St. Barts: o “clube dos bilionários” onde os megaiates dominam o metro quadrado mais caro do Caribe

28/02/2026

Há certos lugares que parecem um paraíso na Terra, seja pela estrutura impecável ou pela beleza natural de brilhar os olhos. De certa forma, St. Barthélemy (ou St. Barts, para os íntimos), atende aos dois critérios com rigor. A mágica ilha, que ostenta o metro quadrado mais caro do Caribe, atua como uma perfeita união entre o espetáculo náutico e o ultraluxo, sendo um recanto paradisíaco para os bilionários e seus enormes iates.

Para se ter uma ideia, conforme destacou a YachtBuyer MarketWatch Intelligence, a celebração do Ano Novo de 2025-2026, período de maior alta no turismo na região, reuniu nada menos que 226 (!) iates, número 33% maior em relação ao ano anterior.

 

O crescimento, aliás, não se resume “apenas” ao número de iates, mas também à dimensão deles. De acordo com o mesmo portal, o comprimento médio dos barcos saltou de 54,86 metros (179 pés) em 2024 para 56,82 metros (186 pés) em 2025. A essa altura, já deu para notar que o local funciona quase como uma passarela para os principais iates em atividade no planeta.

Pôr do sol em St. Barts no final de ano de 2025. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

Por outro lado, além da badalação, a ilha atrai visitantes endinheirados também pela privacidade, como é o caso das celebridades que escolhem o destino para as comemorações de Réveillon. Por lá, os famosos podem exibir sua riqueza sem serem tietados e tampouco com a necessidade de seguranças sempre ao lado. Não à toa, St. Barts recebeu estrelas como Jeff Bezos, Bill Gates e Michael Jordan na última virada.

 

O refúgio ainda é destino frequente para celebridades como Madonna, Beyoncé, Leonardo DiCaprio e outros astros de Hollywood — todos chegando na ilha por meio de jatinhos particulares ou embarcações de tirar o fôlego.

Izabel Goulart, modelo brasileira, passou o fim de ano em St. Barts. Foto: Instagram @izabelgoulart/ Reprodução

A festa começa à meia-noite do dia 31 de dezembro. As luzes portuárias se apagam, as dos barcos são acendidas, e tudo vira um espetáculo colorido nas águas, com centenas de iates transformando o local num verdadeiro desfile de luxo flutuante. Simultaneamente, ocorrem diversas festas privativas a bordo, com serviços personalizados e um visual que impressiona visto do alto. O “buzinaço” é a joia da coroa.

 

 

Mas, afinal, quando essa pequena ilha no Caribe virou sinônimo de luxo e repouso para os principais iates?

Um lugar para poucos

Você com certeza já ouviu esse nome na escola: Cristóvão Colombo, o navegador que estabeleceu contato permanente com a América. Pois saiba que ele também foi o responsável por nomear a ilha como conhecemos hoje, ainda em 1493, em uma homenagem ao seu irmão mais novo, Bartolomeu. Naquela época, porém, o local não tinha nada de glamouroso — para se ter ideia, a energia elétrica só foi chegar em 1961.

Os telhados vermelhos são bastante característicos da região. Foto: SeanPavone/ Envato

Por muito tempo, os moradores trabalharam na ilha vizinha, St. Thomas, de onde traziam dinheiro para a família que residia em St. Barts. Na década de 1980, contudo, o pacato lugar teve seu primeiro boom por conta de uma visita ilustre: David Rockefeller, neto de John D. Rockefeller — considerado o empresário mais rico da história moderna, que chegou a dominar 90% de todo o refino e transporte de óleo nos Estados Unidos.

 

Como dinheiro não era problema para o herdeiro do magnata, ele comprou 27 hectares da ilha e investiu na arquitetura local para que fosse seu “oásis particular”. Como era de se imaginar, a ida de David ao local influenciou outros ricaços, que começaram a visitar St. Barts e transformaram o destino em uma espécie de “clube dos bilionários” em busca de privacidade.

Gustavia, capital de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato

Pertencente à França desde 1877, o lugar foi ficando cada vez mais exclusivo aos ricos. A alta procura levou os valores de moradia para as alturas, fazendo com que muitos moradores nativos deixassem a ilha aos poucos. Nunca houve uma expulsão de fato, mas o custo de vida tornou-se tão inalcançável que as novas gerações não conseguiam permanecer.

 

Apesar disso, mercados e comércios locais resistem na região, ainda que cercados por lojas de artigos de luxo que concorrem com os pequenos negócios. São eles os responsáveis por viabilizar a visita de quem deseja visitar a ilha mesmo sem sete dígitos na conta.

Pelo céu ou pelo mar

Aqui mora uma particularidade de St. Barts: apesar de todo estrelato, a infraestrutura que sustenta esse intenso turismo náutico não está na ilha, mas na vizinha St. Martin, também território da França. É lá que ficam o aeroporto e as zonas portuárias capazes de receber grandes aeronaves e megaiates.

Aeroporto de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

O aeroporto de St. Martin é famoso por sua pista extremamente curta e perigosa, de apenas 650 metros. Entre as menores do mundo, a pista exige treinamento especial para os pilotos, que só têm três tentativas de pouso antes de uma reciclagem obrigatória.

Avião passando próximo dos banhistas na praia de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

O local serve como um ponto de distribuição, uma vez que não há marina. Os turistas chegam em jatos grandes em St. Martin e depois pegam um “shuttle” (avião pequeno) ou um barco para St. Barts. Apenas aeronaves pequenas (monomotores ou turboélices de pequeno porte) e helicópteros pousam na região.

Aeroporto Gustaf III, em St. Barts. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

O voo saindo de St. Martin dura apenas de 10 a 15 minutos. É rápido, mas emocionante. Isso porque os aviões precisam passar raspando por uma colina (onde fica uma rotatória de carros) e tocar o asfalto rapidamente para não terminarem dentro da Baía de Saint Jean.

 

Mas, convenhamos: se esse destino está aqui, é porque a melhor forma de chegar até ele é de barco. Partindo da ilha vizinha, de lancha rápida, o trajeto leva de 20 a 30 minutos (14 milhas de distância), enquanto um veleiro pode levar de 3 a 4 horas — a depender das condições de vento.

St. Barts pelo olhar de um brasileiro

O brasileiro Guilherme Guimarães, que vive no Caribe há 22 anos, contou à NÁUTICA sobre a experiência St. Barts no Réveillon. Morador da ilha vizinha, St. Martin, ele já virou o ano em meio a iates poderosos mais vezes do que consegue contar. Mas, para ele, todo ano é uma sensação única.

Teve uma vez que eu dei uma volta lá, um pouco antes de meia-noite, num superiate de 120 pés– lembrou Guimarães

Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

Para ele, já virou tradição passar a virada em família a bordo de algum barco — geralmente de amigos. De lá, segundo ele, é possível observar diversas embarcações ilustres. Só no ano passado, Guimarães registrou a presença do Koru (Jeff Bezos), Christina O (Onassis Yacht) e o Silver Fox (da filha do dono do Walmart).

A pessoa que quer glamour tem que ir no Natal e no Ano Novo. Ela vai ver o auge do top– garantiu o quase caribenho

Flagra do Black Pearl na ilha. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal
Christina O avistado em St. Barts. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal
Silver Fox tietado no Caribe. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal

O brasileiro conta já ter presenciado verdadeiros desfiles de barcos, com performances de dança na popa dos iates, música ao vivo e muita, muita elegância. Além disso, passear pela ilha pode ser mais interessante do que se pensa, pois você pode dar de cara com celebridades a qualquer momento.

A gente convive com tanta gente de dinheiro aqui, dinheiro de verdade, que você não se preocupa com isso– disse Guimarães

A cultura náutica também tem suas particularidades. Apesar do puro luxo, evidenciado pelos megaiates, há espaço para lanchas de menor porte, mesmo que discretas em meio à multidão. Aliás, discrição é a palavra-chave para entender o fenômeno de St. Barts.

Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

Passeios de lancha entre familiares e amigos são comuns, com cada um pilotando a sua, confraternizando com um churrasco, almoço ou jantar e, ao fim, levando sua embarcação para a marina e deixando-a limpinha, pronta para a próxima volta. Nada de holofotes, apenas um lazer, algo casual.

Quem gosta de barco aqui, gosta de estar no mar, gosta de ter barco. Ele não está preocupado em ficar mostrando que tem um iate– garante Guilherme

Em época de fim de ano, contudo, a paz é reduzida e o tempo tende a aumentar para tudo. Com a lotação da ilha, o trajeto de St. Martin até St. Barts leva mais tempo, principalmente dentro da baía. O congestionamento de barcos faz com que se gaste de 20 a 30 minutos apenas para alcançar a vaga alugada, dentro da própria baía.

Casas e comércios da região fazem show à parte ao anoitecer de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato

Entretanto, mesmo já tendo vivido a experiência do Ano Novo e todo aquele espetáculo glamouroso de barcos, a preferência de Guimarães para aproveitar de verdade a ilha é em outra época: quando a maioria vai embora.

A gente curte quando é baixa estação. O verão daqui é a baixa estação– conta Guimarães

Explicamos: no verão, o mar fica mais calmo e a água mais quente, mas, em compensação, o risco de furacão é maior — justamente pelo mar estar mais quente. “No inverno, a água fica entre 26°C/ 28°C, no verão salta para 30°C/ 31°C, às vezes até 32°C”, explica. No Rio de Janeiro, por exemplo, no máximo chega a 21°C.

Todo mundo fica com medo de furacão e esses barcos todos fogem, e a gente, local daqui, aproveita. Ficamos com a ilha só basicamente com a gente– brinca Guilherme

Para quem deseja um período mais calmo, mas ainda com movimentação de pessoas, restaurantes de alto nível abertos — a maioria fecha após o Ano Novo — e apreciação da natureza local, é recomendado visitar o destino no começo do ano, de fevereiro a abril. “Tem gente de fora, mas não é nem perto do ápice”, revela o brasileiro.

Vamos aos valores

Acima de tudo, vale ressaltar que existem diversas empresas de charter em St. Barts, com diferentes preços. Inclusive, há quem visite o Caribe sem necessariamente alugar um barco ou ir com um próprio, optando por se hospedar em hotéis e passear pela ilha — nesse último cenário, caso tenha a sorte de conseguir alugar um veículo.

Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

Mas, para quem deseja navegar nas águas caribenhas em meio aos bilionários durante a alta temporada, os preços são altíssimos: o aluguel de um barco de 100 pés pode custar até US$ 100 mil por semana (mais custos de combustível e provisões). Convertido ao real de fevereiro de 2026, o valor chega a quase R$ 517 mil.

Quando você aluga um barco desse, você basicamente faz uma pré-requisição de tudo o que você quer. A pessoa da tripulação do iate vai no mercado e compra tudo que você precisa– explica Guimarães

Para quem quer algo mais “simples”, como uma lancha de 50 pés para um “bate-volta”, os valores variam entre US$ 5 mil e US$ 6 mil por dia (entre R$ 26 mil e R$ 31 mil). Outro caminho para economizar é alugar um barco pequeno e simples, com a contrapartida de ser “mil e uma funções”: capitão, skipper, cozinheiro, tripulação e o que mais vier.

Nikki Beach em St. Barts. Foto: Nikki Beach/ Divulgação

Suponhamos que, cansado de navegar, você queira uma refeição de alto nível, também na alta temporada. Nesse caso, além do dinheiro, será necessário ter sorte para achar algum lugar disponível. Os valores apenas pelo direito de se sentar na mesa do Nikki Beach, um dos restaurantes mais famosos da região, por exemplo, podem alcançar até 20 mil euros (aproximadamente R$ 122 mil). Fora a refeição.

 

Para se hospedar, um quarto de hotel simples na alta temporada começa em 600 euros (R$3,6 mil) por dia, enquanto as vilas de luxo — onde geralmente ficam as celebridades — podem custar entre 3 mil (R$ 18,2 mil) e 5 mil euros (R$ 30,4 mil) a noite. Vale ressaltar que os valores mudam constantemente, variando conforme a época do ano.

Le Barthélemy Hotel & Spa é um dos hotéis mais luxuosos de St. Barts. Foto: Le Barthélemy Hotel/ Divulgação

No fim das contas, com uma vasta gama de restaurantes requintados, locais de vida noturna badalados, belas praias rodeadas por palmeiras e um recanto para potentes iates, St. Barts é o lugar ideal para viver como um bilionário — ou apenas para mostrar que faz parte deles.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

    Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

    Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

    Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

    Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

    Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

    Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

    Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

    Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

    Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

    SailGP: time brasileiro compete na Austrália antes de etapa inédita no Rio

    27/02/2026

    Todos os caminhos levam o Mubadala Brazil SailGP Team, time brasileiro no SailGP, para finalmente competir em casa. Antes, contudo, a equipe tem uma parada importante em Sydney, na Austrália, para a terceira etapa da disputa, nos dias 28 de fevereiro e 1ª de março.

    Atualmente na 12ª colocação da liga, o time brasileiro ainda precisa manter o foco nas águas do KPMG Sydney Sail Grand Prix, que, inclusive, prometem dar trabalho, conforme destacou Martine Grael, capitã da equipe e primeira mulher a liderar um time no SailGP.

    A previsão é de vento leste, o que deve garantir um grande desafio para todas as equipes– detalhou a velejadora

    Martine Grael, capitã do Mubadala. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    Por outro lado, a disputa será, também, uma grande oportunidade de buscar um resultado consistente, visando ganhar confiança e embalo rumo à corrida em casa, marcada para os dias 11 e 12 de abril, no Rio de Janeiro.

    Nova formação para a etapa australiana

    A última etapa, em Auckland, também na Austrália, foi marcada por ventos extremos e por um grave acidente envolvendo os barcos da França e da Nova Zelândia. Apesar disso, o time brasileiro mostrou evolução, com dois 5º lugares no segundo dia de disputas.

    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    Para buscar um resultado ainda melhor em Sydney, a equipe vai contar com uma nova formação. Richard Mason assume a função de estrategista no lugar do britânico Paul Goodison, que não viajou à Austrália para acompanhar o nascimento do filho.

     

    Pietro Sibello, por sua vez, retornou à Itália por questões pessoais, e terá sua posição ocupada, apenas nesta etapa, pelo australiano e multicampeão mundial Jeremy Wilmot, que competiu pelo barco dos Estados Unidos no SailGP 2025. Comandados por Martine Grael, o time ainda conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como grinders, formando a base de potência e consistência do F50 verde e amarelo.


    As regatas do KPMG Sydney Sail Grand Prix terão transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. As disputas terão início nas madrugadas dos dias 27 e 28 de fevereiro, às 3h30 (horário de Brasília).

    SailGP no Rio de Janeiro

    Apesar do incontestável foco em Sydney, o calendário já aponta para um marco histórico: a estreia da SailGP na América do Sul, com o Enel Rio Sail Grand Prix, nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.

    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    A disputa, cancelada em 2025, representa um marco tanto para o time, quanto para a modalidade. “Competir em casa será um momento muito especial para nós”, destacou Martine.

    Estamos contando os dias para velejar diante de amigos, família e da nossa torcida. Fazer parte da primeira etapa do SailGP na América do Sul será muito especial– afirmou Martine Grael

    Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix, aliás, já estão à venda.

     

    Náutica Responde

    Faça uma pergunta para a Náutica

      Relacionadas

      Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

      Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

      Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

      Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

      Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

      Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

      Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

      Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

      Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

      Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

      Schaefer Yachts terá duas lanchas estreantes no Rio Boat Show 2026

      Estaleiro aposta em 8 modelos para surpreender no evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. NÁUTICA testou a maioria; confira!

      O Rio Boat Show 2026 vai reunir as principais marcas no mercado náutico em um evento de nove dias na Cidade Maravilhosa — e a catarinense Schaefer Yachts é uma delas. Considerado um dos maiores estaleiros do país, a fabricante preparou um repertório de peso para a 27ª edição do salão náutico, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.

      A marca, também reconhecida internacionalmente, terá nada menos que oito modelos no Rio Boat Show 2026, todos sobre as águas da Baía de Guanabara. Os barcos variam dos 34 aos 77 pés  e dois deles, inclusive, são estreantes no salão carioca: as Schaefer V34 e 380.

       

      Somam-se às novatas outros modelos consagrados do estaleiro catarinense: Schaefer 770, Schaefer 660, a recém-lançada Schaefer 600, Schaefer 510 GT, Schaefer 450 e a Schaefer V44, conhecida por ter sido escolhida pela modelo Gisele Bündchen.

      Por dentro dos barcos da Schaefer no Rio Boat Show 2026

      Schaefer 770

      Um dos maiores barcos da marca, com 23,53 metros de comprimento, a Schaefer 770 atua tal qual uma casa flutuante, com direito a ofurô, ambientes climatizados e quatro suítes. O ofurô, aliás, fica no flybridge, um dos locais de maior destaque, que tem ainda espaço para bar, churrasqueira, sofá para seis pessoas e posto de comando.

      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

      O convés principal abriga sala, cozinha, posto de comando, bar e praça de popa de forma interligada, graças ao deque nivelado, que possibilita uma ampliação das áreas de lazer e convivência. Além disso, há varandas laterais em ambos os bordos, que causam a sensação de ainda mais amplitude. O barco tem capacidade para acomodar até 25 pessoas durante o dia (11 no pernoite).

      Schaefer 660

      A Schaefer 660 tem entre seus diferenciais um móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis (que trazem um aumento de 25% da praça de popa), convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.

       

       

      No fly ficam uma estação de comando, churrasqueira, um amplo solário e sofá com mesa expansível para atender seis pessoas confortavelmente. São 20,08 metros de comprimento e 5,05 metros de largura — espaço para 20 pessoas durante o dia e oito no pernoite (mais dois tripulantes).

      Schaefer 600

      Lançada no Rio Boat Show 2025, a Schaefer 600 possui plataforma de popa que submerge a até 30 cm abaixo da linha d’água, com capacidade para até 800 kg — ideal para transportar jet ou tender. O espaço também possui escada integrada que emerge para facilitar o reembarque. Ainda na popa, duas plataformas laterais retráteis proporcionam área extra para cadeiras, mesas ou circulação livre.

       

       

      O modelo dispõe de flybridge amplo, lounge na proa, três suítes e cozinha integrada. A lancha comporta até 18 pessoas (seis no pernoite) e entrega uma navegação que chega, fácil, aos 30 nós.

      Schaefer 510 GT

      A Schaefer 510 GT traz uma elegante combinação dos espaços internos, sofisticação e design. A marca se preocupou em apresentar espaço extra na cabine principal e na suíte master, o que, segundo o estaleiro, torna o barco mais confortável ainda. Nesse sentido, a Schaefer ressalta ainda que o modelo é o único da categoria que dispõe de três suítes.

       

       

      Seus 15,82 metros de comprimento e 4,36 de largura estão disponíveis em três opções de layout. A bordo, também há “recursos normalmente possíveis em embarcações maiores”, como destaca a marca. Ao todo, 16 pessoas podem navegar durante o dia, enquanto o pernoite é possível para seis convidados (mais um tripulante).

      Schaefer 450

      O projeto da Schaefer 450 incorpora tecnologia e soluções de arquitetura e engenharia presentes nos modelos maiores e mais sofisticados da Schaefer Yachts — a sensação, inclusive, é de estar numa lancha maior do que uma 45 pés, devido ao maior volume. São 13,66 metros de comprimento e 4,26 metros de largura no total.

       

       

      A cozinha, a bombordo e deslocada à ré, conta com porta de vidro de três folhas que, quando aberta, integra totalmente o cockpit e o salão, que pode acomodar até oito pessoas sem apertos. O piso todo nivelado é destaque, já que deixa a passagem sempre livre de qualquer degrau ou saliência. Menção especial também ao pé-direito, que chega a quase dois metros.

      Schaefer V44

      Conhecida por ser o barco de Gisele Bündchen, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa — a potência, aliás, pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

       

       

      A lancha tem 13,61 metros de comprimento e 4,17 de boca, além de recursos extras como a criação de duas varandas laterais que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.

      Schaefer 380

      Estreante no Rio, a Schaefer 380 se destaca por atributos como duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit, interior aconchegante com pé direito de 1,90 m e passagem interna com acesso à proa da embarcação, que soma 11,80 metros de comprimento e 3,69 de largura.

      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

      O tamanho garante que até 14 pessoas possam aproveitar o barco com conforto durante o dia, enquanto quatro podem pernoitar.

      Schaefer V34

      Menor barco da Schaefer no Rio Boat Show 2026 e também estreante no salão carioca, a Schaefer V34 foi inspirada em outro sucesso do estaleiro: a V33. Em comparação à “irmã”, a lancha apresenta novidades no hard-top, no layout, nos bancos de pilotagem e no sistema de cozinha — com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira.

      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

      No convés inferior, a V34 mantém a mesma estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo, pia e armários. Na proa, um solário acomoda bem até mesmo durante a navegação. Já no posto de comando, a V34 tem dois bancos individuais, enquanto a V33 tem um banco inteiro para duas pessoas.

      Rio Boat Show 2026

      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

       

      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

      Garanta seu ingresso com desconto!

      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

      Anote aí!

      RIO BOAT SHOW 2026

      Quando: de 11 a 19 de abril;

      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

       

      Náutica Responde

      Faça uma pergunta para a Náutica

        Relacionadas

        Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

        Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

        Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

        Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

        Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

        Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

        Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

        Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

        Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

        Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

        Um país náutico: Brasil se aproxima de 1 milhão de embarcações registradas

        De acordo com relatório anual da Marinha do Brasil, o país acumula mais de 990 mil barcos inscritos oficialmente

        Em 2026, tudo se encaminha para que o Brasil atinja a marca de 1 milhão de barcos inscritos em seu território. De acordo com o levantamento anual realizado pela Marinha do Brasil, catalogado no final de janeiro, o país conta com mais de 990 mil embarcações registradas oficialmente e deve ultrapassar a barreira do milhão ainda neste ano.

        O número total corresponde ao acumulado de embarcações inscritas na Marinha do Brasil, incluindo todos os tipos que navegam no país. O documento reúne 68 categorias de embarcações e traz dados organizados pelos oito distritos navais, além de outras classificações, como órgão responsável, tipo de embarcação, unidade federativa (UF) e fabricante (quando informado).

         

        Segundo o arquivo, até o momento desta publicação, o país soma aproximadamente 990,9 mil barcos registrados. Estado mais populoso do Brasil, São Paulo (SP) concentra o maior número de registros, com mais de 240 mil — o equivalente a 24% do total nacional.

        Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Foto: Ana Paula Hirama / Flickr / Reprodução

        O Rio de Janeiro (RJ) vem logo atrás, com cerca de 110 mil unidades, seguido do Paraná (PR), com 95 mil embarcações oficiais. Fora da região Sul-Sudeste, quem mais se destaca é o Distrito Federal (DF), que acumula quase 50 mil barcos, enquanto o Nordeste reúne sua maior frota na Bahia (BA), com 40,7 mil.

        Confira os estados com mais embarcações inscritas segundo a Marinha

        •  São Paulo: 240,9 mil;
        •  Rio de Janeiro: 110,1 mil;
        •  Paraná: 95,7 mil;
        •  Santa Catarina: 79,8 mil;
        •  Rio Grande do Sul: 62,5 mil;
        •  Distrito Federal: 49,5 mil;
        •  Bahia: 40,7 mil;
        •  Minas Gerais: 35,2 mil.

        Barcos de esporte e recreio no topo

        Não é de hoje que os barcos de esporte e recreio caíram no gosto dos brasileiros — e o relatório comprova isso. Atualmente, o Brasil soma mais de 661 mil modelos de lazer, sendo 197 mil apenas em São Paulo, que também lidera o quesito. Paraná (78 mil) e Rio de Janeiro (69,4 mil) fecham o pódio.

        Barcos em Fernando de Noronha, Pernambuco. Foto: diegograndi/ Envato

        Quanto aos iates, o relatório aponta 679 unidades inscritas sob a bandeira brasileira, dos quais 213 estão registrados no Rio de Janeiro, que domina a categoria. Fica no Rio, também, a maior concentração de veleiros do país, com 6,6 mil no total.

        Confira os estados do Brasil com mais embarcações de esporte e recreio

        •  São Paulo: 197,4 mil;
        •  Paraná: 78 mil;
        •  Rio de Janeiro: 69,4 mil;
        •  Santa Catarina: 55,5 mil;
        •  Rio Grande do Sul: 51 mil;
        •  Mato Grosso: 26,4 mil;
        •  Minas Gerais: 24,5 mil;
        •  Bahia: 22,3 mil.

        *Entende-se como embarcações de esporte e recreio: botes, lanchas, iates, motos aquáticas, veleiros e multicascos.

        O que a Marinha classifica como “embarcação”

        Conforme documentado na Normam 212, a definição oficial de embarcação, segundo a Marinha, é “qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e as fixas quando rebocadas, sujeita a inscrição na Autoridade Marítima e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou cargas”.

        Não à toa, o documento de barcos inscritos é bastante amplo, abordando vários tipos, como caiaques, canoas, jangadas, rebocadores e outros modelos. Para estar nessa lista, a embarcação precisa ter o cadastramento na CP/DL/AG com a atribuição do nome e do número de inscrição, além da expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE).

         

        Náutica Responde

        Faça uma pergunta para a Náutica

          Relacionadas

          Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

          Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

          Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

          Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

          Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

          Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

          Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

          Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

          Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

          Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

          Aleixo Belov retorna a Salvador em nova volta ao mundo histórica neste sábado (28)

          Por: Nicole Leslie -

          Neste sábado (28) acontecerá em Salvador, na Bahia, uma daquelas cenas que ficam guardadas na história. O ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov retornará à capital baiana, de onde partiu em 12 de abril de 2025, para consolidar mais uma volta ao mundo histórica — e a sexta da carreira. Desta vez, o grande feito foi conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade, aos 83 anos.

          A recepção de Belov e sua tripulação está marcada para as 9h, no 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil, e será aberta ao público que garantir os ingressos gratuitos e limitados via Sympla.

           

          A organização promete uma manhã de muita emoção, música e relatos da expedição, além de exibições de produções cinematográficas produzidas durante a travessia — que Belov, no alto de seus 83 anos, sugere ser sua última circum-navegação.

          Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

          Seis voltas ao mundo e muitas histórias

          As seis voltas ao mundo no portifólio do ucraniano mais baiano que existe sequer resumem todas as vivências náuticas dele. Mas, no que diz respeito às circum-navegações, a trajetória começou década de 1980 e em solitário: apenas o comandante e o veleiro Três Marias.

          O Três Marias foi construído pelo próprio Aleixo Belov no quintal de casa. Com o barco, ele deu 3 voltas ao mundo. Foto: Divulgação

          A primeira volta ao mundo nessas condições aconteceu entre 1980 e 1981, a segunda entre 1986 e 1987 e a terceira entre os anos 2000 e 2001. A partir da quarta, entre 2010 e 2011, a embarcação já passou a ser o veleiro-escola Fraternidade — construído pelo próprio Belov. Depois, em 2016, ele completou a quinta jornada ao redor do plenata.


          Quase dez anos após o último desafio dessa magnitude, Belov está prestes a concluir o que afirma ser seu último desta categoria. Mas, apesar de tanta experiência a bordo, passou longe de ser o percurso menos desafiador.

          Aleixo Belov concluiu a travessia da Passagem Nordeste. Foto: Adamo Mello / Reprodução

          Pelo contrário: a sexta volta ao mundo de Aleixo Belov (e terceira a bordo do Fraternidade) conquistou uma das rotas marítimas mais complexas do planeta: a Passagem Nordeste. A rota, que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Ártico, é normalmente percorrida por grandes navios comerciais e quebra-gelos. Ainda assim, acabou vencida por um veleiro, graças à experiência do comandante e à preparação da tripulação.

          Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos-destacou Belov ao conquistar a Passagem Nordeste

          Logo menos de volta à cidade onde construiu sua vida e sua história, o comandante encerra mais um capítulo da navegação brasileira. Aos 83 anos, ele retorna ao ponto de partida após cruzar uma das rotas mais temidas do planeta e reforça seu nome entre os maiores navegadores. Se esta for mesmo sua última volta ao mundo, Belov escolheu terminar à própria altura.

           

          Náutica Responde

          Faça uma pergunta para a Náutica

            Relacionadas

            Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

            Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

            Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

            Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

            Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

            Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

            Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

            Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

            Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

            Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

            Circuito de regatas projeta superar 500 velejadores no Sul do país; 1ª etapa começa no sábado (28)

            26/02/2026

            A 4ª edição do Circuito de Regatas Marina Itajaí promete movimentar as águas do Sul do país. A disputa, que será dividida por sete etapas, projeta reunir mais de 500 velejadores de diversas classes e níveis técnicos em quatro cidades do litoral catarinense. A primeira delas começa neste sábado (28).

            A iniciativa, que busca estimular os esportes nas águas e contribuir no desenvolvimento da náutica no estado e no país, passará pelas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis.

             

            A disputa promoverá regatas de percurso, travessias e eventos festivos — tudo com o objetivo de ampliar a visibilidade da vela esportiva, movimentar o turismo e criar experiências para além da competição.

            O circuito não é apenas para grandes veleiros ou atletas de alta performance. Ele foi pensado para diferentes classes e perfis, incentivando tanto quem já navega quanto quem deseja competir pela primeira vez– garante Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, organizadora do circuito

            Saiba como participar

            As regatas serão aberta às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B). Para se inscrever, é necessário preencher o formulário oficial e entregar uma cesta básica na Marina Itajaí.

             

            Segundo a organização, há uma taxa no valor de R$150 por tripulante para todo o circuito, sendo possível incluir mais tripulantes durante as demais etapas da disputa. O aviso de regatas pode ser acessado aqui.


            Confira o calendário completo do Circuito de Regatas Marina Itajaí 2026:

            • 28 de fevereiro – Regata Marina Itajaí | Itajaí (SC);
            • 13 de junho – Regata Aniversário de Itajaí | Itajaí (SC);
            • 18 de julho – Regata Balneário Camboriú | Balneário Camboriú (SC);
            • 21 a 23 de agosto – Festivela Náutico | Navegantes (SC);
            • 28 de setembro a 4 de outubro – Semana de Vela | Itajaí (SC);
            • 4 de outubro – Regata Marejada | Itajaí (SC);
            • Travessia Florianópolis – Itajaí | data a confirmar.

             

            Náutica Responde

            Faça uma pergunta para a Náutica

              Relacionadas

              Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

              Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

              Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

              Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

              Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

              Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

              Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

              Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

              Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

              Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

              Conheça o velejador que está tentando dar uma volta ao mundo “ao contrário”

              Não satisfeito com a dificuldade de dar a volta ao mundo velejando em solitário duas vezes, o velejador francês Guirec Soudée se propôs a algo muito mais penoso: circunavegar o planeta de trás para frente. Na teoria, a ideia é simples: fazer o caminho inverso da Vendée Globe (disputa de volta ao mundo em solitário, sem escala). Já na prática, a proposta é duríssima, com um trajeto de ventos contrários que promete castigar até mesmo o mais experiente navegante.

              O francês já enfrenta essa missão desde o dia 23 de dezembro de 2025, a bordo do trimarã Ultim MACSF. Sozinho, Soudée está literalmente navegando contra a maré, velejando no sentido este-oeste contra ventos e correntes. De certa forma, é como se ele estivesse sempre indo na contramão.

               

              Entretanto, é justamente com essa rotina que o velejador pretende navegar 40 mil milhas (!) — quase o dobro da Vendeé Globe tradicional (25 mil milhas) — para entrar na história.

              Guirec Soudée já completou a volta ao mundo duas vezes em solitário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

              Em marcha à ré

              Você pode estar se perguntando: “por que a rota é mais longa se é o trajeto é o mesmo, só que ao contrário?”. Por mais que o raciocínio faça sentido, na vela não é bem assim. Isso porque não tem como o barco seguir em linha reta, já que o vento está vindo, justamente, de onde ele quer chegar.

               

              Para driblar esse obstáculo, Guirec terá que, depois de contornar cada cabo, navegar por cada oceano para ampliar seu ângulo em 45° em relação ao vento.

              Guirec Soudée comemora volta ao Cabo Leeuwin. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

              Apesar de todas as tribulações, o desempenho de Guirec vem sendo avassalador. Até o momento, já foram 63 dias de volta ao mundo ao contrário, sendo que o velejador já passou do Cabo Leeuwin (Austrália) e, neste momento, está a caminho do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. É possível acompanhar a localização do barco em tempo real no site oficial.

              Um recorde a ser quebrado

              Atualmente, o recorde de volta ao mundo à vela indo no sentido contrário pertence ao velejador francês Jean Luc Van Den Heede, em um monocasco. Também sozinho, ele concluiu a façanha em 122 dias e 14 horas, ainda no ano de 2004. Desde então, a marca permanece intacta.

              Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

              Em multicascos, apenas duas tentativas foram feitas: a de Yves Le Blevevem, em 2017, a bordo do Actual Ultim; e a de Romain Pilliard e Alex Pella, em 2021, a bordo do Use It Again. Para infelicidade de seus comandantes, ambos falharam na América do Sul. Guirec, contudo, acredita que o seu final será diferente.

              Sinto-me pronto para quebrar este recorde– garante o francês

              Momentos de tensão

              Por estar navegando na contramão do vento, o trajeto tem particularidades que não costumam aparecer na Vendeé Globe. Em seu diário de bordo, publicado frequentemente no site da MACSF (seguradora que apoia o velejador na jornada), Guirec Soudée compartilhou um desses casos enquanto navegava pela costa sul da Austrália.

              Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

              Ele contou que dividia as águas com plataformas de petróleo, barcos de pesca e navios de carga. “Tenho um navio de carga a estibordo e outro a bombordo. E eles vão passar bem perto”, explicou. Por isso, o estado de vigilância não permitia descanso naquele momento, como detalhou Soudée.


              O velejador também precisou lidar com capitães de navios que não estão acostumados a encontrar trimarãs naquela região. “Tive que contatar um navio cargueiro pelo rádio VHF para perguntar se eles conseguiam me ver claramente e se passariam por trás de mim caso eu reduzisse a velocidade. Eles disseram: ‘mas você é rápido’. Respondi que minha velocidade era muito imprevisível, pois dependia do vento.”

              O barco ideal

              Ciente do caos que enfrentaria quando decidiu contornar o globo ao contrário, Guirec Soudée não poderia ter escolhido um veleiro com histórico melhor.

              Trimarã Ultim MACSF, barco escolhido pelo velejador francês para a volta ao mundo ao contrário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

              Agora chamado de Ultim MACSF, a embarcação é a antiga Sodebo Ultim, que pertenceu ao skipper Thomas Coville — que acabou de bater o recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro. Sob as mãos de Coville, o barco assombrou o mundo em 2016, quando completou uma circunavegação em solitário em apenas 49 dias, 3 horas e 7 minutos.

               

              Ao que tudo indica, o barco e o novo dono estão em perfeita sintonia e têm tudo para terminar com um final feliz. Mesmo na contramão do mundo, Soudée está no caminho certo para entrar para os livros de história — e, depois disso, não há mais volta.

               

              Náutica Responde

              Faça uma pergunta para a Náutica

                Relacionadas

                Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                Barco lançado pela Renault em 1961 foi leiloado pelo triplo do valor estimado

                O Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” foi arrematado em bom estado original, com para-brisa panorâmico, motor Dauphine Gordini e volante Ondine

                Talvez você não saiba, mas a Renault já criou barcos. A fabricante francesa de automóveis se aventurou no meio náutico já nos anos 1961, quando lançou o emblemático Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II”. Essa relíquia não só ainda existe como voltou aos holofotes ao final de 2025, quando foi leiloada.

                A casa de leilões parisiense Artcurial foi a responsável por dar ao barco da Renault um novo lar. Embora listada sem preço mínimo, a embarcação tinha valor estimado entre mil e 2 mil euros. Sua raridade, contudo, superou as expectativas da casa, rendendo 6.020 euros no arremate — o equivalente a cerca de R$ 36,7 mil reais na conversão de fevereiro de 2026.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                Conheça essa joia

                Um runabout é um tipo de barco projetado para uso diário, passeios e até esportes aquáticos. Ele atua como uma lancha pequena (geralmente entre 16 e 30 pés), aberta e rápida. O modelo da Renault foi desenvolvido em colaboração com a Chantiers Navals de l’Atlantique, um estaleiro francês com forte presença no mercado de navios de alta complexidade e instalações offshore.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                A Artcurial, que mediou o leilão, analisou a documentação da embarcação. Segundo a marca, o barco da Renault tem casco laminado de poliéster, composto por duas seções moldadas: a primeira, o casco propriamente dito, e a segunda, a combinação de ponte, assento e piso.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                As seções foram montadas em torno de uma “almofada” de espuma plástica, responsável por garantir a rigidez e a flutuabilidade de toda a estrutura.

                O perfil do casco foi projetado para garantir boa proteção na proa, velocidade máxima e alta estabilidade nas curvas– destacou a Artcurial, conforme a documentação

                Em bom estado original, com destaque para o para-brisa panorâmico, a lancha se destaca visualmente. Os tons de vermelho e branco dão aquele toque de esportividade ao barco, que carrega ainda um motor de popa Dauphine Gordini de 40 cv, que permitia atingir 50 km/h — atualmente, o equipamento precisa de manutenção.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                Seu toque vintage sobressai em um elegante painel de instrumentos com tecnologia OS Marine (conta-giros, indicadores de temperatura e combustível), posicionado atrás de um clássico volante Ondine.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                A embarcação pesa menos de 400 kg, o que é considerado um peso baixo para a época. Ao todo, o Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” tem capacidade para até cinco passageiros.


                De mão em mão

                Ainda conforme revelou a Artcurial, esse barco da Renault pertenceu a Jacques Pottier em 1966 e, posteriormente, a seu filho, que o vendeu diretamente para a coleção em 1997 — parcialmente restaurado e revisado mecanicamente.

                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                Apesar do sucesso no leilão, a lancha não obteve o êxito esperado lá na década de 60, o que levou a Renault a encerrar sua produção em 1963. A história dessa embarcação rara, contudo, permanece sendo escrita, e promete ganhar as águas novamente — não sem uma inspeção do casco e a revisão do motor.

                 

                Náutica Responde

                Faça uma pergunta para a Náutica

                  Relacionadas

                  Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                  Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                  Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                  Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                  Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                  Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                  Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                  Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                  Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                  Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                  Histórico: Projeto Tamar registra desova da mesma tartaruga 37 anos após 1º monitoramento

                  Por: Nicole Leslie -
                  25/02/2026

                  Criado em 1980, o Projeto Tamar atua na conservação marinha com foco na preservação de tartarugas ameaçadas de extinção. Entre suas estratégias está o monitoramento contínuo das fêmeas em período reprodutivo, que recebem identificação individual para acompanhamento ao longo da vida. Foi esse trabalho que permitiu um reencontro histórico ao final de 2025.

                  Em 1988, o Projeto Tamar registrou uma tartaruga em desova no Espírito Santo (ES) e, 37 anos depois, o animal foi novamente flagrado no mesmo local e na mesma missão: colocar ovos na areia.

                  Foto: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução

                  É o registro de recaptura mais longo que temos no Brasil-informou a instituição

                  O reencontro aconteceu em dezembro durante monitoramento noturno na Praia de Povoação, em Linhares (ES). A fêmea é uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que já havia sido registrada outras seis vezes pela fundação — todas em desovas na mesma região. Antes deste novo registro, o encontro mais recente havia ocorrido em 2019.

                  Imagens: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução

                  A equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no Espírito Santo estima que a tartaruga tenha ao menos 60 anos. A identificação, por sua vez, só foi possível graças a uma pequena peça de inox aplicada nas nadadeiras posteriores ainda no primeiro registro, conforme protocolo oficial de marcação autorizado pelo Governo Federal.

                  Identificação em aço inox é instalada em nadadeiras. Imagem ilustrativa. Foto: Projeto Tamar / Divulgação

                  Cada peça carrega um código único e intransferível, que permite acompanhar o histórico do animal sempre que ele é reencontrado pelo Projeto Tamar. Esse tipo de monitoramento ajuda a entender a longevidade reprodutiva, as taxas de sobrevivência e outros aspectos do ciclo de vida das tartarugas marinhas.


                  Nas redes sociais, o Projeto Tamar destacou que, pela idade estimada, é possível que, em dezembro, a fêmea tenha desovado na companhia de algumas de suas próprias netas — o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “vovó”. A expectativa da equipe é reencontrá-la novamente nas próximas temporadas de desova.

                   

                  Náutica Responde

                  Faça uma pergunta para a Náutica

                    Relacionadas

                    Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                    Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                    Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                    Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                    Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                    Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                    Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                    Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                    Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                    Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                    Teste Sessa F48: a nova versão de um dos maiores sucessos da Sessa Marine

                    Rápida, ágil e muito bem-feita, a nova versão da elogiada Sessa F48 tem três camarotes, flybridge imponente e desempenho acima da média

                    Adquirida pela brasileira Intech Boating, a Sessa Marine é conhecida por fabricar barcos de alta qualidade no segmento de lanchas premium. Inspirada na italiana Sessa F47, a Sessa F48 é uma lancha com flybridge construída no Brasil com algumas adaptações ao gosto local. Sua plataforma de popa é maior do que a original e — claro — vem com móvel gourmet e churrasqueira; a área do cockpit também é maior; e há quatro geladeiras a bordo (uma no fly e três distribuídas entre a praça de popa e o salão). Tudo isso preservando qualidade e bom gosto na escolha dos revestimentos e acabamentos (tecido, lâminas, metais etc.) — o chamado “design italiano” — e o conforto interno e a privacidade do projeto original, traduzido por três camarotes (uma suíte), dois banheiros e um lindo salão.

                    Vida a bordo

                    Com quase 49 pés (14,90 metros), a Sessa F48 foi homologada para acomodar 16 pessoas durante o dia, sendo que seis passageiros podem pernoitar a bordo. O diferencial da versão brasileira está nos dois pés a mais de comprimento máximo (14,90 metros contra 14,27 metros da F47), o que resultou em uma área de convivência generosa na praça de popa, que soma sete metros quadrados, além da plataforma com móvel gourmet. Outras novidades foram a inclusão de uma cabine para um marinheiro, item opcional, e duas opções distintas de layout da cozinha: uma com área central do salão (ou seja, à meia-nau) e outra na parte de trás, integrada ao cockpit. A lancha com duplo comando também agrada no quesito performance, com seus dois motores Volvo Penta IPS 700, de 550 hp cada.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Na proa, os dois cunhos têm 30 centímetros cada, ou seja, são bem robustos. A âncora de aço inox de 20 quilos vem com 50 metros de corrente de 10 milímetros, itens de série. Opcionalmente, pode-se encomendar o barco com pelo menos 30 metros a mais de corrente, o que é recomendável. O solário (para três ou até quatro pessoas) está cercado de alto-falantes e porta-copos. Para completar, toda essa área fica protegida por um guarda-mancebo consistente, de aço inox, e o convés lateral é largo o bastante para que ninguém precise fazer ginástica para circular.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Na popa, a plataforma de popa submersível (item de série) tem capacidade para erguer até 600 quilos, o que significa que pode sustentar um jet ou um bote. A área é toda revestida com madeira teca (item opcional), que combina muito bem com a proposta de luxo da lancha. O móvel gourmet vem com grill elétrico, tábua de cortar e pia, além do bom paiol na parte de baixo — espaço útil para guardar espias, material de limpeza, cabo de cais e equipamento de mergulho. O acesso à praça de popa (cujo piso, revestido de teca, fica cerca de 30 centímetros acima do nível da plataforma) se dá por uma escada a bombordo.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Bem protegida pelo convés do flybridge (pé-direito de 1,94 m), a praça de popa conta com uma mesa elegante, com abas dobráveis e capacidade para até seis pessoas, um sofá em “L” a boreste e uma geladeira de fibra com placa térmica, evitando deslocamentos na hora de servir as bebidas.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Convés superior

                    Com mais de 20 metros quadrados e protegido por um teto rígido (a 1,90 m de altura do piso), o flybridge se divide em dois ambientes. Na parte da frente, a boreste, o posto de comando tem assento duplo e painel espaçoso com lugar para dois monitores de até 16 polegadas cada (item opcional). No outro bordo, o projetista instalou um grande estofado, que pode ser usado como solário. Um eficiente defletor de vento ajuda a melhorar a estabilidade do barco e o conforto a bordo, principalmente nos dias mais frios. Timão e comando estão bem-posicionados, mas a bússola não está centralizada em relação ao piloto, como seria conveniente. Sentimos falta também de um lugar para deixar o celular com segurança.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Na parte de ré do fly, há um sofá em “U” e uma mesa dobrável que chama atenção tanto pelo acabamento, com o uso de madeira teca, aço inox e alumínio, como pelo tamanho, já que acomoda até seis pessoas quando totalmente aberta.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Opcionalmente, para proteger do sol quem estiver neste ambiente, é possível encomendar a lancha com um toldo elétrico — acessório altamente recomendado.


                    Os estofados são bem espessos, feitos com tecido macio e resistente às intempéries, o que aumenta o conforto e a durabilidade. Um móvel de fibra, instalado atrás do posto de comando, é bem útil para preparar petiscos e servir quem estiver acomodado no flybridge. Tem porta-copos, geladeira, tábua de cortar pia e lixeira. Neste ambiente cabem pelo menos oito pessoas, ou seja, metade da capacidade da lancha.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Cabine bem resolvida

                    No salão, com 1,93 metro de altura na entrada, há duas possibilidades de layout. Na unidade testada por NÁUTICA, na parte de ré, a boreste, fica a mesa de jantar, com altura regulável e abas dobráveis, também com capacidade para seis pessoas, que podem se acomodar em um aconchegante sofá em “L” e em uma banqueta com formato quadrado, de bom tamanho. No outro bordo, há um móvel com bancada e uma geladeira (do tipo frigobar) embutida em um armário com várias portas, perfeito para guardar itens como copos e taças.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    O quadro elétrico e os comandos do som e do gerador também ficam a bombordo, mas logo à entrada, o que é bom, por ser prático. Quando recolhida, a televisão de 43 polegadas, que sobe e desce eletricamente ao toque de um botão, fica escondida atrás da bancada. Quando elevada, por sua vez, fica com a tela voltada para quem estiver no sofá, como deve ser.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Na unidade testada por NÁUTICA, a cozinha foi instalada na parte da frente do salão, a bombordo. Completa, tem forno multifuncional com micro-ondas, outra geladeira padrão frigobar, nicho para guardar temperos, três armários e fogão elétrico por indução de quatro bocas — neste, porém, faltou uma grelha de contenção, ou suportes sobre as bocas, necessários para evitar que as panelas se movimentem com o balanço do barco. Uma cuba e uma lixeira, com nível de acabamento acima da média (como em todo o interior desta lancha, aliás), completam o ambiente, que recebe iluminação natural tanto do para-brisa como das grandes janelas laterais do salão.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    A boreste, bem ao lado da cozinha, o posto de comando principal tem uma poltrona individual de couro, com ajuste de distância. O painel comporta duas telas de 16 polegadas, mas, na unidade testada por NÁUTICA, apenas uma estava instalada. Timão, manetes, joystick para manobras, botões das principais funções de bordo e o rádio VHF estão todos bem-posicionados e ao alcance do piloto. Por outro lado, assim como no comando superior, a bússola não está alinhada com o centro da posição de condução. A visibilidade para a proa é boa, e até para a popa — desde que o condutor se afaste um pouco do comando e se posicione mais ao centro do barco nas manobras de atracação.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    O acesso aos camarotes, no convés inferior, é facilitado por uma escada com luzes de cortesia e um grande pegador a boreste. O camarote de bombordo, com excelentes 2,24 metros de altura, tem duas camas de solteiro (de 1,94 m x 0,69 m) conversíveis em cama de casal, além de armário com gavetas, TV (opcional) de 32 polegadas, grandes janelas de vidro e vigia para ventilação natural. O camarote de boreste é praticamente idêntico; a diferença está na altura, já que é oito centímetros menor (2,16 m), e na possibilidade de acesso direto ao banheiro (com boxe e ducha), que durante os passeios diurnos também serve a área social.

                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    Com pé-direito de 1,94 metro, a suíte máster fica na proa. No seu banheiro, com 1,92 metro de altura, o boxe tem chuveiro no teto. Mas o que mais chama a atenção é a cama de casal, padrão queen size (de 2,00 m x 1,60 m). Tanto a iluminação como a ventilação são naturais e abundantes, graças às janelas de vidro e à escotilha de gaiuta no teto. Armários com prateleiras nos dois bordos, TV de 24 polegadas (opcional), nichos ao lado da cama nos dois bordos, gavetas na frente da cama e paiol embaixo do colchão garantem espaço de sobra para guardar os pertences de um casal.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    O camarote de proa oferece excelente nível de acabamento, tanto pelo emprego de material de qualidade como pela escolha dos itens de decoração, de tons claros, que aumentam a sensação de espaço. Para climatizar os ambientes, a F48 conta com quatro aparelhos de ar-condicionado de 16.000 BTU cada.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    No compartimento dos motores, o pé-direito é baixo: apenas 0,82 m. Porém, como é possível acessá-lo também por uma abertura no piso do salão, acaba-se tendo um bom acesso ao coração mecânico da F48. Aí, não há dificuldade para a manutenção de rotina. Filtros, varetas indicadoras do nível de combustível, bombas de porão: está tudo à mão. Também são facilmente acessíveis o gerador Onan de 13,5 kW e o estabilizador de movimento Seakeeper 3 (item opcional). As redes de hidráulica e elétrica estão bem montadas, com a aplicação de materiais apropriados ao ambiente marítimo. Os dois tanques de combustível, com capacidade total de 1.506 litros, são de aço inox, feitos pela Metalúrgica Xexeu. Têm paredes de dois milímetros de espessura, o que garante alta resistência estrutural aos esforços causados pelos balanços do mar.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Desempenho acima da média

                    Hora de navegar. Aceleramos a segunda maior lancha flybridge da Sessa na Baía de Guanabara, dentro e fora da barra. O mar estava calmo com ventos na casa dos 5 nós. Nas proximidades da barra, algumas ondas mais altas serviram para colocar o casco à prova. A Sessa F48 passou bem pelas vagas, sem pancadas duras nem levantamento de água para o convés, que se manteve seco. Nas manobras, a resposta em velocidades mais altas foi boa, com raio de giro nas curvas equivalente a um pouco mais que o comprimento do barco. Vale lembrar que, por segurança, a Volvo Penta limita o ângulo de giro das rabetas do sistema IPS, adotando uma configuração mais conservadora do que o máximo possível — o que também influencia no desempenho das manobras.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    O mais surpreendeu no desempenho dessa 49 pés foi a aceleração: para ir da marcha lenta aos 20 nós foram necessários apenas 8,7 segundos, tempo equiparável ao de uma lancha menor, equipada com motorização de centro-rabeta a gasolina. Lanchas com flybridge costumam levar bem mais tempo do que isso (na média, entre 12 segundos e 13 segundos) para chegar a essa velocidade; às vezes, até mais. A velocidade final também foi digna de nota: 33,8 nós, a 3.080 rpm, o que significa que, na média, a F48 é 10% mais rápida do que a maioria das lanchas fly.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Durante boa parte do teste, mantivemos os flaps verticais acionados a apenas 44% (ou seja, parcialmente baixados). O uso desse recurso é necessário em algumas lanchas com flybridge para acertar o trim, que — quando acionado — altera o ângulo de navegação, ajudando a manter o casco na posição ideal, especialmente em relação ao equilíbrio longitudinal (frente/trás).

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Em resumo, a Sessa F48 teve um desempenho eficiente. O mérito disso se deve ao conjunto casco-motorização. Os dois motores a diesel Volvo Penta D8, de seis cilindros e 550 hp cada, acoplados a rabetas IPS — sistema conhecido pela Volvo como IPS 700 — deram conta de empurrar, com destreza, as mais de 16 toneladas estimadas da lancha no dia do teste.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Em relação à autonomia, com 90% da capacidade do combustível (os dois tanques levam 1.506 litros de diesel), é possível navegar, em mar calmo, 210 milhas. Esse número foi aferido com a F48 navegando a ótimos 27 nós (a velocidade de cruzeiro), com os motores Volvo girando a 2.600 rpm, bem abaixo de sua rotação máxima, que foi de 3.080 rpm.

                    Características técnicas

                    • Velocidade máxima: 33,8 nós (a 3.080 rpm);
                    • Cruzeiro econômico: 27 nós (a 2.600 rpm);
                    • Aceleração: 8,7 segundos (até 20 nós);
                    • Autonomia: 210 milhas (a 2.600 rpm);
                    • Potência: 2 x Volvo IPS 700 de 550 cv cada.

                    Preço

                    A partir de R$ 7,46 milhões (com dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 cv cada).

                    Pontos altos

                    • Construção de primeira linha;
                    • Velocidade máxima e aceleração;
                    • Acomoda bem seis passageiros em pernoite.

                    Pontos baixos

                    • Bússolas não estão centralizadas para o piloto;
                    • Não tem lugar para celular no flybridge;
                    • Fogão não tem trava para panelas.

                    Como ela é

                    • Comprimento máximo: 14,9 m (48,9 pés);
                    • Boca: 4,39 m;
                    • Calado propulsão/casco: 1,10 m;
                    • Ângulo de V na popa: 16 graus;
                    • Borda-livre proa: 1,76 m;
                    • Borda-livre popa: 1,44 m;
                    • Peso vazio: 14.500 kg;
                    • Combustível: 1.506 litros;
                    • Água: 560 litros;
                    • Capacidade (dia): 16 pessoas;
                    • Capacidade (noite): 7 pessoas.
                    Desempenho técnico da Sessa F48. Foto: Revista Náutica

                    Confira mais detalhes da Sessa F48

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                     

                    Náutica Responde

                    Faça uma pergunta para a Náutica

                      Relacionadas

                      Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                      Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                      Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                      Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                      Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                      Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                      Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                      Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                      Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                      Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                      Como funciona um navio quebra-gelo? Entenda como essas embarcações atravessam mares congelados

                      Entre navios de proporções semelhantes, saiba o que diferencia um modelo quebra-gelo dos demais

                      Por: Nicole Leslie -

                      Em situações em que embarcações ficam presas em meio ao gelo, o resgate costuma exigir um autêntico navio quebra-gelo. Isso porque modelos convencionais não são projetados para resistir à pressão exercida pelas placas congeladas. Mas o que, afinal, concede essa capacidade a esse tipo de navio?

                      Diferente das embarcações comuns, os quebra-gelos possuem estrutura altamente reforçada e um design específico que permite romper campos de gelo (também conhecidos como banquisas) com até 3 metros de espessura. Porém, os diferenciais não param por aí.

                      Como funciona um navio quebra-gelo?

                      Enquanto os navios tradicionais possuem uma proa desenhada para cortar ondas, o quebra-gelo utiliza o próprio peso para esmagar o gelo. Por isso, sua proa é inclinada e arredondada, permitindo que a embarcação “escale” a camada congelada. A força de rompimento atua de cima para baixo, explorando o sentido de menor resistência da banquisa.

                       

                      Um detalhe crucial na estrutura de um quebra-gelo é a ausência do bulbo de proa — aquela protuberância comum em navios de carga. Nesse caso, o bulbo aumentaria a resistência contra o gelo, o que dificultaria tanto a navegação quanto a quebra das placas.

                      Navio quebra-gelo Yamal. Foto: Pink Floyd88 a / Licença Wikimedia Commons

                      Além da ausência do bulbo de proa, muitas dessas embarcações contam com uma “faca de gelo” instalada sob o casco, evitando que o navio suba excessivamente sobre alguma placa de gelo e encalhe.

                       

                      O casco, por sua vez, é composto por chapas de aço de alta resistência que podem chegar a 5 cm de espessura. A escolha do material também não é ao acaso, já que o aço convencional tende a se tornar frágil e quebradiço em temperaturas entre -25°C e -35°C. Por isso, é necessário utilizar um metal resistente a frios ainda mais intensos.

                      Navio quebra-gelo atômico Rossiya. Foto: Itar-Tass via Russia Beyond / Divulgação

                      Internamente, esses gigantes contam com casco de parede dupla e reforços estruturais extras para suportar impactos e pressões laterais. Para reduzir o atrito, o revestimento externo recebe polímeros especiais.

                       

                      Outro recurso tecnológico encontrado em navios quebra-gelo é o sistema de bolhas de ar. A tecnologia bombeia ar comprimido debaixo do casco, criando uma corrente de água e ar entre o navio e o gelo, que diminui o atrito. O formato arredondado do casco, combinado a propulsores laterais, também ajuda a expelir os fragmentos das camadas para longe da embarcação.

                      Potência extrema

                      A propulsão de um navio desse modelo exige motores de altíssimo desempenho. Enquanto sistemas diesel-elétricos são comuns em operações em gelo moderado, os quebra-gelos nucleares — especialmente os da frota russa — ultrapassam 80 mil hp. Tal tecnologia permite que operem por anos sem reabastecimento, sendo limitados basicamente pelo estoque de mantimentos para a tripulação.


                      Além da potência, a manobrabilidade também é essencial nesse tipo de embarcação. Essa característica, garantida por propulsores azimutais que giram em 360°, permite mudanças rápidas de direção e até navegação de ré mesmo cercados por gelo espesso.

                      Brasil tem navios quebra-gelo?

                      O Brasil participa e incentiva o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), responsável por levar a pesquisa científica nacional ao continente gelado. Para isso, a Marinha do Brasil conta atualmente com dois navios polares: o Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Embora atuem em cenários glaciais, nenhum deles é classificado como quebra-gelo.

                      Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Foto: Iran Cardoso Jr. / Divulgação

                      Segundo a InterAntar, grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC dedicado a estudos antárticos, essas embarcações brasileiras possuem casco reforçado para enfrentar pequenos blocos de gelo flutuantes, mas não são projetadas para mares completamente congelados. Na prática, isso limita o alcance das expedições científicas em determinadas regiões.

                       

                      Ainda assim, diversas pesquisas avançam graças a esses navios — que, em breve, terão um novo reforço. Em maio de 2023, foi iniciada a construção do Navio Polar Almirante Saldanha (H22), em um estaleiro em Aracruz, no Espírito Santo. À NÁUTICA, a Marinha informou que a embarcação deve ser lançada ao mar em julho de 2026, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2027.


                      Segundo a corporação, o novo navio atenderá a todos os requisitos necessários para operar em apoio às pesquisas do PROANTAR, cujas normas não exigem características de um quebra-gelo propriamente dito. No mais, a Marinha adiantou que o H22 terá 103,6 m de comprimento e 18,5 m de boca, autonomia para 70 dias de operação e espaço para 95 pessoas a bordo, entre tripulantes e pesquisadores.

                       

                      A embarcação será capaz de operar em campos de gelo de até um ano de idade, durante o verão e o outono, conforme o Código Polar da Convenção SOLAS. Também receberá a Classificação Polar 6 (PC6), segundo o Código Polar estabelecido pela Organização Marítima Internacional (IMO).

                       

                      Mas o Brasil, tem, sim, navios quebra-gelo. Segundo catalogado pela Marinha do Brasil em janeiro de 2026, existem dois navios desse modelo registrados sob bandeira brasileira: um em Santa Catarina e outro em São Paulo.

                       

                      No fim, romper o gelo não é apenas uma questão de força bruta. É resultado de engenharia específica, planejamento estratégico e tecnologia que permite navegar por onde poucos conseguem chegar.

                       

                      Náutica Responde

                      Faça uma pergunta para a Náutica

                        Relacionadas

                        Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                        Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                        Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                        Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                        Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                        Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                        Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                        Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                        Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                        Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                        Primeira Concept Store da NX Boats no Brasil será em Maringá; saiba diferenciais da loja

                        Por: Nicole Leslie -
                        24/02/2026

                        O estaleiro pernambucano NX Boats inaugura, no início de março, a primeira Concept Store da marca no Brasil. A unidade funcionará em Maringá, no interior do Paraná, e reforça o posicionamento estratégico da empresa no mercado náutico nacional.

                        Com estrutura de 2 mil m², a loja conceito foi planejada para atender um público de alto padrão e reforçar a presença da NX Boats em uma região considerada estratégica. Segundo o estaleiro, a escolha de Maringá levou em conta o crescimento de condomínios residenciais e empreendimentos de luxo na cidade e no entorno dela.

                         

                        De acordo com Jonas Moura, CEO da NX Boats, a decisão foi baseada no “enorme potencial de crescimento da região”. A nova Concept Store será a primeira da marca no país.

                        Foto: NX Boats / Divulgação

                        Por definição, lojas conceito oferecem experiências mais imersivas e personalizadas com os produtos. No caso da NX Boats, a ideia é que o espaço exiba toda a linha de embarcações do estaleiro, que tem modelos de 26 a 62 pés.

                         

                        Outro diferencial é que as lanchas exibidas na Concept Store estarão disponíveis a pronta entrega. Não à toa, a unidade servirá como um centro de distribuição estratégico para a região Sul do país e mercados vizinhos, como na Argentina e no Paraguai.


                        A loja será integrada ao FIDC da NX Boats, fundo de investimento criado pela empresa para facilitar o acesso ao crédito para compra de embarcações. Segundo o estaleiro, o modelo oferece condições exclusivas de financiamento, com processos menos burocráticos e mais ágeis.

                         

                        Na inauguração, marcada para 13 de março, seis modelos estarão em exposição — e disponíveis para pronta entrega:

                        • NX 260;
                        • NX 270;
                        • NX 280;
                        • NX 290;
                        • NX 310;
                        • NX 370.

                         

                        Náutica Responde

                        Faça uma pergunta para a Náutica

                          Relacionadas

                          Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                          Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                          Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                          Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                          Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                          Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                          Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                          Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                          Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                          Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                          Pernoite no barco: saiba por onde começar a viver essa experiência a bordo

                          NÁUTICA reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol

                          A ideia de passar uma noite a bordo, mais cedo ou mais tarde, passa pela cabeça de qualquer dono de embarcação — afinal, acordar já contemplando a vista do mar é bastante sedutor. Para os novatos nessa modalidade, contudo, um pernoite no barco pode ser um grande desafio. Pensando nisso, NÁUTICA reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol.

                          Estar no mar à noite é aproveitar as belezas das águas de uma perspectiva completamente diferente. Elaborar uma estadia confortável, com luzes quentes, um bom drink e um jantar fresquinho é apenas uma das muitas opções para viver esse momento.

                          Foto: Image-Source / Envato

                          É sobre se “isolar” com quem se ama, passar um bom tempo de qualidade juntos, cercados pela natureza e por uma paz inigualável — o que não quer dizer que não haverão os famosos “perrengues”, especialmente se você for iniciante. Se esse for o seu caso, vale anotar as dicas a seguir.

                          Pernoite no barco: como começar sem sustos

                          Pessoas com insônia ou simplesmente com dificuldades em dormir com o movimento do barco podem sofrer um pouco mais com uma noite a bordo — mas nada que uma pequena adaptação prévia não resolva.

                          • Para uma primeira experiência, vale começar dormindo na marina antes de partir para a ancoragem dos seus sonhos. Vai ser uma boa opção para pegar experiência, especialmente pela estrutura disponível;
                          • Vá com calma. Nada de passar o dia todo a bordo antes de pernoitar no barco pela primeira vez. Prefira chegar já no início da noite, para jantar sem pressa na marina e depois dormir na embarcação.

                          Pegou o jeito? Hora de explorar!

                          Com o tempo, você vai perceber que pernoitar não é um bicho de sete cabeças. Passada a fase de adaptação, é hora de explorar novos horizontes — mas não sem se preparar ainda mais.

                          • Esteja antenado à parte elétrica do barco para casos de imprevistos à noite — ou tenha a companhia de alguém que entenda do assunto para não passar por sustos;
                          • Confira a previsão do tempo não somente para o dia em que for pernoitar, mas para todos os em que estará no mar;
                          • Planeje sua rota, não esqueça do aviso de saída e deixe pessoas de confiança cientes da sua localização;
                          • Faça um checklist de itens como alimentos, bebidas, produtos de higiene, repelente e equipamentos de segurança para não esquecer de nada;
                          • Nunca use uma poita desconhecida: toda poita tem dono e você não tem como saber se ela é segura para o porte do seu barco;
                          • Evite fundear em locais com fundo de pedra, onde é comum a âncora enganchar. Prefira onde haja lama ou areia;
                          • Deixe sempre pelo menos uma luz acesa para sinalizar sua localização para os outros barcos;
                          • Para saber a profundidade do local e o quanto de amarra foi para dentro d’água com a âncora, uma opção é fazer marcas visíveis no cabo, de 5 em 5 metros;
                          • Esteja atento: a correnteza sempre será mais forte nos locais onde há grande variação das marés e nos períodos de lua cheia e nova;
                          • Sempre que parar no meio do mar, coloque a proa na direção das ondulações;
                          • Nos fundeios, fique sempre contra o vento e as correntezas (ou o que estiver mais forte) para o barco não ser empurrado contra a própria amarra;
                          • Use ao menos três defensas ao parar de costado em um píer: uma no meio, outra na popa e a terceira logo após a bochecha de proa;
                          • Verifique se o ponto escolhido é uma área tradicional para ancoragens.

                          Esteja preparado para navegações noturnas

                          Ainda que a ideia seja atracar antes de escurecer, aproveitar o barco sob a luz do luar envolve, naturalmente, estar no mar à noite. Logo, a possibilidade de precisar navegar no escuro precisa ser levada em conta — afinal, imprevistos sempre acontecem. Nesse sentido, é necessário redobrar a atenção.

                          Foto: NaturesCharm / Envato

                          A navegação noturna envolve vários riscos, mesmo para os navegadores mais experientes. Isso porque os obstáculos são muitos. A luz da lua é uma grande aliada nessas ocasiões, mas nem sempre estará presente, por exemplo.


                          Nesse cenário, enxergar com clareza passa a ser um grande desafio. Até mesmo locais familiares se tornarão irreconhecíveis, já que as referências visuais desaparecerão. Troncos, pedras e objetos no mar ficarão praticamente invisíveis, só avistados quando perigosamente pertos demais. Sendo assim, o que fazer?

                          • Não tenha pressa: use uma velocidade um pouco acima da mínima para manter o planeio;
                          • Use e abuse dos equipamentos eletrônicos, especialmente radar e GPS;
                          • Não parta sem consultar a previsão do tempo;
                          • Não navegue em caso de cansaço ou exaustão;
                          • Tenha cartas náuticas e roteiros atualizados;
                          • Reduza as luzes do posto de comando (mas não as de navegação) porque a claridade atrapalha a pilotagem;
                          • Procure partir ainda sob a luz do dia, para receber a noite já em mar aberto, com mais tempo para se acostumar;
                          • Não pilote como se fosse dia: triplique a atenção;
                          • Siga os caminhos mais seguros, ainda que mais longos;
                          • Fique atento aos sinais de espuma na água — eles podem indicar arrebentações adiante;
                          • Verifique as luzes de navegação. Se uma delas não acender, não parta;
                          • Se possível, navegue fora da cabine, especialmente se ela tiver vidros escuros.

                          No mais, aproveite esse momento a bordo, longe dos compromissos da rotina diária, para espairecer, relaxar e descansar em grande estilo!

                           

                          Náutica Responde

                          Faça uma pergunta para a Náutica

                            Relacionadas

                            Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                            Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                            Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                            Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                            Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                            Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                            Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                            Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                            Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                            Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                            Ingressos à venda: garanta sua entrada para o Rio Boat Show 2026 com desconto

                            Maior salão náutico outdoor da América Latina acontece na Marina da Glória, de 11 a 19 de abril. Leitores de NÁUTICA têm 30% off

                            O Rio Boat Show 2026 se prepara para abrir o calendário náutico brasileiro. A 27ª edição deste que é considerado o maior salão náutico outdoor da América Latina vai tomar as águas da Baía de Guanabara, dentro da Marina da Glória, de 11 a 19 de abril — e você já pode garantir o seu ingresso com desconto.

                            Durante nove dias, embarcações, equipamentos, serviços, soluções náuticas e experiências imersivas estarão reunidas em um cenário mais do que especial, onde mar, cidade e natureza se misturam para uma vivência única.

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            Negócios são fechados sob os braços do Cristo Redentor, enquanto o Pão de Açúcar enfeita o horizonte. O ambiente faz com que o evento vá muito além dos negócios, sendo também um ponto de encontro para quem vive a náutica em sua essência.

                            Atrações imperdíveis

                            A 27ª edição do salão promete uma ampla variedade de barcos, entre jets, lanchas, catamarãs, veleiros, infláveis e até iates — grande parte deles ancorados na água, lado a lado, e disponíveis para test-drive. Novidades em motores, equipamentos e acessórios também são destaque.

                            Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                            A lista de atrações do evento inclui um desfile de barcos noturno com direito a show de luzes e palestras com grandes nomes do setor no já consolidado NÁUTICA Talks — que em 2025 recebeu cerca de mil visitantes.

                            NÁUTICA Talks 2025 recebeu Michelle de Bouillons, Ian Cosenza e Pedro Scooby para um papo sobre os resgates de jet nas enchentes do RS. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                            O público ainda poderá imergir no mundo náutico em atividades como batismo de mergulho e aulas de vela sobre as águas da Baía de Guanabara. Somam-se a isso os elegantes estandes flutuantes, que criam um ambiente sofisticado e imersivo, integrando negócios, lazer e lifestyle à beira-mar

                            Garanta o seu ingresso para o Rio Boat Show 2026 com desconto

                            Os ingressos para conferir tudo isso de perto estão disponíveis na plataforma Sympla. Para garantir o seu, basta acessar o site oficial de vendas e selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            O preço do ingresso para o Rio Boat Show 2026 é R$ 110 (mais taxas de serviço) para a entrada comum. Idosos e pessoas com deficiência (PcD) têm direito a meia-entrada, por R$ 55 (mais taxas). Cada tíquete vale para qualquer um dos nove dias do salão e crianças de até 1 metro de altura não pagam.

                             

                            Você que é leitor de NÁUTICA tem ainda uma vantagem: desconto de 30% no ingresso comum. Para isso, basta inserir o código promocional NAUTICA30 na hora de selecionar os ingressos e, assim, garantir a entrada inteira por R$ 77 (mais taxas).


                            Anote aí!

                            RIO BOAT SHOW 2026

                            • Quando: de 11 a 19 de abril;
                            • Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
                            • Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
                            • Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;
                            • Ingressos: site oficial de vendas.

                             

                            Náutica Responde

                            Faça uma pergunta para a Náutica

                              Relacionadas

                              Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                              Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                              Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                              Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                              Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                              Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                              Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                              Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                              Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                              Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                              Focus Festival, em Madagascar, reúne cultura marítima, esporte e solidariedade; conheça

                              Barcos tradicionais se unem a kitesurfistas em um espetáculo visual na vila de pescadores de Tsiandamba. Evento ainda leva água potável para comunidades

                              A cena é de arrepiar: dezenas de “veleiros”, com velas que mais parecem obras de arte, reunidos sobre águas tão cristalinas que desafiam a realidade em tempos de IA. Fechando o cenário, parapentes de kitesurfistas pairam no céu. São esses alguns dos encantos do Focus Festival, um evento de sete dias no sudoeste de Madagascar que reúne arte, cultura marítima, esporte e ação social.

                              Os veleiros que colorem a paisagem, na verdade, são pirogas, um tipo de barco de madeira utilizado pela tradicional comunidade Vezo — essa, por sua vez, intrinsecamente ligada ao mar, especialmente pela pesca. As pirogas, grandes símbolos desse povo, ainda representam o ingresso para o festival. Veja o espetáculo visual:

                               

                               

                              Isso porque o destino para curtir a programação é a remota vila de pescadores de Tsiandamba, por onde só se chega pela água. Logo, os visitantes precisam escolher entre pacotes que incluem um lugar em uma piroga local; ou optar pelo aluguel ou compra de uma pipa de kitesurf. Os valores partem dos 599 euros e chegam aos 999 euros — de R$ 3,7 mil a R$ 6,1 mil na conversão de fevereiro de 2026.

                              Foto: Focus Festival / Divulgação

                              O investimento, além de viabilizar a experiência de dias regados a música, cocktails ao pôr do sol e até sessões de fotos, promete ajudar a colocar em evidência uma ação social bastante importante para a comunidade local, que participa da festa como parte integrante, e não apenas como espectadora.


                              Uma plataforma de ação humanitária

                              Muito além de um evento esportivo ou cultural, o Focus Festival ainda atua como uma plataforma de ação humanitária, mais especificamente voltada ao acesso à água potável nas comunidades locais, que enfrentam uma escassez hídrica severa.

                              Foto: Focus Festival / Divulgação

                              Em parceria com a ONG CWater, o festival mobiliza participantes, patrocinadores e visitantes para financiar e viabilizar soluções para esse problema. Entre as ações estão a doação direta de grandes volumes de água potável e a distribuição de galões reutilizáveis, que permitem o armazenamento seguro e o abastecimento contínuo das famílias.

                              Foto: Focus Festival / Divulgação

                              Os criadores da iniciativa, Wildert Mestdagh e Yenno Tellier, porém, queriam uma forma criativa de utilizar esses galões, que passam por grandes dificuldades logísticas até chegar a Tsiandamba. Assim nasceu um dos símbolos mais marcantes da iniciativa: o uso dos recipientes para formar o logotipo do Focus Festival durante o evento.

                              Foto: Focus Festival / Divulgação

                              Depois de compor a estrutura visual, todos os galões são doados às comunidades, onde passam a ser utilizados no transporte e armazenamento de água potável.

                              Ao fazer isso, mantivemos uma relação próxima com a comunidade local e respeitamos seu modo de vida, ao mesmo tempo que os apoiamos de forma prática e significativa– ressalta a CWater

                              Os recursos arrecadados também ajudam a manter unidades móveis de purificação e dessalinização, responsáveis por produzir água potável em regiões sem infraestrutura adequada.

                              Foto: Focus Festival / Divulgação

                              Entre pirogas coloridas, parapentes e pipas que cortam o céu e galões que viram símbolo de esperança, o evento mostra que celebrar o mar também pode significar cuidar de quem depende dele para viver.

                               

                              Náutica Responde

                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                Relacionadas

                                Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                Navio de resgate? Embarcação russa levanta suspeitas de servir como “iate do Putin”

                                23/02/2026

                                Por fora, parece um belo navio. Por dentro, tem pedigree de megaiate. Esse é o polêmico Voyevoda, que, embora descrito oficialmente pelo governo russo como um “navio de resgate”, tem comodidades internas que levantam suspeitas pelo alto luxo aplicado em uma embarcação de salvamento. Rumores da imprensa internacional dizem que o barco pode fazer parte da frota de ninguém menos que Vladimir Putin, presidente da Rússia.

                                Pertencente à classe do Projeto 23700, o navio está sob a jurisdição do Serviço de Resgate Marítimo da Rússia, na região do Mar Báltico. Porém, alegações vindas de dentro do próprio país sugerem que, no mínimo, a embarcação teria duas funções, incluindo a de servir como um barco presidencial.

                                 

                                Vale ressaltar que existem dúvidas evidentes sobre a veracidade dessa afirmação. Entretanto, as suspeitas de que o navio seja utilizado por Putin surgiram a partir de informações oficiais: os documentos do estaleiro Yantar (não disponíveis para o público, mas distribuído à imprensa durante o lançamento), que produziu o barco, revelam que ele possui oito unidades residências com escritórios, sala de conferência e refeitório exclusivo para passageiros.

                                Navio Voyevoda. Foto: Yantan/ Reprodução

                                Isso sem contar que, em 2019, foi aberto um contrato de aproximadamente US$ 2,9 milhões, com base na taxa de câmbio da época, apenas para mobiliar e equipar as áreas de “alto conforto”. Porém, por se tratar de um projeto estatal sigiloso, fotos internas do barco não foram publicadas em nenhum momento.

                                 

                                No entanto, as informações amplamente divulgadas por diversos portais estrangeiros (como SuperYacht 24h, Top War e Live Journal) levantaram uma pulga atrás da orelha de Alexander Bogdashevsky, diretor da empresa Ameta, especializada na construção de iates particulares. Conforme publicado pelo portal TWZ, ele confessou suspeitar da embarcação.

                                A arquitetura e a funcionalidade descrita desta embarcação lembram mais o tipo de iate de expedição atualmente popular– disse Bogdashevsky

                                O navio, na sua versão já entregue, ostenta uma pintura azul e branca elegante, distinta da frota padrão de resgate. O longo alcance do Voyevoda, aliado ao uso de helicópteros e barcos menores, promete ainda realizar visitas de Estado de forma autônoma, sem necessidade de atracar em portos estrangeiros.

                                Caso os rumores da imprensa internacional de que o navio seja usado por Putin realmente se confirmem — se é que terá alguma confirmação — , essa não seria a primeira embarcação híbrida da Rússia. Há, por exemplo, o Projeto 23550, um quebra-gelo equipado com canhões e mísseis.

                                 

                                 

                                De toda forma, ainda existe a chance do barco de resgate ser “apenas” bem equipado e preparado para o que der e vier, principalmente para um país que está em guerra e que vive nos holofotes globais.

                                Sobre o Voyevoda

                                Saindo do mundo dos rumores e voltando para as informações oficiais do governo russo, a frota do serviço, composta por aproximadamente 80 embarcações, inclui navios multipropósito, rebocadores de resgate, embarcações de mergulho e auxiliares.

                                Projeção 3D do Voyevoda. Foto: Yantan/ Reprodução

                                Com 111 metros de comprimento, o Projeto 23700 é uma embarcação de grande porte, com um deslocamento de 7,5 mil toneladas. Seu desempenho inclui uma velocidade de 22 nós (40 km/h) e uma autonomia de 5 mil milhas náuticas. Ele ainda acomoda quatro barcos menores e dois helicópteros.

                                 

                                De acordo com o Serviço de Salvamento Marítimo da Rússia, a embarcação pode transportar, lançar e abastecer equipamentos de busca e salvamento. Oficialmente, o Voyevoda destina-se a realizar tarefas até mesmo fora do Mar Báltico. Atualmente, o site Marine Traffic aponta que a embarcação está navegando pela região, mas seu status não é atualizado há quase 3 meses.

                                 

                                Náutica Responde

                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                  Relacionadas

                                  Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                  Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                  Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                  Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                  Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                  Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                  Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                  Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                  Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                  Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                  Abrolhos pode se tornar Patrimônio Mundial Natural da Unesco; saiba como

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  O Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, pode se tornar um dos patrimônios mundiais naturais da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Isso porque o Governo do Brasil entregou um dossiê sobre a ilha para a Unesco onde elencou os motivos pelos quais o lugar merece o título. A previsão é que a análise do documento, entregue no final de janeiro, ocorra em julho de 2027.

                                  A Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco engloba lugares cuja relevância natural ou cultural ultrapassa fronteiras nacionais e tem importância para toda a humanidade, conforme parâmetros avaliados pela própria organização. Nesse sentido, você sabe quais características de Abrolhos fariam jus ao título?

                                  Abrolhos, um patrimônio nacional com ambição global

                                  O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi o primeiro dessa categoria a ser criado no Brasil, em 1983. O local integra o maior complexo recifal natural do Atlântico Sul com estruturas únicas e somente encontradas na região, um ecossistema de grande importância para a biodiversidade. Somente por lá é possível encontrar o coral-cérebro (Mussismilia braziliensis), por exemplo.

                                  Coral-cérebro. Foto: ICMBio / Divulgação

                                  Além de tantos corais, a região de Abrolhos também contribui para a reprodução e o cuidado parental de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Segundo o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, esses animais dependem do parque nacional para garantir a perpetuação da espécie.

                                  Avistamento de baleias-jubarte em Abrolhos. Imagens: Instagram @abrolhosparquenacional / Reprodução

                                  Abrolhos simboliza ecossistemas essenciais para o ciclo de vida de animais que circulam pelo planeta, ultrapassando fronteiras nacionais-João Paulo Capobianco

                                  Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão do parque, Abrolhos também é habitat de diversas espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção, como tartarugas-cabeçudas, tartarugas-verdes e tartarugas-de-pente.

                                  Foto: ICMBio / Divulgação

                                  Outros animais marinhos com grande valor ecológico são encontrados no parque, como badejos, budiões, lagostas, peixes e outros invertebrados. Fora d’água, a região abriga aves marinhas residentes e migratórias, como grazinas-do-bico-vermelho, atobás brancos e marrons e beneditos.

                                  Foto: ICMBio / Divulgação

                                  O parque nacional de Abrolhos é formado por um arquipélago composto por cinco ilhas principais: Ilha Redonda, Ilha Siriba, Ilha Sueste, Ilha Guarita e Ilha Santa Bárbara — esta última excluída dos limites do parque e sob jurisdição da Marinha do Brasil.

                                  Arquipélago de Abrolhos. Foto: 1link.pro @parnamabrolhos / Reprodução

                                  Apesar de todo o apreço natural, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos pode ser visitado durante o ano todo. Segundo o ICMBio, o período entre dezembro e abril é o ideal para quem busca mergulhar na região, já que as águas mais quentes oferecem melhor visibilidade. De junho a novembro, o principal atrativo é a observação das baleias jubarte. No mais, é possível avistar aves marinhas durante o ano todo.

                                  Dossiê de Abrolhos à Unesco

                                  O dossiê de apresentação de Abrolhos para a Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco foi elaborado por diversas entidades do país além do MMA, como o próprio Instituto Chico Mendes e o Ministério das Relações Exteriores.

                                  Abrolhos. Foto: ICMBio / Divulgação

                                  A criação do documento também teve apoio do WWF-Brasil (ONG focada em preservação e sustentabilidade) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, no âmbito do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas. A entrega, feita em 29 de janeiro de 2026, contou com a participação do secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eduardo Sodré, e de representantes do Itamaraty.

                                   

                                  A candidatura de Abrolhos é a terceira apresentada pelo Governo do Brasil desde 2023, que inscreveu, nesse período, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu para integrar a Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco — e os locais foram aceitos. Atualmente, o país tem 25 lugares nessa lista.


                                  Brasil na lista de patrimônios mundiais naturais da Unesco

                                  O Brasil está entre os países com mais destinos na lista internacional de patrimônios mundiais naturais. Ao todo, são 25 brasileiros — entre patrimônios culturais, naturais e mistos — já aprovados pela Unesco. O único nacional da categoria mista nessa lista é Paraty e Ilha Grande, pela cultura e biodiversidade local. Confira os demais:

                                  Mapa indica, em pontos, os locais que formam a lista de patrimônios mundiais naturais da Unesco. Foto: Unesco / Divulgação

                                  Patrimônios naturais brasileiros

                                  • Parque Nacional do Iguaçu;
                                  • Reservas da Mata Atlântica do Sudeste;
                                  • Reservas da Mata Atlântica da Costa da Descoberta;
                                  • Complexo de Conservação da Amazônia Central 5;
                                  • Área de Conservação do Pantanal;
                                  • Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas Fernando de Noronha e Atol das Rocas;
                                  • Unidades de Conservação do Cerrado: Parques Nacionais Chapada dos Veadeiros e Emas;
                                  • Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses;
                                  • Cânion do Rio Peruaçu.

                                  Patrimônios culturais brasileiros

                                  • Cidade histórica de Ouro Preto;
                                  • Centro histórico da cidade de Olinda;
                                  • Missões Jesuíticas dos Guaranis: San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa Maria Mayor (Argentina), Ruínas de São Miguel das Missões (Brasil);
                                  • Centro Histórico de Salvador da Bahia;
                                  • Santuário do Bom Jesus do Congonhas;
                                  • Brasília;
                                  • Parque Nacional Serra da Capivara;
                                  • Centro histórico de São Luís;
                                  • Centro histórico da cidade de Diamantina;
                                  • Centro histórico da cidade de Goiás;
                                  • Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão;
                                  • Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar;
                                  • Conjunto Moderno Pampulha;
                                  • Sítio Arqueológico do Cais de Valongo;
                                  • Sítio Roberto Burle Marx.

                                  Se o mais recente dossiê apresentado pelo Governo do Brasil à Unesco seguir o padrão dos últimos enviados, em alguns meses o Parque Nacional Marinho de Abrolhos também estampará essa lista.

                                   

                                  Náutica Responde

                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                    Relacionadas

                                    Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                    Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                    Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                    Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                    Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                    Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                    Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                    Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                    Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                    Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                    Essas são as 7 melhores praias do Brasil segundo uma revista britânica

                                    22/02/2026

                                    De praias paradisíacas e isoladas às badaladas e estruturadas, não faltam opções para curtir o mar nos mais de 7.300 km quilômetros da costa brasileira. Essa abundância não passou despercebida por quem vive muito longe do nosso clima tropical, como revelou uma lista das “7 melhores praias do Brasil”, elaborada pelo National Geographic Traveller, do Reino Unido.

                                    Entre os destinos selecionados pelo portal britânico estão também locais propícios para passear de barco, de onde é possível aproveitar a paisagem do ponto mais privilegiado de uma praia: o mar.

                                    As 7 melhores praias do Brasil pelo National Geographic Traveller

                                    1º: Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)

                                    O Rio de Janeiro despontar na lista não é nenhuma surpresa — tampouco a praia de Copacabana. O famoso bairro da Zona Sul da cidade dá o nome de uma das praias mais simbólicas do Rio. Por lá há tudo o que mais representa o Brasil no exterior: esportes ao ar livre, um mar azul impressionante, samba por todos os cantos, mate com limão na areia e um sol dourado brilhando por todo o ano.

                                    Foto: Edovideo / Envato

                                    De quebra, Copacabana entra no grupo das “praias badaladas e estruturadas”, como era de se esperar em um dos bairros mais sofisticados do Rio. Não faltam opções de hotéis, restaurantes e meios de transporte. Aproveitar o mar em um barco é mais difícil, mas se a ideia for ficar na água para além dos mergulhos, vale apostar no surf.

                                    2º: Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ)

                                    Ainda no Rio de Janeiro, mas com uma proposta completamente diferente, está Ilha Grande, costa oeste do estado — também conhecida como Costa Verde. A ilha é um espetáculo à parte, com suas praias paradisíacas cercadas pelo verde de uma Mata Atlântica preservada. No entanto, entre as 187 ilhas e ilhotas, está a queridinha praia de Lopes Mendes.

                                    Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação

                                    Por lá é fácil desviar da multidão, já que a praia é acessível apenas por barco ou a pé. Ainda que a faixa de areia se estenda por 2,4 km, o espaço passa bem longe de uma infraestrutura completa — neste caso, ainda bem. O que se vê, no máximo, é uma igreja em ruínas entre amendoeiras e um único bar de praia. No mais, a ideia é relaxar longe da muvuca e mais perto do mar.

                                    3º: Praia de Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)

                                    Os britânicos certamente sabem que repetiram o Rio de Janeiro três vezes na lista, mas, convenhamos, não tinha como uma das praias mais famosas do mundo ficar de fora dessa seleção. A praia de Ipanema faz com que o turista se sinta mais em casa do que em Copacabana, por exemplo.

                                    Foto: Diegograndi / Envato

                                    Isso porque a praia é um pouco — bem pouco — menos movimentada e encanta ainda mais no quesito beleza natural. Basta sentar-se na areia fofa e olhar ao redor para ter certeza. O mar azul tinindo com o Morro Dois Irmãos embelezando o horizonte não nos deixa mentir. A água, novamente, não é ideal para navegar. Melhor aproveitar um mergulho — mas prepare-se para o famoso caldo.

                                    4º: Praia do Sancho, Fernando de Noronha (PE)

                                    A Praia do Sancho, no arquipélago de Fernando de Noronha, é conhecida até por quem nunca pisou lá. Isso porque o destino não cansa de aparecer nas listas de melhores praias do mundo.

                                    Foto: ICMBio / Divulgação

                                    Ainda assim, esse é um refúgio remoto, com acesso à praia feito por escadas que passam por buracos nos penhascos. Como bem descreveu o veículo britânico, trata-se de “um planalto coberto por uma densa floresta que termina abruptamente em penhascos íngremes, que mergulham em uma pequena baía, cercada por areia dourada e banhada por ondas tranquilas de águas azuis brilhantes”.


                                    Para aproveitar de barco é possível embarcar em passeios de lancha que contornam os morros e permitem ver o Sancho de um ângulo privilegiado. Esses roteiros costumam incluir várias praias da ilha em sequência, onde é possível avistar golfinhos e mergulhar com snorkel.

                                    5º: Praia da Fazenda, Costa Verde (SP e RJ)

                                    A Praia da Fazenda, 5ª da lista, fica a 25 minutos tanto de São Paulo, quanto do Rio de Janeiro. Por lá a natureza se faz presente na mata densa, junto ao rio que precede a chegada à praia de areia acinzentada e mar azul. Para quem deseja fugir da movimentação, o veículo britânico destaca: “muitas vezes o visitante terá a praia inteira só para si”.

                                    Foto: Marcio Okabe / Wikimedia Commons / Reprodução

                                    O local ainda é um excelente ponto de apoio para explorar ilhas e praias isoladas da Costa Verde. As paradas podem incluir banho de mar, stand up paddle e snorkel, além de passeios gastronômicos em vilas caiçaras acessíveis só pelo mar.

                                    6º: Praia do Campeche, Florianópolis (SC)

                                    Principal acesso à Ilha do Campeche, um dos locais mais preservados de Santa Catarina, a praia do Campeche se destaca por ser considerada uma das “mecas do kitesurf”. Isso porque as condições de vento são ideais para a prática do esporte, com espaço não só para profissionais, mas também para iniciantes.

                                    Foto: Rafael Baumer De S. Thiago / Wikimedia Commons / Reprodução

                                    Não se engane: este não é um destino só para esportistas. Como destacou o National Geographic, a praia dispõe de “dunas de areia inclinadas, cenário florestal e vista para as ilhas ao largo da costa”, sendo também o lugar ideal para simplesmente relaxar.

                                    7º: Praia do Porto da Barra, Salvador (BA)

                                    Famosa pelas águas cristalinas que refletem um pôr do sol estonteante — é uma das poucas voltadas para o oeste no Brasil —, a Praia do Porto da Barra, em Salvador (BA), fecha a lista em grande estilo.

                                    Foto: Paulo SP / Wikimedia Commons / Reprodução

                                    O destino fica em um ponto estratégico dentro da Baía de Todos-os-Santos, uma das maiores baías navegáveis do mundo. Por lá, saídas para ilhas próximas proporcionam passeios panorâmicos pela orla histórica. Dá para desfrutar desde banhos em suas águas mornas até navegações de escuna para a Ilha dos Frades ou Itaparica.

                                     

                                    Náutica Responde

                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                      Relacionadas

                                      Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                      Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                      Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                      Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                      Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                      Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                      Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                      Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                      Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                      Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                      Quem vai destronar o Adrenalina Pura? Inscrições para Refeno 2026 estão abertas

                                      Organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, tradicional Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha chega à 37ª edição

                                      21/02/2026

                                      Tida como a maior regata oceânica da América Latina, a tradicional Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha (ou simplesmente ‘Refeno’) já está com inscrições abertas para sua 37ª edição, marcada para o dia 19 de setembro de 2026.

                                      Organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, a regata oceânica reúne velejadores de diversas partes do Brasil e do mundo em direção ao paradisíaco Arquipélago de Fernando de Noronha. Para participar, basta realizar a inscrição pelo site oficial até às 12h de 17 de setembro de 2026.

                                      Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação

                                      A Refeno é aberta a velejadores e amantes da vela oceânica, que podem participar com embarcações de diferentes portes e categorias. Este ano, as classes contempladas são: ORC, IRC, VPRS, RGS, MOCRA, Catamarã, Trimarã, Aço, Alumínio, Bico-de-Proa, Aberta e Turismo. As divisões técnicas permitem ampla participação de veleiros de cruzeiro e de alta performance, conforme critérios estabelecidos pela organização.

                                      A largada está prevista para acontecer no emblemático Marco Zero do Recife. Serão 300 milhas náuticas (560 km) até o destino, numa travessia reconhecida como uma das maiores confraternizações da vela e um encontro de tradições.

                                       

                                      Para saber mais detalhes técnicos, documentação obrigatória, valores da taxa de inscrição e orientação aos comandantes e tripulação, basta acessar o Aviso de Regata (AR), disponível no site oficial do evento.

                                      Uma década de hegemonia

                                      O Adrenalina Pura não sabe o que é perder desde que colocou seu icônico veleiro na Refeno. A embarcação formou uma hegemonia na competição e cruzou o Mirante do Boldró em primeiro lugar em todas as dez participações: 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007 e 2008 (sob a bandeira da Bahia) e 2023, 2024 e 2025 (representando Pernambuco).

                                      Adrenalina Pura é o veleiro a ser batido na Refeno 2026. Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação

                                      O mesmo veleiro detém os melhores tempos da história da competição, com destaque para o recorde estabelecido em 2007, quando o Adrenalina Pura, comandado por Georg Ehrensperger, completou o trajeto em apenas 14 horas, 34 minutos e 54 segundos.

                                       

                                      Na edição passada, em 2025, o veleiro foi o Fita Azul com o quarto melhor tempo da história da prova: 17 horas, 47 minutos e 46 segundos.

                                      Regata além da vela

                                      Para além do aspecto esportivo, a Refeno também carrega um viés social. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco e as embarcações participantes da regata recebem estudantes da rede pública de ensino e jovens neurodivergentes a fim de proporcionar maior inclusão e aproximar novos públicos do universo náutico.

                                      Navio-veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, esteve presente na edição passada da Refeno. Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação

                                      Outro destaque é a ação náutica voltada para estudantes da rede estadual de ensino, que embarcam em veleiros para ter noções básicas de vela. Em parceira com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os jovens realizam uma volta na ilha e vivenciam, na prática, os conceitos de preservação ambiental.

                                       

                                      Por fim, todo o circuito da Refeno movimenta também o turismo náutico nordestino. Com expectativa de reunir dezenas de embarcações e centenas de velejadores, a 37ª edição da regata oceânica movimenta a economia da região por meio dos setores de hotelaria, gastronomia, serviços marítimos, transporte e comércio.

                                       

                                      Náutica Responde

                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                        Relacionadas

                                        Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                        Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                        Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                        Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                        Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                        Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                        Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                        Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                        Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                        Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                        Bióloga brasileira é finalista do “Oscar Verde”, prêmio mundial de conservação ambiental

                                        20/02/2026

                                        Mais em alta do que nunca, a ciência produzida no Brasil escreve mais um capítulo além das fronteiras. A bióloga marinha brasileira Camila Domit, que atua na área há mais de 20 anos, é finalista do Whitley Awards 2026 — conhecido como o “Oscar Verde” — , uma das premiações mais importantes voltadas à conservação da biodiversidade.

                                        Pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação MarBrasil, a brasileira concorre com outros 11 profissionais que, de alguma forma, unem ciência de ponta, impacto social e resultados concretos. Para Camila, o reconhecimento é a consagração de quem dedica uma vida inteira ao mar e a natureza.

                                        A pesquisadora tem como foco o cuidado com a fauna marinha brasileira. Foto: Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)/ Divulgação

                                        Envolvidas em vários projetos ambientais, Domit é responsável por liderar estudos com tartarugas-verdes por meio do projeto Rebimar, iniciativa voltada à conservação da região litorânea, principalmente no Paraná e na costa sul de São Paulo. No entanto, tubarões, raias e golfinhos também fazem parte da rotina da pesquisadora.

                                         

                                        Além disso, a bióloga está à frente do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos; da Coalizão pela Década do Oceano; do Projeto Megacoast e outras iniciativas que, além de produzir ciência, buscam unir por meio do diálogo os pesquisadores e os principais órgãos da sociedade.

                                        Afinal, para Camila, o mais importante para que a vida marinha seja próspera é cuidar do ecossistema onde ela vive: os oceanos. Não à toa, ela atua diretamente na conservação da fauna marinha e participa de redes e fóruns nacionais e internacionais sobre o tema.

                                        O reitor da UFPR, Marcos Sunye; a homenageada, Camila Domit, coordenadora do LEC/UFPR; e o deputado Goura (PDT). Foto: Assembleia Parlamentar/ Divulgação

                                        Parte da dedicação do seu trabalho foi reconhecida em 29 de janeiro de 2026, quando recebeu uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná, em reconhecimento à sua contribuição científica, acadêmica, social e ambiental ao Paraná e ao Brasil.

                                        Entre as principais do mundo

                                        Graduada em Ciência Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (2002/2003) e Mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (2006), Camila Domit, com a recente indicação, está entre os principais nomes da conservação ambiental do planeta.

                                         

                                        Organizado pela Whitley Fund for Nature (WFN), com sede no Reino Unido, o prêmio oferece financiamento de projetos, treinamento e visibilidade para os principais conservacionistas do ano, que lideram soluções locais para as crises globais de biodiversidade e clima.

                                        Foto de todos os 12 finalistas do Whitley Award 2026; Camila Domit está no canto inferior direito (última imagem). Foto: Whitley Fund for Nature/ Divulgação

                                        O concurso, criado em 1996, já destinou 26 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 182 milhões em conversão realizada em fevereiro de 2026) aos vencedores. Nessa edição, o aporte financeiro será de 50 mil libras esterlinas (cerca de R$ 350 mil) para os seis melhores. Ao todo, 220 líderes ambientais de 80 países do Sul Global já foram beneficiados pelas bolsas do projeto.

                                         

                                        Nesse ano, a concorrência para Camila foi mais pesada do que nunca. A busca global, segundo a WFN, resultou em um número recorde de 270 candidaturas — um aumento de 127% em relação a 2025. Em 2026, o programa recebeu profissionais da África, Ásia e América Latina.

                                        Foto: Universidade Federal do Paraná/ Camila Domit/ Arquivo Pessoal

                                        Agora, para a torcida brasileira, apenas resta torcer e esperar. Os próximos passos incluem a verificação de referências, a análise financeira e a realização de uma rigorosa diligência prévia. Depois disso, o Júri determinará os seis vencedores deste ano. O anúncio ocorrerá ao vivo em Londres, no dia 29 de abril.

                                         

                                        Caso conquiste o prêmio, Domit entrará para a lista ilustre de cientistas brasileiros que tiveram a mesma honra no Whitley Awards, que são: Yara Barros (2025), Fernanda Abra (2024), Pablo Hoffmann (2022), Patricia Medici (2020) e Gabriela Rezende (2020). Será que o título novamente vem para as águas brasileiras?

                                         

                                        Náutica Responde

                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                          Relacionadas

                                          Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                          Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                          Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                          Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                          Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                          Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                          Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                          Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                          Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                          Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                          Já nas bancas e no app: confira destaques da edição 397 da Revista Náutica

                                          Material chega recheado com três grandes testes de embarcações e uma cobertura completa dos salões náuticos de São Paulo e Salvador

                                          A edição 397 da Revista Náutica já é realidade! O material chega recheado com três grandes testes de embarcações — incluindo um iate de 30 metros — de marcas renomadas do mercado, além da cobertura completa do maior salão náutico da América Latina e muito mais.

                                          Para conferir tudo basta ir até a banca mais próxima ou acessar gratuitamente o app de NÁUTICA na loja de aplicativos do seu celular — App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Lembrando: pelo aplicativo, assinantes têm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.

                                          Veja os destaques da edição 397 de NÁUTICA

                                          O turismo brasileiro celebra a náutica

                                          Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, celebra a conquista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, o “Oscar” do turismo brasileiro, enquanto relembra sua trajetória de quase cinco décadas dedicadas ao mundo náutico. No mais recente de seus feitos, ele lançou, em plena COP30, em Belém, o JAQ H1, uma embarcação movida a hidrogênio que vai atuar como um laboratório flutuante para estudar e preservar biomas.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          A pérola de Maraú

                                          Com marina privativa para 60 barcos, infraestrutura de alto padrão, heliponto e localização privilegiada na Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina anuncia o lançamento de sua segunda fase para novembro. Projetado pelo arquiteto italiano Paolo Santandrea, em parceria com escritórios brasileiros, o Kiaroa é um condomínio de alto luxo.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          O maior salão náutico da América Latina

                                          Desde 1998, o São Paulo Boat Show confirma sua tradição como o principal encontro náutico da América do Sul — e a edição de 2025 reforçou esse status. O evento, realizado no São Paulo Expo, zona sul de São Paulo, reuniu 40 mil visitantes e somou mais de 750 barcos vendidos.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          A Bahia no mapa náutico do Brasil

                                          Durante quatro dias, na Bahia Marina, a segunda edição do Salvador Boat Show levou ao público o que há de mais moderno no mundo da navegação entre embarcações, equipamentos e acessórios náuticos. Mais de 40 barcos (de 29 a 77 pés) foram apresentados por nove estaleiros — e o salão mais do que dobrou em relação à edição de estreia.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          Testes Náutica da edição 397

                                          Ferretti FY 1000

                                          A lista de testes da edição 397 da Revista Náutica começa em grande estilo, com a majestosa Ferretti FY 1000, um iate de nada menos que 30 metros de comprimento (quase 100 pés). São cinco suítes, design italiano e conforto de sobra. Entre seus destaques está o flybridge de 55 metros quadrados de área útil — o equivalente à área de um apartamento de dois quartos.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          Focker 370 GTX

                                          Para quem busca uma embarcação na faixa dos 30 pés, NÁUTICA apresenta todos os detalhes da Focker 370 GTX, lancha do consolidado estaleiro catarinense Fibrafort. O barco traz cockpit espaçoso, bom aproveitamento da proa e acomodações para o pernoite de até quatro pessoas a bordo, tendo na motorização de popa um de seus grandes trunfos.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          Intermarine 70

                                          A personalização dos barcos ao gosto dos clientes é uma das grandes apostas da brasileira Intermarine. Pensando nisso, NÁUTICA navegou em duas Intermarine 70 para mostrar como a customização pode transformar uma mesma lancha em barcos distintos — sem renunciar ao conforto de quatro camarotes nem de um acabamento primoroso.

                                          Foto: Revista Náutica

                                           

                                          Náutica Responde

                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                            Relacionadas

                                            Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                            Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                            Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                            Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                            Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                            Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                            Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                            Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                            Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                            Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                            60 mil inspeções e 4,6 mil notificações: os números da Operação Navegue Seguro da Marinha do Brasil

                                            Corporação detalhou à NÁUTICA quantas inspeções, notificações, apreensões e infrações foram registradas nos últimos dois meses

                                            Por: Nicole Leslie -

                                            A Operação Navegue Seguro, da Marinha do Brasil, reforça a segurança nas águas por meio da fiscalização de embarcações de esporte e recreio. Durante a alta temporada, a iniciativa é intensificada com a Operação Verão, iniciada em 17 de dezembro de 2025 para o verão 2025/2026.

                                            Em apenas dois meses — até 18 de fevereiro de 2026 — a operação já acumula números expressivos. O balanço considera todos os Distritos Navais da corporação no país. Confira:

                                            • 60.901 barcos inspecionados;
                                            • 4.685 notificações emitidas;
                                            • 342 embarcações apreendidas;
                                            • 92 autos de infração instaurados.
                                            Foto: Envato

                                            Os dados mostram que 7,7% dos barcos de esporte e recreio fiscalizados no período receberam algum tipo de notificação. Em termos práticos, isso significa que quase 8 em cada 100 barcos inspecionados apresentaram alguma irregularidade.

                                             

                                            Durante o Carnaval, a Marinha intensificou as ações em pontos estratégicos do país. No Rio de Janeiro, a Capitania dos Portos promoveu, no último sábado (14), um mutirão da chamada Lei Seca Marítima, com aplicação de testes de alcoolemia em condutores de lanchas e jets, com autuações quando necessário.

                                            Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                            Na Bahia, a Capitania dos Portos reforçou as fiscalizações em Salvador, enquanto a Capitania Fluvial de Juazeiro fez o mesmo no Rio São Francisco e no Lago de Sobradinho. Já em Brasília, a Capitania Fluvial ampliou as inspeções no Lago Paranoá e em outros destinos náuticos estratégicos, como Serra da Mesa e Corumbá IV.


                                            Com caráter também educativo, voltado à prevenção de acidentes e à salvaguarda da vida humana, a corporação destacou os cinco fatores de risco mais recorrentes nas notificações do período:

                                            1. Uso inadequado ou ausência de coletes salva-vidas;
                                            2. Excesso de passageiros a bordo;
                                            3. Condução sob efeito de álcool;
                                            4. Navegação em velocidade incompatível com o local;
                                            5. Falta de habilitação ou documentação obrigatória.

                                             

                                            A Marinha reforça que é fundamental que condutores de embarcações de esporte e recreio mantenham a documentação em dia e estejam atentos às atualizações das Normas da Autoridade Marítima (Normam) antes de sair para navegar.

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                              Relacionadas

                                              Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                              Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                              Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                              Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                              Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                              Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                              Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                              Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                              Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                              Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                              Carnaval alemão: há 90 anos foliões personalizam barris para descer riacho em “barcos” divertidos

                                              Chamado de Da‑Bach‑Na‑Fahrt, evento que acontece desde 1936 reúne 40 "embarcações" para descer o congelante riacho Kirchenbach com muita adrenalina

                                              19/02/2026

                                              Se engana quem pensa que a celebração do Carnaval é restrita ao Brasil — embora, por aqui, ela seja mundialmente reconhecida. A festa se estende para partes do mundo todo, cada qual a sua maneira. Na Alemanha, por exemplo, um dos pontos altos é o Da‑Bach‑Na‑Fahrt, em que barris viram barcos divertidos, personalizados pelos próprios participantes, para descer — ou tentar descer — um riacho cercado por uma multidão.

                                              A disputa, que acontece sempre na segunda-feira de Carnaval, neste ano completou 90 anos de tradição sobre as águas do riacho Kirchenbach, na cidade de Schramberg, sudoeste da Alemanha. Por lá, cerca de 40 barris de madeira decorados, chamados de Zuber, percorrem 500 metros entre trechos desafiadores, de largura e altura limitadas. Veja:

                                               

                                               

                                              Na prática, o que se vê são embarcações que vão desde a Peppa Pig até uma nave de Star Wars descendo desenfreadas uma corredeira, enquanto seus pilotos (geralmente duplas e também customizadas) tentam concluir o trajeto sem cair nas águas congelantes do pico do inverno alemão.

                                              Foto: Instagram @schrambergimschwarzwald / @dbnf_official / @sptmbr_designagentur / Reprodução
                                              Foto: Da-Bach-Na-Fahrer Schramberg / Kasenbacher Online / Divulgação

                                              Carnaval da Alemanha: o público faz parte da festa

                                              Carnaval, sem público, não é Carnaval — e isso, sim, parece não mudar, independentemente da coordenada. No Da‑Bach‑Na‑Fahrt, arquibancadas são montadas ao longo do riacho, com lugares disputadíssimos.

                                              Foto: Annette Kasenbacher / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Torcer, porém, não basta. É necessário participar de forma ainda mais ativa, com direito a um “vocabulário” específico, quase como um manual de sobrevivência para quem vai assistir a disputa. Funciona como um jogo de grito e resposta: o piloto grita uma palavra e o público responde com outra, tal como um “código social” da festa — e se você não souber responder, facilmente será notado como um turista perdido.

                                              Foto: Instagram @schrambergimschwarzwald / @dbnf_official / @sptmbr_designagentur / Reprodução

                                              O dialeto carrega o típico humor alemão e é bastante específico:

                                              • Kanal – voll (canal — cheio): “Kanal” (canal) grita o condutor — “Voll” (cheio) grita o espectador. O evento brinca dizendo que a expressão não se refere ao estado de alguns espectadores depois de horas em pé no frio e do consequente consumo de Glühwein (vinho quente), mas sim ao nível da água do riacho.
                                              • Batsch – nass (patsch — molhado/encharcado): “Batsch” (patsch) grita o condutor — “Nass” (molhado) o espectador. O grito se refere ou ao espectador (quando está chovendo ou quando alguém cai acidentalmente na água) ou, mais comumente, ao próprio condutor que caiu no riacho.
                                              • Furz – trocken (peido — seco): Aqui a referência é ao condutor seco — que gera um certo desgosto nos espectadores.

                                              Além desses dialetos, para aqueles que não querem ou não conseguem aprender os “gritos de guerra”, existe o clássico “Narri-Narro”, uma saudação carnavalesca tradicional e considerada a mais “entediante”.


                                              Um trabalho sério, feito em muitas mãos

                                              O Da‑Bach‑Na‑Fahrt é uma disputa divertida e de tradição que anima carnavais desde 1936. Para tudo isso dar certo, três semanas antes da tão esperada descida do riacho os 40 barris são distribuídos aos participantes através de um sorteio. Esse é o tempo que os concorrentes têm para personalizar o barco. Vale usar e abusar da criatividade, sem esquecer de algumas regras: não é permitido furar ou danificar o Zuber, bem como usar substâncias que poluam a água.

                                              Foto: Instagram @schrambergimschwarzwald / @dbnf_official / @sptmbr_designagentur / Reprodução

                                              Na noite anterior ao evento, os participantes de primeira viagem são “batizados” em uma cerimônia solene. Eles chegam a receber um nome de batismo e, em seguida, são autorizados a “aproveitar” sua primeira e curta viagem pelas águas frias do riacho. Já quando chega a tão esperada segunda-feira de Carnaval, ainda pela manhã, as embarcações decoradas desfilam pelo centro de Schramberg até a Ponte Nova, animando o púbico para a Da-Bach-Na-Fahrt.

                                              Foto: Da-Bach-Na-Fahrer Schramberg / Divulgação

                                              Às 13h, um tiro — de verdade — dá a largada para a descida pelo rio, que é acompanhada por cerca de 30 mil espectadores. Não bastassem os desafios do percurso, as equipes ainda enfrentam esforço físico para levar as embarcações até a água. Mas tudo promete valer a pena, já que, ao final, os participantes podem tomar um banho quente — ou, se permanecerem secos, beber vinho quente.

                                               

                                              Náutica Responde

                                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                                Relacionadas

                                                Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA, com sede em Porto Alegre, começa nesse domingo (22)

                                                Uma das principais competições da modalidade em 2026 reunirá 186 velejadores de 10 países. Evento seguirá até 7 de março

                                                Nesse domingo (22), a cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS), será palco de uma das principais competições de vela em 2026: o Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA (antigo Laser), que englobará as classes ILCA 7, ILCA 6 e ILCA 4, com regatas disputadas nas águas do Rio Guaíba. O evento seguirá até 7 de março.

                                                A sede da competição será o Veleiros do Sul (VDS), clube náutico da zona sul de Porto Alegre. Até o momento, segundo a lista de pré-inscritos, a disputa reunirá 186 velejadores de 10 países, incluindo nacionalidades das Américas e da Europa. A regata não aceita mais inscrições.

                                                Bruno Fontes será um dos competidores do Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA. Foto: Instagram @brunofontesoficial/ Reprodução/ Fred Hoffmann

                                                O campeonato destaca-se não apenas pela expressiva marca de inscritos, mas, principalmente, pelo altíssimo nível técnico, com campeões mundiais e múltiplos atletas olímpicos no páreo. Confira alguns nomes confirmados para o campeonato de vela em Porto Alegre:

                                                • Bruno Fontes (BRA): campeão mundial Master de ILCA 7 (2025) e atleta olímpico em Pequim 2008, Londres 2012 e Paris 2024;
                                                • Lucía Falasca (ARG): atleta olímpica em Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024;
                                                • Caterina Romero Aguirre (PER): medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e campeã mundial de Sunfish;
                                                • María José Poncell (CHI): atleta olímpica em Paris 2024 e medalhista Pan-Americana;
                                                • Erik Scheidt (BRA): vice-campeão mundial Júnior de ILCA 4 (2025);
                                                • Felipe Fraquelli (BRA): campeão brasileiro de ILCA 6 em 2025;
                                                • Ana Carolina Roth (BRA): campeã brasileira feminina de ILCA 6 em 2025.

                                                Ao todo, a competição terá velejadores da Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Paraguai, Peru e Uruguai. O certame englobará nove categorias: Sub 18, Sub 19, Sub 21, Sênior, Pré-Master, Master, Grand Master, Great Grand Master e Legend (quando aplicável). Ainda de acordo com a lista de pré-inscrição, a divisão por classes ficou a seguinte:

                                                • 80 velejadores no ILCA 6;
                                                • 41 velejadores no ILCA 7;
                                                • 65 velejadores no ILCA 4.

                                                Os números evidenciam um equilíbrio entre atletas de base e experientes, incluindo desde competidores juvenis até velejadores com mais de 60 anos. Destaca-se também a predominância de velejadores Sub 16 e Sub 18 no ILCA 4 e a participação feminina distribuída nas três classes, com presença marcante na ILCA 4 e ILCA 6.

                                                O Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA servirá de termômetro para os atletas que buscam competições mundiais e olímpicas. Com águas que exigem muitas leituras táticas, o evento promete ser também um “laboratório” para o ciclo dos Jogos Pan-Americanos de 2027 e para a formação das equipes juvenis que disputarão os mundiais de 2026.

                                                Como vai funcionar?

                                                A competição será dividida em dois momentos. Os dias 22 e 23 de fevereiro serão reservados para as disputas de ILCA 6 e, a partir do dia 1º de março até o próximo dia 7, serão realizadas as regatas para a ILCA 7 e 4.

                                                Foto: Joaquim Meier/ Instagram @cbvelaoficial/ Reprodução

                                                Em Porto Alegre, cada classe de vela competirá em flotilha única, com até 10 regatas programadas e limite de três disputas por dia. Para que o campeonato seja validado, será necessário completar pelo menos três regatas.

                                                 

                                                Quando cinco ou mais regatas forem concluídas, a pontuação do barco será a soma de suas pontuações em cada regata, excluindo sua pior pontuação (o chamado “descarte”). Caso ocorra menos de cinco, a pontuação do veleiro na série será o total de suas pontuações em todas os circuitos.

                                                Foto: Joaquim Meier/ Instagram @cbvelaoficial/ Reprodução

                                                As provas seguirão as Regras de Regata à Vela (RRS). Os percursos previstos são do tipo barlavento/sotavento ou trapezoidal, formatos tradicionais da classe ILCA e que exigem alta performance técnica dos atletas. Confira o regulamento completo aqui.

                                                 

                                                O evento é organizado pelo Veleiros do Sul, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Associação Brasileira da Classe ILCA e International Laser Class Association.

                                                Saiba mais detalhes sobre a programação do evento

                                                Classe ILCA 6

                                                • Cerimônia de Abertura: 22 de fevereiro, às 17h;
                                                • Regatas: de 24 a 28 de fevereiro;
                                                • Cerimônia de Premiação: 28 de fevereiro, às 18h.

                                                Classes ILCA 7 e ILCA 4

                                                • Cerimônia de Abertura: 1º de março, às 17h;
                                                • Regatas: de 03 a 07 de março;
                                                • Cerimônia Final e Premiação: 07 de março, às 18h.

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                                  Relacionadas

                                                  Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                  Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                  Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                  Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                  Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                  Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                  Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                  Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                  Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                  Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                  9 em 1: prancha modular para surf pode revolucionar o mercado

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Imagine você estar planejando uma viagem para um destino paradisíaco e se deparar com o dilema de qual prancha levar: uma longboard para as ondas cheias ou uma lazy fish para os dias de mar menor? A Newave desenvolveu peças que tornam essa dúvida ultrapassada, já que o kit permite montar nove diferentes tipos de prancha de forma rápida e descomplicada.

                                                  Elaborada por engenheiros franceses ao longo de mais de dois anos, a primeira prancha modular 9 em 1 do mundo pode revolucionar o mercado e ainda transformar a forma como o lifestyle do surf interage com o oceano e com a poluição atmosférica.

                                                  Fotos: Newave / Divulgação

                                                  Todas as peças do kit Newave contam com o sistema W-binding, patenteado pela marca, que permite o “encaixe perfeito” dos módulos. Cada um deles, por sua vez, é composto por espuma de poliestireno revestida com fibra de vidro e a parte do famigerado encaixe em formato de “W” é feita de nylon reforçado.

                                                   

                                                  A marca afirma que a montagem completa de qualquer modelo de prancha leva menos de um minuto e não exige nenhuma ferramenta. Pinos de travamento manual no encaixe em “W” garantem a fixação das partes que, segundo a Newave, não soltam.

                                                  Foto: Newave / Divulgação

                                                  Liberdade e sustentabilidade

                                                  A prancha 9 em 1 promete atender principalmente os surfistas que enfrentam quaisquer ondas. As peças do kit cabem em uma bolsa compacta e feita sob medida que pode ser transportada dentro de carros, ônibus ou aviões.

                                                  Foto: Newave / Divulgação

                                                  Além da conveniência, a marca reforça o apelo ecológico. Segundo a Newave, cerca de 90% das emissões de carbono envolvidas na prática do surf estão relacionadas ao tipo de transporte até as ondas. Com as peças modulares, é possível chegar ao destino utilizando transporte público, o que ajuda a reduzir a pegada de carbono do surfista.

                                                   

                                                  As peças da Newave permitem criar nove tipos de prancha. São eles:

                                                  • Lazy Fish: 5’10” (5 pés e 10 polegadas);
                                                  • All Round Fish: 6’6”;
                                                  • Long Fish: 6’7”;
                                                  • Mini Malibu: 7’6”;
                                                  • Mid Lenght: 8’0”;
                                                  • Malibu: 8’2”;
                                                  • Egg: 8’2”;
                                                  • Gun: 8’10”
                                                  • Longboard: 9’0”.
                                                  Foto: Newave / Divulgação

                                                  As maiores, além de enfrentarem ondas grandes, também são indicadas para a prática de stand up paddle — o famoso stand up —, onde se faz uso de um remo para passear sobre a água. Neste caso, os módulos seriam uma boa pedida até para quem quer aumentar o leque de brinquedos aquáticos na embarcação, por ocupar menos espaço a bordo do que uma prancha convencional.

                                                  Fotos: Newave / Divulgação

                                                  Prós e contras da prancha 9 em 1

                                                  Entre os prós, se destacam a versatilidade, a facilidade no transporte, a durabilidade prometida pela marca e a velocidade de montagem, com sistema intuitivo.

                                                  Foto: Newave / Divulgação

                                                  Por outro lado, a performance dessa prancha modular, por enquanto, não é certa, já que ainda não há unidades antigas e desgastadas. Da mesma forma, existe a possibilidade da vedação entre as peças ser impactada com o tempo, afetando, por exemplo, sua flutuabilidade.


                                                  O preço é outro fator decisivo — que pode, inclusive, ser considerado alto para quem está acostumado com pranchas de entrada. Segundo a Newave, o investimento começa na casa de 840 euros (cerca de R$ 5,2 mil reais, na cotação de fevereiro de 2026).

                                                   

                                                  Apesar do valor, a Newave esgotou os dois primeiros lotes da prancha modular e atualmente aceita inscrições para o terceiro deles no site oficial. Se, mesmo com o passar do tempo, as peças seguirem com a performance nas águas conforme prometido, essa tecnologia pode revolucionar o mercado do surf.

                                                   

                                                  Náutica Responde

                                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                                    Relacionadas

                                                    Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                    Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                    Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                    Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                    Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                    Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                    Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                    Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                    Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                    Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                    SailGP: etapa da Nova Zelândia é marcada por grave acidente e 11º lugar do Brasil

                                                    “Fórmula 1 da Vela” teve fim de semana com fortes ventos e incidente que feriu dois atletas; assista ao vídeo

                                                    18/02/2026

                                                    Intensidade. Essa palavra resume muito bem a etapa de Auckland do SailGP, que terminou neste domingo (15). A disputa foi marcada por ventos fortes e pelo acidente chocante entre os catamarãs da Nova Zelândia (anfitriã) e da França. O Mubadala Brazil SailGP Team, por sua vez, terminou o circuito neozelandês na 11ª colocação.

                                                    A segunda etapa da temporada 2026 realmente não foi nada tranquila: logo no primeiro dia de disputas, os times da Nova Zelândia (Black Foils) e da França (DS Team France) entraram em colisão em alta velocidade, o que causou danos severos aos barcos e deixou dois atletas feridos. Os competidores foram prontamente atendidos e encaminhados para avaliação médica. Veja o momento:

                                                     

                                                     

                                                    No vídeo, é possível notar que barco francês passou por cima do veleiro da equipe da casa, causando danos graves em ambas as embarcações, que ficaram presas uma a outra — uma imagem realmente assustadora. Em comunicado oficial, a organização do SailGP informou que os dois países não participarão da próxima etapa, marcada para o próximo fim de semana (27 de fevereiro a 1º de março), em Sydney, na Austrália.

                                                    Momento exato do acidente entre os barcos da Nova Zelândia e da França. Foto: SailGP/ Divulgação

                                                    A equipe neozelandesa informou que Louis Sinclair, grinder da Nova Zelândia, recebeu tratamento para fraturas expostas em ambas as pernas, mas segue estável, já em casa. Já Manon Audinet, marinheira francesa, sofreu uma contusão abdominal e permanece em observação médica por precaução. Ela está se recuperando bem, segundo o mesmo comunicado.

                                                    Condições de vento extremas

                                                    Mesmo na segunda etapa da temporada, já dá para afirmar que Auckland não sairá tão cedo da memória dos competidores, sendo marcada como uma das mais intensas do SailGP — não apenas pelo acidente. Os ventos com rajadas a 55 km/h e velocidades ultrapassando os 100 km/h na água são prova disso.

                                                    Mubadala Brazil ficou em 11º na etapa da Nova Zelândia no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                    Sob condições extremas, foi mais difícil domar o catamarã F50, veleiro padrão da competição. A vitória ficou com a Austrália (BONDS Flying Roos), seguida pela Emirates Great Britain (Grã-Bretanha) e pela equipe espanhola Los Gallos. Já o Mudabala Brazil ficou na 11ª posição, à frente apenas dos times suíço e italiano. Na colocação geral, a flotilha verde e amarela está em penúltimo lugar (12º).

                                                    Em uma raia técnica e com ventos intensos, o time liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael evoluiu ao longo das regatas. No primeiro dia, o Brasil conquistou a 7ª colocação na primeira corrida e encerrou o segundo circuito na 11ª posição, enfrentando condições desafiadoras.

                                                    Barco brasileiro em Auckland. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                    No segundo dia, disputado sob ventos ainda mais fortes e com a introdução do novo formato de flotilha dividida (“split fleet”), o Mubadala Brazil SailGP Team apresentou um desempenho sólido, terminando ambas as regatas em 5º lugar em seu grupo.

                                                    Foi um fim de semana muito intenso em todos os sentidos– declarou Martine Grael

                                                    Martine Grael durante etapa na Nova Zelândia do SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                    “Primeiro, ficamos muito sensibilizados com o acidente e torcendo pela rápida recuperação de todos os envolvidos. Dentro d’água, tivemos condições bastante desafiadoras, mas conseguimos dar passos importantes na evolução do time”, apontou a capitã da equipe brasileira.

                                                    Os resultados do segundo dia mostram que estamos no caminho certo, ganhando mais consistência e confiança– completou a brasileira

                                                    A etapa marcou também a presença da paulista Marina Arndt como atleta reserva, somando mais uma brasileira ao time.

                                                    Próxima parada: Austrália!

                                                    Com exceção da França e da Nova Zelândia, todas as equipes têm um próximo destino relativamente próximo no SailGP: Sydney, cidade da Austrália. A etapa ocorrerá entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, no último GP da perna da Oceania.

                                                    Opção mais tradicional de ingressos para a etapa Rio do SailGP 2026 é a Waterfront Grandstands. Foto: Gary Oakley / SailGP

                                                    Na sequência, o campeonato desembarca no Rio de Janeiro, no Brasil, para um momento histórico: o Enel Rio Sail Grand Prix, que será disputado nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. Essa será a estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o time brasileiro competirá em casa diante de sua torcida. Os ingressos já estão disponíveis.

                                                     

                                                    Náutica Responde

                                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                                      Relacionadas

                                                      Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                      Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                      Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                      Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                      Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                      Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                      Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                      Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                      Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                      Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                      Teste Ventura V300 Crossover: diversão garantida

                                                      Maior do que parece, a nova V300 Crossover é uma lancha que entrega muito em cada detalhe

                                                      Por: Redação -

                                                      Seis anos depois, a Ventura V300 Crossover volta a ser testada por NÁUTICA. Desta vez, em sua nova versão, com motores de popa, que promete agradar quem busca ainda mais praticidade na manutenção, melhor aproveitamento do espaço interno e uma navegação ainda mais empolgante. A Ventura V300 Crossover é um dos barcos-chefes da Ventura Marine.

                                                      Com acomodações, conforto e espaço para toda a família (pode levar até 16 pessoas a bordo em passeios diurnos), a 30 pés da Ventura é uma lancha com proa aberta e, ao mesmo tempo, uma cabine. O aproveitamento inteligente do espaço externo, sem renunciar à cabine, é o seu grande diferencial.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Com dois sofás com assentos (e encosto com apoios para cabeça) para seis pessoas, uma mesa de centro removível, seis porta-copos laterais (há outros oito distribuídos pelo cockpit) e sistema de som com dois alto-falantes, a proa da V300 parece um pequeno e aconchegante lounge. O acesso a essa área, por uma passagem a bombordo, é simples e seguro — as amuradas, com cerca de 90 centímetros de altura, reforçam ainda mais a sensação de segurança. Dá para permanecer sentado nos sofás de proa mesmo com a lancha em movimento, desde que em velocidade reduzida. Para isso, o projetista instalou dois pega-mãos extensos (verdadeiros corrimãos para segurar durante a navegação), que, por serem longos e contínuos, também fazem o papel de guarda-mancebo.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      No bico de proa, o paiol da âncora é espaçoso e profundo. O guincho elétrico (opcional, mas muito recomendável) tem trava de segurança, como deve ser. Além disso, um suporte de âncora avança à frente do barco, impedindo que a corrente esbarre e danifique o casco.

                                                      Se a proa é um lugar perfeito para relaxar, por outro lado, na plataforma de popa — com cerca de 1 metro de comprimento — também sobra espaço para as pessoas celebrarem a arte da convivência, apesar dos berços dos dois motores outboard.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Dá para três pessoas se concentrarem facilmente à frente do móvel gourmet, enquanto as outras se distribuem pelo cockpit. A estrutura ali conta com churrasqueira a carvão, pia com torneira rebatível, geleira, porta-copos, lixeira com tampa de madeira e um armário. A churrasqueira elétrica é opcional, mas o estaleiro, claro, mantém um lugar reservado para ela.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Completando os itens de conforto nessa espécie de varanda, uma escada de quatro degraus, a bombordo, facilita o acesso à água e o regresso dos banhos de mar. Porém, essa escada não dispõe de um mecanismo de embutir, importante para manter a plataforma de popa livre quando não está em uso. E ainda há um chuveirinho de água doce, dois cunhos de amarração, tomada de cais e dois corrimãos em forma de arco firmemente fixados (um em cada bordo), que, além de oferecerem segurança, acrescentam um toque de estilo, tornando o perfil do casco mais elegante.

                                                      Cockpit bem resolvido

                                                      Um pequeno degrau separa a plataforma de popa do cockipt, que, por sua vez, é um dos pontos fortes dessa 30 pés, devido à inteligente distribuição dos sofás — as pessoas não ficam batendo as pernas umas nas outras enquanto estão sentadas. Além dos sofás da proa, há três outros na área social, todos com paiol sob o assento e servidos por porta-copos, para que ninguém derrame bebida nos estofados. Ao lado do posto de comando há mais um sofá, este para duas pessoas, com porta-copos ao lado e — atenção para o detalhe — uma vigia de ventilação embaixo. E ainda sobra um espaço generoso para a circulação das pessoas, devido ao arranjo bem-bolado.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      A targa conta com uma pequena cobertura (de fibra) para o piloto e a capota de lona que se estende sobre ela — item opcional, mas que todo mundo deve pedir — cobre toda a área de convivência, o que é importante nos dias de sol mais escaldante ou de chuva.

                                                       

                                                      No posto de comando, que fica em uma posição mais elevada, a boreste, com banco duplo, a visibilidade é total. Mesmo que uma pessoa muito alta se acomode nos sofás da proa, o piloto não tem a visão obstruída. O encosto do banco de pilotagem é rebatível, o que significa mais conforto nas viagens mais longas, e o para-brisa fecha parcialmente, para que o vento não incomode quem estiver nas partes central e traseira do cockpit. Porém, a distância entre o assento e o volante pode ser apertada, dependendo da altura do piloto.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      O painel de instrumentos tem espaço para um eletrônico de 9 polegadas. Está bem-posicionado, assim como a bússola, centralizada em relação ao comandante, que também tem boa visão dos relógios do motor, facilitada ainda mais pelo tom escuro do painel, que evita reflexos nos olhos do piloto. E não faltam aqueles toques de praticidade, como lugar para guardar o celular, a carteira e pequenos objetos, além de tomada USB e um ótimo apoio para os pés revestido de EVA.

                                                       

                                                      No de porão da Ventura 300 Crossover versão popa, na ausência do motor de centro, sobra espaço para o armazenamento de uma infinidade de coisas. Ou seja, é um senhor paiol! O tanque de combustível, de inox, tem capacidade de 270 litros. Já o de água comporta 100 litros, o que não é muito — o ideal seria que fosse de pelo menos 150 litros.

                                                      Cabine funcional

                                                      Na cabine, com pé-direito de 1,93 metro na entrada (bem alto até para o padrão americano que pretende atender, já que esta lancha também será exportada para os EUA), o acesso é facilitado pela escada com degraus largos. Lá dentro, o banheiro (com 1,83 m de altura e ventilação natural) é completo e a cozinha tem uma bancada com pia, armário, espelho e espaço para uma geladeira elétrica (item opcional). E ainda há um quarto de meia-nau (com vigia e duas janelas) para dois adultos e uma criança dormirem, em uma cama de casal que mede 1,57 m x 2,00 m, o equivalente a uma similar doméstica. O acesso a esse cômodo exige certo esforço, uma vez que o pé-direito é baixo. Já as janelas laterais favorecem a iluminação natural. Porém, para a ventilação, seria melhor se houvesse mais duas vigias, uma em cada bordo. O fato de não ter camarote de proa joga o centro de gravidade mais para baixo, favorecendo a navegação, como se verá adiante.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Como navega

                                                      Embarcamos na Ventura V300 Crossover em dia lindo de sol, de mar calmo e sem vento, na Baía de Guanabara. A lancha estava equipada com dois motores Yamaha de 200 hp cada. A bordo havia duas pessoas, 100 litros de água e mais da metade da capacidade do tanque de combustível.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Ágil e forte, em poucos segundos, os motores alcançam 23 nós, a 3.500 giros, que foi a sua velocidade de cruzeiro baixo, com consumo de 45 litros/hora. Com 4.000 rpm, a lancha corta as águas a 29 nós. Um pouco mais de manetes e ela alcança 33 nós, a 4.500 rpm, que foi a sua velocidade de cruzeiro alta, com o consumo de 85 litros/hora. Sem aliviar os manetes, a 6.000 giros, os dois Yamaha de 200 hp cada levaram a V300 à velocidade máxima, que foi 42 nós, com o consumo de 128 litros/hora. Nada mal para uma lancha de uso diário, que tem como principal objetivo os passeios diurnos em família ao longo da costa. O melhor de tudo é que, durante todo tempo, o barco se manteve seguro e confortável, mesmo com ondulações.

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Com o tanque cheio e motor em cruzeiro econômico, dá para sair do Guarujá e chegar a Ilhabela, ou do Rio a Angra, com sobra de combustível. Quer se aventurar ainda mais longe? Vale pensar em um tanque extra. No fim das contas, depois de tudo isso, qual propulsão combina melhor com a Ventura 300 Crossover? Cada sistema tem seus prós e contras, e a escolha segue no campo da preferência — com a certeza de que, seja qual for, a satisfação do dono está garantida.

                                                      Características técnicas

                                                      • Velocidade máxima: 42 nós (a 6 000 rpm);
                                                      • Cruzeiro econômico: 23 nós (a 3 500 rpm);
                                                      • Aceleração: 10 segundos (até 20 nós);
                                                      • Autonomia: 124 milhas (a 3 500 rpm) ;
                                                      • Potência: 2 x motor de popa de 200 hp.

                                                      Preço

                                                      A partir de R$ 599 mil, com um motor de centro-rabeta de 300 hp.

                                                      Pontos Altos

                                                      • Cockpit bem aproveitado;
                                                      • Área de proa aconchegante;
                                                      • Navegação ágil e macia.

                                                      Pontos Baixos

                                                      • Pé-direito na área da cama central;
                                                      • Tanque de água poderia ser maior;
                                                      • Escadinha de popa sem tampa de proteção.

                                                      Como ela é

                                                      • Comprimento total: 9,25 metros;
                                                      • Boca: 2,83 m;
                                                      • Borda livre na proa: 1,22 m;
                                                      • Borda livre na popa: 1,22 m;
                                                      • Pé-direito na cabine: 1,93 m;
                                                      • Altura no banheiro: 1,83 m;
                                                      • Ângulo do V na popa: 18 graus;
                                                      • Tanque de combustível: 270 litros;
                                                      • Tanque de água: 100 litros;
                                                      • Capacidade dia: 16 pessoas;
                                                      • Pernoite: dois adultos e uma criança;
                                                      • Motorização: 2 x 200 a 250 hp, de popa.

                                                      Detalhes da navegação

                                                      A 3.500 giros, a V300 Crossover encontra seu ritmo de cruzeiro baixo, atingindo 23 nós com estabilidade e conforto. Com dois motores Yamaha de 200 hp cada, a lancha mostra agilidade impressionante, acelerando rapidamente sem sacrificar a suavidade da navegação.

                                                      Desempenho técnico da Ventura V300 Crossover. Foto: Revista Náutica

                                                      Detalhe por detalhe: confira mais fotos!

                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                                        Relacionadas

                                                        Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                        Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                        Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                        Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                        Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                        Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                        Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                        Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                        Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                        Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                        This Is It: conheça o maior catamarã a motor disponível para charter no mercado

                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        “É isso.” Simples assim, a tradução livre do nome do maior catamarã a motor disponível para charter no mercado — segundo a International Yacht Company (IYC) — não revela a magnitude do This Is It. São 143 pés (43,5 metros) de comprimento carregados de personalidade, desde o formato côncavo no exterior até os interiores inspirados no design de carros de luxo.

                                                        Sob gestão da IYC, o iate pode ser alugado a partir de 350 mil euros por semana (cerca de R$ 2,2 milhões, na cotação de fevereiro de 2026) ou arrematado por 46 milhões de euros (aproximadamente R$ 282,3 milhões).

                                                        This Is It, maior catamarã a motor disponível em charter no mercado, segundo a IYC. Foto: IYC / Divulgação

                                                        À primeira vista, o This Is It pode ser descrito como inovador, assimétrico e provocador. Longe do desenho tradicional, que remete aos navios de luxo, o catamarã chama atenção pelo perfil arredondado nas laterais e pela proposta arquitetônica totalmente fora do padrão.

                                                         

                                                        Na popa, a assimetria é o que mais se destaca: uma escada em recorte diagonal, piscina descentralizada e área de refeições com vista para fora — mas posicionada em um ângulo igualmente “desalinhado” — reforçam a proposta de romper padrões.

                                                        Visual da popa do This Is It é uma das mais inconfundíveis na embarcação. Foto: IYC / Divulgação

                                                        Embora a própria configuração de catamarã já amplie o volume interno, o This Is It consegue ir além. Com quase 48 pés (14,5 metros) de boca, entrega nada menos que 758 GT de volume interno e áreas externas generosas. A embarcação atinge 17 nós de velocidade, com cruzeiro em 15 nós, graças a dois motores de 2636 hp (cada) movidos a diesel.


                                                        Apesar da imponência, a homologação é para 12 hóspedes, atendidos por uma tripulação de 16 pessoas. As laterais, quase totalmente envidraçadas, somam mais de 600 m² de superfície em vidro, permitindo conexão constante com o exterior, independente de onde estiver a bordo.

                                                        Laterais do catamarã This Is It são quase que totalmente em vidro. Foto: IYC / Divulgação

                                                        São cinco suítes para convidados e uma suíte master que mais parece uma residência privativa em dois níveis, com terraço panorâmico, closet e pé-direito de 3,3 metros. A privacidade garantida no maior cômodo, por sua vez, é comum em todos os ambientes — o que, segundo a IYC, faz parte do conceito da embarcação.

                                                        Suíte master. Foto: IYC / Divulgação

                                                        As áreas comuns reforçam essa proposta: spa, cinema, lounges, bares, academia e amplos espaços de convivência poderiam acomodar todos os convidados ao mesmo tempo sem sequer parecerem lotados. À noite, o projeto de luzes transforma o iate em um espetáculo à parte, com refletores e LEDs azuis que realçam a silhueta futurista.

                                                        Luzes azuis abrilhantam o visual externo do This Is It à noite. Foto: IYC / Divulgação

                                                        Em tanto espaço, o arsenal de brinquedos aquáticos do This Is It acompanha a grandiosidade. A lista conta com uma imponente lancha de apoio Technohull Alpha 50, dois jets, quatro Seabob F5, duas pranchas de wakeboard Jobe Vanity, um eFoil, um Jobe Seascooter e um caiaque inflável para duas pessoas.

                                                        Estruturas aquáticas expandem a experiência a bordo do catamarã. Foto: IYC / Divulgação

                                                        Além dos brinquedos, ainda há estruturas que expandem a experiência sobre a água, como doca dupla para jets, piscina marítima salgada de quase 20 m² e plataforma com rede suspensa.

                                                         

                                                        No fim, tantos detalhes e um visual impossível de ignorar só confirmam o próprio nome do catamarã: This Is It.

                                                        Veja mais detalhes do This Is It:

                                                        Assimetria está entre os grandes diferenciais do This Is It. Na foto, a proa da embarcação vista de cima. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Áreas comuns do This Is It são amplas, podendo receber todos os 12 convidados ao mesmo tempo. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Área de refeições voltada à popa do catamarã. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Bar externo no This Is It. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Área interna de socialização. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Toalete da suíte master. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Lounge com espreguiçadeiras ao ar livre. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Luzes do catamarã criam ambiente ainda mais sofisticado à noite. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Barco de apoio do This Is It é um Technohull Alpha 50, de 50 pés. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Todas as cabines para convidados têm banheiro privativo. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Cabine para hóspedes no This Is It. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Área de spa. Foto: IYC / Divulgação
                                                        Academia. Foto: IYC / Divulgação

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                                          Relacionadas

                                                          Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                          Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                          Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                          Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                          Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                          Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                          Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                          Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                          Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                          Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                          Vapor Catalão: praia de Santa Catarina “esconde” navio naufragado há mais de 115 anos

                                                          17/02/2026

                                                          No Farol de Santa Marta, em Santa Catarina, estão escondidos os destroços de um barco que se perdeu no tempo e foi carcomido pela maresia. Há quase 115 anos, o navio Vapor Catalão se encontra afundado próximo à praia da região, onde ainda é possível ver o que sobrou do naufrágio e conhecer um pouco de sua origem.

                                                          Se engana quem pensa que esse “segredo” está num destino escondido — longe disso. Localizada em Laguna, no sul de Santa Catarina, a praia reúne milhares de turistas durante o verão. Poucos deles, porém, chegam a avistar os escombros do navio.

                                                          Destroços do Vapor Catalão, afundado em Santa Catarina. Foto: João Baiuka/ YouTube/ Reprodução

                                                          Tudo começou — ou melhor, terminou — na madrugada de 13 de março de 1911, quando os moradores foram surpreendidos com uma notícia: um navio havia naufragado em Laguna. O acidente ocorreu por volta das 2h da manhã, quando o barco encalhou ao sul do Farol de Santa Marta.

                                                           

                                                          Segundo Vlamir Guedes, jornalista e historiador que investiga naufrágios reais na região, as informações colhidas à época identificaram o navio como o Vapor Catalão, de 4 mil toneladas, que havia pertencido à Companhia Transatlântica Argentina, mas que fazia a sua primeira viagem com a bandeira brasileira. Partindo de Buenos Aires, o barco tinha como destino os estados do Rio de Janeiro, Bahia e Pará.

                                                           

                                                          A embarcação era um paquete (navio de passageiros e correio com rotas fixas) de 100 metros de comprimento e 12 metros de largura, construído pelo estaleiro inglês Stephenson Robert & Co. Hebbun-On-Tyne, em 1889 — um tipo de barco que havia se tornado popular no século 19.

                                                          Como aconteceu o naufrágio de Laguna

                                                          A tripulação era composta por 50 pessoas, enquanto o comandante do navio foi Lúcio Duarte Valente. De acordo com o documento oficial feito pelo capitão, o naufrágio ocorreu por condições climáticas, causadas pela “correnteza oceânica e a cerração que havia naquela fatídica noite”.

                                                          Desenho ilustrativo de um paquete a vapor do século 19. Foto: Blog do Vlamir Guedes/ Reprodução

                                                          Valente teria se perdido em meio ao clima hostil, a ponto que nem mesmo o navio a vapor (isso é, que utiliza a pressão do vapor d’água para propulsão) conseguiu impedir o naufrágio. Assim, antes mesmo de chegar ao seu destino, o barco encalhou na Praia de Cigana e Cardoso, em frente ao Ilhote do Cardoso.

                                                           

                                                          Felizmente, segundo o historiador Vlamir Guedes, toda a tripulação humana teria sido resgatada com vida e levada até o Centro de Laguna, ficando por lá durante 17 dias até partir para o Rio de Janeiro — o último destino da viagem –, no dia 31 de março.

                                                          Por outro lado, a embarcação não carregava apenas humanos. Segundo registros da época, o Catalão transportava 800 carneiros e 190 bois em seus porões. “Alguns desses animais de pura raça, como uma vaca holandesa e uma égua de puro sangue”, destacou o jornalista.

                                                          Peixes entre os escombros do navio. Foto: Instagram @joaobaiukafarol/ Reprodução

                                                          A maioria dos animais foi salva e desembarcou ali mesmo, em Laguna, local do naufrágio, permanecendo na praia ou solta nos campos vizinhos. Porém, muitos não tiveram a mesma sorte e morreram antes de serem socorridos.

                                                           

                                                          Em publicação do jornal O Albor, no dia 31 de março daquele ano, foi anunciada a partida do navio “Oceano” rumo ao Rio de Janeiro, que zarpou de Laguna com o que tinha sido recuperado do naufrágio, os tripulantes e os oficiais da embarcação. Entretanto, o periódico não informou se todos os animais salvos seguiram nos porões ou se parte deles permaneceu na praia — sendo provavelmente negociados por lá.

                                                          Corpo embalsamado e marinheiros “esquecidos”

                                                          Além de humanos e animais, o navio carregava consigo histórias — e uma delas bem triste. A bordo do Vapor Catalão vinha também um corpo embalsamado da filha de um coronel de sobrenome Fragoso, que havia integrado a Casa Militar do ex-presidente do Brasil, Afonso Pena.

                                                           

                                                          Falecendo em terra estrangeira, a criança estava sendo levada para ser sepultada no seu país natal. A mesma edição do periódico O Albor não informou o nome e nem a causa da morte da menina. Já o jornal O Dia, de Florianópolis, edição do dia 18, trouxe mais informações.

                                                          Farol de Santa Marta. Foto: Prefeitura de Laguna/ Divulgação

                                                          “O caixãozinho deu à praia no lugar do sinistro. Sabendo da ocorrência o governador do estado telegrafou ao superintendente municipal da Laguna, Oscar Pinho, solicitando que o caixão fosse recolhido e posto à disposição dos parentes da criancinha”, noticiou o jornal.

                                                           

                                                          Não há informações de jornais da época se o caixão teria seguido sua viagem com o restante da tripulação até o Rio de Janeiro. “Imaginemos que também seguiu viagem em busca da paz do seu campo final de repouso, em sua terra natal”, disse o jornalista Vlamir Guedes.

                                                           

                                                          Outra história envolve o “abandono” de três marinheiros. De acordo com o jornal O Dia, na edição de 2 de abril de 1911, três tripulantes do naufrágio em Laguna tinham se apresentado na Capitania dos Portos da Capital. Eles foram deixados no munícipio catarinense pelo comandante “em abandono e sem pagar-lhe as soldadas (salários)”. O trio seguiu ao Rio de Janeiro pelo paquete “Sírio”.

                                                          O passado ensina

                                                          O naufrágio de Laguna trouxe lições para as autoridades. No mesmo ano do ocorrido, o Capitão de Fragata Tito Alves de Brito, dos Portos de Santa Catarina, solicitou ao Governo Federal a instalação de uma linha telefônica ligando o Farol de Santa Marta à Estação Telegráfica do centro da cidade.

                                                          Naufrágio do Vapor Catalão filmado de cima. Foto: Instagram @joaobaiukafarol/ Reprodução

                                                          “O Farol, de tamanha importância para segurança marítima, ficava isolado. Todo e qualquer acidente, principalmente naufrágios, uma constante naquela região, dependia de comunicação via terrestre ou marítima pelo Rio Tubarão e Lagoa até ao centro da cidade. Ou a cavalo, por caminhos quase sempre tomados por cômoros de areia”, explicou Guedes.

                                                           

                                                          Em 16 de julho daquele ano, o telégrafo foi anunciado. Em 1937, já com o equipamento instalado, outro barco afundou perto daquela região, próximo ao Farol de Santa Marta.

                                                           

                                                          Atualmente, restaram apenas os destroços do Catalão. Mas sua história segue viva, por mais que muito bem escondida e rodeada por peixes nas águas de Santa Catarina.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                                            Relacionadas

                                                            Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                            Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                            Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                            Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                            Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                            Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                            Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                            Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                            Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                            Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards

                                                            GP de Miami da Fórmula 1 terá “superiate” como “arquibancada”; ingressos chegam a R$ 500 mil

                                                            Espaço ficará na polêmica "marina falsa" do circuito, com direito a culinária francesa e vista privilegiada das curvas 5 e 9

                                                            16/02/2026

                                                            Além da alta velocidade em uma disputa de tirar o fôlego, a Fórmula 1 também é sinônimo de luxo e exclusividade — e no GP de Miami, em 3 de maio, nos Estados Unidos, essa fama promete ganhar ainda mais força. Por lá, os visitantes mais afortunados poderão assistir à corrida de dentro de um “superiate” realista construído dentro da “marina falsa” do circuito, com visão privilegiada e ingressos custando até R$ 500 mil.

                                                            Desde que estreou no circuito, em 2022, o GP de Miami tomou as manchetes não só pelos astros que pilotam algumas das máquinas mais rápidas do mundo, mas também pela tal “marina falsa” — que sequer tem água de verdade. Em 2024, embora os iates atracados por ali fossem reais, eles “flutuavam” em água artificial, criada a partir de uma placa de madeira revestida com vinil azul.

                                                            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

                                                            Dando de ombros para as piadas acerca do assunto, neste ano, a organização do evento foi ainda mais além. Entre as curvas 5 e 9 do circuito, que estão entre os trechos mais requisitados da disputa, estará instalado um “superiate” realista com 80,4 metros de comprimento, 29,2 m de largura e até 15,2 m de altura, elaborado pela MSC, uma das patrocinadoras da corrida.

                                                            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

                                                            A embarcação soma 2.972 m², distribuídos em cinco níveis, cada um com atrações diferentes. O mais “premium” deles promete ser o que a organização classificou como “cabanas privativas”. Por lá, os visitantes poderão desfrutar de uma experiência de jantar inspirada na culinária francesa enquanto assistem à corrida com visão de 360º da pista no ponto mais alto da “embarcação”.

                                                            Visitantes do espaço contarão, inclusive, com uma piscina. Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

                                                            O espaço é comercializado em um lote de até 20 ingressos, cada um custando US$ 4,75 mil, cerca de R$ 25 mil na cotação de fevereiro de 2025 — quando somados, o valor chega aos US$ 95 mil, quase R$ 499,1 mil. Vale destacar que foram colocadas à venda nove cabanas deste tipo.


                                                            Já os ingressos para as demais áreas desse superiate da Fórmula 1 são vendidos individualmente, com preços que variam entre US$ 3,9 mil (R$ 20,4 mil) e US$ 4,7 mil (R$ 24,6 mil). Também é possível assistir à prova no trecho da marina sem estar dentro do barco: qualquer portador de ingresso terá acesso a uma área elevada na parte interna da curva 7 do circuito.

                                                            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

                                                            O GP de Miami marcará a 6ª corrida da temporada de 2026, que começa em março, na Austrália, passando por China, Japão, Bahrein e Arábia Saudita antes de atracar nos EUA. Neste ano, a prova chega à quinta edição, tendo como maior vencedor o holandês Max Verstappen, com dois triunfos.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                                              Relacionadas

                                                              Nova lancha aposta em tecnologia híbrida e energia solar otimizada para maior autonomia na água

                                                              Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias

                                                              Heineken é a cerveja oficial do Rio Boat Show 2026

                                                              Grupo Heineken, um dos patrocinadores do evento, escolheu a "verdinha" para levar frescor e bons brindes à experiência do público

                                                              Menos sol, menos gasto: como a proteção solar a bordo preserva materiais e reduz o consumo de combustível

                                                              Separamos dicas especiais para lidar com as consequências dos raios solares sem renunciar à vista do mar, de quebra, economizando combustível

                                                              Como no cabelo humano, carapaças de tartarugas guardam informações e fornecem "visão" do passado

                                                              Estudo analisou como o casco desse animais pode ajudar a entender os efeitos das mudanças ambientais em espécies marinhas

                                                              Concurso premia fotos mais engraçadas da natureza desde 2015; confira vencedoras até aqui

                                                              Separamos 11 fotos premiadas que arrancaram gargalhadas do público do Comedy Wildlife Photography Awards