Equipe brasileira de Optimist estreia nesta segunda-feira no Mundial

Por: Redação -
05/07/2019

A próxima geração da vela brasileira está na ilha caribenha de Antígua para a disputa do Campeonato Mundial de Optimist, em English Harbour. Cinco velejadores vão representar o país na competição, que terá cerimônia de abertura neste domingo, dia 7. A disputa de regatas começa na segunda-feira, dia 8, e Gustavo Glimm, Erick Carpes, Pedro Cardoso, Guilherme Menezes e Alex Kuhl estarão na água com o colete do Brasil. O projeto de Vela Jovem da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) tem patrocínio do Grupo Energisa. A CBVela conta com o patrocínio máster do Bradesco.

“Sabemos que o campeonato é difícil, longo e desgastante mas fizemos uma ótima preparação no Brasil e confiamos muito nesse time. É uma competição de alto nível da vela sub-15, e nosso primeiro objetivo será estar com o maior número possível de velejadores na flotilha ouro”, afirma o técnico Átila Pellin, que acompanha a delegação brasileira em Antígua.

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Os atletas foram selecionados com base nos resultados na água na disputa do Campeonato Brasileiro e da Seletiva Nacional da Classe Optimist 2019. A equipe chegou a Antígua na última segunda-feira e passou a semana fazendo aclimatação na raia local.

Na vela, a classe Optimist é a porta de entrada, já que se trata de uma embarcação de pequeno porte, para crianças de até 60kg. O Campeonato Mundial terá disputa individual, prevista para os dias 8, 9, 10, 13, 14 e 15; e disputa por equipes, com regatas nos dias 11 e 12.

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    Embarcamos no Peralta, um barco-hotel com conforto de um pequeno navio de cruzeiro

    Visitar o Pantanal sul-mato-grossense é uma delícia. Passar alguns dias ali a bordo de um barco de pesca então, nem se fala. Mas, acredite, é possível tornar essa viagem dos sonhos ainda melhor, muito melhor… Para isso, basta se hospedar no barco-hotel Peralta, um iate de 36 metros de comprimento (118 pés) com estrutura digna de um pequeno navio de cruzeiro. A proposta é fazer o pescador se sentir em um hotel de luxo, mas cercado pela selva pantaneira e pelas águas do Rio Paraguai, quinto maior da América do Sul em extensão, o que, para quem gosta de pescar, torna a experiência ainda mais incrível.

    Na chegada ao Porto Geral, em Corumbá, lá está ele à nossa espera, exuberante, destacando-se dos demais barcos destinados à pesca, por sua cor e seu design. Seu casco e sua superestrutura pretos chamam atenção por si só. E quando se olha as janelas panorâmicas, então, não há como não querer conhecer o barco por dentro. Ao entrar no Peralta — que opera no sistema all-inclusive, com todas as refeições e bebidas já incluídas nos pacotes oferecidos pela empresa — avista-se logo o restaurante, no convés principal, de cardápio sempre variado, seguido da cozinha e da área reservada à tripulação.

    Subindo as escadas para o convés superior, encontram-se os camarotes dos passageiros. São dez ao todo, com 14 m² cada, podendo acomodar confortavelmente, ao todo, até 24 passageiros em pernoite. Todos servidos de frigobar, banheiro, janela panorâmica (um gigante vidro do teto ao chão) e armário com cofre — como um hotel mesmo. Uma academia — com esteira, bicicleta, anilhas e bola de pilates — é outra das comodidades da embarcação.

    A bordo do Peralta, seletos passageiros podem viver experiências únicas e emocionantes, como ir a pontos de pescas e avistar animais selvagens em seu habitat natural. Ao todo, são dez suítes, com 14 m2 cada, e janelas panorâmicas que permitem ver tudo o que acontece do lado de fora

    No convés superior, há um lounge climatizado, onde se encontram o bar e uma grande sala de estar, com muitos sofás. Já a área externa, com espreguiçadeiras e uma pequena piscina, conta com iluminação diferenciada para proporcionar momentos agradáveis durante a noite. Todos os ambientes internos têm janelas panorâmicas, que permitem aos passageiros contato direto com a natureza que os cerca, além de observar o céu repleto de estrelas e constelações ou assistir ao imperdível pôr do sol. É impossível não se desligar da correria do dia a dia e do estresse das grandes cidades. É um bom momento para se desconectar do mundo, e das tecnologias modernas, e parar um pouco para refletir.

     

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    O Peralta tem cinco barcos de apoio usados para pescarias, que acontecem, normalmente, duas vezes ao dia: logo ao amanhecer, em torno das 5h, com volta para o almoço ao meio-dia; e à tarde, depois da turma descansar, com retorno antes do anoitecer. Cada lanchinha leva quatro pessoas, além do “piloteiro” (como são chamados os indispensáveis guias de pesca no Mato Grosso do Sul), responsáveis pela “caça” aos peixes.

    Durante os cinco dias e quatro noites (tempo que pode variar dependendo do que o grupo embarcado deseja), 14 tripulantes trabalham para que nada falte aos privilegiados hóspedes. Navegando pelas águas do Rio Paraguai, os passageiros podem viver experiências únicas e emocionantes, como avistar animais selvagens em seu habitat natural. Além dos grupos de pesca, a empresa atende a quem procura por ecoturismo e elabora roteiros customizados, com o objetivo de virar referência nacional no tema Pantanal brasileiro.

    O iate Peralta é uma espécie de hotel de luxo flutuante que percorre as águas do Rio Paraguai, no Mato Grosso do Sul, com hóspedes que gostam de pescar ou simplesmente relaxar

    O cardápio variado, as bebidas geladas para ajudar a enfrentar o calor sul-mato-grossense, as suítes sempre bem arrumadas e fresquinhas, as conversas, as interações entre os hóspedes e as saídas para pescar sempre agradáveis e bem-humoradas fazem da estada no cruzeiro Peralta uma experiência agradável, e — por que não? — inesquecível!

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      #tbt: Technema 54, as primeiras lindas italianas

      Por: Redação -
      04/07/2019

      A Technema 54 foi a primeira lancha a ser construída no Brasil com design e acabamento dos barcos italianos, os mais avançados na indústria náutica de lazer daquela época, no fim da década de 1980.

      O primeiro modelo nasceu com pouquíssimos moldes e materiais trazidos da própria Itália. Logo, porém, o estaleiro (Abarth Marine) alongou a popa para ganhar espaço no cockpit, seguindo o projeto original da Posillipo, o que aumentou o comprimento do barco em 1,4 pé — e surgiu assim a Technema 54, com 16,50 m total, moderna, luxuosa e elegante.

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      Por dentro, o conforto era bem superior ao das lanchas nacionais e o espaço, muito bem aproveitado. Uma das principais inovações a bordo era a porta de correr, que dividia a popa do salão, hoje, recurso banal nos barcos de porte médio para cima. Mas, naquela época, não.

      Com boca de 4,75 m, capacidade para até 15 pessoas durante o dia e meia dúzia em pernoite (mais dois tripulantes), a Technema 54 foi construída até 1995, sendo produzidas cerca de 60 unidades.

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        Regata Aratu-Maragojipe completa 50 anos em 2019

        Por: Redação -

        Belas paisagens, grandes disputas e muita emoção nas águas da Baía de Todos-os-Santos. Esses são alguns dos ingredientes da Regata Aratu-Maragojipe, que neste ano de 2019 chega a sua 50ª edição. O evento acontecerá no dia 24 de agosto e a expectativa da organização é a de que mais de 200 barcos se inscrevam para o campeonato. Além dos baianos, devem participar velejadores de outros estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, além de países como Argentina e Uruguai.

        De acordo com o comodoro do Aratu Iate Clube, Emerson Meirelles, os participantes saem da região de Ilha de Maré, próximo ao Porto de Aratu, por volta das 10h30, com os primeiros velejadores chegando até a ponte da cidade de Maragojipe, no Recôncavo baiano, pouco depois das 15h. Ao todo, os velejadores devem percorrer um trecho de aproximadamente 60 quilômetros pelo mar.

        “A nossa expectativa é a melhor possível por se tratar um grande evento, com belas paisagens e atrai a curiosidade de muitas pessoas que acompanham a Regata também em alto mar. Estamos buscando o apoio de prefeituras nas áreas de cultura e segurança para que o evento, este ano seja melhor do que foi em 2019. Além disso, a Regata vale como incremento para o turismo da região”, afirmou Meirelles. A data do evento também coincide com a festa de São Bartolomeu, tradicional em Maragojipe.

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        Criada em 1969, por um grupo de associados do Aratu Iate Clube, agremiação náutica sediada na Baía de Aratu, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, a Regata Aratu-Maragojipe contou em sua primeira edição com cerca de 20 embarcações, todas à vela, que partiram das águas próximas ao clube rumo à cidade de Maragojipe.

        No início foi batizada de “Regata de São Bartolomeu”, já que os seus criadores eram naturais de Maragojipe e devotos do Santo Padroeiro daquela cidade, São Bartolomeu. Mais tarde, em função dos locais de saída e chegada, passou a ter a nova denominação utilizada até os dias atuais.

        Nomes conceituados da vela brasileira como os irmãos Torben e Lars Grael, grandes medalhistas olímpicos, Izabel Pimentel, primeira brasileira a dar a volta ao mundo em solitário, Aleixo Belov, engenheiro, navegador e escritor, Júlio Estevez, velejador baiano que fez a travessia África-Brasil em solitário a bordo de um pequeno veleiro catamarã, já participaram e ainda participam desta grande “festa” do Iatismo na Baía de Todos os Santos.

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          8 impressionantes piscinas de superiates que deixam qualquer um com inveja

          Por: Redação -

          Então, você é tão abastado que pode se permitir um superiate, com suítes para sua família e seus convidados, acomodações completas para a tripulação (incluindo sala e cozinha próprias) e equipamentos de entretenimento iguais aos da sua casa. Quem embarca sente-se como em um spa ou resort, porque, fora a plataforma para banhos no nível do mar — o, assim chamado, beach club — há sempre à disposição um bote de fazer inveja a qualquer lancheiro — ou, não raro, uma lanchinha bem estilosa — para chegar à praia mais próxima.

          O que mais se haveria de querer? A resposta, para alguns dos afortunados que podem se permitir tais luxos é: uma piscina! Não uma jacuzzi qualquer, mas uma piscina mesmo. Muita extravagância? Que nada! Aristóteles Onassis já tinha uma, em meados do século passado, no convés do seu icônico Christina O.

          Nos modernos iates, as atenções estão mais voltadas para as inovações de projeto e engenharia, a tecnologia embarcada, as possibilidades de diversão nas paradas e no próprio barco e na garantia da intimidade do grupo de amigos, longe de olhares indiscretos.

          É aí que entram as piscinas. Se o tamanho do casco permite, por que não ter uma? Elas são cada vez mais frequentes a bordo — e, como você verá nas próximas páginas, também mais espetaculares, a ponto de fazer pensar que aquela esticada até a praia ou ilha mais próxima pode ficar para depois. E que, afinal, o próprio barco é uma ilha.

           

          1 – Mais que conforto, um privilégio

          Os americanos estão acostumados à grandiosidade de edifícios, carros, barcos, mas nem por isso deixaram de se impressionar com o iate da linha Mangusta Oceano 43 apresentado no país. Fabricado na Itália e batizado de Namasté, o barco agradou tanto que levou o prêmio Melhor do Salão de Fort Lauderdade deste ano, por seu projeto inovador. Um dos destaques a bordo fica na proa: é uma piscina infinita, que tem duas partes — uma delas com cascata — e fundo de vidro que funciona como teto transparente para o boxe do banheiro da suíte principal, no convés de baixo. Por conta, também, dessa piscina, o Namasté está dando o que falar.

           

          2 – Muito mais que uma piscina

          O nome Seven Sins (Sete Pecados, em inglês), é bem apropriado para este premiado barco italiano de 52 m. Ao vê-lo, logo vêm à cabeça duas tentações: preguiça e luxúria. Para isso, nem precisa sair do completo beach club, que ocupa toda a área da popa, em dois “andares”, dividido na parte externa e interna. Na parte interna, as laterais do barco se abrem, para formar varandas para o mar, e uma parte do teto desce, para revelar a cobertura translúcida, que é o fundo da deliciosa piscina, instalada no convés de cima, na praça de popa. E esta não é única surpresa da engenharia deste barco. A parte fechada do beach club, na popa, abriga também a garagem do barco de apoio, mas não qualquer garagem, porque é inundável, de forma que se enche de água do mar para permitir que o barco de serviço já saia navegando de dentro do Seven Sins.

           

          3 – Uma piscina que vira heliponto. Ou vice-versa

          Um dono de barco mediano já se contentaria em possuir uma jacuzzi para chamar de sua no convés do barco, não é? Mas, aqui, estamos tratando de iates que estão no limite do que se pode querer em termos de comodidades e tecnologia. O Alfa Nero, de 82 m de comprimento, por exemplo, é um desses. Ele tem não só uma piscina infinita com dimensões que a habilitam a ser chamada como tal, mas que também pode ser usada como um heliponto quando esvaziada. Aí, se alguém quiser se refrescar enquanto isso, pode usar a jacuzzi que há na parte de cima, no teto do barco, onde o tamanho não é o mesmo da piscina oficial do barco, mas a vista lá do alto é espetacular.

           

          4 – Um beach club flutuante

          O Seasense tem aparência leve para os seus 220 pés. Isso porque a superestrutura não avança muito em direção à popa, deixando descoberta uma grande parte do convés principal — área suficiente para ter uma piscina de nada menos que 10 m. Isso mesmo: 10 m! Bem grande para um barco de lazer, a piscina, com espreguiçadeiras, sofás e guarda-sóis, é o centro das atenções e da vida a bordo, já que a intenção do proprietário era dispor de um espaço em que a família toda pudesse divertir-se junto no convés principal.

           

          5 – Com cascata e fundo de vidro

          Construído pelo reconhecido estaleiro holandês Heseen Yachts, o Super Nova, iate da linha Galactica da marca, de 70 m de comprimento, oferece fabulosos 357 m2 de espaço de convés. Tudo isso é aproveitado com — entre outros luxos, tais como um elevador — um heliponto na proa, solário, um beach club de 146 metros quadrados e uma piscina de excelentes 6 m na popa, com fundo de vidro, jatos de hidromassagem e cascata. Não precisa mais nada, não é mesmo?

           

          6 – Quase uma obra de arte

          A motorização híbrida eletromecânica do Savannah, de 83,5 m (273 pés), foi uma inovação no mundo dos motoriates quando esse barco foi lançado, cinco anos atrás, prometendo uma economia de combustível de até 30%. No entanto, outros méritos desse iate holandês estão muito mais à vista. A começar pela pintura cor de prata e pela popa aberta e escalonada por degraus que vão da plataforma de embarque ao convés principal, onde uma piscina de excelentes 10 m e fundo adornado com mosaico de vidro que parece uma extensão natural do salão.

           

          7 – Água doce ou do mar

          O Okto, de 66,4 m (218 pés) não fica devendo nada à concorrência quando se trata de piscina. A dele tem respeitáveis 12 m2 e recebe tanto água doce quanto salgada, que pode ser aquecida ou resfriada. Outros predicados desse superiate são um elevador que leva do convés inferior à ponte de comando, um heliponto na proa, quatro garagens para barcos de apoio e um solário jacuzzi no flybridge.

           

          8 – Muita água e um show de luzes

          A bordo de um iate de 74 m cabem muitos luxos. No holandês Plvs Vltra, um modelo dos sonhos, coube uma piscina de 6,5 m de comprimento e 1,2 m de profundidade muito bem integrada na ampla praça de popa, mobiliada com poucas peças. Se faltar espaço para toda a família ou os amigos dentro dessa piscina, há uma jacuzzi num solário na proa e outra junto a uma sauna no beach club, no convés inferior.

           

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            Ilhota no Pacífico conta com moeda histórica maior do que seus habitantes

            Por: Redação -

            A pequena ilha de Yap, na Micronésia, no oceano Pacífico, conta com um único voo diário sobre as florestas fechadas, pântanos, lagoas de água salgada e um emaranhado de manguezais, cercados por recifes de corais. Mas o que causa mais fascínio não é o cenário paradisíaco, tampouco a saudação das yapesas, com sua tradicional saia florida no aeroporto. É quando você fica cara a cara com o dinheiro de pedra (gigante). São centenas de rochas em formato de discos, do tamanho de seres humanos, espalhadas por toda a ilha. Podem ser encontradas fora dos poucos hotéis da região, enfileiradas perto da praia ou nas profundezas das florestas. Cada aldeia ainda tem um banco de pedras a céu aberto, onde peças que são muito pesadas para serem transportadas ficam expostas no malal (espaço para danças).

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              Semana Internacional de Vela de Ilhabela homenageia veleiro clássico campeão em 2018

              Por: Redação -

              O Madrugada viverá uma situação rara na 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, entre 13 e 20 de julho. Campeão da edição de 2018 entre os Clássicos, o barco foi escolhido como modelo do troféu entregue aos vencedores. É apenas a segunda vez na história da competição que um veleiro em disputa é homenageado. A primeira foi com o Áries III, em 2017. Com essa iniciativa, o evento prestigia embarcações que contam a história da vela brasileira.

              Ícone da vela de oceano no Brasil, o barco do clube gaúcho Veleiros do Sul foi construído em 1978 pelo renomado arquiteto naval argentino German Frers. Este o considerou seu melhor projeto naquela década. Já em janeiro de 1979, foi o campeão geral da regata Buenos Aires-Rio. Depois viriam muitos outros títulos, como o vice-campeonato do Mundial de Two-Ton e o bicampeonato brasileiro.

              “Quem lê sobre a história dessa regata, não tem noção do desafio que foi, do início ao fim. Fizemos toda a prova sem motor, energia elétrica ou qualquer equipamento, porque queimou tudo na hora da largada. Foi uma disputa nada nutella, foi totalmente raiz”, lembra Nelson Ilha, velejador integrante da tripulação, na época. Hoje, Nelson é juiz internacional de regata pela Federação Internacional de Vela, a ISAF, no comando da arbitragem da Semana de Vela em Ilhabela. “O Madrugada mudou a minha vida e a de muitos velejadores importantes no Brasil. Até hoje, todos querem velejar nele.”

              O barco corria na antiga classe Two Ton. Na época, o cálculo de medição do barco era feito por toneladas para as embarcações que disputavam os mundiais de oceano. O próprio Madrugada juntou-se à equipe brasileira na Admiral’s Cup na Inglaterra, ainda em 1979. A competição foi conhecida por muitos anos como o campeonato mundial não oficial de regatas oceânicas. Pois a disputa era entre países, cada um com seus três melhores barcos.

              Mas, após sofrer uma colisão no campeonato, o Madrugada saiu da disputa antes da Fastnet Race, tida como a regata mais emblemática. O que parecia ser um azar provou-se na verdade sorte para os tripulantes. A corrida daquele ano terminou em tragédia, com várias mortes e barcos afundados.

              A trajetória de conquistas em águas brasileiras e internacionais quase teve um final triste para o Madrugada. O barco passou muitos anos parado no estaleiro do clube Jangadeiros, e sofreu os danos causados pela ação do tempo. “Chegou a abrir um buraco enorme no casco. As pessoas passavam e diziam que era uma pena o barco terminar daquele jeito” conta Martin Rump, filho do comandante Niels Rump. Niels decidiu comprar o veleiro por volta de 2005, e, após um meticuloso trabalho de restauração, colocou-o mais uma vez na rota das principais regatas nacionais. “Foi uma surpresa para todos ver o Madugada de volta às regatas, e ainda bastante competitivo”.

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              Hoje inscrito na classe Clássicos, destinada às embarcações que foram para a água até 1979, o Madrugada segue em regatas oceânicas internacionais, como o O Circuito Rolex Atlântico Sul. No ano passado, mostrou que ainda tem história para escrever, com a vitória na Semana de Vela de Ilhabela. Na última edição, aliás, O barco teve a companhia de outros três Two Tonners: o Áries II, o Kamaiurá e o Vendetta, transformando a disputa num campeonato à parte entre eles. E a situação deve se repetir este ano, já que o Kamaiurá e o Vendetta já confirmaram presença no litoral paulista.

              As homenagens aos barcos antigos na Semana de Vela de Ilhabela começaram em 2006. Os veleiros participantes da America’s Cup, competição esportiva mais antiga do mundo, foram os primeiros transformados em troféu. Quem abriu a fila foi o Rainbow, vencedor da prova em 1934. Depois vieram Intrepid, Courageous, Stars and Stripes, Black Magic e Alinghi.

              Mais recentemente, a organização da SIVI decidiu homenagear veleiros brasileiros e embarcações como o Saga e os mais antigos Cairu II e Vendaval. Os últimos “transformados em troféu” foram o Áries III, em 2017, e o Wa Wa Too III, em 2018.

              As inscrições para a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que ocupará as raias da ilha entre 13 a 20 de julho, entraram em sua terceira e última fase. A partir desta segunda-feira (1º), os velejadores de barcos com vagas próprias pagarão R$200. Nas poitas do Yacht Club de Ilhabela o valor passa para R$420. As equipes têm até o dia 10 para garantir a participação na maior competição de vela oceânica da América do Sul.

              Para se inscrever, basta acessar o site oficial da competição.

              As classes Bico de Proa, Clássicos e Multicascos têm um desconto de 30% sobre o valor das inscrições. Já na categoria RGS, apenas os veleiros afiliados à ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano garantem o mesmo desconto. A medida atende ao pedido da própria ABVO, fomentadora da modalidade no País.

              Cerca de 100 equipes de vários estados brasileiros e também do exterior já confirmaram presença. Para a edição deste ano, foram convidadas as classes ORC, IRC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, Multicascos, Mini Transat, HPE-25 e C30. A competição reúne atletas profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas nas mesmas raias.

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                Veleiro com brasileiros está à deriva na Polinésia Francesa

                Por: Redação -
                03/07/2019

                Dois brasileiros que participam de uma expedição em alto mar estão à deriva na Polinésia Francesa. Eles usaram as redes sociais nesta quarta-feira (3) para contar que sofreram um acidente, perderam o leme da embarcação e, desde então, estão à deriva.

                Os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Pereira são de Ubatuba e saíram do litoral norte de São Paulo em março de 2018 com o veleiro Kaootsh. Eles velejam parando pelo litoral de vários países em uma volta ao mundo. A expedição é transmitida pelo perfil do veleiro no Instagram.

                Nesta quarta, os irmãos fizeram uma postagem alertando que estavam à deriva com a embarcação na Polinésia Francesa. No relato eles explicam que sofreram um acidente que destruiu o leme – parte responsável por nortear a embarcação. Eles explicam que tentaram instalar um leme reserva, mas ainda não conseguiram.

                O pai dos dois, Celso Pereira Junior, afirmou que mantém contato com os filhos e monitora a situação. “A gente está aqui confiante de que está tudo certo. Temos mantido contato com eles e os dois estão passando por aquilo que faz parte do show”, disse.

                Ele afirma que ainda não há necessidade de pedido por socorro e que os dois estão em segurança, apesar do mar agitado. Além disso, um resgate seria muito difícil devido às condições do mar.

                “Os dois têm mobilidade com o veleiro, tem motor. Se derivar em direção às pedras ou ilha, por exemplo, eles ligam o motor e se afastam. Agora é aguentar a chacoalhação do mar para fazer a colocação do leme reserva”.

                Segundo Celso, o veleiro dos filhos teria perdido o leme após bater em algum objeto flutuante. “O mar está muito agitado, com tempo pesado, muito vento, muita onda e acabaram batendo em alguma coisa que estava flutuando. Algum container, algo do tipo, que ocasionou a perda do leme”.

                Fotos: Reprodução

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                À deriva há mais de oito horas, os jovens afirmaram que vão tentar se manter assim até sexta-feira (5) quando a previsão é de melhora no tempo e então vão poder fazer os reparos necessários a embarcação para chegar a terra firme e poder trocar o leme.

                “Ficar sem leme numa situação como estão é desconfortável, mas eles têm leme reserva, estão em comunicação com outros barcos, está sob controle. É uma situação extremamente desconfortável, mas estamos confiantes de que até sábado o tempo deve melhorar. Com isso eles tem condição de trocar o leme e seguir viagem”, afirmou o pai dos irmãos.

                Acompanhados por mais de 50 mil pessoas na rede e que apoiam a volta ao mundo da dupla, os jovens alertam que o plano pode não dar certo e então teriam que abandonar o veleiro em alto mar e o projeto. Isso porque o mau tempo está arrastando a embarcação contra as rochas e a previsão de mau tempo pode trazer outros problemas técnicos.

                “É difícil dizer mas estamos preparados para abandonar o barco e salvar o que temos de mais precioso: as nossas vidas”, publicaram.

                O post ainda diz que eles estão com um bote salva-vidas abastecido com suprimentos essenciais para aguardarem o resgate.

                Os irmãos estavam seguindo para o norte da região, em busca de temperaturas mais altas para fugir do frio dos últimos dias, segundo o diário de bordo atualizado nesta terça-feira (2). O plano era seguir para a Nova Zelândia, com saída marcada para o dia 25 de setembro.

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                  Arieltek apresentará nova luz subaquática no São Paulo Boat Show 2019

                  Por: Redação -

                  A Arieltek, indústria brasileira com quase 30 anos no mercado náutico e aeronáutico, apresentará como um dos seus principais lançamentos no São Paulo Boat Show 2019, a nova luz subaquática.

                  A empresa, que já possui diversos modelos de luzes desse segmento, traz um modelo maior e mais potente, com 24 leds de alta intensidade e com corpo de baixo perfil em bronze naval com tratamento químico. Disponível nas cores azul, branca e verde.

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                  Lembrando que a empresa possui uma grande diversidade de acessórios náuticos como luzes para interior e exterior, luzes de navegação, painéis de comando, lanternas e luzes auxiliares para carreta, uma linha para gerenciamento de baterias, carregadores USBs náuticos, painéis de distribuição elétrica e muito mais.

                  O São Paulo Boat Show 2019 acontecerá de 19 a 24 de setembro, no São Paulo Expo, reunindo os mais recentes lançamentos e destaques do setor em um só lugar!

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                    Quem passar pelo Centro Sul, em Florianópolis, no sábado, dia 6 julho, durante um dos maiores encontros de empreendedorismo do Brasil, poderá conhecer a lancha Armatti 360 Coupé, uma das atrações confirmadas para o Empreende Brazil Conference.

                    “A Armatti Yachts acredita muito no potencial náutico da Ilha da Magia, como é conhecida a capital de Santa Catarina, tanto que escolheu instalar recentemente a fábrica da marca em São José, distante poucos minutos de Florianópolis. O Empreende Brazil Conference é a ocasião em que empresários, gestores, empreendedores e profissionais poderão conhecer de perto as características da embarcação que vem conquistando cada vez mais pessoas”, explica o diretor da Armatti Yachts Fernando Assinato.

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                      Projetos de dragagem na Austrália visam impulsionar o setor náutico

                      Por: Redação -

                      Dois projetos multimilionários de dragagem em andamento este ano em Queensland, na Austrália, trarão benefícios significativos para o setor de lazer marinho local. Em Cairns, um esquema de US $ 127 milhões para dragar o Trinity Inlet começará em breve, enquanto na Gold Coast uma iniciativa de US $ 10,3 milhões para aprofundar o rio Coomera está em andamento.

                      O programa do rio Coomera é importante e conta com o investimento de cerca de 200 milhões de dólares que está sendo investido na expansão das instalações de Gold Coast City Marina & Shipyard e The Boat Works. O programa está sendo realizado pela Gold Coast Waterways Authority (GCWA).

                      A dragagem do baixo rio Coomera de sua entrada em Sovereign Islands para Sanctuary Cove começou em abril e será concluída em junho. A dragagem do alto rio Coomera entre o Sanctuary Cove e o Distrito começará no início de junho e será concluída em setembro, segundo a GCWA.

                      “Até agora, as autoridades não tinham conseguido dragar o alto rio Coomera porque não havia como lidar com o lodo encontrado naquela parte do rio de uma maneira econômica e ambientalmente amigável. O material a ser dragado é muito fino e sedoso para ser usado na alimentação da praia ou no descarte no mar. A alternativa seria transportá-lo para algum lugar como Brisbane, o que seria proibitivamente caro”, disse O CEO da GCWA, Hal Morris.

                      Ele acrescentou: “Ter uma instalação como esta é uma virada de jogo para o Distrito da Indústria Marinha de Gold Coast, operadores de marina, usuários de hidrovias, residentes e a economia de Gold Coast”.

                      Em Cairns, o programa de dragagem de US $ 127 milhões faz parte do projeto de US $ 177 milhões do Cairns Shipping Development, que trata do aprofundamento e ampliação do Trinity Inlet na área portuária de Cairns para permitir embarcações maiores de todos os tipos – sejam superiates, navios de cruzeiro. , embarcações comerciais ou navios de guerra – para usar o porto.

                      Para empreender o programa de dragagem, que deve começar neste mês e durar até meados de setembro, a maior draga de escavadeira da Austrália, a Woomera, e uma draga de sucção, a Balder R, estão agora na cidade de Queensland prontas para começar o trabalho.

                      Sob o Projeto de Desenvolvimento de Navios, os planos de dragagem e construção de novos cais serão concluídos em 2020 e permitirão navios de até 300 metros de comprimento para atracar no porto. Quanto aos superiates, a expansão permitirá que iates de até 80 m ou mais sejam movimentados na entrada, abrindo possibilidades mais amplas para reparos.

                      Como consequência disso, a BSE Cairns Slipways já investiu em um Travel Lift com capacidade para 1 120 toneladas, que atualmente é o maior do mundo. Foi lançado em maio, mas terá seu lançamento oficial completo em 9 de agosto.

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                        Deficientes visuais disputam Semana Internacional de Vela de Ilhabela

                        Por: Redação -

                        Uma das atrações da 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela será uma equipe comandada por velejadores deficientes visuais. O projeto Sailing Sense vai utilizar o barco Mixuruca (Fast 23) nas regatas de 13 a 20 de julho de 2019 da classe RGS, uma das mais numerosas da competição em Ilhabela (SP).

                        O time do Sailing Sense terá a bordo quatro tripulantes. Entre eles, dois deficientes visuais: Marina Castelani e Eduardo Francisco da Silva ficarão com as funções de comando do barco. Já os responsáveis pelo projeto, Miguel Olio e Iris Poffo, apenas vão dar suporte à dupla nas regatas.

                        Com cegueira total, Marina Castelani será a skipper do Mixuruca ao lado de seu colega Eduardo Francisco da Silva. A modalidade chegou na vida da velejadora após uma ação da Fundação Dorina Nowill e não saiu mais.

                        ”As dificuldades, é claro, são grandes. Nós velejamos pelo som e pela percepção. Temos um outro tipo de visão. Mas com ajuda e apoio do Miguel e da Iris a gente consegue. Isso torna a velejada mais fácil. Eu não tenho medo! O barco à vela é muito seguro, por isso queremos mostrar para outros deficientes que podemos chegar lá. Podemos fazer muitas coisas! Eu velejo, faço curso de computação avançada e quero fazer direito ano que vem. A vela me trouxe isso”, explicou Marina Castelani, de 51 anos.

                        ”Eu imagino e sinto tudo aquilo que estou passando. Velejar nos dá liberdade e uma alegria muito grande. Eu sou pessoa normal, apenas não enxergo”.

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                        O projeto Sailing Sense, em atividade desde 2007, tem o objetivo de ensinar a vela para pessoas que não teriam acesso à prática da modalidade, incluindo as deficiências como surdocegueira, múltiplas sensoriais, autismo, surdez, cegueira e síndrome de Down.

                        ”Nosso objetivo não é ir para as cabeças esse ano! Já será um grande passo andar junto com os outros competidores. Nós tivemos muitos treinos para afinar o sincronismo da equipe, mas não vamos para fechar a raia. Queremos completar o campeonato da melhor maneira possível”, disse Miguel Olio, idealizador do Sailing Sense.

                        Entre os dias 12 e 15, a equipe fará a vivência com os moradores de São Sebastião e Ilhabela. O SEPEDI de São Sebastião e Secretaria de Esportes da Ilhabela vão organizar as atividades.

                        O Sailing Sense é um projeto brasileiro, idealizado pelo presidente Miguel Olio que em 2007, unindo seus conhecimentos como educador físico e sua paixão e experiência na vela, começou a promover, de forma gratuita, vivências náuticas para as pessoas com deficiência.

                        Os deficientes conduzem as embarcações, são responsáveis tanto pelo leme, dando direção ao veleiro, quanto pelos cabos e velas.  As atividades já ocorreram em várias cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

                        O projeto está inserido no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONDECA), que tem como objetivo elaborar as políticas de atendimento a este público.

                        As inscrições para a 46ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que ocupará as raias da ilha entre 13 a 20 de julho, entraram em sua terceira e última fase. A partir desta segunda-feira (1º), os velejadores de barcos com vagas próprias pagarão R$200. Nas poitas do Yacht Club de Ilhabela o valor passa para R$420. As equipes têm até o dia 10 para garantir a participação na maior competição de vela oceânica da América do Sul.

                        Para se inscrever, basta acessar o site oficial da competição.

                        As classes Bico de Proa, Clássicos e Multicascos têm um desconto de 30% sobre o valor das inscrições. Já na categoria RGS, apenas os veleiros afiliados à ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano garantem o mesmo desconto. A medida atende ao pedido da própria ABVO, fomentadora da modalidade no País.

                        Cerca de 100 equipes de vários estados brasileiros e também do exterior já confirmaram presença. Para a edição deste ano, foram convidadas as classes ORC, IRC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, Multicascos, Mini Transat, HPE-25 e C30. A competição reúne atletas profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas nas mesmas raias.

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                          Superpopulação de algas ameaça praia paradisíaca no Caribe mexicano

                          Por: Redação -
                          02/07/2019

                          Às margens da praia mexicana de Tulum, a 200 metros de uma pirâmide que os maias ergueram bem onde as ondas quebram, uma lancha jaz sobre um espesso e mal cheiroso manto de sargaço, cuja cor parda cobre suas areias brancas.

                          Há pouca atividade nesta e em outras praias da mundialmente famosa Riviera Maia, onde poucos turistas pegam sol por causa desta alga, cuja proliferação é favorecida pela ação humana e que desprende um cheiro desagradável, além de afetar gravemente o ecossistema e o turismo.

                          O aumento da chegada de sargaço, nativo do Atlântico, ameaça danificar irreversivelmente este ecossistema do sudeste do México.

                          Evidências científicas apontam que o sargaço chega arrastado por ventos e correntes a partir de um novo mar dessa alga – o antigo se localiza em frente aos Estados Unidos -, detectado em 2011 na zona equatorial do Atlântico, entre a América do Sul e a África.

                          Lá, a desembocadura de grandes rios carregados de nutrientes – resíduos da atividade humana -, a desertificação e o aquecimento global propiciam sua proliferação.

                          “Tem mais nutrientes que o mar de sargaço original, além disso há os problemas de desmatamento na África e na América do Sul”, explica Brigitta Van Tussenbroek, pesquisadora da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

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                          “Tudo é antropogênico, não é uma coisa natural”, acrescenta sobre o fenômeno, que também afetou outros pontos do Caribe, como Barbados, Guadalupe e Bonaire.

                          A cientista holandesa alerta que o sargaço está acelerando mudanças no ecossistema em entre 10 e 100 vezes, de modo que urgem medidas “contundentes” que envolvam o governo.

                          “Há esperança mas não temos muito tempo. É questão de anos, não de décadas”, alerta.

                          Uma vez na praia, o sargaço deve ser retirado o quanto antes. Do contrário, se decompõe por ação de bactérias que consomem o oxigênio da água, matando animais que vivem nela, enquanto seu rastro escuro bloqueia a luz solar, eliminando a vida do solo marinho.

                          Além disso, acaba com o tom turquesa do Caribe, fenômeno que poderia ser irreversível pois não se sabe se este ecossistema pode reciclar os resíduos, explica Marta García, cientista espanhola do Instituto de Ciências do Mar da UNAM em Puerto Morelos.

                          “Pode se tornar um desastre ecológico e econômico”, afirma a especialista.

                          A qualificadora Moody’s alertou nesta semana que o fenômeno afetaria os rendimentos de hotéis, aeroportos e autopistas e a arrecadação fiscal. Como exemplo, destaca a queda de 1,8% entre janeiro e abril dos passageiros do terminal de Cancún, o segundo mais movimentado do México, ante o mesmo período em 2018.

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                            Por: Redação -

                            A Autoridade da Indústria Marítima das Filipinas (MARINA) está reforçando suas políticas de turismo marítimo com novas regras de registro, licenciamento e operação de embarcações de recreio para uso comercial ou privado dentro de suas águas territoriais.

                            Cidadãos filipinos e parcerias domésticas, associações ou corporações podem registrar barcos de recreio para uso comercial ou privado. No entanto, as embarcações de recreio registradas sob uma empresa nacional estrangeira ou de propriedade estrangeira ou corporação só devem ser usadas privadamente, de acordo com publicação local.

                            Os barcos de recreio, conforme definido pela agência, incluem embarcações de até 150 pés, usadas exclusivamente para fins recreativos ou de desenvolvimento turístico, seja comercial ou privadamente.

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                            A MARINA concederá um Certificado de Titularidade e um Certificado de Barco de Recreio até a conclusão do processo de registro. O certificado será válido por cinco anos.

                            Além disso, a MARINA manterá um Registro de Embarcações de Recreio para registrar informações essenciais, incluindo o nome das embarcações de recreio, seus números oficiais e oficiais, o nome dos construtores com o local e ano de construção, bem como as especificações da embarcação.

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                              Maurício Guitarrari encontrou na Sessa F42 o conforto de uma casinha. E não quer outra vida

                              Por: Redação -

                              Em 15 anos de mar, o paulista Maurício Guitarrari, 44 anos, está em sua quarta lancha. Sua Sessa F42, a Eivissa, sua primeira lancha com flybridge, tem como base a Marina do Forte, em Bertioga. Veja o relato abaixo.

                              “Sabe aquela história de que, para uma barra de ferro, um ímã é simplesmente irresistível? A aproximação pode ser lenta, mas, à medida que a distância diminui, a atração aumenta até o ponto do contato. Foi esse tipo de atração que me levou à compra de uma Sessa F42, a minha primeira lancha com flybridge. Explico: em 15 anos de mar, eu estava em minha terceira lancha, uma Sessa C40 (antes, por cinco anos, eu tive uma Phantom 290, da Schaefer, que troquei por uma Phantom 345, com a qual naveguei por sete anos).

                              Assim, nada mais natural que o próximo passo fosse uma embarcação com um convés a mais, lá no alto. Afinal, as 40 pés representam o último degrau na escada que separa as simples lanchas de passeio de uma com fly. Para quem precisa de espaço, como eu, que vi a família crescer nos últimos anos com a chegada das crianças, faz toda a diferença. E ainda permite ao comandante uma visão privilegiada de sua navegação.

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                              Comprei a Sessa F42 em 2013. Busquei uma casinha mesmo, para navegar ao lado da minha mulher e duas crianças, além de amigos. Essa 42 pés leva 12 pessoas, sendo que quatro podem dormir a bordo, com bastante conforto, diga-se de passagem, em uma cabine que reúne dois camarotes e dois banheiros, sendo uma suíte na proa, além de recursos que o estaleiro acrescentou para conquistar os brasileiros, como a plataforma de popa maior (e com churrasqueira integrada) e uma mesa grande no cockpit, itens que a original italiana não tem.

                              A única coisa que não me agrada é a porta que separa o salão da praça de popa. Nas novas F42, essa porta abre inteira, integrando os dois ambientes. Já na minha lancha, a porta abre apenas parcialmente, por ser fixa e correr só para um lado. Devido ao tamanho do barco, e por questão de segurança, optei por contratar um marinheiro profissional. Navegamos bastante. Geralmente, pela região do Guarujá. Mas muitas vezes vou a Ilhabela e, ao menos uma vez por ano, estico até Angra, ocasiões em que dormimos a bordo. Estou muito feliz”.

                               

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                                Marcada para o dia 14 de julho, a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil leva as principais equipes da competição para uma disputa de ida e volta passando pelo arquipélago e terminando no Farolete 4 de Ilhabela (SP). Serão aproximadamente 55 milhas de regata.

                                A história da prova de percurso longo que abre a Semana Internacional de Vela de Ilhabela começou em 1996 com o objetivo foi dar mais opções aos participantes do evento, que só disputavam, desde a década de 70, regatas triangulares entre bóias.

                                ”É uma regata que exige muito dos competidores, principalmente o planejamento! É preciso se preparar, entender as condições climáticas e adotar a melhor estratégia para contornar Alcatrazes, voltando com velocidade até o YCI”, disse Mauro Dottori, organizador da Semana Internacional de Vela de Ilhabela e velejador.

                                A regata teve recordes históricos, como a do ano passado do barco Crioula (Soto40), que fez a prova em 6 horas, 1 minuto e 42 segundos. O melhor tempo anterior era do Camiranga, um Soto65, que completou em 6 horas, 4 minutos 3 segundos, em 2015.

                                ”Acho muito difícil quebrar esse recorde novamente e pra falar a verdade nem me passa pela cabeça fazer isso outra vez com o Crioula. Precisaríamos de uma condição perfeita”, disse Samuel Albrecht, atleta olímpico e integrante do recordista Crioula.

                                Outro momento marcante foi o treino do Brasil 1 antes da Volta ao Mundo Ocean Race. No ano de 2005, lotado de convidados, o time de Torben Grael fez o percurso em 6 horas e 18 minutos.

                                No início, a prova tinha largada e chegada no canal de São Sebastião. Aos poucos, a organização adotou alternativas para que os velejadores chegassem mais cedo, pois à noite, a velejada no canal é quase sem vento.

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                                Ainda é cedo para prever (mesmo com a ajuda dos meteorologistas) qual será o cenário para o domingo, 14 de julho de 2019. Cada ano é diferente, com entrada de vento forte, fraco, merreca, lua cheia, céu nublado, chuva, etc… Existe a possibilidade de os velejadores se depararem com as baleias jubartes, que estão passando por Ilhabela para reprodução no litoral baiano.

                                Para o velejador profissional André ‘Bochecha’ Fonseca, a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil tem sempre um truque. ”Principalmente quando tem vento leste na ida, quando forma atrás do morro da Ponta da Sela um bolsão sem vento. É essa a parte mais difícil quando predomina o leste. A regata de vento sul é mais dura, pois tem um contravento forte na ida e uma volta rápida de popa”.

                                ”É uma regata com muita bandeira amarela e nós sempre tentamos não fazer um mau resultado, pois ela é importante. Para ser campeão da Semana Internacional de Vela de Ilhabela é preciso fazer uma boa média e descartar a Alcatrazes por Boreste por um resultado ruim não é uma boa ideia”, concluiu o tático do Pajero, equipe que vai disputar o título da competição na classe ORC com seu S40.

                                No mesmo dia, só que para os barcos menores, saem no mesmo horário a Ilha de Toque-Toque por Boreste e a Renato Frankenthal. O tradicional desfile dos barcos antes da regata de abertura está confirmado!

                                Inscrições

                                Os velejadores de barcos com vagas próprias pagarão R$200 para participar da Semana de Vela de Ilhabela. Nas poitas do Yacht Club de Ilhabela, o valor passa para R$420. As vagas nas marinas estão esgotadas. As equipes têm até o dia 10 para garantir a participação na maior competição de vela oceânica da América do Sul.

                                Para se inscrever, basta acessar o site oficial da competição.

                                Nas categoria RGS, Bico de Proa, Clássicos e Multicascos apenas os veleiros afiliados à ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano garantem o mesmo desconto de 30% sobre os valores vigentes da inscrição. A medida atende ao pedido da própria ABVO, fomentadora da modalidade no País.

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                                  Brasil tem previsão de mau tempo com mar ruim vindo do Sul a partir desta quarta-feira

                                  01/07/2019

                                  A Iniciativa Pro Mar, serviço de utilidade pública de pesquisa marinha e segurança da navegação na região Sul e Sudeste, detectou tempo com mar muito ruim subindo do Sul nesta quarta-feira, 3 de julho, até a madrugada de domingo, 7. As condições previstas, nesta data, podem se alterar nas próximas horas.

                                  Entre 4h e 8h da manhã da quarta (3), no Rio Grande do Sul, estão previstos ventos de 27 nós de SW com rajadas de 37 a 42 nós. Ondulação costeira subindo para 2,5 a 2,7 metros por SW. Ainda no dia 3, por volta das 19h ou 20h, vento estabilizado na mesma marca mas com mar já desenvolvido e formado entrando por S com 3,4 a 3,7 metros.

                                  No fim da manhã e início da tarde do dia 4, quinta-feira, já entre Paranaguá, em Ubatuba, ventos de 15 nós e rajadas de 19 por SE todavia já com ondulação chegando pelo S atingindo 2,6 metros e evoluindo a possíveis 3,2. À noite, entre 19h e 20h do Sul de São Paulo a Cabo Frio, vento ainda por SE com intensidade de 19-21 nós e rajadas de 28-30 nós. Ondulação por S entre 3,2 a 3,4 metros.

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                                  Esta mesma condição praticamente se estabiliza até o início da noite de sexta, pelas 20h.
                                  Já entre 21h e 22h, em praticamente toda a área “C” (Área martítima costeira do Cabo de Santa Marta (SC) ao Cabo de São Tomé (RJ)) até a manha de sábado, dia 6, são esperados ventos por SW com media de 35 a 37 nós e rajadas de mais de 55 nós. A ondulação neste horário e algumas horas seguintes deve atingir 4,3 metros podendo atingir até 5 metros, por Sul.

                                  No domingo (7), a situação deve se acalmar, já pela manhã, com ventos bem mais calmos, de 12 nós, ainda por SW e ondulação descendente chegando no final da manhã aos 2,6 metros por SSW. Tais condições devem prevalecer por quase toda a área “C”.

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                                    Com Robert Scheidt e mais três atletas, Brasil disputa Mundial de Laser

                                    Por: Redação -

                                    O Brasil terá quatro velejadores na disputa do Campeonato Mundial da Classe Laser, a partir do próximo dia 4, em Sakaiminato, no Japão. O bicampeão olímpico Robert Scheidt estará na água, junto com Bruno Fontes, João Pedro Souto de Oiveira e Philipp Grochtmann. No fuso horário de Brasília, as primeiras regatas estão marcadas para as 23h desta quarta-feira, dia 3. A competição vai até o dia 9 e vale como critério de seleção para definir o atleta que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

                                    De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela Confederação, o velejador brasileiro mais bem colocado neste Mundial, contanto que esteja dentro do top 18 da competição, estará elegível para defender o país em Tóquio 2020. Ele só perderá essa vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no Evento-Teste Enoshima 2019 ou subir no pódio do Mundial da Laser em 2020.

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                                    “O Campeonato Mundial tem nível mais alto que a própria Olimpíada, porque são mais representantes por país. Cheguei com mais de uma semana de antecedência para fazer uma boa aclimatação, reconhecimento da raia. Tudo para chegar o mais bem preparado possível para conseguir estar nos Jogos de Tóquio. Vou dar o meu máximo para chegar no top 18 aqui no Japão e atingir o índice de classificação para integrar a equipe brasileira”, disse Robert Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas entre elas duas de ouro na classe Laser (Atlanta-1996 e Atenas-2004).

                                    A classe Laser é tradicionalmente uma das mais concorridas, e o Mundial 2019 conta com um total de 159 competidores inscritos. Bruno Fontes chega ao Mundial credenciado pelo título da última Copa Brasil de Vela, quando superou o próprio Scheidt. Já João Pedro Souto de Oliveira foi o melhor brasileiro no Mundial de 2018, quando classificou o país para os Jogos Olímpicos ao ficar em 19º lugar. O jovem e promissor Philipp Grochtmann completa a delegação.

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                                      Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019 abre terceiro lote de inscrições

                                      Por: Redação -

                                      A partir desta segunda-feira (1º de julho), os velejadores de barcos com vagas próprias pagarão R$200 para participar da Semana de Vela de Ilhabela. Nas poitas do Yacht Club de Ilhabela, o valor passa para R$420. As vagas nas marinas estão esgotadas. As equipes têm até o dia 10 para garantir a participação na maior competição de vela oceânica da América do Sul.

                                      Para se inscrever, basta acessar o site oficial da competição.

                                      Nas categoria RGS, Bico de Proa, Clássicos e Multicascos apenas os veleiros afiliados à ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano garantem o mesmo desconto de 30% sobre os valores vigentes da inscrição. A medida atende ao pedido da própria ABVO, fomentadora da modalidade no País.

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                                      Cerca de 100 equipes de vários estados brasileiros e também do exterior já confirmaram presença. Para a edição deste ano, foram convidadas as classes ORC, IRC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, Multicascos, Mini Transat, HPE-25 e C30. A competição reúne atletas profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas nas mesmas raias.

                                      O tradicional Desfile de Barcos vai abrir as raias da Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019, no domingo (14). Depois, os velejadores seguem para as três regatas de percurso do dia. A Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil desafiará os veleiros com o percurso mais longo da competição, ultrapassando as 60 milhas náuticas. Logo na sequência serão dadas as largadas para as provas Ilha de Toque-Toque por Boreste e a Renato Frankenthal.

                                      Na segunda-feira (15), a novidade será a Regata Vela do Amanhã. Crianças e adolescentes da Escola de Vela de Ilhabela EVI e de outros projetos da região poderão vivenciar a disputa de alto nível técnico ter um maior intercâmbio com velejadores profissionais. A direção da SIVI considera esse evento de grande importância e conclama todos os barcos inscritos na competição a participarem. Basta se inscrever na secretaria do evento.

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                                        Morre Carlos Brancante, um dos maiores ícones da navegação no Brasil

                                        Por: Redação -

                                        Morreu nesta segunda-feira, em São Paulo, o empresário do ramo de seguro náutico Carlos Brancante. O velório está acontecendo no Funeral Home, rua São Carlos do Pinhal, número 376, na Bela Vista, em São Paulo, e vai até as 15h.

                                        Com mais de 60 anos de mar, o paulista Carlos Brancante teve um currículo náutico capaz de despertar a admiração de qualquer navegador — mesmo daqueles famosos por suas andanças pelo planeta. Acumulou mais de 200 000 milhas navegadas — ou o equivalente a oito voltas em torno da Terra pela linha do Equador! E a proeza se torna ainda mais expressiva pelo fato de ele ter sido um navegador amador, ou seja, nunca viveu no mar nem dependeu dele. Tampouco zarpou para uma volta ao mundo. Sua relação com as águas se resumia ao lazer nas folgas ou nos fins de semana.

                                        Brancante descobriu o gosto pela navegação ainda garoto, quando ganhou dos pais uma canoa, com a qual aprendeu a pescar de corrico em São Sebastião, no litoral norte paulista. Aos 19 anos, a canoa foi trocada por um veleiro. Desde então, raros foram os fins de semana em que ele não passou embarcado. Veio daí a sua marca invejável. Durante um bom tempo, competiu em regatas. Depois, adquiriu o Lord Gato, um trawler de 60 pés que o acompanhou por muitos anos. Foi com ele que decidiu que passaria a navegar pelo menos 90 dias por ano, sempre anotando o que acontece em suas navegadas, procedimento que seus amigos batizaram de “Método Brancante de Navegação”).

                                        Nenhum detalhe da navegação, por mais corriqueiro que seja, escapava de ser registrado no implacável diário de bordo do Lord Gato. É que Brancante adotava o mesmo procedimento que os comandantes da Marinha nos navios. Por conta disso, Brancante já até recebeu da Marinha as medalhas do Mérito Naval e Tamandaré, além de quatro âncoras por ter permanecido, certa vez, 1 000 dias seguidos no mar.

                                        O Grupo Náutica lamenta a perda e presta sentimentos aos familiares e amigos de Carlos Brancante.

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                                          Ele é um profissional a quem nenhum dono de barco espera um dia precisar recorrer. Pudera, sua missão (quase sempre complicada) é trazer à tona barcos acidentados ou naufragados em nossas águas. Sim, Raphael Emygdio Pereira Neto arrisca a vida mergulhando até encontrar, para depois resgatar, barcos que repousam nas mais diversas profundidades.

                                          Já ouviu falar no nome dele? Provavelmente, não. Mas em suas proezas, certamente sim, embora quase sempre sem os devidos créditos. Por exemplo: há alguns anos, na Praia de Perequê, no Guarujá, foi Raphael quem retirou das pedras costeiras a lancha de 50 pés do piloto Felipe Massa. Embora não tenha afundado por completo, a lancha fazia água por causa de um rombo no casco. Por conta da fama do então piloto da Ferrari, a história ganhou as manchetes dos jornais e sites de notícias, mas ninguém descreveu a delicada logística montada no resgate da embarcação, chamada Fiorano.

                                          Na tarefa, a equipe de Raphael — dono da companhia paulista de salvatagem Costa Norte Dive, Serviços Subaquáticos — teve de usar três embarcações e mais dois botes de apoio, até afastar a lancha das pedras e rebocá-la, sem novos danos. A manobra exigiu a ação de dois mergulhadores (e 24 cilindros de ar comprimido), quatro ajudantes de superfície e cinco funcionários na retaguarda. Sem contar o emprego de 53 lift bags — balões de elevação e flutuação, seus principais aliados nessas missões quase impossíveis.

                                          60% dos acidentes registrados em nossas águas envolvem lanchas; 30%, barcos de pesca

                                          Outras proezas de sua intrépida equipe e seus incríveis balões de elevação foram a salvatagem de uma lancha 60 pés em Florianópolis e o resgate de uma de 83 pés naufragada na embocadura do rio Caravelas, no sul da Bahia. “Neste caso, apenas o flybridge estava fora da água”, recorda. Depois da salvatagem, a 83 pés foi rebocada até Angra dos Reis — 650 milhas náuticas adiante —, em uma operação que consumiu cinco dias e cinco noites, fora os três dias para salvar a lancha. “Nesse trabalho, agradeço a ajuda local do senhor Tião da Balsa, personagem local de Caravelas”, acrescenta Raphael.

                                          Sua empresa tem 250 lift bags, importados dos Estados Unidos. Com eles, retira da água barcos naufragados, em média, a mais de 10 metros. “Mas já fomos buscar uma lancha de pesca (arrastão de camarão) de 35 pés que repousava a cerca de 20 metros abaixo do nível do mar, ao sul da Ilha das Couves, em São Paulo”, conta Raphael, um paulistano radicado em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, desde meados dos anos 1970.

                                          A equipe já resgatou uma lancha de pesca de 35 pés que repousava a cerca de 20 metros abaixo do nível do mar

                                          O segredo do sucesso dessas operações é saber distribuir os lift bags, de capacidades diferentes, de maneira que o barco naufragado volte à tona bem equilibrado. Para facilitar as manobras subaquáticas, as máscaras de mergulho são do tipo full face, que permite a comunicação dos mergulhadores entre si e com a base. “É importante frisar que atuamos estritamente dentro das normas legais e mantém excelente relacionamento com todos os órgãos envolvidos nesse tipo de ocorrência”, ressalta Raphael.

                                          Pelas estatísticas da Costa Norte Dive, 60% dos acidentes registrados em nossas águas envolvem lanchas; 30%, barcos de pesca; e o restante, embarcações diversas. A principal causa de sinistros no Brasil é a colisão com costeiras, parcéis e lajes. “Ocorre especialmente na região de Angra dos Reis, onde há mais lanchas e mais pedras”, diz Raphael.

                                          O segundo motivo de acidentes é o incêndio. Acontece, em geral, com aqueles barcos mais antigos, que têm instalações elétricas precárias. “Com exceção dos piores casos de incêndio — quando ocorre perda total e o barco é içado apenas para a seguradora avaliar as razões do sinistro —, toda embarcação é recuperável”, garante Raphael. Palavra de quem já resgatou cerca de 300 embarcações do fundo do mar.

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                                            Adelaide Boat Show atraiu mais de 7 mil visitantes este ano

                                            Por: Redação -

                                            O Adelaide Boat Show 2019 foi considerado um grande sucesso por seus organizadores, o Boating Industry Association (BIA) da Austrália, apesar de uma queda de 3% no atendimento a 7 698 visitantes.

                                            A edição deste ano aconteceu de 27 a 30 de junho de volta no Centro de Convenções de Adelaide, no coração da cidade, e visando um público mais jovem. “Nossas equipes criativas, de marketing e de mídia foram encarregadas de oferecer um público mais engajado”, disse o gerente de eventos Domenic Genua. “Precisávamos sacrificar o número total de visitantes em troca de mais famílias com o desejo de participar do estilo de vida agora, juntamente com futuros compradores de barcos que ajudarão a nossa prosperidade nos próximos anos”.

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                                            O planejamento para 2020, com datas estipuladas, já começou. Um plano de longo prazo também foi planejado para mover o evento um pouco, a fim de que a partir de 2021 não haja conflito com os requisitos de negócios de fim de ano.

                                            Para Stuart Myles, presidente do Conselho da Austrália Meridional, “embora tenha havido alguma apreensão inicial por mudanças, a decisão de fazê-lo se mostrou absolutamente correta e um trampolim positivo para o futuro do mercado de barcos de recreio. Os australianos do sul são amantes de barcos; no entanto, a oportunidade de crescimento é considerável. Se quisermos compartilhar a paixão pelo estilo de vida, precisamos colocar o barco em um pedestal, e a qualidade do local e nossa capacidade de usar sua atmosfera fabulosa vai muito além disso”.

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                                              Por: Redação -

                                              O novo iate Sirena 88 está sendo finalizado pela Sirena Yachts e fará sua estréia mundial no próximo Cannes Yachting Festival, em setembro de 2019. Após o Sirena 85, ele se tornará a maior unidade construída pelo estaleiro.

                                              O casco, o convés e a superestrutura de fibra de carbono foram feitos a vácuo antes de serem montados. O trabalho de desenvolvimento nos conveses inferior, principal e no flybridge já começou. No convés principal, será possível escolher um arranjo com cozinha aberta ou fechada. Dependendo da versão escolhida, há uma grande mesa de jantar para 10 pessoas ou uma mesa menor com um bar na versão de cozinha aberta.

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                                              O Sirena 88 oferecerá cinco camarotes, incluindo a suíte do proprietário localizada no convés principal. Ela, particularmente bem equipada, irá oferecer um escritório em combinação com uma penteadeira, uma área de estar, e um banheiro com banheira.

                                              A vista para o mar é reforçada por uma varanda no lado da porta. O Sirena 88 será alimentado por dois motores MAN de 1550 hp de potência.

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                                                Novo SanLorenzo Asymmetric SL 102 é o primeiro iate assimétrico do mundo. Entenda a diferença

                                                28/06/2019

                                                Mais uma vez, o estaleiro italiano SanLorenzo se superou. Apresentado no recente Miami Yacht Show, o SanLorenzo SL 102 Asymmetric é um iate ousado, realmente novo, projetado para deixar uma marca. A singularidade está no fato de ser “assimétrico”, palavra que os dicionários definem como “desigual, diferente, com ausência de simetria”. Mas, onde estaria essa assimetria? Ela está aí, embora não seja percebida à primeira vista, com o iate visto de perfil. E isso é exatamente o que os projetistas do barco tinham em mente quando transportaram para os 102 pés (31,10 metros de comprimento) do SanLorenzo a ideia original do polêmico designer de carros americano Chris Bangle, conhecido por “pensar fora da caixinha”, e que revolucionou a estética da Fiat e da BMW.

                                                Entre outros feitos, Bangle foi responsável pela mudança radical da linguagem de estilo da BMW no início deste século, que inicialmente, por sinal, gerou muitos protestos entre os fãs da marca de Munique, que chegaram a criar petições para que fosse despedido. Aos críticos, ele dizia que, um dia, se perceberia que tudo aquilo iria fazer sentido. Como fez…
                                                É o que se espera que aconteça agora com este novo conceito aplicado no SanLorenzo SL 102 Asymmetric, sua primeira criação para o setor náutico. “Nossa filosofia de design é tratar diferentes coisas de maneira diferente — porque elas são diferentes”, explica o genial designer americano, cujas ideias para construção deste 102 pés foram postas em prática pela empresa italiana de arquitetura Zuccon, junto com o escritório técnico da própria Sanlorenzo.

                                                Olhando para o convés principal, você percebe onde a novidade está “escondida”? A tal assimetria está nas laterais do barco, nas passagens da proa para a popa (ou vice-versa). A boreste tem a passagem lateral externa clássica, enquanto que a de bombordo não tem. Ou seja, desse lado você não passa para a proa. E onde está o convés lateral a bombordo? Fica no convés superior! Esta solução, muito mais do que pela originalidade do design, chama atenção pelos benefícios que traz para o espaço interior do barco, tornando-o ainda mais habitável. Não é nada, não é nada, a assimetria resultou em um ganho de 10 metros quadrados na sala de estar. Não se trata apenas de tamanho, embora o conforto que ele proporciona esteja presente. O que faz a diferença é a abundância de vidros e, principalmente, onde eles foram colocados.

                                                De um lado, o salão do SL 102 tem uma incrível janela que se estende do piso ao teto, com vista panorâmica do mar; e de outro lado uma sacada, ou melhor, um terraço que se debruça sobre o mar. Com isso, os projetistas levaram o ambiente de uma casa de praia para dentro do barco. Um efeito, enfim, sensacional. Outro detalhe interessante dessas janelas é que elas são deslizantes. Com o barco navegando, ficam fechadas e protegidas. Já com o iate ancorado, abrem-se e deixam a brisa do mar entrar no salão. Em contraposição, na popa, a simetria (proporção entre os dois bordos) é perfeita: as duas escadas laterais emolduram a porta da garagem (onde cabem, ao mesmo tempo, um bote de apoio de 15 pés e um jet) em harmonia e equilíbrio.

                                                Muito mais do que promover a originalidade do design, o novo conceito cria espaço inéditos
                                                no interior do iate

                                                De resto, o SL 102 mantém todas as características que fizeram deste tradicional estaleiro italiano um primor de requinte e tecnologia. Fundado em 1958, a Sanlorenzo está para os barcos de luxo assim como a Bentley para os automóveis. É, por si só, uma grife e garantia de extrema qualidade e bom gosto. Suba a bordo de qualquer iate da marca e você notará logo o que isso significa.

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                                                Construído só com materiais especiais, o SL 102 usa e abusa da fibra de carbono na superestrutura, por exemplo. Sua cabine, além do enorme salão iluminado por fartas janelas envidraçadas, tem duas opções de layout. A primeira tem a suíte do proprietário à frente quase na proa, no convés principal, e quatro camarotes de hóspedes no convés inferior. Nesta versão, a suíte máster tem uma porta, a boreste, que dá acesso à espaçosa “sala” de proa — por sinal, toda a área dianteira do iate é um espaço reservado aos proprietários, que, com isso, não são obrigados a cruzar com os convidados, nos momentos de privacidade.

                                                A segunda opção reúne todos os camarotes, incluindo a suíte do proprietário, no convés inferior — neste caso, o convés principal passa a ser ocupado por uma grande cozinha aberta, conectada ao salão e ao balcão do bar, como um loft, com vista para o cockpit, onde há espaço de sobra para momentos de descontração ao ar livre, com várias cadeiras para os banhos de sol. Uma vez lá dentro desse salão é difícil dizer que se está a bordo de um barco. Na praça de popa, as duas mesas cobertas de popa podem ser usadas para cafés e coquetéis casuais, ou unidas e levantadas para criar uma mesa de jantar para grandes refeições com amigos e familiares.

                                                O SL 102 está repleto de inovações e boas soluções. Por exemplo: você jura que se trata de um iate com capota rígida e teto solar, em vez de flybridge, certo? Meia verdade. É que — sim! — ele tem um flybridge, embora esse esteja tão bem integrado ao restante do casco que, à primeira vista, mal é percebido. A impressão é a de uma lancha de estilo hard-top — o que também é verdade. Como isso é possível? Simples: o flybridge (identificado apenas por uma capotinha de vidro e fibra de carbono) é recuado em relação às lanchas convencionais. Esse truque permite ao posto de comando interno o privilégio de ter, também, um teto solar, e pilotar ao ar livre.

                                                Na decoração, o clássico dá lugar ao estilo mais suave e descontraído, trazendo uma sensação de conforto e descanso, típico de uma casa de praia. A designer Marty Lowe, responsável pelo projeto, o define como “deliberadamente casual.” Tudo é muito clean e, ao mesmo tempo, aconchegante. Outro detalhe interessante é que o projetista incorporou ao salão a escada exterior que leva ao flybridge, encasulando-a entre paredes de vidros.
                                                Os motores são dois MTU M96 de 16V e 2 434 hp cada, que podem levar o iate a uma velocidade máxima de 28 nós, mas há também uma versão com dois MTU M86, de 2 216 hp, que alcançam 26 nós. Um banco de baterias de lítio suplementa os dois geradores.

                                                Para completar, SanLorenzo SL 102 tem ainda um avançado estabilizador de oscilações do casco, que funciona tanto com o barco em movimento quanto parado, proporcionando uma navegação suave e confortável em quaisquer condições do mar. Para manobrar o SL 102, o posto de comando de tamanho fabuloso ocupa toda a largura do casco, que é de 7,10 metros. Nele, o comandante tem à disposição eletrônicos de alto padrão e poltronas de couro ergonômicas — aliás, como era de se esperar de uma embarcação que tem a marca SanLorenzo estampada no casco e que, apesar do design peculiar, manteve as características que tornam esses iates italianos verdadeiramente inconfundíveis: linhas sóbrias, limpas e elegantes. Resumindo: um autêntico iate fora de série, como era de se esperar de um projeto saído da cabeça de Chris Bangle, e que por isso está dando o que falar.

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                                                  Por: Redação -

                                                  O Departamento de Antiguidades do Chipre, ilha localizada no Mar Mediterrâneo, anunciou a descoberta de um naufrágio de uma embarcação do antigo Império Romano na costa do país. O barco foi encontrado cheio de ânforas, nome dado aos vasos utilizados para o transporte de mercadorias, que provavelmente estavam sendo comercializadas para as províncias romanas da Síria.

                                                  De acordo com as autoridades, esse é o primeiro naufrágio romano considerado em excelente estado encontrado na região: de acordo com os pesquisadores, o material encontrado está quase intacto até hoje. Espera-se que o estudo dê nova luz sobre a amplitude e a escala do comércio marítimo entre o Chipre e as províncias romanas do Mediterrâneo oriental.

                                                  Os destroços foram encontrados por Spyros Spyrou e Andreas Kritiotis, mergulhadores voluntários da equipe de pesquisa arqueológica subaquática do Laboratório de Pesquisas Arqueológicas Marítimas (MARELab) da Universidade do Chipre. O Departamento de Antiguidades agiu imediatamente após ter sido relatado, a fim de garantir os fundos necessários para cobrir o custo da investigação preliminar o mais rapidamente possível. O naufrágio ocorreu perto costa de Protaras, uma cidade turística conhecida por suas praias.

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                                                  Em comunicado, o governo cipriota agradeceu aos voluntários e à sociedade civil pelo apoio no trabalho de investigar a embarcação. “Essa mobilização de autoridades e cidadãos em torno de um importante sítio arqueológico envia mensagens otimistas sobre a proteção do patrimônio cultural pela sociedade cipriota”.

                                                  Uma equipe de arqueólogos, estudantes e voluntários da MARELab, liderada pela Dra. Stella Demesticha, Professora Associada de Arqueologia Marítima, já está em Protaras. A equipe está trabalhando na documentação e proteção do site, em colaboração com o Dr. Dimitris Skarlatos, Professor Associado do Departamento de Engenharia Civil e Geoinformática, Universidade de Tecnologia do Chipre, e Eleni Loizides, Conservadora, no Departamento de Antiguidades.

                                                  Este projeto também marca um marco para a arqueologia cipriota, porque é a primeira vez que um projeto arqueológico submarino é totalmente financiado pelo Ministério dos Transportes, Comunicações e Obras.

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                                                    A Hanse Yachts, fabricante de veleiros, anunciou a aquisição do estaleiro francês Privilège Marine, especialista em catamarãs. Em junho de 2017, a fabricante francesa foi adquirida pelo investidor financeiro alemão Aurelius – cujos investimentos em carteira, que incluem 21 empresas, chegaram a pouco menos de € 4 bilhões nas vendas anuais de 2018.

                                                    A Hanse Yachts comprou, então, os moldes dos barcos existentes da Aurelius e garantiu os direitos de marketing. Além disso, um contrato de consultoria e compras foi concluído para que a empresa alemã pudesse “ampliar suas habilidades em construção de série e as oportunidades de vendas resultantes” para o estaleiro de catamarã francês, disse o porta-voz da Hanse. Desde então, o Privilege Marine foi considerado publicamente como parte do portfólio da Hanse Yachts, mas esta transação representa a transferência total de todos os direitos de propriedade e ativos para o construtor alemão.

                                                    “Depois de um período de seca”, diz o CEO da Hanse Yachts, Jens Gerhardt, “o Privilège está agora no ponto de equilíbrio. Este é o momento ideal para assumirmos completamente a empresa e expandir nossa estratégia de multimarcas”. Segundo Gerhardt, a Privilège Marine tem uma boa carteira de encomendas de mais de € 25 milhões.

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                                                    A Hanse Yachts surpreendeu repetidamente o público com aquisições estrategicamente sólidas de marcas e estaleiros. Segundo o CEO da Hanse Yachts, os catamarãs são uma área na qual a Hanse pode se tornar ainda mais forte.

                                                    “O mercado de catamarãs é muito atraente, é o que mais cresce em todos os segmentos de mercado no mundo e dobrou em menos de cinco anos”, disse Jens Gerhardt em um comunicado. “Ao adquirir Privilège por um preço de compra atrativo de 500.000 euros, estamos aumentando nossa capacidade em mais de 30 milhões de euros por ano, dando um novo impulso ao nosso curso de crescimento a longo prazo”.

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                                                      Por: Redação -

                                                      O lançamento do Anuário Brasileiro de Vela 2019 aconteceu no último dia 26, no Espaço Mit, localizado no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A publicação de mais de 400 páginas está na terceira edição e documenta o que aconteceu nos esportes de vela no último ano, com cobertura e resultados de mais de 115 regatas realizadas no Brasil, além de matérias especiais sobre eventos internacionais, regras de regata, listas com as principais marinas, Iate Clubes, associações de classe e fornecedores.

                                                      Fotos: Luiz Pelizzer

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                                                      “Muito mais que resultados, o Anuário Brasileiro de Vela retrata o Life Style e a cultura da Vela. Você tem guia de destinos para curtir, uma parceria com Hélio Magalhães, você tem regras de regata detalhadas e até o Ripeam, que é de porte obrigatório. Ou seja, se você tem o Anuário no barco, já tem esse documento exigido pela Marinha”, disse Murillo Novaes, publisher e idealizador do lançamento.

                                                      O Anuário Brasileiro tem o patrocínio da Mitsubishi, Br Marinas, Energisa, Grupo Náutica e Gráfica Movimento. Pode ser adquirido pela internet no site www.anuariodevela.com.br. A edição do ano que vem já está em produção e terá destaque na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos do Japão.

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                                                        Por: Redação -

                                                        A Semana Internacional de Vela de Ilhabela oferece várias opções para velejadores e amantes do mar participarem do evento, considerado o maior da América do Sul na modalidade. A competição chega à sua 46ª edição em Ilhabela (SP) e reúne não só atletas campeões como amadores e até marinheiros de primeira viagem.

                                                        O campeonato será realizado de 13 a 20 de julho e terá várias classes no calendário, incluindo as que possuem maior número de amadores ou cruzeiristas, como a Bico de Proa e a RGS. Nesses casos, os donos usam as embarcações durante o ano para laser e nas férias de inverno se juntam à flotilha, que já ultrapassou 100 barcos para a edição 2019.

                                                        Os caminhos para disputar as provas não obrigam o velejador ser profissional, muito menos ser proprietário de um barco! Escolas de vela, aluguel de embarcações, o bolsa tripulante e até cotas estão no radar.

                                                        Os futuros velejadores podem se inscrever em escolas de vela da região e treinam durante o ano com seus colegas. Um skipper experiente comanda os barcos e distribui as funções a bordo, como é o caso da Veleiros Eventos, de Hillpert Zamith. O veleiro H2Orça está inscrito na Semana Internacional de Vela de Ilhabela 2019 na classe Bico de Proa.

                                                        ”A gente não tem compromisso com a vitória e sim ensinar o velejador a participar de uma regata e velejar. O aluno vai se preparar em situações diversas, como ventos muito fortes, superiores a 30 nós, e calmaria”, disse Hillpert Zamith.

                                                        Correr a Semana Internacional de Vela de Ilhabela para os aprendizes na modalidade pode ser considerado um curso intensivo de oceano, pois os alunos aprendem inúmeras situações de velejada em um curto espaço.

                                                        A escola BL3, por exemplo, que vai disputar o evento com dois barcos nesta temporada, a cada ano oferece aos alunos essa experiência no mar do litoral norte de São Paulo.

                                                        ”A quantidade de coisas que ocorre em uma tarde de regata se equivale a anos de uma velejada em cruzeiro, ou seja, os participantes vivenciam uma série de situações como manobras, trocas de velas, regras de segurança numa prova. Aí quando o aluno vai para o cruzeiro dá mais conta”, contou Pedro Rodrigues, da BL3, que vai com os barcos Urca e Mangalô.

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                                                        Aluguel

                                                        Uma das opções que a cada ano é mais utilizada é o aluguel de barcos. Em 2018, por exemplo, os argentinos do Gualicho del Sur buscaram um HPE-25 para correr as regatas de julho. No ano anterior, o Mad Max fez a mesma coisa e saiu campeão da HPE-30.

                                                        ”O brasileiro não tem muito essa cultura de alugar o barco. Tem um carinho para com a embarcação, é como se fosse um filho. Na Europa é muito diferente, se você quer correr um campeonato tem como encontrar várias opções. Isso que a gente quer aqui! Quanto mais barco tiver para alugar no Brasil, mais fácil para o estrangeiro vir”, explicou Cuca Sodré, um dos organizadores da Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

                                                        Cotistas

                                                        Os velejadores podem comprar vagas em barcos para o evento e juntar um grupo de amigos para comprar uma embarcação.

                                                        Há também a opção de fazer em cotas, o que pode facilitar a vida de quem quem vivenciar experiência da maior regata do País. Na linguagem moderna é a tal propriedade compartilhada. Neste caso, os cotistas agendam os dias para utilizar visando o laser ou até mesmo as regatas.

                                                        O Atobá, que é um barco de propriedade compartilhada, terá um comandante que adquiriu uma das cotas durante a Semana Internacional de Vela de Ilhabela.

                                                        ”É a otimização de recursos também na vela. Podemos dizer que isso é uma tendência mundial, hoje a propriedade compartilhada está em carros de luxo, lanchas, casas de veraneio e agora na modalidade vela”, explicou Hillpert Zamith, idealizador do barco compartilhado em cotas.

                                                        Bolsa tripulante

                                                        Todos os anos, a organização da Semana Internacional de Vela de Ilhabela abre a Bolsa Tripulante. Por meio do site oficial do evento, velejadores amadores que não tem barco próprio podem concorrer a uma vaga para disputar as regatas.

                                                        Os candidatos informam os dados pessoais e detalhes pertinentes ao mundo náutico como experiência, peso e função a bordo. Os comandantes dos times analisam a lista e podem escolher o tripulante.

                                                        ”Meu objetivo é ter experiência em outros barcos, pois já corri a Semana de Vela com aluno de uma escola de vela. A competição é muito boa e tive a oportunidade de participar de todas as funções a bordo!”, contou Adriano Ferri, que está na lista do bolsa tripulante.

                                                        Inscrições

                                                        O evento entrou no segundo lote de inscrições. Até o dia 30 de junho, o velejador integrante de barco que não necessita usar poitas ou a marina do YCI desembolsará R$ 140.

                                                        Já os que utilizarem as poitas do Yacht Club de Ilhabela (YCI) pagam R$ 300 e os que necessitarem de vagas na marina do clube R$ 420. Os valores são por tripulante. As inscrições seguem abertas pelo site.

                                                        O desconto de 30% da classe RGS vale apenas para os veleiros afiliados à ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano. Caso contrário, os valores vigentes serão os da tabela ORC, IRC, C30, HPE 30, Multicasco e HPE 25.

                                                        Para as categorias dos barcos Clássicos e Bico de Proa, o desconto de 30% na inscrição está mantido. A medida atende a um pedido da própria ABVO. A Semana Internacional de Vela de Ilhabela reforça a importância da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano como fomentadora da modalidade no País.

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                                                          Por: Redação -
                                                          27/06/2019

                                                          Nosso #tbt de hoje é especial para os amantes da vela de cruzeiro. O icônico Brasília 32, projetado por Gilberto Saeger, foi o primeiro veleiro oceânico brasileiro de fibra de vidro a ser construído em série nos anos 1970. No fim da década de 1980, 300 unidades do barco já haviam sido vendidas pela Brasília Náutica, inaugurando a nova era da vela de cruzeiro no país.

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                                                            Como parte da extensa programação divulgada pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, da Semana do Meio Ambiente 2019, o arquipélago também recebeu o Ocean Cleanup Day (Mutirão de Limpeza dos Mares), em diversas praias, recentemente.

                                                            A ação, que contou com a participação de diversas empresas de mergulho de Ilhabela e São Sebastião (SP), além de instituições ambientais, como o Instituto Argonautas, a Operação Praia Limpa e Sea Shepherd Conservation Society, recolheu 310kg de lixo das praias ilhéus.

                                                            A iniciativa, sugerida por um munícipe e apoiada pela Prefeitura, foi realizada no Dia Mundial dos Oceanos, e também reuniu pescadores das duas cidades e voluntários.

                                                            As empresas de mergulho (Colonial Diver, Alpha Mergulho, Oceano Sub, Narwhal, Ilha Diver, Mar e Vida, Mako e Máfia do Mergulho) se uniram em prol de um único objetivo, coordenadas por um representante da Professional Association of Diving Instructors (Padi), organização de treinamento de mergulho que regulamenta a funcionalidade das empresas.

                                                            “Essa é mais uma das ações em que podemos ver que a Prefeitura pode e consegue trabalhar em parceria com a sociedade civil organizada”, destacou Mariana Ferraz, da Secretaria de Meio Ambiente.

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                                                            De acordo com a pasta responsável, as operadoras de mergulho conseguiram mobilizar clientes para realizar da ação e com isso, fomentaram o turismo ambiental na baixa temporada, já que a atividade promoveu a limpeza das praias, entre elas: Vila, Julião, Grande, Arrozal, Ilha das Cabras, Portinho, Curral, Feiticeira e Caveira.

                                                            Ao final das ações, o Perequê foi palco para uma confraternização entre os participantes, na qual a secretária de Meio Ambiente, Maria Salete Magalhães esteve presente.

                                                            “O evento foi extremamente importante, pois o lixo prejudica muito os animais marinhos. Infelizmente eles não sabem diferenciar lixo de comida e se alimentam de tudo que encontram e, quando eles comem esses resíduos, acabam morrendo asfixiados ou morrem de fome pois ficam impossibilitados de se alimentar”, finalizou Mariana.

                                                            Foram encontrados, além de grande material plástico, pneus, itens de pesca, vidros e outros.

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