Veleiro feito de sucata leva restos de construção, madeira e até placas de rua
Ainda no plano das ideias, catamarã terá casco forte para navegar pelo mundo e jardim que garantirá alimentos para os passageiros


O que um dia foi lixo e sucata poderá, em breve, se transformar em um veleiro potente, capaz de atravessar oceanos e enfrentar tempestades. Essa é a meta do ator alemão Daniel Roesner, que contratou um estúdio de design para tirar do papel seu ousado projeto de embarcação sustentável.
Rei e cerveja: conheça a pequena ilha que tem ‘monarca’ próprio e pub centenário
Navio de pesquisa de 1962 é capaz de “ficar de pé” no mar; assista em ação
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Quem comprou a ideia foi a iYacht, que projetou o catamarã com materiais recicláveis e reciclados. Batizado de Hu’chu 55, o veleiro de 17 metros terá 90% do casco feito de sucata de alumínio.


O metal será proveniente de uma série de itens, como placas de veículos, placas de trânsito, restos automotivos e de construção, latas de cosméticos e resíduos triturados em usinas de reciclagem. O Hu’chu 55 ainda incorporará madeira recuperada, cortiça reciclada e fibras naturais.
Segundo Daniel, o veleiro feito de sucata será usado para explorar o mundo, produzir filmes e conduzir pesquisas oceânicas, focadas em proteção ambiental. O ator também carrega o desejo de atuar em parceria com universidades
O barco será uma plataforma para pesquisa sustentável, aventura, filme e vida circular. Há muitos projetos inspiradores que me ajudaram a reunir ideias; espero que o Hu’chu 55 seja uma inspiração também– Daniel Roesner, à iYacht
Sustentável por dentro e por fora
Não é só a sucata usada na construção do casco que concederá a fama de amigo do meio ambiente ao veleiro. O catamarã também contará com um sistema de propulsão livre de emissões, composto por dois motores elétricos.


O conjunto de baterias será recarregado por painéis solares integrados ao barco e a energia limpa será usada para tudo — desde a alimentação dos equipamentos a bordo, como do estúdio de cinema que fará parte do veleiro, até o cultivo de vegetais em um amplo jardim.
Essa horta, inclusive, será responsável por fornecer alimentos aos passageiros do Hu’chu 55. Outro detalhe que vale menção é a ausência de ar-condicionado — escolha de Daniel para evitar o alto consumo de energia. No lugar, vidro isolante e sistemas de ventilação garantirão o conforto térmico de quem estiver a bordo.
Quanto à aparência, o exterior de metal deixará o veleiro com uma estética robusta, adequada ao propósito explorador que o conduzirá ao redor do mundo. Já o interior será decorado por tons de marrom e preto.
Segundo a iYacht, a embarcação corresponde a um dos desafios mais sustentáveis e atraentes realizados pela empresa, que entregou cerca de 200 projetos nas últimas duas décadas. Uma equipe multidisciplinar foi escalada para cumprir com todos os requisitos de Daniel.
Agora, o ator segue em busca de novos parceiros, patrocinadores e investidores que compartilhem do desejo de criar um veleiro feito de sucata. O próximo passo é encontrar estaleiros com experiência em alumínio, capazes de transformar a ideia em realidade.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Durante a abertura do evento, Toninho Colucci destacou a importância da vela para o turismo, a formação de jovens e o cuidado ambiental no arquipélago
Grupo Guaravita, com atuação em São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, usa atividades ligadas ao mar para estimular autonomia, disciplina e interesse por profissões náuticas
Cerimônia reuniu autoridades e representantes da vela brasileira neste sábado (25), marcando o início oficial do evento de regatas
Complexo pet chinês localizado em Xangai oferece diversas atrações caninas, como navegar em caiaques com seus tutores
Iniciativa que busca aproximar crianças da vela reúne cerca de 200 participantes de 16 escolas durante a SIVI




