Rui Costa prevê assinatura do projeto de lei do marco do hidrogênio “já na virada do ano”

Em visita ao JAQ H1, ministro destacou o projeto como símbolo da inovação verde e reforçou papel do Brasil como líder global em energia limpa

11/11/2025

Os olhares do mundo estão voltados à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém, no Pará, até 21 de novembro. Por lá, um dos destaques é o JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde, fruto de um projeto do Grupo NÁUTICA. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, visitou a embarcação e apontou a importância da iniciativa.

Em entrevista à NÁUTICA, o ministro destacou que a embarcação “promete revolucionar e contribuir muito com a transição energética” no país, uma vez que o Brasil detém, em suas palavras, “muitos rios e uma costa extraordinária”. “É um combustível que veio para ficar”, apontou.

Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

O país está na rota do desenvolvimento tecnológico. O desafio é ganhar escala, reduzir custos e ampliar o uso não apenas em embarcações de serviço, mas também em barcos voltados ao consumidor e à população– detalhou

Além de sustentável, o JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

Nesse sentido, Rui Costa destacou que empreendedores e pessoas com iniciativas inovadoras são fundamentais. “São eles que impulsionam as mudanças, e o Ernani tem contribuído muito para isso”, disse

À medida que experiências como essa se consolidam e ganham visibilidade, elas ajudam a impulsionar o desenvolvimento e espalhar essa tecnologia pelo Brasil– ressaltou

A Agenda das Nações, que estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030, também foi tema da entrevista.


Questionado sobre o projeto de lei do marco do hidrogênio — que deve regulamentar as leis do hidrogênio no Brasil —, Rui Costa destacou a intenção de assinar o decreto “já na virada do ano”.

Estamos avançando rapidamente para que, já na virada do ano, possamos começar a colher frutos — como este projeto e outros que estão em andamento– declarou

Segundo ele, dentro do programa de transição energética, o desenvolvimento de várias matrizes tem sido apoiado, como o hidrogênio, o etanol e o biometano. A ideia, conforme detalhou, é que o Brasil possa usar essas tecnologias aproveitando suas plataformas já existentes.

Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

“Com o ganho de escala, será possível reduzir custos e adaptar o uso a diferentes finalidades. O hidrogênio verde, por exemplo, pode ser aplicado em embarcações, no transporte de cargas, no transporte de passageiros e até em ônibus. O biometano também tem um grande potencial de produção no Brasil. Essas tecnologias competem entre si, mas também compartilham avanços e desenvolvimento”, detalhou.

Atualmente, estamos focados no hidrogênio verde e na geração de energia limpa. O Brasil já ocupa uma posição de liderança mundial. Eu diria que é o país cuja energia consumida é uma das mais limpas do planeta– concluiu Rui Costa

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

    Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

    Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

    Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

    Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

    Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

    Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

    Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

    Eles buscavam vestígios do Endurance, mas encontraram “vizinhança” inusitada na Antártica

    Com um robô subaquático, pesquisadores se depararam com milhares de ninhos circulares padronizados de peixes-rocha

    Quando se fala em natureza, mesmo quando já se espera uma surpresa, ela consegue se superar. Foi o que aconteceu com cientistas que buscavam vestígios do Endurance (o navio do explorador Ernest Shackleton, que naufragou em 1915) no Mar de Weddell, Antártica. Eles não encontraram nem rastros do navio, mas se depararam com um grande sinal de vida, disposto em milhares de ninhos circulares padronizados.

    Com o auxílio de um robô subaquático, os pesquisadores puderam constatar que se tratava de uma grande colônia de peixes, situada sob uma antiga plataforma de gelo com 200 metros de espessura.

     

    A colônia chamou atenção dos oceanógrafos pela organização, de modo a parecer uma espécie de “condomínio” subaquático de peixes notie-de-barbatana-amarela (Lindbergichthys nudifrons), conhecidos também como “peixes-rocha”.

    O Lindbergichthys nudifrons. Foto: GeSHaFish / Wikimedia Commons / Reprodução

    Isso porque os mais de mil ninhos possuíam formas circulares e estavam surpreendentemente limpos. Os pesquisadores ainda observaram que cada uma das “casas” dessa vizinhança parecia ser vigiada por um dos peixes — possivelmente o pai —, de modo a proteger os ovos.

     

    Para eles, a organização reflete a estratégia de sobrevivência da espécie, que demonstra na prática a teoria do “rebanho egoísta”, em que indivíduos ao centro de um grupo ganham proteção, enquanto os que ocupam as bordas — geralmente maiores e mais fortes — defendem suas posições.


    Não à toa, a descoberta foi descrita em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science, em que foi considerada um “fenômeno novo e incomum, capaz de redefinir a compreensão sobre ecossistemas antárticos”.

     

    Vale destacar que a descoberta ocorreu durante a Expedição ao Mar de Weddell de 2019, organizada logo após o desprendimento do colossal iceberg A68, em 2017. Com cerca de 5.800 km², o bloco se separou da plataforma de gelo Larsen C, abrindo um corredor natural para pesquisa científica em áreas antes inacessíveis.

     

    Náutica Responde

    Faça uma pergunta para a Náutica

      Relacionadas

      Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

      Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

      Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

      Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

      Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

      Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

      Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

      Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

      Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

      Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

      “Hoje é um dia histórico”: ministro do Turismo do Brasil acompanha inauguração do JAQ H1

      Celso Sabino marcou presença no lançamento da revolucionária embarcação e rasgou elogios ao projeto, que estará exposto na COP30, em Belém (PA)

      10/11/2025

      Neste domingo (9), o mundo pôde presenciar um lançamento que promete revolucionar a navegação global: o JAQ H1, o primeiro barco-escola movido 100% a hidrogênio e que estará exposto na COP30, que inicia hoje e vai até 21 de novembro. A apresentação do navio ocorreu na Estação das Docas, em Belém (PA), e contou com a ilustre participação de Celso Sabino, ministro do Turismo.

      Prontamente, ele reconheceu a visão estratégica por trás da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik e que contou com diversas parceiras de nomes de peso, como o Itaipu Parquetec, GWM e Man. Em sua fala, destacou o apoio do Governo na trajetória do projeto JAQ e a sua grandiosidade, que alia educação ambiental e energia limpa.

      Celso Sabino e Ernani Paciornik durante discurso. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

      Este é um projeto desenvolvido graças à visão do Ernani, e hoje está aqui para ser apresentado ao mundo, e preparado para operar com energia verde. Este é o turismo que queremos para o futuro, sustentável– endossou o ministro

      Sabino confessou que, no começo, ficou um pouco cético com o projeto devido as dificuldades e o curto tempo de entrega: “era uma coisa grandiosa e envolviam muitos fatores”, admitiu. Porém, ele elogiou a resiliência, determinação e humildade das pessoas envolvidas no JAQ.

      Thiago Sugahara, representante da GWM; Celso Sabino, Ministro do Turismo e Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

      Eu sei o quanto foi difícil, mas hoje nós estamos marcando história, entregando o que muito provavelmente será o futuro da navegação no planeta– declarou o ministro

      O futuro é hoje!

      Durante seu discurso na Estação das Docas, Sabino ressaltou os tributos do JAQ H1, o primeiro passo para o JAQ H2, barco que terá 50 metros e será 100% autossuficiente, programado para ser lançado em 2027. “Não vai precisar parar em nenhum porto para abastecer o combustível para os motores ou para sua eletricidade” destacou.

      Ernani Paciornik e Celso Sabino. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

      O representante do turismo no Brasil apontou que a embarcação de 36 metros será um dos pilares mundiais para a transição energética e independência definitiva dos combustíveis fósseis. “Você traz para Belém — que nesta segunda-feira também passa a ser a capital do país e da COP30 — um pedacinho do que será o futuro”.

      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Para ele, o futuro do turismo passa por habitações que respeitem o tratamento necessário aos resíduos líquidos e sólidos, a utilização de energias renováveis e meios de transporte como o JAQ, que será uma das estrelas da COP30.

      O futuro do turismo na Amazônia terá que ser feito com embarcações como essa– pontou

      Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

      Motivo de orgulho nacional, a iniciativa teve apoio técnico dos cientistas brasileiros da Itaipu Parquetec, em parceira com outros especialistas de várias partes do mundo — mas o berço da ideia surgiu no Brasil. Segundo Celso, num futuro próximo, veremos barcos como esse navegando nos rios da Amazônia.

      Veremos ribeirinhos andando de rabeta, de motor de popa, de embarcações pequenas movida a hidrogênio verde. Isso será o futuro!

      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Por fim, Sabino agradeceu aos parceiros que colaboraram com o projeto. Além das empresas já citadas, o JAQ contou com a ajuda da Artefacto, Heineken e Café Orfeu.

       

      Náutica Responde

      Faça uma pergunta para a Náutica

        Relacionadas

        Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

        Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

        Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

        Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

        Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

        Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

        Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

        Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

        Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

        Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

        Prefeito de Recife faz convite ao Grupo Náutica para futuras parcerias com a cidade

        João Campos esteve em Belém durante o lançamento do JAQ H1 neste domingo (9) e reconheceu a importância da iniciativa do empresário para o Brasil

        Por: Nicole Leslie -

        O Brasil escreveu um novo capítulo na história da descarbonização marítima mundial neste domingo (9), com o lançamento do JAQ H1, o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio. O evento aconteceu em Belém (PA) e reuniu autoridades ligadas ao setor náutico e à transição energética — entre elas, João Campos, prefeito de Recife (PE).

        Em seu discurso durante o coquetel de inauguração, Campos parabenizou Ernani Paciornik, idealizador do Projeto JAQ, destacando a importância da iniciativa para o futuro do transporte marítimo. O prefeito ressaltou que o JAQ H1 simboliza um avanço significativo na busca por novas formas de propulsão limpa, especialmente por partir de uma embarcação brasileira.

        JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

        Parabenizo a iniciativa de poder trabalhar uma nova forma de propulsão de um modal importante de transporte, e começando aqui pelo Brasil– afirmou o prefeito

        Campos também reforçou o papel estratégico do Nordeste brasileiro na produção de hidrogênio limpo, lembrando que a região concentra hoje as maiores fontes de energia solar e eólica do país. “O Nordeste brasileiro é uma grande potência futura de geração de hidrogênio limpo e o Projeto JAQ teve a capacidade de levar isso [tecnologias sustentáveis] para modais de transporte”, destacou.

        Autoridades presentes na inauguração do JAQ H1 Na imagem, Ernani aparece ao lado de João Campos. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

        O político aproveitou a ocasião para convidar publicamente Ernani Paciornik a Recife, propondo futuras parcerias entre o município e o projeto.

        Queria parabenizar Ernani pela iniciativa, lhe convidar para ir no Recife para a gente poder apresentar o que está sendo feito lá também e poder fazer parcerias que possam envolver a nossa cidade-afirmou João

        João Campos convida Ernani Paciornik a Recife para falar de negócios. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

        O prefeito encerrou sua fala com otimismo, citando o crescimento do turismo internacional no Brasil. Ele acredita que 2025 seja marcado também por um novo recorde na categoria, superando, inclusive, períodos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas no país. “Esse ano será o grande recorde”, cravou.


        O momento de entusiasmo ocorreu às vésperas da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que neste ano será realizada em Belém, de 10 a 21 de novembro. O evento deve reunir delegações de quase 200 países e a cidade foi totalmente preparada para receber o público — inclusive com navios de cruzeiro transformados em hotéis flutuantes no Porto de Outeiro.

         

        Náutica Responde

        Faça uma pergunta para a Náutica

          Relacionadas

          Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

          Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

          Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

          Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

          Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

          Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

          Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

          Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

          Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

          Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

          Grupo Náutica lança JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde que será atração na COP30

          "Queremos devolver à água o que ela nos deu", declarou Ernani Paciornik durante inauguração da inovadora embarcação na Estação das Docas, Belém (PA)

          O futuro é hoje! Neste domingo (9), em Belém (PA), o Grupo Náutica apresentou na Estação das Docas, aos olhos do mundo o revolucionário JAQ H1, embarcação movida a hidrogênio verde que será uma das grandes estrelas da COP30, um dos encontros mais importantes do mundo e que reunirá diversas autoridades de quase 200 países em solo brasileiro de 10 a 21 de novembro. A inauguração do barco contou com a participação de Celso Sabino, Ministro do Turismo.

          Durante a cerimônia de lançamento, Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e grande idealizador do projeto, não escondeu o orgulho da iniciativa, que carrega o lema “o barco que ensina, explora e transforma”. No seu discurso, ele mencionou suas décadas de dedicação às águas e destacou a importância da sustentabilidade marítima.

          Ernani Paciornik e Celso Sabino, Ministro do Turismo. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

          Somos apenas visitantes e nossa pegada deve ser saudável, educativa, leve e limpa– discursou Paciornik

          Ernani afirmou que o sonho por trás do projeto não era apenas construir um barco, mas sim construir a esperança de que o futuro da navegação seria “limpo, silencioso e, acima de tudo, brasileiro e com um propósito, educação”. O JAQ H1, presente em Belém, será a primeira embarcação de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde.

          Ernani Paciornik discursando durante a cerimônia de inauguração do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          Será um grande orgulho nacional e nosso embaixador da sustentabilidade. Aqui, em nossa Amazônia, se tornou o centro das discussões na COP– destacou o presidente do Grupo Náutica

          “A minha vida foi dedicada às águas, à náutica, à vela, ao vento e a descobrir as belezas e os biomas brasileiros”, compartilhou Ernani durante a cerimônia do JAQ H1. “Queremos devolver a água o que ela nos deu”, completou.

          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

          Conforme declarou Ernani, o JAQ Hidrogênio propaga conhecimento e educação. Depois desse JAQ H1, a iniciativa ainda englobará, em 2027, o JAQ H2, de 50 metros e 100% autossuficiente.

          A solução é a água: o hidrogênio verde. Para o planeta, o futuro é sustentável. Para nós, o futuro é hoje e a transição energética também– disse Paciornik

          Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          A embarcação de 36 metros foi lançada com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o barco funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

          Celso Sabino, Ministro do Turismo, acompanhou a inauguração do barco revolucionário e enfatizou o momento histórico do lançamento, na véspera da abertura oficial da COP30. Ele declarou que o evento evento marca a história ao entregar “o que muito provavelmente será o futuro da navegação do planeta”.

          Celso Sabino e Ernani Paciornik durante discurso. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

          Eu tenho certeza que meus filhos e os meus netos navegarão pelo rios da Amazônia em embarcações como essa, totalmente independente de combustíveis fósseis, respeitando o meio ambiente, sem emissão de gases e totalmente ecológico– afirmou Celso Sabino

          “O futuro do turismo será feito com embarcações como essa e o futuro do turismo na Amazônia terá que ser feito com embarcações como essa”, pontuou o Ministro do Turismo, grande entusiasta do universo náutico.

          JAQ H1 em Belém (PA). Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          Gravem esse dia de hoje, porque no futuro vocês vão se lembrar do que a gente começou e deu o pontapé inicial aqui– destacou

          Um projeto de gigantes

          Não faltaram agradecimentos por parte de Ernani. Na cerimônia de inauguração do JAQ H1, o amigo das águas deixou o seu “obrigado” à Marinha do Brasil e aos parceiros do projeto: Itaipu Parquetec, Great Wall Motor (GWM), MAN (fabricante global de motores por meio de motores de alta eficiência), Artefacto, Heineken e Café Orfeu.

          Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          É muito bom fazer parte desse momento. Uma realização de um projeto tão bonito que vai mudar na energia do mundo– declarou Alexandre Pimenta, Capitão de Mar e Guerra

          “Além de trabalhar com a eletrificação dos automóveis, a gente entrou nessa parceria de pesquisa e desenvolvimento com a nossa divisão, a GWM Hydrogen, que começa a transferir tecnologia pensando em como auxiliar a descarbonização também da logística”, contou Thiago Sugahara, representante da GWM.

          Thiago Sugahara, representante da GWM. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          Quem também marcou presença na inauguração do JAQ foi Adler Silveira, Secretário de Estado da Infraestrutura. Ele descreveu o projeto como uma “mudança de paradigma da transição energética” e destacou a transformação trazida pelo Grupo Náutica, que levará menos emissões de CO2 ao planeta.

          Eduardo Colunna na COP30. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

          Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), ressaltou o poder de uma condução marítima sem emissões, como a trazida na COP30, e destacou o pioneirismo do Brasil em trazer um barco 100% movido a hidrogênio ao mundo.

          Isso é uma tarefa que a gente tem que envolve o mundo todo, mas nasceu no Brasil e o Brasil vai mostrar pro mundo que é possível– ressaltou Colunna

          Também estiveram na inauguração do JAQ Celso Sabino, Ministro do Turismo; Cilene Sabino, Secretaria Municipal do Turismo; João Campos, prefeito de Recife (PE); Izabelle Benedet, representante do Itapu Parquetec; Sebastião Oliveira, presidente da Federação do Comércio do Pará e Ricardo Barbosa, presidente da MAN dos Estados Unidos.

          Autoridades presentes na inauguração do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

          Confira as fotos do evento de inauguração do JAQ H1

          JAQ H1 na COP30. Foto: Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          JAQ H1 na COP30. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          JAQ H1 na COP30. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          JAQ H1 na COP30. Foto: Revista Náutica
          Foto: Revista Náutica
          Foto: Revista Náutica
          Foto: Revista Náutica
          Celso Sabino e Ernani Paciornik. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
          Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio Verde. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

          Náutica Responde

          Faça uma pergunta para a Náutica

            Relacionadas

            Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

            Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

            Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

            Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

            Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

            Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

            Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

            Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

            Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

            Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

            100% brasileiro: barco movido a hidrogênio verde estará na COP30

            JAQ H1 é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA

            09/11/2025

            Como a navegação pode evoluir de forma responsável com as águas? Essa é a pergunta que um brasileiro se fez nos últimos tempos, e que culminou em um projeto inovador: o JAQ H1. Trata-se de um tipo de “barco-laboratório” movido a hidrogênio verde, que simboliza uma nova era de navegação limpa e responsável. A embarcação será apresenta diante dos olhos do mundo na COP30, no domingo (9).

            O marco tecnológico a ser apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, e chega como a primera etapa do Projeto JAQ Hidrogênio.

            Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

            Paciornik tem uma carreira marcada por soluções voltadas ao desenvolvimento do mercado náutico brasileiro, como a criação da Revista Náutica (líder do setor no Brasil) e os consolidados Boat Shows, os maiores eventos do setor na América Latina, além de inúmeras campanhas ambientais voltadas às águas.

            Com essa novidade, vamos de encontro ao desejo da presidência brasileira da COP30 em fortalecer a Agenda de Ações com atitudes concretas– destacou Paciornik

            O JAQ H1, um projeto 100% brasileiro

            O JAQ H1 é tido como um dos anúncios mais aguardados da COP30. A embarcação de pesquisas e explorações representa na prática a missão do Projeto JAQ Hidrogênio: criar barcos de grandes dimensões 100% movidos a hidrogênio.

            Foto: Divulgação

            Com 36 metros, o barco foi concebido como um avançado “laboratório flutuante”. Sua missão é atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros. No domingo, os olhos do mundo todo poderão ver o JAQ H1 com o sistema totalmente pronto para operar com hidrogênio verde,

             

            Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação — suas operações internas (de iluminação a serviço de bordo) estarão em funcionamento com o hidrogênio.

            O Brasil tem plenas condições para se destacar na área marítima, já que concentra, além de um potencial único pelas águas, e a riqueza de seus biomas, marcas e talentos para contribuir de fato com uma navegação mais limpa– ressaltou Paciornik

            A apresentação na COP30 também revelará as próximas etapas do Projeto JAQ, que culminam com o desenvolvimento do JAQ H2, uma embarcação maior, de 50 metros, 100% autossuficiente.


            O projeto “verde” reflete o compromisso histórico de Paciornik, que já na década de 1990 se uniu ao cartunista Ziraldo para criar a icônica campanha de conscientização “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, além de ter participado da criação da SOS Mata Atlântica e ter incentivado outras campanhas voltadas à sustentabilidade. Ele, contudo, não está sozinho.

            A apresentação do JAQ H1 em Belém e da continuidade das ações do projeto, representa um marco para o nosso país, graças à colaboração de um grupo de empresas visionárias e com alta capacidade para trazer inovação em tecnologia, arquitetura, performance e engenharia– pontuou Paciornik

            O Projeto JAC é sustentado por um grupo de parceiros estratégicos, que vai da expertise em energia da Itaipu Parquetec e da força industrial da GWM (chinesa automotiva) à MAN, empresa alemã de motores, as quais mitigam os riscos que paralisaram outros projetos de hidrogênio verde globalmente.

             

            Também se aliam ao consórcio marcas de renome em design como a Artefacto, Café Orfeu e a Heineken, que vem revolucionando a forma de fabricar produtos com a utilização de energia limpa.

             

            Náutica Responde

            Faça uma pergunta para a Náutica

              Relacionadas

              Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

              Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

              Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

              Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

              Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

              Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

              Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

              Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

              Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

              Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

              É hoje! Na véspera da COP30, Grupo Náutica lançará JAQ H1, embarcação movida a hidrogênio

              Com o lema "o barco que ensina, explora e transforma", navio revolucionário será apresentado mundialmente em Belém (PA), neste domingo (9)

              Chegou o momento em que um dos projetos mais revolucionários do universo marítimo será apresentado aos holofotes mundiais. Neste domingo (9), às 17h, terá o lançamento do JAQ H1, barco movido 100% a hidrogênio e que vai ser exposto na COP30. O evento de escala global, que reúne autoridades de todo o planeta e quase 200 países em solo brasileiro, começa na segunda-feira (10) em Belém (PA).

              Com o lema “o barco que ensina, explora e transforma”, o Grupo Náutica, liderado por Ernani Paciornik, em parceria com outros nomes de peso, atracará uma solução inovadora de 10 a 21 de novembro na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um dos encontros mais importantes do mundo.

              JAQ H1. Foto: Divulgação

              A embarcação de 36 metros marca a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio, que será lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o navio funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

               

              Tido como um avançado laboratório flutuante, o JAQ H1 será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais, tornando-se o primeiro barco de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde — tudo isso com o equivalente a uma área de cerca de 400 m².

              Após apresentar a embarcação aos olhos do mundo na véspera da COP30 e destacar as suas funcionalidades internas operando com hidrogênio, a empresa vai anunciar as próximas fases que culminam com o desenvolvimento do JAQ H2, um barco ainda maior, de 50 metros e 100% autossuficiente.

              O futuro é agora

              O projeto “verde” que será levado à COP30 com suas operações internas — de iluminação a serviço de bordo — em funcionamento com o hidrogênio, é sustentado por um grupo de parceiros estratégicos, uma aliança que demonstra a capacidade de curadoria e de articulação de seu idealizador, Ernani Paciornik.

              Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

              A parceria une gigantes: a expertise em energia da Itaipu Parquetec à força industrial da GWM (chinesa automotiva) e da MAN (alemã de motores), as quais mitigam os riscos que paralisaram outros projetos de hidrogênio verde globalmente.

               

              Também se aliam ao consórcio marcas de renome em design como a Artefacto, Café Orfeu e a Heineken, que vem revolucionando a forma de fabricar produtos com a utilização de energia limpa.

               

              Náutica Responde

              Faça uma pergunta para a Náutica

                Relacionadas

                Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                Pioneirismo verde na COP30: união posiciona o Brasil no centro da descarbonização marítima global

                Liderado por Ernani Paciornik, projeto conta com nomes de peso como Itaipu Parquetec, GWM, MAN, Artefacto, Café Orfeu e Heineken

                08/11/2025

                O projeto rumo a embarcações autossuficientes, de explorações e pesquisas científicas movidas a hidrogênio, a partir da água, terá uma representatividade de peso durante a 30ª Conferência das Nações Unidas. O barco de 36 metros, o JAQ H1, com toda a sua “hotelaria” tecnicamente preparada e testada para utilizar o hidrogênio, será lançado no dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, a bordo.

                Concebido como um avançado laboratório flutuante, o barco JAQ H1, um gigante com o equivalente a uma área de cerca de 400 m², será dedicado à promover educação ambiental e pesquisas dos biomas marinhos e fluviais.

                JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

                Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação.

                 

                O sucesso da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que atua no setor há mais de cinco décadas com soluções de impacto ao país e com participação em várias campanhas ambientais, traz outros nomes de peso ao projeto JAQ Hidrogênio.

                Entre eles, o Itaipu Parquetec: parque tecnológico ligado à maior hidrelétrica do Brasil. Itaipu já é um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento e garante que o hidrogênio utilizado no projeto seja produzido através de eletrólise alimentada por eletricidade de fontes renováveis.

                 

                Outro dos elementos disruptivos é a utilização da expertise industrial em tecnologia por meio da participação da Great Wall Motor (GWM). Também integra a parceria a alemã MAN, fabricante global de motores por meio de engenharia de alta eficiência.

                JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

                Já as soluções de mobiliário e design na hotelaria dos barcos será apoiada pela Artefacto, referência em design de alto padrão brasileiro. Com campanhas ativas voltadas à sustentabilidade e energia solar utilizada na produção, a Heineken também integra o hall de parceiros no projeto, assim como o premiado Café Orfeu.

                O roteiro para a autossuficiência

                O projeto JAQ Hidrogênio está sendo implementado de forma faseada, uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo.

                • Fase 1 (2025 – Apresentação na COP30): O primeiro barco, o JAQ H1 (de 36 metros), fará sua estréia formal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA). Nesta fase, a embarcação estará com o sistema tecnicamente pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo – com hidrogênio verde;

                 

                • Fase 2 (abril de 2026): Durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, essa embarcação, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência (com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação;

                 

                • Fase 3 (2027 – autossuficiência): O salto tecnológico ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo. A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões.

                 

                Além disso, o Projeto JAQ assinou recentemente um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que será a base de testes a partir de 2026. O acordo abrange estudos de viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil.

                 

                Ao apresentar sua tecnologia de eletrólise a bordo na COP30, o Projeto JAQ posiciona o Brasil como um centro de soluções tecnológicas em navegação sustentável, capaz de gerar um modelo replicável ao mundo.

                 

                Náutica Responde

                Faça uma pergunta para a Náutica

                  Relacionadas

                  Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                  Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                  Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                  Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                  Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                  Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                  Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                  Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                  Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                  Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                  Quando o Canadá ensina o óbvio: tributar barcos é punir empregos

                  Canadá acaba de revogar o imposto que, desde 2022, incidia sobre barcos. Governo arrecadou menos do que o custo de administrar a tarifa

                  Por: Otto Aquino -
                  07/11/2025

                  Há decisões que falam por si. O Canadá acaba de revogar o imposto que, desde 2022, incidia sobre barcos. A medida foi anunciada com pompa há três anos, vendida como forma de “taxar o luxo”. Mas o resultado foi exatamente o oposto do que se prometia: menos arrecadação, menos empregos e mais prejuízo para a indústria.

                  No papel, a ideia parecia simples: cobrar 20% sobre barcos acima de US$ 250 mil. Na prática, foi um desastre. O governo esperava arrecadar US$ 176 milhões por ano. Conseguiu apenas US$ 12 milhões, menos do que o próprio custo de administrar o imposto. E, enquanto o dinheiro não entrava, os empregos desapareciam. Encomendas foram suspensas e centenas de trabalhadores foram demitidos.

                   

                  O próprio governo canadense reconheceu o erro. Em seu orçamento de 2025, admitiu que a medida “custou mais do que rendeu” e “afetou negativamente setores estratégicos da economia”. O tributo que nasceu para punir o luxo acabou punindo a produção, os empregos.

                  Um país que entende o valor da náutica navega melhor rumo ao desenvolvimento

                  O que aconteceu no Canadá não é uma coincidência. É um alerta — e, talvez, um espelho do que o Brasil deve evitar a qualquer custo. Tenho repetido há anos: taxar barcos não é taxar o luxo. É taxar empregos.

                   

                  Quem nunca pisou num estaleiro talvez não entenda, mas cada barco fabricado envolve dezenas de mãos, de histórias, de famílias que vivem desse trabalho. São laminadores, marceneiros, eletricistas, projetistas, pintores. Gente que transforma fibra em sonhos flutuantes.

                  NÁUTICA visitou o estaleiro Fibrafort, em Itajaí (SC), que soma mais de 18 mil lanchas pelo mundo. Foto: Revista Náutica

                  Quando se cria um imposto sobre barcos, não é o comprador que sofre, mas toda essa cadeia de empregos. É a cidade costeira que depende do turismo náutico, é o comércio local que deixa de vender, é a indústria nacional que perde competitividade. A náutica não é luxo. É economia real!

                   

                  O setor náutico brasileiro tem tudo para ser um motor da Economia do Mar — um conceito que envolve turismo, lazer, tecnologia e sustentabilidade. Mas para isso, precisa de estímulo, não de estigma. Nosso setor não é luxo. É uma cadeia produtiva ampla. Precisamos de políticas que incentivem, não que penalizem o desenvolvimento.


                   

                  Enquanto alguns ainda enxergam um barco apenas como um símbolo de status, o mundo desenvolvido enxerga um setor estratégico, que gera renda, movimenta turismo e exporta inovação. O Canadá, ao reconhecer seu erro, entendeu isso.

                  Crescer com inteligência

                  Revogar o imposto foi, para o Canadá, mais do que uma medida econômica. Foi um ato de inteligência. Admitir que o erro custava caro — e ter coragem de corrigi-lo — exige visão de futuro.

                   

                  O Brasil precisa dessa mesma coragem. Porque o que está em jogo é o trabalho de muitos. Mais de 120 mil pessoas que vivem da náutica. Cada barco que deixa de ser fabricado, vendido ou usado são muitos empregos que se perdem, uma renda que deixa de circular, uma família que vê a maré baixar.

                   

                  A náutica é, e sempre será, um dos pilares mais poderosos da economia que nasce da água. Basta que saibamos, como fez o Canadá, navegar com bom senso, e não contra a maré.

                   

                  Otto Aquino é jornalista e diretor de conteúdo da Revista Náutica. Há mais de 20 anos acompanha o mercado náutico brasileiro

                   

                  Náutica Responde

                  Faça uma pergunta para a Náutica

                    Relacionadas

                    Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                    Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                    Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                    Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                    Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                    Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                    Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                    Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                    Canadá revoga imposto sobre barcos e mostra o rumo que o Brasil deve seguir

                    Imposto sobre barcos, aplicada desde 2022, “foi um desastre para o setor náutico canadense”, afirma associação. Agora, o país agora espera recuperar empregos e reaquecer a produção

                    Por: Redação -

                    O governo do Canadá anunciou, nesta semana, a revogação do imposto sobre bens de luxo que incidia sobre barcos, aeronaves e automóveis. Criado em 2021 e aplicado a partir de 2022, o tributo fazia parte da Select Luxury Items Tax Act (SLITA) e incidia sobre embarcações de lazer com valor superior a US$ 250 mil.

                    A promessa era aumentar a arrecadação tributando produtos de alto valor. O resultado foi o oposto: queda de empregos, retração na produção e arrecadação pífia.

                     

                    Segundo a National Marine Manufacturers Association Canada (NMMA Canada), apenas 450 embarcações foram taxadas desde a entrada em vigor da lei, gerando US$ 12 milhões em arrecadação — valor muito abaixo da meta inicial de US$ 176 milhões e inferior ao próprio custo operacional do sistema de cobrança.

                    Foto: wirestock / Envato

                    Um estudo conduzido pela NMMA em parceria com a Universidade de Calgary já havia alertado que a medida poderia provocar perdas de até US$ 65 milhões em vendas e eliminar 896 empregos diretos no setor náutico canadense. A previsão se confirmou: diversos estaleiros reduziram turnos, suspenderam encomendas e demitiram funcionários.

                     

                    “Essa é uma grande vitória para os setores de manufatura e náutico. O imposto destruiu empregos e não atingiu suas metas. Estamos felizes que o governo tenha ouvido as evidências e agido em favor das empresas e dos trabalhadores”, declarou Marie-France MacKinnon, diretora-executiva da NMMA Canada.

                    Imposto que arrecadou menos do que custava

                    Na prática, a alíquota era calculada como o menor valor entre 10% do preço total do barco ou 20% do valor que excedesse US$ 250 mil. Mas o governo percebeu que a matemática não fechava.

                     

                    No orçamento federal de 2025, o Ministério das Finanças anunciou oficialmente a eliminação do imposto para barcos e aeronaves, reconhecendo que a política se mostrou “ineficiente, cara de administrar e prejudicial à indústria canadense em um momento de incerteza econômica”.


                    A revogação, segundo estimativas oficiais, representará uma renúncia fiscal de US$ 97 milhões entre 2025 e 2030 — mas, para o governo, o custo vale a pena, já que a medida deve estimular novamente a produção e os empregos.

                     

                    A fabricante de aviões Bombardier, por exemplo, declarou à Reuters que pretende criar cerca de 600 novos postos de trabalho nos próximos anos, aproveitando o fim do imposto como sinal de confiança para investir no país.

                    Um alerta direto ao Brasil

                    Para Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica e um dos maiores especialistas em embarcações no Brasil, o caso canadense é um recado claro para quem ainda defende taxar barcos como símbolo de luxo.

                    A revogação desse imposto mostra, com dados concretos, que tributar barcos é um erro econômico. Isso derruba a produção, paralisa investimentos e destrói empregos que o país levou décadas para construir. É fundamental que o Brasil não repita o mesmo equívoco– afirma

                    Otto reforça que o impacto real não recai sobre quem compra o barco, mas sobre quem vive dele: “Taxar barcos é punir trabalhadores, não compradores. Na prática, o peso cai sobre estaleiros, fornecedores, marinheiros, vendedores — toda a cadeia produtiva que sustenta o setor náutico. É uma indústria que gera milhares de empregos qualificados, movimenta o turismo e estimula a inovação. Penalizá-la é punir o lazer, a tecnologia e a economia do mar.”

                    A voz da indústria brasileira

                    O presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (ACOBAR), Eduardo Colunna, também vê na decisão canadense uma lição valiosa para o Brasil.

                    Nosso setor não é luxo. É uma cadeia produtiva ampla. Precisamos de políticas que incentivem, não que penalizem o desenvolvimento– afirma Colunna

                    Segundo ele, a indústria náutica brasileira emprega mais de 120 mil trabalhadores e tem papel estratégico na chamada Economia do Mar, que integra turismo, serviços, tecnologia e exportação.

                    O exemplo a ser ouvido

                    Com mais de 75 mil empregos diretos e 4.800 empresas ligadas à indústria de lazer náutica, o Canadá entendeu que o setor não é um símbolo de luxo, mas um motor de desenvolvimento.

                     

                    Ao revogar o imposto, o governo canadense corrige uma distorção e envia uma mensagem ao mundo: fortalecer a náutica é fortalecer o emprego, o turismo e a inovação. O Brasil, agora, tem a chance de aprender com esse exemplo — e escolher crescer com inteligência, e não com preconceito fiscal.

                     

                    Náutica Responde

                    Faça uma pergunta para a Náutica

                      Relacionadas

                      Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                      Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                      Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                      Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                      Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                      Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                      Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                      Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                      Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                      Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                      Arte em alto-mar: francês transforma catamarã em ateliê flutuante durante travessia de 25 dias

                      Xavier Veilhan, artista contemporâneo, partiu da costa francesa até o Brasil para expor esculturas produzidas a bordo

                      Sair da França e navegar num veleiro-catamarã de 60 pés até o Brasil já é uma aventura e tanto. Agora, realizar toda essa travessia em 25 dias e transformar uma embarcação em um ateliê flutuante é algo que só um artista fora da caixa pensaria. Esse é o projeto do francês Xavier Veilhan, 62 anos, que depois de desbravar os mares por quase um mês, desembarca em São Paulo com todas as suas esculturas feitas a bordo.

                      Essa ideia ousada estará materializada na galeria de arte Nara Roesler São Paulo, com abertura marcada para o dia 8 de novembro, às 11h. A exposição, batizada de “Xavier Veilhan – Do Vento”, levará todo o ativismo ambiental e os ecos da jornada em alto-mar do artista e sua equipe.

                      Xavier Veilhan a bordo do veleiro-catamarã. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                      Em São Paulo, Xavier Veilhan irá mesclar as obras produzidas durante a travessia transatlântica com partes de embuia (Ocotea porosa), madeira nativa de Florestas de Araucárias, ecossistema típico dos estados do Sul do Brasil, principalmente Paraná e Santa Catarina.

                       

                      “Do Vento” incluirá ainda um vídeo realizado pelo artista durante a travessia transatlântica, “O Filme Fantástico” (“Le FilmFantastique”, 2025), gravado a bordo do Transatlantic Studio — nome dado ao barco nessa viagem — numa jornada sensorial que promete entregar comédia e horror.

                      “E se a gente fosse de barco?”

                      Comprometido com a defesa do meio ambiente, Veilhan tem empregado processos que minimizam os impactos ambientais em sua produção de materiais. Porém, dessa vez, ele decidiu expandir essa ideia para um outro nível, ao reduzir a emissão de poluente no transporte internacional de suas obras e levar seu ateliê para um veleiro-catamarã, movido pela energia dos ventos.

                      Foto: David Perreau/ Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                      Em entrevista à NÁUTICA, Xavier, diretamente da Oficina São João — onde fazia os últimos ajustes de suas obras — , explicou como essa ideia saiu do papel. A partir de diferentes discussões com sua equipe — entre elas, as dificuldades de viajar para longe e realizar uma exposição de arte –, surgiu a proposta de iniciar uma jornada sem nenhum avião.

                       

                      Entretanto, a ideia de usar uma embarcação como alternativa não veio de primeira. No começo, ele conta que foi difícil pensar em outro meio de transporte. Mas papo vai e papo vem, o artista optou pela opção mais ecológica. “Decidimos, contra lógica, tentar chegar em São Paulo por mar”, disse.

                      Foto: David Perreau/ Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                      Antes de chegar a essa conclusão, Veilhan já se questionava sobre a dificuldade de enviar uma peça de arte de um país para outro, ou se era difícil construí-la no local, visto que parte do trabalho dele era bem grande. “Às vezes é economicamente viável, as vezes não é”, explica.

                       

                      Além disso, as constantes viagens para as exposições de arte contemporânea traziam outro questionamento para Xavier: a repetição de rotina. Os mesmos rostos, os mesmos espaços e formatos que se repetem em diversas partes do mundo. “Você pode se perguntar, depois de algum tempo, se é realmente lógico fazer isso”, questiona.

                      É uma grande questão em relação a todos os hábitos que temos, a maneira como estamos viajando– indaga Veilhan

                      Xavier Veilhan a bordo do Transatlantic Studio. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                      Segundo o artista, essa dualidade inspirou seu novo projeto. A proposta não traz uma resposta definitiva, mas se apresenta como uma provocação, um exercício de imaginação: “E se, em vez de pegar um avião para a próxima exposição do outro lado do mundo, um artista decidisse ir de barco?”, indagou a ele mesmo.

                      É um projeto um pouco maluco, porque envolve muitas habilidades e apenas experimentar como é fazer a exposição sem nenhum avião envolvido– pontuou

                      Um artista em alto-mar

                      O universo náutico sempre esteve presente na vida de Veilhan. Desde criança, o futuro artista gostava muito de veículos pequenos e tinha no seu pai um construtor de barcos, daqueles bem simples, nada extraordinário. Era com esses barquinhos que sua família passeava, pescava e realizava pequenas viagens no litoral francês durante as férias.

                      Foto: Instagram @we_are_explorer/ Reprodução

                      Portanto, é uma relação diferente com um objeto quando você o usa, é como se você construísse sua própria bicicleta ou seu próprio carro– conta

                      Inclusive, este instinto construtor nascido na infância o acompanhou nessa travessia França-Brasil. A bordo, ele e sua equipe construíram uma serra de fita comum (ferramenta usada para cortar madeira ou outros materiais) e a transformou em um equipamento movido por pedal, semelhante a uma bicicleta.

                       

                      Foi graças a recursos como esse que Xavier e seu time completaram com êxito a longa travessia. Partindo de Concarneau, na Bretanha, no dia 5 de outubro e chegando no Porto de Santos no dia 30 do mesmo mês, o longo trajeto foi desafiador, como descreve o artesão.

                      Catamarã Transatlantic Studio. Foto: We Explore/ Divulgação

                      A campanha a bordo do catamarã We Explore — modelo Outremer 5X, sustentável, construído com 50% fibra de linho — teve como companhia figuras como Roland Jourdain, bicampeão da regata transatlântica Routedu Rhum, no posto de capitão, além de Denis Juhel como vice-assistente.

                       

                       

                      Também acompanhado por Antonie Veilhan, seu filho e especializado em marcenaria, e Carmen Panfiloff, assistente de escultura e marcenaria, o artista enfrentou dificuldades óbvias para quem tenta produzir algo numa plataforma flutuante, como o enjoo e a falta de estabilidade.

                      Um catamarã é plano na água, mas a água em si não é plana– explicou

                      Xavier Veilhan e Roland Jourdain. Foto: Instagram @we_are_explorer/ Reprodução

                      O fato de tudo estar sendo feito a bordo fez com que com a equipe se antecipasse e trouxesse quase meia tonelada de compensado de madeira para a embarcação. “Você não apenas produz uma exposição — que já é algo complicado em terra — mas também tem que imaginar as diferentes condições, o vento, o movimento do barco e a combinação”, revelou à NÁUTICA.

                       

                      Ele conta que, enquanto trabalhava no filme, cada vez que ele assistia às filmagens se sentia “completamente enjoado”.

                      Meu filme estava em movimento e tudo estava em movimento. [Foi um] pesadelo, de fato. Não é fácil. Mas não reclamo, porque eu estava procurando por esta situação– relembrou

                      Tripulação do Transatlantic Studio. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                      A expedição, além de artística, também terá um cunho científico. Esteve a bordo Matthias Colin, oceanógrafo, que coletou amostras de plâncton e monitorou o hidrofone, instrumento que permite a gravação de sons subaquáticos. Os dados recolhidos foram enviados via satélite para alimentar bases de dados científicas.

                       

                       

                      “Este é definitivamente uma forte conquista que fiz: entrar no barco por 25 dias para descer com a peça. É uma espécie de projeto mais antigo que eu gosto, que transformei não apenas em uma ideia, mas em uma situação real”, conta orgulhoso do resultado.

                      25 dias vivendo da arte

                      Dos 25 dias de aventura, 20 eles não viram nada além de água, sem terra alguma. Apesar de todo esse tempo, Veilhan sentiu que a viagem, liderada por Roland Jourdain, foi bem rápida e no tempo programado — principalmente para uma travessia que teve problemas técnicos e condições climáticas difíceis.

                      Da esquerda para a direita “Aure no1”, “L’Oiseau” e “Le Cavalier”. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                      Percebi que tudo estava planejado pelo capitão, e ele simplesmente não podia nos dizer, porque você nunca tem certeza no mar– lembrou

                      Segundo o artesão, o capitão escolheu as opções de trajeto que eram mais confortáveis para a tripulação, numa rota diagonal — do norte da França até a América do Sul. Inclusive, ele conta que a última terra avistada antes de atracar no Brasil foi ao passar nas imediações do Saara Ocidental. Fora isso, apenas mar aberto.

                      Por 20 dias não vimos terra nenhuma. O que faz você se sentir mais como um explorador do que um viajante

                      O que esperar da exposição em São Paulo?

                      A ideia de Xavier Veilhan é que a exposição na Nara Roesler São Paulo seja a primeira de um novo modelo de criação e transporte de obras pensado pelo artista, incorporando a sustentabilidade e o processo criativo de uma maneira mais enfática a sua poética.

                      Xavier na oficina produzindo suas esculturas. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                      Faz parte do trabalho como artista fazer seu sonho se tornar realidade. É um pouco clichê ao mesmo tempo, mas é verdade-declarou à NÁUTICA

                      “Trata-se do que chamamos, que é tudo o que é vivo. É sobre animais que estão perto de nós. É sobre uma tentativa de capturar a realidade deles em diferentes níveis de compreensão, porque quando você os vê, eles são uma combinação de diferentes maneiras de construir algo”, explicou sobre o que representa as esculturas que estarão em exposição.

                      Tripulação do Transatlantic Studio na chegada ao Porto de Santos. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                      De acordo com ele, quatro tipos de peças serão expostas na galeria Nara Roesler São Paulo: esculturas, pinturas em tela e parede e, por fim, o filme. Dessa forma, pretende-se, por meio de futuras parcerias dentro e fora da França, expandir esse formato, trazendo para ele novos arranjos, materiais e debates.

                      É uma maneira de representar um certo caótico. É muito forte, mas uma certa combinação de estados de realidade ao nosso redor– finalizou

                       

                      Náutica Responde

                      Faça uma pergunta para a Náutica

                        Relacionadas

                        Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                        Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                        Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                        Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                        Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                        Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                        Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                        Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                        Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                        Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                        Armadilha animal: cena de baleia registrada na Tailândia volta a viralizar nas redes

                        Vídeo mostra baleia-de-Bryde capturando cardumes inteiros de peixes em estratégia inovadora de caça

                        Por: Nicole Leslie -

                        Um vídeo gravado há mais de quatro anos no Golfo da Tailândia voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta semana. Nas imagens, uma baleia-de-Bryde (também conhecida como baleia-de-bridge ou Eden’s whale) exibe uma técnica de alimentação onde transforma o próprio corpo em uma armadilha para capturar cardumes inteiros de peixes.

                        O registro foi feito em 2021 pelo filmmaker britânico Bertie Gregory, durante as filmagens do episódio “Oceans”, da série A Perfect Planet, da BBC. O vídeo original — que voltou a viralizar após ser republicado no Instagram — mostra o momento em que a baleia surge na superfície com a boca aberta, imóvel, parecendo um enorme funil vivo.

                        Foto: Bertie Gregory / Facebook / Reprodução

                        Essa é uma das estratégias conhecidas como “trap feeding” (ou “caça por armadilha”) no mundo animal. Segundo Gregory, o comportamento pode estar relacionado à poluição e ao despejo de esgoto na região, que teriam tornado o Golfo da Tailândia um ambiente hipóxico — isto é, com pouco oxigênio dissolvido na água.

                         

                        Nessas condições, os peixes tendem a se concentrar mais próximos da superfície, onde há maior disponibilidade de oxigênio. Aproveitando isso, a baleia fica posicionada com a boca aberta na linha d’água, à espera de que os cardumes sejam sugados naturalmente para dentro. Quando o banquete se acumula na cavidade bucal, ela simplesmente fecha a boca — e fim da caçada.


                        O que à primeira vista parece preguiça é, na verdade, pura estratégia. No post original, Gregory destacou que foi possível observar pequenos peixes tentando escapar da armadilha — alguns, no pânico, pareceram até a saltar da água direto para a boca da baleia, segundo ele. Assista!

                         

                         

                        Ainda em 2021, as imagens já haviam chamado atenção. Não à toa, o post feito no início daquele ano ultrapassou 45 milhões de visualizações e soma quase 400 mil curtidas. Agora, com a recente viralização, a cena voltou a encantar a internet — não apenas pela curiosidade do comportamento, mas também pela b49eleza das imagens que revelam, mais uma vez, a engenhosidade da vida marinha.

                        Foto: Bertie Gregory / Facebook / Reprodução

                        Náutica Responde

                        Faça uma pergunta para a Náutica

                          Relacionadas

                          Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                          Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                          Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                          Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                          Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                          Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                          Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                          Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                          Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                          Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                          Revolução de um trilhão de dólares: como a nova regra da IMO pode posicionar o Brasil no centro da indústria naval mundial

                          Com as rigorosas metas da IMO para a indústria naval, Brasil pode trazer uma nova solução ao transporte marítimo. Projeto JAQ H1 será revelado na véspera da COP30

                          Por: Nicole Leslie -

                          Uma contagem regressiva foi iniciada em função de um mandato regulatório em discussão e que, quando formalizado, terá o poder de transformar a economia do transporte marítimo. As rigorosas metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) devem ser oficializadas ainda em 2026 e entrar em vigor a partir de 2028, exigindo cortes anuais na intensidade de carbono. Para uma indústria responsável por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, a mudança poderá ser uma obrigação — e uma oportunidade inédita para o Brasil, que já prepara sua resposta com o projeto JAQ H1, a ser revelado na véspera da COP30.

                          Com este mandato em vigor, uma diretriz ambiental se transforma em uma revolução financeira por conta das penalidades. Quando as normas forem confirmadas, navios que não cumprirem as metas enfrentarão multas que podem chegar a US$ 380 por tonelada de CO2 emitida acima do limite permitido. Para a frota global, isso é um passivo estimado em mais de um trilhão de dólares, uma força que torna obsoletos os modelos de negócios baseados em combustível pesado e de baixo custo.

                          Navio JAQ H1. Foto: Divulgação

                          A questão que agora domina o setor é saber qual tecnologia vencerá a corrida para se tornar o destaque da nova frota global. Enquanto os gigantes internacionais testam soluções com metanol e amônia, uma resposta ousada e pragmática será lançada em Belém, no Pará, na véspera da COP30, dia 9 de novembro: o projeto JAQ Hidrogênio.

                           

                          A iniciativa carrega a missão de produzir barcos autossuficientes movidos 100% a hidrogênio. Na véspera da COP30, será apresentado o JAQ H1, navio de 36 metros pronto para operar com sistemas internos movidos a hidrogênio verde. Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto, pronto para operação e para ser apresentado ao público.


                          O projeto JAQ Hidrogênio é formado por um grupo de empresas de peso no setor náutico e idealizado pelo Grupo Náutica, coordenado de perto pelo presidente Ernani Paciornik, entusiasta que trabalha a mais de 50 anos em soluções de sucesso no setor.

                           

                          Ernani uniu sua expertise com a potência em energia renovável da Itaipu Parquetec, a força industrial da chinesa GWM e a validação tecnológica de engenharia naval da alemã MAN no projeto. Além deles, outros nomes de peso apoiam e implementam iniciativas sustentáveis como Heineken, Café Orfeu e Artefacto. Juntos, formam um ecossistema projetado para a viabilidade.

                          O custo de produção do hidrogênio verde ainda é um obstáculo significativo. No entanto, o custo da tecnologia de eletrólise está em queda livre, com projeções indicando uma redução de até 70% na próxima década. Mais importante, o cálculo do ROI não pode mais ignorar o custo crescente da não conformidade com as regras da IMO que, apesar das formalizações finais terem sido adiadas, devem ter início da implantação por volta de 2028-explica Ernani Paciornik

                          Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

                          O JAQ H1, atualmente em fase final de testes no estaleiro Inace, em Fortaleza, se prepara para sua premiere global. Projetado para ser um “laboratório flutuante” para pesquisas e educação ambiental, sua missão estratégica é provar a confiabilidade e a segurança da tecnologia de hidrogênio.

                           

                          Além disso, Paciornik adianta que a COP30 também trará a confirmação das próximas fases do projeto e inclusive do barco JAQ H2, sucessor do pioneiro que será lançado em breve. A irmã caçula é uma embarcação de 50 metros com previsão de conclusão em 2027 e uma missão imponente: operar de forma 100% autossuficiente. “Para uma indústria que enfrenta a escassez de infraestrutura de abastecimento de hidrogênio, esta solução de transição será a resposta que o mercado procura”, completa o executivo.

                           

                          Náutica Responde

                          Faça uma pergunta para a Náutica

                            Relacionadas

                            Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                            Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                            Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                            Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                            Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                            Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                            Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                            Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                            Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                            Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                            Levando esperança ao mar: projeto social aproxima jovens de comunidades ao universo náutico

                            Associação i9Vela esteve no Salvador Boat Show pelo segundo ano consecutivo e realizou clínicas de vela e passeios em veleiro durante o evento

                            Por: Nicole Leslie -
                            06/11/2025

                            Uma iniciativa que transforma o mar em horizonte de oportunidades marcou presença no Salvador Boat Show pelo segundo ano consecutivo. A Associação i9Vela, fundada por Juan Sobral, levou às águas da Baía de Todos-os-Santos uma amostra do trabalho que já alcançou 1.033 crianças e adolescentes de comunidades soteropolitanas. Durante o evento, o projeto promoveu clínicas de vela e passeios em veleiro, aproximando novos públicos do universo náutico.

                            Mais do que divulgar a iniciativa sem fins lucrativos, a presença da i9Vela teve um propósito ainda mais simbólico: abrir as janelas — ou velas — da inclusão. No último dia do salão, filhos de colaboradores da infraestrutura do evento — como equipes de montagem, apoio e serviços gerais — puderam embarcar em um veleiro e sentir, pela primeira vez, a experiência de navegar.

                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                             

                            A proposta de desmistificar a vela e conectar a comunidade ao mar conversa com o espírito do próprio Boat Show, que busca tornar o mundo náutico mais acessível e próximo a diferentes públicos. Nessa mesma linha, o premiado Veleiro Marujo’s também ficou atracado na Bahia Marina, oferecendo passeios gratuitos aos visitantes durante todos os dias do evento.

                            A vela como porta de entrada

                            Em entrevista à NÁUTICA, Juan Sobral contou que seu primeiro contato com a vela, ainda jovem, foi o ponto de partida o sonho de democratizar o acesso ao mar para quem vive longe dele.

                            Juan Sobral, fundador da i9Vela. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            Foram mais de 15 anos amadurecendo a ideia até, há cerca de quatro, criar oficialmente a i9Vela. A associação une ensino teórico e prático, sempre voltada à formação de jovens e crianças em situação de vulnerabilidade, que vivem em comunidades em Salvador.

                             

                            Hoje com uma frota de 14 barcos, o projeto segue firme na missão de transformar a relação da cidade com o mar. Um dos frutos dessa jornada é João Santos, aluno desde o início do projeto.

                            É gratificante velejar. Logo que conheci a vela me identifiquei e passei três anos no projeto sem faltar um dia de aula. É um projeto útil e que precisa continuar-contou o jovem

                            Estande da i9Vela esteve logo na entrada do Salvador Boat Show 2025, onde aconteceram algumas clínicas básicas de vela. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            A Odisseia: quando o mar visita a comunidade

                            Entre as ações mais inspiradoras da i9Vela está a Odisseia, uma atividade que leva o universo náutico a quem nunca o viveu. Uma vez por mês, a equipe da associação leva um veleiro para dentro de alguma comunidade de Salvador, transformando ruas e praças em salas de aula teórica sobre a náutica.

                            No sábado, as crianças têm aulas teóricas sobre marés, vento e o funcionamento de um veleiro. No domingo, colocam tudo em prática, repetindo na água o que aprenderam em terra firme-explicou Juan

                            Para muitos jovens, essa vivência é o primeiro contato com o universo náutico e, não à toa, permite despertar novos sonhos. Foi através da Odisseia que boa parte das 1.033 crianças conheceram o projeto. Para participar, basta morar em uma comunidade de Salvador e estar matriculado em escola pública.

                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            A i9Vela já passou por 23 comunidades, sempre apoiada por trabalhos voluntários — inclusive de jovens formados pelo próprio projeto. Além das clínicas de vela, a associação oferece oficinas de manutenção de barcos e cursos profissionalizantes, abrindo novas possibilidades de futuro para quem, até então, via o mar sempre distante.

                            Mais do que ensinar a velejar, levamos o mar até a criança e a esperança ao mar-concluiu Juan

                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            Mais sobre o Salvador Boat Show

                            Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retornou consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento aconteceu na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                            O salão náutico ofereceu experiências desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento movimentou o coração náutico do Nordeste reunindo público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor.

                             

                            O Salvador Boat Show 2025 teve o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                             

                            Náutica Responde

                            Faça uma pergunta para a Náutica

                              Relacionadas

                              Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                              Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                              Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                              Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                              Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                              Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                              Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                              Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                              Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                              Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                              JAQ H1: barco a hidrogênio vai representar o Brasil na COP30 e promete um novo futuro para as águas

                              Movido a hidrogênio, projeto liderado por Ernani Paciornik une ciência, tecnologia e consciência ambiental em um laboratório flutuante de inovação

                              Após quase cinco décadas de uma atuação ímpar no setor náutico brasileiro, Ernani Paciornik está próximo de levar uma solução revolucionária, feita no Brasil, para o mundo. O JAQ H1, barco movido 100% a hidrogênio, será apresentado na COP30, em Belém (PA), no próximo domingo (9). Além de sustentável, a embarcação deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

                              A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é um dos encontros mais importantes do mundo quando o assunto são ações globais de combate ao aquecimento do planeta. Neste ano, o encontro que reúne quase 200 países será celebrado em solo brasileiro. É neste cenário que o JAQ H1 passará a ser conhecido globalmente.

                              Foto: Divulgação

                              A embarcação de 36 metros representa a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio, que será lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante o evento, por uma questão logística, a embarcação funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

                               

                              A iniciativa ainda englobará, em 2027, o JAQ H2, de 50 metros, 100% autossuficiente. As dimensões do projeto refletem um trabalho que começou há quase 50 anos de um jeito muito diferente: com um barco quebrado.

                              Após 5 décadas de paixão pelas águas, nasce um projeto que promete mudar o mundo

                              No final da década de 70, o empresário curitibano Ernani Paciornik planejava expandir a sua pequena gráfica e adquirir uma nova impressora. No entanto, em vez de retornar com o equipamento, voltou com um veleiro.

                               

                              Mal sabia ele que a decisão marcaria o início de uma trajetória que, quase cinco décadas depois, culminaria na criação de um projeto inédito no mundo com o seguinte propósito: produzir grandes barcos de exploração autossuficientes, movidos a hidrogênio verde.

                              Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA e um dos grandes nomes por trás do setor no Brasil. Foto: Divulgação

                              A história de Ernani Paciornik é a de um homem cuja vida tem sido, desde o início, guiada por uma vontade interna que sempre apontou para a água. A sua relação por meio da vela, da navegação e de atividades como mergulho para desbravar culturas e os biomas brasileiros sempre o fascinou.

                               

                              A compra do veleiro pode até ter vinda por impulso, mas, muito antes, sua história já apontava para as águas. Tanto é que, em 1967, ainda aos 13 anos, adquiriu um barco que mais quebrava do que navegava.

                              Acho que minha vontade de estar no mar nasceu da teimosia de fazer meu primeiro barco funcionar– relembrou

                              A teimosia se transformou em propósito. Antes de se tornar “o rei dos mares” — como ele, inclusive, não gosta de ser chamado, mas reconhece pelo papel que exerce e por ser referência no setor náutico —, Paciornik já demonstrava que a consciência ambiental era um tema relevante e indispensável.

                               

                              No início de sua carreira, em 1981, começou a escrever uma coluna sobre ecologia em sua recém-lançada “Revista Mar”, que se transformou em Revista Náutica e, atualmente, é líder em comunicação especializada no setor.


                              Posteriormente, se envolveu em causas emblemáticas, como as campanhas pela limpeza e navegabilidade de um dos rios mais poluídos do país, o Tietê, e apoiou a fundação de movimentos de conservação como o SOS Mata Atlântica.

                               

                              Em 1998, a partir de uma iniciativa de Paciornik, surgiu uma parceria de sucesso com o icônico cartunista Ziraldo (in memoriam). Juntos, criaram a campanha “Só jogue no mar o que o peixe pode comer”, distribuindo mais de 170 mil peças por ano em locais como Angra dos Reis.

                              Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)

                              A ação gravou na consciência de uma geração a mensagem da preservação marinha através do traço inconfundível do criador do “Menino Maluquinho”.

                              Ziraldo vibrava com a campanha. Todo mundo gostava de ter o adesivo no barco– recordou Ernani sobre a aliança

                              Em paralelo, outros pilares do setor iam nascendo. Com a criação dos eventos Boat Shows, Paciornik fomentou o mercado e estabeleceu uma vitrine para toda uma indústria, conectando consumidores e fornecedores, fortalecendo a produção nacional e democratizando o acesso às águas — desafiando o paradigma de que a náutica é um universo restrito a poucos.

                              O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              Foi por meio de suas inúmeras jornadas de exploração aos biomas brasileiros e comunidades ribeirinhas, porém, que ele percebeu que barcos e compradores não bastavam.

                               

                              Paciornik entendeu que era fundamental a acessibilidade para fomentar o turismo náutico. Assim, ele investiu na base ao trazer modernas tecnologias de infraestrutura náutica ao país e incentivar regiões a desenvolverem acessos a embarcações as quais são, em suas palavras, “o motor, o catalisador do mercado”.

                              Estrutura náutica Metalu em Presidente Epitácio. Foto: Metalu / Divulgação

                              Foi a confluência de todas essas jornadas — o explorador, o ativista, o visionário, o empreendedor, o comunicador e o apaixonado pelas águas e pelos biomas brasileiros — que o levou à sua busca mais recente.

                               

                              Após décadas dedicadas a aproximar as pessoas das águas, a pergunta que o sondava era: como navegar de forma verdadeiramente consciente? A resposta começou a tomar forma em suas análises do mercado marítimo e ao observar, na região de Angra dos Reis, deslocamentos de embarcações para exploração em plataformas de petróleo.

                               

                              Paciornik passou a pesquisar como usar embarcações para contribuir com o planeta e com economia, sem impactos negativos ao meio ambiente e, quem sabe, que pudesse utilizar a própria água como combustível: a chamada economia do mar.


                              Em 2020, ele decidiu adquirir uma dessas embarcações, utilizadas em plataformas de petróleo, para entender as suas particularidades técnicas. Quando pôde acompanhar uma comitiva de cientistas e tecnólogos internacionais que estudavam o uso do hidrogênio, a ideia, enfim, se materializou. Desenvolver embarcações movidas a hidrogênio verde virou sua nova missão de vida.

                               

                              Paciornik orquestrou uma aliança com visionários, unindo a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ Hidrogênio.

                               

                              O projeto culminou na embarcação JAQ H1, de 36 metros, que será apresentada ao vivo para o mundo na COP30, em Belém.

                              Foto: Divulgação

                              A embarcação, projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil, é a síntese da vida de Ernani Paciornik: a teimosia do jovem consertando o seu primeiro barco, a convicção do ativista lutando por rios limpos, a criatividade do comunicador e a visão do empreendedor que construiu um setor.

                               

                              Sua bússola agora aponta para um horizonte onde a navegação coexiste com a natureza e a serve ativamente. Durante a COP30, haverá ainda o anúncio das fases do projeto JAQ Hidrogênio, que culminará em 2027 com o sucessor, o JAQ H2, de 50 metros, 100% autossuficiente e que produzirá seu próprio hidrogênio a partir da água salgada. Para Ernani, este é o início de um novo capítulo da história de amor e de respeito pelas águas.

                               

                              Náutica Responde

                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                Relacionadas

                                Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                Água do mar ficou vermelha entre praias do RN; entenda o motivo

                                Mancha avermelhada chamou atenção de banhistas entre as praias do Golfinho e de Cacimbinhas. Veja vídeo!

                                Nem sangue, nem tinta, nem colorante artificial. O que deixou vermelha a água das praias do Golfinho e de Cacimbinhas, em Pipa, no litoral Sul do Rio Grande do Norte, foi um fenômeno conhecido como floração, em que microalgas ou cianobactérias se multiplicam aos montes.

                                Renata Panosso, professora do Departamento de Microbiologia e Parasitologia, da UFRN, falou sobre o assunto à Inter TV Cabugi. Segundo ela, o fenômeno ocorrido no último final de semana se dá quando as microalgas ou cianobactérias presentes naturalmente na água encontram condições favoráveis para sua multiplicação.

                                Elas acumulam milhões de células por litro de água e o pigmento que elas possuem é o que dá essa coloração na água– detalhou

                                Sendo assim, embora a água tenha ganhado o característico tom de vermelho, poderia ter ficado verde, por exemplo, a depender do organismo presente em massa. Veja como o mar ficou:

                                 


                                Embora trate-se de um processo natural, a floração tem ganhado força nos últimos tempos. Segundo a professora, alguns fatores justificam o salto, especialmente o aumento da concentração de nutrientes e matéria orgânica na água — vindo de esgotos e outras fontes —, e o aumento da temperatura, como consequência do aquecimento global.

                                Nesse cenário, as microalgas são favorecidas e crescem bastante, se multiplicam, a ponto de formar essa massa visível de pigmentos na água– explicou


                                Atenção, banhistas!

                                Mergulhar em águas em processo de floração pode ser arriscado para banhistas. Conforme detalhou Panosso, alguns sintomas comuns são coceira e sensação de irritação nos olhos. Por isso, o melhor, mesmo, é evitar a água vermelha.

                                 

                                Náutica Responde

                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                  Relacionadas

                                  Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                  Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                  Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                  Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                  Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                  Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                  Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                  Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                  Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                  Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                  Navios de cruzeiro que servirão de hotéis flutuantes durante a COP30 atracam em Belém

                                  Mais de 6 mil leitos para hospedagem chegaram com as embarcações para ajudar na estadia de delegações e outros participantes da conferência global

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  Os dois navios de cruzeiro contratados pelo governo federal para funcionar como hotéis flutuantes durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30) chegaram a Belém nesta terça-feira (4) e atracaram no recém-reformado Porto de Outeiro. O MSC Seaview e o Costa Diadema somam cerca de 6 mil leitos, que começam a receber hóspedes a partir desta quarta (5).

                                  A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a oferta de hospedagem durante o evento, que tem atraído milhares de pessoas à capital paraense. Com a rede hoteleira praticamente lotada, a chegada dos transatlânticos surge como uma alternativa prática — e simbólica — para atender à demanda da COP30.

                                  Porto de Outeiro como porta de entrada

                                  Para receber embarcações transatlânticas, o Terminal Portuário de Outeiro passou por uma transformação completa. Foram R$ 233 milhões em investimentos, executados pela Companhia Docas do Pará (CDP) com recursos da Itaipu Binacional.

                                  Porto de Outeiro passou por reformas para ampliar capacidade de hospedagem da COP30. Foto: Diretoria de Infraestrutura / Secop / Divulgação

                                  O píer foi ampliado de 261 para 716 metros, recebeu 11 dolphins (estruturas de atracação) e 10 pontes metálicas, dobrando a capacidade de carga para 80 mil toneladas. O terminal também ganhou um novo centro de recepção de passageiros, com áreas de embarque, desembarque, atendimento e raios-x.

                                   

                                  O presidente da CDP, Jardel Rodrigues da Silva, destacou que o novo Porto de Outeiro pode ser a porta de entrada do turismo internacional na Amazônia. A infraestrutura também foi elogiada pelo ministro Rui Costa, que afirmou acreditar no potencial da estrutura para levar uma nova dinâmica econômica para a região, ampliando inclusive a contratação de profissionais locais.

                                  A capital paraense entra definitivamente na rota do turismo nacional e internacional. Esse porto viabilizará desenvolvimento econômico, social e turístico para o Pará e aumentará o transporte de carga aqui para Belém-disse o ministro

                                  O deslocamento entre o porto e o Parque da Cidade, onde ocorrerá a COP30, levará cerca de 30 minutos durante o evento e será com transporte gratuito em ônibus oficiais que circularão por faixas exclusivas do BRT.

                                  Hotéis flutuantes para a COP30

                                  O MSC Seaview é um dos navios mais modernos da MSC Cruzeiros e carrega design inspirado no sol e no mar. Lançado em 2018, o gigante de 323 metros de comprimento e 18 deques tem capacidade para mais de 5 mil passageiros, distribuídos em cabines que variam de suítes luxuosas a acomodações internas confortáveis.

                                  MSC Seaview. Foto: MSC Cruzeiros / Divulgação

                                  O navio oferece uma estrutura completa de lazer com tirolesa, áreas gourmet e uma área de passeio envidraçada que contorna todo o casco. Agora atracado no Porto de Outeiros, o espaço permite uma vista panorâmica para o rio Guamá, mais um dos cenários da COP30.

                                  Área de lazer do MSC Seaview. Foto: MSC Cruzeiros / Divulgação

                                  Já o Costa Diadema, operado pela Costa Cruzeiros, tem 306 metros de comprimento e capacidade para cerca de 4.900 hóspedes. Entre os destaques a bordo, pode-se elencar sete restaurantes, onze bares, um spa inspirado no design oriental e uma ampla área de lazer ao ar livre, que deve encantar delegações vindas de todos os continentes.

                                  Costa Diadema. Foto: Costa Cruzeiros / Divulgação

                                  Corrida por hospedagem

                                  Antes mesmo da chegada dos navios, a rede hoteleira de Belém já estava quase no limite. Segundo o g1, moteis da capital paraense tiveram de se adaptar para receber visitantes durante a COP30. Alguns, inclusive, reformaram quartos temáticos para transformá-los em suítes executivas.


                                  Com os navios-hotel, o governo busca aliviar a pressão sobre o setor e garantir que todos os participantes tenham onde ficar. A estratégia também reforça o compromisso de uma COP inclusiva e sustentável, princípio destacado pelo governo federal desde o anúncio da conferência no Brasil.

                                  Expectativa positiva na capital paraense

                                  A chegada das embarcações é apenas um reflexo do clima de otimismo que tomou conta de Belém. Segundo pesquisa do Ministério do Turismo, 81% dos belenenses esperam impacto econômico positivo com a realização da COP30 na cidade.

                                  Foto: Gabriel Della Giustina / COP30 / Divulgação

                                  Para o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, o legado vai muito além do evento. “O Porto de Outeiro vai ajudar a transformar a região e acrescentar um grande potencial turístico ao porto que antes funcionava somente para cargas. Toda a cidade e a região Norte contarão com mais esse ponto nos roteiros de cruzeiros”, cravou.

                                   

                                  Náutica Responde

                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                    Relacionadas

                                    Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                    Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                    Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                    Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                    Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                    Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                    Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                    Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                    Bandeira Azul: SC lidera ranking 2025/2026 com iate clube premiado pela 10ª vez

                                    Ao todo, 60 praias e 10 marinas garantiram o reconhecimento internacional. Veleiros da Ilha chega à 10ª premiação consecutiva. Veja lista!

                                    05/11/2025

                                    Ir à praia e encontrar hasteada uma bandeira azul é sinal de que, por ali, é possível aproveitar com tranquilidade. Isso porque a bandeira simboliza um reconhecimento internacional, cedido a praias, marinas e embarcações que promovem, principalmente, o turismo sustentável. Na temporada 2025/2026, 60 praias e 10 marinas garantiram o selo.

                                    Uma cerimônia nacional, realizada no Iate Clube de Santos, no Guarujá, em 31 de outubro, marcou a entrega do reconhecimento a destinos de cinco estados: Alagoas, com um; Bahia, com cinco; São Paulo, com quatro, Rio de Janeiro, com 19; e Santa Catarina, com nada menos que 31 locais reconhecidos — destes, cinco marinas e 26 praias.

                                    Praia de Ubás, em Iguaba Grande (RJ) / Divulgação

                                    Isso significa que cada um dos locais cumpriu quase 40 critérios para garantir o selo de qualidade. Entre eles estão a divulgação de informações sobre a qualidade da água, limpeza da praia, estrutura sanitária e de coleta de lixo, segurança e até o fornecimento de atividades de educação ambiental. Em caso de descumprimento das normas, o local pode perder a bandeira. Confira a lista completa:

                                    Praias

                                    Alagoas

                                    • Praia do Patacho, Porto de Pedras .

                                    Bahia

                                    • Praia do Paraíso – Guarajuba, Camaçari;
                                    • Praia da Espera – Itacimirim, Camaçari;
                                    • Praia da Viração – Ilhas dos Frades, Salvador;
                                    • Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe – Ilha dos Frades, Salvador.

                                    Rio de Janeiro

                                    • Praia Azeda-Azedinha, Armação dos Búzios;
                                    • Praia do Forno, Armação dos Búzios;
                                    • Praia de José Gonçalves, Armação dos Búzios (1ª vez);
                                    • Praia de Tucuns, Armação dos Búzios;
                                    • Praia Lagunar Caiçara – Arraial do Cabo;
                                    • Praia do Foguete, Cabo Frio (Trecho em frente a Lagoa das Garças, 1ª vez);
                                    • Praia do Peró, Cabo Frio;
                                    • Praia do Pontal do Peró, Cabo Frio;
                                    • Praia da Cidade Nova, Iguaba Grande;
                                    • Praia de Ubás, Iguaba Grande;
                                    • Praia do Sossego, Niterói;
                                    • Prainha, Rio de Janeiro;
                                    • Praia de Grumari, Rio de Janeiro (Trecho central);
                                    • Praia da Reserva, Rio de Janeiro (Trecho Parque Natural Municipal Nelson Mandela);
                                    • Praia das Pedras de Sapiatiba, São Pedro da Aldeia;
                                    • Praia das Pedras de Itaúna, Saquarema;
                                    • Praia do Canto da Vila, Saquarema;
                                    • Prainha, Saquarema.

                                    Santa Catarina

                                    • Praia do Estaleirinho, Balneário Camboriú;
                                    • Praia do Estaleiro, Balneário Camboriú;
                                    • Praia de Taquaras, Balneário Camboriú;
                                    • Praia Central, Balneário Piçarras;
                                    • Praia da Barra do Rio Piçarras, Balneário Piçarras;
                                    • Praia de Piçarras, Balneário Piçarras;
                                    • Praia da Ponta do Jacques, Balneário Piçarras;
                                    • Praia da Conceição, Bombinhas;
                                    • Praia de Quatro Ilhas, Bombinhas;
                                    • Praia da Tainha, Bombinhas;
                                    • Praia de Mariscal, Bombinhas;
                                    • Prainha de Mariscal, Bombinhas;
                                    • Praia da Lagoa do Peri, Florianópolis;
                                    • Praia das Cordas, Governador Celso Ramos;
                                    • Praia Grande, Governador Celso Ramos;
                                    • Prainha de Itá, Itá;
                                    • Praia dos Molhes do Atalaia, Itajaí (1ª vez);
                                    • Praia da Bacia da Vovó, Penha;
                                    • Praia da Saudade, Penha;
                                    • Praia Grande, Penha;
                                    • Praia Vermelha, Penha (1ª vez);
                                    • Praia do Ervino, São Francisco do Sul;
                                    • Praia de Ubatuba, São Francisco do Sul;
                                    • Praia do Forte, São Francisco do Sul;
                                    • Praia Grande, São Francisco do Sul;
                                    • Prainha – Praia da Saudade, São Francisco do Sul.

                                    São Paulo

                                    • Praia do Tombo, Guarujá (a praia mais premiada com a Bandeira Azul na América Sul).

                                    Marinas

                                    • Yacht Clube da Bahia, Salvador – BA;
                                    • Marina Costabella, Angra dos Reis – RJ;
                                    • Tedesco Marina, Balneário Camboriú – SC;
                                    • Iate Clube de Santa Catarina, Florianópolis – SC;
                                    • Marina da Conceição, Florianópolis – SC;
                                    • Marina Itajaí, Itajaí – SC;
                                    • Marina Villa Real, São Francisco do Sul – SC;
                                    • Iate Clube de Santos, Guarujá – SP;
                                    • Voga Marine, Ubatuba – SP;
                                    • Marina Kauai, Ubatuba – SP.

                                    Santa Catarina no topo do ranking

                                    O estado de Santa Catarina foi o grande destaque da temporada 2025/2026, com o maior número de praias e marinas reconhecidas pelo Programa Bandeira Azul em todo o país. Além do número de destinos certificados, o estado somou outros destaques importantes.

                                    Praia do Forte, São Francisco do Sul (SC) / Divulgação

                                    O município de Bombinhas — que junto a São Francisco do Sul (SC) é o único do país com cinco praias aprovadas — foi reconhecido com o Prêmio Destaque em Educação Ambiental, pelo conjunto de atividades voltadas ao setor, pelo terceiro ano consecutivo. Já o Iate Clube de Santa Catarina (ICSC) – Veleiros da Ilha recebeu, pela 10ª vez consecutiva, o selo Bandeira Azul, sendo ainda premiado em outras três frentes:

                                    • 1º Lugar – Prêmio Hemisfério Sul / Adaptação Climática: com o projeto “Visita Técnica à Fazenda de Ostras – Maricultura, Clima e Economia do Mar”;
                                    • Prêmio Destaque em Conjunto de Atividades – Marinas: distinção concedida pelo conjunto de iniciativas sustentáveis e educativas desenvolvidas pelo Clube ao longo do último ciclo;
                                    • Blue Flag Recognition of Ten Year of Award: honraria internacional que celebra os dez anos consecutivos de certificação Bandeira Azul, reconhecendo o compromisso contínuo com a sustentabilidade e a excelência ambiental.

                                    A Bandeira Azul

                                    O selo Bandeira Azul é uma certificação internacional de qualidade ambiental e gestão sustentável concedida a praias, marinas e embarcações de turismo que atendem a uma série de critérios rigorosos de excelência. O programa é promovido pela Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca, e no Brasil é coordenado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR).

                                     

                                    Náutica Responde

                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                      Relacionadas

                                      Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                      Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                      Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                      Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                      Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                      Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                      Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                      Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                      Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                      Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                      Conheça o barco “tipicamente amazônico” em que Lula ficará hospedado durante a COP30

                                      IANA 3 traz características comuns de embarcações que navegam pelos rios amazônicos. Franco Netto, especialista no assunto, deu detalhes

                                      A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) tem movimentado a rede hoteleira de Belém, no Pará, onde ocorre oficialmente de 10 a 21 de novembro. Nessa corrida por uma hospedagem no emblemático encontro, muitos optaram pelos barcos, como é o caso do presidente Lula. Ele ficará hospedado numa espécie de barco-hotel tipicamente amazônico, o IANA 3.

                                      Em outubro, o presidente já havia expressado a vontade de se estabelecer em uma embarcação durante o evento. “Eu vou querer dormir no barco […] porque eu não quero luxo”, disse.

                                      Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Aldeia Vista Alegre do Capixauã. Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. Foto: Ricardo Stuckert / PR

                                      Sendo assim, embora um barco da Marinha tenha sido cogitado para a hospedagem, Lula e sua equipe passarão os dias de COP30 a bordo do IANA 3, da Icotur Transporte e Turismo. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente e sua comitiva se instalaram no barco já nesta segunda-feira (3), para compromissos que antecedem o encontro na capital paraense.

                                       

                                      Franco Netto, consultor no segmento de embarcações de lazer e serviço, com 35 anos de atuação no mercado e participação na fundação e operação de estaleiros na região amazônica, deu à NÁUTICA detalhes dessa embarcação.

                                      Um barco tipicamente amazônico

                                      Basta olhar para o IANA 3 para ser transportado para os rios amazônicos. Isso porque embarcações como essa são bastante comuns na região, uma vez que constituem o principal meio de transporte e de turismo de quem mora por ali, seja entre os “ônibus fluviais”, os barcos-hotel (como o caso da IANA) ou as lanchas.

                                      Foto: Reprodução

                                      Para se ter uma ideia, o estado de Manaus praticamente não se conecta ao resto do Brasil por rodovias. As únicas duas disponíveis — BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO); e BR-174, que liga o estado a Boa Vista (RR) — são extremamente precárias e desafiadoras, com históricos de falta de pavimentação e manutenção. Logo, barcos como o IANA 3 possuem grande autonomia e muitas acomodações.

                                      Nessa região, ter um barco é mais importante do que ter um carro– ressaltou Franco

                                      Para o especialista, o barco tem entre 40 e 45 metros, com vários níveis. Abaixo do deck principal, ficam as vigias — pequenas janelas próximas à linha d’água. No deck principal, há janelas quadradas maiores, que iluminam a área de convivência, onde estão, por exemplo, cozinha e sala de televisão.

                                       

                                       

                                      Acima, o barco conta com dois andares de camarotes, cada um com uma porta e duas janelas por cabine. No deck superior, à proa, está o posto de comando, instalado em um ponto elevado para facilitar a navegação — que, na maioria das vezes, ocorre de forma contínua, inclusive à noite.

                                      A navegação por lá é contínua. São grandes percursos e eles normalmente não param de navegar à noite– explicou o especialista

                                      Para garantir visibilidade noturna, então, o barco é equipado com dois holofotes. Segundo Franco, essas embarcações costumam dispensar equipamentos eletrônicos, já que os comandantes confiam mais no conhecimento dos rios e da topografia da região.

                                      Eles usam o básico. É cultural– detalhou

                                      Apesar disso, existe uma clara atenção dada à comunicação, visível pelos dois domos e antenas parabólicas — essas, convencionais, mesmo — instalados no topo. Os domos servem para conexão via satélite, internet e televisão. Destaca-se ainda a estrutura de ar-condicionado, geralmente composta por aparelhos splits residenciais.

                                      Foto: AltrendoImages / Envato

                                      Ainda sobre a estrutura do barco, há na proa uma sacada que permite ao comandante acompanhar as manobras de atracação. Logo atrás, fica o posto de comando propriamente dito, seguido pela suíte do comandante. A tripulação, por sua vez, ocupa a parte inferior da embarcação.

                                       

                                      O olhar do especialista aponta para uma embarcação equipada com dois motores, com propulsão por linha de eixo — um sistema muito comum na região, já que lá há problemas de calado, uma vez que os bancos de areia se movimentam constantemente, deixando a profundidade da água bastante variável em alguns pontos.


                                      Não à toa, o barco conta com um sistema de semitúnel, uma característica do formato do fundo da embarcação que ajuda a reduzir o calado e facilitar a navegação em áreas rasas. Falando em navegação, aliás, Franco destaca o casco do tipo deslocante, o que indica uma velocidade máxima entre 15 e 16 nós.

                                       

                                      Além dos dois motores, segundo o especialista, a IANA 3 possui dois geradores principais e um gerador auxiliar, que garantem energia suficiente para todas as operações. O IANA 3 pode acomodar até 40 hóspedes à noite — chegando a mais de 70 passageiros durante o dia, conforme detalhou Franco.

                                      Manaus abriga uma das maiores frotas de embarcações acima de 90 pés

                                      Enquanto muitos olhares estão voltados às embarcações produzidas, principalmente, no Sul do país, Franco chama atenção para um fato curioso: “a maior frotilha de embarcações de lazer acima de 90 pés está em Manaus”.

                                      É impressionante a quantidade de embarcações desse tamanho– comentou

                                      Foto: Revista Sagarana / Cezar Felix / Reprodução

                                      Combinando elementos da arquitetura residencial com técnicas navais, os barcos que navegam pela região são produzidos por lá mesmo, a partir de técnicas simples e pouca tecnologia embarcada, mas com muita história.

                                      Nenhum barco é igual ao outro. São projetos personalizados, feitos sob medida. A essência da construção se mantém, mudando apenas o tamanho– explicou Franco

                                      O IANA 3 ficará atracado na Base Naval de Val-de-Cans. Em nota, a assessoria de Lula detalhou que “a embarcação atende às especificações necessárias para receber o presidente e sua equipe, operando como um hotel”.

                                      A presidência buscou soluções que fossem adequadas para receber o presidente, cumprindo a legislação vigente, o que inclui segurança, preço e conforto– destacou o comunicado

                                       

                                       

                                      Náutica Responde

                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                        Relacionadas

                                        Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                        Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                        Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                        Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                        Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                        Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                        Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                        Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                        Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                        Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                        Veleiro Bravura: Angelo decide o nome do barco, se emociona e leva choque em novo episódio

                                        Embarcação que será motorizada por Yanmar ganha banho, pintura e novos acabamentos. Novo capítulo estreia nesta quarta-feira (5), às 20h

                                        Construir um barco com as próprias mãos é de se emocionar, mesmo — e Angelo não disfarçou a comoção com os grandes passos que deu no novo episódio de Construção do Veleiro Bravura. A 14ª etapa dessa saga em parceria com a Yanmar estreia às 20h desta quarta-feira (5), no Canal NÁUTICA no YouTube.

                                        No novo capítulo, o charmoso alumínio, característico do barco, ganha os holofotes. Isso porque, pela primeira vez desde o início da construção da embarcação, Angelo conseguiu finalmente dar um banho no veleiro.

                                        Tinha tanta sujeira que não dava nem para ver que o barco era de alumínio– brincou Angelo

                                        Foto: Revista Náutica

                                        O merecido banho só foi possível graças a instalação das vigias e gaiutas. A ação, inclusive, foi essencial para testar a vedação de cada uma delas — que passaram no teste. Não à toa, Angelo se emocionou ao ver sua obra tomando cada vez mais forma.

                                        Confesso que estou emocionado. Vejo isso como uma parte muito importante. O barco está praticamente pronto– ressaltou

                                        Além da limpeza, o veleiro ganhou outro “mimo”: uma pintura. O casco ganhou uma nova cor até a linha d’água, detalhe que deu aquele up no visual da embarcação.

                                        Foto: Revista Náutica

                                        O novo episódio ainda marca a simbólica escolha do nome “Bravura” para batizar o veleiro que Angelo constrói no quintal de casa. “Significa toda resiliência, toda dedicação desde o início, sem saber nada sobre veleiros e soldas”, explicou o construtor sobre sua decisão.

                                        Foto: Revista Náutica

                                        Como nem tudo são flores, um choque — literalmente — inesperado coloca Angelo em alerta sobre os cuidados com a parte elétrica do barco. Confira tudo isso e muito mais no novo episódio de Construção do Veleiro Bravura:

                                         

                                         

                                        Impulsionado pela Yanmar

                                        Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                        O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                         

                                        Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                        De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                         

                                        O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                                        Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                        Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                         

                                        A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                                         

                                        Náutica Responde

                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                          Relacionadas

                                          Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                          Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                          Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                          Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                          Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                          Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                          Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                          Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                          Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                          Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                          Ventura prepara convenção exclusiva para anunciar novos produtos em 2026

                                          Evento reunirá representantes do Brasil e do exterior para revelar novidades em barcos e off-roads

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          A Ventura promete abrir 2026 com grandes novidades. Referência no mercado para quem busca aventura e conforto, a marca prepara uma convenção exclusiva para apresentar novos produtos das linhas náuticas, terrestres e elétricas.

                                          O encontro está previsto para o primeiro trimestre do próximo ano, ainda sem data confirmada, e reunirá representantes da rede Ventura não só do Brasil, mas também da Argentina, Paraguai e Malta.

                                           

                                          À NÁUTICA, Marco Garcia, diretor executivo da Ventura Marine, adiantou que os lançamentos incluirão produtos das linhas Marine e Adventure, com direito inclusive a novidades quando se trata de pontoons.

                                          Marco Garcia adiantou sobre novidades da Ventura para 2026. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                          Carlos Motta, também diretor da marca, em entrevista realizada no Estúdio NÁUTICA durante a 28ª edição do São Paulo Boat Show, revelou que em 2026 a Ventura apresentará uma nova versão do jet elétrico Orca com três lugares e uma linha de embarcações de alumínio para pesca.

                                          Carlos Mota revelou planos da Ventura para 2026 no Estúdio NÁUTICA. Foto: Revista Náutica

                                          Todas as novidades serão apresentadas na convenção, que reforça o posicionamento da Ventura como uma marca versátil e inovadora, que se move entre o mar, a terra e até o setor elétrico.

                                          Além dos barcos produzidos pela Ventura Marine, o grupo atua com os quadriciclos ATVs e UTVs da Ventura Adventure e com modelos elétricos da Ventura Electric — todos com emissão zero. A Ventura Store oferece roupas, acessórios, peças e serviços especializados.

                                           

                                          Náutica Responde

                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                            Relacionadas

                                            Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                            Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                            Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                            Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                            Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                            Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                            Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                            Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                            Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                            Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                            Brasil brilha no Mundial de velas J70 e coloca três barcos entre os cinco melhores

                                            Disputa aconteceu em Buenos Aires, na Argentina, com 71 equipes de 16 países. Confira colocação

                                            04/11/2025

                                            Em águas hermanas, despontou o protagonismo brasileiro! Ao todo, três equipes nacionais se consagraram no top 5 do Campeonato Mundial da Classe J70, que reuniu 71 equipes de 16 países nas águas de Buenos Aires, na Argentina, entre 24 de outubro e 1º de novembro.

                                            Por lá estiveram velejadores olímpicos e multicampeões da vela, inclusive com nomes consagrados da modalidade no Brasil. Entre as cinco melhores equipes ficaram a El Enemigo Sailing Team, do velejador olímpico Samuel Albrecht (5º); Viking, de Haroldo Solberg, com o gaúcho Geison Mendes a bordo (4º); e Aretê, do comandante carioca Bruno Bethlem (3º).

                                            Foto: Matias Capizzano / Divulgação

                                            Completaram o pódio as equipes Nildo, de Guillermo Parada (Argentina), em 2º e Dark Energy, de Laura Grondin (EUA), em primeiríssimo lugar.

                                             

                                            O time de Albrecht — composto por Gustavo Thiesen, Silvio Morelli e pelo espanhol Rayco Tabares — já havia conquistado o Sul-Americano em outubro, na mesma raia. Desta vez, embora com a 5ª colocação, a equipe se destacou pelo bom desempenho, andando sempre entre os 10 melhores e tendo vencido uma das dez regatas disputadas.


                                            Outro destaque ficou por conta do barco Gabriela, do comandante Dennis Koch, que foi o vice-campeão da classe de iniciantes Corinthian (23º no geral). Confira os resultados completos no site oficial.

                                             

                                            As equipes voltam a se encontrar em Porto Alegre no Campeonato Brasileiro de J70, que será disputado entre os dias 12 e 14 de dezembro. Além do campeão brasileiro, será decidido o título do campeão do circuito nacional, que atualmente é liderado pelo El Enemigo Sailing Team.

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                              Relacionadas

                                              Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                              Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                              Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                              Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                              Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                              Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                              Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                              Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                              Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                              Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                              Captain Arctic: cruzeiro sustentável que promete revolucionar a exploração no Ártico tem casco construído

                                              Navio terá emissão quase zero e combinará energia eólica e solar em viagens pelos mares e oceanos gelados

                                              Por: Nicole Leslie -

                                              Na última semana, a Goltens Dubai alcançou um marco importante na construção do Captain Arctic, navio de cruzeiro de exploração com emissão quase zero. A empresa concluiu a fabricação do casco, primeira etapa de um projeto que promete revolucionar a navegação levando a sustentabilidade a ambientes extremos como o Ártico.

                                              Fruto de uma colaboração internacional entre a Goltens Dubai, o estaleiro Chantier Naval de l’Océan Indien (CNOI) e o armador francês SELAR, o Captain Arctic foi concebido para unir tecnologia, engenharia e compromisso ambiental.

                                              Projeto do Captain Arctic. Foto: Goltens Worldwide / Divulgação

                                              Com 69 metros de comprimento, o navio cujo casco foi entregue no último dia 29 combinará energia eólica e solar para reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em relação a embarcações convencionais. Para isso, a tecnologia utilizará velas rígidas para captação de energia eólica e painéis solares fotovoltaicos.

                                              Esta embarcação é um símbolo do que pode ser alcançado quando inovação, habilidade artesanal e responsabilidade ambiental se alinham-afirmou Sandeep Seth, CEO da Goltens Worldwide

                                              Sandeep Seth, CEO da Goltens Worldwide. Foto: Goltens Worldwide / Divulgação

                                              O escopo do trabalho da Goltens Dubai envolveu a fabricação completa do casco e do mastro central, além da produção e instalação de componentes técnicos, como portas estanques. O processo foi gravado e pode ser assistido em time-lapse. Confira!

                                               

                                               

                                              Com essa fase concluída, o projeto agora segue para a equipagem, integração de sistemas e comissionamento. Assim, o gigante dos mares poderá ser lançado oficialmente e realizar a primeira de muitas viagens pelas águas geladas do Ártico. Ainda não há previsão de quando o navio será concluído.


                                              Foto: Goltens Worldwide / Divulgação

                                              Quando finalizado, o Captain Arctic será uma plataforma de exploração e também um navio para hospedagem em alto padrão, provando que é possível navegar com elegância e responsabilidade.

                                               

                                              Náutica Responde

                                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                                Relacionadas

                                                Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                Teste Ross SLR 260 Fusion: uma lancha de 26 pés completa

                                                Barco chega com cockpit espaçoso e cabine com banheiro fechado, além de poder ser motorizado com motor de centro ou popa

                                                Por: Redação -

                                                O estaleiro Ross Mariner, com sede em Arujá, na Grande São Paulo, começou a desenvolver projetos em 2015. Embora jovem, já construiu cerca de 400 embarcações. Sua joia maior é a Ross SLR 260 Fusion, oferecida em duas versões: proa aberta (ja testada por NÁUTICA) e cabinada, como esta unidade, testada na represa de Nazaré Paulista (Atibainha), em São Paulo.

                                                Um dos grandes atrativos da lancha — que faz parte de uma linha chamada Sport Luxo Ross, daí a sigla SLR — é permitir tanto motor de popa quanto de centro-rabeta, gasolina ou diesel.

                                                 

                                                O de centro-rabeta, como o da unidade deste teste, não rouba espaço na plataforma de popa e ainda tem a vantagem de abrigar um sofá conversível em solário em cima da caixa do motor. Já o motor de popa é a opção mais econômica e não ocupa espaço dentro do barco.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Outro ponto forte da cabinada, com banheiro fechado e opção de pernoite para duas pessoas, é que, mesmo com acomodações internas, não deixa de privilegiar a vida lá fora, em contato com o mar. Sem contar a estabilidade do casco, como se verá adiante.

                                                 

                                                Conforto e praticidade na área externa

                                                No embarque, pela plataforma de popa (o acesso também pode ser feito por uma escada lateral, na proa), chamam atenção as dimensões dessa área. Há espaço nessa extensão natural do cockpit para, com o barco parado, reunir várias pessoas ao mesmo tempo. E isso faz muita diferença, porque é ali que todo mundo gosta de ficar, próximo à água.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Ainda na plataforma de popa, há um suporte a bombordo para a colocação de uma churrasqueira náutica móvel, de inox, com sistema de encaixe, além de um olhal a boreste para puxar um brinquedo náutico, como boia, esqui e wakeboard, por exemplo. A escada para quem volta da água, fixada a boreste, tem quatro degraus e um pega-mão, como deve ser.

                                                 

                                                O bocal de abastecimento externo (para o tanque de combustível de 210 litros) é de inox, assim como os cunhos de amarração. Tanto o chuveirinho (para quem volta dos mergulhos) como a torneira oferecem água quente ou fria, já que a lancha conta com um boiler, além de sistema de pressurização.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Gostamos também de um paiol (com dreno) reservado ao armazenamento de sapatos, chinelos, mochilas, etc. Porém, na área de convivência do barco, nada é mais marcante do que o sofá que integra a plataforma de popa com o cockpit.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Tirando proveito de um truque inteligente para ganhar espaço, o projetista da Ross Mariner, Marcos Zenas, instalou um sofá de três lugares com encosto móvel que pode ficar voltado para o mar ou para o cockpit — e ainda se converter em um solário para três pessoas. Os usuários, é claro, adoram.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Uma passagem, a boreste, seguida de um degrau, dá acesso ao cockpit, que conta com um sofá em L para seis pessoas a bombordo e uma mesa chanfrada de madeira no centro.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Destacam-se a largura dos assentos e a altura dos encostos — fatores cruciais para a ergonomia e o conforto. Um segundo sofá, para duas pessoas sentadas, a boreste, pode ser usado individualmente como uma chaise, permitindo ao ocupante esticar as pernas e relaxar.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A cartilha dos confortos modernos inclui dois porta-copos (circundados por luz de LED), dois alto-falantes e três tomadas 12 volts para carregar os celulares (há ainda outras no posto de comando e na cabine).

                                                 

                                                Embaixo dos assentos dos sofás, encontram-se paióis para os mais diversos tipos de uso, sendo que um deles é específico para a colocação de um cooler. Para facilitar o acesso durante a noite, no fundo de cada paiol, há luzes de cortesia; e, ao longo de todo o cockpit, distribui-se uma iluminação suave e discreta para ser usada no fim de tarde e à noite, melhorando a segurança e o conforto a bordo.

                                                Funcionalidade bem pensada, com espaço para evoluir

                                                O tanque de combustível, de 240 litros, fica no pavimento inferior, no centro do cockpit. Contudo, falta uma janelinha que permita visualizá-lo sem a remoção do piso de EVA. Mais à frente, fica o tanque de água doce, de 140 litros, cujo bocal de abastecimento foi deslocado para dentro do cockpit, no piso, ao lado do posto de comando, em consequência da instalação de uma torneira de água quente e fria na popa.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A chave-geral, digna de elogios, fica protegida ao lado do sofá, ao contrário do que vimos durante o teste na Ross 260 Open, em que estava instalada em local sujeito a chuva e respingos da água do mar — sinal de que, atento, o estaleiro corrigiu a deficiência da versão anterior.

                                                 

                                                A bombordo, entre o sofá e a escada de acesso à proa, fica o móvel gourmet, com pia com água pressurizada, geleira de 30 litros, cristaleira de acrílico, pega-mão e dois porta-copos.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A passagem para a proa do barco — onde há um bom solário para um casal — se dá por uma escada de fibra, com três degraus largos e seguros, a bombordo, e não pela incômoda abertura no centro do para-brisa, como costuma ocorrer em barcos deste porte.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                O guincho para âncora (item opcional) fica embutido no paiol, o que é bom — tanto em termos estéticos quanto de proteção contra a água salgada. A âncora, de 5kg, tem lançador Roller Inox. Mas faltam uma trava para a corrente e um cunho separado para a âncora — itens importantes contra trancos no guincho. No guarda-mancebo, o projetista instalou dois porta-varas, úteis para quem gosta de pescar.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Posto de comando completo e cabine surpreendente para o tamanho

                                                No posto de comando, o banco de pilotagem é duplo; e a visibilidade, boa, mesmo através do para-brisa. Para melhorá-la, os assentos podem ser rebatidos. No painel, os relógios analógicos dão mais esportividade à Ross SLR 260 Fusion.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A unidade testada estava equipada com um eletrônico multifunções da Garmin, com sonar, cartas náuticas e dados do motor, entre outros itens. Uma aba na parte superior do painel protege a visão do piloto contra os reflexos da luz solar.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Entre o volante e o painel, o piloto conta com dois porta-copos, tomada com duas saídas USB para carregar celulares, porta-trecos e suporte rebatível para apoio dos pés. Ao lado dele, há um alto-falante. E abaixo (sob o assento), um armário largo e profundo. A targa de fibra, com design exclusivo Ross, avança sobre o posto de comando, enquanto a capota, expansiva, cobre todo o cockpit.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A porta de entrada da cabine é de acrílico e conta com uma trava — mecanismo de fechamento que proporciona mais segurança. A altura lá dentro, como era de se esperar de uma lancha de 26 pés, não passa de 1,54 metro. Mas, sentado no sofá-cama, quase ninguém corre o risco de bater a cabeça no teto, a não ser mais perto da proa. O sofá, aliás, é ideal para uma pessoa descansar por algumas horas ou até pernoitar. Adicionando-se um estofado, dá para um casal dormir a bordo.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Para a iluminação e ventilação natural, há uma gaiuta sobre a cabeceira da cama e duas janelas laterais (uma com vigia com entrada de ar), que ficam na linha d’água para que, mesmo na cabine, não se perca o contato com água.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                O banheiro, fechado com uma porta de acrílico com duas folhas, vem equipado com pia, torneira, espelho, ducha, vaso sanitário elétrico (de série) e vigia de ventilação. O ambiente é 100% revestido com um adesivo de linho italiano. Com isso, não se vê a fibra de vidro aparente, o que torna a cabine ainda mais confortável.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Dá para instalar uma TV e ar-condicionado, de 3.500 BTU, desde que alimentados pela energia do cais, porque não há gerador disponível.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                O compartimento do motor, com a tampa revestida por uma manta de isolamento térmico, fica sob o sofá de popa. Um conjunto de amortecedores torna o abre e fecha bem suave.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Já na casa de máquinas, há bastante espaço para a manutenção do motor. E ainda sobra lugar para instalar um gerador ou guardar a churrasqueira. Porém, os drenos da canaleta da tampa do porão despejam a água sobre o motor. A colocação de uma mangueirinha resolveria o problema, o que o estaleiro se prontificou a solucionar.

                                                Desempenho empolgante e navegação segura até nas curvas

                                                A ideia de quem compra uma lancha como esta é levar a família e os amigos para passeios confortáveis e confiáveis, sem deixar, contudo, a diversão de lado. Por isso, na hora da navegação, optamos por levar a Ross SLR 260 Fusion ao extremo, para ver o que ela pode entregar.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Estava equipada com um motor de centro-rabeta Mercury 4.5, V6 de 250 hp. Dada a largada, em poucos segundos, marca 1.000 rpm. Sem alívio dos manetes, sobe para 2.000, 3.000. A 3.500 giros, a velocidade chega aos 24 nós. Com 4.000, salta para 30 nós. Já a quase 5.000 giros, com o barco se comportando ainda melhor, vem a velocidade máxima: 37 nós — um ótimo desempenho para um motor de 250 hp, capaz de fazer brotar um sorriso no piloto.

                                                 

                                                Nesse regime, entretanto, o consumo chega a 73 litros/hora. Já em velocidade de cruzeiro de 24 nós, o consumo cai para 38 litros/hora.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Embora a água da represa de Nazaré estivesse lisa, foi possível encarar algumas boas marolas, geradas por lanchas maiores. Cruzando sucessivamente essas ondulações, trimando, o casco desta 26 pés da Ross Mariner amorteceu bem os impactos, mesmo em alta velocidade.

                                                 

                                                Na aceleração, foi da marcha lenta aos 20 nós em apenas 7 segundos. Mérito do conjunto motor e casco, com 21 graus de V na popa. Além disso, foi ágil nas manobras e fez curvas fechadas sem derrapar ou o piloto perder o controle da lancha. Parecia até estar navegando sobre trilhos.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A 4.000 giros, fazendo uma curva a boreste, a velocidade caiu em quase 2 nós, mas a lancha se manteve ágil e segura. Agora para bombordo, passando pela sua própria ondulação, a Ross perdeu apenas 1 nó, rapidamente retomado na linha reta, a 30 nós.

                                                 

                                                A 3.500 giros, estabeleceu-se a velocidade de cruzeiro (24 nós), com o consumo de 38 litros/hora. Lembramos que o teste foi feito em água doce; no mar, com a água salgada mais densa, o consumo deve crescer em alguns litros.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                As cabinadas na faixa dos 26 pés representam o primeiro degrau na escala que separa as simples lanchas de passeio diurno das embarcações que já permitem dormir a bordo. E a Ross SLR 260, com banheiro fechado e possibilidade de pernoite para duas pessoas, é uma boa opção nesse concorrido segmento.

                                                Saiba tudo sobre a Ross SLR 260 Fusion

                                                Pontos altos

                                                Acabamento premium na cabine e no banheiro;

                                                Passagem lateral para a proa;

                                                Solário de popa reversível em sofá;

                                                Aceita motor de centro ou popa.

                                                Pontos baixos

                                                Acesso ao tanque de combustível;

                                                Drenos da canaleta da tampa do porão;

                                                Falta trava na corrente do guincho.

                                                Características técnicas

                                                Comprimento máximo: 8,08 metros (26,5 pés);

                                                Boca: 2,60 metros;

                                                Calado com propulsão: 0,95 metro;

                                                Ângulo do V na popa: 21 graus;

                                                Borda-livre na proa: 0,96 metro;

                                                Borda-livre na popa: 0,96 metro;

                                                Tanque de combustível: 210 litros;

                                                Tanque de água: 110 litros;

                                                Altura da cabine: 1,54 metro;

                                                Pessoas/dia: 9;

                                                Motorização: um motor de centro-rabeta a gasolina de 200 hp a 300 hp.

                                                 

                                                Foto: Revista Náutica

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                                  Relacionadas

                                                  Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                  Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                  Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                  Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                  Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                  Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                  Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                  Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                  Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                  Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                  Elephant Rock: o gigante de pedra que parece sair das águas da Islândia

                                                  Formação peculiar impressiona pela semelhança com elefante e coloca céticos e crentes em conflito nas redes

                                                  Na costa da ilha de Heimaey, ao sul da Islândia, a natureza esculpiu uma das formações rochosas mais curiosas do planeta. Conhecida como Elephant Rock (Rocha do Elefante, em português), ela realmente parece o que o nome sugere: um elefante gigante com a tromba mergulhada nas águas geladas do Atlântico Norte.

                                                  O “animal” tem uma textura rugosa e a cor acinzentada, características típicas da pele dos elefantes. Trata-se, porém, de basalto, uma rocha vulcânica comum na região.

                                                   


                                                  Esses detalhes — que confundem até os mais céticos — foram naturalmente moldados pela ação combinada de erupções e erosão marinha ao longo de milhares de anos. Isso porque a formação inusitada fica no arquipélago de Vestmannaeyjar, formado por cerca de 15 ilhas vulcânicas.

                                                  Foto: Hörður Kristleifsson / Instagram @h0rdur / Reprodução

                                                  Heimaey, onde fica a Elephant Rock, é a única ilha habitada do arquipélago e pode ser visitada por balsa a partir de Landeyjahöfn, numa travessia de cerca de 40 minutos. De lá, é possível observar o elefante tanto por mirantes na costa quanto em passeios nos barcos que circulam na região.

                                                  Foto: Hörður Kristleifsson / Instagram @h0rdur / Reprodução

                                                  Elephant Rock coloca céticos e crentes em conflito

                                                  Como era de se imaginar, não faltam vídeos da Elephant Rock circulando nas redes sociais. Os posts, quase sempre viralizados, reúnem milhares de comentários que se dividem entre céticos, crentes e brincalhões de plantão.

                                                  Foto: Hörður Kristleifsson / Instagram @h0rdur / Reprodução

                                                  Em um deles, compartilhado pela ZAZ, muitos usuários insinuaram que os seres humanos ainda conhecem pouco sobre as criaturas que já habitaram a Terra no passado, dando a entender que o elefante pode, sim, ter existido na vida real.


                                                  “Pra mim é calcificação, esse planeta esconde muitas coisas”, disse um deles. “Antes do dilúvio, jamais iremos saber o que realmente existiu e que tamanho eram as coisas aqui”, completou outro. “Isso é um elefantão, sim”, brincou mais um internauta.

                                                   

                                                  Há espaço, ainda, para os que consideram a Elephant Rock muito semelhante à Zunesha, um elefante gigantesco da série de mangá japonesa One Piece. Você acha? Confira:

                                                  Foto: One Piece Wiki / Reprodução

                                                   

                                                  Náutica Responde

                                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                                    Relacionadas

                                                    Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                    Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                    Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                    Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                    Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                    Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                    Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                    Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                    Peixe “banguelo” e batismo de sapo: concurso de fotos mais engraçadas de animais tem finalistas

                                                    Imagens fazem parte da 11ª edição do Nikon Comedy Wildlife, evento que reúne cliques cômicos da vida selvagem

                                                    03/11/2025

                                                    A competição é séria, mas as fotos… nem um pouco. Esse é o Nikon Comedy Wildlife, concurso de fotografia que reúne os cliques mais engraçados da vida animal no ano de 2025 e que está na fase derradeira para escolher os vencedores. Ao todo, são 43 imagens e dez vídeos finalistas.

                                                    Na sua 11ª edição, o concurso premia, ano após ano, os fotógrafos internacionais que tiveram os cliques mais cômicos da natureza. O festival é aberto para todos os usuários de câmeras de todas as marcas. As únicas proibições são: não ser engraçado e utilizar inteligência artificial ou manipulação digital.

                                                    “Sorridente”. Foto: Jenny Stock/ Comedy Wildlife

                                                    Neste ano, o evento recebeu 10 mil fotos de 108 países diferentes até chegar aos finalistas. Sucesso de participantes, o prêmio foi criado por fotógrafos profissionais com o objetivo de promover a conservação da fauna e de seus habitats.

                                                    Questões de conservação da vida selvagem e sustentabilidade estão ganhando força globalmente, mas as mensagens e imagens tendem a ser negativas, deprimentes e enervantes– declarou Paul Joynson-Hicks, co-fundador da Nikon Comedy Wildlife

                                                    Os vencedores serão anunciados em 9 de dezembro, em Londres, no Reino Unido, seguidos de uma exposição gratuita com todas as inscrições finalistas de 2025.

                                                    O prêmio dos vencedores

                                                    Quem ser eleito o fotógrafo de destaque do Nikon Comedy Wildlife, terá direito a um safári de uma semana no Quênia para duas pessoas — tido pelo site oficial do evento como um dos melhores da África. O vencedor ainda receberá um troféu de metal feito à mão e um certificado.

                                                    Troféu do fotógrafo destaque do concurso. Foto:Comedy Wildlife/ Divulgação

                                                    Os outros grupos terão como prêmio diferentes modelos de câmeras da Nikon (acesse o site oficial e confira as premiações). No geral, são oito categorias, que separam as fotos engraçadas por mamíferos, pássaros, répteis, peixes e outras espécies aquáticas — e é justamente essa que nos interessa!

                                                    Confira as fotos engraçadas do Nikon Comedy Wildlife 2025!

                                                    “O que você quer dizer com ‘preciso de um dentista’?”. Foto: Bingqian Gao/ Comedy Wildlife
                                                    “Meu Deus, ele está fazendo isso de novo?”. Foto: David Rice/ Comedy Wildlife
                                                    “Os ombros dos gigantes”. Foto: Andrew Mortimer/ Comedy Wildlife
                                                    “É difícil ser um pato”. Foto: John Speirs/ Comedy Wildlife
                                                    Foto: Oliver Colle/ Comedy Wildlife
                                                    “Águia praticam Kunk Fun Tango”. Foto: / Comedy Wildlife
                                                    “Headlock”. Foto: Warren Prince/ Comedy Wildlife
                                                    “Trem de pouso descendo”. Foto: Erkko Badermann/ Comedy Wildlife
                                                    “Batalha de abraço”. Foto: Jessica Emett/ Comedy Wildlife

                                                     

                                                    Náutica Responde

                                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                                      Relacionadas

                                                      Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                      Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                      Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                      Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                      Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                      Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                      Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                      Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                      Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                      Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                      Superlotação: imposto turístico para visitar ilhas famosas da Espanha pode triplicar

                                                      Proposta para conter volume de turistas no verão deve chegar a R$ 94 ao dia na região de Ibiza, Maiorca e Menorca

                                                      Visitar as principais ilhas da Espanha pode ficar até três vezes mais caro no próximo verão. Isso porque o Sindicato das Comissões Operárias (CCOO) apresentou uma proposta para elevar o atual imposto turístico das Ilhas Baleares de 4 euros para 15 euros ao dia (R$ 94 na conversão de outubro de 2025). Segundo representantes, a ideia não é lucrar, mas preservar.

                                                      O arquipélago no Mar Mediterrâneo é composto, principalmente, por quatro ilhas muito conhecidas: Maiorca, Menorca, Ibiza e Formentera. Juntas, elas figuram um dos principais destinos de turistas do mundo todo quando o assunto é viver o famoso verão europeu.

                                                      Foto: Jörg Schneider / PixaBay

                                                      Embora o turismo seja o principal pilar da região, a sustentabilidade das ilhas está em risco diante da crescente sobrecarga turística, conforme destacou Maria Àngels Aguiló, chefe de economia do CCOO.

                                                       

                                                      Nesse sentido, a proposta visa aplicar o novo teto nos meses de pico, quando as ilhas registram superlotação de pessoas. O sindicato entende que o valor mais elevado não garante que o fluxo diminuirá, por isso, prevê que a arrecadação seja também destinada a outras ações, como programas de bem-estar laboral, formação profissional e políticas de moradia.

                                                      Não há espaço para mais pessoas aqui durante a alta temporada– ressaltou José Luis García, secretário-geral do CCOO

                                                      Uma das propostas consiste na criação de um portfólio público de 40 mil habitações, financiado pela taxa turística e por um acréscimo de 2% no orçamento regional, abrangendo imóveis apreendidos, devolutos e novas construções.

                                                       

                                                      Além disso, o CCOO sugere conter a expansão do turismo, com pausa na criação de novos alojamentos, renovação dos antigos e limites para voos e cruzeiros nos períodos de alta temporada — medidas já aplicadas em Palma de Maiorca, por exemplo.

                                                      Na Itália, visitar famoso destino só é possível com reserva em app

                                                      Ainda no primeiro semestre de 2025, uma belíssima praia da região de Sardenha, na Itália, ficou restrita a turistas que agendassem suas visitas via aplicativo. Estamos falando da belíssima Tuerredda, que, assim como as Ilhas Baleares, sofre com o excesso de turistas.

                                                      Praia de Tuerredda. Foto: SardegnaTurismo/ Divulgação

                                                      Desde 2020, a praia já seguia o limite de 1.100 banhistas por dia no verão. A nova regra chegou como parte do esforço das autoridades para gerenciar as multidões e proteger o ambiente delicado de Tuerredda.

                                                       

                                                      Para visitar, os turistas precisam reservar o acesso ao menos no dia anterior, através do aplicativo ou do site oficial. Além de limitar o número de pessoas, o sistema cobra uma taxa de entrada de 2 euros, aproximadamente R$ 12. A reserva gera um QR Code, que deve ser apresentado para garantir a entrada.


                                                      No Brasil, alguns destinos também cobram taxas para entrada de turistas, geralmente para fins de preservação ambiental, limpeza e infraestrutura local. Em Campos do Jordão (SP), por exemplo, a Câmara recentemente aprovou uma lei que prevê uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA), que aguarda a sanção do prefeito.

                                                       

                                                      Com isso, o turista que chegar à cidade terá um custo de R$ 13,48 por dia. Já no litoral, cidades como São Sebastião e Ilhabela devem adotar medidas semelhantes em dezembro, com taxas de R$ 20 e R$ 48 por carro, respectivamente.

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                                        Relacionadas

                                                        Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                        Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                        Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                        Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                        Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                        Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                        Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                        Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                        Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                        Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                        Cruzeiro de luxo: megaiate de 205 metros terá de spa gigante a passeio em helicóptero Airbus

                                                        Scenic Ikon, nova embarcação da Scenic Group, parte de Veneza em 2028 preparada para águas polares e tropicais

                                                        Cruzeiros, por si só, são experiências inesquecíveis. Mas a expedição no megaiate Scenic Ikon, novidade da consagrada Scenic Group, promete ir além. Os quase 40 anos de atuação da marca em cruzeiros de ultra luxo estão materializados na embarcação de 205 metros que, entre outros grandes atributos, levará alguns de seus hóspedes, literalmente, para o céu.

                                                        A ideia é que o megaiate parta em abril de 2028 de Veneza, na Itália, rumo a uma jornada que durará até março de 2029, passando por 110 portos de 21 países. Preparado para águas polares e tropicais, o megaiate passará pelo Mediterrâneo, o Mar Egeu e o Egito, além das Ilhas de Cabo Verde, Dacar, Antártida, Ilhas Malvinas e os fiordes chilenos.

                                                         

                                                        A bordo estarão até 270 hóspedes, que poderão desfrutar de comodidades que só um cruzeiro de luxo all inclusive pode oferecer. Eles, inclusive, devem começar o dia curtindo a vista do mar na varanda de umas das 135 suítes logo ao acordar.

                                                        Foto: Scenic Group / Divulgação

                                                        Quando a fome bater, 15 restaurantes de ponta estarão disponíveis para saciar os mais diversos paladares. Para relaxar, será possível escolher um bom lugar entre a piscina, o bar e os amplos lounges, ou, ainda, uma experiência termal e hidroterápica em um spa de dois andares que soma 1,7 mil m².

                                                        Foto: Scenic Group / Divulgação

                                                        Ao se aproximar do Mediterrâneo ou da Antártica, o Ikon dará vez a um de seus atributos mais sofisticados: um passeio de até 30 minutos (a depender da localidade) em um dos dois helicópteros Airbus disponíveis a bordo. Os candidatos a participar serão os hóspedes que fecharem as reservas do Ikon Penthouse Suites.

                                                        Passeios em helicópteros da Airbus serão experiencias limitadas do Scenic Ikon. Foto: Scenic Group / Divulgação

                                                        Para além do voo, os tripulantes poderão ainda aproveitar um submersível Triton AVA personalizado, embarcações auxiliares Fassmer e Zodiacs, Seabobs, passeios de remo guiados e até a exploração dos destinos ao lado de especialistas.

                                                        Foto: Scenic Group / Divulgação

                                                        Glen Moroney, fundador e presidente do Scenic Group, destacou que “cada elemento do design do Scenic Ikon foi otimizado para proporcionar experiências incomparáveis ​​em diversos destinos e ambientes, desde sua base principal, o Mediterrâneo, até a natureza selvagem da Antártica”.


                                                        De acordo com a empresa, a viagem inaugural está quase esgotada, ao passo que as partidas seguintes estão com vendas expressivas. Alguns dos pacotes mais em conta apresentam valores a partir de 11 mil euros, cerca de R$ 68,7 mil na conversão de outubro de 2025.

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                                          Relacionadas

                                                          Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                          Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                          Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                          Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                          Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                          Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                          Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                          Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                          Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                          Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                          Exclusivo: focada em evolução, Evolve Yachts revela nova lancha com 1800 hp

                                                          Ricardo Wilges, CEO do estaleiro, deu spoiler de planos da marca em entrevista a Márcio Dottori

                                                          No inglês, “Evolve” significa “evoluir”, “desenvolver-se” ou “progredir”. Não à toa, o estaleiro catarinense que leva esse nome encontra-se, justamente, em um processo de evolução evidente, bem materializado na recém-lançada Evolve Titanium Flybridge, a maior lancha da marca. Não bastasse todos os recursos já aplicados ao barco, o modelo promete chegar ainda mais potente em breve.

                                                          Quem revelou alguns spoilers dos próximos passos da Evolve Yachts foi o próprio CEO do estaleiro, Ricardo Wilges, em entrevista a Márcio Dottori no Estúdio NÁUTICA.

                                                          A gente vem com novos ares para a Evolve. Conseguimos ir para um patamar diferente– destacou Wilges

                                                          Para o CEO, quem visitou o estande da marca durante o São Paulo Boat Show — maior salão náutico da América Latina, que aconteceu em setembro — pôde comprovar esse “novo patamar” com os próprios olhos.

                                                           

                                                           

                                                          Além de um espaço “mais bonito e organizado”, como ele mesmo define, por lá estava a mais nova sensação do estaleiro, a Evolve Titanium Flybridge.

                                                           

                                                          O barco chega repleto de recursos, a exemplo do conceito inovador — e tecnológico — de cozinha aberta, um fly espaçoso e funcional e um beach club de respeito. Todos eles foram devidamente detalhados por Márcio Dottori em um Teste NÁUTICA completíssimo. Veja:

                                                           

                                                           

                                                          Ainda na busca de sua evolução, a Evolve Yachts atualmente aposta em uma arquiteta design de interiores. Andressa Venturini faz parte do esforço para melhorar o acabamento interno da cabine e o design dos produtos, detalhes que podem ser observados de perto na nova 50 pés.

                                                          Não tem nada de fibra exposta. Tudo é revestido com materiais e tecidos de qualidade– destacou o CEO da Evolve Yachts

                                                          A lancha, que já é um sucesso, promete destacar ainda mais a nova fase do estaleiro. Ricardo revelou que planeja para o modelo uma versão HT para complementar o portfólio de 50 pés, além de uma nova motorização de alta potência.


                                                          A ideia do CEO é montar a Titanium com uma trinca de motores V12 600 hp, totalizando 1800 cavalos. Embora dificuldades recentes com tarifas nos Estados Unidos tenham afetado temporariamente o negócio, há forte interesse de clientes americanos nesse produto, segundo ele.

                                                           

                                                          Vale destacar que no teste do barco realizado por NÁUTICA, a lancha já demonstrou um bom desempenho mesmo com a motorização de centro-rabeta (D6 440 hp), atingindo uma velocidade final de 32 nós. Sendo assim, a ideia da trinca representa um upgrade significativo — alinhado com as novas premissas do estaleiro.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                                            Relacionadas

                                                            Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                            Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                            Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                            Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                            Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                            Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                            Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                            Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                            Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                            Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

                                                            De prancha elétrica a tapetes flutuantes: um shopping náutico completo no Salvador Boat Show

                                                            Espaço recebe oito estandes com mercadorias variadas, que vão de equipamentos elétricos a empreendimentos. Salão segue até às 20h deste domingo (2)

                                                            Por: Redação -
                                                            02/11/2025

                                                            Um evento que tem de tudo, inclusive barcos. Esse é o Salvador Boat Show, que nesta edição conta com oito expositores na área de shopping com os mais variados produtos para o público náutico da Bahia Marina. O amplo leque abrange desde equipamentos acessórios náuticos até pranchas elétricas e tapetes flutuantes.

                                                            O maior evento náutico da Bahia termina às 20h deste domingo (2). Confira os destaques desses oito estandes no salão nordestino.

                                                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            Marine Express

                                                            Estreando no Salvador Boat Show, a Marine Express se diz surpresa com o potencial do público baiano. Segundo Christiano Sestini, representante da marca, o evento tem sido uma ótima oportunidade para entender as demandas dos visitantes e apresentar tecnologias oferecidas pela empresa, como os eletrônicos da Raymarine e os estabilizadores Seakeeper.

                                                            Christiano Sestini, da Marine Express. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            Com sede em São Paulo, a empresa reforça sua presença regional por meio da parceria com a MI Marine, assistência técnica autorizada em Salvador responsável por instalação, manutenção e revisão dos equipamentos.

                                                            Mais do que vender, queremos oferecer estrutura e suporte local– pontuou Sestini

                                                            Kapazi

                                                            Mais otimista do que nunca, a tradicional Kapazi — empresa de acessórios náuticos e revestimento de embarcações — atraca em Salvador com o que há de melhor em seu repertório: tapetes e cadeiras flutuantes e o Kap Boat, piso náutico com impressão em 4K, lançado no São Paulo Boat Show.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            A expectativa da marca está nas alturas, impulsionada pelo potencial de negócios na região Nordeste e a parceria com os estaleiros — além dos produtos da linha de acessórios à pronta-entrega no evento. À NÁUTICA, Fernando Soares, gerente da Kapazi Náutica, comemorou o sucesso da marca nos quatro cantos do país.

                                                            Um evento aqui em Salvador fomenta negócio com o Nordeste– comentou Soares

                                                            Lacanau

                                                            Poucas marcas estão num lugar tão propício para divulgar seus produtos quanto a Lacanau no Salvador Boat Show 2025. Com pranchas elétricas de e-foil da JetWave — marca holandesa — , a empresa expõe uma com a parte lateral toda inflável, novidade no Brasil.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            No estande há três tamanhos de prancha, com destaque para a JetWave Air 230, com guidão para duas pessoas, e a JetWave Air 100, para um público intermediário mas que já tem experiência. Não à toa, a Lacanau atraiu muitos interessados durante o evento, segundo Antonie Lambert, CEO da marca.

                                                            AkzoNobel

                                                            Pela primeira vez no salão náutico, a AkzoNobel apresenta a consagrada linha Awlgrip, referência mundial em pintura náutica de alto desempenho. Entre os produtos está a massa Awlfair LITE, novidade que promete mais praticidade aos estaleiros e proprietários de embarcações, eliminando a necessidade de importações.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            Queremos trazer para Salvador o que há de mais moderno no mundo, com a mesma qualidade e inovação que mostramos em outras regiões– afirmou Leandro Paula, gerente comercial da marca

                                                            Agroquímica – Kelsons

                                                            Todos saem beneficiados quando o evento cresce de um ano para o outro — e com a Agroquímica não seria diferente. Com revestimentos da marca Kelsons, os estofados para barcos e móveis da área externa elevaram as expectativas da empresa no Salvador Boat Show 2025.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            O Nordeste estava precisando de um evento desse tipo– pontuou Henrique Alves, gerente comercial da Agroquímica/ Kelsons

                                                            Os principais destaques do estande ficam por conta dos revestimentos Athenas Sleek 4436 e Tramato Juta Náutico 4437. Segundo Alves, os tecidos foram um sucesso no São Paulo Boat Show 2025. “Trouxemos para Salvador para dar essa oportunidade também ao público conhecer esse produto”, disse o gerente.

                                                            Madri

                                                            Compatíveis com todos os tipos de fogão — inclusive por indução —, as panelas Moncoc, apresentadas pela Madri, também atraem interessados no salão nordestino.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            Segundo Maycom Kwiek, CEO da Madri, as panelas eliminam os problemas comuns em utensílios tradicionais, como tampas mal ajustadas, peso excessivo e liberação de resíduos. “Desmistificamos todos os defeitos aparentes de uma panela. Elas são leves, universais e muito práticas”, explicou.

                                                            O público daqui é muito receptivo e fácil de lidar, o que torna o trabalho ainda mais agradável– ressaltou

                                                            FG Empreendimentos

                                                            Há 42 anos no mercado imobiliário, a FG Empreendimentos, empresa de Balneário Camboriú (SC), atraca em Salvador para apresentar o Senna Tower, o edifício residencial mais alto do planeta, em homenagem a Ayrton Senna. Por lá, futuramente, haverá um museu do lendário piloto de Fórmula 1 e uma pista de kart em volta.

                                                            Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                                                            O empreendimento, que está sendo construído na orla de Balneário Camboriú, tem quase 600 metros de altura e 157 andares, segundo Priscila Cabral, corretora da FG. No estande, o visitante pode usar óculos de realidade virtual para conhecer, em primeira pessoa, os empreendimentos da marca.

                                                            Wonder Boat

                                                            “Está melhor do que eu esperava”, confessou Lucas Araújo, CEO da Wonder Boat, sobre o movimento no estande durante o salão nordestino. No Salvador Boat Show 2025, a empresa está com equipamentos eletrônicos marítimos e um óculos de realidade virtual, que simula a experiência de uma navegação.

                                                            Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica

                                                            Além disso, o estande da marca conta com um assistente virtual gratuito, o Capitão IA, que tira dúvidas sobre navegação eletrônica. No futuro, eles planejam lançar um plano de assinatura com uma inteligência artificial generativa mais avançada para auxiliar os clientes e acompanhar seus barcos.

                                                             

                                                            Com informações de Nicole Leslie, enviada especial a Salvador


                                                            Mais sobre o Salvador Boat Show

                                                            Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorre na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                                                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            O salão náutico oferece experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete movimentar o coração náutico do Nordeste reunindo público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor.

                                                             

                                                            O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                                                             

                                                            Anote aí!

                                                            Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
                                                            OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
                                                            Horário
                                                            : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
                                                            Mais informações: site do evento
                                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                                              Relacionadas

                                                              Poluição nos rios Tietê e Pinheiros agora é monitorada por IA e satélites; população pode conferir

                                                              Recursos anunciados nesta quarta-feira (10) fazem parte do Programa IntegraTietê e ampliam o acompanhamento das condições da água

                                                              Há 42 anos, Amyr Klink partia a remo em jornada solo de 100 dias entre céu e mar

                                                              Feito histórico, que virou livro best-seller, será tema do filme, cujo trailer foi revelado nesta quarta-feira (10). Assista!

                                                              Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

                                                              Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

                                                              Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

                                                              Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

                                                              Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

                                                              Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos