáceos.

Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução

Também não está descartada a possibilidade de que a cor alaranjada tenha sido causada por outros fatores, o que reforça a necessidade de pesquisas adicionais sobre a variabilidade genética natural dos tubarões-lixa e sobre as influências ambientais no norte do Caribe.

Fatores como endogamia, estresse ambiental, temperaturas elevadas e desequilíbrios hormonais também podem influenciar a pigmentação– explica o estudo

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Histórico barco de corrida vintage que já atingiu 167 km/h vai a leilão por valor milionário

    Famoso Miss America VIII foi construído em 1929 e chega repaginado com parelha de 1.860 hp para ser arrematado neste sábado (17)

    Você sabe por que usamos "nós" em vez de quilômetros na navegação?

    Para responder, é preciso fazer uma viagem ao passado até meados do século 17, quando nasceu um engenhoso aparelho chamado de "barquinha"

    Tubarões brincam? Estudo flagra predadores interagindo com brinquedos em aquário

    Experimento intrigou pesquisadores, dividiu opiniões e revelou comportamento inusitado desses animais

    Dois em um: conheça o barco que é movido por um jet e acomoda até seis pessoas

    Descrito como uma plataforma de extensão para motos aquáticas, o produto une a adrenalina do jet com a socialização da lancha

    Peixe raro visto apenas duas vezes em 2025 foi flagrado por mergulhador

    Conhecido como “rei-do-salmão”, ele vive nas profundezas do oceano, mas estava a apenas 4,6 metros abaixo da superfície quando foi visto