Quase o dobro do Burj Khalifa! Gigante montanha submarina é encontrada na Guatemala

Com 1.600 metros de altura, o monte submarino mede quase duas vezes mais que o edifício mais alto do mundo

01/12/2023
Foto: Schmidt Ocean Institute/ Divulgação

Imagine o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo — que possui impressionantes 828 metros de altura — , só que no fundo do mar. Agora, dobre o tamanho desta construção, e você chegará a um resultado próximo ao tamanho do monte submarino encontrado por pesquisadores, nas águas profundas da Guatemala.

A descoberta do monte, que se estende por 1.600 metros — equivalente a gigantescos 5.249 pés –, foi feita por cientistas da Schmidt Ocean Institute (SOI), dos Estados Unidos. Os pesquisadores o encontraram a 2.400 metros abaixo do nível do mar, nas águas internacionais da Guatemala, no Oceano Pacífico.

Este tipo de montanha, que cobre 14 km², foi revelada durante o mapeamento das profundezas do oceano, pelo navio de exploração Falkor. Inclusive, segundo estimativas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, existem mais de 100 mil montes não explorados.

Um monte submarino de mais de 1,5 km de altura que, até agora, estava escondido sob as ondas, realmente destaca o quanto ainda temos a descobrir– Jyotika Virmani, diretora executiva do SOI

Afinal, o que é um monte submarino?

Um monte submarino é uma montanha que fica no fundo do oceano, que se eleva, mas sem atingir a sua superfície — ou seja, sem alcançar o nível médio do mar. Para ser classificado como tal, a elevação deve, nessas condições, ter no mínimo mil metros de altura.

Foto: Schmidt Ocean Institute/ Divulgação

Essas estruturas submarinas servem como importantes centros de biodiversidade. Assim, eles proporcionam habitat para recifes de corais, esponjas e diversas espécies de invertebrados.

Falkor: o caça relíquias

Essa foi a nona descoberta realizada pelo instituto desde março de 2023, a bordo do navio de pesquisa Falkor Too. Outros achados incluem ainda montes submarinos não explorados na Reserva Marinha das Ilhas Galápagos e três campos de fontes hidrotermais.

Foto: Schmidt Ocean Institute/ Divulgação

Além disso, o navio foi responsável pelas descobertas de um ecossistema sob as fontes hidrotermais e dois recifes de coral de águas frias intocadas. Para Wendy Schmidt, cofundadora e presidente da Ocean Institute, a embarcação não cansa de surpreender os pesquisadores.

Em cada expedição, aqueles que estão a bordo do Falkor encontraram o inesperado, o inspirador, o novo– Wendy Schmidt, cofundadora e presidente da Ocean Institute

Primeiro navio de pesquisa da Schmidt Ocean Institute, o Falkor tem 110,6 metros (363 pés) de comprimento e 20 metros de largura. Além disso, sua enorme estrutura comporta oito laboratórios, 15 sensores acústicos e um dos maiores guindastes para esse tipo de embarcação.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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