Após mais de 50 dias, francês vence a Arkea Ultim Challenge, regata de volta ao mundo em solitário
Uma regata de volta ao mundo solitária, sem escalas e nos barcos mais rápidos do planeta é o desafio que propõe a Arkea Ultim Challenge. A competição, que fez sua estreia neste ano, teve um capitão francês de 50 anos como vencedor, após mais de 50 dias em alto-mar.
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A bordo de trimarãs equipados com foil, embarcações consideradas as mais rápidas do mundo, capitães experientes enfrentaram mais de 50 dias no mar na primeira edição da Arkea Ultim Challenge.
Contudo, somente um deles se sagrou campeão: o francês Charles Caudrelier, da Gitana Team. Ele cruzou a linha de chegada em 27 de fevereiro, após 50 dias, 19 horas, 7 minutos e 42 segundos de regata.


Ao todo, foram 28.938 milhas percorridas a uma velocidade média de 23,74 nós (cerca de 43,9 km/h), em um trimarã da classe ULTIM, com 32 m de comprimento, dentro de um percurso que começou em Brest, na França, e passou pelo mundo todo.
Caudrelier, inclusive, enfentou o Cabo Horn, no Chile, trecho muito temido por velejadores, com ondas de mais de 15 metros, ventos com força de furacão e correntezas assustadoras. O francês chegou a navegar de forma muito lenta ao se aproximar da região durante mais de 36 horas, buscando evitar uma tempestade no local.


O maior duelo de Caudrelier durante a regata foi com Tom Laperche, de 26 anos, que precisou se retirar para a Cidade do Cabo, na África do Sul, devido a danos causados em sua embarcação após uma colisão. O francês, que venceu a prova com maestria, também teve que lidar com pequenos problemas, incluindo uma quebra na carenagem dianteira de seu barco.
Além disso, a viagem “tranquila” do Atlântico Sul até ao sul da Austrália compensou a segunda metade da regata do francês, muito mais problemática, incluindo a pausa antes do Cabo Horn e uma paragem estratégica nos Açores, em Portugal.


Para Charles Caudrelier, a vitória na Arkea Ultim Challenge foi a realização de um sonho, já que, para ele, vencer uma corrida sozinho ao redor do mundo era um desejo desde a juventude. O êxito na competição, somado às vitórias do francês na The Ocean Race, o tornam um dos melhores capitães entre os grandes franceses.
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