Iniciativa aposta no DNA ambiental para encontrar soldados perdidos no mar

Projeto testa uso de eDNA para localizar restos de mais de 40 mil militares americanos desaparecidos no mar desde a Segunda Guerra Mundial

06/03/2026

O fundo do mar esconde mistérios que vão além da vida marinha desconhecida pela ciência. Suas profundezas também são berço de vidas humanas perdidas — embora jamais esquecidas. E é em prol delas que uma iniciativa ambiciosa quer usar DNA ambiental (eDNA) para encontrar, especialmente, soldados perdidos no mar.

O ponto de partida para essa busca é o Grumman TBF Avenger, um avião de guerra que repousa desde 1944 no fundo do porto de Saipan, nas Ilhas Marianas do Norte. Estima-se que a aeronave, agora já coberta de corais e parte do ecossistema marinho, tenha caído após a Batalha de Saipan, confronto decisivo da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

Um Grumman TBF Avenger (1942). Foto: Governo dos EUA/ Wikimedia Commons / Reprodução

O avião levava três tripulantes, dos quais apenas um sobreviveu à queda. Os restos mortais dos outros dois nunca foram recuperados, como é o caso de centenas de outros soldados que ainda não puderam encerrar o ciclo da vida nas memórias dos entes queridos.

 

Por outro lado, o local onde habitam agora atua como uma espécie campo de testes de uma tecnologia que pode transformar a busca por militares desaparecidos no mar. Isso porque a Agência de Contabilização de POW/MIA da Defesa dos EUA (DPAA) tem a missão de localizar mais de 40 mil soldados americanos presumidamente perdidos no oceano desde a Segunda Guerra Mundial.

 

E, para enfrentar um dos ambientes mais desafiadores do planeta, que não cansa de desafiar a ciência, como é o fundo do mar, a agência aposta no chamado DNA ambiental, ou eDNA.

Uma busca pelo invisível

O eDNA nada mais é do que o material genético que organismos vivos — ou mortos — liberam no ambiente. Logo, ele pode ser encontrado na água, no solo ou em sedimentos, sem a necessidade da recuperação física de ossos ou objetos pessoais.

Imagem ilustrativa. Foto: wirestock / Envato

A técnica já é utilizada em pesquisas de conservação desde 2008, quando identificou uma espécie invasora de rã-touro (Lithobates catesbeianus) na França, depois que métodos tradicionais falharam. Em terra, também ajudou arqueólogos a extrair DNA humano de sedimentos com dezenas de milhares de anos, sobretudo em cavernas.

 

No oceano, porém, o cenário é outro. Variáveis como correntes, temperatura, profundidade e a própria movimentação da água tornam a preservação do DNA muito mais incerta.

O projeto-piloto

Em parceria com o Instituto Oceanográfico Woods Hole e o Centro de Biotecnologia da Universidade de Wisconsin, a DPAA conduziu um estudo entre 2022 e 2023 em 12 naufrágios — sete aeronaves abatidas e cinco navios — em três ambientes distintos:

  • águas rasas e profundas de Saipan (Pacífico ocidental);
  • Lago Huron, na fronteira entre EUA e Canadá;
  • costa de Palermo, na Itália.

Os locais incluíam tanto pontos de interesse militar quanto naufrágios comerciais. A coleta, por sua vez, envolveu amostras de água e de sedimentos do fundo do mar — essa última, a etapa mais difícil, especialmente em áreas de recife rochoso, como no Avenger.

 

A equipe teve o próprio DNA catalogado e utilizou equipamentos de proteção durante o trabalho, para evitar que o ambiente fosse “contaminado” com o DNA deles mesmos.

Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source / Envato

Entre 2023 e 2024, o material foi analisado por meio de metagenômica, técnica que sequencia todo o DNA presente na amostra, seja ele humano ou não. O principal desafio desta etapa foi distinguir DNA humano antigo, possivelmente ligado a restos mortais de décadas atrás, de material recente, deixado por mergulhadores ou nadadores, por exemplo.

 

Para driblar esse obstáculo, os pesquisadores levaram em conta que, após a morte, o DNA se fragmenta. Assim, sequências com menos de 150 pares de bases são consideradas degradadas, enquanto fragmentos ainda menores, com cerca de 40 pares de bases, sugerem material mais antigo. Com o método, os estudiosos conseguiram detectar e diferenciar DNA humano degradado de sequências contemporâneas.


Em sedimentos de duas aeronaves (na lagoa de Saipan e na Itália), foram encontradas altas concentrações de fragmentos curtos, justamente em áreas onde se suspeita da presença de restos humanos. Em cada caso, uma amostra apresentou abundância significativamente maior que as demais, indicando possível capacidade de apontar áreas específicas de interesse.

 

Como era de se esperar, as amostras de sedimento se mostraram mais informativas que as de água, já que o fundo marinho é menos sujeito à dispersão que a coluna d’água. De qualquer forma, para os pesquisadores, trata-se de uma “prova de conceito”: é possível recuperar DNA humano degradado e diferenciá-lo do recente em ambiente subaquático.

Perguntas em aberto

O estudo, porém, não recuperou restos mortais nos locais analisados. Sem escavações direcionadas às áreas onde houve maior concentração de DNA antigo, não foi possível confirmar se os sinais estão, de fato, associados a ossos humanos. O relatório final, inclusive, recomenda novas escavações, mas ainda não há decisão sobre a continuidade.

Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source / Envato

Por outro lado, os dados também trouxeram um resultado inesperado. Em águas frias e profundas (em Saipan e no Lago Huron), amostras de controle, coletadas em áreas sem suspeita de restos humanos, apresentaram maior concentração de fragmentos antigos de DNA humano do que os próprios pontos investigados.

 

A hipótese é que o material genético possa se acumular devido a esgoto, chuva ou ao fato de que humanos estão presentes em praticamente todos os ambientes, liberando constantemente traços de DNA, especialmente em águas frias, onde esse material pode se conservar por mais tempo.

 

A análise também identificou microrganismos possivelmente ligados à decomposição e genes associados a moléculas presentes em pele, cartilagem e vasos sanguíneos, mas a relação direta com restos humanos ainda precisa ser comprovada.

O que pode mudar

Hoje, a DPAA depende de escavações subaquáticas longas e caras, que podem durar meses. O eDNA não identifica indivíduos nem substitui exames forenses tradicionais, mas pode funcionar como ferramenta preliminar para indicar presença ou ausência de material humano antes de uma operação complexa.

 

A agência avalia os resultados com cautela e também aguarda dados de outro projeto piloto que utiliza drones submarinos e aprendizado de máquina. Para os pesquisadores, o método ainda está no “reino do possível”. Para as famílias dos desaparecidos, ele não representa uma solução imediata — mas pode, no futuro, tornar mais precisa e eficiente a busca por aqueles que jamais voltaram do mar.

 

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    Casco expansor que se acopla ao jet será uma das atrações do Rio Boat Show 2026

    O Raptor Boat é fabricado pela Edy Jet's Náutica, que detém parque fabril próprio em Magé (RJ). Evento acontece de 11 a 19 de abril

    “Transformar sua moto aquática em uma verdadeira embarcação de lazer”. Essa é a proposta do Raptor Boat, um tipo de casco expansor que ganha ares de lancha ao acoplar um jet como propulsão. O modelo inovador poderá ser visto de perto durante o Rio Boat Show 2026, que acontece de 11 a 19 de abril na Marina da Glória.

    A ideia de aproveitar a potência do jet de modo a oferecer mais espaço e conforto foi da Edy Jet’s Náutica, que se inspirou em um modelo do tipo já existente, da francesa Sealver. O Raptor Boat, contudo, foi redesenhado com engenharia própria para atender às demandas do mercado brasileiro, tudo isso em um parque fabril próprio no município de Magé, na Baixada Fluminense (RJ).

    Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

    Segundo a fabricante, o projeto teve início em 2020 e, após dois anos de desenvolvimento técnico e testes rigorosos, a primeira unidade foi comercializada em 2022. De lá para cá, já são 15 unidades na água.

    A recepção foi extremamente positiva, com ampla aceitação do público e reconhecimento do mercado náutico como uma solução inovadora e versátil– destacou a Edy Jet’s à NÁUTICA

    Como é o Raptor Boat

    Esse casco expansor que estará no Rio Boat Show 2026 faz com que o jet consiga transportar até sete pessoas em 5 metros de comprimento e 2,30 metros de largura.

    Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

    Conforme destacou a Edy Jet’s, o Raptor Boat é compatível com diversos modelos de moto aquática (exceto SeaDoo Spark e Yamaha VX 1100), embora, para melhor desempenho na navegação, seja recomendado o uso de jets acima de 130 hp.

    Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

    O proprietário tem à disposição itens como luzes de navegação, âncora manual, som bluetooth marinizado, tanque de água doce, mesa, churrasqueira, guarda-mancebo em inox, toldo e ombrelone.

     

    Comercializado exclusivamente no Brasil, o casco custa a partir de R$ 70 mil. Interessados em mais informações podem entrar em contato através do WhatsApp pelo número (21) 96453-1792 e conferir o produto pessoalmente durante o Rio Boat Show 2026.


    Rio Boat Show 2026

    O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

    Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

     

    É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

    Garanta seu ingresso com desconto!

    Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

    Anote aí!

    RIO BOAT SHOW 2026

    Quando: de 11 a 19 de abril;

    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

    Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

    Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

     

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      Filhote de tubarão gravemente ameaçado de extinção nasce em aquário no Paraná

      Tubarão-galha-branca-oceânico nasceu ao final de janeiro de 2026 no recém-inaugurado AquaFoz, em Foz do Iguaçu

      Uma espécie criticamente ameaçada de extinção ganhou um pequeno respiro de vida dentro de um aquário. Trata-se de um filhote de tubarão-galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus), que nasceu em Foz do Iguaçu, no Paraná — mais precisamente, nas dependências do recém-inaugurado AquaFoz.

      O tubarão, classificado pela lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como criticamente ameaçado de extinção em escala global, nasceu no final de janeiro de 2026 com 1 kg e 60 centímetros de comprimento, conforme comunicado divulgado pelo aquário.

      Foto: OldakQuill / English Wikipedia / Wikipedia Commons / Reprodução

      Esse foi o primeiro animal a nascer no AquaFoz, inaugurado em novembro de 2025. A instituição afirmou que irá manter o tubarão fora do circuito de visitação do público, sob acompanhamento diário de biólogos e veterinários.

      Vídeo mostra filhote em aquário isolado / Reprodução

      A mãe do filhote, batizada de Carol, também passa bem. Ela, aliás, já morava em um aquário antes mesmo da inauguração, tendo sido transferida do AquaRio (aquário no Rio de Janeiro) em um tipo de intercâmbio, que visa fortalecer práticas de manejo, pesquisa e conservação.

      O filhote está super bem, ativo e se alimentando normalmente-Rafael Santos, um dos integrantes da equipe, em nota

      Conforme detalhou o comunicado, o protocolo de cuidados do predador inclui monitoramento comportamental, controle alimentar e avaliações clínicas periódicas.

      Conheça a espécie

      Característico de águas tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, o tubarão-galha-branca-oceânico é facilmente reconhecido pelo corpo robusto e pelas longas barbatanas com pontas claras (brancas), especialmente a dorsal e as peitorais, que lhe dão o nome comum.

      Foto: Cvf-ps / WikimediaCommons / Reprodução

      A espécie, que pode atingir até 3,9 metros de comprimento e pesar 170 kg — embora a maioria dos indivíduos registrados meça entre 2,5 e 3 metros na fase adulta —, vive predominantemente em mar aberto, longe de zonas costeiras rasas, circulando da superfície até cerca de 150 metros de profundidade. Apesar da natação lenta, trata-se de um predador oportunista, que pode nadar grandes distâncias em busca de alimento.

       

      O animal, aliás, é um predador de topo: sua dieta inclui principalmente peixes ósseos pelágicos (como atuns, cavalas e mahi-mahi), lulas e outros cefalópodes. Ele também pode consumir stingrays, tartarugas marinhas, aves e moluscos.


      Na reprodução, a gestação dura de 10 a 12 meses e pode render até 15 filhotes. Contudo, as fêmeas atingem a maturidade sexual apenas entre seis e nove anos. Além disso, o ciclo reprodutivo tende a ser bienal, o que limita a capacidade de reposição populacional.

       

      Esse fato corrobora para que a espécie, que já foi considerada uma das mais abundantes nos oceanos tropicais, sofra declínios drásticos de população, especialmente devido à captura acidental e à pesca comercial, esta principalmente pela alta demanda por suas barbatanas.

      A reprodução em aquários ajuda?

      Em instituições sob cuidados humanos, como nos aquários, a chamada conservação ex situ (fora do local, no caso, o habitat natural do animal) permite acompanhar de perto etapas raramente observadas na natureza, como acasalamento, gestação e parto, o que contribui para pesquisas sobre biologia, comportamento e manejo.

      Foto: Peterkoelbl / WikimediaCommons / Reprodução

      Especialistas em conservação, contudo, ponderam que iniciativas ex situ não substituem medidas in situ. A recuperação populacional do galha-branca-oceânico depende, sobretudo, de proteção efetiva dos habitats naturais e de regulação rigorosa da pesca em alto-mar — principais fatores por trás do declínio da espécie.

       

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        Novidade: Grupo OKEAN passa a produzir a recém-lançada Ferretti Yachts 940 no Brasil

        Iate de 28,97m é tido como o 2ª maior barco em fibra de vidro produzido em série no país. Modelo será desenvolvido na fábrica da OKEAN em Itajaí (SC)

        05/03/2026

        Na noite desta quinta-feira (5), o mercado náutico brasileiro ganhou mais uma grande estrela. Trata-se da Ferretti Yachts 940, último modelo lançado pela marca italiana globalmente, que agora passará a ser produzido em solo brasileiro pelo estaleiro OKEAN — o único do mundo autorizado a fabricar os barcos da Ferretti Yachts fora da Itália, com fábrica própria em Itajaí, em Santa Catarina.

        O anúncio, feito em uma cerimônia na sede de São Paulo do Iate Clube de Santos, coloca o Brasil mais uma vez em evidência como polo relevante da indústria náutica internacional. Não à toa, para Roberto Paião, CEO do Grupo OKEAN, a chegada do iate ao país “simboliza um novo momento para o mercado náutico nacional”.

        Produzi-lo no país, como o único estaleiro autorizado da marca fora da Itália, reforça não apenas a maturidade do consumidor brasileiro, mas a excelência industrial do Grupo OKEAN e sua relevância no cenário náutico global– destacou em comunicado

        Giordano Pellacani, CCO Ferretti Group; Roberto Paião, CEO do Grupo Okean; e Nercio Fernandes, fundador do Grupo Okean. Foto: Revista Náutica

        Conheça a Ferretti Yachts 940

        A Ferretti Yachts 940 é agora a segunda maior embarcação em fibra de vidro produzida em série no Brasil, de acordo com a marca, estando atrás apenas da FY 1000, também construída pelo estaleiro OKEAN e já testada por NÁUTICA. São 28,97 metros (95 pés) de comprimento total e 6,76 metros (22 pés) de boca máxima, ou largura. A título de curiosidade: a FY 1000 soma 30,13 metros de largura e 6,81 metros de boca.

        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

        O novo modelo adota o conceito widebody em sua categoria, isto é, quando a superestrutura da embarcação ocupa praticamente toda a largura do casco, sem deixar passagens laterais externas, ampliando a volumetria interna. A cabine master, aliás, está posicionada no convés principal, em largura total. Para a Ferretti, a solução prioriza privacidade e iluminação natural.

        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

        A integração entre interior e exterior é reforçada por amplas superfícies envidraçadas, incluindo janela de altura total na área de jantar. O salão principal, com quase 30m², conecta-se ao cockpit por meio de uma porta deslizante em vidro, ampliando a área social.

        É um modelo que combina arquitetura sofisticada, engenharia de alto desempenho e o padrão construtivo que consagrou a marca internacionalmente– detalhou Paião em comunicado

        Já no flybridge, com cerca de 50m², o layout contempla lounge, mesa para refeições e cozinha gourmet, com opção de hard top fixo ou lâminas móveis. Na proa, o solário e o lounge em formato de “C” complementam os espaços de convivência.

        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação
        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

        As linhas externas, por sua vez, assinadas pelo designer italiano Filippo Salvetti, buscam destacar a horizontalidade do projeto, enquanto os interiores, desenvolvidos pelo estúdio IdeaeItalia, apresentam duas propostas (clássica e contemporânea) com foco em materiais e acabamentos alinhados ao padrão da fabricante.

        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação
        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

        Equipado com dois motores MAN V12 de 2200 hp cada, o modelo alcança até 27 nós de velocidade máxima, conforme detalha a marca. Ainda segundo a Ferretti, com certificação CE Classe A, o projeto atende aos mais altos padrões de segurança e navegação em mar aberto.

        Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

        FY 1000: o maior barco em fibra de vidro produzido em série no Brasil

        Com quase 100 pés, a Ferretti Yachts 1000 — ou simplesmente FY 1000 — já é produzida na fábrica em Itajaí. O modelo impressiona de ponta a ponta, com nada menos que cinco suítes refinadas, acabamentos de altíssimo padrão e um flybridge de brilhar os olhos, com acesso direto à proa.

         

         

        Essa verdadeira casa flutuante estampa a edição 397 da Revista Náutica, em que os apaixonados por esse universo podem conferir cada detalhe do iate em mais um grande teste NÁUTICA feito pelo especialista Márcio Dottori.

        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

        Para conferir, basta ir até a banca mais próxima ou acessar gratuitamente o app de NÁUTICA na loja de aplicativos do seu celular — App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Pelo app, assinantes têm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.

         

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          Florestas marinhas, essenciais no combate à crise climática, passam por “desmatamento” silencioso

          Formadas especialmente pelos sargaços, elas exercem papel ecológico e econômico nos ecossistemas costeiros, incluindo sequestro de carbono

          No ambiente terrestre, já estamos cansados de saber que as florestas são essenciais para mitigar a crise climática. O que poucos sabem é que algo semelhante acontece nos oceanos, com as chamadas florestas marinhas — estas, formadas por algas, especialmente pelo sargaço. De qualquer forma, o importante aqui é: nenhuma das duas têm conseguido escapar dos efeitos do aquecimento global.

          A situação das florestas marinhas, contudo, é ainda mais delicada. Isso porque quando pensamos nos impactos das mudanças climáticas no oceano, não são bem elas que veem à mente. O mais comum é imaginar corais embranquecendo, o nível do mar subindo ou espécies marinhas em risco de extinção — o que, de fato, também acontece, claro.

           

          Mas esse negligenciamento perante a um grupo de organismos fundamentais para o equilíbrio dos oceanos pode custar ainda mais caro.

          Mas afinal, o que são sargaços?

          Os sargaços são macroalgas marrons do gênero Sargassum. Suas florestas marinhas, assim como as florestas em terra firme, exercem “mil e uma funções” essenciais para a vida — até por isso o nome semelhante.

          Foto: Image-Source / Envato

          Isso porque essas algas conseguem criar habitats muito produtivos, com direito a estruturas complexas. “Florestas marinhas” foi o nome dado justamente a esse ambiente, que costuma crescer sobre fundos rochosos próximos ao litoral de modo vertical, dada a procura por luz.

           

          Essa floresta subaquática ajuda a sustentar múltiplas cadeias alimentares, sendo de suma importância ecológica e econômica nos ecossistemas costeiros. Existem ainda espécies de sargaço flutuantes (Sargassum natans e Sargassum fluitans), que formam um tipo de “ilha” em mar aberto — falamos deles e de seus impactos aqui.

          Alga da espécie Sargassum fluitans. Foto: Susan K. Jackson / via Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

          Em ambos os casos, estamos falando de uma estrutura que fornece refúgio, alimento e áreas de recrutamento para uma grande variedade de peixes, tartarugas, invertebrados e até outras algas — com uma pitada especial.

           

          O sargaço também ajuda a combater a crise climática, uma vez que cresce rápido, acumulando biomassa e aumentando o estoque de carbono azul — carbono (CO2) retirado da atmosfera e armazenado em ambientes marinhos. Parte desse CO2 ainda se deposita no fundo do oceano, contribuindo para o sequestro a longo prazo. Ou seja, ele atua diretamente na remoção do excesso de carbono do ambiente.

          Como as florestas marinhas estão sendo “desmatadas”

          O vilão dessa trama não poderia ser outro: o aquecimento global. E a máscara desse personagem tão presente na história foi revelada por um estudo publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de Pisa.

          Foto: glmory / iNaturalist / Reprodução

          Segundo a análise, o avanço do aquecimento global pode colocar as florestas de Sargassum em risco de desaparecimento. A explicação está, justamente, na projeção do aumento da temperatura nas próximas décadas. Com isso, essas macroalgas devem passar a crescer menos, realizando, assim, menos fotossíntese e tendo sua capacidade de fixar carbono reduzida. Isso, aliás, já está acontecendo.

           

          Observações mostraram que as florestas marinhas vêm diminuindo significativamente em regiões tropicais e subtropicais — e podem encolher mais com o aquecimento global —, ainda que algumas espécies consigam migrar para áreas mais frias.


          O estudo destaca que, embora esses ecossistemas sejam altamente vulneráveis, eles seguem amplamente negligenciados em políticas de conservação, pesquisa e monitoramento, especialmente nas regiões onde sofrem os impactos mais intensos do aumento de temperatura. Isso ficou claro, por exemplo, na COP30.

           

          Durante a conferência em Belém, o Brasil apresentou o chamado Pacote Azul, parte da Agenda de Ação no “Eixo 2 – Florestas, Biodiversidade e Oceano”, ligado à Meta 7, que trata da preservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e costeiros. Essa iniciativa reúne cinco ocean breakthroughs: Conservação Marinha, Energia Renovável Oceânica, Transporte, Alimentos do Mar e Turismo Costeiro, e prevê investimentos de ao menos US$ 72 bilhões até 2030 para proteger, restaurar e conservar 30% do oceano.

          Foto: kent_miller / iNaturalist / Reprodução

          O documento, que destaca ecossistemas considerados estratégicos para a resiliência climática e a biodiversidade, como recifes de corais, manguezais, florestas de kelps, marismas e gramas marinhas, não abrange as florestas de sargaço, ainda que sua relevância ecológica e climática seja comprovada.

           

          Esse acontecimento, diante dos olhos do mundo, comprova que os oceanos ainda não têm sua relevância para o bem-estar do planeta devidamente considerada. Quem perde, é a Terra.

           

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            Novidade no Rio Boat Show 2026: Azov prepara estreia da Z290C no salão náutico

            Estaleiro pernambucano aposta em barcos de 26, 29 e 38 pés para o evento, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

            De 11 a 19 de abril, o Rio Boat Show 2026 promete reunir barcos para todos os gostos na Marina da Glória, sobre as águas da icônica Baía de Guanabara. Entre eles, estarão três lanchas de 26 a 38 pés da pernambucana Azov Yachts, que prometem abraçar desde quem busca por uma lancha de entrada até o público que almeja dar o próximo passo.

            Entre os barcos confirmados pela empresa está a nova Z290C. Lançada no São Paulo Boat Show 2025, a lancha atracará pela primeira vez no salão carioca. Além dela, a Z380 Open e a Z260 Open são outros modelos garantidos no salão náutico mais charmoso da América Latina.

            Conheça mais dos barcos da Azov Yachts no Rio Boat Show 2026

            Azov Z290C

            Mais recente novidade do estaleiro pernambucano, chegou a vez da nova Z290C estrear no Rio Boat Show. Ao todo, são 9 metros de comprimento e 3,11 metros de boca (largura), em uma lancha cabinada que oferece conforto, layout inteligente e sensação de amplitude. O barco acomoda até 14 pessoas a bordo, sendo 4 para pernoite.

             

             

            Segundo a marca, a lancha garante uma navegabilidade segura mesmo fora do mar calmo, ao mesmo tempo em que carrega, na parte interna, um espaço social amplo, ideal para bons momentos de socialização. Na motorização (de popa) são três opções: um motor de 300 hp, um de 350 hp ou dois de 200 hp cada.

            Azov Z260 Open

            Menor barco da marca no evento, a Z260 Open não deve em nada aos maiores. Com 8,40 metros de comprimento e boca máxima de 2,80 metros, a 26 pés é capaz de acomodar até 14 pessoas durante o dia, ao passo que entrega uma popa totalmente aproveitável, com espaço livre para lazer.

             

             

            A lancha tem até três opções de motorização: um motor de 250 hp, um de 300 hp ou dois motores de 200 hp cada (novidade da marca). Tudo isso em um barco pensado para facilitar a condução e entregar estabilidade, conforme destaca a Azov.

            Azov Z380 Open

            Com 12,15 metros de comprimento, essa 38 pés será a maior embarcação da Azov no Rio Boat Show 2026. O barco tem capacidade para até 16 pessoas em passeios — uma no pernoite — , um amplo solário de proa, área compatível com uma lancha de day use e um cockpit que permite relaxar durante a navegação, segundo o estaleiro.

            Azov Z380 Open será o maior barco do estaleiro no Rio Boat Show 2026. Foto: Azov/ Divulgação

            Por falar em navegação, esse modelo, como destaca a marca, tem boa navegabilidade em águas abertas, com alta performance e conforto. O barco pode ser equipado com até dois motores de 200 hp cada; um motor de 300 hp ou até um modelo de 350 hp — tudo a gosto do cliente.

            Rio Boat Show 2026

            O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

            Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

            Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

             

            É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

            Garanta seu ingresso com desconto!

            Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

            Anote aí!

            RIO BOAT SHOW 2026

            Quando: de 11 a 19 de abril;

            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

            Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

            Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

             

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              Nem só barco, nem só carro: conheça o veículo anfíbio que cumpre os dois papéis

              WaterCar EV chega a 56 km/h com motor Mercury e 40 km/h através de propulsão elétrica. Modelo ainda pode ser rebocado "sem reboque"

              Estender o uso de um barco para além das águas, alcançando o asfalto, foi por muito tempo uma grande utopia. A norte-americana WaterCar, porém, agora mostra que essa é a mais pura realidade, com o que chama de “primeiro veículo anfíbio do mundo legalizado para circular em vias públicas”, o WaterCar EV.

              A lancha de 19 pés, construída artesanalmente no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, promete se transformar em um tipo de “carro” elétrico de baixa velocidade “com o simples toque de um botão”. Veja em ação:

               

               

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              Uma publicação partilhada por WaterCar (@watercars)

              Modo barco

              Para se aventurar sobre as águas, o WaterCar EV conta com a potência de um motor de popa Mercury Pro XS de 115 hp, capaz de alcançar até 56 km/h. Até por isso, a marca considera que trata-se de um modelo esportivo.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              O casco, por sua vez, chega em uma peça única de alumínio revestida com epóxi, preenchida com espuma. O fundo em V, conforme detalha a empresa, permite que a embarcação plane rapidamente, mantendo um ângulo de trimagem sólido ao passo que corta as ondas com facilidade.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Diferentemente da maioria das embarcações de esporte e recreio tradicionais, a estrutura não é feita em fibra de vidro, mas sim com ligas de grau marítimo e aeroespacial, soldadas interna e externamente com tecnologia de arco pulsado, além de ferragens e sistema hidráulico em aço inoxidável. A tecnologia, de acordo com a WaterCar, não flexiona o casco, bem como não o deixa rachar ou absorver água.

               

              A embarcação transporta até quatro pessoas. Como era de se esperar em um barco desse porte, não há cabines ou banheiro.

              Modo “carro”

              Pilotar a embarcação na estrada promete ser uma experiência semelhante a de dirigir um carro comum. Isso porque o WaterCar tem sua dirigibilidade auxiliada por uma suspensão independente, com molas helicoidais, além de direção elétrica assistida.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Na propulsão do asfalto, o barco conta com um sistema selado, certificado para uso marítimo e à prova d’água, com bateria de 48 volts que garante até 40 km/h — 32 km de autonomia.

               

              O carregamento, segundo a marca, pode ser feito em uma tomada doméstica padrão de 110V, para uma carga completa de 6 a 8 horas.

              Reboque sem reboque

              Embora possa circular em vias públicas, alguns destinos vão exigir que o WaterCar seja rebocado. Para isso, a marca promete um “reboque sem reboque”. Na prática, a embarcação de 6 metros de comprimento (1,98 metro de largura) pode se conectar a um veículo de reboque usando um engate já incluso.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Funciona assim: depois de conectar o barco ao veículo, basta acionar um botão que levantará as rodas dianteiras. A partir do movimento do carro, a embarcação automaticamente deslizará suavemente sobre suas próprias rodas traseiras. A marca garante que a carroceria foi projetada para “suportar milhares de quilômetros de reboque”, ainda que de uma maneira prática e compacta.

              Quanto custa?

              Ter um WaterCar EV para chamar de seu passa por três passos. No primeiro deles, o interessado deve escolher a configuração desejada. São duas: uma sem motor de popa ou componentes náuticos, e outra totalmente equipada.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Depois é preciso “começar a projetar”, como define a fabricante. Nessa etapa, o cliente escolhe uma entre as duas opções de layout: a série Signature Design, uma coleção limitada de cores exclusivas, criadas pela equipe de design interna da marca (e tida como recomendada); ou um design de cores personalizado, em que o interessado seleciona as opções para o exterior e o estofamento.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Por fim, o pedido pode ser feito a partir de um depósito reembolsável de US$ 5 mil (cerca de R$ 25,6 mil na conversão de fevereiro de 2026), que garante um lugar na fila de produção. Segundo a marca, independentemente das escolhas, os preços dos modelos começam em US$ 140 mil, aproximadamente R$ 717 mil.

              Especialidade da casa

              Embora o WaterCar EV seja tido pela marca como o primeiro veículo anfíbio legalizado para circular em vias públicas, esse não é um dado oficial. O modelo recebe esse título porque não é só um veículo que consegue andar na rua e na água, mas sim por ter sido projetado e homologado desde o inicio para cumprir as normas legais de circulação terrestre e de navegação.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              De qualquer forma, a WaterCar já soma anos de experiência quando o assunto é levar veículos da terra para as águas. Fundada em 1999, a marca se consolidou como referência global no desenvolvimento de carros e barcos híbridos, mantendo um forte legado de engenharia própria e desempenho comprovado — já são mais de 27 patentes tecnológicas e vários recordes reconhecidos, incluindo registros no Guinness World Records.

              Foto: WaterCar / Divulgação

              Todos os veículos são construídos à mão na instalação da empresa no sul da Califórnia. Inclusive, a excelência artesanal é um grande pilar da WaterCar, sendo uma forte filosofia da marca.


              Veículos anfíbios no Brasil

              No Brasil, para rodar em ruas e estradas, o veículo anfíbio precisa ser homologado para uso rodoviário (atender normas técnicas de segurança, iluminação, freios etc.); ter registro, licenciamento e placa conforme as regras do Conselho Nacional de Trânsito; e ainda ser conduzido por motorista com habilitação válida.

               

              Além disso, para navegar na água, também deve cumprir as exigências da Marinha do Brasil, como registro da embarcação e habilitação náutica adequada (dependendo do modelo e do uso).

               

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                Pesquisas apontam ostras e vieiras como soluções naturais de combate ao aquecimento global

                Cientistas veem como esperança a quantidade de carbono sequestrado por bivalves durante a vida útil; entenda

                Por: Nicole Leslie -
                04/03/2026

                Com a aceleração das mudanças climáticas e da acidificação dos oceanos, a busca por estratégias eficazes para mitigar o aquecimento global tem sido intensificada. Pesquisas recentes identificaram em ostras e vieiras (tipos de moluscos bivalves) uma capacidade notável de atuar como sumidouros de carbono por simplesmente removerem dióxido de carbono (CO₂ ou gás carbônico) da água e, dessa forma, ajudar a estabilizar as temperaturas do planeta, onde esse gás é um dos grandes vilões.

                Um estudo publicado no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA, em setembro de 2025, posiciona a ostreicultura como uma solução inteligente e natural para diminuir o gás carbônico da atmosfera.

                Fazenda de criação de ostras no mar. Foto: leungchopan / Envato

                A pesquisa observou que fazendas de ostras-do-pacífico (Crassostrea gigas) aceleram a bomba biológica marinha. O processo, segundo o próprio estudo, sequestra o carbono da atmosfera para o oceano através do aumento da produção de matéria orgânica e sua posterior deposição em sedimentos.

                 

                Em outras palavras, é como se as ostras fossem filtros que limpam o excesso de carbono da água, transformando um gás que esquenta o planeta e acidifica o mar em matéria sólida (corpo e concha) e em sedimentos que ficam guardados no fundo do oceano.

                Ostras. Foto: Tania232323 / Envato

                Outro dado revelado pelo estudo é que o carbono líquido sequestrado pelas ostras é 2,39 vezes maior do que o carbono armazenado em suas conchas. Além da ajuda no combate ao aquecimento global, a prática fortalece a segurança alimentar ao oferecer uma fonte de proteína de baixo impacto ambiental.


                Complementando essa visão, uma análise global publicada na revista científica iScience, em fevereiro de 2026, revela o crescimento robusto desse setor. Entre 2010 e 2022, a produção global de moluscos bivalves cultivados aumentou 53%, o que gerou um salto de 42% na remoção líquida de carbono do oceano, atingindo 1,29 milhão de toneladas anuais.

                 

                Nesse cenário, as vieiras e ostras foram apontadas como os tipos de bivalves com o maior potencial de remoção de gás carbônico da atmosfera. Diferente do mexilhão-canivete, por exemplo, que gera bastante carbono devido à alta respiração.

                Vieira aberta. Foto: picturepartners / Envato

                A eficiência da “tecnologia natural” que ostras e vieiras carregam é comparável ao sequestro de carbono de 0,28 a 0,32 milhão de hectares de reflorestamento anual, segundo a análise. O valor desse serviço ambiental é estimado em aproximadamente US$ 493 milhões por ano, com base em mercados de créditos de carbono, também de acordo com a própria pesquisa.

                 

                Apesar dos benefícios, os pesquisadores ressaltam que a gestão das conchas desses bivalves precisa ser estudada para maximizar os benefícios de sequestro de carbono. Isso porque a incineração delas libera muito carbono para a atmosfera — e por isso o aconselhado é evitar a queima.

                Vieiras. Foto: Sun-Shock / Envato

                A solução seria reutilizar as conchas como suplementos agrícolas, na construção civil ou no tratamento de água. Dessa forma, o material seria aproveitado sem impactar a atmosfera negativamente com gases de efeito estufa.

                 

                Por fim, o estudo também sugere que, no futuro, as ostras e vieiras passem por um processo de melhoramento genético a fim de liberar ainda menos CO₂ durante sua vida útil, sem impactar a eficiência alimentar.

                Ostras abertas. Foto: azgek / Envato

                São por estudos como estes que a criação de bivalves como ostras tem se mostrado uma estratégia inteligente para preservar recursos naturais, produzir alimentos e, de quebra, ainda mitigar os impactos do aquecimento global contra um dos principais gases de efeito estufa: o gás carbônico.

                 

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                  Rio Boat Show 2026: Triton Yachts aposta no sucesso da linha Flyer para o salão náutico

                  Estaleiro já confirmou dois modelos da linha no evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                  O Rio Boat Show tradicionalmente reúne dezenas de barcos das principais marcas do Brasil — e até do mundo — sobre as águas da Baía de Guanabara. Se destacar entre tantas opções pode ser um desafio, por isso, a Triton Yachts apostará no sucesso de sua linha Flyer para atrair olhares durante o salão.

                  O evento, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, já tem dois modelos do estaleiro paranaense confirmados. São eles: Triton Flyer 44 e Triton Flyer 38 HT.

                   

                  Conforme revelou à NÁUTICA Allan Cechelero, diretor de marketing da marca, as lanchas da linha (que vão dos 34 aos 44 pés) “têm inspiração na Europa e apresentam elementos como uma proa mais robusta e otimização dos espaços”. Conheça mais a seguir.

                  Lanchas da Triton Yachts no Rio Boat Show 2026

                  Triton Flyer 44

                  Já testada por NÁUTICA, a Triton Flyer 44 se destaca por carregar recursos geralmente vistos em embarcações maiores, a exemplo da área de popa, contemplada com um grande solário que ganha um aspecto ainda maior graças às duas plataformas laterais (beach club). Quando abertas, a largura do barco, de 4 metros, salta para 7 metros, sendo que a lancha tem 13,80 metros de comprimento total.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O modelo, ao estilo walk around, permite que tanto a popa quanto a proa sejam acessadas pelos dois bordos da embarcação. Na proa, aliás, um solário equipado com sofá e mesa dá aos passageiros a opção de curtir o espaço para além dos banhos de sol.

                   

                   

                  No cair da noite, até cinco dos 18 passageiros que o barco comporta conseguem descansar com tranquilidade em três cabines. As acomodações têm dois metros de pé-direito e são equipadas com dois banheiros de 1,95 metro de altura, ambos com box.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  A maior lancha da Triton no Rio Boat Show 2026 pode levar motorização tanto de centro, quanto de popa. Na primeira opção, são dois motores de 380 hp a gasolina ou dois de 400/440 hp no diesel. Já se a ideia for navegar com motores de popa, é possível equipar o barco com uma trinca de 300 hp a 400 hp.

                  Triton Flyer 38 HT

                  Outro sucesso da marca, com unidades navegando no Brasil e no exterior, a Triton Flyer 38 HT chega com 11,60 metros de comprimento (3,30 metros de largura). O modelo combina desempenho com soluções voltadas ao conforto a bordo, como uma cabine fechada com cama de casal e banheiro completo.

                  Foto: Triton Yachts / Divulgação

                  No convés, o projeto prioriza a convivência, com hard top, áreas integradas, espaço gourmet e plataformas laterais rebatíveis, que ampliam a área útil junto ao mar e facilitam o acesso para banhos e lazer. A lancha é homologada para até 14 pessoas durante o dia e cinco no pernoite. Na motorização, as opções a gasolina são dois motores de 300 a 380 hp, enquanto no diesel é possível optar por uma dupla de 270 a 320 hp.

                  Foto: Triton Yachts / Divulgação
                  Foto: Triton Yachts / Divulgação

                  Triton 32 Flyer

                  Além dos modelos da Triton já confirmados para o Rio Boat Show 2026, a marca ainda estuda apresentar um lançamento recente em águas cariocas: a Triton 32 Flyer. Lançada no São Paulo Boat Show 2025, a lancha cabinada de 32 pés (9,90 metros de comprimento e 2,90 metros de largura) se destaca pela abertura lateral a boreste, que mede 2 metros de comprimento por 1 metro.

                  Foto: Triton Yachts / Divulgação

                  A plataforma de popa, desimpedida — com motorização de centro-rabeta — garante bons recursos para um day use confortável, com espaços generosos para convivência. No cockpit, aliás, um sofá em L, a bombordo, com encosto rebatido, colabora para a formação de um segundo solário (o outro fica na proa).

                  Foto: Triton Yachts / Divulgação
                  Foto: Triton Yachts / Divulgação

                  Chama atenção também o pé-direito na cabine, de 1,98 metro. No banheiro, com box fechado, a altura cai para 1,80 metro, mas ainda assim é possível tomar banho em pé. Na motorização, as opções são:

                  • 1x 350 hp a 1x 380 hp (Gasolina);
                  • 2x 250 hp a 2x 350 hp (Gasolina);
                  • 2x 220 hp a 2x 300 hp (Diesel);
                  • 2x 250 hp a 2x 350 hp (Popa).

                  Rio Boat Show 2026

                  O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                  Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                   

                  É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                  Garanta seu ingresso com desconto!

                  Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                  Anote aí!

                  RIO BOAT SHOW 2026

                  Quando: de 11 a 19 de abril;

                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                  Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                  Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                  Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                   

                  Náutica Responde

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                    Barco de pesca é flagrado em unidade de preservação de Santos e reacende debate sobre fiscalização

                    Denúncias apontam falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Administração afirma que monitoramento é contínuo e integrado

                    Por: Nicole Leslie -

                    O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS), localizado a cerca de 40 km da cidade de Santos (SP), foi criado em 1993 com o objetivo de proteger uma área considerada de “extraordinária diversidade e abundância de vida marinha“. Com cerca de 5 mil hectares de proteção integral, a unidade é classificada como Parque Estadual dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), categoria composta por áreas de posse e domínio públicos, cuja visitação está sujeita às normas estabelecidas no Plano de Manejo e pelo órgão gestor.

                    Ainda assim, monitores ambientais e oceanógrafos que atuam na região acreditam que a área tem sido alvo recorrente de pescas ilegais e que o parque carece de fiscalização mais eficaz. A administração do PEMLS, por sua vez, afirma que o monitoramento é contínuo.

                     

                    O debate ganhou novo fôlego no último dia 15 de fevereiro, quando uma operadora de mergulho autorizada a atuar na unidade flagrou um barco de pesca dentro da área de proteção. No vídeo, que ultrapassa 15 mil visualizações, integrantes da operadora Pé de Pato alertam a embarcação de que a prática não é permitida no local. Após a abordagem verbal, o barco aparenta deixar a área.

                    Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Imagens: Virgilio Kbça @virgiliokbca via @pedepato_lajedesantos

                    Não houve autuação no caso específico, já que a embarcação não foi flagrada pela lancha oficial de fiscalização do parque. No entanto, de acordo com o Plano de Manejo do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, qualquer ato tendente à pesca é proibido na área. Isso significa que a simples posse de equipamentos como varas, iscas e anzóis já pode configurar infração, sendo passível de autuação nos termos da legislação ambiental vigente.

                     

                    Segundo a operadora de mergulho, o barco flagrado era de médio porte e tinha estruturas fixas voltadas à atividade pesqueira. A embarcação pôde ser identificada pela equipe que registrou o vídeo, mas detalhes não foram divulgados publicamente.

                     

                    Nas redes sociais, o episódio serviu como catalisador para que internautas relatassem já ter presenciado atividades semelhantes na região do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos em outras ocasiões, também envolvendo pesca ilegal. Sendo assim, tanto a operadora quanto usuários cobraram maior rigor na fiscalização da unidade.


                    Denúncias sobre a fiscalização

                    A NÁUTICA ouviu João Paulo Scola, proprietário da operadora Pé de Pato e monitor ambiental do PEMLS desde 1993. Para ele, um dos principais entraves da fiscalização está na logística da embarcação oficial destinada a isso.

                     

                    Atualmente, o barco utilizado nas ações de monitoramento está guardado no Iate Clube de Santos, sem custos para o Estado. Segundo Scola, o fato de a embarcação ficar visível em vaga seca ou molhada pode permitir que terceiros deduzam se haverá saída para fiscalização. “Se o barco está no seco, os pescadores sabem que não vai ter fiscalização”, disse. Isso porque a operação de colocar a lancha na água exige manobras específicas e tempo de preparo.

                     

                    Outro ponto levantado pelo monitor é a ausência de um sistema permanente de monitoramento remoto. Ele defende a instalação de câmeras com transmissão via satélite, que permitiriam vigilância 24 horas por dia e funcionariam como fator inibidor para que barcos de pesca entrem na área de preservação, uma vez que haveria provas concretas da navegação tendente à pesca em área de proteção ambiental.

                    Peixe na área do PEMLS. Foto: João Paulo Scola

                    Segundo Scola, o investimento seria viável diante da arrecadação do parque, que permite visitas turísticas mediante pagamento de taxa de R$ 19 por visitante, sempre acompanhados por empresas credenciadas.

                     

                    Ele também afirma que as fiscalizações tendem a seguir horário comercial, o que levaria pescadores a buscarem aproximação da Laje de Santos à noite. “Muitas vezes eles utilizam até radar para detectar movimentação de embarcações oficiais”, diz.

                     

                    Ao longo das décadas de atuação na região, Scola relata já ter presenciado denúncias que, segundo ele, não resultaram em punições efetivas. Seu papel enquanto monitor ambiental é informar as situações à administração do PEMLS. Não há dados públicos consolidados sobre o número de autuações ou apreensões recentes relacionadas à pesca ilegal no interior do parque.

                    Riscos ambientais

                    Para o biólogo marinho Eric Comin, também monitor ambiental do PEMLS, ainda há falta de conscientização sobre a importância de preservar uma unidade de conservação de proteção integral.

                    Cena submersa do PEMLS. Foto: Eric Comin

                    De acordo com o decreto que criou o Parque Estadual, a região exerce papel ecológico estratégico como área de refúgio, alimentação, reprodução e crescimento de diversas espécies marinhas. Além disso, abriga paisagens submarinas que tornam o ponto de mergulho “comparável aos melhores do mundo”, segundo o próprio documento.

                     

                    À NÁUTICA, Comin explicou que, embora a visitação pública seja permitida na unidade, a atividade ocorre sob regras rígidas para evitar impactos à fauna marinha e às aves que utilizam a laje como área de descanso e reprodução. Segundo ele, algumas espécies podem ser afetadas até mesmo pela simples perturbação do ambiente.

                     

                    “No caso de perturbação no local, algumas aves podem abandonar os ninhos e os filhotes ficarem expostos ao sol e a predadores”, afirmou. O biólogo também destacou a importância da biodiversidade marinha presente na área de proteção, que pode ser diretamente impactada por atividades de pesca — inclusive na modalidade “pesque e solte”, igualmente proibida na região.

                    Foto: João Paulo Scola

                    Apesar de sua área relativamente pequena quando comparada a outras unidades de preservação ao longo da costa brasileira, a ictiofauna da Laje de Santos (o conjunto de peixes locais) é composta por mais de 200 espécies, distribuídas em mais de 70 famílias.

                     

                    Segundo Comin, a presença geográfica da laje favorece a ocorrência de peixes oceânicos, tartarugas, baleias, golfinhos, raias e diversos outros vertebrados marinhos que utilizam daquele espaço como habitat durante rotas de migração.

                    Foto: Eric Comin

                    Essa abundância de vida, segundo especialistas, é o que também pode tornar a área alvo de pesca ilegal, seja por não se ter conhecimento sobre a importância dessa biodiversidade ou por simplesmente ignorá-la. “Pescar na Laje de Santos é uma covardia”, resumiu Comin.

                     

                    “A Laje de Santos funciona como fonte de ovos e larvas para a recolonização tanto do próprio local quanto de áreas degradadas pela exploração. É uma luta diária trabalhar com preservação e conservação marinha”, finalizou o biólogo.

                    Foto: João Paulo Scola

                    O que dizem as autoridades

                    A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), é o órgão responsável pela administração do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

                     

                    Em nota à NÁUTICA, a Fundação informou que o monitoramento da unidade é realizado de forma contínua e integrada, com uso de ferramentas de sensoriamento remoto e monitoramento via satélite, embora não tenha detalhado o sistema adotado. As ações de fiscalização, segundo o órgão, são realizadas rotineiramente por meio da embarcação oficial e em articulação com órgãos parceiros.

                     

                    A administração informou ainda que estudos técnicos para implementação de um novo sistema de vigilância por câmeras estão em desenvolvimento, com previsão de implantação no segundo semestre de 2026.

                    Parte de terra no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Foto: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo / Divulgação

                    Sobre a logística da embarcação, a Fundação afirmou que a guarda no Iate Clube de Santos não compromete o sigilo ou a eficácia das ações. “As missões de fiscalização são planejadas sob rigorosos protocolos de discrição e executadas de maneira estratégica”, declarou o órgão, que acrescentou que as denúncias recebidas são registradas, apuradas e incorporadas ao Plano de Fiscalização da unidade.

                     

                    A reportagem também questionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre eventuais investigações envolvendo o parque. Em resposta, o órgão informou que um procedimento que tratava de problemas na fiscalização do PEMLS “principalmente no que se refere às atividades de pesca clandestina e dos problemas relacionados à gestão do parque” foi arquivado em junho de 2023 pelo Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente da Baixada Santista.

                     

                    A Revista Náutica também perguntou à Polícia Militar Ambiental quanto a autuações realizadas na área de proteção ambiental, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                    Veja mais imagens da biodiversidade marinha no PEMLS

                    Foto: João Paulo Scola
                    Foto: João Paulo Scola
                    Naufrágio na área do parque estadual da Laje de Santos, que também serve como habitat para diversa espécies marinhas. Fotos: Eric Comin
                    Foto: João Paulo Scola

                     

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                      ONU oferece bolsas de estudo sobre Oceano e Direito do Mar; veja como se inscrever

                      O programa contemplará 11 bolsistas, que receberão subsídio mensal para estudar presencialmente na sede das Nações Unidas, em Nova York

                      03/03/2026

                      Atenção, amantes do oceano: a Organização das Nações Unidas (ONU) abriu convocatória para a edição de 2026 do Programa de Bolsas de Estudos sobre Oceano e Direito do Mar, que oferece quatro meses de treinamento presencial na sede da organização, em Nova York. O prazo para inscrições vai até o dia 22 de março.

                      O programa, organizado com apoio da Fundação Nippon, do Japão, é aberto a funcionários governamentais de países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) que estão envolvidos diretamente em assuntos relacionados ao direito do mar, incluindo a implementação do novo Tratado do Alto Mar.

                      Foto: ONU/ World Ocean Days/ Dani Escayola/ Divulgação

                      Além do treinamento presencial nos Estados Unidos, o programa oferecerá discussões em grupo, cursos e seminários online. Esse período de imersão em solo estadunidense está previsto para começar em setembro, estendendo-se até meados de dezembro de 2026.

                       

                      Para esse ano, o programa selecionará onze bolsistas, que contarão com subsídio mensal, seguro médico e passagens aéreas de ida e volta em classe econômica. Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas no site oficial.

                      Qual é o propósito?

                      O Programa de Bolsa de Estudos busca apoiar os países em desenvolvimento a abordar questões críticas e urgentes sobre temas oceânicos e direito do mar. O foco é tratar dos assuntos com base na Implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) de 1982, incluindo o Tratado do Alto Mar; e nas metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: Vida na Água.

                      Foto: GreensandBlues/ Envato

                      A bolsa da ONU visa, acima de tudo, o desenvolvimento dos países menos avançados, os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países sem litoral. A ideia é capacitar líderes nacionais com experiência limitada em assuntos oceânicos e direito do mar para que, assim, eles implementem o aprendizado do programa em seus países.

                       

                      De acordo com a ONU, o programa busca atingir um equilíbrio de gênero (50/50) e diversidade geográfica entre os participantes. Pensando nisso, candidaturas de mulheres são fortemente incentivadas — acomodações adequadas podem ser oferecidas, mediante solicitação, para pessoas com deficiência.

                      Quem pode se inscrever?

                      Segundo a ONU, as pessoas interessadas na bolsa devem ter entre 25 e 45 anos de idade, ensino superior completo e ser funcionário(a) público(a) de um país em desenvolvimento, em qualquer nível de governo. Além disso, devem lidar diretamente com questões críticas relacionadas a:

                      • Implementação da UNCLOS e de instrumentos correlatos;
                      • Implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 14: Vida na Água;
                      • Estabelecimento de zonas marítimas e delimitação de fronteiras marítimas;
                      • Políticas oceânicas nacionais e/ou regionais;
                      • Gestão da zona costeira;
                      • Conservação e gestão de recursos marinhos vivos;
                      • Transporte e navegação marítima;
                      • Segurança marítima;
                      • Proteção e preservação do meio ambiente marinho;
                      • Oceano e mudança climática;
                      • Ciências marinhas.

                      O programa deve contribuir, diretamente, para a formulação e/ou implementação, pelo Estado, de políticas e programas relativos a assuntos oceânicos e ao direito do mar. Além disso, o bolsista precisa estar livre de todas as obrigações que não sejam de membro durante todo o período de treinamento. Como as aulas são ministradas em inglês, é necessário ter domínio oral e escrito do idioma.

                      Como se inscrever?

                      Os interessados em se inscrever devem preencher os três formulários disponíveis na seção “APPLY NOW” da página do programa. São eles:

                      • Formulário de candidatura para o programa de estudo/pesquisa proposto, incluindo histórico pessoal e proposta;
                      • Formulário de nomeação;
                      • Formulário online.

                      Feito isso, é necessário enviar os três formulários preenchidos, juntamente à copia da página de identificação do passaporte, para o e-mail [email protected], com o assunto “2026 UNNF Small Island Developing States (SIDS) and Strategic Needs Fellowships.” O prazo para inscrição vai até 22 de março de 2026.

                      Os resultados serão comunicados individualmente aos candidatos selecionados e, posteriormente, publicados na seção de notícias da página do programa até o final de maio de 2026. Para mais detalhes sobre a bolsa de estudos, acesse o site oficial da ONU.

                       

                      Náutica Responde

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                        Sessa Marine aposta na faixa dos 40 pés para conquistar o público do Rio Boat Show 2026

                        Marca terá três sucessos de sua linha nas águas da Marina da Glória para o salão, que ocorre de 11 a 19 de abril

                        As águas da Baía de Guanabara terão, lado a lado, três sucessos da Sessa Marine durante o Rio Boat Show 2026. Os modelos, todos na faixa dos 40 pés, poderão ser conferidos de perto pelo público que atracar no evento de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.

                        Entre as lanchas — todas já testadas por NÁUTICA — está a Sessa F48, modelo que estreou com interior totalmente repaginado recentemente, no São Paulo Boat Show 2025.

                        As lanchas da Sessa Marine no Rio Boat Show 2026

                        Sessa F48

                        Inspirada na F47 italiana — e pensada pelo mesmo estúdio italiano que desenhou a nova F60 —, a lancha produzida em Santa Catarina recebeu adaptações ao gosto nacional, como plataforma de popa ampliada, móvel gourmet e cockpit maior.

                         

                         

                        São quase 49 pés (14,90 metros), espaço suficiente para até 16 pessoas durante o dia e seis no pernoite, distribuídas em três camarotes e dois banheiros. Entre os destaques está ainda um flybridge de 20 m², com teto rígido e opção de toldo elétrico. A propulsão leva dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 hp.

                        Sessa F42

                        Ainda na linha fly, a Sessa F42 também promete atrair olhares no Rio Boat Show 2026. O modelo integra cockpit, salão e popa em um ambiente fluido e acolhedor. São 13,20 metros de comprimento (4 metros de largura), que permitem a 14 pessoas curtirem comodidades como cozinha completa e uma aconchegante sala durante o dia, além de quatro no pernoite, em duas cabines.

                         

                         

                        Na motorização, as opções são dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.

                        Sessa C44

                        Já para quem prefere o conforto do hardtop, a Sessa C44 chega como uma boa opção. A lancha de 13,85 metros (4 metros de largura) leva até 14 passageiros — quatro no pernoite, em dois camarotes. Nesse espaço, o proprietário pode escolher entre duas configurações de cockpit: com solário e garagem para bote; ou duplo cockpit, com duas mesas que acomodam até 12 pessoas.

                         

                         

                        A navegação, por sua vez, se dá por dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou ainda dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.

                        Sessa KL40

                        Um outro modelo, embora ainda não confirmado, também pode dar as caras no salão: a Sessa KL40. Com uma proposta diferente das anteriores, essa center console tem como foco o lazer ao ar livre, embora não dispense o conforto interno.

                         

                         

                        Um dos destaques é o cockpit modular, que oferece versatilidade a partir de sofás com encostos que podem mudar de lado. Internamente, onde ficam dois camarotes, o pé-direito de 1,98 metro chama atenção. Na motorização, uma trinca de Mercury 400 hp Verado V10 promete dar conta do recado.


                        Rio Boat Show 2026

                        O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                        Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                         

                        É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                        Garanta seu ingresso com desconto!

                        Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                        Anote aí!

                        RIO BOAT SHOW 2026

                        Quando: de 11 a 19 de abril;

                        Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                        Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                        Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                        Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                         

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                          Este barco não está afundando: conheça as modernas embarcações auto-endireitáveis do Canadá

                          Vídeo de barco "se revirando" em vez de afundar é real e mostra modelos "inafundáveis" da Guarda Costeira Canadense; assista!

                          A imagem de um barco praticamente de ponta-cabeça pode até parecer montagem, mas não é. Trata-se de um dos modelos pertencentes à Guarda Costeira Canadense (CCG) que possuem a habilidade de se auto-endireitar — isto é, voltar à posição natural — mesmo em meio às condições mais extremas. Feito para atuar em ações de busca e salvamento, a embarcação não pode, em hipótese alguma, falhar na sua missão.

                          Desde 2017, a CCG tem parceria com a Hike Metal Custom Boats Manufactures, estaleiro localizado em Ontário que fabrica toda a frota de barcos da Classe Bay, categoria composta por embarcações de resgate projetadas para condições hostis. Cada modelo dessa classe é definido como “um bote salva-vidas que se auto-endireita”. Para entender melhor, veja com os próprios olhos o barco girar 360° e não afundar:

                           

                           

                          Segundo o estaleiro, todas as embarcações da categoria (dez ao total) medem 19 metros (63 pés) de comprimento e pesam 75 toneladas, com capacidade de operação a até 120 milhas náuticas da costa (222 km). Ainda de acordo com a Hike, a classe tem capacidade de suportar ondas de até 12 metros e condições de força 12 na escala Beaufort (definição meteorológica para um furacão).

                           

                          Além de resistirem a condições agressivas, como visibilidade zero e ondas gigantes, essas embarcações podem atingir velocidades de até 25 nós (cerca de 46 km/h) e acomodar uma tripulação de até quatro pessoas.

                          CCGS Mira Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação

                          Conforme emitido em comunicado pelo Governo do Canadá, os barcos são devidamente posicionados para um estado de prontidão em 30 minutos. Ou seja, assim que o alerta for acionado, haverá uma tripulação preparada para responder de maneira quase que imediata.

                          Prontas para a ação

                          Muito mais que um bote salva-vidas, os barcos “contorcionistas” do Canadá fornecem, além do salvamento imediato, buscas na água, operações de resposta ambiental e assistência a embarcações avariadas (isso é, um barco que sofreu um dano físico ou falha técnica que compromete o seu funcionamento).

                          Treinamento de busca e salvamento com o CCGS Pennant Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação

                          Ao todo, o catálogo de dez embarcações faz parte do chamado “Projeto SAR” (sigla para Search and Rescue), um programa de renovação em massa da frota de barcos de busca e salvamento da Guarda Costeira Canadense.

                          Segundo levantamento oficial, o projeto contribui para mais de 6 mil chamadas de assistência marítima anualmente, com média de 19 ocorrências de busca e salvamento por dia. O governo canadense ainda aponta que, em média, 13 pessoas são salvas diariamente.

                          CGCS McIntyre Bay. Foto: Wikimedia Commons/ Licença Creative Commons/ Reprodução

                          Confira a lista completa de embarcações auto-endireitáveis produzidas em parceria com o governo canadense (e quando foram entregues oficialmente).

                          • CCGS Pennant Bay – dezembro de 2017;
                          • CCGS McIntyre Bay – setembro de 2018;
                          • CCGS Sacred Bay – junho de 2019;
                          • CCGS Florencia Bay – outubro de 2020;
                          • CCGS La Poile Bay – agosto de 2021;
                          • CCGS Shediac Bay – maio de 2022;
                          • CCGS Gabarus Bay – dezembro de 2022;
                          • CCGS Barrington Bay– outubro de 2023;
                          • CCGS Groswater Bay – agosto de 2024;
                          • CCGS Mira Bay – setembro de 2025.

                          Para o Canadá, essa é uma iniciativa de sucesso. Segundo o governo, o projeto ajuda a reconstruir a indústria marítima do país, além de gerar empregos sustentáveis e, acima de tudo, “defender a soberania nacional e proteger os seus interesses no país e no exterior”.

                           

                          No entanto, eles não estão sozinhos com essa tecnologia: países como Reino Unido, França e Estados Unidos também possuem frotas composta por barcos auto-endireitáveis. Porém, nenhum deles ostentam um grupo tão novo quanto o do Canadá.

                           

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                            Disputada no último fim de semana, etapa australiana terminou com o Mubadala na 7ª colocação. Circuito no Brasil ocorrerá nos dias 11 e 12 de abril

                            02/03/2026

                            O Mubadala Brazil, time brasileiro no SailGP, chegará mais embalado do que nunca para a etapa histórica no Rio de Janeiro. A equipe verde e amarela encerrou neste domingo (1º) sua participação no KPMG Sydney Sail Grand Prix com o melhor desempenho da temporada 2026 até aqui, conquistando a 7ª colocação geral.

                            Nessa que foi a terceira etapa da temporada — a segunda na Austrália –, o Brasil conseguiu driblar os ventos leves, instáveis e altamente técnicos para conquistar bons resultados nas regatas e subir para a 11ª posição geral na classificação do campeonato.

                            Pouco vento, muita técnica

                            No sábado (28), sob cerca de 15 km/h de vento, o destaque ficou para a terceira regata do dia. Em uma chegada eletrizante, o Mubadala protagonizou uma ultrapassagem decisiva sobre o time britânico (Emirates Great Britain) nos momentos finais, garantindo a 4ª colocação — um dos melhores resultados da temporada até aqui. Nas demais corridas do dia, o time brasileiro terminou as regatas em 9º (regata 1), 6º (regata 2) e 9º (regata 4).

                            Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                            Já no domingo (1º), com o vento ainda mais fraco — a cerca de 8 km/h — e barcos configurados para condições de pouco sopros, a equipe entregou seu desempenho mais sólido da etapa: foram dois 5º lugares nas regatas 5 e 6, com direito a uma ultrapassagem nos segundos finais contra o time australiano (Bonds Flying Roos). No entanto, o melhor resultado do dia veio na regata 7, com mais um 4º lugar.

                             

                             

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                            Tamanhas dificuldades — principalmente pela falta de vento — fizeram com que Martine Grael, capitã do Mudabala Brazil SailGP e primeira mulher a liderar um time na liga, ressaltasse o nível técnico da etapa de Sydney que, segundo ela, exigiu “muita paciência e leitura de raia”.

                            Conseguimos fazer boas largadas, evoluir ao longo das regatas e disputar posições importantes até o final. Essa foi nossa etapa mais consistente da temporada até aqui, e isso nos dá confiança para o que vem pela frente– afirmou Martine

                            Além de Martine no comando, o time conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, o dinamarquês Rasmus Køstner como Flight Controller, o italiano Pietro Sibello como Wing Trimmer e os britânicos Paul Goodison (Estrategista), Richard Mason (Reserva) e Paul Brotherton (Coach).

                            Martine Grael lidera time brasileiro no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                            A vitória na etapa de Sydney ficou com os Estados Unidos (United States SailGP Team). A Grã-Bretanha (Emirates Great Britain) terminou na segunda colocação, enquanto a Espanha (Los Gallos) completou o pódio. Na tabela geral, a equipe britânica está em 1º, a australiana em 2º e a estadunidense em 3º.

                            Próximo destino: Rio de Janeiro!

                            Em ascensão após o 7º lugar na etapa de Sydney, melhor resultado do Mudabala Brazil em 2026 até o momento, a equipe brasileira chega embalada para o compromisso mais importante da temporada: o Enel Rio Sail Grande Prix, que está marcado para os dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.

                            Foto: Gary Oakley / SailGP

                            A etapa, antes mesmo de começar, já pode ser considerada histórica. Afinal, essa será estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o Mudabala Brazil competirá em casa, diante de sua torcida e sob os braços do Cristo Redentor. Vale lembrar ainda que a etapa brasileira era para ter acontecido na temporada passada, mas foi cancelada.

                             

                            Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix já estão disponíveis.

                             

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                              Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, viralizou ainda nos anos 2000 ao ser o cenário para o filme A Praia, com Leonardo DiCaprio

                              “Não espalha para não viralizar”. Em tempos digitais, essa frase é comum quando um destino remoto é divulgado nas redes sociais. Apesar disso, algo semelhante aconteceu ainda nos anos 2000, quando as redes sequer tinham essa importância. Foi através de um filme estrelado por Leonardo DiCaprio que a praia de Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, no sul da Tailândia, viralizou — e nunca mais foi a mesma.

                              O cenário paradisíaco foi o escolhido para o filme A Praia (2000), baseado no livro homônimo de Alex Garland, que conta a história da busca de um mochileiro por uma praia secreta intocada pelo turismo, tal qual, fora das telas, era Maya Bay. Veja bem: era.

                              Leonardo DiCaprio em ‘A Praia’ (2000). Foto: 20th Century Fox / Reprodução

                              Depois do filme, o local passou a receber até mais de 3 mil turistas por dia, todos em busca do cenário deslumbrante de águas transparentes cercadas por enormes paredões de calcários e areias finas e branquinhas que viram nas telonas.

                               

                              Para se ter uma ideia, em 2008, cerca de 171 pessoas visitavam Maya Bay diariamente. Em 2017, esse número saltou para 3.520, tudo isso em cerca de 300 metros de faixa de areia.

                              Foto: Mumemories / Envato

                              No mar, os barcos eram tantos que precisavam fazer filas para ancorar nas águas azul-turquesa. O local foi de um destino remoto para um ponto extremamente badalado, onde relaxar era quase impossível. O resultado não podia ser outro: a natureza pediu socorro. A parte boa, é que as autoridades ouviram.

                               

                              Os recifes de corais presentes por ali foram os principais atingidos. Em 2018, estima-se que só as âncoras dos barcos tenham destruído 50% deles. Assim, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia convocou uma reunião de gestão de crise, que culminou no fechamento de Maya Bay para o turismo no mesmo ano.

                              Foto: NaturesCharm / Envato

                              Inicialmente, a ideia era que a praia ficasse fechada por apenas quatro meses, com restrições na água para a aproximação de embarcações — que só podiam ancorar a 300 metros de distância — e também na areia. Os danos, porém, eram maiores do que se imaginava, e a praia só foi reaberta novamente em 2022.

                               

                              Naquele ano, registros de câmeras subaquáticas mostraram que os animais voltaram a povoar a região: além de peixes e caranguejos, os cientistas registraram ainda a presença de uma população de cem tubarões-de-ponta-preta (Carcharhinus melanopterus), que eram apenas seis em meados de 2018.


                              Desde então, a praia passa por fechamentos temporários constantes, que visam, justamente, preservar a beleza natural e a vida marinha presente na praia paradisíaca. As interdições costumam acontecer normalmente em agosto e setembro, quando o volume de visitações aumenta — mas podem variar.

                              Foto: fokkebok / Envato

                              Nas redes sociais, turistas que visitaram o local recentemente relatam que existem restrições na ancoragem dos barcos, bem como um limite para entrar no mar, que geralmente considera a água até o joelho. Sendo assim, se Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, estiver na sua lista de destinos para conhecer no mundo, procure saber, com antecedência, se ela estará aberta durante o seu período de visitação.

                               

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                                Por: Nicole Leslie -
                                01/03/2026

                                Em esportes de velocidade à vela, o vento é um baita aliado para melhores resultados. Mas a ventania, por si só, não basta: também é necessário dominar técnicas e teorias. Esses quesitos o francês Antonie Albeau já domina há alguns anos, e prova disso são os recordes mundiais que ele detém — incluindo o último, onde quase atingiu 100 km/h de velocidade.

                                O atual recorde de velocidade em windsurf (esporte que combina prancha de surf a uma vela) pertence a Albeau desde 1º de dezembro de 2024. Na ocasião, ele atingiu impressionantes 53,49 nós (99,06 km/h) de velocidade durante o campeonato Lüderitz Speed Challenge, na Namíbia. Assista:

                                 

                                 

                                Assim como o conhecimento prático e técnico do windsurfista, as tecnologias dos equipamentos utilizados também evoluem. Não à toa, o windsurfista é cofundador do Zephir Project, iniciativa que busca otimizar a performance nas águas justamente para renovar os próprios recordes mundiais.

                                Fotos: Instagram @antoinealbeau / Reprodução

                                O projeto alia tecnologia especializada a processos e materiais ecológicos. Assim, Antonie Albeau assume o papel de “testador-oficial” para as engenharias desenhadas por Marc Amerigo, também cofundador do Zephir Project.


                                Velocidades ultrapassadas e novos recordes

                                Embora o atual recorde de velocidade em windsurf atingida por atleta masculino pertença a Albeau, o windsurfista entrou para o Guinness World Records, o livro mundial dos recordes, em 2008, ao atingir 49,09 nós (90.91 km/h) de velocidade.

                                Foto: Peter Davis Photography via Instagram @alten_group / Reprodução

                                Depois, ele reestampou o Guinness outras duas vezes ao quebrar os próprios recordes na categoria: em 2012 atingiu 52,05 nós (96,39 km/h) e em 2015 chegou a 53,27 nós (98,65 km/h). Em 2024, ele conquistou o atual recorde de velocidade mais rápida em windsurf em 10 m² (masculino), mas não esconde o desejo de ir além — e, quem sabe, ultrapassar os famigerados 100 km/h.

                                Foto: Peter Davis Photography via Instagram @alten_group / Reprodução

                                Outro recorde mundial registrado no nome do francês Antonie Albeau é o de maior velocidade já registrada por um homem na prática de windsurf em uma milha náutica, que equivale a 1.852 metros. A velocidade de 44,12 nós (81,71 km/h) foi alcançada em La Palme, na França, em 30 de junho de 2023, e também verificada pelo Conselho Mundial de Recordes de Velocidade em Vela (WSSRC).

                                 

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                                  28/02/2026

                                  Há certos lugares que parecem um paraíso na Terra, seja pela estrutura impecável ou pela beleza natural de brilhar os olhos. De certa forma, St. Barthélemy (ou St. Barts, para os íntimos), atende aos dois critérios com rigor. A mágica ilha, que ostenta o metro quadrado mais caro do Caribe, atua como uma perfeita união entre o espetáculo náutico e o ultraluxo, sendo um recanto paradisíaco para os bilionários e seus enormes iates.

                                  Para se ter uma ideia, conforme destacou a YachtBuyer MarketWatch Intelligence, a celebração do Ano Novo de 2025-2026, período de maior alta no turismo na região, reuniu nada menos que 226 (!) iates, número 33% maior em relação ao ano anterior.

                                   

                                  O crescimento, aliás, não se resume “apenas” ao número de iates, mas também à dimensão deles. De acordo com o mesmo portal, o comprimento médio dos barcos saltou de 54,86 metros (179 pés) em 2024 para 56,82 metros (186 pés) em 2025. A essa altura, já deu para notar que o local funciona quase como uma passarela para os principais iates em atividade no planeta.

                                  Pôr do sol em St. Barts no final de ano de 2025. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  Por outro lado, além da badalação, a ilha atrai visitantes endinheirados também pela privacidade, como é o caso das celebridades que escolhem o destino para as comemorações de Réveillon. Por lá, os famosos podem exibir sua riqueza sem serem tietados e tampouco com a necessidade de seguranças sempre ao lado. Não à toa, St. Barts recebeu estrelas como Jeff Bezos, Bill Gates e Michael Jordan na última virada.

                                   

                                  O refúgio ainda é destino frequente para celebridades como Madonna, Beyoncé, Leonardo DiCaprio e outros astros de Hollywood — todos chegando na ilha por meio de jatinhos particulares ou embarcações de tirar o fôlego.

                                  Izabel Goulart, modelo brasileira, passou o fim de ano em St. Barts. Foto: Instagram @izabelgoulart/ Reprodução

                                  A festa começa à meia-noite do dia 31 de dezembro. As luzes portuárias se apagam, as dos barcos são acendidas, e tudo vira um espetáculo colorido nas águas, com centenas de iates transformando o local num verdadeiro desfile de luxo flutuante. Simultaneamente, ocorrem diversas festas privativas a bordo, com serviços personalizados e um visual que impressiona visto do alto. O “buzinaço” é a joia da coroa.

                                   

                                   

                                  Mas, afinal, quando essa pequena ilha no Caribe virou sinônimo de luxo e repouso para os principais iates?

                                  Um lugar para poucos

                                  Você com certeza já ouviu esse nome na escola: Cristóvão Colombo, o navegador que estabeleceu contato permanente com a América. Pois saiba que ele também foi o responsável por nomear a ilha como conhecemos hoje, ainda em 1493, em uma homenagem ao seu irmão mais novo, Bartolomeu. Naquela época, porém, o local não tinha nada de glamouroso — para se ter ideia, a energia elétrica só foi chegar em 1961.

                                  Os telhados vermelhos são bastante característicos da região. Foto: SeanPavone/ Envato

                                  Por muito tempo, os moradores trabalharam na ilha vizinha, St. Thomas, de onde traziam dinheiro para a família que residia em St. Barts. Na década de 1980, contudo, o pacato lugar teve seu primeiro boom por conta de uma visita ilustre: David Rockefeller, neto de John D. Rockefeller — considerado o empresário mais rico da história moderna, que chegou a dominar 90% de todo o refino e transporte de óleo nos Estados Unidos.

                                   

                                  Como dinheiro não era problema para o herdeiro do magnata, ele comprou 27 hectares da ilha e investiu na arquitetura local para que fosse seu “oásis particular”. Como era de se imaginar, a ida de David ao local influenciou outros ricaços, que começaram a visitar St. Barts e transformaram o destino em uma espécie de “clube dos bilionários” em busca de privacidade.

                                  Gustavia, capital de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato

                                  Pertencente à França desde 1877, o lugar foi ficando cada vez mais exclusivo aos ricos. A alta procura levou os valores de moradia para as alturas, fazendo com que muitos moradores nativos deixassem a ilha aos poucos. Nunca houve uma expulsão de fato, mas o custo de vida tornou-se tão inalcançável que as novas gerações não conseguiam permanecer.

                                   

                                  Apesar disso, mercados e comércios locais resistem na região, ainda que cercados por lojas de artigos de luxo que concorrem com os pequenos negócios. São eles os responsáveis por viabilizar a visita de quem deseja visitar a ilha mesmo sem sete dígitos na conta.

                                  Pelo céu ou pelo mar

                                  Aqui mora uma particularidade de St. Barts: apesar de todo estrelato, a infraestrutura que sustenta esse intenso turismo náutico não está na ilha, mas na vizinha St. Martin, também território da França. É lá que ficam o aeroporto e as zonas portuárias capazes de receber grandes aeronaves e megaiates.

                                  Aeroporto de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  O aeroporto de St. Martin é famoso por sua pista extremamente curta e perigosa, de apenas 650 metros. Entre as menores do mundo, a pista exige treinamento especial para os pilotos, que só têm três tentativas de pouso antes de uma reciclagem obrigatória.

                                  Avião passando próximo dos banhistas na praia de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  O local serve como um ponto de distribuição, uma vez que não há marina. Os turistas chegam em jatos grandes em St. Martin e depois pegam um “shuttle” (avião pequeno) ou um barco para St. Barts. Apenas aeronaves pequenas (monomotores ou turboélices de pequeno porte) e helicópteros pousam na região.

                                  Aeroporto Gustaf III, em St. Barts. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                  O voo saindo de St. Martin dura apenas de 10 a 15 minutos. É rápido, mas emocionante. Isso porque os aviões precisam passar raspando por uma colina (onde fica uma rotatória de carros) e tocar o asfalto rapidamente para não terminarem dentro da Baía de Saint Jean.

                                   

                                  Mas, convenhamos: se esse destino está aqui, é porque a melhor forma de chegar até ele é de barco. Partindo da ilha vizinha, de lancha rápida, o trajeto leva de 20 a 30 minutos (14 milhas de distância), enquanto um veleiro pode levar de 3 a 4 horas — a depender das condições de vento.

                                  St. Barts pelo olhar de um brasileiro

                                  O brasileiro Guilherme Guimarães, que vive no Caribe há 22 anos, contou à NÁUTICA sobre a experiência St. Barts no Réveillon. Morador da ilha vizinha, St. Martin, ele já virou o ano em meio a iates poderosos mais vezes do que consegue contar. Mas, para ele, todo ano é uma sensação única.

                                  Teve uma vez que eu dei uma volta lá, um pouco antes de meia-noite, num superiate de 120 pés– lembrou Guimarães

                                  Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  Para ele, já virou tradição passar a virada em família a bordo de algum barco — geralmente de amigos. De lá, segundo ele, é possível observar diversas embarcações ilustres. Só no ano passado, Guimarães registrou a presença do Koru (Jeff Bezos), Christina O (Onassis Yacht) e o Silver Fox (da filha do dono do Walmart).

                                  A pessoa que quer glamour tem que ir no Natal e no Ano Novo. Ela vai ver o auge do top– garantiu o quase caribenho

                                  Flagra do Black Pearl na ilha. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal
                                  Christina O avistado em St. Barts. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal
                                  Silver Fox tietado no Caribe. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal

                                  O brasileiro conta já ter presenciado verdadeiros desfiles de barcos, com performances de dança na popa dos iates, música ao vivo e muita, muita elegância. Além disso, passear pela ilha pode ser mais interessante do que se pensa, pois você pode dar de cara com celebridades a qualquer momento.

                                  A gente convive com tanta gente de dinheiro aqui, dinheiro de verdade, que você não se preocupa com isso– disse Guimarães

                                  A cultura náutica também tem suas particularidades. Apesar do puro luxo, evidenciado pelos megaiates, há espaço para lanchas de menor porte, mesmo que discretas em meio à multidão. Aliás, discrição é a palavra-chave para entender o fenômeno de St. Barts.

                                  Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  Passeios de lancha entre familiares e amigos são comuns, com cada um pilotando a sua, confraternizando com um churrasco, almoço ou jantar e, ao fim, levando sua embarcação para a marina e deixando-a limpinha, pronta para a próxima volta. Nada de holofotes, apenas um lazer, algo casual.

                                  Quem gosta de barco aqui, gosta de estar no mar, gosta de ter barco. Ele não está preocupado em ficar mostrando que tem um iate– garante Guilherme

                                  Em época de fim de ano, contudo, a paz é reduzida e o tempo tende a aumentar para tudo. Com a lotação da ilha, o trajeto de St. Martin até St. Barts leva mais tempo, principalmente dentro da baía. O congestionamento de barcos faz com que se gaste de 20 a 30 minutos apenas para alcançar a vaga alugada, dentro da própria baía.

                                  Casas e comércios da região fazem show à parte ao anoitecer de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato

                                  Entretanto, mesmo já tendo vivido a experiência do Ano Novo e todo aquele espetáculo glamouroso de barcos, a preferência de Guimarães para aproveitar de verdade a ilha é em outra época: quando a maioria vai embora.

                                  A gente curte quando é baixa estação. O verão daqui é a baixa estação– conta Guimarães

                                  Explicamos: no verão, o mar fica mais calmo e a água mais quente, mas, em compensação, o risco de furacão é maior — justamente pelo mar estar mais quente. “No inverno, a água fica entre 26°C/ 28°C, no verão salta para 30°C/ 31°C, às vezes até 32°C”, explica. No Rio de Janeiro, por exemplo, no máximo chega a 21°C.

                                  Todo mundo fica com medo de furacão e esses barcos todos fogem, e a gente, local daqui, aproveita. Ficamos com a ilha só basicamente com a gente– brinca Guilherme

                                  Para quem deseja um período mais calmo, mas ainda com movimentação de pessoas, restaurantes de alto nível abertos — a maioria fecha após o Ano Novo — e apreciação da natureza local, é recomendado visitar o destino no começo do ano, de fevereiro a abril. “Tem gente de fora, mas não é nem perto do ápice”, revela o brasileiro.

                                  Vamos aos valores

                                  Acima de tudo, vale ressaltar que existem diversas empresas de charter em St. Barts, com diferentes preços. Inclusive, há quem visite o Caribe sem necessariamente alugar um barco ou ir com um próprio, optando por se hospedar em hotéis e passear pela ilha — nesse último cenário, caso tenha a sorte de conseguir alugar um veículo.

                                  Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação

                                  Mas, para quem deseja navegar nas águas caribenhas em meio aos bilionários durante a alta temporada, os preços são altíssimos: o aluguel de um barco de 100 pés pode custar até US$ 100 mil por semana (mais custos de combustível e provisões). Convertido ao real de fevereiro de 2026, o valor chega a quase R$ 517 mil.

                                  Quando você aluga um barco desse, você basicamente faz uma pré-requisição de tudo o que você quer. A pessoa da tripulação do iate vai no mercado e compra tudo que você precisa– explica Guimarães

                                  Para quem quer algo mais “simples”, como uma lancha de 50 pés para um “bate-volta”, os valores variam entre US$ 5 mil e US$ 6 mil por dia (entre R$ 26 mil e R$ 31 mil). Outro caminho para economizar é alugar um barco pequeno e simples, com a contrapartida de ser “mil e uma funções”: capitão, skipper, cozinheiro, tripulação e o que mais vier.

                                  Nikki Beach em St. Barts. Foto: Nikki Beach/ Divulgação

                                  Suponhamos que, cansado de navegar, você queira uma refeição de alto nível, também na alta temporada. Nesse caso, além do dinheiro, será necessário ter sorte para achar algum lugar disponível. Os valores apenas pelo direito de se sentar na mesa do Nikki Beach, um dos restaurantes mais famosos da região, por exemplo, podem alcançar até 20 mil euros (aproximadamente R$ 122 mil). Fora a refeição.

                                   

                                  Para se hospedar, um quarto de hotel simples na alta temporada começa em 600 euros (R$3,6 mil) por dia, enquanto as vilas de luxo — onde geralmente ficam as celebridades — podem custar entre 3 mil (R$ 18,2 mil) e 5 mil euros (R$ 30,4 mil) a noite. Vale ressaltar que os valores mudam constantemente, variando conforme a época do ano.

                                  Le Barthélemy Hotel & Spa é um dos hotéis mais luxuosos de St. Barts. Foto: Le Barthélemy Hotel/ Divulgação

                                  No fim das contas, com uma vasta gama de restaurantes requintados, locais de vida noturna badalados, belas praias rodeadas por palmeiras e um recanto para potentes iates, St. Barts é o lugar ideal para viver como um bilionário — ou apenas para mostrar que faz parte deles.

                                   

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                                    Terceira fase da competição ocorre nos dias 28 de fevereiro e 1ª de março, em Sydney. Equipe acumula expectativas para competir em casa, em abril

                                    27/02/2026

                                    Todos os caminhos levam o Mubadala Brazil SailGP Team, time brasileiro no SailGP, para finalmente competir em casa. Antes, contudo, a equipe tem uma parada importante em Sydney, na Austrália, para a terceira etapa da disputa, nos dias 28 de fevereiro e 1ª de março.

                                    Atualmente na 12ª colocação da liga, o time brasileiro ainda precisa manter o foco nas águas do KPMG Sydney Sail Grand Prix, que, inclusive, prometem dar trabalho, conforme destacou Martine Grael, capitã da equipe e primeira mulher a liderar um time no SailGP.

                                    A previsão é de vento leste, o que deve garantir um grande desafio para todas as equipes– detalhou a velejadora

                                    Martine Grael, capitã do Mubadala. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                    Por outro lado, a disputa será, também, uma grande oportunidade de buscar um resultado consistente, visando ganhar confiança e embalo rumo à corrida em casa, marcada para os dias 11 e 12 de abril, no Rio de Janeiro.

                                    Nova formação para a etapa australiana

                                    A última etapa, em Auckland, também na Austrália, foi marcada por ventos extremos e por um grave acidente envolvendo os barcos da França e da Nova Zelândia. Apesar disso, o time brasileiro mostrou evolução, com dois 5º lugares no segundo dia de disputas.

                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                    Para buscar um resultado ainda melhor em Sydney, a equipe vai contar com uma nova formação. Richard Mason assume a função de estrategista no lugar do britânico Paul Goodison, que não viajou à Austrália para acompanhar o nascimento do filho.

                                     

                                    Pietro Sibello, por sua vez, retornou à Itália por questões pessoais, e terá sua posição ocupada, apenas nesta etapa, pelo australiano e multicampeão mundial Jeremy Wilmot, que competiu pelo barco dos Estados Unidos no SailGP 2025. Comandados por Martine Grael, o time ainda conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como grinders, formando a base de potência e consistência do F50 verde e amarelo.


                                    As regatas do KPMG Sydney Sail Grand Prix terão transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. As disputas terão início nas madrugadas dos dias 27 e 28 de fevereiro, às 3h30 (horário de Brasília).

                                    SailGP no Rio de Janeiro

                                    Apesar do incontestável foco em Sydney, o calendário já aponta para um marco histórico: a estreia da SailGP na América do Sul, com o Enel Rio Sail Grand Prix, nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.

                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                    A disputa, cancelada em 2025, representa um marco tanto para o time, quanto para a modalidade. “Competir em casa será um momento muito especial para nós”, destacou Martine.

                                    Estamos contando os dias para velejar diante de amigos, família e da nossa torcida. Fazer parte da primeira etapa do SailGP na América do Sul será muito especial– afirmou Martine Grael

                                    Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix, aliás, já estão à venda.

                                     

                                    Náutica Responde

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                                      Schaefer Yachts terá duas lanchas estreantes no Rio Boat Show 2026

                                      Estaleiro aposta em 8 modelos para surpreender no evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. NÁUTICA testou a maioria; confira!

                                      O Rio Boat Show 2026 vai reunir as principais marcas no mercado náutico em um evento de nove dias na Cidade Maravilhosa — e a catarinense Schaefer Yachts é uma delas. Considerado um dos maiores estaleiros do país, a fabricante preparou um repertório de peso para a 27ª edição do salão náutico, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.

                                      A marca, também reconhecida internacionalmente, terá nada menos que oito modelos no Rio Boat Show 2026, todos sobre as águas da Baía de Guanabara. Os barcos variam dos 34 aos 77 pés  e dois deles, inclusive, são estreantes no salão carioca: as Schaefer V34 e 380.

                                       

                                      Somam-se às novatas outros modelos consagrados do estaleiro catarinense: Schaefer 770, Schaefer 660, a recém-lançada Schaefer 600, Schaefer 510 GT, Schaefer 450 e a Schaefer V44, conhecida por ter sido escolhida pela modelo Gisele Bündchen.

                                      Por dentro dos barcos da Schaefer no Rio Boat Show 2026

                                      Schaefer 770

                                      Um dos maiores barcos da marca, com 23,53 metros de comprimento, a Schaefer 770 atua tal qual uma casa flutuante, com direito a ofurô, ambientes climatizados e quatro suítes. O ofurô, aliás, fica no flybridge, um dos locais de maior destaque, que tem ainda espaço para bar, churrasqueira, sofá para seis pessoas e posto de comando.

                                      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                      O convés principal abriga sala, cozinha, posto de comando, bar e praça de popa de forma interligada, graças ao deque nivelado, que possibilita uma ampliação das áreas de lazer e convivência. Além disso, há varandas laterais em ambos os bordos, que causam a sensação de ainda mais amplitude. O barco tem capacidade para acomodar até 25 pessoas durante o dia (11 no pernoite).

                                      Schaefer 660

                                      A Schaefer 660 tem entre seus diferenciais um móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis (que trazem um aumento de 25% da praça de popa), convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.

                                       

                                       

                                      No fly ficam uma estação de comando, churrasqueira, um amplo solário e sofá com mesa expansível para atender seis pessoas confortavelmente. São 20,08 metros de comprimento e 5,05 metros de largura — espaço para 20 pessoas durante o dia e oito no pernoite (mais dois tripulantes).

                                      Schaefer 600

                                      Lançada no Rio Boat Show 2025, a Schaefer 600 possui plataforma de popa que submerge a até 30 cm abaixo da linha d’água, com capacidade para até 800 kg — ideal para transportar jet ou tender. O espaço também possui escada integrada que emerge para facilitar o reembarque. Ainda na popa, duas plataformas laterais retráteis proporcionam área extra para cadeiras, mesas ou circulação livre.

                                       

                                       

                                      O modelo dispõe de flybridge amplo, lounge na proa, três suítes e cozinha integrada. A lancha comporta até 18 pessoas (seis no pernoite) e entrega uma navegação que chega, fácil, aos 30 nós.

                                      Schaefer 510 GT

                                      A Schaefer 510 GT traz uma elegante combinação dos espaços internos, sofisticação e design. A marca se preocupou em apresentar espaço extra na cabine principal e na suíte master, o que, segundo o estaleiro, torna o barco mais confortável ainda. Nesse sentido, a Schaefer ressalta ainda que o modelo é o único da categoria que dispõe de três suítes.

                                       

                                       

                                      Seus 15,82 metros de comprimento e 4,36 de largura estão disponíveis em três opções de layout. A bordo, também há “recursos normalmente possíveis em embarcações maiores”, como destaca a marca. Ao todo, 16 pessoas podem navegar durante o dia, enquanto o pernoite é possível para seis convidados (mais um tripulante).

                                      Schaefer 450

                                      O projeto da Schaefer 450 incorpora tecnologia e soluções de arquitetura e engenharia presentes nos modelos maiores e mais sofisticados da Schaefer Yachts — a sensação, inclusive, é de estar numa lancha maior do que uma 45 pés, devido ao maior volume. São 13,66 metros de comprimento e 4,26 metros de largura no total.

                                       

                                       

                                      A cozinha, a bombordo e deslocada à ré, conta com porta de vidro de três folhas que, quando aberta, integra totalmente o cockpit e o salão, que pode acomodar até oito pessoas sem apertos. O piso todo nivelado é destaque, já que deixa a passagem sempre livre de qualquer degrau ou saliência. Menção especial também ao pé-direito, que chega a quase dois metros.

                                      Schaefer V44

                                      Conhecida por ser o barco de Gisele Bündchen, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa — a potência, aliás, pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                                       

                                       

                                      A lancha tem 13,61 metros de comprimento e 4,17 de boca, além de recursos extras como a criação de duas varandas laterais que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.

                                      Schaefer 380

                                      Estreante no Rio, a Schaefer 380 se destaca por atributos como duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit, interior aconchegante com pé direito de 1,90 m e passagem interna com acesso à proa da embarcação, que soma 11,80 metros de comprimento e 3,69 de largura.

                                      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                      O tamanho garante que até 14 pessoas possam aproveitar o barco com conforto durante o dia, enquanto quatro podem pernoitar.

                                      Schaefer V34

                                      Menor barco da Schaefer no Rio Boat Show 2026 e também estreante no salão carioca, a Schaefer V34 foi inspirada em outro sucesso do estaleiro: a V33. Em comparação à “irmã”, a lancha apresenta novidades no hard-top, no layout, nos bancos de pilotagem e no sistema de cozinha — com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira.

                                      Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                      No convés inferior, a V34 mantém a mesma estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo, pia e armários. Na proa, um solário acomoda bem até mesmo durante a navegação. Já no posto de comando, a V34 tem dois bancos individuais, enquanto a V33 tem um banco inteiro para duas pessoas.

                                      Rio Boat Show 2026

                                      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                       

                                      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                      Garanta seu ingresso com desconto!

                                      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                      RIO BOAT SHOW 2026

                                      Quando: de 11 a 19 de abril;

                                      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                       

                                      Náutica Responde

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                                        De acordo com relatório anual da Marinha do Brasil, o país acumula mais de 990 mil barcos inscritos oficialmente

                                        Em 2026, tudo se encaminha para que o Brasil atinja a marca de 1 milhão de barcos inscritos em seu território. De acordo com o levantamento anual realizado pela Marinha do Brasil, catalogado no final de janeiro, o país conta com mais de 990 mil embarcações registradas oficialmente e deve ultrapassar a barreira do milhão ainda neste ano.

                                        O número total corresponde ao acumulado de embarcações inscritas na Marinha do Brasil, incluindo todos os tipos que navegam no país. O documento reúne 68 categorias de embarcações e traz dados organizados pelos oito distritos navais, além de outras classificações, como órgão responsável, tipo de embarcação, unidade federativa (UF) e fabricante (quando informado).

                                         

                                        Segundo o arquivo, até o momento desta publicação, o país soma aproximadamente 990,9 mil barcos registrados. Estado mais populoso do Brasil, São Paulo (SP) concentra o maior número de registros, com mais de 240 mil — o equivalente a 24% do total nacional.

                                        Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Foto: Ana Paula Hirama / Flickr / Reprodução

                                        O Rio de Janeiro (RJ) vem logo atrás, com cerca de 110 mil unidades, seguido do Paraná (PR), com 95 mil embarcações oficiais. Fora da região Sul-Sudeste, quem mais se destaca é o Distrito Federal (DF), que acumula quase 50 mil barcos, enquanto o Nordeste reúne sua maior frota na Bahia (BA), com 40,7 mil.

                                        Confira os estados com mais embarcações inscritas segundo a Marinha

                                        •  São Paulo: 240,9 mil;
                                        •  Rio de Janeiro: 110,1 mil;
                                        •  Paraná: 95,7 mil;
                                        •  Santa Catarina: 79,8 mil;
                                        •  Rio Grande do Sul: 62,5 mil;
                                        •  Distrito Federal: 49,5 mil;
                                        •  Bahia: 40,7 mil;
                                        •  Minas Gerais: 35,2 mil.

                                        Barcos de esporte e recreio no topo

                                        Não é de hoje que os barcos de esporte e recreio caíram no gosto dos brasileiros — e o relatório comprova isso. Atualmente, o Brasil soma mais de 661 mil modelos de lazer, sendo 197 mil apenas em São Paulo, que também lidera o quesito. Paraná (78 mil) e Rio de Janeiro (69,4 mil) fecham o pódio.

                                        Barcos em Fernando de Noronha, Pernambuco. Foto: diegograndi/ Envato

                                        Quanto aos iates, o relatório aponta 679 unidades inscritas sob a bandeira brasileira, dos quais 213 estão registrados no Rio de Janeiro, que domina a categoria. Fica no Rio, também, a maior concentração de veleiros do país, com 6,6 mil no total.

                                        Confira os estados do Brasil com mais embarcações de esporte e recreio

                                        •  São Paulo: 197,4 mil;
                                        •  Paraná: 78 mil;
                                        •  Rio de Janeiro: 69,4 mil;
                                        •  Santa Catarina: 55,5 mil;
                                        •  Rio Grande do Sul: 51 mil;
                                        •  Mato Grosso: 26,4 mil;
                                        •  Minas Gerais: 24,5 mil;
                                        •  Bahia: 22,3 mil.

                                        *Entende-se como embarcações de esporte e recreio: botes, lanchas, iates, motos aquáticas, veleiros e multicascos.

                                        O que a Marinha classifica como “embarcação”

                                        Conforme documentado na Normam 212, a definição oficial de embarcação, segundo a Marinha, é “qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e as fixas quando rebocadas, sujeita a inscrição na Autoridade Marítima e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou cargas”.

                                        Não à toa, o documento de barcos inscritos é bastante amplo, abordando vários tipos, como caiaques, canoas, jangadas, rebocadores e outros modelos. Para estar nessa lista, a embarcação precisa ter o cadastramento na CP/DL/AG com a atribuição do nome e do número de inscrição, além da expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE).

                                         

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                                          Aos 83 anos, comandante completará 6ª circum-navegação após conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          Neste sábado (28) acontecerá em Salvador, na Bahia, uma daquelas cenas que ficam guardadas na história. O ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov retornará à capital baiana, de onde partiu em 12 de abril de 2025, para consolidar mais uma volta ao mundo histórica — e a sexta da carreira. Desta vez, o grande feito foi conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade, aos 83 anos.

                                          A recepção de Belov e sua tripulação está marcada para as 9h, no 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil, e será aberta ao público que garantir os ingressos gratuitos e limitados via Sympla.

                                           

                                          A organização promete uma manhã de muita emoção, música e relatos da expedição, além de exibições de produções cinematográficas produzidas durante a travessia — que Belov, no alto de seus 83 anos, sugere ser sua última circum-navegação.

                                          Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

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                                          O Três Marias foi construído pelo próprio Aleixo Belov no quintal de casa. Com o barco, ele deu 3 voltas ao mundo. Foto: Divulgação

                                          A primeira volta ao mundo nessas condições aconteceu entre 1980 e 1981, a segunda entre 1986 e 1987 e a terceira entre os anos 2000 e 2001. A partir da quarta, entre 2010 e 2011, a embarcação já passou a ser o veleiro-escola Fraternidade — construído pelo próprio Belov. Depois, em 2016, ele completou a quinta jornada ao redor do plenata.


                                          Quase dez anos após o último desafio dessa magnitude, Belov está prestes a concluir o que afirma ser seu último desta categoria. Mas, apesar de tanta experiência a bordo, passou longe de ser o percurso menos desafiador.

                                          Aleixo Belov concluiu a travessia da Passagem Nordeste. Foto: Adamo Mello / Reprodução

                                          Pelo contrário: a sexta volta ao mundo de Aleixo Belov (e terceira a bordo do Fraternidade) conquistou uma das rotas marítimas mais complexas do planeta: a Passagem Nordeste. A rota, que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Ártico, é normalmente percorrida por grandes navios comerciais e quebra-gelos. Ainda assim, acabou vencida por um veleiro, graças à experiência do comandante e à preparação da tripulação.

                                          Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos-destacou Belov ao conquistar a Passagem Nordeste

                                          Logo menos de volta à cidade onde construiu sua vida e sua história, o comandante encerra mais um capítulo da navegação brasileira. Aos 83 anos, ele retorna ao ponto de partida após cruzar uma das rotas mais temidas do planeta e reforça seu nome entre os maiores navegadores. Se esta for mesmo sua última volta ao mundo, Belov escolheu terminar à própria altura.

                                           

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                                            Disputa será dividida em 7 etapas que passarão por 4 cidades do litoral catarinense. Confira o calendário e saiba como se inscrever

                                            26/02/2026

                                            A 4ª edição do Circuito de Regatas Marina Itajaí promete movimentar as águas do Sul do país. A disputa, que será dividida por sete etapas, projeta reunir mais de 500 velejadores de diversas classes e níveis técnicos em quatro cidades do litoral catarinense. A primeira delas começa neste sábado (28).

                                            A iniciativa, que busca estimular os esportes nas águas e contribuir no desenvolvimento da náutica no estado e no país, passará pelas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis.

                                             

                                            A disputa promoverá regatas de percurso, travessias e eventos festivos — tudo com o objetivo de ampliar a visibilidade da vela esportiva, movimentar o turismo e criar experiências para além da competição.

                                            O circuito não é apenas para grandes veleiros ou atletas de alta performance. Ele foi pensado para diferentes classes e perfis, incentivando tanto quem já navega quanto quem deseja competir pela primeira vez– garante Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, organizadora do circuito

                                            Saiba como participar

                                            As regatas serão aberta às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B). Para se inscrever, é necessário preencher o formulário oficial e entregar uma cesta básica na Marina Itajaí.

                                             

                                            Segundo a organização, há uma taxa no valor de R$150 por tripulante para todo o circuito, sendo possível incluir mais tripulantes durante as demais etapas da disputa. O aviso de regatas pode ser acessado aqui.


                                            Confira o calendário completo do Circuito de Regatas Marina Itajaí 2026:

                                            • 28 de fevereiro – Regata Marina Itajaí | Itajaí (SC);
                                            • 13 de junho – Regata Aniversário de Itajaí | Itajaí (SC);
                                            • 18 de julho – Regata Balneário Camboriú | Balneário Camboriú (SC);
                                            • 21 a 23 de agosto – Festivela Náutico | Navegantes (SC);
                                            • 28 de setembro a 4 de outubro – Semana de Vela | Itajaí (SC);
                                            • 4 de outubro – Regata Marejada | Itajaí (SC);
                                            • Travessia Florianópolis – Itajaí | data a confirmar.

                                             

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                                              Guirec Soudée, experiente velejador francês, navega contra o vento e as correntes para quebrar recorde inusitado na vela

                                              Não satisfeito com a dificuldade de dar a volta ao mundo velejando em solitário duas vezes, o velejador francês Guirec Soudée se propôs a algo muito mais penoso: circunavegar o planeta de trás para frente. Na teoria, a ideia é simples: fazer o caminho inverso da Vendée Globe (disputa de volta ao mundo em solitário, sem escala). Já na prática, a proposta é duríssima, com um trajeto de ventos contrários que promete castigar até mesmo o mais experiente navegante.

                                              O francês já enfrenta essa missão desde o dia 23 de dezembro de 2025, a bordo do trimarã Ultim MACSF. Sozinho, Soudée está literalmente navegando contra a maré, velejando no sentido este-oeste contra ventos e correntes. De certa forma, é como se ele estivesse sempre indo na contramão.

                                               

                                              Entretanto, é justamente com essa rotina que o velejador pretende navegar 40 mil milhas (!) — quase o dobro da Vendeé Globe tradicional (25 mil milhas) — para entrar na história.

                                              Guirec Soudée já completou a volta ao mundo duas vezes em solitário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

                                              Em marcha à ré

                                              Você pode estar se perguntando: “por que a rota é mais longa se é o trajeto é o mesmo, só que ao contrário?”. Por mais que o raciocínio faça sentido, na vela não é bem assim. Isso porque não tem como o barco seguir em linha reta, já que o vento está vindo, justamente, de onde ele quer chegar.

                                               

                                              Para driblar esse obstáculo, Guirec terá que, depois de contornar cada cabo, navegar por cada oceano para ampliar seu ângulo em 45° em relação ao vento.

                                              Guirec Soudée comemora volta ao Cabo Leeuwin. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

                                              Apesar de todas as tribulações, o desempenho de Guirec vem sendo avassalador. Até o momento, já foram 63 dias de volta ao mundo ao contrário, sendo que o velejador já passou do Cabo Leeuwin (Austrália) e, neste momento, está a caminho do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. É possível acompanhar a localização do barco em tempo real no site oficial.

                                              Um recorde a ser quebrado

                                              Atualmente, o recorde de volta ao mundo à vela indo no sentido contrário pertence ao velejador francês Jean Luc Van Den Heede, em um monocasco. Também sozinho, ele concluiu a façanha em 122 dias e 14 horas, ainda no ano de 2004. Desde então, a marca permanece intacta.

                                              Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

                                              Em multicascos, apenas duas tentativas foram feitas: a de Yves Le Blevevem, em 2017, a bordo do Actual Ultim; e a de Romain Pilliard e Alex Pella, em 2021, a bordo do Use It Again. Para infelicidade de seus comandantes, ambos falharam na América do Sul. Guirec, contudo, acredita que o seu final será diferente.

                                              Sinto-me pronto para quebrar este recorde– garante o francês

                                              Momentos de tensão

                                              Por estar navegando na contramão do vento, o trajeto tem particularidades que não costumam aparecer na Vendeé Globe. Em seu diário de bordo, publicado frequentemente no site da MACSF (seguradora que apoia o velejador na jornada), Guirec Soudée compartilhou um desses casos enquanto navegava pela costa sul da Austrália.

                                              Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

                                              Ele contou que dividia as águas com plataformas de petróleo, barcos de pesca e navios de carga. “Tenho um navio de carga a estibordo e outro a bombordo. E eles vão passar bem perto”, explicou. Por isso, o estado de vigilância não permitia descanso naquele momento, como detalhou Soudée.


                                              O velejador também precisou lidar com capitães de navios que não estão acostumados a encontrar trimarãs naquela região. “Tive que contatar um navio cargueiro pelo rádio VHF para perguntar se eles conseguiam me ver claramente e se passariam por trás de mim caso eu reduzisse a velocidade. Eles disseram: ‘mas você é rápido’. Respondi que minha velocidade era muito imprevisível, pois dependia do vento.”

                                              O barco ideal

                                              Ciente do caos que enfrentaria quando decidiu contornar o globo ao contrário, Guirec Soudée não poderia ter escolhido um veleiro com histórico melhor.

                                              Trimarã Ultim MACSF, barco escolhido pelo velejador francês para a volta ao mundo ao contrário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação

                                              Agora chamado de Ultim MACSF, a embarcação é a antiga Sodebo Ultim, que pertenceu ao skipper Thomas Coville — que acabou de bater o recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro. Sob as mãos de Coville, o barco assombrou o mundo em 2016, quando completou uma circunavegação em solitário em apenas 49 dias, 3 horas e 7 minutos.

                                               

                                              Ao que tudo indica, o barco e o novo dono estão em perfeita sintonia e têm tudo para terminar com um final feliz. Mesmo na contramão do mundo, Soudée está no caminho certo para entrar para os livros de história — e, depois disso, não há mais volta.

                                               

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                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                Conheça essa joia

                                                Um runabout é um tipo de barco projetado para uso diário, passeios e até esportes aquáticos. Ele atua como uma lancha pequena (geralmente entre 16 e 30 pés), aberta e rápida. O modelo da Renault foi desenvolvido em colaboração com a Chantiers Navals de l’Atlantique, um estaleiro francês com forte presença no mercado de navios de alta complexidade e instalações offshore.

                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                A Artcurial, que mediou o leilão, analisou a documentação da embarcação. Segundo a marca, o barco da Renault tem casco laminado de poliéster, composto por duas seções moldadas: a primeira, o casco propriamente dito, e a segunda, a combinação de ponte, assento e piso.

                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                As seções foram montadas em torno de uma “almofada” de espuma plástica, responsável por garantir a rigidez e a flutuabilidade de toda a estrutura.

                                                O perfil do casco foi projetado para garantir boa proteção na proa, velocidade máxima e alta estabilidade nas curvas– destacou a Artcurial, conforme a documentação

                                                Em bom estado original, com destaque para o para-brisa panorâmico, a lancha se destaca visualmente. Os tons de vermelho e branco dão aquele toque de esportividade ao barco, que carrega ainda um motor de popa Dauphine Gordini de 40 cv, que permitia atingir 50 km/h — atualmente, o equipamento precisa de manutenção.

                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                Seu toque vintage sobressai em um elegante painel de instrumentos com tecnologia OS Marine (conta-giros, indicadores de temperatura e combustível), posicionado atrás de um clássico volante Ondine.

                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                A embarcação pesa menos de 400 kg, o que é considerado um peso baixo para a época. Ao todo, o Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” tem capacidade para até cinco passageiros.


                                                De mão em mão

                                                Ainda conforme revelou a Artcurial, esse barco da Renault pertenceu a Jacques Pottier em 1966 e, posteriormente, a seu filho, que o vendeu diretamente para a coleção em 1997 — parcialmente restaurado e revisado mecanicamente.

                                                Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação

                                                Apesar do sucesso no leilão, a lancha não obteve o êxito esperado lá na década de 60, o que levou a Renault a encerrar sua produção em 1963. A história dessa embarcação rara, contudo, permanece sendo escrita, e promete ganhar as águas novamente — não sem uma inspeção do casco e a revisão do motor.

                                                 

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                                                  Por: Nicole Leslie -
                                                  25/02/2026

                                                  Criado em 1980, o Projeto Tamar atua na conservação marinha com foco na preservação de tartarugas ameaçadas de extinção. Entre suas estratégias está o monitoramento contínuo das fêmeas em período reprodutivo, que recebem identificação individual para acompanhamento ao longo da vida. Foi esse trabalho que permitiu um reencontro histórico ao final de 2025.

                                                  Em 1988, o Projeto Tamar registrou uma tartaruga em desova no Espírito Santo (ES) e, 37 anos depois, o animal foi novamente flagrado no mesmo local e na mesma missão: colocar ovos na areia.

                                                  Foto: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução

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                                                  O reencontro aconteceu em dezembro durante monitoramento noturno na Praia de Povoação, em Linhares (ES). A fêmea é uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que já havia sido registrada outras seis vezes pela fundação — todas em desovas na mesma região. Antes deste novo registro, o encontro mais recente havia ocorrido em 2019.

                                                  Imagens: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução

                                                  A equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no Espírito Santo estima que a tartaruga tenha ao menos 60 anos. A identificação, por sua vez, só foi possível graças a uma pequena peça de inox aplicada nas nadadeiras posteriores ainda no primeiro registro, conforme protocolo oficial de marcação autorizado pelo Governo Federal.

                                                  Identificação em aço inox é instalada em nadadeiras. Imagem ilustrativa. Foto: Projeto Tamar / Divulgação

                                                  Cada peça carrega um código único e intransferível, que permite acompanhar o histórico do animal sempre que ele é reencontrado pelo Projeto Tamar. Esse tipo de monitoramento ajuda a entender a longevidade reprodutiva, as taxas de sobrevivência e outros aspectos do ciclo de vida das tartarugas marinhas.


                                                  Nas redes sociais, o Projeto Tamar destacou que, pela idade estimada, é possível que, em dezembro, a fêmea tenha desovado na companhia de algumas de suas próprias netas — o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “vovó”. A expectativa da equipe é reencontrá-la novamente nas próximas temporadas de desova.

                                                   

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                                                    Rápida, ágil e muito bem-feita, a nova versão da elogiada Sessa F48 tem três camarotes, flybridge imponente e desempenho acima da média

                                                    Adquirida pela brasileira Intech Boating, a Sessa Marine é conhecida por fabricar barcos de alta qualidade no segmento de lanchas premium. Inspirada na italiana Sessa F47, a Sessa F48 é uma lancha com flybridge construída no Brasil com algumas adaptações ao gosto local. Sua plataforma de popa é maior do que a original e — claro — vem com móvel gourmet e churrasqueira; a área do cockpit também é maior; e há quatro geladeiras a bordo (uma no fly e três distribuídas entre a praça de popa e o salão). Tudo isso preservando qualidade e bom gosto na escolha dos revestimentos e acabamentos (tecido, lâminas, metais etc.) — o chamado “design italiano” — e o conforto interno e a privacidade do projeto original, traduzido por três camarotes (uma suíte), dois banheiros e um lindo salão.

                                                    Vida a bordo

                                                    Com quase 49 pés (14,90 metros), a Sessa F48 foi homologada para acomodar 16 pessoas durante o dia, sendo que seis passageiros podem pernoitar a bordo. O diferencial da versão brasileira está nos dois pés a mais de comprimento máximo (14,90 metros contra 14,27 metros da F47), o que resultou em uma área de convivência generosa na praça de popa, que soma sete metros quadrados, além da plataforma com móvel gourmet. Outras novidades foram a inclusão de uma cabine para um marinheiro, item opcional, e duas opções distintas de layout da cozinha: uma com área central do salão (ou seja, à meia-nau) e outra na parte de trás, integrada ao cockpit. A lancha com duplo comando também agrada no quesito performance, com seus dois motores Volvo Penta IPS 700, de 550 hp cada.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Na proa, os dois cunhos têm 30 centímetros cada, ou seja, são bem robustos. A âncora de aço inox de 20 quilos vem com 50 metros de corrente de 10 milímetros, itens de série. Opcionalmente, pode-se encomendar o barco com pelo menos 30 metros a mais de corrente, o que é recomendável. O solário (para três ou até quatro pessoas) está cercado de alto-falantes e porta-copos. Para completar, toda essa área fica protegida por um guarda-mancebo consistente, de aço inox, e o convés lateral é largo o bastante para que ninguém precise fazer ginástica para circular.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Na popa, a plataforma de popa submersível (item de série) tem capacidade para erguer até 600 quilos, o que significa que pode sustentar um jet ou um bote. A área é toda revestida com madeira teca (item opcional), que combina muito bem com a proposta de luxo da lancha. O móvel gourmet vem com grill elétrico, tábua de cortar e pia, além do bom paiol na parte de baixo — espaço útil para guardar espias, material de limpeza, cabo de cais e equipamento de mergulho. O acesso à praça de popa (cujo piso, revestido de teca, fica cerca de 30 centímetros acima do nível da plataforma) se dá por uma escada a bombordo.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Bem protegida pelo convés do flybridge (pé-direito de 1,94 m), a praça de popa conta com uma mesa elegante, com abas dobráveis e capacidade para até seis pessoas, um sofá em “L” a boreste e uma geladeira de fibra com placa térmica, evitando deslocamentos na hora de servir as bebidas.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Convés superior

                                                    Com mais de 20 metros quadrados e protegido por um teto rígido (a 1,90 m de altura do piso), o flybridge se divide em dois ambientes. Na parte da frente, a boreste, o posto de comando tem assento duplo e painel espaçoso com lugar para dois monitores de até 16 polegadas cada (item opcional). No outro bordo, o projetista instalou um grande estofado, que pode ser usado como solário. Um eficiente defletor de vento ajuda a melhorar a estabilidade do barco e o conforto a bordo, principalmente nos dias mais frios. Timão e comando estão bem-posicionados, mas a bússola não está centralizada em relação ao piloto, como seria conveniente. Sentimos falta também de um lugar para deixar o celular com segurança.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Na parte de ré do fly, há um sofá em “U” e uma mesa dobrável que chama atenção tanto pelo acabamento, com o uso de madeira teca, aço inox e alumínio, como pelo tamanho, já que acomoda até seis pessoas quando totalmente aberta.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Opcionalmente, para proteger do sol quem estiver neste ambiente, é possível encomendar a lancha com um toldo elétrico — acessório altamente recomendado.


                                                    Os estofados são bem espessos, feitos com tecido macio e resistente às intempéries, o que aumenta o conforto e a durabilidade. Um móvel de fibra, instalado atrás do posto de comando, é bem útil para preparar petiscos e servir quem estiver acomodado no flybridge. Tem porta-copos, geladeira, tábua de cortar pia e lixeira. Neste ambiente cabem pelo menos oito pessoas, ou seja, metade da capacidade da lancha.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Cabine bem resolvida

                                                    No salão, com 1,93 metro de altura na entrada, há duas possibilidades de layout. Na unidade testada por NÁUTICA, na parte de ré, a boreste, fica a mesa de jantar, com altura regulável e abas dobráveis, também com capacidade para seis pessoas, que podem se acomodar em um aconchegante sofá em “L” e em uma banqueta com formato quadrado, de bom tamanho. No outro bordo, há um móvel com bancada e uma geladeira (do tipo frigobar) embutida em um armário com várias portas, perfeito para guardar itens como copos e taças.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    O quadro elétrico e os comandos do som e do gerador também ficam a bombordo, mas logo à entrada, o que é bom, por ser prático. Quando recolhida, a televisão de 43 polegadas, que sobe e desce eletricamente ao toque de um botão, fica escondida atrás da bancada. Quando elevada, por sua vez, fica com a tela voltada para quem estiver no sofá, como deve ser.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Na unidade testada por NÁUTICA, a cozinha foi instalada na parte da frente do salão, a bombordo. Completa, tem forno multifuncional com micro-ondas, outra geladeira padrão frigobar, nicho para guardar temperos, três armários e fogão elétrico por indução de quatro bocas — neste, porém, faltou uma grelha de contenção, ou suportes sobre as bocas, necessários para evitar que as panelas se movimentem com o balanço do barco. Uma cuba e uma lixeira, com nível de acabamento acima da média (como em todo o interior desta lancha, aliás), completam o ambiente, que recebe iluminação natural tanto do para-brisa como das grandes janelas laterais do salão.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    A boreste, bem ao lado da cozinha, o posto de comando principal tem uma poltrona individual de couro, com ajuste de distância. O painel comporta duas telas de 16 polegadas, mas, na unidade testada por NÁUTICA, apenas uma estava instalada. Timão, manetes, joystick para manobras, botões das principais funções de bordo e o rádio VHF estão todos bem-posicionados e ao alcance do piloto. Por outro lado, assim como no comando superior, a bússola não está alinhada com o centro da posição de condução. A visibilidade para a proa é boa, e até para a popa — desde que o condutor se afaste um pouco do comando e se posicione mais ao centro do barco nas manobras de atracação.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    O acesso aos camarotes, no convés inferior, é facilitado por uma escada com luzes de cortesia e um grande pegador a boreste. O camarote de bombordo, com excelentes 2,24 metros de altura, tem duas camas de solteiro (de 1,94 m x 0,69 m) conversíveis em cama de casal, além de armário com gavetas, TV (opcional) de 32 polegadas, grandes janelas de vidro e vigia para ventilação natural. O camarote de boreste é praticamente idêntico; a diferença está na altura, já que é oito centímetros menor (2,16 m), e na possibilidade de acesso direto ao banheiro (com boxe e ducha), que durante os passeios diurnos também serve a área social.

                                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    Com pé-direito de 1,94 metro, a suíte máster fica na proa. No seu banheiro, com 1,92 metro de altura, o boxe tem chuveiro no teto. Mas o que mais chama a atenção é a cama de casal, padrão queen size (de 2,00 m x 1,60 m). Tanto a iluminação como a ventilação são naturais e abundantes, graças às janelas de vidro e à escotilha de gaiuta no teto. Armários com prateleiras nos dois bordos, TV de 24 polegadas (opcional), nichos ao lado da cama nos dois bordos, gavetas na frente da cama e paiol embaixo do colchão garantem espaço de sobra para guardar os pertences de um casal.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    O camarote de proa oferece excelente nível de acabamento, tanto pelo emprego de material de qualidade como pela escolha dos itens de decoração, de tons claros, que aumentam a sensação de espaço. Para climatizar os ambientes, a F48 conta com quatro aparelhos de ar-condicionado de 16.000 BTU cada.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    No compartimento dos motores, o pé-direito é baixo: apenas 0,82 m. Porém, como é possível acessá-lo também por uma abertura no piso do salão, acaba-se tendo um bom acesso ao coração mecânico da F48. Aí, não há dificuldade para a manutenção de rotina. Filtros, varetas indicadoras do nível de combustível, bombas de porão: está tudo à mão. Também são facilmente acessíveis o gerador Onan de 13,5 kW e o estabilizador de movimento Seakeeper 3 (item opcional). As redes de hidráulica e elétrica estão bem montadas, com a aplicação de materiais apropriados ao ambiente marítimo. Os dois tanques de combustível, com capacidade total de 1.506 litros, são de aço inox, feitos pela Metalúrgica Xexeu. Têm paredes de dois milímetros de espessura, o que garante alta resistência estrutural aos esforços causados pelos balanços do mar.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Desempenho acima da média

                                                    Hora de navegar. Aceleramos a segunda maior lancha flybridge da Sessa na Baía de Guanabara, dentro e fora da barra. O mar estava calmo com ventos na casa dos 5 nós. Nas proximidades da barra, algumas ondas mais altas serviram para colocar o casco à prova. A Sessa F48 passou bem pelas vagas, sem pancadas duras nem levantamento de água para o convés, que se manteve seco. Nas manobras, a resposta em velocidades mais altas foi boa, com raio de giro nas curvas equivalente a um pouco mais que o comprimento do barco. Vale lembrar que, por segurança, a Volvo Penta limita o ângulo de giro das rabetas do sistema IPS, adotando uma configuração mais conservadora do que o máximo possível — o que também influencia no desempenho das manobras.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    O mais surpreendeu no desempenho dessa 49 pés foi a aceleração: para ir da marcha lenta aos 20 nós foram necessários apenas 8,7 segundos, tempo equiparável ao de uma lancha menor, equipada com motorização de centro-rabeta a gasolina. Lanchas com flybridge costumam levar bem mais tempo do que isso (na média, entre 12 segundos e 13 segundos) para chegar a essa velocidade; às vezes, até mais. A velocidade final também foi digna de nota: 33,8 nós, a 3.080 rpm, o que significa que, na média, a F48 é 10% mais rápida do que a maioria das lanchas fly.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Durante boa parte do teste, mantivemos os flaps verticais acionados a apenas 44% (ou seja, parcialmente baixados). O uso desse recurso é necessário em algumas lanchas com flybridge para acertar o trim, que — quando acionado — altera o ângulo de navegação, ajudando a manter o casco na posição ideal, especialmente em relação ao equilíbrio longitudinal (frente/trás).

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Em resumo, a Sessa F48 teve um desempenho eficiente. O mérito disso se deve ao conjunto casco-motorização. Os dois motores a diesel Volvo Penta D8, de seis cilindros e 550 hp cada, acoplados a rabetas IPS — sistema conhecido pela Volvo como IPS 700 — deram conta de empurrar, com destreza, as mais de 16 toneladas estimadas da lancha no dia do teste.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Em relação à autonomia, com 90% da capacidade do combustível (os dois tanques levam 1.506 litros de diesel), é possível navegar, em mar calmo, 210 milhas. Esse número foi aferido com a F48 navegando a ótimos 27 nós (a velocidade de cruzeiro), com os motores Volvo girando a 2.600 rpm, bem abaixo de sua rotação máxima, que foi de 3.080 rpm.

                                                    Características técnicas

                                                    • Velocidade máxima: 33,8 nós (a 3.080 rpm);
                                                    • Cruzeiro econômico: 27 nós (a 2.600 rpm);
                                                    • Aceleração: 8,7 segundos (até 20 nós);
                                                    • Autonomia: 210 milhas (a 2.600 rpm);
                                                    • Potência: 2 x Volvo IPS 700 de 550 cv cada.

                                                    Preço

                                                    A partir de R$ 7,46 milhões (com dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 cv cada).

                                                    Pontos altos

                                                    • Construção de primeira linha;
                                                    • Velocidade máxima e aceleração;
                                                    • Acomoda bem seis passageiros em pernoite.

                                                    Pontos baixos

                                                    • Bússolas não estão centralizadas para o piloto;
                                                    • Não tem lugar para celular no flybridge;
                                                    • Fogão não tem trava para panelas.

                                                    Como ela é

                                                    • Comprimento máximo: 14,9 m (48,9 pés);
                                                    • Boca: 4,39 m;
                                                    • Calado propulsão/casco: 1,10 m;
                                                    • Ângulo de V na popa: 16 graus;
                                                    • Borda-livre proa: 1,76 m;
                                                    • Borda-livre popa: 1,44 m;
                                                    • Peso vazio: 14.500 kg;
                                                    • Combustível: 1.506 litros;
                                                    • Água: 560 litros;
                                                    • Capacidade (dia): 16 pessoas;
                                                    • Capacidade (noite): 7 pessoas.
                                                    Desempenho técnico da Sessa F48. Foto: Revista Náutica

                                                    Confira mais detalhes da Sessa F48

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
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                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Por: Nicole Leslie -

                                                      Em situações em que embarcações ficam presas em meio ao gelo, o resgate costuma exigir um autêntico navio quebra-gelo. Isso porque modelos convencionais não são projetados para resistir à pressão exercida pelas placas congeladas. Mas o que, afinal, concede essa capacidade a esse tipo de navio?

                                                      Diferente das embarcações comuns, os quebra-gelos possuem estrutura altamente reforçada e um design específico que permite romper campos de gelo (também conhecidos como banquisas) com até 3 metros de espessura. Porém, os diferenciais não param por aí.

                                                      Como funciona um navio quebra-gelo?

                                                      Enquanto os navios tradicionais possuem uma proa desenhada para cortar ondas, o quebra-gelo utiliza o próprio peso para esmagar o gelo. Por isso, sua proa é inclinada e arredondada, permitindo que a embarcação “escale” a camada congelada. A força de rompimento atua de cima para baixo, explorando o sentido de menor resistência da banquisa.

                                                       

                                                      Um detalhe crucial na estrutura de um quebra-gelo é a ausência do bulbo de proa — aquela protuberância comum em navios de carga. Nesse caso, o bulbo aumentaria a resistência contra o gelo, o que dificultaria tanto a navegação quanto a quebra das placas.

                                                      Navio quebra-gelo Yamal. Foto: Pink Floyd88 a / Licença Wikimedia Commons

                                                      Além da ausência do bulbo de proa, muitas dessas embarcações contam com uma “faca de gelo” instalada sob o casco, evitando que o navio suba excessivamente sobre alguma placa de gelo e encalhe.

                                                       

                                                      O casco, por sua vez, é composto por chapas de aço de alta resistência que podem chegar a 5 cm de espessura. A escolha do material também não é ao acaso, já que o aço convencional tende a se tornar frágil e quebradiço em temperaturas entre -25°C e -35°C. Por isso, é necessário utilizar um metal resistente a frios ainda mais intensos.

                                                      Navio quebra-gelo atômico Rossiya. Foto: Itar-Tass via Russia Beyond / Divulgação

                                                      Internamente, esses gigantes contam com casco de parede dupla e reforços estruturais extras para suportar impactos e pressões laterais. Para reduzir o atrito, o revestimento externo recebe polímeros especiais.

                                                       

                                                      Outro recurso tecnológico encontrado em navios quebra-gelo é o sistema de bolhas de ar. A tecnologia bombeia ar comprimido debaixo do casco, criando uma corrente de água e ar entre o navio e o gelo, que diminui o atrito. O formato arredondado do casco, combinado a propulsores laterais, também ajuda a expelir os fragmentos das camadas para longe da embarcação.

                                                      Potência extrema

                                                      A propulsão de um navio desse modelo exige motores de altíssimo desempenho. Enquanto sistemas diesel-elétricos são comuns em operações em gelo moderado, os quebra-gelos nucleares — especialmente os da frota russa — ultrapassam 80 mil hp. Tal tecnologia permite que operem por anos sem reabastecimento, sendo limitados basicamente pelo estoque de mantimentos para a tripulação.


                                                      Além da potência, a manobrabilidade também é essencial nesse tipo de embarcação. Essa característica, garantida por propulsores azimutais que giram em 360°, permite mudanças rápidas de direção e até navegação de ré mesmo cercados por gelo espesso.

                                                      Brasil tem navios quebra-gelo?

                                                      O Brasil participa e incentiva o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), responsável por levar a pesquisa científica nacional ao continente gelado. Para isso, a Marinha do Brasil conta atualmente com dois navios polares: o Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Embora atuem em cenários glaciais, nenhum deles é classificado como quebra-gelo.

                                                      Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Foto: Iran Cardoso Jr. / Divulgação

                                                      Segundo a InterAntar, grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC dedicado a estudos antárticos, essas embarcações brasileiras possuem casco reforçado para enfrentar pequenos blocos de gelo flutuantes, mas não são projetadas para mares completamente congelados. Na prática, isso limita o alcance das expedições científicas em determinadas regiões.

                                                       

                                                      Ainda assim, diversas pesquisas avançam graças a esses navios — que, em breve, terão um novo reforço. Em maio de 2023, foi iniciada a construção do Navio Polar Almirante Saldanha (H22), em um estaleiro em Aracruz, no Espírito Santo. À NÁUTICA, a Marinha informou que a embarcação deve ser lançada ao mar em julho de 2026, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2027.


                                                      Segundo a corporação, o novo navio atenderá a todos os requisitos necessários para operar em apoio às pesquisas do PROANTAR, cujas normas não exigem características de um quebra-gelo propriamente dito. No mais, a Marinha adiantou que o H22 terá 103,6 m de comprimento e 18,5 m de boca, autonomia para 70 dias de operação e espaço para 95 pessoas a bordo, entre tripulantes e pesquisadores.

                                                       

                                                      A embarcação será capaz de operar em campos de gelo de até um ano de idade, durante o verão e o outono, conforme o Código Polar da Convenção SOLAS. Também receberá a Classificação Polar 6 (PC6), segundo o Código Polar estabelecido pela Organização Marítima Internacional (IMO).

                                                       

                                                      Mas o Brasil, tem, sim, navios quebra-gelo. Segundo catalogado pela Marinha do Brasil em janeiro de 2026, existem dois navios desse modelo registrados sob bandeira brasileira: um em Santa Catarina e outro em São Paulo.

                                                       

                                                      No fim, romper o gelo não é apenas uma questão de força bruta. É resultado de engenharia específica, planejamento estratégico e tecnologia que permite navegar por onde poucos conseguem chegar.

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Por: Nicole Leslie -
                                                        24/02/2026

                                                        O estaleiro pernambucano NX Boats inaugura, no início de março, a primeira Concept Store da marca no Brasil. A unidade funcionará em Maringá, no interior do Paraná, e reforça o posicionamento estratégico da empresa no mercado náutico nacional.

                                                        Com estrutura de 2 mil m², a loja conceito foi planejada para atender um público de alto padrão e reforçar a presença da NX Boats em uma região considerada estratégica. Segundo o estaleiro, a escolha de Maringá levou em conta o crescimento de condomínios residenciais e empreendimentos de luxo na cidade e no entorno dela.

                                                         

                                                        De acordo com Jonas Moura, CEO da NX Boats, a decisão foi baseada no “enorme potencial de crescimento da região”. A nova Concept Store será a primeira da marca no país.

                                                        Foto: NX Boats / Divulgação

                                                        Por definição, lojas conceito oferecem experiências mais imersivas e personalizadas com os produtos. No caso da NX Boats, a ideia é que o espaço exiba toda a linha de embarcações do estaleiro, que tem modelos de 26 a 62 pés.

                                                         

                                                        Outro diferencial é que as lanchas exibidas na Concept Store estarão disponíveis a pronta entrega. Não à toa, a unidade servirá como um centro de distribuição estratégico para a região Sul do país e mercados vizinhos, como na Argentina e no Paraguai.


                                                        A loja será integrada ao FIDC da NX Boats, fundo de investimento criado pela empresa para facilitar o acesso ao crédito para compra de embarcações. Segundo o estaleiro, o modelo oferece condições exclusivas de financiamento, com processos menos burocráticos e mais ágeis.

                                                         

                                                        Na inauguração, marcada para 13 de março, seis modelos estarão em exposição — e disponíveis para pronta entrega:

                                                        • NX 260;
                                                        • NX 270;
                                                        • NX 280;
                                                        • NX 290;
                                                        • NX 310;
                                                        • NX 370.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          A ideia de passar uma noite a bordo, mais cedo ou mais tarde, passa pela cabeça de qualquer dono de embarcação — afinal, acordar já contemplando a vista do mar é bastante sedutor. Para os novatos nessa modalidade, contudo, um pernoite no barco pode ser um grande desafio. Pensando nisso, NÁUTICA reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol.

                                                          Estar no mar à noite é aproveitar as belezas das águas de uma perspectiva completamente diferente. Elaborar uma estadia confortável, com luzes quentes, um bom drink e um jantar fresquinho é apenas uma das muitas opções para viver esse momento.

                                                          Foto: Image-Source / Envato

                                                          É sobre se “isolar” com quem se ama, passar um bom tempo de qualidade juntos, cercados pela natureza e por uma paz inigualável — o que não quer dizer que não haverão os famosos “perrengues”, especialmente se você for iniciante. Se esse for o seu caso, vale anotar as dicas a seguir.

                                                          Pernoite no barco: como começar sem sustos

                                                          Pessoas com insônia ou simplesmente com dificuldades em dormir com o movimento do barco podem sofrer um pouco mais com uma noite a bordo — mas nada que uma pequena adaptação prévia não resolva.

                                                          • Para uma primeira experiência, vale começar dormindo na marina antes de partir para a ancoragem dos seus sonhos. Vai ser uma boa opção para pegar experiência, especialmente pela estrutura disponível;
                                                          • Vá com calma. Nada de passar o dia todo a bordo antes de pernoitar no barco pela primeira vez. Prefira chegar já no início da noite, para jantar sem pressa na marina e depois dormir na embarcação.

                                                          Pegou o jeito? Hora de explorar!

                                                          Com o tempo, você vai perceber que pernoitar não é um bicho de sete cabeças. Passada a fase de adaptação, é hora de explorar novos horizontes — mas não sem se preparar ainda mais.

                                                          • Esteja antenado à parte elétrica do barco para casos de imprevistos à noite — ou tenha a companhia de alguém que entenda do assunto para não passar por sustos;
                                                          • Confira a previsão do tempo não somente para o dia em que for pernoitar, mas para todos os em que estará no mar;
                                                          • Planeje sua rota, não esqueça do aviso de saída e deixe pessoas de confiança cientes da sua localização;
                                                          • Faça um checklist de itens como alimentos, bebidas, produtos de higiene, repelente e equipamentos de segurança para não esquecer de nada;
                                                          • Nunca use uma poita desconhecida: toda poita tem dono e você não tem como saber se ela é segura para o porte do seu barco;
                                                          • Evite fundear em locais com fundo de pedra, onde é comum a âncora enganchar. Prefira onde haja lama ou areia;
                                                          • Deixe sempre pelo menos uma luz acesa para sinalizar sua localização para os outros barcos;
                                                          • Para saber a profundidade do local e o quanto de amarra foi para dentro d’água com a âncora, uma opção é fazer marcas visíveis no cabo, de 5 em 5 metros;
                                                          • Esteja atento: a correnteza sempre será mais forte nos locais onde há grande variação das marés e nos períodos de lua cheia e nova;
                                                          • Sempre que parar no meio do mar, coloque a proa na direção das ondulações;
                                                          • Nos fundeios, fique sempre contra o vento e as correntezas (ou o que estiver mais forte) para o barco não ser empurrado contra a própria amarra;
                                                          • Use ao menos três defensas ao parar de costado em um píer: uma no meio, outra na popa e a terceira logo após a bochecha de proa;
                                                          • Verifique se o ponto escolhido é uma área tradicional para ancoragens.

                                                          Esteja preparado para navegações noturnas

                                                          Ainda que a ideia seja atracar antes de escurecer, aproveitar o barco sob a luz do luar envolve, naturalmente, estar no mar à noite. Logo, a possibilidade de precisar navegar no escuro precisa ser levada em conta — afinal, imprevistos sempre acontecem. Nesse sentido, é necessário redobrar a atenção.

                                                          Foto: NaturesCharm / Envato

                                                          A navegação noturna envolve vários riscos, mesmo para os navegadores mais experientes. Isso porque os obstáculos são muitos. A luz da lua é uma grande aliada nessas ocasiões, mas nem sempre estará presente, por exemplo.


                                                          Nesse cenário, enxergar com clareza passa a ser um grande desafio. Até mesmo locais familiares se tornarão irreconhecíveis, já que as referências visuais desaparecerão. Troncos, pedras e objetos no mar ficarão praticamente invisíveis, só avistados quando perigosamente pertos demais. Sendo assim, o que fazer?

                                                          • Não tenha pressa: use uma velocidade um pouco acima da mínima para manter o planeio;
                                                          • Use e abuse dos equipamentos eletrônicos, especialmente radar e GPS;
                                                          • Não parta sem consultar a previsão do tempo;
                                                          • Não navegue em caso de cansaço ou exaustão;
                                                          • Tenha cartas náuticas e roteiros atualizados;
                                                          • Reduza as luzes do posto de comando (mas não as de navegação) porque a claridade atrapalha a pilotagem;
                                                          • Procure partir ainda sob a luz do dia, para receber a noite já em mar aberto, com mais tempo para se acostumar;
                                                          • Não pilote como se fosse dia: triplique a atenção;
                                                          • Siga os caminhos mais seguros, ainda que mais longos;
                                                          • Fique atento aos sinais de espuma na água — eles podem indicar arrebentações adiante;
                                                          • Verifique as luzes de navegação. Se uma delas não acender, não parta;
                                                          • Se possível, navegue fora da cabine, especialmente se ela tiver vidros escuros.

                                                          No mais, aproveite esse momento a bordo, longe dos compromissos da rotina diária, para espairecer, relaxar e descansar em grande estilo!

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            Maior salão náutico outdoor da América Latina acontece na Marina da Glória, de 11 a 19 de abril. Leitores de NÁUTICA têm 30% off

                                                            O Rio Boat Show 2026 se prepara para abrir o calendário náutico brasileiro. A 27ª edição deste que é considerado o maior salão náutico outdoor da América Latina vai tomar as águas da Baía de Guanabara, dentro da Marina da Glória, de 11 a 19 de abril — e você já pode garantir o seu ingresso com desconto.

                                                            Durante nove dias, embarcações, equipamentos, serviços, soluções náuticas e experiências imersivas estarão reunidas em um cenário mais do que especial, onde mar, cidade e natureza se misturam para uma vivência única.

                                                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Negócios são fechados sob os braços do Cristo Redentor, enquanto o Pão de Açúcar enfeita o horizonte. O ambiente faz com que o evento vá muito além dos negócios, sendo também um ponto de encontro para quem vive a náutica em sua essência.

                                                            Atrações imperdíveis

                                                            A 27ª edição do salão promete uma ampla variedade de barcos, entre jets, lanchas, catamarãs, veleiros, infláveis e até iates — grande parte deles ancorados na água, lado a lado, e disponíveis para test-drive. Novidades em motores, equipamentos e acessórios também são destaque.

                                                            Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                                                            A lista de atrações do evento inclui um desfile de barcos noturno com direito a show de luzes e palestras com grandes nomes do setor no já consolidado NÁUTICA Talks — que em 2025 recebeu cerca de mil visitantes.

                                                            NÁUTICA Talks 2025 recebeu Michelle de Bouillons, Ian Cosenza e Pedro Scooby para um papo sobre os resgates de jet nas enchentes do RS. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                                                            O público ainda poderá imergir no mundo náutico em atividades como batismo de mergulho e aulas de vela sobre as águas da Baía de Guanabara. Somam-se a isso os elegantes estandes flutuantes, que criam um ambiente sofisticado e imersivo, integrando negócios, lazer e lifestyle à beira-mar

                                                            Garanta o seu ingresso para o Rio Boat Show 2026 com desconto

                                                            Os ingressos para conferir tudo isso de perto estão disponíveis na plataforma Sympla. Para garantir o seu, basta acessar o site oficial de vendas e selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.

                                                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            O preço do ingresso para o Rio Boat Show 2026 é R$ 110 (mais taxas de serviço) para a entrada comum. Idosos e pessoas com deficiência (PcD) têm direito a meia-entrada, por R$ 55 (mais taxas). Cada tíquete vale para qualquer um dos nove dias do salão e crianças de até 1 metro de altura não pagam.

                                                             

                                                            Você que é leitor de NÁUTICA tem ainda uma vantagem: desconto de 30% no ingresso comum. Para isso, basta inserir o código promocional NAUTICA30 na hora de selecionar os ingressos e, assim, garantir a entrada inteira por R$ 77 (mais taxas).


                                                            Anote aí!

                                                            RIO BOAT SHOW 2026

                                                            • Quando: de 11 a 19 de abril;
                                                            • Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
                                                            • Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
                                                            • Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;
                                                            • Ingressos: site oficial de vendas.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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