Barco inspirado em modelo da Revolução Farroupilha faz passeios gratuitos no Rio Taquari (RS)

Experiência no Lanchão Seival une história, turismo e educação ambiental. Próximos passeios acontecem em 23, 24, 30 e 31 de maio, em celebração aos 150 anos de Estrela

22/05/2026

História, turismo e educação ambiental. Um pouco de tudo isso está a bordo do Lanchão Seival, veleiro ligado diretamente à história da Revolução Farroupilha e que, nesta semana, volta a navegar no gaúcho Rio Taquari. A ideia é que o barco protagonize passeios gratuitos aliados à atividades educativas no Parque da Lagoa, como parte das celebrações pelos 150 anos do município de Estrela.

Quem embarcar nessa jornada participará de uma verdadeira imersão cultural. A embarcação, que já ao primeiro olhar chama atenção pela estrutura diferenciada, foi inspirada nos modelos utilizados pelo italiano Giuseppe Garibaldi durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845), revolta liderada por estancieiros do Rio Grande do Sul contra o governo imperial, motivada principalmente por altos impostos e disputas econômicas.

Foto: Daniély Schwambach / Divulgação

Memória gaúcha sobre as águas

Antes de atracar sobre as águas do Taquari, o Seival passou por um processo de reconstrução iniciado em 2019, no município de Camaquã, em uma iniciativa coordenada pela Associação Socioambiental Amigos do Seival (ASAS) e liderada por Antônio Carlos Rodrigues, responsável pelo projeto — e que agora conduz os passeios.

Antônio Carlos Rodrigues, responsável pelo projeto, agora comanda os passeios pelo Taquari. Foto: Daniély Schwambach / Divulgação

Ao jornal A Hora, Rodrigues detalhou que, para chegar ao resultado atual, a entidade se baseou em registros históricos e imagens feitas ainda em 1908, na cidade de Laguna, em Santa Catarina.

Fotografia feita em Laguna (SC) em 1908 foi uma das referências para reconstrução do Lanchão Seival. Foto: Arquivo

Essa é a melhor foto do Seival ainda flutuando. A partir dela, dos relatos históricos e de peças originais que ainda existem em Laguna, nós reproduzimos essa embarcação o mais próximo possível do original– relatou ao veículo

Segundo Rodrigues, o Seival foi construído entre 1838 e 1839, sob comando de Giuseppe Garibaldi, para atuar em águas rasas da Lagoa dos Patos durante a Revolução Farroupilha.

Foto: Daniély Schwambach / Divulgação

O barco teve ainda papel importante na República Juliana, movimento separatista e republicano proclamado em Santa Catarina, em julho de 1839. “A República Juliana durou cerca de 100 dias. Depois, o império retomou a região e o barco permaneceu em Laguna por mais de 60 anos, sendo utilizado para navegação local e transporte de cargas”, explicou Rodrigues.

Foto: Daniély Schwambach / Divulgação

Após décadas de uso e abandono, o Seival começou a ser reconstruído com base em peças originais preservadas em museus catarinenses, como um dos mastros, presente no Museu Anita Garibaldi.


Saiba como participar do passeio no Lanchão Seival

Os passeios gratuitos estão marcados para os dias 23, 24, 30 e 31 de maio, com saídas às 9h, 11h, 14h e 16h, no Parque da Lagoa. A embarcação possui capacidade para até 26 passageiros, sendo necessária a presença mínima de 10 pessoas por viagem. Para segurança, o barco conta com coletes salva-vidas, sinalizadores, extintores e balsa salva-vidas.

 

Além do passeio, os visitantes são convidados a acompanhar uma exposição de ferramentas históricas, objetos antigos e materiais ligados ao período farroupilha.

 

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    Brasil fecha Mundial de Fórmula Kite com dois nomes entre os seis melhores do mundo

    Lucas Fonseca e Bruno Lobo, ambos do Maranhão, ficaram na quarta e sexta colocação respectivamente

    21/05/2026

    O Brasil fez bonito ao colocar dois atletas entre os seis melhores do Mundial de Fórmula Kite, realizado de 11 a 16 de maio, em Portugal. Os brasileiros Lucas Fonseca e Bruno Lobo, ambos nascidos no Maranhão, confirmaram a força da classe na vela nacional e terminaram a disputa na quarta e sexta colocação, respectivamente.

    O Mundial de Fórmula Kite reuniu 90 dos melhores atletas do mundo na modalidade, incluindo campeões olímpicos e mundiais. Além de valer um troféu internacional, o torneio também é uma parte crucial do processo de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

    Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação

    A disputa aconteceu na cidade Viana do Castelo, na costa norte de Portugal. De acordo com a International Kiteboarding Association (IKA), organização máxima do esporte na vela, o destino conquistou uma reputação feroz entre os melhores atletas do mundo como um dos locais de competição mais exigentes e emocionantes do circuito.

    O desempenho dos brasileiros

    Nas semifinais, Lucas Fonseca e Bruno Lobo se encontraram na disputa — mas apenas um seguiu nela. Fonseca ficou entre os destaques da fase e fechou a etapa na segunda posição, o que lhe garantiu uma das duas vagas disponíveis da grande decisão do campeonato.

    Bruno Lobo terminou na sexta posição do Mundial. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação

    Como apenas os dois melhores de cada etapa avançavam, Lobo ficou de fora da bateria final e encerrou sua participação no Mundial de Kite na sexta posição geral. Ele havia finalizado em quarto lugar na fase classificatória, avançando direto às semifinais — Lucas, em nono, teve que partir das quartas.

    Vamos tirar lições para os próximos mundiais, incluindo o do próximo ano– comentou Bruno sobre a competição

    Na regata de definição do pódio, Fonseca esteve ao lado do austríaco Valentin Bontus, do suíço Gian Stragiotti e do favorito Maximilian Maeder, de Singapura. O maranhense chegou a cruzar a linha de chegada na terceira posição, mas sofreu uma penalização que lhe tirou a medalha de bronze, finalizando o Mundial em quarto lugar.

    Estou extremamente feliz com o resultado, mesmo ficando com aquele gostinho de quero mais. Mas o principal objetivo é o Mundial do ano que vem– disse Fonseca sobre seu desempenho

    Lucas Fonseca em disputa contra o singapurense Maximilian Maeder. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação

    Sendo assim, o pódio final da competição terminou com Maximilian Maeder em primeiro, Gian Stragiotti em segundo e Valentin Botus em terceiro. O singapurense, inclusive, reconheceu a dificuldade que seus adversários, incluindo Fonseca, impuseram na grande decisão do campeonato.

    Meus parabéns aos meus concorrentes por me pressionarem tanto– revelou Maeder

    Kitesurf brasileiro no caminho certo

    A participação da equipe brasileira no Mundial foi viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, com apoio da Energisa e Icatu Vanguarda, em conjunto com a Confederação Brasileira de Vela (CBVela).

    Foto: IKA Media/Robert Hajduk

    Para Daniel Azevedo, presidente da CBVela, os dois brasileiros no top-6 do Mundial de Fórmula Kite “comprovam um trabalho sólido e de longo prazo” que está sendo realizado dentro da confederação. Ele também destacou a força nordestina nessa modalidade.

    Ver dois velejadores do Maranhão entre os seis melhores do mundo é algo espetacular– disse Azevedo

    Lucas Fonseca com a bandeira do Brasil. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação

    Aos 32 anos, Bruno Lobo entrou no Mundial como um atleta mais veterano, dono de dois ouros nos Jogos Pan-Americanos e que representou o Brasil na estreia do kitesurf nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

     

    Já Fonseca, com 20 anos recém-completados, é uma jovem revelação do esporte maranhense que acumula conquistas expressivas, como o Campeonato Mundial Juvenil em 2024 e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Sub-23 em 2025. Agora, os dois atletas seguem na preparação para o ciclo das Olímpiadas de Los Angeles 2028.

    Confira mais fotos do Mundial de Fórmula Kite

    Bruno Lobo em ação no Mundial de Fórmula Kite. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Bruno Lobo em ação no Mundial de Fórmula Kite. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Bruno Lobo em ação no Mundial de Fórmula Kite. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Lucas Fonseca em ação no Mundial de Fórmula Kite. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Lucas Fonseca em ação no Mundial de Fórmula Kite. Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação
    Foto: IKA Media/Robert Hajduk / Divulgação

     

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      “Total diferença”: entenda o que tem chamado atenção nas lanchas Triton Flyer

      Plataformas laterais retráteis ampliam área útil na popa em até 40% e acompanham tendência de embarcações voltadas à convivência a bordo

      Por: Nicole Leslie -

      A busca por embarcações com maior integração entre áreas externas e internas tem influenciado projetos do mercado náutico, especialmente nos últimos anos. Assim, alguns estaleiros têm apostado em soluções que ampliam áreas de lazer sem aumentar o tamanho dos barcos, com foco em convivência a bordo e melhor aproveitamento de espaços.

      Foi nesse cenário que a Triton Yachts posicionou a linha Flyer, desenvolvida para modelos acima de 32 pés que carregam a premissa de servirem como “casas flutuantes”. Um dos recursos que mais têm chamado atenção nessas embarcações são as plataformas laterais retráteis instaladas na popa. Quando abertas, as estruturas ampliam em até 40% a área útil da região traseira das lanchas, adicionando cerca de 2 m² de espaço a bordo (em cada lado).

      Triton Flyer 44. Foto: Triton Yachts / Divulgação

      A experiência de quem buscava mais espaço

      Apaixonado pelo universo náutico, o navegador Rodrigo Cerqueira precisou de 30 anos no mar para encontrar uma embarcação que reunisse as características que procurava. Foi em uma Triton Flyer 34 T-top que ele encontrou a combinação desejada entre motorização, área de lazer e aproveitamento interno.

      A plataforma lateral faz total diferença. Eu buscava uma lancha com motorização de popa, mas tinha receio de perder área de lazer na popa. A plataforma lateral generosa da linha Flyer resolveu isso perfeitamente-afirmou Rodrigo

      Triton Flyer 34 de Rodrigo. Foto: Rodrigo Cerqueira / Arquivo pessoal

      Segundo ele, a decisão pela embarcação veio após comparar modelos da mesma categoria em diferentes estaleiros. Além da área externa, o navegador destaca o aproveitamento dos ambientes internos como um dos fatores que influenciaram na escolha.

      Também pesaram muito [na decisão] as dimensões internas, a versatilidade, a navegação e a confiabilidade do casco-complementou

      Plataforma lateral da Triton Flyer 34 foi um dos diferenciais decisivos para a escolha. Foto: Rodrigo Cerqueira / Arquivo pessoal

      Aposta em convivência externa e layouts integrados

      De acordo com o diretor de marketing da Triton, Allan Cechelero, as plataformas laterais retráteis e automáticas estão entre os principais destaques da linha. Elas são instaladas em um ou ambos os lados da plataforma de popa a depender do tamanho da lancha. A estrutura cria uma espécie de varanda, que forma uma área adicional de convivência próxima ao mar.

       

      Nos modelos maiores, o recurso é combinado a uma plataforma submergível, utilizada tanto para facilitar o acesso à água quanto para aproximar e amarrar jets e botes infláveis.

      Foto: Triton Yachts / Divulgação

      Outro ponto explorado pela fabricante nas Flyer é a habitabilidade das embarcações. A proposta da linha é oferecer ambientes internos mais amplos mesmo em modelos a partir de 32 pés, com layouts integrados entre salão principal e espaço gourmet voltados ao day use.

       

      Entre as características destacadas pela Triton também estão o pé-direito superior a 1,85 m nas cabines, banheiros com box separado e a possibilidade de escolher entre motorização centro-rabeta ou de popa, a depender apenas da preferência do proprietário.

      Plataforma lateral retrátil é um dos diferenciais da linha Flyer da Triton. Foto: Triton Yachts / Divulgação

      Linha já chegou ao mercado internacional

      Atualmente, o portfólio da linha Flyer reúne modelos de 32, 34, 37, 38 e 44 pés. A menor delas, a Triton Flyer 32, foi apresentada durante o São Paulo Boat Show 2025 e inaugurada em águas cariocas durante o Rio Boat Show 2026.


      A proposta das “casas flutuantes” também já chegou ao mercado internacional. O modelo Flyer 38 HT integra a carteira de exportações da Triton Yachts para os Estados Unidos, onde as embarcações são comercializadas sob o nome Hanover. A expectativa da fabricante é ampliar a linha nos próximos meses, com novas atualizações e novidades voltadas ao segmento.

       

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        Rio de Janeiro segue no calendário do SailGP em nova data em 2027; veja programação completa

        Única etapa sul-americana da disputa ocorrerá nos dias 9 e 10 de outubro, durante a reta final da temporada

        20/05/2026

        Depois de uma estreia histórica no Brasil em abril deste ano, o SailGP voltará às águas do Rio de Janeiro para a temporada 2027. Desta vez, a única etapa sul-americana da competição será a 11ª, ou seja, a antepenúltima — e decisiva — da disputa, marcada para os dias 9 e 10 de outubro.

        Segundo a organização do evento, a realização do SailGP no Rio de Janeiro representa mais um passo da estratégia internacional de crescimento da liga, que vem ampliando sua presença em mercados considerados estratégicos ao redor do mundo com uma proposta que une esporte, tecnologia e entretenimento.

        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp e @sailgp / Reprodução

        Para Alan Adler, CEO da IMM Esporte e Entretenimento, o sucesso da edição de estreia “demonstrou não apenas a força do Rio como palco global para grandes eventos esportivos, mas também o enorme potencial de conexão entre o público brasileiro e uma plataforma inovadora, sustentável e que representa o futuro do esporte“.

        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp e @sailgp / Reprodução

        A etapa na Baia de Guanabara marcou ainda o primeiro contato do Mubadala Brazil SailGP Team, time brasileiro na disputa, com a torcida brasileira. Na ocasião, grandes nomes da vela mundial estiveram reunidos junto a uma forte — e energética — presença do público.


         Calendário 2027 do SailGP

        A confirmação da etapa brasileira faz parte do anúncio oficial do calendário completo da temporada 2027 do Rolex SailGP Championship, divulgado nesta quarta-feira (20) pela organização global da liga. A próxima temporada será a maior da história do SailGP até aqui, com 13 etapas realizadas entre Ásia, Oceania, Europa, América do Norte, América do Sul e Oriente Médio.

        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp e @sailgp / Reprodução

        As disputas terão início nos dias 16 e 17 de janeiro, em Hong Kong, uma das novas sedes da competição. Na sequência, a liga passa por Perth, San Francisco, Bermudas, Halifax, Nova York, Portsmouth, Sassnitz, Valência e Roma, antes de chegar ao Rio de Janeiro e seguir para Dubai. A sede da grande final da temporada ainda será anunciada. Confira datas:

        • 16 e 17 de janeiro – Hong Kong Sail Grand Prix;
        • 13 e 14 de fevereiro – Australia Sail Grand Prix | Perth;
        • 3 e 4 de abril – San Francisco Sail Grand Prix;
        • 1 e 2 de maio – Apex Group Bermuda Sail Grand Prix;
        • 15 e 16 de maio – Canada Sail Grand Prix | Halifax;
        • 5 e 6 de junho – New York Sail Grand Prix;
        • 24 e 25 de julho – Emirates Great Britain Sail Grand Prix;
        • 14 e 15 de agosto – Germany Sail Grand Prix | Sassnitz;
        • 4 e 5 de setembro – Spain Sail Grand Prix | Valencia;
        • 11 e 12 de setembro – Italy Sail Grand Prix;
        • 9 e 10 de outubro – Enel Rio Sail Grand Prix;
        • 20 e 21 de novembro – Emirates Dubai Sail Grand Prix, apresentado por DP World;
        • Novembro / Dezembro (a confirmar) – Grande Final da Temporada 2027 do Rolex SailGP Championship.

        Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix 2027 devem começar a ser vendidos ainda este ano. Mais informações sobre a etapa brasileira e acesso prioritário à pré-venda estarão disponíveis no site oficial.

         

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          Estrela do tênis mundial, Carlos Alcaraz encomenda iate personalizado de 88 pés; confira

          Espanhol de 23 anos anunciou entrada no mundo náutico com um catamarã de 26,8 metros. Conheça a embarcação!

          Parece que Rafael Nadal não é o único tenista espanhol que entrou de cabeça no mundo dos iates. Atual número dois do ranking mundial simples masculino e sete vezes campeão de Grand Slams, Carlos Alcaraz encomendou um novo barco de 88 pés (26,8 metros) para chamar de seu: o catamarã Sunreef Ultima 88, da polonesa Sunreef Yachts, que será totalmente personalizado a gosto do atleta.

          Para debutar no universo náutico, Alcaraz optou por uma opção que lhe traria uma fuga perfeita da intensidade do tênis. O modelo — uma das mais recentes adições ao portfólio do estaleiro, que possui na linha Ultima barcos de 44 a 111 pés — , chega carregado de espaços amplos, quartos para convidados, jacuzzi e garagem para jets.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          Eu simplesmente amo barcos. E amo o mar desde que eu era pequeno– revelou Alcaraz à revista Forbes

          “De tempos em tempos preciso escapar de tudo. Para mim, estar em uma embarcação e ir em direção ao mar com amigos e familiares é perfeito”, concluiu o espanhol.

          Carlos Alcaraz a bordo da Sunreef 80 Power. Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          Por dentro do novo iate de Carlos Alcaraz

          Depois de muito pesquisar, Alcaraz optou por um trimarã de 88 pés que lhe permitirá desfrutar do lazer com familiares e amigos em meio a uma arquitetura para lá de elegante, projetada para um estilo de vida conectado ao mar. Não à toa, o iate apresenta um “Ocean Lounge” na popa, com varandas laterais retráteis que empliam o espaço de convivência mais requisitado da embarcação.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          Por ali também ficam uma plataforma hidráulica e uma ampla garagem, que viabilizam acesso direto a um jet e equipamentos para esportes aquáticos — ou seja, uma extensa zona de lazer com atividades a beira mar, conforme o tenista queria.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          O layout do projeto, totalmente personalizado para o espanhol, inclui acomodações para hóspedes em quatro cabines, além de uma espaçosa suíte master na proa do convés principal. Essa área, alías, ocupa toda a largura do catamarã e promete a entrada de luz natural abundante, além de um amplo banheiro com banheira.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação
          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          Lá no topo, o flybridge dispõe de áreas generosas para relaxar, socializar e aproveitar refeições ao ar livre, com direto a uma jacuzzi com a vista mais privilegiada da embarcação.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          De acordo com o estaleiro, as linhas aerodinâmicas e a geometria de casco otimizada do iate aprimoram o desempenho e garantem “manobrabilidade suave e acesso fácil a marinas e ancoradouros isolados”. O Sunreef Ultima 88 de Alcaraz ainda possui painéis solares ultraleves, finos e flexíveis.

          Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          Movido tanto por um motor a combustão quanto por um elétrico, o Ultima 88 reúne características raras entre catamarãs desse porte: arquitetura charmosa, design moderno e desempenho tido como excepcional. A embarcação atinge velocidade máxima de 26 nós (cerca de 48 km/h), sem abrir mão do conforto e da estabilidade típicos de uma plataforma multicasco.

          Carlos Alcaraz visita fábrica onde seu iate está sendo construído. Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

          O barco, que marca a entrada do jovem multicampeão no mundo náutico, ainda está em construção numa marina de Gdansk, na Polônia. Por se tratar de um modelo personalizado, a embarcação foge do valor de tabela. A título de comparação, outros modelos da linha são encontrados por valores entre US$ 9 e US$ 10 milhões (cerca de R$ 45 a R$ 50 milhões conforme valores convertidos em maio de 2025) em plataformas de revenda.

           

          Se faltava um refúgio calmo para contrastar com a frenesi do tênis profissional, pode-se dizer que ele encontrou o seu cantinho longe de toda aquela agitação. Só faltou uma quadra de tênis para Alcaraz se sentir mais à vontade ainda.

           

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            Semana de Vela de Ilhabela bate 100 inscritos dois meses antes da disputa; veja como participar

            2º lote de inscrições abriu nesta segunda-feira (18). Competição, considerada o maior evento de vela da América Latina, acontece de 24 de julho a 1º de agosto e tem vagas limitadas

            19/05/2026

            Com o mês de julho se aproximando, os ventos já sopram para Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. O arquipélago, também conhecido como a Capital da Vela, recebe, de 24 de julho a 1º de agosto, a 53ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), evento considerado o maior do tipo na América Latina. Não à toa, a dois meses da disputa, mais de 100 entusiastas já garantiram seu lugar no encontro.

            Organizado pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), o evento reúne os maiores nomes do esporte no Brasil e no mundo, que competem nas classes ORC, BRA-RGS, C30, Clássicos, RGS Cruiser e HPE 25, sendo que esta última retornará para as raias em 2026 após dois anos.

             

             

            Em 2025, mais de 120 veleiros enfrentaram regatas intensas e disputas acirradas ao longo de 7 dias — cenário que promete ser ainda maior em 2026.

            53ª edição da Semana de Vela de Ilhabela: saiba como se inscrever

            As inscrições para a 53ª Semana de Vela de Ilhabela já estão no segundo lote, que seguirá disponível até o dia 28 de junho. O terceiro lote começa no dia 29 do mesmo mês e está previsto para continuar até 17 de julho ou até que as vagas, que são limitadas, se encerrem.

             

            A venda é feita através do site oficial da competição e tem valores a partir de R$ 300 por tripulante. Vale destacar que, a partir do terceiro lote, esse custo sobe para R$ 500.


            O aviso de regata, que traz informações essenciais para quem deseja participar do evento, também já foi divulgado e pode ser conferido na página de avisos da SIVI.

            Muito mais que uma disputa

            Como já é tradição, a SIVI terá mais uma edição do projeto Velas do Amanhã, iniciativa que aproxima jovens de escolas públicas e iniciativas sociais dos barcos de oceano — além, é claro, do esporte.

            Foto: Matias Capizzano / SIVI / Divulgação

            Por meio dessa experiência, os participantes têm a oportunidade única de velejar em embarcações modernas e competitivas, ao passo que constroem uma bagagem sobre educação ambiental.

             

            A ação busca democratizar o acesso ao esporte, permitindo que novos talentos surjam de contextos socioeconômicos diversos. Muitos dos competidores de elite atuais, aliás, iniciaram suas trajetórias nesses mesmos projetos sociais, o que evidencia o impacto positivo da iniciativa.

             

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              Classic Boat Festival celebra 10ª edição com desfile de relíquias náuticas na Guarapiranga

              Evento que ocorreu nos dias 16 e 17 de maio reuniu barcos históricos, motores potentes e outras preciosidades

              Por: Redação -

              A Represa de Guarapiranga, no coração da cidade de São Paulo, foi palco de um verdadeiro encontro de apaixonados pela náutica clássica no último fim de semana. Nos dias 16 e 17, o tradicional Yacht Club Paulista recebeu a 10ª edição do Classic Boat Festival, reunindo embarcações históricas com seus motores potentes, autoridades e famílias inteiras em um cenário perfeito de céu azul e muito sol.

              Sob o comando do comodoro Sergio Canineo, o elegante evento reforçou sua posição como um dos encontros mais charmosos da motonáutica brasileira. “O Classic Boat Festival chega à sua 10ª edição consolidado como um encontro de preservação da memória náutica, de celebração da nossa história e, acima de tudo, de convivência entre pessoas apaixonadas pelo universo das embarcações clássicas”, destacou Canineo.

              Sergio Canineo, comodoro do Yacht Club Paulista. Foto: Carlos Gomes

              Grandes clássicos que marcaram época navegaram pelas águas da Guarapiranga e desfilaram diante do público, arrancando olhares, memórias e emoção dos apaixonados por barcos. O ronco dos motores ecoando pela represa deu o tom do encontro. Entre as preciosidades náuticas, embarcações históricas e máquinas supermotorizadas mostraram por que seguem despertando admiração décadas depois de seu lançamento.

              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes

              Nem tudo ficou na água. Muitas embarcações fizeram sucesso também na área seca do clube, permitindo ao público observar de perto detalhes de acabamento, design e mecânica dessas verdadeiras obras-primas da náutica. O festival contou ainda com a presença da banda da Marinha do Brasil, que trouxe um clima especial ao encontro, além de autoridades civis e militares.

              Foto: Carlos Gomes
              Banda da Marinha do Brasil na 10ª edição do Classic Boats. Foto: Carlos Gomes

              Entre os presentes esteve o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Marco Antônio Linhares Soares, reforçando a relevância institucional do evento. “Eventos como o Classic Boat Festival valorizam a cultura marítima, preservam a memória da navegação e aproximam a Marinha da sociedade, especialmente em encontros que celebram a paixão pelo mar e pelas embarcações que marcaram época”, destacou Linhares.

              Vice-almirante Marco Antônio Linhares Soares, comandante do 8º Distrito Naval. Foto: Carlos Gomes

              O clima também ajudou. O fim de semana ensolarado transformou o passeio em um programa perfeito para toda a família, com o público circulando entre barcos clássicos, atrações e momentos de confraternização. Além da náutica, o evento também abriu espaço para uma exposição de carros clássicos, ampliando ainda mais a experiência para os visitantes apaixonados por máquinas históricas.

              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes

              Ao completar sua 10ª edição, o Classic Boat Festival mostra que a paixão pelos barcos clássicos segue mais viva do que nunca, preservando histórias, reunindo gerações e celebrando um estilo de navegar que jamais sai de moda.

              Confira mais fotos da 10ª edição do Classic Boats

              Autoridades presentes no Yacht Club Paulista. Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes
              Foto: Carlos Gomes

               

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                “Marco histórico”: NX começa processo de infusão do casco da NX62 Design by Pininfarina

                Estaleiro pernambucano divulgou nas redes sociais o método que permitiu a maior embarcação da história da empresa ganhar forma

                18/05/2026

                O maior barco já produzido pela NX Boats está começando a ganhar forma diante dos nossos olhos. Na última semana, o estaleiro pernambucano divulgou em suas redes sociais o processo de infusão do casco da nova NX62 Design by Pininfarina, modelo que promete recursos inéditos para uma 60 pés.

                Descrito pela empresa como um “marco histórico”, o importante momento significa que, pela primeira vez, o casco da nova lancha começa efetivamente a ganhar forma estrutural. O método de infusão é amplamente utilizado em catamarãs, veleiros de alta performance, grandes iates e embarcações premium — como é o caso da NX62 Design by Pininfarina.

                O processo de infusão foi iniciado e, junto a ele, nasce uma nova referência de sofisticação, inovação e engenharia náutica– escreveu o estaleiro na postagem

                A empresa ainda complementou que “o que antes era apenas um sonho, agora começa a tomar forma para transformar o mercado e elevar a experiência de navegar a um novo patamar”. Confira a infusão do casco da NX62 Design by Pininfarina:

                 

                 

                Ver essa foto no Instagram

                 

                Um post compartilhado por NX BOATS (@nxboats)

                 

                Neste processo, a fibra seca é posicionada no molde do casco (ou de outras partes do barco) para receber a resina por meio de sucção a vácuo. Assim, em vez da tradicional aplicação manual, a resina “viaja” pelo material puxada pela pressão negativa, espalhando-se por toda a estrutura de maneira mais uniforme — como é possível observar no vídeo.

                Confira fotos exclusivas da NX62 após a infusão

                Foto: NX Boats/ Divulgação
                Foto: NX Boats/ Divulgação

                Vem aí: NX62 Design by Pininfarina

                A sofisticação é italiana, mas a inovação é brasileira. Assim pode ser descrita a disruptiva NX62, desenvolvida pelo estaleiro pernambucano em parceria com o renomado estúdio de design italiano Pininfarina. A lancha tem uma proposta ousada: o espaço e a performance de um barco de 60 pés com a experiência de um iate de 80.

                Jonas Moura durante apresentação da NX62 Design by Pininfarina. Foto: RP/ Revista Náutica
                Maquete da NX62 Design By Pininfarina no São Paulo Boat Show 2025. Foto: RP/ Revista Náutica

                O pré-lançamento da lancha ocorreu no São Paulo Boat Show 2025 por Jonas Moura, CEO da NX Boats. À época, ele contou que fez questão de não entrar em nenhuma lancha de 60 pés, mas, sim, em embarcações de 70 a 120 pés. A ideia foi trazer elementos só vistos em barcos de maior porte.

                [O barco] tem o melhor projeto de uma embarcação de 60 pés do mundo– afirmou Jonas Moura


                Como é de costume do estaleiro, a nova lancha também contará com aproveitamento total dos espaços — logo, não terá passagem lateral. “Somos muito criticados por isso, mas é uma tendência mundial”, disse Moura durante o salão náutico paulista.

                NX62 Design by Pininfarina. Foto: NX Boats/ Divulgação

                Com quatro camarotes, a NX62 ainda possui outra boa sacada: um banheiro no cockpit. O interior, por sua vez, conta com amplas janelas panorâmicas, móveis refinados de design contemporâneo, acesso a proa por porta elétrica e pisos que seguem o mesmo nível — um detalhe de ouro.

                Foto: NX Boats/ Divulgação

                A suíte principal aproveita a popa de forma integral, inclusive no banheiro. A área de serviço, por sua vez, contempla cabine para dois marinheiros e um banheiro, que também pode ser utilizado por quem aproveita a área de popa.

                Foto: NX Boats/ Divulgação

                A embarcação será capaz de transportar até 28 passageiros, sendo que oito poderão pernoitar a bordo. Para empurrar tudo isso, uma dupla de IPS 950 (D11 725 HP) prometem dar conta do recado.

                Foto: RP/ Revista Náutica

                Quando ela será lançada?

                Para quem não consegue mais esperar, uma boa notícia: a estreia da NX62 Design by Pininfarina está próxima. De acordo com a empresa, o lançamento da maior embarcação da história do estaleiro acontecerá no maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show 2026.

                Estande da NX Boats no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                O evento está marcado para 24 a 29 de setembro deste ano, no São Paulo Expo. Segundo o estaleiro pernambucano, a novidade representará a consolidação da “posição da NXBoats na vanguarda da náutica de luxo nacional e internacional”.

                 

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                  Dois anos e meio após bar flutuante, Heineken colhe resultados ambientais no Rio Pinheiros

                  Heineken Floating Bar, que contou com píeres Metalu, teve seus lucros destinados a iniciativas que entregaram melhorias concretas na região

                  Depois de dois anos, o edital da Heineken em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, legado do Heineken Floating Bar (bar flutuante que contou com píeres Metalu), começa a colher seus frutos na recuperação do Rio Pinheiros, em São Paulo. A iniciativa apoiou seis projetos que entregaram melhorias concretas na qualidade da água, resiliência urbana e engajamento das comunidades locais, segundo a empresa.

                  Por meio da Green Your City, plataforma de cultura e sustentabilidade da Heineken, os projetos têm promovido melhorias diretas na qualidade da água, no controle de enchentes, na recuperação de áreas degradadas e no engajamento comunitário em territórios estratégicos da bacia do rio.

                  Foto: Helena Yoshioka

                  Os resultados expressivos desses projetos materializam o legado sustentável que queremos construir para as próximas gerações e reafirma o impacto positivo da plataforma Green Your City– afirma Ligia Camargo, Diretora de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN

                  Lançada em dezembro de 2023 como alavanca da Green Your City, a iniciativa destinou aportes de até R$ 100 mil para cada um dos seis projetos, com recursos viabilizados a partir do lucro gerado pelo Heineken Floating Bar. A seguir, confira quais foram as iniciativas contempladas para a recuperação do Rio Pinheiros.

                  Ilhas Filtrantes

                  O projeto Ilhas Filtrantes, responsável pela instalação de quatro ilhas flutuantes vegetadas na Raia Olímpica da USP, já demonstra um impacto ambiental expressivo, segundo a Heineken.

                   

                   

                  A iniciativa, que beneficia um público diário de 550 visitantes, possibilitou a remoção e o descarte adequado de 5 toneladas de resíduos de ambiente aquático. Além disso, o projeto gerou empregos locais, com 75% dos contratados fechados com moradores da própria região.

                   

                  Segundo Leonardo Tannous, engenheiro ambiental da iniciativa, “as ilhas flutuantes são um sistema de purificação e vivificação de rios e corpos d’água que ajudam a imitar o que a natureza já faz”. Assim, servem como um filtro para o tratamento da água.

                  Escadaria Verde do Beco

                  Com foco em infraestrutura verde no bairro da Vila Madalena, o projeto promoveu a revitalização da Praça José Antônio de Oliveira com a implantação de terraços de chuva e o plantio de 2.235 mudas de espécies nativas, incluindo 720 em seis novos jardins.

                   

                   

                  A ação, por sua vez, aumenta a capacidade de infiltração da água no solo e reduz o escoamento superficial, mitigando inundações na região e envolvendo diretamente 110 participantes em atividades educativas.

                  Travessia das Águas

                  Com uma forte frente de educação e mobilização, o projeto alcançou um público amplo em duas áreas distintas. Nos córregos Corujas e Zavuvus, envolveu centenas de pessoas, incluindo:

                  • 290 estudantes e 11 professores da Escola Municipal Olavo Pezzotti em atividades de monitoramento da água;
                  • 700 residentes do entorno da escola que receberam informações sobre a proteção dos córregos;
                  • 530 pessoas na comunidade do Córrego Zavuvus, entre atendimentos de saúde comunitária e oficinas socioambientais, totalizando 145 alcançados diretamente e 385 indiretamente.

                   

                  Parque da Fonte do Peabiru

                  O projeto implementou uma solução de saneamento ecológico que já trata o esgoto de cinco residências, o equivalente aos dejetos de 30 pessoas. Isso melhora a qualidade do riacho que passa no Parque da Fonte, no Butantã.

                   

                   

                  A iniciativa beneficiou diretamente 200 pessoas e alcançou outras 400 indiretamente por meio de ações culturais e educativas que fortaleceram o vínculo da comunidade com o parque, segundo a empresa.

                  A Gente da Água

                  Focado no protagonismo jovem, este projeto de educação ambiental mobilizou 90 estudantes do Centro Educacional Unificado Butantã em oficinas e visitas de campo. Sua campanha de comunicação colaborativa alcançou cerca de 30 mil pessoas nas redes sociais, enquanto o festival comunitário promovido no Parque da Joia reuniu mais de 250 pessoas.

                   

                  Jardins de Chuva

                  Alinhado ao projeto “A Gente da Água”, foram implementados seis jardins de chuva no Parque da Joia, somando 60 m². O projeto contribui para a retenção da água da chuva, com potencial para reduzir inundações, favorecer a recarga do lençol freático e ampliar a biodiversidade local por meio do plantio de espécies nativas.

                  Foto: Prefeitura de São Paulo/ Divulgação

                  Por um futuro mais verde

                  Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, ressalta que a organização e o Grupo HEINEKEN já mantêm uma parceria de longa data. Segundo ele, a criação do edital nasceu desse histórico e da vontade de ampliar o alcance da atuação ambiental, que abre espaço para que vários setores da sociedade gerassem um impacto real.

                  No The Town, a Heineken abasteceu o evento com mais de 13/505 kwh de energia verde, que equivale a 27.481 kc02 evitados. Foto: Heineken/ Divulgação

                  Para o grupo, o anúncio dos resultados dos projetos selecionados conclui o ciclo iniciado com o edital de 2023. O acompanhamento das iniciativas e das próximas ações da plataforma Green Your City pode ser feito pelos canais oficiais do Grupo HEINEKEN.

                  Relembre o bar flutuante da Heineken

                  Se hoje esse avanço em prol do Rio Pinheiros foi possível, é porque lá atrás, em 2023, o bar flutuante da Heineken abriu caminho — e fundos — para que isso acontecesse. A iniciativa da Green Your City destinou seus lucros obtidos com o Heineken Floating Bar ao apoio de projetos de revitalização da região.

                  Foto: Helena Yoshioka

                  O badalado primeiro bar flutuante do mundo, instalado temporariamente no Rio Pinheiros, contou com a parceria da Metalu — divisão de infraestrutura do Grupo Náutica — que implementou seus píeres ao projeto. O Heineken Floating Bar abriu em 30 de setembro e funcionou até 29 de outubro de 2023.

                  O espaço tinha bar, drinks e petiscos, além de apresentações de DJs e um show de luzes à noite de brilhar os olhos. A ideia era chamar a atenção da população para as condições do rio à época, um dos mais importantes da capital paulista e poluído há décadas. O acesso à infraestrutura era gratuito e controlado por agendamento.

                  Confira mais fotos do bar flutuante da Heineken

                  Foto: Helena Yoshioka
                  Foto: Heineken/ Divulgação
                  Foto: Heineken/ Divulgação
                  Foto: Heineken/ Divulgação
                  Foto: Heineken/ Divulgação

                   

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                    Teste Intermarine 70: mesmo barco, interiores diferentes

                    Embarcamos em duas Intermarine 70 e navegamos para mostrar como a customização pode transformar uma mesma lancha em barcos distintos — sem abrir mão do conforto, do acabamento impecável e da experiência única a bordo

                    17/05/2026

                    Uma Intermarine não precisa ser novidade para chamar atenção. Mas, se for, melhor ainda. No caso da Intermarine 70 (IM 70), lancha de acabamento impecável lançada no São Paulo Boat Show 2023, o grande diferencial está nas múltiplas possibilidades de personalização. O que sempre fez parte do DNA do estaleiro — e já era uma de suas marcas registradas — agora virou o foco principal, reafirmando sua posição de vanguarda na construção de embarcações de luxo no Brasil.

                    Em atividade desde 1973 e já com mais de 5000 barcos de grande porte na água, a empresa estruturou processos, ampliou opções e colocou a customização no centro de sua estratégia. E a IM70 é um dos exemplos mais claros dessa nova fase. “Era natural avançarmos para um patamar ainda maior de personalização, para que cada barco fosse realmente o reflexo da vida de quem o comanda”, explica Roberta Ramalho, CEO da Intermarine e filha do fundador, Gilberto Ramalho.

                    Duas Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Essa filosofia se materializa especialmente nos modelos acima de 60 pés, que oferecem maior liberdade de configuração. Mas toda a linha — da IM 45 à 24M, incluindo as versões 48 Offshore e 58 Offshore — pode ser customizada. Resultado: nenhum barco sai da fábrica igual ao outro.

                     

                    Para ver na prática como essa filosofia se traduz na água, escolhemos duas versões da IM 70, um dos modelos mais emblemáticos da marca, e comparamos as personalizações adotadas em cada uma delas. Se testar uma Intermarine é sempre especial, ter duas IM 70 disponíveis ao mesmo tempo é uma experiência única. Ancoradas, lado a lado, nas águas de Balneário Camboriú, elas são de virar todas as cabeças.

                     

                    Assista ao teste completo!

                     

                     

                    Com 21,55 metros de comprimento máximo (70,7 pés), essa lancha, apesar de ser produzida em série, oferece inúmeras opções de layout. No salão, por exemplo, a cozinha pode ser posicionada à meia-nau ou a ré, ampliando a integração com a praça de popa. Nesse mesmo nível, é possível incluir um lavabo — solução prática que dispensa a ida ao pavimento inferior sempre que alguém precisar usar o banheiro.

                    Cozinha em uma Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Ainda na cabine, com acomodações para oito pessoas em pernoite, a suíte máster (que fica na meia-nau) pode ser encomendada em duas versões: com uma dinete (pequeno escritório) em frente à cama ou com um sofá (ou duas poltronas) em vez do móvel com cadeiras. Há também a possibilidade de configurar o ambiente com dois banheiros independentes ou, alternativamente, com um único banheiro e um grande closet.

                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Já na proa, o solário pode ser convertido em um segundo sofá e dar vida a um gostoso lounge. Por sua vez, o flybridge pode ser personalizado com móveis soltos ou ocupado por um bar e um segundo espaço gourmet.

                    Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Junto com as inúmeras possibilidades de personalização, chama a atenção a preocupação do estaleiro com detalhes, visível nas duas versões da lancha. Não há uma madeira de tom destoante nem encaixe que não seja perfeito. Motivo: todos os componentes do barco são fabricados no próprio estaleiro, sob rígido controle de qualidade.

                     

                    Em resumo, a Intermarine combina processos industriais de ponta, como usinagem CNC e laminação por infusão, a um acabamento artesanal, feito peça a peça, como se vê nesta 70 pés.

                    Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Como ela é

                    Projetada para oferecer uma atmosfera de convívio casual e elegante, a IM 70 combina farta utilização de madeira na decoração interna, sofás confortáveis e janelões panorâmicos. Tudo na medida certa: sofisticado, mas sem exageros.

                    Interior de uma Intermarine 70. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                    O salão, todo envidraçado e com piso único — sem degraus — revestido de teca, integra-se totalmente à praça de popa, ampliando a sensação de espaço a bordo. Situado a boreste, um sofá de quatro lugares com mesa central divide o ambiente com uma TV embutida no outro bordo.

                     

                    A cozinha vem de série com fogão de indução de quatro bocas, geladeira e freezer de gaveta, armários para mantimentos, micro-ondas, exaustor, gavetas para utensílios, pia e duas lixeiras. Entre ela e o cockpit há uma janela, seguida de uma bancada e de uma porta de vidro. Quando abertos, os ambientes se integram.

                    Interior de outra Intermarine 70. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                    O posto de comando, a bombordo, tem poltrona individual e boa visibilidade, inclusive para a popa. No painel, as duas telas originais de 9 polegadas podem ser substituídas por versões de 12. Espaço não falta. O joystick interliga os propulsores de manobra de proa e de popa. Todos os comandos ficam bem posicionados, à mão do piloto. A poltrona do condutor não tem regulagem de distância, mas a altura pode ser ajustada.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Pernoite para 8 pessoas

                    No convés inferior, os quatro camarotes também esbanjam categoria, com camas de casal enormes nas suítes de meia-nau e de proa e dois beliches (conversíveis em camas de casal) nos quartos de bombordo e boreste. As janelas são grandes, com vista privilegiada para o mar, e proporcionam iluminação e ventilação naturais.

                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    A altura média interna ultrapassa dois metros (apenas na suíte máster o pé-direito cai para 1,92 metro), chegando a 2,40 metros na suíte de proa — algo inédito nesse tipo de embarcação.

                     

                    A tripulação tem seu próprio e bom camarote duplo (com banheiro fechado, TV, máquina de lavar, geladeira), acessível pela plataforma de popa.

                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    A praça de popa, com 13,5 metros quadrados e 2,10 metros de pé-direito, é considerada uma das maiores da categoria. Acomoda até oito pessoas à mesa e pode receber um toldo do tipo stobag. Conta ainda com ice maker, sapateira, paiol para defensas e a exclusiva Day Bed da Intermarine, sofá conversível em solário ou cama diurna.

                    Área externa

                    O acesso ao flybridge se dá por uma escada de teca com fechamento de segurança em acrílico. Esse convés, verdadeiro terraço ao ar livre, comporta, com folga, 12 pessoas e pode receber diferentes configurações: chuveiro, bar e churrasqueira elétrica, ou solário com espreguiçadeiras. A meia-nau concentra um espaço gourmet integrado a sofá em “L” ou em “U”, com mesa de centro e bancada.

                     

                    Na proa, o solário com cabeceira rebatível se transforma em um lounge para seis pessoas, com mesa central dobrável. Um toldo, cuja armação em fibra de carbono e aço inox já vem de fábrica, aumenta o conforto.

                    Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    A plataforma de popa, submersível, mede 2,23 metros (1,20 metros na parte móvel) e suporta até 600 quilos. Somada às abas laterais rebatíveis, que aumentam a boca de 5,25 para 6,5 metros na popa, funciona como beach club e pode levar até o jet mais pesado do mercado. Vem equipada com chuveirinho, escada basculante, sapateira, suporte para bote de até três metros e passarela hidráulica embutida.

                    Como ela navega

                    Saímos para navegar com a Intermarine 70 em Balneário Camboriú, com mar calmo e tanques cheios. Para avaliar o casco, buscamos marolas de barcos grandes que cruzavam a região e as enfrentamos em várias direções. Em todas as situações, a IM70 se comportou bem, com estabilidade consistente.

                    Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Equipada com dois motores MAN V8 a diesel de 1300 hp, a lancha atingiu 30 nós de velocidade máxima, a 2400 giros. Sem pintura de fundo, a lancha deve chegar nos 31,5 nós. No teste de aceleração, foi da marcha lenta aos 20 nós em apenas 11,7 segundos — feito e tanto para uma embarcação de 70 pés com flybridge que desloca 40 toneladas carregada.

                     

                    Ainda mais interessante foi a velocidade de cruzeiro: 24 nós, a 2000 rpm. Trata-se de um cruzeiro alto, mantido de forma bastante conservadora, sem exigir demais dos motores. Nessa faixa, a embarcação alia desempenho e eficiência, garantindo uma autonomia de cerca de 230 milhas náuticas — considerando 90% da capacidade dos tanques, que somam 3.740 litros. Se não houver pressa, navegando a 11,3 nós a autonomia salta para 377 milhas. Aí, a Intermarine 70 vai longe, mas devagar, como todo barco.


                    Em relação à manobrabilidade, a lancha agradou: a 24 nós, executou curvas fechadas com raio entre apenas um e 1,5 vez o próprio comprimento — agilidade útil para desviar de obstáculos ou embarcações. Em resumo: se ancorada a Intermarine 70 já é de virar todas as cabeças, acelerando rouba a cena e entrega um desempenho digno do padrão de exclusividade que representa.

                    Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Detalhes da navegação

                    Em velocidade de cruzeiro a 24 nós, a 2000 rpm, a Intermarine 70 demonstra um equilíbrio entre desempenho e eficiência. Trata-se de um cruzeiro alto, mantido de forma conservadora, que não exige demais dos motores, proporcionando navegação confortável e segura. Nessa faixa, a lancha consegue percorrer cerca de 230 milhas náuticas.

                    Pontos altos

                    • A qualidade da construção;
                    • Alto grau de personalização;
                    • A aceleração vigorosa.

                    Pontos baixos

                    • Poltrona do piloto só tem regulagem de altura;
                    • Componente de PVC na rede hidráulica;
                    • Faltam fixadores de panelas no fogão.

                    Ficha técnica Intermarine 70

                    • Comprimento total com púlpito: 21,55 metros;
                    • Comprimento do casco com plataforma de popa: 20,90 m;
                    • Boca: 5,25 m;
                    • Boca máxima com abas laterais (beachs clubs) abertas: 6.50 m;
                    • Calado: 1,60 metro;
                    • Ângulo do V na popa: 15,5°;
                    • Combustível: 3740 litros;
                    • Água: 1000 litros;
                    • Pessoas: 23+2;
                    • Peso vazio/carregado: 34 t/40 t;
                    • Motorização: 2 x MAN, diesel, V8, de 1200 ou 1300 hp cada.
                    Teste Náutica: desempenho da Intermarine 70. Foto: Revista Náutica

                    Mais imagens do interior da Intermarine 70

                    Convés superior de Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                    Interior da Intermarine 70. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                     

                    Náutica Responde

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                      Tradição da ThirtyC desde 2015, design foi projetado apenas para celebrar o Dia do Star Wars. O projeto, contudo, não sairá do papel

                      16/05/2026

                      Fãs de Star Wars, se acalmem. Esse megaiate não passa de uma brincadeira — mas quem dera fosse verdade. Dando continuidade a uma tradição iniciada há mais de 10 anos, o estúdio britânico ThirtyC revelou, no dia 4 de maio, um novo conceito com visível inspiração nas naves da clássica franquia.

                      Esse design, que parece vir de uma galáxia muito muito distante, foi projetado apenas como uma forma de celebrar o Dia do Star Wars (todo 4 de maio). Desde 2015, quando fundou o estaleiro, o também diretor criativo do estúdio, Rob Armstrong, publica um conceito absurdo para comemorar a data especial para todo o fã da aventura espacial.

                      Foto: Instagram @thirtyc/ Reprodução

                      “A maioria de nós conhecia Star Wars desde criança, então pareceu uma boa maneira de adicionar um pouco de humor leve ao que às vezes podem se tornar projetos de superiates muito sérios”, disse ele à Robb Report.

                      Foto: Instagram @thirtyc/ Reprodução

                      O conceito deste ano é inspirado nos icônicos Destruidores Estelares Imperiais, que apresenta a mesma silhueta em forma de cunha da nave espacial, com linhas precisas que vão de proa à popa.

                      Foto: Instagram @thirtyc/ Reprodução

                      Em formato de flecha, esse design permitiria, se ele existisse, “cortar a água como um sabre de luz corta uma porta blindada”, segundo a ThirtyC. A sensação futurista deste megaiate é reforçada pelo vidro que reveste grande parte do exterior.


                      O estúdio define a parte interior como um “Senado Imperial”, com acomodações para uma “legião inteira” de convidados e tripulantes. Os aposentos do capitão estão localizados no alto da supreestrutura — o iate ainda possui um hangar oculto para tenders e jets, caso fosse necessária uma fuga rápida.

                      Visão do “aposento do capitão”. Foto: Instagram @thirtyc/ Reprodução

                      Criatividade de outra galáxia

                      Nesses 11 anos em que homenageia Star Wars com os designs mais improváveis possíveis, a ThirtyC já fez de tudo. Em 2022, por exemplo, eles publicaram uma arte do Navier 27 — este barco realmente lançado pelo estúdio — navegando enquanto naves espaciais semelhantes às X-Wings voam na mesma direção.

                      Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Já em 2021 a empresa foi além e lançou releituras fictícias de personagens da série interagindo com outros projetos que não fossem da ThirtyC. Este foi o caso do Projeto Cosmos, do estaleiro holandês Heesen, retratado voando pela galáxia com um par de X-Wings.

                      Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Que tal uma lancha que tem a bordo simplesmente o Darth Vader e seu Stormtroopers? Pois foi essa arte que eles aprontaram em 2023 — até mesmo a Princesa Leia Organa apareceu em uma voltinha. Nas imagens, os personagens foram inseridos em embarcações auxiliares, como a Cockwells Titian Tender, a 48 Wallytender e as lanchas de apoio Vandal 14m Open.

                      Darth Vader e Stormtroopers a bordo da lancha. Foto: ThirtyC/ Divulgação
                      Princesa Leia e Chewbacca em embarcação da Cockwells. Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Nem mesmo a badalada Lürssen escapou da ThirtyC, com direito a uma nave Razor Crest de The Mandalorian na popa do Nord, um megaiate de 141 metros (462 pés).

                      Razor Crest na popa do Nord. Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Conforme Armstrong disse à Robb Report, cada ano está mais difícil superar o projeto anterior. Portanto, que aguardemos mais uma época para ver o que o estúdio britânico nos reserva para o próximo 4 de maio.

                      TIE Fighter em heliponto de superiate. Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Dia do Star Wars?

                      Sim, existe o Dia do Star Wars. Trata-se de um feriado não oficial, instituído há muito tempo em uma galáxia não tão distante — a nossa, na década de 1970. A data especial escolhida (4 de maio) faz referência a uma fala do clássico de 1977, “Star Wars – Uma Nova Esperança”, e que se repetiu nos demais filmes da saga: “que a força esteja com você”.

                      Foto: ThirtyC/ Divulgação

                      Em inglês, a frase fica “May the Force be with you”, e vem daí o trocadilho que deu origem a data do Star Wars, que terminou em “May the Fourth be with you” (“que 4 de maio esteja com você”, em português). A data, por sua vez, não marca a estreia de nenhum dos 11 longas da franquia.

                       

                      Náutica Responde

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                        Projeto que leva pessoas com deficiência visual para a vela abre novas turmas em São Paulo

                        Iniciativa da Sailing Sense, criada em 2007 pelo velejador Miguel Olio, está com inscrições abertas. Primeira aulas devem começar ainda em maio

                        15/05/2026

                        Para aproximar as pessoas com deficiência visual da maresia, o Sailing Sense, projeto que promove a inclusão por meio da vela, abriu nesta semana as inscrições para alunos e voluntários participarem do Curso de Vela para Cegos, que acontecerá no Yacht Club Paulista, em São Paulo.

                        Criada em 2007 pelo velejador Miguel Olio, especializado em educação de pessoas com deficiência, a iniciativa já teve mais de mil alunos atendidos. Ele conta que o curso de vela atende indivíduos com quaisquer deficiências visuais, desde pessoas com baixa visão até pessoas cegas.

                        Foto: Sailing Sense/ Divulgação

                        Cada turma terá uma aula semanal no período da tarde durante seis semanas. Segundo a organização, cada grupo conta com, no máximo, dois alunos, tendo como proposta oferecer um professor e um assistente por equipe. As aulas, portanto, são divididas em seis encontros de duas horas — ou seja, ao todo o curso oferece 12 horas de treinamento.

                        O objetivo ao longo dos sete meses é atender até 16 alunos– projeta Miguel

                        De acordo com a iniciativa, os temas abordados envolvem teoria e prática em manobras, controle de velas, nomenclaturas, montagem do barco, atracagem, subida/descida para a água e regras de passagem. Todos os equipamentos necessários são fornecidos pelo Sailing Sense, desde o material didático e de salvatagem até o veleiro quilhado (que não vira).

                        O objetivo, de acordo com o Sailing Sense, é que ao final do curso os alunos sintam-se seguros com as manobras, que saibam interpretar os ventos e também como arrumar as velas para melhor aproveitar os sopros.

                        Foto: Sailing Sense/ Divulgação

                        Para quem se interessar pela inscrição ou quiser mais informações, basta acessar o site oficial. A previsão é que a primeira turma comece dia 29 de maio, mas as inscrições continuarão abertas após este período para formação de novos grupos, ainda que sem datas confirmadas.

                        Um projeto para todos

                        Com a ideia de promover a inclusão por meio do iatismo, o Sailing Sense já realizou etapas na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, no Guarujá, no Rio de Janeiro, em Itajaí e até mesmo na Europa, na cidade de Aalborg, na Dinamarca. Todas as atividades tiveram participações ativas de pessoas com deficiência visual a bordo de embarcações.

                        Foto: Sailing Sense/ Divulgação

                        A última atividade do projeto, realizada no final de 2025, foi uma regata para jovens e adultos com deficiência visual, que contou com a participação de mais de 40 pessoas entre voluntários, skippers, proeiros, mediadores e apoiadores — entre eles a colaboração da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

                         

                        O evento ainda teve a presença ilustre de Beto Pandiani, um dos mais notáveis velejadores brasileiros que, entre seus feitos, já velejou da Antártica à Groenlândia e cruzou os oceanos Pacífico, Atlântico e Ártico em barcos sem cabine ou motor.

                        Foto: Sailing Sense/ Divulgação

                        O projeto possui parceria com ONGs, instituições de ensino, clubes náuticos, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a World Sailing e a Marinha do Brasil. Inclusive, o Sailing Sense está em busca de voluntários. Interessados podem entrar em contato pelo número 11 99393-8585 ou pelo e-mail [email protected].

                        Curso de Vela para Cegos em São Paulo: anote o endereço

                        YCP – Yatch Club Paulista

                        Rua Itupú, 1077 – Chácara Vista Alegre, São Paulo

                         

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                          Pintura representa a "segunda alma" da Ferrari, já estampada em clássico dos anos 1960

                          Por: Nicole Leslie -

                          Tão imponente quanto sua estrutura, a cor de destaque do primeiro barco da Ferrari, o Hypersail, passa longe do despercebido. Após anunciar sua entrada no mundo da vela em 2024 e, em 2025, revelar detalhes da embarcação — que, por sinal, será o maior monocasco totalmente equipado com foil já construído —, a gigante das pistas anunciou, neste ano, a cor que tomará conta desse veleiro de alta performance.

                          A pintura tem nome e sobrenome: Giallo Fly, um tom de amarelo inconfundível já estampado na história da marca. Essa cor apareceu pela primeira vez no clássico 275 GTB, carro pioneiro dos anos 1960 e hoje considerado uma das maiores Ferraris de todos os tempos. O tom, inclusive, foi definido pela marca como sua “segunda alma”, atrás do também inconfundível vermelho Rosso Corsa.

                          Amarelo Giallo Fly é a cor de destaque do primeiro barco da Ferrari. Foto: Ferrari / Divulgação

                          O amarelo foi batizado de Giallo em homenagem ao piloto Luigi Musso, conhecido pelo capacete dessa cor. No contexto do Hypersail, o sobrenome Fly chegou para arrematar o nome da coloração e ainda fazer uma ligação com a natureza foil do barco. O foil é uma estrutura que eleva o casco de uma embarcação para fora d’água, dando a sensação de estar voando. Voar, em inglês, se diz “fly” — daí o trocadilho bem pensado.

                          Foto: Ferrari / Divulgação

                          No barco da Ferrari, o Giallo Fly será aplicado à cabine, às quilhas e às linhas do casco. O amarelo vai contrastar com o Grigio Hypersail, tom de cinza escuro que aparecerá em boa parte do monocasco, cujo principal material é a fibra de carbono. De acordo com a marca, as cores criam a estética coesa e funcional ideal para um projeto tão inovador, que não poderia dar sequer um passo mal calculado.


                          Hypersail: o primeiro barco da Ferrari

                          Uma gigante das pistas não se permitiria migrar de solo com menos notoriedade, por isso que o Hypersail chegará para instaurar novos patamares na vela de alta velocidade. O “monocasco voador oceânico”, como define a marca, tem 30 metros de comprimento e muita inovação, aerodinâmica e pesquisa de design a bordo.

                          O objetivo é transferir para o mundo náutico o mesmo espírito de design e estética que torna os carros Ferrari únicos– escreveu a marca em comunicado

                          Foto: Ferrari / Divulgação

                          Não à toa, nenhuma escolha no Hypersail foi feita ao acaso: cada decisão passou pelos times de tecnologia, design e arquitetura naval. Além das cores oficiais, outro exemplo de decisão conjunta foram os painéis solares, integrados ao convés e às laterais do casco, que tiveram o posicionamento definido após uma série de estudos sobre a exposição solar do barco.

                          Painéis solares do Hypersail são transitáveis, ou seja, é possível caminhar por cima deles. Foto: Ferrari / Divulgação

                          No veleiro da Ferrari, os painéis solares são transitáveis e integrados a sistemas de fixação técnica. Assim, garantem a máxima liberdade de movimento para a tripulação, segundo a marca.

                          Foto: Ferrari / Divulgação

                          A tecnologia foiling do Hypersail também merece destaque. O barco futurista de dois volantes e espaço para mais de oito passageiros tem a capacidade de “voar” sobre as águas graças à três pontos de apoio — algo inédito no mercado até então.

                          Foils tomam conta da estrutura do Hypersail, primeiro barco da Ferrari, e sistema promete muita velocidade nas águas. Foto: Ferrari / Divulgação

                          Um foil fica na quilha basculante, outro no leme e, alternadamente, outros dois foils laterais garantem uma super estabilidade, ainda que em velocidades dignas de uma Ferrari. A previsão é que o lançamento e o início dos testes no mar aconteçam ainda em 2026. As cores oficiais da embarcação foram reveladas ao final de abril.

                          Foto: Ferrari / Divulgação

                           

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                            Mais de 3 mil moedas: maior tesouro viking da história da Noruega é encontrado

                            De acordo com os arqueólogos, as peças são datadas de 980 a 1040 d.C. e originárias de vários países da Europa

                            14/05/2026

                            Não é todo dia que se descobre um dos mais impressionantes tesouros da história da Noruega. No último mês, arqueólogos encontraram em um campo no sudeste do país nórdico mais de 3 mil moedas de prata da Era Viking — e outras ainda podem ser encontradas.

                            Os itens são datados de 980 a 1040 d.C., exatamente no auge da Era Viking, o que torna a descoberta ainda mais espetacular. Eles foram encontrados em uma área próxima à Rena, na região de Østerdalen, e tiveram sua importância reconhecida pelo Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, que classificou o achado como “histórico”.

                            Uma moeda com vestígios de uma argola de suspensão, indicando que era usada como joia. A moeda faz parte do tesouro de Mørstad, perto de Rena. Foto: May-Tove Smiseth/ Condado de Innlandet/ Divulgação

                            Para se ter ideia da dimensão, a última descoberta significativa de moedas vikings no país ocorreu, segundo o Museu de História Cultural da Noruega, em 1950, quando foram encontradas 900 peças — menos de um terço do volume encontrado agora.

                            Esta é uma descoberta única na vida. Estar presente quando algo assim vem à tona é uma experiência incrível, tanto profissional quanto pessoalmente– declarou a arqueóloga May-Tove Smiseth ao portal Euronews

                            No entanto, não é apenas a quantidade que impressiona, mas também as origens das moedas vikings. Muitas delas são originárias do exterior, principalmente da Inglaterra e da Alemanha, sem contar os itens que vieram da Dinamarca e da própria Noruega.

                            Uma cruz no reverso de uma das moedas do tesouro de Mørstad, no município de Åmot. Foto: May-Tove Smiseth/ Innlandet County Council/ Divulgação

                            Novas escavações estão previstas para determinar se existem mais moedas vikings no local e se há alguma pista que explique o motivo de enterrarem algo tão valioso. No momento, a área está fechada ao público enquanto as investigações continuam.

                            Como tudo começou

                            A princípio, não parecia que os arqueólogos achariam grande coisa. Segundo o Euronews, tudo começou quando dois arqueólogos experientes encontraram as primeiras 19 moedas no sudeste norueguês com o uso de detectores de metal.

                            Rune Sætre, um dos dois detectoristas que descobriram as moedas vikings, verifica um sinal de metal no local da descoberta. Foto: Anne Engesveen/ Condado de Innlandet/ Divulgação

                            Aos poucos eles perceberam que se tratava de uma grande descoberta e interromperam a busca para comunicar as autoridades arqueológicas do Condado de Innlandet. Assim, foi possível a preservação adequada do local e a realização de escavação profissional.

                             

                            Depois da escavação, a origem das peças começou a ficar mais evidente. Algumas moedas vikings foram cunhadas (nome que se dá ao processo de fabricação de moedas) durante os reinados de Canuto o Poderoso, de Etelredo II, de Oto III e de Haroldo III da Noruega.

                            Duas das moedas de prata do tesouro mostram o perfil da efígie de um rei. Os achados estão notavelmente bem preservados, apesar de terem permanecido em um campo arado. Foto: Anne Engesveen/ Condado de Innlandet/ Divulgação

                            De acordo com os especialistas, moedas estrangeiras eram a principal moeda corrente na Noruega, já que não havia um sistema monetário nacional na época. Isso só viria a mudar sob o reinado de Haroldo III, que comandou o país de 1.046 a 1.066. Por conta disso, os arqueólogos acreditam que o tesouro foi enterrado por volta dessa época.

                            Fragmento de um broche de prata, conhecido como “prata fragmentada”, do tesouro de Mørstad. Na Era Viking, o peso da prata era o que importava, por isso pedaços cortados de prata também podiam ser usados ​​como pagamento. Foto: Vegard Sørlie/ Divulgação

                            Os especialistas envolvidos no caso também acreditam que as peças foram originalmente armazenadas em uma bolsa de couro ou outro recipiente orgânico que se decompôs com o tempo. Como resultado, os itens foram espalhados pelo campo ao longo dos séculos, possivelmente em razão da aração da terra.


                            Para os pesquisadores, a riqueza pode estar associada à prosperidade de Østerdalen, que entre os séculos 10 e 13 foi um importante polo de produção de ferro. Antigamente, o minério extraído dos pântanos locais era processado e exportado por toda a Europa, o que pode explicar tamanho acúmulo de moedas vikings de diversos países. Portanto, o tesouro pode ter sido originado desse comércio.

                            Quem foram os vikings?

                            Nem tudo é como aprendemos nos filmes — e isso vale muito sobre o povo viking. Na realidade, os vikings eram povos marítimos originários da Escandinávia — onde ficam hoje a Noruega, Dinamarca e Suécia — que estiveram ativos do século 8 até o início do século 11.

                            Representação feita durante a Era Viking da Pedra de Tjängvide, em Gotlândia. Foto: Berig/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                            Embora sejam frequentemente associados a saques e guerras, eles também se envolviam na pesca, agricultura, comércio e artesanato. Porém, também é verdade que os vikings eram exploradores e colonizadores, que estabeleciam redes comerciais desde o Atlântico Norte até o Império Bizantino.

                             

                            No mundo náutico, o formato de seus longos navios sempre chamou atenção. Contudo, além do apelo estético, este modelo permitia viajar e saquear a grandes distâncias, chegando às Ilhas Britânicas, Islândia, Groenlândia e até mesmo à América do Norte.

                            Barco de arquitetura viking sob a bandeira dinamarquesa. Foto tirada entre 1906 e 1929. Foto: Domínio Público

                            Durante a maior parte do período histórico das suas expedições, eles seguiram a religião nórdica antiga. Com o passar do tempo, entretanto, adotaram o cristianismo e formaram os primeiros reinos medievais que dariam origem aos atuais estados escandinavos.

                             

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                              Andrea Bunar entrega correspondências pelos rios e canais ao redor de Lehde, em um percurso de 8 km por dia

                              Por: Nicole Leslie -

                              Uma cidade no interior da Alemanha guarda uma tradição que se estende há 129 anos: o correio por barco. Atualmente, a responsável por manter esse legado vivo é Andrea Bunar, de 55 anos, que passa cerca de duas horas por dia a bordo de uma embarcação a remo. Nesse período, ela percorre 8 km pelos rios e canais ao redor de Lehde, um vilarejo na cidade de Spreewald, para distribuir correspondências.

                              O noticiário local detalhou que o hábito acontece especialmente durante a primavera e o verão, pois no outono e no inverno o transporte por água fica inviável devido ao congelamento — ainda que a embarcação utilizada seja pequena e do estilo caiaque. Nesse período, as entregas acontecem por estrada.

                              Foto: YouTube / Euronews em Português

                              Entretanto, a carteira faz questão de reviver a tradição sempre que possível. O vilarejo de Lehde fica a cerca de 100 km de Berlim e é o único destino da Alemanha onde o correio por barco ainda acontece. Bunar, responsável pelo serviço há 14 anos, distribui cerca de 600 cartas e 80 encomendas por semana.


                              Foto: YouTube / Euronews em Português

                              A remo e na calmaria que somente um vilarejo de interior poderia oferecer, a entregadora se orgulha em manter a tradição viva. Ao noticiário Gulf News, ela confessou que não teria outra profissão melhor para exercer senão essa.

                              Este é e sempre foi o trabalho dos meus sonhos. Estar na água desacelera a vida– disse Bunar

                              Foto: YouTube / Euronews em Português

                              O cenário escolhido para manter essa tradição secular também merece atenção. A Floresta de Spreewald, onde Bunar realiza as entregas, é considerada uma reserva da biosfera pela UNESCO, principalmente por seus pântanos e canais que somam cerca de 300 km de cursos d’água.

                              Foto: YouTube / Euronews em Português

                               

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                                O futuro está cada vez mais elétrico — e essa tendência vem se aproximando do universo náutico. Recentemente, grandes fabricantes de motores elétricos do mercado marítimo deram um upgrade em suas linhas e trouxeram novidades que prometem agitar o setor nos próximos anos.

                                Além disso, o mercado náutico ainda possui excelentes opções que, apesar de não serem lançamentos, continuam mais atuais do que nunca. Pensando nisso, nós separamos alguns modelos de motores elétricos que têm dado o que falar — sejam eles novidades ou figurinhas carimbadas no setor.

                                Torqeedo Cruise

                                Quando se fala em motores de popa elétricos, não tem como deixar de fora a Torqeedo. A fabricante alemã, fundada em 2005, é conhecida mundialmente por empregar a tecnologia em embarcações de recreio — e não poderia ficar fora dessa lista.

                                Torqeedo Cruise 6.0. Foto: Torqeedo/ Divulgação

                                No final de 2025, a marca, que possui a Yamaha Motors como acionista majoritária desde 2024, apresentou uma família inteira eletrificada: as versões atualizadas dos modelos Cruise 3.0 (48 V) e 6.0 (48 V) e o novo Travel XS.

                                 

                                Sobre as novas versões, ambas (3.0 e 6.0) são compatíveis com baterias maiores, como a Power 48 de 5 kWh (da própria Torqeedo). Um novo leme dobrável com tela de alta resolução garante maior conforto na água — e ainda tem integração com Wi-Fi e Bluetooth, que conectam o aparelho ao TorqView, fornecendo dados de desempenho em tempo real.

                                Torqeedo Travel XS. Foto: Torqeedo/ Divulgação

                                Além disso, até 95% dos componentes da cabeça do eixo são feitos de plástico reciclado retirado do oceano, segundo a empresa. Já o novo Travel XS introduz o modelo de entrada da família Travel, que chega a 700 W de potência, ideal para botes menores. Esse pacote estará disponível ainda em 2026.

                                Avator 7.5e, 75e e 110e

                                Outra figurinha carimbada em motores de popa elétricos é a linha Avator, da americana Mercury Marine. A começar pelo menor, o 7.5e, lançado em 2023 mas que nunca saiu de moda. Segundo a marca, o modelo proporciona desempenho semelhantes ao de um motor de popa a combustão interna com 3.5 hp, ideal para barcos pequenos ou de apoio e como potência secundária em veleiros.

                                Avator 7.5e. Foto: Mercury/ Divulgação

                                Entretanto, a Mercury fez questão de, em 2024, aumentar a linha Avator, que já tinha os modelos 20e e 35e. Assim lançou os potentes 75e e 110e, que continuam sendo os mais avançados da empresa ainda hoje.

                                Mercury 35e. Foto: Mercury Marine

                                Equipado com a tecnologia pioneira de motor de fluxo transversal da Avator, que oferece torque instantâneo e potência confiável e eficiente, o novo 75e gera 7.500 watts no eixo da hélice, o que equivale a 10 cavalos de potência.

                                Mercury 110e. Foto: Mercury Marine/ Divulgação

                                Mais potente da linha, o 110e gera, como o nome sugere, 11.000 watts no eixo da hélice, o que equivale a 15 cavalos de potência. Ambos os modelos estão disponíveis com controles remotos digitais para barcos com direção no console. O modelo 75e também é oferecido com um manete multifuncional.

                                Volvo Penta IPS450E

                                A Volvo Penta, tradicional fabricante sueca de motores, não costuma ficar para trás quando o assunto é soluções elétricas. Inclusive, a marca está com um modelo recente no mercado náutico: o sistema de propulsão elétrico Volvo Penta IPS450E.

                                IPS Volvo Penta. Foto: Volvo Penta / Divulgação

                                Esse sistema, que equipará a 1ª balsa elétrica de passageiros da Austrália, permitirá a entrega de 250 kW por linha de transmissão. O sistema Volvo Penta Electric IPS integra propulsão e controle em uma plataforma unificada que promete otimizar a manobrabilidade, a eficiência energética e a facilidade em operações.

                                 

                                Construído com base em mais de 20 anos de experiência com o IPS, ele aproveita a propulsão frontal e o Controle Eletrônico da Embarcação (EVC) avançado para otimizar o uso de energia e ampliar a autonomia, apoiando a transição para operações marítimas descarbonizadas.

                                Série SDe da Yanmar

                                Com a série SDe, a Yanmar também não fica para trás na corrida pela propulsão elétrica. Essa linha inboard é exclusiva para veleiros de passeio e cruzeiros de até 40 pés (dependendo do deslocamento), segundo a marca. Ela foi feita para encaixar perfeitamente onde há rabetas (saildrive) SD de potência equivalente a diesel, que facilita a sua troca pela solução elétrica.

                                Foto: Yanmar/ Divulgação

                                O sistema, alimentado por bateria de íon-lítio, oferece uma propulsão elétrica silenciosa e de baixa manutenção, com refrigeração integrada e um sistema de controle avançado, que se destaca também pela fácil instalação (plug-and-play).

                                SDe15 da Yanmar. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                A rabeta totalmente elétrica opera com arquitetura de 48 VCC e tem modelos disponíveis em três potências: de 7 kW, 10 kW e 15 kW, estabelecendo um novo padrão para propulsão eficiente e ecológica em veleiros modernos. A linha foi lançada em Cannes, em 2024, e vem ganhando espaço no mercado europeu desde então.

                                Linha X da ePropulsion

                                A chinesa ePropulsion resolveu entrar com os dois pés na porta no segmento de motores de popa elétricos de maior potência. Prova disso é a linha X da fabricante, lançada em 2023, que combina alta densidade de potência com sistemas de controle inteligentes e um design de vanguarda, segundo a marca.

                                Linha X da ePropulsion: X12, X20 e X40. Foto: ePropulsion/ Divulgação

                                A linha chega com três modelos: o X12, X20 e X40. Com zero emissões e um design totalmente integrado, o maior modelo (X40) inclui um sistema de direção elétrica e recursos avançados de assistência à condução e serviços de conectividade.

                                 

                                O X40 ainda possui direção elétrica integrada, simplificando o trabalho do estaleiro que constrói o barco ou do instalador, pois conta com um sistema que reduz significativamente o número de cabos necessários para a instalação. O sistema de controle de trim, o controlador do motor e a unidade de controle eletrônico (ECU) também estão alojados dentro do bloco do motor.

                                Por fim, merece destaque o propulsor (hélice), que conta com cinco pás — algo raríssimo nos motores elétricos. Este recurso pede mais torque do motor, porém gera uma propulsão mais forte e suave, tendo o hélice trabalhando em conjunto com um motor elétrico de alto torque em baixa rotação. Nesse contexto, o uso de mais pás ajuda a aumentar o empuxo e permite manter o barco planando mesmo em rotações menores.

                                BlueSpin 15 kW

                                Não é todo dia que vemos um motor como esse. A BlueSpin, da BlueNav (França), carrega uma das propostas mais diferentes e comentadas no segmento elétrico/híbrido recente. Conforme explica a marca, seu principal destaque é combinar o desempenho de combustão (velocidade e autonomia) com as vantagens da propulsão elétrica (silêncio e respeito ao meio ambiente).

                                BlueSpin 15 kW. Foto: BlueNav/ Divulgação

                                O modelo mais conhecido dessa marca é o de 15 kW, que conta com uma instalação simplificada — afinal, fixados no espelho de popa, permanecem discretos fora d’água. No modo térmico, as turbinas se retraem para preservar a estética e a aerodinâmica da embarcação. Já no modo elétrico, elas abaixam para uma navegação suave e silenciosa.

                                Sistema da BlueSpin oferece ainda recursos de Navegação Inteligente. Foto: BlueNav/ Divulgação

                                O equipamento chamou atenção por seu sistema retrátil híbrido, que permite integração com embarcações a combustão sem grandes modificações estruturais, além de propulsão elétrica silenciosa com 360° de manobrabilidade e controle inteligente de energia (IHM).

                                TEMO-1000

                                Mais uma novidade que veio da França. Fabricado pela i-Sea, o TEMO-1000, lançado em 2025, é um motor de popa elétrico para vela e embarcações de até 8 metros (26 pés) de comprimento. Com uma bateria intercambiável, a fabricante a descreve como um equipamento “portátil, silencioso e potente”.

                                TEMO-1000. Foto: TEMO France/ Divulgação
                                TEMO-1000. Foto: TEMO France/ Divulgação

                                Por conta do suporte giratório discreto de 360°, o TEMO-1000 é instalado sem esforço no barco em questão de segundos, garante a empresa. Não há necessidade de escolher entre eixo longo e curto, pois ele cobre ambos os comprimentos. A alça retrátil ainda pode ser utilizada como simples meio de propulsão para uma embarcação que já possui leme.

                                Evoy Storm 300+

                                Aqui está um motor elétrico que está dando o que falar pela potência. O Evoy Storm 300+, lançado em 2023 e voltado para lanchas rápidas, chegou a ultrapassar os 50 nós (cerca de 92 km/h) em testes e demonstrações para a imprensa, segundo o portal Marine Power.

                                Evoy Storm 300+. Foto: Evoy/ Divulgação

                                Além da ausência de emissões, ruído ou necessidade de manutenção, a marca garante que o motor entrega uma aceleração potente aliada a um design elegante e atemporal. “Ele se adapta tanto às condições adversas da extensa costa norueguesa quanto à graciosa Côte d’Azur ou aos grandes lagos da América do Norte”, afirma a Evoy.

                                ACEL IE 250

                                Com a promessa de entregar uma “potência sem precedentes desde a partida até a velocidade máxima”, o IE 250, fabricado pela empresa canadense ACEL Power e lançado em 2024, possui 250 hp e pico de até 350 hp, segundo a marca. O modelo combina um design compacto com entrada de 800 Vcc e velocidade nominal de 400 rpm.

                                IE 250. Foto: ACEL Power/ Reprodução

                                Com resistência à água IP67 e refrigeração interna eficiente, ele garante desempenho máximo em todas as condições marítimas, garante a ACEL. Entre os destaques do produto estão os seus recursos de segurança, o carregamento rápido e câmeras inteligentes para visualização ao vivo e auxílio na manobra.

                                 

                                 

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                                ExploMar WAVE

                                Outra chinesa que vem ganhando espaço no mercado é a ExploMar e sua linha de motores elétricos. Mais do que destacar um modelo, vale ressaltar a linha completa, que oferece potências de 70 hp a 1200 hp — este último equipando barcos de 32 a 82 pés de comprimento.

                                ExploMar WAVE 300. Foto: ExploMar/ Divulgação

                                A ExploMar, contudo, não vende apenas o motor isoladamente. Ela trabalha com o sistema completo: motor, bateria, controle e carregamento. O objetivo da marca é simplificar a transição da navegação elétrica com maior eficiência na transmissão de energia.

                                Remigo One

                                Aqui, a beleza está no simples. Projetado nos moldes de um leme de bote, o Remigo One, fabricado na Eslovênia, é bastante intuitivo. Sem cabos externos ou qualquer elemento que possa enroscar, ele se encaixa em um suporte pré-montado no bote ou em alguma embarcação auxiliar.

                                Remigo One. Foto: Remigo/ Divulgação
                                Remigo One. Foto: Remigo/ Divulgação

                                Logo, basta abaixar a alça, conectar o cordão de segurança magnético e pronto: ele está preparado para navegar. É fácil levantar, remover e guardar. O One ainda possui uma construção rígida e resistente à corrosão, projetada para todos os tipos de uso marítimo. Mesmo sendo fabricado em 2021, seu layout permanece atual — e, acima de tudo, prático. Sua potência é de 1000 W (3 hp).

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                                  Por: Nicole Leslie -

                                  A Marinha do Brasil incrementou a frota de Lanchas de Busca e Salvamento (LSAR) das Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro (RJ) e do Espírito Santo (ES) com barcos importados. As embarcações podem resgatar até 20 pessoas de uma só vez e prometem tecnologias integradas, resistência e durabilidade para atuar em situações de risco. Produzidas na Turquia, no estaleiro da Damen Shipyards Group, as lanchas começaram a ser incorporadas à Força ao final de abril.

                                  O LSAR Rio de Janeiro foi oficialmente entregue à Capitania dos Portos do RJ no dia 27 de abril. Já o LSAR Espírito Santo será incorporado à Força em 18 de maio, na próxima segunda-feira. Os barcos foram fabricados pelo Grupo Damen, que reúne estaleiros especializados na construção de embarcações que vão desde barcos de apoio até navios de guerra.

                                  Cerimônia de batismo do LSAR Rio de Janeiro, no último dia 27. Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação
                                  LSAR Espírito Santo. Foto: Marinha do Brasil

                                  Novas lanchas da Marinha do Brasil

                                  O modelo escolhido pela Marinha do Brasil para ampliar a segurança nas águas fluminenses e capixabas é o Busca e Salvamento 1605 FRP, fabricado no estaleiro Damen de Antalya, no sul da Turquia. Além de tecnologias integradas, o barco promete resistência e durabilidade.

                                  Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação

                                  A Marinha detalhou à NÁUTICA que o casco dessas novas embarcações é feito de polímero reforçado com fibra, um “composto de alta tecnologia que oferece reforço estrutural, resistência à corrosão e durabilidade”, além de ser mais leve do que materiais mais tradicionais.

                                  Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação

                                  Cada LSAR ainda tem capacidade de se autoendireitar em caso de tombamento e conta com câmera de visão térmica, sistemas de comunicação e radar integrados às tecnologias de fábrica. Os barcos chegam a 30 nós (cerca de 54 km/h) de velocidade, impulsionados por dois motores de popa de 700 hp cada. Segundo a Força, a autonomia dessas novas embarcações supera 200 milhas náuticas, o equivalente a mais de 370 km.


                                  Com 15,75 metros (52,6 pés) de comprimento e 4,85 metros (15,9 pés) de boca, o projeto da lancha permite o resgate de até 20 pessoas de uma única vez. A Marinha vai operar as embarcações com quatro militares na tripulação, para garantir que a equipe a bordo não comprometa situações em que muitas pessoas precisem ser resgatadas.

                                  Oficiais da Marinha durante cerimônia de batismo da LSAR Rio de Janeiro. Foto: Marinha do Brasil / Flickr / Divulgação

                                  Nova Lancha de Busca e Salvamento Rio de Janeiro

                                   

                                   

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                                    12/05/2026

                                    Há certas coincidências na natureza que são difíceis de acreditar, mas elas existem. No México, um país que possui uma cultura que celebra o Dia dos Mortos com muita festa, uma praia praticamente intocada a nordeste de La Paz, Baja California Sur, carrega um “segredo” que só pode ser visto de cima: a silhueta macabra de uma caveira, em plenas águas cristalinas.

                                    Esse desenho não é observado pelos visitantes que apreciam as águas ao nível do mar. Tanto por isso, ela atrai turistas também pelas suas paisagens de dunas, vegetação desértica e água turquesa que muda de tonalidade conforme a luz do dia. Porém, basta subir a câmera que a ilha ganha um novo significado — e o seu nome, “Los Muertitos”, começa a fazer sentido.

                                    Foto: Instagram @rafa.mesquita, @itza.trips e @orcadivebaja/ Reprodução

                                    Os registros acima foram realizados na última sexta-feira (8) pelo fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita, conhecido por capturar momentos incríveis da natureza. “Exatamente em um país que celebra o Dia dos Mortos com festa e alegria, não poderia ser mais sensacional essa sincronia”, escreveu no post.

                                     

                                     

                                    Esse fenômeno visual acontece por conta da formação subaquática local, onde a diferença de profundidade junto às áreas rochosas e areia mais claras formam o desenho de uma caveira. Não à toa, esse destino costuma ser amplamente fotografado e repercutido na internet.

                                    Foto: Instagram @rafa.mesquita, @itza.trips e @orcadivebaja/ Reprodução
                                    Foto: Instagram @rafa.mesquita, @itza.trips e @orcadivebaja/ Reprodução

                                    Entretanto, o efeito visual fantástico não fica apenas por conta da caveira. Se reparar bem, perto da costa, se encontra um barco afundado — ou o que sobrou dele. Parcialmente coberto por areias e pedras, a estrutura fica visível ao nível do mar durante a maré baixa. Na maré alta, é possível mergulhar com snorkel ao redor. Claro, não é recomendado que seja explorado tão de perto.

                                    Foto: Turismo em La Paz/ Divulgação
                                    Foto: Turismo em La Paz/ Divulgação

                                    Conheça a “praia da caveira”

                                    Apesar da curiosidade cadavérica e do nome que carrega a palavra “mortinhos” em espanhol, a praia de Los Muertitos é um destino ideal para quem busca paz, conforto e sossego, sem nenhuma pressa. A aproximadamente 40 minutos de Malecón, em La Paz, a maioria das experiências turísticas da região envolvem a contemplação.

                                    Foto: Turismo em La Paz/ Divulgação

                                    Por lá, os visitantes costumam caminhar pela costa e nadar nas águas cristalinas, de ondas suaves e agradáveis. Para entrar mais em contato com a vida marinha, atividades como o mergulho com snorkel, stand-up paddle ou passeio de caiaque são boas pedidas.

                                    Embarcação afundada podendo ser observada durante a maré baixa. Foto: Turismo em La Paz/ Divulgação

                                    Não há transporte público direto para o local nem serviços turísticos. Logo, se for visitá-lo, traga tudo o que for possível para aproveitar à vontade — inclusive o saco para transportar seu lixo e manter a praia limpa. É possível acampar, mas recomenda-se verificar as normas vigentes.

                                    Portanto, caso queira visitar a “praia da caveira”, saiba que encontrará um ambiente tranquilo, onde o tempo parece passar devagar. Por ironia do acaso, Los Muertitos, apesar do nome, é um excelente refúgio para aproveitar a vida.

                                     

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                                      Piloto de Fórmula 1 comprou um Riva 102' Corsaro Super, marca do Grupo Ferretti. Embarcação foi entregue em 7 de maio e consolidou a 20ª do modelo nas águas

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      O jovem piloto de Fórmula 1 nascido em Mônaco não esconde o estilo de vida luxuoso. Roupas de grife, joias, carros e barcos de luxo são itens que fazem parte do dia a dia de Charles Leclerc — e a coleção aumentou na última quinta-feira (7), quando o atleta recebeu seu mais novo iate: um Riva 102′ Corsaro Super, entregue em cerimônia exclusiva no estaleiro em La Spezia, na Itália, onde foi construído.

                                      Trata-se da segunda embarcação Riva, marca do Grupo Ferretti, que Leclerc chama de sua. A primeira, ainda em sua posse segundo o estaleiro, foi uma 82′ Diva. Esta agora ganhou uma nova colega, maior e ainda mais luxuosa. O modelo é uma evolução da Riva 100′ Corsaro, que promete espaços ainda mais amplos e performance que enche os olhos até mesmo de quem domina máquinas em altíssima velocidade.

                                      Riva 102′ Corsaro Super. Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Alexandra Leclerc, esposa do piloto, foi quem batizou o novo barco da família com a tradicional quebra de champanhe no casco. Ela acompanhou o marido na primeira vez em que viram a nova Riva 102′ Corsaro Super, que de acordo com o estaleiro leva uma série de toques personalizados por Charles.

                                      Charles e Alexandra Leclerc no evento que entregou o iate ao proprietário. Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Entre os diferenciais escolhidos pelo famoso piloto da Ferrari estão o mobiliário, os tecidos usados na decoração, os mármores dos banheiros, as maçanetas de todos os cômodos e o flybridge, que a pedido de Leclerc foi equipado com bar e churrasqueira grandes e totalmente paramentados.

                                      Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Embora não chegue nem perto dos mais de 340 km/h já atingidos pelo atleta nas pistas, o novo iate promete desempenho acima da média para a categoria. Segundo o estaleiro, esta Riva 102′ Corsaro Super chega a 28 nós (cerca de 52 km/h), com cruzeiro em 24 nós (44 km/h). Isso graças à dois motores MTU de 2638 hp cada, que fornecem potência suficiente para mover a embarcação que, abastecida, pesa mais que 110 toneladas.


                                      Novo iate de Charles Leclerc: conheça o modelo

                                      São 30,24 metros de comprimento por 6,7 metros de boca total, ou seja, praticamente 100 x 22 pés de luxo sobre as águas. Apesar de tanto espaço, o iate foi desenhado para acomodar 20 pessoas a bordo, já considerando proprietários, convidados e tripulação.

                                      Suíte máster ocupa a boca máxima do iate e conta com diferentes ambientes. Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Além da suíte máster, que ocupa a boca máxima da embarcação e tem diferentes ambientes dentro do mesmo cômodo, o modelo carrega outras quatro cabines para convidados e três para a tripulação. Ainda há cinco banheiros para convidados e outros dois para tripulantes.

                                      Posto de comando no flybridge. Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      A Riva 102′ Corsaro Super não deixa de entregar nenhum requinte de luxo que poderia lhe caber. No flybridge há um posto de comando, mesas com estofados, espreguiçadeiras à popa e solários de proa em diferentes níveis — tudo com bastante espaço para o máximo conforto a bordo.

                                      Solários de proa em diferentes níveis, no flybridge. Foto: Riva Yachts / Divulgação
                                      Flybridge de Rica 102′ Corsaro Super (não a que pertence a Charles Leclerc). Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      No convés principal fica a suíte máster à proa; cozinha, sala de estar e sala de jantar ao centro; e espaços de convivência com solários à popa — onde, inclusive, é possível personalizar e incluir uma escada retrátil que permite entrar e sair do iate com facilidade.

                                      Área de popa do iate é um dos ambientes que pode ser personalizado aos gostos do proprietário, inclusive com diferentes mobílias. Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Por fim, no convés inferior ficam os cômodos para convidados e tripulantes (acessados por corredores separados), a casa de máquinas e uma garagem para um bote de salvamento e um jet — estes usados por segurança, lazer ou para acessar áreas de água rasa, onde o iate não poderia alcançar com o calado de 2,3 metros.

                                      Foto: Riva Yachts / Divulgação

                                      Esta luxuosa embarcação é resultado da parceria da Officina Italiana Design com o Comitê Estratégico de Produto e o Departamento de Engenharia do Grupo Ferretti. Não à toa, carrega um design elegante e atemporal por fora e permite ser personalizado mantendo o mesmo nível de requinte por dentro.

                                       

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                                        Vem aí a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país

                                        Salão catarinense acontecerá de 2 a 5 de julho, na Marina Itajaí. Ingressos já estão disponíveis com 30% off para o leitor NÁUTICA

                                        11/05/2026

                                        Anote na sua agenda: de 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país. O evento, que teve um sucesso histórico em 2025, acontecerá novamente na tradicional Marina Itajaí — e o ingressos já estão disponíveis no site oficial.

                                        Durante quatro dias, o município de Itajaí, um dos principais polos da indústria náutica brasileira, terá grandes novidades do setor sobre as águas catarinenses. Por lá, o visitante contará com uma ampla exposição de embarcações, motores, acessórios e equipamentos que todo barco precisa.

                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Não à toa, a quarta edição do Boat Show de Itajaí chega para consolidar a região como uma referência no calendário náutico nacional e internacional — visto que, em 2025, o evento contou com dois lançamentos globais: a Ferretti Yachts FY1000 e a Azimut 25 Grande Metri, ambas fabricadas em Itajaí.


                                        Na Marina Itajaí, o evento acontecerá tanto em áreas secas quanto em áreas molhadas  — onde costumam ficar a maioria dos barcos, em seu habitat natural. Já na parte coberta, o público encontrará acessórios e marcas que oferecem serviços para embarcações, além de oportunidades de empreendimento em um encontro que integra negócios, tecnologia, lazer e tendências de um estilo de vida ligado à água.

                                        Atrações dentro e fora d’água

                                        Ao invés de “apenas” ver os barcos, que tal testá-los? Pois saiba que no Marina Itajaí Boat Show 2026 o visitante poderá viver essa experiência. Quem pretende comprar uma embarcação poderá coloca-la à prova na Baía Afonso Wippel — o agendamento do test-drive deve ser marcado diretamente com o estaleiro.

                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Como de praxe, os expositores aproveitam a alta demanda do público do salão para apresentar condições especiais de venda, ideais tanto para quem deseja adquirir o primeiro barco quanto para quem busca fazer um upgrade.

                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Contudo, nem só de negócios vive a quarta edição do Boat Show de Itajaí. Por lá, o espaço proporcionará também experiências náuticas interativas que prometem aproximar o público do lifestyle náutico, incluindo atividades na água. O salão ainda reserva um espaço gastronômico sofisticado, com sabores incríveis que complementam a experiência do evento.

                                        Relembre como foi o Marina Itajaí Boat Show em 2025

                                        A 3ª edição do maior evento náutico do Sul do país entregou o que prometeu em 2025: o salão reforçou seu protagonismo entre os principais eventos náuticos do Brasil ao concentrar, em uma edição histórica, o recorde de público do evento — foram 22 mil visitantes — , dois dos maiores lançamentos globais do setor e mais de 70 expositores.

                                        Azimut Grande 25 Metri no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Mais de 60 embarcações expostas — sendo 40 delas nas águas — e novidades que aqueceram o mercado náutico, como a estreia mundial da Ferretti Yachts FY1000, a Azimut 25 Grande Metri e o lançamento digital da Nova Intermarine 56. A gama de embarcações foi enorme, tendo desde barcos de entrada e veleiros a lanchas potentes e iates.

                                        Ferretti FY1000 no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        “É um grande termômetro do mercado, surpreendendo pela geração de negócios e pelo perfil qualificado do público, que busca desde a primeira embarcação até opções de upgrade”, disse Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, durante a edição de 2025.

                                        Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                                        Ingressos à venda!

                                        Não perca tempo, pois os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do Sul do país já estão disponíveis. Para garantir o seu, acesse o site oficial de vendas e selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são Pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.

                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        O ingresso poderá ser adquirido presencialmente na bilheteria do evento. Porém, recomendamos garantir o seu com antecedência, pois as vendas são limitadas e podem esgotar. Também é possível adquirir ingresso online pelo Sympla. Cada tíquete vale para qualquer um dos quatro dias do salão e crianças de até 1 metro não pagam.

                                        Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                                        Inclusive, quem for leitor NÁUTICA tem uma condição especial na hora da compra: 30% off. Basta inserir o código promocional NAUTICA30 ao selecionar os ingressos e pronto — o desconto vale apenas para ingresso único e entrada inteira.

                                        Quer ser expositor?

                                        Para garantir sua participação como expositor na quarta edição do Marina Itajaí Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone/WhatsApp (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

                                        Marina Itajaí Boat Show 2026

                                        Anote aí!

                                        Quando: De 2 a 5 de julho de 2026.

                                        Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h.

                                        Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100 – Centro, Itajaí – SC, 88301-445).

                                        Mais informações: site do evento.

                                        Ingressos: site oficial de vendas.

                                         

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                                          Por: Nicole Leslie -

                                          Neste final de semana as águas das ilhas Bermudas foram agitadas pelos catamarãs F50 do SailGP, que realizou a 5ª etapa da temporada 2026 nos dias 9 e 10 de maio. A disputa aconteceu no Great Sound e teve novamente a equipe australiana Bonds Flying Roos como vencedora. O time brasileiro Mubadala Brazil, por outro lado, não conquistou o resultado esperado — mas guarda otimismo para a próxima etapa, em Nova York.

                                          A disputa em Bermudas teve ventos constantes e times equilibrados de maneira geral. O Mubadala Brazil conquistou sua melhor colocação em corridas no sábado (9), com o 6º lugar na 3ª disputa do dia. No mais, o time brasileiro terminou as corridas nas posições 11, 9, 6 e 11 no primeiro dia e, no segundo, nas posições 8, 11 e 12.

                                          Foto: AT Films / Divulgação

                                          Apesar do desempenho abaixo do esperado pela equipe, o time que representa o Brasil guarda otimismo para a próxima etapa, que será disputada em Nova York, nos dias 30 e 31 de maio. Isso porque foram naquelas águas que, em 2025, o time conquistou sua primeira vitória em uma regata do SailGP.

                                          Seguimos evoluindo e acumulando experiência. Agora o foco está totalmente voltado para Nova York, um lugar pelo qual temos um carinho muito especial– afirmou Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil

                                          F50 do time Mubadala Brasil. Foto: AT Films / Divulgação

                                          SailGP: resultados da etapa em Bermudas

                                          O pódio do Apex Group Bermuda Sail Grand Prix, 5ª etapa da temporada 2026 do SailGP, teve novamente os australianos Bonds Flying Ross no topo, seguidos dos espanhóis Los Gallos e os alemães Germany Deutsche Bank em 3º lugar.

                                          Bonds Flying Roos comemoram vitória na etapa do SailGP disputada em Bermudas. Foto: Jason Ludlow / SailGP / Divulgação

                                          Com estes resultados, o ranking geral passa a exibir o pódio Bonds Flying Ross no topo com 45 pontos, o Emirates Great Britain em 2º lugar (35 pontos) e o Los Gallos em 3º (34 pontos). Já o time brasileiro Mubadala Brazil agora ocupa a 12ª colocação, empatado com os suíços do Explora Journeys Swiss, ambos com 7 pontos. Em último lugar está o Black Foils, com 2 pontos.


                                          Classificação geral após disputa em Bermudas

                                          1. BONDS Flying Roos (Austrália) – 45 pontos;
                                          2. Emirates Great Britain (Grã-Bretanha) – 35 pontos;
                                          3. Los Gallos (Espanha) – 34 pontos;
                                          4. U.S. SailGP Team (Estados Unidos) – 31 pontos;
                                          5. DS Automobiles SailGP Team France (França) – 25 pontos;
                                          6. Germany Deutsche Bank (Alemanha) – 23 pontos;
                                          7. Artemis (Suécia) – 23 pontos;
                                          8. Red Bull Italy (Itália) – 18 pontos;
                                          9. ROCKWOOL Racing (Dinamarca) – 18 pontos;
                                          10. NorthStar (Canadá) – 12 pontos;
                                          11. Explora Journeys Swiss (Suíça) – 7 pontos;
                                          12. Mubadala Brazil SailGP Team (Brasil) – 7 pontos;
                                          13. Black Foils (Nova Zelândia) – 2 pontos.
                                          Bonds Flying Roos comemoram vitória na etapa do SailGP disputada em Bermudas. Foto: Jason Ludlow / SailGP / Divulgação

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                                          • Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
                                          • Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
                                          • Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
                                          • Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
                                          • Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
                                          • Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
                                          • Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
                                          • Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
                                          • Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
                                          • Espanha (Local a definir): data a confirmar;
                                          • Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
                                          • Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
                                          • Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).

                                           

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                                            Famosa na costa de Bangladesh, a embarcação artesanal chama atenção pelo formato arqueado do casco, que lembra uma lua crescente

                                            Na costa sudeste de Bangladesh, na região de Cox’s Bazar, um tipo de barco não passa despercebido: o moon boat (barco lunar, na tradução para o português). O nome é inspirado no formato arqueado do casco, que lembra uma lua crescente. Mais que um design atípico, essas embarcações são resultado da adaptação das comunidades locais às condições desafiadoras do Golfo de Bengala.

                                            Localizada na parte nordeste do oceano Índico, essa baía é considerada a maior do mundo, com cerca de 1600 km de largura e uma profundidade média de 2600 metros. Por lá, navegar é um desafio — especialmente perto da costa, onde a combinação de mar agitado, forte zona de arrebentação e alta incidência de ciclones torna as condições pouco favoráveis.

                                            Foto: Mahidul Islam Nakib / Wikimedia Commons / Reprodução

                                            Foi justamente pensando em formas de driblar essas águas que nasceram os moon boats. A curvatura acentuada do casco permite que a embarcação consiga atravessar mais facilmente a faixa de arrebentação, marcada por ondas fortes e bancos de areia — criados, principalmente, pelo volume de sedimentos trazidos por rios como o Ganges e o Brahmaputra.

                                            Foto: Roham1222 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                            O trabalho artesanal tem origem associada às populações costeiras do sudeste de Bangladesh, com influência cultural do povo Rakhine, da vizinha região de Arakan (atual Mianmar). Para produzi-los, pescadores aproveitam materiais locais, como madeira, bambu e fibras naturais, e seguem técnicas transmitidas de geração em geração.

                                            Foto: Fahad Rezoan / Wikimedia Commons / Reprodução

                                            Ao longo dos anos, os moon boats passaram a ser incrementados também com motores simples — sem deixar de lado suas características tradicionais, consideradas parte do patrimônio cultural marítimo da região.


                                            Atualmente, embora ainda sejam utilizados — principalmente nas praias de Cox’s Bazar —, a escala desses barcos vem diminuindo, em consequência da substituição por barcos mais modernos e pelo risco de desaparecimento do conhecimento de construção, transmitido, tradicionalmente, de forma oral.

                                            Foto: Nazmulhlc / Wikimedia Commons / Reprodução

                                            Para evitar esse cenário, a organização sem fins lucrativos Watever liderou, em 2013, um projeto de documentação e reconstrução de um moon boat, registrando técnicas ancestrais e promovendo sua valorização como patrimônio naval. Assim, desde 2014, a instituição apresenta o barco na França para destacar o patrimônio cultural de Bangladesh.

                                             

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                                              Teste Ferretti Yachts FY1000: maior Ferretti do mundo

                                              Testamos o maior barco em fibra de vidro produzido em série no Brasil, a Ferretti FY1000 — com cinco suítes e flybridge de 55 m² — fabricada pelo Grupo Okean em Santa Catarina. Uma embarcação que combina conforto, desempenho e a exclusividade de um iate de alto padrão

                                              10/05/2026

                                              Fabricada em Santa Catarina pelo Grupo Okean, sob licença da italiana Ferretti Yachts — e testada por NÁUTICA nas águas de Itajaí, onde foi exibida pela primeira vez no Marina Itajaí Boat Show 2025 —, a Ferretti FY1000 está inserida em uma faixa de tamanho (acima dos 80 pés) em que a embarcação deixa de ser chamada de lancha para ser considerada iate. Fiel a esse conceito, é um barco tão grande e exclusivo — do requinte da decoração e do mobiliário ao nível de personalização e conforto a bordo — que se equipara a uma verdadeira mansão flutuante. Ao longo de seus 30 metros de comprimento, a FY1000 reúne cinco suítes completas, design assinado pelo italiano Filippo Salvetti e um flybridge de 55 metros quadrados de área útil — espaço comparável ao de um pequeno apartamento — a área total do barco passa dos 300 metros quadrados.

                                              No embarque, pela plataforma de popa — toda revestida de madeira teca, claro! — chama a atenção a ausência do tradicional espaço gourmet, que na FY1000 se encontra no flybridge. Em barcos desse porte, isso não é um defeito, mas, sim, uma escolha acertada de projeto. Localizado no alto do iate, o fly é o espaço mais adequado para concentrar a vida social a bordo, já que é ali que as pessoas realmente gostam de se reunir, aproveitando a brisa do mar, o clima descontraído e a vista privilegiada.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Garagem náutica

                                              No local onde normalmente estaria o espaço gourmet, o projetista optou por criar uma garagem fechada, ampla o suficiente para abrigar simultaneamente um bote de apoio de até 4,35 metros e um jet de três lugares, com espaço extra para guardar bicicletas e equipamentos de esportes náuticos, como pranchas de SUP, surfe e wakeboard. Essa garagem foi toda revestida com tinta anticraca, já que este local costuma acumular um pouco de água salgada. Porém, o bote inflável deve ter motor de centro hidrojato, pois não há altura para levar um inflável nacional com motor de popa.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              O projetista soube tirar proveito da área da plataforma de popa com um truque inteligente: instalou quatro confortáveis espreguiçadeiras sobre a tampa da garagem. Assim, durante o dia, o espaço funciona como um solário à beira d’água. Mas, com um simples apertar de botão (porque o acionamento é elétrico), toda a estrutura se ergue e dá acesso ao compartimento onde ficam os barcos de apoio. E vale notar: com 6,81 metros de boca e 1,36 metro de comprimento na parte submersível, só a plataforma de popa soma quase 10 m² de área.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Duas entradas laterais, com cerca de 80 centímetros de largura cada, dão acesso direto à praça de popa, que privilegia o conforto e a beleza, mas sem renunciar à segurança. Por trás do conforto, há soluções técnicas comuns em embarcações de grande porte. Nos dois bordos, por exemplo, ao lado de dois cunhos convencionais, a FY1000 conta com um cabrestante (guincho) para puxar ou soltar uma espia — o cabo usado para amarrar o barco ao cais — garantindo um atracamento seguro e prático, mesmo com tripulação reduzida. O sistema fica elegantemente “escondido” sob uma tampa de fibra de vidro, de forma discreta e sofisticada. Nos dois bordos, para facilitar o embarque, foram instaladas portinholas que dão acesso direto ao píer.

                                              Truques de design

                                              Ainda na praça de popa, o designer se valeu de um truque inteligente para aproveitar melhor o espaço e facilitar a circulação: a mesa de centro, feita em madeira teca, é modular e conta com um tampo superior que se abre como um verdadeiro jogo de montar, revelando abas nos quatro lados. Quando é necessário acomodar a capacidade máxima de dez pessoas, basta abrir essas extensões — e a mágica se faz: o espaço se transforma em uma ampla mesa de jantar, sem esforço e com muito estilo.

                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação

                                              A bombordo, o capitão dispõe de um terceiro posto de operação, com controle dos motores e dos propulsores de manobra — bow thruster (proa) e stern thruster (popa) —, movidos por motores hidráulicos transversais de 50 cavalos de potência cada. Abaixo do móvel dessa estação, há ainda um ice maker.

                                              Cobertura de luxo

                                              O acesso ao convés superior pode ser feito pelos dois bordos. Sim, são duas escadas, com degraus largos e seguros. Chegando lá, não há como não se impressionar: o flybridge da FY1000 é simplesmente gigantesco. São 55 metros quadrados de área útil — equivalente à planta de um apartamento de dois quartos —, por onde se distribuem áreas de estar, solário, lounge e espaço gourmet, sem nenhum aperto. A vida acontece no alto!

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Na parte traseira do fly, de frente para um sofá de dois lugares, o projetista instalou nove poltronas em círculo, arranjo que lembra um lounge, perfeito para uma roda de amigos, conversas descontraídas e momentos de convivência a céu aberto. Se o sol estiver muito agressivo, basta acionar um toldo retrátil com tecido acrílico.

                                               

                                              Um segundo ambiente abriga uma mesa de refeições com dez lugares, um bar, o móvel gourmet completo (incluindo ice maker e churrasqueira elétrica) com banquetas. Chama a atenção o vão central da cobertura, no qual uma espécie de persiana de teto controla a incidência de sol e, ao mesmo tempo, ventila o ambiente.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              O posto de comando — avante, a boreste — tem duas poltronas com assentos ergonômicos e dobráveis para o capitão e o copiloto e apoio para os pés. A visibilidade é total. No painel, duas telas sensíveis ao toque de 16 polegadas centralizam todos os sistemas de navegação. À sua direita, o piloto conta com uma bem-vinda portinhola, para o caso de precisar se deslocar rapidamente para a proa, sem necessidade de dar a volta pela praça de popa, outra boa sacada do estaleiro. No posto de comando principal há três telas de 24 polegadas (!) cada, para monitorar os motores e a navegação.

                                               

                                              A bombordo, paralelas ao posto de pilotagem, duas poltronas reclináveis permitem que os convidados acompanhem a navegação de forma confortável.

                                              Proa panorâmica

                                              O acesso à parte de frente do barco — onde, como era de se esperar, há bem mais que um bom solário — é feito por duas passagens laterais largas e seguras, protegidas por um guarda-mancebo contínuo de aço inox. Diferentemente dos corredores convencionais, esses conveses foram projetados em um nível mais alto, arranjo que permitiu ao projetista ampliar o espaço interno do salão e da suíte principal, sem comprometer a circulação externa.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              O convés de proa segue a mesma filosofia dos demais: tem um lounge amplo, quatro confortáveis cadeiras para banhos de sol e duas mesas para refeições ao ar livre, com vista privilegiada do horizonte. No bico de proa, para a amarração, há dois guinchos independentes, em vez de um, como nos barcos de menor porte, e duas âncoras de aço inox de 105 quilos cada, além de duas amarras compostas por correntes com 150 metros de comprimento cada. Completando esse sistema, que transmite segurança ao barco, os dois paióis são muito fundos, tirando proveito da borda livre de 3,5 metros, e contam com escovéns (túneis por onde passam as amarras) equipados com duchas para lavar a corrente e a âncora, retirando a lama e a areia que aderem quando o barco está fundeado.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Aconchego de uma grande casa

                                              Uma vez a bordo, é difícil dizer que se está em um barco. A cabine parece uma casa moderna e de frente para o mar, sensação reforçada pelas (muitas) janelas no casco. A sala, dividida em três ambientes, é tão grande que faz plenamente jus ao jargão “salão”, usado no meio náutico. Ali, poltronas generosas, sofás modulares e uma mesa de jantar para oito pessoas criam um espaço que mais lembra o living de uma cobertura do que o de um barco. O pé-direito de mais de dois metros e as janelas panorâmicas, que vão quase do piso ao teto, inundam o ambiente de luz natural e reforçam a sensação de estar em um mirante sobre o mar. As suítes da FY1000 são um capítulo à parte no que se refere a conforto a bordo. Cada detalhe foi pensado para proporcionar uma experiência de hotel cinco estrelas sobre as águas.

                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação

                                              A suíte do proprietário

                                              A suíte do proprietário, posicionada na proa, mas no mesmo nível do salão, ocupa uma área exclusiva, separada das cabines de hóspedes. Tem uma cama de 2,00 metros por 1,73 metro (maior que o padrão queen-size), banheiro privativo e um closet que, de tão espaçoso, mais parece outro camarote. Ou seja, oferece conforto absoluto. Os acabamentos em madeira nobre e couro, combinados à iluminação indireta, criam uma atmosfera elegante e acolhedora, perfeita para relaxar em alto-mar.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              A suíte máster dispõe ainda de isolamento acústico reforçado, closet, armários, banheiro espaçoso com bidê e sofás de apoio. As demais suítes — duas de casal, equipadas com camas queen-size, e duas com camas de casal, que podem ser convertidas em duas camas de solteiro — têm banheiros privativos e grandes janelas. Todos os banheiros são revestidos com materiais de primeira linha, garantindo conforto e privacidade total. Gavetas, armários e espaços de armazenamento foram distribuídos de forma inteligente, permitindo que cada hóspede tenha seu próprio espaço, reforçando a sensação de estar em um hotel cinco estrelas. Com os motores ligados, ouve-se um pouco do som dos propulsores, principalmente nas suítes mais à ré.

                                              Tripulação com cabine própria

                                              Por sua vez, a tripulação conta com uma cabine exclusiva, com acomodação para cinco pessoas. O cuidado com o planejamento do espaço se reflete também nos corredores e nas áreas de circulação do convés inferior, todos largos, bem iluminados e decorados com texturas suaves, o que faz da FY1000 uma embarcação perfeita para longas viagens (sem serem travessias atlânticas) ou fins de semana prolongados. Além disso, a iluminação em cada um dos ambientes foi cuidadosamente planejada para criar um clima ainda mais acolhedor. Na área externa, à noite, o efeito da iluminação é mágico. As luzes subaquáticas realçam o contorno do casco, criando uma aura elegante ao redor do iate.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              A decoração, assinada pelos designers do respeitado estúdio ideaeITALIA, equilibra tradição e inovação, sofisticação e conforto, luxo e funcionalidade. Estofados de couro e tecidos náuticos de alto padrão convivem com painéis de madeira clara, em um ambiente que pode ser inteiramente personalizado pelo futuro proprietário. Não há, portanto, duas FY1000 idênticas — cada uma nasce como peça única, moldada ao estilo de vida de quem a adquire. “Queríamos que cada espaço transmitisse a sensação de estar em casa, mesmo navegando a milhares de milhas da costa”, explica Roberto Paião, CEO do Grupo Okean, o único a deter licença de construção e comercialização das embarcações da Ferretti Yachts fora da Itália. Não por acaso, cada ambiente foi pensado para proporcionar momentos memoráveis, com atenção a detalhes que vão desde a ergonomia do mobiliário até o posicionamento das luminárias.

                                              A cozinha — que ocupa uma área à parte junto ao salão, layout que permite à equipe operar de maneira eficiente sem interferir na experiência dos convidados — segue um conceito residencial de alto padrão. Equipada com fogão de indução, forno elétrico, lava-louças, refrigeradores de grande porte e acesso independente para a tripulação, permite tanto o uso social, integrado ao salão, como a operação mais reservada em cruzeiros longos.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              O conforto proporcionado pelo ar-condicionado também se sobressai: são 180 mil BTUs distribuídos em 23 evaporadores, que garantem temperatura agradável em todos os ambientes, mesmo em dias de sol forte. Por sua vez, o isolamento acústico foi projetado para que o ruído dos motores e do gerador praticamente não interfira no salão e no flybridge. De fato: o barco é tão silencioso que, no comando superior, só se percebe que os motores estão ligados quando começa a se movimentar.

                                              Tecnologia invisível

                                              Por trás do conforto, há soluções técnicas dignas de embarcações de grande porte. Para garantir estabilidade e conforto em navegação, a FY1000 é equipada com estabilizadores giroscópicos e dinâmicos, que reduzem o balanço tanto em navegação como fundeada. Dispõe também de bomba própria para abastecimento de diesel, guincho interno para movimentação do tender e monitoramento por câmeras espalhadas pela embarcação.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              No quesito sustentabilidade, os materiais de acabamento foram escolhidos não apenas pela estética, mas também pela durabilidade e pelo baixo impacto ecológico. Outro ponto alto é a casa das máquinas. Com duas portas de entrada pela praça de popa, o “coração do barco” é acessível, bem ventilado e projetado para manutenção simplificada dos dois sofisticados motores MTU 16V série 2000 M96L, de 2.638 cavalos de potência cada, demonstrando atenção aos detalhes que só um estaleiro com décadas de experiência no mundo consegue entregar.

                                              Assista ao teste no YouTube!

                                               

                                               

                                              Como ele navega

                                              Mas não é só no design que o FY1000 se destaca. Durante o teste, o barco — equipado com os dois motores MTU — manteve a estabilidade durante todo o tempo. É verdade que, para uma embarcação de grande porte, que pesa cerca de 111 toneladas carregada, não é qualquer mar que põe seu casco à prova. Ondas de meio metro de altura, como no dia deste teste, só fizeram cócegas em sua carena. Para colocá-lo melhor à prova, foi necessário cruzar a suas próprias marolas. Também nesses momentos, o barco praticamente ignorou todas as oscilações.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Com os motores na rotação máxima (2.455 rpm), a FY1000 chegou a 27 nós de velocidade máxima, um bom desempenho para uma embarcação de 30 metros de comprimento e mais de 100 toneladas de deslocamento. Outro ponto notável é a alta velocidade de cruzeiro: 24,1 nós a 2.200 rpm. Nesse regime, é possível navegar 251 milhas, lembrando que a distância por mar entre Santos e Rio de Janeiro é de 200 milhas. No entanto, navegando a 13,2 nós, a 1400 giros, é possível navegar 436 milhas, alcance excelente em relação aos principais pontos de abastecimento na costa brasileira.

                                               

                                              Em resumo, mais que um barco de luxo, a Ferretti FY1000 é um iate de respeito: potente, sofisticado e tão exclusivo que transforma cada travessia em uma experiência inesquecível.

                                              Detalhes da navegação

                                              O teste da Ferretti FY1000 foi realizado com 14 pessoas a bordo, tanques com 2.900 litros de diesel e 1.320 litros de água, e, mesmo nessas condições de carga, o iate — equipado com dois motores MTU de 2.638 hp cada — manteve navegação confortável.

                                              Pontos altos

                                              • A qualidade construtiva;
                                              • O acabamento impecável;
                                              • O design italiano.

                                              Pontos baixos

                                              • Som dos motores nos camarotes dos passageiros;
                                              • Bote de apoio de 4,35 m não pode ter motor de popa;
                                              • Acúmulo de um pouco de água salgada na garagem náutica.

                                              Ficha técnica*

                                              • Modelo: Ferretti FY1000;
                                              • Comprimento máximo: 30,13 m (98,8 pés);
                                              • Boca: 6,81 m;
                                              • Calado: 2,29 m;
                                              • Borda livre proa: 3,49 m;
                                              • Borda livre popa: 2,68 m;
                                              • Combustível: 9.000 litros;
                                              • Água: 1.320 litros;
                                              • Pessoas/dia: 20;
                                              • Pernoite: 10+5;
                                              • Peso**: 98 toneladas.

                                              * Dados fornecidos pelo fabricante, exceto as bordas livres.

                                              ** Peso aproximado do barco com equipamentos-padrão, mas com os tanques vazios e sem ninguém a bordo. Carregada, o peso salta para 111 toneladas.

                                              Pés-direitos

                                              • Na entrada do salão: 2,05 m;
                                              • Comando interno: 1,96 m;
                                              • Suíte máster: 2,02 m;
                                              • Banheiro da suíte máster: 2,00 m;
                                              • Suítes dos passageiros: 2,00 m;
                                              • Banheiro das suítes: 2,01 m;
                                              • Camarote de boreste: 2,00 m.
                                              Ficha técnica da Ferretti Yachts FY1000. Foto: Revista Náutica/ YouTube

                                              Confira mais detalhes da Ferretti Yachts FY1000!

                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                               

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                                                Por: Nicole Leslie -
                                                09/05/2026

                                                A maior espécie de raia que existe no mundo foi vista em Itanhaém, litoral de São Paulo (SP), e surpreendeu da melhor forma especialistas do Projeto Mantas do Brasil, organização que atua na conservação desse animal há 15 anos. O agrado aconteceu ao final de abril e marcou o início da temporada de avistamento de raias-manta na região.

                                                A nova gigante dos mares catalogada pela equipe soma quase 6 metros de envergadura e foi batizada com o nome “Moana”. Ela deu de encontro com os especialistas do projeto que mergulhavam pelo Parcel Dom Pedro no último dia 20.

                                                Moana, a raia-manta catalogada pelo Projeto Mantas do Brasil em abril de 2026. Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                Paula Romano, coordenadora geral do Projeto Mantas do Brasil, disse, em comunicado, que a sensação de felicidade e de pertencimento em avistar uma raia-manta “no quintal de casa” é indescritível.

                                                Quem sabe essa temporada vai prometer bastante para a gente– anseia ela


                                                A assistente de pesquisa Luiza Gomes explicou que o objetivo da saída de campo foi justamente realizar uma busca ativa para encontrar raias-manta. Entretanto, só não esperavam que a missão fosse cumprida já no primeiro mergulho.

                                                Assim que a gente caiu [na água], demos de cara com ela: uma fêmea da espécie Mobula birostris. Muito gratificante– complementou

                                                Moana, a raia, foi encontrada sem a cauda. Além disso, ela também não tem ferrão — mas isso é uma característica da espécie. O projeto, que tem como uma das frentes a divulgação científica em linguagem acessível, explicou pelas redes sociais essa condição.

                                                Raia-manta (não a Moana). Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                Raia-manta não tem ferrão

                                                Maior espécie de raia no mundo, a raia-manta não possui veneno e nem ferrão. O Projeto Mantas do Brasil explica que os únicos mecanismos de defesa desse animal são o tamanho, que intimida predadores, e a velocidade.

                                                Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                Além da ausência de ferrão, outra curiosidade é a presença de uma massa calcificada na base da cauda — uma estrutura mais rígida. Isso sugere que, em algum momento da evolução, esse animal tenha tido ferrão, mas por algum motivo o perdeu com o tempo. Sendo assim, a verdade é que as raias-manta são inofensivas para os humanos, desde que não se sintam ameaçadas.

                                                Raias-manta: sua foto pode colaborar com a ciência

                                                O Projeto Mantas do Brasil recebe registros de mergulhadores que tiveram a sorte e o privilégio de se deparar com um desses animais no litoral brasileiro. Essas imagens com detalhes do avistamento podem ajudar no monitoramento e na proteção dessa espécie gigante e gentil.

                                                Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                O que você precisa saber

                                                Para contribuir com informações, basta enviar as imagens com dados do avistamento, que a equipe receberá o conteúdo de bom grado. Para o contexto, entram dados como data e horário do avistamento; localização ou ponto de referência; condições do mar e clima; comportamento observado; e marcas, lesões ou parasitas visíveis na raia.

                                                Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                Como identificar o sexo da raia-manta

                                                Também é possível identificar o sexo da raia manta de forma descomplicada. Enquanto as fêmeas possuem a região próxima à cauda sem protuberâncias, os machos têm estruturas reprodutivas visíveis próximas à nadadeira pélvica (os chamados clásperes), que apresentam formato de “W”. Essa informação é igualmente importante no contexto do avistamento.

                                                Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                “Impressão digital” da raia-manta fica na barriga

                                                Outra orientação do Projeto Mantas do Brasil é registrar o animal de baixo para cima, da forma mais nítida possível e com a região ventral (a “barriga”) bem enquadrada. Isso porque é justamente ali que a raia-manta carrega um padrão de manchas único, que serve como sua impressão digital.

                                                Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução

                                                Dessa forma, a equipe pode conseguir identificar se a raia-manta já foi catalogada ou mover ações para registrá-la oficialmente. Ou seja, esses registros ajudam a monitorar a trajetória dos animais e auxiliam a equipe a entender as melhores formas de protegê-los.

                                                 

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                                                  Iniciativa pretende enfrentar a poluição marinha e criar soluções ambientais duradouras. Sugestões podem ser enviadas até o dia 15 de maio

                                                  08/05/2026

                                                  O Governo de São Paulo (SP) está prestes a criar o primeiro plano estadual de combate ao lixo no mar e você pode participar. O estado abriu uma consulta pública para uma proposta inédita que busca enfrentar a poluição marinha que atinge SP. O documento foi elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

                                                  Com o nome de Plano Estadual de Combate ao Lixo no Mar, o programa pretende encarar um dos maiores responsáveis pela degradação ambiental e criar soluções contra este problema no litoral paulista. O governo ressalta que a poluição marinha afeta serviços como turismo, pesca e navegação, sendo considerada uma das formas mais graves de degradação ao meio ambiente.

                                                   

                                                   

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                                                  O projeto, que conta com o apoio do processo de consulta pública, visa estruturar uma política duradoura. Segundo o Governo de São Paulo, as ações planejadas incluem manter o litoral mais limpo, proteger a saúde pública e valorizar a economia das comunidades costeiras.

                                                  Quem pode participar da consulta pública?

                                                  Podem se inscrever para enviar contribuições pessoas físicas e jurídicas — incluindo representantes do setor público — , empresas da iniciativa privada, universidades e organizações da sociedade civil. Basta informar dados básicos como nome completo, e-mail, CPF/CNPJ, município e qual setor da sociedade faz parte.

                                                  Foto: Semil/ Divulgação

                                                  As sugestões devem ser registradas até o próximo dia 15 de maio exclusivamente por formulário eletrônico, que se encontra no site oficial da Semil.

                                                  A consulta pública é uma etapa essencial pois permite aprimorar propostas e garantir que ações sejam mais eficazes e aderentes às realidades locais-Cristiano Kenji, Subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico de SP

                                                  Por que ajudar?

                                                  A poluição marinha não prejudica apenas os seres que vivem nos mares, mas toda uma cadeia que depende deles. Não à toa, segundo a Semil, estudos indicam que cada tonelada de resíduo no oceano reduz cerca de R$ 165 mil dos serviços ecossistêmicos aquáticos.

                                                  Imagem ilustrativa. Foto: Ancapital/ Envato

                                                  Além disso, segundo a Semil, pesquisas realizadas por universidades paulistas — que, inclusive, embasaram o diagnóstico do novo plano — mostram que resíduos sólidos foram identificados em 100% das praias amostradas no litoral brasileiro, com 91% desse material total sendo plásticos.


                                                  Dentro dessa fatia, 60% correspondem a plásticos de uso único, daqueles usados por poucos minutos, mas que levam mais de 400 anos para se decompor. “Os dados mostram que a maior parte do lixo no mar tem origem em atividades realizadas em terra, o que exige uma resposta coordenada e baseada em evidências”, pontuou Kenji.

                                                   

                                                  Além do plano Combate ao Lixo do Mar, a Semil conta com a iniciativa Mar Sem Lixo, criada em 2022, que, segundo a Secretaria, já destinou mais de R$ 1 milhão em investimento público para remunerar os pescadores parceiros e retirou mais de 133 toneladas de lixo do fundo do mar.

                                                   

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                                                    Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas

                                                    Por: Redação -

                                                    Era o lançamento mais esperado de 2025. Desde que o grupo italiano Finice, de propriedade dos irmãos Bartoli, entregou a primeira fase do empreendimento — durante um coquetel ao pôr do sol que reuniu convidados, investidores, autoridades e clientes —, a ansiedade pelo anúncio da nova etapa tomou conta do mercado. E não era para menos. Projetado pelo arquiteto italiano Paolo Santandrea, em parceria com escritórios brasileiros, o Kiaroa Residence & Marina é um condomínio de alto luxo que, além de oferecer todos os recursos esperados em um projeto desse nível, ainda dispõe de uma marina para até 60 embarcações.

                                                    Pois bem, o momento chegou. O pré-lançamento do Kiaroa 2 aconteceu junto à segunda edição do Salvador Boat Show, em novembro. Foram disponibilizados lotes residenciais com tamanhos entre 400 e 800 metros quadrados, de frente para o mar, além de uma área reservada para empreendimentos comerciais com serviços voltados exclusivamente aos condôminos. O condomínio ocupa uma área total de 180 mil metros quadrados em Taipu de Dentro, sendo um terço desse território dedicado à preservação ambiental — o que garante privacidade, segurança e contato direto com a natureza.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Conhecida por suas belezas naturais, como praias de areia branca e águas cristalinas, Taipu de Dentro é uma vila tranquila e acolhedora na Baía de Camamu, a terceira maior do Brasil. Com cenário de cinema, fica a poucas milhas náuticas de destinos como Barra Grande, Itacaré e Ilha de Boipeba. Ou seja, escolher o Kiaroa Residence & Marina é ter os grandes tesouros do sul da Bahia como vizinhos privilegiados.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Barco na porta de casa

                                                    “Para quem chega de barco, é um privilégio: nossa marina oferece total comodidade. Você praticamente atraca na porta da sua casa”, diz a assessoria grupo Finice, fazendo brilhar os olhos de quem sempre sonhou em unir sofisticação, natureza exuberante e estilo de vida náutico em um só lugar. A promessa é transformar a região em uma referência no turismo náutico de luxo no Brasil — e recursos para isso não faltam.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    A infraestrutura inclui um clube náutico de 1.500 metros quadrados com píeres flutuantes fornecidos pela Metalu Brasil, referência nacional em píeres e passarelas. Nas proximidades do condomínio, há também um estaleiro que, em caso de necessidade, poderá auxiliar os moradores com reparos e abastecimento das embarcações.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Aviões e helicópteros

                                                    Já para quem chega pelo ar, o Kiaroa conta com um heliponto homologado pela agência de aviação civil (ANAC) e está próximo a uma pista de pouso para a aviação executiva, o que facilita o acesso tanto a partir de Salvador como de Ilhéus.


                                                    Nesse refúgio exclusivo, os moradores terão à disposição um clube social completo: piscina de borda infinita com 800 metros quadrados, piscina infantil, quadras de tênis, vôlei de praia e beach tennis, academia equipada com aparelhos Technogym, restaurantes e lounges decorados pela Artefacto (conhecida por seus ambientes sofisticados), rooftop com vista permanente para o mar, além de áreas verdes, lagos ornamentais e trilhas ecológicas. Enfim, trata-se de um condomínio de luxo completo com estrutura náutica, estrategicamente localizado entre o Atlântico e a Baía de Camamu — tudo a ver com quem valoriza o estilo de vida náutico.

                                                    Kiaroa Residence & Marina: mais imagens

                                                    Da piscina ao píer para 60 barcos, o Kiaroa Residence — projeto do italiano Paolo Santandrea — se consolida um dos maiores refúgios de luxo do Brasil. Foto: Revista Náutica
                                                    Foto: Revista Náutica
                                                    Da esq. para a dir., Ernani Paciornik, Ferruccio Bonazzi e Enzo Bartoli no coquetel de entrega da primeira fase, que reuniu convidados e investidores. Foto: Revista Náutica
                                                    Foto: Revista Náutica

                                                     

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                                                      Por: Nicole Leslie -
                                                      07/05/2026

                                                      Nesta quarta-feira (6), a construtora naval Aus Ships e a fabricante de motores Volvo Penta anunciaram uma parceria para construir a primeira balsa de passageiros elétrica da Austrália. A embarcação será equipada com tecnologias Volvo e promete propulsão 100% elétrica. A previsão é que o barco ganhe as águas no final de 2026 e comece a operar comercialmente ao início de 2027.

                                                      A balsa — em construção no estaleiro em Brisbane — segue o modelo de catamarã. São 18 metros de comprimento (cerca de 60 pés) e capacidade para nada menos que 80 passageiros, além da tripulação.

                                                      Estrutura da embarcação está em construção no estaleiro em Brisbane, da Aus Ships. Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução

                                                      Tecnologias da 1ª balsa de passageiros elétrica da Austrália

                                                      A balsa elétrica contará com uma instalação dupla do sistema de propulsão elétrico Volvo Penta IPS450E, que permitirá a entrega de 250 kW por linha de transmissão. O sistema Volvo Penta Electric IPS integra propulsão e controle em uma plataforma unificada que promete otimizar a manobrabilidade, a eficiência energética e a facilidade em operações.

                                                      IPS Volvo Penta. Foto: Volvo Penta / Divulgação

                                                      Além disso, o barco terá um pacote de baterias de 460 kWh com painéis solares que, juntos, servirão como um ecossistema energético flexível e eficiente, projetado especialmente para o uso comercial. Por fim, a embarcação incorporará um gerador Volvo Penta D4 de velocidade variável, que, segundo a marca, vai ampliar a autonomia de navegação.

                                                      Projeto mostra equipamentos Volvo na embarcação feita em parceria com construtora naval. Foto: Volvo Penta / Divulgação

                                                      Parceria promissora

                                                      O projeto, pioneiro na Austrália, tem como papel principal mostrar, na prática, como uma embarcação de serviço pode funcionar com propulsão elétrica — ainda que seja um “passo ousado” para a chefe da Volvo Penta Oceania, Philippa Wood.

                                                      Estamos combinando desempenho com uma propulsão eficiente e mais silenciosa. Trata-se de validar soluções escaláveis de propulsão elétrica marítima para as vias navegáveis australianas– complementou Philippa

                                                      Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução

                                                      Do outro lado da parceria, a construtora naval Aus Ships acrescentou que integrar as tecnologias de propulsão e controle da Volvo a uma embarcação comercial de passageiros abre novas possibilidades tanto para a eficiência quanto para a experiência de quem estiver a bordo. Isso sem contar com questões ambientais que a iniciativa carrega, já que emite menos gases de efeito estufa do que seria com o uso de motores a combustão.


                                                      Tommy Ericson, diretor da Aus Ships, afirmou que a parceria está desenvolvendo um modelo escalável de transporte sustentável que pode ser replicado por toda a Austrália.

                                                      É um momento decisivo para a indústria marítima australiana. Estamos estabelecendo as bases para uma nova geração de balsas elétricas sustentáveis de passageiros– finalizou Tommy.

                                                      Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução
                                                      Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução
                                                      Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução

                                                       

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                                                        Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção

                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Desde recifes de corais até o retorno de um peixe em estado crítico de extinção, as surpresas que hoje ocupam o fundo do mar em Pontal do Sul, no Paraná, são muitas. O ecossistema local foi revitalizado graças a um projeto iniciado há 25 anos — e cujo resultado hoje se mostra mais que satisfatório.

                                                        Em 2001, um projeto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) afundou 2 mil blocos de concreto vazados compatíveis com o ambiente marinho e uma balsa. Apesar da grandiosidade da ação, o objetivo era simples: repovoar o ecossistema local e evitar a pesca de arrasto — prática que, apesar de proibida, acontecia ilegalmente.

                                                        Em 2001, blocos de concreto foram afundados para virarem recife artificial no Paraná. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução

                                                        No início de 2026, pesquisadores que em 2001 participaram do projeto de repovoar o ecossistema marinho no Paraná retornaram ao local. Além da comprovação de que a iniciativa deu mais que certo, também não faltaram altas doses de emoção naquelas águas.

                                                        Os resultados foram excelentes. Praticamente não se vê concreto, vimos vida marinha agregada-disse o oceanógrafo Frederico Brandini ao jornal Meio-Dia Paraná, da TV Globo

                                                        Foto: Jornal Nacional / TV Globo / Reprodução

                                                        Ao noticiário, Brandini detalhou que a emoção de mergulhar novamente nas águas de Pontal do Sul foi parecida com a sensação que teve em 2001. Ele explicou que, no início, a área afetada pela pesca de arrasto carecia de vida marinha, com pouca fauna e flora. 25 anos depois, o cenário é completamente diferente.

                                                        Ideia promissora, resultado visível

                                                        Além do repovoamento marinho, outra boa surpresa do projeto da UFPR foi o retorno do peixe Mero (Epinephelus itajara), criticamente ameaçado de extinção, que só fortaleceu a importância do recife artificial para a biodiversidade marinha no Paraná.

                                                        Peixes Mero foram vistos no recife artificial no Pontal do Sul. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução

                                                        O biólogo Ariel Scheffer foi outro dos pioneiros que retornaram ao Pontal do Sul após décadas de espera. Ele destacou a importância de o local estar recebendo o peixe ósseo ameaçado de extinção.

                                                        Emocionante ver os Meros e tudo que está em volta deles. É muito bonito, eles parecem observar a gente. Fiquei emocionado em ver a quantidade de Meros que vivem lá hoje-detalhou Scheffer ao jornal

                                                        Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução

                                                        O chefe de operações Romano Mestre Dalanana não poupou o orgulho de ter feito parte do projeto “desde o começo”.

                                                        A gente sabe que deu certo, mas sempre que a gente desce [mergulha] é uma novidade-afirmou Dalanana


                                                        Berçário artificial guarda espécie ameaçada de extinção

                                                        A presença de peixes Mero no recife artificial instalado em 2001 em Pontal do Sul, no Paraná, é um grande motivo de orgulho para a iniciativa. De acordo com a última portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que reconhece peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção, publicada em 27 de abril, o Mero aparece em estado criticamente perigoso.

                                                        Peixe Mero já integra a lista de animais em risco de extinção há mais de 10 anos. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução

                                                        A classificação significa que a espécie apresenta risco extremamente elevado de desaparecer na natureza, sendo a última etapa antes da extinção definitiva. Entre os critérios são considerados o tamanho da população conhecida, as regiões que o animal ocupa e o número de indivíduos adultos.

                                                        Cerca de seis peixes Mero foram vistos no recife artificial do Paraná. Foto: Jornal Nacional / TV Globo / Reprodução

                                                        O Mero é um peixe marinho ósseo que pode atingir grandes proporções. Os adultos chegam a pesar entre 250 kg e 400 kg e medir até três metros. No retorno dos pioneiros do projeto da UFPR às águas de Pontal do Sul, a equipe flagrou cerca de seis Meros aproveitando o recife artificial, que agora parece ter virado habitat desses gigantes ocultos.

                                                         

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                                                          Por: Nicole Leslie -
                                                          06/05/2026

                                                          Nesta quarta-feira (6) morreu, aos 87 anos, o filantropo, empresário e entusiasta do universo náutico Ted Turner, conhecido, entre tantos feitos, por fundar a CNN, primeiro canal de notícias 24 horas do mundo. A informação foi confirmada pela Turner Enterprises e repercutida pela própria CNN.

                                                          Ted Turner teve seu nome conhecido a nível global antes mesmo de fundar o canal de notícias que não para. Isso aconteceu em 1977, quando venceu a America’s Cup, regata a vela mais famosa do mundo. Estreante na competição, Turner foi o skipper (capitão) do barco Courageous e levou a melhor da vez mesmo contra as estatísticas. Ele participou pelo New York Yacht Club, que já era o atual detentor do título da regata.

                                                          America’s Cup 1977. Foto: America’s Cup / Divulgação

                                                          As boas surpresas de Ted Turner à frente do Courageous começaram ainda na fase eliminatória: de 11 corridas, ele perdeu apenas uma e garantiu a vaga de defensor na competição. Esse cargo existe devido à estrutura da America’s Cup, que divide as equipes em dois lados, onde um detém o troféu e o outro tenta conquistá-lo.

                                                          Foto: America’s Cup / Divulgação

                                                          Nas corridas, Turner encontrou no tático Gary Jobson uma dupla ideal para fazer o veleiro não apenas ter um bom desempenho, como superar os adversários que, na época, contavam com mais tecnologias. Assim, Turner focou na supervisão tática e na coordenação da tripulação, enquanto Jobson propunha estratégias para o líder.

                                                          Ted Turner e Gary Jobson (de laranja). Foto: America’s Cup / Divulgação

                                                          No confronto decisivo contra o principal rival na competição, o barco Austrália liderado por Alan Bond, a equipe do homem que viria a fundar a CNN em poucos anos foi impecável. O resultado? Um placar de 4 a 0, que não deixou dúvidas sobre quem seria o vencedor daquela America’s Cup — e manteria o título pertencendo ao New York Yacht Club.

                                                          Foto: America’s Cup / Divulgação

                                                          Com o troféu em mãos — o “Auld Mug”, como é conhecido — Turner viu seu nome na boca de todos os povos. Na época, o New York Times intitulou o empresário como superstar. Ele, por sua vez, chegou a definir o verão de 1977 como um dos pontos altos de sua vida, quando participou e venceu a America’s Cup com uma equipe já composta por vencedores.

                                                          Ted Turner venceu a America’s Cup aos 38 anos de idade. Foto: America’s Cup / Divulgação

                                                          Poucos anos depois dessa vitória, em 1980 Turner fundou a CNN e reforçou, mais uma vez, seu nome na história global.

                                                          Ted Turner é o único velejador a ser nomeado Velejador do Ano pela Federação de Vela dos Estados Unidos (US Sailing) quatro vezes. Suas conquistas na água incluem comandar o Courageous à vitória na Copa América de 1977, vencer muitas das grandes regatas oceânicas do mundo, incluindo a Regata Sydney-Hobart e a Fastnet Race de 1979, considerada a regata oceânica mais difícil da história.

                                                          Turner fez parte do Conselho de Administração da revista Yachting e foi presidente do Offshore Ocean Racing Club na década de 1970, período em que as regras de classificação por handicap estavam em constante mudança. Ao longo dos anos, Turner foi um generoso apoiador de diversas organizações de vela, incluindo a US Sailing, a Leukemia Cup Regatta Series, o Intercollegiate Racing e inúmeros outros projetos náuticos.

                                                          O empresário deixa cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos.


                                                           

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                                                            Uma ilha, 155 km de mares incertos e quase 100 pilotos de jet. Esses foram os ingredientes da 11ª Volta à Ilha, tradicional evento náutico que movimenta as águas de São Luís, no Maranhão, há mais de uma década. O passeio aconteceu no último sábado (2).

                                                            Organizado por Beto Rush e Almir Baldez, a 11ª edição do evento reuniu vários pilotos de moto aquática para o passeio que contorna a Ilha de Upaon-Açu. O itinerário partiu do bairro Penísula ainda de madrugada e deu a volta à ilha sentido leste.

                                                            Passeio em São Luís (MA) contorta a Ilha de Upaon-Açu. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação e Beto Rush / Divulgação

                                                            O percurso teve uma parada em São José de Ribamar para reabastecimento e hidratação. Beto Rush detalhou que a primeira metade do passeio finalizou em tempo recorde — 5 horas antes do estimado — muito por conta das condições de mar. Ao final, os participantes confraternizaram na Ilha do Curupu.

                                                            A gente fez um planejamento junto à Marinha do Brasil para escolher o melhor mês em relação às marés e não ter tanta dificuldade– disse Beto

                                                            Oficiais da Marinha acompanharam a 11ª Volta à Ilha, em São Luís, a partir de jets e de embarcações maiores. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação

                                                            Assim como nas outras dez edições, a Volta à Ilha de São Luís teve apoio da Marinha, que reforçou o monitoramento e a segurança dos pilotos em todo o trajeto por meio de jets e outras embarcações maiores. O Governo do Estado do Maranhão também apoiou a iniciativa com equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

                                                            Mais fotos da 11ª Volta à Ilha, em São Luís (MA)

                                                            11ª Volta à Ilha reuniu quase 100 pilotos de jet. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação
                                                            Equipe da Marinha prestou apoio à 11ª Volta à Ilha em São Luís do Maranhão. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação
                                                            Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação

                                                            Volta à Ilha de 2026 teve patrulhamento oficial por mar, terra e ar. Foto: Beto Rush / Divulgação
                                                            Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação
                                                            Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação

                                                             

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