Tesouro chinês de 500 anos atrás é retirado de naufrágios nas profundezas do oceano

Descobertos a uma profundidade de 1500 metros, itens como porcelanas e cerâmicas revelam detalhes sobre a era da poderosa Dinastia Ming

Por: Redação -
28/06/2024
Foto: NCHA/ Divulgação

O fundo do mar esconde tesouros que há muito fascinam o homem, mas recentemente, parte deles foi retirada das profundezas e trazida à tona por pesquisadores chineses. Trata-se de mais de 900 relíquias da época da Dinastia Ming, encontradas em dois navios naufragados.

As peças centenárias estavam a 1500 metros de profundidade no mar do sul da China e incluem porcelanas, joias e até bebidas alcóolicas. As embarcações, encontradas em outubro de 2022, estavam cerca de 22 quilômetros uma da outra.

Foto: NCHA/ Divulgação

Conforme comunicado da Administração Nacional do Patrimônio Cultural da China (NCHA), as escavações começaram em maio de 2023 e terminaram neste mês. No ano passado, Yan Yalin, diretor do departamento de arqueologia da instituição, fez elogios ao patrimônio encontrado.

Os destroços estão relativamente bem preservados e revelaram um grande número de relíquias– Yan Yalin, em coletiva de imprensa

Poderosa, a Dinastia Ming durou mais de 270 anos, de 1368 a 1644. Ela governou a China depois da queda da Dinastia Mongol dos Iuã, que acabou com o período caótico iniciado por Sima Yan, em 263.

Por dentro do tesouro chinês

Investigar a região onde foram achados os navios demandou, segundo a NCHA, o uso inédito de tecnologias e equipamentos especiais. Entre eles, estão câmeras subaquáticas de alta definição e scanner a laser 3D, que permitiram que os pesquisadores visualizassem os artefatos em detalhes.

 

Ao que tudo indica, o primeiro naufrágio aconteceu por volta de 1506 e vitimou um barco de 37 metros de comprimento. Ele carregava peças pintadas de porcelana e cerâmica, além de moedas de cobre.

Foto: NCHA/ Divulgação

Alguns dos itens que compõem o tesouro chinês, inclusive, apresentam elementos culturais islâmicos, o que revela “o comércio de mercadorias e trocas culturais entre a China e o Sudeste Asiático, o Oceano Índico e até mesmo países do Oriente Médio em meados da Dinastia Ming”, aponta a NCHA.

 

Embora os pesquisadores não tenham detalhado a idade do segundo navio naufragado, estimam que não seja muito diferente da época do primeiro. Em seus 21 metros de comprimento, foram encontradas grandes quantidades de toras de madeira, bem como itens em porcelana, cerâmica e conchas.

Foto: NCHA/ Divulgação

Além de fornecer detalhes sobre as rotas de comércio chinês, os tesouros conferem importantes informações sobre a civilização e cultura da época — motivos pelos quais os arqueólogos continuarão a apostar em tecnologias para estudar o acervo.

 

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