Casal constrói casa flutuante e revela prós e contras de morar em lago

Dupla americana economizou nos custos da construção por ficar responsável pela maior parte do trabalho

19/02/2024
Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

Um casal decidiu montar uma moradia diferente na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ela flutua sobre o mar, mas não é um barco: trata-se de uma casa flutuante no lago. E o melhor de tudo: a residência levou dois meses para ficar pronta e custou “apenas” US$ 90 mil (cerca de R$ 447 mil, em conversão realizada em fevereiro de 2024).

O valente casal que cumpriu essa missão foi Sarah Spiro, 27, e Brandon Jones, 40. Se hoje eles podem aproveitar da bela casa ao lado do cachorro Iko, é porque fizeram a maior parte do trabalho em dupla e economizaram nos custos da construção.

Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

Como construíram uma casa flutuante?

Em bate-papo com o canal do YouTube Tiny House Giant Journey, o casal contou mais detalhes de como construíram a casa do zero na orla e terminaram na água. Como mencionado, Sarah e Brandon fizeram a maior parte do trabalho entre eles e pagaram o mínimo possível nos materiais, para economizar nos custos.

Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

Um dos principais problemas, obviamente, seria a capacidade da casa se manter flutuante. Para cuidar disso, foram necessárias 24 horas de trabalho por dia — segundo eles — e quatro cordas de amarração em cada canto da estrutura até a terra firme.

Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

Mesmo custando um valor considerável — financeira e fisicamente — , eles concordam que todo o processo e o resultado valeu a pena. Inclusive, Sarah diz que essa mudança melhorou drasticamente a qualidade de vida dela.

Adoramos ter acesso tão fácil à natureza ao nosso redor. Você realmente faz parte dessa natureza e está em sincronia com ela– Sarah Spiro

A casa flutuante no lago conta com uma sala de estar, uma cozinha, quarto principal, banheiro com lavanderia e um mezanino acessível através de uma escada, que funciona como quarto de hóspedes — embora nada impeça que o cachorro fique por lá.

Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

Por falar no cachorro, Iko tem ainda 37 m² de espaço externo para aproveitar o deque — e tomar cuidado para não cair no lago. Entretanto, o cachorro já deve estar acostumado com casas exóticas, visto que o casal já morou numa cabana flutuante neste mesmo lago.

Gastos mensais da casa flutuante no lago

Com 33 m², as despesas mensais da casa flutuante no lago superam por pouco US$ 1 mil (quase R$ 5 mil). Os custos incluem bombeamentos da fossa séptica, gasolina para a máquina de lavar e dois botes, Starlink para conexão com a internet e um novo cilindro de propano.

Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

Além disso, tem a taxa anual de amarração de US$ 5 mil (R$ 24 mil), no valor de US$ 416 (cerca de R$ 2 mil reais) por mês. Por um lado, o casal não paga eletricidade por contar com um painel de energia solar.

Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

Para bancar esses custos, Brandon cuida do gerenciamento da Fontana Marina e Sarah trabalha de tempos em tempos como técnica florestal. Além disso, o casal complementa a renda com o dinheiro gerado nas redes sociais.

Nem tudo são flores

O casal não se arrepende em nada de ter construído uma casa flutuante. Entretanto, isso não impede que Sarah faça algumas postagens no Instagram sobre desvantagens em viver num lago. E uma das preocupações envolve o Iko — como era de se imaginar.

Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

Sarah conta que as vezes é entediante “remar” com o cachorro até a praia para ir ao “banheiro”. Outra preocupação, segundo a mulher, é “deixar coisas cair no lago”. Ela diz que não importa o quão cuidadoso seja, ainda assim isso acontece de vez em quando.

 

Além disso, a manutenção da casa flutuante é mais uma desvantagem.

Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

Definitivamente há mais manutenção envolvida em uma casa flutuante do que em uma casa normal. Qualquer coisa na água vai se deteriorar mais rapidamente– Sarah Spiro

E as dificuldades não param por aí. Sarah conta que não há serviço de entrega de comida disponível para a casa flutuante no lago e o casal não tem um endereço físico. A solução para este problema seria entregar as coisas na marina, mas nem sempre é possível.

Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

Falando assim, parece que só há desvantagens. Mas o casal garante que a casa flutuante foi uma decisão acertada e que os prós compensam as dificuldades. Porém, a longo prazo, Sarah Spiro e Brandon Jones têm outros planos: pretendem passar “algumas décadas” navegando em alto-mar.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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