Nova estrela da FS Yachts, FS 355 é oficialmente lançada em evento em Florianópolis
Os amantes do mar acabam de ganhar mais uma lancha para ficar de olho: a nova FS 355, da FS Yachts, apresentada na noite da última quinta-feira (4). Com duas opções de motorização, a nova embarcação chega para se juntar às mais de 3 mil lanchas da marca que atualmente navegam ao redor do mundo.
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A nova FS 355 foi recebida com muita empolgação em um coquetel de lançamento realizado no restaurante Jardín Del Mar, em Florianópolis, Santa Catarina.
José Thiburcio, fundador da FS Yachts, e os sócios-proprietários Almiro Thiburcio e Luiz Zacarelli se reuniram aos amantes do setor para exibir em primeira-mão o barco. Após dois anos de elaboração do projeto, o momento esperado por todos: a queda do tecido que encobria a nova estrela do estaleiro catarinense.


Agradeço imensamente a todos pela presença, aos que fazem parte da nossa vida e convivem conosco, viram nosso início de trabalho e hoje estão aqui contemplando uma maravilha que virá aí, a pedra fundamental da FS– José Thiburcio, fundador da FS Yachts


José Thiburcio ainda fez questão de exaltar a vocação náutica do nosso país. “O Brasil está delegado a ser um país do mercado náutico. Nós vemos hoje que podemos fazer melhor que todos, porque a nós cabe a vontade e o prazer de fazer bem feito”, afirmou, durante o evento de lançamento.







Conheça a nova FS 355
A nova lancha da FS tem 10,80 metros de comprimento e opções de motorização centro-rabeta e popa. Dianini Moccelin, gerente nacional B2B da FS Yachts, garante que “o barco foi feito para os olhos mais exigentes, pois traz tendências do mercado náutico e surpreende na riqueza dos detalhes”.


A FS 355 chega para agradar tanto o mercado náutico nacional, quanto o público dos Estados Unidos — conhecido por valorizar embarcações com motor de popa. Nesse quesito, a lancha pode ser equipada com uma parelha de 300 hp ou dois motores de 400 hp.
Somos muito detalhistas, gostamos de fazer o projeto bem acertado. A lancha foi muito pensada no mercado internacional, principalmente os Estados Unidos, por isso a primeira delas já veio com motor de popa– Ricardo Fragoso, gerente comercial da FS Yachts


Com o uso inteligente dos espaços, a embarcação de 3,5 metros de boca (largura máxima) ganhou um layout funcional. No deque inferior, acessado por uma passagem ao lado do posto de comando, o barco traz cozinha equipada com pia, micro-ondas e armários, além de banheiro, mesa e aposentos que garantem pernoite para até quatro pessoas.






Para passeios durante o dia, a capacidade da FS 355 é de 15 passageiros, que podem aproveitar todo o conforto da embarcação.


A popa é o espaço ideal para curtir o novo barco da FS Yachts. A área conta com frigobar, mesa com porta-copos rodeada por bancos estofados e pega-mãos, para proporcionar segurança para todos a bordo.






Com a escolha da motorização de popa, o espaço “perdido” para os motores é compensado com a abertura de um deque lateral, que amplia o espaço na área de popa do barco — funcionalidade que se mantém na versão centro-rabeta.







A proa, por sua vez, abriga um solário com espaço para três pessoas — mais uma opção de lazer para quem navegar na nova FS 355. Para saber mais sobre a embarcação, acesse o site da FS Yachts.
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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