Rio Boat Show: falta apenas uma semana para o maior salão náutico outdoor da América Latina

Confira barcos e atrações confirmadas no evento que acontece na Marina da Glória, de 29 de abril a 7 de maio

22/04/2023

O grande dia está chegando! Falta só uma semana para o Rio Boat Show 2023 atracar na Marina da Glória com uma programação imperdível.

 

De 29 de abril a 7 de maio, a 24ª edição do Rio Boat Show 2023 vai reunir os principais lançamentos e destaques do mercado náutico, em um evento de experiências únicas, com grandes oportunidades e direito a atrações e apresentações para todos os gostos.

Só no Rio Boat Show os visitantes têm o privilégio de ver os barcos em seu habitat natural: serão iates, lanchas, veleiros e catamarãs nas águas da Baía de Guanabara. Compradores podem ainda ter a chance de fazer o teste drive dos barcos.

Neste ano, o público poderá ver de perto destaques como o maior motor de popa do mundo, um iate igual ao do Cristiano Ronaldo, o catamarã a motor da travessia de Uma Aventura no Atlântico e muito mais.

Azimut Grande 27, iate igual ao do Cristiano Ronaldo

Além dos barcos na água, muitos estandes contam com experiências interativas, como o simulador de atracação da Volvo Penta e o teste prático do estabilizador Seakeeper.

Minha primeira velejada

A CL Vela vai proporcionar aos visitantes a ação Minha Primeira Velejada, para divulgar e incentivar a prática da modalidade.

Durante os nove dias de evento, visitantes a partir dos 7 anos poderão comparecer ao píer e realizar o cadastro para participar da ação e velejar pelas águas da Baía de Guanabara.

Catamarã de 60 pés abrigará bar

O catamarã VivereXtreme, de 60 pés, é um barco totalmente preparado para celebrações no mar. Ele estará presente no Rio Boat Show com um bar flutuante.

A embarcação ficará disponível para os visitantes aproveitarem para relaxar, tomarem um drink e conhecerem de pertinho o barco que recebe desde jantares especiais até casamentos.

Catamarãs de 33 a 60 pés

O salão náutico carioca contará com nada menos que oito catamarãs no Rio Boat Show 2023. Os modelos expostos vão de 33 até os 60 pés. Dentre os modelos está o Leopard 46, barco a motor que atravessou o Atlântico com a tripulação de NÁUTICA na série “Uma Aventura no Atlântico”.

Já o Grupo Sailing será o responsável por levar os catamarãs da marca francesa Lagoon para as águas do Rio de Janeiro. Serão dois modelos na Marina da Glória: o Lagoon 46 e o Lagoon 42.

Lagoon 42

Diversidade em lojas e shopping

O Rio Boat Show oferece uma enorme diversidade em equipamentos e acessórios náuticos, que vão desde motores, eletrônicos e sistemas de navegação, até os mais diversos itens de conforto e lazer, como churrasqueiras, pisos, envelopamento, óculos de sol, design de interiores, moda praia e muito mais!

Confira 5 motivos para estar no Rio Boat Show 2023:

Conheça as últimas novidades do mercado náutico

O Rio Boat Show é uma excelente oportunidade para conhecer as últimas novidades do mercado náutico, desde as mais modernas tecnologias para navegação até as mais sofisticadas embarcações de lazer.

Encontre os principais fabricantes do setor

No evento, é possível encontrar os principais fabricantes de embarcações, acessórios e serviços náuticos, o que proporciona uma visão ampla do mercado e permite fazer contatos importantes para futuros negócios.

Compre produtos com preços especiais

Muitos expositores oferecem descontos especiais em seus produtos. Essa é uma excelente oportunidade para adquirir acessórios e equipamentos náuticos a preços mais acessíveis. Além disso, os expositores oferecem condições especiais de compra.


Fique por dentro das tendências do mercado

O Rio Boat Show é uma excelente oportunidade para ficar por dentro das tendências do mercado náutico e entender como a indústria está evoluindo, da decoração ao design das embarcações.

Compare marcas lado a lado

Durante o evento, é possível comparar as marcas de barcos lado a lado e avaliar as diferenças e semelhanças entre elas para tomar uma decisão mais informada na hora de escolher um novo barco. É possível encontrar barcos de diferentes tamanhos e estilos, desde pequenos barcos de pesca até iates luxuosos.

Sobre o Rio Boat Show

O maior salão náutico outdoor da América Latina acontece desde 1998. Na sua edição mais recente, em 2022, o Rio Boat Show comercializou 180 embarcações, gerando mais de R$ 250 milhões em negócios e reunindo mais de 35 mil visitantes.

O evento, que fica a apenas 10 minutos do Aeroporto Santos Dumont e a 40 minutos do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), conta com posto médico e guarda-volumes. É proibida a entrada de animais de quaisquer espécie ou porte, exceto o acesso de cães-guias, devidamente autorizados.

 

Os ingressos já estão à venda e custam R$ 80 (mais taxa) a inteira, R$ 40 (mais taxa) para pessoas a partir de 65 anos, e R$ 10 (mais taxa) para pessoas com deficiência. A compra pode ser efetuada por boleto bancário e cartões de crédito ou débito. Crianças até um metro de altura não pagam e acima de um metro pagam a entrada inteira. Garanta o seu ingresso!

 

Para mais informações, acesse o site oficial do Rio Boat Show.

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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