O primeiro novo iate Magellano 30 Metri foi lançado pela Azimut Yachts em Viareggio, na Itália. Novo carro-chefe da coleção Magellano, o iate foi projetado para um proprietário experiente que planeja usá-lo extensivamente para cruzeiros.
Medindo 29,63 metros, Magellano 30 Metri tem linhas externas assinadas por Ken Freivokh Design e apresenta cor de casco incomum em azul acinzentado, com superestrutura cinza de aço. Grandes painéis de vidro em tonalidade escura pontuam o casco, com uma grande janela quadrada localizada na proa, iluminando a suíte master no convés principal.
Vincenzo De Cotiis Architect foi escolhido para o design interior e os dois designers trabalharam em estreita colaboração com o proprietário para terminar os três conveses em uma estética acolhedora e elegante. As principais características incluem um Infinity Terrace e a grande área ao ar livre do convés superior.
Projetado para gerar menos emissões durante o cruzeiro, o iate possui um casco Dual Mode, projetado pela empresa de arquitetura PLANA, que promete estabilidade e baixos níveis de emissões em velocidades intermediárias. Testes sugerem que o consumo de combustível é reduzido em 15% em comparação com os cascos de aplainamento tradicionais. Ele também está equipado com um pacote de modo hotel que inclui baterias de lítio de 100kWh para que possa permanecer ancorado com zero emissões por até 4 horas durante o dia e 8 horas à noite.
O iate, que ainda não tem nome, promete velocidade máxima de 20 nós e uma velocidade de cruzeiro de 16 nós.
Quando vamos fazer a lista de materiais para fazer a instalação de um novo equipamento elétrico a bordo, uma dúvida que surge é em relação à necessidade de se investir em cabos de cobre estanhados, ao invés do cobre nu, tradicional. Mas para que servem esses cabos com o filamento de cor prateada? Eles são realmente imprescindíveis a bordo? Vale a pena investir o dobro para usar cabos estanhados? Confira abaixo:
O cobre é um dos materiais que melhor conduzem eletricidade e, se considerar seu custo-benefício, não é à toa que é o condutor mais utilizado em instalações elétricas. Porém, a maresia e a umidade do ambiente náutico, o deixam muito suscetível à corrosão, que no caso do cobre se apresenta em forma de zinabre: aquele verdinho, como o que cobre a Estátua da Liberdade.
Mas o problema não é meramente estético. Essa corrosão, quando está começando, causa perda de condutividade, ou seja, aumenta a resistência à passagem de corrente elétrica, o que causa um aquecimento do condutor, maior consumo de energia e uma queda de tensão que muitas vezes prejudica o funcionamento dos equipamentos. E quando a corrosão avança é pior ainda, pode causar até a ruptura do condutor.
Cabos zinabrados e conector partido por zinabre (Fotos: Pedro Rodrigues)
Já o estanho, apesar de ter apenas 15% da condutividade do cobre, possui uma maior resistência à corrosão e, por isso, na fabricação dos cabos estanhados é aplicada uma camada extremamente fina deste elemento sobre os fios de cobre a fim de protegê-los contra a corrosão, sem uma perda relevante da sua condutividade.
Mas estanhar a ponta do cabo com o ferro de solda não resolve este problema?
Muitos eletricistas e muitos praticantes do “faça você mesmo” (ou DIY, em inglês) tem o hábito de, com o ferro de solda, derreter uma liga de estanho com chumbo (normalmente usada para soldas dentro de equipamentos eletrônicos), revestindo as pontas ou conexões do cabo. Fazendo isso, a ponta do cabo estará mais protegida contra a corrosão, mas o restante não.
A corrosão ainda pode acontecer por baixo da capa de isolação penetrando por mais de 30 centímetros cabo adentro. Além disso, o estanho aplicado dessa maneira não tem um controle de espessura e deixa uma camada mais grossa que enrijece essa parte do cabo, o deixando mais quebradiço e ele pode até se romper com a vibração e movimentação do barco.
Em terminações de cabo que vão se conectar a um equipamento, se houver um aquecimento do cabo, a solda pode derreter e grudar no equipamento, retirando a proteção daquela parte do cabo e tornando mais difícil sua remoção. Por isso, a ABYC desaconselha essa prática em barcos e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) proíbe também em instalações prediais.
Ponta do cabo com zinabre e solda de estanho derretida (esquerda) e conector com resto de solda (direita)
Então, os cabos estanhados são de uso obrigatório em embarcações?
Por mais que a utilização de cabos estanhados seja um dos principais jeitos de mitigar problemas com corrosão, é difícil encontrar lojas que os comercializem, inclusive na espessura e cor adequadas ao projeto, especialmente em cidades menores, onde se encontra boa parte das marinas no Brasil.
Porém, pela internet pode-se comprar de fabricantes, que tem todas as espessuras e cores, vendem a metro e entregam em poucos dias. Caso não possa esperar, não precisa se preocupar, pois o uso de cabos estanhados não é obrigatório e, na maioria dos sistemas elétricos, o cabo de cobre nu também pode ser usado.
A American Boats and Yachts Council (ABYC) – organização americana que serve de referência mundial em estudos e normas técnicas para embarcações de recreio – não exige o uso de cabos estanhados para instalações elétricas, porém, para garantir uma maior durabilidade dos circuitos utilizando o cobre nu, é bom caprichar nas terminações e conexões, fazendo-as de maneira que vede a entrada de ar e maresia e isso pode ser feito de vários modos.
O melhor é usar conectores com isolação termo retrátil próprios para o meio náutico, porém como estes são difíceis de achar no mercado nacional, pode-se fazer de outras formas: cobrindo as conexões com um tubo termo retrátil adesivado, com fita isolante líquida, ou até mesmo com fita de autofusão bem aplicada, por exemplo, sempre cobrindo os pontos por onde o ar pode entrar em contato com o cobre. Quanto mais caprichada for a conexão, maior será a durabilidade do condutor.
Da esquerda para direita: conector náutico termo retrátil, conector protegido por tubo termo retrátil, borne de conexão que não veda o cobre e zinabrou
Quer mais dicas?
Hoje em dia, ainda é possível encontrar com maior facilidade cabos solares, isso é, cabos utilizados em sistemas de geração de energia solar que tem uma isolação com dupla proteção contra raios UV, são mais flexíveis que os cabos comuns e que tem seus filamentos de cobre estanhado.
Apesar de ter uma espessura final maior, em função da sua dupla camada protetora, estes podem ser usados como uma alternativa duradoura nas instalações, caso tenha dificuldade de encontrar outros cabos e queira garantir a melhor qualidade possível do seu sistema elétrico.
Uma dica, caso queira economizar, é optar também por usar cabos estanhados em apenas alguns circuitos do seu barco, como aqueles que estão no ambiente externo, mais suscetível à corrosão, ou nos principais consumidores de energia como a geladeira, por exemplo.
Quando for instalar um cabo novo, evite emendas. O ideal é seguir sempre com um mesmo cabo de ponta a ponta do circuito. A corrosão começa sempre de um ponto sem isolação e se espalha por baixo da capa protetora do cabo.
Para finalizar, seguem mais algumas informações importantes para escolha do cabo:
Procure escolher os cabos no padrão certo de cores, de acordo com sua função no circuito. Caso não possa, marque nas pontas com a cor correta;
Calcule a espessura considerando a corrente que ele vai conduzir, a distância do circuito (ida e volta) e a queda de tensão máxima admitida;
Verifique a temperatura e proteção da isolação do cabo;
Não utilize fio rígido em embarcações. Quanto mais filamentos o cabo tiver, mais flexível ele será, e isso permitirá uma melhor adaptação às curvas em seu trajeto pela embarcação;
E, por fim, lembre-se: boas práticas em elétrica aumentam a segurança da sua embarcação.
*Pedro Rodrigues é velejador e orientador em Elétrica Náutica certificado pela American Boat and Yacht Council – ABYC
O conceito de megaiate Estrella nasceu pelas mãos do projetista sul-coreano Yeojin Jung durante seu último ano de estudos na Coventry University, no Reino Unido, e parece ter vindo diretamente de um filme futurista graças ao design extravagante com casco triplo.
Medindo 342 pés de comprimento e com uma boca (largura) máxima de 46 pés, a embarcação apresenta um design “tri-swath” inspirado na arquitetura cantilever clássica. O modelo não é apenas impressionante, mas também visa proporcionar aos passageiros uma experiência mais imediata e visual da água.
O projeto divide o barco em três seções principais – um segmento central e dois componentes em cada lado – todos conectados por uma ponte que cobre o casco. Isso fornece a cada um dos 20 passageiros do iate mais liberdade do que um iate tradicional, permitindo que eles tenham uma melhor visão e “compreensão” de seus arredores.
O design de três partes cria alguns problemas de equilíbrio, mas Jung tem uma solução para isso. O casco central principal será equipado com estabilizadores para combater qualquer inclinação que o barco possa experimentar na água. Outras características técnicas incluem um casco de alumínio e um motor diesel híbrido. Ele também terá uma velocidade de cruzeiro de 15 nós, o que não é exatamente rápido como um raio, mas deve ser ideal para cruzeiro.
“Este conceito proporcionará uma experiência dinâmica às pessoas, dividindo as asas do casco em três volumes. Ao fornecer diferentes vistas do Mar Mediterrâneo, eles percebem os arredores. Além disso, vão poder fazer uma experiência íntima com a natureza, fornecendo um layout inovador”, afirma Jung sobre sua concepção.
E quanto o iate de casco triplo de Jung entrará em produção? É difícil prever. Mas o designer sugere que ele pode ser uma força formidável no estilo de iates nos próximos anos.
A Arábia Saudita está com planos de criar uma cidade flutuante, chamada de Oxagon, de acordo com o projeto, com oito lados e visão para o mar vermelho — integrando um projeto chamado Neom, que inclui a cidade inteligente.
Em seu perfil no Twitter, a Neom publicou um vídeo promocional ainda sem muitos detalhes. Nele, o país afirma que Oxagon será “a maior flutuante do mundo”, bem como “o lar do primeiro porto totalmente automatizado e centro de logística integrada do mundo”. Não se sabe quanto o projeto irá custar.
De acordo com o site norte-americano Business Insider, a Neom é uma ideia do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e o principal projeto de seu plano de 13 anos para modernizar o reino conservador, apelidado de “Visão 2030”. Mohammed é presidente da Neom e do Fundo de Investimento Público (PIF, na sigla em inglês), que investem na cidade inteligente.
“A Oxagon será o catalisador para o crescimento econômico e a diversidade na NEOM e no Reino, atendendo às nossas ambições sob a Visão 2030. A Oxagon contribuirá para redefinir o mundo abordagem ao desenvolvimento industrial no futuro, protegendo o meio ambiente ao mesmo tempo que cria empregos e crescimento para a NEOM”, afirmou Mohammed em um comunicado à imprensa.
“Contribuirá para o comércio e o comércio regional da Arábia Saudita e apoiará a criação de um novo ponto focal para os fluxos de comércio global. Estou satisfeito em ver que os negócios e o desenvolvimento começou no local e esperamos a rápida expansão da cidade”, continuou. Cerca de 10% do comércio global é feito pelo mar vermelho.
O astro do basquete Michael Jordan entrou para o clube dos bilionários em 2014, de acordo com a Forbes, e tem uma fortuna estimada em US$ 2,62 bilhões, ou R$ 14,6 bilhões. Entre seus bens, está o megaiate Feadship Joy Datasheet, que não é a única embarcação do ex-jogador, mas é a maior delas!
O modelo tem 70 metros de comprimento e é avaliado em nada menos que US$ 80 milhões – ou incríveis R$ 455 milhões! Equipado com dois propulsores de 1 875 hp cada que somam 3 750 hp de potência, o megaiate conta até mesmo com uma quadra de basquete.
O modelo foi fabricado em 2016, porém, Jordan comprou o seu em 2019 e, desde então, o mantém na ilha St. Barth, no Caribe. Com cinco conveses, Joy acomoda até 12 pessoas em pernoite, além de 19 tripulantes.
Entre seus principais atrativos, oferece salas de spa com jacuzzi, sauna, academia e ambientes a céu aberto. As oito suítes são decoradas com mosaicos oceânicos e os banheiros são todos em granito.
O megaiate já recebeu vários prêmios, incluindo o melhor motor de 2017, concedido pela Displacement Motor Yacht, e o melhor design, pela ShowBoats Design Awards.
Sempre inovando e surpreendendo positivamente, o estaleiro catarinense Schaefer Yachts — que já se transformou em uma marca mundial, com várias unidades exportadas de seus 14 modelos de lanchas, de 30 a 83 pés — apresentou uma nova versão de sua já elogiadíssima 40 pés com hard top: a Phantom 400 equipada com motorização de popa, e, no caso, nada menos que três V8 4,6 litros de 300 hp cada uma. Sim, de popa.
Além de trazer todo um pacote premium de novidades — como o design moderníssimo nas janelas (que ficaram maiores que as da Phantom 400 tradicional), da tomada de ar atualizada e do hard-top com teto solar de acionamento elétrico — ela tem um perfil mais esportivo e vem equipada com três motores de popa de 300 hp cada, com os quais traz a promessa — devidamente cumprida — de grande performance, sem roubar espaço de bordo nem criar calado.
Para quem procura uma 40 pés que combine o desempenho a ótimas instalações internas, está aí uma excelente opção. A configuração interna original da Phantom 400, com ambientes muito bem bolados, não mudou, manteve seu enorme espaço e layout de socialização e, apenas, tomou um pequeno pedaço da plataforma de popa para arranjar as máquinas que a tornaram uma verdadeira esportiva.
Um de seus pontos altos é a divisão interna. A cabine tem duas boas suítes (a principal, na proa, divide o banheiro com a sala) e agrada especialmente pela sala, em cujo teto há uma gaiuta que deixa entrar luz natural a bordo e ainda ajuda na ventilação. Além disso, tanto o casco como o convés são laminados por infusão a vácuo, o que significa menos peso e maior resistência, e a lancha sai de fábrica muito bem equipada — gerador, ar-condicionado, flaps e aquecedor de água, entre outros itens.
Mas é mesmo na popa, com a instalação do trio de motores (cada um com seu tanque de combustível específico), que ela mais chama atenção. Essa opção tem tudo a ver com o foco da Schaefer Yachts em vendas para o mercado internacional, especialmente para os Estados Unidos, onde os motores de popa — cada vez mais avançados, têm grande aceitação.
Eficientes, os propulsores de popa são mais baratos que os de centro, exigem pouca manutenção e, como suas rabetas podem ser erguidas, permitem navegar em águas rasas. Além disso, deixam a área operacional sob o cockpit muito mais espaçoso. Sua principal desvantagem é que só existem modelos a gasolina, não a diesel. Há quem torça o nariz para o espaço que “roubam” da plataforma de popa (local dos mais desejados pelos brasileiros), mas há formas de minimizar isso e a Schaefer Yachts foi bem nesse aspecto também.
Com lançamentos como esse — que exigem muito investimento —, o estaleiro reforça sua imagem de empresa inovadora e mostra que sua engrenagem não parou de girar. Pelo contrário. Apesar da pandemia, que atrasou projetos e afetou os mais diversos mercados, continuou vendendo de forma consistente no Brasil e exportando cada vez mais embarcações. Por conta disso, a Schaefer Yachts acabou por acelerar seus planos e a Phantom 400, pelos números e forma que navegou, deveria ganhar o sobrenome Sport, é uma prova disso.
A Phantom 400 é uma lancha para até 14 pessoas fazerem cruzeiros costeiros, sendo que cinco podem dormir a bordo, já que possui uma boa cabine, com 1,80 m de altura e ótimos espaços de camas e convivência social. Lá dentro, há duas suítes e uma cozinha (com fogão por indução de duas bocas, micro-ondas, armários e uma pequena geladeira) de frente para a sala com tv, formando um ambiente integrado, claro e muito agradável, por conta da iluminação e da ventilação naturais, por vigias, das janelas e de uma gaiuta no teto da sala.
A suíte de hóspedes, com 1,78 m de altura na entrada e uma cama com 2,50 m (sim, quase três metros de colchão!) x 1,55 m, fica a meia nau, ocupando a boca máxima da lancha. O banheiro que a serve é menor, com uma entrada com porta estreita e baixa, de apenas 1,56m de altura, mas no seu interior, 1,75m de pé-direito. É no seu segmento o único modelo com duas suítes, por isso o que seria normalmente uma crítica quanto ao banheiro ser pequeno ou o acesso baixo, é na verdade um elogio, pois é de fato um banheiro utilizável e ajuda a formar a segunda suíte, o que numa 40 pés, é admirável.
Já a suíte máster, na proa, com 1,85 m de altura, tem uma cama de casal um pouco menor (1,87 m x 1,50 m), mas em compensação dispõe de muitos armários e prateleiras, de uma tv de 26 polegadas, de ar-condicionado independente, de tomadas, sensores de alarme de incêndio e monóxido de carbono (itens que se distribuem por todo o barco), janelas, vigias e um ótimo banheiro com box fechado, pia com misturador de água quente e fria e boa ventilação natural.
No cockpit, destaque para os sofás distribuídos em formato circular, que criam uma clara divisão com o posto de comando, sem prejudicar a comunicação entre os ambientes. Na área de apoio, há uma geleira com placa refrigerada, uma cristaleira, uma lixeira de bom tamanho, porta-garrafas, muitos porta-copos e uma peça que serve como porta-aperitivo.
O pé-direito sob o HT é de 2,05 m. Ao lado do posto de comando, sob o teto solar, há uma gostosa espreguiçadeira, para banhos de sol quando o teto solar estiver aberto, além de um providencial nicho para a colocação do celular e pequenos objetos que não devem ficar largados no barco.
O posto de pilotagem tem banco duplo, rebatível, de duas posições, com bom apoio para a lombar, embora o encosto seja um pouco baixo, por opção do projetista, por uma questão de estética. Os manetes de comando estão totalmente à mão, ao mesmo tempo em que o painel tem uma excelente inclinação, favorecendo a leitura dos instrumentos pelo piloto.
O barco testado estava equipado com duas telas Raymarine Axiom 9, mas uma embarcação com essa categoria mereceria a instalação duas telas Raymarine Axiom 12 ou 16. Vale ressaltar também a posição do controle dos flapes (com mostrador, o que é importante), da bússola, do rádio vhf e dos demais botões: guincho, teto solar, luzes de navegação, paralelo de bateria, controle do som e ajuste farol de busca.
O volante é esportivo, um Isotta importado da Itália, e o para-brisa, convexo, de folha única, acompanha o layout esportivo da lancha, formando um belo conjunto. Mesmo sentado, o piloto tem uma boa visão para navegar, embora a melhor posição para pilotar seja em pé, com o teto solar aberto. O limpador de para-brisa, com esguicho, é bem reforçado, porém único, com dois braços de acionamento das palhetas.
Na proa, a configuração é a tradicional para esse tipo de barco, com solário, cunhos de excelente tamanho, um guarda-mancebo alto e firme e a área operacional — o paiol de âncora tem trava e mangueira de água para lavar a corrente e a âncora quando se fundeia em fundos de lama, por exemplo. Mas chama atenção o bom aproveitamento do espaço, tanto do comprimento como da largura do casco (que chega a 3,88 metros).
O projetista utilizou praticamente toda área disponível para a instalação do solário, que tem encosto reclinável, formando uma espécie de poltrona, e é ladeado por dois porta-copos, dois porta-garrafas e dois pega-mãos. Além disso, em vez de uma, acrescentou duas ótimas gaiutas para a ventilação da suíte máster e da sala do deque inferior.
As passagens laterais de acesso à proa são bem largas. Tudo em nome do conforto e da segurança. O acesso à casa de máquinas — quer dizer, ao porão operacional dessa lancha, já que a motorização é de popa — é feito pela praça de popa. O espaço lá dentro é excelente, facilitando o acesso ao banco de baterias, ao gerador, às chaves manuais de baterias, aos relés de entrada de energia, ao boiler e aos três tanques de inox de gasolina, um para cada um dos motores.
O padrão das instalações é muito bom, feito com material específico para uso náutico, tudo “canaletado” e etiquetado, sendo que a parte elétrica usa cabos estanhados certificados, identificados e com terminais prensados, como devem ser. Dá gosto de ver. Importante destacar também que o acabamento da Phantom 400 é primoroso em todas as instalações, tanto na cabine como no cockpit, assim como a qualidade das ferragens, de inox 316 L.
Por sua vez, a plataforma de popa, com 1,75 m de comprimento nos segmentos mais longos próximos aos bordos e 0,90 na área central e excelentes 3,57 m de largura, tem ótima comunicação com o cockpit, mas teve de ceder algum espaço para o trio de motores.
Ainda assim, o estaleiro usou de forma inteligente essa área, com a instalação de uma cobertura estendida que permite usufruir confortavelmente do espaço gourmet, além da abertura das duas passagens laterais que dão acesso à proa e à praça de popa. Outra novidade é a escada (de quatro degraus, com antiderrapante) virada para um dos bordos, e não para trás, como nas lanchas com motor de centro-rabeta.
Opcionalmente, é possível instalar um grande toldo, já com estrutura própria, e fechar todo o cockpit. Ainda na parte de trás do barco estão instalados os três bocais dos tanques de gasolina (um para cada motor, somando 1050 litros de combustível), a tomada de cais, um chuveirinho com água quente e fria, os corta-combustível e o bocal de combustível do gerador, que é a diesel.
Enfim, a nova Phantom 400 tem tudo o que se pode esperar de um barco que é certificado para exportação, principalmente para os Estados Unidos, país onde os órgãos regulatórios são mais exigentes.
Como navega
Levamos a nova Phantom 400 para as águas da Baía Norte, em Florianópolis, em um dia de tempo instável. A bordo, três pessoas, 450 litros de combustível e cerca de 125 litros de água. Estava equipada com três motores de popa Mercury Verado V8, de 300 hp cada. Sim, nada menos que 900 hp, potência de sobra para empurrar o barco, que desloca quase 10 toneladas.
Mas, será que tal motorização não desequilibra o barco, por conta da concentração de peso na popa? Nada disso. No nosso teste, a 40 pés da Schaefer Yachts se mostrou muito equilibrada. Seu casco apresentou excelente estabilidade, cortando as próprias ondulações e as marolas de outros barcos com suavidade e precisão no timão (mantendo-se o tempo todo seca), — como se sabe, motores de popa, que se alimentam de gasolina e pedem altas rotações, costumam responder mais rápido aos manetes, permitindo enorme controle das manobras, e, neste caso, com controle por joystick, mesmo nas manobras de atracação.
Mas antes de falar do desempenho em si, importante destacar a posição de pilotagem, adequada, com boa visão à proa e excelente ergonomia. Mesmo o encosto do banco do piloto uma pouco mais baixo não afetou a sensação de esportividade e prazer de acelerar esta 40 pés super motorizada. Telas de fácil acesso, manetes à mão e com apoio para o braço e janelas laterais enormes. Assim foi empolgante acelerar o barco acima dos 45 nós!
A motorização de popa surpreendeu positivamente. Fácil de manobrar e respondendo prontamente aos comandos, no teste de aceleração, a Phantom 400 levou apenas 6,5 segundos para ir do zero aos 20 nós. Sim, uma marca esportiva. Trimando um pouco, para sentir o comportamento do conjunto, com praticamente metade dos tanques de combustível, o casco sobe um pouquinho.
Mas basta corrigir nos flapes, em torno de 25%, que a lancha rapidamente ajusta posição e baixa a proa, num perfil balanceado e confortável de linha d’água. Retirado o flapes, e sem nenhum trim, ela superou a marca dos 41 nós aos 5600 rpm.
Usando o indicador do fabricante, alinhando as rabetas os motores atingiram praticamente a rotação máxima do manual, batendo 5900 rpm, e a velocidade final das passagens de medição foi de 45,4 nós, praticamente sem alteração de consumo em relação à marca de 41,2 nós.
Já a velocidade de cruzeiro, a 4500 rpm, ficou em 32,5 nós, veloz e confortável. Mérito do casco, que tem 17,4 graus de V na popa, o que lhe confere agilidade, boa adernada em curvas fechadas e, ao mesmo tempo, firmeza para cruzar ondulação, especialmente em mar picado pelos conhecidos ventos vespertinos da região sul e sudeste. Além, é claro, do poderosíssimo trio de motores de 300 hp cada.
O Campeonato Brasileiro da classe ORC, a mais conceituada da Vela de Oceano, que acontece entre os dias 1º e 5 de fevereiro na raia de Florianópolis (SC), no Veleiros da Ilha, durante a 33ª edição do Circuito Oceânico de Santa Catarina, terá a presença de pelo menos dois velejadores olímpicos que estiveram em Tóquio-2020.
O gaúcho Samuel Albrecht, que disputou Tóquio na Nacra 17 e tem participações também na Rio-2016 e em Pequim 2008, irá como tático na equipe Crioula comandada por Eduardo Plass, o barco T52, um dos mais modernos do país: “Estamos muito ansiosos, queremos velejar nessa linda raia, encontrar com a flotilha brasileira nesse lindo clube que nos recebe muito bem. A raia de Jurerê para mim é uma das melhores do país”, disse o atleta que tem no currículo medalha de Bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. O Crioula 52 estreou recentemente com o 5º lugar no geral no Circuito Atlântico Sul, no Uruguai, mesmo ficando de fora da primeira regata do circuito, a Buenos Aires-Punta del Este.
Outro nome é o de Marco Grael, filho de Torben Grael, que competiu na 49Er nas duas últimas Olimpíadas e foi Ouro no Pan de Lima. Ele irá no barco campeão Brasileiro de 2020, o Ventaneiro 3, comandado pelo carioca Renato Cunha. O barco virá do Rio de Janeiro na briga para reconquistar o título de melhor do país: “Estamos nos preparativos finais. Estamos bem animados, é sempre um prazer velejar no Iate Clube de Santa Catarina que tem sempre uma acolhida muito boa e uma raia maravilhosa e a disputa com os melhores velejadores e barcos brasileiros. Estamos terminando de compor a tripulação e esperamos uma grande competição”, disse Cunha.
O catarinense André Fonseca, o Bochecha, também estará na disputa. Ele tem três Olimpíadas no currículo e três participações na regata The Ocean Race, de volta ao mundo, uma delas com o barco brasileiro Brasil 1, em 2005. Bruno Fontes, com duas participações olímpicas, também estará na raia.
Já são 46 veleiros confirmados na disputa, sendo 19 na disputa do Brasileiro ORC dos estados de SC, RS, SP e RJ. O número é um recorde do Circuito Oceânico de Santa Catarina. A competição terá para o Brasileiro ORC previsão de sete regatas nos cinco dias de competição sendo duas de percurso com início às 12h e as restantes de barla-sota com início às 13h. A classe RGS também tem previsão de sete regatas, o Bico de Proa, RGS Cruzeiro, Bico de Proa Cruzeiro e Multicascos têm previsão de cinco regatas.
As inscrições seguem abertas não só para a ORC, mas também BRA-RGS, RGS-Cruzeiro, Bico de Proa, Bico de Proa Cruzeiro e Multicascos e podem ser realizadas pelo email [email protected]. As confirmações de inscrições e pesagens ocorrem no domingo e na segunda-feira, dias 30 e 31 de janeiro.
Descrito pela Sunreef como “o catamarã de luxo sustentável mais avançado do mundo”, o Sunreef 80 Eco tem na energia renovável seu principal ponto de destaque, sendo um catamarã totalmente elétrico, autônomo, que usa tecnologia “verde” para cruzeiros sem combustível.
A embarcação de 23, 8 metros de comprimento conta com sistema de energia composto por painéis solares ultraleves integrados em compostos nas laterais do casco, superestrutura e teto bimini. Utilizando tecnologia moderna, o sistema fotovoltaico cobre até 200m² e pode fornecer até 40 kWp.
O catamarã elétrico é equipado com um banco de baterias ultraleve de última geração que promete ser 30% mais leve que as baterias médias usadas na indústria náutica, com densidade inferior a 5,2 kg / kWh para maior eficiência de peso e desempenho.
O Sunreef 80 Eco totalmente elétrico promete cruzeiro silencioso e alcance infinito com motores elétricos (2 x 180 kW – 2 x 360 kW) alimentados pelo banco de baterias dedicado (360kW – 640kW). A energia obtida será utilizada para alimentar tanto a propulsão quanto os eletrodomésticos.
Os recursos sustentáveis a bordo incluem um sistema de ar condicionado alimentado por corrente contínua, um sistema de purificação e produção de água para gerar água potável, uma pintura de fundo não tóxica e estruturas compostas naturais.
A partir desta quarta-feira, 2 de fevereiro, um grupo de 12 remadoras entre 38 e 60 anos irá realizar travessia de 180 km entre o Rio de Janeiro e Paraty, a bordo de uma canoa polinésia e de um veleiro, que servirá de suporte para o revezamento das participantes. Partindo da Marina da Glória, o trajeto deverá ocorrer em duas etapas, com 100 km remados no primeiro dia, e os outros 80 km no segundo.
Esta é a 1ª edição da Travessia Rio-Paraty, promovida pela VagaLume Va’a, associação de remadoras com sede na Marina da Glória que, desde 2015, busca criar oportunidades e estimular hábitos saudáveis entre seus membros.
“A ideia por trás do evento é quebrar o paradigma de que mulheres acima dos 40 não têm capacidade física ou não gostam de vencer desafios. Reunimos um grupo de amantes do mar e praticantes da canoagem, mas que não necessariamente são atletas profissionais, para tentar mostrar que qualquer uma, independentemente da faixa etária, é capaz de grandes realizações”, afirma Giselle Banjar, uma das fundadoras do projeto campeã Brasileira e PanAmericana 2019 (longa distância), Estadual, Brasileira e Sul Americana 2018 e vice-campeã Brasileira 2020 na categoria M40 (longa distância).
Da esquerda para a direita, Elisa, Letícia e Giselle (Foto: Arquivo Pessoal)
Dentre as participantes estará Elisa Mirow, praticante de vela desde a década de 1970, a atleta é uma das primeiras mulheres a comandar uma tripulação em grandes competições nacionais como a Regata Santos-Rio, uma das mais tradicionais e desafiadoras do país. Em meados de 2021, Elisa conheceu a canoa polinésia e também se tornou uma das entusiastas da modalidade entre o público feminino.
“O retorno nas mídias sociais é sempre muito positivo e mostra a importância de se criar exemplos. Várias mulheres contam que fizeram o curso de vela após me ver, com apenas 56 quilos e 1,65m, comandar uma embarcação. Hoje, temos as bicampeãs olímpicas Martine Grael e a Kahena Kunze, que são uma inspiração enorme para as meninas mais novas. Eu já pego o nicho das mulheres maduras, não tiveram oportunidade antes, mas descobrem que mesmo agora é possível ir atrás dos seus sonhos”, revela.
E foi justamente com esse objetivo de inspirar que as organizadoras da travessia optaram por reunir pessoas que já fazem a diferença em suas áreas e apoiam outras mulheres. Assim, o time incluirá desde a medalhista olímpica Isabel Swan, bronze em Pequim 2008, até médicas, ambientalistas e artistas.
“A partir do momento que você começa a ter referências, passa a acreditar na possibilidade de fazer qualquer tipo de coisa. Queremos mostrar o poder que o feminino tem, abrir caminhos e possibilitar que outras mulheres se enxerguem dentro desse perfil e comecem a desenvolver suas potencialidades e a dar força umas às outras para atingir grandes feitos”, acrescenta Giselle.
Luto na vela. Morreu neste sábado, 29, o velejador Renato Botelho. Em 1979, o casal Renato Botelho e Suzy Collingwood, ele engenheiro da Petrobras e ela atleta, partiram para uma viagem de volta ao mundo a bordo do veleiro Samba, retornando seis anos depois.
Renato Botelho e Suzy Collingwood foi o primeiro casal brasileiro a realizar uma volta ao mundo em um veleiro, completada em 1985, e inspiraram muitos outros cruzeiristas a seguir seu exemplo.
Tiveram vários artigos da travessia publicados na revista Mar Vela e Motor, antecessora de Náutica, além de palestras sobre a histórica viagem no Rio Boat Show.
O barco, o Samba, projeto Bruce Roberts, de 38 pés, foi construído em aço pelo próprio Renato.
Depois 35 mil milhas navegadas ao longo de mais de seis anos, visitando 35 países, o Samba continuou sendo o lar de Renato e Suzy por mais 30 anos.
A história completa da viagem do Samba está contada no livro Águas Navegadas, lançado em 2017.
O Grupo NÁUTICA lamenta a perda e se solidariza com a dor dos familiares e amigos de Renato neste momento.
Na próxima quarta-feira (02), ao vivo às 20 horas, o programa Loucos Por Barcos, do Canal Náutica, no YouTube, reunirá convidados especiais para compartilhar dicas de navegação e planejamento para quem deseja aproveitar o verão e percorrer de barco a travessia do litoral de São Paulo até Angra dos Reis, a capital náutica do Brasil. Acompanhe no link abaixo.
Vem das Bahamas a notícia de que o iate Utopia IV, de 63 metros, afundou o petroleiro Tropic Breeze, de 160 pés, nas imediações da Ilha New Providence. Segundo o relato do proprietário do iate, o multimilionário americano J.R. Ridinger, tudo ia bem a bordo até que a embarcação colidiu com a popa do tal petroleiro, que sofreu uma enorme avaria no casco e afundou!
A tripulação que estava no Utopia IV viveu então, momentos de Titanic, sem saber o que fazer, até que um outro megaiate que passava por lá, o Amara, resgatou todos que estavam no petroleiro antes que este afundasse. As consequências para o Utopia IV? Nenhuma.
Utopia, aliás, é um nome que dá sorte. Muita sorte! Que o diga um veleiro brasileiro da classe Cabo Horn 35, que já driblou um furacão e encarou até tsunamis.
Aparentemente, o Utopia era um veleiro de 35 pés como outro qualquer. Mas só aparentemente. Projeto assinado por Roberto Barros (o Cabinho), o barco já fez uma cruzeiro bate-volta até o Caribe com seu primeiro dono e depois deu uma volta ao mundo com o paulista Marco Cianflone. E foi justamente durante essas viagens que provou ser um barco com sete vidas, como um gato dos mares.
Com uma aparente vocação para estar na hora errada, no lugar errado, o Utopia já enfrentou um furacão, com ventos de 100 nós, no Caribe; resistiu ao choque com uma pedra na Indonésia; foi atropelado, sem maiores danos, por uma baleia nos arredores dos Penedos de São Pedro e São Paulo; e testemunhou os tsunamis que arrasaram a Ásia em 2005 — sim, ele estava lá, ancorado em Phuket, na Tailândia, e, mais uma vez, nada sofreu. E olhe que seu casco nem é de aço: é de fibra mesmo!
“Não foi nada heroico. O Utopia apenas deu um pouco de sorte. Quando percebi que algo não ia bem, puxei âncora liguei o motor e me afastei para o mar. Os tsunamis só matam quem está na praia”, minimizou Cianflone à época.
Não se tem notícia de embarcações com outros nomes tão resistentes e sortudas como esses dois Utopias.
Parecer, não parece. Ao menos à primeira vista. Olhando com cuidado, porém, logo se percebe as similaridades entre o Freedom, iate do estilista italiano Roberto Cavalli, e o icônico automóvel do Homem-Morcego — das linhas agressivas à cor do casco (preta, naturalmente), passando por truques como a sala de estar embutida na proa, que aparece ou submerge mediante um simples apertar de botão, como num passe de mágica.
Construído pelo CCN (Cerri Cantieri Navali) sob encomenda do hiperbólico estilista italiano Roberto Cavalli, o Freedom, de 28 metros (92 pés) foi inspirado na estética do carro que é marca registrada da dupla dinâmica Batman & Robin. Mas a correlação entre as duas naves fica apenas do lado de fora. Tudo desaparece quando se põe os pés no interior do iate.
Do salão às suítes, tudo é glamouroso, opulento e brilhante na cabine do Freedom, como era de se esperar de uma embarcação cuja decoração leva a assinatura de uma celebridade do mundo da moda — durante o período de gestação do projeto, Cavalli trabalhou no desenho ao lado do arquiteto (seu amigo) Tommaso Spadolini.
Para quem não acompanha o mundo da moda, é necessário antes fazer uma apresentação: o estilista italiano Roberto Cavalli — responsável por vestir beldades como Jennifer Lopez, Elizabeth Hurley, Madonna e Catherine Zeta-Jones, entre outras — é conhecido por criar peças ousadas, cheias de cores vibrantes e muito animal print (estampas que lembram peles de animais, sua marca registrada). Vai daí que ao encomendar a construção de seu mais novo iate, fez questão de impor o seu toque pessoal à decoração do “Batmobile”.
O estilista italiano selecionou tecidos e acabamentos, além de móveis e acessórios. Sua assinatura, inconfundível, pode ser vista em cada peça da decoração do iate: estátuas, detalhes dourados e padrões animais.
Com 7,10 m de boca, o Freedom tem apenas duas suítes, sendo que a principal ocupa um deque inteiro, com vista para o mar (através de grandes janelas laterais) e para o céu, por conta de uma enorme gaiuta (que ele chama de claraboia) acima da cama. O foco do estilista não são mais as festas que protagonizou ao longo da vida, e sim as férias relaxadas de um casal, com a presença eventual de alguns poucos convidados.
Roberto Cavalli adora pilotar seus barcos e é fã declarado de velocidade. Por isso, também fez questão de equipar o barco com muita potência. Alimentado por três motores a jato de água de 1900 hp cada, o Freedom atinge 42 nós de máxima, velocidade digna de um Batmóvel dos mares.
O governo federal editou na noite desta terça-feira (25) um decreto que abre espaço para o desenvolvimento da geração de energia eólica em alto-mar, ou offshore, no Brasil. A tecnologia é comum na Europa e entrou no radar de grandes investidores, como Neoenergia e Shell.
O decreto nº 10.946/2022, considerado “um avanço crucial” pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), dispõe sobre a cessão de uso de espaços físicos e o aproveitamento dos recursos naturais para geração de energia elétrica a partir de usinas offshore.
O documento entrará em vigor em 15 de junho e se aplica a águas interiores de domínio da União, mar territorial, zona econômica exclusiva e plataforma continental.
Segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia, o decreto vem para preencher lacunas identificadas por instituições públicas, empreendedores, especialistas e organizações de um marco regulatório para a exploração do potencial elétrico offshore no Brasil, especialmente em questões relacionadas à implantação e ao modelo de concessão.
O texto estabelece que a cessão de uso poderá ser concedida tanto por iniciativa da pasta, por meio da oferta de prismas previamente delimitados (“cessão planejada”), quanto por iniciativa de interessados em explorar as áreas (“cessão independente”).
Uma vez obtida a cessão de uso, fica a cargo do empreendedor realizar os estudos necessários para identificação do potencial energético offshore, devendo atender a critérios e prazos definidos pelo ministério.
O governo afirma que o Brasil possui “excelentes características” para geração eólica offshore, como uma costa extensa, com águas rasas ao longo do litoral, e a incidência dos ventos alísios na região Nordeste, de intensidade e direção constantes.
Na avaliação da ABEEólica, o decreto representa “um avanço crucial” para viabilizar a nova tecnologia no país.
“Acreditamos que o decreto não apenas atende aos interesses públicos e coletivos como também é importante base para que o trabalho das empresas possa ser feito de forma planejada e organizada. Num setor que está dando seus primeiros passos, essa segurança é fundamental”, disse a entidade, em nota.
De acordo com a entidade, o Ibama já tem mais de 40 gigawatts (GW) de projetos eólicos offshore em análise, o que demonstra grande interesse por parte dos investidores.
Entre os grupos que já divulgaram estudos para projetos no Brasil, estão a Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, e a Shell.
No mundo todo, esse tipo de geração eólica soma 35,3 GW de capacidade instalada, segundo o último levantamento do Global Wind Energy Council (GWEC), com dados do fim de 2020. Desse total, cerca de 70% estão concentrados na Europa, sendo o Reino Unido o maior mercado da tecnologia, seguido pela China.
No Brasil, as eólicas offshore ainda não são competitivas em relação a outras tecnologias de geração, mas o mercado aposta numa redução do valor dos investimentos (Capex) com o desenvolvimento tecnológico.
Segundo o Plano Nacional de Energia 2050, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a geração eólica em alto mar pode chegar a 16 GW até 2050, caso haja uma redução de 20% no Capex dessa fonte.
A Capitania dos Portos de São Paulo está sob novo comando. Na última quarta-feira (26), aconteceu, no cais da Marinha, a cerimônia de passagem do posto para o capitão de mar e guerra Robledo de Lemos Costa e Sá, nomeado para o biênio 2022/2023.
A solenidade contou com a presença de autoridades militares, civis e representantes do Município, como a vice-prefeita Renata Bravo, o secretário de Assuntos Portuários e Desenvolvimento da Região Central, Júlio Eduardo dos Santos, e vereadores.
O capitão de mar e guerra Robledo de Lemos Costa e Sá substitui o capitão de mar e guerra Marcelo de Oliveira Sá, que durante sua administração na capitania zerou a fila de atendimento ao setor de embarcações de esporte e recreio.
Agora, a emissão de carteiras de habilitação e outros documentos, tais como o de transferência de propriedade de embarcação, é rápida — ressalte-se que Santos é a cidade brasileira com o maior número de embarcações de lazer inscritas.
O Grupo NÁUTICA dá as boas vindas e deseja sucesso ao comandante. Além das funções burocráticas, de segurança e fiscalização nas águas litorâneas e interiores do estado, a Capitania dos Portos de São Paulo cuida, principalmente, das operações relativas aos portos.
A canoa de tolda Luzitânia, histórica embarcação tradicional e tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, se encontra alagada na Reserva Mato da Onça, Unidade de Conservação às margens do Velho Chico, no alto sertão alagoano do Baixo São Francisco.
Com o casco aberto e aguardando recursos para inadiáveis ações de conservação, a canoa de tolda Luzitânia está alagada desde a tarde do dia 18, quando as vazões da UHE Xingó atingiram a marca de 2 500 m³/s.
Não há informação de ações de emergência para a remoção imediata da embarcação para local seguro, ainda que tenha ocorrido uma inspeção da embarcação por representante do IPHAN na última sexta feira, dia 21.
O atual alagamento da Luzitânia é a quinta situação enfrentada pela embarcação e a segunda desde sua volta às águas do Velho Chico que, sem uma resposta emergencial de socorro, promoverá o comprometimento de um bem cujo valor é incalculável.
A canoa de tolda é um exemplo talvez único de convergência de tecnologias navais planetária da era dos descobrimentos que, em miscigenação com o “DNA” nativo, evoluiu e resultou na mais eficiente embarcação para a navegação a vela no rio São Francisco. A perda de tal embarcação seria uma lacuna sem igual para o patrimônio navalmundial.
Veja abaixo vídeos realizados no dia 22, sábado, quando a vazão da UHE Xingó estava no patamar de 3 500 m³/s.
A situação já era prevista pela Sociedade Canoa de Tolda, proprietária da embarcação restaurada e tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo o responsável pela gestão da embarcação, Carlos Eduardo Ribeiro Jr, tão logo tendo ciência da programação das vazões divulgadas pela CHESF – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, a entidade encaminhou ao IPHAN demanda para equipamentos necessários para manter parcialmente a embarcação em estado de flutuabilidade.
“Infelizmente os itens pedidos, basicamente tambores de 250 l (duzentos e cinquenta litros) e cabos para a atracação, não chegaram até ontem, não sendo mais viável a sua instalação na Luzitânia, o que nos levou a suspender a demanda. Assim não estaríamos incorrendo em uma situação de aquisições com verbas públicas de material que não seria utilizado, o que poderia comprometer o currículo de probidade da Canoa de Tolda”, prossegue Carlos Eduardo.
Para a Sociedade Canoa de Tolda está claro que mais esse quase naufrágio da Luzitânia não pode ser atribuído apenas a um padrão de vazões mais elevadas, uma vez que a vazão de 3 000 em³/s é equivalente a algo semelhante a quando as seis máquinas da UHE Xingó operam. Esse valor é cerca de menos de mil metros cúbicos acima da vazão regularizada de 2 060 m³/s com a construção de Sobradinho.
A organização também entende que o conflito do controle absoluto das águas do rio persiste e continuará enquanto esse for o modelo de uso dos rios com barramentos.
Apesar da imagem da velha canoa completamente inundada e acachapada dentro da água que agora voltou a correr bem no beiço do rio da Reserva Mato da Onça, não há dúvidas de que o panorama do Velho Chico com um pouco mais de água é impossível de ser ignorado. A paisagem dos últimos dias tem proporcionado indiscutível bem estar e está associada ao direito ao meio ambiente saudável garantido pela constituição brasileira.
Por um mundo melhor, o bilionário norueguês Kjell Inge Røkke financiou a construção do REV Ocean, um megaite com casco de aço que se enquadra na categoria explorer, ou “navio de expedição”, e terá a missão de proteger os nossos oceanos — daí o REV do nome (sigla em inglês de Navio de Expedição de Pesquisa).
Projetado por Espen Øino para navegar por qualquer tipo de mar, com interior da H2 Yacht Design, barco deveria ter 460 pés de comprimento e conter algumas instalações de pesquisa.
Mas, durante o processo de desenvolvimento do projeto, decidiu-se que o casco iria crescer, saltando de 140 metros para 182,9 metros de comprimento, ou 600 pés (!), com os quais assumirá o posto de maior iate do mundo, à frente do gigante Azzam (590 pés).
De acordo com Nina Jensen, a CEO do ONG REV Ocean, a embarcação será usada de forma livre e gratuita por cientistas de todo o mundo, com a missão concertar tudo o que há de errado nos oceanos. Por conta de sua missão ecológica, ganhou acomodações para até 60 cientistas e convidados, além da mais sofisticada tecnologia de pesquisa na área ambiental para realizar missões que cobrem todo o ecossistema marinho.
Entre outros equipamentos, terá dois helicópteros e dois submarinos: um, operado presencialmente, que chegará a 2.300 metros de profundidade; e outro operado remotamente, que chegará a 6.000 metros de profundidade. Além disso, contará com um moderno sistema de aspiração, que permitirá retirar até cinco toneladas de lixo plástico do oceano por dia — uma de suas principais missões.
Os contratos de construção do megaiate da REV Ocean — ONG ambiental fundada em 2018 pelo bilionário norueguês — e o estaleiro Vard (de Brattvag, na Noruega) previa a entrega para 2021. Porém, em 17 de junho de 2021, foi anunciado o adiamento por um período de três a cinco anos, o que significa de 2024 a 2026.
Não se trata de uma embarcação de lazer, como o Azzam (que pertence ao xeique Khalifa bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos), e sim de um navio de pesquisa e expedição, embora com um exterior semelhante ao de iates de luxo. Financiador do projeto, o bilionário Kjell Inge Rokke também poderá usar o megaiate. Mas, apara isso, pagará para alugá-lo como qualquer outro cliente.
Quem é o dono do REV? Maior acionista da Aker ASA — holding de um punhado de empresas com atuação nas áreas de petróleo, biotecnologia marinha, pesca, construção e engenharia offshore — Kjell Inge Røkke é o homem por trás da REV Ocean, organização sem fins lucrativos fundada em 2017 que financiou a construção e vai operar o REV em suas aventuras oceânicas.
E quanto está orçada a construção desse explorer? Como em todos os maiores superiates do mundo, o preço exato do REV é um segredo bem guardado. Mas, estima-se que o preço esteja na casa dos 350 milhões de dólares, ou 253 milhões de libras.
Qual será a missão do REV? A ideia por trás do explorer de 600 pés é tão simples quanto ambiciosa: tornar os oceanos saudáveis novamente. A maneira como a REV Ocean planeja conseguir isso é pesquisando, fazendo campanhas e desenvolvendo soluções para três áreas-chave: poluição plástica, acidificação das águas do mar e pesca predatória.
Quem está construindo o REV? O estaleiro Vard, que iniciou a construção em um pátio da empresa localizado na Romênia, e depois transferiu o esqueleto gigante para Brattvåg, na Noruega. As etapas finais estão previstas para acontecer no pátio do estaleiro alemão Lloyd Werft.
Quais “brinquedos” ele levará? Para corresponder à sua missão, o REV será totalmente equipado para pesquisar os maiores problemas do oceano. Terá dois helicópteros, cinco guindastes, e dois submarinos, um tripulado outro controlado remotamente, capazes de mergulhar a uma profundidade máxima de 2.300 metros. Além disso, contará com um moderno sistema de aspiração, que permitirá retirar grande parte dos resíduos plásticos que se espalham pelos oceanos.
Por que o barco precisa ser tão grande? Além de levar todos esses aparelhos subaquáticos, o REV também abrigará seis laboratórios científicos, um auditório de palestras de 36 lugares, uma suíte de edição de mídia, um centro de conferências e uma sala de exposições. Além disso, transportará até 12 contêineres.
Qual será a velocidade do REV? Alimentado por um gigantesco sistema diesel-elétrico Wärtsilä de 2,7MW, o navio desenvolverá 17,8 nós de velocidade máxima, com autonomia na velocidade de cruzeiro de cruzeiro (11 nós) de 21.120 milhas náuticas.
Qualquer um poderá subir a bordo do REV? Se você é um oceanógrafo, sim, há uma boa chance de você ser convidado a subir bordo em algum momento, por meio de um dos parceiros do projeto, que incluem o WWF e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. “Gostaria de receber pesquisadores, grupos ambientais e outras instituições a bordo para adquirir novas habilidades e desenvolver soluções inovadoras para enfrentar os nossos desafios”, convida o bilionário Kjell Inge Røkke, financiador do projeto. Se não pertencer a nenhum desses grupos, só resta a alternativa de fretar o megaiate. O REV será oferecido pelo sistema de charter por um período de até quatro meses por ano, com o objetivo de fazer caixa para o financiamento do projeto ambiental.
Para desespero dos 23 mil fãs que acompanhavam a sua aventura pelo Facebook, o intrépido francês Jean-Jacques Savin desapareceu no Oceano Atlântico quando se encontrava a bordo de uma canoa nas proximidades da Ilha da Madeira, no Arquipélago dos Açores. Dia 1º de janeiro, o ex-paraquedista das forças armadas francesas, ex-campeão de triathlon e marinheiro partiu de Sagres, na costa de Portugal, com o objetivo de atravessar o Atlântico em uma canoa de com oito metros de comprimento, rumo ao Caribe (se possível, na Martinica). De quebra, ele comemoraria seu aniversário de 75 anos (!), em 14 de janeiro, em alto-mar. Para a ocasião, levava uma garrafa de Sauterne, um vinho branco da região que vivia, na França.
Savin estava em perfeita forma física e esta seria a sua quinta travessia do Atlântico. A última foi realizada há três anos, de forma espetacular: a bordo de um simples barril de três metros de comprimento e dois metros de diâmetro.
Para essa nova aventura, o vovô francês havia planejado remar oito horas por dia e fechar-se dentro da canoa (que tem fechamentos herméticos) quando o tempo estivesse muito ruim. A bordo, levava 300 quilos de alimentos e equipamentos — incluindo tecnologia para manter o mundo informado online sobre a posição em que ele se encontrava no mar.
Porém, como nem tudo costuma sair com o planejado em se tratando de uma aventura cujo resultado depende das forças da natureza, desde os primeiros dias de sua jornada Savin revelou enfrentar problemas a bordo. Na altura da Ilha da Madeira, com o barco apresentado danos mais sérios, ele lançou sua última comunicação, escrevendo em sua página no Facebook que estava indo para Ponta Delgada, também no arquipélago dos Açores, a fim de realizar reparos. Depois disso, ativou os dois sinalizadores de socorro. O alerta foi recebido pela Marinha Portuguesa.
Desde então, o que teria acontecido com ele só mistério. A imprensa internacional chegou a noticiar que seu corpo havia sido encontrado, mas foi desmentida. A Guarda Costeira portuguesa encontrou a canoa emborcada (de cabeça para baixo) na costa da Madeira, mas sem vestígios do corpo de Savin. Por enquanto, seu status é de desaparecido e as buscam continuam. Um dos navios mercantes recolheu um saco impermeável que continha no seu interior a documentação de identificação do navegador. Mas ainda há esperança. Se escapar dessa, o aventureiro terá uma história e tanto para contar. Para o alívio de milhares de novos fãs.
O recado que Jean-Jacques Savin deixou no Facebook, em sua última postagem:
Uma pequena informação:
Estou com alguns problemas há cerca de dez dias: o coletor solar (que deve recarregar a bateria do meu watermaker) não funciona mais. Eu tenho que usar meu dessalinizador manual, mas isso me custa energia física.💪🏻
Não se preocupe, não estou em perigo!
Sigo agora em direção aos Açores em direção ao porto do arquipélago de Ponta Delgada.
Há uma bela marina com um aeroporto ao lado. 🛩
Se eu quiser reparar, haverá tudo o que preciso no local.
Do lado do clima, apesar das dificuldades atuais de forte ondulação e força do vento, fica mais fácil com o vento que me empurra em direção ao arquipélago.💨
O objetivo para mim é cobrir a maior distância possível todos os dias, desde que o vento esteja comigo!
Os ventos serão então de Este (vai diminuir de força no final da semana, início da próxima se as previsões não estiverem erradas…) e terei então de remar para manter o meu rumo em direcção ao arquipélago de Ponta Delgada.
Uma vez lá e bem descansado, sairei para terminar meu desafio. Talvez tenhamos que esperar por uma nova janela de tempo favorável, com o objetivo de descer o mais ao sul possível….☀️
Apesar de tudo isso, eu absolutamente não desisto!
Aqui está o meu diário de bordo que escrevi ontem em 18/01/2022:
Tempo nublado, mar agitado, mas está se tornando um hábito. Viajei 60 km até aos Açores que agora estão a 900 Km.
Depois de longa reflexão continuo esta aventura que penso que será excepcional. ✨
Raciono minha água o máximo possível desde que me deixei transportar…
A equipe de Ubatuba (SP), Bruschetta, tetracampeã mundial da classe J-24, terminou o final de semana, o primeiro da temporada, com dois títulos, na raia do Ubatuba Iate Clube.
Depois de vencerem a regata Eles & Elas com tripulação feminina pela primeira vez, a equipe comandada por Evandro Csordas e composta também por Fabinho Kiss, Júlio Falcão e Ricardo Delgado, foi campeã da 18ª edição da Regata do Inverso, onde as equipes não largam juntas e sim com tempos pré-determinados pela organização, fazendo com que terminem o mais próximo uma das outras dando emoção.
O Bruschetta largou às 12h09 e foi o primeiro a cruzar, às 14h22 deste domingo (23), na regata que teve contorno na Ilha do Mar Virado por Boreste: “Regata peculiar onde a correção dos tempos é feita na largada e não na chegada. Mas a gente conseguiu alcançar o pessoal que largou antes da gente antes da metade, antes de contornar a Ilha e primeiros a cruzar a chegada. O vento oscilou, rondou, mas todos estavam concentrados, atentos e cumprimos os objetivos”, disse Csordas.
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A equipe conta também com Maurício Santa Cruz, pentacampeão mundial, medalhista de Ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007 e Guadalajara, no México, em 2011, e com participações olímpicas. Maurício excepcionalmente não participa das regatas deste final de semana.
O Bruschetta terminou 2021 invicto, conquistando o título do Campeonato Brasileiro na classe RGS realizado em Ubatuba, ganhou também o Mini Circuito de Ubatuba, a Regata do Marinheiro e o Troféu das Ilhas.
Os próximos desafio da equipe serão a Copa Mitsubishi, em março, em Ilhabela (SP) e o Ubatuba Sailing Festival, em abril.
A cidade de Salvador já começa a viver a expectativa da realização do Tour das Ilhas 2022, que acontecerá nos dias 11 e 12 de fevereiro e promete agitar o verão da Bahia. O passeio de motos aquáticas vai desvendar as belezas e curiosidades da Baia de Todos-os-Santos, a segunda maior do mundo. A largada e chegada estão marcadas para o dia 12, saindo da Marina Salvador Jetclub, no bairro da Calçada, na capital baiana. Os organizadores esperam a presença de participantes de várias cidades baianas e também de outros estados.
Os motonautas poderão conhecer a baía de um outro ângulo, que só os nativos da região conhecem, vislumbrar sua beleza e saber informações históricas sobre os lugares que passarão ao longo do percurso. Ainda segundo a organização serão mostradas aos turistas e residentes as particularidades da Baia de Todos-os-Santos, por meio de visitas as suas principais ilhas: Itaparica, Frades, Bom Jesus dos Passos, Maré, entre outras. Serão desbravadas cada uma e apresentadas sua importância para Bahia, bem como ao Brasil, com demonstrações culturais.
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“Traremos informações sobre conflitos armados, manifestações culturais locais, culinária de resistência, artesanato característico, bem como introduziremos as riquezas naturais, as quais encantam navegadores e turistas do mundo inteiro. O Tour das Ilhas 2022 ultrapassará a ação de um simples passeio e buscará difundir o turismo náutico da Baia de Todos os Santos”, destacou Alexandre Jatobá, um dos organizadores do evento.
Leonardo Bittencourt, que também faz parte da organização do passeio, explicou um pouco de cada uma das ilhas que faz parte do roteiro. Após o início do passeio, a primeira a ser visitada é a de Itaparica, a maior ilha marítima do Brasil. Tem 239 quilômetros quadrados de superfície, divididos entre os municípios de Salvador e Vera Cruz. Ela tem mais de 36 km de comprimento.
“A segunda ilha é a dos Frades, que está localizada praticamente no centro da baia de Todos-os-Santos e pertence ao município de Salvador. Tornou-se oficialmente bairro da cidade em 2017. Segunda uma lenda local, a ilha é assim denominada, uma vez que à época do início da colonização, nela foram assassinados dois frades pelos Tupinambás, os quais pretendiam catequizar”, informou Bittencourt.
A Ilha de Bom Jesus dos Passos também faz parte do roteiro. Ela está localizada entre as ilhas de Madre de Deus e dos Frades. Parte no município de Salvador. Ela é destacada por sua forte religiosidade e por seus costumes variados. A última do roteiro do Tour das Ilhas 2022 é a da Maré Paradisíaca, região está entre as ilhas que pertencem ao território soteropolitano. Conta com atividades seculares como pesca, mariscagem e renda de bilro. Depois os participantes retornarão para a Marina Salvador Jetclub, encerrando o passeio.
Partiu da cidade francesa de Les Sables-d’Olonne, na manhã desta terça-feira (25), a caminho do Rio Boat Show 2022, de 2 a 10 de abril, na Marina da Glória, a primeira unidade do veleiro catamarã Excess 12, de 11,8 metros de comprimento, que faz parte da nova linha de barcos a vela do grupo Beneteau, importado da França para o Brasil pela Aloha Náutica.
O moderno modelo, que iniciou a travessia do Atlântico ao lado de outro modelo a ser exibido no boat show do Rio, o Oceanis 51.1, é primeiro barco a vela a usar o novo incentivo de isenção de imposto de importação para veleiros novos, anunciado pelo Governo Federal em 2021.
Se te derem uma pedreira, faça um hotel de luxo. Foi o que fez, na China, o InterContinental Hotels Group, que opera 4 900 hotéis em 100 países, sendo 17 unidades no Brasil. Em 2007, a empresa adquiriu uma imensa pedreira abandonada e parcialmente inundada no distrito de Songjiang, a 35 km de Xangai, a maior cidade da China.
Dez anos depois, a pedreira abandonada se transformou no Shangai Wonderland (ou Deep Pit Hotel, como também é conhecido), uma espécie de eco-resort que tem como singularidade — além do próprio lugar onde foi construído — o fato de atingir 88 metros abaixo do nível do mar e de, em boa parte, ser um hotel submerso.
Sim, submerso! São dois andares acima do solo e 15 andares paralelos à parede lateral da pedreira, sendo que dois últimos estão mergulhados dentro de um aquário de água salgada com 10 metros de profundidade, permitindo que os hóspedes de suas exclusivas seis suítes possam literalmente dormir com os peixes.
Verdadeira obra-prima da engenharia, o Shangai Wonderland representa um grande exemplo da audácia humana, desafiando os limites da natureza, com seus 336 quartos, distribuídos por 18 andares. Na parte mais baixa do edifício foram instalados uma piscina, um bar e um centro de esportes aquáticos, em que se pode remar de caiaque, por exemplo. No lado de dentro, além dos quartos conjugados com o aquário, fica um dos restaurantes do hotel.
Já para aqueles que ficam acima da linha d’água, cada um dos quartos tem uma varanda com vista para uma deslumbrante e inusitada cachoeira, construída do lado oposto ao do hotel, como parte do projeto.
O projetista, o escritório britânico Atkins, também criou uma área para a prática de esportes radicais, como escalada e tirolesa, e uma atração mais extrema: uma plataforma para bungee jump. “Foi uma ideia totalmente única, fazer algo especial, para dar vida novamente a um lugar abandonado”, afirmou Martin Jochman, arquiteto britânico envolvido no projeto. Pedreiras desativadas são frequentemente transformadas em aterros sanitários.
Além disso, este excêntrico hotel chinês foi feito dentro dos princípios do feng shui. Seu formato reproduz o símbolo ying e yang, quando visto de cima. Ao mesmo tempo, todos os elementos do resort de 61 mil metros quadrados foram projetados para reduzir o impacto no meio ambiente.
Seu posicionamento único maximiza a entrada de luz solar e minimiza os efeitos dos ventos frios. O hotel ainda pretende ser autossustentável, com a geração de energias solar e geotérmica (obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra).
Os chineses investiram mais de 250 milhões de euros, mas, durante a construção, enfrentaram desafios maiores que o alto custo. O principal deles foi o risco de inundações.
Antes de a construção começar, um rio próximo transbordou devido a fortes chuvas e inundou a pedreira. “Se algo semelhante tivesse acontecido após a conclusão do trabalho, teria sido um golpe terrível”, explicou um dos engenheiros-chefe da incorporadora imobiliária que participou do projeto.
Para evitar que isso aconteça novamente, os arquitetos tiveram que construir uma represa. Além disso, uma estação de bombeamento foi instalada para regular o nível da água. Em outras palavras, é um exemplo notável de arquitetura nascida da natureza.
Nada errado com as bicicletas, tão abundantes na Holanda quanto os carros nas ruas de São Paulo. Mas, em Amsterdã, quando se fala em “mobilidade urbana”, não existe melhor pedida atualmente que pegar um dos barcos elétricos autônomos que circulam, como táxis, pelos 60 quilômetros de canais da capital holandesa, ao lado dos barcos convencionais que há anos cruzam essa rede de estradas aquáticas.
A novidade, batizada com o sugestivo nome de Roboat, foi desenvolvida em conjunto pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e pela AMS (Soluções Metropolitanas Avançadas), de Amsterdã — com apoio da cidade de Amsterdã, da companhia de águas holandesa Waternet e da cidade de Boston —, que pretendem desenvolver uma nova forma de navegar pelas vias singráveis do mundo sem uma mão humana ao volante.
Foram três anos de pesquisa, trabalhando com protótipos em escala 1:4 e 1:2, até a apresentação, em 2020, de um protótipo em grande escala. Os responsáveis pela pesquisa confiam que em alguns anos refinarão a tecnologia a tal ponto que os barcos autônomos circularão pelos canais de Amsterdã regularmente para realizar tarefas como coletar lixo e transportar mercadorias e passageiros, inaugurando assim um novo capítulo na história da mobilidade urbana.
“Ao aplicar o Roboat em uma cidade como Amsterdã, temos uma grande oportunidade de melhorar o sistema de controle para navegação autônoma em ambientes urbanos. Isso é algo que nunca foi mostrado antes em outros projetos para embarcações autônomas”, explica Carlo Ratti, pesquisador e professor do MIT.
Os Roboats estão equipados com câmeras e sensores e têm quatro motores elétricos, alimentados por uma bateria. Navegando entre 3,5 e 6,5 nós (6,5 a 12 km/h), prometem autonomia de 12 a 24 horas, dependendo do tipo de bateria e carga.
Em uma demonstração recente, um barco elétrico de quatro metros passou pelo desafio de navegar, e realizar manobras, em meio ao tráfego dos canais de Amsterdã, que estão cheios de barcos particulares e cruzeiros de turistas.
E conseguiu “varrer” o ambiente, distinguindo objetos rígidos em movimento. Esses dados são entregues a um computador, que controla a embarcação sem a ajuda de nenhum comandante de carne e osso.
O computador compensa constantemente fatores externos que influenciam a direção do barco – como vento, corrente e ondas. No entanto, levará ainda algum tempo até que a tecnologia de autocontrole seja aperfeiçoada a tal ponto que possa lidar com qualquer situação. Afinal, há muito tráfego nos canais de Amsterdã.
O Globocop, o famoso helicóptero da TV Globo, flagrou nesta sexta-feira (21) de sol e tempo bom no Rio de Janeiro o casco do cargueiro que afundou na praia da Reserva, na Zona Oeste do Rio, há mais de 100 anos. O Workman, como foi batizado, funcionava a vapor e encalhou em 1913 na região. A Marinha retirou a carga e, tempos depois, a embarcação naufragou durante uma tempestade. Veja o vídeo.
As imagens do mar cristalino mostram que é possível ver a caldeira da embarcação. O navio já tinha sido avistado em 2014. O local é muito frequentado por mergulhadores. Nesta sexta-feira, a prefeitura do Rio iniciou a Operação Verão na Prainha e também em Grumari, na Zona Oeste do Rio. A iniciativa visa preservar os parques nos locais. Será feito o controle de acesso durante todo o verão, nos feriados e fins de semana.
Você pode chamar de lancha ou jet, como preferir. O próprio estaleiro holandês Vanquish Yachts costuma defini-lo como “o cruzamento entre uma lancha de apoio e um jet”. O importante é que o resultado agradou a gregos e troianos e a marca Vanquish, que é especializada em barcos rápidos de 16 a 54 pés, resolveu lançar comercialmente essa lanchinha com jeito de jet (ou vice-versa).
Com apenas 16 pés (ou pouco mais de 5 metros) de comprimento, o pequeno Vanqraft VQ16 é o irmão menor da flotilha da Vanquish, mas tão veloz quanto os demais seis barcos fabricados pelos holandeses: segundo a marca, chega a 40 nós no modelo básico e passa dos 50 nós na versão Veloce, para quem gosta de voar sobre as águas.
Os puristas que olham para o Vanqraft VQ16 e veem uma lancha podem achar que tanta potência assim não faz sentido, até porque encarece demais o conjunto. Já os jetmaníacos provavelmente considerarão este curioso barquinho um elemento estranho demais para pertencer à categoria das motos aquáticas — afinal, que jet é esse leva até cinco pessoas, além do piloto?
São reações naturais, enfim, mas que não mudam o fato de que o mundo náutico está aberto às mais variadas tendências, e vai seguir sendo assim. O Vanqraft VQ16 foi projetado para quem gosta de navegar com estilo, agilidade e velocidade, mas não solitariamente.
Desta quinta-feira, 20 de janeiro, a domingo, 23 de janeiro, nos estandes do St. Petersburg Boat Show, que acontece no Duke Energy Center for the Arts, na Flórida, algumas das mais importantes marcas internacionais enfileiram, na água e em seco, seus barcos de última geração, uns ao lado dos outros. Entre elas está a brasileira Schaefer Yachts, que expõe as lanchas Schaefer V33, 303, 400 e 660.
Três semanas depois, de 16 a 20 de fevereiro, a cena se repete no Miami International Boat Show — um dos maiores evento de barcos do mundo —, com a exibição de uma extraordinária seleção de lanchas, veleiros e iates, na água e em terra. Mais uma vez, a Schaefer Yachts, com as lanchas Schaefer V33, 303, 400, 510 e 660, marcará presença, candidatando-se a um lugar de destaque na construção náutica mundial.
Localizado na Grande Florianópolis, o estaleiro — um dos responsáveis pela revolução de qualidade que a indústria náutica nacional passou nas últimas décadas, e vem passando — existe desde 1982. Nesses 30 anos já colocou na água mais de 3.500 barcos.
Já as exportações ganharam projeção na última década, com a entrega de lanchas em países como Suécia, Noruega, Espanha e o próprio Estados Unidos, com a criação, inclusive de um braço de sua empresa. E pensar que tudo começou com o sonho de um jovem velejador e estudante de engenharia, que desenhava por esporte, mas, movido a paixão, queria fazer do hobby uma profissão.
O gigantesco trimarã que você vê aqui prestes a levantar voo (sim, um iate voador, movido a gás hélio comprimido), ainda não existe, a não ser na cabeça de seus criadores. Na busca por uma solução urgente ao problema das emissões de carbono, nascem algumas utopias, projetos que provavelmente nunca sairão do papel, ou do computador de quem os criou, a não ser em realidade virtual 3D. É o caso do Air Yacht, fruto da imaginação pra lá de criativa dos designers do estúdio italiano Lazzarini.
Projetado para navegar tanto no mar como no ar, esse megaiate (ou dirigível), medindo 492 pés, de cara já enfrenta um grande desafio: desfazer a desconfiança no uso do gás hélio como combustível. Motivo: o mais famoso dirigível da história, o Hindenburg, movido por uma mistura de gás hélio e hidrogênio, incendiou-se no momento da atracação em Lakehurst, Nova Jersey, e explodiu, matando mais de uma centena de passageiros e tripulantes, em 1937.
Iguais a eles, diversos zepelins (como eram conhecidos os dirigíveis) viajaram pelo mundo. O Graf Zeppelin, por exemplo, fez 600 voos e cruzou o Atlântico 144 vezes entre 1931 e 1937. Os passageiros relatavam que a sensação de voar silenciosamente era inigualável. Até que o Hindenburg foi todo consumido pelas chamas às 19h15 min. Do dia 6 de maio de 1937, e os dirigíveis saíram de circulação, por despertar desconfiança — ninguém queria embarcar num novo Hindenburg.
Mas, segundo os criadores do Air Yacht, com a tecnologia atual, e usando apenas hélio (um gás não inflamável, ao contrário do hidrogênio), podem-se fabricar naves seguras para voar a uma velocidade de 60 nós (110 km/h), com espaço e conforto. O único problema é que o hélio é um gás abundante no universo, mas raro no planeta Terra. Para impulsionar um dirigível tão grande quando o Air Yacht é necessária uma enorme quantidade de gás hélio.
Em compensação, as naves movidas por esses gases são silenciosas, não gastam muito combustível, quase não poluem o ar e transportam peso com pequeno dispêndio de energia. Por tudo isso, e pelo fascínio que desperta, vêm surgindo novos projetos a cada dia, seja para transportar cargas ou passageiros. Como é o desse revolucionário megaiate voador.
Todo construído com fibra de carbono, o iate voador terá os cascos conectados através de um deck central medindo 10 metros de largura, consistindo de uma cabine principal, área de convivência e uma grande sala de jantar, com todas as comodidades encontradas em um iate de luxo convencional. Em cada um dos bordos haverá cinco camarotes, que levarão os 22 privilegiados passageiros provavelmente à maior aventura de suas vidas.
A assistência de propulsão para o dirigível será acionada através dos painéis solares, cuja energia será armazenada em baterias ultraleves, que as distribuirão aos oito rotores elétricos contrarrotativos laterais, quando necessário.
Para impulsionar um dirigível tão grande é necessária uma enorme quantidade de hélio. O Air Yacht armazena o gás em colmeias semelhantes a favos de mel, que detêm cerca de 4 milhões de metros cúbicos de hélio comprimido. Como resultado, ao trocar a água pelo ar, a nave pode voar por 48 horas sem parar, a uma velocidade de 60 nós.
Na hora de pousar, os rotores mudam a posição para baixo, dando o impulso necessário para descer suavemente. O hélio, então, é despressurizado e o sistema de ancoragem de lastro o mantém estável na água, enquanto é impulsionado para frente a uma velocidade de cruzeiro de 5 nós. “Não se destina a fins turísticos”, disse a assessoria do estúdio italiano. “É para um proprietário privado que deseja um superiate ecológico e voador”.
Com destaque para os atletas do Veleiros do Sul no pódio, a cerimônia de abertura e a premiação do ranking 2021 marcaram o início do Campeonato Brasileiro ILCA 2022 na Paraíba. A premiação do ranking brasileiro da classe ILCA levou em conta os resultados das competições realizadas no ano passado.
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Na classe ILCA 7, Philipp Grotchmann foi premiado com o 1º lugar no ranking geral, além da 1ª colocação na categoria Sênior. Pela classe ILCA 6, Felipe Fraquelli ficou com a segunda colocação no ranking geral masculino e em primeiro na categoria Sub-17. Erick Carpes foi o terceiro colocado no ranking geral masculino e segundo lugar na categoria Sub-17. Por fim, José Fraquelli ficou com o 1º lugar na categoria Master.
As primeiras regatas do Campeonato Brasileiro da Classe ILCA iniciaram nesta terça-feira (18), com a participação dos atletas das classes ILCA 4, 6 e 7. Ao todo, estão programadas 10 regatas para a competição que vai reunir os principais nomes da classe no Brasil.
O Campeonato Brasileiro da Classe ILCA 2022 é realizado pelo Iate Clube da Paraíba, a Federação Paraibana de Vela, a BRASILCA – Associação Brasileira da Classe ILCA e a Confederação Brasileira de Vela (CBVela).
Pentacampeão de Stock Car, a categoria mais importante do automobilismo brasileiro, o piloto Cacá Bueno adora passar as férias em Angra dos Reis, “meu lugar preferido no mundo”, diz. Mas, mesmo em um lugar paradisíaco e, aparentemente, perfeito para relaxar, ninguém está livre de ser surpreendido por um transtorno.
Foi o que aconteceu com o filho de Galvão Bueno, nesta terça-feira, dia 18, quando encontrou seu jet laçado em uma pedra da Praia do Dentista, na hora de embarcar e voltar para casa.
“Fui assaltado”, anunciou em um vídeo publicado no seu Instagram. “Inacreditável, roubaram a minha âncora. No Brasil tem ladrão até no fundo do mar”, protestou, ainda não recuperado do susto.
No vídeo, Cacá explica que passou o dia na areia da Praia do Dentista, uma espécie de balada diurna de verão em Angra, na ilha da Gipoia, ao lado da mulher, Talita, e dos filhos, Carlos Eduardo e Bella — que chegaram à ilha navegando de lancha, enquanto ele foi pilotando o seu jet. Dia ensolarado, areias branquinhas, águas calmas e claras. Nada que pudesse indicar alguma surpresa desagradável.
Bem, pra dizer a verdade, o pentacampeão de Stock Car até viu dois mergulhadores na área em que atracou seu jet. Mas nem remotamente imaginou que os caras pudessem estar mal-intencionados, segundo ele. Ledo engano. “A ponta do cabo foi cortada. Roubaram a minha âncora”, constatou, incrédulo, ao se aproximar de sua moto aquática. Seria cômico, se não fosse trágico. Clique para ver o vídeo.
Cinco polegadas (ou meros 12,7 centímetros) foi a sobra que o superiate Galactica teve para passar sob a ponte de ‘s-Hertogenbosch (coloquialmente conhecida como Den Bosch), na Holanda, ao sair de um galpão do estaleiro Heesen, que tem sede na cidade de Oss, para o seu primeiro teste de mar. E olha tem ele tem 80,7 metros de comprimento (265 pés) e esta avaliado em vários milhões de euros.
Para deixar o estaleiro rumo ao porto de Harlingen, e dali alcançar o Mar do Norte, seu destino final, o incrível Galactica foi forçado a fazer uma viagem minuciosamente lenta pelos minúsculos canais e rios da Holanda. Mas, embora navegar por essas passagens estreitas não seja tarefa fácil, nada se compara ao perigo das pontes. Ainda mais se tratando de uma embarcação tão grande.
Repare nessas fotos que o barco quase ficou preso na Den Bosch, que é uma ponte ferroviária, passando com menos de quinze centímetros de sobra. Segundo o comandante da operação, Arjan Veldman, o iate já havia sido forçado a esperar antes da ponte por um bom tempo, porque os níveis de água estavam muito altos.
E ele só decidiu ir frente quando teve certeza de que iria passar sem nenhum arranhão e que a embarcação chegaria ao seu destino final com segurança, ainda que quase tenha ficado espremido sob a ponte. “Todas as operações de medição que conduzimos foram precisas”, garante. “Passamos por eclusas e pontes como esta por mais de 40 anos!” Quer dizer, o Galactica foi apenas mais um que passou. Mas que foi por pouco, foi.
Aproveite que chegou até aqui e confira abaixo o teste do estabilizador náutico Seakeeper, comercializado no Brasil pela Marine Express.
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