Prancha com pele de tubarão? Conheça a tecnologia que promete revolucionar o surfe

Material adesivo prevê melhor desempenho, precisão e velocidade tanto para atletas, quanto para amadores

09/08/2024

Com as Olimpíadas 2024, o surfe está em alta — principalmente porque o Brasil é uma potência no esporte. A modalidade, contudo, pode ficar ainda mais competitiva, graças a uma prancha que reproduz a pele dos tubarões, recurso que promete aprimorar o desempenho tanto de atletas, quanto de surfistas comuns.

A novidade, batizada de Shark Coat, partiu da BASF, a maior produtora de produtos químicos do mundo, fundada ainda em 1865. A partir de uma nova tecnologia capaz de reproduzir a pele de tubarão, a promessa é de que a prancha revestida com o material reduza a resistência entre a prancha de surfe e a água, gerando um ganho de até 30% de velocidade.

Leandro Dolfini, Sergio Ficarelli, Valter Pieracciani e Eduardo Takeuchi, da Shark Coat. Foto: Instagram @shark_coat / Reprodução

Como consequência, a expectativa é de que atletas e praticantes amadores da modalidade ganhem mais precisão em manobras com menos esforço físico — principalmente nas remadas –, gerando sessões de surfe mais produtivas.

Acreditamos que a Shark Coat pode ser um marco na evolução das pranchas de surfe e da modalidade– Valter Pieracciani, fundador e CEO da Shark Coat.

A Shark Coat é uma pele sintética adesiva, que deve ser aplicada ao fundo da prancha, de forma a criar uma fina camada que revista sua base.


Por que a pele de tubarão?

Para criar a nova tecnologia, a BASF buscou entender como os tubarões navegam tão rápido, com um grande poder de propulsão. A empresa descobriu que a estrutura da pele dos tubarões é composta por “placoides”.

Imagem aproximada da pele de um tubarão (sem cor) / Envato

Os placoides são parte de um conjunto que forma pequenas ondulações em todo o corpo dos tubarões, facilitando a locomoção e poupando energia, uma vez que reduzem o “arrasto”, tornando a hidrodinâmica mais eficiente.

 

Posteriormente reproduzida em laboratório, a tecnologia pôde até mesmo ser aplicada em aviões, reduzindo, inclusive, o uso de combustível e a emissão de CO₂.

 

A Shark Coat já está disponível no Brasil em lojas de surfe em São Paulo, além de locais nos Estados Unidos e na Austrália.

 

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