Os limites da tecnologia se expandiram muito na última década, e na vanguarda dessa expansão estão os recursos da impressora 3D. Essa tecnologia tem sido usada nas indústrias médica, aeroespacial e automotiva. E agora, está entrando em grande estilo na cena náutica. Um grupo da Suécia imprimiu em 3D um barco completo e dão algumas dicas sobre sua primeira viagem.
O barco de uma peça foi lançado em Gotemburgo, Suécia, para determinar a viabilidade de um barco a motor impresso em 3D. A equipe, composta por membros das organizações RISE e Cipax, projetou e imprimiu este barco único. O objetivo deste projeto era fazer barcos customizáveis com baixo custo e prazos curtos.
O modelo, apelidado de Pioner, foi lançada em 16 de dezembro de 2020 no arquipélago da costa oeste da Suécia. Demorou apenas três dias para o barco ser construído, e isso estava acontecendo em um ritmo cauteloso.
Em primeiro lugar, existe a população civil que anseia por pôr as mãos nestas embarcações fáceis de fazer. Mas com baixa sobrecarga e tempos de produção rápidos, também há uma série de outros grupos que estão interessados nos barcos, como a polícia, o corpo de bombeiros e as forças armadas. Esses grupos procurariam adicionar opções personalizáveis ao Pioner, como suportes de extintores de incêndio e instalações de equipamentos de mergulho.
Uma das chaves deste projeto, e para avançar uma das chaves para os grupos municipais e militares interessados nos barcos, é a possibilidade de customizar embarcações. Outro interesse é que os custos de reprodução não vão disparar por esses barcos serem feitos sem moldes.
O grupo ainda tem um longo caminho a percorrer com seu barco impresso em 3D, mas eles estão fazendo um progresso significativo. Alguns dos obstáculos que eles ainda precisam enfrentar envolvem a capacidade do barco de permanecer flutuando enquanto está cheio de água, o que o Pioner mal consegue fazer.
Além disso, devido à natureza do plástico usado no processo de impressão 3D, o barco em si é mais denso que a água. Isso significa que antes de entrar no mercado, alguns elementos de flotação devem ser adicionados a ele. Mas esses desafios não irão parar a equipe da RISE, que caminha para estar na vanguarda da indústria de manufatura de aditivos.
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É claro que existem mergulhadores que amam ver peixes, aqueles que querem explorar os naufrágios ou entrar em cavernas, mas todos, adoram ver os grandiosos do mar. Por isso, NÁUTICA traz uma lista dos melhores lugares no mundo para se mergulhar com os gigantes do mar. Confira:
ESTREITO DE BEQA, CORREDOR DE TUBARÕES, ILHAS FIJI
Aqui foi criado um incrível parque marinho para a proteção dos tubarões-tigre (presentes durante o verão austral) e principalmente dos tubarões-Leuca (presentes no inverno). O mergulho livre, protegido pelos Rangers Marinhos do parque, com tubarões passando por você pacificamente a alguns centímetros de distância, promete ser uma experiência inesquecível.
Essas belas ilhas oferecem diferentes possibilidades de escolha para encontrar tubarões, como a famosa Tiger Beach, no extremo oeste de Grand Bahama. Lá, em águas mornas e cristalinas, você pode fazer mergulhos livres de adrenalina com tubarões-tigre, mas também pode ver tubarões de barreira e limão. Dois famosos instrutores italianos moram por lá e ensinam a mergulhar com esses animais em total segurança.
GUADALUPE
É uma ilha vulcânica a 240 km da costa da Baja California (México), uma esplêndida reserva marinha e terrestre onde se pode mergulhar com o grande tubarão branco, numa gaiola ou fora. Cerca de 250 deles vivem nessas águas, por isso não é difícil encontrá-los. Obviamente, conta com bons centros de mergulho.
SARDINE RUN, ÁFRICA AUSTRAL
É um fenômeno surpreendente. Esse é o local da migração de bilhões de sardinhas que ocorre de maio a julho e é seguida por tubarões, golfinhos e outros grandes mamíferos carnívoros caçando presas fáceis. Para se ter uma ideia da dimensão do fenômeno, acredita-se que os golfinhos presentes sejam mais de 18 mil.
NORUEGA
Único local europeu desta lista, oferece uma possibilidade única. Do final de outubro a meados de dezembro, depois da Segunda Guerra, milhões de arenques chegam à parte central do país nórdico, formando um gigantesco rio de peixes caçados por golfinhos e tubarões, mas também por orcas e cachalotes. É preciso pegar dois aviões e um carro alugado. Além disso, você deve torcer para que o mar não esteja tempestuoso, dada a temporada de outono.
AÇORES
As selvagens ilhas portuguesas, pouco mais do que rochas vulcânicas no meio do Oceano Atlântico, são visitadas por um grande número de tubarões, especialmente tubarões azuis. Estes são atraídos com um pouco de comida pelos proprietários dos centros de mergulho, para que consiga mergulhar entre eles. Além disso, os encontros com cachalotes e baleias são frequentes .
Este é o principal território dos tubarões-martelo, que vêm aqui aos milhares em junho. Normalmente mergulham no fundo arenoso que circunda as ilhas de Darwin e Wolf para observar a passagem de centenas desses estranhos predadores de lula, quase inofensivos para os humanos.
CANCÚN, MÉXICO
Na área de Isla Mujeres é fácil encontrar tubarões-baleia inofensivos, que vivem aqui permanentemente junto com raias manta gigantes. Na área próxima de Tulum, no entanto, você pode ver os tubarões Leuca menos tranquilizadores. Pois bem, as praias, as pessoas, a comida e as ruínas arqueológicas serão outros grandes motivos para vir aqui passar as férias.
AS MALDIVAS
Nas passagens, na entrada dos atóis, sempre há muita vida e, portanto, muitos peixes. Se forem pequenos, com certas correntes, o mar se enche de raias famintas de plâncton, se forem mais encorpados e suculentos o mar fica cheio de tubarões, que o cercam por todos os lados. Depende das estações e das correntes das marés.
NUNAVUT, CANADÁ
Para quem já viu de tudo na vida, nesta região da América do Norte é possível ter encontros únicos, que parecem ser fruto da nossa imaginação. Na verdade, na parte ártica do Canadá, os mergulhos são organizados para ver narvais, os unicórnios do mar, animais famosos por seus dentes que evoluíram como um longo chifre ou uma espada que se estende além da cabeça. A melhor época para viajar é de maio a junho, quando a terra e as águas aquecem e atingem temperaturas suportáveis.
Por Amanda Ligorio sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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A Volvo Penta anunciou a disponibilidade comercial do primeiro sistema de ancoragem assistida totalmente integrado da indústria no cenário da Consumer Electronics Show (CES). O sistema de ancoragem assistida dá ao capitão melhor controle ao atracar um barco, automatizando suas intenções, compensando algumas variáveis dinâmicas, como vento e corrente, e ajudando a embarcação a permanecer no curso pretendido. A tecnologia estará em exibição no estande virtual da Volvo Penta na CES, de 11 a 14 de janeiro de 2021.
A atracação pode ser um dos aspectos mais estressantes e desafiadores da navegação – mesmo para capitães experientes. As consequências de errar quando você está atracando um barco são caras, na melhor das hipóteses – e quando o tempo está bom. Adicione marinas lotadas, ventos e correntes fortes e o resultado pode ser problemático e até bastante perigoso. Ao contrário de um carro, um barco nunca fica parado sem que sejam necessárias algumas manobras. E mover-se em linha reta, em uma vaga estreita em tempo ruim é muito mais difícil do que dirigir o volante de um carro. Mas a Volvo Penta agora levou sua tecnologia e soluções fáceis de navegação para o próximo nível em seus esforços contínuos para tornar a atracação menos estressante.
O sistema Assisted Docking integra uma camada de software desenvolvida internamente com o Sistema de Posicionamento Dinâmico baseado em GPS da empresa e Sistemas de Desempenho Inboard (IPS) proprietários para um pacote completo incluindo HMI (interface homem-máquina) no leme, eletrônicos através do motor, propulsão sistemas e sensores e poder de processamento de navegação avançado para uma experiência de navegação muito mais fácil, mesmo em condições difíceis.
“Quando lançamos nossa tecnologia de joystick em 2006, a funcionalidade de manobra e controle que ela trouxe para a navegação de lazer sacudiu a indústria naval – entregar inovação revolucionária está em nosso DNA”, explica Anders Thorin, Gerente de Produtos Eletrônicos da Volvo Penta. “Do nosso sistema de Controle Eletrônico de Embarcação (EVC), que conecta e gerencia as comunicações internas entre o motor e a linha de transmissão, joystick e tela de exibição para que o motorista possa controlar tudo, desde o joystick – ao nosso Sistema de Posicionamento Dinâmico (DPS), que mantém automaticamente o rumo e a posição de um barco, mesmo em condições difíceis – até hoje, com o lançamento do sistema de ancoragem assistida, damos o próximo passo na navegação fácil e continuamos nossa ambição de longa data de tornar a ancoragem de um barco mais fácil para uma experiência de navegação mais agradável”.
Como atracar um barco com o sistema de docagem assistida da Volvo Penta
O sistema consiste no joystick que controla a direção e na antena do Sistema de Posicionamento Dinâmico baseado em GPS para saber a posição e o rumo exatos. O capitão manobra a embarcação com o joystick – informando assim o sistema em que direção ele deve seguir e em que velocidade. Se você mover o joystick para frente, o sistema traça um caminho direto do barco e o barco começa a seguir uma linha reta com a velocidade indicada. O sistema de ancoragem do barco também leva em consideração certas forças externas (ou seja, vento, correnteza) e o sistema EVC – atualizado com software desenvolvido internamente – compensa para garantir que o barco siga as intenções do capitão. Ele faz isso calculando os ângulos de propulsão e o empuxo e, em seguida, atua na deriva e move o barco de volta ao curso pretendido.
As principais características do sistema de ancoragem de barcos são: movimentação em linha reta sem compensação manual, parada, funcionalidade de manobra lenta, rotação em torno de um ponto fixo, micro reposicionamento e alinhamento e impulso lateral para ancoragem lateral.
É um feito técnico dar ao motorista uma experiência de navegação mais fácil com direção e controle mais precisos. O capitão ainda é necessário no leme, mas o sistema de docagem assistida da Volvo Penta está constantemente compensando a entrada do motor e a saída do motor e da direção para ajudar a garantir que o barco se mova conforme ele ou ela pretende. Tudo foi projetado para funcionar em conjunto. É a interação homem-máquina no seu melhor.
“O acoplamento assistido é um híbrido entre o acoplamento automatizado e o acoplamento manual”, afirma Ida Sparrefors, diretora de soluções autônomas e novos modelos de negócios da Volvo Penta. “Embora, de certa forma, fosse mais fácil implementar a automação total, a beleza desse sistema é que ele dá ao capitão um controle aprimorado. Com nossa equipe de especialistas – de desenvolvedores de software a drivers de teste – fizemos com que ele se comportasse intuitivamente em todas as situações, para que todos se sentissem como um capitão experiente”.
Upgrades facilitados
A filosofia ‘Easy Boating’ da Volvo Penta é tornar a navegação mais simples, agradável e acessível a mais pessoas. O sistema de ancoragem assistida estará disponível na primavera de 2021 para instalação em novos modelos de barco, como uma opção atualizável para iates a motor equipados com Volvo Penta IPS de 35 pés a 120 pés de comprimento e como um retrofit – que exigirá uma atualização de software e uma nova antena – para barcos existentes com motor Volvo Penta IPS. O sistema de ancoragem assistida será vendido diretamente aos fabricantes de equipamentos originais.
“Nosso objetivo é há muito tempo tornar as coisas mais fáceis para nossos clientes existentes e atrair mais pessoas para aproveitar a experiência de navegação”, diz Thorin. “Os clientes atuais da Volvo Penta poderão desfrutar do sistema de ancoragem assistida com uma atualização relativamente simples, que pode ser realizada por um distribuidor local. Para aqueles que são novos na navegação, será o primeiro passo para o mundo da navegação moderna e, esperamos, a primeira de muitas novas aventuras que virão”.
P&D interno
Em 2018, a empresa revelou seu protótipo de iate self-docking por meio de um evento de demonstração ao vivo na Volvo Ocean Race em Gotemburgo, Suécia. Desde então, a Volvo Penta tem trabalhado incansavelmente reunindo informações dos principais interessados e clientes, evoluindo e testando o conceito com sua equipe de pesquisa e desenvolvimento para entregar um produto que atenderia melhor às necessidades tanto do navegador experiente quanto daqueles novos no passatempo. Isso levou ao desenvolvimento da doca assistida, a próxima etapa na navegação moderna e fácil.
“Estamos realmente em uma posição única na Volvo Penta”, explica Thorin. “A maioria dos especialistas em P&D de tecnologia requer apenas contribuições externas, mas temos uma equipe interna de desenvolvedores de software. Eles conhecem os produtos – na verdade, eles ajudaram a projetar o DPS e muito mais – eles sabem o que os velejadores querem e como integrar o software para fornecer a experiência perfeita”.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Para os apaixonados por barcos de madeira, esta notícia deve soar como música (e das boas): o Lady Lee, um dos mais famosos barcos do país, está à venda. E por um preço convidativo para um barco de seu porte (33 metros de comprimento, ou 108 pés) e com a sua história.
Projetado e construído na década de 1980 (foi para a água pela primeira vez em 1989), o veleiro foi por 10 anos a casa do saudoso dentista e velejador William Netto (irmão do artista plástico Wesley Duke Lee), que navegou durante todo esse tempo entre o Brasil e o Caribe, ao lado da mulher e dos filhos.
“Construí o Lady Lee para fazer charters, fiquei uns dois anos em passeios na Amazônia e, depois, fui para o Caribe. Os gringos ficavam loucos com ele”, relatou o William Lee à reportagem de NÁUTICA meses antes de morrer, em 2013.
Foi um destes estrangeiros que convenceu Lee a vendê-lo, em 2006. Na volta do Caribe, durante uma temporada em Salvador, o arquiteto italiano Umberto Baruzzi ofereceu mais de meio milhão de dólares e ficou com o barco. Que, depois, foi vendido para os atuais proprietários, o alemão Wilfried Josef Cyrillus Huser e a brasileira Nancy Rangel, que agora o colocaram à venda novamente, pelo Atlântico BR.
“Estamos colocando um valor bem atrativo para quem conhece e reconhece a embarcação como uma peça de arte. Esperamos encontrar a pessoa certa para ele e não os curiosos palpiteiros que se aproximam com a possibilidade de tirar vantagens”, conta Nancy. Que acrescenta: “Nunca fizemos charter ou qualquer outra forma de locação da embarcação, por não sermos desse segmento, e por essa razão dispensamos riscos desnecessários às nossas vidas”.
Quem frequenta a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, já deve ter parado para admirá-lo em algum momento, com seus três mastros e o casco arredondado de madeira ipê, formato típico de uma “lorcha” —como é chamada a curiosa mistura entre uma típica nau portuguesa do século 16 com o velame de pendão das antigas embarcações chinesas.
O Lady Lee tem três velas confeccionadas em Dacron importado, sendo uma genoa e três chinesas, além de um motor Mercedes MTU de 750 hp. Apesar dos mais de 30 anos de mar, está longe de ser uma relíquia náutica (até porque passou recentemente por mais uma grande reforma).
Tudo dentro dele é motivo de admiração, tanto em tecnologia quanto em conforto: a madeira brilhando nas anteparas e nos móveis, o desenho imponente, a decoração impecável e as obras de arte espalhadas pelos cômodos. São sete suítes (mais uma para os marinheiros, com quatro camas e roupeiro) e uma cozinha com nada menos que seis portas de freezer e duas geladeiras, além de algumas mordomias, como banheiras de hidromassagem, ar-condicionado, adega e um bar que salta aos olhos, tanto pela beleza como pela elegância de seu balcão e dos móveis de madeira.
“Perto da fama que tem, este veleiro até que está sendo vendido por uma pechincha”, avalia Bill Schepis, broker agente náutico especializado, da Atlântico Brokers.
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Em 16 de dezembro, o Submarino “Riachuelo”, primeiro dos quatro submarinos com propulsão diesel-elétrica, cumpriu com êxito o teste de Imersãoem Grande Profundidade (IGP), de acordo com a Marinha do Brasil. O resultado alcançado materializa mais um marco para consolidar os avanços consistentes do Programa de Submarinos (PROSUB).
A IGP consiste em atingir por três vezes a cota máxima de operação, garantindo a integridade do casco e demais peças de passagem do casco resistente, como dos lemes horizontais, vertical e eixo propulsor. Para a consecução dessa prova de mar específica, o submarino cumpre uma minuciosa preparação de verificação de todos os seus sistemas, a fim de suportarem a pressão do mar à máxima profundidade de projeto.
A conclusão exitosa dos testes de equipamentos e medições ratifica a segurança da plataforma para a continuidade das provas do programa. No primeiro semestre de 2021, estão previstos os testes finais, envolvendo o emprego do sistema de combate e lançamentode armas. Em consonância com o cronograma do PROSUB, a entrega do “Riachuelo” ao Setor Operativo está programada para ocorrer em setembro de 2021.
Ao contribuir para o fortalecimento do Poder Naval brasileiro, o PROSUB estimula o desenvolvimento do parque industrial nacional, favorecendo a geração de empregos e asseverando a elevada capacidade tecnológica absorvida pela Marinha e pela Itaguaí Construções Navais na construção de submarinos de elevada complexidade tecnológica.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
O cenário é como o “fim do mundo”: um lugar inóspito e com o horizonte vazio, assim é o Cabo Horn. Situado no Estreito de Drake na Terra do Fogo, em território chileno, o local é o ponto de encontro entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
Agora, adicione uma abrupta mudança de profundidade, algo que sempre provoca ondas fortes e que às vezes estão descontroladas por conta das correntes marítimas. Assim foi a travessia de Yannick Bestaven, que ultrapassou o Cabo Horn no último sábado (02/01).
O líder da competição foi recebido com ondas de 7 metros de altura, apesar de sua rota mais conservadora, ao sul, para evitar as piores condições dessa tempestade. O francês de 48 anos demorou 55 dias até contornar o Cabo Horn, desde que iniciou a corrida, na França.
Neste momento, resta a Bestaven atravessar o Atlântico de volta a sua terra natal para se consagrar o campeão da 9ª edição da regata mais dura da vela mundial. Sua vantagem sobre o segundo colocado, Charlie Dalin (Apivia), é de 160 milhas náuticas. Nesses moldes é difícil de imaginar um cenário que não seja a vitória de Yannick Bestaven.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
O estaleiro alemão Bavaria Yachts completou a lacuna que faltava em sua linha da embarcações com uma nova lancha para passeio diurno com motor de popa, a Bavaria Vida 33, nomeada anteriormente Greeline NEO. A antiga proprietária dos direitos de construção chegou à conclusão de que o modelo não estava totalmente alinhado com sua mensagem ecológica e vendeu o projeto para a Bavaria no início de 2020.
Bavaria Vida 33 está disponível com proa aberta e com motores de popa Mercury de 150 hp de potência. Também conta com uma versão elétrica para quem procura uma alternativa sustentável. Nesse caso, a motorização será atualizada para uma parelha V8 300s. A versão Coupé, totalmente fechada, deixou de ser uma possibilidade nessa nova fase, e agora é possível escolher entre os modelos Open e HT.
Um dos diferencias do Bavaria Vida 33 também é a adequação aos dias de sol na água. Seus assentos são flexíveis e se transformam em uma proteção solar em frente a um bar, o qual possui churrasqueira, pia, geladeira e balcão para preparar comidas.
A proa, por sua vez, tem dois layouts: um protetor solar duplo com walkaround ou assentos em forma de C, com uma mesa no meio.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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O secretário estadual de turismo da Bahia, Fausto Franco, esteve no Estúdio NÁUTICA, em São Paulo, e concedeu uma entrevista exclusiva sobre as intervenções náuticas na Baía de Todos-os-Santos, incluindo a construção de marinas e o afundamento do ferry boat — que visa incentivar a prática de mergulho na região e estimular o turismo náutico. Veja a entrevista na íntegra no vídeo abaixo:
Durante a conversa, o secretário Fausto Franco também detalhou as novas perspectivas sociais nos dezesseis municípios que compõem o Recôncavo Baiano, principalmente em relação a melhora da infraestrutura náutica.
Saindo de melhorias na infraestrutura, Fausto Franco, um incentivador do mercado náutico, também detalhou o apoio do Governo do Estado da Bahia à compra de embarcações, através da diminuição de alíquotas. Fora isso, a entrevista navegou até a memória dos quase saudosos saveiros baianos, que segundo o secretário, devem ser mais usados daqui para frente, mas em um cenário diferente do habitual.
Construção de marinas na Baía de Todos-os-Santos e aperfeiçoamento da região
Logo no começo da conversa, um dos primeiros tópicos abordados foi o investimento de cerca de R$ 400 milhões em recursos para desenvolver a infraestrutura náutica da região. Esse investimento foi executado pela Secretaria de Turismo do Estado — com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Tal investimento visa fomentar o turismo náutico no estado, com a construção de quatro marinas: uma em Salvador, na marina da Penha, na Ribeira, que passa por uma reconstrução; outra em Salinas da Margarida, município do Recôncavo Baiano; Fora duas construções na Ilha de Itaparica, da marina Cacha Prego, além da requalificação na marina de Itaparica.
Imagem aérea da marina da Penha, na Ribeira – Imagem: Reprodução/Bahia Notícias
A construção dessas marinas faz com que pessoas que tinham barcos em grandes cidades, tirando a capital Salvador, tenham acesso à eles em lugares mais próximos e seguros.
Além das marinas em si, outro destino desse investimento é a construção de espaços sociais em volta dessas marinas, como pousadas, restaurantes e postos de combustível. Sem contar o aprimoramento na estrutura de mecânica náutica nessas localidades, segundo o secretário. “Não adianta o estado prover essas marinas se não houver uma estrutura social nessa região”, detalha Fausto Franco.
A expectativa é que as obras sejam concluídas no final do primeiro semestre de 2021. “A Baía de Todos-os-Santos é a maior do Brasil, mas tem pouca estrutura de serviços fora da capital baiana”. Em cima disso, a ideia da Secretaria de Turismo é de fornecer espaços náuticos em lugares que não o tinham. “A BTS — como a chamamos — é um lugar belíssimo, mas que ainda peca na infraestrutura náutica”, diz o secretário.
Ferry boat e incentivo ao turismo subaquático
No dia 21 de novembro, um ferry-boat e um rebocador foram afundados na Baía de Todos-os-Santos, nas proximidades de Salvador. O ponto de afundamento fica exatamente a 1,5 quilômetro da costa. Durante a entrevista, Fausto Franco enfatizou o quão importante foi o afundamento para o turismo na região. “Nós temos águas mornas e tranquilas o ano inteiro. Não tinha lugar melhor para afundar”, disse.
Ferry boat antes do afundamento- Imagem: Divulgação
O ferry Agenor Gordilho – com 71 metros de comprimento e 19 de altura – tinha tudo para virar sucata depois de funcionar por quase cinco décadas de navegação, mas foi transformado em um ponto de mergulho. “O ferry boat já estava parado há quatro anos e tinha um custo fixo elevado. A melhor decisão foi o afundamento”, disse o secretário.
E mais: Fausto Franco afirmou que o ferry boat Juracy Magalhães será a próxima embarcação a ser afundada intencionalmente na Baía de Todos-os-Santos. Ainda não se sabe a localidade exata porque tal feito ainda está sob estudos da Marinha e do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos).
Em cima disso, o secretário fez questão de sanar algumas dúvidas que surgiram sobre o recente afundamento. “Houve alguns questionamentos dizendo que o governo estava poluindo o mar. Mas, na verdade, a gente fez sob todas as normas de segurança possíveis. Tanto da Marinha quando do Inema”, pontuou.
Ponte Salvador-Itaparica: “A maior obra pública do Brasil”
Projeto da ponte- Imagem: Reprodução/A Tarde
Definida assim pelo secretário Fausto Franco, tal obra será realizada através de uma parceria do Governo do Estado da Bahia com um consórcio chinês formado por diversas empresas privadas. Quando questionado sobre essa construção, o secretário disse que a “ponte será importante para o turismo local e para todo desenvolvimento do estado da Bahia”.
A título de curiosidade, segundo a Bolsa de Valores a ponte vai ser a segunda maior da América Latina, com 12,4 km de lâmina d’água. Nesse aspecto, a ponte Salvador-Itaparica poderá ser considerada a maior do Brasil, já que a Rio-Niterói tem 13,2 km, mas contabiliza uma parte por terra.
Incentivo fiscal para a compra de embarcações
Outro tema abordado durante a conversa foi a prorrogação realizada pelo governo da Bahia em relação ao pagamento do tributo na importação ou aquisição de embarcações por empresas, sobretudo àquelas que visam o turismo.
Para o secretário Fausto Franco esse é um investimento do governo que irá gerar retorno para o turismo náutico, visto a baixa qualidade de algumas embarcações que navegam na região. “Temos embarcações muito antigas, barcos que não tem banheiros, motorizações lentas. Precisamos nos modernizar”, enfatiza.
Tendo em vista o investimento de R$ 400 milhões no turismo baiano, seria “incoerente”, segundo o secretário, realizar melhorias de infraestrutura se os barcos que fazem o tráfego dos turistas na região não estiverem em boas condições de uso.
“Resgate histórico, artístico e cultural” dos Saveiros baianos
No século 20, os saveiros foram fundamentais para a economia da Bahia. Eram responsáveis pelo transporte de mercadorias e cargas pesadas entre as cidades do Recôncavo como Maragojipe, Cachoeira, São Félix e Nazaré da Farinhas.
Os Saveiros baianos
Atualmente, os saveiros estão em desuso, mas, já na parte final da entrevista, Fausto Franco indicou ser favorável ao retorno dos saveiros ao dia a dia baiano, principalmente na Baía de Todos-os-Santos. No entanto, transportando pessoas e não cargas.
“Resolvi investir na adaptação desses saveiros ao turismo, para fazer passeios turísticos ao lado de Salvador, mostrando a cidade de uma outra forma”, disse o secretário, que pretende retomar a identidade que o estado tinha com essas embarcações.
Novas marinas, que consequentemente promovem novas localidades náuticas. Iniciativas pensadas no turismo e que oferecem lazer a sociedade. Incentivos a empresas que também promovem o turismo náutico na região. Memória ao passado com a — possível — ressurreição dos saveiros. Ao que parece, o investimento feito pela Secretaria de Turismo da Bahia trará bons resultados a todos.
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De acordo com o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), mergulhadores capturaram um peixe-leão em Fernando de Noronha. Por ser venenosa e invasora, a espécie Pterois volitans é considerada perigosa ao ecossistema local e também para os humanos, segundo o ICMBio, que informou, ainda, que a chegada da espécie era esperada pelos pesquisadores e, por isso, houve solicitação de comunicação ao instituto caso o peixe-leão fosse visto.
O peixe-leão foi visto por profissionais de uma operadora de mergulho na Laje dos Cabos, em uma profundidade de 28 metros, no dia 20 de dezembro e capturado no dia seguinte, 21 de dezembro, após autorização do órgão ambiental, relatou o mergulhador Fernando Rodrigues.
Diretor do Projeto de Conservação Recifal, o doutor em biologia marinha Pedro Pereira afirmou que é preciso manter ações de fiscalização devido aos riscos da presença da espécie invasora. “O peixe-leão pode atrapalhar o turismo, a pesca, o mergulho e o meio ambiente”, declarou.
“Não é preciso ficar em pânico, mas o peixe-leão representa ameaça para a biodiversidade nativa e pode matar os peixes locais e os corais. Ele não tem um predador natural. Temos que saber se foi um registro isolado e aumentar o monitoramento”, disse Pereira.
Pereira alertou que, como o peixe-leão é venenoso, a captura não deve ser feita por pessoas despreparadas.
Foto: Sea Paradise
“Caso alguém encontre [um peixe dessa espécie], o ideal é tirar uma foto e marcar a coordenada e não coletar. Nós solicitamos que seja feito contato com o Projeto Conservação Recifal ou ICMBio. Esse trabalho de coleta deve ser feito pelo pessoal do Chico Mendes ou especialistas”, falou Pedro Pereira.
Após a captura, o bicho seguiu para estudo, segundo o ICMBio. “Nós coletamos amostras de DNA para identificar a origem do animal. Podem existir outros peixes dessa espécie, mas nosso monitoramento não indica a presença de outros indivíduos em Noronha”, declarou o coordenador de Pesquisa e Manejo do órgão.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Duas mulheres que estavam observando baleias em um caiaque na costa de Avila Beach (Califórnia, EUA) foram surpreendidas por uma jubarte. O animal emergiu exatamente onde o caiaque estava, fazendo-o virar. Elas não se machucaram.
Um vídeo postado pela emissora Fox26 News, na terça-feira (3),mostrou a hora do incidente. No registro, parece que a dupla foi engolida pela baleia:
What started as a peaceful morning of kayaking turned into a close call for two friends at Avila Beach.
Video shows the pair appearing to almost be swallowed by a humpback whale.https://t.co/dJZulNZedNpic.twitter.com/JEyZibxjxi
“Eu vi a grande piscina de peixes, a grande bola de isca saindo da água. Eu vi a baleia surgindo“, disse Julie McSorley à emissora norte-americana. “Eu pensei: oh, não! Está muito perto.”
“De repente, eu levantei e estava na água”, completou McSorley, que estava gravando toda a experiência em seu telefone celular.
Liz Cottriel, dupla de Julie, disse que pensou em empurrar a baleia. “Foi o pensamento mais estranho. Pensei que estava morta! Estava apaixonada pelas baleias, mas nunca esperei que uma estivesse bem aqui na minha cara!”.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Não importa quantas funções seu barco tenha: se ele não for equipado com um submersível, já não acompanha as últimas tendências de mercado. E foi pensando nisso que a Triton Submarines lançou o primeiro submarino de luxo do mundo, o Triton 3300/6. Ele mergulha a mais de mil metros, pode acomodar 6 pessoas e possui cabine em acrílico.
Um outro recorde quebrado pelo submarino é o de maior compartimento esférico para passageiros do mundo, além de ser transparente. O volume interno, por sua vez, é de 5 metros cúbicos, acomodando 6 assentos ergonômicos de couro. A esfera tem diâmetro externo de 2,5 metros e é feita de resina acrílica. Esse design ainda oferece uma janela de 360 graus para o oceano, tornando o passeio ainda mais impressionante.
Vale ressaltar que a cor do submarino também pode ser personalizada e, em relação à motorização, a embarcação foi equipada com dois propulsores de 12,5 kW cada. Assim, a velocidade média alcançada fica em torno de 3 nós, de acordo com a marca. Já os conjuntos de lâmpadas de LED são de 20 mil lumens.
Todo esse projeto levou 2 anos de planejamento, do desenho à construção. John Ramsay, o designer-chefe — que já havia desenhado o Triton 36000/2 (LF), também submersível —, contou que o foco no segundo desenho foi mais o luxo e a experiência do hóspede que a profundidade extrema. “Estou especialmente orgulhoso do nível de conforto e espaço que alcançamos. Minha equipe foi capaz de produzir um submersível leve e compacto, bem como o novo sistema de elevação com guindaste”.
Patrick Lahey, presidente da Triton, também explica que tem presenciado um crescimento da demanda no mercado de submarinos privados. “Enquanto entregamos um submersível de 24 passageiros no início deste ano para uso no setor de turismo, a entrega do Triton 3300/6 representa o primeiro de vários modelos para seis, sete e nove que serão entregues em um futuro próximo”. Até o momento, sua empresa entregou o décimo segundo submersível.
O preço do novo submarino privado gira em torno de 4,5 milhões de euros.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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O grupo Azimut|Benetti foi eleito como construtor líder mundial de iates pelo 21º ano consecutivo pelo Global Order Book 2021, ranking que apresenta tendências do setor de iates acima dos 24 metros.
“Dedicamos esta vitória a todos que fazem parte de nossa empresa e aos nossos clientes, cuja confiança nos enche de gratidão e honra. Uma temporada desafiadora nos aguarda, mas começamos firmes com uma carteira de pedidos já considerável (80% Benetti e 60% Azimut Yachts) e um total de 9 produtos em preparação com lançamentos planejados para os próximos 10 meses”, disse Giovanna Vitelli, Vice-Presidente Executiva do Grupo.
Com matriz na Itália, mais de 50 anos de história, operação em 70 países e filial produtiva no Brasil, o grupo possui 100 projetos com mais de 80 pés que totalizam 3 521 metros de comprimento de iates – o equivalente a aproximadamente 29 campos de futebol gramados lado a lado.
“Saudamos com gratidão esse reconhecimento. É motivo de muito orgulho a confiança depositada em nós para entregar sonhos aos proprietários de iates. Essa premiação adquire um significado ainda mais especial nesse último ano, em meio aos desafios em função da pandemia. Por isso, além do prestígio e de uma bela história mundial de mais de 50 anos, também é um reconhecimento ao planejamento de longo prazo e à rapidez que o grupo respondeu à uma situação complexa, e a sua determinação em continuar investindo em tecnologias, pesquisas e lançamentos”, afirma o diretor da Azimut Yachts Brasil Francesco Caputo.
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Após rigorosa auditoria, a Marina Itajaí se tornou o primeiro centro náutico turístico de atracação de barcos do Brasil a receber a certificação internacional ISO 14.001/2015 relacionado ao sistema de gestão ambiental. O selo consiste em uma série de processos e práticas para identificar, controlar, administrar e reduzir os impactos ambientais em todas as operações da marina. Também padroniza ações para que estejam em conformidade com a política ambiental da empresa, a prevenção à poluição e o apoio ao desenvolvimento socioeconômico da região.
“Além do fortalecimento da cultura náutica, como um dos principais complexos náuticos do Brasil, nossa intenção é continuar crescendo, porém de maneira sólida, gradativa e sustentável. Essa certificação também é um reconhecimento à nossa postura, práticas sustentáveis e preocupação ecológica, tanto em relação à empresa como por seus colaboradores, clientes, fornecedores e a comunidade”, explica Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí.
“A certificação é resultado de quase cinco anos de trabalho com ações e investimentos constantes relacionados à sustentabilidade já realizadas pela empresa. É o caso do sistema de coleta de água da chuva; geração de energia limpa com a instalação de painéis solares; gerenciamento de resíduos; ponto de carregamento de carros elétricos, monitoramento da qualidade da água, e apoio a inúmeros eventos do gênero”, complementa.
Além de fortalecer as medidas adotadas para controlar e reduzir os impactos ambientais, a padronização proposta pela certificação também promove a melhoria contínua dos processos operacionais. Ainda valida a gestão de política ambiental da marina que é: “Capacitar e comprometer os colaboradores com as questões ambientais, além de envolver fornecedores, prestadores de serviços e clientes. Preservar o meio ambiente, identificar, controlar e monitorar os riscos, e promover a melhoria contínua dos processos e das ações com o objetivo de minimizar os impactos ambientais negativos”.
Desde o início das suas operações, a Marina Itajaí também foi importante aliada de eventos e projetos relacionados à sustentabilidade. É o caso do “Juntos Pelo Rio”, evento organizado pelo Município de Itajaí, por meio do Porto e do Semasa, que somente na última edição reuniu 1200 voluntários e retirou cerca de nove toneladas de resíduos do Rio Itajaí-Açu. Um exemplo de ação importante capaz de sensibilizar a população sobre a preservação do meio ambiente, a valorização da água e a consciência para não jogar lixo nos rios, nas ruas ou calçadas.
Em 2019, a marina também foi base para um projeto internacional que combate o impacto dos plásticos nos oceanos. A ação Corona X Parley teve o apoio de 37 voluntários para a retirada de lixo das águas e margens da foz do Rio Itajaí-Açú. Oito barcos deram suporte na atividade que durou cerca de três horas e recolheu 790 kg de resíduos, sendo 90% classificados como de origem plástica.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Navegando ou passando pelos arredores do Rio Tâmisa, precisamente no Píer Cadogan, em Chelsea, no oeste de Londres, os 97 pés de comprimento do Savvy são de tirar onda. Cinco quartos, academia ao ar livre, jacuzzi e uma pista de dança são alguns dos requintes do barco casa do empresário inglês Peter de Savary.
O Savvy pode ser dividido em dois ambientes. A proa aberta é destinada ao lazer em dias ensolarados e nela estão alguns equipamentos de musculação e a jacuzzi.
Imagem: reprodução/Daily Mail
Na parte fechada há um grande espaço destinado à salas de estar e jantar. Além disso, existe uma divisória que separa a cozinha da sala de jantar, fazendo uma espécie de “cozinha americana”. Ainda na popa, mas na parte superior, um flybridge pede passagem com um aconchegante espaço social.
Divisória da cozinha – Imagem: reprodução/Daily Mail
No meio termo entre esses dois ambientes do Savvy tem uma área de refeições ao ar livre cercada por painéis de vidro. Um diferencial desse barco casa, que se deve ao tamanho dele, é que existem diversos espaços para serem usufruídos por quem nela estiver. Já os camarotes estão situados na parte inferior da proa. Um longo corredor dá acesso aos cinco quatros, incluindo duas suítes.
Luxuoso corredor que dá acesso aos quartos- Imagem: reprodução/Daily Mail
Fora isso, o barco é movido por um motor de iate, o que significa que é possível viajar com luxo por toda a Europa. Uma curiosidade é que, em 2005, esse barco ganhou um prêmio no International Superyacht Society Awards, em Mônaco.
Para quem busca uma vida a bordo parece ser uma boa pedida, sobretudo porque o Savvy está a venda. O empresário Peter de Savary, que já foi proprietário do Millwall Football Club (tradicional equipe do futebol inglês), está vendendo o Savvy por 2 milhões de libras.
Flybridge – Imagem: reprodução/Daily Mail
Imagem: reprodução/Daily Mail
Imagem: reprodução/Daily Mail
Imagem reprodução/Daily Mail
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
A The Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias avançadas para livrar os oceanos do plástico, anunciou no final de 2020 uma parceria com a Konecranes (empresa finlandesa de engenharia e serviços) para projetar e fabricar o Interceptor em larga escala.
Trata-se de um “robô” movido a energia solar (com a carcaça parecida com um catamarã) projetado para extrair plásticos dos rios antes que flutuem até o oceano. A necessidade da implantação do Interceptor em larga escala se deve a mentalidade da ação: enfrentar e limpar os rios mais poluídos do mundo.
Imagem: reprodução/NauticExpo
Tecnicamente, o Interceptor possui uma barreira flutuante que leva o lixo para o sistema criado pela Ocean Cleanup. Lá, um dispositivo está posicionado onde a maior quantidade de plástico flui (na superfície dos rios), e um outro dispositivo pode ser colocado mais abaixo para coletar o lixo que escapa dessa primeira barreira.
Segundo a organização em um dia comum, é possível extrair até 50 toneladas de lixo. Dependendo das correntes, das marés e da quantidade de plástico em um determinado rio, a Ocean Cleanup estima que até mil toneladas podem ser coletadas.
Visando as bases para o aumento da escala global, os Interceptores 005 e 006 estão sendo fabricados simultaneamente nas instalações da Konecranes em Klang, na Malásia, e devem ser concluídos até maio desse ano. Além disso, a Konecranes cuidará da fabricação, instalação e manutenção do Interceptor.
O Ocean Cleanup’s Interceptor foi revelado no final de 2019 e atualmente há três implantados em Klang, na Malásia; Jakarta, na Indonésia; e em Santo Domingo, na República Dominicana. Um quarto Interceptor, no Vietnã, teve sua implantação adiada e deve ser lançado ainda nesse mês, segundo a organização. Aos poucos, mais unidades serão lançadas em todos os continentes.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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A equipe olímpica da classe Nacra 17 Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino planeja os passos para o próximo semestre. A vitória na Copa Brasil de Vela em dezembro trouxe gás para a dupla que, ao dedicar-se ao preparo físico e aos treinos em água no ano da pandemia, obteve um ótimo rendimento mesmo após um ano sem competir.
“Esse campeonato foi importante para voltarmos ao ritmo de competição. Focamos em rotina de preparação, comunicação da dupla durante as regatas e funcionamento sob pressão. Velejamos com o pé fundo no acelerador o tempo todo, forçando o barco e testando as manobras ao máximo, para ver como nos sairíamos. Foi importante ver que estávamos bastante entrosados, depois de uma longa temporada de treinos no Rio. Ficamos muito felizes em fechar um ano tão difícil com mais um título brasileiro para a conta” pontua Gabi.
A proeira aponta quais as prioridades no tempo restante de preparação. “Para os próximos treinos, vamos na busca de novas condições de mar e vento para seguirmos nos preparando da melhor forma, frente às limitações de viagens, rumo aos Jogos Olímpicos”.
A dupla ainda projeta as participações nas competições internacionais em 2021 como Troféu Princesa Sofia na Espanha, da Semana de Vela Francesa e Evento Teste no Japão, conforme as medidas sanitárias frente a pandemia permitirem.
Equipe BRA10 | Albrecht Nicolino
Samuel Albrecht, timoneiro (atleta do Veleiros do Sul/RS) e Gabriela Nicolino (atleta do Iate Clube do Rio de Janeiro), proeira, são velejadores da classe Nacra 17, única classe mista da Vela olímpica. Será a primeira participação nos Jogos para a Gabi e é a terceira Olimpíada para o Samuca.
A dupla, além de ser atual campeã brasileira e sul-americana, é medalhista de bronze da classe Nacra 17 dos Jogos Pan-americanos de Lima no Peru em 2019 e conta com o trabalho do treinador Paulo Roberto Ribeiro, técnico medalha de bronze na olimpíada de Pequim em 2008. A equipe conta com patrocínio da ENGIE Brasil, Lojas Renner e Banrisul via Lei de Incentivo ao Esporte.
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O mergulhador dinamarquês Stig Severinsen, de 48 anos, quebrou o recorde mundial existente no Guinness de apneia dinâmica (natação submersa) com um mergulho de 202 metros (662,73 pés) no Mar de Cortez, no México.
Com o feito, Severinsen acrescenta um comprimento total de piscina de 25 metros (82 pés) ao recorde do venezuelano Carlos Coste de 177 metros (581 pés), que ele estabeleceu há quatro anos, aos 40 anos. O próprio Coste detém o recorde desde 2010.
Ao contrário dos recordes mundiais de mergulho livre mais tradicionais concluídos em piscinas, o Recorde Mundial do Guinness foi estabelecido em águas abertas na praia de Balandra, no México. O atual recorde de mergulho livre em piscina equivalente é de 300 metros (984 pés).
“Há muito tempo procuro uma oportunidade para transmitir uma mensagem sobre o nosso planeta e como devemos tratá-lo. O local do mergulho no México pertence a uma das áreas costeiras mais belas do mundo. Como muitos outros lugares, é ameaçado pela poluição humana.
“Quando o mundo foi atingido pela Covid-19 há quase um ano, eu estava procurando uma maneira de mostrar que a pandemia não era uma desculpa para esquecer nossas prioridades com a natureza ou com as nossas ambições. Pelo contrário. É por isso que passei o tempo treinando e desenvolvendo tanto a mim mesmo quanto a minha mensagem”.
Para quebrar o recorde, Severinsen iniciou um programa de treinamento intenso, tanto no aspecto físico como mental.
“Minha mensagem é que o nosso planeta é um lugar incrível, o nosso corpo e a nossa mente podem realizar coisas incríveis. Em vez de nos permitir ficar paralisados pelo medo, devemos continuar nossos esforços humanos. Mas deve ser feito em harmonia com a natureza – não contra ela. Quando esquecemos o medo e escolhemos a ação, nós mesmos somos mestres de nosso destino”.
O recorde foi aprovado pelo Guinness World Records.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
O fabricante de eletrônicos marítimos Raymarine revelou e demonstrou um novo sistema de controle integrado – YachtSense ™ – durante o METSTRADE Connect. A empresa é representada no Brasil pela Marine Express.
Voltado para construtores de barcos e integradores, a marca descreve o YachtSense como um sistema de controle digital avançado que permite a conscientização e o controle dos sistemas elétricos completos de uma embarcação – desde iluminação, bombas, molinetes, plataformas de natação e sistemas de entretenimento até controle de temperatura, geradores e outros mecanismos mecânicos a bordo
“YachtSense é o novo padrão em solução de controle digital premium para os barcos mais sofisticados de hoje”, disse Gregoire Outters, gerente geral da marca Raymarine na empresa controladora FLIR Systems. “Nosso sistema inteligente, modular e expansível dá total liberdade aos construtores de barcos para projetar soluções ultraconfiáveis e altamente personalizadas que melhor atendam às necessidades individuais de seus navios e clientes específicos”.
O YachtSense apresenta três níveis de redundância elétrica, um teclado integrado para controle manual, um LCD para diagnósticos do sistema, com operação com tela sensível ao toque a partir de qualquer visor multifuncional Axiom. Os Módulos Master são alojados em caixas impermeáveis IPX6, apoiadas por uma garantia de três anos.
O sistema foi pré-instalado em um SACS Rebel 55 na Itália. Matteo Magni, presidente da SACS, comentou: “Ficamos muito satisfeitos em instalar o YachtSense em nosso barco antes do lançamento. Valorizamos a abordagem de desenvolvimento colaborativo com a Raymarine para fornecer aos nossos proprietários a próxima geração de Switching Digital.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ben Stein é um editor de eletrônicos que vive em seu Carver Voyager de 57 pés, com a sua família, desde 2016. Ben, Laura, e as filhas Molly (13) e Madelyn (10) contam que desde que embarcaram nessa viagem, eles têm ficado mais próximos do que nunca. Uma vantagem que todos citam, inclusive, são os aprendizados que nenhum livro poderia ensinar. Eles começaram com um Great Loop, ou seja, uma volta por uma área determinada dos Estados Unidos e, ao terminar, continuaram passando a maior parte do tempo a bordo da embarcação.
O barco, que chama Have Another Day, tornou-se a moradia dessa família quando a pandemia da Covid-19 deu sinais no país. As meninas tiveram a sorte de já estarem acostumadas com a rotina do ensino doméstico, mas eles contam que a cautela no dia-a-dia foi redobrada. Apesar de terem uma casa em Chicago, os meses que viriam em um clima frio não pareceram tão atraente, de acordo com a família. Assim, mesmo em isolamento, puderam visitar as águas quentes da Flórida e o calor de Fort Myers.
As crianças, que costumavam encontrar amigos, visitar bibliotecas, lojas e restaurantes, acabaram pausando todas essas atividades. Laura, a mãe, assume que tem sido um pouco difícil mantê-las entretidas, mas ela explica que tem feito de tudo para tornar esse período o mais prazeroso possível. Dessa forma, delega muitas atividades para as filhas, como passear com o cachorro ou até mesmo andar de bicicleta, quando possível. Aplicativos de chamadas de vídeo como o FaceTime e o Zoom têm sidos ótimos aliados.
Ben conta, também, que adora o cotidiano da vida a bordo. Para ele, é fácil manter as amizades e o distanciamento social para quem vive em marinas, já que, entre os seus amigos, cada um monta seu deck em seu próprio barco, e eles socializam mesmo com alguns metros de distância.
“Durante a paralisação, várias vezes levamos o Carver para ancorar durante a noite. Isso nos deu uma sensação de calma. Pegamos as pranchas de remo e o macarrão para nadar, e curtimos o nascer e o pôr do sol sem nos preocupar em lavar as mãos a cada cinco minutos”, disse ele.
O barco, até então, não tinha um console central. O relato é de que, desde que adquiriram o console Cobia de 22 pés, a vida a bordo se transformou. “Isso nos dá a opção de fazer um cruzeiro no final da tarde para um lago ou uma corrida até a praia. Não precisamos nos preocupar com a profundidade, ou o vento, ou muito de qualquer coisa. Nada de lidar com cabos de alimentação ou proteger todos os nossos pertences no grande barco. Se o sol está brilhando e a previsão parece boa, lançamos linhas e vamos; tudo o que precisamos fazer é embalar alguns sanduíches e pegar o protetor solar”.
Na rotina semanal, um dos exercícios é puxar as garotas em um tubo no caminho para praias que estiverem mais vazias, ou com público mais espalhado. Quanto à rotina para o verão, os planos mudaram um pouco: para uma família que costuma viajar bastante, o objetivo de visitar as Bahamas ficou para um momento pós-pandemia. A alternativa, por enquanto, é manterem-se ocupados na Flórida mesmo, principalmente com as aulas e tutoriais online.
As compras de abastecimento da despensa são feitas a cada duas semanas. O que começou com o serviço de delivery, tornou-se um martírio, já que eles presenciaram várias entregas erradas ou com itens faltando. “Se uma ida rápida for necessária, um de nós irá, mas as crianças não vão a nenhuma loja. Felizmente, depois de morar em nosso barco por quase quatro anos, temos o armazenamento de alimentos planejado; sabemos como embalar a geladeira e fazer compras a cada duas semanas não tem sido um problema”.
Uma dica valiosa que a família deu foi equipar a cozinha ao máximo. Ben explica que essa variedade de utensílios deixa o cotidiano na cozinha tão fácil quanto cozinhar em casa, embora essa rotina fique cansativa com o tempo. Quanto ao seu trabalho de testar e escrever sobre novos eletrônicos, o cenário já muda um pouco. Ele diz que sofreu com os inúmeros cancelamentos de eventos de fabricantes, anúncios de produtos e reuniões, e até o seminário sobre eletrônica marítima se transformou em um webinar de vários dias. Por outro lado, muitas avaliações sobre produtos continuaram normalmente, apesar do atraso no fornecimento de alguns deles, devido à escassez no mercado. A conclusão final de Ben é de que “cada dia que passa, parece que mais empresas estão descobrindo como operar em nosso cenário em mudança, então estou ouvindo mais e mais empresas”.
Dentre os locais mais visitados, estão o rio Caloosahatchee, a Gulf Intracoastal Waterway e o Golfo do México, principalmente para os testes desses produtos dentro do Carver. “Tive a sorte de que no sudoeste da Flórida não houve restrições à navegação além da proibição de raftups, limites de capacidade e o fechamento de alguns parques e praias”.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Imagine um museu, com diversas relíquias emocionantes para ver e tocar, mas… no fundo do mar? Pois a Grécia criou o museu dos naufrágios de Peristera, o primeiro subaquático do mundo. A novidade, prevista para abrir oficialmente em junho de 2021, já mostrou uma prévia ao público, como um período de testes, que terminou no fim de outubro.
Nessa primeira abertura, mais de 300 pessoas conheceram o museu subaquático, incluindo 250 mergulhadores visitantes. Mergulhando a uma profundidade de 24 metros, os guias mostraram aos visitantes o naufrágio de Peristera, com 30 metros de comprimento. O navio permanece encalhado onde naufragou, há 2.400 anos, enquanto carregava uma carga de vinho e talheres de barro. Seu nome deriva de uma ilha vizinha, desabitada.
A ideia é que mergulhadores experientes possam descer ao museu subaquático acompanhados por um guia. Já os que não mergulham podem ter aulas em centros credenciados.
Localizado no Parque Nacional Marinho de Alonissos e Espórades do Norte, a primeira Área Marinha Protegida estabelecida na Grécia e a maior da Europa, o museu subaquático permitirá que os visitantes também tenham a chance de observar mais de 300 espécies de peixes, focas-monge do Mediterrâneo e lindos corais.
Para quem não pretende mergulhar, cinco câmeras subaquáticas irão mostrar aos visitantes o que está ocorrendo debaixo das águas, incluindo uma que funcionará com transmissão ao vivo de 24 horas.
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No dia 24 de junho de 1968, em Rimini, na Itália, um então desconhecido engenheiro de 43 anos, Giorgio Rosa deu uma entrevista coletiva que deixou os poucos jornalistas presentes surpresos. Resumindo, o engenheiro, “presidente” Rosa, informou à Itália, à Europa e a todo o mundo que 500 metros das águas territoriais Italianas acabavam de ser proclamados um estado independente.
Um estado soberano, com todos os anexos e ligações de uma nação de pleno direito: a sua moeda – o Milo -, uma gráfica para a emissão de selos, uma constituição, um sistema jurídico, um ordem democrática completa com um governo regularmente eleito de meia dúzia de ministros, os quais eram incrivelmente toda a população da ilha.
O novo estado foi denominado Isola delle Rose. Na verdade, “Insulo de la Rozoj”, porque, como qualquer nova nação, esta também teve que ter sua própria língua e o engenheiro e seu governo escolheram o esperanto como língua oficial da população.
E foi o presidente que construiu a ilha desconhecida a 12 quilômetros da costa de Rimini. A história incrível da menor e menos duradoura nação do mundo começou toda ali, na vívida imaginação de Giorgio Rosa, que quando criança lera as façanhas de aventureiros que conquistaram impérios e se proclamaram rei.
A empresa que deu vida à Isola delle Rose começou com a criação de uma empresa de construção naval, cujo presidente era a esposa do engenheiro, Gabriella Chierici, que em julho de 1958 identificou um ponto raso fora das águas italianas. As obras de construção da plataforma continuaram ao longo dos 10 anos seguintes, em meio a dificuldades financeiras, entraves burocráticos e legais com a autoridade portuária e problemas técnicos. Rosa construiu uma embarcação especial para o assentamento dos postes de sustentação com o motor de seu Cinquecento.
A ilha ficou oficialmente pronta em 1º de maio de 1968, que é também o dia de sua independência. Independência que não durou muito. O governo italiano pensou inicialmente que a Isola delle Rose, erguendo-se perto de uma costa com elevada vocação turística como a da Romagna, era apenas um estratagema para atrair visitantes e, acima de tudo, para evitar o pagamento de impostos.
Giorgio Rosa era sério e, se por um lado fazia contatos com os operadores turísticos de Rimini, por outro fazia apelos à ONU e aos demais Estados europeus para que a nova nação que se erguia naquela ilha artificial de 400 metros quadrados! Isola delle Rose logo se tornou um grande negócio para o governo italiano, que inicialmente respondeu apenas intensificando o patrulhamento da área para prevenir o tráfico ou contrabando ilegal.
A ilha cresceu e continuou destemida em seu caminho rumo àsoberania nacional: dotou-se de um porto que chamou de “Verda Haven” (porto verde em Esperanto) – pouco mais que um cais, para ser sincero, mas ainda assim com as suas próprias regras de atracação e também se preparava para dotar-se de uma estação oficial de rádio que teria a tarefa de sensibilizar a opinião pública sobre a sua própria causa de independência e de se opor às ações repressivas do governo italiano.
Em 25 de junho do mesmo ano, às 7 da manhã, uma dezena de pilotos da polícia pousou na ilha e tomou posse dela. Poucos dias depois, foram iniciados os procedimentos de desmontagem total da estrutura da marinha.
O sonho de Giorgio Rosa durou apenas 55 dias. As consequências judiciais e políticas que se seguiram à ocupação militar da Ilha de Roses foram muito mais longas. Houve cursos e recursos em todos os tribunais competentes e numerosas questões parlamentares foram apresentadas tanto pela direita como pela esquerda. Também protestaram os operadores hoteleiros de Rimini.
O agora ex-presidente Rosa recorreu a todos os tribunais de justiça, italianos e europeus, denunciando a injustiça do que para ele havia sido um golpe militar italiano contra um pacífico Estado vizinho.
O judiciário italiano respondeu que, mesmo que o Insulo de la Rozoj pudesse ser definido como um estado soberano, ele e seus ministros ainda eram cidadãos italianos e, consequentemente, obrigados a respeitar a lei italiana.
Hoje, apenas alguns vestígios do Insulo de la Rozoj permanecem no coração do Adriático. Alguns mergulhadores já organizaram mergulhos para nós, mas, garantem-me, não há muito o que ver. Resta a história extravagante de um homem que queria criar uma nação soberana em uma ilha que não existia. Uma história que a diretora Sydney Sibilia queria contar em um filme que vai ao ar na Netflix. O título é claro: A incrível história da Ilha de Roses.
Por Amanda Ligório, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Lujac Desautel muda completamente o design de iates com o conceito de “Glass”: o barco rendeu ao criador a indicação de “Jovem Designer do Ano”, da Boat International Media. Glass é um projeto de superiate que mais se parece com uma cidade, já que ele prevê a instalação de lojas, spas, boates e cafés, e uma revolução nos padrões náuticos até então.
O primeiro diferencial é o casco, totalmente retangular, e configuração de catamarã. Esse tipo de projeto permite que uma embarcação desse tamanho tenha menor contato com a água, o que propõe maior velocidade nos movimentos. Entre os dois cascos do catamarã, foi instalada uma área de construção de 1 724 m², três decks e uma estrutura no centro do navio que se estende por todos os três níveis. Ela é equipada com elevador, despensas para tripulantes, leito para enfermos, lavanderia e cozinhas — uma proposta de acessibilidade.
Na popa, há uma escada que, além de fornecer acesso para os espaços do modelo, também leva os tripulantes à garagem, servindo de anfiteatro ao mesmo tempo. E, se tem um item de decoração que preenche os ambientes, são os metais semipreciosos, além dos pisos revestidos de tecido e jardins cercados por paredes de vidro móveis. Pensando em todos os públicos, o projeto também conta com lojas de compras, academias, cafés, creches e piscinas.
Uma grande preocupação de Lujac Desautel também foi a visibilidade geral dos tripulantes. Assim, o maior dos decks foi ainda mais estendido. É nesse local, inclusive, que se encontram a maioria das instalações principais. O navio é construído sobre um SWATH (casco duplo de pequena área de avião aquático) e é composto por três elementos retangulares, que lembram uma construção em lego.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Os filantropos Eric e Wendy Schmidt fundaram uma empresa de pesquisa subaquática sem fins lucrativos no ano de 2009 chamada Schimidt Ocean Institute, em Palo Alto, na California. O objetivo dessa instituição é a junção do progresso tecnológico, observação inteligente e compartilhamento aberto de informações, combinando ciência com tecnologia de ponta para atingir bons resultados para a pesquisa oceânica.
Suas pesquisas interessaram a vários lugares do mundo e, recentemente, eles perceberam que uma área excepcional para fazer novas descobertas poderia ser a da Austrália, um continente rodeado por três oceanos, que são, em grande, parte inexplorados.
As últimas pesquisas, por outro lado, diziam a respeito à exploração das partes mais profundas do Parque Marinho da Grande Barreira de Corais, na região nordeste do continente, em águas decididamente mais quentes e calmas, por meio do uso do remoto submarino SuBastian, que desceu até o profundidade de 1 820 metros para capturar imagens daquelas águas profundas e desconhecidas. A equipe de pesquisa ficou maravilhada com o que encontraram e com a quantidade de vida marinha presente em tais profundidades, incluindo novas espécies de corais negros.
Veja abaixo um dos vídeos realizados na Austrália pelo Schimidt Ocean Institute:
Por Amanda Ligório, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
O primeiro campeonato brasileiro da classe HPE25 completou 15 anos em novembro deste ano. Mas, a história da classe começou a ser escrita um pouco antes, há 17 anos.
Hoje, são mais de 60 barcos construídos e flotilhas em Ilhabela, Guarapiranga, Rio de Janeiro, Salvador e em Porto Alegre. Sendo assim, a classe mantém a sua essência: alta competitividade no mar, alegria de velejar e camaradagem.
Mas, quais foram os primeiros passos para alcançar tais números?
A ideia de criar uma nova classe de vela surgiu através do desejo do velejador e empresário Eduardo de Souza. A procura de um barco compacto, seguro e com boa performance, entrou em cena o amigo, e também velejador, Felipe Furquim, que de cara se entusiasmou e lembrou do arquiteto naval Javier Soto Acebal, com quem já havia realizado alguns projetos.
O sonho começou a sair do papel e, a cada passo, se tornava mais concreto: eles buscavam um veleiro de 25 pés, veloz, fácil de velejar, de modo que não precisasse ser tripulado por atletas; pudesse ser rebocado por carro e que pudesse ser removido da água facilmente. “Quando expus os quesitos do projeto para o Javier, ele adorou, pois era um grande desafio”, disse o Felipe.
Entusiasmados com o modelo apresentado por Javier, Eduardo e Felipe decidiram fazer o barco. Compraram o projeto e foram fazendo acertos e desenvolvendo no papel. Depois disso, foi tudo muito rápido, e em 2003 o Amarelinho nasceu, feito no estaleiro Marco Landi.
Com algumas vendas e testes realizados em Ilha Bela e no Rio de Janeiro, era chegada a hora da produção em série de barcos idênticos. “Pesquisamos, pedimos instruções para muita gente e começamos a fazer os barcos na fábrica da Mitsubishi, 22 unidades”, conta Eduardo.
Com o tempo, correções sugeridas por diversos velejadores foram implementadas no HPE, de forma que atualizações foram feitas para que, aos poucos, a classe evoluísse cada vez mais.
O passo definitivo
Com 11 barcos ativos, era necessário dar firmeza para a classe e reunir todos os velejadores, daí a criação do 1º Campeonato Brasileiro de HPE25, em novembro de 2005, em Angra dos Reis.
De cara, deu para conferir a competitividade da classe, com disputas acirradas que levaram três tripulações diferentes a vencer cada uma das três regatas da competição. A partir daí, entre 2003 e 2008, a classe se consolidou e fidelizou quem já tinha o barco, além de atrair novos velejadores.
Depois, outros torneios e eventos movimentaram a classe, promoveram boas regatas e grandes disputas. Montando assim, uma flotilha de sucesso até na represa Guarapiranga. Hoje, a flotilha HPE conta com 62 barcos e pode, quem sabe, conquistar novos territórios. A missão é nobre: manter a classe brasileira no topo da vela nacional.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ubatuba, no litoral norte paulista, tem nada menos que 83 praias, uma diferente da outra. Já Angra dos Reis, no litoral sul carioca, possui algo como 365 ilhas, dos mais variados tamanhos. Entre as duas, ainda fica Parati, uma das mais charmosas cidades históricas do Brasil, com também um pouco de duas coisas que os brasileiros adoram: praias e ilhas. Então, por que não juntar tudo isso num só roteiro e fazer um grande passeio de barco que tem a cara do verão?
Esta é a nossa proposta: ir de Ubatuba a Angra, ou vice-versa, é claro, de barco, curtindo, sem pressa alguma, cada cantinho do trecho mais lindo da costa brasileira. São apenas 190 milhas náuticas, do Saco da Ribeira, em Ubatuba, ao centro de Angra (não em linha reta, claro, mas explorando atalhos que levam a lugares com dotes paradisíacos), que tanto podem ser feitos em um único dia (não recomendado, pois não permitirá parar para ver nada no caminho), quanto em uma semana de deliciosa preguiça.
O ideal, porém, são três dias, que, por sinal, cabem perfeitamente em qualquer um dos próximos fins de semana de férias de verão e calor intenso. Neles, é perfeitamente possível visitar os pontos mais bonitos desse trecho particularmente abençoado pela natureza e escolher, entre dúzias de opções, aqueles lugares que mais lhe agradaram para pernoitar, seja a bordo ou não.
Será uma daquelas viagens que ficam para sempre na memória de todo mundo, até porque oferece atrativos de todos os gostos: das lindas praias (muitas ainda selvagens!) de Ubatuba, às famosas ilhas da Baía de Angra dos Reis, passando por trilhas e cachoeiras na mata atlântica, rios cristalinos e perfeitos para tirar o sal do corpo depois de um dia inteiro de mergulhos no mar, e ótimos restaurantes para matar a fome no caminho, daqueles onde você estaciona o barco quase em frente à própria mesa.
Para melhor aproveitar esse cruzeiro, a pedida é dividir a viagem em três etapas. O primeiro trecho vai de Ubatuba à Parati. O segundo, de Parati ao Saco do Céu, na Ilha Grande. O terceiro, como um grand finale, fica por conta de uma volta completa à Ilha Grande.
1º dia — Ubatuba-Parati
Apesar de ficar a pouco mais de um par de horas de carro da maior cidade do país, Ubatuba ainda abriga algumas praias tão virgens quanto quando os primeiros caiçaras começaram a chegar por ali. Surpreendente, também, é a própria quantidade de praias que possui. Em uma faixa de pouco mais de 120 quilômetros de extensão, há nada menos que 83 delas. Na média, uma praia a cada quilômetro e meio! E o mais incrível é que uma costuma ser completamente diferente da outra, o que torna esse cardápio ainda mais saboroso.
Como a minúscula Praia do Cedro, a menos de dez minutos do centro, que tem o tamanho certo dos seus sonhos: não mais que 10 passos de extensão, com nenhuma outra pegada na areia a não ser a sua própria. Ou o Bonete, uma ainda típica vila de pescadores, onde não existem ruas nem automóveis, pela simples razão de que não há nem estrada até lá: só se chega de barco ou a pé mesmo, numa caminhada de pouco mais de meia hora por uma trilha beirando o mar, que, por si só, já vale o esforço. Em Ubatuba, muitas vezes, uma simples trilha separa o urbano do primitivo.
De maneira geral, as praias de Ubatuba dividem-se em duas categorias, claramente distintas: as urbanizadas, com pequenos prédios de três andares, concentradas na parte sul da cidade, e as de areias vazias, na parte norte, com dotes de paraíso — apesar dos borrachudos. Há, ainda, um terceiro tipo de praia na região: as dos condomínios conscientes, um meio-termo civilizado, como acontece no Félix e Prumirim – esta, com uma lagoa natural no canto e uma ilha com outra esplendida praia em frente. Já a Puruba não é uma praia como outra qualquer.
A começar pelo fato de ser praticamente desconhecida pelos próprios moradores de Ubatuba. A razão disso é geográfica: a praia fica separada da terra firme por um largo rio, que quase sempre só pode ser atravessado de barco. Quem vê a praia, pensa que é uma ilha. Senão na geografia, com certeza no seu isolamento. Recomenda-se, porém, untar bem todo o copo com um bom repelente, porque os borrachudos da Puruba não dão sossego nem dentro d’água. Mas, em compensação, o visual é de comercial de bronzeador: um praião deserto, sem viva alma por perto. Nem parece que se está entre os dois principais estados do país.
No entanto, convém ir preparado para a célebre imprevisibilidade do tempo na região de Ubatuba. Reza a tradição que, quando não está nublado (“Ubanubla”) é porque já está chovendo (“Ubachuva”). A culpa pela instabilidade climática é da Serra do Mar, que ali margeia as praias, feito um paredão verde. A serra retém as nuvens e favorece as chuvas.
A vantagem é que, justamente por causa da quantidade de água que cai, formam-se rios que vão desaguar nas praias e cachoeiras que, muitas vezes, também despencam a poucos passos delas. Consequentemente, você tem água doce ou salgada, na mesma praia. Como acontece, por exemplo, na esquecida Camburi, a última praia sob os domínios de Ubatuba, onde a proximidade das cachoeirinhas com o mar é tão pequena que seus (raros, por sinal) frequentadores saem de uma para tomar banho na outra e voltam em seguida.
A preservação dessa parte do litoral paulista tem diretamente a ver com o acesso complicado por terra às suas praias. Muitas delas ficam nas pontas das penínsulas, distante do asfalto e com caminhos impossíveis aos automóveis – só mesmo a pé ou, melhor ainda, de barco.
Já o forte da cidade de Parati não são as praias. As melhores ficam bem antes da cidade (que, no entanto, merece, um longo passeio por sua história), lá para os lados de Trindade, ainda quase na divisa com São Paulo, ou avançando pela península em frente ao centrinho, onde – ali, sim! – há uma sucessão de prainhas graciosas, incluindo Jurumirim, com uma única casa modesta, que pertence a Amyr Klink.
Tem, também, a Praia da Lula, que é uma linda faixa de areia, com pouco mais de 100 metros de comprimento. Bem pertinho dali, já que tudo fica mais ou menos próximo nas águas de Parati, há o Saco da Velha, uma praia de filme de aventura, semi-escondida na entrada da Enseada de Parati-Mirim. Muitos barcos pernoitam lá, atraídos por uma paisagem encantadora: uma praia com grandes pedras fincadas na areia e águas muito tranquilas. Quase em frente, fica a graciosa Ilha da Cotia, com duas minúsculas prainhas, uma de cada lado da ilha, interligadas pela mesma faixa de areia, feito praias siamesas.
Você desembarca numa, caminha uma dúzia de passos e da na outra, onde as pedras formam piscinas no mar. As crianças adoram. Os adultos, também. Penetrando bem mais na Enseada de Parati-Mirim, chega-se ao Saco do Fundão, que, logo na entrada, tem uma ilhota ligada ao “continente” por uma linda língua de areia, que seria perfeita para um desembarque, não fosse um detalhe: cães com cara de poucos amigos intimidam qualquer tentativa de aproximação — um jeito malandro e muito comum na região de criar praias “particulares”, para usufruto exclusivo dos donos das casas.
Na mesma enseada, fica o curioso Saco Grande — anote este nome! — uma plácida lagoa de água salgada, escondida após uma sucessão de reentrâncias, que só mesmo a curiosidade do piloto fará seguir em frente. Você vai entrando, dobrando pontas e se escondendo, cada vez mais. No final, após a última curva, surge uma pequena baía, em forma de ferradura, que é uma perfeita lagoa. A ilusão é quase perfeita, porque, uma vez dentro dela, não se vê mais a saída. Dormir ali também é sensacional.
Um pouco antes da Enseada de Parati-Mirim fica outro atrativo e tanto de Parati: o Saco do Mamanguá, um braço de mar que avança cinco milhas terra adentro, ladeado por altíssimas montanhas, feito um fiorde de verdade — e onde o vento é sempre generoso para os veleiros. O ideal é navegá-lo até o fim (tomando cuidado apenas com o baixo calado após a Ponta do Bananal!) e fazer passeios de bote pelos riozinhos que deságuam no fundo do saco.
Na volta, pare na Praia do Cruzeiro, onde uma (longa, é verdade) trilha leva ao topo do “Pão de Açúcar”, a grande pedra, que lembra o monumento carioca (daí o seu nome) e domina a paisagem no Mamanguá. A vista lá do alto é tão sensacional quanto as praias desta primeira parte do roteiro.
A Ilha Anchieta fica pertinho do centro de Ubatuba, mas ainda esconde uma praia quase intocada
A mais popular e abrigada da histórica Ilha Anchieta — que, no passado, abrigava um presídio e, hoje, é parque e área de proteção ambiental —, esconde uma prainha praticamente desabitada, vazia e imperceptível para quem passa de barco: a Praia do Sul. Esse paraíso e fica escondido numa enseadinha, onde o mar avança terra adentro, entre encostas cobertas de vegetação e enormes pedras.
De cima dessas pedras é possível ter uma visão quase “aérea” desta sonífera praia. Difícil acreditar que um lugar intacto desses, com não mais de 20 metros de extensão, emoldurada por uma bonita vegetação e sombras de amendoeiras, fique a menos de 10 minutos de barco do continente e, mesmo assim, sem nenhuma pegada na areia, a não ser a sua, se você aceitar o convite de ir até lá.
Ilha das Couves, um lugar bem abrigado com duas praias quase intocadas de águas cristalinas
Ubatuba tem 17 ilhas e oito ilhotas, além das famosas 92 praias. No entanto, oito em cada dez donos de barcos insistem em ancorar apenas na histórica Ilha Anchieta. Mas, ali pertinho, a dez minutos de barco da vila de Picinguaba, duas outras ilhas (ou uma ilha e uma ilhota) escondem praias quase intocadas, bem abrigadas e emolduradas por uma bonita vegetação, entre outras atrações para quem ancora em suas águas. Esses paraísos, ligados por um canal, chamam-se Ilha e Ilhota das Couves.
Parece incrível, mas não mais que meia dúzia de lanchas passam por esse lugar mágico a cada fim de semana. São duas praias, localizadas na face oeste da ilha — a Prainha das Couves, com 60 metros de extensão, e a Prainha do Japonês, com 20 metros de areia branca —, que permitem um desembarque fácil e encantam pelas águas cristalinas, daquelas que a gente consegue enxergar o fundo. Para completar, tem vida marinha abundante, com lindos corais no fundo e muitos peixes coloridos em volta deles.
Para os amantes da pesca, na face sul, é comum encontrar peixes de passagem, como robalos, enchovas e cavalas. Como isso não bastasse, bem pertinho dali fica a Ilha Comprida (que faz parte do Arquipélago das Couves), o que permite dar uma gostosa esticada ao passeio.
2º dia — Parati-Angra
Se Parati esbanja tranquilidade em suas águas, o menos não acontece em Angra dos Reis. Nenhum outro ponto da costa brasileira reúne tantas ilhas e tanta gente interessante em volta delas quanto Angra. Mas, esqueça as praias da baía no lado do continente. Para curtir a região como se deve, só mesmo de barco, porque a verdadeira Angra fica dentro d’água. Muita gente chega nem desembarca nas ilhas, porque só curtir aquela paisagem já enche os olhos.
A Ilha da Gipóia, por exemplo, abriga uma das praias mais badaladas do Brasil: a Praia do Dentista, uma espécie de balada diurna de verão — um lugar para ver e ser visto, mas sempre de barco, porque o lance é ficar a bordo, apreciando o movimento ao redor. Nos fins de semana de verão, mais de 100 lanchas chegam a parar ali, ao mesmo tempo.
Outro ponto consagrado de agitação é o Frade, um bonito complexo com casas, restaurantes e um grande marina, bem pertinho do Dentista. Mas, se o seu objetivo for justamente o oposto, ou seja, a tranquilidade, rume para outras tantas ilhas e praias da baía, como praia da Biscaia, na Ponta Leste, uma linda enseadinha de águas translúcidas, afastada da cidade e emoldurada por uma exuberante paisagem natural.
Para quem não resiste à curiosidade de saber onde ficam os riscos e famosos, é só seguir o rush das lanchas, que passam por uma ilha cinematográfica. A Ilha dos Porcos Grandes, que tem pista de pouso e zoológico particular. As casas de Luciano Huck, na Ilha das Palmeiras, e de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na Gipóia, também atraem os curiosos.
Passado esse momento tiete, você vai descobrir que, de fato, não é preciso invadir nenhuma ilha particular para ser feliz, já que Angra guarda muitos lugares imperdíveis. O único problema é que quando você acha que encontrou a mais bonita de todas, surge outra, logo adiante, que, pensando bem, é ainda melhor.
É o caso de uma enseada cheia de superlativos, no lado de dentro da Ilha Grande, chamada Saco do Céu. Velejadores e lancheiros descolados frequentam a região, atraídos não só por suas águas tranquilas e abrigadas mas sobretudo pela mística de um lugar que, nas noites de lua cheia, reflete as estrelas no próprio mar – daí, aliás, o nome Saco do Céu. Está para nascer quem já foi e não gostou do Saco do Céu. E, certamente, não será você.
3º dia — Rodeando a Ilha Grande
Nenhum passeio na região de Angra estará completo sem uma vasculhada em algumas das 106 praias, de diferentes características, da Ilha Grande – que, como este próprio número indica, é grande não apenas no nome. Mas esqueça a muvuca semiurbana da Vila do Abraão e concentre-se apenas no que a Ilha Grande tem de melhor: o verde – tanto de suas matas quanto de suas águas. Como, por exemplo, o seu “lado de fora”, onde ficam as praias menos conhecidas. Ele é banhado pelo mar aberto, o que dificulta um pouco a navegação, mas, em compensação guarda algumas das mais lindas praias de toda a Baía.
Uma delas é Lopes Mendes, que já figura entre as tops do mundo. Tem areias branquinhas e fininhas, que emitem “ics, ics” sob os pés, águas transparentes e absolutamente nada ao redor, a não ser muita natureza. Como fica voltada para o mar aberto, tem ondas razoáveis e ancoradouro seguro apenas no lado direito de quem chega pela água, contornando a Ponta de Castelhanos.
Escondidinha, quase ao lado, fica Cachadaço, com menos de 20 metros de areia e um mar de piscina. Nela, não cabem mais do que duas lanchas ao mesmo tempo, o que garante total privacidade a quem chegar primeiro. Mais à frente fica a Praia de Aventureiro, com águas cristalina, com ou sem ondas (dependendo apenas do lado escolhido) e um aglomerado de pedras que formam piscinas sob um caprichoso coqueiro debruçado sobre o mar. Parece cartão-postal. O lugar agora está sob controle ambiental e com um número limitado de visitantes, o que é bom para todo mundo.
A Lagoa Azul também não fica nada atrás em beleza. É um desses lugares que não cansa nem enjoa. De cada dez barcos que navegam pela Ilha Grande, pelo menos nove dão sempre uma passadinha por lá. Porque um banho ali é uma delícia.
Mas se só as praias do lado de fora já valem a viagem, conhecer as de dentro é um bônus do qual não se recomenda abrir mão. Mesmo quem pensa que já conhece cada pedaço desta faixa litorânea dos sonhos, vai se surpreender.
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Equipe que representa o Brasil na regata de volta ao mundo guarda histórico otimista para conquistar o 1º lugar entre os barcos Sharp e o 3º na classificação geral
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
A construtora holandesa de megaiates Feadship revelou seu novo conceito, o espetacular Escape. O modelo possui um átrio central com elevador de vidro e piscina lunar que não apenas permite aos hóspedes vistas do mar sob o barco, mas também funciona como uma piscina de água salgada e um cais secreto de submarinos.
Há até uma garagem escondida no convés de proa para um drone MyCopter e uma estufa para o cultivo de flores e vegetais. Tudo está envolto em um design futurista com forte foco na sustentabilidade.
Além de apresentar um sistema de propulsão elétrica híbrido e um casco ultraeficiente, Escape prevê mais painéis solares do que qualquer outro iate atualmente, além de uma série de sistemas de reciclagem a bordo, incluindo o microgerenciamento de calor para minimizar o desperdício de energia.
O diretor de marketing e marca da Feadship, Farouk Nefzi, diz que este não é apenas um conceito fantástico. Escape foi baseado na lista de desejos de um astro do rock fictício e tem uma comprimento projetado de 110 metros. Nenhum preço foi anunciado.
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Basta olhar para as fotos que ilustram esta reportagem para saber por que o canadense Frank Gehry foi eleito pela revista americana Vanity Fair o arquiteto vivo mais importante do mundo. São prédios que mais se parecem com esculturas gigantes, cobertas por placas de vidro ou por finas camadas de titânio, e que encantam o mundo com seu formato de velas de barcos, além de outras feições igualmente peculiares que parecem desafiar a própria lei da física. Como o icônico Walt Disney Concert Hall (na foto ao lado), de Los Angeles, cuja estrutura metálica (de aço inox) assemelha-se a um veleiro de mastro armado. Cartão-postal da cidade que fica ao sul da Califórnia, esse teatro reluzente é um dos exemplos do estilo desse genial criador, vencedor do Pritzker — o Nobel da arquitetura — em 1989, e que se mantém na vanguarda arquitetônica, apesar de seus 91 anos de idade.
Nascido em Toronto, no Canadá, em fevereiro de 1929 e há mais de 60 anos radicados nos Estados Unidos, Frank Gehry entrou para a história ao projetar, 23 anos atrás, o célebre Museu Guggenheim Bilbao, da Espanha, esculpido com 30 mil finas placas de titânio em forma de ondas, entrelaçadas de uma maneira aparentemente impossível. Algo de novo e revolucionário parecia estar acontecendo na arquitetura moderna. E o tempo confirmou essa impressão. Por suas mãos, a arte de construir ganhou outra dimensão, que os críticos batizaram de arquitetura-espetáculo.
O icônico Walt Disney Concert Hall, cuja estrutura de inox assemelha-se a um veleiro de mastro armado, virou cartão-postal de Los Angeles, ao sul da Califórnia
Frank Gehry curte ser celebridade a aproveita a fama para criar mais e mais estruturas admiráveis apropriadamente chamadas de edifícios-esculturas. É possível ver espalhadas pelos quatro cantos do mundo esse tipo construção, muitas delas com o formato de velas. São obras fascinantes, surpreendentes, absolutamente fora do convencional.
É da autoria de Frank Gehry, por exemplo, o museu de arte e centro cultural da Fundação Louis Vuitton, em Paris — este, todo envolto em painéis de vidro curvis que lembram velas infladas pelo vento. Talhado para exibir a coleção do magnata do luxo Bernard Arnault, esse prédio-escultura tem seus 11 mil metros quadrados de galerias cobertos por uma casca formada por 3 584 painéis de vidro laminado, cada uma com um desenho diferente, especialmente curvo, o que resulta no aspecto de vela. No térreo, tudo se reflete em espelhos d’água. Uma cascata embaixo do prédio dá a impressão de que a construção é um veleiro atracando. Inaugurada em 2014, a obra desperta reações distintas. Para seus admiradores, Gehry produziu beleza e encantamento. Para os críticos, um mastodonte branco, símbolo máximo da onda de ostentação que varre o mundo da arte. Irritado, o arquiteto chegou a mostrar o dedo do meio para um grupo de jornalistas quando perguntaram se sua arquitetura não seria um “espetáculo vazio”.
Os prédios estonteantes de frank Gehry também servem como chamariz para o turismo. Paisagens urbanas desgastadas viram esculturas em suas mãos geniais
Também levam a sua assinatura a Dancing House (ou prédio dançante) de Praga, na República Checa; o Cleveland Clinic Building, de Las Vegas; o Hotel Marqués de Riscal, na Espanha; o edifício da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália; o Peix (Fish), de Barcelona; o Museu da Cultura Pop, de Seattle; e o Weisman Art Museum, de Minneapolis.
Vencedor do Pritzker em 1989, maior prêmio da arquitetura, Frank Gehry é muito requisitado para revitalizar paisagens urbanas desgastadas com suas esculturas de titânio e vidro. Seus prédios estonteantes também servem como chamariz para o turismo. Desde que o Museu Guggenheim Bilbao abriu suas portas, por exemplo, a cidade espanhola — antes sujinha, decadente, voltada para a siderurgia — passou a receber 1 milhão de visitantes por ano, por causa do museu.
Os prédios da Fundação Louis Vuitton, em Paris, são de autoria de Frank. São 11 mil metros quadrados cobertos por painéis de vidro, que lembram velas de um barco infladas pelos ventos
A capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, também entrou no radar. Na cidade repleta de modernos arranha-céus Frank Gehry está erguendo o maior Museu Guggenheim do mundo, que deverá chacoalhar o mundo das artes plásticas quando for inaugurado, provavelmente no ano que vem, na Ilha Saadiyat. Tal qual uma obra de arte, o prédio promete ser pura originalidade. Em 2005, o diretor Sydney Pollack fez um documentário, Sketches of Frank Gehry, com foco no trabalho e no legado do arquiteto.
Talvez você já tenha ouvido falar nele, sem ter sido por causa de seus prédios geniais. É que Frank Gehry também enveredou pela arquitetura naval. Há cinco anos, ao lado do argentino German Frers, ele projetou o veleiro Foggy, de 74 pés, feito de madeira aromática, repleto de detalhes em titânio e cristais, com um design incomum de treliça. O resultado foi um barco que não se parece a nenhum outro. Pura arte!
As obras de Frank Gehry despertam as mais distintas emoções nas pessoas. Para os admiradores, beleza e encantamento. Para os críticos, um espetáculo vazio
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Conforme o sol se põe sobre as águas do Lago Vitória, o barulho das ondas quebrando é abruptamente abafado pelo ronco dos motores dos pesqueiros que surgem no horizonte. Os pequenos barcos parecem fazer parte da paisagem. À medida que o brilho do dia vai se perdendo, eles se fazem mais presentes.
Há séculos, as águas do Lago Vitória são tomadas por barcos pesqueiros que, durante a noite, garantem a alimentação de diversas tribos — nas mais de três mil ilhas — espalhas pelo lago, que abrange os territórios do Quênia, Tanzânia e Uganda. Com 68 870 km² de área (quase a área da Irlanda), o lago é o maior do continente africano.
Em uma noite no lago, a bordo do pesqueiro dos irmãos Mike e Robinson Okeyo, o fotojornalista Jeffrey Walcott detalhou como é a saga dos pescadores noturnos do Lago Vitória na coluna “Boats and Boating”, (Barcos e passeios de barco), do New York Times.
O brilho da noite no Lago Vitória – Imagem: Jeffrey Walcott
Como é noite, a superfície do lago se confunde com uma cidade: cheia de luz. Ao anoitecer, as estrelas são ofuscadas pelas lanternas e os pescadores flutuam nas águas para atrair os peixes à suas redes. Outrora, a maioria usava lanternas de parafina, mas agora estão mudando para o uso de lâmpadas portáteis (e recarregáveis) alimentadas por pequenos painéis solares.
A partir disso, todos os pescadores só tem olhos para uma espécie de peixe, que é própria e única dessa região: o “omena”. Para você que se perguntou: “O que é um omena?”, não preocupe, essa espécie só é encontrada na água doce do Lago Vitória.
Pescador preparando um dos seus companheiros de trabalho – Imagem: Jeffrey Walcott
Mas, por que pescam à noite?
Segundo Mike Okeyo, que há cinco anos se aventura nessas águas, quando é dia o omena se esconde, mas às noites, com o auxílio da luz das lanternas, o peixe sobe até a superfície, facilitando o trabalho dos 400 barcos que pescam omena depois que o sol se põe.
Apesar do alto número de pescadores, o omena ainda é um peixe mais fácil de capturar quando comparado à perca do Nilo ou à tilápia, que têm sofrido uma sobrepesca crônica na região. “É o único peixe confiável, porque é muito fácil de pescar”, disse Mike Okeyo. “A tilápia e a perca do Nilo precisam de muito suor para serem capturadas”, acrescenta.
Omenas secando – Imagem: Jeffrey Walcott
Consequentemente, o número de peixes está diminuindo à medida que mais pescadores buscam a profissão para se sustentar. A facilidade de se pegar o omena pode ser relativa, pois os pescadores têm que passar a noite inteira em pequenos barcos, com tripulações de até cinco pessoas. Nenhuma captura é garantida. A competição aumentou tanto que às vezes a violência irrompeu no lago — o que, na pior das hipóteses, resultou em afogamentos.
Como funciona a comercialização dos omenas
No final de cada noite, os pescadores de omena puxam suas lanternas e se dirigem para a costa, onde o preço do omena é mais alto. Normalmente, são vendidos para dois tipos de clientes: os locais, que secam o peixe e vendem aos consumidores; ou empresas, que usam o peixe na criação de ração animal.
Pescadores e gerentes de mercado medem colheres de omena para serem vendidas aos residentes da Ilha de Mfangano, no Quênia. Essa ilha é usada como “base” para os pescadores quenianos.
Mais um dia de trabalho chegando ao fim – Imagem: Jeffrey Walcott
Em outros casos, os pescadores quenianos encontraram problemas com as autoridades de Uganda, visto que a fronteira entre Uganda e Quênia fica a quase um quilômetro da ponta da Ilha de Mfangano. A pena para cruzar a fronteira não marcada na água pode ser enorme, cobrada com multas ou confisco de equipamentos.
Independentemente do cliente, o salário ganho ajuda quase todos na comunidade. “A indústria pesqueira teve um impacto positivo nas vidas dos pescadores e da população da Ilha de Mfangano”, explica Robinson Okeyo. “Vários jovens estão investindo no negócio, que em troca está criando oportunidades de emprego”, completa.
A pesca sendo a fonte de tudo, até de quem não é pescador – Imagem: Jeffrey Walcott
Ao mesmo tempo, a pesca, disse ele, também apoia outros negócios auxiliares: lojas, restaurantes, construtores de barcos e mecânicos de popa. Em suma, é interessante de se pensar o quanto um ecossistema pode ter um impacto social na vida de tantas pessoas, envoltas da mesma comunidade.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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Imagine um superiate que une o design inspirado em automóveis modernos, e um conceito de arquitetura naval: esse é o Sinderella, desenvolvido pelos estúdios estadunidenses Cantu Design e DFD Design.
Os espaços sociais, tanto internos quanto externos, do Sinderella foram projetados pela Cantu, um estúdio com sede em Seattle que trabalha com exclusividade para alguns estaleiros nos EUA e na Europa. A ideia por trás do modelo é promover um perfil “clean e atual” à embarcação, segundo os designers.
A área de popa do Sinderella é um verdadeiro charme. Um espaço aberto e contemporâneo, que promete oferecer aos tripulantes um clima agradável e uma experiência a bordo única.
O sky lounge também tem seu diferencial: é envolto em um vidro que pode se tornar opaco com o apertar de um botão. Há também, no projeto inicial, um heliporto no deck, ao lado do bar e da jacuzzi. Esse detalhe é por conta do estúdio DFD Design, que procurou dar um ar naval ao Sinderella, que pode ser utilizado, também, como um iate explorador.
Sinderella de perfil- Imagem: Cantu Design
A acomodação a bordo é para um total de 10 pessoas, incluindo uma suíte no convés superior e quatro camarotes de hóspedes no convés inferior. Os alojamentos da tripulação no convés inferior oferecem acomodações para nove funcionários.
O conceito está disponível com uma gama de pacotes de propulsão disponíveis: uma configuração diesel-elétrica com um banco de baterias auxiliares fornecendo duas horas de propulsão elétrica com zero emissão.
Além disso, o Sinderella prevê uma velocidade máxima de 18 nós e velocidade de cruzeiro de 12 nós para um alcance de 3 600 milhas náuticas.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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A especialista australiana em multicascos Echo Yachts aproveitou o Fort Lauderdale Boat Show 2020 para apresentar ao público a nova embarcação do estaleiro: o catamarã SP30. Ele se une a um conceito de iate e teve seu design projetado pela empresa, também da Austrália, Misha Merzliakov Yacht Design.
Ao longo de seus 30 metros, o que mais chama atenção é o amplo convés traseiro para acomodar de tendas à diversos brinquedos aquáticos, afinal, espaço é o que não falta. Também na popa, há uma plataforma de mergulho com rebaixamento hidráulico, fornecendo aos hóspedes um acesso seguro à água.
O iate também possui quatro grandes camarotes abaixo do convés, com uma ampla suíte máster à frente do convés principal. Ele oferece ampla flexibilidade de arranjo interno e externo devido a uma viga de superestrutura de 10 metros.
Um “interior elegante deliberadamente casual” combinado com “iluminação ambiente inteligente” resultará em “uma atmosfera calorosa e acolhedora a bordo”, segundo o estaleiro.
Portanto, com capacidade para 12 passageiros, o SP30 se beneficia de seu tamanho para promover uma navegação suave e segura, proporcionado pela forma do casco. Além disso, promete alcançar uma velocidade máxima de 20 nós e velocidade de cruzeiro de 15 nós.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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