Valiosas trombetas do século 16 são encontradas em veleiro naufragado

Por: Redação -
05/08/2024

Não são raros os registros de antigos naufrágios que levaram consigo, para o fundo do mar, importantes pedaços da história. Mas recentemente, um veleiro do século 16, encontrado nas profundezas da Croácia, chamou a atenção de pesquisadores pela carga inusitada: valiosas trombetas de bronze.

Embora comuns na atualidade, os instrumentos eram “excepcionalmente raros e caros durante aquele período”, conforme descreve o Centro Internacional de Arqueologia Subaquática em Zadar (ICUA Zadar, na sigla em inglês).

Foto: ICUA de Zadar/ Divulgação

Os vestígios em pedaços, localizados em meio aos destroços da embarcação, foram analisados por arqueólogos subaquáticos da UNESCO, que identificaram que as trombetas são originárias de Estrasburgo, na França, e de Leiden, na Holanda.

 

A trombeta mais bem preservada, inclusive, possui a inscrição LVGDVNY BATAVORVM, que corresponde a Leiden, em latim.

Até agora, nenhuma trombeta dessas cidades era conhecida ou foi preservada em qualquer lugar do mundo– aponta o comunicado divulgado pela ICUA de Zadar

Trombeta com inscrição em latim. Foto: ICUA de Zadar/ Divulgação

Embora siga sem identificação, tudo indica que o veleiro do século 16 tinha origem holandesa e fazia rotas de comércio entre Leiden, Veneza — na Itália — e Constantinopla — atual Istambul, na Turquia.


Os pesquisadores também acreditam que ele tenha naufragado após uma tempestade inesperada na região do Cabo de Kamenjak.

 

Além das trombetas, a embarcação transportava vasos de cerâmica, vidros coloridos, miçangas e tigelas de vidro vermelho. Na expedição subaquática, os arqueólogos ainda identificaram partes de equipamentos navais, como roldanas de madeira e cabos, e três canhões ingleses.

Foto: ICUA de Zadar/ Divulgação

Esses canhões receberam tratamento específico, de forma a evitar maior deterioração, e permanecerão no fundo do mar por enquanto.

 

A estrutura de madeira do veleiro segue em análise por parte dos arqueólogos subaquáticos de Zadar, que contam com a parceria de pesquisadores da Eslováquia, Alemanha, Eslovênia e Espanha. A pesquisa é financiada pelo Ministério da Cultura e Mídia da República da Croácia.

 

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