Após passagem de submarino nuclear dos EUA, Marinha faz monitoramento radiológico no RJ

Atividade aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí; amostras estão sendo analisadas para verificar possível vazamento radioativo

09/10/2024
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Submarinos com reatores nucleares dispensam a necessidade de reabastecimento, o que confere mais tempo à embarcação debaixo d’água. A tecnologia, presente no USS Hampton, contudo, pode ser desastrosa às pessoas e ao meio ambiente em caso de falhas. Por isso, a Marinha do Brasil realizou um monitoramento radiológico após a embarcação dos Estados Unidos passar pelo país.

A ação aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, durante a visita do submarino norte-americano.

 

O monitoramento coletou amostras de água e sedimentos, para, a partir da análise de técnicos do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), garantir que a embarcação não tenha deixado nenhum rastro proveniente de um possível vazamento radioativo.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

O superintendente de relações institucionais e comunicação social da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade da Marinha, vice-almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho, explica que “a tecnologia nuclear é um setor estratégico para a defesa nacional e o seu desenvolvimento é um compromisso da Marinha. Porém, é uma atividade que envolve riscos, que precisam ser tratados da maneira adequada”.

Esse monitoramento faz parte de um protocolo de segurança nuclear, que contribui para prevenir a contaminação radiológica proveniente de navios– completou

A visita do USS Hampton às águas brasileiras aconteceu após sua participação no exercício multinacional Unitas LXV, no qual o Brasil também esteve presente com a Fragata Liberal, em setembro deste ano, no mar do Chile.


Em maio, a Marinha do Brasil realizou outro monitoramento radiológico no litoral brasileiro, durante a visita do porta-aviões norte-americano USS George Washington à Baía de Guanabara (RJ).

 

O monitoramento incluiu medições do ar, da água, de sedimentos marinhos e a análise dos tripulantes e materiais descartados, após o exercício conjunto “Southern Seas”.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Dia do Documentário Brasileiro: produções náuticas para assistir e navegar por grandes histórias

    Do pioneirismo de Reinaldo Conrad às travessias de Amyr e Tamara Klink, confira documentários nacionais que retratam aventuras e personagens marcantes

    Rota das Praias SP-Rio: projeto promete roteiro que conecta 15 cidades no litoral de SP e RJ

    Percurso que soma cerca 2.365 praias quer ampliar a permanência dos turistas e impulsionar economia dos municípios

    Ciclone-bomba não é o maior risco para navegação no Sudeste; alerta vem no domingo e segunda

    Segundo Guilherme Kodja, consultor técnico do Grupo Náutica, ventos fortes de noroeste já exigem atenção, mas o principal perigo para quem navega deve vir com a atuação de um anticiclone pós-frontal

    Parece Van Gogh, mas é a natureza: mapa das correntes oceânicas da NASA impressiona

    Modelo reconstrói, com base em décadas de dados, o comportamento dos oceanos e sua influência sobre o clima global. Assista!

    Assim como hotéis, lanchas entram na era do "day use"; entenda

    Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas