Memória Náutica: relembre como foi o Rio Boat Show 2017

Comemorando o 20º aniversário, evento náutico recebeu mais de 34 mil pessoas e atrações que deram o que falar

Por: Redação -
15/04/2024
Foto: Arquivo Revista Náutica

Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2017, que marcou os 20 anos do salão na Cidade Maravilhosa.

Descrito como “um ambiente de sonho” pela edição 345 da Revista Náutica, o Rio Boat Show apostou em grandes novidades que contagiaram nada menos do que 34 mil pessoas. O evento atracou novamente na belíssima e revitalizada Marina da Glória, dessa vez entre 5 e 11 de abril.

Foto: Arquivo Revista Náutica

O Rio Boat Show chegou aos 20 anos coroado de sucesso. Apaixonados do mundo náutico puderam viver sua paixão na plenitude, ao longo de sete dias– diz a edição 345 da Revista Náutica

O que acontecia no mundo em 2017

O ano de 2017 registrou o início do Brexit: a saída do Reino Unido da União Europeia. Mas não foi só esse tema que rodou a internet: uma confusão na entrega do Oscar de melhor filme deu o que falar após os apresentadores anunciarem, erroneamente, a vitória de “La La Land” — a estatueta, na verdade, iria para “Moonlight”. O mundo da música ganhou o hit ‘chiclete’ Despacito, do porto-riquenho Luis Fonsi.

 

Já nos esportes, a seleção brasileira feminina de vôlei fez bonito ao conquistar o 12º título do país no Grand Prix e se consagrar a maior campeã da história do torneio. Neste ano também aconteceu a Copa das Confederações de Futebol, na Rússia — e esta foi a primeira vez, desde 1997, que a Seleção Brasileira não esteve presente no torneio.

Como foi o Rio Boat Show 2017

Se a edição de 2016 já havia surpreendido o público com novidades — como o Desfile de Barcos e estandes sobre as águas — o evento de 2017 veio para consolidá-las e apresentar mais diferenciais.

 

Pela primeira vez, o Rio Boat Show ganhou o Espaço dos Desejos, bastante conhecido no São Paulo Boat Show. O ambiente recebeu diversos carros, joias e artigos de luxo, como a linha completa dos cobiçados relógios Rolex.

Foto: Arquivo Revista Náutica

A Volkswagen, patrocinadora do evento náutico, disponibilizou veículos Amarok para levar visitantes do Aeroporto Santos Dumont à Marina da Glória, que recebeu cerca de 100 expositores, entre marcas nacionais e internacionais, e 150 embarcações na água e em terra.

 

Familiar, o ambiente ofereceu um espaço kids para divertir a garotada, enquanto os responsáveis aproveitavam as atrações, como simulador de automobilismo e pista off-road, em que foi possível testar carros de luxo da Mercedes.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Claro que o Desfile de Barcos dessa edição não ficaria fora da lista de destaques. Realizado em uma noite de sábado, o momento transformou a Baía de Guanabara em uma passarela regada por jogos de luzes e show de um especialista em flyboard.

Um show de magia encantou o público. Com um expert em flyboard, uma violinista tocou ao vivo, flutuando sobre a água– detalhou a edição 345 da Revista Náutica

Foto: Arquivo Revista Náutica

Além de apresentar lançamentos e outras embarcações para todos os gostos e necessidades, o Rio Boat Show revelou ao público detalhes sobre projetos de barcos que ainda estavam sendo construídos ou desenhados.

Destaques do Rio Boat Show 2017

O lançamento Intermarine 95 ganhou nada menos do que o título “um divisor de águas” pela Revista Náutica. Com quase 30 metros de comprimento e 330 m² de área útil, o iate totalmente personalizável encantou com dois ambientes na enorme praça de popa.

 

Aos amantes de iluminação natural, o Okean 50 foi a pedida ideal. O fast trawler do estaleiro paulista Okean Yachts recebeu um salão todo envidraçado que dá aos passageiros a sensação de estar no meio do mar.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Já a Schaefer inovou com o Schaefer 510, lançado em celebração aos 25 anos da marca. Com arranjo raro que permitiu a localização da cozinha no salão, a lancha de 51 pés comporta até três suítes com banheiros com box fechado.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Os estaleiros internacionais também brilharam com lançamentos. Medindo pouco mais de 65 pés, o veleiro Jeanneau 64 veio equipado com uma mesa que é rebaixada ao toque de um botão e se transforma em cama de casal. Além disso, tem plataforma de popa retrátil que, quando fechada, abriga um grande paiol.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Quem adora esportes aquáticos foi bem contemplado. Os lançamentos Focker 255 GT e FS 265 Solaris chegaram com suportes para praticantes de wake, enquanto o Malibu MXZ 24 atracou no Rio Boat Show como uma lancha americana de wake, com recursos de navegação incrementados.

Foto: Arquivo Revista Náutica

O Triton 230, de 23 pés e generoso solário, provou ser um excelente modelo para os interessados em dar os primeiros passos no mundo náutico, enquanto o Sedna XFI 335 apresentou uma das maiores praças de pesca da categoria para os que navegam com essa finalidade.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Confirmando a diversidade de embarcações na 20ª edição do evento, o jetboat Colunna Vector apareceu reformulado, com capacidade para seis pessoas, alto desempenho e painel inteiramente digital.

Foto: Arquivo Revista Náutica

Confira mais fotos do Rio Boat Show 2017

Foto: Arquivo Revista Náutica
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Rio Boat Show 2024

Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.


O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

Anote aí!

RIO BOAT SHOW 2024
Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
Ingressos: site oficial de vendas
Mais informações: rioboatshow.com.br.

 

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    Teste Schaefer V34: nascida para o mundo

    Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.

    Inspirada na V33 — lançada em 2020 e já com muitas unidades vendidas —, a Schaefer V34 traz atualizações no design, no conforto e no estilo de navegação, mantendo a essência esportiva do modelo original. “Modernizamos sem perder nada”, resume o projetista Marcio Schaefer (o Marcinho, filho comandante do estaleiro, Marcio Luz Schaefer) ao detalhar as novidades. [caption id="attachment_211597" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] A principal inovação está no hard-top de fibra de vidro, que na V34 ganhou desenho completamente novo. Na V33, o T-top se limitava à área central, protegendo apenas o posto de comando e o espaço gourmet, que fica atrás do banco do piloto. Já na nova versão, as targas foram deslocadas para as laterais do costado, o que permite que a cobertura se estenda por toda a parte interna do cockpit. O resultado é um espaço mais integrado, com melhor aproveitamento da área gourmet e sensação de amplitude a bordo. [caption id="attachment_211593" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Assista ao teste completo!   https://www.youtube.com/watch?v=8rLDWIJnma0&t=34s

    Interior refinado

    Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente. [caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] O banheiro conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação natural e luz de led. O pé-direito na cabine é de 1,85 m (quase ninguém bate a cabeça no teto), inclusive no banheiro. Como o camarote é aberto, e há entrada de luz por várias janelas, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Por sua vez, a gaiuta na proa, quando aberta, oferece ventilação abundante. [caption id="attachment_211623" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Para garantir maior conforto nos pernoites, é possível instalar gerador e ar-condicionado. Opcionalmente, o barco pode vir também com estabilizador Seakeeper.   Já como item de série, a lancha conta com tanque de águas negras; ou seja, o esgoto não vai para a água — todo barco com banheiro deveria ter esse reservatório de armazenamento temporário para dejetos sanitários (fezes e urina) provenientes do vaso, essencial para evitar a poluição marinha. [caption id="attachment_211591" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Console central bem protegido

    O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos.   Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser. [the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"] [the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"] Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário.   Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores. [caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Circulação exemplar, proposta bem definida

    Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca.   No piso, a madeira teca é item opcional.  Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido. [caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Na proa, o solário generoso, com porta-copos nos braços móveis e cintas que mantêm os estofados firmes mesmo em navegação, reforça a vocação para o lazer. Um detalhe engenhoso é a escotilha de ventilação da cabine, discretamente encoberta pela seção dianteira do solário: quando o espaço não está em uso, basta erguer essa parte para liberar a abertura e favorecer a circulação de ar no interior. Além disso, para iluminar a cabine, há janelas nos dois bordos e na proa. Ainda na proa, há soluções bem pensadas por todos os lados: lançador de âncora móvel — um braço articulado e retrátil, que avança para o lançamento do ferro e depois se recolhe —, paiol profundo para corrente, compartimentos bem distribuídos e um segundo paiol com esguicho de água doce ou do mar, além de detalhes típicos da Schaefer, como ferragens robustas (os cunhos, de 8 polegadas, de inox, são reforçados), pintura perolizada e excelente padrão construtivo. [caption id="attachment_211594" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Já na praça de popa, o layout inteligente garante uma excelente área de convivência. Há uma mesa de teca com abas dobráveis e base retrátil, cercada por dois sofás dispostos frente a frente — ambos com encostos rebatíveis. O de ré permite a conversão em solário, enquanto o oposto pode ser invertido, deixando os ocupantes voltados para o móvel gourmet instalado logo atrás do posto de comando. Com a mesa rebaixada e o encosto do sofá de ré ajustado, o conjunto se transforma facilmente em um amplo solário. Opcionalmente, é possível instalar uma cobertura retrátil do tipo stobag. O pé-direito sob o hard-top é de aproximadamente 2,00 metros, com 1,94 m no posto de comando. Embaixo de todos os assentos, há espaço suficiente para guardar os coletes salva-vidas, o extintor de incêndio, defensas, cabos de cais, tralhas, etc.   A área gourmet — ampliada em relação à V33, em estilo mais próximo ao da V44 — conta com churrasqueira elétrica (ou a carvão), caixa térmica conversível em geladeira, uma boa tampa que pode ser usada como balcão, lixeira e pia com cuba e torneira. Embaixo, há dois grandes armários, com portas de acrílico e pegadores de inox. Um deles é do tipo cristaleira; o outro, indicado para guardar utensílios e mantimentos. [caption id="attachment_211598" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Schaefer / Divulgação[/caption] A plataforma de popa permite o embarque pelos dois bordos, mesmo com motores on-board instalados. A boreste, embutida, fica a escada de popa — de inox, com pegador e com quatro degraus, como é desejável. A entrada no cockpit, pelos dois bordos, é protegida por portinholas. [caption id="attachment_211599" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Casa de máquinas

    A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros. [caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Mesmo casco, mesma confiança

    Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha.   Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas.   Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor. [caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos altos

    — Qualidade construtiva — Acabamento de primeira — Casco estável e cortador de onda [caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos baixos

    — Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior — Falta trava para a corrente da âncora — Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustível

    Detalhes da navegação

    A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível. VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm) CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm) ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026) [caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Como ela é

    Ficha técnica da Schaefer V34 — Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés) — Boca máxima: 3,35 metros. — Calado: 0,45 metros — Tanque de combustível: 700 litros —  Tanque de água doce: 150 litros — Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas — Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9° — Deslocamento (leve): 4.950 kg [caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"] Ficha técnica da Schaefer V34. Foto: Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211625" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211624" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211620" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211621" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211622" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211619" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211618" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211617" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211616" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211615" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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