A âncora é um item essencial para a segurançade qualquer embarcação. É ela que mantém o barco parado, evita que seja arrastado por correntes ou vento e ajuda a fixá-lo em uma posição específica. Entre os modelos mais utilizados no mundo náutico, dois se destacam e costumam gerar dúvidas entre navegadores: as âncoras Danforth e Bruce.
A Revista NÁUTICAconversou com Hélio Magalhães, especialista em navegação, para entender as principais diferenças entre os modelos. Logo de início, ele explica que os desenhos são bastante distinto — e isso impacta diretamente no desempenho de cada um.
Âncora Bruce (à esq.) e âncora Danforth (à dir.). Foto: HW Ancoras / Divulgação
Enquanto as âncoras Danforth são imbatíveis em fundos de areia, as Bruce se destacam por sua resistência em fundos de pedra e por “unharem” rapidamente em lama. Essa diferença de comportamento está ligada à estrutura de cada modelo.
As Danforth possuem duas patas paralelas e pontiagudas que conseguem cravar no fundo independentemente do lado em que caem na água, já que contam com haste móvel. Por outro lado, por terem haste e cepo longos, acabam ocupando mais espaço no paiol da embarcação.
As Bruce, por sua vez, contam com três patas e haste fixa e curta, o que facilita o armazenamento a bordo. Esse tipo de âncora é bastante recomendado para quem navega em áreas lamacentas ou com fundo de cascalho, onde sua aderência costuma ser eficiente e rápida.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Salvador está dando passos firmes para transformar seu marem vetor estratégico de desenvolvimentoeconômico. A criação da Secretaria do Mar de Salvador, no início de 2025, marcou uma nova fase para a cidade, que passou a olhar para a Baía de Todos-os-Santos não apenas como um cartão-postal, mas como um ativo econômico real.
“Aqui a gente olha o mar com a perspectiva de negócio”, afirmou Maria Eduarda Lomanto, Secretária do Mar de Salvador, em entrevista exclusiva à Revista NÁUTICA. Essa visão se conecta diretamente com o Salvador Boat Show 2025, que acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina, e deve movimentar ainda mais a economia náutica local.
Maria Eduarda Lomanto, Secretária do Mar de Salvador. Foto: Divulgação
Lomanto disse que a 1ª edição do evento, em 2024, movimentou cerca de R$ 35 milhões na economia do mar em Salvador. Para este ano, a Secretaria projeta um aumento de 20% nesse volume — ultrapassando R$ 42 milhões.
A pasta também espera ainda mais visitantes no salão náutico, que ano passado já chegou a aproximadamente 5 mil pessoas, tendo em vista o crescimento já visível do evento.
A edição inaugural, já considerada um sucesso, teve quatro estaleiros exibidos. Para este ano, ao menos onze já confirmaram participação, além de marcas de equipamentose acessóriosnáuticos que também integram a feira. As expectativas, portanto, estão mais altas.
Salvador Boat Show estreou na cidade em 2024, na Baía de Todos-os-Santos. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Mais do que um salão náutico, o Boat Show se consolida como uma plataforma de negócios para diferentes perfis. Um dos pontos levantados pela Secretária do mar de Salvador, inclusive, enfatiza a ampla gama de público qualificado que o evento movimenta, indo além do mercado de luxo e atraindo consumidores de barcos esportivose os adeptos de modelos de compartilhamento de barcos— que, por sua vez, está em ascensão na cidade.
A compra de barcos por cotas é um negócio que vem crescendo em Salvador. Isso também fomenta o desenvolvimento da economia náutica– destacou Duda Lomanto
Essa diversificação reflete a expansão do próprio setor na cidade. Durante a abertura da 1ª edição do evento, o prefeito Bruno Reis afirmou que o salão náutico poderia servir como uma nova vitrine de negócios e possibilidades em Salvador — o que foi confirmado pelos números.
Que esse evento possa projetar nossa cidade no Brasil e no mundo, atraindo milhares de visitantes para curtir as belezas naturais daqui– declarou à época
Embarcações no Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Secretaria do Mar de Salvador
A instalação da Secretaria do Mar de Salvador, em março de 2025, integrou as ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social ligados ao mar, com o objetivo de fomentar a cultura náutica na cidade. Nesse sentido, Lomanto destacou as vantagens geográficas de Salvador, que tem na Baía de Todos-os-Santos um de seus maiores trunfos.
Trata-se da segunda maior baía navegável do mundo, com águas seguraspara navegaçãodurante todo o ano e que permitem a passagem de embarcações tanto de dia quanto à noite (dependendo do tamanho do barco). Essa estrutura natural dá à capital baiana um diferencial competitivo na economia do mar em nível nacional e garante seu título de capital da Amazônia Azul.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A Secretaria trabalha com diferentes pastas para transformar o potencial do mar de Salvador em negócios concretos. Para isso, ela atrai investimentos e fortalece setores como turismo náutico, marinas, manutençãode embarcações e serviços especializados.
A economia do mar é um pilar dentro de toda a matriz econômica da nossa cidade– afirmou Duda Lomanto
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Sendo a primeira secretaria especializada no mar de uma cidade e nos negócios que ele pode atrair, a Secretaria do Mar de Salvador tem como missão não apenas impulsionar a economia do mar, mas posicionar a cidade de forma mais ampla no cenário nacional e internacional. Afinal, a cidade tem muito mais a oferecer do que simplesmente o turismo tradicional e boas festas, como o Carnaval.
Mais sobre o Salvador Boat Show
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um espetáculo subaquático ganhou forma por meio das lentes de fotógrafosdo mundo inteiro. A 2ª edição do Underwater Awards Australasia, finalizada no último dia 6, revelou imagens impressionantes feitas na região da Australásia — que inclui Austrália, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné — e premiou registros em nove categorias diferentes.
Mais do que um concurso, o eventocelebra a beleza e a diversidade dos oceanos, reunindo cliques que capturam momentos raros, engraçadosou simplesmente belos da vida marinha com precisão técnica e impacto visual. Os vencedores receberam prêmios que, somados, ultrapassam 70 mil dólares australianos em viagens de mergulhoe equipamentosde fotografia subaquática, além do próprio reconhecimento.
As imagens foram divididas em nove categorias: Águas Internacionais, Tubarões, Conservação, Sydney, Austrália, Portfólio, Smartphone/Câmera de Ação, Tough TG e Reels Showcase. Embora apenas alguns nomes tenham brilhado nos pódios, a organização fez questão de parabenizar publicamente todos os participantes pelo nível altíssimo das obrasapresentadas.
O grande vencedor
O destaque da edição ficou por conta do fotógrafo norte-americano James Ferrara, que levou o título de “Melhor do Show” com a imagem Wide Open (“Bem aberto”, em português), registrada na Antártica.
O clique mostra um animalcom a boca escancarada em um enquadramento preciso, unindo técnica e força estética — o que conquistou o júri. Como prêmio, Ferrara ganhou uma semana de expedição a bordo do novo naviode exploração Ocean Souls Explorer, uma das recompensas mais cobiçadas do concurso.
Diferentes ângulos e histórias
Nas outras oito categorias, os primeiros colocados registraram animais em cenários únicos, com cores intensas, ângulos criativos e narrativas visuais que transportam para o fundo do mar com encanto e curiosidade. Os pódios foram formados pelas três melhores fotos de cada categoria, com direito a menções honrosas do júri em casos que não entraram no “Top 3” por pouco.
Confira os melhores cliques do concurso
Tubarões
Ouro: “Sunbather in the Shallows”. Foto: Vadim Belakhov / Underwater Awards Australasia 2025/ DivulgaçãoPrata: “Oceanic Whitetip/Parata”. Foto: Sina Ritter / Underwater Awards Australasia 2025 / DivulgaçãoBronze: “The Shy Hunter”. Foto: Megan Shea-Graff / Underwater Awards Australasia 2025 / Divulgação
Ouro: “Mosely’s Glistening Brood”. Foto: Imogen Manins / Underwater Awards Australasia 2025 / DivulgaçãoPrata: “Emergence”. Foto: Emma Brown / Underwater Awards Australasia 2025 / DivulgaçãoBronze: “Slow and Steady Wins the Race”. Foto: Marco Luciani / Underwater Awards Australasia 2025 / Divulgação
Reels Showcase
Portfólio
A categoria Portfólio avaliou séries fotográficas de artistas, premiando trabalhos em ouro, prata e bronze, além de menções honrosas. Os cliques podem ser conferidos no site oficial da organização, assim como os vencedores das demais categorias.
Mais do que premiar talentos individuais, o Underwater Awards Australasia se consolida como uma vitrine global para a fotografia subaquática. Cada imagem convida a um mergulho diferente em histórias das águas salgadas, seja na superfície ou nas profundezas.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Azov Yachts apresentou sua última novidade ao mercado em setembro, durante o São Paulo Boat Show 2025. Agora, a nova Z290 Cabinada ganhará as águas da Bahia Marina ao ser exibida no Salvador Boat Show 2025, dividindo espaço com outras três lanchas já consolidadas no portfólio da marca.
Para a 2ª edição do salão náutico baiano, a Azov escolheu embarcações que vão dos 26 aos 48 pés: Z260 Open, Z290 Cabinada, Z380 Cabinada e Z480 HT. As escolhas, além de atenderem a diferentes perfis, refletem fases distintas do estaleiro, unindo modelos já conhecidos no mercadocom novidades lançadas mais recentemente.
Nova Azov Z290 Cabinada, no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O grande destaque é a nova Z290 Cabinada, lançada em setembro. Com 9 metros de comprimento e 3,11 metros de boca (largura), apresenta uma área de popa espaçosa mesmo com o motor instalado. Um diferencial inteligente é uma espécie de “avanço” que antecede o espaço ocupado pelo chamado “berço” do equipamento.
Área de popa da nova Z290 Cabinada. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
Esse complemento é ajustável e pode ser levantado quando for necessário mexer no motor. Assim, o aproveitamento da área — uma das mais valorizadas pelo público brasileiro — é otimizado sem comprometer a funcionalidade.
Azov Z260 Open. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A novidade será exibida ao lado de outras três lanchas da Azov. A Z260 Open, menor da linha, é considerada pelo estaleiro a embarcação mais completa da categoria, com destaque para a navegabilidadee o acabamento. O modelo foi testado por NÁUTICA.
Azov Z380 Cabinada. Foto: Candy Films / Divulgação
A Z380 Cabinada foi apresentada ao mercado em 2024 como uma evolução da Z380 Open, oferecendo a possibilidade de pernoitar no barco de 12,15 metros de comprimento. Já a Z480 HT, maior modelo do estaleiro e também testado por NÁUTICA, tem 15,30 metros de comprimento, 3,98 metros de boca e capacidade para 20 passageiros durante o dia, com acomodação para até cinco no pernoite.
Azov Z480 HT. Foto: Candy Films/ Divulgação
Quem visitar o Salvador Boat Show 2025 poderá conhecer de perto cada uma das embarcações e agendar test-drives diretamente com a marca. O evento movimentará a Bahia Marina de 30 de outubro a 2 de novembro.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Entre 2022 e 2024, a malha hidroviária economicamente navegávelno Brasil cresceu 279 km, consolidando uma rede com mais de 20,4 mil km de rios e canais aptos a transportar cargas e pessoas. O balançofoi divulgado na última sexta-feira (10) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e reflete a estratégia do governo de ampliar o uso das hidrovias como alternativa aos transportes rodoviário e ferroviário.
Os dados fazem parte do Estudo de Vias Aquaviárias Interiores Economicamente Navegáveis (VEN), elaborado a cada dois anos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O levantamento aponta um aumento de 1,39% da extensão navegável desde 2022 — um avanço que reforça o potencial logístico e ambientaldo modal hidroviário no país.
Hidrovia do Paraguai tem cerca de 600 km em território brasileiro utilizados para transporte hidroviário. Foto: MPor / Divulgação
Segundo o Plano Nacional de Viação (PNV), a malha hidroviária economicamente navegável pode chegar a 41,7 mil km no Brasil. Ou seja, o número atual representa pouco menos da metade desse potencial, indicando que ainda há muito espaço para expansão.
A região Norte liderou o crescimento no período, com aumento de 3,56% da malha navegável destinada ao transporte de cargas e passageiros. Os números reforçam a importância de rios amazônicos como eixos logísticos estratégicos.
Hidrovias como vetor de eficiência
O transporte hidroviário vem ganhando espaço na agenda econômica por combinar menor custo logístico com ganhos ambientais expressivos. De acordo com o MPor, esse modal emite até cinco vezes menos poluentes do que o transporte rodoviário e 1,5 vez menos carbono do que o ferroviário, sendo considerado uma das alternativas mais limpas da matriz nacional.
Rio São Francisco. Foto: Cleferson Comarela, via MPor / Divulgação
Os investimentos em infraestrutura hidroviária são fundamentais para tornar o transporte mais eficiente, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade, fortalecendo toda a cadeia econômica e produtiva do país– destacou Silvio Costa Filho, Ministro de Portos e Aeroportos
Com essa visão, o governo federal prevê cerca de R$ 30 bilhões em investimentos no setor portuário e hidroviário entre 2023 e 2026, por meio de concessõese parcerias com a iniciativa privada. A expectativa é de que, com a expansão da malha e dos terminais, a movimentação de cargas pelas hidrovias alcance entre 25 e 30 milhões de toneladas anuais até 2030.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O mercadonáutico de luxovive uma revolução silenciosa. Entre designs arrojados e tecnologias avançadas, o glamour — antes absoluto — divide cada vez mais espaço com a sustentabilidade. Em um cenário atento ao impacto ambiental, estaleiros de diferentes países apostam em embarcações mais limpas, inteligentes e eficientes. Nesse movimento, um projeto em especial tem chamado atenção: o ASC58, um catamarã à vela que promete se tornar o maior do mundo nessa categoria.
Com 58 metros de comprimento, o superiate está sendo construído pela Echo Yachts, na Austrália, com lançamento previsto para 2027. A obra começou em 2024 no estaleiro de Henderson e avança em etapas, com atenção minuciosa a detalhes técnicos e estéticos.
Construção do catamarã à vela da Echo Yachts que promete se tornar o maior do mundo na categoria. Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução
Durante o Monaco Yacht Show 2025, em setembro, o gerente de vendas e marketing da Echo Yachts, Chris Blackwell, compartilhou detalhes do projeto em entrevista ao portal SuperYachts.com.
Segundo Blackwell, a embarcaçãocombina aventura, luxo e sustentabilidade como os três pilares principais. Essa filosofia se reflete diretamente na engenharia naval do modelo.
O ASC58 foi concebido em parceria com os escritórios Dykstra Naval Architects e One2three Naval Architects, unindo design de ponta e desempenho eficiente. A bordo, o catamarã contará com tecnologias regenerativas, hélices de passo ajustável e bancos de baterias de alta capacidade — tudo pensado para reduzir ao máximo a pegada ambiental e buscar uma navegaçãocom zero emissão de carbono.
Uma das joias do projeto é o sistema de velas DynaRig, cuja produção foi iniciada também em setembro. Com dois mastros giratórios independentes, a estrutura de 1.660 m² oferece manuseio totalmente automatizado, operado por um painel de controle digital. A tecnologia inovadora é fornecida pela Southern Spars.
Construção do projeto ASC58. Foto: SuperYacht Services Guide (SSG) / Reprodução
À medida que o mercado náutico de luxo cresce, o ASC58 chega com uma proposta ousada: unir espaço e estabilidade típicos dos catamarãs a uma experiência de navegação silenciosa, limpa e sofisticada. Como toque final, a embarcação ainda deve levar o título de maior catamarã à vela do mundo — a não ser que outro projeto a supere até seu lançamento.
No mais, a SuperYacht Services Guide afirma que a embarcação grande e luxuosa ostenta no projeto acomodações de alto padrão, espaços de entretenimento e uma variedade de brinquedos aquáticos projetada para quem ama viver o mar — com direito, inclusive, a um heliporto.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Depois de marcar presença nos Boat Shows do Rio, Itajaíe São Paulo, a Fibrafort terá seus modelos expostos também em águas baianas, durante a 2ª edição do Salvador Boat Show. De 30 de outubro a 2 de novembro, três lanchas do estaleiro catarinense estarão na Baía de Todos-os-Santos. São elas: Focker 366 GTS, Focker 333 Gran Turismo e Focker 255 GTX
O evento acontecerá na charmosa Bahia Marina, onde visitantes poderão conferir de perto os detalhes das embarcaçõesescolhidas pela Fibrafort para o salão náutico. Os modelos, aliás, prometem agradar a todos os gostos, desde navegadores iniciantes até os já com muitas milhas navegadas. Confira:
Lanchas Fibrafort no Salvador Boat Show 2025
Focker 366 GTS
Equipada com parelha de motores centro-rabeta, a Focker 366 GTS pode receber até 14 passageiros durante o dia e quatro no pernoite. Entre os diferenciais estão um banheiro fechado na cabine com box fechado, cabine completa com móvel de apoio, soft-top rígido com opcional de HT elétrico, plataforma submergível e espaço gourmet.
Focker 366 GTS. Foto: Fibrafort / Divulgação
Focker 333 Gran Turismo
A Focker 333 Gran Turismo chega com design imponente e esportivo já por fora. A bordo, um cockpit ergonômico facilita a diversão e o T-top torna as linhas do barco ainda mais charmosas com o acabamento em luzes de LED. A lancha recebe até 12 passageiros durante o dia, com pernoite para quatro.
Focker 333 Gran Turismo. Foto: Fibrafort / DivulgaçãoFocker 333 Gran Turismo. Foto: Fibrafort / Divulgação
Focker 255 GTX
De acordo com a Fibrafort, a Focker 255 GTX foi “elaborada pensando no conforto e na segurança, sem abrir mão do estilo elegante e esportivo”. São 7,48 metros de comprimento e 2,57 metros de boca, espaço suficiente para até 12 pessoas apreciarem um passeio a bordo.
O barco é versátil na motorização, com opções centro-diesel (1×200 hp ou 1×220 hp), centro-gasolina (1×220 hp ou 1×300 hp) e popa (1×250 hp ou 2 x150 hp). Com mesa, espreguiçadeira anatômica e banheiro, o cockpit é tido como o espaço ideal para compartilhar momentos especiais sobre as águas.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em 15 dias, a Bahia Marina será palco de uma imersão no universo náutico, com mais marcas e embarcaçõesdo que na estreia do evento, em 2024. A expectativa é reunir mais de 40 barcos e oferecer aos visitantes a oportunidade de agendar test-drives durante o salão.
Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Segundo a Prefeitura, um turista náutico gasta, em média, cinco vezes mais do que um turista convencional. Essa movimentação envolve desde marinas, serviçosde abastecimento e manutençãoaté hotéis, restaurantes e passeios pela cidade.
É justamente esse público — de alto poder aquisitivo e forte impacto econômico — que o Salvador Boat Show atrai para a capital baiana. Nesse contexto, a Baía de Todos-os-Santos é um cenário mais que propício: além de ser a maior do Brasil, é a segunda maior baía navegável do mundo, ou seja, ideal para a navegaçãoe oturismo náutico.
Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A 2ª edição do Salvador Boat Show acontece de 30 de outubro a 2 de novembro e promete movimentar ainda mais o calendário náutico do Nordeste aproximando marcas, investidores e apaixonados pelo estilo de vida no mar.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Sol, mar, vento fresco na pele e… bebida quente? Nem pensar! Aproveitar um dia ensolarado a bordo pede refrescos sempre geladinhos para completar o combo da felicidade. Mas e quando o gelo não da conta de resfriar as bebidas a tempo? Hélio Magalhães, especialista em navegação, dá uma dica de ouro para contornar esse problema.
A “mistura mágica” que promete gelar os líquidos mais rápido parte de muita engenhosidade e, principalmente, de uma reação química! Mas calma, nosso especialista pensou em tudo para você não passar nenhum sufoco.
Foto: Image-Source / Envato
Você vai precisar de itens simples: sal, álcool, água, gelo e uma caixa térmica. Para cada saco de gelo de cinco quilos, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool.
Nessa mistura, cada produto tem a sua função: a água aumenta a superfície de contato com as latinhas, o sal reduz a temperaturade fusão do gelo e, por uma reação química, o álcool rouba o calor delas. Logo, o processo é bem mais rápido do que seria com os pedaços soltos de gelo.
Mas atenção: faça isso antes de partir, porque mexer com álcool a bordo é algo delicado. Lembre-se também de lavar a latinha ou as garrafas ao tirá-las da caixa térmica, porque elas tendem a ficar salgadas por fora.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quando decidiu construir um barcodo zero no quintal de casa, Angelo Guedes sabia que o desafio seria grande. Alguns processos, porém, parecem avaliar a persistência do construtor, como a envergadura dos tubos de alumínio, feitas quase à mão por ele no novo episódio de “Construção do Veleiro Bravura”, que estreia nesta terça-feira (14), às 20h.
A empreitada que resultará em um veleiro motorizado pela Yanmarchega ao seu 11º capítulo no Canal Náutica no YouTube. Nesse tempo, o público que também sonha em construir o próprio barco já pôde ver que, embora desafiador, o processo é prazeroso, como define o próprio Angelo.
A construção amadora é isso. É o prazer de ver aquilo que você iniciou do zero– destacou Guedes no novo episódio
Antes do prazer, porém, vem muito suor — especialmente se a calandra (dispositivo mecânico é responsável por moldar materiais, geralmente metálicos) resolver se aposentar antes da hora.
O construtor mostra no detalhe como a calandra já dava sinais de estar gasta. Foto: Revista Náutica
Com o equipamento já “nas últimas”, Angelo precisou mostrar que estava em forma fisicamente para envergar tubos metálicos a 90 graus. A estrutura foi usada para formar os primeiros traços dos banquinhos da targa, tão comuns e apreciados em veleiros.
Os “banquinhos” da targa ja aplicados e envergados pelas mãos de Angelo. Foto: Revista Náutica
A targa, aliás, chega ao 11º episódio já mostrando o seu lugar na embarcação. Essa parte do barco recebeu bastante atenção do construtor, que inclusive não imaginava gastar tantos tubos metálicos em sua construção.
Gastei muito tubo nessa targa, não imaginava que seria tanto. Tenho que comprar mais para o guarda-mancebo e o caixa ‘tá pouco’– explicou Angelo
Apesar dos pesares, o construtor se surpreende com o próprio empenho em envergar os tubos quando vê que o guarda-macebo da proaresultou em duas unidades perfeitamente iguais, que são prontamente soldados ao barco.
Guarda-mancebos de proa se mostram totalmente alinhados. Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Os agulheiros de água, águas negras e diesel também já ocupam seu devido lugar no casco. Até a construção do ‘carretão’ (estrutura para elevação do barco) sai das próprias mãos de Angelo, que pensa com cuidado em todos os detalhes para elevar a embarcação com segurança.
Angelo trabalha na tampa da caixa de âncora. Foto: Revista Náutica
No novo capítulo de Construção do Veleiro Bravura, o construtor faz ainda os primeiros planejamentos da mobília, que espera fazer, em sua maioria, com ACM (Aluminum Composite Material), um tipo de revestimento formado por duas lâminas de alumínio que envolvem um núcleo de polietileno.
É fácil de trabalhar e moldar. Nunca vamos ter problemas com mofo ou umidade– destacou
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
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A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A contagem regressiva para o Salvador Boat Show 2025 segue a todo vapor — e um dos nomes mais cotados no mercadonáutico brasileiro já confirmou presença. Pela primeira vez, a Intermarine estará no evento e levará uma dupla de peso: Intermarine 45 e Intermarine 60.
Referência no setor náutico de luxono Brasil e no exterior, a Intermarine tem na personalização um dos seus maiores diferenciais. Por isso, detalhes sobre os barcos que estarão no eventoainda são mantidos em sigilo, reforçando a expectativa em torno da estreia da marca no salão náutico baiano.
Intermarine 45: luxo em cada detalhe
Mesmo não sendo o maior barcoda linha, a Intermarine 45 herda atributos de modelos maiores, como acabamentos refinados, revestimentos de alto padrão e tecnologia de ponta. Um dos destaques do modelo é o flybridge, que, segundo o estaleiro, tem a maior área da categoria.
Intermarine 45. Foto: Intermarine / Divulgação
O design favorece a entrada de luz natural com um para-brisa inteiriço e amplas janelas laterais, além de banheiros e camarotes generosos para sua faixa de tamanho — um diferencial entre as lanchasde 45 pés no mercado.
Intermarine 60: sofisticação e conexão com o mar
Totalmente remodelada em 2024, a Intermarine 60 aposta em ambientes integrados e áreas de convivência amplas. A proa traz sofá rebatível, tenda e uma mesa modular que pode ser ajustada de acordo com a ocasião.
Intermarine 60. Foto: Revista NáuticaÁrea de proa da Intermarine 60. Foto: Revista Náutica
Já no flybridge, o teto de vidro chama atenção por valorizar a iluminação natural e refletir o mar, enquanto o Day Bed rebatível amplia ainda mais o espaço para relaxar e socializar.
Intermarine 60. Foto: Revista Náutica
Estreia em grande estilo no Salvador Boat Show
Os visitantes do Salvador Boat Show 2025 terão a chance de conhecer de perto essas embarcações nas águas da Baía de Todos-os-Santos. A estreia da Intermarine no evento reforça a expansão da marca para novos públicos e mercados estratégicos, além de destacar o potencial náutico no Nordeste, especialmente na Bahia.
O salão náutico acontece de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina, reunindo grandes nomes do setor. Mais de 40 barcos são esperados para o evento, que promete consolidar ainda mais a presença do mercado náutico em Salvador.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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O Salvador Boat Show receberá, pela segunda vez, embarcações da Schaefer Yachts. Nesta edição, que promete reunir mais de 40 barcos na Bahia Marina, o renomado estaleiro catarinense apresentará quatro lanchasde destaque: Schaefer 450, Schaefer 600, Schaefer 660 e Schaefer 770.
Os visitantes poderão conhecer as embarcaçõesde perto e ainda terão a possibilidade de agendar test-drives durante o evento. Conheça um pouco sobre cada barco!
Schaefer 770: o gigante do estande
Schaefer 770, antes da remodelação de interiores. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Com 23,54 metros de comprimento, capacidade para até 25 pessoas durante o dia e 11 no pernoite, a Schaefer 770 é o maior modelo que estará no salão náutico baiano. O flybridge espaçoso leva banheira de spa, bar, churrasqueira e sofá para seis pessoas, além do posto de comando.
Schaefer 770 com flybridge remodelado leva banheira com face em vidro. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
No convés inferior, as varandas laterais e o deque nivelado criam uma integração fluida entre os ambientes internos e externos, conectando sala, cozinha, bar, praça de popa e o mar.
Schaefer 660: conforto e sofisticação
Schaefer 660 no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica
Já conhecida do público baiano, a Schaefer 660 retorna ao evento após ter sido exibida na primeira edição. Entre seus diferenciais estão o móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis, convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.
Schaefer 600: o lançamento do ano
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Lançada em abril no Rio Boat Show2025, a Schaefer 600 fará sua estreia no Nordeste durante o salão baiano. O modelo preencheu a lacuna entre as Schaefer 510 e 660, com três suítes bem distribuídas — incluindo a principal à meia-nau — e amplas varandas laterais.
Schaefer 450: estilo em menor escala
Schaefer 450 no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica
Para completar a seleção, a Schaefer 450 reúne atributos de embarcações maiores, como suíte à meia-nau, varanda lateral, churrasqueira retrátil de popa e flybridge amplo. O modelo combina praticidade com o luxo característico da marca.
Expansão e conexão com novos públicos
Na primeira edição do evento, em 2024, representantes da Schaefer Yachts destacaram a importância de participar do salão baiano para ampliar a base de clientes e fortalecer o relacionamento com marinas locais. O evento no Nordeste também funciona como uma vitrine estratégica para alcançar novos olhares do mercado náutico.
Salvador Boat Show, no Nordeste, também funciona como uma vitrine estratégica para a marca. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica
A confirmação da presença da marca pelo segundo ano consecutivo reforça essa estratégia de consolidação de imagem e expansão de público. No ano passado, a Schaefer levou para a Bahia Marina os modelosSchaefer 510, Schaefer 400, Schaefer 660 e Schaefer 450.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A definição de “experiência completa” cabe bem à Ventura. Além de estaleiro, a marca também aposta em veículos off-road, elétricos e acessórios, compondo um lifestylepróprio. Presença frequente nos principais salões náuticos do país, a empresa estará no Salvador Boat Show 2025 com um estande recheado: serão dez produtos entre lanchas, jet elétrico, bikes e quadriciclos.
Para os apaixonados por navegação, a Ventura levará três lanchas: duas unidades da V300 Crossover — em versões com motor centro-rabeta e dupla motorização de popa — e a V370 Crossover, recém lançada ao mercado no último São Paulo Boat Show, em setembro.
Ventura V300 Crossover foi exibida no Salvador Boat Show em 2024. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica
A V370 chama atenção pelos diferenciais dentro e fora da embarcação. Na área externa, a plataforma gourmet foi ampliada para receber mais convidados do que o comum em barcos de 37 pés. Já no interior, duas cabines fechadas com porta oferecem mais privacidade e conforto.
Nova Ventura V370 por dentro. Foto: RP / Revista Náutica
As versões da V300, por sua vez, mostram na prática como diferentes configurações de motorizaçãoimpactam não só o desempenho e consumo, mas também o visual da embarcação — ampliando as possibilidades de personalização para diferentes perfis.
Ventura V300 Crossover, no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica
Outro destaque nas águas será o jet100% elétrico Ventura Orca Performance by Taiga, já testado por NÁUTICA. O modelo dispensa o uso de combustível, não emite ruídos nem odores e oferece uma navegação silenciosa e sustentável.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Segundo a marca, o Orca atinge velocidade máxima de 100 km/h e entrega até 120 kW de potência de pico (160 cv) e 170 Nm de torque. A bateria tem autonomia para até duas horas de uso e pode ser carregada facilmente em qualquer tomada padrão.
O catálogo elétrico não para por aí. A Ventura também apresentará duas unidades da Ventura Brat — bike elétrica com suspensão dianteira e traseira, motor de 750 W e freios a disco hidráulicos. Com autonomia de até 112 km e tempo de recarga de cerca de 7 horas, o modelo é oferecido nas cores azul e preto.
Para completar o pacote de experiências, quatro quadriciclos da linha ATV também estarão no estande. Voltados aos aventureiros de terra firme, os modelos prometem atrair visitantes que buscam velocidade e adrenalina fora da água, são eles:
Ventura M250
Ventura 500 Pro Max
Ventura Landforce 550
Ventura Landforce 650
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Que tal ir para as Maldivas… sem sair do Brasil? Brincadeiras à parte, uma praia brasileira tem atraído turistas por parecer uma “prima distante” do famoso destinoasiático. Trata-se da Ilha dos Cocos, em Paraty, no Rio de Janeiro.
Com águas cristalinas em tons de azul-turquesa e natureza de tirar o fôlego, o local vem ganhando popularidade sob o apelido de “Maldivas brasileira”. No mar, é possível observar cardumes de peixes e outros animais, cercados por um cenário de vegetação exuberante.
Foto: Lanchas Kadosh, via Trip Advisor / Divulgação
O acesso à “Maldivas brasileira” é feito apenas por barco. A ilha fica a cerca de uma hora de navegaçãopara quem parte do cais central de Paraty. Empresas locais oferecem transporte regular, com saídas frequentes ao longo do dia.
Ilha dos Cocos, Paraty (RJ). Foto: Denise K, via Trip Advisor / Divulgação
Outra opção é embarcar em passeios de escuna. A rota leva os visitantes até a Ilha dos Cocos e inclui paradas para mergulho e contemplação das paisagensao redor — um dos momentos mais aguardados.
Foto: Escuna Vitoria V, via Trip Advisor / Divulgação
Embora a Ilha dos Cocos só possa ser acessada por água, a cidade-base de Paraty é bem conectada por terra. Localizada a cerca de cinco horas de carro do Rio de Janeiro, a cidade pode ser alcançada de carro, ônibus ou aviãoaté a capital, com trecho final pela estrada.
Quem parte de São Paulo também não está tão distante: são aproximadamente seis horas de viagem em terra. Para quem vem de fora, é possível voar até a capital paulista e seguir de carro ou ônibus até Paraty.
Mais fotos da Ilha dos Cocos, em Paraty, a “Maldivas brasileira”
Ilha dos Cocos guarda águas cristalinas e cenários de tirar o fôlego. Foto: Lancha Cherry Paraty, via Trip Advisor / DivulgaçãoCardume de peixes nas águas da Ilha dos Cocos, em Paraty (RJ). Foto: Juliana Sabino, via Trip Advisor / DivulgaçãoFoto: Ocean Vibes Tour, via Trip Advisor / DivulgaçãoFoto: Andre Salazar, via Trip Advisor / Divulgação
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quando os arranhões no cascosão pequenos e superficiais, é possível fazer o reparo do gelcoat por conta própria — desde que com atenção e cuidado. A prática, mais comum entre proprietários mais detalhistas, pode devolver brilho e uniformidade à embarcação, mas também traz riscos, especialmente quando feita sem conhecimento técnico.
Para entender melhor quando vale ou não a pena recorrer ao estilo “faça você mesmo”, a reportagem de NÁUTICAouviu especialistas com experiência na área. Entre eles, Manuel Messias, profissional com mais de 20 anos em pintura de gelcoat.
Quando vale fazer sozinho — e quando chamar um profissional
A restauração por conta própria costuma funcionar bem em casos de riscosleves ou pequenas bolhas superficiais. O custo é menor e, com atenção, o conserto pode ser feito em um único dia. Por outro lado, danos mais profundos, volumosos ou perfurações exigem técnicas de laminação e acabamento mais avançadas — e aí o indicado é recorrer a um especialista.
Foto: RuslanOmega / Envato
Entre os prós do reparo caseiro, estão a economia de mão de obra e a agilidade. Já entre os contras, está o risco de desperdício de produto e de um acabamento irregular, caso a mistura do gelcoat com o catalisador não seja feita corretamente. A proporção precisa ser exata.
Se houver catalisador demais, a massa escurece e resseca. Se faltar catalisador, o produto não seca– alerta Messias
Antes de aplicar no casco, o ideal é testar a mistura em uma superfície separada — como um pedaço de fibra solta ou papelão — para garantir que o ponto esteja correto.
Passo a passo para restaurar o gelcoat do barco
1: Avalie a ranhura
O primeiro passo é avaliar a profundidade da avaria. Se o risco for raso, basta remover as rebarbas com uma lixa grossa (60 ou 80), tomando cuidado para não nivelar demais a superfície.
2: Limpe bem o casco
Em seguida, a limpeza é fundamental: use estopa com acetona para tirar poeira, resíduos e oleosidades que possam comprometer a aderência do produto.
Foto: Revista Náutica
3: Prepare a mistura
Com a área limpa, é hora de preparar a mistura de gelcoat com o catalisador. Essa etapa exige atenção: a proporção recomendada varia de acordo com a marca — e respeitá-la evita retrabalho. Uma aplicação-teste ajuda a prever a cura e a cor.
4: Aplique o gelcoat
Depois de pronta, a aplicação deve ser feita com espátula ou lâmina, espalhando o produto de forma uniforme apenas onde necessário e evitando excessos. Quanto mais exagerada a camada, mais trabalho será necessário no lixamentoposterior.
Foto: Revista Náutica
Atenção: a cura geralmente leva de duas a quatro horas, mas é importante seguir as instruções da embalagem e observar se o gelcoat secou completamente. Por isso o teste prévio é importante.
5: Lixe a aplicação
Com a superfície seca, começa o acabamento. Lixe a área com lixa d’água 360 e vá diminuindo gradualmente até 600, para nivelar e dar suavidade. Se notar falhas após esse processo, repita a aplicação e o lixamento nas áreas necessárias.
6: Encere o gelcoat:
Para finalizar, encerar é indispensável para um acabamento premium. A cera protege a pintura, evita manchas e ajuda a uniformizar o brilho do casco. Após a aplicação, basta retirar o excesso com estopa.
Quando o dano é mais grave
Se o casco sofreu uma batida mais forte a ponto de perfurar a laminação, o conserto deve começar por dentro — com aplicação de manta, tecidos e resina — para devolver a resistência estrutural. Somente depois disso o gelcoat pode ser aplicado na parte externa, seguindo o passo a passo anterior.
Nesse cenário, tentar “tapar” o buraco apenas por fora é um erro que pode comprometer a integridade do casco e causar problemas ainda maiores no futuro. Por isso, caso os problemas sejam maiores o indicado é deixar nas mãos de especialistas.
Riscos e cuidados importantes
Embora simples na aparência, o processo de restaurar o gelcoat do barco exige precisão. Trabalhar com o produto envolve vapores químicos que precisam de manuseio seguro. Por isso, o uso de luvas, máscara e óculos de proteção é indispensável. Também é importante atuar em local ventilado e com temperatura adequada para a cura.
Como resume Messias, “é possível dar um bom acabamento sozinho, desde que se tenha paciência, atenção aos detalhes e consciência de que dificilmente ficará igual ao trabalho profissional”. A escolha final depende do tamanho da avaria, da sua habilidade e da expectativa de resultado.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Mais de mil moedasde prata e cinco de ouro foram recuperadas recentemente na costa da Flórida, em uma das maiores descobertas ligadas à lendária frota espanhola de 1715. O achado, avaliado em cerca de US$ 1 milhão, reacende dúvidas e curiosidadepelo o que acredita-se ser um dos maiores tesouros perdidos das Américas.
As moedas, conhecidas como reales (de prata) e escudos (de ouro), estavam enterradassob séculos de areia e sal. Muitas ainda exibem datas e marcas de cunhagem visíveis, o que as torna preciosaspara historiadores e colecionadores.
Segundo a 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC, empresa responsável pelo achado, a quantidade de moedas encontradas em uma única operação foi a maior dos últimos 35 anos. A equipe, comandada pelo Capitão Levin Shavers a bordo do M/V Just Right, realizou o resgate durante a temporada de verão de 2025 nos Estados Unidos, de 20 de junho a 22 de setembro.
Encontrar mil moedas em uma única recuperação é raro e extraordinário– disse Sal Guttuso, Diretor de Operações, em comunicado
O estado de conservação dos objetos sugere que eles pertenciam ao mesmo baú ou carregamento. A região onde o tesouro foi descoberto, chamada de “Costa do Tesouro” pelos mergulhadores, é conhecida justamente por abrigar vestígios da frota espanhola que naufragouhá mais de 300 anos.
Mergulhador Luke (à esq.) e Capitão Levin (À dir.). Foto: 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC / Divulgação
As escavações seguem normas definidas pela 1715 Fleet – Queens Jewels, única empresa licenciada para atuar oficialmente nos destroços. Agora recuperadas, as moedas passarão por um processo de conservaçãoantes de serem exibidas em museus.
1715 Treasure Fleet
Em 31 de julho de 1715, uma poderosa tempestade destruiu uma frota espanhola de onze navios que transportava ouro, prata e joias do México, Peru e Bolívia para a Espanha. Estima-se que US$ 400 milhões em riquezastenham sido perdidos na tragédia, que ficou marcada na históriacomo “1715 Treasure Fleet”, ou a frota do tesouro de 1715.
O episódio transformou o litoral da Flórida em um verdadeiro cemitério de navios e tesouros submersos, batizado de “Costa do Tesouro”. Desde então, mergulhadores e arqueólogos vêm encontrando fragmentos dessa história, que permanece viva sob o fundo do mar.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Pela 5ª vez consecutiva, a Marina Itajaí — sede do Boat Show em Itajaí — conquistou a certificação internacional da Bandeira Azul, um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade no mundo. O certificado atesta o compromisso com práticas rigorosas de gestão ambiental, excelência na qualidade da água, segurança e educação verde.
Este ano, o júri internacional aprovou dez marinas do país que se encaixavam nos critérios pedidos pela dinamarquesa Foundation for Environmental Education (FEE), entidade responsável pela iniciativa. Coordenado no Brasil pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), o selo avalia 38 critérios, desde a preservação da biodiversidade marinha e segurança náutica até a gestão de resíduos.
Marina Itajaí, durante o Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Manter a Bandeira Azul é uma prova da dedicação da nossa equipe e do compromisso em oferecer uma experiência ambientalmente responsável aos nossos clientes, aos visitantes e à cidade– destaca Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí
O complexo náutico adota. desde o início de suas operações. tecnologias limpas e práticas eficientes, segundo a marina. Detentora da certificação ISSO 14001, o local conta com Sistema de Gestão Ambiental (SGA) focado na melhoria contínua e no uso eficiente de recursos naturais.
Entre as iniciativas de destaque estão:
Energia limpa: possui módulos fotovoltaicos instalados em uma área de 700 m², além de sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva;
Combustível de baixa emissão: disponibiliza o Óleo Diesel Verana, que apresenta um menor nível de emissão de poluentes, além de pontos de carregamento para carros elétricos disponíveis aos clientes;
Ações ambientais ativas: é parceira de projetos como “Mares Limpos” da ONU, o mutirão “Baía Limpa” e o “Juntos Pelo Rio”, voltados à preservação dos recursos hídricos;
Gestão de água: tem monitoramento contínuo da qualidade da água e tratamento de efluentes, demonstrando a preocupação com o ecossistema local.
Ao todo, a estrutura da marina conta com capacidade para comportar 355 embarcações em vagas secas e molhadas, modernos equipamentos de transporte e manutenção, posto de combustível náutico, loja de conveniência, área gastronômica e monitoramento 24h.
Foto: Marina Itajaí/ Divulgação
Além disso, o local é palco do Marina Itajaí Boat Show, que viveu uma 3ª edição de muito sucesso em 2025. O maior evento náutico do Sul do país teve recorde de público com 22 mil visitantes, lançamentos globais e mais de 70 expositores.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Mesmo jovem, o estaleiro Ross Mariner, fundado em 2022, atracará no Salvador Boat Show 2025 com muita bagagem e novidades. Confirmada no maior evento náutico da Bahia, a marca exibirá três lanchas de entrada, sendo duas delas lançadas ainda em 2025.
O evento, que ocorre de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina, receberá os seguintes modelos da Ross: a SLR260 Fusion, a SR220 Icon e a SR200 Vector — as duas últimas foram lançadas ainda em 2025, em outros eventos organizados pelo Boat Show.
SLR260 Fusion, que estará no Salvador Boat Show. Foto: Ross Mariner/ Divulgação
A mais recente é a SR200 Vector, lancha de 20 pés que ganhou o mercado no São Paulo Boat Show, em setembro. Considerada a grande aposta do estaleiro, o barco é uma versão melhorada da 190 Pro Series, desenhada do zero pelo projetista Marcos Zenas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Em 20 pés (6,1 metros de comprimento), a Ross SR200 Vector combina robustez e proteção contra vento. O design é totalmente inédito para o estaleiro e, por ser rebocável, permite navegartanto em águas doces quanto salgadas — sejam calmas ou agitadas.
Lancha feita para perdurar por muitos anos como o primeiro barco de imponência– afirmou Márcio Ishikawa, CEO da Ross, no São Paulo Boat Show 2025
Outra novidade lançada este ano foi a SR220 Icon — já testada por NÁUTICA —, apresentada pela primeira vez no Rio Boat Show, em abril. Segundo a marca, seus diferenciais estão na navegação segura e flutuabilidade, por conta do casco projetado para enfrentar os mares e o costado alto.
A lancha de 22 pés ostenta design esportivo e acomoda até dez pessoas. A motorização fica por conta de um motor de 115 a 200 hp. Quem quiser adquirir esse modelo terá várias opções de personalização: com banheiro fechado; com sanitário elétrico; sem targa; com targa em inox tubular; ou com targa em fibra.
SR220 Icon. Foto: Ross Mariner/ Divulgação
Por último, mas não menos importante: a SLR260 Fusion — também testada por NÁUTICA — é outro barco da Ross que estará no Salvador Boat Show 2025. Já um grande sucesso da marca, a 26 pés possui um layout interno espaçoso e o maior banheiro da categoria, segundo a empresa, que é privativo e tem 1,56 metro de pé-direito.
O barco possui as versões open ou cabinada e motor de popa ou centro. Em ambas as configurações, a embarcação oferece uma área gourmet com pia, geleira de 30L, lixo em acrílico e bancos laterais com encosto rebatível conversíveis em banco ou solário de proa.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quem acompanha a série “Construção do Veleiro Bravura“, no Canal Náutica do YouTube, certamente já se perguntou em algum momento: “como ele não desistiu até agora?” A série mostra a jornada de um construtor amador na produção de um barco a velado zero.
Assim como na série, quem se propõe a cumprir essa tarefa árdua está disposto a enfrentar desafios em vários sentidos. Afinal, para construir uma embarcação, é preciso de muitos recursos — onde o dinheiro é apenas um deles.
Angelo Guedes, construtor amador da série “Construção do Veleiro Bravura”. Foto: Revista Náutica
Tempo, coragem, disposição, preparo… Tudo isso exige demais do construtor, que pode eventualmente desistir do projeto, mesmo com ele já em andamento. Mas, quando a vontade de largar tudo bater, o que fazer?
O segredo está no planejamento da construção do barco. Primeiro, escolha um bom projeto e pesquise muito bem o assunto, antes de começar a obra. Assim, você evitará dor de cabeça e estará preparado para o que vier pela frente.
Foto: Pressmaster/ Envato
Depois, durante a produção, faça alterações no desenho original apenas se o projetista autor da criação for consultado — porque só ele saberá dar alternativas certeiras para o objetivo desejado. Ou seja: sem inventar nada da sua cabeça.
Por fim, deve-se ter em mente que a parte mais cara da construção amadora de qualquer barco vem só depois de terminado o casco. Portanto, reserve fôlego e bolso para isso.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O famoso navio Endurance, que afundou em meio ao gelo antártico em 1915 sob comando de Sir Ernest Shackleton, já foi alvo de muitos estudos— e agora mais um veio à tona. O professor e pesquisador Jukka Tuhkuri, da Universidade Aalto (Finlândia), publicou um artigo inédito que revela novos bastidores desse caso histórico. Entre eles, a tese de que o capitão sabia dos riscos da embarcação antes mesmo de iniciar a viagem.
O Endurance fez parte da famosa expedição de Shackleton à Antártica, que navegoupelo Mar de Weddell em 1915. Por muitos anos, acreditava-se que o navio era extremamente resistente e quase inabalável.
O novo estudo, porém, quebra essa ideia. Publicado na revista científica Polar Record em 2025, o artigoreúne análises de documentos oficiais, como diários e cartas, além de uma revisão técnica da estrutura do navio no contexto da época.
Professor e pesquisador Jukka Tuhkuri, nome à frente do novo estudo. Foto: Jaakko Kahilaniemi / Universidade Aalto / Divulgação
As aparências enganam
Entre as conclusões de Jukka Tuhkuri está a de que o Endurance não era o naviomais forte de sua época e possuía pontos fracos já no desenho estrutural. A sala de máquinas, por exemplo, tinha menos vigas de reforço do que o ideal para suportar a pressão do gelo antártico.
A popa do Endurance submersa com o nome e a emblemática estrela polar. Foto: Falklands Maritime Heritage Trust / Divulgação
Embora o lemetenha sido arrancado durante a destruição do navio, Tuhkuri mostra que ele não foi o principal fator do afundamento. O golpe decisivo pode ter sido o deslocamento da quilha — a estrutura central que dá sustentação ao casco.
O estudo também conclui que o navio foi esmagado pelo gelo, que fez pressões laterais tão intensas que provocaram rupturas internas no casco. Tuhkuri ainda comparou o Endurance com outros navios polares contemporâneos e observou que muitos tinham reforços diagonais para resistir melhor às pressões — algo que o Endurance não possuía.
Fica evidente que Shackleton estava bem ciente das fraquezas do Endurance, mesmo antes de sua expedição partir para a Antártida– escreveu Tuhkuri
O pesquisador ressalta que Shackleton e outros tripulantes sabiam das fragilidades do navio antes mesmo da partida. Em cartas escritas antes da expedição, o comandante expressou preocupação com a força da embarcação — mas não o suficiente para desistir da jornada.
Cortes transversais idealizados de antigos navios antárticos. À esquerda, modelo do Endurance. À direita, modelo de outros navios polares da mesma época. As setas representam a pressão causada pelo gelo. Foto: Pesquisa “Por que o Endurance afundou?” / Polar Record / Divulgação
História resiste embaixo d’água
Depois de 107 anos sob as gélidas águas do Mar de Weddell, o Endurance foi encontrado em março de 2022, a cerca de 3 mil metros de profundidade, por cientistasda missão Endurance22. As imagens subaquáticas da expedição, analisadas por Tuhkuri, são compatíveis com suas hipóteses sobre o deslocamento da quilha.
Leme do Endurance na popa. Foto: Falklands Maritime Heritage Trust / Divulgação
As fotos também mostram que o leme foi encontrado próximo à popa (parte de trás do navio), confirmando que ele foi arrancado durante o colapso do casco. Mas, embora o estudo esclareça vários pontos, ainda há perguntas em aberto nessa investigação.
Algumas partes danificadas podem estar enterradas sob sedimentos, ocultando outros danos estruturais. Tuhkuri também observa que, embora o comandante soubesse da necessidade de reforços, não há registros claros sobre por que o Endurance não recebeu essas melhorias antes de partir rumo à Antártica.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O Senado Federal instalou, nesta quarta-feira (8), a Frente Parlamentar da Economia do Mar, com a adesão de 29 senadores e presidência do senador Esperidião Amin. O novo grupo tem como objetivo fortalecer a infraestrutura portuária e aquaviária do país e debater políticas públicas voltadas ao setor náutico, transporte marítimo, pesca, turismoe sustentabilidadedos oceanos.
A iniciativa foi promulgada na última semana, dia 2 de setembro, pelo presidente do Senato Davi Alcolumbre (União-AP) e instalada em tempo recorde. A expectativa é que, em breve, a iniciativa se torne uma Frente Mista, já que 23 deputados federais também assinaram o termo de adesão.
Senador Esperidião Amin. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução
A criação da Frente representa um marco político para a economia do mar, considerada estratégica tanto para o desenvolvimento econômicoquanto para a preservação ambiental. O Almirante de Esquadra Arthur Fernando Bettege, da Marinha do Brasil, destacou a relevância do movimento.
Temos a plena convicção de que a economia do mar é um vetor essencial para o desenvolvimento nacional, pois o futuro do Brasil está no mar ou dele depende– afirmou Bettege
Entre os parlamentares presentes, o deputado Claudio Cajado (PP-BA) ressaltou que a Frente cria um novo canal de interlocução com a sociedade civil organizada, o que é importante para que os políticos possam ouvir críticas, sugestões e opiniões. Segundo ele, o grupo será essencial para alinhar políticas públicas às demandas e necessidades reais do setor náutico.
A secretária do Mar de Salvador, Maria Eduarda Lomanto, também destacou a importância da articulação política e afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um grande expoente da chamada Economia Azul no cenário internacional.
Indústria náutica no centro do debate
Além de parlamentares e autoridades públicas, representantes de peso da indústria náutica participaram da cerimônia e defenderam políticas que estimulem — e não travem — o crescimento do setor.
O presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), Eduardo Colunna, destacou o papel estratégico da indústria náutica tanto na economia quanto no meio ambiente. Ele citou, inclusive, projetos voltados à descarbonização já em desenvolvimento no país, como o Projeto JAQ.
Eduardo Colunna, presidente da Acobar. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução
Segundo Colunna, embora a indústria náutica ainda seja uma das que mais poluem no mundo — mesmo que em menor escala que a automotiva —, iniciativas tecnológicas vêm avançando para mudar esse cenário. Um exemplo é o navio de exploração Explorer H1, do Projeto JAQ, que será apresentado na COP30, em Belém.
A embarcação opera com sistemas movidos a hidrogênio, com emissão de carbono reduzida em 80%. Essa inovação marca a primeira etapa de um plano para desenvolver embarcações autossustentáveis que utilizem o hidrogênio extraído da própria água onde navegam.
O impacto econômico do setor foi outro destaque do evento, ressaltado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. Ele defendeu que políticas públicas bem estruturadas podem impulsionar empregos e produção nacional, enquanto medidas tributárias equivocadas e restritivas podem gerar o efeito oposto, afastando o comprador brasileiro do produto nacional.
Por trás de cada barco produzido no país, há dezenas de empregos gerados– destacou Paciornik
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução
Mobilização histórica do setor
A instalação da Frente Parlamentar é vista como uma conquista aguardada há anos pelos representantes da economia do mar. O presidente da Associação Náutica Brasileira (ACATMAR), Leandro Ferrari Lobo — conhecido como Mané Ferrari — fez um agradecimento especial ao Senador Esperidião Amin pelo apoio à iniciativa.
Vai ajudar muito nossa economia do mar nos quatro pilares de indústria, comércio, serviço e turismo. O setor náutico pode crescer muito e desenvolver um motor econômico do Brasil– disse Mané
Mané Ferrari, presidente da ACATMAR. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução
Com a criação da Frente Parlamentar da Economia do Mar, o setor náutico ganha um espaço institucionalizado de diálogo com o poder público, abrindo caminho para políticas que fortaleçam a cadeia produtiva, gerem empregos e acelerem a transição para tecnologias mais limpas e sustentáveis no país.
Assista à instalação da Frente Parlamentar da Economia do Mar, ocorrida nesta quarta-feira (8):
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Presente nos principais Boat Shows do país, a NX Boats não deixará de atracar na segunda edição do Salvador Boat Show, que ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos. Por lá, a marca exibirá lanchas de diferentes tamanhos, que vão dos 26 aos 50 pés.
Os modelos selecionados para o evento são a NX 50 Invictus Fly, a NX 44 by Pininfarina, a NX 41 Horizon, a NX 370 HT e a NX 260 Evolution. O salão náutico movimentará a Bahia Marina de 30 de outubro a 2 de novembro e os destaques da NX Boats poderão ser testados na água mediante agendamento prévio com a marca.
NX 44 by Pininfarina. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A NX 50 Invictus Fly, maior barco já lançado pelo estaleiro (14,98 metros) e inclusive já testado por NÁUTICA ostenta um flybridge amplo (8,5 m²), que conta com um posto de comando com banco duplo, sofás, solário de casal, móvel com pia e icemaker.
A proa tem uma verdadeira sala de estar com dois sofás, mesa e solário para quatro pessoas — o que a torna uma área perfeita para socializar aproveitando os dias de sol. Na parte interna, a suíte master ocupa todos os 4,05 metros de boca, oferecendo espaço digno de uma lancha de 60 pés.
NX 50 Invictus Fly. Foto: Revista Náutica
Mais da NX Boats no Salvador Boat Show 2025
NX 44 by Pininfarina
Outro barco da NX que promete atrair olhares na Bahia Marina é a NX 44 by Pininfarina — também já testada por NÁUTICA. A lancha de 13,77 metros possui uma conexão contínua entre espaços internos e externos, acomoda até 20 passageiros — com pernoite para quatro — e, entre outros destaques, carrega uma área gourmet completa e solário na proa, numa mistura de design e funcionalidade.
NX 41 Horizon
Lançada na 27ª edição do São Paulo Boat Show, em 2024, a NX 41 Horizon destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa. Baseada na NX 400 HT Horizon, a lancha que estará no Salvador Boat Show tem uma popa maior, assim como o espaço do cockpit. O barco é homologado para até 20 passageiros e pernoite para cinco — dispostos em duas cabines.
NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação
NX 370 HT
Com acabamento premium e estrutura de teto rígida, a NX 370 HT é ideal para quem busca conforto, segurança e praticidade em suas navegações. O barco de 37 pés (10,95 metros de comprimento) tem capacidade para 16 pessoas, com direito a quatro no pernoite.
NX 370 HT. Foto: NX Boats/ Divulgação
NX 260 Evolution
Mesmo com 26 pés, a NX 260 Evolution oferece um design exclusivo e alta performance digna de lanchas maiores. O modelo apresenta um layout dinâmico com destaque para a targa integrada e a entrada de ar, características do estaleiro. O perfil jovem e esportivo ainda entrega um cockpit elegante, acabamento premium, proporções compactas e interior moderno. Ao todo, o barco comporta até 12 pessoas.
NX 260 Evolution. Foto: NX Boats/ Divulgação
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Mesmo abandonado, esse cachorro decidiu praticar a solidariedade — para que ninguém se sentisse sem amparo como ele já ficou. Batizado de Solovino, o cão, que hoje tem dona, ajuda filhotes de tartaruga-marinha a chegarem com segurança no mar na praia de Miramar, no México.
Como era de se esperar, as cenas de solidariedade rapidamente ganharam a internet. Feito de maneira espontânea, o ato começou a ser filmado pela tutora de Solovino, que criou perfis para o animal nas redes sociais que somam mais de 30 mil seguidores.
Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução
Desovados na areia, os filhotes de tartarugas-marinhas nascem e, logo no começo da vida, já correm grande risco de serem capturados antes mesmo de alcançarem o mar. É nessa etapa, inclusive, que boa parte dos bebês são atacados por predadores.
Mas é aí que entra o Solovino. Ele fica ao pé dos ninhos enquanto os ovos eclodem, os toca com o nariz e acompanha gentilmente os filhotes de tartaruga até o mar. Assim, além de impedir que os filhotes sejam devorados pelas gaivotas, ele garante que as tartaruguinhas completem sua primeira jornada com vida.
O gesto tocante — e digno de filme infantil — ganhou destaque na imprensa mexicana e serve como um lembrete: mais do que um cachorro, Solovino tornou-se um “guardião”.
O melhor amigo das… tartarugas
Pode-se dizer que Solovino é, de fato, um cachorro praieiro. Durante suas visitas constantes junto à tutora, ele nada, escava a areia, toma sol, rebola, salta entre as rochas e demonstra curiosidade com diferentes animais, como caranguejos.
Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução
O cãozinho tinha uma família, mas foi abandonado entre as dunas. Segundo sua tutora, que frequenta a praia de Miramar, o cachorro começou a segui-la durante uma caminhada à beira-mar e a conexão foi imediata, então a moça decidiu dar-lhe uma nova oportunidade.
Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução
Hoje em dia, Solovino tem uma casa confortável e não precisa mais se preocupar com o frio do inverno, tampouco com a triste dor do abandono. Mesmo sem falar uma palavra, seu propósito é quase sonoro: que nenhum animal fique sozinho e deixado à sorte, como ele ficou.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O verão está chegando e com ele inúmeros barcospassam a navegar nas águas brasileiras. Nesse momento, um risco recorrente — embora evitável — também ganha força: a famosa “pane seca” (ausência de combustívelna embarcação). Não à toa, ainda em meio à primavera, a Marinha do Brasil (MB) já chama atenção para o tema com dicas de como evitá-lo.
Sair para se divertir com a família e os amigos e não conseguir retornar à costa pode transformar a experiência a bordo em um verdadeiro trauma. Além de um grande percalço, a pane seca traz risco eminente à vida dos passageiros, além de gerar multas.
Foto: Capitania dos Portos do Rio de Janeiro / Divulgação
Ainda assim, segundo a MB, a ausência de combustível a bordo é recorrente nas atividades de esporte, recreio e turismo náutico, sendo uma das ocorrências mais frequentes identificadas durante as fiscalizações. Tudo isso por uma causa simples: a falta de planejamento.
Quem se planeja, se protege
Negligenciar o planejamento de uma viagemvai muito além de não cumprir horários ou abandonar o check-list. No caso da pane seca, o condutor costuma se basear exclusivamente nos marcadores de nível de combustível, especialmente aqueles que desconhecem o consumo real dos motoresde seu barco ou não levam em conta fatores externos, como correnteza e carga embarcada.
Manutenções precárias ou tanques improvisados — o famoso “gato” — também deixam o navegador jogando contra o próprio time.
A Encarregada da Divisão de Inspeção Naval e Vistorias da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), Primeiro-Tenente Camilla Marçal do Nascimento, ressalta as orientações previstas nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), que recomendam a utilização da “regra de um terço” no cálculodo combustível. Ela ressalta que a pane seca é uma ocorrência evitável.
Trata-se de uma infração à segurança da navegação e essa negligência pode levar a autuações, multas e na abertura de um inquérito administrativo– destaca
Fica a dica!
Você já ouviu falar da “regra de um terço”? Essa é uma das orientações previstas nas NORMAM e destacada pela Primeiro-Tenente. Nela, recomenda-se “um terço de combustível para a ida, um terço para a volta e o restante como reserva de segurança.” Orientações adicionais ainda incluem:
Conhecimento profundo sobre a embarcação: entender o consumo exato do motor;
Reabastecer antes de sair: não confiar apenas no nível do tanque;
Levar em conta os fatores externos que afetam diretamente o consumo: vento, maré, correnteza e peso da carga;
Revisão completa: antes de cada saída, verificar todo o sistema de combustível (mangueiras, filtros, conexões), o motor (óleo, correias, refrigeração) e o sistema elétrico.
A MB ainda reforça a importância do aplicativo NAVSEG(disponível para Android e IOS), ferramenta oficial da Marinha, para o registro do plano de viagem. O sistema permite à Autoridade Marítima o acesso prévio a informações sobre a rota planejada, o número de pessoas a bordo e o tempo estimado de retorno, o que agiliza o resgate em caso de emergência, como a pane seca.
Deu pane seca? Saiba o que fazer
Caso as medidas preventivas não sejam tomadas e a embarcação registre pane seca, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) orienta que a prioridade seja a segurança da tripulaçãoe dos passageiros a bordo. As principais recomendações são:
Faça com que todos a bordo coloquem os coletes salva-vidas;
Caso a profundidadeno local permita, lance a âncorapara evitar que a embarcação fique à deriva;
Comunique a emergência através da sinalização com luzes e apitos;
Acione a Marinha do Brasil pelo rádio VHF, no canal 16, ou pelo telefone 185, disponível 24 horas;
Se estiver usando o NAVSEG, a Marinha do Brasil terá condições de agilizar o resgate.
Enquanto aguarda o resgate, é recomendado ainda economizar bateria, atualizar a posição da embarcação e manter a tripulação e os passageiros calmos. Vale destacar que o uso de galões de combustível extra é desaconselhado pela MB devido aos riscos de manuseio e armazenamento. Apenas tanques portáteis homologados são admitidos em embarcações de esporte e recreio.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Tinha tudo para ser uma tragédia: a empresa americana Western Marine & Salvage, em 1929, incendiou 169 navios a vapor da Primeira Guerra Mundial em Mallows Bay, uma enseada rasa do rio Potomac, nos Estados Unidos. O que eles não esperavam, porém, é que as cinzas virariam fontes de vida marinha — ou melhor dizendo, um santuário ecológico.
Batizado de Santuário Marinho Nacional Mallows Bay – Rio Potomac, a região abriga hoje um dos ecossistemas artificiais mais ricos do Atlântico, onde a vida selvagem prospera entre destroços de embarcações calculadamente incendiadas que, à época, provocaram um cenário de destruição.
Frota Fantasma de Mallows Bay. Foto: NOAA/ Divulgação
A “Frota Fantasma de Mallows Bay”, como ficou conhecida, reúne hoje os destroços de 147 barcos que, no século passado, foram desmanchados após a Primeira Guerra Mundial. Eles pertenciam a chamada “Frota de Emergência”, navios construídos às pressas para cobrir o transporte de suprimentos e tropas.
O santuário marinho nacional está localizado no Rio Potomac, um rio de marés. Foto: NOAA/ Divulgação
No entanto, com o passar do tempo, as sobras dos barcos condenados começaram a formar um mosaico de biodiversidade. Dos navios enferrujados cresceram algas, que se espalharam entre vigas submersas. Ruínas viraram ninhos e uma espiral positiva tomou conta do local.
Uma águia-pesqueira pousa em seu ninho no santuário marinho nacional. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação
“Em muitos sentidos, esse evento foi catastrófico. Mas a vida é tão forte que pega algo assim e transforma em seu próprio habitat”, avalia David Johnston, professor na Universidade de Duke, em entrevista à revista Scientific American.
Assim, o que poderia ser um cemitério de escombros tornou-se um laboratório a céu aberto, onde a história e a ecologia se entrelaçam.
Uma nova vida em meio ao velho
Por mais poético que possa parecer barcos incendiados virando abrigo para a vida na água, essa dinâmica já é bem conhecida pelos especialistas na área. Chamadas de “recifes artificiais”, as estruturas duras e estáveis logo tornam-se abrigos seguros e micro-habitats para espécies aquáticas.
Riacho atravessa um pântano de maré em Mallows Bay. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Em Mallows Bay, o processo foi intensificado pela dinâmica natural das marés. Acontece que, a cada enchente, os restos dos navios quebram a velocidade da água. Essa desaceleração faz com que a lama fina (silte) e as partículas em suspensão se depositem e acumulem dentro e em torno dos cascos dos barcos.
Com o passar dos anos, o silte acumulado vira um substrato estável e fértil. Logo, a vida terrestre brota com as sementes trazidas por aves e mamíferos. O solo germina e os cascos das embarcações se transformam em ilhas de vegetação no meio do rio — como se fosse um grande vaso de planta.
Você cria a estrutura, os animais a utilizam e, nesse processo, trazem sementes que geram ainda mais vida– resume Johnston
Isso porque o santuário ecológico, que possui 47 quilômetros quadrados — maior que a cidade de Balneário Camboriú (SC), por exemplo — , poderia ser maior. Afinal, após o desmanche, muitos navios se perderam em deslocamentos fluviais ou foram soterrados por sedimentos.
Reconhecimento tardio
Tudo o que envolve o santuário ecológico de Mallow Bays é acidental, assim como a sua descoberta. Johnston, que também comanda o Laboratório de Robótica Marinha e Sensoriamento Remoto da Universidade de Duke, notou junto a sua equipe um padrão intrigante nas águas do Potomac, com dezenas de formas semelhantes a cascos de navios.
Área protegerá naufrágios e outros artefatos que representam diversas eras da história do EUA. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação
Sem perder tempo, o biólogo mandou três drones para a região: um para mapear a frota, outra para focar em barcos individuais e a última para registrar vídeos em alta resolução. O resultado? Uma série de mapas compostos que entregaram a dimensão exata dos escombros.
A área de Mallows Bay é popular entre caiaques e pescadores recreativos. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação
Três anos depois, em 2019, o local foi designado oficialmente pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e o Departamento de Recursos Naturais do Estado de Maryland como um Santuário Marinho Nacional, após a comprovação de que ele reunia um valor histórico, cultural e ambiental.
Esse trabalho nos dá uma linha de base para estudar como cada naufrágio evolui em termos de biodiversidade e função ecológica em meio às mudanças climáticas– explica o cientista
O próximo passo é descobrir o que mais essa frota esconde, como, por exemplo, uma variedade de epifauna (comunidade de animais que vivem sobre a superfície de um substrato em ambientes aquáticos) vivendo sobre os destroços dos navios, cenário esse que é bem provável.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Triton Yachts confirmou presença no Salvador Boat Show 2025 com três modelos campeões de vendas da marca. De 30 de outubro a 2 de novembro, as águas da Baía de Todos-os-Santos receberão a Triton 300 Sport, a Triton Flyer 34 T-TOP e a Triton Flyer 38 HT.
A primeira participação do estaleiro paranaense no salão náutico baiano chega em um momento de crescimento da marca no estado. Isso porque, em fevereiro deste ano, o estaleiro inaugurou sua revenda oficial Ultraboats Bahia — e vem colhendo bons resultados desde os primeiros meses.
Com a nova base em Salvador, a Triton alcançou R$ 4,5 milhões em valor de produção e vendeu três embarcaçõesem tempo recorde. “A demanda é tão expressiva que já temos uma fila de espera de seis meses”, disse Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.
Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts; Foto: RP / Revista Náutica
Os números reforçam a potência do turismo náutico na região e a “receptividade acima da média” do mercadobaiano, segundo Cechelero. A estratégia, portanto, será apostar em três lanchas consagradas, reconhecidas tanto no Brasil quanto no exterior, para ampliar a presença da marca no Nordeste.
A Triton 300 Sport, um dos maiores sucessos da marca, combina navegação esportiva com conforto. Já a Triton Flyer 34 T-TOP se destaca pelo solário de proa com três espreguiçadeiras reclináveis, cockpit central, espaço gourmet integrado e deque lateral que amplia os ambientes externos.
Triton 300 Sport. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Por fim, a Triton Flyer 38 HT oferece plataforma lateral estilo beach club e layout inteligente que integra os espaços de convivência. Os barcos variam de R$ 650 mil a R$ 1,8 milhão e estarão disponíveis para visitação no evento, com possibilidade de agendamento de test-drives.
Salvador Boat Show 2025
Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Anote aí!
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O Brasil deu mais um passo rumo à navegação sustentávelnesta terça-feira (7), com a apresentação, no reservatório da Itaipu, de um barcototalmente movido a hidrogênio verde. A embarcação é impulsionada por um motor de popa que funciona inteiramente com hidrogênio — e cujo único resíduo é água.
O modelo, desenvolvido pela Itaipu Parquetec, é um protótipo experimental, único na América Latina, que marca uma nova fase da pesquisa brasileira sobre combustíveis limpos. O barco, apresentado em eventorestrito a convidados da instituição, simboliza a evolução tecnológica que culminará na estreia do JAQ H1, a embarcação de exploração movida a hidrogênio que será revelada ao mundo durante a COP30, em Belém.
Foto: William Brisida / Itaipu Binacional
A embarcação mostrada nesta terça-feira funciona como uma vitrine tecnológica dos avanços da Itaipu Parquetec. Construído sobre uma base de trimarã de alumínio de 9,5 metros por 3 metros, fabricada pela paranaense Fluvimar, o pontooné movido por um motorelétrico equivalente a um motor de popa a combustão de 200 hp, mas é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente no laboratório da Itaipu Parquetec.
Foto: William Brisida / Itaipu Binacional
Segundo o diretor-geral da Itaipu no Brasil, Enio Verri, o projeto une duas vertentes importantes da atuação da empresa: a inovação e a responsabilidade socioambiental.
Com esse barco, temos algo que o mundo inteiro está buscando, que é um meio de transporte que não polui e que, em Belém, vai ajudar os trabalhadores e trabalhadoras que atuam com material reciclável– afirmou Verri
O único resíduo é a água
O combustível é o hidrogênio puro, armazenado em cilindros, e o único subproduto do processo é a própria água. O barco ainda conta com painéis solares integrados, que reforçam a autonomia energética e reduzem ainda mais as emissões.
Motor do barco é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente pelo Itaipu Parquetec que utiliza gás hidrogênio armazenado em cilindros. Foto: Revista Náutica
Após a COP30, quando será oficialmente lançado, a embarcação será usada em ações de coleta seletiva e educação ambiental na região de Belém, aproximando ciência e comunidade.
Uma nova era na navegação
O evento em Itaipu reuniu pesquisadores, executivos e convidados ligados ao setor náutico e energético, entre eles Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que há mais de quatro décadas promove a conexão entre inovação, meio ambiente e navegaçãono Brasil.
Evento no Lago de Itaipu reuniu convidados ligados às iniciativas sustentáveis da Itaipu Parquetec no Brasil. Foto: William Brisida / Itaipu Binacional
Estamos apenas no início de uma revolução. O JAQ H1 será o símbolo de um Brasil que une tecnologia, ciência e respeito à natureza. A água, que sempre nos moveu, agora também nos move como energia– afirmou Paciornik
A COP30, que acontecerá de 10 a 21 de novembro de 2025, será o palco global para essa transformação — e o JAQ H1, destaque brasileiro dessa nova era.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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A 28ª edição do São Paulo Boat Show provou, mais uma vez, que não é o maior salão náutico da América Latina à toa. Nesta semana, a organização do eventodivulgou o balanço em números, com direito, inclusive, a recorde de vendas.
Mais de 40 mil visitantes foram recebidos no São Paulo Expo entre os dias 18 e 23 de setembro para o São Paulo Boat Show. Por lá, 120 marcas exibiram produtos de tudo o que envolve o universo náutico, desde embarcaçõesaté motores, equipamentose acessórios.
Quase 20% das embarcações eram lançamentos, o que pode ter influenciado nos mais de 750 barcos negociados. O número revela um crescimento de 7,1% em relação à edição anterior, em 2024, que teve mais de 700 negócios fechados.
Foto: RP / Revista Náutica
Segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), os números refletem o bom momento da chamada Economia do Mar, que contabiliza mais de 1 milhão de barcos registrados no Brasil e gera 150 mil empregos diretos e indiretos com a indústria náutica.
Cada barco novo vendido significa empregos gerados em estaleiros, marinas, fornecedores e serviços associados, além de maior arrecadação de impostos que retornam para a sociedade– disse Thalita Vicentini, diretora do Boat Show Eventos
Espaço dos Desejos do São Paulo Boat Show 2025. Foto: RP / Revista Náutica
O salão reuniu os maiores estaleiros do país, que também se mostraram contentes com os frutos gerados. Roberta Ramalho, presidente da Intermarine, comentou que o evento é sempre o maior do ano para a marca. Não à toa, nessa edição foi escolhido como palco para o lançamento da Intermarine 25M.
Para Barbara Martendal, diretora de negócios da Fibrafort, estar no evento é fundamental para vendas, networking e aproximação com clientes. “Uma oportunidade de conversar, ouvir e entender de perto o público”, como disse. Já Pedro Odílio, CEO da Schaefer Yachts, destacou o alcance internacional do salão, que funciona também como vitrine da indústria brasileira para o mercadoglobal.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Ministério do Turismo, Carlos Menezes Sobral, avaliou que os resultados do São Paulo Boat Show vão além dos negócios fechados. “O evento promove o desenvolvimento regional de forma sustentável, além de ampliar o fluxo de visitantes nacionais e internacionais”, afirmou.
Além de muitos barcos novos e o sorteio, pela terceira vez seguida, de uma lancha Fibrafort com motor de popa Yamaha, a edição de 2025 também apresentou motores de última geração, tecnologias sustentáveis, equipamentos, acessórios, veículos off-road e atrações culturais e educativas, como o circuito de palestras NÁUTICA Talks — que contou com mais de 50 palestrantes.
Essa combinação projeta o Brasil como um mercado com enorme potencial e cada vez mais relevante– comentou Thalita Vicentini
Agora, o calendário de 2025 do Boat Show Eventos segue para o Nordeste do país, com o Salvador Boat Show. De 30 de outubro a 2 de novembro, o salão náutico flutuante movimentará a Bahia Marina, na Baía de Todos-os-Santos, com muita cultura, experiências e novos negócios.
O Salvador Boat Show 2025 conta com apoio do Ministério do Turismo e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No "minha primeira velejada" o público embarca em veleiros Dingue para um passeio pela Baía de Guanabara com a escola náutica que já revelou grandes nomes da vela
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Sunreef Yachts revelou, no final de setembro, o conceito de um megaiateambicioso que promete ser simplesmente o maior catamarã de luxodo mundo. O 65M Sunreef Explorer carrega alto padrão e tecnologias sustentáveis, para mostrar que requinte e sustentabilidade podem, sim, navegar juntos.
Nos 65 metros de comprimento (213 pés), o conceito do catamarã oferece conforto, eficiência em longas distâncias e autonomia de nível explorador. Em outras palavras, há espaço para quem busca aventura e lazer, ainda pensando no meio ambiente. Os sistemas de recuperação de calor e de ar condicionado a bordo, por exemplo, prometem ser os mais eficientes em termos energéticos do setor, segundo a marca.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Projetado para receber 14 hóspedes, o 65M Sunreef Explorer tem sete cabines duplas, amplos lounges internos e externos, área de beach club com plataformas dobráveis, academia, depósito para brinquedos aquáticos e duas piscinas.
Apesar de tanto espaço para os hóspedes, ainda há acomodações para 22 tripulantes, que garantem serviços de alto nível a bordo. As viagens, por sua vez, são projetadas para atingir velocidade de cruzeiro de 14 nós, com máxima em 18 nós.
Guindaste retrátil em formato de A. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Para ampliar ainda mais as aventuras, o catamarã carrega um guindaste retrátil em formato de A, pensado para facilitar operações com barcosou submersíveis de até 45 pés (13,7 metros de comprimento), que podem ser içados diretamente da águapara o principal convés de popa — e vice-versa.
Vista principal da suíte master do 65M Sunreef Explorer. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
O conceito do maior catamarã de luxo do mundo não poderia deixar de ter requintes em cada detalhe interno. Por isso a suíte master, que domina todo o convés superior, ostenta janelasdo chão ao teto, um lounge privativo à proa, uma banheira para duas pessoas, banheiros separados para cada parte do casal, um closet e um escritório.
Suíte master do novo conceito da Sunreef tem banheira para duas pessoas e closet. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Para completar a hospitalidade, o 65M Sunreef Explorer ainda leva duas suítes VIP e outras quatro cabines de hóspedes, todas com conforto e luxo que a embarcação promete. Mas os espaços coletivos não ficam para trás e também são refinados: salas de jantar formais e informais, lounges panorâmicos, um bar em formato de lua e amplos terraços à céu aberto integram o leque.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
A área de beach club, na popa, ostenta uma piscina de 6 metros e um bote de 7 metros, enquanto no convés acima uma jacuzzi, também voltada à popa, destaca o estilo de vida ao ar livre a bordo. No geral, todos os espaços da embarcação foram pensados para contemplarem um ambiente aberto — ou ao menos com vistapara fora.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Embora único na linha do estaleiro, o modelo ampliou o estilo e DNA da Sunreef Yachts para maior escala. Proas invertidas maciças (formato típico para cortar as ondas), visual tomado por vidros escurecidos e curvas simples e elegantes se destacam por fora.
Novo, o conceito do 65M Sunreef Explorer foi definido pela marca como uma alma de explorador em um coração de megaiate, que entrega navegaçãoincomparável e estável graças aos cascos duplos de catamarã. Ainda não há data prevista para construção do modelo.
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Marco Valle, CEO global do Grupo Azimut Benetti, está no Brasil para conduzir a transição de liderança da Azimut Yachts, em Itajaí, reforçando o papel estratégico do país dentro do grupo
O CEO do Grupo Azimut Benetti, o italiano Marco Valle, está no Brasil para conduzir pessoalmente a transição de liderança da fábrica da Azimut Yachts, em Itajaí, Santa Catarina, após a saída de Francesco Caputo, que ocupava o cargo de CEO desde 2021.
Desde 1996 no grupo italiano, Marco Valle há cinco anos é CEO global do Grupo Azimut Benetti, um dos mais importantes construtores de iates de luxo do mundo.
Com décadas de experiência no setor náutico, Valle comanda as operações internacionais das marcas Azimut e Benetti e foi o responsável por consolidar a expansão global da Azimut Yachts.
Agora, lidera presencialmente a nova fase da fábrica brasileira, em Itajaí — única unidade de produção da Azimut fora da Itália.
Em entrevista exclusiva à Revista Náutica, Marco Valle reforçou o papel estratégico da operação brasileira dentro do grupo global e revelou planos de expansão e novos produtos que serão desenvolvidos no país.
Brasil, um pilar estratégico do grupo Azimut
Em entrevista, Marco Valle reforçou que o Brasil representa um ponto central na estratégia global da Azimut, fruto de três décadas de investimentos e parcerias. Segundo ele, o processo de implantação da marca no país foi longo e desafiador, exigindo persistência e dedicação de todos os envolvidos.
Marco Valle. Foto: Azimut Yachts
“O Brasil é uma base estratégica muito importante dentro do grupo. Não é segredo que estamos investindo há cerca de 30 anos aqui. Foi um processo cheio de desafios. Fomos persistentes ao longo dos anos, porque foram muitos os obstáculos, e as pessoas que estavam aqui durante esses 15 anos foram essenciais.”
Valle explicou que sua vinda ao país neste momento tem dois objetivos principais: garantir uma transição sólida de liderança e reforçar a integração entre as equipes locais e italianas.
Ética, gestão e confiança
A Azimut do Brasil passa por uma transformação importante em sua direção. O grupo italiano Azimut Benetti anunciou a saída do CEO Francesco Caputo, que estava à frente da Azimut Yachts Brasil desde 2021, comandando a fábrica da marca em Itajaí. Além dele, Gustavo Hoffmann também deixou sua função comercial na companhia.
Houve uma perda de confiança devido a algumas ações que não condiziam com nossa política comercial, e, por isso, decidimos encerrar essa relação profissional com certeza de 100% – explica Marco Valle
“A Azimut segue diretrizes éticas muito claras, que devem ser seguidas por todos. Quando essas regras são quebradas, não podemos compactuar com atitudes que demonstrem falta de comprometimento com suas diretrizes e valores. Na próxima semana, receberemos um representante da Azimut no Brasil, um italiano com muitos anos de experiência na indústria náutica, que será responsável por acompanhar todos os nossos clientes e potenciais vendedores, com total transparência e sem riscos.”
Sucessão e fortalecimento da equipe brasileira
Marco Valle ressaltou que a transição da gestão local da Azimut no Brasil é estratégica e envolve o fortalecimento da equipe e a valorização do talento nacional. Segundo ele, o processo atual busca criar um ambiente de criatividade, inovação e colaboração entre as equipes brasileiras e italianas, garantindo que as operações do dia a dia se mantenham sólidas durante a mudança de liderança.
Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts
“Neste momento, estamos trabalhando em um ambiente que incentiva a criatividade e a inovação, com processos colaborativos entre as equipes locais e as italianas. Na área financeira, acompanhamos cada passo juntos, desde a elaboração até a execução dos projetos”, revela Valle.
“Temos equipes que mantêm contato constante com os líderes italianos e nossos colaboradores locais. Quando pensamos no futuro CEO, estamos considerando as possibilidades para que ele seja brasileiro. Para nós, é muito importante garantir que as operações do dia a dia não sejam afetadas”, completa.
Andrea Consolini. Foto: Azimut Yachts
Enquanto o novo CEO não é anunciado, Andrea Consolini, atual CFO da Azimut no Brasil, assume um papel de destaque, representando a liderança executiva e garantindo a continuidade dos projetos. “Neste momento, Andrea Consolini é a pessoa responsável e algumas vezes irá representar o CEO. Nossa equipe acredita que o próximo CEO virá do Brasil e terá um papel muito importante, porque nosso objetivo aqui é desenvolver e preparar a equipe local para assumir responsabilidades maiores.”
Para conduzir esta nova etapa, a governança será fortalecida com a chegada de Roy Capasso, executivo de consolidada experiência internacional no setor, que assume como diretor comercial, e com o suporte estratégico de Giorgio Gallia, conselheiro de administração do grupo. Proveniente de uma família com tradição na náutica, Roy Capasso é campeão mundial de offshore, alia a paixão pelo mar a uma carreira executiva de alto nível, com vasta experiência em estratégias comerciais e desenvolvimento de mercados globais em marcas como Club Swan Yachts. Já Giorgio Gallia incorpora a expertise em gestão e operações internacionais, desenvolvida em posições seniores no Grupo Iveco, para garantir o alinhamento estratégico e a excelência operacional.
Do mercado local à referência global
Marco Valle ressaltou como a Azimut evoluiu no Brasil, destacando a transformação da fábrica em um centro de desenvolvimento estratégico dentro do grupo. Segundo ele, o país passou a ter um papel ativo na criação de embarcações que combinam padrões italianos com adaptações brasileiras, abrindo caminho para a produção de modelos inéditos localmente.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“No passado, todos consideravam o mercado brasileiro apenas como um local para vender modelos antigos de iates. Depois, começamos a produzir embarcações que seguiam padrões italianos; então, qualquer produto tinha algumas adaptações brasileiras, mas era o mesmo modelo feito na Itália. Atualmente, estamos desenvolvendo uma estratégia para lançar modelos totalmente novos no Brasil. Esse é um desafio, porém certamente uma oportunidade para o futuro.”
Um dos exemplos é a Azimut Verve 47, originalmente desenvolvido no Brasil para o mercado americano. “A Verve 47 foi desenvolvida aqui para o mercado americano, tendo a produção posteriormente transferida para a Itália. Foram produzidas mais de 200 unidades desse modelo, um enorme sucesso. Pretendemos repetir essa fórmula com outros modelos.”
Novos investimentos e planos de expansão
Marco Valle detalhou os próximos passos da Azimut no Brasil, destacando como o país se tornou um ponto estratégico para o grupo, não apenas como mercado consumidor, mas também como referência em desenvolvimento e exportação. Segundo ele, os investimentos locais visam aumentar a eficiência e explorar novas oportunidades dentro e fora do país.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“Temos o plano aprovado há um ano para melhorar a eficiência e estamos avaliando novas localizações. Também utilizamos a Azimut do Brasil como referência dentro do grupo, especialmente para acabamentos em marcenaria, porque temos aqui os melhores recursos e equipamentos comparados a todas as unidades do grupo.”
O executivo reforçou ainda que o Brasil é um ponto estratégico de exportação e desenvolvimento regional. “Quanto aos desenvolvimentos e oportunidades para a Azimut no mercado latino-americano, o Brasil não é apenas um mercado local, mas um ponto estratégico. Quando vendemos para a América Latina – incluindo países da América do Sul, da Colômbia até a Argentina –, tomamos a Azimut do Brasil como exemplo. Assim, os vendedores da Azimut do Brasil também são responsáveis por desenvolver esses outros mercados.”
Produção local e dois novos modelos
Marco Valle destacou o sucesso de iniciativas recentes da Azimut no Brasil, mostrando como a colaboração entre equipes locais e internacionais tem impulsionado o desenvolvimento de novos produtos. Ele citou como exemplo a Azimut 25 Metri, modelo desenvolvido em parceria entre as equipes italiana e brasileira e lançado mundialmente no Marina Itajaí Boat Show, em julho.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“O lançamento da Azimut 25 Metri foi feito em colaboração entre os departamentos técnicos da Itália e do Brasil, com um gerente de projeto local para acompanhar o desenvolvimento. O CTO — diretor técnico — estará aqui nas próximas semanas para validar o produto. A ideia é que esse modelo não será vendido só no Brasil, mas internacionalmente”, explica.
“A Azimut 25 Metri foi lançado no Marina Itajaí Boat Show e já foram vendidas seis unidades. É um produto muito procurado, até pela equipe de vendas europeia que deseja comercializá-lo.”. E adiantou:
Nos próximos cinco anos, dois novos produtos serão desenvolvidos no Brasil – revela Marco Valle
Um mercado maduro e com grande potencial
Marco Valle observa o mercado náutico brasileiro com otimismo. Para ele, o Brasil combina maturidade do consumidor e oportunidades de crescimento, oferecendo um terreno fértil para expansão da indústria, diferentemente de outros mercados mais consolidados.
Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts
“Na minha visão, o mercado brasileiro continuará crescendo. Não vejo a mesma desaceleração que ocorreu em outros países nos últimos anos. Comparando o mercado brasileiro com o europeu, o europeu é muito mais consolidado, ou seja, a base de clientes é grande e estável, e o crescimento de novos compradores é relativamente lento”, destaca Valle.
No Brasil, o mercado ainda está em expansão, com um aumento consistente de clientes que desejam iates, mas a produção local ainda pode crescer para atender a essa demanda. Portanto, é uma boa oportunidade para nós
“Eu penso que o mercado náutico no Brasil está muito desenvolvido. Os clientes usam os iates de forma adequada e extensa, mais do que em muitos outros países. Dizer que o mercado brasileiro é emergente não é verdade; é um mercado maduro, onde o cliente sabe exatamente o que quer”, finaliza.
Uma relação de longa data com o Brasil
Marco Valle aproveitou a entrevista para compartilhar lembranças e reflexões sobre a trajetória da marca no Brasil, um mercado estratégico para a companhia há décadas. Segundo ele, a relação da empresa com clientes e parceiros brasileiros vai além dos negócios: é marcada por experiências pessoais e profissionais intensas, conquistas e amizades duradouras.
“São muitas experiências felizes com os brasileiros. Lembro claramente de 2009, um ano difícil globalmente, mas o mercado brasileiro continuou forte. Na época, visitei muito o Brasil e, em dois anos, vendemos e entregamos 110 unidades. Foi incrível, uma história fantástica. Conheci muitos clientes pessoalmente e tivemos longas noites de trabalho, com jantares até altas horas, algo típico no Brasil”, lembra, descontraído.
“Desde então, o mercado não diminuiu. Embora o câmbio tenha variado (naquela época o dólar estava a R$ 2,5 e agora está a R$ 5,35), investimos e expandimos a produção local, que atualmente supera 40 unidades anuais, muitas das quais são exportadas. Desse período, ainda tenho grandes amigos aqui. Isso é um bom sinal porque, depois de tantos anos de parceria, manter amizades é sinal de sucesso.”
Com um tom firme e otimista, Marco Valle deixa claro que o futuro da Azimut Yachts Brasil está ligado à valorização da equipe local e à consolidação do país como centro de desenvolvimento de novos produtos dentro do grupo italiano. “Investimos no Brasil porque quanto mais forte for a Azimut aqui, mais forte será a marca em todo o mundo – existe uma conexão direta.”
Modelos do estaleiro espanhol no salão variam de 32 a 50 pés e destacam design robusto com motores de popa ocultos. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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