O superiate Be Mine (ex-Leonora) de 40,36 metros, do estaleiro Lürssen, foi relançado na Nova Zelândia após uma grande reforma nas instalações da Oceania Marine, em Port Whangarei. Em 12 semanas, a embarcação passou por mudanças na superestrutura, além de trabalhos elétricos, de engenharia, pesquisa e pintura. Lançado em 1991, Be Mine passou por sua última remodelação significativa em 2012 no estaleiro holandês Royal Huisman, onde passou por pintura, atualização em sua construção, substituição dos deques de teca, modificações interiores, etc.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O fabricante italiano Lamborghini, reconhecido mundialmente por seus carros de alto desempenho, revelou um barco de corrida semelhante ao seu superesportivo Lamborghini Aventador. Lamborghini Aventador SV Speedboat Angry Beast é o nome desta embarcação pensada para firmar a marca no mercado de iates sem deixar de lado o DNA de seus carros, já que o modelo pode alcançar uma velocidade máxima de 290 km/h, segundo a empresa. Com 15 m de comprimento, o Aventador Super Veloce pode acomodar até seis pessoas a bordo e foi produzido em fibra de carbono.
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O Pajero foi consagrado como o grande campeão da 44ª Semana de Vela de Ilhabela, neste sábado (15). O barco comandado Eduardo Souza Ramos conquistou o título da ORC, após uma disputa acirrada, definida apenas neste sábado (15), último dia de provas, superando o Ângela Star IV (Peter Siemensen) e o Crioula 29 (Eduardo Plass), segundo e terceiro colocados. “Foi maravilhoso voltar a ser campeão voltando a correr na ORC. Foi uma semana espetacular, num inverno que parece verão”, comemorou Eduardo Souza Ramos, comandante da embarcação. O velejador, porta-bandeira do Brasil em Los Angeles 1984, venceu sua décima Semana de Vela de Ilhabela.
O Pajero também foi o Fita-Azul (barco que chega primeiro em terra) da regata de abertura da Semana de Vela de Ilhabela, a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, que ocorreu no domingo (9).
Ao todo foram oito regatas disputadas em Ilhabela na classe ORC e o Pajero teve 18 pontos perdidos contra 20 do Ângela Star IV. “Aqui a gente sabe o resultado só em terra e não na água. Sempre fica aquela sensação de se deu ou não deu. Com o rating, você faz um bom trabalho e não sabe”, disse o tático André Bochecha Fonseca.
Vale uma explicação! Como os barcos na classe ORC são diferentes, os resultados só são conhecidos minutos ou horas depois que a regata termina, já que a organização faz um cálculo com base nas informações do veleiro e do tempo de prova.
Foto: Edu Grigaitis
Foto: Edu Grigaitis
Foto: Edu Grigaitis
Foto: Edu Grigaitis
Foto: Edu Grigaitis
Foto: Divulgação
Foto: Thito Strambi
Francisco Siemensen, tático do Ângela Star IV, elogiou a campanha dos três primeiros colocados e lamentou ter perdido o ouro no fim. “Foi um campeonato equilibrado e todos entraram com chances de vencer. Na regata final o Pajero nos passou no último popa e nos superou na pontuação”.
Já na IRC, o domínio foi do Rudá durante toda a competição. A tripulação foi campeã por antecipação, acumulando a sequência de títulos de 2014 até 2017. “Foi um ano perfeito. Ganhamos o Sul-Americano, o Brasileiro e a Semana de Vela de Ilhabela. Fizemos um bom trabalho”, contou Mario Martinez, comandante do Rudá.
Na RGS, o título geral ficou com o Nativo (Eduardo Harabedian). “Foi um campeonato muito especial pra gente. Ganhamos o Brasileiro e agora a Semana de Vela. Ventou em todos os dias e nós velejamos super bem”. O Rainha Empresta Capital (Leonardo Pacheco) foi o vice-campeão e o Brekelé (GVEN) terceiro.
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A BL3 irá apresentar suas diversas opções de atividades no Ilhabela Boutique Boat Show. A empresa oferece stand up, veleiros, participações em regatas, cursos de vela oceânica, clínicas de velas para crianças a partir de 7 anos, cursos de arrais amador e eventos corporativos. Eles aproveitarão para divulgar, ainda, a Pousada Armação dos Ventos.
O Ilhabela Boutique Boat Show acontece entre 20 e 23 de julho, na Escola de Vela de Ilhabela. No dia de estreia, o evento será aberto ao público das 15h às 20h; do dia 21 ao dia 23, das 13h às 20h. A entrada é gratuita, basta imprimir o convite e preencher com seus dados.
Escola de Vela de Ilhabela
Av. Santos Dumont, 812 – Vila, Ilhabela, São Paulo
Latitude: 23º 47′.157’S
Longitude: 45º 21.701’W
Canal: 65 VHF
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Intech Boating, junto com seu representante Regatta Yachts, participará do Ilhabela Boutique Boat Show, que acontecerá de 20 a 23 de julho na Escola de Vela de Ilhabela, no Saco da Capela. Durante o evento estarão expostas duas embarcações: Sessa C36 e Key Largo 27. As duas embarcações estarão disponíveis para teste drive. Para saber mais sobre o salão náutico, acesse www.ilhabelaboutiqueboatshow.com.br.
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De acordo com o mapa atualizado da consultoria TeleGeography, há cerca de 300 cabos submarinos espalhados pelo mundo, interligando países e continentes. Alguns deles levam a assinatura da multinacional de telecomunicações Angola Cables, empresa fundada em 2009 que mantém um escritório em Fortaleza e planeja inaugurar, também na capital cearense, um data center — o qual, por sua vez, estará conectado a dois cabos submarinos de fibra óptica, o SACS (South Atlantic Cable System) e o Monet.
Com investimento superior a US$ 130 milhões, o SACS ligará a Angola ao Brasil ao longo de 6 mil km de distância, dispondo de mais de 40 Tbps (terabytes por segundo) de capacidade. Já o Monet, com extensão de 10,5 mil km, ligará Santos, no litoral paulista, a Miami, nos Estados Unidos, passando por Fortaleza e oferecendo mais de 28 Tbps de capacidade inicial, ao custo de US$ 170 milhões. Assim, serão integrados nessa operação três continentes (África, América do Sul e América do Norte) e abertas novas possibilidades de comunicação de voz e dados, para além dos satélites.
Mápa-mundi com rotas de cabos submarinos da empresa Angola Cables a partir da África
Segundo António Nunes, CEO global da Angola Cables, cabos submarinos têm vida útil de 25 anos e são mais eficazes que os satélites, inclusive para efeito de troca, já que sai mais barato produzir um equipamento novo. “Nossos empreendimentos têm como objetivo criar rotas novas e inovadoras”, filosofa ele, que esteve em Ilhabela para participar da abertura da Semana de Vela, correndo a Regata de Alcatrazes por Boreste — Marinha do Brasil, a bordo do Mussulo 40.
O barco, que é comandado pelo angolano radicado no Brasil José Guilherme Pereira Caldas, velejador e neurocirurgião, conta em Ilhabela com uma equipe formada por seis tripulantes, incluindo o skipper baiano Leonardo Chicourel, que disputou, no início do ano, a regata transatlântica Cape2Rio 2017, na qual o time foi o primeiro colocado na categoria Double Hand e quebrou o recorde da classe, terminando a prova após 16 dias, 14 horas 22 minutos e 12 segundos.
António Nunes, CEO global da Angola Cables (à esq.), e José Guilherme Pereira Caldas, comandante do Mussulo 40, no píer do Yacht Club Ilhabela
Aliás, a Angola Cables está cada vez mais conectada à vela de competição oceânica e sonha patrocinar um barco da Volvo Ocean Race, a maior regata de volta ao mundo. “Por ser um evento mundial, para nós, desperta um interesse muito grande, porque somos uma empresa com referências mundiais. Nosso negócio é feito com ligações intercontinentais e a VOR faz as pontes intercontinentais”, avalia o executivo, ressaltando que, por enquanto, a empresa aposta no estreitamento de laços com o Brasil. “Nesse sentido, participar da Semana de Vela de Ilhabela tem total sinergia e representatividade com nossos negócios, já que o esporte está intimamente ligado à travessia de mares e oceanos”, explica.
Voltando aos negócios, o objetivo da Angola Cables é transformar tanto Angola, na África, quanto o Brasil, no continente sul-americano, em hubs (pontos de conexão) das telecomunicações. “Quando estiver concluído”, projeta António, “o Monet irá beneficiar os usuários das telecomunicações em território brasileiro, que passarão a ter rotas alternativas para o acesso aos Estados Unidos e, por esta via, a outros centros de consumo e produção de conteúdos, como Europa e Ásia”. Já o SACS, completa o CEO, por ser “o primeiro cabo do tipo transatlântico sul, é a menina dos olhos da empresa”. Mas a ideia central é “abrir a infraestrutura para todos os agentes do mercado”, possibilitando a exploração das novas oportunidades de negócios de maneira abrangente. “O data center terá ‘n’ empresas usando este espaço como um centro de alocação de dados”, reforça.
Projeto do Data Center da Angola Cables em Fortaleza, que deverá ser inaugurado ano que vem
No sábado, dia anterior à regata de abertura da Semana de Vela de Ilhabela, NÁUTICA acompanhou um treinamento do Team Angola Cables pelas águas da região. Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, visitou o Mussulo 40, onde conheceu pessoalmente o executivo da empresa de telecomunicações angolana e o comandante do barco, além de tomar conhecimento dos planos da Angola Cables para o Brasil. E, naturalmente, desejou-lhe boa sorte, tanto nos negócios quanto na raia, onde ele também participaria da Regata de Alcatrazes por Boreste — Marinha do Brasil, a bordo do trimarã Barracuda.
Independentemente de qualquer resultado, porém, António Nunes estava contente por desfrutar as belezas da ilha mais bela do Brasil a bordo de um veleiro. “Meu signo é aquário. Portanto, já nasci dentro d’água!”, brincou ele, dizendo que sempre teve barco (atualmente, possui um veleiro e uma lancha). “Sou muito suspeito ao nível do mar! Não sei viver sem o mar nem a água. É o que me tranquiliza”, afirmou.
Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, durante encontro com a equipe do Team Angola Cables na Semana de Vela
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Zimarine, especialista em madeira teca para barcos, levará para o Ilhabela Boutique Boat Show, que acontece de 20 a 23 de julho, nas dependências da Escola de Vela, no Saco da Capela, sua linha especial de acessórios gourmet. Trata-se de tábuas de cortes feitas artesanalmente com desenho único, madeira nobre e, segundo a marca, com propriedades que mantém a lâmina das facas protegidas. Para saber mais sobre o evento, acesse www.ilhabelaboutiqueboatshow.com.br.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Especialista em barcos de alumínio, o estaleiro paulista Levefort também estará presente no Ilhabela Boutique Boat Show, que acontece de 20 a 23 de julho, na Escola de Vela, no Saco da Capela, em Ilhabela. A marca levará dois modelos de serviço. Um deles, o Cargo Landing 6.5 CLX, tem um exclusivo sistema de rampa escamoteável na proa que facilita o embarque e desembarque de cargas, passageiros e a realização das mais variadas operações. A largura da rampa de acesso de proa é de 1,23 metros e a área útil para o transporte de cargas (convés) é de 7 metros quadrados. Há uma versão também projetado para execução de trabalhos de lançamento e tracionamento de barreiras de contenção de óleo derramado, atuando com muita praticidade e agilidade nas operações de apoio e cerco a navios. O piso do interior da cabine e do convés é todo construído em alumínio antiderrapante.
Outro modelo que estará no salão de Ilhabela é a Ambulhancha, indicada para salvamento e resgate, poque possui baixo calado e rampa de proa dobrável, permitindo fácil e rápido acesso ao seu interior nas mais diversas situações de atracagem. Sua configuração interna poderá ser adequada de acordo com as necessidades de cada usuário.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O tradicional estaleiro carioca Real Powerboats confirmou presença no Ilhabela Boutique Boat Show. A marca apresentará ao público o modelo Real 275, que tem design inspirado na moderna versão Real 525, maior embarcação do estaleiro. Com 8,10 metros de comprimento, a Real 275 tem solário e espaço gourmet na popa, capacidade para 13 passageiros de dia e dois em pernoite. Conta com banheiro na cabine e pode ser impulsionada por um motor de centro-rabeta de 170 a 350 hp. Para saber mais sobre o evento, acesse www.ilhabelaboutiqueboatshow.com.br.
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A 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela, que está sendo disputada no Litoral Norte Paulista, se mostra especial para um grupo específico de velejadores. Considerando os 123 barcos participantes, cerca de 130 atletas, ou 15% dos tripulantes, são do sexo feminino e entre elas quatro são comandantes. A tendência de crescimento não ocorre só na competição brasileira! A regata de Volta ao Mundo, por exemplo, mudou suas regras de tripulação para ter mais mulheres a bordo.
Na Semana de Vela de Ilhabela 2017, uma equipe é praticamente toda delas! O BL3 colocou um Felci 315 com velejadoras formadas pela escola de vela da ilha. Apenas o comandante, o experiente Edgardo Vieytes, com participações em regata de ponto, é homem. O evento também marca o retorno de Tatiana Almeida às regatas. A carioca venceu a batalha mais difícil de sua vida superando um câncer de pâncreas com metástase no fígado, descoberto em 2015, e agora integra o time do Kaikias, barco escolhido pela Marinha do Brasil para competir na classe C30. “É uma emoção muito grande poder voltar à velejar, era tudo o que eu queria”, contou Tati.
Ao lado de Tatiana estão as irmãs Renata e Fernanda Decnop, que fizeram campanha olímpica em 2012 na classe Match Race. Para a Rio 2016 cada uma tomou um rumo após o fim da categoria e Fernanda ganhou a vaga na classe Laser. “É muito bom reunir o time novamente, tivemos muitas histórias juntas e somos amigas. Eu não velejava desde a última regata olímpica no Rio de Janeiro”, contou Fernanda Decnop.
Histórias como essa e também o crescimento do número de mulheres velejando inspiram a jovem Brenda Furlin de 13 anos. A mirim do Itajaí Sailing Team, equipe de Santa Catarina na regata, está aprendendo muito nas regatas da classe IRC. “Minha função é aprender! Eu dou suporte à tripulação nas manobras e fico sempre observando. Gostei muito dessa minha experiência na vela oceânica”.
A Semana de Vela de Ilhabela é um evento democrático, com opções de barcos e regatas para todas as equipes e tripulações. E nessa onda vários times femininos fizeram sucesso. Um deles foi o Jazz, quando era comandado por Valéria Ravanni. Em depoimento na edição passada, a velejadora lembrou que foi uma das pioneiras em dar oportunidade às mulheres. “A vela é uma modalidade predominantemente masculina, mas houve um aumento no número de velejadoras nos últimos anos. Fora do Brasil não tem isso de vela masculina e feminina! Quando comprei meu primeiro barco, eu convidei outras meninas para velejar comigo e ter a mesma oportunidade. Não tenham nenhum tipo de pudor, venham correr a Semana de Vela”.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Com 16 modelos de lanchas, de 16 a 50 pés, em sua linha de produção, o estaleiro carioca Coral é um fabricante de barcos veterano. Nos últimos anos, a Coral cresceu exponencialmente, especialmente por conta de uma ousada linha de lanchas de proa aberta com cabine, de 24 a 36 pés. A marca lançou, no ano passado, a Coral 30C, evolução da Coral 28C, que marca a estreia dos novos cascos do estaleiro. Sua principal novidade está na proa, mais larga e com quinas no lugar do formato em V tradicional. A mudança neste espaço proporcionou uma área útil maior na cabine e um visual exterior único. A lancha é uma das confirmadas no Ilhabela Boutique Boat Show, que acontece de 20 a 23 de julho, em Ilhabela. Para saber mais, acesse: www.ilhabelaboutiqueboatshow.com.br.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Os motores de popa da marca japonesa Suzuki Marine estarão em destaque no Ilhabela Boutique Boat Show, que começa no dia 20, na próxima semana, no Saco da Capela, em Ilhabela. A linha de motores Suzuki à venda no Brasil contempla modelos dois tempos, de 15, 30 e 40 hp, e unidades quatro tempos, de 20, 60, 115 e 140 hp. Entre eles, destaque para a versão de 20 hp batizada de DF20AS EFI 4T, único motor de popa desta categoria no mundo com injeção eletrônica e que pesa apenas 44 kg. Para saber mais sobre o evento, acesse www.ilhabelaboutiqueboatshow.com.br.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A organização da Semana de Vela de Ilhabela 2017 adotou uma estratégia para evitar que o percurso das regatas desta terça-feira (11), no Canal de São Sebastião, beneficiasse os barcos com calados menores nas provas de barla-sota. Várias boias proibindo a aproximação às zonas mais rasas com menos correnteza, chamadas de baixio, foram colocadas para as regatas do segundo dia de disputa. Na prática, os veleiros ficaram embolados na largada. “Não tem aquela diferença de calado, favorecendo o barco menor de navegar mais próximo ao continente. Isso fica mais justo para todos”, explicou Cuca Sodré, juiz internacional de regata e organizador da Semana de Vela de Ilhabela.
A limitação do baixio foi aprovada pelas tripulações, principalmente para os que estão a bordo dos barcos maiores. “A linha marcou bem o canal, deixando a regata bem interessante. Isso causou um tumulto na largada, com pequenos e grandes juntos. Antes os barcos pequenos tinham facilidade em entrar na parte rasa. Está tudo bem aberto”, contou Matheus Dellagnelo, tático do Miragem, atual campeão da classe ORC.
Segundo André Bochecha Fonseca, tático do Pajero (barco que mede na ORC), a terça-feira de ventos de 12 a 15 nós de média foi especial para a modalidade, ou seja, ventos e sol. “Mais uma vez esse grande gol da Semana de Vela de Ilhabela com duas regatas excelentes. Sempre surpreendendo velejar no canal. Teve muita emoção nas montagens de boia”.
Após o descanso na véspera, as 123 equipes voltaram à competir no litoral norte paulista em provas com três percursos diferente. Dois barla-sotas no Canal de São Sebastião e uma regata de percurso médio para as categorias Clássicos, Bico de Proa e RGS.
“Na quarta, a regata será no lado leste, na Ponta das Canas, que é uma raia mais aberta, mais fácil para todo mundo. Aqui no Canal de São Sebastião temos o baixio, que exige muita cambada, muitas manobras”, falou André Mirsky, do Neptunus HP.
Regatas desta terça-feira de HPE30 e C30
As classes de monotipo fizeram duas regatas cada nesta terça-feira. O melhor desempenho até agora é do Caiçara na categoria C30. Em segundo está o Caballo Loco. “A classe C30 está nivelando mais os barcos, deixando a disputa mais equilibrada, apesar de ainda ter alguns favoritos, como o Caiçara. Foi um dia maravilhoso, com vento, sem correnteza. Ganhou quem manobrou menos (Caiçara), e o trecho de baixio praticamente definiu as provas”, Mauro Dottori, comandante Caballo Loco.
Na HPE30, o Neptunus HP assumiu a liderança com uma vitória e um terceiro lugar. O acumulado coloca Phoenix Mad Max e The Punisher em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
“Depois da regata de Toque-Toque, fomos bem confiantes para as regatas de hoje, bem felizes. Nossa intenção é fazer uma boa média e nos mantermos entre os primeiros colocados durante a semana. Ganhamos a primeira regata, disputando com o Punisher. Na segunda, os argentinos cambaram muito e ficaram na nossa frente. Os barcos da HPE30 estão andando muito juntos. São barcos de fabricação bem perfeita, sem nenhuma diferença. Por isso, na largada, estão todos iguais”, disse André Mirsky, comandante do Naptunus.
A classe HPE 25 faz sua estreia na Semana de Vela de Ilhabela nesta quarta-feira (12). A prova de domingo (9), a Regata Renato Frankenthal, não valeu pontos para o evento.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Aleixo Belov já tinha chegado ao Alasca, mas faltava conhecê-lo. Sabia que seria uma tarefa difícil, pois a região é muito grande. “O Alasca tem duas áreas distintas: a parte do continente e a das ‘mil ilhas’, criando canais navegáveis entre elas, sujeitos, às vezes, a fortes correntezas de marés”, explica. O primeiro porto foi Seward, situado no fim de um canal de quase 30 milhas de comprimento. “A cidade não era grande e vive da pesca e do turismo. Os visitantes fazem passeios de barco para ver as geleiras, ir pescar os salmões e os imensos halibuts, às vezes de mais de 100 kg, para depois tirar fotos com estes peixes e levar os retratos como lembranças para casa”, descreve o velejador.
A cidade fica nas partes planas ou nas suas imediações, cheias de cafés, restaurantes, hotéis e butiques que atendem aos turistas. As casas de moradores ficam nos arredores ou vão subindo um pouco os morros. “Estas áreas, para qualquer lado que se olhe, estão cercadas de montanhas por todos os lados. As montanhas têm sempre três partes distintas: a parte de baixo, recoberta por uma floresta densa de pinheiros de boa altura, a parte do meio, que é de pedra e quase sem vegetação, e a parte de cima, de pura pedra recoberta de gelo. O frio, às vezes, é feroz, pois finalmente estamos na latitude 60 N”, conta ele.
Depois de quase duas semanas em Seward, onde foram feitas amizades e compras de mantimentos, a tripulação seguiu adiante. Deixaram Seward pelo mesmo canal que vieram e foram para Aialik Bay, onde fica o Glaciar Aialik, na Península de Kenai. “Tínhamos saído cedo e, de tarde, já estávamos chegando lá. Vários barcos tinham levado turistas para ver o gelo que vem escorregando lentamente pelo vale encravado entre duas montanhas e parindo blocos de gelo que, ao encontrar o mar, saem boiando”, conta Aleixo Belov. O glaciar fica no fundo de um fiorde, mas existem milhares e milhares deles por toda parte. “Fomos avançando e, de repente, estávamos navegando por um mar totalmente recoberto por um tapete de gelos flutuantes. Focas dormiam deitadas nestes blocos de gelo como se estivessem em casa, num sofá na frente da lareira. Íamos avançando devagar, empurrando os gelos sem pressa para não amassar o barco ou arrancar a tinta”, narra o aventureiro.
O veleiro cruza o mar recoberto por um verdadeiro tapete de gelos flutuantes, com o devido cuidado
No final da tarde, resolveram navegar novamente, indo para Elfin Cove, que ficava a 430 milhas de mar aberto. Pela previsão, teriam pouco vento e seriam obrigados a ligar o motor para chegar em três dias. “Nosso plano era entrar por Cross Sound e, daí em diante, navegar por 160 milhas de canais, em águas interiores, até chegar a Sitka. Estes canais seriam mais interessantes para poder apreciar a natureza e melhor conhecer o Alaska.” Os livros diziam que estes canais, nas partes mais estreitas, apresentavam correntezas fortes que podiam chegar a 8 nós. Isto obrigaria a tripulação do Fraternidade a parar todas as vezes que a correnteza fosse contra. “Mas, por sorte, estávamos na maré morta. Entramos por Cross Sound e, ao chegar em Elfin Cove, pensamos em parar, mas, como estávamos, para nossa surpresa, avançando bem, continuamos. Levamos direto, ainda mais que não chegava a escurecer totalmente durante a noite, permitindo ver as boias e balizas da sinalização náutica. Foi nossa sorte para adiantar a viagem”, diz Aleixo.
Porém, ao entrar nos canais, era noite e estava tudo nublado, o céu carregado de um cinza pesado, o mar cinza escuro quase preto, as montanhas e as ilhas pareciam negras e envoltas em nuvens e neblina. Um quadro caótico. O cenário era tão feio que passou a ser bonito por ser inusitado e só vinha uma pergunta na cabeça: “Onde eu fui me meter?” ou, então, “O que eu vim fazer aqui?”. “Nem eu sabia o que vim fazer aqui, nem porque vim. Tinha medo, que de repente, a navegada por aqui não desse certo”, conta Aleixo Belov.
E o Fraternidade se meteu em mais uma aventura!
Mas, no outro dia, tudo foi clareando, as ilhas foram ficando verdes, com suas florestas majestosas, com muitos barcos a motor trafegando pelos canais. E os rostos a bordo descontraíram. “Quando fomos chegando perto do Sergius Narrow, no canal mais estreito, falamos pelo rádio com varias embarcações que passavam, para saber quando seria a hora da maré parada. Então, ancoramos na Deep Bay ao lado da Big Island, para esperar o tempo correr e só atravessar o estreito no bom momento. Isto foi ótimo para conhecer mais um lugar, ainda mais que o sol já tinha voltado a brilhar. A superfície das águas estava um espelho e a floresta, de um verde intenso”, narra o ucraniano-baiano.
Na hora certa, atravessaram o estreito e ancoraram para descansar e dormir uma noite em Schulze Cove. Esta pequena baía estava tão calma, que refletia toda a floresta nas águas — como se fosse um espelho. “Saltamos para visitar a floresta, sempre com medo dos ursos. Ali, tinha uma casa de madeira onde se podia dormir. Tinha também uma churrasqueira e lenha seca cortada, além de um quadro com instruções e regras para o uso da casa. Não demorou para que os mosquitos percebessem a nossa presença e tivemos que voltar a bordo. Tínhamos invadido o território deles!”
No dia seguinte, o Fraternidade atravessou mais três regiões estreitas e 45 milhas de canais, contornando boias e balizas que indicavam os lugares de pedras rasas para chegar a Sitka. “Era ridículo, mas tinha uma águia sentada em cima do farol, na entrada dos quebra-mares”, diverte-se Aleixo, acrescentando que Sitka foi fundada pelos russos quando eles colonizaram o Alasca. “Os russos se misturaram aos americanos depois que o Alasca foi vendido, praticamente dado, porque na época valia pouco e custava caro mantê-lo. Era apenas uma região de caça de peles de animais marinhos. Hoje, é uma riqueza imensa, petróleo, minérios e principalmente a pesca para exportação. Tem florestas a perder de vista…”
Veja, a seguir, um vídeo que registra Aleixo Belov e sua tripulação a explorar este novo território, inédito em seu vasto currículo, com quatro voltas ao mundo. E não deixe de ler também a reportagem especial sobre esta viagem na edição de julho de NÁUTICA, já nas bancas, no tablets e smartphones!
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O barco Criloa, inscrito na Semana de Vela de Ilhabela na categoria dos Clássicos, é literalmente a casa da comandante Carina Joana, que vive sozinha no 35 pés. A velejadora comprou em 2016 a embarcação, um Impala de Sparkman & Stephens, construído em 1973 na Itália. “Ele é barco, ele é casa, é aquela prisão cheia da liberdade que preciso. O Criloa é o meu lugar no mar”. A primeira experiência do Criloa em regatas com Carina Joana de comandante foi na segunda etapa da Copa Suzuki, que ocorreu no mês de junho de 2017, no mesmo local das provas da Semana de Vela de Ilhabela.
“Viver a experiência de um evento náutico tão animado! Me ver parte desse grupo. Aprender, aprender, aprender! Sobre regatas, manobras cada vez mais bem feitas pela tripulação, sobre abrir, fechar e dar um belo jibe no balão!!! O principal, simples e objetivo objetivo é … velejar, e velejar bem! Não tem nada melhor que isso!”, disse Carina Joana. “A Semana de Vela de Ilhabela representa um espaço de testes e descobertas. É uma competição, sobretudo, comigo mesma. Quero me ver velejando melhor a cada regata, mais integrada ao meu barco e mais segura”.
Carina Joana falou mais a respeito do evento. “Participo da classe dos Clássicos. É uma disputa linda e leve, entre amigos. Não penso em ganhar a regata em posição, meu pódio é outro. Quando a gente entra na disputa pra viver a regata a sensação sempre é de ganhar, e vamos, no decorrer dessa semana identificar nossos”.
Uma curiosidade sobre o Criloa é que o barco participou da regata Cape to Rio em 1976 com uma tripulação feminina. Em 2015, Carina Joana fez sua primeira Semana de Vela de Ilhabela tripulando o veleiro Marisco, comandado na época pela Renata Liu.
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A empresa paulista @youniquevisual está comemorando cinco anos no mercado náutico com nada menos que 550 barcos adesivados no Brasil. E acaba de entregar essa preciosidade: uma homenagem do proprietário da lancha à sua filha, Dandara, que também batiza a embarcação. A arte é feita em impressão digital e usa verniz com proteção UV. A lancha, uma Intermarine Excalibur 45, navegará nas águas de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. Veja as fotos.
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Os vencedores das primeiras regatas da Semana de Vela de Ilhabela foram premiados na Race Village na noite desta segunda-feira (10), antes do show da banda Jota Quest. As provas de abertura do evento foram disputadas na véspera e tiveram percurso longo para todas as oito classes do cronograma de 2017. O assunto do dia anterior foi a pauta entre as tripulações no Yacht Club Ilhabela (YCI) nesta segunda-feira. Os ventos fortes e constantes foram o assunto principal. “Normalmente a regata de percurso longo como a Alcatrazes é mais demorada por causa dos ventos inconstantes. Mas no domingo foi constante tanto na ida quanto na volta”, disse Alexandre Santos, do Itajaí Sailing Team.
A equipe catarinense terminou em segundo lugar no tempo corrigido na IRC, mesmo sendo uma das primeiras no Yacht Club Ilhabela. O melhor desempenho foi do atual campeão Rudá. “Ganhar sempre é bom, mesmo sendo logo na primeira. Não sabemos se vai ter descarte ou não lá na frente”, contou Ernesto Breda.
Na IRC B, Asbar IV teve o melhor desempenho na primeira regata. Entre os Clássicos, que tem duas divisões, os melhores foram Turuná na RGS e Criloa na APS.
A categoria com maior número de barcos é a RGS com 28. O vencedor foi o Brekele. “Superar essa regata era uma coisa impensável para a gente. Foi incrível, uma emoção muito grande. Chegamos a ter 35 nós de vento, lá fora, e mesmo assim conseguimos reverter a nosso favor. Colocamos em prática tudo aquilo que aprendemos no primeiro semestre”, disse o aspirante Murilo Rocha.
Na subdivisão B, o melhor resultado foi do Açores III e na subdivisão C da RGS, deu Nativo. “Foi uma regata difícil. Não largamos bem, mas pegamos um vento de popa e conseguimos nos recuperar na Ilha de Toque-Toque. Temos vários oponentes de peso na RGS, e já sentimos que será uma semana difícil. Vamos sair mais cedo amanhã para treinar e afinar algumas coisas”, disse Eduardo Harabedian, do Nativo.
Na Bico de Proa, também com duas divisões, os vencedores das primeiras regatas foram Bravo e Jacaré.
Resultados dos monotipos
Os barcos das classes HPE30 e C30 disputaram a Toque-Toque, outra regata de percurso longo, assim como os que foram para a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil. O veleiro Manga Wiki venceu entre os HPE 30 e o Caiçara entre os C30. A prova teve aproximadamente 25 milhas náuticas. “Ganhar a Toque-Toque foi muito legal, pois tudo que a gente tentou deu errado em quase toda a regata. Largamos até que bem, mas as táticas escolhidas durante a prova não foram boas. No fim a gente viu uma oportunidade que os outros não viram e ganhamos”, disse Marcos de Oliveira Cesar, comandante do Caiçara.
O vento variou de 10 a 18 nós na regata de aproximadamente 25 milhas náuticas.
Ginga vence novamente a Renato Frankenthal
O barco Ginga foi o vencedor da regata de percurso longo da Renato Frankenthal, prova apenas para veleiros da classe HPE 25. O veleiro de Breno Chvaicer foi seguido pelo Conquest e por Bond Girl na prova de 10 milhas náuticas. A classe HPE 25 conta com 20 barcos inscritos na Semana de Vela de Ilhabela.
“A regata foi muito técnica e exigiu concentração máxima das tripulações. Na ida para o Curral os barcos maiores, que foram a Alcatrazes, fizeram uma cortina com as velas balão, interferindo no vento. Na volta, além de vários buracos de vento, enfrentamos calmaria na aproximação da linha de chegada. Vencemos por apenas alguns metros”, relatou Chvaicer, comandante da tripulação que inclui três velejadores nativos de Ilhabela, exímios conhecedores das raias do canal de São Sebastião.
As regatas que valam pontos para a Semana de Vela de Ilhabela na classe HPE 25 começam na quarta-feira (12).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Mais de 100 golfinhos acompanharam os barcos que participaram, neste domingo (9), das primeiras regatas da 44ª Semana de Vela de Ilhabela. Comuns no litoral norte paulista e muito curiosos, os animais ficaram próximos às embarcações, encantando os velejadores, colocando em evidência a importância do evento na conscientização sobre a necessidade de preservar a vida marinha.
Os botos cinza foram os primeiros a aparecer, ainda pela manhã, logo na saída do canal, quando iniciaram as disputas da Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, a mais longa, com 55 milhas náuticas, a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste, com 25 milhas, e a Regata Renato Frankenthal, com 10 milhas.
“Eles são chamados de boto tucuxi na Amazônia, e nadam em bandos grandes, com famílias inteiras. Os pais estão sempre rodeando os filhotes, para proteger”, explica Júlio Cardoso, diretor de meio ambiente do Yacht Club Ilhabela. “Eles são mais tímidos, não aparecem muito e por isso são mais difíceis de ver”.
À tarde, já no retorno dos barcos da Ilha de Toque-Toque, os velejadores avistaram os golfinhos pintados do Atlântico. “Essa é uma espécie muito sociável. Eles ficam mais próximos e fazem saltos espetaculares”, comenta Júlio.
Desde 2004, quando avistou uma baleia de Bryde muito próxima do seu barco de pesca, Júlio Cardoso faz um incansável trabalho de avistagem e catalogação desses animais marinhos no litoral paulista. O trabalho já despertou a curiosidade de velejadores, moradores da ilha e visitantes, além de reforçar as medidas de preservação ambiental do Yacht Club Ilhabela. Também rendeu a exposição “Baleia a vista”, com fotos das baleias e golfinhos avistados e explicações sobre cada espécie, aberta ao público diariamente até o final da Semana de Vela, no sábado (16).
A conscientização ambiental estende-se também às crianças, nesta edição da Semana de Vela de Ilhabela. Namorada e parceira de trabalho de Júlio Cardoso, a bióloga Arlaine Francisco elaborou um jogo da memória, com fotos de animais marinhos e de lixo jogado no mar, dispostas sobre um pano azul representando o oceano. Apenas as fotos de lixo têm pares, que as crianças devem retirar para “limpar a água”. O jogo está disponível na brinquedoteca do clube e fará parte do seu acervo após a competição.
Baleia de Bryde aparece no dia de descanso
Nesta segunda feira (10), entre a baía de Castelhanos e a Ilha de Búzios, foi encontrada uma baleia de Bryde que já havia sido avistada algumas vezes, apelidada de “Escondidinha”. “Ela aparece rapidamente, uma ou duas vezes e foge. Identificamos que ela tem uma cicatriz na dorsal, talvez causada por algum abalroamento por embarcação”, contou Julio.
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O nome Neptunus fez sucesso nas principais regatas oceânicas do pais e também na Semana de Vela de Ilhabela em décadas passadas. Era a marca de Sérgio Mirsky, um velejador que fez história na modalidade com seus barcos que muita das vezes era o fita-azul (aquele que chega primeiro) nas provas de percurso longo. A tradição passou de pai para filho e André Mirsky se consolidou como atleta profissional. O Neptunus volta à raia em 2017 sob o comando de André, que herdou a responsabilidade de levar o nome da família na vela oceânica a bordo de um Hpe 30.
“Neptunus HP é a junção do lendário nome da vela nacional, Neptunus, barco com maior número de Fitas Azuis na história, que era do meu pai, comandante Sergio Mirsky; com o HP no fim que deriva da HPE (High Performance Equipment). Acho que a vontade de homenagear o meu pai foi maior, afinal desde a morte dele quando vendemos os barcos, não havia mais Neptunus nas raias, e hoje com a nossa realidade financeira, esse Hpe 30 é o melhor que conseguimos fazer para resgatar um pouco da nossa tradição”, disse André.
O velejador recorda também que chegou a comandar o Neptunus quando tinha apenas 15 anos na Semana de Vela de Ilhabela. Fato que marcou a vida de Andre Mirsky. “Meu pai, impossibilitado de participar, me colocou como comandante do Neptunus VII, um Bruce Farr 50 pés com 12 tripulantes, disputamos o titulo regata a regata, mas o nosso mastro quebrou na penúltima prova, e ali acabou para nós frustrante, mas levei para casa um prêmio especial da organização de comandante mais novo, acho que ali realmente começou o meu amor pela Semana de Vela”.
Agora em 2017 a história será diferente! É um monotipo e com adversários de peso na raia entre os Hpe 30. Mas André Mirsky é direto quando perguntado sobre o possível resultado. “Nosso objetivo é vencer na categoria Hpe 30. Durante a Semana de Vela de 2016 vimos como o Hpe 30 velejava bem, muitas vezes com a mesma velocidade que um S40 no popa. Nós estamos melhorando a cada dia, principalmente com a forma de levar o barco no contravento. O Phoenix foi cedido para uma equipe Argentina, estamos com o caminho livre para ganhar. O Carioca Jr. do Roberto Martins é um adversário que sempre vem forte, estaremos de olho neles”.
O HPE 30 é um one design fabricado no Brasil pelo estaleiro Rio Star, do velejador Roberto Martins. Desenho é do Javier Soto e tem 30 pés. O barco tem quilha, leme e gurupés em fibra de carbono, algumas peças em alumínio como o mastro e retranca para baratear o custo e impulsionar a indústria nacional, segundo André Mirsky.
A tripulação é a mesma desde 2000 quando a equipe obteve a tríplice coroa – Santos Rio, Victor Demaison e Circuito Rio. A nova integrante é Kyra Penido Mirsky, esposa de André e filha de Eduardo Penido, campeão olímpico em Moscou 1980.
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O Projeto Grael — instituição criada pelos irmãos e velejadores Torben, Lars e Axel — acaba de formar as turmas do primeiro semestre de 2017. Cerca de 300 jovens, divididos em duas turmas, participaram de uma festa junina para celebrar o encerramento do período do curso de vela e da capacitação profissional em atividades do setor náutico, na semana passada.
“As oficinas são importantes, pois vão além do esporte e dão uma perspectiva de futuro, oferecendo caminhos de socialização e alternativas profissionais”, avalia o bicampeão olímpico Torben Grael. Ao todo, o Projeto Grael já atendeu cerca de 16 mil jovens desde a fundação, em 1998.
Apoiado em três pilares de sustentação (náutico, profissionalizante e ambiental), o projeto faz parte das iniciativas que integram o posicionamento de responsabilidade social de suas empresas patrocinadoras, Lojas Americanas e Americanas.com.
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O sócio-proprietário do estaleiro Ventura Marine, Carlos Motta, criou uma promoção que está chamando a atenção do mercado náutico. Para comemorar os 35 anos do estaleiro mineiro, a marca irá oferecer uma promoção de venda de barcos inédita. Funciona assim: a convite do estaleiro, os interessados escolhem os barcos que entrarão na promoção. Para isso, basta responder a uma rápida pesquisa criada pelo estaleiro, com apenas três rápidas perguntas. Veja aqui.Todos os que responderem ao questionário receberão, automaticamente, 2% de desconto em qualquer modelo Ventura comprado durante a “Mega Promo 2017”. Os modelos de lanchas que estarão em promoção serão divulgados na próxima quinta-feira (13). Assista ao vídeo da promoção.
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O barco Atrevida volta a colorir de vermelho as águas do litoral norte paulista a partir de 9 de julho. Com 94 anos de história, o veleiro é um símbolo do crescimento da categoria do Clássicos na Semana de Vela de Ilhabela. Será a terceira edição seguida que a classe dos veleiros antigos e cheios de nostalgia estará no calendário de regatas do evento. Ao todo são 16 Clássicos inscritos.
“O Atrevida tem 94 anos e pelo simples fato de estar velejando neste barco já é uma experiência incrível. Dividir a raia com outros clássicos é um espetáculo, este ano teremos barcos muito importantes na raia como o Cairu III, Cangrejo, Áries III, Kamayura, Aventura, Itacibá II, Anduro, Vendetta, Kakalé, Turuna e outros barcos históricos das raias brasileiras”, disse Atila Bohn, do Atrevida. “Participamos de três edições da regata, no ano passado foi a primeira que corremos todas as regatas, antes disto não dominávamos o barco de 90 toneladas o suficiente para dividirmos a raia com muitos barcos de tamanhos diversos”.
Segundo Atila Bohn, entre os clássicos a prioridade é a originalidade do barco, a boa marinharia, velejar bem e rápido. “A classificação é apenas um tempero. Isto é o que diferencia os clássicos das outras categorias a onde o objetivo é vencer a regata”.
O Atrevida é um desenho do Cap. Net Herreshoff (Wizard of Bristol) e construção no Estaleiro Herreshoff em Bristol-RI. Fez sucesso nas regatas da Nova Inglaterra na década de 20, foi a primeira Schooner com a vela grande Marconi, em 1946 deixou o Eastern Yacht Club em Marblehead-MA e veio para o Iate Clube do Rio de Janeiro sob comando do Comodoro Jorge Bhering de Mattos.
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O barco Flyer está confirmado na disputa da Semana de Vela de Ilhabela 2017 na categoria dos Clássicos. O veleiro da Marinha Mercante – um Cal 9.2 construído em 1986 – esteve na disputa do evento ano passado, mas entre os RGS Silver.
Os seis integrantes são da EFOMM – Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, que é um curso superior dado pela Marinha do Brasil para civis tripularem navios como petroleiros, cruzeiros e cargueiros, por exemplo.
“O principal objetivo para nós é promover o amor ao mar nos nossos atletas, que são futuros marinheiros, e levar o nome da nossa Escola a um maior público da comunidade náutica. Dito isto, sempre vamos para a raia para lutar pelo ouro! É um campeonato dificílimo, cheio de concorrentes de peso, mas vamos dar o nosso melhor para conseguirmos um lugar no pódio”, disse Lucas Tostes, integrante do Flyer, que tem patrocínio do Conselho Nacional de Praticagem – CONAPRA e do Instituto Rumo ao Mar – RUMAR.
Segundo Lucas Tostes, o Flyer é mais conhecido pela viagem que fez em 2010-2012, com os donos anteriores (um casal com dois filhos): O barco subiu toda a costa do Brasil até Fortaleza, cruzou para o Caribe, navegou pelas ilhas por cinco meses, atravessou o Atlântico, passou pelos Açores, por Portugal e chegou até Gibraltar antes de voltar para o Brasil via Canárias e Cabo Verde, num total de quase dois anos.
“O barco acabou de entrar no critério de idade necessário para a classe e, como a classe Silver não existe mais e é um barco mais de cruzeiro, achamos que será mais divertido e competitivo nesta classe. Uma experiência nova”, reforçou Lucas Tostes.
“Na Semana de Vela do ano passado chegamos a vencer duas regatas na categoria RGS-Silver, mas tivemos problemas num dia de vento forte sul resultando em várias quebras e acabamos perdendo um dia inteiro de regatas. Esse ano estamos com vela nova, o barco mais preparado e cheios de vontade! A regata Alcatrazes por Boreste também foi uma experiência marcante, pois foi o primeiro contato da maior parte da tripulação com navegação eletrônica e noturna além, é claro, do encontro com as baleias jubarte”.
A edição 2017 da Semana de Vela de Ilhabela já conta com 12 embarcações na categoria Clássicos, a mesma do Flyer.
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O veleiro Ginga foi o vencedor da regata de percurso longo Renato Frankenthal, disputada neste domingo (9), apenas para veleiros da classe HPE 25. O veleiro de Breno Chvaicer foi seguido pelo Conquest e por Bond Girl na prova de 10 milhas náuticas. A classe HPE 25 conta com 20 barcos inscritos na Semana de Vela de Ilhabela.
“A regata foi muito técnica e exigiu concentração máxima das tripulações. Na ida para o Curral os barcos maiores, que foram a Alcatrazes, fizeram uma cortina com as velas balão, interferindo no vento. Na volta, além de vários buracos de vento, enfrentamos calmaria na aproximação da linha de chegada. Vencemos por apenas alguns metros”, relatou Chvaicer, comandante da tripulação que inclui três velejadores nativos de Ilhabela, exímios conhecedores das raias do canal de São Sebastião.
A largada ocorreu às 11h20 junto com as outras regatas de abertura da Semana de Vela de Ilhabela. A prova teve ventos de direção Nordeste variando de 6 a 12 nós. O percurso foi delimitado no farolete número 2 do Canal de São Sebastião.
As regatas que valem pontos para a Semana de Vela de Ilhabela na classe HPE 25 começam a ser disputadas na quarta-feira (12).
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Com ventos de 10 a 18 nós, o veleiro Caiçara foi o primeiro colocado da classe C30 na regata Toque-Toque por Boreste, prova de aproximadamente 25 milhas náuticas que abre a Semana de Vela de Ilhabela para os barcos da categoria. A equipe de Marcos de Oliveira César se recuperou após um início ruim nas milhas finais e venceu após 3 horas e 48 minutos de prova. Mais Realizado e Caballo Loco completaram o pódio.
“Ganhar a Toque-Toque foi muito legal, pois tudo que a gente tentou deu errado em quase toda a regata. Largamos até que bem, mas as táticas escolhidas durante a prova não foram boas. No fim a gente viu uma oportunidade que os outros não viram e ganhamos”, disse Marcos.
O Caballo Loco, que ficou em terceiro, contornou Toque Toque em primeiro lugar e abriu vantagem para os adversários. Porém, o vento acabou na passagem pelo Píer da Petrobras. “O vento acabou e ficamos parados por 10 minutos. Quando o Caiçara viu que ficamos mais calmos ele escolheu se aproximar da ilha e aproveitar as melhores rajadas”, disse Mauro Dottori.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O barco Pajero foi o Fita Azul da regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, prova de 55 milhas, que abriu a Semana de Vela de Ilhabela neste domingo (9). A equipe de Eduardo Souza Ramos foi a primeira a chegar no Yacht Club Ilhabela, completando o percurso em 6 horas, 6 minutos e 37 segundos, um pouco acima do recorde de 2015, que ainda pertence ao Camiranga (6 horas, 4 minutos 03 segundos). O desempenho, no entanto, foi o melhor da história, pois o Camiranga tem 65 pés – 25 a mais do que o Pajero, um Soto 40. “Tivemos a sorte do dia ter vento, o modelo S40 e a tripulação fizeram a diferença. Tava todo mundo acertando bastante hoje. A briga sempre é muito forte. O Crioula é um barco magnificamente bem tripulado e ele sempre está por perto”, disse Eduardo Souza Ramos, comandante do Pajero. No tempo corrigido, o Crioula está em primeiro lugar.
Ilha de Alcatrazes Foto Marcos Mendez / stock.sailstation.com
“As condições foram muito boas e o vento chegou até 20 nós, a média deve ter dado 14 e 15. O barco é muito rápido e fomos no popa com balão em cima desde a largada até chegar em Alcatrazes. Nosso tempo de fato mais rápido até agora”, contou Souza Ramos.
A chave para o resultado expressivo do Pajero na classe ORC foi a tripulação profissional impulsionada, que conta com o atleta olímpico André Bochecha Fonseca, e a força dos ventos, que tiverem rajadas acima da média do começo ao fim.
A regata largou às 11h10 deste domingo (9). A subida para Alcatrazes foi em vento de popa, ou seja, maior intensidade. Após contornar o arquipélago, os barcos voltaram com vento, mas mantiveram boa média.
“O desempenho foi impressionante. Eles foram melhores até que o Brasil 1 da regata Ilha de Alcatrazes Foto Marcos Mendez / stock.sailstation.coma de Volta ao Mundo de 2005. O vento ajudou a equipe a ter essa marca, além da tripulação. A prova foi muito difícil e exigiu bastante dos tripulantes de todas as classes, com a ida à Alcatrazes com vento forte e de popa e uma condição parecida, só que com rajadas contra, na volta”, disse Cuca Sodré, organizador da Semana de Vela de Ilhabela.
IRC e outras classes de rating
Assim como o Pajero na ORC, o Itajaí Sailing Team foi o primeiro a cruzar a linha de chegada entre os IRC na regata de Alcatrazes. Mas a situação da classe se repete na pontuação. O Rudá lidera provisoriamente na frente dos catarinenses por causa das regras de rating. Inaê Transbrasa está em terceiro no geral.
Nos Clássicos, o placar indica Atrevida, Vendetta e Áries III entre os primeiros na regata de percurso longo.
Entre os Bico de Proa, o Bravo lidera na A e Jacaré na B. E na RGS C, o placar indica Nativo, Rainha Empresta Capital e Xiliki nas três primeiras posições.
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O medalhista olímpico Lars Grael acrescentou neste sábado, dia 8, mais um pódio para sua coleção. Ao lado do parceiro Samuel Gonçalves, ele conquistou a prata no Campeonato Mundial da classe Star, realizado em Troense, na Dinamarca. Ao fim da última regata, os dois terminaram a competição com 20 pontos perdidos, atrás apenas da dupla Eivind Melleby e Joshua Revkin, da Noruega (18 p.p.).
“Estivemos em primeiro ou segundo em todas as montagens de boia. No último contravento, caímos para quinto. Lutamos até o final, até minha exaustão. Valeu!”, afirmou Lars, que, ao lado de Samuel, já tinha conquistado o título do Mundial de Star em 2015, em Buenos Aires.
A vela brasileira teve, ainda, outros quatro representantes na Dinamarca. Bruno Prada, também medalhista olímpico, terminou a competição em sétimo lugar, como proeiro do americano Augie Diaz (31 p.p.). Arthur Lopes ficou na 14ª colocação, como proeiro do sueco Tom Lofstedt (76 p.p.). E Admar Gonzaga Neto e Alexandre de Freitas acabaram em 20° lugar (106 p.p.).
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Depois de uma abertura memorável na noite de ontem, com direito a show pirotécnico e a maciça presença de moradores e turistas na Race Village, além de autoridades — entre as quais o prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, e o comodoro do Yacht Club Ilhabela, José Yunes –, têm início hoje as provas da 44ª Semana de Vela de Ilhabela. Os competidores (são 123 barcos inscritos e cerca de 900 velejadores, divididos em oito classes) largam com vento nordeste de 6 a 8 nós, em um domingo ensolarado, com a temperatura amena de 21 ºC, para disputar a regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil. O maior evento de vela oceânica da América Latina segue até o próximo sábado, dia 15, quando serão conhecidos todos os vencedores.
“A abertura da Semana de Vela, ontem, ultrapassou a nossa expectativa. Tivemos a vila completamente lotada em um final de semana que colaborou para isso. E, uma vez que a nossa cidade tem esse potencial turístico, fomentar eventos desse porte tem levado Ilhabela para o Brasil e o mundo, já que a competição de vela é o maior evento náutico da América Latina”, avaliou Márcio Tenório, esta manhã, antes de embarcar no barco Zorro, que pertence ao Yacht Club Ilhabela, organizador da competição, e cuja tripulação é toda formada por velejadores da cidade.
As regatas acontecem após o tradicional desfile de barcos, que atrai centenas de pessoas ao píer da vila, também no centro da cidade. São três tipos de regata: as de percurso longo, médio e barla-sota. As primeiras acontecem neste domingo e exigem mais dos velejadores. A Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil tem 55 milhas e pode ser disputada pelos maiores veleiros. A Toque-Toque por Boreste tem 25 milhas náuticas e a Renato Frankenthal (só para HPE25), 10 milhas náuticas. As classes que compõem a competição são ORC, IRC, Clássicos, RGS e Bico de Proa, nas regras de rating, e HPE 25, HPE 30 e C30, entre os de design único. Na saída, os barcos foram acompanhados de perto pelo navio Garcia D’Avila (G-29), da Marinha.
“Foi um compromisso assumido durante a campanha resgatar a Semana de Vela para o centro da cidade, para que ela possa fomentar a economia e também para que a população de Ilhabela interaja com os turistas que nos visitam e possam acompanhar a programação cultural e de entretenimento”, frisou o prefeito, acrescentando que a expectativa é receber 30 mil visitantes durante o mês, que prevê, ainda, outro grande evento após a Semana de Vela — o Ilhabela Boutique Show, a ser realizado entre os dias 20 e 23, no Saco da Capela, com entrada gratuita.
Atletas que disputaram a Rio-2016 estão confirmados na 44ª Semana de Vela de Ilhabela, entre eles Samuel Albrecht e Fernanda Decnop, que competiram nas classes Nacra e Laser Radial, respectivamente, além de André Fonseca, o Bochecha, único representante do Brasil na Volvo Ocean Race. Confira uma galeria especial de fotos do desfile de barcos e também da largada da competição.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Produzida pelo estaleiro Armatti Yachts (www.armatti.com.br), a Armatti 360 Coupe, cujo design remete aos barcos esportivos, tem atraído cada vez mais os olhares dos brasileiros graças à uma fórmula poderosa. Trata-se de uma 36 pés com hardtop para paladares apurados. Repare nas entradas de ar salientes para o motor e na capota rígida, em perfeita harmonia com o pára-brisa e o imponente guarda-mancebo de inox. Uma lancha que esbanja estilo e chama a atenção por apresentar duas características bastante valorizadas por quem busca barcos com cabine acima dos 35 pés. Para começar, o espaço. A lancha tira proveito de truques inteligentes para criar espaços onde aparentemente isso não era possível, tanto no interior quanto do lado de fora. Depois, no padrão de sofisticação. Por tudo isso (e também por causa da boca larga, de 3,25 metros), esta lancha leva vantagem em sua categoria.
Conforto, design esportivo e sofisticação estão presentes na lancha Armatti 360 Coupe, que será uma das estrelas do Ilhabela Boutique Boat Show, de 20 a 23 de julho, em Ilhabela (Divulgação)
A Armatti 360 é uma lancha de passeio com teto retrátil, fechando o cockpit na frente e nas laterais, que o mercado chama de hardtop ou, abreviadamente, de HT, termo que, em inglês, é o mesmo que teto rígido. Uma lancha que segue bem a cartilha dos barcos de passeio desenhados para o clima tropical, com uma plataforma de popa grande, que facilita a entrada, e um completo móvel gourmet integrado à popa.
O cockpit é muito agradável. Abriga dois grandes sofás no mesmo nível, o que aumenta a sensação de espaço, e o posto de comando é duplo, com boa visibilidade durante a navegação. O design deste ambiente é original e remete aos clássicos carros superesportivos (Divulgação)
O cockpit — que privilegia o conforto, mas sem abrir mão da beleza — oferece dois sofás e banco duplo de pilotagem, que tem encostos individuais e suporte para os pés, o que é bom, pois aumenta a altura do piloto e do acompanhante quando sentados. Além de bonito, o painel em arco tem espaço de sobra para os instrumentos do motor, uma bússola, disjuntores e até um eletrônico com tela de 12 polegadas.
O generoso móvel gourmet, com espaço para pia e uma churrasqueira, é integrado à plataforma de popa (Divulgação)
Nas lanchas com hardtop, como esta, a Armatti 360 Coupe, o cockpit é como uma sala, e o posto de pilotagem pode ficar com o teto aberto ou não. A passagem para a proa — onde há um bom solário para um casal, com encosto para as costas — é feita por uma abertura no centro do pára-brisa. Nesta lancha, o hardtop dificilmente incomodará alguém, pois tem mais de 1,80 metro de altura. Mas é mesmo na cabine que a Armatti 360 mais se diferencia das demais. Seu pé-direito chega a 1,95 metro. Ou seja, ninguém bate a cabeça no teto!
Com 1,85 m de pé-direito, a cabine tem arranjo interessante, com cama de proa na diagonal, sofá e mesa para refeições (que podem virar cama), minicozinha e banheiro fechado (Divulgação)
Como não há divisórias entre o salão e o camarote, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Uma belíssima cama de casal na proa, em diagonal na proa, acomoda bem um casal. Há, também, um imenso sofá que vira uma segunda cama para mais duas pessoas (o que amplia a capacidade de pernoite), e a tradicional cama de casal à meia-nau.
A Armatti 360 Coupe destaca-se pelo aproveitamento inovador dos espaços, decoração em estilo contemporâneo e, principalmente, por conta do mobiliário nobre (Divulgação)
O banheiro, com quase a mesma altura da cabine, também tem bom tamanho e é bem ventilado por uma vigia e iluminado naturalmente por uma claraboia no teto. Na cozinha, sobra espaço para um microondas, geladeira, armários e uma grande bancada e muitas gavetas — mais uma solução inteligente. Aliás, tudo nesta lancha é muito bonito, criativo e moderno, como destacam as cores no mobiliário, produzindo um efeito visual muito bonito.
O banheiro, bem iluminado e ventilado, tem pia, vaso sanitário elétrico e armário para guardar material de higiene (Divulgação)
Gostou da Armatti 360 Coupe? A lancha será uma das estrelas do Ilhabela Boutique Boat Show, organizado pela mesma equipe que realiza os Boat Shows do Rio e de São Paulo, que acontecerá na Escola de Vela de Ilhabela, no Saco da Capela — o mais tradicional reduto de barcos da ilha —, entre os dias 20 e 23 de julho, com entrada gratuita. Para visitar, basta imprimir o convite e preencher com seus dados.
Assista abaixo um vídeo em 3D, que mostra todos os ângulos da Armatti 360 Coupe, destaque no Ilhabela Boutique Boat Show, de 20 a 23 de julho, e já confirmada no São Paulo Boat Show 2017, em setembro.
Como ela é Comprimento total: 11,00 m
Boca: 3,25 m
Peso: 5 500 kg (c/ menor motor)
Capacidade dia/noite: 12/4 pessoas
Combustível: 360 litros
Água doce: 200 litros
Motorização: 2 x 220 a 300 hp
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Porto do Rio, representante das lanchas Fibrafort, será uma das empresas presentes na primeira edição do Ilhabela Boutique Boat Show. Ela exibirá as lanchas Focker 265 FX e a Focker 305 no evento que promete agitar a ilha após a Semana Internacional de Vela.
Divulgação
O Ilhabela Boutique Boat Show acontece entre 20 e 23 de julho, na Escola de Vela de Ilhabela. No dia de estreia, o evento será aberto ao público das 15h às 20h; do dia 21 ao dia 23, das 13h às 20h. A entrada é gratuita, basta imprimir o convite e preencher com seus dados.
Escola de Vela de Ilhabela
Av. Santos Dumont, 812 – Vila, Ilhabela, São Paulo
Latitude: 23º 47′.157’S
Longitude: 45º 21.701’W
Canal: 65 VHF
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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