Cientistas descobrem cerca de 100 novas espécies marinhas; veja fotos

Expedição na Nova Zelândia surpreendeu pesquisadores por biodiversidade inédita e a descoberta de ser ainda não identificado

18/03/2024
Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

Em expedição marítima na Nova Zelândia, pesquisadores encontraram cerca de 100 possíveis novas espécies de animais — incluindo um similar à estrela do mar, que tem intrigado os especialistas.

A excursão ocorreu em fevereiro deste ano pelas águas de Fossa de Bounty, uma das partes mais remotas do oceano profundo, localizada na costa da Ilha Sul do país. Os pesquisadores passaram 21 dias a bordo do navio de pesquisa Tangaroa e coletaram quase 1.800 amostras de profundidades que chegaram aos 4.800 metros.

Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

“Visitamos muitos habitats diferentes e descobrimos toda uma gama de novas espécies, desde peixes a caracóis, passando por corais e pepinos-do-mar”, comentou Sadie Mills, bióloga marinha de uma das instituições responsáveis pela expedição, o Instituto Nacional de Pesquisa Hídrica e Atmosférica (NIWA).


Além da NIWA, a iniciativa contou com a realização da organização sem fins lucrativos Ocean Census e do Museu da Nova Zelândia Te Papa Tongarewa.

Por dentro das novas espécies

Mills destaca que os cientistas não sabiam quase nada sobre os habitantes de Fossa de Bounty, visto que a região é pouco explorada. Até o momento, os animais identificados incluem dezenas de moluscos, três peixes, um camarão, um cefalópode e um novo gênero de coral. Para o espanto dos pesquisadores, há ainda um ser similar à estrela do mar — mas que de igual só tem a aparência.

Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

Pensamos que poderia ser uma nova espécie de octocoral, mas também [pode pertencer a] um novo gênero– Michela Mitchell, taxonomista da Rede de Museus de Queensland.

Ainda de acordo com Michela, há a possibilidade de que a nova espécie faça parte “de um grupo totalmente fora do octocoral”, o que representaria “uma descoberta significativa para o mar profundo” e uma clara visão “da biodiversidade única do planeta”.

Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

Ainda é um mistério. Nem mesmo podemos descrevê-lo. Não sabemos onde ele se encaixa na árvore [da vida] ainda, então isso será interessante– Daniel Moore, gerente de ciência da expedição da Ocean Census

A Ocean Census — que tem como objetivo identificar 100 mil espécies desconhecidas nos próximos 10 anos — destaca que há uma grande lacuna de conhecimento sobre os habitantes do maior ecossistema da Terra. Isso porquê, até os dias de hoje, apenas 24 mil espécies foram descobertas e nomeadas, sendo que a estimativa é de que haja de um a dois milhões de seres vivos no oceano.

 

Ao longo das próximas três semanas, os pesquisadores classificarão e descreverão as novas espécies coletadas para que possam ser adicionadas ao quadro da biodiversidade marinha da Nova Zelândia.

 

Veja abaixo o vídeo com mais detalhes sobre as novas espécies descobertas:

 

 

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