Ventura vai ao Foz Internacional Boat Show com duas lanchas e pontoon
Diretamente de Capitólio (MG), o estaleiro mineiro Ventura Marine vai atracar na primeira edição do Foz Internacional Boat Show, evento que acontece entre os dias 23 e 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná.
Agência de turismo Loumar é a parceira oficial do Foz Internacional Boat Show
Vai ao Foz Internacional Boat Show? Confira passeios pelas Cataratas do Iguaçu
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Por lá, a marca terá três de seus barcos na água: o pontoon P-25 e as lanchas V300 Day Cruiser e V195 Crossover. Aliás, o evento em Foz será o primeiro com a chancela Boat Show a acontecer em águas doces.


Vale mencionar que, em setembro, a Ventura marcou presença no São Paulo Boat Show 2023. Na ocasião, a marca apresentou seu novo pontoon, o P-32, e ainda expôs outros grandes modelos da marca, entre embarcações e sua linha de veículos off-road.
Barcos da Ventura no Foz Internacional Boat Show
V300 Day Cruiser
A V300 se destaca pelo maior pé-direito da categoria, com 1,95 m. A lancha tem ainda plataforma de popa espaçosa, com bom espaço gourmet. Ao todo, até 12 pessoas conseguem aproveitar todos os recursos da embarcação durante o dia, enquanto duas delas podem passar a noite no barco.


Equipada com motor de 300 a 430 hp, a lancha dispõe de um banheiro, uma cabine e cozinha interna que comporta instalação de geladeira, micro-ondas, fogão elétrico e adega de vinhos.
Pontoon P-25
Com 25 pés e muitos recursos, o P-25 tem 7,50 metros de comprimento e capacidade para levar até 16 pessoas em lagos, represas, rios e (com tempo bom) até em mares abrigados. A área do convés da embarcação é bem aproveitada, com muitos sofás e bastante espaço para a circulação, afinal, são quase 19 metros quadrados de área útil.




Na popa, há dois solários, porta-copos e alto-falantes no entorno, além de bons paióis sob os assentos. À meia-nau, ao lado do posto de comando, destaque para o móvel gourmet de primeira categoria. O barco pode ser equipado com um motor de popa de 155 a 200 hp.
V195 Crossover
A V195 Crossover é uma lancha de 6,04 metros de comprimento por 2,26 m de boca, que chama atenção, principalmente, por estar equipada com um banheiro embutido, no centro do barco, colado ao posto de comando.


O atrativo tem 1,25 m de altura e 0,65 m de largura. É pequeno, mas suficiente para um adulto abaixado. Para as crianças, contudo, tem o tamanho ideal.


Na proa, os sofás se transformam em solário, ou em espreguiçadeira para duas pessoas. Com bom aproveitamento de espaços, a lancha acomoda até oito pessoas, o que significa levar a família inteira para um passeio — principalmente com um banheiro à disposição. Quanto à motorização, a lancha é equipada com um motor de 90 a 150 hp.


Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.


Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW
Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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