Marinha usa radar capaz de rastrear embarcações além da linha do horizonte
Uma nova tecnologia para proteger as fronteiras marítimas do Brasil está em uso pela Marinha do Brasil. O Radar Além do Horizonte é o primeiro do tipo desenvolvido, instalado e operado na América do Sul. O equipamento foi produzido na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Ícone da vela brasileira, Robert Scheidt lança biografia em livro
Mudanças climáticas estão afetando o tamanho das baleias-cinzentas; entenda
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Importante aliado na defesa das águas jurisdicionais do país (faixa oceânica de domínio brasileiro), o novo radar da Marinha ganhou o nome de OTH 0100. O aparato foi desenvolvido pela IACIT, empresa fundada ainda em 1986 na cidade, tida como um dos principais polos tecnológicos do Brasil — e do mundo.


O OTH 0100 coloca o Brasil em um seleto grupo de países que detêm essa tecnologia de ponta, composto por Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França, Canadá, Austrália, China e Israel.
Instalado no sítio do Farol do Albardão, no Rio Grande do Sul, o radar da Marinha é considerado um sistema de última geração que, segundo a IACIT, é um dos poucos existentes no mundo capaz de rastrear embarcações não-cooperativas (ou seja, que não transmitem sinal de AIS, o Automatic Identification System) a uma distância de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros) da costa.
Dessa forma, o radar consegue fornecer informações de geolocalização e deslocamento dos chamados “navios-fantasmas”, permitindo a detecção precisa e o acompanhamento de alvos em alto-mar em tempo real. Ele também é capaz de suprimir interferências comuns na faixa de alta frequência, incluindo ruídos de sistemas de comunicação e da ionosfera.
A IACIT explica ainda que com “a abertura de 120º em seu sistema de transmissão, cada Radar OTH 0100 consegue monitorar uma área superior a 143 mil km², gerando imensos ganhos operacionais e reduzindo os custos no processos de monitoração da ZEE (Zoneamento Ecológico-Econômico).”


Toda essa tecnologia colabora para que a Marinha consiga desenvolver um trabalho muito mais completo na preservação das riquezas naturais da Amazônia Azul e no combate a atividades ilícitas como pirataria, contrabando, tráfico de drogas e de pessoas, além da espionagem.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas
Dupla com forte histórico de competições e regatas nutre relação de amizade mais intensa ainda. Conheça!
Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle
Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute
Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento



