Bióloga brasileira é finalista do “Oscar Verde”, prêmio mundial de conservação ambiental
Mais em alta do que nunca, a ciência produzida no Brasil escreve mais um capítulo além das fronteiras. A bióloga marinha brasileira Camila Domit, que atua na área há mais de 20 anos, é finalista do Whitley Awards 2026 — conhecido como o “Oscar Verde” — , uma das premiações mais importantes voltadas à conservação da biodiversidade.
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Pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação MarBrasil, a brasileira concorre com outros 11 profissionais que, de alguma forma, unem ciência de ponta, impacto social e resultados concretos. Para Camila, o reconhecimento é a consagração de quem dedica uma vida inteira ao mar e a natureza.


Envolvidas em vários projetos ambientais, Domit é responsável por liderar estudos com tartarugas-verdes por meio do projeto Rebimar, iniciativa voltada à conservação da região litorânea, principalmente no Paraná e na costa sul de São Paulo. No entanto, tubarões, raias e golfinhos também fazem parte da rotina da pesquisadora.
Além disso, a bióloga está à frente do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos; da Coalizão pela Década do Oceano; do Projeto Megacoast e outras iniciativas que, além de produzir ciência, buscam unir por meio do diálogo os pesquisadores e os principais órgãos da sociedade.
Afinal, para Camila, o mais importante para que a vida marinha seja próspera é cuidar do ecossistema onde ela vive: os oceanos. Não à toa, ela atua diretamente na conservação da fauna marinha e participa de redes e fóruns nacionais e internacionais sobre o tema.


Parte da dedicação do seu trabalho foi reconhecida em 29 de janeiro de 2026, quando recebeu uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná, em reconhecimento à sua contribuição científica, acadêmica, social e ambiental ao Paraná e ao Brasil.
Entre as principais do mundo
Graduada em Ciência Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (2002/2003) e Mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (2006), Camila Domit, com a recente indicação, está entre os principais nomes da conservação ambiental do planeta.
Organizado pela Whitley Fund for Nature (WFN), com sede no Reino Unido, o prêmio oferece financiamento de projetos, treinamento e visibilidade para os principais conservacionistas do ano, que lideram soluções locais para as crises globais de biodiversidade e clima.


O concurso, criado em 1996, já destinou 26 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 182 milhões em conversão realizada em fevereiro de 2026) aos vencedores. Nessa edição, o aporte financeiro será de 50 mil libras esterlinas (cerca de R$ 350 mil) para os seis melhores. Ao todo, 220 líderes ambientais de 80 países do Sul Global já foram beneficiados pelas bolsas do projeto.
Nesse ano, a concorrência para Camila foi mais pesada do que nunca. A busca global, segundo a WFN, resultou em um número recorde de 270 candidaturas — um aumento de 127% em relação a 2025. Em 2026, o programa recebeu profissionais da África, Ásia e América Latina.


Agora, para a torcida brasileira, apenas resta torcer e esperar. Os próximos passos incluem a verificação de referências, a análise financeira e a realização de uma rigorosa diligência prévia. Depois disso, o Júri determinará os seis vencedores deste ano. O anúncio ocorrerá ao vivo em Londres, no dia 29 de abril.
Caso conquiste o prêmio, Domit entrará para a lista ilustre de cientistas brasileiros que tiveram a mesma honra no Whitley Awards, que são: Yara Barros (2025), Fernanda Abra (2024), Pablo Hoffmann (2022), Patricia Medici (2020) e Gabriela Rezende (2020). Será que o título novamente vem para as águas brasileiras?
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