Curiosa espécie marinha conhecida como Dragões Azuis surge nas praias de Maceió

Por: Redação -
20/05/2021

Durante o último final de semana, banhistas de diversas praias de Maceió, em Alagoas, depararam-se com o surgimento de um intrigante animal nas areias da região. Segundo o site Alagoas 24 horas, tratam-se dos chamados Dragões Azuis.

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Donos de uma aparência exótica, os Glaucus atlanticus são lesmas marinhas primas dos caracóis e chegam aos três centímetros de comprimento.  Segundo Cláudio Sampaio, professor da Universidade Federal de Alagoas, os Dragões Azuis, cujo nome remete à sua coloração, são absolutamente inofensivos.

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De acordo com o especialista, a espécie pode ter aparecido nas orlas de Maceió por culpa dos ventos registrados na região durante essa parte do ano. Assim como as caravelas encontradas nas praias no mesmo período, os Dragões Azuis vivem em águas oceânicas e provavelmente foram arrastados até a areia.

Por fim, Cláudio pede que os banhistas filmem ou fotografem os animais, a fim de enviar as imagens para a Universidade. Dessa forma, os cientistas poderão analisar o comportamento da espécie mais de perto. Quanto às caravelas, uma espécie de água-viva que pode causar queimaduras de 3º grau, o ideal é manter distância do animal.

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    A Marinha do Brasil divulgou, no começo deste mês, a mais nova logomarca de representação da instituição.

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    O lançamento aconteceu na própria conta do Facebook da Marinha, depois do setor de comunicação social completar 60 anos de história, no dia 6 de maio.

    No lançamento, a frase reiterada pelo departamento foi “Nova logomarca, valores de sempre!”.

    marinha do brasil

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    Levando em conta alguns princípios como “brasilidade, equilíbrio, dinamismo, força, segurança e confiabilidade”, a Marinha do Brasil preparou até um vídeo breve, explicando onde cada conceito foi aplicado.

    Confira detalhes a seguir:

    E aí, gostou? A Marinha do Brasil tem produzido uma série de conteúdos e campanhas no seu canal do YouTube, principalmente durante o período de reclusão em que vivemos. Se você quer saber mais sobre o que essa instituição brasileira tem publicado, clique aqui e confira.

    Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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      O Palma International Boat Show 2021 está marcado para acontecer de 3 a 6 de junho, no Moll Vell, em Palma de Maiorca, na Espanha, e a montagem do evento já começou!

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      Embarcações, equipamentos, acessórios e tudo o que envolve o mercado náutico será apresentado na ocasião e, claro, seguindo todas as recomendações contra a Covid-19. A capacidade do local, por exemplo, será limitada a 1 500 pessoas.

      Os ingressos e passes podem ser adquiridos  neste link.

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      O PIBS é organizado pelo Balearic Islands Business Innovation Institute (IDI), órgão dependente do Ministério da Transição Energética, Setores Produtivos e Memória Democrática, em conjunto com a Balearic Yacht Brokers Association (BYBA). Com mais de 35 edições, tornou-se um importante evento náutico internacional, abrindo a temporada náutica do Mediterrâneo.

      A organização estima a presença de 320 expositores e 35 mil visitantes.

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        Maior iceberg do mundo se desprende de plataforma na Antártica

        Por: Redação -

        O maior iceberg do mundo se desprendeu de uma plataforma de gelo na Antártica nesta quarta-feira, 19. A descoberta foi anunciada pela Agência Espacial Europeia, que monitora a região via satélite. Segundo informações passadas à revista New Scientist, o bloco de gelo tem uma extensão de 4 320 km² e deve demorar cerca de um ano para derreter. Por ora, ele flutua no Mar de Weddell, no Oceano Antártico.

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        Batizado de A-76, o iceberg tem de 5 760 km². Para se ter uma ideia, no acidente do Titanic, a placa de gelo apontada como pivô tinha uma área de 120m por 30m, ou seja, 3,6 km². E, embora o aquecimento global seja o fenômeno mais apontado como causa para o derretimento de geleiras, parece que não é ele o vilão desta vez.

        “Não é uma área que esteja passando por qualquer mudança significativa por causa do aquecimento global. A mensagem principal é que faz parte de um ciclo natural”, disse o glaciologista Alex Brisbourne, da organização British Antarctic Survey. Segundo ele, a região foi poupada dos fluxos de água quente que afetam a Antártica e ameaçam desprender outras geleiras do continente gelado, como a Thwaites.

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        Outra notícia boa é que o derretimento do A-76 não deve contribuir para o aumento do nível do mar — problema que também preocupa cientistas do mundo inteiro. Isso porque a plataforma de gelo Filchner-Ronne, à qual ele estava ligado, flutuava no oceano há algum tempo. Assim, seu volume já estava fazia parte do atual nível de água nos oceanos.

        E, apesar de ser o maior iceberg do mundo no momento, este não é nem um dos 10 maiores já registrados na história. Na própria Filchner-Ronne houve alguns desprendimentos mais impactantes — como em 1986, quando ela perdeu um pedaço de 11 mil km². Mas o A-76 não chega a ser inofensivo. Dependendo da rota que ele fizer em alto mar, pode devastar a vida submarina de alguma ilha desavisada.

        “(O iceberg) é grande o suficiente para influenciar o oceano e a salinidade do oceano”, explicou Brisbourne à New Scientist. Segundo o pesquisador, isso afetaria a vida marinha e poderia prejudicar todo um ecossistema, se o derretimento ocorresse próximo a alguma costa, por exemplo. Por enquanto, tudo o que as agências e cientistas podem fazer é observar os rumos do gigante.

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          O “V” do casco: você sabe qual é a importância desse detalhe?

          Por: Redação -

          O fundo do casco mais ou menos acentuado tem diretamente a ver com a navegação. Na lanchas, o ângulo do “V” do fundo do casco costuma variar entre 10 e 30 graus, dependendo do local e condições prioritárias de navegação.

          Como regra geral, quanto maior a velocidade e mais severas as condições de navegação, maior deverá ser o ângulo do “V”. Embarcações projetadas para navegar apenas em baías, lagos e represas, costumam ter ângulos de apenas 10 ou 15 graus. Já as de navegação costeira, entre 18 e 20 graus. E a oceânica, de 20 e 30.

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          O que mais conta é o “V” da popa. A função do ângulo da proa é melhorar a penetração do casco nas ondulações, evitando que a frente do barco “suba” demais. Já o ângulo do casco a partir da meia-nau até a popa tem a ver com o planeio e com as eventuais pancadas na superfície da água — daí a sua maior importância.

          Se a superfície da água fosse totalmente plana, cascos chatos ou com ângulos mínimos de popa seriam os mais indicados. No entanto, a navegação sobre ondulações exige aumentar o poder de penetração do casco na água — ou seja, com ângulos maiores tanto de proa quanto, principalmente, de popa.

          Assim, quanto maior o “V”, mais motor. Ângulos de popa maiores exigem mais velocidade para atingir o planeio, daí a necessidade de motores mais potentes. No entanto, maior potência e velocidade para o planeio podem tornar a navegação mais “molhada” e aumentar o balanço do casco.

          v do casco

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          Para atenuar esses pontos negativos é comum os projetistas incluírem “nervuras”, ressaltos ou multiangulações no fundo do casco, a fim de buscar soluções que mantenham as vantagens do V acentuado.

          Uma curiosidade: como regra geral, projetos mais antigos de cascos costumam ter ângulos de V de popa menores que os atuais. Isso acontece porque, para planar, um casco precisa de velocidade, que, por sua vez, é consequência direta da potência do motor. E antigamente os motores não eram tão potentes, o que levava os projetistas da época a diminuir o “V” do casco, para não aumentar ainda mais o tempo do planeio.

          Além do “V”, há, também, os “degraus”: os desníveis (ou “degraus”) no fundo dos cascos de certos barcos servem basicamente para diminuir a resistência da água, aumentando assim a velocidade.

          Em altas velocidades, geralmente acima dos 40 nós, esses “degraus” sugam ar para baixo do casco, diminuindo o atrito e aumentando a performance. Além disso, fazem o casco sofrer menos com o caturro. No entanto, são mais indicados para barcos com “V” bem acentuado, acima dos 20 graus.

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            Tethys Yachts exporta lancha de 41 pés com hardtop e certificação CE para a Espanha

            Por: Redação -
            19/05/2021

            O estaleiro Tethys Yachts celebra mais uma conquista: está exportando sua primeira lancha com certificação CE, selo de conformidade segundo regulamentos da União Europeia, para a Espanha. Trata-se do modelo Tethys de 41 pés com hardtop.

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            Visando o mercado internacional e a qualidade de suas embarcações, a Tethys Yachts tem investido no aprimoramento de suas embarcações, levando em consideração a confiança conquistada de seus clientes.

            “Há vários processos que o estaleiro adotou para obter o certificado CE. Este certificado prova que os produtos são avaliados de acordo com as exigências e padrões, e cumprem as Diretivas da Nova Abordagem em termos de requisitos de segurança, saúde e proteção ambiental”, afirma  Alexsandro Ferreira, presidente de Tethys Yachts.

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            Com 12,60 metros de comprimento, a Tethys 41 pode ser encontrada com duas opções de layout interno. A primeira possui uma suíte máster na proa e uma suíte para um casal à meia-nau; já a segunda, tem dois camarotes de casal, sala de estar e toalete completo. Pode levar até 14 pessoas, além do piloto, em saídas diurnas.

            A empresa, que atua no mercado desde 2016, já tem mais uma entrega internacional prevista. No próximo mês, exportará mais uma unidade da Tethys 41 HT, desta vez, para a Oceania.

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              Steven Spielberg coloca megaiate Seven Seas à venda por 131 milhões de euros

              Por: Redação -

              Steven Spielberg colocou seu megaiate, Seven Seas, à venda por 131 milhões de euros, de acordo com sites estrangeiros. O cineasta comprou a embarcação de 86 metros de comprimento em 2010, sob encomenda ao estaleiro holandês Oceanco, com design de interiores e decoração assinados por Nuvolari & Lenard e Molly Isaksen.

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              Podendo acomodar de 15 a 20 pessoas — dependendo da configuração do camarote VIP — em um total de sete camarotes, o modelo conta com comodidades como cinema, um enorme deck de popa, um deck do proprietário anexo à frente, piscina, hidromassagem, elevador de vidro, sala de massagem, academia, sauna seca e a vapor, spa e três grandes tendas personalizadas.

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              Além da sala de projeção, estão espalhadas 17 televisões pelo barco, que também tem um sistema de segurança equipado com câmera que inclui uma unidade de proteção contra piratas. Tudo isso é conectado por uma tecnologia de casa inteligente, que controla os sistemas audiovisuais, iluminação, tratamentos climáticos e de janela por meio de um iPad.

               

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                Estaleiro holandês lança megaiate híbrido de 311 pés

                Por: Redação -

                A construtora holandesa Feadship lançou recentemente um megaiate a motor híbrido de 95 metros chamado Bliss em seu estaleiro em Makkum.

                Construído para exploração, o modelo está totalmente equipado e certificado para cruzar regiões polares, ancorar em águas profundas ou manter a posição com seu sistema de posicionamento dinâmico.

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                O designer Jan Schaffers, do Studio De Voogt, foi o responsável pelo exterior, enquanto Rémi Tessier supervisionou o elegante interior.

                “A Feadship é conhecida por oferecer uma experiência única aos proprietários que desejam se envolver pessoalmente e, neste caso, o cliente abraçou todas as oportunidades de desempenhar uma função”, afirma o gerente de projeto Albert Abma. “Ele também gostou muito de conhecer os artesãos e aprender sobre nossos processos no estaleiro. Bliss realmente é um Feadship construído com e também para seu dono”.

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                O modelo possui tecnologia e engenharia de ponta, cobrindo todos os sistemas de bordo. Sistemas avançados de segurança e proteção à vida foram discretamente incorporados e a De Voogt Naval Architects esteve fortemente envolvida no projeto e engenharia do sistema de propulsão híbrido para permitir que ele navegue no modo diesel-elétrico.

                O Bliss é considerado flexível em termos de consumo de energia ultraeficiente, prometendo grande economia de combustível. Conta com nove camarotes de luxuosos para os hóspedes, amplos salões e uma extensa academia, além de área de bem-estar que aumentam a sensação de espaço.

                O Bliss também possui áreas de deck externas expansivas, uma grande piscina e um heliporto certificado comercialmente que se converte em um deck completo de esportes e jogos.

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                  Saiba mais sobre o primeiro submarino sul-coreano de 3 mil toneladas

                  Por: Redação -

                  O primeiro submarino sul-coreano de 3 mil toneladas foi produzido pelo estaleiro Okpo, da Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME) e batizado de Dosan Ahn Chang-ho (KSS-III). Ele é o primeiro submarino médio projetado e construído independentemente na Coréia, informou a Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) do país em um comunicado.

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                  Dosan Ahn Chang-ho (SS-083) conta com sistema de armas estratégicas da Marinha da República da Coreia capaz de responder a todas as ameaças, para fortalecer ainda mais as capacidades de defesa da marinha. Com um comprimento de 83,3 metros e uma largura de 9,6 metros, o submarino de propulsão independente de ar e diesel-elétrico pode acomodar 50 pessoas.

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                  Dosan Ahn Chang-ho faz parte do programa de submarino de ataque sul-coreano que inclui três fases: KSS-I, KSS-II e KSS-III. A terceira fase prevê a construção de até nove submarinos de ataque diesel-elétrico KSS-III construídos no próprio país.

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                    Por: Redação -

                    Se você entende de barcos e de navegação, ama o mar, conhece o mercado e tem facilidade para se comunicar sobre assuntos do universo náutico, que tal entrar para a Tripulação NÁUTICA e ser um colaborador especial?

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                      Brasileiro cria estaleiro nos Estados Unidos para construir catamarãs inovadores

                      18/05/2021

                      Os tempos de capitão profissional (skipper, na denominação inglesa) ficaram para trás, mas a alma de homem do mar permanece vivíssima. Depois de uma vida inteira dedicada a cruzar oceanos no comando de grandes barcos (somando cerca de 150 mil milhas navegadas), o paulista Pedro Camargo — desde 2019 radicado nos Estados Unidos — decidiu que era hora de empreender, mas sem se afastar de sua origem náutica.

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                      Para isso, ao lado do amigo Robson Gomes (ex-Recon e Mares), há três anos o velejador criou um estaleiro — a PRJ Boats —, em cujas dependências, na região de Fort Lauderdale, na Flórida, estão ganhando forma duas lanchas-catamarãs de alto desempenho: a Cat 40 e a Cat 60, desenhadas pelo projetista Daniel Bolsoni Castilla.

                      O foco da empresa são dois segmentos: o dos tenders e o dos barcos adaptados com acessibilidade. Os tenders, para quem não sabe, são barcos de apoio projetados para ser estacionados dentro da nave-mãe (ou mothership) — é neles que os passageiros são transportados para realizar passeios e outras atividades.

                      Com sua experiência de capitão, Pedrão (como é chamado por todos) sabe em detalhes e com precisão exatamente os recursos que esse tipo de embarcação deve ter para uma transição perfeita entre a nave-mãe e o píer ou uma linda praia — ou ainda para uma pescaria ou mergulho, outros modos de usar uma lancha de apoio, hoje uma forte tendência em países da Europa e nos Estados Unidos.

                      “Para a tripulação de superiates, ter um bom tender é fundamental”, defende Pedrão. Não por acaso, existe uma demanda crescente por esse tipo de barco, que — para atender o público exigente dos cruzeiros — deixou de ser apenas o bote de resgate pintado de laranja, exigido pela SOLAS, para se tornar uma embarcação multiuso e cada vez mais sofisticada.

                      Quanto maior a utilidade, maior a preferência. “Quando é um pessoal mais jovem que precisa se deslocar até a costa, não é necessário se aproximar tanto da praia: eles pulam na água e vão em frente. Já com pessoas mais velhas, é preciso jogar âncora, levantar os motores e puxar o barco pela popa até o ponto de desembarque, ou de embarque”, avalia o agora empresário, antes de explicar as inovações que seus catamarãs motorizados — chamados de “shadows tenders” — apresentam.

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                      “Desde o primeiro instante, decidimos que seria necessário fazer alguma coisa diferente, para não errar na fórmula”, revela Pedrão. O pulo do gato, junto com os cascos navegadores de um catamarã, foi introduzir uma abertura na proa, por onde é rebaixada, por acionamento elétrico, uma rampa com 85 cm de largura — sim, tanto o Cat 40 como o Cat 60 têm uma rampa de proa para embarque e desembarque, tanto em uma praia como em um píer flutuantes.

                      “Não tem aquele negócio de pula por aqui, pula por ali. O desembarque é direto na praia. Tudo muito seguro”, garante o comandante da PRJ Boats. Além disso, os barcos da PRJ Boats terão plataforma de popa entre os motores basculantes.

                      Outra decisão de primeira hora foi que os barcos deveriam ser leves, para navegar com apenas dois motores; daí os cascos terem sido construídos pelo sistema de infusão, com o uso de fibra de carbono no hard top. Além disso, deveriam ter uma pequena cabine com cama de solteiro, com banheiro, e oferecer bastante espaço de porão, com uma grande área na popa para armazenar os equipamentos de mergulho, incluindo cilindros e até um compressor para recarregar as garrafas. Para se ter uma ideia do que representam esses espaços, o modelo maior (o Cat 60, ainda em fase projeto), terá garagens para dois jets!

                      Outra novidade serão os “jack plates”, placas que mudam o ângulo dos motores verticalmente, otimizando o desempenho e melhorando a operação em águas rasas. Sem contar o conforto, a estabilidade e o ótimo rendimento, típico dos multicascos, mesmo em condições de mar agitado, o que é imprescindível em uma pescaria, por exemplo.

                      Equipada com dois motores de 400 hp cada, a primeira unidade da Cat 40 está na água, em fase de testes, já com 400 horas navegadas. E já disse a que veio, alcançando 52 mph (45 nós) de velocidade máxima. E essa nem é a melhor parte da história.

                      O barco também chama atenção pela economia: seu consumo médio é de um galão de gasolina por milha, marca considerada espetacular. Não por acaso, a PRJ Boats já vendeu duas unidades, e calcula fechar o ano com quatro entregas no mercado norte-americano. Os amigos mais próximos de Pedrão não lembram tê-lo visto tão empolgado.

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                        Estúdio norueguês apresenta projeto de megaiate explorador de 133 metros

                        Por: Redação -

                        O estúdio norueguês de design de superiates Strand Craft revelou seu mais recente conceito; o megaiate explorador Miami, de 133 metros de comprimento.

                        Com seis conveses, Miami tem um “estilo agressivo”, de acordo com o estúdio, com uma boca (largura) de 20 metros. O modelo também pode ser “transformado em uma experiência ao ar livre”, graças às muitas tendas e brinquedos.

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                        Miami possui dois helipontos, um no convés de popa e outro à proa, ambos com hangares próprios acessados ​​por elevadores. Entre outros destaques, o modelo possui um bar panorâmico com vista de 360 ​​graus para o mar e acomodação para um total de 20 convidados em 10 camarotes VIP. Isso inclui uma suíte de 300 m² com vista de 180 graus, uma banheira de hidromassagem ao ar livre, lounge ao ar livre, academia, spa, escritório, biblioteca e adega.

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                        Outras características incluem uma discoteca de três andares e um salão privado do proprietário com um bar. Os alojamentos da tripulação, que compreenderão cabines e uma área de estar, ficarão no convés inferior e serão grandes o suficiente para uma equipe de 44 pessoas.

                        Ele vem depois que a Strand Craft revelou um conceito de 135 metros chamado Califórnia e o conceito de explorer de 122 metros Aurora Borealis .

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                          Bertioga promoverá 1º Workshop Náutico da cidade com transmissão pela internet

                          Com foco na retomada do turismo náutico no litoral paulista, a secretaria de Turismo Esporte e Cultura do município Bertioga promove, nos dias 21 e 22 de maio de 2021, o 1º Workshop Náutico de Bertioga — também chamado de Maio Náutico Bertioga —, evento 100% virtual, transmitido pela página da prefeitura no Facebook. No primeiro dia, das 14h às 18h; no segundo, das 9h às 13h.

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                          A expectativa é promover o encontro do público com profissionais da área e entidades do setor, além do trade náutico turístico — leia-se: marinas, garagens náuticas, setores gerais de pesca e canoagem, etc.

                          Além da oportunidade exclusiva para relacionamento e fomento de novos negócios — com conhecimento de um novo nicho de mercado —, o workshop terá palestras sobre variados temas importantes para a região, como questões socioambientais e manejo autossustentado dos recursos ambientais.

                          De acordo com o Diretor de Turismo de Bertioga, Filipe Toni Sofiati, a Covid-19, que tanto afetou e ainda afeta o turismo em geral, não atingiu o segmento náutico. Ao contrário. Desde 2020, verifica-se um crescimento muito expressivo do setor, pelo fato de a navegação garantir lazer de qualidade com segurança.

                          “Com a pandemia, muitas famílias, em vez de viajar à Europa, decidiram adquirir uma embarcação, para o lazer da família”, avalia Filipe. Que acrescenta: “O mar é um dos lugares mais adequados para se desfrutar do lazer e, ao mesmo tempo, ter a proteção contra a disseminação do coronavírus, considerando que quase todos os tipos de atividades embarcadas são individuais ou praticados entre pessoas da mesma família. Por isso, o setor náutico expandiu tanto durante a pandemia”.

                          Para se ter uma ideia, a última feira do segmento, o São Paulo Boat Show, realizado em novembro de 2020, movimentou R$ 155 milhões em seis dias. No mesmo rumo, o turismo náutico registrou um crescimento de 70% no ano passado.

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                          O 1º Workshop tem o apoio institucional do Bertioga Convention & Visitors Bureau, do Sistema Costa Norte de Comunicação e do Circuito Litoral Norte, convênio composto pelas cidades de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba.

                          Conta também com o suporte do Fórum Náutico Paulista, da FABE (Faculdade de Bertioga) e da secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, além do envolvimento e participação das marinas do Litoral Norte paulista.

                          Conheça os participantes:

                          Sexta-feira, 21 de maio, das 14h às 18h:

                          — O ex-ministro e atual secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz, que abordará as perspectivas e ações desenvolvidas pelo Estado;

                          — Milton Gonçalves da Luz, presidente da Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM);

                          — Gustavo Monteiro, presidente interino do Circuito Litoral Norte;

                          — Marco Antônio Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista;

                          — Tenente Gennari, da Marinha do Brasil;

                          — Nelson Speranza Filho, professor-doutor em Direito Ambiental Internacional;

                          — Capitão Herman Junior, presidente do Comitê de Segurança da Navegação da Baixada Santista;

                          Sábado, 22 de maio, das 9h às 13h:

                          — Ney Carlos, Secretário de Turismo de Bertioga;

                          — Luís Felipe Natálio, biólogo marinho;

                          — Gilberto Pessanha Ribeiro, representante do Observatório da Dinâmica Costeira da UNIFESP;

                          — Bianca Colepicolo, presidente da Abinova;

                          — Daniela Marcondes, doutoranda do Programa PROMUSSP USP.

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                            Conheça os campeões da 1ª Copa ICS – Regata Ilha das Cabras, no Guarujá

                            Por: Redação -

                            Foram definidos os campeões da 1ª etapa da Copa ICS de Regatas 2021, a Volta Ilha das Cabras, realizada pelo Iate Clube de Santos, no Guarujá, e pelo Clube Internacional de Regatas, de Santos, com apoio da ABVO, Associação Brasileira de Veleiros de Oceano. Ao todo foram 21 barcos na raia nas classes ORC, RGS e Mini 6.5 na Baía de Santos.

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                            Na classe principal, a ORC, o veleiro King foi o campeão com o tempo corrigido de 2h20min, deixando o Chroma em segundo lugar e o Blue Seal Rudá em terceiro completando o pódio. “A primeira regata do ano na Baía de Santos exigiu muito das tripulações. Largada com muitos barcos, vento Leste/Nordeste fraco com ondas e muita alteração de intensidade pediam ajuste de peso da tripulação e das velas constantemente”, disse Fabio Cotrim, timoneiro do King.

                            “Nossos trimmers Alex Kienitz de balão, Fabio Lucas e Fernando Kiriki estavam super ligados e mantiveram o seguimento do barco mesmo com ventos abaixo de 3 nós em alguns momentos. O momento chave da regata foi a nossa escolha ao buscar a pressão um pouco mais fora da costa pelo nosso tático Marcello Sestini, com os outros barcos mais próximos de terra no contra-vento, conseguimos abrir a vantagem para montar a Ilha das Cabras e administrar no popa. Nossos principais concorrentes paulistas estavam todos presentes, o que deixou a regata mais animada”, seguiu.

                            Cotrim contou que o barco foi adquirido durante o começo da pandemia, em junho de 2020, e agora o foco é buscar mais conquistas como o título Paulista e também fortes competições como a Santos-Rio, Semana de Vela de Ilhabela

                            “Nosso grupo de amigos estava em um “zoom” happy hour e o Fabio Faccio veio com a loucura de comprar um barco que não poderíamos usar devido a pandemia. A parte mais dura foi explicar para as esposas (risos). Acho que foi uma válvula de escape para todos nós cumprindo o lockdown. Desde então, conseguimos algumas janelas de acordo com as orientações do governo para velejar com a tripulação fazendo testes de PCR na semana anterior às regatas e todos mantendo um acordo de se cuidar muito no dia-a-dia. Um de nossos sócios, Marcelo Cabral tem mantido distanciamento e até hoje somente velejou uma vez no barco, mas mesmo assim participa ativamente como tesoureiro, gestor e também responsável pelo Instagram do barco. Ele fica na torcida, mas faz muita falta pois é um ótimo velejador. Espero que em breve estejam todos vacinados e possamos contar com toda a equipe que é bem forte”.

                            “Nosso plano é brigar pelo campeonato paulista ORC. Ano passado fomos vice na IRC. Com certeza iremos na Semana de vela de Ilhabela, algumas etapas da Copa Mitsubishi, Santos-Rio / Circuito Rio e as regatas do Iate Clube de Santos”, finalizou.

                            Na classe RGS, o caneco ficou com o H3+, de Carlos Rato, deixando o Pepper em segundo e o Gaia III em terceiro. Na Mini 6.5, o Xavante ficou em primeiro e o Bloody Bones, em segundo.

                            “Marcando a volta das regatas em Santos, tivemos um expressivo número de participantes, mostrando a vontade reprimida de velejar. Foi uma regata de pouco vento, tanto é que a Comissão de Regata precisou fazer um encurtamento, e com ventos com intensidade variável e com rondadas, exigindo paciência e técnica, favorecendo os barcos maiores.

                            Marcou também a reintrodução da classe ORC”, disse Jonas Penteado, Vice-Comodoro Financeiro e Administrativo do ICS e membro do veleiro Asbar IV.

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                            Cerca de TRÊS  toneladas de alimentos foram arrecadados e serão doados nesta quarta-feira, dia 19

                            A campanha de doação de alimentos foi um sucesso com cerca de três toneladas arrecadadas. Os alimentos doados pelos velejadores serão entregues nesta quarta-feira, dia 19, no GinÁsio Municipal Guaibê, no Guarujá, para o Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura Municipal do Guarujá e a entidade beneficente Associação Educacional Cultural Esportiva e Recreativa Projeto Tia Egle, sediada na cidade de Santos.

                            A iniciativa foi da ABVO (Associação Brasileira Veleiros de Oceano) em conjunto com o ICS e o CIR, onde cada tripulante doou pelo menos três quilos de alimentos não perecíveis, ajudando aos mais necessitados na crise provocada pela pandemia.

                            RESULTADOS:

                            ORC

                            1 – King – 2h20min (tempo corrigido

                            2 – Chroma – 2h28min05s

                            3 – Blue Seal Rudá – 2h30min45s

                            4 – Inaê 40 – 2h35min47s

                            5 – Asbar IV – 2h36min46s

                            6 – Xamã – 2h40min48s

                            7 – Bravo – 2h46min23s

                            RGS

                            1 – H3+

                            2 – Pepper

                            3 – Gaia III

                            4 – Cooperacao

                            5 – Miuruca

                            6 – União

                            7 – Mais Bakana – Não completou

                            7 – Fandango  – Não completou

                            7 – Pitanga – Não completou

                            7 – Pit-Go – Não completou

                            7 – Ronin – Não completou

                            7 – Thor – Não completou

                            Mini 6.5

                            1 – Xavante

                            2 – Bloody Bones

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                              Glacier National Park: a escolha perfeita para quem quer curtir a natureza e navegar em lagos mais calmos

                              Por: Redação -

                              Se você aprecia a navegação em lagos e não conhece o Glacier National Park (ou, em português, Parque Glacial Nacional), você não sabe o que está perdendo. Essa incrível obra da natureza se encontra em Montana, nos Estados Unidos, na fronteira com o Canadá, e foi fundado em 1910, como o 10º parque nacional do país

                              Ele tem mais de 41 mil hectares e picos escarpados, geleiras imensas e lagos cristalinos. A região foi esculpida pelas geleiras por milhares de anos, criando uma das áreas mais belas do país.

                              Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                              O parque costumava atrair mais de 2 milhões de visitantes por ano, principalmente durante o verão, entre os meses de junho e setembro. Isso, porque fica mais fácil percorrer as estradas do parque nesse período, devido à ausência de neve.

                              Mas o Glacier National Park também permanece aberto durante o restante do ano: no inverno, entre os meses de dezembro e março, os visitantes podem fazer caminhadas na neve, escalar no gelo, praticar esqui e aproveitar para admirar as paisagens, sem as multidões habituais.

                              glacier national parkglacier national park

                              O lago McDonald, no parque, é o mais famoso e conta com algumas atividades náuticas para turistas. Infelizmente, a navegação não acontece de forma privada, ou seja, você não pode entrar no local com uma embarcação própria.

                              Assim, essas atividades podem seguir dois rumos principais: um mais calmo, em que os visitantes apreciam a beleza do lago na travessia em um barco simples; ou um mais radical, como os passeios de rafting nas quedas d’água, por exemplo. Dentre as opções, é possível alugar caiaques, canoas, barcos e veleiros, além de aproveitar para pescar.

                              glacier national park

                              Outro destaque do parque é a Estrada Rumo ao Sol, considerada um dos mais belos trechos de estrada do mundo. Ela é considerada um Patrimônio Histórico Nacional nos Estados Unidos, além de ser uma verdadeira maravilha da engenharia, construída em 1932. Com mais de 80 quilômetros e chegando a 2 036 metros de altura no Pico Logan, essa majestosa rodovia oferece vistas inigualáveis.

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                              glacier national park

                              De carro, a viagem sem paradas leva duas horas e apresenta vistas impressionantes: lagos glaciais, cachoeiras, florestas e assim por diante. Logo no início do trajeto, vale a pena fazer uma parada no Wild Goose Island Overlook (Mirante da Ilha Wild Goose), para ver uma das áreas mais fotografadas do parque.

                              Outra parada que também faz muito sucesso é a sétima maior geleira do parque, no Jackson Glacier Overlook (Mirante da Geleira Jackson). A região também conta com cachoeiras impressionantes, como a McDonalds, a Bird Woman e a Haystacks, que alcançam mais de 170 metros de altura.

                              glacier national parkglacier national park

                              A Weeping Wall, próxima ao Pico Logan, é uma formação geológica única que também faz jus à fama que tem. Ali, a água brota das rochas, jorrando nos carros durante a primavera, entre março e junho. Como o Serviço Nacional de Parques oferece transporte grátis, você pode esquecer o carro e se concentrar na vista.

                              glacier national park

                              glacier national park

                              Seguindo pela Estrada Rumo ao Sol, o Sunrift Gorge (Desfiladeiro Sunrift) também leva a uma trilha muito procurada pelos visitantes. Essa trilha conduz à Baring Falls, uma cachoeira de 7 metros de altura que deságua no lago St. Mary. O trecho, de mais de um quilômetro de extensão, é repleto de cachoeiras menores.

                              O ponto final, na própria Baring Falls, também leva ao lago glacial de águas verde-azuladas. Lá, os visitantes podem sentar-se à beira da água para observar a pesca de pequenos pássaros cinzentos, típicos da região.

                              glacier national park

                              Além de conhecer as mais variadas paisagens ao longo da natureza exuberante no parque, o visitante também tem a opção de aproveitar um dos característicos chalés ou pousadas da região, que foram construídos no estilo suíço lá no início do século XX.

                              glacier national parkglacier national park

                              E graças à posição do Glacier, no extremo norte dos EUA, é um excelente local para ver a aurora boreal ou a Via Láctea em uma noite sem luar.

                              Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                                Primeiro modelo da linha Atlantis fabricado no Brasil pela Azimut será lançado no 2º semestre

                                Por: Redação -

                                A Azimut Yachts, marca do Grupo Azimut | Benetti, com matriz na Itália e unidade produtiva no Brasil, confirma o lançamento no país da primeira unidade do modelo Atlantis 51 para o final do segundo semestre deste ano. Isso marca o início da produção de todos os modelos da coleção Atlantis no país a partir do próximo ano que serão destinados, além do Brasil, especialmente ao mercado internacional, para mais de 70 países que a marca tem representação.

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                                “Desde a instalação da filial produtiva no Brasil e com o sucesso crescente na produção de iates da marca Flybridge, de 40 a 100 pés, a fábrica brasileira demonstrou à matriz italiana alta performance e maturidade em termos de estrutura física e humana. Mesmo diante a momentos de crise econômica, mantivemos índices de crescimento em torno de 2 dígitos ao ano e, em 2020, tivemos um desenvolvimento de 40% em termos de valor de produção. Com isso, a chegada da Coleção Atlantis ao Brasil demonstra mais um impulso à indústria náutica o que reflete também em geração de empregos e impacto em vários outros setores da cadeia”, explica o CEO da Azimut do Brasil Davide Breviglieri.

                                Com a chegada da Atlantis, além do crescimento em exportações em torno de 60% em dois anos, a expectativa é de dobrar o volume de produção e aumentar os empregos gerados, de acordo com informações da marca.

                                O modelo Atlantis 51 já está em pré-venda no Brasil. “A fabricação da coleção Atlantis está alinhada com cada detalhe dos padrões italianos e certificações mundiais com a complexidade em equipamentos e tecnologias. São embarcações indicadas para quem quer ingressar no universo da marca Azimut de luxo ou para quem gosta do estilo esportivo da coleção sem abrir mão da elegância, do alto conforto e da exclusividade italiana”, explica o diretor da Azimut Yachts Francesco Caputo.

                                Conheça a Azimut Atlantis 51

                                Com conceito ‘open’, a Azimut Atlantis 51 foi pensada para quem quer passar o dia inteiro ao ar livre, sem comprometer o conforto também nos ambientes interiores. É uma combinação entre o design esportivo com a performance.

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                                Com linhas agressivas e esportivas desenhadas pelos italianos Marco Biaggi e Filippo Salvetti, e desenho de janelas inovadoras que contornam as laterais do casco somados ao hardtop com abertura elétrica, a transformam em um verdadeiro conversível.

                                O convés principal pode ser comparado a uma grande área de estar ao ar livre. Além das espaçosas áreas para banhos de sol na proa e na popa, o deck foi projetado e mobiliado para criar uma área de estar moderna e sofisticada para relaxar, que pode ser rapidamente convertida em uma pequena sala de jantar para o almoço.

                                No que diz respeito aos interiores, também desenhados por Biaggi e Salvetti, possui, ainda, grande sala de jantar com mesa dobrável que é integrada a uma cozinha.

                                Inclui três camarotes. A suíte do proprietário na proa apresenta cama espaçosa, armários, penteadeira, pufe e estante. A luz natural entra tanto pelo teto duplo quanto pelas grandes janelas laterais.

                                Já a suíte VIP, disposto à meia-nau, oferece opção de uma cama de casal que pode ser convertida facilmente em duas camas de solteiro, além de muito espaço de armazenamento. O terceiro camarote vem com beliches e grande janela lateral que garante iluminação natural.

                                Em relação à motorização, a casa de máquinas hospeda dois motores Volvo 800 (600 hp), com transmissões IPS que contribuem para a manobrabilidade. Para mais conforto a bordo, uma garagem na popa ainda pode conter um bote ou moto aquática de 3,25 m.

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                                  Anodos: o “must have” dos barcos. Confira as principais informações

                                  Por: Redação -

                                  Se você nem sabe o que é um anodo, prepare o bolso. O anodo é um dos menores (e mais básicos) componentes de qualquer barco. Mas, sem ele, a corrosão das partes metálicas que ficam em contato com a água (até mesmo dentro dos motores, por exemplo) seria capaz de arruinar qualquer embarcação em pouco tempo.

                                  Para evitar que isso aconteça, ele — o anodo — é corroído, poupando assim componentes bem mais caros e sofisticados. Esta é a função do anodo: ser corroído no lugar dos outros. Ou seja, ele existe para ser sacrificado, feito um boi de piranha náutico. Daí o seu nome oficial: anodo de sacrifício.

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                                  Basicamente, o que denomina-se Proteção Catódica, é, de forma prática, representado por um anodo, que não passa de um bloquinho sólido de metal, que, quando grudado a qualquer parte metálica submersa do barco, cumpre o papel de ser destruído no lugar dele. Isso acontece graças a um fenômeno chamado eletrólise, ou a corrente elétrica gerada pela união de dois metais submersos (o do anodo com outro qualquer, do barco), que irá corroer aquele de maior eletronegatividade — no caso, o anodo.

                                  anodo

                                  Mas, para que isso aconteça, existem outras particularidades que devem ser respeitadas, como mostramos nos dez tópicos abaixo:

                                  1. O melhor material para o anodo é o zinco ou liga de zinco com magnésio e alumínio, para uso no mar. Já nos barcos que ficam em água doce a melhor matéria-prima é a liga de magnésio.

                                  2. O anodo não deve ser pintado em hipótese alguma, porque isso tira completamente a sua capacidade de ser corroído.

                                  3. Também pelo mesmo motivo, o anodo não deve ser aplicado em partes pintadas. É preciso assegurar o contato dele diretamente com um metal.

                                  4. Os melhores locais para a instalação do anodo são os de pouca resistência à água, como dentro do escapamento do motor ou na base dos motores de popa, rabetas etc.

                                  5. Qualquer anodo deve ser substituído por outro quando a corrosão atingir 50% do seu tamanho. Porque, a partir daí, ele corroerá ainda mais rapidamente.

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                                  6. Não dá para calcular exatamente a vida útil de um anodo, porque isso depende do tempo que ele permanecer na água — ou seja, quanto mais tempo submerso, mais rápido será o seu processo de corrosão. Por isso, ele deve ser verificado a cada seis meses e trocado, em média, a cada um ano completo.

                                  7. Todas as vezes que o seu barco estiver fora d´água, aproveite para ver o estado do anodo e passar uma escova ou palha de aço nele, a fim de eliminar a camada superficial já deteriorada.

                                  8. Em todas as revisões do motor, não esqueça de exigir que seja trocado o anodo interno. Ou, no mínimo, que ele seja limpo.

                                  9. O ideal é que o anodo seja aparafusado ou soldado em alguma parte metálica da propulsão, ou seja, eixo, leme, rabeta, flap, estrutura de plataforma de popa.

                                  10. Usar mais anodos do que o indicado pode surtir efeito contrário. Muitos metais farão com que a massa dos anodos fique “mais dura” e isso atrapalhará a sua corrosão. Que, afinal, é objetivo desta curiosa (mas fundamental) pecinha de metal.

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                                    União Europeia recua de aumentos de tarifas para barcos feitos nos Estados Unidos e importação de motores

                                    Por: Redação -
                                    17/05/2021

                                    Uma escalada de tarifas entre a União Européia e os Estados Unidos foi evitada com um anúncio conjunto de que aumentos tarifários planejados pela UE que deveriam dobrar a tarifa retaliatória sobre barcos e motores de fabricação americana de 25% para 50% em 1° de junho não ocorrerá agora. A tarifa ficará em 25%.

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                                    Implementada pela primeira vez em 2018 em resposta às tarifas da administração Trump sobre as importações de aço e alumínio, a tarifa levou a uma queda acentuada nas exportações desses produtos nos Estados Unidos e praticamente encerraria as vendas aos consumidores europeus se dobrasse.

                                    A tarifa também prejudicou negociantes e distribuidores europeus que importavam marcas americanas, com um impacto estimado de cerca de US$ 400 milhões em vendas perdidas para parceiros comerciais em ambos os lados do Atlântico.

                                    Assim, a UE tenciona suspender temporariamente a aplicação do aumento automático das suas medidas de reequilíbrio previstas para entrar em vigor a 1º de junho de 2021. A UE e os EUA vão iniciar negociações para encontrar soluções para este litígio, acabar com a imposição de tarifas e para enfrentar o excesso de capacidade global antes do final do ano.

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                                    “Gostaríamos de parabenizar a Comissão Europeia e a Administração dos Estados Unidos por chegarem a este acordo”, disse Philip Easthill, secretário-geral da EBI em Bruxelas.

                                    “A EBI apoia fortemente o plano da UE e dos EUA de continuar as negociações e remover as barreiras existentes até o final do ano. Nossa estreita interação com as instituições da UE, o trabalho da NMMA com a administração dos EUA e do ICOMIA em nível global nos últimos anos e meses foi fundamental”.

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                                      Estaleiro alemão lança catamarã híbrido de luxo com 96 pés de comprimento

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                                      O estaleiro Ultimate Catamarans é um recém-chegado ao mercado de catamarãs a motor de luxo, que pretende oferecer uma linha completa de multicascos com design inovador. O mais novo lançamento do alemão, com sede em Bonn, na Alemanha, é o Spaceline 100 Hybrid.

                                      O primeiro modelo da marca é um catamarã de 29,5 metros de comprimento (ou 96 pés) com impressionantes quatro conveses, para oferecer ainda mais espaço a bordo. O barco combina energia elétrica e solar com uma superfície de 226 m² de painéis.

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                                      Ele foi equipado com dois geradores elétricos de 50kW, movidos tanto por bateria elétrica e energia solar, quanto por motores a diesel. Essa combinação possibilita associar os dois tipos de propulsão para viagens longas.

                                      O fabricante defende uma autonomia que vai de 850 milhas ao infinito, apenas com o uso da energia solar. Este último permitiria também manter o funcionamento do ar condicionado e outros aparelhos à noite.

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                                      Com pé-direito superior a 2,20 m, a sensação de espaço se acentua pelas janelas panorâmicas das suítes, pela vista panorâmica de 360º do salão e pelo flybridge.

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                                      O salão tem um design contemporâneo e oferece uma grande área de lazer com sofás, TV e equipamento de alta qualidade, e uma área de refeições para 10 pessoas.

                                      Do lado de fora, há outras áreas para refeições no grande terraço do convés superior ou no flybridge, além dos três bares que permitem aos hóspedes desfrutar do mais variados drinks na embarcação.

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                                      E, falando em hóspedes, o catamarã foi homologado para abrigar 12 convidados, além dos 6 tripulantes. Eles se dividem em 5 suítes VIP, mais uma suíte master. Os camarotes foram posicionados para garantir total privacidade, incluindo banheiro e varanda privativa em todos eles. A suíte master é a única que possui duas varandas, uma de cada lado, ao invés de apenas uma.

                                      https://www.youtube.com/watch?v=Qtz-T3oGuXE&t=14s

                                      Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                                        Confira tudo o que você precisa saber sobre baterias em barcos

                                        Por: Redação -

                                        Sem elas, nenhum barco a motor vai a lugar algum. Mas poucos donos de lanchas dão a devida importância a este equipamento tão fundamental quanto o próprio motor. Você já deve ter vivido isso. Planeja o passeio, convoca a família, convida os amigos, liga para a marina mandando colocar a lancha na água e, lá chegando, liga a chave, aciona a partida e… nada. O motor mal se move.

                                        Pronto! Lá se foi o passeio. E por causa da bateria, que está descarregada. Para evitar isso, há alguns cuidados a serem tomados, mas o primeiro de todos é saber se a bateria está dimensionada para a carga necessária a bordo.

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                                        Dimensionar as baterias de um barco é algo que exige certa habilidade com números, mas não chega a ser complicado. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender como se mede a carga de uma bateria, o que é dado em Ah ou “ampères-hora” e que, ao contrário do que muita gente imagina, não significa ampères “por” hora. Esta medida apenas indica a corrente elétrica constante liberada durante um período de 20 horas, antes de a bateria ficar sem carga.

                                        Para saber de quanto é essa corrente, basta dividir o número de Ah por 20. Assim sendo, uma bateria de 100 Ah, por exemplo, proporciona 5 A durante 20 horas, entendeu? Com base nisso, defina quantos aparelhos elétricos e eletrônicos terão de ser alimentados pela bateria e se a rede de energia a bordo é de 110/220 V e 12 V (por meio do uso de um inversor) ou apenas 12 V.

                                        bateria de barco

                                        Em seguida, faça uma lista de todos os aparelhos a bordo e verifique qual a potência de cada um (para aparelhos de 110 V) ou o consumo em ampères (para aparelhos de 12 V).

                                        Vamos supor que você queira instalar um forno micro-ondas (cuja potência é de 1 300 W), uma tv (200 W), duas bombas de porão (5 A cada), uma bomba de água doce (6 A), luzes de fundeio (1 A) e um gps de 5 polegadas com sonda (1 A).

                                        Nesse caso, você deve transformar em ampères todas as medidas e somar. Para fazer essa conversão, divida o valor indicado em Watts por 12. No caso da tv, por exemplo, 200 W ÷ 12 = 16,7 A. Faça, então, uma estimativa de quanto tempo utilizará cada aparelho por dia e multiplique esse tempo pela potência do aparelho.

                                        Para a tv, três horas por dia estão de bom tamanho. Para o micro-ondas, calcule no máximo meia hora. Gps com sonda, cerca de oito horas. Luzes de fundeio, outras oito horas/dia. E assim por diante. No caso da tv, a conta seria 16,7 A x 3 horas, o que dá 50 A/dia. O micro-ondas, 55 A/dia. O gps com sonda, 8 A/dia. Pronto: é só somar tudo e obter o consumo diário estimado para a sua lancha.

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                                        Por fim, para ter uma margem de segurança de dois dias sem ter de recarregar as baterias, multiplique o consumo total por dois. Assim, se o consumo diário foi de aproximadamente 140 A, a capacidade das baterias deve ser de 280 Ah (ampère-hora). Como não existe uma bateria com tanta energia, é preciso montar um banco com algumas delas — por exemplo, duas baterias de 150 Ah, ou quatro de 75 Ah.

                                        Lembre-se, contudo, que não é recomendável ligar todos os aparelhos ao mesmo tempo, pois as baterias não geram toda a energia que o fabricante estipula em Ah na embalagem. Este valor representa o que ela libera em 20 horas diretas.

                                        Ou seja, uma bateria de 100 Ah gera 5 A por 20 horas seguidas. Desse modo, com o nosso hipotético banco de baterias só seria possível ligar, ao mesmo tempo, aparelhos com o consumo somado de até 30 A.

                                        Uma última precaução: o banco de baterias não deve estar conectado diretamente ao motor, sob o risco de ficar sem partida, caso elas descarreguem. O motor exige uma bateria exclusiva para ele. Mas, durante a navegação, é recomendável ligar o motor ao banco de baterias, para recarregá-las.

                                        bateria de barco

                                        Algumas dicas para não ficar sem bateria na hora H:

                                        • Ligar ou mandar ligar o motor pelo menos uma vez por semana:

                                          Baterias do tipo chumbo-ácido têm uma taxa natural de autodescarga mensal que vai de 1% nas melhores marcas (feitas com ligas de PbCa/chumbo-cálcio ou PbCaAg/chumbo-cálcio prata) a 10% nas mais comuns (liga de PbSb/chumbo-antimônio).

                                        • Mas outros fatores também aceleram a autodescarga, como temperatura ambiente elevada, alta umidade e tempo de uso da bateria. Por isso, mesmo que não pretenda sair com o barco, ligue (ou peça para alguém da marina ligar) o motor pelo menos uma vez por semana, a fim de repor essa perda natural de energia de toda bateria.

                                        • Aguardar um tempo entre uma tentativa e outra de partida:

                                          Por duas razões básicas: a primeira é que a energia elétrica da bateria vem de uma reação química. Portanto, deixá-la “repousar” entre uma tentativa e outra permite que essa reação se complete, “acumulando” assim energia suficiente para a próxima tentativa. E a segunda razão é evitar superaquecimento do motor de arranque.

                                        • Só usar baterias do tipo “náutico”:

                                          Há algumas características importantes que as baterias para uso náutico têm que as comuns, de automóveis, costumam não apresentar, como capacidade de operar inclinadas, maior resistência a temperaturas elevadas, maior controle da emissão de gases nocivos, maior resistência mecânica da estrutura, menor taxa de autodescarga e maior vida em ciclos de carga-descarga.

                                        • Ao recarregar a bateria, faça isso bem lentamente:

                                          A corrente elétrica máxima para recarregar uma bateria é de 10% do valor de sua capacidade. Exemplo: uma bateria de 100Ah deve receber, no máximo, 10Ah. Correntes maiores que isso geram superaquecimento, o que causa danos permanentes. E baterias armazenadas por muito tempo devem ser carregadas com correntes ainda menores, perto de 5%.

                                        Quanto cada coisa consome.

                                        O consumo médio de energia dos equipamentos mais frequentes em um barco:

                                        amperes / horas uso/ amperes dia

                                        luz da âncora 0,80 12h00 9,60
                                        Guindaste da âncora 150,00 0h12 30,00
                                        Piloto automático 0,70 8h00 5,60
                                        Exaustor do porão 6,50 0h12 1,30
                                        2 ventiladores na cabine 0,20 48h00 9,60
                                        3 lâmpadas fluorescentes p/ a cabine 0,70 12h00 8,40
                                        1 lâmpada incandescente p/ a cabine 2,10 1h00 2,10
                                        1 lâmpada p/ mesa de navegação (10 W) 0,80 0h30 0,40
                                        Iluminação da bússola 0,10 8h00 0,80
                                        Iluminação do convés 6,00 0h30 3,00
                                        Sonda de profundidade 0,20 8h00 1,60
                                        Indicador de combustível 0,30 24h00 7,20
                                        GPS 0,50 8h00 4,00
                                        Inversor 0,20 2h00 0,40
                                        Forno de micro-ondas (600 W) 100,00 0h06 10,00
                                        Bomba de porão 15,00 0h06 1,50
                                        Bomba de água doce 6,00 0h02 0,20
                                        Bomba do tanque de esgoto 2,00 3h00 0,10
                                        Radar 4,00 4h00 16,00
                                        2 lâmpadas halogênicas p/ leitura 0,80 4h00 3,20
                                        Geladeira 5,00 12h00 60,00
                                        Luz de navegação 2,50 8h00 20,00
                                        Luz de navegação tricolor 0,80 8h00 6,40
                                        Toca-fitas 1,00 2h00 2,00
                                        Televisão (13 polegadas) 3,50 2h00 7,00
                                        Hodômetro 0,10 8h00 0,80
                                        SSB (receptor) 30,00 0h12 2,50
                                        SSB (transmissor) 30,00 0h12 6,00
                                        Videocassete 2,00 2h00 4,00
                                        VHF (receptor) 0,50 4h00 2,00
                                        VHF (transmissor) 5,00 0h12 1,00
                                        Indicador de vento 0,10 8h00 0,80
                                        DVD 1,10 4h00 4,40

                                        Como recarregar? As respostas para as dúvidas mais frequentes:

                                        • O tempo para recarregar uma bateria depende da potência do carregador?

                                        Não. Uma bateria obtém energia a partir de uma reação química. Para recarregá-la, é preciso “reverter” esta reação, aplicando uma tensão (V, de volt) e uma corrente elétrica (A, de ampère).

                                        Este processo ocorre em uma velocidade própria, que, quando não respeitada, gera um recarregamento apenas parcial e pode danificar a bateria para sempre. Em geral, o tempo de recarga deve ficar entre 8 e 12 horas, independentemente da potência do carregador de energia de toda bateria.

                                        • Usar o alternador do motor é bom para recarregar a bateria?

                                        É uma forma simples, mas precária. Na maioria dos casos, o conjunto alternador/regulador fornece tensão entre 13 V e 14 V e correntes elevadas. Com isso, uma bateria descarregada receberá uma corrente acima da recomendada e, na medida em que sua carga for aumentando, a tensão do alternador se tornará insuficiente para continuar o processo de recarga. Resultado: uma recarga parcial (de 70% a 80% da capacidade), além da diminuição na vida útil da bateria.

                                        • Painéis solares são eficientes para recarregar uma bateria?

                                        São bons para manter as baterias carregadas quando o barco não estiver em uso, suprindo assim a “autodescarga” que toda bateria sofre. Um painel solar moderno, rígido ou flexível, com 0,6 m x 0,3 m, pode gerar até mais mais de 100w, reduzindo espaços e ampliando as possibilidade de locais de instalação. Essa tecnologia evoluiu muito nos últimos dez anos.

                                        Para recarregar uma bateria de 150 Ah (ampères/hora), com meia carga, ele exigirá, portanto, cerca de 53 horas de sol forte. E se for um painel flexível, subirá para 120 h! Portanto, convém avaliar se o investimento em painéis realmente vale a pena, caso o principal objetivo seja recarregar baterias.

                                        • E os geradores eólicos, muito usados nos veleiros?

                                        Sim, mas com ressalvas. A maior vantagem dos geradores eólicos é funcionar dia e noite, pois não dependem da luz solar, como os painéis — mas, desde que os ventos estejam acima dos 10 km/h. Para um gerador médio, com um diâmetro próximo de 1,2 m, ventos de 20 km/h podem gerar em torno de 3 A (14 V).

                                        É, portanto, uma boa opção para quem navega em locais de vento constante, como o Nordeste, por exemplo. Mas, mesmo nessas condições, serão necessárias mais de 25 horas para deixar uma bateria de 150 Ah a meia carga. O investimento é alto e a interferência estética no barco, grande, além do que, nos modelos com três pás, o ruído gerado em ventos mais fortes é muito incômodo.

                                        • Por que não se deve deixar um carregador comum ligado à bateria por muito tempo?

                                        Porque, em geral, eles operam com corrente constante, ou seja, vão aumentado a tensão sobre a bateria na medida em que ela se carrega. Esta tensão não deveria ultrapassar 14,8 V ou 15 V. Dentro desse limite, evitaria o superaquecimento e a decomposição do líquido da bateria. Ocorre, contudo, que este tipo de carregador não tem capacidade de ir diminuindo a corrente/tensão. Por isso, pode danificar a bateria se não for desconectado a tempo. Já no caso de carregadores com capacidade de flutuação, a coisa é bem diferente e a eficiência e segurança é muito maior.

                                        O que levar em conta ao instalar?

                                        • Peso. Uma bateria pesa cerca de 45 quilos e quanto mais abaixo da linha d’água e centralizada ela estiver, melhor para a estabilidade do barco.

                                        • Ventilação. Toda bateria emite gases potencialmente perigosos, o que exige bom sistema de exaustão — além disso, boa ventilação evita o aquecimento inadequado delas.

                                        • Acesso. É fundamental que estejam à vista. Baterias “escondidas” são um incômodo e risco. Instale-as o mais próximo possível do motor. Assim, você evita a perda de energia através dos cabos. Se isto não for possível, use cabos de maior diâmetro.

                                        • Tipos. Nunca misture baterias velhas com novas, porque as já usadas comprometerão a durabilidade das novas.

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                                          Regata Kapazi Náutica propõe travessia entre Ubatuba e Ilhabela

                                          Por: Redação -

                                          Considerado um dos percursos mais desejados pelos velejadores, a travessia entre Ubatuba e Ilhabela ganhou um evento especial. A regata Kapazi Náutica será realizada no dia 5 de junho, um sábado, e propõe um dia de confraternização, superação de desafios e muita diversão. Para garantir a segurança de todos os participantes, o evento prevê regras rígidas para manutenção dos protocolos dos órgãos de saúde em respeito à situação de emergência. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até às 21h do dia 4 de junho por meio do site www.regataubatubailhabela.com.br.

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                                          Poderão participar da regata velejadores das classes ORC-CLUB, BRA-RGS, Multicascos, Mini e Bico de Proa. A proposta é realizar a travessia entre as duas cidades de forma segura e ágil. A largada será realizada a partir das 11h, perto da Ilha Anchieta, e a chegada nas proximidades da Ponta das Canas, em Ilhabela. De lá, as equipes serão recepcionadas na BL3 Escola de Vela. A organização estima que a prova poderá durar de 3 a 6 horas, pois depende das condições climáticas, intensidade do vento e de maré.

                                          Serão premiadas as três primeiras colocadas de cada classe participante com troféu e medalhas. Também será dado o troféu Fita Azul ao primeiro veleiro que cruzar a linha de chegada, independentemente da categoria. “Esse trecho entre as cidades é muito bonito, não é considerado nem longo e nem curto e, por isso, tem sido tão aguardado entre os velejadores. Será um momento de estímulo à atividade que aos poucos tem ganhado ainda mais dimensão nacional”, explica Ayres Coelho da Silva Junior, um dos organizadores da regata.

                                          O evento será realizado de acordo com o regramento previsto pelo Governo do Estado de São Paulo e os municípios de Ubatuba e Ilhabela. Os participantes terão que utilizar máscara a todo momento, higienização constante das mãos e respeitar o distanciamento necessário. Caso, na data do evento, a região esteja com um novo protocolo, a regata Kapazi Náutica seguirá o regramento do período, podendo até ser adiada. “Naturalmente a vela já faz com que os participantes mantenham distância, porém, reforçamos que não é hora para relaxar nas medidas contra à pandemia e, por isso, pedimos que todos os participantes respeitem todas as determinações dos órgãos de saúde”, reforça Ayres.

                                          Para apoiar entidades de Ubatuba e Ilhabela, a organização da regata incentiva que os grupos façam a doação de pelo menos três quilos de alimentos não perecíveis no ato da inscrição. A arrecadação será entregue para instituições que realizam trabalhos sociais na região.

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                                          Programação Regata Kapazi Náutica Ubatuba – Ilhabela

                                          Sexta-feira (4/6)

                                          21h – Encerramento das inscrições

                                          Sábado (5/6)

                                          Das 8h às 10h – Retirada do “kit velejador” na sede do Ubatuba Iate Clube. O local contará com regramento rígido de acordo com os protocolos dos órgãos de saúde.

                                          9h – Reunião de comandantes na sede do Ubatuba Iate Clube (a ser confirmada a partir das 8h, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias).

                                          11h – Largada para a Regata de Percurso Kapazi Náutica Ubatuba-Ilhabela 2021.

                                          Largada entre CR e Boia nas proximidades do Ilhote Sul da Ilha Anchieta (coordenadas da boia de chegada serão informadas aos competidores no dia da regata).

                                          Fim do dia – entrega de premiação na BL3 Escola de Iatismo, na Praia da Armação, em Ilhabela. A dinâmica será realizada com a orientação das autoridades sanitárias do Estado de São Paulo ou do município de Ilhabela, podendo ser realizada sem que a tripulação saia das embarcações para garantia do distanciamento seguro.

                                          SERVIÇO

                                          Regata Kapazi Náutica Ubatuba – Ilhabela

                                          Data: 5 de junho (sábado)

                                          Horário: a partir das 11h

                                          Local: Ubatuba Iate Clube (largada)

                                          Valor: a partir de R$ 50 (feminino) e R$ 80 (masculino). Tripulante de até 15 anos de idade é isento (Será autorizado apenas um por equipe).

                                          Inscrições através do www.regataubatubailhabela.com.br até 21h de 4 de junho.

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                                            Por: Redação -
                                            16/05/2021

                                            A Disney está com um novo cruzeiro que irá incluir um bar inspirado em Star Wars. O lounge especial – e espacial – será uma das principais atrações do navio Disney Wish e, além de drinques e petiscos, terá uma vista galáctica simulada, como se ao invés do mar o barco estivesse flutuando pelo universo entre um planeta e outro.

                                            Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                            Segundo a divulgação do cruzeiro, o Star Wars Hyperspace Lounge será uma das muitas atrações inspiradas em universos e personagens da Disney, e virá inspirado no “lado sofisticado” de alguns cenários dos filmes da franquia, como o iate de Dryden Vos em Han Solo: Uma História Star Wars. 

                                             

                                            A “escotilha” mostrando o “universo” ao redor é o que melhor garantirá a sensação de se estar entrando literalmente em outro planeta para um drinque interestelar durante a viagem.

                                            A embarcação é tão grande que ainda oferecerá outras atrações de impacto semelhante a Star Wars, como um grande espaço dedicado ao Mundo de Marvel, com restaurantes e salões especiais, nos quais o viajante poderá fazer parte de uma narrativa passada no local – feito fosse parte de um filme da Marvel.

                                             

                                            Além disso, atrações especiais de Frozen e até uma “volta no tempo” para os anos 1920 – quando os Estúdios Walt Disney foram fundados – já foram confirmadas.

                                            Por se tratar do primeiro parque da Disney a navegar pelos mares, o Disney Wish não poderia deixar de oferecer também brinquedos emocionantes e grandiosos, com direito a uma mistura de parque aquático e parque de diversões – como se não bastasse, o cruzeiro ainda oferecerá outras experiências imersivas baseadas em universos da Disney e dois imensos cinemas.

                                            A primeira da embarcação está agendada para zarpar em junho de 2022, mas as reservas poderão começar a ser feitas a partir do dia 27 de maio de 2021.

                                             

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                                              Por: Redação -
                                              15/05/2021

                                              Recomeça neste sábado, dia 15, a partir das 12h, a Vela de Oceano no Brasil com a 1ª etapa da Copa ICS de Regatas 2021, a Volta ilha das Cabras, realizada pelo Iate Clube de Santos e pelo Clube Internacional de Regatas.

                                              Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                              Os procedimentos de largada estão previstos para às 12h com a saída do Iate Clube de Santos, que tem sede no Guarujá (SP).

                                              O percurso sofreu uma alteração, e a previsão é de ida e volta até a ilha das Cabras, situada em frente a Praia da Enseada, no Guarujá, que deverá ser contornada deixando-a boreste. A Ilha da Moela será marca de percurso devendo ser deixada por boreste nos percursos de ida e de volta.

                                              O evento ainda segue com inscrições abertas para as classes ORC, BRA-RGS e Mini 6.5, que poderão ser feitas na Secretaria do Iate Clube de Santos com  Beth Menezes, exclusivamente por e-mail, [email protected].

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                                              Cerca de 2,5 toneladas de alimentos já foram doadas

                                              Treze barcos já estão confirmados e o ato solidário foi acolhido pelos velejadores que voltam a competir após dois meses de paralisação. Até o momento, 2,5 toneladas de alimentos já foram arrecadadas. Os alimentos irão para o Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura Municipal do Guarujá e a entidade beneficente Associação Educacional Cultural Esportiva e Recreativa Projeto Tia Egle, sediada na cidade de Santos.

                                              A iniciativa é da ABVO  (Associação Brasileira Veleiros de Oceano) em conjunto com o ICS e o CIR, onde cada tripulante está doando pelo menos três quilos de alimentos não perecíveis, ajudando aos mais necessitados na crise provocada pela pandemia.

                                              “Estamos muito felizes com a solidariedade que tomou conta dos velejadores. Uma doação muito expressiva que vai ajudar muita gente diante dessa pandemia. A ABVO está firme nessa campanha para que não só essa etapa, mas todas da Vela de Oceano arrecadem alimentos para distribuírem em instituições de caridade pelo Brasil”, disse Mario Martinez, Comodoro da ABVO.

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                                                TV NÁUTICA quer saber: o que é mais importante para você em uma lancha?

                                                Por: Redação -
                                                14/05/2021

                                                O processo de adquirir uma lancha é um pouco complicado. Existem muitos fatores a serem considerados e que realmente fazem a diferença nas mais variadas embarcações. Foi pensando nisso que a mais nova enquete de TV NÁUTICA perguntou: o que é mais importante para você em uma lancha?

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                                                Para participar da votação, basta clicar no link e votar! As alternativas são: 1) Design; 2) Espaço; 3) Desempenho e 4) Preço. Fácil, não é?

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                                                Por Naíza Ximenes sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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                                                  Você sabia que todos os motores de popa 4 tempos Yamaha, com injeção
                                                  eletrônica, acompanham um filtro decantador de água? Buscando a constante evolução, a marca apresenta o Marseparador, seu novo produto.

                                                  Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                  Com a finalidade de separar a água do combustível, o filtro decantador Yamaha promete eficácia de 99% em filtrar a principal causa de problemas em componentes do sistema de combustível no motor de popa.

                                                  Fabricado em material resistente à corrosão, foi pensado para que o “copo” não fique preso, facilitando no momento da substituição do filtro. Seu design totalmente transparente permite que o nível de água seja facilmente
                                                  verificado de forma visual e simples.

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                                                  O modelo foi desenvolvido para que a água seja removida simplesmente desrosqueando o parafuso de dreno inferior. Graças ao seu poder de filtragem, alinhado com a facilidade de instalação e manutenção, visa evitar o desgaste prematuro da bomba de combustível e, com o novo projeto, será possível a substituição apenas do elemento filtrante, reduzindo o custo de cada manutenção.

                                                  Com a visualização da gasolina de forma simples, será possível analisar a
                                                  qualidade da origem do combustível utilizado, observando alterações de aspecto
                                                  visual e presença de água no combustível vindo do tanque.

                                                  Agora em dois tamanhos, um modelo possui capacidade para armazenar até 215 ml de água e o outro, 60ml, ideal para cada modelo de motor. É recomendado para todos os motores de popa 4T Yamaha com injeção eletrônica.

                                                  Os novos filtros já estão disponíveis nos motores 4 tempos Yamaha, com injeção
                                                  eletrônica nas concessionárias autorizadas e, em breve, estarão disponíveis como
                                                  item de reposição.

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                                                    O “Mad Max” dos mares: confira o projeto idealizado por designer britânico

                                                    Por: Redação -

                                                    Se antes os jatos jumbos comandavam os céus, agora eles estão lotando os ferros-velhos ou, na melhor das hipóteses, esperando que as coisas recomecem. Enquanto isso não acontece, Uros Pavasovic, designer da Uros Pavasovic Design, encontrou a solução perfeita: colocar os motores dos jatos jumbo em um megaiate.

                                                    Antigo designer da Winch Design, Pavasovic desenhou a embarcação perfeita para reaproveitar esses motores — o The Cobra Project, apelidado de “Mad Max” do mundo náutico. Se você já assistiu ao filme, de mesmo nome, sabe que, só pelo apelido, o modelo promete dar o que falar.

                                                    mad max

                                                    Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                    Com 130 metros, ou seja, 426 pés, o designer inspirou-se no número de jatos aterrados em todo o mundo para seu conceito mais recente. A embarcação é descrita como “uma obra de indulgência criativa” pelo criador, já que desafia limites em termos de estética exterior.

                                                    Só no sistema de propulsão, o Mad Max foi equipado com dois motores de 15 000 hp, suspensos acima do convés por dois grandes pilares, alimentando geradores elétricos. Para mitigar o problema de ruído, eles seriam colocados em uma sala de máquinas com isolamento acústico no casco.

                                                    “Notícias de todos aqueles aviões descartados e seus motores funcionando perfeitamente me fizeram pensar como eles poderiam ser reaproveitados em um mundo pós-pandêmico inspirado no filme Mad Max”, acrescenta. Para completar, o designer ainda incluiu um sistema de propulsão elétrico Azipod, abaixo da linha de água, para um cruzeiro silencioso.

                                                    mad max

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                                                    E seguindo a inspiração aeronáutica, outro aspecto que segue o mesmo conceito na embarcação é a superestrutura dianteira, baseada na cabine aerodinâmica de jatos de combate como o Lockheed SR-71 Blackbird.

                                                    mad max

                                                    O Mad Max também conta com uma piscina no convés traseiro, várias varandas dobráveis, um heliporto e uma garagem para armazenar um trimarã personalizado, que também seria movido por motores de turbina a gás.

                                                    Enquanto ainda trabalhava na Winch Design, Pavasovic fundou seu próprio estúdio em 2020. Atualmente, ele está trabalhando em um explorador de 90m para um estaleiro europeu e em um novo projeto de concurso esportivo para o construtor naval Falcon Tenders, do Reino Unido.

                                                    Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                                                      Atibainha, a represa surpresa de São Paulo, em Nazaré Paulista

                                                      Por: Redação -

                                                      Água pura, muito verde, fartura de peixes e, ainda por cima, ao lado de São Paulo. Por essas e outras é que Atibainha é conhecida como a “Represa Surpresa”.

                                                      São Paulo tem muitas e bonitas represas, mas poucas delas são tão graciosas quanto esta aqui, que é simpática até no nome, um diminutivo: Atibainha. Trata-se de uma fina e comprida extensão de água puríssima, encravada em um dos sopés da Serra da Mantiqueira e com estreitos braços que penetram nas ramificações das margens, formando bucólicas paisagens que são refletidas numa superfície tão lisa e tranquila que mais parece uma lâmina de vidro.

                                                      Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                      E mais surpreendente ainda é que ela fica no município de Nazaré Paulista, cidade que é praticamente vizinha à capital paulista. Mas poucos paulistanos sabem disso. Menos de uma hora de carro (ou metade disso, a partir de certas áreas da parte leste de São Paulo) separa o formigueiro humano da maior metrópole do país, repleta de automóveis e concreto, de paisagens tranquilas assim.

                                                      Até quem vive em São Paulo praticamente desconhece essa represa ou, pelo menos, não imagina que, debaixo da grande ponte da moderna rodovia que a atravessa, a Dom Pedro II, que liga o interior paulista aos caminhos do litoral (e quase sempre o único instante em que a represa é percebida, no caminho da praia), existam cenários como o que você verá nas páginas seguintes. A represa de Atibainha é um oásis de tranquilidade nos arredores da caótica capital paulista.

                                                      atibainha

                                                      Além de render belas paisagens, boas pescarias e deliciosos passeios de barcos, a represa de Atibainha, mais conhecida como represa de Nazaré Paulista, cidadezinha de pouco mais de dez mil habitantes a apenas 50 quilômetros em linha reta de São Paulo e a única que ela banha, é também responsável por mais da metade da água potável que a cidade de São Paulo consome — e isso também quase nenhum paulistano sabe.

                                                      Suas águas são tão puras que o órgão que cuida do abastecimento de água da capital paulista se orgulha de gastar quatro vezes menos com os tratamentos de potabilidade da água que sai de lá do que nas demais represas da região. E ninguém precisa ser técnico sanitário para chegar à mesma conclusão. Basta pegar um punhado dela nas mãos e constatar a transparência da água.

                                                      Boa parte disso veio do cuidado que se teve no passado em retirar toda a vegetação que cobria a região antes de a água inundar tudo e criar a represa, décadas atrás — justamente para ajudar a abastecer de água a cidade de São Paulo. Com isso, não houve decomposição da mata na água nem formação de muitos resíduos no fundo.

                                                      Além disso, como sua água vem de nascentes espalhadas na cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira que a cercam, ela chega naturalmente pura até a represa, sem nenhuma contaminação. E permanece assim ao longo de todo o seu caminho, até às torneiras da capital paulista. É um presente da natureza também para os amantes das pescarias e dos esportes náuticos.

                                                      Mas a represa de Atibainha não é grande. Ao contrário, é bem modesta em área e ocupa apenas 25 km². No formato, não passa de uma fina e comprida extensão de água, encravada em um dos sopés da Serra da Mantiqueira e com estreitos braços que penetram nas ramificações das margens, formando bucólicas paisagens, onde o verde da mata das suaves colinas ao seu redor encontra a água e cria a sensação de ter sido refletido num espelho.

                                                      Nos meses de inverno, uma densa bruma costuma dominar as primeiras horas da manhã na represa e dá ares quase europeus às reentrâncias das margens, feito certos lagos suíços. À tardinha, pássaros passam em revoadas, enquanto um ou outro barco navega, com absoluta tranquilidade, em um cenário que mais parece de filme — ou aquelas imagens poéticas de calendários de parede. Nem de longe lembra a agitação de São Paulo.

                                                      Num dos seus extremos, próximo à barragem que controla o nível das suas águas, há até uma formosa cachoeira, que escorre pelas pedras antes de desaguar na represa. Não por acaso, navegar até ela de lancha ou jet ski (Atibainha tem, proporcionalmente à quantidade de barcos, uma das maiores frotas de jets do estado) é o principal passeio da região e garantia certa de distração, porque o caminho até lá atravessa quase toda a represa e rende lindas paisagens — a começar pela da própria cachoeira.

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                                                      atibainha

                                                      Mesmo quem não tem barco pode visitá-la, de duas maneiras: alugando um, nas várias marinas da represa, ou embarcando nos passeios de “chalana” (nome que os locais dão às pequenas embarcações que levam os turistas para passear nas águas de Nazaré Paulista).

                                                      É um passeio muito tranquilo e relaxante, que faz todo mundo navegar pensando na vida, enquanto admira uma paisagem rara para um lugar tão perto assim de São Paulo. Quem já descobriu isso, como os donos de jets, de pequenas lanchas e pescadores de fim de semana não quer saber de outro lugar.

                                                      Pescadores em particular adoram essa represa, que é farta em traíras, carás, tabaranas, tilápias, tucunarés e black bass — os três últimos ali implantados justamente para atrair os amantes do anzol.

                                                      Os tucunarés, tanto os amarelos quanto os azuis (estes, um pouco mais raros), fazem a festa dos pescadores que, com seus barquinhos de alumínio, são presença constante nas águas de Atibainha, em especial (também) nas imediações da cachoeira.

                                                      Já os donos de barcos preferem sair para esquiar ou parar para almoçar num dos restaurantes das marinas, o que gera um gostoso vaivém de pequenas lanchas nos fins de semana.

                                                      Mas poucos vão até a própria cidade de Nazaré Paulista (embora ela tenha até uma prainha), porque o apelo da beleza da natureza é maior do que a vontade de passear pelas ruas da cidade, cujo maior atrativo é a igreja dedicada à santa que batiza o município — e cuja curiosa história da sua imagem é a mais gostosa de ser ouvida.

                                                      Reza a lenda que havia apenas uma imagem de Nossa Senhora de Nazareth para duas igrejas dedicadas a ela na região, o que teria gerado o (falso) milagre da mudança da santa de uma capela para outra, sem interferência humana. Na verdade, ela era sistematicamente roubada pelo responsável pela capela secundária, que, para justificar o surgimento da imagem, alegava o tal “milagre”. Se é verdade ou não, ninguém sabe. Mas todo mundo adora contar essa história na cidade.

                                                      atibainha

                                                      Milagre mesmo é que, com tamanha beleza e proximidade da maior cidade do país, a represa de Nazaré Paulista ainda seja tão pouco conhecida. “Isso aqui é um achado em São Paulo”, vibra um dos seus habituais frequentadores. É verdade. Tanto que já há um projeto do governo paulista para transformar boa parte do entorno da represa em um parque ecológico.

                                                      Se isso acontecer, com as restrições de uso que virão a seguir, é bem possível que Atibainha se torne ainda mais rara e pouco explorada, como uma espécie de tesouro náutico dos privilegiados que já a descobriram. E que, por enquanto, são bem poucos. Apesar de ficar praticamente colada a São Paulo, o que, sem dúvida, é o mais surpreendente de tudo.

                                                      A represa Atibainha tem muitas marinas que também são pousadas e até alugam barcos, tudo num só lugar. Proporcionalmente ao tamanho da represa, Atibainha é muito bem servida de marinas. Há quase uma dúzia delas espalhadas pelos diversos braços d’ água e algumas de ótimo nível.

                                                      Além disso, a grande maioria funciona, também, como pousada ou até mesmo pequenos condomínios, com quartos e chalés completos para alugar por mês ou fim de semana — nada mais prático para quem tem um barco mas não uma casa na região ou nem tem barco algum, já que algumas marinas também alugam embarcações, embora quase sempre sejam pequenos cascos de alumínio, para pescarias. Mas também é possível conseguir uma ou outra lanchinha. O bom é que fica tudo num só lugar.

                                                      Quase todas as marinas também oferecem restaurantes já que sair de uma para almoçar na outra — e vice-versa — é um dos programas mais populares entre os donos de barcos, depois da visita à cachoeira. Por essa razão, quase todas têm píer de atracação para visitantes e recebem muito bem todos que chegam pela água.

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                                                        Por: Redação -

                                                        Seguindo o padrão visual mundial adotado pela BRP, a loja Direct Jet, localizada em Belém do Pará, passou por um processo de modernização. Novas cores e móveis foram instalados no local, onde são vendidos produtos a pronta entrega e sob encomenda das marcas Can-Am e Sea Doo.

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                                                        A loja agora tem paredes com tons de cinza, partes do teto possui itens de madeira e para os clientes interessados, ainda são comercializados na loja acessórios como roupas, bonés e mochilas.

                                                        A loja está localizada na Avenida Bernardo Sayão, 5304, em Guamá, Belém.

                                                         

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                                                          Por Pedro Rodrigues*

                                                          A cultura da gambiarra está tão enraizada no DNA do brasileiro que é comum encontrarmos memes na internet mostrando os mais criativos improvisos com os dizeres: “o brasileiro precisa ser estudado pela NASA.” Com a popularização das redes sociais, as gambiarras subiram de patamar, sendo compartilhadas em tutoriais e aprimoradas, com ampla gama de versões disponíveis.

                                                          E no mundo náutico não poderia ser diferente. Enquanto muitos comandantes se orgulham do seu talento MacGyver, outros tentam esconder suas adaptações envergonhados, mas sejamos justos: quem nunca fez uma “gambi” que atire a primeira pedra!

                                                          Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                          Muitas vezes por falta de conhecimento de normas e padrões, outras, para diminuir custos, encontrar alternativas para equipamentos difíceis de serem encontrados no mercado nacional ou, até mesmo, para se safar de uma pane em locais remotos, fato é que “dar aquele jeitinho” pode salvar o dia. Mas afinal, a gambiarra é uma vilã ou aliada?

                                                          Para avaliarmos essa questão, primeiramente precisamos esclarecer o conceito comum do qual esse artigo trata, no qual gambiarras são improvisos, geralmente criativos e de baixa qualidade estética, que solucionam problemas usando peças que serviriam para outros fins, mas, quando adaptadas, atendem a outra necessidade imediata. Muitas vezes desconsideram alguns pontos das normas e padrões técnicos.

                                                          Mas falando de normas e estreitando o assunto para área de elétrica náutica, às vezes, fica difícil segui-las uma vez que a maioria dos eletricistas e donos de barco tem como referência mais próxima apenas a NBR 5410 elaborada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O problema é que ela diz claramente que não se aplica a embarcações e não havendo outra específica, não resta muita alternativa para referenciar as instalações em embarcações de pequeno porte.

                                                          Então, seria um pouco injusto dizer que por estar fora da norma é uma gambiarra, afinal, o ambiente náutico é mais hostil que o preconizado pela NBR 5410. Questões como umidade, maresia, aterramento em água, uso de baterias e de extra-baixa tensão (menor que 50 volts) e instalações em ambientes com potencial explosivo devem ser levadas em consideração, demandando adaptações técnicas.

                                                          Mas essas adaptações são gambiarras?

                                                          Bem, algumas podem ser, outras já foram muito bem desenvolvidas de maneira independente por eletricistas e engenheiros brasileiros, mas há práticas que já foram amplamente estudadas e testadas. Países como Austrália e Nova Zelândia, possuem padrões elétricos para embarcações de esporte e recreio obrigatórias por lei, a Europa se referencia por normas da ISO (Organização Internacional para Padronização), mas a mais completa e que serve de referência para muitas outras vem da American Boat and Yacht Council (ABYC), uma entidade norte-americana sem fins lucrativos que desde 1954 se dedica a estudar e desenvolver padrões de segurança para o projeto, construção, manutenção e reparo de embarcações de esporte e recreio e seus componentes.

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                                                          Essas normas internacionais são aplicáveis ao mercado brasileiro?

                                                          Em se tratando de normas técnicas em elétrica, dois fatores são considerados na sua concepção: as propriedades naturais físicas e químicas que envolvem instalações elétricas e a padronização para melhor organização e entendimento comum das instalações, facilitando o trabalho e evitando acidentes.

                                                          A ABYC utiliza alguns padrões norte-americanos para cores de cabeamento, tensão da rede elétrica das concessionárias, modelos de tomadas, medidas em sistema imperial (tamanhos em pés, peso em libras, espessura em AWG), entre outros, que precisam ser adaptados aos nossos costumes.

                                                          Porém, considerando as propriedades físicas e químicas do ambiente náutico, muitas práticas como a maneira mais eficiente de fazer uma conexão, a escolha e posicionamento de disjuntores e fusíveis ou um sistema adequado de proteção contra raios, podem ser espelhados em normas estrangeiras para aumentar a segurança a bordo de qualquer embarcação.

                                                          Os danos causados por uma gambiarra mal feita, vão do simples não funcionamento de um equipamento, à avaria de onerosos componentes ou até mesmo a provocação de um incêndio rápido e descontrolado, que pode levar o barco a pique. De acordo com um estudo da US Boats feito entre 2009 e 2013, mais da metade dos incêndios em embarcações nos Estados Unidos foram provocados por problemas elétricos.

                                                          Agora, voltando à questão original, se gambiarras são vilãs ou aliadas, vou parafrasear um professor do SENAI, o engenheiro Rogério Possobom: “Se você não tem recurso material ou tempo, você está fazendo uma adaptação técnica de improviso, que depois deve ser corrigida. Mas se você tem recurso, tempo e mesmo assim faz uma adaptação definitiva, aí sim você fez gambiarra”. Então, ouvindo o professor, concluo que para se salvar de uma enrascada a bordo, é importante a habilidade e criatividade para fazer uma “adaptação técnica de improviso”, mas sempre que puder, faça sua instalação ou manutenção no melhor padrão técnico possível, para garantir segurança, durabilidade e confiabilidade na instalação.

                                                          Afinal, barco é para aproveitar, então vale gastar um pouco mais de tempo ou recursos para fazer bem feito e não perder o fim de semana embarcado com a família ou causar um dano irreversível. Ou como diria outro professor, Élio Crapun, “você deve tratar seu barco do mesmo jeito que deve tratar sua companheira (ou companheiro): com honestidade. Senão, ele pode te deixar na mão na hora em que você menos espera”.

                                                          Por fim, lembre-se: uma gambiarra mal feita pode causar graves acidentes com risco de perdas materiais e humanas. Se você não sabe bem o que está fazendo, não arrisque.

                                                          *Pedro Rodrigues é velejador e orientador em Elétrica Náutica certificado pela American Boat and Yacht Council – ABYC

                                                          Não perca nada! Clique aqui para receber notícias do mundo náutico no seu WhatsApp.

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                                                            13/05/2021

                                                            Com quatro modelos de embarcações em sua linha de montagem, o estaleiro gaúcho Tethys Yachts vem conquistando muitos admiradores. Passo a passo, está construindo uma boa reputação e barcos com bom acabamento, uso de materiais de qualidade e muita dedicação e investimento em cada projeto, e isso faz com que cada lançamento seja aguardado com expectativa.

                                                            Apresentada em duas versões (com flybridge e hard top, ou simplesmente HT), a Tethys 54 foi a primeira embarcação lapidada pelo estaleiro. Em seguida vieram a 41 HT e a 31 Targa. A próxima será a Tethys 35 HT, que já está na linha de produção do estaleiro gaúcho.

                                                            A Tethys 54 Fly, que NÁUTICA testou na Baía da Babitonga, em Joinville, Santa Catarina, é o maior modelo do estaleiro. Os projetistas souberam explorar bem os seus 16,75 metros de comprimento por 4,45 m de boca, privilegiando — além da navegação — os banhos de sol e mar. Na área externa, essa lancha tem cockpit bem amplo, solários na proa, espaço gourmet e uma plataforma de popa submersível agradabilíssima.

                                                            Já na cabine, são três camarotes completos e independentes, para que seis pessoas possam pernoitar a bordo, além de um quarto camarote para um tripulante. Como era de se esperar de uma lancha desse porte, o estaleiro oferece três opções de layout interior, com a suíte máster posicionada na proa ou à meia-nau.

                                                            Para empurrar tudo isso, a Tethys 54 Fly usa motorização Volvo IPS 800 com joystick e tem um terceiro comando na popa (item opcional), bem útil durante as atracações. Quando ela foi lançada, a promessa era de incomodar as concorrentes brasileiras na faixa dos 52 a 55 pés. Meta que vem cumprindo com competência, já com dois barcos na água e outro a caminho. Recursos para isso não lhe faltam.

                                                            A Tethys 540 Fly é uma lancha de comando duplo (um no salão, outro no flybridge) e boa qualidade construtiva que agrada tanto pela configuração da cabine, onde a altura chega a 2,00 metros, como da área externa, com um bom flybridge e uma enorme plataforma de popa submersível (item de fábrica).

                                                            São dois camarotes à meia-nau e uma suíte completa na proa — com 2,10 m de altura na entrada, muitos armários e prateleiras, tv, uma cama de 1,93 m x 1,55 m, uma enorme gaiuta e banheiro completo com box fechado —, além de um salão bem iluminado por janelões laterais e mais duas janelas no teto. Mas esse layout pode ser alterado, de acordo com a preferência do proprietário, com a suíte máster passando a ocupar os 4,45 m de boca máxima dessa lancha, à meia-nau.

                                                            Na unidade testada por NÁUTICA, um dos camarotes de meia-nau, a boreste, tem uma cama de casal medindo 1,77 m x 1,49 m. No outro camarote, a bombordo, as duas camas de solteiro apresentam medidas diferentes: uma tem 1,91 m x 0,71 m, a outra, 1,77 m x 0,80 m. Todos os aposentos têm ar-condicionado e luzes de leitura, entre outros confortos. Com 2,10 m de altura, o banheiro que serve aos dois camarotes tem box fechado e uma vigia para ventilação e entrada de luz.

                                                            Entre a suíte de proa e os camarotes há uma pequena sala, com um sofá em L, tv e uma pequena geladeira. O projetista foi muita feliz ao inserir no meio do teto um pé-direito quase infinito, limitado apenas pelo para-brisa, o que garante muito luminosidade ao convés inferior, além de uma agradável sensação de amplitude.

                                                            Já no salão, dividido em dois níveis (o primeiro, com 1,98 m de altura; o segundo, com 1,80 m a 1,90 m), foram criados quatro ambientes: a cozinha principal da embarcação; uma sala em frente a ela, a boreste, com um sofá em L e tv embutida; o posto de comando, também a boreste mais à vante; e uma área de refeição com mesa para quatro pessoas, a bombordo. Grandes janelas laterais em forma de arco garantem boa iluminação natural.

                                                            A cozinha da Tethys 54 Fly está bem localizada junto à entrada, junto a praça de popa, a bombordo, e está equipada com forno elétrico, fogão por indução, micro-ondas, uma pia com uma bela cuba de material sintético e uma geladeira pequena, de 80 litros, igual a outras duas distribuídas pelo barco, num total de 240 litros.

                                                            Por sua vez, o posto de comando, com dois bancos individuais de ajuste elétrico (altura, inclinação e distância), tem apoio para os pés, volante escamoteável, botoeira moderna e todos os equipamentos posicionados bem à mão. Por opção do proprietário, o eletrônico (Axiom) instalado na unidade testada por NÁUTICA tinha tela de 9 polegadas (em contraste com as telas de 12 do comando do flybridge).

                                                            Ao lado dos botões de acionamento de flaps há um painel com os indicadores de posição, como deve ser. As janelas laterais podem ser abertas, o que facilita a comunicação durante as manobras de atracação, além de ventilar a cabine. Também há um bom porta-trecos na lateral, mas falta uma tomada 12 volts e uma saída usb. O para-brisa, de folha única, oferece boa visão, embora, claro, não se compare ao comando superior.

                                                            Entre o salão e a praça de popa há uma porta de vidro que, quando aberta, forma uma área única, o que facilita a integração dos ambientes e as refeições do lado de fora, em uma mesa originalmente mais reduzida, mas que na unidade testada por NÁUTICA acomoda seis pessoas, por opção do proprietário — uma boa pedida. A bombordo, sob a escada de acesso às passagens laterais, que levam à proa, foi instalado um ice maker (item opcional), além de porta-garrafas e porta-copos.

                                                            Na praça de popa, há um terceiro comando da embarcação (item opcional), apenas o joystick, específico para as manobras de atracação, além de botão de acionamento da plataforma submersível e de botões liga e desliga dos motores.

                                                            No piso, fica a porta de acesso à casa de máquinas, posição tradicional nesse tipo de embarcação. Ao lado, a boreste, abre-se a porta de entrada da cabine do marinheiro, que tem 1,90 metro de altura e uma cama de 1,85 m x 0,75 m, além de banheiro (aberto, com vaso elétrico e chuveiro de mão) e alguns itens de conforto, como ar-condicionado (com controle), tomada usb, tv e uma vigia para ventilação natural.

                                                            A casa de máquinas é bem grande e espaçosa, com tudo muito bem distribuído e todas as instalações à altura de uma lancha dessa categoria. Mas vale uma ressalva: o acesso a alguns circuits breakers, como o do guincho de âncora, por exemplo, exige um certo esforço, especialmente com a motorização quente, pois a passagem lateral, apenas por bombordo, é estreita. Alertado por NÁUTICA, o diretor industrial do estaleiro prometeu acrescentar um segundo acesso a essa área pelo assento do banco de popa do cockpit.

                                                            No flybridge, com t-top de fibra e teto solar com abertura manual (ou acionamento elétrico, opcionalmente, que recomendamos fortemente), há uma terceira cozinha, com pia, geladeira e uma churrasqueira que pode ser substituída por um fogão de duas bocas. A escada de acesso é boa, mas ainda pode ser melhorada, com a colocação de degraus com formato diferente, mais confortáveis e seguros.

                                                            O posto de comando, a boreste, tem uma poltrona confortável, com assento duplo. O painel vem do estaleiro com telas Axiom, de 12 polegadas, da Raymarine, com gps, sonda e radar e integração com o painel da motorização. O equipamento está disponível na Marine Express.

                                                            Ao alcance da mão esquerda ficam os botões de acionamento dos flapes, porém falta o indicador da posição do nível desses dispositivos, que têm a função de manter o barco aprumado — só existe mostrador no painel do comando inferior.

                                                            Há ainda porta-copos de plástico — que podem ser melhorados —, que também podem ser usados para acomodar o celular, e uma tomada 12 volts. Mas falta um lugar para guardar objetos de uso pessoal (o popular porta-trecos). Ainda no flybridge, com espaço para oito a dez pessoas, há uma mesa de madeira para seis, um grande sofá em “J”, e a opção de um Stobag (toldo retrátil) na parte de trás, fora do alcance do t-top.

                                                            Outra área em que pessoas gostam muito de ficar — rente à água, com o barco parado —, a plataforma de popa ficou ainda mais convidativa na Tethys 54 Fly por já sair de fábrica na versão submersível. Tem 4,23 metros de largura por 1,86 m de comprimento (ou seja, 7,87 m² de área útil), com escada de quatro degraus, que facilita o acesso para quem chega da água, sendo 1,45 m de área submergível.

                                                            O espaço gourmet é completo, com churrasqueira a carvão ou elétrica, fogão por indução de duas bocas, tábua de carne, pia com água quente e fria, um grande pega-mão e dispositivo de corta corrente. Para cobrir essa área, há um toldo do tipo Stobag, que pode ser manual ou (opcionalmente) elétrico, com acionamento por controle remoto.

                                                            Os cunhos de popa estão muito bem dimensionados para o tamanho do barco. Por sua vez, as tomadas de cais ficam ao lado da boa escada de acesso à praça de popa, o que é muito bem-vindo, enquanto a bombordo ficam o chuveirinho e a entrada para abastecimento de água. Para iluminar essa área à noite, o estaleiro instalou dois canhões com tripla iluminação de led. E para animar os passeios, duas caixas de som na superestrutura do flybridge.

                                                            Os degraus da escada de acesso às passagens laterais, que levam à proa, são largos e bem amparados por guarda-mancebos e pega-mãos. Por sua vez, as passagens laterais do convés, com 24 centímetros de largura, protegidas por guarda-mancebos (cuja altura varia entre 30 cm e 75 cm) e por outros pega-mãos, transmitem boa sensação de segurança.

                                                            A área de proa da Tethys 54 Fly se beneficia da generosa boca máxima dessa lancha, que é de 4,45 metros. O estaleiro instalou um solário de 2,01 m x 1,97 m, já bastante grande, cercado de porta-copos, porta-garrafas e pega-mãos, mas sobra espaço para a ampliação desse lugar, próprio para os banhos de sol.

                                                            Os porta-defensas são incorporados aos guarda-mancebos, o que é muito prático. Ao lado da caixa de âncora, há um providencial chuveirinho para a limpeza da corrente. E para quem não dispensa uma boa trilha sonora, há dois canhões de som para animar o ambiente.

                                                            Como navega

                                                            Aceleramos a Tethys 54 Fly na tranquilíssima Baía da Babitonga, em Joinville,  em Santa Catarina, em um dia ensolarado com a incidência de ventos moderados, condição perfeita para tirar o máximo da motorização Volvo Penta D8-IPS 800 (dois motores de 600 hp cada), além de explorar o casco nas manobras, para entender do que conjunto é capaz.

                                                            A lancha estava com 45% dos tanques de combustível, que têm capacidade para 1 660 litros, e cerca de 80% da capacidade do tanque de água, de 650 litros. A bordo, 10 pessoas, o que significa um teste com o barco relativamente pesado.

                                                            Em passagens de top, ou seja, com os manetes totalmente acionados, cruzamos várias vezes as ondulações criadas pelo próprio barco, ou, às vezes, as marolas de outros barcos.

                                                            O casco da Tethys 54 Fly respondeu muito bem aos comandos, chegando a 29,1 nós de velocidade final, a 3 100 rpm, com 23,9 nós de cruzeiro rápido, a 2 800 rpm. Na aceleração, seu desempenho foi mediano: de 0 a 20 nós em 18,6 segundos. Uma marca razoável para uma lancha que desloca 22 toneladas.

                                                            Por conta dos 15,5 graus de V de popa e do centro de gravidade alto, o casco aceita boas adernadas ao ser forçado nas curvas fechadas, comportamento totalmente dentro dos parâmetros.

                                                            A lancha responde muito bem aos flapes, subindo e abaixando a proa rapidamente quando esses dispositivos são acionados — para quem não sabe, os flapes são úteis para abaixar a proa, o que melhora o comportamento do barco navegando contra as vagas, uma vez que, mais baixa, a proa corta melhor as ondas.

                                                            Além disso, abaixando-se o flape de um lado, a lancha inclina para o outro e vice-versa, podendo ser usado para regular o equilíbrio e a estabilidade quando necessário

                                                            Em resumo, a Tethys 54 Fly tem um casco equilibrado, de navegação suave, com muita chance de agradar a quem procura um barco com bastante espaço e bom arranjo para passar bons momentos no mar.

                                                            Opções de layout Tethys 54 Fly

                                                            Características técnicas

                                                            Comprimento total: 16,75 m (54,9 pés)
                                                            Comprimento do casco: 
                                                            Boca: 4,45 m
                                                            Calado com propulsão: 1,30 m
                                                            Ângulo do V na popa: 15,5 graus
                                                            Combustível: 1660 litros
                                                            Água: 750 litros
                                                            Capacidade dia: 16 pessoas
                                                            Capacidade pernoite: 7 pessoas
                                                            Peso com motores: 22 000 kg
                                                            Potência: 2 x 600 hp (Volvo IPS 800)

                                                            Pontos altos

                                                            » Espaços bastante amplos
                                                            » Bom camarote de marinheiro
                                                            » Boa lista de opcionais
                                                            » Três opções de layouts de cabine
                                                            » Bom nível de customização oferecido pelo estaleiro

                                                            Pontos baixos

                                                            » Consumo alto em baixa velocidade
                                                            » Falta um acesso a casa de máquinas mais a popa

                                                            Quanto custa?

                                                            Cerca de R$ 4,8 milhões, com dois motores a diesel Volvo Penta IPS 800 cada (a versão testada por NÁUTICA). Preço pesquisado em abril/2021. Para saber mais sobre o modelo testado, acesse o site oficial da Thetys Yachtswww.thetysyachts.com.br.

                                                            Reportagem: Guilherme Kodja
                                                            Edição de texto:
                                                             Gilberto Ungaretti
                                                            Edição de vídeo: Luiz Becherini
                                                            Fotos: Rogério Pallatta e Victor Oliveira
                                                            Realização: Takeboom Produções

                                                            Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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