Da série engenhocas insanas que navegam (ou sonham navegar…), a novidade é a La Foil, um Fiat 500 que a empresa de designer italiana Floating Motors transformou em um mini barco movido por um motor elétrico de 70 hp conjugado a um par de hidrofólios. Um casamento perfeito, garantem os técnicos da empresa.
Para quem não sabe, hidrofólios são pequenas “asas” submersas com as quais a embarcação se eleva acima da linha da água, aproveitando as leis da hidrodinâmica para ganhar velocidade. De acordo com a Floating Motors, esse design permite que o La Foil se beneficie de uma redução de 50% no arrasto quando comparado a um barco convencional.
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Com 3,50 metros de comprimento e 2,6 metros de boca, o Fiat 500 La Foil pode transportar quatro pessoas. O peso é de 850 kg. Com exceção dos hidrofólios, que resultam em um visual esquisito na parte de baixo do casco, o barco é praticamente idêntico ao famoso minicarro, conhecido como Cinquecento.
Gostou? Em fase de pré-encomenda, a empresa está pedindo um depósito de 10 mil dólares. A estimativa é que acabe custando 60 mil dólares quando estiver pronto. Mas, avisa, você terá de esperar 12 meses até poder levar seu Fiat 500 La Foil para dar uma volta num lago.
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Enquanto no Brasil a Anac autorizou o início da atividade de entregas via drone (aeronave não tripulada de pilotagem remota) apenas de forma experimental (e sem que o produto vá direto à casa do cliente), na Espanha esse serviço já passou da fase de testes para se tornar realidade, especialmente em operações entre restaurantes de portos, iates clubes e marinas e os barcos.
A descolada Ibiza foi a primeira cidade escolhida para receber o serviço premium, que reduz o tempo de entrega e permite o consumo da comida ainda quentinha (a caixa de transporte possui monitoramento da temperatura).
A empresa Drone to Yacht instalou uma central de pousos e decolagens na enseada de Tarida. De lá, o drone sai para buscar a encomenda em um restaurante, após um pedido feito pelo celular, e faz a entrega diretamente na embarcação, que se encontra ancorada naquelas águas.
Funciona como o iFood: o cliente baixa um aplicativo no smartphone, se cadastra, seleciona em seu iate o que quer comer, faz o pedido pelo app (ou pelo site DroneToYacht) no restaurante escolhido e, de lá, só tem que esperar que a comida chegue voando.
O primeiro embarque, em Ibiza, foi feito no restaurante Can Yucas, localizado à beira-mar, em Cala Tarida, e que agora atende seus clientes por via terrestre, marítima e aérea. Mas a empresa de delivery, que utiliza os aviões da Galician Aerocamaras, já tem convênios com vários restaurantes de Ibiza e está trabalhando para ampliar a lista de franqueados ao longo da costa espanhola.
O próximo passo da empresa é transportar alimentos por drones no Caribe, onde começará a operar ao longo deste ano. Mas o objetivo é mais pretensioso: que o aplicativo Drones To Yacht possa satisfazer o apetite dos clientes que estão passando férias em iates, resorts ou mesmo campos de golfe ao redor do mundo, graças ao revolucionário seu sistema de entrega, mais produtivo e mais rápido.
A operação conta com drones elétricos, que têm seis motores, dois aparelhos de GPS e voam à velocidade máxima de 32 nós. O serviço pode incluir o envio de outros tipos de produtos, como protetores solares, óculos de sol ou até mesmo medicamentos e equipamentos de resgate em situações de emergência. A comida vinda dos céus.
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Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
O fundo do mar abriga tantos mistérios e segredos que a humanidade ainda não descobriu tudo o que existe sobre ele. Nos últimos anos, pontos turísticos submersos foram descobertos ou até mesmo criados para atrair turistas para este mundo. Confira alguns dos destinos submersos inusitados:
O Molinere Underwater Sculpture Park foi inaugurado em 2006 na baía de Moliner, em Granada, país da região do Caribe. Trata-se de uma área com 16 esculturas submersas que retratam a vida naquela região, bem como a sensação de solidão.
As obras foram esculpidas pelo artista britânico Jason de Caires Taylor e todas foram feitas com cimento e uma superfície texturizada que permite o crescimento de corais sobre elas. Por esse motivo, as estátuas são sustentáveis e criam cenários submersos esplendorosos.
Agência de Correio Subaquática, em Vanuatu
Já imaginou como seria enviar um cartão postal diretamente do fundo do mar? Essa é a proposta da agência de correios localizada na Hideaway Island, uma das ilhas de Vanuatu, país da Oceania que fica a 1 600 km da Austrália.
O posto fica a 3 metros da superfície e a 50 metros da costa da ilha. O horário de funcionamento é todo detalhado para os turistas e locais em uma placa à beira-mar. Além disso, sempre existe uma boia flutuante bem em cima do local do posto de correio quando um funcionário está presente.
Porto Real, na Jamaica
Porto Real não é apenas a cidade fictícia da série “Game Of Thrones”, mas é também uma das cidades mais importantes da história da Jamaica. No século 17, o local era conhecido como a cidade mais rica e próspera do país, mas ao mesmo tempo tinha fama de ter uma aura de perversão, já que atraía piratas e negócios considerados obscuros.
Em 1692, a região sofreu um terremoto que abalou a estrutura abaixo da cidade e, depois, foi totalmente inundada por um tsunami. No entanto, diversas estruturas e até mesmo navios inteiros estão preservados, alguns praticamente intactos.
Porto Real está a 12 metros abaixo do mar da região chamada hoje de Sunken Pirate City. Por se tratar de uma cidade histórica de grande valor arqueológico, os turistas que desejam visitar a localidade precisam de uma autorização governamental.
Prisão Rummu, na Estônia
Quem curte incluir no roteiro lugares mais sinistros pode gostar da ideia de mergulhar debaixo da prisão Rummu, no município de Vasalemma Parish, na Estônia. O local foi um campo soviético que funcionou na década de 1930, mas foi inundado por um lago e precisou ser desativado. Boa parte da torre onde funcionava o quartel ainda é visível fora d’água, mas a parte submersa preserva celas e labirintos.
A prisão Rummu está dentro de uma propriedade privada, o que por si só já dificulta o acesso. Mergulhadores profissionais afirmaram que a área não é segura para explorar devido aos pedaços de concreto, metal e árvores, que podem causar danos ao turista. Por esse motivo, o lago possui um histórico de afogamentos e pessoas que se lesionaram.
Poseidon Undersea Resort, em Fiji
Luxo, aventura e deslumbre se unem nas acomodações e áreas comuns do Poseidon Undersea, resort cinco estrelas submerso a 12 metros de profundidade no Oceano Pacífico, em uma ilha particular no Fiji. O local é o primeiro hotel subaquático do mundo e despertou interesse e curiosidade por proporcionar uma experiência única aos turistas amantes do universo subaquático.
Neste que é um dos pontos turísticos submersos mais curiosos do mundo, é possível acordar e dormir com a visão dos passeios de cardume, corais e rochas marinhas, já que a cobertura de acrílico dos 48 bangalôs 24 suítes têm transparência de 70%. As opções de lazer também impressionam, já que o local conta com spa, um luxuoso restaurante, sala de estudo e até mesmo capela!
Uma das cidades mais antigas da China, Shi Cheng, localizada na província de Zhejiang, foi propositalmente inundada. Conhecida como Cidade do Leão, foi construída no primeiro século depois de Cristo e era o centro político e econômico mais importante da província. A inundação aconteceu muito tempo depois, em 1959, para a construção de uma usina hidrelétrica chamada Xinanjiang.
Em 2002, foi descoberto que muito da arquitetura e da estrutura da cidade ficaram preservados debaixo do lago artificial que foi criado. Lá, é possível ver esculturas, palácios imperiais intactos, túmulos de imperadores e sedes imperiais. Nos detalhes e ornamentos, estão esculturas de leões, considerados os guardiões das entradas desses locais; daí vem o apelido da cidade.
Red Sea Star Restaurant, em Israel
Um dos pontos turísticos submersos mais românticos do mundo está localizado na cidade de Eilat, no sul de Israel e bem no Mar Vermelho. Trata-se do Red Sea Star Restaurant, um restaurante e bar no fundo do mar que permite se deslumbrar com a vista subaquática e se deliciar com um cardápio exclusivamente selecionado. A estrutura em formato de estrela, inaugurada em 1998, está localizada em meio aos corais a 5 metros de profundidade.
Lá dentro, estão disponíveis 62 janelões que dão direto para o fundo do mar, onde é possível contemplar as profundezas do Mar Vermelho enquanto se degusta um cardápio variado de frutos do mar. No período da noite, existe uma iluminação fraca que acende os corais sem agredi-los, deixando o ambiente ainda mais apaixonante.
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Ano passado, ao completar 34 anos de idade, o tenista Rafael Nadal “se deu” de presente de aniversário um catamarã a motor de 80 pés, construído pela Sunreef Yachts. Agora, chegou a vez de outro famoso esportista espanhol comandar um barco construído pelo estaleiro polonês, especializado em catamarãs: o piloto Fernando Alonso, que adquiriu um Sunreef Power 60 Eco, de 60 pés (18,3 metros), totalmente elétrico e movido a energia solar — daí o Eco no nome.
Bicampeão mundial de Fórmula 1, o piloto — que atualmente corre pela equipe Alpine — encomendou a construção do catamarã de 60 pés, atraído justamente pelo uso de energia limpa e pela sustentabilidade.
Para facilitar sua propulsão, grande parte do casco e deques do barco serão cobertos por 68² de painéis solares, que gerarão 14 kWp (quilowatt pico), sigla que indica o máximo de energia produzida em condições ideais.
O catamarã também contará com baterias ultraleves, que prometem seis horas de autonomia e que permitirão que Alonso realize uma navegação de cruzeiro silenciosa e livre de vibrações. Híbrido, além de captar a energia solar, esse modelo também será equipado com geradores eólicos e muitos dos materiais têm controle de qualidade de origem ecológica.
“Tenho observado a evolução desta marca há algum tempo e aprecio seu compromisso em impulsionar a inovação com a linha Sunreef Yachts Eco”, disse Alonso, justificando a escolha do construtor e do modelo, ao custo de 4 milhões de euros. “Sei que o Sunreef Power Eco 60 representa tudo o que estou procurando: engenharia superior, know-how incrível e um produto ecológico incrível”, complementou.
Com nada menos que 10,7 metros de boca, o Sunreef 60 Power Eco acomoda até 12 hóspedes, em seis camarotes. Além disso, oferece cerca de 120 m² de área útil, a maior dentro da cabine, que, como se pode imaginar, é enorme, a começar pelo salão, de conceito aberto, que se conecta à praça de popa.
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Ao mesmo tempo, janelas panorâmicas permitem a entrada abundante de luz natural. Para completar, o barco será equipado com uma plataforma de popa submersível, com um clube de praia e acesso à garagem, que poderá levar um tender ou um jet. Como convém a um barco que será comandado por um dos maiores nomes da F1.
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Em 2017, o sul-africano Chris Bertish fez história ao concluir a travessia do Atlântico, uma aventura de 95 dias, 4050 milhas e cerca de 2,5 milhões de remadas entre Agadir, no Marrocos, e Antigua, no Caribe, navegando sobre um stand up paddle transoceânico — pouco mais que uma simples prancha de SUP, acrescida de uma cabine estanque.
Cinco anos depois, ele está de volta, em nova empreitada radical. Desta vez, o big rider anuncia que percorrerá o oceano Pacífico, entre a Califórnia e o Havaí em um kitesurf transoceânico, equipamento que parece mais com um foguete marinho ou um míssil de longo alcance.
Chris estima que levará cerca de 50 dias para concluir a travessia, de 2750 milhas. “Tenho muita confiança no desempenho e capacidade do barco em todas as condições, e estou ansioso para o início da jornada, assim que uma janela meteorológica se abrir”, diz ele.
Nesse período, sua dieta se baseará em alimentos congelados, barras de chocolate e bebidas isotônicas, juntamente com vários suplementos proteicos. Ele costuma navegar muito durante a noite, para evitar o desgaste provocado pelos raios solares.
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Não se trata de uma aventura pela aventura. As expedições do sul-africano, além de espanto, geram dinheiro para instituições de caridade de seus país e recursos para projetos de conservação e saúde oceânica em todo o mundo. Por isso, convida seus fãs a acompanhar suas jornadas. “Com isso, você estará retribuindo ao planeta”, garante.
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Esta embarcação do século 18 foi planejada para ser uma arma imbatível do Império Russo que permitiria controlar todo o Mar Báltico. Os submarinos se tornaram parte integrante das Forças Armadas dos principais países do mundo no início do século 20. A Rússia, porém, teve a oportunidade de criar uma frota de submarinos mais de 200 anos antes disso. Mas por que ela não foi para frente?
No início do século 18, Efím Níkonov, carpinteiro de estaleiro que não teve sequer formação técnica, teve a ideia de um novo navio capaz de “navegar na água secretamente e derrubar os navios de guerra de debaixo d’água”.
Níkonov não sabia ler ou escrever, mas tinha grande habilidade para a construção naval.
O carpinteiro enviou ao imperador Pedro I (também conhecido como Pedro, o Grande) diversas propostas de construir um submarino, escritas com ajuda de pessoas letradas, e disse que estava pronto para pagar por um fracasso com a própria cabeça.
Em 1719, o monarca finalmente deu atenção ao projeto e convidou Níkonov para uma conversa cara a cara. Embora a ideia de Níkonov não fosse completamente nova (o engenheiro holandês Cornelius Drebbel testou o primeiro submarino do mundo ainda em 1620), o imperador gostou e se inspirou com a ideia de Níkonov, que foi nomeado “mestre dos navios ocultos”, ganhou uma oficina em São Petersburgo e a possibilidade de escolher assistentes.
Em 1720, o primeiro pequeno protótipo de submarino russo foi testado no rio Nievá, em São Petersburgo. A embarcação submergiu no meio do rio e emergiu do outro lado. O segundo teste, porém, não foi tão bem-sucedido: a embarcação não conseguiu emergir. O imperador participou pessoalmente da elevação do navio à superfície com cordas e, apesar do fracasso, ordenou a construção de um modelo em escala real.
O “navio escondido” de Níkonov, que recebeu o nome “Morel” foi concluído em 1724. O primeiro submarino russo tinha a forma de um grande barril de madeira de seis metros de comprimento e dois metros de altura, era amarrado com aros de ferro e forrado com couro.
O casco tinha 10 placas de estanho com furos passantes de diâmetro mínimo para que a água de fora entrasse nas bolsas de couro, que, como lastro de água, contribuíram para a submersão da embarcação. Durante o emersão, a água era bombeada para fora com ajuda de uma bomba de pistão de cobre.
O submarino, com uma tripulação de cinco pessoas, se movia a remos.
Um lança-chamas seria a principal arma do “Morel”. Além disso, segundo o projeto, um mergulhador podia sair do submarino para danificar o casco do navio inimigo com instrumentos especiais.
Na primavera de 1724, o “navio secreto” foi testado no rio Nievá na presença do tsar e dos oficiais da frota. O “Morel” submergiu com sucesso até a profundidade de 3 ou 4 metros, mas, de repente, atingiu o fundo do rio. A estanqueidade do navio foi quebrada e a tripulação teve que ser resgatada com urgência.
No entanto, mesmo com a nova falha, Pedro I não ficou decepcionado nem com o barco, nem com o mestre, e ordenou “não culpá-lo pelo embaraço”.
Entretanto, a morte do imperador, em 1725, pôs um fim ao ambicioso projeto. Sem patrono, Níkonov parou de receber fundos, materiais e pessoal.
O último teste do “navio escondido” foi realizado em 1727. Depois de novo fracasso, Níkonov foi rebaixado de “mestre” para simples “trabalhador do almirantado” e enviado para a cidade distante Ástrakhan. Como resultado, a Rússia teve que esperar mais dois séculos para ganhar sua própria frota de submarinos.
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Antes de tudo é preciso esclarecer: já existiu uma lancha Ferrari. A experiência da montadora do cavalinho amarelo de construir máquinas de sonhos também foi levada para os cascos, no fim dos anos 1980, em uma parceria com a Riva, outro ícone italiano. O resultado foi a Riva 32 Ferrari, lancha offshore de série limitada (apenas 37 unidades), com identidade visual do Testarossa, o supercarro top de linha da fabricante.
A novidade, agora, vem do badalado estúdio Lazzarini Design, que concebeu um iate de 27 metros de comprimento inspirado nos carros da Ferrari, com espaço de sobra para um automóvel superesportivo da marca na garagem, no esquema dois por um.
Batizado de GTM (sigla de Gran Turismo Mediterranea), o barco teria capacidade de cruzar os mares a velocidades elevadas, na casa dos 70 nós (quase 130 km/h), como uma lancha superesportiva, mas com o conforto típico de um iate.
Para isso, o projeto prevê a instalação de dois potentes motores tradicionais movidos por hélices, além de um motor central de jet, de turbina a jato, que daria impulso à aceleração. O barco contaria também um sistema de asas, semelhante a hidrofólios, que elevaria parcialmente o casco da água, diminuindo a resistência.
Por sua vez, o cockpit foi inspirado nos carros de corrida da Casa de Maranello, desde o esquema de cores até os assentos do piloto e os controles. A silhueta do iate, igualmente, é claramente um tributo à Ferrari, incluindo a targa preta, de fibra de carbono, inspirada no santo-antônio dos F1. Enfim, uma verdadeira máquina de corrida flutuante baseada num ícone italiano.
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Há um ano, o bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, surpreendeu o mundo ao anunciar que deixaria o cargo de presidente-executivo do gigante mundial do comércio eletrônico — o que de fato se confirmou, meses depois. Essa posição suscitou espanto e a dúvida: aos 57 anos, estaria o homem mais rico do mundo planejando passar mais tempo relaxando e curtindo a vida?
Tão logo a sua missão como CEO da Amazon terminou, o empresário fez uma viagem ao espaço em sua empresa aeroespacial, a Blue Origin — cada um relaxa como pode. À corrida espacial, porém, seguiu-se outro movimento, desta vez em direção ao mar: a compra de um megaiate de 136 metros de comprimento, o Flying Fox, um investimento de 400 milhões de dólares.
Construído pelo estaleiro alemão Lürssen, com seis conveses, a “Raposa Voadora” é o 14º maior iate particular do mundo. Seu tamanho impressiona ainda mais quando se olha apenas para o seu interior, por onde se distribuem 11 suítes, que podem acomodar até 25 hóspedes, sem contar os camarotes de 55 tripulantes. As comodidades incluem uma sala de cinema, uma pista de dança e nada menos que cinco lareiras para aquecer as áreas sociais.
A enorme piscina chama atenção por ter sido instalada transversalmente, posição incomum em projetos náuticos. “Isso é naturalmente difícil, pelo lado da engenharia, por causa do movimento da água. Se a embarcação está rodando, é difícil manter a água na piscina”, explica o manager da Lürssen Yachts, o arquiteto Florian Preuss. A temperatura da água, por sua vez, pode ir do frio ao quente (ou ao gelado) em apenas 10 minutos, e são necessários apenas três minutos para esvaziar a piscina.
Entre outros luxos e excentricidades, o Flying Fox tem dois heliportos, concebidos para receber até mesmo os maiores helicópteros de passageiros do mundo, como o Sikorsky VH-92A. O iate abriga ainda um centro de mergulho equipado com todos os aparelhos imagináveis.
No último verão europeu, o casal de celebridades Beyoncé e Jay-Z tirou férias a bordo do iate, que — quando Bezos está cuidando da corrida espacial — costuma ser alugado, à razão de 4 milhões de dólares por semana.
Recentemente, o noticiário internacional deu conta de que o fundador da Amazon teria encomendado um outro iate: o YS 7512, de 75 metros, que — excentricidade das excentricidades — seria o “sombra”, ou barco de apoio do Flying Fox. Para que? Para manter a total privacidade na nave principal. Como diz o ditado, dinheiro não compra felicidade, manda buscar.
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A curiosa embarcação que você vê aqui talvez jamais seja produzida — por enquanto, é fruto, apenas, da imaginação dos projetistas da DRF Designer, de Moscou, que nem barcos constrói. Mas é uma pena, porque a ideia é pra lá de original: com visual exclusivíssimo, o Watercraft X-01 foi concebido para ser um iate trimarã movido por energia solar, antecipando o design e tecnologias que estarão presentes no nosso dia a dia em um futuro não muito distante — possivelmente a partir do ano 2030.
Com foco em inovação e na abertura de novos horizontes, a DRF Designer imaginou um iate que atendesse aos muito ricos que exigem de uma embarcação muito mais que o conforto. A começar pela corrida pela produção de embarcações cada vez mais “limpas”, ou seja, que não emitam monóxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global, daí os painéis solares em sua superestrutura.
Pelas imagens, dá para notar também que o Watercraft X-01 terá uma estrutura de catamarã, com dois cascos laterais e uma e um convés central flutuante (que nunca toca na água). A área reservada ao pouso de um helicóptero, na proa, revela que o barco terá dimensões enormes, embora a DRF não tenha divulgado o seu comprimento.
As estruturas laterais não só ajudarão a impulsionar a embarcação, mas cada um dos cascos apresenta grandes escotilhas laterais, que seriam as entradas na cabine, ou garagens para os chamados brinquedos náuticos. Na ponta de cada casco está programada a instalação de jacuzzis pessoais, grandes o suficiente para um grande número de hóspedes.
A julgar pelas proporções do iate, até dez pessoas podem tomar relaxar ali ao mesmo tempo. A área embaixo do heliporto foi ocupado por uma linda piscina coberta, com espaço no entorno para ser usado como um local de festa.
Quanto ao casco central, flutuante, a única maneira de suspendê-lo seria criando aquela construção de barbatana vista na parte traseira do barco. A frente da estrutura está suspensa por dois braços, que fazem a ponte com os cascos laterais.
Quanto à propulsão, a presença de grandes painéis solares acima do convés deixa claro que o trimarã pretende ter o mínimo de impacto de carbono possível na atmosfera, atendendo às pressões ambientalistas. Por enquanto, é só projeto. Mas, se ganhar forma, será novidade muito bem-vinda. Se dará certo, só o tempo dirá. Mas só aparência já vale o like, né?
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O projeto para o Australian Underwater Discovery Centre foi revelado e consiste num edifício em forma de baleia, parcialmente submerso no mar e localizado a duas horas da cidade de Perth.
Projetado pelo escritório de arquitetura de Londres, Baca Architects, o observatório marinho proporcionará aos visitantes uma vista deslumbrante da vida marinha abaixo da superfície da água.
O projeto irá substituir um observatório subaquático semelhante no local, que é muito pequeno para atender ao elevado número de visitantes. O objetivo é que, uma vez concluído, seja o maior observatório marinho natural do mundo.
O centro deverá abrir portas em dezembro de 2022. O interior do centro, com 900 m², tem aberturas que funcionam como os olhos da baleia para que os visitantes vejam debaixo de água.
Haverá também arte em exibição no interior, um restaurante subaquático e exposições educativas sobre as alterações climáticas, bem como algumas esculturas subaquáticas no fundo do mar.
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Todos já conhecemos a coleção de veículos, imóveis ou dispositivos do Batman que levam o prefixo “Bat”. Como por exemplo: Batcaverna, Batmoto, Batavião, Bat-trem e, claro, Batmóvel, o carro em que o Homem Morcego carrega tudo necessário para se combater o crime. Nessa lista, porém, faltava, e ainda falta, um veículo para o cavaleiro das trevas usar nas perseguições marítimas.
Enquanto o “Batboat” não vem, o milionário Bruce Wayne bem que poderia navegar pelas águas da fictícia Gotham City a bordo do Hanstaiger X1, um trimarã que se ainda não é um “Batboat”, pelo menos não é um barco que se vê todo dia por aí.
Cansada da mesmice, uma marca jovem — a espanhola Hanstaiger, de Alicante, fundada em 2015 por John Ordovas — criou um barco de cair o queixo, com um design radicalmente novo, desempenho excepcional e edição limitada a apenas três unidades.
Graças ao engenhoso casco (peça única, feita a partir de um composto de fibra de carbono, Kevlar e éster de vinil PRFV, por infusão a vácuo), o barco requer menos potência e combustível para atingir sua velocidade máxima. É essa precisão que faz com que o desempenho seja emocionante, combinado com as aventuras do Batman.
Projetado para ser ergonômico, altamente funcional e excepcionalmente bonito, esse trimarã, de 65 pés, passou por seus primeiros testes marítimos em 2021. E respondeu, segundo o fabricante, com incrível precisão e agilidade.
O estaleiro oferece o X1 em duas versões, powerboat ou veleiro, sendo que esta tem uma superfície vélica de 245 m² e guinchos cativos que permite que as velas sejam abertas ou recolhidas com um simples toque de um botão. Já a versão lancha conta com dois motores Volvo Penta IPS de 1350 hp, com cabine de vidro e hélices de penas automáticas, com os quais atinge 30 nós de velocidade máxima.
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Em ambas as versões, o proprietário pode se sentir como se estivesse dentro de uma casa, com pé-direito de 3 metros. Isso porque, quebrando normas, o X1 oferece 80% do espaço interno no mesmo nível.
Além disso, as janelas possuem uma tecnologia de vidro inteligente que permite o ajuste de temperatura e escurecer a luz solar sempre que for muito forte, ou para mais privacidade. Pode não ser ainda o barco dos sonhos do Batman, mas certamente mudará os sonhos de muita gente.
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Gosta de filme de espionagem? Então, você vai gostar dessa história. Tudo começou em 1962, em um grande estaleiro de Varna, Bulgária, onde foi construída uma série de 12 navios destinados à frota da União Soviética. Uma dessas embarcações, mais especificamente a quinta dela, era o Aji-Petri, de 65,4 metros, ou cerca de 215 pés.
Não era um navio de guerra. Com um casco elegante e espaço suficiente para cerca de 200 hóspedes mais 46 tripulantes, esse navio foi originalmente destinado ao transporte de passageiros. Como tal, viajou entre alguns dos portos mais famosos do mundo, como Odesa, Sevastopol e Istambul.
Mas era o tempo da Guerra Fria, da Cortina de Ferro e do confronto das ideologias entre as duas potências (EUA e URSS). Por isso, em determinado momento, a União Soviética decidiu usar sua frota de passageiros para fins estratégicos.
Os 12 “Navios Irmãos” agora desempenhariam um papel muito diferente. Enviado para o Atlântico Norte, o Aji-Petri oficialmente desempenhava um missão prosaica: serviria de base de rádio para a União Internacional de Telecomunicações. Seu verdadeiro propósito, porém, era outro: espionar os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.
Curiosamente, depois do fim da União Soviética, o Aji-Petri simplesmente voltou às suas funções anteriores, como navio de cruzeiro, desta vez em nome de uma companhia búlgara. Mas a sua saga cinematográfica não tinha acabado.
Descoberto pelo Grupo La Sultana, o Aji-Petri passou por um retrofit radical nas instalações da francesa Orion Naval Engineering, que o transformou em um superiate de lazer. A conversão — um projeto grandioso — levou cerca de sete anos para ser concluída e resultou em um iate clássico com todas as comodidades modernas de um barco de luxo: de seis suítes confortáveis, com muito mármore e ônix nos banheiros, a uma área de relaxamento com piscina, jacuzzi e espreguiçadeiras.
Nesse processo, a superestrutura de alumínio foi totalmente reconstruída, seguindo a forma original. Também foram feitas mudanças para melhorar estabilidade do casco, incluindo a adição de uma quilha de 90 toneladas. Além disso, todos os deques foram refeitos, e o principal ganhou um heliponto.
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Por se tratar de um retrofit — técnica de reforma que preserva a fachada, mas moderniza todo o interior —, o caráter original e a aparência do navio não foram fundamentalmente alterados. Além disso, detalhes históricos impressionantes, como os orifícios e instrumentos originais (como um mostrador gravado com letras do alfabeto cirílico) foram preservados.
Já o interior do antigo navio espião exibe muita madeira, essências raras de todo o mundo, como mogno, ipê e cereja brasileira. Sem contar detalhes de fazer os olhos brilharem, como anteparas de vidro esculpidas, luminárias de cristal fosco, obras de arte orientais e — a cereja do bolo — uma incrível escada central com a balaustrada inspirada no famoso corrimão “Monnaie-du-Pape”, de Louis Majorelle.
Avaliado em 12,5 milhões de euros, o La Sultana atualmente está disponível para charter. Com lindas instalações, obras de arte e muita história para contar.
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Após intensas chuvas, uma trilha submersa voltou a fazer sucesso na internet. Trata-se do rio do Olho D’água, que fica em Jardim, a 217 quilômetros de Campo Grande. O município fica em uma região conhecida pelos rios de águas cristalinas em Mato Grosso do Sul.
O vídeo feito pelo fotógrafo da natureza, Fernando Maydana, mostra um fenômeno na região da nascente do Rio do Prata. Toda área ficou submersa e mesmo com tanta chuva, a água continuou transparente.
Segundo Maydana, o Rio da Prata que fica nas proximidades encheu, e fez com que o rio Olho D’água formasse uma espécie de represa de águas cristalinas. O fotógrafo ainda reforça que o fenômeno acontece anualmente e atrai muitos turistas por conta das belas imagens.
Em uma rede social do recanto ecológico do Rio da Prata, onde está o “Deck do Vulcão”, local que aparece nas imagens, eles ressaltam as belas paisagens submersas que foram formadas pelo fenômeno. Antes das cheia, os turistas faziam o percurso caminhando, com as cheias, o passeio só pode ser realizado por meio de mergulho.
Ainda de acordo com a postagem, o novo cenário aquático só é possível por conta do reflexo da mata ciliar conservada e por estar dentro de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), um tipo de unidade de conservação.
O passeio de flutuação sob água cristalina parece começar ali, mas na verdade o local é sempre seco e serve de trilha para os turistas que curtem a natureza. Segundo a administração do recanto, essa foi a terceira vez que esse fenômeno aconteceu.
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Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Quem nunca sonhou em transformar aquele carro que mais admira em uma lancha? É o que faz o pessoal de uma loja italiana, com sede nas proximidades de Roma, chamada Floating Motors, capaz de replicar qualquer modelo de carro clássico, “com qualidade absoluta”, garantem, acrescido de uma estrutura flutuante, mas respeitando o espírito original do veículo.
Inicialmente, eles compram chassis reais dos automóveis que pretendem replicar. Depois, os convertem em FRPs (contraplacados reforçados com fibra de vidro), que, por sua vez, se transformam em barcos, confeccionados em tamanho real, com casco de fibra de vidro ou de carbono, e equipados com motores elétricos de até 240 hp.
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A ideia, na verdade, não é transformar carros clássicos em lanchas, mas criar lanchas que parecem carros clássicos, que podem ser usadas como barco de lazer, ou se tornar um tender, ou ainda ser utilizado no transporte aquático de um hotel de praia, por exemplo.
O modelo mais recente replicado pela empresa foi o Jaguar E-Type, considerado um dos carros mais bonitos de todos os tempos, com todo um séquito de admiradores desde que foi lançado, em 1961. Sim, os projetistas da FM tomaram o icônico carro esportivo britânico, com suas linhas esguias e fluidas, e o transformaram em uma lancha.
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Milionário amante das artes — entre outras ações, é administrador do Museu do Louvre, de Paris, e foi presidente do Conselho de Administração Escola Nacional Superior de Belas Artes — o francês Frédéric Jousset, de 51 anos, criou em 2019 uma fundação, a Art Explorer, destinada a reduzir a divisão cultural entre os povos e levar obras de arte para públicos novos, grandes e diversos.
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Para isso, pensou, nada melhor que um museu flutuante, sobre o qual poderia realizar uma exposição itinerante pelos quatro cantos do mundo. Nasceu assim a ideia da construção de um catamarã a vela — embarcação que, movida pelo vento, atende a outra exigência do mecenas: a de navegar em harmonia com o meio ambiente.
Com 46,5 metros de comprimento (quase 153 pés), esse museu itinerante, batizado apropriadamente de ArtExplorer — está sendo construído na Itália para ser entregue apenas em 2023. O design de interior leva a assinatura de Guillaume Verdier e arquitetura exterior, de Axel de Beaufort, que planeja fazer da embarcação um projeto original, de grande criatividade, para surpreender as pessoas, tanto quanto uma obra de arte moderna.
Além de um museu único, o ArtExplorer será o maior catamarã a vela do mundo, com capacidade para receber 2.000 visitantes por dia. “O maior desafio foi harmonizar os espaços modulares com o design geral, para uma experiência a bordo que seria semelhante à visita a uma galeria de arte”, conta Beaufort.
Junto com uma instalação digital e interativa única do artista Neïl Beloufa, o projeto será apresentado pela primeira vez ao público no pavilhão francês da Expo Mundial de Dubai, que acontece de 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022.
Em um vídeo apresentado à imprensa, a organização explicou que o catamarã sediará vários projetos artísticos a bordo, que não serão os mesmos a cada vez, e os visitantes também terão a chance de participar de festivais culturais em cada porto onde o museu-iate parar. Uma ideia original de um milionário muito ousado.
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Há uma linha tênue entre o extravagante e o espalhafatoso. Com o advento da customização de embarcações, os barcos têm reproduzido cada dia mais a imagem de seu comprador. Isso pode representar uma inovação que gere uma tendência ou, como diz o ditado, o tiro pode sair pela culatra. Bizarro ou não, é sempre importante reconhecer o desafio do responsável por conseguir colocar certos pedidos em prática. NÁUTICA reuniu alguns dos exemplos mais criticados pela comunidade náutica em relação ao design um tanto quanto… exótico.
Um exemplo claríssimo de um barco que divide opiniões é esse feito de latas de alumínio. De acordo com a Sports Illustrated, ele faz parte de um evento que existe desde 1974, na praia de Mindil, na Austrália. Os participantes constroem navios feitos apenas de latas de cerveja, apesar da tradição ter ficado cada dia mais fraca com o tempo.
Duck of Hearts
Este barco não fica atrás no quesito “diferencial”. O Duck of Hearts — em português, pato de corações — é uma criação idealizada pelo construtor naval sueco Christian Bohlin. O relato é de que houve a tentativa de fazer uma alusão ao conceito de patos, que têm o hábito de flutuar em qualquer mar aberto. A embarcação conta com quarto, cozinha e sauna na proa. A ideia era vendê-la por 40 mil euros (92 mil reais) em Estocolmo, na Suécia, quando foi lançado.
The Bootleggers
O Bootleggers é um barco que representa um carro dos anos 1930 em seu casco. Foi pintado à mão, desde os pneus ao sapo tomando um drink de óculos escuros. Não possui um alcance náutico muito extenso, visto que ele mal se sustenta na porção rasa da água. O que realmente chama a atenção são os detalhes: até o capô foi feito com abertura para realmente parecer um carro vintage. De acordo com o Cardboard Boat Racing Museum, este barco foi exibido pela primeira vez em um evento no rio Ohio, que fica no estado da Pensilvânia.
Cardboard Creations
A influência dos vídeos DIY — Do It Yourself, ou Faça Você Mesmo — chegou ao mundo náutico: esses barcos aparentam ser feitos de papelão e retalhos, seguindo a linha de raciocínio desses vídeos. Ao contrário do anterior, eles conseguem se manter à tona, pelo menos, sendo que um deles possui até um teto fino, para o caso de ter que encarar chuvas.
The Pumpkin
A criatividade parece não ter fim. Este barco é exatamente o que o nome indica: um casco em forma de abóbora. E não é um exemplar único. No Canadá, no estado de Nova Escócia, existe uma regata chamada Windsor Pumpkin Regatta. Nela, centenas de pessoas se reúnem no Lago Pesaquid, na cidade de Windsor, tanto para torcer quanto para competir. As embarcações são feitas de abóboras gigantes, pesando cerca de 270 kg, com um ou dois adultos a bordo da abóbora, dependendo da categoria. O interior do fruto é inteiro retirado e, nessa competição, é possível levar até crianças a bordo.
Esse é mais um nome que literalmente representa o barco. O casco, de madeira, foi todo desenhado no formato do carro Ferrari F50. O mais impressionante é que foi inteiro esculpido à mão e demorou mais de 5 meses pra ficar pronto, principalmente pelo nível de exigência do proprietário. Essa verdadeira obra de arte foi esculpida em 2001, pelo artista italiano Livio de Marchi. O intuito era navegar pelos canais de Veneza durante o Carnaval, no ano seguinte. Hoje, o barco, que pesa uma tonelada inteira, fica exposto em um museu nos Estados Unidos, chamado Ripley´s Believe It or Not!. Para que a embarcação pudesse navegar novamente, foram necessárias horas de trabalho na adaptação, já que ela não encarava a água desde 2002.
WaterCar
O WaterCar, de acordo com a Hi Consumption, é um Jipe Anfíbio WaterCar, e foi projetado justamente para parecer um jipe na água. Pode ser difícil de acreditar, mas ele também funciona como um jipe para dirigir em terra firme, apesar de ter alguns limites adicionais nesse caso. A eficiência é muito inferior à de um jipe real: o WaterCar possui um motor V6 de 3,7 litros que pode fazer 70 km por hora na água.
Tight-Antic
O Tigh-Antic foi projetado justamente para fazer referência ao filme recorde de bilheterias, o “Titanic”: foram adicionadas até bonecas Barbie reproduzindo a cena clássica do casal com os braços abertos na proa do navio. Acomoda apenas uma pessoa e é movido à propulsão humana, no caso, o remo. O Tight-Antic foi identificado como participante de uma corrida no ano de 2012, pelo Cardboard Boat Racing Museum.
Mustaches Only
O Barco Stache (diminutivo para mustache, ou seja, bigode) possui, além do design cômico, uma boa quantidade de precauções que viabilizam a sua navegação. Para locomover-se, é necessário um remo duplo, e o casco estreito também favorece o balanço para frente e para trás. Isso não permite que a viagem seja tão agradável quanto poderia, e, como se não bastasse, só é permitido entrar na embarcação quem usar um bigode falso, caso a pessoa não tenha um natural.
Fake Paper
Por último, mas não menos importante — ou bizarro—, vem o barco Fake Paper. Ainda é um mistério se esse barco é só mais uma jogada de marketing ou se ele realmente é capaz de se locomover. O que realmente chama a atenção é o fato de representar o tradicional barquinho de papel, mas em tamanho real. Por enquanto, apesar de ter dado o que falar, os proprietários ainda não se manifestaram, mantendo os curiosos na dúvida da utilidade desse barco.
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O navio Legend conta uma história um tanto quanto peculiar: antigo quebra-gelo soviético, de 77 metros (252 pés), veio da Guerra Fria e acabou se tornando um luxuoso megaiate explorador.
Lançado em 1974 como um rebocador quebra-gelo do estaleiro holandês IHC Verschure, a embarcação mudou sua atividade principal em 2016, quando passou a ser propriedade de Jan Verkerk.
Essa mudança aconteceu depois de 12 meses de reforma, no estaleiro holandês Icon Yachts. O proprietário já havia passado anos explorando a Antártica a bordo de outra embarcação, quando viu a oportunidade tanto de adicionar um grande potencial à sua frota, quanto de entrar no mercado de expedição: o Legend.
“Ele foi construído como um quebra-gelo de Classe 1 — um quebra-gelo, não apenas de Classe de Gelo. Isso é algo importante, assim como sua eficiência de combustível razoável e sua estrutura óbvia segura e sólida”, explica Verkerk. “Consegui criar um navio que pode ir a qualquer lugar do mundo, mas também fornecer os luxos que se tornaram padrão na indústria de megaiates”.
Jan também contou que uma característica da embarcação que ele valoriza muito é o fato dela ter sido construída para a União Soviética durante a Guerra Fria, principalmente pela solidez da aparência externa. Além disso, o calado (de 6,4 metros) e o peso são duas vezes maiores que dos megaiates de seu comprimento.
O relato é de que, ao final da reforma no estaleiro Icon, 100 toneladas de aço e alumínio novos foram adicionadas. As principais mudanças estruturais colocam a função em primeiro lugar.
A popa foi alongada em 3,6 metros, permitindo não apenas uma nova plataforma, mas também uma piscina para 16 pessoas. Legend ganhou, ainda, um heliponto de padrão comercial no convés do proprietário, adequado para um Eurocopter EC135 de seis pessoas.
Haverá também um helicóptero menor, para emergências. Também foi equipado com sistemas de extinção de incêndio de última geração, um tanque de armazenamento de helifuel de oito toneladas e sistemas de bunker.
Para manusear todos esses apetrechos, além da tripulação regular de 19 pessoas, foi necessário adicionar uma equipe de expedição de 10 pessoas. Dentre elas, piloto de helicóptero, médico, líderes da expedição, naturalistas e assim por diante.
Quanto aos hóspedes, o número máximo de convidados permitidos é de 26 pessoas, dividas em 13 camarotes (um camarote master, com cama king size e casa de banho com chuveiro e lavatório, 2 camarotes VIPs, com cama queen size e banheiro com chuveiro e lavatório, e outros 10 camarotes duplos).
As acomodações dele são projetadas em torno das grandes cidades, com cada quarto contendo um elemento da cidade que lhe deu o nome– Jan Verkerk
O novo layout do flybridge pretende refletir a atmosfera dos antigos navios de passageiros. Assim, os consoles foram desenhados de forma independente. Dessa forma, é possível realmente ir até a janela em frente aos consoles e ver a vista.
A garagem também foi estendida para abrigar dois jets e um submarino explorador, com capacidade para 3 pessoas: ele pode mergulhar a 300 metros com dois convidados e um piloto, e fazer sete mergulhos de 45 minutos por dia.
Em termos de casa de máquinas, como diz Jen Wartena, CEO da Icon Yachts, “as únicas coisas que ainda são as mesmas são os belos e muito poderosos motores principais, caixa de câmbio, eixo e hélice. É realmente impressionante vê-los e é sensato mantê-los como parte da história do barco. Eles certamente funcionam bem em conjunto com o casco”. As alterações foram: estabilizadores recondicionados e o novo software.
Como o objetivo do novo proprietário é realizar viagens para a Antártida, é importante observar que o Legend está em conformidade com o Código Polar da IMO, que entrou em vigor em 2017 e abrange medidas de segurança e proteção ambiental para embarcações que se aventuram em águas polares definidas.
Por outro lado, o layout foi totalmente mudado. “Do convés principal para cima, os interiores luxuosos foram quase todos substituídos — os salões, um VIP, a área do proprietário, a nova casa do leme e a cabine do capitão”, diz Wartena. Apenas quatro dos camarotes de hóspedes originais permanecem, e foram totalmente remodelados.
O design interno foi desenhado pelo próprio dono, em parceria com a Verkerk Yachting Projects. “Nosso principal objetivo era que, a cada porta que você abre, você diga ‘uau’ ”, diz a terceira e última empresa participante dessa porção do projeto, a Beerens.
O megaiate ainda conta com bar, sala de charutos, extensas bibliotecas, cinema com 14 lugares, sala de TV, academia, e espaço para jantar no grande salão que promete muito aconchego (contando, inclusive, com lareira ornamentada).
Em um nível acima, o salão do convés do barco à popa é um espaço interno-externo moderno e leve que dá a sensação de relaxar ao ar livre, mesmo quando as condições não permitem realmente se aventurar no convés.
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Inventores egípcios criaram uma lancha com formato de carro que está chamando a atenção nas praias de Alexandria. Apesar de parecer um esportivo de quatro rodas, o modelo foi desenvolvido para andar somente na água.
O veículo aquático possui quase todos peças feitas no país africano, mas o motor é japonês. “Foi feito por egípcios com materiais egípcios. Apenas o motor é japonês”, explicou Karin Amim, um dos três responsáveis pelo projeto.
Amin disse em entrevista à Reuters que os pedidos de compra do veículos começaram a crescer depois que os primeiros vídeos se espalharam pela internet. Os modelos disponíveis têm preço variando de US$ 19 mil a US$ 44 mil. Ao todo, 12 unidades foram produzidas.
Para o futuro, os inventores pensam em desenvolver um veículo híbrido. “Também começamos a trabalhar para tornar este veículo utilizável em terra”, revela Amin.
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Como de hábito, inaugurando oficialmente a temporada náutica europeia, o Cannes Yachting Festival de 2021 exibiu uma fantástica safra de belos barcos. Nenhum, porém, chamou tanto atenção como o Why200, que traz estampada no casco uma das marcas mais poderosas do mundo: a do estaleiro-grife Wally Yachts, de Mônaco, agora sob o guarda-chuva da Ferretti.
Com 79 pés (24 metros) — comprimento que o inclui na categoria de transição entre uma lancha e um iate —, o Why200 oferece o conforto e o espaço geralmente só encontrados em embarcações com cascos deslocantes, embora apresente a velocidade e o desempenho de um casco semi-deslocamento. Assim, promete reescrever as regras para tornar o volume a medida mais importante de um iate.
O que torna o Why200 verdadeiramente notável é o design inovador, junto com uma quase milagrosa conquista de espaço. São nada menos que 200 m² de área útil dentro da cabine — que, como se pode imaginar, é enorme, com, por exemplo, quatro camarotes — e outros 144 m² de conveses exteriores. Isso equivale a 50% a mais de espaço de convivência do que um iate padrão do mesmo tamanho costuma oferecer.
E tudo é muito criativo e moderno, como destaca a incrível janela instalada no bico de proa, no deque principal, onde fica — atenção para o detalhe — a suíte do proprietário, que arrancou ondas de suspiros em Cannes, tanto pela posição, sem precedentes, proporcionando uma vista excepcional, como pelo conforto.
Outro detalhe impressionante desse quase iate (e que não aparece nas imagens) é a sua capacidade de armazenamento. O Why200 tem duas garagens fechadas, com espaço suficiente para abrigar “brinquedos” de mais de quatro metros (13 pés). Graças a asas dobráveis, também fornece acesso à água em três lados, expandindo a área do chamado clube de praia. Definitivamente, não é um barco que a gente vê todo dia por aí.
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Ao sonho do iate próprio, é possível juntar outro: o sonho de ter um Rolls-Royce, o icônico carro britânico, símbolo de requinte, luxo e nobreza. Mas não um modelo qualquer (se é que a palavra “qualquer” seja admitida quando se trata da Rolls-Royce, montadora que produz automóveis quase artesanalmente, atendendo as exigências dos muitos ricos e da realeza de todo o mundo).
Para quem é do mar, o modelo da marca inglesa capaz de provocar suspiros é o Rolls-Royce Boat Tail, um conversível que, cotado a 20 milhões de libras (cerca de 28 milhões de dólares, ou quase 150 milhões de reais), chega para ser o novo carro mais caro do mundo.
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É o preço que se paga pela (super) exclusividade. Afinal, o modelo terá apenas três unidades produzidas, sendo que uma delas já com garagem certa: a de Beyoncé e Jay-Z, o casal mais poderoso da indústria musical.
Como o título Boat Tail (cauda de barco, em tradução literal) já revela, o novo Rolls-Royce recebe este nome porque sua traseira se inspira em um iate. Além dos detalhes no acabamento, o que mais chama atenção são o para-choque traseiro e a cauda longa de madeira e inox — um verdadeiro deque, que, quando aberto, revela um arsenal de itens para um banquete a céu aberto, como se o dono estivesse em um barco de luxo.
Uma minigeladeira para champanhes, um jogo de jantar com pratos de cristal e porcelana fina, talheres de prata e mesas de coquetel com banquetas de pano e um guarda-sol combinando com a pintura são alguns dos itens mais vistosos.
Outro detalhe: o carro foi anunciado como um “modelo que remete às estradas paradisíacas da Cote D’Azur”, na Riviera Francesa.
A empresa não revelou o motor que se esconde na casa das maquinas do Boat Tail, mas a aposta é de que seja o famoso 6.7 V12 de 570 hp.
Nascido no departamento de personalização da marca inglesa (ou seria grife?), o modelo mais caro do mundo foi criado para atender totalmente o gosto do freguês, do desenho da carroceria aos recursos tecnológicos, que podem ir até onde a imaginação quiser. É praticamente um iate sobre rodas.
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Mais do que um esporte, a vela faz parte da história da Nova Zelândia, que sediou sede da 36ª America’s Cup, e o mar, parte da rotina dos kiwis
A Nova Zelândia é uma nação oceânica e os neozelandeses, ou kiwis, se consideram um povo do mar. As ilhas do país têm uma costa de mais de 15 mil quilômetros e os mares representam recursos econômicos, alimentares e espirituais para o povo. Foi pelo mar que os ancestrais maori chegaram a Aotearoa – como eles chamam o país – e até hoje o espírito velejador está presente entre os neozelandeses. Ao conhecer alguns lugares fica fácil entender o porquê. Conheça alguns deles e sinta despertar a vontade de explorar os oceanos!
Conhecida como cidade das velas, não foi à toa que Auckland foi escolhida para sediar a America’s Cup. A região tem mais barcos per capita do que qualquer outro lugar do mundo, de acordo com o Turismo na Nova Zelândia, sem mencionar as diversas marinas. Os visitantes se impressionam ao encontrar um paraíso marítimo como o Golfo de Hauraki, na fronteira leste, tão perto de uma grande cidade. Do outro lado, a costa oeste acidentada é o local ideal para surfar e fazer kite-boarding.
A Explore Group – Auckland Harbour Sailing é uma atração tanto para quem quer se aventurar na navegação ou apenas relaxar em meio ao ar fresco do mar. O visitante ainda pode embarcar no Porto Waitemata e saborear uma refeição completa, enquanto desfruta do horizonte icônico da cidade no Auckland Harbour Dinner Cruise.
Bay of Islands
Composta por um grupo de 144 ilhas na Ilha Norte, a Baía das Ilhas (Bay of Islands) é considerada um dos melhores pontos de cruzeiro do mundo e todos os anos reúne iates na corrida inshore mais popular do país, o Clássico Costeiro de 120 milhas. Quem visita a região encontra praias isoladas de areia branca por toda parte e ampla oferta de frutos do mar.
Uma das atrações da região é o Sundowner Evening Cruise, cruzeiro noturno perfeito para terminar o dia, sentindo a deliciosa brisa marítima. Já o Island Hopper Sailing Cruise, é uma opção para que não quer perder a oportunidade de velejar em águas calmas e intocadas, em meio à rica vida marinha e um santuário de aves.
A região, que fica na Ilha Norte, é famosa por seu belo litoral e pela rica vida marinha, como já revela seu nome: Baía da Abundância. No local, é possível encontrar opções de cruzeiros para todos os gostos e bolsos. A região também abriga a cidade natal do velejador campeão olímpico Peter Burling, Tauranga. Foi ali que ele começou a praticar vela e agora faz parte da equipe Emirates Team New Zealand, que disputa o campeonato mundial.
Na cidade, os visitantes podem fazer o Dolphin & Wildlife Cruise, cruzeiro para explorar a vida selvagem e experiência perfeita para toda a família. Partindo da cidade Whakatane, a Whale Island (Moutohora) Snorkelling Sailing Trip oferece viagens de mergulho ao redor das ilhas de Moutohoroa e Rurimas, que são reservas naturais e cujas águas são ideais para uso do snorkel.
Wellington
A capital do país tem um porto que abriga 13 iate clubes e tem numerosas baías, perfeitas para bote e vela. O vento constante na cidade atrai os marinheiros, em especial para o estreito de Cook, que divide as ilhas norte e sul. O Kapiti Explorer é um barco que foi construído para viajar para a Ilha Kapiti e é guiado por locais experientes. Na trajetória, os visitantes se deparam com uma floresta deslumbrante e uma reserva de aves nativas.
Para uma experiência de luxo, o Megisti Sailing Charters é imperdível. Trata-se de um catamarã de 12,6 metros, que durante uma hora navega nas águas límpidas, nas quais é possível avistar golfinhos, baleias, focas e até pinguins azuis.
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Bastou o clube de futebol inglês Newcastle anunciar que, por 300 milhões de libras (aproximadamente 2,2 bilhões de reais) suas ações haviam sido adquiridas pelo príncipe e herdeiro do trono da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman (também conhecido pela iniciais MBS), para que a curiosidade mundial recaísse sobre ele.
Para começar (como primeiro filho na linha sucessória da coroa saudita), é MBS quem, efetivamente, comanda o país atualmente, já que o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud sofre de Alzheimer.
Além disso, o príncipe herdeiro, de 36 anos gosta de ostentar e gasta fortunas em obras de arte (pagou 450 milhões de dólares por uma pintura de Leonardo da Vinci) e imóveis, como o palacete Chateau Louis XIV, localizado em Paris, pelo qual desembolsou 275 milhões de euros.
O mais curioso, porém, é que Mohammed pretende construir uma cidade sem estradas, proibida para carros, chamada de The Line, que só vai usar energia sustentável. Motivo: ele não curte carros. Em compensação, adora barcos.
De sua frota de iates fazem parte o gigante The Serene, de 134 metros (439 pés), comprado em 2015 do magnata russo Yuri Shefler por mais de R$ 2,5 bilhões em valores atuais, e o badalado Pegasus VIII, 78 metros (258 pés), pela qual pagou 44 milhões de libras, mas depois investiu outra fortuna em uma reforma radical realizada na Holanda.
Sabe a pintura de Leonardo Da Vinci (a tela Salvator Mundi, na foto abaixo), que ele comprou por 450 milhões de dólares? O quadro está exposto no salão de um de seus iates. A família real saudita, da qual MBS faz parte, tem uma fortuna avaliada pelo jornal The Sun em cerca de 1,16 trilhão de euros.
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Você normalmente não quer buracos em seu barco, muito menos em um iate do tipo explorer, a menos que o designer os coloque lá de propósito, como uma marca de estilo, e os transforme em uma característica. É a proposta de Pierpaolo Lazzarini, um respeitável designer italiano, dono de um estúdio que leva o seu sobrenome, famoso por projetar embarcações de aparência ousada, como um megaiate de 137 metros em forma de cisne, nas três fotos abaixo.
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Mas a ousadia de seu novo projeto vai além. No Icaria (fotos abaixo), a criatividade está justamente em colocar um buraco escancarado na superestrutura do iate, um explorer de 279 pés (85 metros de comprimento). O impacto visual é enorme. Lazzarini imaginou que o vazio poderia não apenas adicionar personalidade à embarcação, como também atribuir-lhe funcionalidade real.
O convés principal aberto, ou “convés de buracos”, como o designer o chama, pode ser personalizado com diferentes tipos de móveis. Lazzarini equipou o espaço amplo com uma enorme barra que permitirá quem estiver a bordo desfrute de pôr-do-sol ao ar livre, à beira da água. Ao mesmo tempo, a partir de uma ponte fechada, o capitão teria uma vista de 360 graus, sem obstáculos.
Se um dia ele chegar às águas (por enquanto, não passa de um barco-conceito), o Icaria será equipado com espaço de pouso para dois helicópteros. Terá ainda uma generosa plataforma de natação, garagens laterais e dois guindastes para içar os brinquedos aquáticos. Lazzarini também pretende usar os espaços vazios para montar um bar e criar uma confortável área de longe, que ele chama de “baralho de buracos”.
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O designer norte-americano Steve Kozloff surpreendeu mais uma vez com um de seus inusitados projetos de embarcações. Inspirado nos barcos à vela da Armada Espanhola, Galeão promete ser um veleiro diferente de qualquer outro. Enquanto a maioria das embarcações desse tipo está equipada com um número modesto de acomodações para dormir, jantar e se divertir, o Galeão oferece instalações para 350 pessoas, além de duas piscinas, quadras completas, parque flutuante e muito mais.
Descrito por Kozloff como um “navio de cruzeiro à vela”, o iate de oito conveses poderia ser usado como um navio comercial para até 200 convidados, mais 150 tripulantes e funcionários. Também poderia ser convertido em um navio semiprivado com até 20 residências particulares ou mantido privado para um único proprietário.
À primeira vista, o Galeão é uma encarnação muito moderna do século 21 de um cargueiro espanhol do século 16, com uma fachada imponente de vários deques e quatro mastros elevados que não são diferentes dos “galeões” originais.
Seus oito níveis têm muitas instalações que você esperaria encontrar em um navio de cruzeiro, em vez de um superiate, incluindo um centro esportivo com seis quadras, um café, um pub e um restaurante. Há até um parque para aqueles que desejam caminhar na natureza enquanto estão a bordo.
O deque superior oferece uma infinidade de espaços de relaxamento e entretenimento, incluindo um lounge, um bar sofisticado e uma piscina que pode ser coberta quando não estiver em uso. Um nível abaixo encontra-se mais espaço e outra piscina com o mesmo sistema de cobertura projetado por Kozloff que veda as piscinas para que não haja necessidade de drená-las em condições adversas.
Projetado para pessoas que gostam de brinquedos aquáticos, o Galeão conta com quatro garagens com espaço para seis botes, quatro submarinos, seis lanchas e 21 embarcações pessoais. Há também um prático sistema de lançamento e recuperação para as embarcações, além de dois guindastes traseiros para carregar e descarregar veículos recreativos.
Para quem prefere viajar pelo ar, há um hangar totalmente fechado de 418 m² com espaço para 10 helicópteros. Aeronaves adicionais podem ser mantidas na área de pouso.
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Muito além da figura controversa do mundo político, o presidente russo, Vladimir Putin, chama atenção por supostamente cultivar hábitos extravagantes — e descomedidos. Relatório de um grupo de oposição russo acusa Putin de possuir nada menos que quatro iates, além de 15 helicópteros e 43 aviões.
Seu poder de compra é tanto que a cabine de uma das aeronaves teria sido customizada por joalheiros, um investimento de 18 milhões de dólares, enquanto uma privada, sozinha, teria custado 75 mil dólares. Os luxos do mandachuva russo incluem ainda uma milionária coleção de relógios, além de carros e objetos de arte.
Nada, porém, chama mais atenção, entre os luxos do homem mais poderoso da Rússia, que a sua frota de iates. Encabeçando essa esquadra está o The Graceful, de 82 metros, construído pela Sevmash, na Rússia, em 2013, e avaliado em 100 milhões de dólares.
Entre outros luxos, tem uma bela piscina (15 m x 3 m), que se converte em uma pista de dança, e uma elegante área do proprietário, com uma suíte duplex e uma varanda flexível, além de duas suítes VIP e três camarotes de hóspedes.
A segunda joia da coroa é o The Seagull (Chayka, em russo, ou Gaivota, em português), iate do tipo explorer, de 54 metros, que foi oficialmente comprado pelo governo russo, em 2011, para sediar várias reuniões formais com outras figuras políticas. Para isso, o convés principal tem um salão luxuoso que se desdobra, formando uma área com mais de 1.000 metros quadrados, com janelas grandes que permitem muita luz natural.
Quando não estão trabalhando, o presidente russo e seus convidados podem degustar um churrasco, tomar uma vodca nacional em um bar, relaxar em uma jacuzzi para seis pessoas ou mergulhar em uma piscina de spa com uma linda parede de cachoeira de vidro.
O The Olympia foi um presente (sim, um presente, avaliado em 50 milhões de dólares!) oferecido ao presidente russo por seu amigo Roman Abramovich, o bilionário dono do clube de futebol inglês Chelsea.
Tem 57 metros de comprimento e foi construído em 2002 pelo estaleiro holandês Feadship. Supostamente o favorito de Putin, esse iate seria também o mais elegante de sua frota. A suíte do proprietário teria um terço do comprimento do iate, também com uma jacuzzi e um bar.
Putin teria também seria dono do iate Petrel, de 76 metros, igualmente luxuoso, mas ainda mais misterioso. Todos os “brinquedos” somados, o custo de vida do presidente — na avaliação da agência Associated Press — chegaria a US$ 2,5 bilhões ao ano.
Como se vê, tudo nessa matéria está escrito no condicional. “Teria”, “seria”, “chegaria”… Isso porque, apesar dos hábitos extravagantes, Putin é um homem muito reservado. Há pouquíssimas imagens da vida familiar e do círculo de amigos próximos do novo Czar, que comanda o país desde 1999. Ele foi um agente da KGB (serviço secreto russo).
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Com 180,6 metros, ou 593 pés de comprimento, o Azzam (palavra que significa “determinação” em árabe) ocupa o topo do ranking dos 10 maiores iates privado do mundo, à frente do Eclipse, de 162,5 metros, pertencente ao empresário russo Roman Abramovich (a lista não inclui o REV Ocean, de 600 pés, que tem a missão nobre de proteger os oceanos, como barco de pesquisa e expedição).
Mas, apesar de todo o seu monumental tamanho, o megaiate — encomendado em 2009 e entregue pelo estaleiro alemão Lürssen Yachts quatro anos depois, a um custo estimado de 605 milhões de dólares — é pouco visto pelos mares europeus. Além disso, possui menos espaço exterior do que se poderia imaginar.
A maior parte de seus cinco conveses é fechada por janelas de vidro, de forma a dar mais privacidade à família real e seus convidados. No exterior tem apenas pequenos espaços de descanso na popa e um heliporto na proa.
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Embora pouco se saiba sobre o interior do Azzam, imagina-se que seja de puro luxo, uma vez que o proprietário é ninguém menos que o xeque Khalifa bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, cuja fortuna é avaliada em US$ 25 bilhões, boa parte vinda da exploração de petróleo — só assim para navegar sem preocupação com o consumo de diesel. Segundo o jornal britânico Daily Mail, o tanque de combustível teria capacidade para 1 milhão de litros. Um milhão!
Dizem que, ao fazer a encomenda do barco, o xeque emiradense teria pedido um superiate com espaço suficiente para a realização de megafestas, sem compromissos de desempenho. Teria de oferecer uma combinação de elegância e fluidez, para que seus hóspedes pudessem viajar com o máximo conforto.
O projeto inicial previa 145 metros (476 pés) de comprimento — ou seja, o objetivo nunca foi a construção do iate privado mais longo do mundo. Porém, ao ganhar forma, com casco de aço e superestrutura de alumínio, o Azzam acabou ganhando 35 metros extras, com um volume interno de 13.136 GT (arqueação bruta.
Em pernoite, esse megaiate pode acomodar até 36 hóspedes em 18 suítes, respirando tradição e a sofisticação. A sala de jantar (especula-se, decorada em estilo imperial), sozinha, ocupa uma área de 522m², sem um único pilar de apoio à vista. Para isso, o arquiteto providenciou a colocação de vigas de 1 metro de largura no teto, e de vidros italianos com 7 cm de espessura (2,7 polegadas) nas janelas, que vão do chão ao teto.
Dizem-se que a suíte do proprietário é à prova de balas, porque a segurança também era de suma importância. Acredita-se também que a nave tenha até um sistema antimísseis. Para empurrar tudo isso, dois motores de turbina a gás e dois motores diesel MTU, num total de 97 mil hp, potência suficiente para o megaiate alcançar de 31 nós de velocidade máxima. Nada mau para um gigante de 14 mil toneladas.
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Quem disse que uma expedição de pesquisa tem que ser exaustiva, difícil e precária? Um empresário de Singapura resolveu promover uma viagem científica em um superiate com capacidade para 425 pessoas, que incluirá cientistas e estudantes, juntamente com um seleto grupo de turistas ricos dispostos a pagar US$ 3 milhões (R$ 17 milhões) para financiar a aventura.
A embarcação, nomeada Earth 300, foi projetada pelo expert em iates, Ivan Salas Jefferson. Com cerca de 300 metros de comprimento e 60 metros de altura, Earth 300 está mais para um navio de cruzeiro, que realizará pesquisas interdisciplinares durante os 10 dias em que navegar pelos mares, impulsionado por energia nuclear.
O fundador e CEO da Earth 300, Aaron Olivera, explicou, durante o lançamento do empreendimento em Singapura, que o projeto foi inspirado em um viagem de pesquisa na qual trabalhou, na qual ficou chocado com a destruição de corais causada pelo processo de acidificação do oceano.
Em meio a frases de efeito sobre proteção do meio ambiente e incentivo ao estudo da ciência entre os jovens, Olivera deseja que o Earth 300 se transforme em um ícone arquitetônico global que estimule as pessoas a pensarem de forma proativa sobre o clima. Com certeza, o design de linhas simples, a plataforma de observação e a enorme “esfera científica” de vidro de 13 andares são elementos inspiradores.
Olivera prevê um time de mais de 160 cientistas e estudantes convivendo e realizando pesquisas, enquanto viajam gratuitamente no navio. São esperados especialistas em ciências marinhas, terrestres, espaciais, climáticas e atmosféricas.
A ideia é financiar a pesquisa com dinheiro de empresários, economistas, engenheiros, artistas, cineastas e jornalistas famosos, que ocuparão as luxuosas suítes, com varandas privativas. Enquanto os VIPs aproveitam a estadia, pesquisadores poderão trabalhar nos 22 laboratórios, coletando dados através de milhares de sensores embutidos e operando o que poderia ser o primeiro computador quântico comercial oceânico.
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Embarcações memoráveis costumam virar peça de museu. No caso do SMS Bodrog/Sava, devido à história que representa e ajudou a fazer, a opção foi outra: em vez de peça, essa verdadeira máquina de guerra é o próprio museu.
Construído em 1903 e lançado em serviço pela Marinha Imperial e Real Austro-Húngara em 1904, o Bodrog inscreveu seu nome na história no dia 28 de julho de 2014, quando o império austro-húngaro bombardeou a capital da Sérvia, Belgrado, naquele que é considerado o conflito inicial da 1ª Grande Guerra, que acabaria matando 20 milhões de pessoas. O canhoneiro que disparou os primeiros tiros estava no Bodrog.
Terminada a Grande Guerra, agora com o nome alterado para Sava, o navio passou a servir à Marinha KSCS (Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenas, mais tarde chamado de Iugoslávia). E lá foi ele fazer história novamente, desta vez como protagonista da 2ª Guerra Mundial.
Mas, tudo o que é solido um dia se desmancha no ar. Depois de ajudar a defender o Danúbio nos dois maiores conflitos mundiais, essa máquina de guerra teve uma trajetória descendente. Aposentado do serviço militar, em 1959 o Sava foi vendido a uma empresa privada, que o utilizou por pouco tempo como uma barca no transporte de cascalho. Até ser simplesmente abandonado, em uma margem de rio lamacento, em algum lugar da Sérvia.
Levaria anos até que, em 2006, o o famoso navio de guerra fosse finalmente declarado um monumento cultural. Foi quando começou o processo de restauração, que remonta à fase gloriosa do barco, supervisionado pelo Ministério da Defesa da Sérvia e pelo Museu Militar do país.
Restaurado e declarado Patrimônio Nacional pelo governo Sérvio, a embarcação centenária finalmente está começando uma nova vida, agora como um museu flutuante. Com o nome Bodrog/Sava gravado no casco, o barco flutua no rio Danúbio, perto de Belgrado, onde é admirado como testemunha viva das duas grandes guerras mundiais.
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O americano Larry Page, que como estudante de Stanford fundou o Google, ao lado do amigo Sergey Brin, faz parte de seleta lista de pessoas: a das que somam um patrimônio pessoal de mais de 100 bilhões de dólares.
Como dinheiro não é problema, há dez anos o empresário e cientista da computação comprou, por 45 milhões de dólares, na Nova Zelândia, um iate de 58 metros (190 pés): o Senses, construído em 1999 pelo estaleiro alemão Fr. Schweer, e irmão gêmeo do Seven Seas, antigo superiate de Steven Spielberg.
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No ano passado, Page achou que chegara a hora de passar o seu velho iate para frente, vendendo-o, por uma quantia não revelada, a empresários neozelandeses, que desejam se manter no anonimato. Estes, por sua vez, decidiram dar “uma geral” no iate. Por “uma geral” entenda-se: a maior e mais cara reforma já feita na Nova Zelândia.
Em um estaleiro da cidade de Whangarei, o Senses foi pintado e envernizado por dentro e por fora. Além disso, ganhou duas novas cabines de tripulação e até uma nova e tecnológica cozinha.
Os upgrades uma nova piscina de spa, um novo chuveiro a vapor na academia e painéis de vidro no convés principal para proteção contra o mau tempo. O projeto também incluiu a manutenção dos motores e do sistema de ar-condicionado. Tudo isso se somando a um custo milionário, que ajudou a preparar o superiate para uma nova temporada de charter. Sim, ele pode ser alugado.
Apesar de seus 22 anos de mar, a Senses ainda é um dos iates mais luxuosos do mundo disponíveis para fretamento, e particularmente adequado para férias, graças à excelente variedade de brinquedos aquáticos que dispõe. São cinco jets, várias pranchas de surfe e de SUP, caiaques e equipamentos de mergulho. Um grande heliponto, uma academia com uma cama de massagem e uma piscina também estão disponíveis a qualquer momento.
Só isso? Não. Como era de se esperar de uma embarcação desse porte, oferece em seu interior — decorado por Philippe Starck — todo luxo que o dinheiro pode comprar. Seu preço de fretamento é de 325.000 dólares por semana. Colocar o próprio barco para alugar é um procedimento comum entre os milionários mundo afora, para arcar com as despesas de manutenção e ainda contabilizar um bom lucro. Faz todo sentido. Afinal, manter uma embarcação como essa custa uma fortuna.
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Nestas incursões, os turistas ficam frente a frente com as relíquias e o relato é sempre o mesmo: as visitas envolvendo os locais históricos são impressionantes. Confira alguns dos escombros mais visitados pelo mundo a seguir.
SS Thistlegorm, Egito
Começando pelo Mar Vermelho, no Egito, encontra-se o SS Thistlegorm: uma embarcação britânica localizada a apenas 30 metros de profundidade. A história é de que o navio enfrentou a força aérea nazista em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, e naufragou depois de ser bombardeado.
Ele carregava uma série de armas e apetrechos para serem utilizados ainda durante a guerra, e os mergulhadores contam que ainda é possível vê-los ao se aproximarem, ao exemplo das motocicletas.
USAT Liberty, Indonésia
Este é um navio americano, atingido por torpedos de um submarino japonês, em solo indonésio. O naufrágio aconteceu em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, e virou um dos destinos turísticos mais visitados do mar de Bali.
Hoje, devido a uma erupção vulcânica na região no ano de 1963, os destroços estão espalhados por locais bem próximos a orla, já que os tremores movimentaram o navio inteiro.
USS YO-257, Estados Unidos
Ainda sobre os naufrágios da Segunda Guerra Mundial, a embarcação da vez é a estadunidense USS YO-257. Ao contrário da SS Thistlegorm, o intuito desta aqui não era carregar itens bélicos, e sim combustível.
Em 1980, ela afundou em uma região próxima ao Havaí, mas não por um embate militar, e sim para formar um recife artificial. Hoje, é o abrigo de fauna rica e variada.
Jake Seaplane, Palau
Já no outro lado oposto do mapa, pelas águas da Oceania, encontra-se o Jake Seaplane, na República do Palau.
É um avião que foi utilizado pelo Japão, também na Segunda Guerra Mundial, e que encontra-se a 15 metros de profundidade da superfície.
SS President Coolidge, Vanuatu
O quinto naufrágio causado pela Segunda Guerra Mundial, em 1942, é o SS President Coolidge, que também encontra-se na Oceania. O navio, que foi utilizado para transportar tropas estadunidenses, atingiu minas navais e afundou.
Por sorte, milhares de militares conseguiram abandonar a embarcação a tempo, deixando para trás armas e objetos pessoais.
Esse navio, em especial, era um cargueiro que servia regularmente ao transporte de bananas entre Taiwan e Japão, até ser incorporado à marinha japonesa. Inicialmente, foi utilizado para transportar água, até passar à posse das forças armadas.
Foi afundado pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, e sua estrutura está submersa na Micronésia, no oceano Pacífico.
Fujikawa Maru, Micronésia
O oitavo naufrágio da lista é mais uma embarcação afundada pelos Estados Unidos, na Segunda Guerra Mundial, de posse japonesa e situada na Micronésia.
O diferencial desse navio é a viagem que ele proporciona: os mergulhadores podem explorá-lo por completo, com estruturas que possuem mais de 30 metros de profundidade.
SS Yongala, Austrália
O penúltimo escombro é o SS Yongala, na Austrália, e, por incrível que pareça, não é uma embarcação de uso militar.
Considerado um dos pontos de mergulho mais visitados do mundo, o SS Yongala era um navio mercante que afundou em 1911, durante um ciclone. Hoje, é conhecido pela imensa diversidade que abriga.
USS Kittiwake, Ilhas Cayman
Por último, mas não menos importante, está o USS Kittiwake, nas Ilhas Cayman: uma embarcação que pertenceu aos Estados Unidos e foi afundada no ano de 2011.
Não foi vítima de nenhum confronto. Pelo contrário: o intuito do naufrágio foi criar um recife artificial e um ponto de mergulho no Caribe. É visitada, principalmente, por mergulhadores com pouca experiência.
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