Conheça o casal que se apaixonou pelo velejo após charter e nunca mais abandonou a vida a bordo

Por: Redação -
19/04/2021

O que começou como um charter entre amigos, em Paraty, virou uma grande história de amor… no mar! Os capitães Paula Lamberti e Fernando Mendes comandam o veleiro Strega há alguns anos (na companhia do Choppinho, o cachorro do casal) e colecionam aventuras desde 1993, quando conheceram a vida a bordo.

O casal, que se define como cruzeirista, tem quatro veleiros em seu histórico. Os paulistas contam que, depois de conhecer o mundo náutico através do charter em Paraty, na década de 1990, tudo mudou. Eles se casaram, fizeram outros passeios, alugaram mais alguns veleiros, até comprarem sua primeira embarcação: um veleiro Bruma 19, de nome Refúgio.

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Os primeiros passos a bordo do Refúgio aconteceram na represa da cidade de Pederneiras, no interior de São Paulo. Foi lá que eles aprenderam a velejar e a lidar com o barco. Depois de um ano de aprendizado, o casal decidiu trocar de embarcação. O Bruma 19 foi substituído por outro veleiro, um New Port 254, que viajou de Paraty a São Paulo para encontrá-los.

O segundo barco, de 25 pés, ficou na família por cerca de três anos. Apesar deles se referirem a esse período com muito carinho, Paula e Fernando contam que ainda não foi o momento em que se entregaram, de fato, à vida no mar.

Já no fim do terceiro ano, surgiu a ideia de realmente se aventurar a bordo, acompanhada do terceiro barco à vela da lista, um Delta 36 — a mais nova aquisição dos velejadores. A compra aconteceu em Salvador, na Bahia.

veleiro strega

Em uma época em que a vida do casal consistia em trabalhar de segunda a sábado, o único tempo realmente livre eram as férias de fim ano. Ainda assim, Paula e Fernando estava empenhados em seguir essa paixão. Mesmo com todas as adversidades, o casal decidiu levar o barco de Salvador à Paraty, sem contratar nenhum auxílio, na companhia de um casal de amigos, além do irmão de Paula.

“Passamos por alguns perrengues mas levamos o barco até Paraty, nosso porto hoje”, explica Paula.

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A partir de então, o casal mergulhou na vida náutica. Depois de um ano conhecendo Paraty, Paula e Fernando decidiram se aventurar ainda mais em sua primeira grande viagem: uma volta ao Atlântico. Eles partiram de Paraty, passaram por toda a costa brasileira, visitaram o Caribe, Estados Unidos, as ilhas Bermudas, os Açores, até chegarem em Lisboa, no país português.

E não para por aí: depois de 3 meses em terra firme, em um mochilão pela Europa, Paula e Fernando voltaram ao mar. Os próximos destinos visitados incluem a Ilha da Madeira, Ilhas Canárias, Cabo Verde, e Natal, já na volta para o Brasil. A viagem durou nada menos que 18 meses.

A partir de então, os velejadores (agora, com uma bagagem náutica imensa) nunca mais abandonaram essa vida. No final de 2017, eles trocaram de barco pela quarta e última vez. O veleiro o qual navegam até hoje é um Delta 41, batizado de Veleiro Strega, e foi onde aconteceram muitas das surpresas que ainda estavam por vir.

“Nosso Delta 36 nunca nos decepcionou. Nós sempre dizemos que sobrou barco nas viagens. A embarcação respondeu super bem à todas as necessidades que tivemos durante as grandes travessias, e completamos os percursos sem nenhuma quebra significativa. É um barco muito valente, confortável, e por isso continuamos com um Delta, agora 41”, completa Paula.

veleiro strega
O Delta 41, batizado de Veleiro Strega

Em ambas as aquisições, Paula e Fernando compraram os veleiros usados. Eles são os segundos donos, nas duas compras. Os capitães explicaram que, além da qualidade da embarcação, existe um fator imprescindível nas compras: a nacionalidade.

“Sempre demos preferências às marcas brasileiras, justamente por ser uma preferência voltar ao nosso país, com o nosso barco. Não deixar o barco quando acabar o projeto de navegação, entende? Sem contar que a qualidade dos barcos brasileiros são incríveis! Os dois Deltas que nós tivemos supriram todas as necessidades. É um barco robusto, dá muita segurança, é muito bonito e bem acabado. Faz muito sucesso aqui fora. Nós temos o maior orgulho de carregar a bandeira brasileira na popa do barco, de termos um barco nosso, de bandeira brasileira e feito no Brasil”.

Em julho de 2019, o casal embarcou em mais uma viagem. Dessa vez, além de se embrenharem nas águas brasileiras afora, ainda participaram de mais uma edição de sua regata preferida: a Refeno, uma regata internacional entre Recife e Fernando de Noronha.

veleiro strega

Mesmo priorizando a segurança e o rendimento, o casal explica que também valoriza bastante a performance de um barco. “Nós já participamos de 4 edições da Refeno, e apesar de sermos mais cruzeiristas que regateiros, nós já competimos em 2011, 2013, 2015 e 2019. Lá em Angra e Paraty, nós também fizemos duas regatas do Bracuhy. De qualquer forma, a interação com os amigos, as festas, a quantidade de velas em uma raia são sempre os itens mais importantes pra nós”.

Depois da última participação na competição, Paula e Fernando seguiram em frente. Durante a visita ao Caribe, eles foram surpreendidos com a pandemia de Covid-19. Desde então, o casal tem ficado na ilha caribenha de San Martin e decidiram não transitar muito no local, por conta das recomendações de saúde.

Apesar de não estar nos planos deles passar a quarentena no Caribe, Paula conta que tem sido uma experiência tranquila, na medida do possível. De acordo com o casal, tudo é bem controlado, e qualquer visita a estabelecimentos requer PCR, o exame que detecta a presença do coronavírus.

veleiro strega

A perspectiva positiva, de acordo com eles, foi a mudança na dinâmica da viagem. Se o casal pudesse transitar como planejado entre as ilhas, não teriam tempo hábil para visitar e conhecer tão bem a cultura de um único território. A expectativa (e esperança) para Paula e Fernando é de que eles possam seguir viagem em maio, rumo a Europa.

Quando questionados sobre os planos para o futuro, Paula prontamente respondeu que se tem uma coisa que fala mais alto, é a saudade da família. Assim, está nos planos do casal atravessar os Açores, ficar em Lisboa até o fim do ano, e então, no inverno europeu, voltar ao Brasil.

Essa visita ao país natal será de avião mesmo, até o verão europeu dar as caras. A partir daí, os destinos ficam cada vez mais inéditos. A próxima parada? O Mediterrâneo.

Por Naíza Ximenes, sob supervisão do jornalista Maristella Pereira

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    Um leão-marinho acabou virando a estrela de um vídeo que viralizou na web. O animal pulou em uma lancha, na qual um grupo estava alimentando pássaros que voavam pelas proximidades. No clipe que circula as redes sociais, um homem joga peixes frescos para os pássaros, que voam em formação de cortejo ao redor da lancha. Tudo estava indo como o esperado, até que as garras do leão-marinho surgiram no barco.

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    Com uma doçura que encantou os espectadores da cena, o leão-marinho se serviu do banquete que estava sendo dado às aves e deixou bem claro o porquê da sua espécie ser apelidada de “cachorros do mar”.

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    “Um desempenho absolutamente excepcional”, diz a legenda do vídeo, compartilhado na última quinta-feira (18), pelo jornalista Tom Boadle, do site Sky News, e visto mais de 9,8 milhões de vezes, desde então. Apesar da atitude do leão-marinho ter maravilhado boa parte dos espectadores, houve quem repudiasse a atitude do homem.

    https://twitter.com/TomBoadle/status/1372614686496190475

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      A Capitania dos Portos de São Paulo realizou, no período de 9 a 12 de abril, ações de Inspeção Naval nas praias e lagos dos municípios de Bragança Paulista, Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Bertioga. Na ocasião, foram abordadas 78 embarcações, sendo 18 notificadas e cinco apreendidas.

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      As ações têm como propósito verificar a documentação e condições de segurança das embarcações, assim como a habilitação dos condutores.  Por ocasião das abordagens, a equipe orientou a comunidade náutica sobre a correta forma de descarte do lixo, assim como alertou para as medidas de combate à pandemia da COVID-19.

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        Versátil, lancha de 36 pés da FS Yachts pode ser usada na prática de wakesurf

        A FS 360 Allure, primeiro modelo com hardtop do estaleiro FS Yachts, com sede em Biguaçú, Santa Catarina, pode até mesmo ser usada na prática de wakesurf, como conta Thales Goulart, que já está na sua sexta unidade da marca. “Eu ando de wake de jet, então, quando tive a primeira lancha, fui adaptando para a melhor prática deste esporte. Colocamos lastro com água para gerar peso. Tenho uma peça, a surf system, que coloco na lateral do barco e auxilia na marola, além da targa reforçada que é colocada pelo estaleiro”, diz Thales.

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        Com capacidade para 14 pessoas a bordo e pernoite para 2 casais, a lancha possui cabine com 1,95 m de pé-direito e traz design e acabamento característico das lanchas da marca. Um dos pontos altos dessa HT de 36 pés é a visibilidade desde o cockpit e o posto de comando. As grandes janelas, o para-brisa (com limpadores) e a cobertura de vidro do salão dão ao ambiente uma extraordinária sensação de espaço aberto. Além disso, as janelas laterais podem ser abertas, o que é muito bem-vindo em dias chuvosos, quando o teto solar tem de ficar fechado e os vidros exigem ventilação, para não embaçarem.

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        Não à toa, é a preferência de Thales para curtir os finais de semana com a sua família. “As lanchas têm designer sofisticado, são excelentes para navegar e prática de esportes, além de confortáveis para curtir com a família”, afirma. O hardtop tem 1,90 m de altura, o que permite à maioria das pessoas caminhar sem abaixar a cabeça. Por sua vez, as passagens laterais permitem uma circulação de 360º no barco. Seu cockpit é tão espaçoso que, em vez de 36 pés, parece ser de uma lancha de 40 pés. Para isso, o projetista tirou proveito de um truque: o banco do piloto gira para trás, o que aumenta a área de convivência.

        Thales Goulart conta, ainda, que costuma usar a lancha para a prática de wake em frente à sua casa na praia da Armação da Piedade, em Governador Celso Ramos, também município de Santa Catarina. “Em frente à minha casa tem uma praia excelente para a prática de wake porque tem vento nordeste que predomina na nossa região”.

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          Opinião: festa de barcos clandestina em Santa Catarina não representa a comunidade náutica

          Por: Otto Aquino -
          18/04/2021

          No último sábado (17/04), alguns donos de barcos tiveram a infeliz ideia de organizar uma festa náutica clandestina no mar (com show ao vivo em uma plataforma flutuante), na Praia dos Magalhães, no Bairro Costeira da Armação, em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis.

          Uma festa que reuniu dezenas de lanchas (ao todo, 23), que ancoraram lado a lado, formando assim uma espécie de passarela. Música alta, bebidas, e que se danem o uso de máscaras e o distanciamento social.

          Como se não bastasse o desrespeito às medidas de prevenção ao coronavírus, os participantes infringiram diversas regras do decreto vigente do Estado de Santa Catarina que busca frear o contágio da Covid-19, como proibição de aglomerações e eventos sociais.

          A Polícia Militar e a Capitania dos Portos de Santa Catarina foram chamadas para verificar uma denúncia de perturbação do sossego e descumprimento de regras do decreto relacionado à pandemia. Das 23 embarcações flagradas desrespeitando as regras, os policiais encontraram 15 encostadas umas nas outras (amadrinhadas), o que é proibido pelo decreto. Os proprietários e marinheiros foram advertidos e precisaram desamarrar os barcos uns dos outros.

          Foto Polícia Militar/SC

          O decreto, em vigor até 6h de 26 de abril, diz que eventos sociais públicos ou privados estão proibidos, podendo funcionar apenas de forma online; que a utilização de embarcações de esporte e recreio fica restrita a um limite de 50% da capacidade, sendo vedado o amadrinhamento (encostar e amarrar) das mesma; e fica proibida a aglomeração de pessoas em qualquer ambiente, seja interno ou externo.

          NÁUTICA vem a público repelir e condenar essa atitude absurda no meio da pandemia. Uma atitude que não carrega o verdadeiro espírito náutico que propagamos há mais de 40 anos. Acreditamos que os valores da preservação da vida e da saúde devem prevalecer em um momento como o que estamos vivendo. Por isso, desde o início da pandemia, recomendamos que os proprietários de barcos não façam aglomerações ou festas a bordo.

          Acreditamos que um barco é um isolamento natural, assim como uma casa na fazenda, mas desde que respeitado o distanciamento seguro nas ancoragens e cada um no seu barco com suas famílias. Uma pessoa que desrespeita a regra leva o prejuízo para a sociedade inteira.

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            Já há peixes! Vídeo do Rio Pinheiros aumenta expectativas de despoluição

            Por: Redação -
            16/04/2021

            Um vídeo surpreendente circulou pelas redes sociais nos últimos dias. Nele, alguns peixes aparecem nadando no Pinheiros, o rio que durante décadas foi um dos destinos da emissão dos poluentes produzidos pela cidade de São Paulo. Sinal de que já há oxigênio para suprir a vida aquática.

            As imagens foram captadas no trecho próximo à ponte Cidade Jardim, na Zona Sul paulistana, e retratam o que Malu Ribeiro, diretora da SOS Mata Atlântica, definiu como uma conquista. “O aparecimento de peixes no local é fruto do investimento, a longo prazo, na recuperação do rio”.

            rio pinheiros

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            Como uma especialista em políticas públicas e gestão de recursos hídricos, Malu diz que o controle de poluentes tem de ser permanente: “O saneamento, a despoluição dos nossos rios urbanos, tem que ser um programa de estado, que não tem começo, meio e fim. A dinâmica social na bacia, principalmente em uma cidade como São Paulo, é extremamente complexa”.

            O Rio Pinheiros é um dos principais afluentes do Tietê, curso d’agua que atravessa praticamente todo o estado de São Paulo, de leste a oeste. Os esforços de recuperação de qualidade de águas de um afeta também o outro, num círculo virtuoso.

            A despoluição do Pinheiros é uma promessa de campanha do governador João Dória, que pretende entregar o rio — para ser explorado turisticamente e como meio de transporte público e de lazer — até meados de 2022.

            A tentativa de recuperação dos rios paulistas começou quando um jacaré apareceu no Rio Tietê, na década de 1990, e fez com que a população revivesse a esperança de despoluição. Desde então, os investimentos para recobrar a saúde dessas águas têm sido incessantes. Um exemplo disso é o Projeto Tietê, fundado em 1992 — um programa de saneamento ambiental.

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            “Os afluentes que chegam ao Rio Pinheiros, e estão nessa bacia, vêm recebendo, há duas décadas, programas de coleta, afastamento e tratamento de esgoto. Eles são alvo de um processo de despoluição constante desde então, e é por isso que o Pinheiros reflete as ações que estão sendo feitas durante todo o processo de saneamento”, avaliou a especialista.

            O Programa Novo Rio Pinheiros, iniciado em 2019 pelo Governo do Estado de São Paulo, é uma ação que conta com forte participação da Sabesp e a atuação conjunta de órgãos e empresas estaduais, coordenados pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente – SIMA.

            Não está longe o dia em que os paulistanos poderão voltar a pescar na cidade, como se faziam até as década de 1950.

            rio pinheiros

            A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) confirmou que o Novo Rio Pinheiros e o Projeto Tietê são complementares, “porque as obras executadas no escopo do Novo Rio Pinheiros contribuem para a despoluição do Tietê”.

            O investimento no Novo Rio Pinheiros totaliza R$ 1,7 bilhão em obras realizadas pela Sabesp, que tiveram início em 2019.

            rio pinheiros

            Desde começo do programa, foram retiradas mais de 30 mil toneladas de lixo flutuante somente das águas do Rio Pinheiros. Por meio do desassoreamento, para aprofundamento e manutenção do rio, as equipes retiraram 256 mil m³ de sedimentos, o que equivale a mais de 16 mil caminhões.

            Por Naíza Ximenes, sob supervisão do jornalista Gilberto Ungaretti

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              Estaleiro gaúcho Tethys Yachts expande atuação no mercado internacional

              Por: Redação -
              15/04/2021

              O estaleiro gaúcho Tethys Yachts comemorou mais uma conquista em 2021: a expansão da atuação no mercado internacional. Depois de estabelecer novas rotas para as quais pretende exportar seus barcos, o estaleiro divulgou a mais nova lancha a atingir águas estrangeiras, o modelo Tethys 41 HT, que, recentemente, desembarcou no porto do Suriname.

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              Assim como os modelos de 31 e 54 pés produzidos pelo estaleiro gaúcho, a Tethys 41 HT possui certificação ABYC (American Boat and Yacht Council) — selo que atesta a produção dos barcos dentro das normas e especificações para exportação. Segundo o estaleiro, o mesmo modelo também deverá marcar presença em territórios do leste europeu, já nos próximos dias, assim como em todo o continente da Oceania, ainda neste semestre.

              A Tethys Yachts também está em negociações para a produção e exportação para países dos Emirados Árabes. “Somos reconhecidos pelo alto padrão de acabamento de nossas embarcações. Nosso processo de construção é totalmente artesanal, o que garante alta qualidade em cada detalhe dos barcos”, enaltece Alexsandro Ferreira, presidente da marca.

              A propósito, no início de abril, a TV NÁUTICA estreou o teste da lancha Tethys 54 FLY, o maior modelo fabricado pela Tethys Yachts. Veja no vídeo abaixo e deixe seu comentário.

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                Jorginho Zarif estreia no Europeu de Finn, em Portugal

                Por: Redação -

                Preparando-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio, onde já tem vaga assegurada, e para o Mundial da Classe Finn (em maio), o paulista Jorge Zarif estreou nesta segunda feira, dia 12 de abril de 2021, no Campeonato Europeu dessa classe, que está sendo disputado nas águas de Vilamoura, em Portugal. O velejador, que não competia em eventos internacionais há quase dois anos, começou com um mau resultado, chegando apenas na 46ª colocação, na primeira regata.

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                Mas já na prova seguinte, Jorginho, como é conhecido no mundo da vela, ensaiou uma recuperação, largando melhor e terminando na oitava posição. Com isso, ocupa a 30ª colocação na classificação geral do Europeu de Finn.

                Segundo o nosso Campeão Mundial de Finn, o problema é enfrentar o enorme número de competidores. “Tem tem muito barco na raia, e apenas uma largada. Então é necessário ficar sempre entre os 10 primeiros para conseguir brigar por um bom resultado”.

                A competição prossegue até o dia 16 de abril. Já o Mundial de Finn será realizado na cidade do Porto, entre os dias 5 e 12 de maio.

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                Depois de tanto tempo sem competir, Jorginho encara os treinos e as competições em Portugal como uma oportunidade de ver como estão os seus adversários na classe Finn. Mesmo com a indefinição de calendário, ele diz que treinou em praticamente dois períodos cinco vezes por semana, em Ilhabela e no Rio de Janeiro, para chegar pronto para as regatas de 2021.

                Sobre o atleta

                Esperança do Brasil para a conquista de medalhas na Olimpíada de Tóquio, Jorginho chamou atenção do mundo da vela ao conquistar, em 2013, com apenas 20 anos (!), o Campeonato Mundial na classe Finn, disputado na Estônia — triunfo que o Brasil não via há 41 anos na categoria. E isso em sua primeira temporada na categoria principal.

                Antes, ele já havia conquistado o bicampeão mundial júnior da mesma classe da vela. Tudo somado, as conquistas lhe valeram o título de “Atleta do Ano”, em eleição do Comitê Olímpico Brasileiro. Na disputa estavam dois campeões olímpicos: o ginasta Arthur Zanetti e o nadador Cesar Cielo.

                Em 2018, outra proeza: ao lado do proeiro Guilherme de Almeida, Jorginhp conquistou a Copa do Mundo de Star, nos EUA. Foi o seu segundo título mundial adulto, em duas classes diferentes.

                Em 2016, quando tinha apenas 21 anos, terminou as olimpíadas do Rio em quarto. Agora, mais maduro, o filho de Jorge Zarif Netto (o Guga, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 e Seul-1988) tem tudo para conquistar uma medalha em Tóquio.

                Por Amanda Ligório, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                  Yamaha revela seu novo motor elétrico de quase 500 hp! Estreia será em maio

                  Por: Redação -
                  14/04/2021

                  Reconhecida por sua tradição no mundo náutico, a Yamaha Motor Company não para de inovar. Apostando cada vez mais na mobilidade elétrica — a iniciativa faz parte da bandeira “Art for Human Possibility” —, a gigante japonesa acaba de anunciar a criação de um novo motor de alta performance baseado em energias renováveis e desenvolvimento sustentável.

                  A proposta é poder usar vários motores em um único veículo. Ou seja, com apenas dois motores, por exemplo, será possível ter um veículo elétrico de 940 hp!

                  Capaz de produzir até 350 kW (cerca de 470 hp), esse novo motor elétrico de alto desempenho se destina a quase todos os tipos de veículos, de automóveis a barcos. Ou seja, um motor universal.

                  Desde o ano passado, a Yamaha oferece motores elétricos de médio porte de 35 a 200 kW, que podem ser aplicados em motocicletas e veículos elétricos, mas o produto de nova classe aumenta a barra de energia para 350 kW graças a um condutor de segmento de alta eficiência e tecnologias avançadas de fundição e processamento.

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                  A principal característica desse motor é sua construção compacta. Ele trata os componentes mecânicos e elétricos como um só, e integra a engrenagem e o inversor em uma unidade. A caixa de velocidades dentada, o inversor e o próprio motor elétrico, usam a rede com uma tensão de 800 volts.

                  A principal característica do novo motor elétrico de 470 hp é sua construção compacta, com componentes mecânicos e elétricos integrando a caixa de engrenagens e o inversor em um único conjunto.

                  A apresentação oficial está programada para acontecer na Automotive Engineering Exposition 2021, entre os dias 26 e 28 de maio, em Yokohama, no Japão. O que você achou do novo motor elétrico da Yamaha? Deixe seu comentário abaixo.

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                    Em junho, na Espanha, regata reunirá os maiores e mais luxuosos iates a vela da Europa

                    Por: Redação -

                    A edição de 2021 da Superyacht Cup Palma (competição que reúne exclusivamente veleiros-iates de luxo e da mais alta tecnologia) está confirmada, graças ao avanço da vacinação e ao abrandamento da pandemia de coronavírus, que forçou o cancelamento edição de 2020.

                    Organizada pelo Real Club Náutico de Palma, capital da Maiorca, na Espanha, a 25ª edição da regata acontecerá de 23 a 26 de junho. Mais uma vez, será um espetáculo grandioso, com a participação de cerca de 15 embarcações, de 25 a 52 metros (82 a 170 pés), divididas em três classes. O palco é o mesmo e exuberante local  de sempre: a bela Baía de Palma.

                    Superyacht Cup palma

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                    Dentre as novidades deste ano, está a inclusão de uma nova classe, de desempenho, que seguirá um percurso separado. Essa categoria estreante acontecerá ao lado da classe Superyacht original e da classe Corinthian Superyacht sem spinnaker, iniciada em 2017.

                    Os organizadores da regata se disseram surpresos com o “nível encorajador de interesse” dos proprietários e capitães dos veleiros. Como Carlos Potier, comandante do iate Huckleberry, de 40 metros, que participará da competição pela segunda vez. “Nós nos divertimos muito em nossa estreia no Superyacht Cup Palma, em 2019, conquistando o título na Classe C, e esperamos ansiosamente pela oportunidade de repetir a experiência”, disse ele.

                    Superyacht Cup palma

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                    Nesta edição competirão também dois antigos campeões: o histórico Velsheda, um Classe J de 1933, que defenderá os títulos de 2018 2019, na Classe B, e o 108 pés de carbono Win Win, campeão da Classe A em 2019.

                    Superyacht Cup palma

                    Os organizadores da Superyacht Cup Palma disseram que costumam competir na regata, mas que, neste ano, decidiram apenas acompanhar a regata, desde o Real Club Náutico de Palma, abrindo espaço na raia para novos competidores. Parte do charme da competição está no local em que ela acontece, na bela baía de Palma, famosa por seu pôr do sol deslumbrante.

                    Superyacht Cup palma

                    “Nós sabemos que há um desejo por velejar competitivo, depois de um período desafiador para todos”, explicou a diretora do evento, Kate Branagh. “Ao manter o foco na água, sabemos que podemos atender a todas as restrições locais de pandemia, manter proprietários, capitães, tripulações e nossos parceiros seguros, e oferecer emocionantes corridas de superiates nesse que será nosso 25º aniversário”.

                    Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                      Estaleiro Horizon apresenta o E81, um iate repleto de inovações e boas soluções

                      Por: Redação -

                      A Horizon Yachts, com sede em Taiwan, revelou a primeira unidade de sua faixa de 85 pés, batizada de E81, que passa a fazer parte de sua série E. Trata-se de um iate de 26 metros, que será entregue nos Estados Unidos. E um segundo casco da mesma classe, quase idêntico, já está em construção, segundo o estaleiro, igualmente repleto de inovações e boas soluções.

                      A Série E, composta por barcos de 56 a 98 pés, é a mais popular do estaleiro, Ainda assim, oferece as mesmas possibilidades de personalização que os iates maiores da Horizon. Combinando luxo e elegância a um design funcional, o E81, com flybridge, tem quatro camarotes e oferece várias opções de motorização, sendo que a primeira unidade foi equipada com dois CAT C32A de 1600 hp cada.

                      Horizon-E81

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                      O iate está disponível em configurações de ponte fechada ou ponte aberta, com teto rígido, para-brisa de vidro, estação de comando ao ar livre, área para refeições e protetor solar no convés de proa.

                      Os quatro camarotes, com pernoite para oito pessoas, são divididos em uma suíte máster, dois quartos de hóspedes e uma suíte VIP na proa. A decoração é marcada por detalhes de madeira carvalho, em tons claros e escuros.

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                      A pedido do proprietário, cuja identidade não foi revelada, o primeiro E81teve a suíte máster recheada de obras de arte, a começar pela área acima da cabeceira da cama.

                      Além dos dois motores de centro, de1 600 hp cada, o novo E81 também é apoiado por propulsores de proa e popa e por estabilizadores de velocidade zero. O iate também pode ser ancorado remotamente.

                      “O dono desse iate valoriza muito o volume interno e o amplo espaço do convés”, explica Roger Sowerbutts, diretor da Horizon Yacht USA. “Com o E81, pegamos o perfil elegante e sempre popular da Série E e demos a ele um casco com vigas que acomoda uma ampla gama de opções de motor, sem comprometer o desempenho ou o calado.”

                      Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                        Sedna Yachts apresenta novo catamarã Sedna Cat 370. Lancha poderá ter quatro motores de popa

                        13/04/2021

                        Inaugurada em 2004, a Sedna Yachts fez fama nos seus primeiros anos de atividade com uma consagrada linha de barcos de pesca de alta qualidade.

                        Há alguns anos, o estaleiro (que faz parte do Sedna Group, com sede em Itajaí) decidiu abrir o leque, passando a produzir também lanchas de passeio (versões HT e flybridge), além de uma “offshore cruiser” de 46 pés e até de um iate de 100 pés.

                        Mas sem abrir mão de sua especialidade inicial: a construção de lanchas para pesca oceânica, com a qual ficou conhecida internacionalmente, com várias unidades exportadas para os Estados Unidos.

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                        O melhor exemplo desse DNA é a Cat 370, lancha-catamarã de comando central, para pescarias longe da costa e mergulhos, que deverá chegar em nossas águas no mês de junho de 2021, já com três unidades vendidas, sendo duas equipadas com quatro motores Mercury Verado de 300 hp cada e outra com ainda mais potência: quatro motores de 400 hp cada. Será a primeira lancha de pesca equipada com quatro motores de popa no Brasil.

                        De acordo com a Sedna, a opção por motores de popa de alta potência tem tudo a ver com um dos focos do estaleiro, que é a exportação para o mercado norte-americano, onde os motores de popa têm grande aceitação, por oferecerem desempenho mais emocionante e manutenção mais fácil. Por sinal, uma das três Cat 370 em construção foi encomendada justamente por um cliente dos Estados Unidos.

                        Mesmo em imagens 3D, é possível perceber que os projetistas do barco (Edmundo Souto, Antônio “Tuba” Amaral e Fernando Almeida) capricharam na receita.

                        Com 11 metros de comprimento e 3,75 m de boca, o Sedna Cat 370 será um catamarã com cascos simétricos — ou seja, com o lado de dentro igual ao de fora, ângulo de 24 graus na popa e V pronunciado na proa —, uma garantia de suavidade na navegação, mesmo quando o mar não estiver para peixe.

                        Como era de se esperar de uma lancha-catamarã desse nível, o aproveitamento do cockpit será muito bom. Segundo Antônio “Tuba” Amaral, da divisão de Sport Fishing da Sedna, o comando central terá três poltronas voltadas para a proa e outras três viradas para a popa.

                        Na proa, a área livre somará 7,50 m², e ainda sobrará espaço para uma caixa de peixes e um pequeno divã. Por sua vez, a praça de popa, com 8,30 m², comportará (opcionalmente) até duas cadeiras de pesca, e sem que um pescador prejudique o outro.

                        Uma portinhola na lateral, aliada à baixa borda livre, ajuda no embarque, que também pode ser feito pela popa. Na popa, entre as parelhas de motores, há um plataforma de 60 centímetros de comprimento, com escada.

                         

                        A lista de pontos positivos incluirá ainda uma grande quantidade de paióis, dois tanques (de alumínio) de combustível de 1000 litros cada, dois tanques de água de 170 litros, o acabamento caprichado, toda a estrutura de pesca (com porta-varas, borda acolchoada, viveiro de 300 litros na popa, caixas de peixes térmicas), convés estanque com drenagem para fora do barco, ferragem com aço inox 316, aterramento em todas as ferragens, sistema elétrico todo baseado em relés, com fios estanhados, e a presença de um banheiro com 1,70 m de altura.

                        “Outro diferencial dessa lancha é o processo de laminação”, destaca Tuba Amaral. Será totalmente por infusão a vácuo, que deixa os cascos mais fortes, leves e resistentes, com a injeção de espuma de Divinycell, tecidos quadriaxiais e camadas externas em resina éster vinílica.

                        No desempenho, um show à parte. Projetados para encarar bem o mar com ondas, os dois cascos devem sustentar 60 nós de velocidade máxima, com 40 a 42 nós de cruzeiro, quando empurrados pelo quarteto de motores de popa de 300 hp.

                        Enfim, uma lancha-catamarã com recursos para ganhar rapidamente espaço no mercado de barcos de pesca, seja no Brasil ou nos Estados Unidos, baseada no binômio bom projeto e qualidade construtiva.

                        Características técnicas

                        Comprimento: 11,00 metros
                        Boca: 3,75 m
                        Calado:  0,50 m
                        Motorização: até quatro motores de popa de 300 hp cada
                        Tripulação: 14 + 1
                        Velocidade: cruzeiro: 35 nós; Top: 65 nós.
                        Capacidade Diesel: 2.000 litros
                        Capacidade Água:  340 litros
                        Duplo Steep V
                        Ângulo de V na popa: 24º
                        Peso: 5500 kg (seco) e 8000 kg (carregado)

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                          Relembrando expedição histórica, velejador navegará todo rio Amazonas até Quito, no Equador

                          Por: Redação -
                          12/04/2021

                          Economista, jornalista, professor e agora capitão do veleiro Kûara. Aos 64 anos, o amazonense Olímpio Guarany já desempenhou diversas missões como profissional, mas foi só em 2018 que ele deu os primeiros passos para realizar um sonho antigo: navegar todo o rio Amazonas, da foz à nascente. 

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                          Navegar, só, não. Como um bom perfeccionista e amante da história do país, Olímpio acrescentou um ingrediente memorável à jornada: irá repetir a expedição do português Pedro Teixeira, que em 1637 saiu de Belém e oito meses depois chegou a Quito, no Equador, para depois retornar, mapeando os domínios portugueses.

                          Aquela foi a primeira viagem de subida do rio. Antes dela, conquistadores espanhóis, como Francisco de Orellena, já haviam percorrido o Amazonas no sentido do Atlântico. Renegado pela história oficial, Pedro Teixeira foi responsável pela consagração de boa parte da Amazônia ao Brasil. Ele foi também um dos fundadores do Estado do Pará e enfrentou holandeses, irlandeses, ingleses e franceses para manter a soberania de Portugal sobre as terras amazônicas.

                          Leve mergulho na história

                          À época, quase toda região da Floresta Amazônica era pouquíssimo povoada por portugueses ou espanhóis. Até então, milhares de povos indígenas viviam tranquilamente às margens dos rios ou nas florestas. Até que no dia 28 de outubro de 1637, a mando do governador local Jácome de Noronha, Pedro Teixeira foi “conquistar” essa região em nome da coroa portuguesa. 

                          Em tese, tal região pertencia à coroa espanhola (sim, a princípio, Portugal “roubou” a Amazônia da Espanha) que, posteriormente, reconheceu a região aos luso-brasileiros no Tratado de Madri, de 1750. 

                          Durante toda a jornada de subida e descida do maior rio do planeta, que levou mais de dois anos para ser concluída, Pedro Teixeira não pôde reclamar da falta de mão de obra para a lida. Afinal, havia mais de 1200 indígenas escravizados a bordo das tantas canoas da expedição. Visto que o rio Amazonas nasce no Equador e deságua no Amapá, os índios foram obrigados — na subida — a remar contra os 6 nós da correnteza do rio.

                          Ah, e essa expedição tem um personagem a mais: o “Cãopitão Boris” – Imagem: Acervo Pessoal

                          Em contrapartida, em sua moderna missão, a bordo de um veleiro de 30 pés, Olímpio terá ajuda das velas e de até de um motor, quando necessário. O tanque de tanque de combustível do Kûara tem capacidade de 80 litros. Com pouca informação sobre o abastecimento no trajeto, seu comandante leva uma reserva de 120 litros; ou seja, um tanque e meio a mais, como precaução.

                          Redescoberta da Amazônia 

                          Imagem: Acervo Pessoal

                          “Há 25 anos eu venho construindo esse sonho na cabeça, mas nunca tive coragem de largar tudo para realizá-lo. Até que, em 2018, eu disse: ‘Chega! Vou fazer, não tenho mais idade para esperar’”, conta Olímpio, rindo. Tomada a decisão, ele suspendeu suas atividades como jornalista e mergulhou de cabeça no projeto, com o objetivo de iniciar a expedição em 2020. Por conta da pandemia, a largada, que seria em março  teve de ser adiada para outubro do ano passado. 

                          Antes de zarpar, Olímpio fez contato com diversas instituições em busca de apoio financeiro e institucional. “A Marinha, por exemplo, foi a primeira instituição que eu procurei. Fui ao ministério do Meio Ambiente, à FUNAI e tive a consolidação do projeto. Hoje, 80% do financiamento vem dos patrocinadores, e 20% é de recurso próprio”, explica. 

                          Além disso, o velejador enxergou uma maneira de tornar sua jornada ainda mais simbólica. “Se hoje a Amazônia pertence ao Brasil, foi graças à expedição de Pedro Teixeira. Então, uma maneira de deixar nossa expedição emblemática é usando seu nome”, justifica Olímpio que zarpou com o veleiro Kûara no Amapá, em plena foz do rio Amazonas, no dia 12 de outubro de 2020, rumo a Belém, posicionando-se para a aventura. Foram 282 milhas navegadas no trecho de Macapá-Belém, em 18 dias.  

                          Imagem: Acervo Pessoal

                          A bordo de seu veleiro — um Dufour Classic — Olímpio pretendia ir até Quito, repetindo a rota do comandante português. “Infelizmente, nosso barco não vai chegar até lá, pois o calado dele não permite. Mas vamos até o rio Aguarico, na confluência com o rio Napo, onde Pedro Teixeira fincou a bandeira de Portugal e tomou posse. De lá, pegamos uma embarcação regional e iremos até Quito”, detalha o velejador amazonense.  

                          “Além disso, nossa expedição tem uma característica especial: faremos com outro olhar e abordaremos aspectos socioeconômicos, ambientais e conflitos da região”, conta ele, que ao longo da jornada irá produzir uma série de conteúdos. 

                          “Estamos fazendo essa expedição para contemplar uma série de documentários estabelecendo comparações entre duas Amazônia: a deixada por Pedro Teixeira e a que encontraremos agora”.Dentro dessas série de documentários, serão adicionadas duas minisséries: uma sobre a bioeconomia da Amazônia e outra sobre os desafios de navegar pelos rios dessa região. 

                          Imagem: Acervo Pessoal

                          “A Amazônia é tratada de  forma desrespeitosa. Não só ela, mas os povos amazônicos e da floresta também”, lamenta o comandante do Kûara, que faz seu máximo para não deixar a história dessa região (e, por consequência, do Brasil) cair no esquecimento.

                          Fora isso, ele reforça o quão importante é para cada brasileiro conhecer a Amazônia, e o principal: reconhecer que precisamos mudar a maneira de tratar  esse bioma. “Estudar a riqueza de sua biodiversidade é um desafio imposto à humanidade. Assim como é fundamental conter a marcha de destruição ambiental a que ela está sujeita e que se acelerou nos últimos 50 anos”, defende. 

                          Segundo Olímpio, mesmo com toda essa magnitude de vida, de expectativas e de interesses em torno de seu destino, a Amazônia ainda é pouco conhecida no Brasil e no Mundo. Portanto, através dessa expedição documentada, ele pretende, além de homenagear essa região, conscientizar a todos da sua importância histórica e cultural para o Brasil. 

                          Sobre a vida (de) Guarany 

                          Casas construídas sob palafitas, na Amazônia – Imagem: Acervo Pessoal

                          Toda essa aventura tem um significado ainda maior para Olímpio, que, afinal, é nascido em Parintins, na beira do rio Amazonas. “Quando criança, eu construía alguns pequenos barcos a vela, e me divertia. Desde sempre vivi a emoção de velejar pela Amazônia”, diz o e economista, jornalista e professor, que comprou seu primeiro veleiro em 1989, um Hobie Cat. 

                          Desde quando zarpou do Amapá, no dia 12 de outubro do ano passado, Olímpio vive seu sonho de navegar e contar a história da Amazônia. “No total, projetamos um prazo de doze meses e 11 mil quilômetros navegados. Mas, se houver necessidade, estenderemos o prazo”, avisa. “É bom lembrar que Pedro Teixeira levou dois anos para ir e voltar”, brinca. 

                          Para redescobrir a Amazônia, navegando pela rota deixada pelo comandante português no século XVII, não poderia haver ninguém melhor que Olímpio Guarany. 

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                            Por: Redação -

                            Sabe aquela história de que está dura a crise? Felizmente, não está ruim para todo mundo. O estaleiro Baglietto recebeu mais uma encomenda de seu Baglietto Superfast, de 41 metros (134 pés). Feito de alumínio, esse superiate, de alto desempenho, é um dos sucessos do estaleiro, um dos mais tradicionais da Itália. A entrega está programada para 2023.

                            O diferencial desta unidade, projeto do escritório de Francesco Paskowski, está na cor externa do casco: champanhe, como que para comemorar a vida ao mar, nesses tempos de lockdown e confinamento social.

                            Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                            Francesco conta que, durante o processo de desenvolvimento do projeto, deu especial atenção à integração entre os ambientes. O intuito era facilitar a continuidade entre o interior e o exterior da embarcação. A passagem entre convés e sala de jantar é marcada pelas portas deslizante de vidro, também instalados nas laterais. Chama atenção a altura dessas janelas: de acordo com o autor do projeto, “altura total”. A entrada para o salão principal segue o mesmo design.

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                            O barco foi projetado para pernoite de 12 convidados, separados em acomodações no convés inferior: dois camarotes duplos (a suíte máster, na meia-nau, e o camarote VIP, na proa) e dois camarotes de hóspedes, com camas de solteiro que podem ser transformadas em camas de casal.

                            Já no convés principal estão a sala de jantar, o salão principal e a casa do leme (na proa do corredor principal). Na parte externa, encontra-se a área de descanso, os solários e outros espaços destinados ao lazer. Um segundo posto de comando está localizada na ponte, acompanhada de um lounge.

                            Ainda do lado de fora, é possível observar uma cabine de pilotagem externa na popa, também acompanhada de um lounge, além de uma plataforma de natação e mais um solário na proa.

                            O iate será equipado com três motores MTU 12V 2000 M97, capazes de atingir 33 nós de velocidade máxima e 28 de cruzeiro. O Superfast de 41 metros é o 9º iate em construção atualmente no estaleiro Baglietto.

                             

                            Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

                            Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

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                              Projetado por estúdio britânico, superiate-conceito alia liberdade bem-estar

                              Por: Redação -
                              09/04/2021

                              O estúdio de design náutico Bannenberg and Rowell, do Reino Unido, revelou o seu mais novo barco-conceito, que tem como objetivo aguçar a fantasia de quem curte navegação: o Projeto Isola, um superiate de 50 metros.

                              Em italiano, “Isola” significa “ilha”. Embora uma ilha possa isolar, no caso desse supeiate-conceito o significado é positivo. Nesses tempos de pandemia, os designers procuram equilibrar as necessidades humanas de escapismo e liberdade com as de proteção pessoal e bem-estar.

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                              Projeto Isola

                              “Pense no barco como uma ilha dos tempos atuais, cuidadosamente concebida”, convidam os designers. “Enquanto o mundo foi bloqueado, nossa equipe tem trabalhado arduamente para conceber um projeto que atenda aos requisitos de comprimento e espaço ideais”, explicam. Ou seja, a embarcação combina “liberdade de espaço exterior aberto e a sensação de segurança e bem-estar privado.

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                              Projeto Isola

                              Desenhado em parceria com o estúdio holandês Azure Naval Architects, o Projeto Isola é fruto do desafio entre os dois escritórios para calcular meticulosamente o encaixar no comprimento e espaço ao longo dos 164 pés da embarcação, sem ultrapassar o limite de 500 toneladas brutas. A propulsão deveria ser híbrida e as linhas do casco, eficientes para desempenho otimizado.

                              Por dentro, o iate terá seis camarotes ou suítes, com pernoite para 12 pessoas. No fundo, trata-se da evolução da 43m Estrade, lançada e 2020 pela Bannenberg & Rowell. As novidades mais marcantes ficam por conta do perfil aerodinâmico e alongado traseiro, apto para 9 metros de armazenamento, e na uma piscina nivelada. Além disso, a popa é longa, baixa e aberta, para segurar uma tenda. Momentos mais calmos e aconchegantes podem ocorrer no lounge da proa ou no deck.

                              Projeto Isola

                              E já que o objetivo é aguçar a fantasia de quem curte navegação, o estúdio de design caprichou no slogam publicitário:  “A vida pode parecer como águas desconhecidas no momento, mas há um futuro a ser visto além desse horizonte estranhamente claro.” Prontos para recuperar o tempo perdido?

                              Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                                Por: Redação -

                                O estaleiro inglês Princess Yachts está brindando a um “grande sucesso comercial” após vender mais de £ 29 milhões em embarcações no Palm Beach Boat Show 2021, que aconteceu em março na Flórida. O estaleiro de Plymouth, na Inglaterra, levou ao sul dos Estados Unidos oito embarcações, divididas entre lanchas e iates de luxo.

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                                O carro-chefe do estaleiro foi a estreia global do Superfly X95, o revolucionário iate esportivo descrito como um “verdadeiro triunfo do design contemporâneo”, por James Nobel, vice-presidente e diretor de marketing da Princess Yachts America.

                                A organizadora da feira criou um ambiente seguro para expositores e visitantes participarem do evento, permitindo assim que a Princess Yachts e outros expositores obtivessem sucesso durante a feira.

                                Superfly X95 no Palme Beach Boat Show 2021 – Imagem: Reprodução

                                Ao fim do evento, James Nobel foi só elogios a organização do evento por tornar viável o sucesso do estaleiro inglês. O salão náutico Palm Beach International Boat Show 2021 foi visto como um marco significativo pois representou o retorno desse mercado, nos Estados Unidos, após um período de incerteza global.

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                                  Boat Show na Flórida promete música, seminários de pesca e muitos barcos

                                  Por: Redação -

                                  Um novo evento focado em embarcações e pesca será realizado na próxima semana (do dia 16 a 18 de abril) no Metropolitan Park and Marina em Jacksonville, na Flórida. Diante de uma queda brusca no número de casos e mortes pela covid-19 no estado, este Boat Show inaugural apresentará diversos seminários e oportunidades especiais para compra de embarcações.

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                                  Depois de quinze meses de espera para realizar qualquer atividade presencial, a administração do evento se mostra confiante. “Nossa indústria passou por um período de tormenta – começando com a pandemia, depois o fechamento das fábricas e agora a escassez de estoque”, disse Eric Johnson, um dos diretores do evento que ainda pontua: “Estamos prontos”.

                                  Além disso, muitos  barcos, sobretudo de pesca, estarão expostos no local. Fora embarcações em si, milhares de acessórios serão colocados à venda. Eric Johnson disse, ao site The Florida Times-Union, que estarão presentes mais de 40 expositores.

                                  “Achamos que a vida é realmente melhor com um barco”, disse Johnson. “E o Jacksonville Spring Boat Show celebra todos os aspectos da vida na água, mas com todas responsabilidades e protocolos necessários”, finaliza.

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                                    Seis amigos foram de Mangaratiba a Ilhabela. De jet!

                                    Por: Redação -

                                    Da ilha de Itacuruçá (perto de Mangaratiba, no Rio de Janeiro) a Ilhabela, no litoral Norte de São Paulo, uma distância de 500 quilômetros, ou 270 milhas náuticos. De jet! Esse foi o desafio a que se lançaram seis amigos, que largaram em dias diferentes, mas voltaram juntos, pelo mesmo trajeto.

                                    A ideia pode parecer meio maluca e arriscada. Mas nada aconteceu, a não ser um enorme prazer, como contam José Carlos Brito, Guilherme Leite, Flávio Sobral e Eduardo Barbosa, que zarparam no dia 9 de novembro, enquanto Flávio Serpa e Cristiano Guimarães saíram no dia 10.

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                                    Não se trata de aventura, como pode parecer à primeira vista. Antes de iniciar a travessia, os amigos planejaram cada passo da jornada, durante doze meses, tomando todos os cuidados que o mar exige e aconselha. O maior desafio seria lutar contra o cansaço físico, a possível falta de visibilidade em alguns trechos e os humores do tempo.

                                    Os seis amigos a bordo de seis jets

                                    “Foram várias reuniões de planejamento. Além disso, fizemos alguns treinamentos utilizando o material da expedição, incluindo uma volta completa à Ilha Grande, para nos testar em mar aberto”, explica Flávio Sobral.

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                                    Os amigos em terra firme – Imagem: Acervo Pessoal

                                    A primeira perna da expedição foi entre Itacuruçá e a Ilha Grande, onde fizeram o primeiro abastecimento. Depois, seguiram para Ponta da Joatinga, em Ubatuba, onde reabasteceram mais uma vez, e dali seguiram para Ilhabela.

                                    “Chegar lá, sentar no restaurante e tomar uma cerveja gelada, vendo o pôr do sol, trouxe uma sensação de dever cumprido maravilhosa”, diz Flávio, revelando o estado de espírito do grupo.

                                    Apesar de alguns contratempos, que foram aliviados pelo prazer de contemplar a bela paisagem da região, os amigos conseguiram realizar a expedição e chegar em casa três dias depois, sem tantos problemas, mas com uma bela história para contar.

                                    Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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                                      O imponente Phocea, nascido para as grandes viagens, afundou, após um incêndio

                                      Por: Redação -
                                      08/04/2021

                                      Muita água passou sob o casco do Phocea, que ganhou o mar em 1976, como um iate de quatro mastros para competir na célebre Transat/OSTAR – a Observer Single Handed Trans Atlantic Race, uma regata transoceânica entre a Inglaterra e os Estados Unidos, disputada a cada quatro anos. Uma história ao mesmo tempo bonita e atribulada, que terminou tragicamente, após o barco ser vítima de um incêndio e afundar, na Malásia.

                                      Com nada menos que 76 metros (o tamanho de um Jumbo 747) de puro deleite e conforto, o Phocea foi projetado para que o velejador Alain Colas, sozinho, quebrasse recordes oceânicos, a começar pela OSTAR de 1976. O barco então se chamava Club Mediterranée (um dos patrocinadores da equipe) e foi equipado com computadores, dispositivos de aviso de colisão, energia renovável para alimentar os sistemas e velas que podiam ser operadas por controles remotos. Mas — mesmo com toda a tecnologia, futurística para a época — não conseguiu vencer a prova, chegando sete horas e meia depois do vencedor daquele ano. Esse “fracasso” inicial como veleiro de corrida mudou radicalmente sua vocação.

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                                      Alain Colas gostava de registrar sua presença por onde passasse. Não à toa, ele já havia completado a primeira volta ao mundo com um multicasco quando decidiu construir essa embarcação em Toulon, na França, como barco de regatas. O responsável pelo projeto foi o arquiteto naval Michel Bigouin, designer de uma parte dos veleiros Pen-Duick, que faziam parte da série do lendário velejador francês Eric Tabarly, que fez história entre as décadas de 50 e de 80.

                                      phocea
                                      Alan Colais, a bordo do Club Méditerranée

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                                      Em 1978, o Mediterranée zarpou para a Polinésia Francesa para começar carreira comercial, levando turistas endinheirados para passeios de um dia entre Bora Bora, Papette e Morea. No mesmo ano, Colas decidiu competir com o veleiro novamente na primeira edição da regata Ruta del Ron. Tragicamente, porém, o francês enfrentou uma tempestade nos Açores, e desapareceu. A operação de busca durou semanas e não teve resultados. Anos depois do acidente, apenas a embarcação foi encontrada.

                                      phocea

                                      O responsável pelo resgate foi o magnata Bernard Tapie, que ficou encantado com a embarcação. Depois dos trâmites necessários, ele não apenas salvou o veleirocomo contratou seu criador, Michel Bigouin, para restaurá-lo e transformá-lo em uma embarcação totalmente diferente. O gigante ganhou um novo motor Rolls-Royce de 800 hp e teve as nove cabines de passageiros inteiramente remodeladas. O nome original foi então trocado em homenagem aos Phoceas, fundadores de Marselha, terra de Tapie.

                                      Tapie tinha um objetivo em vista: bater o recorde de travessia do Atlântico, de oeste a leste, em menos tempo que o capitão Charly Barr, na vitória de 1905. E conseguiu alcançar a façanha, batendo o recorde histórico do mesmo percurso da OSTAR, com 8 dias, 3 horas e 29 minutos — marca 4 dias melhor que a de Charly.

                                      Quando Tapie caiu em desgraça, por causa de um escândalo envolvendo o time de futebol comandado por ele, o Olympique de Marselha, o Phoceas novamente mudou de rumo e mãos: a milionária libanesa Mouna Ayoub.

                                      Mouna precisou de apenas US$ 5 milhões para comprar o barco e investiu outros US$ 20 milhões numa segunda completa remodelação. Colecionadora de arte e de joias, fez o interior do barco refletir o requinte de suas coleções. Além disso, abaixou a altura dos mastros, aumentou o espaço de vida e fez uma série de reparos técnicos. Ficou com ele por 13 anos.

                                      phocea

                                      Em 2010, o Phocéa troco de mãos novamente. Seu quarto ciclo foi sob a posse de dois sócios: o bilionário Xavier Niel e os fundadores da Pixmania, Steve e Jean-Émile Rosenblum. A embarcação foi registrada em Malta, com o intuito de ser alugada. Para gerir as novas tarefas do veleiro, os proprietários contrataram um homem chamado Pascal Saken, que, ao que tudo indica, é suspeito de cometer vários crimes, de acordo com a imprensa local.

                                      No ano de 2013, o Phocéa foi danificado por uma tempestade, e, em seguida, transportado para um estaleiro na Tailândia, pertencente a Pascal Saken. Desde então, ele tem se afirmado como dono do navio, e o rebatizou de Enigma.

                                      phocea

                                      Em 12 de fevereiro deste ano de 2021, o agora Enigma navegava pela Malásia, quando pegou fogo e afundou. Resgataram-se sete tripulantes. As autoridades abriram uma investigação para determinar as causas do incêndio. O antigo proprietário, Bernard Tapie, ao ouvir a notícia, deu um depoimento lamentoso: “É algo tão triste que cheguei a chorar”. Triste sina.

                                      Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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                                        Por: Redação -
                                        07/04/2021

                                        Novidade no mar. E das grandes! Um dos maiores barcos do mundo atualmente em construção, o superiate Lloyd Werft Solaris, de 140 metros, foi para a água em fevereiro deste de 2021, em Bremehaven, na Alemanha. Agora, em fase de testes, foi visto cruzando o Mar do Norte. E impressiona com seu porte e beleza singular.

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                                        O projeto principal leva a assinatura do designer industrial australiano Marc Newson, que faz sua estreia no setor náutico. Grandioso, seu Solaris tem casco cinza claro e superestrutura branca, além de um arco que parece envolvê-lo feito um laço de embalagem de presente, conectando os dois lados do casco.

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                                        O Solaris está equipado com um sistema de gerenciamento de energia da ABB e dois Azipods de nove megawatts, que são os mais poderosos de seu tipo em um superiate.

                                        Com um volume total de 11.011 GT (do inglês gross tonnage), ou arqueação bruta, o iate tem mais do que o dobro do tamanho de seu antecessor Luna de Lloyd Werft, de 2010, de 115 metros e 5.655 GT.

                                        Por Amanda Ligório, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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                                          Visando o balizamento náutico, Santur abre licitação para reforçar estruturas de segurança em Santa Catarina

                                          Por: Redação -

                                          Na última segunda-feira, 5, a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) abriu uma licitação, junto ao governo do estado de Santa Catarina, para a aquisição de equipamentos de balizamento náutico.

                                          Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                          Mas, para isso, é necessário reforçar as estruturas de segurança nas áreas reservadas a banhistas e embarcações nas praias e lagoas espalhadas por um dos estados mais azuis do país.

                                          Desse modo, essa ação faz parte do programa Orla Segura e irá receber do governo do estado R$ 1 milhão para melhorar e otimizar a infraestrutura de ordenamento náutico da região.

                                          Imagem: Reprodução

                                          Dentro desse investimento, serão adquiridos boias, manilhas, sapatilhas, poitas, distorcedores e cabos. Segundo a Agência, esses ganhos irão auxiliar e melhorar as estruturas prévias em Santa Catarina.

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                                          “Esse é mais um projeto que a Santur tira do papel. Além da segurança, o balizamento vai beneficiar o turismo náutico e aquaviário e, consequentemente, fortalecer a economia relacionada ao mar no estado de Santa Catarina”, destacou Mané Ferrari, presidente da Santur.

                                          Sendo assim, depois de abrir a licitação, ainda são necessários alguns processos burocráticos. No entanto, a Santur planeja entregar as propostas até o dia 14 de abril, para, aí sim, começar a colocar em prática essas melhorias no estado de Santa Catarina.

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                                            Conheça o primeiro navio de carga movido a energia eólica e hidrogênio

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                                            Uma concessão entre empresas norueguesas está desenvolvendo um projeto que prevê o primeiro navio de carga com emissão zero do mundo. Segundo o site The Maritime Executive, o projeto está avançado e espera-se que a embarcação fique pronta já em 2024, quando seriam realizados os primeiros testes.

                                            Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                            Nomeado de “With Orca” – Powered by Nature, uma parte significativa da energia necessária para operar a embarcação será captada diretamente da natureza. Sendo assim, o plano é que o navio navegue principalmente em águas abertas no Mar do Norte, onde as condições do vento são ideais para a propulsão assistida pelo vento.

                                            No entanto, em caso de sucesso do projeto, tal inovação poderá ser vista em diversas partes do mundo. Tecnicamente, a energia eólica se somará a um motor de combustão interno movido a hidrogênio.

                                            Imagem: Reprodução

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                                            Do mesmo modo, alguns conceitos do projeto, que ainda serão desenvolvidos, prevêem que o hidrogênio seja armazenado a bordo de uma embarcação com o casco bem longo. A princípio, de acordo com as primeiras imagens do projeto, o tamanho do casco não será um grande empecilho, neste primeiro caso.

                                            A equipe de design, liderada pela Norwegian Ship Design, também está trabalhando para desenvolver recursos adicionais para a embarcação exclusiva que aumentarão a eficiência energética e serão adequados ao conceito do navio. Estão desenvolvendo um casco eficiente e uma quilha feita sob medida.

                                            O projeto é uma parceria entre duas empresas industriais norueguesas que concordaram em compartilhar as operações da embarcação. O navio transportará agregados do oeste para o leste da Noruega para a HeidelbergCement Norway e nas viagens de retorno transportará grãos para a Felleskjøpet AGRI. As duas empresas têm acordo de 15 anos para a operação da embarcação.

                                            Em suma, o ano de 2021 será para conclusão e otimização do projeto. Assim que finalizado, o “With Orca” – Powered by Nature entrará em construção.

                                            Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

                                            Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

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                                              Depois de aposentado, veterano da Marinha canadense inicia construção de veleiro

                                              Por: Redação -
                                              06/04/2021

                                              Depois de 30 anos de serviços prestados às Forças Armadas canadenses, precisamente à Marinha, Bill England se aposentou. Em 2015, ele foi liberado clinicamente devido a uma lesão por estresse operacional.

                                              No entanto, como vive em Summerside, cidade na ilha do Príncipe Eduardo, no extremo leste do Canadá, Bill não se distanciou do mar. Ao contrário, decidiu construir um veleiro para viver e viajar pelo oceano.

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                                              Tudo começou com vídeos documentando construções amadoras de barcos no YouTube. Entretanto, apesar de Bill ter um passado marítimo, ele não sabia nada de carpintaria naval. Sendo assim, pediu socorro a um vizinho que tinha uma história parecida com a dele.

                                              Alan Mulholland é um amigo bem próximo de Bill e, em 2018, ele finalizou a construção de uma veleiro de 26 pés. Depois disso, Mulholland cruzou o Atlântico em duas oportunidades. Como um velejador e construtor mais experiente, ele ajudou seu amigo em sua atual missão. 

                                              Imagem: Reprodução

                                              “Quando Bill chegar ao final deste projeto”, disse Mulholland ao jornal inglês The Guardian, “ele será soldador, mecânico, carpinteiro e, enfim, um construtor de barcos… Ele terá que adquirir todas essas habilidades. E irá”. Além disso, segundo Mulholland, o mais importante em um projeto dessa magnitude é o comprometimento.

                                              Portanto, no segundo semestre de 2020, seguindo os ensinamentos do amigo, Bill mergulhou de cabeça no projeto. Mas, antes que pudesse começar a trabalhar no próprio barco, ele precisava construir um galpão para construí-lo. “Você pode imaginar estar ao ar livre em um inverno canadense?! Tentando construir algo?”, brincou.

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                                              Sendo assim, construindo o galpão aos poucos, Bill o finalizou no começo de janeiro. Agora, o foco é o barco. Embora já tenha passado quase um ano desde que começou a trabalhar, Bill estima que levará mais quatro até que tudo esteja pronto para colocar seu barco na água. Mesmo assim, ele segue confiante.

                                              Galpão de construção – Imagem: Reprodução

                                              “Estar construindo esse veleiro me traz calma. Fico o dia inteiro dentro do galpão, enquanto escuto música ou podcasts. As empresas que vendem madeira e café que me aguardem”, finaliza Bill England.

                                              Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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                                                A BRP anunciou os resultados financeiros obtidos no fechamento do ano fiscal 2021, superando expectativas para um ano em que a pandemia da Covid-19 trouxe tantos desafios. Os dados positivos reforçam os pilares da empresa em novos investimentos em tecnologias e inovação que colocarão as linhas de produtos de todas as linhas da BRP definitivamente na era da mobilidade elétrica.

                                                Recentemente, a empresa anunciou seu plano de eletrificação de veículos on-road, off-road e aquáticos até 2026, com investimento de CA $ 300 milhões (dólares canadenses), que contempla o desenvolvimento próprio de conjuntos de potência e baterias elétricas Rotax. Para isso a empresa está ampliando suas equipes de engenharia na Áustria e estruturando um novo Centro de Desenvolvimento em Valcourt, Canadá.

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                                                De acordo com a empresa, durante o ano fiscal, encerrado em janeiro de 2021, as vendas na América do Norte, seu maior mercado, cresceram 25% na comparação com o ano fiscal anterior, gerando, inclusive, forte queda nos estoques das concessionárias da região, o que puxaram os dados gerais para cima.

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                                                Contudo, a paralisação da produção por dois meses, atendendo às medidas de prevenção das autoridades de saúde dos países em que suas fábricas estão instaladas, causou uma retração de CA $ 99,8 milhões (dólares canadenses) nas receitas, que somaram CA $ 5.953 bilhões (dólares canadenses).

                                                Ainda assim, o lucro líquido normalizado por ação apontou aumento de 41%, ante o ano fiscal de 2020, ou CA $ 1,56 (dólares canadenses), passando a CA $ 5,39. Já o lucro diluído por ação cresceu CA $ 0,14 (dólares canadenses) por ação, ou 3,5% de alta na mesma comparação, alcançando CA $ 4,10 (dólares canadenses).

                                                Durante o período, a empresa realinhou seus negócios marítimos, descontinuando a produção dos motores Evinrude, focando nas marcas de embarcações e em novas tecnologias.

                                                Considerando apenas os resultados do quarto trimestre, ou seja, de novembro de 2020 a janeiro de 2021, as receitas da BRP somaram CA $ 1,815 bilhão (dólares canadenses), CA $ 199,2 milhões a mais do que o registrado no mesmo período do ano fiscal anterior. Na mesma comparação, o lucro líquido normalizado por ação registrou aumento de CA $ 0,70 (dólares canadenses) por ação, alcançando CA $ 1,82 (dólares canadenses), enquanto o lucro diluído por ação teve aumento de CA $ 1,63 (dólares canadenses), atingindo CA $ 2,95 (dólares canadenses) por ação.

                                                “Estamos muito satisfeitos com os nossos resultados obtidos no quarto trimestre, que encerrou o ano fiscal de 2021 superando nossas expectativas. Obtivemos resultados recordes para o ano, graças à capacidade de nossa equipe em implementar rapidamente iniciativas para reduzirem os impactos negativos da pandemia em nossos negócios, reposicionando os negócios para aproveitar o crescimento da demanda em importantes mercados”, explicou José Boisjoli, Presidente e CEO da BRP.

                                                Expectativas para o ano fiscal 2022

                                                A BRP projeta um novo ciclo de crescimento em sua receita, em torno de 25% a 30% com relação ao período encerrado em janeiro de 2021 e ainda o aumento do lucro diluído normalizado entre 35% a 48%, gerando alta de CA $ 7,25 a CA $ 8 (dólares canadenses) por ação.

                                                Segundo Boisjoli, uma forte demanda no varejo já está sendo observada neste início do ano fiscal 2022 para todas as linhas de produtos. Além disso, a empresa já trabalha com novas diretrizes sobre novas tecnologias e importantes mudanças no portfólio de produtos de todas as marcas de veículos on-road, off-road e aquáticos.

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                                                  Gaúcho transforma carcaça de Puma 1974 conversível em lancha

                                                  Por: Redação -
                                                  05/04/2021

                                                  O ano era 2003. O gaúcho Leonel Campos, de 59 anos, comprou uma carcaça de um Puma 1974 conversível em um ferro velho no interior de Caxias do Sul, onde mora. Mesmo surrado, sem motor ou pneus, ele o colocou em um guincho e o levou até sua casa. “Olhando para ele eu via um tesouro”, explicou.

                                                  Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                  Inoportunamente, Leonel, que quando jovem era mecânico e mexia em carros Puma, pouco pôde fazer com aquela carcaça. Até que, na véspera de natal, em 2014, olhou para seus filhos e falou: “vou fazer uma lancha com a carroceria do Puma que está no pátio”. Eles, por sua vez, deram risada, mas não duvidaram do pai. 

                                                  O que sobrou do Puma 1974 antes de virar uma lancha – Imagem: Acervo Pessoal

                                                  Portanto, onze anos depois de comprar uma carroceria que acumulava pó e ocupava espaço na garagem, eles viraram o Puma de cabeça para baixo, e  Leonel começou a construir a sonhada lancha. 

                                                  “Quando viramos, fiquei imaginando como ficaria na água. Desenhei na mente um esqueleto que se transformaria em um casco e que flutuaria, tivesse estabilidade e suportasse o peso”, contou Leonel. 

                                                  A lancha quase finalizada no estaleiro do seu Leonel – Imagem: Acervo Pessoal

                                                  Sem nenhuma experiência náutica, tampouco com engenharia, Leonel mergulhou de cabeça no projeto. Primeiro, o casco. “Comprei lâminas para começar o esqueleto, foi rápido. Depois, passei quatro camadas de manta (fibra) com resina, ficou muito forte. Fiz uma quilha central da proa até a popa e duas laterais para dar estabilidade”, detalha. 

                                                  Com o casco pronto, começou a trabalhar na parte superior e refez toda carroceria com fibra de vidro. Lixou e vedou até ficar perfeito. “Tudo sem pressa, para fazer bem feito”. Em seguida, como tinha algumas peças em sua oficina — cabos de aço e canos de freio —, fez todos os comandos de direção. 

                                                  Painel da lancha – Imagem: Acervo Pessoal

                                                  Além disso, o painel foi feito inteiramente de madeira, quase no mesmo tom dos assentos revestidos em lona impermeável, dando um toque clássico à lancha. “Também fiz suporte para remos caso o motor sofra alguma pane”, disse Leonel que instalou um motor de popa Evinrude 35 hp. 

                                                  “Foram longas noites e finais de semana na confecção do projeto”, pontuou Leonel. Depois de seis anos de incertezas, chegou o dia de testar a Puma lancha, que ganhou o nome de Suçuarana. “E aí, será que boia ou afunda?”, indagou Leonel aos filhos. No final, a lancha boiou e boiou bonito. Com o bico para cima, flutuando tranquilamente.

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                                                  Sendo assim, as águas da Lagoa do Borçato, a 45 km do centro de Caxias do Sul, nunca mais serão as mesmas. Agora, elas suportam o sorriso de realização do seu Leonel a bordo da Suçuarana, realizando o sonho que estava preso no tempo ocioso ao fundo da garagem, que agora não tem hora para acabar. 

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                                                    A tripulação do meganavio que encalhou no Canal de Suez pode ser presa. Entenda

                                                    Por: Redação -

                                                    A tripulação indiana do Ever Given não está mais presa na seção inferior do Canal de Suez, no entanto, pode ficar presa no Egito por um longo tempo, de acordo com o jornal Times of India.

                                                     

                                                    Desse modo, é possível que enfrentem um espécie prisão domiciliar ou até mesmo acusação criminal pelo encalhe da embarcação que fechou o canal por seis dias e “atrapalhou” a circulação de bilhões de dólares no comércio.

                                                     

                                                    “Há um perigo claro de que a tripulação se transforme em bodes expiatórios”, disse uma fonte da indústria naval indiana ao site The Maritime Executive.

                                                     

                                                    A tripulação de 25 membros está bem clinicamente, mas estressada pela experiência do encalhe, segundo o chefe do sindicato dos marítimos indianos (NUSI), Abdulgani Serang. “Eles não estão sozinhos e nós os apoiaremos sempre que necessário, da maneira que for preciso”, disse Serang.

                                                    Imagem: Reprodução

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                                                    No que diz respeito à acusação, a pressão sobre a investigação do encalhe é alta. O presidente da Autoridade do Canal de Suez estimou o total de danos econômicos causados ​​pelo acidente em cerca de US $ 1 bilhão, e aqueles que tiveram seus interesses marítimos afetados buscarão recuperar suas perdas por meio de ações judiciais e reclamações de seguro.

                                                     

                                                    Sendo assim, a seguradora da Ever Given, Lloyd’s of London, está se preparando para uma “grande perda” da ordem de US $ 100 milhões. O Canal de Suez já está com capacidade total e funcionando 24 horas, mas as disputas comerciais relacionadas à paralisação devem durar anos.

                                                     

                                                    Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

                                                    Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

                                                     

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                                                      Nos deixou no último sábado, 3, Carlos Eduardo Leandro Ribeiro, o Carlão, aos 78 anos de idade. Carlos era o proprietário e diretor do estaleiro Dumar, tradicional em construção de lanchas e botes para pesca esportiva no bairro da Lapa, em São Paulo.

                                                      Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                      Muito conhecido e entusiasta do mundo náutico, Carlos produziu mais de 2 mil barcos reconhecidos pela excelência na resistência e qualidade.

                                                      Dentro de alguns modelos conhecidos, Carlos foi responsável pela Dumar 499, uma das embarcações mais populares do litoral paulista, sobretudo para transporte de pessoas.

                                                      O Grupo Náutica lamenta a perda e presta condolências aos familiares e amigos de Carlos.

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                                                        01/04/2021

                                                        Um homem morreu após a embarcação que ele e um amigo estavam ser atingida por um raio, na madrugada de terça-feira (30), próximo à Ilha das Couves, em Ubatuba. Um morador da ilha ligou para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda após ver sinais luminosos sobre o barco de fibra de aproximadamente 6 metros e também ouvir gritos de socorro.

                                                        Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                        No instante em que os bombeiros faziam o atendimento telefônico da ocorrência, um indivíduo chegou na ilha em outra embarcação de pequeno porte pedindo ajuda. Segundo os bombeiros, ele se identificou como uma das vítimas e relatou que seu amigo fora atingido por uma descarga elétrica por raio. Ele contou que tentou reanimá-lo, mas sem êxito.

                                                        A embarcação permaneceu fundeada a cerca de 200 metros da ilha. Na chegada da equipe do 2º Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros foi constatado o óbito da vítima atingida pelo raio. O outro ocupante da embarcação estava em estado de choque, mas passa bem. Ambos são moradores de Ubatuba e, de acordo com as informações apuradas, praticavam mergulho livre.

                                                        Especialmente no verão, o Brasil é um dos lugares de maior incidência de raios no mundo! Para quem não sabe, um raio é uma mistura de cargas positivas e negativas, que produz uma violenta descarga elétrica dentro de nuvens ou de uma nuvem para a terra ou para a água, atingindo, quase sempre, o ponto mais próximo entre ambos. Ou seja, os pontos mais elevados, como árvores, antenas ou mastros! Até hoje, a única maneira para evitar que os raios ponham em risco o seu barco é equipá-lo com um bom pára-raios. O curioso é que, além de proteger, ele também atrai raios! Por isso, um pára-raios mal instalado não ajuda em nada.

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                                                        Separamos algumas dicas para ajudar você a se proteger de raios a bordo:

                                                        A placa de escoamento da descarga e aterramento tem que ser de cobre, com mais de 20 cm² de área, e de uma espessura de 4 milímetros, no mínimo, fixada numa posição que a mantenha em contato permanente com a água,sob qualquer condição de navegação.

                                                        As emendas e curvas no cabo devem ser mínimas e a trajetória da descarga, a mais reta possível. O cabo precisa ser de cobre e de 50 milímetros, no mínimo.

                                                        O captor do raio deve ficar, no mínimo, 15 centímetros mais alto do que qualquer outra parte do barco.

                                                        Motor, tanques de água e gasolina, mecanismos do leme, e outros metais devem ser conectados à placa de contato com a água ou ao condutor de descida.

                                                        Não é recomendável usar como placa de descarga partes normalmente submersas, como hélice ou pá do leme, pois eles não são bons pontos de aterramento.

                                                        Fuja de materiais que não sejam resistentes à corrosão, para que a manutenção seja mínima. Use somente cobre condutor, do tipo eletrolítico, para uso em eletricidade. Abraçadeiras e grampos devem ser de bronze ou cobre. E as conexões nunca podem ser soldadas.

                                                        Pode-se usar a antena do rádio como pára-raios, se ela (e o rádio) estiverem equipados com descarregadores.

                                                        Os danos em equipamentos eletrônicos são causados pela indução elétrica (processo pelo qual um condutor fica “eletricamente ligado” quando uma corrente elétrica passa muito próximo a ele).A proteção é feita isolando os sistemas. Equipamentos como antenas de rádio VHF GPS devem ser montados na targa com aterramento separado dos demais sistemas.Se os motores forem controlados por manetes eletrônicos, estes também poderão sofrer danos se atingidos por uma descarga.

                                                        O mastro é o principal ponto de atração dos veleiros. Por isso, deve ser o primeiro estágio de um aterramento. Isto deve ser feito com fio número 4 ou tira de cobre de 38 milímetros de largura, ligando o mastro à quilha ou a uma placa metálica de 30 x 30 centímetros, para barcos de água salgada,e maior para água doce.

                                                        Embarcações pequenas também podem ser atingidas. Por isso, use um pequeno mastro, com o aterramento correto, para servir de pára-raios.

                                                        5 dicas para lidar com raios:

                                                        1. Durante a tempestade, permaneça dentro das cabine;

                                                        2. Se não houver, fique abaixado, em posição fetal: joelhos juntos, cotovelos encostados no corpo e mãos protegendo a cabeça;

                                                        3. Jamais toque em mais de um objeto aterrado ao mesmo tempo. Se “fechar o circuito”, você receberá a descarga;

                                                        4. Materiais não-condutores de energia não fornecem proteção contra raios. É lenda;

                                                        5. Todos os tripulantes devem ficar longe de objetos metálicos.

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                                                          Por: Redação -

                                                          O Grupo Ferretti lançou, no último dia 24, a segunda unidade do Navetta 30, da sua marca Custom Line. A divulgação aconteceu no estaleiro Ancona, na Itália. O lançamento marca o sétimo iate Custom Line lançado no estaleiro Ancona, nos últimos três meses.

                                                          Essa embarcação é fruto da colaboração entre o Comitê de Estratégia de Produto, liderado por Piero Ferrari, e o Departamento de Engenharia do Grupo Ferretti.

                                                          Navetta 30

                                                          Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

                                                          O iate, de 28,43 metros (93 pés), foi totalmente projetado em solo italiano. A arquitetura naval ficou sob responsabilidade de Antonio Cittero Patricia Viel e o design externo, por sua vez, foi elaborado por Fillippo Salvetti. Por fim, o design interno, personalizado pelo proprietário, ficou sob os cuidados da Custom Line Atelier.

                                                          Uma embarcação com mais de 2 metros de pé-direito, o Navetta 30 pode acomodar até 10 pessoas em 5 camarotes de hóspedes. A tripulação é constituída por cinco pessoas.

                                                          Navetta 30

                                                          Com três conveses, o barco também proporciona vista panorâmica em todos os níveis. Os interiores foram projetados para complementarem-se às linhas do casco. Assim, foram implementadas engenhosas soluções de acomodação, permitindo que o interior e o exterior sejam experimentados como layouts confluentes a partir de um design bem estruturado.

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                                                          Tudo foi projetado para maximizar o espaço útil. O estúdio explica que a intenção na decoração era proporcionar uma sensação esportiva-chique, com a elegância harmoniosa de um grande clássico.

                                                          Para isso, os idealizadores abusaram das linhas curvas nas molduras das janelas e do uso de teca. Mas não fica por aí: o intuito era proporcionar toda essa sensação, mas aliada a um toque contemporâneo inovador.

                                                          Pensando nesse equilíbrio, o outro lado da moeda na decoração era oferecer uma abordagem nova e moderna dos arquétipos náuticos tradicionais. Portanto, a estética também tornou-se dinâmica, com novos detalhes em carbono, lacados sofisticados, tecidos listrados em ultramar e texturas customizadas com tintas em pó de quartzo sobre fibra de vidro.

                                                          A propulsão do modelo ficou por conta de um motor MAN, de 800 hp.

                                                          Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

                                                          Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

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                                                            Durante os 43 anos de governo na Líbia, o ex-presidente Muammar el Gaddafi acumulou uma verdadeira frota de automóveis. Com um repertório que vai desde carros de luxo à aviões e superiates, a lista não para de crescer.

                                                            O que Gaddafi nunca escondeu foi a predileção por uma certa embarcação: um Sunseeker Predator, do ano de 2004, com 28 metros de comprimento (ou 91 pés) e quatro camarotes, apelidado de “Che Guevara”.

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                                                            A admiração por Che Guevara era tão grande que até a poltrona do posto de comando foi estilizada a caráter. Nela, o pedido foi para reproduzir uma imagem do ídolo na parte traseira. De acordo com algumas fontes, o local era tão apreciado que o governante nem liberava o assento para outras pessoas.

                                                            Com o passar dos anos, Gaddafi não parece ter mantido esse favoritismo pelo iate. Ao sofrer uma série de colisões sob o comando de um dos filhos do ex-presidente, o Che Guevara acabou abandonado em uma marina maltesa, sem reparo algum.

                                                            O designer Rory Coase, do estúdio Coase Design, é o responsável pela repaginada no barco depois de um novo estaleiro adquiri-lo. O relato é de que o modelo estava “uma bagunça” e “sendo vendido pelos mais próximos e queridos de Gaddafi por uma pechincha”, até ser resgatado pela iniciativa da Green Yacht.

                                                            “Havia muita água na quilha e nos porões”, explicou. “Não era nem mesmo uma tela em branco.”

                                                            hydrogen viking

                                                            O estaleiro Green Yacht deu uma nova vida ao iate ao decidir repaginá-lo sob a proposta sustentável. Em parceria, os diretores do estaleiro Bergen, também norueguês, o repensaram por completo, e querem torná-lo o primeiro barco a hidrogênio capaz de navegar a 30 nós.

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                                                            A responsável pela propulsão do modelo é a empresa Corvus Energy, pioneira em armazenamento de energia. Ela desenvolverá e fornecerá a engenharia de célula de combustível de hidrogênio usando uma tecnologia já conhecida da marca Toyota.

                                                            Os tanques que armazenam hidrogênio comprimido serão colocados ao lado dos sistemas de reabastecimento. Módulos de células de combustível e baterias de alta capacidade fornecerão energia elétrica, impulsionando a embarcação, silenciosamente, na água. A única emissão desse sistema de energia será a água, que pode ser usada para beber posteriormente.

                                                            Depois do iate ser rebatizado de Hydrogen Viking e ganhar uma nova proposta, Coase recebeu a tarefa de redesenhar totalmente o exterior e interior da embarcação e, segundo ele, foi um trabalho que ressignificou totalmente a proposta do barco. A equipe de grandes investidores e parceiros técnicos decidiu por desmontá-lo totalmente e reconstruí-lo cômodo por cômodo.

                                                            O que antes era o espaço das antigas máquinas do navio, tornaram-se suítes com acesso direto à área de banho. E quanto à poltrona no posto de comando, nada muda! “Mesmo quando não era mais seu iate, ninguém mais tinha permissão para se sentar naquela cadeira. Há pedaços de história que são interessantes de manter porque é uma história muito envolvente do proprietário anterior”, explica o designer.

                                                            A esperança é que a Hydrogen Viking possa provar a viabilidade para adaptar a tecnologia do hidrogênio aos iates existentes, em vez de construir conceitos específicos para o hidrogênio. A previsão é que a embarcação volte a navegar na próxima temporada de 2022, após testes completos em mar aberto que reafirmam a segurança do projeto.

                                                            Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

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