Teste Ventura P-25: pontoon tem acabamento de barco americano e boas sacadas práticas

Primeiro modelo de pontoon da Ventura, com 25 pés de comprimento, é recheado de recursos; confira

Por: Redação -
16/10/2023

O pontoon boat é um tipo de barco que tem uma legião de fãs no mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde foi criado. A cada ano, essa categoria de barco ganha mais relevância no mundo, com a entrada de novas marcas no mercado e modelos mais arrojados.

Nos últimos anos, esse tipo de barco, com cascos cilíndricos de alumínio e convés retangular plano muito espaçoso e que oferece navegação suave, também caiu no gosto dos brasileiros, especialmente entre aqueles que curtem as águas de represas, rios e lagoas.

Este ano, a Ventura Marine, uma das maiores fabricantes de lanchas do país, com tantas conquistas e números para celebrar, surpreendeu mais uma vez com uma nova linha de barcos que eleva a experiência em lazer na água.

 

Aproveitando sua enorme referência no segmento de lanchas para navegar em água doce ou no mar abrigado, o estaleiro Ventura Marine lançou seu primeiro pontoon, o Ventura P-25, com 25 pés e muitos recursos.

 

 

A grande novidade da marca coincide com as comemorações dos 40 anos de atividades do estaleiro, comandado pelos irmãos André Felipe e Carlos Motta, filhos de José Luiz Valente da Motta, o saudoso empresário que comandou a arrancada da Ventura Marine entre os anos de 2002 e 2014, transformando-a em uma referência nacional. Nessas quatro décadas, a Ventura fabricou mais de 16 mil barcos.

 

Pontoon boat é um tipo de embarcação que se caracteriza por ter dois ou três flutuadores cilindros de alumínio, que dão sustentação ao convés, além da estrutura (também de alumínio), e que por isso oferecem completa estabilidade quando parado, sem risco de adernar, e uma navegação muito gostosa.

 

Projetados para lazer e pesca, eles são adequados para navegar em lagos, represas, rios e (com tempo bom) até em mares abrigados.

Com a qualidade de pontoon americano, o novo Ventura P-25 supera as expectativas e prova que já nasceu com todos os recursos para cativar os entusiastas desse tipo de barco — além de ser bonito e prático, é muito confortável.

 

O estaleiro caprichou na receita do seu pontoon de 7,50 metros de comprimento, que tem capacidade para carregar até 16 pessoas — contra cerca de 12 pessoas nas lanchas tradicionais de proa aberta desse porte — , mas acomoda confortavelmente até 12 pessoas sentadas.

Toda área do convés do pontoon é aproveitada, com muitos sofás largos e confortáveis e bastante espaço para a circulação. São quase 19 metros quadrados de área útil. Dá para levar a família inteira para navegar. Um convés ideal para festas, churrascos, piqueniques a bordo.

 

A unidade do Ventura P-25 testada por NÁUTICA estava equipada com convés de madeira naval revestida com fibra, mas o estaleiro já anunciou que as próximas unidades do P-25 terão a estrutura do piso 100% feita de alumínio.

Um dos destaques do Rio Boat Show 2023, o Ventura P-25 tem 2,5 m de boca e se destaca tanto pelo design envolvente quanto pelo excelente nível do acabamento. Seus estofados têm estrutura firme, espuma e tecido de qualidade, além de conforto e estilo.

 

Como era de se esperar de um barco com essa configuração, o primeiro pontoon da Ventura tem entrada tanto pela popa quanto pela proa. Essa é uma das sacadas desse tipo de barco: oferecer acessibilidade a bordo para todas as pessoas, de crianças a quem tem dificuldade de movimentação. Proposta que atrai iniciantes e pessoas com pouca experiência em barcos.

A preocupação do estaleiro foi garantir uma boa área de circulação e, ao mesmo tempo, oferecer itens de conforto a bordo. A popa, por exemplo, tem dois solários-gêmeos, com porta-copos e alto-falantes no entorno, além de ótimos paióis sob os assentos.

 

A escada de popa tem três degraus arranjo que, neste barco, atende bem quem for sair ou entrar a bordo pela água na volta de um mergulho. E ainda há uma saída para tomada de cais, que nesse barco é item de série, assim como a envolvente targa de inox retrátil, muito útil para capota de tecido. O P-25 testado por NÁUTICA não oferecia esse item e não tem banheiro, um conforto que faz muita diferença nos passeios mais longos.

 

À meia-nau, ao lado do posto de comando, destaque para o móvel gourmet (oferecido como opcional pelo estaleiro), digno de um restaurante de primeira categoria, com espaço para churrasqueira, pia, lixeira, armário espaçoso e tudo o que se precisa para passar a bordo um dia com a família e os amigos sem ter de desembarcar, o que traz aconchego e empodera o ambiente.

Por sua vez, a proa conta com uma mesa (desmontável, com paiol próprio para guardá-la) e dois confortáveis sofás do tipo espreguiçadeira. Os paióis embaixo dos assentos são revestidos de polietileno reforçado, material que facilita a limpeza e mostra o cuidado do estaleiro com o acabamento de seu primeiro pontoon. Os paióis da proa são estanques e podem ser usados como caixa de gelo.

 

O posto de comando é uma das áreas nobres de um pontoon. E no P-25 não é diferente. A poltrona (com braços, assento e encosto ajustáveis) é muito confortável e oferece visão ampla da navegação, mesmo quando o piloto comando o barco sentado.

Além disso, o banco é giratório e permite ao comandante interagir com os convidados da popa quando o barco estiver parado. Se o proprietário preferir, o painel pode ter apenas uma tela multifunção, sem os reloginhos convencionais do motor, mas sim com instrumentos digitais — o que dá um ar de modernidade ainda maior a este pontoon.

 

A segurança é outro tópico sempre presente em um pontoon. No Ventura P-25 não é diferente. É um tipo de barco insubmersível e que não precisa ser equipado com bomba de porão — até porque não tem porão. Os tubulões de alumínio naval soldados, assim como as bananas dos barcos infláveis, são construídos em várias câmaras estanques, ou seja, mesmo que um casco fure, por exemplo, as camadas internas mantêm o barco flutuando.

O Ventura P-25 marca o início da investida neste tipo de barco do estaleiro mineiro, que já colocou na água mais de 20 mil barcos e agora se chama Ventura Experience, já que passou a contar com uma divisão voltada aos Power Sports, com uma linha de veículos off road 4 x 4 dos tipos ATV e UTV.

 

A próxima empreitada será um pontoon de 30 pés, que deverá até o fim do ano. Outra boa opção para passeios diurnos com conforto e segurança para a família e amigos.

Navegação

O pontoon da Ventura agrada em cheio a quem busca um barco para passear e socializar com a família e os amigos. Mas, e na hora de navegar, será que também satisfaz? Para saber, embarcamos no P-25 nas águas calmas da Represa de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, onde fica a sede da Ventura Marine.

 

O modelo testado estava equipado com um motor de popa Yamaha de 115 hp, a menor potência oferecida pelo estaleiro. Navegando com 75% da capacidade do tanque de combustível, em um dia de sol, sem ventos e três adultos a bordo, o P-25 se mostrou ágil e muito agradável de navegar.

Na nossa avaliação, cortando a própria marola gerada durante a navegação, o P-25 navegou macio e sem impactos. Além de oferecer uma navegação muito suave e estável, o P-25 tem o centro de gravidade baixo e não sofre o balanço e o adernamento típico das lanchas de casco em V — tornando-o uma opção segura para famílias com crianças pequenas.

 

Também apresentou boa agilidade nas manobras e fez curvas sem perder velocidade e com raio de giro que não deve muito aos cascos de fibra.

Em relação à autonomia, o P-25 permite navegar um bom tempo antes de reabastecer. Nas condições do teste citadas acima, a velocidade de cruzeiro econômico foi de 10,7 nós a 3000 rpm, com consumo na faixa de 10,9 litros por hora. Acelerando um pouco mais, a 4000 rpm, o pontoon chega a 16,8 nós em velocidade de cruzeiro rápido, consumindo 17,4 litros por hora.

 

A velocidade máxima foi de 23,7 nós, a 5200 rpm, mais que suficiente para navegar em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas. Na aceleração, foi da marcha lenta aos 20 nós em 15 segundos, desempenho coerente com o uso familiar e a finalidade do barco.

Um dos principais diferenciais do P-25 está na popa: o tanque de combustível, instalado no tubulão central, pode ser totalmente removido, o que facilita em uma eventual manutenção. O compartimento, com bocal de abastecimento no piso da popa, entre os dois solários, tem capacidade para 120 litros, oferece autonomia suficiente para cumprir o propósito de um barco de passeio diurno, com vocação natural para jornadas curtas.

 

Para quem faz questão de navegar com mais desempenho, recomendamos equipar o P-25 com um motor de 150 hp.

Por conta do volume e o formato do casco, os barcos do tipo pontoon costumam exigir mais habilidade do piloto em manobras do que uma lancha monocasco tradicional. Dependendo da agilidade do piloto, a direção mecânica pode tornar a atracação mais desafiadora.

 

Por isso, para melhorar a experiência na navegação do Ventura P-25, recomendamos instalar um sistema de direção hidráulica, equipamento oferecido como opcional pelo estaleiro e que significa ainda mais conforto na hora de navegar.

O Ventura P-25, equipado com um motor de popa de 115 hp, é uma excelente opção para quem quer, acima de tudo, navegar com muito conforto e economia.

Saiba tudo sobre o Ventura P-25

Pontos altos

  • Tanque de combustível removível;
  • Targa rebatível e tomada de caís de série;
  • Qualidade de pontoon americano;

Pontos baixos

  • Faltam cunhos à meia-nau;
  • Não tem banheiro;
  • Direção mecânica pesada;

Características técnicas

  • Comprimento: 7,50 metros;
  • Boca: 2,5 metros;
  • Capacidade de combustível: 120 litros;
  • Capacidade de água doce: 40 litros;
  • Capacidade: 16 pessoas;
  • Peso com motor: 1421 kg;
  • Motorização: popa;
  • Potência: 115 a 200 hp;

Quanto custa o pontoon Ventura P-25?

O pontoon Ventura P-25 custa a partir de R$ 339 mil, na versão com um motor de popa de 115 hp (preço pesquisado em outubro de 2023 e sujeito a alterações).

 

Reportagem: Maria Dias
Edição de texto: Gilberto Ungaretti
Fotos: Victor Santos e Otto Aquino

 

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    Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.

    Inspirada na V33 — lançada em 2020 e já com muitas unidades vendidas —, a Schaefer V34 traz atualizações no design, no conforto e no estilo de navegação, mantendo a essência esportiva do modelo original. “Modernizamos sem perder nada”, resume o projetista Marcio Schaefer (o Marcinho, filho comandante do estaleiro, Marcio Luz Schaefer) ao detalhar as novidades. [caption id="attachment_211597" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] A principal inovação está no hard-top de fibra de vidro, que na V34 ganhou desenho completamente novo. Na V33, o T-top se limitava à área central, protegendo apenas o posto de comando e o espaço gourmet, que fica atrás do banco do piloto. Já na nova versão, as targas foram deslocadas para as laterais do costado, o que permite que a cobertura se estenda por toda a parte interna do cockpit. O resultado é um espaço mais integrado, com melhor aproveitamento da área gourmet e sensação de amplitude a bordo. [caption id="attachment_211593" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Assista ao teste completo!   https://www.youtube.com/watch?v=8rLDWIJnma0&t=34s

    Interior refinado

    Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente. [caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] O banheiro conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação natural e luz de led. O pé-direito na cabine é de 1,85 m (quase ninguém bate a cabeça no teto), inclusive no banheiro. Como o camarote é aberto, e há entrada de luz por várias janelas, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Por sua vez, a gaiuta na proa, quando aberta, oferece ventilação abundante. [caption id="attachment_211623" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Para garantir maior conforto nos pernoites, é possível instalar gerador e ar-condicionado. Opcionalmente, o barco pode vir também com estabilizador Seakeeper.   Já como item de série, a lancha conta com tanque de águas negras; ou seja, o esgoto não vai para a água — todo barco com banheiro deveria ter esse reservatório de armazenamento temporário para dejetos sanitários (fezes e urina) provenientes do vaso, essencial para evitar a poluição marinha. [caption id="attachment_211591" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Console central bem protegido

    O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos.   Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser. [the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"] [the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"] Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário.   Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores. [caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Circulação exemplar, proposta bem definida

    Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca.   No piso, a madeira teca é item opcional.  Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido. [caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Na proa, o solário generoso, com porta-copos nos braços móveis e cintas que mantêm os estofados firmes mesmo em navegação, reforça a vocação para o lazer. Um detalhe engenhoso é a escotilha de ventilação da cabine, discretamente encoberta pela seção dianteira do solário: quando o espaço não está em uso, basta erguer essa parte para liberar a abertura e favorecer a circulação de ar no interior. Além disso, para iluminar a cabine, há janelas nos dois bordos e na proa. Ainda na proa, há soluções bem pensadas por todos os lados: lançador de âncora móvel — um braço articulado e retrátil, que avança para o lançamento do ferro e depois se recolhe —, paiol profundo para corrente, compartimentos bem distribuídos e um segundo paiol com esguicho de água doce ou do mar, além de detalhes típicos da Schaefer, como ferragens robustas (os cunhos, de 8 polegadas, de inox, são reforçados), pintura perolizada e excelente padrão construtivo. [caption id="attachment_211594" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Já na praça de popa, o layout inteligente garante uma excelente área de convivência. Há uma mesa de teca com abas dobráveis e base retrátil, cercada por dois sofás dispostos frente a frente — ambos com encostos rebatíveis. O de ré permite a conversão em solário, enquanto o oposto pode ser invertido, deixando os ocupantes voltados para o móvel gourmet instalado logo atrás do posto de comando. Com a mesa rebaixada e o encosto do sofá de ré ajustado, o conjunto se transforma facilmente em um amplo solário. Opcionalmente, é possível instalar uma cobertura retrátil do tipo stobag. O pé-direito sob o hard-top é de aproximadamente 2,00 metros, com 1,94 m no posto de comando. Embaixo de todos os assentos, há espaço suficiente para guardar os coletes salva-vidas, o extintor de incêndio, defensas, cabos de cais, tralhas, etc.   A área gourmet — ampliada em relação à V33, em estilo mais próximo ao da V44 — conta com churrasqueira elétrica (ou a carvão), caixa térmica conversível em geladeira, uma boa tampa que pode ser usada como balcão, lixeira e pia com cuba e torneira. Embaixo, há dois grandes armários, com portas de acrílico e pegadores de inox. Um deles é do tipo cristaleira; o outro, indicado para guardar utensílios e mantimentos. [caption id="attachment_211598" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Schaefer / Divulgação[/caption] A plataforma de popa permite o embarque pelos dois bordos, mesmo com motores on-board instalados. A boreste, embutida, fica a escada de popa — de inox, com pegador e com quatro degraus, como é desejável. A entrada no cockpit, pelos dois bordos, é protegida por portinholas. [caption id="attachment_211599" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Casa de máquinas

    A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros. [caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Mesmo casco, mesma confiança

    Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha.   Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas.   Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor. [caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos altos

    — Qualidade construtiva — Acabamento de primeira — Casco estável e cortador de onda [caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos baixos

    — Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior — Falta trava para a corrente da âncora — Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustível

    Detalhes da navegação

    A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível. VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm) CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm) ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026) [caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Como ela é

    Ficha técnica da Schaefer V34 — Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés) — Boca máxima: 3,35 metros. — Calado: 0,45 metros — Tanque de combustível: 700 litros —  Tanque de água doce: 150 litros — Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas — Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9° — Deslocamento (leve): 4.950 kg [caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"] Ficha técnica da Schaefer V34. Foto: Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211625" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211624" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211620" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211621" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211622" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211619" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211618" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211617" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211616" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211615" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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