Aleixo Belov retorna a Salvador em nova volta ao mundo histórica neste sábado (28)
Aos 83 anos, comandante completará 6ª circum-navegação após conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade


Neste sábado (28) acontecerá em Salvador, na Bahia, uma daquelas cenas que ficam guardadas na história. O ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov retornará à capital baiana, de onde partiu em 12 de abril de 2025, para consolidar mais uma volta ao mundo histórica — e a sexta da carreira. Desta vez, o grande feito foi conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade, aos 83 anos.
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A recepção de Belov e sua tripulação está marcada para as 9h, no 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil, e será aberta ao público que garantir os ingressos gratuitos e limitados via Sympla.
A organização promete uma manhã de muita emoção, música e relatos da expedição, além de exibições de produções cinematográficas produzidas durante a travessia — que Belov, no alto de seus 83 anos, sugere ser sua última circum-navegação.


Seis voltas ao mundo e muitas histórias
As seis voltas ao mundo no portifólio do ucraniano mais baiano que existe sequer resumem todas as vivências náuticas dele. Mas, no que diz respeito às circum-navegações, a trajetória começou década de 1980 e em solitário: apenas o comandante e o veleiro Três Marias.


A primeira volta ao mundo nessas condições aconteceu entre 1980 e 1981, a segunda entre 1986 e 1987 e a terceira entre os anos 2000 e 2001. A partir da quarta, entre 2010 e 2011, a embarcação já passou a ser o veleiro-escola Fraternidade — construído pelo próprio Belov. Depois, em 2016, ele completou a quinta jornada ao redor do plenata.
Quase dez anos após o último desafio dessa magnitude, Belov está prestes a concluir o que afirma ser seu último desta categoria. Mas, apesar de tanta experiência a bordo, passou longe de ser o percurso menos desafiador.


Pelo contrário: a sexta volta ao mundo de Aleixo Belov (e terceira a bordo do Fraternidade) conquistou uma das rotas marítimas mais complexas do planeta: a Passagem Nordeste. A rota, que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Ártico, é normalmente percorrida por grandes navios comerciais e quebra-gelos. Ainda assim, acabou vencida por um veleiro, graças à experiência do comandante e à preparação da tripulação.
Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos-destacou Belov ao conquistar a Passagem Nordeste
Logo menos de volta à cidade onde construiu sua vida e sua história, o comandante encerra mais um capítulo da navegação brasileira. Aos 83 anos, ele retorna ao ponto de partida após cruzar uma das rotas mais temidas do planeta e reforça seu nome entre os maiores navegadores. Se esta for mesmo sua última volta ao mundo, Belov escolheu terminar à própria altura.
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