O primeiro ferryboat português 100% elétrico, com zero emissões de CO2 a navegar em Portugal, já tem data para estrear. Com construção prevista para iniciar no terceiro trimestre de 2021, o barco deve estar pronto no final de 2022.
Além disso, esta é a primeira embarcação elétrica feita no país e construída por marcas nacionais. Um investimento de sete milhões de euros feito em parceria pelos estaleiros Navaltagus e Navalrocha, ambos portugueses.
O novo ferryboat 100% elétrico vai reduzir a emissão de 300 toneladas de CO2 quando comparado com o modelo atual, ao mesmo tempo que irá reduzir em cerca de 30% o consumo energético. Desse modo, essa embarcação irá atuar na cidade de Aveiro e irá substituir um outro ferryboat que ali atuava há mais de 60 anos.
Em comparação, esse barco tem capacidade para transportar mais do dobro de passageiros que o ferryboat atual. São 260 contra 112 passageiros, o que corresponde a um aumento de 132%, além de ter mais espaço para automóveis, 19 contra 12.
Além de um melhor desempenho técnico e prático, essa inovação representa um futuro mais sustentável em Portugal.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
O Azimut 53 fará sua estreia oficial em 2021, competindo no segmento de mercado flybridge de médio porte da Azimut Yachts. O estaleiro italiano divulgou as primeiras imagens do modelo, que conta com linhas fluidas e interiores espaçosos, ideal para uma família que deseja desfrutar de longos cruzeiros com conforto.
O sofisticado design exterior é da autoria de Alberto Mancini. Já os interiores, são projetados em um estilo contemporâneo pelo Azimut Style Office.
Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut Benetti. Com suas coleções Atlantis, Magellano Flybridge, S, Verve e Grande, ela oferece a mais ampla gama de iates de 34 a 125 pés.
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A cidade do Recife, em Pernambuco, será um dos pontos de parada da nova regata de Volta do Mundo, a Globe 40, que fará sua estreia a partir de junho de 2022. A regata será exclusiva para barcos Class40, que possuem custo inferior ao necessário para participar de outras regatas mundiais como a The Ocean Race e a Vendée Globe, que utilizam barcos Imoca 60. Isto abre uma oportunidade interessante para equipes brasileiras no evento, já que algumas já participaram de regatas anteriores na Class40, como a Transat Jacques Vabre e a Cape2Rio.
A regata começará em Tanger, no Marrocos, e passará por Cabo Verde, Ilhas Maurício, Auckland, Ushuaia, e a sexta parada será no Recife, prevista para janeiro de 2023. Depois, segue para Grenada e finaliza em Lisboa. 19 equipes de 11 nacionalidades diferentes já estão inscritas, num recorde de participação para uma primeira edição.
“O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e em parceria com a Prefeitura do Recife, abraçaram a ideia de aproveitar essa oportunidade para prover o Recife de uma estrutura capaz de receber regatas internacionais, ralis e embarcações de passagem por nosso litoral, divulgando o potencial do estado e incrementando a economia”, disse Hans Hutzler, diretor do Cabanga Iate Clube e um dos organizadores da parada no Recife.
Já Yannick Ollivier, presidente sa Federação Pernambucana de Vela, falou: “O rali do grupo GLY (Grand Large Yachts) também confirmou que passará pela capital pernambucana em 2023. Esta estrutura a ser montada no bairro do Recife Antigo, local de partida da tradicional Refeno, se encaixa perfeitamente com os planos da administração pública de recuperar o centro histórico da cidade, incrementando o turismo e a economia locais. Já temos a localização ideal. Agora com a estrutura, temos potencial de atrair muitos eventos e incrementar a cidade”.
Veleiro Class 40 (Foto: Divulgação)
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A italiana Evo Yachts lançou as primeiras imagens do Evo V8, seu novo carro-chefe que promete unir design inovador, minimalista e requintado e a um extraordinário conteúdo tecnológico.
Conhecido inicialmente como Velar 78, este iate de 24 metros é o primeiro modelo da nova linha V, projetada para oferecer uma maneira original e alternativa de viver a bordo, e uma nova interpretação de viagem no mar.
Designers e construtores prometem revelar todos os detalhes do modelo durante a apresentação oficial no Cannes Yachting Festival 2021, mesmo que as primeiras prévias já surjam das renderizações recém-lançadas.
Para a Blu Emme Yachts, estaleiro por trás da bem-sucedida marca Evo Yachts, a criação desse modelo e de uma nova linha de produtos representam uma importante virada. Desenhado pelo designer Valerio Rivellini, o Evo V8 nasceu da vontade de encontrar um ponto de encontro entre as sugestões vindas do mundo da vela e do motor, aproveitando o melhor dos dois setores para revolucionar a forma de perceber a experiência de navegação.
Um resultado importante desse mix é a presença a bordo de quatro estações de direção. Além do convés principal (à frente do salão principal) e do Roof Top (equipado com um console de direção retrátil), há dois volantes no convés principal, um a bombordo e outro a boreste.
Com uma clara referência ao mundo da vela, estes últimos são um convite a desfrutar de um cruzeiro em contato com o mar mas também muito práticos nas manobras.
O layout particularmente inovador do Evo V8, que o distingue dos barcos da mesma categoria no mercado, fica ainda mais evidente quando se olha para o beach club, que pode ser conectado diretamente ao camarote do proprietário. Esta área é um ambiente aberto ao mar, pensado para desfrutar ao máximo do contato com a natureza e de uma vista panorâmica ininterrupta de 180° graças às aberturas laterais.
Além disso, o Evo V8 tem um layout totalmente personalizável, que, por meio de duas escadas diferentes que levam diretamente do convés principal ao convés inferior, permite gerenciar fluxos separados para a tripulação e convidados.
A primeira unidade possui três camarotes para sete pessoas e acomodações para dois tripulantes. Os camarotes, a cozinha e as acomodações da tripulação estão localizadas no convés inferior, enquanto o convés principal abriga o salão com área de jantar, cercado por grandes janelas que baixam quase completamente para enfatizar o contato do exterior e para limitar o uso de ar condicionado: uma opção que aproxima este iate ainda mais de um open de 24 metros com hard top. O Evo V8 será lançado nos próximos meses e depois entregue ao seu dono, proprietário italiano.
Por Amanda Ligório sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Acompanhando a demanda do mercado por lanchas com capota rígida e teto solar elétrico (que garante grande luminosidade natural), o estaleiro catarinense FS Yachts, com sede em Biguaçu, na Grande Florianópolis, colocou os seus engenheiros para trabalhar no projeto de seu primeiro modelo HT (de hard top), perfeito para passeios durante o dia — se o teto estiver aberto, fica todo mundo ao sabor dos raios do sol; se fechado, entra em ação o ar-condicionado.
O resultado é a FS 360 Allure, uma lancha que agradou pelo espaço dentro e fora, tem ótimas soluções de layout, com possibilidade de customização e uma navegação rápida e impressionantemente firme. Veja no vídeo abaixo.
Entre lanchas de proa aberta e cabinadas, a FS Yachts contava com 11 modelos de embarcações de passeio, de 18 a 32 pés. A FS 360 Allure, seu 12º modelo, alçou o estaleiro a um novo patamar, o das lanchas de médio porte, perfeito para passar dias inteiros no mar e não apenas passeios de fim de semana.
Apresentada ao público durante o São Paulo Boat Show 2018, essa 36 pés causou boa impressão logo à primeira vista, com seu design e acabamento mais elaborados. Os projetistas da FS 360 souberam explorar bem os 10,9 metros de comprimento x 3,45 m de boca máxima da sua primeira lancha HT. Tudo a ver com o jeito brasileiro de navegar, tomando banho de sol e curtindo o contato com o mar e com a brisa.
Como é a FS 360 Allure
A FS 360 Allure é uma lancha de lazer com capacidade para até 14 pessoas (incluindo o piloto), sendo que quatro podem dormir a bordo em uma cabine, que tem uma cama de casal ovalada (com 2,00 m x 1,38 m) na proa, espaço que não é fechado, e outra à meia-nau, com 1,96 m x 1,38 m, em que o pé-direito sobre a cama é de quase 75 centímetros.
E tudo é bem iluminado e ventilado por janelas e vigias, o que — com a boa distribuição do espaço — elimina qualquer sensação de claustrofobia. A altura na entrada é de 1,85 metro. Na sala entre os dois camarotes, há ainda há um lindo sofá de forma arredondada, curva e sinuosa, que suaviza a decoração e abre mais espaço no meio da sala.
O banheiro da FS 360 Allure, com 1,88 metro de altura, permite banhos de pé, mas não tem box fechado. Vem com vaso elétrico, vigia lateral com abertura para a entrada de ar, lixeira embutida e uma bela pia com cuba de vidro. Já a cozinha, mini, não tem bancada, apenas pia, fogão cooktop, micro-ondas, dois gaveteiros (um médio e outro grande) e uma pequena geladeira.
Opcionalmente, é possível transferir essa cozinha para o cockpit, reservando esse espaço para a ampliação do banheiro, que então ganha um box grande e fechado.
A entrada da cabine é bem larga, com cerca de 1,00 m de largura, e os degraus da escada são antiderrapantes e bem largos. Chama atenção também o acabamento geral, bem elegante e esmerado, com a aplicação de madeira nas molduras das janelas, entre outros itens.
Por sua vez, o cockpit da FS 360 Allure — com 1,92 metro de altura na área central — tem outro lindo sofá sinuoso e em curva, a bombordo, o que resulta em bom espaço para circulação. A mesa de refeições dobrável à frente é removível (pode ser escondida quando não estiver em uso) e dobrável, com duas posições: aberta, para as refeições principais (neste caso, com o uso de banquetas removíveis para a inclusão de mais pessoas ao redor) e com uma das folhas rebatidas, para os petiscos.
Além disso, há uma confortável e aconchegante chaise longue (poltrona alongada, também conhecida como divã ou espreguiçadeira) ao lado do posto de comando. Já a boreste o projetista instalou uma bancada com pia, uma pequena geladeira, lixeira e cristaleira, que seria a cozinha molhada do barco.
O posto de comando, duplo, tem confortáveis assentos rebatíveis com regulagem de altura e de distância. Para melhorar ainda mais a receita, o banco do piloto gira até 180º , o que aumenta muito a possibilidade de convivência, incluindo o comandante, o que é fundamental para quem quer conduzir o próprio barco, sem ficar isolado. O conforto de grandes janelas se soma a um para-brisa enorme (com limpador apenas do lado do piloto) e ao teto solar de acionamento elétrico.
No comando, em vez de relógios, o painel tem duas telas dos eletrônicos, uma com informações sobre o motor e a outra com os dados do gps e da sonda, mas tudo isso é configurável. O piloto tem à mão todas as botoeiras habituais, mais os flapes, o limpador de para-brisa, o rádio vhf e o controle de som do barco. Entre os itens de conforto, porta-copos, tomada usb e a saída do ar refrigerado ao lado, mas falta um lugar para guardar objetos de uso pessoal (o popular porta-trecos).
Um dos pontos altos da FS 360 Allure é a visibilidade, seja com o piloto sentado ou em pé. O hard top tem 1,90 m de altura, o que permite à maioria dos pilotos ficar totalmente em pé dentro, sem bater a cabeça no teto. Além disso, as janelas laterais podem ser abertas, o que facilita a comunicação durante as manobras de atracação e é muito bem-vindo em dias chuvosos, quando o teto solar tem de ficar fechado e os vidros exigem ventilação, para não embaçarem.
Porém, falta um volante escamoteável, ainda que como item opcional. Além disso, na unidade testada, o painel, brilhante, provoca reflexos do sol, ofuscando um pouco a vista do piloto. Nada que uma pintura fosca (ou a colocação de um adesivo) não resolva.
Um dos diferenciais da FS 360 Allure está nas passagens laterais, bem largas e seguras, que além de dar acesso ao solário de proa permitem uma circulação de 360º no barco. Na proa, a disposição é bem clássica: solário para duas pessoas com encosto rebatível e pega-mãos ao lado, uma grande gaiuta (que fica sobre a cama do camarote de proa), guincho e um banco de madeira no bico da proa, sob o qual fica “camuflado” o farol de busca. A altura do guarda-mancebo chega a 80 centímetros.
Extensão natural do cockpit, a plataforma de popa da FS 360 Allure tem 1,61 m de comprimento por 3,13 metros de largura — quase uma verdadeira varanda, com dois degraus submersíveis, como uma extensão menor da plataforma fixa, com acionamento elétrico (item opcional).
A plataforma fixa tem dois grandes paióis, escada de quatro degraus para quem vai ou vem da água, chuveirinho (com água quente e fria), tomada de cais e o indispensável espaço gourmet, com pia, iluminação, corta-corrente e churrasqueira com grelha elétrica ou a carvão.
Braços hidráulicos mantêm a tampa do móvel gourmet aberta. E toda essa área pode ser coberta por toldo retrátil elétrico (stobag) que é personalizado pelo estaleiro. A escada lateral de acesso ao cockpit é confortável, com degraus largos, passadas amenas e alças pega-mãos bem distribuídas.
A motorização, de centro-rabeta, pode ser uma parelha de 250 a 350 hp, a gasolina, ou uma parelha de 270 hp, a diesel. E o acesso à casa das máquinas é duplo, sendo um operacional, rápido, e outro de manutenção pesada, que exige a remoção da mesa de centro, no cockpit, e uma abertura maior no piso.
Tudo muito bem instalado e distribuído, com exceção do gerador, que poderia ser transferido de bombordo para a área central, o que dispensaria o uso dos flapes quando muitas pessoas estiverem embarcadas. Mas, navegando, o barco se mostrou equilibrado. Veja a análise abaixo.
Como a FS 360 Allure navega
Levamos a FS 360 Allure para as águas da baía norte, em Florianópolis, em um dia ensolarado e com bastante vento. A bordo, duas pessoas, 350 litros de combustível e 125 litros de água (metade da capacidade máxima). Estava equipada com dois motores de 300 hp cada, a gasolina.
Acionados os manetes, com 3000 giros a lancha rapidamente entrou em planeio. De saída, como é comum neste porte de embarcação, a popa afundou e a proa subiu mais do que o desejado, mas aos 17,5 nós, a proa baixou bem, sem necessidade de usar os flapes e a posição de navegação ficou quase perfeita.
No posto de comando, a posição de pilotagem é uma das melhores entre as lanchas da categoria já testadas por NÁUTICA, tanto pela ergonomia quanto pela posição do piloto, com muitas possibilidades de regulagem (altura do banco, profundidade do encosto, apoio para as costas e distância do volante).
Como uma boa lancha HT, a FS 360 Allure navegou muito bem. Na melhor passagem, com os ventos a favor, a velocidade máxima ficou acima dos 38 nós, com 32,9 nós de cruzeiro rápido e 23,3 nós de econômico, marcas excelentes para o propósito de uma lancha cabinada de passeio.
Na aceleração, a lancha da FS Yachts precisou de 12 segundos cravados para chegar aos 20 nós, o que, apesar de estar bem na média esperada, revela o bom fôlego dos dois motores de 300 hp, aliado à equilibrada hidrodinâmica do casco.
Cruzamos as marolas de outros barcos por várias vezes, muitas ondas curtas contra e a favor dos ventos, para avaliar a estabilidade, e o casco amorteceu de forma excelente os impactos. Além disso, o cockpit da FS 360 Allure manteve-se seco, sem borrifos — característica altamente apreciada.
Nas manobras, a FS 360 Allure também mandou muito bem. Fez curvas fechadíssimas, sem derrapar ou o piloto perder o controle da lancha. Parecia até que ela estava navegando sobre trilhos. O barco tem um ótimo V na popa, com boca larga e proa alta, formato que resultou em muita firmeza na navegação. Conforto e elegância que parecem de um barco maior que seus 36 pés.
Pontos altos
» Excelente posição de pilotagem
» Passagens laterais seguras
» É rápida e navega muito bem
» Oferece opções de layout
» Bom pacote de opcionais
» Navega sem levantar água na proa
Pontos baixos
» Assentos concentrados em um bordo do casco
» Posição do gerador não centralizada
» Acesso operacional a casa de máquinas
Características técnicas
Comprimento total: 10,90 m (35,8 pés) Comprimento do casco: 7,64 m (25,1 pés) Boca: 3,45 m (11,31 pés) Calado com propulsão: 0,70 m Borda livre na proa: 1,41 m
Borda livre na popa: 1,37 m Altura da cabine na entrada: Ângulo do V na popa: Tanque de combustível: 700 litros Tanque de água: 250 litros Capacidade dia: 14 pessoas Capacidade pernoite: 4 pessoas Peso com motores: 8 500 kg Potência: 2 x 250 a 350 hp
Quanto custa a FS 360 Allure?
A lancha FS 360 Allure custa, pronta para navegar, a partir de R$ 862,5 mil, com dois motores de centro-rabeta de 250 hp cada a gasolina. Preço pesquisado em março/2021. Para saber mais sobre o modelo testado, acesse o site oficial da FS Yachts.
Reportagem: Guilherme Kodja
Edição de texto: Gilberto Ungaretti Edição de vídeo: TakeBoom Produções Fotos: Rogério Pallatta e Victor Oliveira/TakeBoom
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Desde o último sábado (27), pela manhã, um indivíduo juvenil de Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) vem sendo registrado na região da baía de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A Delegacia dos Portos local emitiu um aviso aos navegantes informando da presença do animal, visivelmente debilitada e com vestígios de ferimentos por petrechos de pesca. O risco de abalroamento, com possíveis danos ao animal e às pessoas é grande, já que ele sobe frequentemente à superfície para respirar e está debilitada e, claro, numa área de altíssimo tráfego de embarcações privadas e comerciais.
Esse juvenil que certamente se perdeu do grupo que participava e não retornou às águas do Atlântico Sul, ficando assim debilitada, certamente por falta de alimentação.
O importante é que as pessoas sigam as regras federais e mantenham a distância do animal, mas, principalmente, neste caso, porque o animal está correndo risco de vida e, caso as pessoas se aproximem, vão fazer com que ela se estresse e se desgaste ainda mais.
Assim, autoridades e pesquisadores pedem, encarecidamente, que não se aproximem do animal e apenas reportem às autoridades o local, dia e hora de eventual avistamento.
No vídeo, apesar de ser difícil conter a emoção, vemos que as pessoas se aproximas e acabam perturbando a baleia, que neste caso, pode ter pouco tempo de vida se não conseguir sossego e uma forma de se alimentar.
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A Federation des Industries Nautiques (FIN) anunciou as datas do Paris Boat Show deste ano, também conhecido como Nautic. Será realizado, como de costume, no Centro de Exposições Porte de Versailles, de 4 a 12 de dezembro.
O evento do ano passado teve que ser cancelado, por causa da pandemia do coronavírus, mas os organizadores estão confiantes de que as condições irão permitir a realização do salão náutico neste ano. A suposição é de que as taxas de infecção de Covid muito altas que estão ocorrendo no momento na França e particularmente em Paris, que está sujeita a severos bloqueios, terão diminuído significativamente em alguns meses.
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A designer egípcia Nada Elhadedy surpreendeu o mundo náutico no final de janeiro deste ano. Ela desenhou não um barco, mas um restaurante flutuante, que ficaria nas águas do Rio Nilo, no Cairo.
Ela conta que a ideia surgiu de um suposto “barco do futuro”. O restaurante flutuante, ao contrário de um iate, não possui nenhum espaço disponível para alojamento, ou motorização para mover a estrutura — principalmente considerando que não é uma boa ideia tomar um café nessas condições.
Na parte frontal, encontra-se uma proa larga para ajudar a conter ondas que possam desestabilizar a estrutura. Ela também permite um aproveitamento maior do espaço para alguns visitantes, caso eles queiram desfrutar de uma experiência ao ar livre.
Ainda nesse nível, é possível adentrar ao restaurante e desfrutar do refeitório inteiramente protegido de qualquer adversidade.
Já na parte traseira, é possível tanto usufruir de uma área verde, quanto acessar o nível superior, que também proporciona refeições e descanso ao ar livre. Essa parte do restaurante promete ser inteira equipada com bancos e almofadas para os visitantes.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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Conhecida como a nação que se lançou ao mar, Portugal é um dos países com mais tradições náuticas do mundo. Mas, na margem do rio Douro, beirando a cidade do Porto, há uma história especial. Lá, encontra-se um estaleiro que é o último sobrevivente dos treze que ali já existiram. O “Vila Nova de Gaia” é, também, o único estaleiro do país que se dedica à construção de barcos rabelos.
Durante séculos, essas embarcações foram o principal meio de transporte do famoso vinho do Porto, que vinha da Região Demarcada do Douro. Essa região produz vinho há mais de dois mil anos e é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Alguns exemplos de Barcos Rabelos. Eles podem ser um pouco maiores, a depender da demanda. – Imagem: Reprodução
Sendo assim, os barcos rabelos vinham através do leito do Douro até a cidade do Porto. De lá, o vinho era transportado para todo continente europeu. Logo, tais barcos tem uma importância socioeconomia histórica para o país. E é papel do Vila Nova de Gaia a construção contemporânea dessas embarcações, no entanto, ela é feita a moda antiga: sem máquinas, apenas com as mãos.
“Temos um papel de extrema importância que é a preservação do patrimônio marítimo regional, neste caso, no rio Douro. Nossa atividade está mais concentrada nos barcos rabelos, ao representar 90%”, disse Antonio Sousa, administrador da empresa que detém o estaleiro, ao site português ECO.
Mesmo com todas as dificuldades que tem enfrentado ao longo dos tempos, o estaleiro continua a trabalhar por Portugal desde 1920. À época, a carpintaria naval era uma profissão com maior liquidez no mercado, hoje, porém, está em vias de extinção. “É a paixão que move o negócio e mantém viva toda a tradição”, explica o administrador.
Além disso, apesar de toda dedicação, a pandemia de Covid-19 provocou perdas de 35% em relação a 2019. Para o administrador, a principal causa foi a falta de turismo. Afinal, segundo o Banco de Portugal, as atividades turísticas caíram 57% em 2020 em comparação ao ano anterior.
“A pandemia afetou todas as atividades de uma forma transversal. Na nossa área da construção e reparação naval, sofremos. Temos clientes com embarcações marítimo-turísticas totalmente paradas, o que acaba atrasando os processos de reparação, nossa especialidade”, contou Antonio Sousa.
De todo modo, o ano de 2020, apesar de trágico, por um lado, foi de festa para o estaleiro que completou 100 anos de existência. “Ainda somos o único estaleiro do país que constrói barcos rabelos tradicionais, como os que transportavam as pipas de vinho do Porto, com mastro e vela”, finaliza, orgulhoso, o administrador do estaleiro centenário que, mesmo remando contra maré, resiste.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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A tradicional embarcação da Classe C30, eCycle +Realizado, assídua nas regatas de vela oceânica em Ilhabela, iniciará a temporada de 2021 sob comando do experiente velejador Alessandro Penido, de São José dos Campos (SP). A tripulação anterior, comandada por José Luis Apud, presente nas raias por quase dez anos, contribuiu efetivamente para que a Classe C30 se tornasse mais competitiva a cada regata e a cada ano.
O barco permanecerá em Ilhabela, deixando o Pindá Iate Clube para se estabelecer no Grêmio de Vela, vizinho ao Yacht Club Ilhabela (YCI). Passará a se chamar Kairós (oportunidade, em grego). “A ideia é de correr regatas neste ano a título de aprendizado, fazer os testes e ajustes que sempre são necessários. Os investimentos mais pesados ficarão para 2022, quando já teremos condição de pensar em competições”, prevê Penido, com parentesco distante do campeão olímpico da Classe 470 nos Jogos de Moscou, em 1980, Eduardo Penido.
A Classe C30 será um desafio para o velejador com larga experiência a bordo. O início na vela foi no Colégio Naval em Angra dos Reis (RJ) na Classe Laser. Na Escola Naval, no Rio de Janeiro, comandou o Sargaço na década de 1990 e também velejou na Classe Soling. Em 2005 integrou a equipe de vela da Marinha do Brasil na disputa da Classe J-80 no Campeonato Militar em Brest, França.
Em 2005 Penido optou por uma pausa na vela. Retornou em 2013 e, desde 2018, disputa as competições em Ilhabela na Classe HPE 25 como timoneiro do Azzurro, barco que pretende transferir para a Represa Guarapiranga, em São Paulo. “Beto de Jesus, timoneiro do Kaikias Via Itália, também da C30, incentivou-nos a ingressar na classe e resolvemos entrar no projeto. Quero começar a aprender com calma, fazer algumas clínicas e na hora certa partir para as competições”, considera o comandante Penido.
A estreia do Kairós em Ilhabela deverá ser na primeira das quatro etapas da 21ª Copa Mitsubishi (Copa Suzuki até 2020). A etapa de abertura da competição, com sede no YCI, estava prevista para 6, 7, 13 e 14 de março, mas foi adiada, sem data definida, devido às restrições impostas pelo governo do estado diante do agravamento da pandemia do coronavírus. O atual campeão é o Caballo Loco, que também conquistou o inédito título brasileiro em 2020.
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Após cinco meses dando suporte ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), no continente antártico, duas embarcações da Marinha brasileira retornam ao Rio de Janeiro: o navio polar Almirante Maximiano — o “Tio Max”, como é conhecido por sua tripulação — e o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel (o “Gigante Vermelho”).
A missão fez parte da Operantar 39, operação iniciada em 1982 e tida como uma das mais complexas e extensas realizadas pela Marinha do Brasil. “A Operação Antártica envolve um planejamento minucioso, para garantir a presença brasileira no continente antártico e assegurar a participação do Brasil nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente, sendo uma parte imprescindível do Programa Antártico Brasileiro (Proantar)”, informa a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha.
“O Proantar é um programa relevante para o Brasil em virtude do papel da Antártica nos sistemas naturais globais, agindo como principal regulador térmico do planeta, controlando as circulações atmosféricas e oceânicas e influenciando o clima e as condições de vida na Terra”, destacou a DHN.
O “Tio Max” atracou no Rio de Janeiro neste domingo, dia 28. Na segunda-feira, 29, foi a vez do Ary Rongel. Durante a Operação, os dois navios contribuíram para o apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), principalmente, no que tange ao transporte de materiais e abastecimento de óleo diesel, além de terem realizado levantamentos hidrográficos, visando a construção e a atualização de cartas náuticas que contribuem para a segurança da navegação naquela região.
Ao completar a 39ª Operantar — mesmo nesse cenário desafiador imposto pela pandemia da Covid-19 —, o Brasil renova o compromisso de se manter na Antártica, sustentando os acordos assumidos pelo país no Tratado da Antártica (1959).
A decisão de criar um Programa Antártico partiu do Almirante Maximiano da Fonseca, ministro da Marinha de 1979 a 1984. Daí o seu nome, hoje, estar no casco do maior e mais moderno navio polar do Brasil (93 m de comprimento).
A primeira Operação Antártica (Operantar 1) foi montada em 1982, com a participação do Navio de Apoio Oceanográfico “Barão de Teffé” e do Navio Oceanográfico “Professor Besnard”, da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo da missão era identificar um local para implantar uma estação brasileira permanente, condição para o país tornar-se membro do Tratado Antártico. O local escolhido foi a baía do Almirantado, na altura do paralelo 620
Destruída por um incêndio em 2012, a Estação Antártica Comandante Ferraz foi reinaugurada em janeiro de 2020 com o mesmo nome, ao custo de US$ 100 milhões de dólares, no mesmo endereço da antecessora — a ilha do Rei George, a 130 km da Península Antártica. O prédio principal, com 4.500 m² e 18 laboratórios, pode abrigar 64 pesquisadores.
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As novas imagens do Type 003, o terceiro porta-aviões da China, foram divulgadas e prometem lançamento ainda para o ano de 2021. Com proposta super diferenciada dos dois anteriores, a expectativa é de que ele entre em serviço naval por volta de 2025.
Por enquanto, a promessa é de que o Type 003 tenha um deslocamento muito maior que os modelos anteriores, além de ser equipado com catapultas eletromagnéticas para lançar os aviões.
A propulsão, por outro lado, deve permanecer convencional: caldeiras de óleo movendo turbinas a vapor. O navio, que está sendo construído em blocos na cidade de Xangai, terá comprimento de 315 metros, largura de 76 metros, deslocamento de 85 mil toneladas e velocidade de mais de 30 nós.
Como o Type 003 está sendo construído em blocos, uma vez que ficarem prontos, a montagem final levará muito menos tempo que os navios anteriores. O próximo passo é a transportadora fazer o processo de instalação de equipamentos (como radar e sensores), realizar testes em terra firme, para, em seguida, testá-lo no mar.
Esses testes, por sua vez, podem levar cerca de 2 anos — por isso a data prevista de entrega final para 2025. Enquanto esse momento não chega, a expectativa (compartilhada pela emissora estatal chinesa China Central Television) é de que a estreia pública aconteça ainda este ano, como prometido.
Song Zhongping, um especialista militar chinês e comentarista de TV, disse que a construção dos blocos está concluída e tudo o que resta é a conclusão da montagem no banco dos réus.
A implantação do sistema de catapultas eletromagnéticas foi a substituição do método de salto de esqui, usado nos atuais porta-aviões chineses atuais.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Há quase seis dias bloqueando a principal passagem marítima entre a Ásia e a Europa, o porta-contêineres voltou a flutuar. Agora, a popa do Ever Given, navio de 400 metros, está a 100 metros da margem leste do canal de Suez. Sendo assim, o pouco de espaço fez com que outros navios pudessem passar.
A informação foi dada pela Autoridade do Canal de Suez (SCA). A previsão é de que o tráfego na rota seja retomado completamente em três dias. “O almirante Osama Rabie, presidente da Autoridade do Canal de Suez, proclamou a retomada do tráfego de navegação no canal”, anunciou a SCA em um comunicado.
Além disso, anteriormente existia uma preocupação das autoridades locais de que o navio pudesse se desequilibrar ou se partir. No entanto, mergulhadores não constataram danos ou abalos no casco da embarcação.
Empresas especializadas em comércio marítimo estimam que as perdas econômicas direta ou indiretamente ligadas ao encalhe passem de R$ 300 bilhões. Fora isso, haviam quase 370 embarcações na fila à espera da liberação do canal.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
O estaleiro inglês Arksen vendeu seu primeiro 85 Explorer, com entrega prevista para 2022 e batizado de “Projeto Oceano”. A marca, com sede no Reino Unido, busca unir inovação, tecnologia e aventura, e projetou o modelo para acessar e descobrir uma variedade de locais, além de ser otimizada para uso familiar.
A previsão é de que, com o valor adquirido na primeira embarcação, o estaleiro já inicie a produção da próxima unidade do modelo. Tudo indica que a construção começará em abril e terá conclusão prevista para o final de 2022.
“Estamos extremamente satisfeitos em anunciar a venda do primeiro Arksen 85, com motor híbrido, para clientes que embarcarão em uma emocionante aventura mundial”, comentou o CEO, Ewan Hind.
O iate possui 27 metros (89 pés) e abriga 10 convidados, divididos em 4 camarotes. Foi equipado com dois motores de 246 kW e painéis solares, capazes de alcançar uma velocidade máxima de 14 nós, de acordo com informações preliminares da empresa, que prevê, ainda, uma velocidade de cruzeiro de 11 nós e um alcance de 7 000 milhas náuticas.
“Ao trabalhar em estreita colaboração com os proprietários em materiais e detalhes, desenvolvemos um interior eclético e confortável que se inspira em hotéis boutique e paisagens nórdicas. Essas influências foram implementadas por meio do uso cuidadoso de madeiras, tecidos texturizados e ferragens de latão”, diz Mark Tucker, diretor criativo da Design Unlimited, estúdio responsável pela ornamentação interior do iate.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
O Departamento da Marinha de Hong Kong, na China, traçou um plano, em novembro de 2020, para adicionar 200 ancoradouros privados na área de Sai Kung, perto da vila de Tso Wo Hang.
O presidente da Hong Kong Boating Industry Association (HKBIA), Lawrence Chow, diz que a organização tem procurado por melhores instalações de navegação para embarcações de lazer e sugerido novas propostas ao Departamento da Marinha de Hong Kong. Ele conta, ainda, que recuperar a área pode ser um grande incentivo para, finalmente, propor mais amarrações aos proprietários.
Essa medida foi reconhecida como necessária devido à conhecida escassez de espaços de atracação em Hong Kong para iates e embarcações de recreio. O único desenvolvimento de marina conhecido na cidade foi o Lantau Yacht Club, que não possui nem 5 anos de atividade.
Em Hong Kong, existem mais de 10 mil embarcações de lazer privadas, sendo que os iates a motor representam 49% desse total. Os veleiros representam cerca de 31% desse número, e os 20% restantes são embarcações de popa. O número de ancoradouros atual não passa de 4 mil, de acordo com a HKBIA, e 1 900 deles são públicos.
Quando questionada sobre as propostas para amenizar a diferença entre esses números, o Departamento da Marinha explica que, de acordo com seus cálculos, há espaço de atracação e ancoragem suficiente para a frota de embarcações de recreio de Hong Kong, incluindo a área de Abrigo de Tufões Hei Ling Chau.
Lawrence Chow, por outro lado, invalida esse argumento ao explicar que o Abrigo é essencialmente inutilizável para embarcações de lazer, pois carece de acesso e instalações adequadas.
“Com o programa Lantau Amanhã, que terá Hei Ling Chau preenchido, o Departamento da Marinha não terá mais os espaços extras de amarração em seu livro. Portanto, o HKBIA está tentando criar um ‘trampolim para a discussão’ sobre onde algumas novas amarrações podem ser criadas, considerando que sejam acessíveis e práticas para os velejadores”, explicou o presidente.
Para estudar a aplicação desse projeto, a HKBIA e o Conselho Distrital de Hong Kong se reuniram para uma série de propostas relacionadas às novas marinas e portos da cidade.
Paul Zimmerman, membro do Conselho, argumentou que as instalações precárias para embarcações de lazer prejudicam tanto os pequenos proprietários de barcos locais, quanto os proprietários de iates, já que eles teriam que escalar grades ou atravessar águas turvas para chegar às suas embarcações.
Ele também destacou a importância econômica de um bom projeto de orla e marinas, dizendo que mais de 60% dos empregos no Distrito Sul, que cobre a metade sul da Ilha de Hong Kong, de Pokfulam a Shek O, estão no Porto de Aberdeen.
Dentre as outras pautas discutidas pela parceria entre as duas instituições, também estão algumas áreas que já estão ocupadas, as possibilidades regionais de instalação dos ancoradouros, o design urbano para o acesso desses locais, a segurança das embarcações de recreio, a incidência dos tufões, a adequação das instalações, e assim por diante.
Além de sanar todas essas problemáticas, ainda é necessário descobrir uma forma de lidar com as normas de manutenção das amarrações privadas — há pouco tempo, o Departamento da Marinha emitiu a decisão que exige que, depois de 6 anos com a posse de uma amarração, é necessário requerê-la novamente ou abandoná-la.
Chow explica que este novo sistema foi colocado em prática para impedir as pessoas de acumular ou sublocar amarrações existentes, conforme destacado no relatório do Ombudsman em março de 2019.
A construção das novas amarrações ainda não foi iniciada.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Posso navegar: sim ou não? Essa é a pergunta que todos os donos de barcos estão se fazendo no momento. O jornalismo de NÁUTICA checou a informação com as autoridades marítimas do Brasil e traz a resposta para você.
No presente momento, não há qualquer restrição para a navegação de navios mercantes e embarcações de esporte e recreio em nossas águas. A navegação está liberada. A missão da Marinha do Brasil, por meio das 68 capitanias, delegacias e agências espalhadas por todo o território nacional, é verificar se as embarcações estão em conformidade com as normas de segurança previstas bem como se os condutores estão devidamente habilitados.
Por isso, se as embarcações atenderem as condições de segurança, não há qualquer proibição de navegação nem a aplicação de multas.
Entretanto, em função da pandemia, é recomendado que os navegadores observem previamente os decretos estaduais e municipais vigentes, por conta das medidas restritivas de acesso aos barcos nas marinas.
NÁUTICA acredita que os valores da preservação da vida e da saúde devem prevalecer em um momento como o que estamos vivendo. Por isso, recomendamos que os proprietários de barcos não façam aglomerações a bordo.
Acreditamos que um barco é um isolamento natural, assim como uma casa na fazenda, mas desde que respeitado o distanciamento seguro nas ancoragens e cada um no seu barco com suas famílias, como no exemplo abaixo. Uma pessoa que desrespeita a regra leva o prejuízo para a sociedade inteira.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Com apenas três anos de mercado, o estaleiro catarinense Onix Yachts já possui diversas lanchas navegando em águas brasileiras, sobretudo a já consagrada Onix 290, testada recentemente por NÁUTICA. Agora, a marca pretende dar um próximo passo no cenário nacional com o lançamento da Onix 360 HT.
Com design moderno, a 360 segue os mesmos princípios das lanchas menores do estaleiro, mas com uma diferença de sete pés em relação à 290. “Ótima navegabilidade, moderna, acabamento impecável e muito espaçosa”, assim definiu Richard Goedert, proprietário do estaleiro.
Imagem: Reprodução
Ao longo de seus 11 metros de comprimento por 3,55 de boca máxima (largura), a 360 HT foi homologada para 14 pessoas. Afinal, em comparação com outros modelos da marca, espaço é o que não falta.
A começar pela ampla área de popa, que faz jus aos mais de 3 metros de boca máxima. Além disso, mais à frente, o cockpit também promete ser bem espaçoso.
Possível design de cabine da Onix 360 HT – Imagem: Reprodução
Sendo assim, a cabine da 360 oferece bem mais conforto em relação à 290, por exemplo. Meia-nau fechada, banheiro com box, cozinha montada e uma boa cama de proa. Fora isso, um dos diferenciais do modelo é o pé-direito de 2 metros de altura na cabine.
Segundo o estaleiro, a 360 HT vai impressionar todos os amantes de náutica, unindo boa navegabilidade e conforto. Em relação à motorização, ela pode variar de 300 a 350 hp de potência.
Em cima disso, o preço também muda, variando entre R$ 750 e 970 mil. Ainda segundo Richard Goedert, o lançamento da maior lancha do estaleiro Onix Yachts está previsto para outubro desse ano.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Nada como a diversão de um dia a bordo, não é? E (claro, se você for maior de idade e não for pilotar a embarcação) não há desculpa melhor para degustar alguns drinks. A nova enquete de TV NÁUTICA, no canal do YouTube, é justamente sobre isso: Qual bebida alcoólica combina mais com passeios de barco?
Para participar da votação, você só precisa clicar no link e escolher uma das alternativas. Elas são: 1) Cerveja, 2) Gim, 3) Vinho, 4) Vodca ou 5) Uísque. Infelizmente, não é possível escolher mais de uma. E lembre-se: se beber, não dirija nem pilote!
A votação ficará disponível na seção comunidade, na TV Náutica, no YouTube. A opção mais votada ganhará um artigo especial aqui no portal. Não deixe de participar! O resultado das enquetes será publicado aqui, no nosso portal.
Por Naíza Ximenes sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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A rigor, qualquer lancha ou veleiro pode ter uma churrasqueira, desde que ela seja apropriada para uso náutico — ou seja, pequena, com tampa e presa na plataforma de popa ou no guarda-mancebo — mas sempre na parte de trás do barco, onde o vento é menor e o espaço, maior.
Na proa não é indicado, porque, quando ancorados, os barcos ficam naturalmente aproados no vento, o que significa que a fumaça irá se estender por todo o casco. Além disso, o vento pode trazer partículas de carvão para bordo e aí o resultado será, no mínimo, um convés encardido.
Churrasco é a mais simples das refeições, não exige nada além de fogo e carne e, ao contrário dos lanches, é um ótimo pretexto para reunir todo mundo. Confira estas dicas a seguir para ter uma ótima experiência!
1 – Não use líquidos combustíveis para acender o fogo, porque eles podem escorrer para o casco. Só acendedores próprios ou pão embebido em álcool;
2 – Mantenha a temperatura do braseiro estável. Se o carvão diminuir ou acabar e esfriar demais, a carne endurece;
3 – Não lave a carne nem a coloque direto do descongelamento no fogo, porque, com o calor, ela perderá muito sumo e tenderá a ficar seca e dura;
4 – Vire a carne na medida em que for surgindo certo “suor” na parte de cima. Quando isso acontecer, ela já estará mal passada, quase ao ponto;
5 – Deixe um pouco de gordura, mesmo que você não coma nem goste disso, porque ela realça o sabor da carne;
6 – Calcule 400 gramas por pessoa, mas lembre-se de que atividades na água sempre dão fome;
7 – O melhor carvão é o de madeira de eucalipto, que além de ecologicamente correto, não gera tanta cinza nem faz tanta fumaça;
8 – Fogo bom não tem labaredas, apenas brasas incandescentes. Tente mantê-lo assim, abrindo, com certa frequência, a tampa da churrasqueira, para controlar as chamas;
9 – Não coloque muito carvão, mas vá repondo aos poucos, até porque, nas churrasqueiras de barcos, cabe bem menos. Por isso, acaba rápido;
10 – Para preservar a suculência da carne faça um “selamento” antes de assá-la, colocando-a no fogo bem quente durante um ou dois minutos. Isso criará uma película em volta dela, que reterá o seu sumo;
11 – Churrasco de verdade, segundo os puristas, deve ser ao ponto ou, então, mal passado — carne torrada jamais! Mas gosto, obviamente, não se discute. Na dúvida, pergunte o gosto de cada um.
Por Naíza Ximenes sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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O organizador do Boat Show em Southampton, na Inglaterra, revelou novo layout para o evento de 2021, com data marcada de 10 a 19 de setembro. A empresa por trás dessa estrutura é a Associação Comercial British Marine.
O local já foi definido. O Southampton International Boat Show vai acontecer no Mayflower Park e promete ser o evento náutico da Grã-Bretanha. Esse ano, a proposta é um evento mais arrojado e com uma experiência bem mais interativa para o visitante.
O espaço disponível também é uma novidade. A British Marine, em parceria com o Southampton City Council, conseguiu adicionar um terreno extra ao salão, tornando-o ainda maior. Assim, será possível instalar mais entradas e facilitar acessos para as diferentes atrações.
Uma vez no evento, a experiência promete ser totalmente guiada: a imersão no mundo da navegação acontecerá por zonas, onde o visitante conhecerá um pouco mais sobre cada modalidade abordada.
A grande organização do evento ainda promete uma série de experiências aquáticas para os visitantes e várias atrações na água. Tudo com comentários ao vivo e toda a segurança possível ao longo dos shows.
De acordo com os protocolos do governo do Reino Unido, os eventos devem acontecer totalmente ao ar livre até setembro de 2021. A British Marine comenta que a saúde, segurança e proteção dos visitantes permanecem como prioridade dos organizadores, e que toda e qualquer medida necessária em relação à Covid-19 será incorporada ao festival.
“Depois de mais de um ano dominado pela pandemia, estamos muito satisfeitos por trabalhar com a Câmara Municipal de Southampton para trazer o show de volta à cidade, e os planos para o novo layout e zonas são realmente empolgantes”, disse o CEO da Marinha Britânica, Lesley Robinson.
O BOATS2020 do ano passado, um evento alternativo ao Southampton International Boat Show, foi cancelado na véspera do dia da inauguração, devido ao risco crescente da Covid e aos crescentes temores do governo.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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A BRP anunciou seu plano de cinco anos, onde oferecerá modelos elétricos em cada uma de suas linhas de produtos até o final de 2026. Para isso, a BRP planeja investir $ 300 milhões em cinco anos no desenvolvimento de produtos, equipamentos especializados, infraestrutura, ferramentas de produção e instalações.
“Sempre dissemos que a eletrificação não era uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. Hoje, estamos muito entusiasmados em revelar mais detalhes de nosso plano para fornecer produtos que moldam o mercado, que irão aprimorar a experiência do consumidor, oferecendo novas opções elétricas”, disse José Boisjoli, presidente e CEO da empresa. “Estamos aproveitando nosso know-how de engenharia e capacidades de inovação para definir a melhor estratégia para o desenvolvimento de produtos elétricos”, acrescentou.
Depois de desenvolver e avaliar vários conceitos, a BRP tomou a decisão ousada de desenvolver sua tecnologia de powerpack modular Rotax, que será aproveitada em todas as linhas de produtos, aprimorando a experiência do consumidor ao oferecer novas opções elétricas. Para isso, a BRP está expandindo sua infraestrutura de desenvolvimento de unidade de energia elétrica Rotax em Gunskirchen, Áustria, e também está criando o Centro de Desenvolvimento de Veículos Elétricos BRP, localizado em sua cidade natal Valcourt, Quebec, Canadá. Essa instalação contará com equipamentos de última geração, incluindo várias bancadas de teste sofisticadas e dinamômetros, além de uma célula de fabricação robotizada ultramoderna para baterias elétricas.
“Estamos entusiasmados em criar nosso centro de especialização em EV, dando passos no mundo da eletrificação”, disse Bernard Guy, vice-presidente sênior de estratégia global de produtos. “Os especialistas em nossa equipe de EV sentirão a agilidade de um ambiente de inicialização, mas se beneficiarão dos recursos financeiros e dos equipamentos de última geração da BRP para projetar nossa tecnologia interna”, acrescentou.
A trajetória elétrica da BRP
No início de 2019, a BRP adquiriu ativos da Alta Motors, fabricante de motocicletas elétricas, e comercializou o Rotax Sonic E-Kart, que atualmente está em operação no Rotax MAX Dome em Linz, Áustria. Alguns meses depois, apresentou e-concepts no Club BRP 2019 para dar uma ideia do que o futuro pode reservar para suas linhas de produtos atuais e para outros segmentos em potencial. A BRP produziu vários veículos elétricos a bateria, elétricos híbridos e até elétricos a células de combustível ao longo dos anos. O anúncio de hoje traz a jornada elétrica da BRP ainda mais em foco, com uma visão clara e planos firmes para lançar seus produtos elétricos.
Expansão da equipe de desenvolvimento de veículos elétricos da BRP
A equipe de P&D está se expandindo rapidamente e a BRP está recrutando para vários cargos à medida que avança para a próxima fase de desenvolvimento de tecnologia de propulsão elétrica. Com envolvimento de Quebec, Áustria, Finlândia e Estados Unidos, os maiores talentos da BRP em todo o mundo, incluindo centenas de engenheiros e técnicos especializados, trabalharão juntos para desenvolver e produzir veículos elétricos na BRP.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Quando no inesquecível 8 de maio de 2014 eu coloquei os pés no veleiro trimarã de 101 pés, batizado de IDEC, e começamos a velejar céleres pela Baía de Guanabara, no Rio, na companhia de seu mítico comandante, o francês Francis Joyon, escrevi em uma rede social: “já posso morrer em paz”. O sentimento de estar ali, ao lado do velejador especialista na quebra de recordes, era indescritível para mim. Afinal, além de jornalista, sou velejador de oceano e um ser humano atento aos meus pares incomuns. E não é todo dia que nos é dada a oportunidade de ter com os deuses.
Quando esteve no Rio, Joyon já era uma lenda na França e na vela de oceano mundial. Em 2008, no seu segundo veleiro trimarã IDEC, ele havia circum-navegado o globo em solitário em nada menos que 57 dias, 13 horas, 34 minutos e 6 segundos, tirando mais de 14 dias do tempo anterior, pertencente à inglesa Ellen MacArthur. A própria Ellen tinha lhe tomado o recorde, três anos antes, por apenas um dia. Ele deu o troco.
Francis Joyon é hoje o maior colecionador
de recordes nos
mares do mundo
Movido a desafios, Joyon havia se tornado o velejador solitário mais rápido do mundo em 2004, quando — a bordo do primeiro IDEC, de 27 metros, ou 89 pés — estabeleceu a marca de 72 dias, 22 horas, 54 minutos e 22 segundos para a volta ao mundo, marca 20 dias mais rápida que a do registro anterior para uma circum-navegação solo. Durante a quebra desse recorde, navegou mais de 28 000 milhas náuticas (51 900 km) a uma velocidade média de 15,5 nós (28,7 km/h). O mesmo barco, que antes se chamava Sport Elec, ganhara o Troféu Jules Verne — o recorde absoluto de volta ao mundo a vela — sob o comando de Olivier de Kersauson, com a marca de 71 dias. Joyon, em solitário, gastou apenas um dia a mais. E isso estando a bordo de um barco não projetado para velejar sozinho, com as velas originais com mais de 10 anos de vida e nenhum roteador meteorológico para auxiliar. Foi o bastante para adentrar, com honras, o panteão das grandes divindades dos oceanos.
Curiosamente, o velejador francês, nascido em 28 de maio de 1956, em Hanches, norte da França, não vem de uma família de velejadores nem sequer de uma região costeira. Até sua adolescência, Joyon jamais havia posto os pés em um barco a vela. Foi num estágio na famosa escola de vela de Glénans que ele viria a tomar gosto pela coisa, rapidamente se tornando o responsável pela manutenção da flotilha da escola.
Aos 63 anos, francis joyon continua atraindo admiração no mundo da vela e conquistando o respeito de todos, com sua capacidade de realizar feitos
Nos anos 1980, com o amigo Paul Vatine, o futuro caçador de recordes na vela fez sua primeira incursão no mundo das grandes travessias oceânicas ao percorrer a rota San Salvador-Cadiz. O pódio inaugural foi um augúrio promissor. Já em 2000, depois de manter a liderança da prova durante todo o tempo — à frente de figuras como Franck Cammas, Marc Guillemot e Alain Gautier —, Joyon venceu a Transat inglesa estabelecendo o recorde de 9 dias, 23 horas e 21 minutos. Um “camponês” marinheiro se introduzia de forma indelével na elite da vela oceânica francesa.
A partir de então, o pequeno e forte velejador não parou de coligir as mais diversas marcas da vela. Desde a singradura (milhas percorridas em 24h) a rotas consagradas, do café, do rum, do chá, com ou sem tripulação, Joyon é hoje o maior colecionador de recordes nos mares do mundo.
Desde a singradura (milhas percorridas em 24h) a rotas consagradas, como a do café, do rum, do chá, com ou sem tripulação, Francis Joyon é hoje insuperável na arte
de realizar feitos nos mares
Atualmente, ele e sua tripulação detêm nada menos que o cobiçado Troféu Jules Verne pela circum-navegação do globo, no seu novo Idec Sport, em 40 dias, 23 horas, 30 minutos, 30 segundos, quase cinco dias a menos que o tempo de referência anterior. E metade do que o próprio Júlio Verne imaginou no que parecia ser um delírio de ficção à época. Detém também o recorde de travessia em solitário do Atlântico. E como não cansa de perseguir proezas, tendo o mar como cenário, o francês voador se propôs fazer nesta temporada o original Tour da Ásia, uma série de percursos entre a Europa e o continente asiático, tendo como desafio maior a travessia Hong Kong a Londres, conhecida como Rota do Chá.
No comando do trimarã de 97 pés, o herói francês superou a famosa travessia – a Rota do Chá em 4 dias, 3 horas e 26 segundos a famosa travessia. Joyon cruzou a linha de chegada, no rio Tâmisa, depois de navegar 18 576 milhas (29 896 km) em 31 dias, 23 horas, 36 minutos e 46 segundos. De quebra, com a beleza, velocidade e leveza dos grandes albatrozes que cruzam as imensidões oceânicas, ele e sua tripulação detonaram outras marcas pelo caminho. Foi uma grande aventura, uma excursão de conotações históricas, da rota das especiarias, da rota da seda e da rota do chá, três tarefas hercúleas, todas coroadas de glória ao final.
entre os feitos de joyon, o cobiçado Troféu pela circum-navegação do globo, em quase cinco dias a menos que o tempo de referência anterior
Entre a Bretanha e as margens da Ásia e da China, dois novos tempos de referência foram estabelecidos e dois outros recordes, quebrados. Uma viagem épica que pode ser resumida em alguns números: 67 dias de navegação, 35 mil milhas cobertas com média de mais de 20 nós.
Aos 63 anos, o comandante do maxitrimarã Idec Sport continua atraindo admiração no mundo da vela e conquistando o respeito de todos, com sua capacidade de realizar feitos. E tudo isso sem nenhum ruído desnecessário nem os arroubos dos egocêntricos. Francis Joyon é um marinheiro simples, alguém que respeita a natureza e gosta de explorá-la e apreciá-la. Como pude constatar in loco, navegando ao seu lado por um par de míseras horas na Baía de Guanabara, ele é um homem especial também na sua doçura. De seu coração brotam sabedoria, coragem e determinação.
Curiosamente, Francis Joyon, nascido no norte da França, não vem de uma família de velejadores nem sequer de uma região costeira. Até sua adolescência, ele jamais havia posto os pés em um barco a vela
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Com o apoio de empresas engajadas na causa ambiental, órgãos públicos e voluntários espalhados pelo país, a ONG Eco Local Brasil, de Barra Velha (SC), dará início a um projeto ambicioso no mês de abril: retirar resíduos de praias de difícil acesso e pouco habitadas no litoral brasileiro. A ação “Atitude pelos Oceanos” começará as atividades em Santa Catarina e no Paraná e, nesta fase inicial, que vai durar 90 dias, pretende recolher 15 toneladas de resíduos.
De acordo com o coordenador da Eco Local Brasil, Filipe Pedroso de Oliveira, o projeto selecionou praias que concentram grandes quantidades de materiais. Segundo ele, ilhas localizadas no Litoral Norte catarinense e no Litoral do Paraná devem ser os pontos mais críticos nesta primeira etapa. Mesmo com a dificuldade de acesso, Filipe explica que esses locais recebem muitos resíduos que são levados pelas águas. “É um problema ainda invisível para muitos”, conta.
Uma ampla estrutura logística, que contará com transporte terrestre e marítimo, foi planejada para atender as demandas do projeto. Para promover esse volume de atividades, a ONG conta com a ajuda de apoiadores.
Filipe reconhece a importância do apoio da comunidade e da iniciativa privada para a promoção de iniciativas em favor do meio ambiente. “Todos podem fazer alguma coisa pela preservação dos oceanos. Assumir a responsabilidade pelo resíduo gerado a partir do seu consumo, já é uma forma de contribuir. Quando recebemos o apoio da iniciativa privada a ação cresce e recebe ainda mais força para atingir e mobilizar mais pessoas. Para nós da Eco Local Brasil é um orgulho ter a Core Case, uma empresa que também se preocupa com o meio ambiente, apoiando os nossos Projetos”, destaca Filipe.
A etapa inicial do “Atitude pelos Oceanos” vai até junho. Após concluir o cronograma de atividades em Santa Catarina e no Paraná, o projeto seguirá para outras regiões do Brasil, onde receberá o apoio da comunidade local, assim como de órgãos públicos. De acordo com a organização do projeto, todas as atividades serão realizadas com equipes reduzidas e levarão em conta as orientações da vigilância sanitária de cada região.
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Sim, os boat shows presenciais estão de volta! Depois que a pandemia do Covid-19 cancelou muitos salões náuticos pelo mundo em 2020, os organizadores americanos estão começando a promover os eventos náuticos com presença de público novamente.
No ano passado, muitos eventos náuticos foram cancelados pela pandemia e alguns organizadores optaram por testar plataformas online, não obtendo o sucesso esperado por ser um produto de escolha muito visual.
Agora, com os efeitos positivos da vacinação nos Estados Unidos, os eventos presenciais estão aceleradamente ressurgindo, dando aos visitantes a oportunidade de ver ao vivo e lado a lado uma variedade de tipos, tamanhos, marcas e equipamentos.
Os salões náuticos são uma das principais formas de os clientes se envolverem com o mercado de barcos, desde a possibilidade de comparar e escolher o modelo de barco ideal a ser comprado até a aprendizagem do melhor equipamento a ser instalado no barco desejado.
No início de março, por exemplo, a cidade de Orlando recebeu o Orlando Boat Show 2021, um evento realizado em um grande pavilhão fechado de forma presencial, após um hiato de um ano devido às preocupações da Covid-19. E a surpresa para os organizadores foi que o evento atraiu mais pessoas do que o esperado.
Orlando Boat Show 2021: público cresceu 66% em relação ao evento de 2019
O evento, que recebeu 21 revendedores e mais de 70 fabricantes, atraiu o maior público dos últimos dez anos do evento. Além disso, o número de visitantes cresceu 66% em relação ao evento de 2019, de acordo com um comunicado à imprensa.
David Ray, diretor executivo da Marine Industry Association of Central Florida, organizadora do evento, disse que o grupo ficou surpreso com o sucesso, pois esperava uma queda de 20% a 25% em relação ao boat show de 2019.
“Foi o melhor boat show que nossa marca já participou”, disse Glenn Adams, da Boat Max USA, um dos expositores do Orlando Boat Show 2021.
“Esperávamos um público menor como nossa primeira exposição em mais de um ano em um ambiente fechado, mas não foi o caso”, completa Glenn. O Orlando Boat Show 2021 contou com uma seleção de mais de 500 barcos e as vendas do evento superaram as expectativas dos revendedores.
Orlando Boat Show 2021: mais de 500 barcos à venda em um pavilhão fechado
De acordo com o DiscoverBoating.com, 15 boat shows estão programados para acontecer este ano nos Estados Unidos. George Harris, presidente e CEO da Northwest Marine Trade Association, organizadora do Seattle Boat Show, disse que os eventos virtuais nunca substituirão a experiência de um show de barco em pessoa.
“Um barco é uma compra muito emocional para as pessoas. Os clientes querem vê-lo e tocá-lo”, afirma Georg Harris, organizadora do Seattle Boat Show.
Outro exemplo da volta dos eventos náuticos presenciais pelo mundo é o Palm Beach Boat Show, que chega em sua 35ª edição. O evento começou nesta quinta-feira (25) e vai até o dia 28 de março. E uma das atrações do Palm Beach Boat Show é o estaleiro catarinense Schaefer Yachts, com os modelos Schaefer 303, 400, 510 e 660.
No próximo sábado (27/03), às 19 horas, NÁUTICA fará uma entrevista ao vivo, direto do Palm Beach Boat Show, com Samuel Brito, do estaleiro brasileiro Schaefer Yachts, para mostrar as novidades da marca em mais um evento náutico nos Estados Unidos. Acesse instagram.com/revistanautica para não perder.
Boat Show no Brasil
Em 2020, mesmo diante de um ano atípico, o São Paulo Boat Show, único evento náutico presencial realizado na América Latina, registrou boas perspectivas econômicas e na geração e manutenção de milhares de empregos para o setor.
Respeitando todas as normas de saúde, o Boat Show recebeu aproximadamente 18 mil pessoas (até 1 990 pessoas simultaneamente) e movimentou R$ 155 milhões.
Ao todo, foram comercializadas 215 embarcações e os negócios gerados na feira devem refletir pelos próximos três meses para os expositores e, consequentemente, para o segmento em geral. Isso inclui, principalmente, empregabilidade para os profissionais do setor, já que a cada nova embarcação vendida, a cadeia náutica emprega 5 pessoas diretamente e 3 indiretamente.
Ou seja, a cada mil unidades construídas são 8 mil empregos diretos e indiretos, e 120 mil empregos em todo o Brasil, incluindo marinas, lojas, serviços e assistências técnicas.
Foto: Rogério Pallatta
Ao longo de seis dias, o São Paulo Boat Show foi realizado pela primeira a céu aberto, na Raia do USP e proporcionou aos visitantes diversas vivências na água, com mais de 1.000 pessoas experimentando atividades náuticas como caiaque, pedalinho, canoa havaiana e vela nas águas da universidade.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
A ENATA Industries, empresa que fabrica embarcações com foils e aviões, lançou seu primeiro modelo com cabine. A empresa é dos Emirados Árabes Unidos e investe em três principais áreas: a marinha, a aeroespacial e a arquitetura.
O sistema de uma embarcação com foils conta com “folhas” em forma de asa montadas sob o casco. À medida que a embarcação aumenta sua velocidade, os aerobarcos levantam o casco para cima e para fora da água, reduzindo a área molhada e resultando em menor arrasto e maior velocidade.
Assim, a ENATA combinou uma tecnologia de revestimento própria a um novo layout que apresenta uma cabine frontal e uma série de recursos de ponta, resultando em um foiler diferenciado, de 9,8 metros, ou 32 pés.
O modelo em questão possui uma cabine na proa e sofás luxuosos na popa. O teto sobre a cabine garante privacidade e discrição, sem comprometer a vista através das janelas.
Batizada de Royale, a embarcação foi projetada para um proprietário que gosta de pilotar o barco por conta própria. Portanto, o console intuitivo no leme foi complementado com um banco duplo para que o motorista possa compartilhar a pilotagem com a família ou convidados com conforto.
Conta, ainda, com geladeira, banheiro, sistema de âncora e luzes subaquáticas instaladas para os passeios noturnos. A tecnologia desenvolvida na divisão aeroespacial da ENATA permite, inclusive, que o foiler suba e desça suavemente, bem como incline suavemente na curva, principalmente por ser construído totalmente em carbono.
A propulsão, por sua vez, se dá por uma parelha de motores a diesel, de 740 hp, que prometem levar a embarcação a duas velocidades máximas: 28 nós, na água, ou 40 nós, no ar — considerando uma altura de 1,5 metro acima das ondas, nos foils.
A velocidade de cruzeiro idealizada pelo construtor é de 18 a 35 nós, e a decolagem acontece em torno de 18 nós. Já o alcance, é de 190 milhas náuticas a 20 nós, ou 150 milhas náuticas a 30 nós. Abriga oito passageiros.
Confira mais detalhes no vídeo abaixo:
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Na última terça (23), um meganavio de 220 mil toneladas e 400 metros, maior até que a Torre Eiffel, bloqueou todo o trânsito do canal de Suez, uma das principais passagens náuticas do mundo. Depois de dois dias, a navegação segue suspensa.
A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) informou, nesta quinta-feira (25), que tenta de todas as maneiras desencalhar o porta-contêineres. Tecnicamente, é preciso escavar a área onde a proa do navio encalhou.
A expectativa era de que nesta quinta-feira a passagem fosse liberada, mas a SCA anunciou que está “suspendendo temporariamente a navegação” ao longo de todo o canal.
Segundo Peter Berdowski, CEO da empresa especializada em dragagem Boskalis, todo processo pode levar semanas para ser concluído. Ele ainda afirmou a um canal de televisão holandês que “não é possível soltá-lo” e que pode ser necessário descarregá-lo. Contudo, esse procedimento pode levar semanas.
Porta-Contêineres encalhado em Suez, no Egito – Imagem: Autoridade do Canal de Suez/Reuters
“É como uma enorme baleia encalhada. É um peso enorme na areia”, pontuou. “Podemos ter que trabalhar com uma combinação de redução do peso — removendo contêineres, óleo e água do navio —, rebocadores e dragagem de areia”.
O meganavio Ever Given pertence a empresa Evergreen. Além disso, tem bandeira panamenha e foi construído em 2018. Seu destino era o porto de Rotterdam, na Holanda. Ainda segundo a administração do canal, ele perdeu a capacidade de navegar devido ventos fortes e uma tempestade de areia — algo comum na região.
Imagem do site Vesselfinder mostra trânsito no Canal de Suez nesta quinta-feira (25) — Foto: Reprodução/vesselfinder.com
Encalhado no trecho sul do canal, o acidente causou impacto significativo no tráfego entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, ao menos 150 navios carregados com petróleo, peças automotivas e bens de consumo se acumulam em ambos os lados do canal, a principal rota do comércio Ásia-Europa.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
A Azimut Yachts foi o primeiro cliente europeu da Volvo Penta a testar a nova tecnologia. Sendo assim, as duas empresas trabalharam juntas para instalar a nova tecnologia de ancoragem assistida em um Azimut Atlantis 45, e o sistema foi testado pela equipe da Azimut, na Flórida, logo depois do lançamento.
“Fiquei maravilhado com o sistema de Ancoragem Assistida”, disse Federico Ferrante, Presidente da Azimut. E não era para menos, afinal, o estaleiro italiano possui programas de inovação específicos e em constante evolução, aliado com a ideia da Volvo Penta.
O sistema de ancoragem assistida será introduzido gradualmente, a partir do segundo semestre de 2021. Ele estará disponível para instalação em novos modelos de barco, como uma opção atualizável para iates a motor equipados com Volvo Penta IPS de 35 a 120 pés. Além disso, o sistema será vendido diretamente aos fabricantes de equipamentos originais.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Os Estados Unidos estão voltando a receber os eventos náuticos um ano após o início da pandemia de Covid-19. O Palm Beach International Boat Show é um deles! O evento, que chega em sua 35ª edição, começa nesta quinta-feira (25) e vai até o dia 28 de março.
O salão náutico acontecerá ao longo da Flagler Drive e apresentará mais de US $ 1,2 bilhão em iates e acessórios, incluindo centenas de barcos que variam de infláveis de 2,5 metros a megaiates de 300 metros de comprimento, de acordo com a organização.
Uma das atrações do evento será o estaleiro catarinense Schaefer Yachts, com os modelos Schaefer 303, 400, 510 e 660. O Palm Beach Boat Show também oferecerá atividades, incluindo The AquaZone, uma variedade de esportes aquáticos e produtos inovadores, e uma clínica de pesca infantil da Hook the Future.
Com relação à Covid-19, a Informa Markets trabalhou em estreita colaboração com a cidade de West Palm Beach para melhorar as medidas de segurança, atualizando o layout do show para que todo o evento fosse ao ar livre. Haverá também quatro entradas e saídas para facilitar o fluxo de pedestres e promover o distanciamento social. Todos os participantes também deverão usar máscaras.
“A saúde e a segurança de nossa equipe, expositores, visitantes e comunidade continuam sendo nossa prioridade número um”, disse Andrew Doole, presidente da Informa Markets US Boat Shows. “Também reconhecemos a importância dos nossos shows náuticos para a economia local e estadual, e para a indústria naval em geral. Estamos ansiosos para dar as boas-vindas aos entusiastas do barco e às empresas marítimas no show de Palm Beach, em um destino mundialmente famoso durante a época mais bonita do ano”.
O PBIBS será organizado de acordo com os padrões de saúde e segurança AllSecure recentemente adotados pela Informa, bem como todas as orientações e regulamentações governamentais e das autoridades locais.
Os ingressos custam US $ 28 para adultos e US $ 15 para crianças de 6 a 15 anos. A entrada para crianças menores de seis anos é gratuita. Um bilhete de dois dias para adulto custa $ 52. A Experiência VIP, que inclui acesso ao show e ao Lounge VIP, custa $ 250. Os hóspedes devem ter 21 anos ou mais para acessar o lounge.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Não é novidade que as diversões do mundo náutico são super variadas. Mas, se tem uma atividade que não decepciona — seja no mar ou em terra firme — é um churrasco. E é por isso que a mais nova enquete de TV NÁUTICA, no canal do YouTube, quer saber: “Você costuma fazer churrasco no seu barco?”
A votação ficará disponível na seção comunidade, na TV Náutica, no YouTube. A opção mais votada ganhará um artigo especial aqui no portal. Não deixe de participar! O resultado das enquetes será publicado aqui, no nosso portal.
Por Naíza Ximenes sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
As opções não poderiam ser diferentes. Nós citamos 1) Capitão-Amador, 2) Mestre-Amador, 3) Arrais-Amador, 4) Motonauta e, para quem ainda não faz parte do mundo náutico, 5) Nenhuma.
Com mais um recorde de votação (2 100 votos), os principais habilitados dentre os participantes da votação foram aqueles com Arrais-Amador, totalizando 30% dos votos.
Em segundo lugar, os Mestre-Amadores, com 7% dos votos, e, em terceiro lugar, estão aqueles com a habilitação de Capitão-Amador, com 6%.
Os Motonautas foram os que menos participaram, e totalizaram 2% dos votos. Aqueles sem nenhum tipo de habilitação náutica totalizaram pouco mais da metade dos participantes (55%).
E já que a maioria dos participantes são os que possuem Arrais-Amador (habilitação que permite a condução de barcos a remo, vela ou motor nos limites da navegação interior — água doce e águas marítimas abrigadas, como canais e baías), você sabe qual o passo a passo para se habilitar?
A instrutora náutica Ana Paula Silva, que exerce a profissão há 20 anos, deu algumas dicas para quem quer iniciar esse caminho.
Ela explica que o primeiro passo é indiscutível: é necessário fazer o curso teórico de habilitação náutica que dará as bases necessárias dos procedimentos de navegação e de segurança.
Em segundo lugar, deve-se realizar a quantidade mínima de aulas práticas exigidas para conquistar o certificado de embarcado — uma declaração comprovando que realizou pelo menos seis horas de aula prática para a categoria de Arrais-Amador e no mínimo três horas de prática para a categoria de Motonauta (condutor de moto aquática).
Depois de inscrito, o passo seguinte é fazer o exame e ter percentual de acertos igual ou superior a 50%. Um detalhe importante: a inscrição no exame para categorias de Arrais-Amador ou Motonauta deve ser feita na Capitania de Portos da própria região, apresentando todos os documentos exigidos e mediante pagamento da taxa.
Com tudo isso feito, o último passo é o mais importante: navegar!
Por Naíza Ximenes sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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