O Catar, sede da Copa do Mundo 2022, é um dos países mais ricos do mundo, graças à exploração de petróleo e gás. Mas nem sempre foi assim: até a primeira metade do século 20, este era um dos territórios mais pobres do Golfo Pérsico, que vivia do comércio de pérolas e da pesca, usando um tipo de barco batizado de Dhow.
Neste braço de mar no coração do Oriente Médio, o povo da região utilizava o barco milenar em suas atividades pesqueiras, por seu porte e excelente capacidade de carga. O Dhow é tão marcante para a história do povo catariano que um estádio da Copa tem desenho inspirado no barco.
Para os historiadores ainda há uma certa dúvida acerca da invenção do Dhow, mas estima-se que ele surgiu em 600 d.C., criado pelos árabes ou pelos indianos.
Movido com velas latinas, o Dhow tem casco diferenciado, com linhas elegantes, longas e finas, e pode ter até dois mastros. Eles são vistos no Catar, no Mar Vermelho e no Oceano Índico. Pelo seu tamanho, estima-se que a tripulação variava de 12 até 30 pessoas.
A região de Sultanato, em Omã, abriga uma concentração de construtores deste tipo de embarcação. Atualmente, todos os modelos novos já são equipados com potentes motores, capazes de movimentar o peso de mais de 300 toneladas da embarcação.
Reprodução: Sail World
As madeiras usadas na construção dessa embarcação típica geralmente vinham de Kerala, na Índia. Para mantê-las conservadas, os navegadores usavam cordas de coco.
Reprodução: Hideaways Africa
Para atrair mais turistas, hoje os países do Golfo usam os Dhows para passeios turísticos, como cruzeiros ao pôr do sol e jantares exclusivos.
Regatas com este tipo de embarcação também acontecem na região, divididas em três categorias: 22, 43 e 60 pés. Realizados em meados de maio e setembro, os torneios aceitam apenas competidores árabes e dos povos que vivem próximo ao Golfo.
Reprodução: Zanzibar Yacht Carter
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A NHD Boats caprichou na receita da NHD 280, lancha cabinada repleta de soluções interessantes em relação às embarcações do seu porte. A começar pela plataforma lateral que se abre no costado, formando um espaço extra de convivência na popa, a área preferida pelos brasileiros quando o barco está parado.
Outro ponto forte da NHD 280 é o desempenho. A lancha do estaleiro catarinense oferece navegação estável e, consequentemente, confortável, passando bastante confiança a quem está a bordo. Sem contar a versatilidade da motorização, que tanto pode ser de popa quanto de centro-rabeta.
Esses detalhes credenciam o barco a ocupar lugar de destaque entre as lanchas de 28 pés, levando no casco um nome que, cada vez mais, funciona como um aval de qualidade.
Sucessora da extinta HD Marine (com mais de 1.500 lanchas entregues, a maioria ainda navegando em nossas águas), a NHD Boats é uma marca jovem, mas já com destaque no mercado nacional, em virtude da construção de cascos robustos, de altas qualidade e navegabilidade.
Em apenas quatro anos, de suas instalações na catarinense Itajaí já saíram cerca de 200 lanchas, de modelos que variam entre 27 e 37 pés.
Esta aqui, a cabinada NHD 280, é produzida em duas versões: popa e centro-rabeta. Ao lado da NHD 270 Open, é um dos carros-chefes do estaleiro comandado pela dupla André Maranhão e Eduardo Lacet.
Recentemente, além das nossas águas, a 28 pés passou a navegar por mares internacionais, já que com algumas unidades foram exportadas para a Turquia.
Com 8,35 metros de comprimento (27,4 pés), a NHD 280 é uma day cruiser— como o próprio nome diz, uma lancha voltada prioritariamente aos passeios diurnos, com excelente aproveitamento da área externa, embora tenha uma boa cabine para pernoites curtos ou descansos durante os passeios.
Seu cockpit acomoda bem até 12 pessoas. E ainda tem um algo mais na popa, que é o chamado open deck: uma abertura, de acionamento manual, a bombordo, que aumenta a largura da plataforma em cerca de 1 metro.
Já no embarque pela popa, percebe-se que a lancha ostenta uma bela área de lazer para uma embarcação do seu porte. A plataforma é ampla e se expande com o open deck abaixado, proporcionando um espaço agradável para quem gosta de ficar pertinho do mar.
Para deixar a passagem para o cockpit desimpedida, o espaço gourmet não fica centralizado e sim à direita da plataforma, ou seja, a boreste.
O móvel que protege a churrasqueira, uma pia pressurizada e uma tábua de corte é de madeira, com tampa equipada com amortecedor. Na frente do móvel há um extenso pega-mão; nos bordos, quatro porta-copos; embaixo, um armário na medida exata para guardar o material de salvatagem, além de outros itens.
A escada de acesso ao mar, de quatro degraus, tem um pegador de madeira que empresta um toque de requinte a essa área, em harmonia com a tampa do móvel gourmet. Por sua vez, a mangueira do chuveirinho, com água pressurizada, é bem comprida, permitindo a quem volta do mar não apenas lavar os pés como tomar um banho e até lavar o bote.
No cockpit (que tem uma targa com 1,87 metro de altura, na qual o sistema de som está distribuído) fica o espaço de confraternização, com dois sofás, sendo um em L, na popa, com uma mesa rebatível à frente, e outro, do tipo divã, ao lado do posto de comando.
Para aumentar o aproveitamento de espaço, embaixo dos assentos há um bom conjunto de paióis, sendo que um deles está dimensionado (já com travas afixadas) para a colocação de um cooler.
Entre os itens de conforto no cockpit, destaque para caixa de gelo, a bombordo, que é bem profunda e, portanto, oferece espaço para armazenar muita coisa. Ao lado dela há três porta-copos; na frente, um conveniente pega-mão; e embaixo, uma interessante cristaleira. Já a boreste, atrás do posto de comando, o projetista instalou outros dois porta-copos e uma segunda caixa, não tão profunda quanto a anterior, que pode ser usada como porta-trecos, além de uma lixeira embutida.
O banco do piloto, individual, tem regulagem de distância e pode ser rebatido, para pilotagem mais alta. O painel de comando tem espaço para um eletrônico multifunção e vários relógios para a leitura dos medidores do motor. Opcionalmente, todos os instrumentos podem ser digitais.
Compatível com a potência do motor, em relação ao tamanho do casco, a NHD 280 tem flapes como item opcional, recurso que combina bem com o barco (especialmente na hora de planar), além do trim da rabeta, controlado no manete.
O acesso à proa é feito por meio de degraus ao lado do posto de comando e de uma abertura no centro do para-brisa. Lá na frente, há um convidativo trampolim no bico de proa; o guarda-mancebo, de inox, está bem-dimensionado; o solário estofado faz uma curva, contornando a gaiuta; e o guincho de âncora tem comandos ao seu lado e também no painel do piloto.
A cabine, com 1,60 m de altura, se encaixa na proposta do barco, que é levar uma dúzia de pessoas para passeios diurnos, com opção de pernoite para um casal. Para isso, o sofá em V da proa, com mesa central, transforma-se em uma cama com 1,95 m de comprimento, com entrada de ar e luz através de uma ampla gaiuta e quatro vigias laterais (uma delas localizada no banheiro).
A iluminação ambiente, de led, é agradável. Tem ainda uma pia, uma cristaleira e um nicho para a instalação de uma pequena cozinha, com espaço para um micro-ondas.
Com 1,50 metro de altura, o banheiro é adequado, mas não permite ficar totalmente de pé. Contudo, oferece pia com torneira, vaso sanitário, ducha higiênica, espelho e degraus de teca.
Navegação da NHD 280
Testamos a NHD 280 em Balneário Camboriú, em um dia de mar não muito agitado, mas com ondas de 70 centímetros de altura e um pouco de vento. Seu casco não deixou nada a desejar em termos de navegabilidade, a começar pela agilidade, quase esportiva.
Equipada com um motor V8 de 300 hp, da Volvo Penta, a NHD 280 chegou a ótimos 36,2 nós de máxima, com duas pessoas a bordo. Na aceleração, foi de 0 a 20 nós em apenas 7,3 segundos, outra boa marca.
Além disso, ela se mostrou ágil e eficiente, fazendo curvas com excelente raio e apresentando respostas rápidas às investidas no manete e no volante. Mérito do casco bem projetado. Por conta de seu V profundo, ela aderna nas curvas fechadas, mas sempre mantendo o controle e o curso.
Outro detalhe que agradou bastante foi a navegação suave, sem nenhuma pancada forte. O conforto a bordo também surpreende. Cortando as ondas em alta velocidade, ou seja, acima de 30 nós, ela se mostrou bastante firme e sem jogar água para dentro do convés.
O acesso ao motor é feito com o levantamento do sofá de popa. Já por uma portinha no centro do cockpit alcança-se o tanque de combustível, de alumínio, com capacidade de 200 litros.
Versátil na motorização, a NHD 280 aceita tanto motor de popa quanto de centro-rabeta, a diesel ou gasolina, de 250 a 300 hp. A escolha por um ou outro depende de algumas variáveis, como o tipo de água (doce ou salgada) onde se pretende navegar, por exemplo.
Uma das vantagens do motor de popa é a possibilidade de navegar em lugares com menor profundidade, pois o piloto pode visualizar o trabalho do hélice próximo à superfície, o que facilita na hora de atracar em uma praia ou sair de um baixio, além de não angular a cruzeta, como o motor de centro-rabeta.
Além disso, o motor de popa é mais barato, deixa mais espaço a bordo e tem manutenção fácil. Já o motor de centro-rabeta é econômico, silencioso, facilita a atracação de popa, dá mais estabilidade à embarcação e dura mais. Diesel ou a gasolina? O consumo e a autonomia são bem melhores com diesel, mas o motor a gasolina é mais barato.
Em resumo, uma ótima combinação de lancha com desempenho quase esportivo com bom barco familiar. Começamos chamando a NHD 280 de Day Cruiser. Depois desse teste, é melhor mudar o conceito para “Sport Cruiser”, tal a sua agilidade e desempenho.
Enfim, é uma lancha com tudo para agradar a quem busca um segundo barco maior ou deseja entrar no mercado com uma cabinada de primeira-mão.
Saiba tudo sobre a NHD 280
Pontos altos
O desempenho esportivo
Abertura lateral na plataforma de popa
Amplo espaço gourmet
Pontos baixos
A altura da cabine
Banheiro compacto
Boca um pouco estreita
Características técnicas
Comprimento máximo: 8,35 m
Boca máxima: 2,70 m
Peso leve: 1.400 kg
Calado: 0,55 metro
Tanque de água: 130 litros
Tanque de combustível: 200 litros
Capacidade (dia): 12 pessoas
Capacidade (noite): 2 pessoas
Motorização: popa ou centro-rabeta
Potência: 250 a 300 hp
Quanto custa a NHD 280
A partir de R$ 445.700,00, com um motor de 250 hp a gasolina. Preço pesquisado em novembro/2022. Para saber mais sobre o modelo testado, acesse o site oficial da NHD Boats.
Consultor técnico: Guilherme Kodja Edição de texto: Gilberto Ungaretti Edição de vídeo: Luiz Becherini Fotos: Victor Oliveira e Divulgação
Diretor da Ventura Experience, Marco Garcia é o convidado do Loucos Por Barcos. Na conversa com Guilherme Kodja, Garcia contou que a empresa celebrou, durante o São Paulo Boat Show, a entrega de seu barco número 20 mil — o modelo que atingiu a marca foi uma V300.
Para o ano que vem, a Ventura prepara uma série de novidades. Garcia conta que dois modelos serão apresentados durante o Rio Boat Show 2023: uma embarcação de 37 pés e outra de 52 pés, ambas com hard top. Já no setor de veículos off-road, a grande novidade será a linha elétrica dos UTVs, quadriciclos e as e-bikes. Conheça mais detalhes no vídeo abaixo, com a entrevista completa:
A equipe de NÁUTICA navegou por águas fluminenses na última semana, testando os barcos da linha Ride da Victory Yachts, a denominação para linha de passeio da marca. Foram avaliadas as lanchas Victory 310 Ride e Victory 300 Ride.
Guilherme Kodja, piloto de testes e consultor técnico de NÁUTICA, pilotou a cabinada 310 Ride no último dia 10, no mar esmeralda de Angra dos Reis. Já a 300 Ride, com center console, foi testada no dia 11, no Rio de Janeiro.
Ambas as embarcações oferecem uma série de opcionais para deixar o barco mais amigável para passeios em família, criando um barco de pesca com menos cara de pesca.
O consultor técnico de NÁUTICA, Guilherme Kodja, a bordo da lancha Victory 300 Ride nas águas da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro
Quase totalmente produzido por infusão à vácuo — moderníssimo processo que faz barco ser cinco vezes mais resistente e ter três vezes menos peso –, os barcos do estaleiro nascem desde a planilha de cálculos planejado para fabricação neste sistema.
Durante os testes de NÁUTICA, feitos com bom tempo, encontramos condições de navegação excelentes e os barcos apresentaram uma navegação sólida e muito macia. O resultado da avaliação dos barcos da Victory Yachts você confere em breve no canal NÁUTICA no YouTube e também nas páginas da revista NÁUTICA de janeiro.
A dupla formada pelo baiano João Britto e a sergipana Tainá Magalhães conquistou o primeiro lugar nas disputas R2, R4 e R5, levando o título de Campeonato Jovem do Brascat, finalizado no domingo (14).
Reprodução: Ana Patricia Mendonça
Essa vitória nos mostrou que o treino é muito importante, mas a vontade de vencer também ajuda. É uma grande conquista para mim, que entrei há pouco tempo no time do Hobie Cat 16 – João Britto
Atleta do Yacht Club da Bahia, João veleja na classe há pouco mais de um ano — ele deixou a Optimist porque excedeu a altura para o barco, velejado por crianças de 8 a 15 anos.
Já as vice-campeãs e campeãs brasileiras feminino da Categoria Vela Jovem do Brascat 2022 foram a pernambucana Milena Araújo e a sergipana Manuela Oliveira. Vale pontuar que a dupla teve apenas poucos dias de treino juntas.
Reprodução: Ana Patricia Mendonça
O resultado é satisfatório, estou bem contente porque tinha vento, correnteza, foram regatas bem técnicas, de muito aprendizado – Milena Araújo
Em terceiro lugar ficou a dupla Lucas Alves, de Sergipe, e Thomas Mendonça, do Rio de Janeiro. A cerimônia de premiação da categoria juvenil aconteceu na última terça-feira 15, na Arena Brascat, na Praia dos Artistas,.
Reprodução: Ana Patricia Mendonça
Agora o desafio será a realização das onze regatas do Brascat 2022 Geral, em uma raia montada especialmente para o evento, no mar de Sergipe. Desta vez, João Britto será timoneiro. Já Milena, Manuela, Lucas e Thiago serão os proeiros de experientes catistas.
Reprodução: Lucas Matos
A regata de abertura do Brascat 2022 Geral aconteceu na segunda-feira, reunindo cerca de 100 velejadores da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
As disputas seguem até o dia 18, na Praia dos Artistas, em Aracaju. Já a cerimônia de encerramento das classes HC 14 e HC 16 será no dia 18, a partir das 19h, no Iate Clube de Aracaju.
Reprodução: Lucas Matos
O 48º Campeonato Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 45º Brasileiro de Hobie Cat 16 são organizados pelo Icaju e Associação Brasileira da Classe Hobie Cat (ABCHC), com apoio da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Após percorrer mais de 20 mil milhas náuticas cruzando a Passagem Noroeste, Aleixo Belov, de 79 anos, desembarcou com sua equipe em Salvador. Essa foi a primeira tripulação com bandeira do Brasil a fazer a travessia completa pela região, serpenteando por estreitos acima do Círculo Polar Ártico.
O time chegou a navegar por lugares considerados extremamente difíceis, como o estreito de Bering.
A tripulação era formada pela estudante Ellen Brito, o mecânico Hermann Brinker, o engenheiro civil Maurício Pitangueiras, o fotógrafo Leonardo Papini e a oceanógrafa Larissa Nogueira.
Foi um grande desafio, mas nós conseguimos vencer. Estamos muito felizes por voltar para Salvador, principalmente depois de realizar essa travessia do Ártico – Aleixo Belov
Jefferson Peixoto/Divulgação
Toda a aventura começou no dia 5 de fevereiro, quando o veleiro Fraternidade saiu da capital baiana. A primeira parada da navegação foi em Natal (RN) e depois o barco passou por Caribe, Panamá, Havaí, Canadá, Alaska, Groenlândia e pelos Açores, território autônomo de Portugal.
Diversos problemas foram enfrentados pela tripulação durante o trajeto, desde o risco de colisão com grandes navios no canal que liga o Atlântico ao Pacífico — uma das rotas comerciais mais importantes do mundo — até rajadas de ventos fortíssimos, que quase rasgaram as velas, na região entre Panamá e Havaí.
Jeferson Peixoto/Divulgação
Quando atravessamos o Estreito de Bering, podíamos ver o Alasca por Boreste e a Sibéria por bombordo. Como já sabíamos que havia muito gelo em Barrow, fomos mais devagar, confiando que ele iria derreter – Aleixo Belov
Porém, o degelo da região retrocedeu e, em alguns momentos, o Fraternidade teve de ser preso aos blocos de gelo à deriva, esperando o momento ideal para a navegação continuar em frente, em meio ao mar congelado.
A travessia da Passagem Noroeste foi finalizada com sucesso pela equipe em meados de setembro.
Leonardo Papini/Divulgação
No retorno ao Brasil, Aleixo foi recebido pelas bandas Didá e da Marinha, que animaram o público presente formado por familiares, amigos e admiradores. Autoridades da Marinha também estiveram presentes, como o vice-Almirante Humberto Caldas Silveira Junior e o Capitão dos Portos da Bahia, Capitão de Mar e Guerra Paulo Rafael Ribeiro Gonzalez.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Gerente de marketing do estaleiro catarinense Intech Boating, fabricante das lanchas Sessa Marine no Brasil, Débora Felipe é a convidada do Loucos Por Barcos. Ela revelou que a empresa está expandindo sua fábrica, para conseguir dobrar a capacidade de produção.
Na entrevista com Guilherme Kodja, Débora contou ainda que a Intech Boating está estudando algumas atualizações na Sessa C36 — entre elas, uma nova janela e até uma versão com motor de popa. Confira mais detalhes no vídeo abaixo:
Na hora de equipar o barco, uma dúvida frequente é em relação a alimentação de energia da embarcação. Desde o tamanho correto, potência e até a quantidade ideal de baterias, muita gente fica sem saber pelo que optar.
Neste episódio do Náutica Responde, Guilherme Kodja resposta essa pergunta e dá outras dicas sobre baterias. Confira o vídeo:
Uma cidade flutuante com desenho de tartaruga marinha e capaz de levar 60 mil pessoas a bordo. O estúdio italiano Lazzarini Design, comandado por Pierpaolo Lazzarini e famoso por embarcações inovadoras, acaba de divulgar o conceito de um ambicioso projeto.
Batizado de Pangeos, a embarcação tem 1.800 pés (cerca de 550 metros) de comprimento e sua largura atinge os 2.000 pés (610 metros) — mais do que megaiate, seria um teraiate. Com todo esse tamanho, poderia acomodar confortavelmente mais de 60 mil pessoas e funcionar como uma cidade flutuante dos oceanos, oferecendo todas as comodidades que um resort seria capaz.
O nome do projeto serve como uma homenagem à Pangea, o supercontinente que existiu há milhares de anos, entre os períodos Paleozóico e o início do Mesozóico.
Reprodução
Desde 2009, Pierpaolo cria este projeto visionário de luxo e autossustentável. Nas suas projeções, a tartaruga gigante terá uma espécie de portão, o qual permitirá a entrada de iates no Pangeos, para que os navegantes possam desfrutar dos privilégios embarcados. Suas instalações incluem: resorts, shoppings centers, helipontos, hangares, jardins, clubes, praias artificiais e até infraestrutura para carros elétricos.
Por seu porte colossal, tirar o projeto do papel demandaria a construção de um estaleiro próprio, já que nenhum estaleiro atualmente teria condições de construir o Pangeos. Até o momento, todo o desenho ainda está na sua fase inicial e não há muitos detalhes de suas partes internas.
O designer, entretanto, já disse que toda a construção poderia ser entregue em até oito anos, custando mais de US$ 8 bilhões — o equivalente a R$ 42 bilhões (valores convertidos em novembro de 2022).
Reprodução
Para movimentar toda a cidade itinerante, serão instalados nove motores HTS, com cada um fornecendo quase 17 mil hp. A velocidade máxima será de 5 nós, cerca de 9 quilômetros por hora. Uma solução encontrada para obter um maior ganho de energia é a instalação de painéis solares no topo da embarcação, bem como usar energia a partir da força das ondas.
O casco do Pangeos será de aço, com 30 mil células individuais em sua estrutura, tornando-o inafundável, segundo seu criador.
Lazzarini deve lançar o Pangeos no Metaverso no início de 2023, através de uma série de NFTs, com credenciais para acessar propriedades virtuais. Essas mesmas credenciais servirão como depósito para uma propriedade física, se a embarcação for efetivamente construída. Há ainda a opção de participar de um financiamento coletivo.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O representante da Evolve Boats, Ricardo Wilges é o convidado da vez do programa Loucos Por Barcos. No bate papo com Guilherme Kodja, Wilges contou sobre a história do estaleiro — desde seu primeiro barco em 2009 — e o que a Evolve tem preparado de novidades.
Em 2023, os holofotes estarão voltados para a Evolve 420 Fly. Ela será a primeira embarcação do estaleiro com flybridge, tem quatro metros de boca e é a única da categoria com três camarotes. Para saber tudo sobre as novidades da Evolve, confira a entrevista completa:
Depois de mais de onze horas de competição, o Troféu das Ilhas terminou na noite do último sábado (12). O barco Bruschetta, de Ubatuba, foi Fita Azul e campeão da disputa — esta é a segunda vez que a equipe recebe esse título do campeonato.
Com o percurso estimado em 35 milhas náuticas, a regata dá a volta na ilha do Mar Virado e na ilha da Vitória, em Ubatuba, ambas por bombordo. O final da competição aconteceu por voltas das 23 horas.
Os integrantes da equipe Bruschetta cruzaram a linha de chegada no primeiro lugar geral e depois foram consagrados campeões com a correção do tempo. A navegação foi cumprida em 11h02min.
A embarcação usada pelo time vencedor era do modelo J-24, o qual já possui o título de tetracampeão mundial. Completando o pódio, ficaram as embarcações: Super Bakana, em segundo, e a Beleza Pura, em terceiro.
Divulgação: Aline Bassi/Balaio de Ideias
Estamos felizes com essa vitória. Essa foi uma regata dura, como esperamos, mas saímos com o objetivo alcançado. Agora vamos nos preparar para o Mini Circuito de Ubatuba e a Regata do Marinheiro – Evandro Csordas
O time foi comandado por Evandro Csordas e por Maurício Santa Cruz — pentacampeão mundial, com dois ouros em Pan-Americanos e atleta olímpico. Ricardo Delgado e Fabinho Kiss completam a tripulação, que segue com bons resultados desde o final de 2020, com destaque para o bicampeonato Brasileiro.
Os próximos eventos disputados pela equipe serão em dezembro: o Mini Circuito de Ubatuba (em 11/12) e a Regata do Marinheiro (em 17/12).
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O campeonato Pan-Americano de Formula Kite, realizado em São Luís (MA), contou com um trio de brasileiros no pódio. O maranhense Bruno Lobo foi o melhor colocado entre todos os participantes do continente americano na categoria masculina. Já na categoria feminina, a melhor das Américas é a piauiense Socorro Reis. Lucas Fonseca, também natural do Maranhão, ficou em terceiro lugar no masculino.
O pódio do torneio, encerrado neste domingo (13), ainda teve Tiger Tyson (de Antigua e Barbuda) como segundo lugar na categoria masculina, enquanto a disputa feminina teve Catalina Turienzo (Argentina) em segundo lugar e Maria Lizeth Rojas (Colômbia), em terceiro.
Bruno Lobo e Socorro Reis conquistaram os títulos de melhor das Américas
O atleta Bruno Lobo comemorou o pódio, que lhe garante também a classificação para o campeonato Pan-Americano de Formula Kite de 2023 — que será realizado em Santiago, no Chile. O evento é mais uma etapa no sonho do brasileiro de representar o país nos Jogos Olímpicos de Paris.
Agora é manter o foco com o objetivo do Chile no ano que vem e das Olimpíadas. Para mim, que ajudei a começar este esporte aqui no Maranhão, é motivo de muita alegria conquistar esse título em casa – Bruno Lobo
Quem também já está de olho na próxima temporada é Socorro Reis, que conta estar animada para representar o Brasil no ano que vem, no Chile.
Estou muito feliz, consegui um título inédito para mim. Vou focar para melhorar ainda mais, o próximo ano vai ser de muitos desafios – Socorro Reis
Essa foi a primeira vez que o Brasil sediou o Pan-Americano de Formula Kite. A abertura oficial do campeonato foi realizada na terça-feira (8), com o início das regatas no dia seguinte.
Para Rogério Luna, organizador local do campeonato, ter São Luís como sede vai ajudar a abrir portas para o Maranhão e o Brasil. “Foram dias maravilhosos, em que o sol e o vento colaboraram para que pudéssemos fazer um excelente campeonato. Os atletas estavam muito felizes de estar aqui e encontraram condições excelentes para a competição e a prática do kitesurf como um todo”, pontuou ele.
O maranhense Lucas Fonseca ficou em terceiro lugar no masculino
Na categoria Open, que engloba os participantes de todas as nacionalidades, o vencedor entre os homens foi Max Maeder, de Singapura, enquanto o segundo lugar ficou para Martin Dolenc, da Croácia. Bruno Lobo também conquistou o pódio nessa categoria: ficou com o terceiro lugar geral.
Entre as mulheres, a vencedora da modalidade open foi Lauriane Nolot (França). O pódio ainda contou com Jemima Crathorne (Reino Unido) e Sofia Tomasoni (Itália).
O que é AIS? É obrigatório ter a bordo? Como é uma dúvida recorrente, neste episódio do Náutica Responde Guilherme Kodja explica o que é e como funciona esse importante sistema de identificação.
Confira o vídeo:
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Portugal tem estreita relação com o mar, fruto de uma costa de 943 km banhada pelo oceano Atlântico e uma história de aperfeiçoamento da construção naval e domínio da navegação astronômica que o levou à conquista de novas terras.
O litoral alentejano combina praias charmosas em meio a falésias, rica gastronomia e construções históricas.
Charmosas praias entre as falésias em Porto do Corvo, Sines
Se o mar abriu as portas do mundo para Portugal, o país se abre para receber o mundo durante o verão europeu. Nessa época do ano, o Alentejo — maior região portuguesa, cobrindo quase um terço do país — fica ainda mais sedutor com sua costa litorânea preservada, pequenos paraísos de sol e praia, vilas charmosas, construções históricas e vinhedos.
Um dos mais bonitos da Europa, o litoral do Alentejo tem 165 quilômetros de extensão e guarda cenários de belezas variadas, desde falésias impressionantes e que proporcionam vistas impecáveis do oceano, trilhas para os mais aventureiros e até praias de areias douradas e mar azul profundo.
Recortada por altas falésias, a pequena vila Zambujeira do Mar, uma das mais visitadas do Alentejo, tem praias ideais para surfe e bodyboard
Nada mal aproveitar o calor e fazer um roteiro completo pelo litoral alentejano, conhecendo locais paradisíacos com areias douradas e paisagens que são verdadeiros cenários cinematográficos.
O ideal é começar o tour a partir de Setúbal, atravessando o estuário do Rio Sado de ferry boat, num trajeto de uma hora, para chegar a um dos mais extensos areais de Portugal: a Praia de Tróia Galé, na Península de Tróia.
Com 60 km de areias brancas, a badalada praia de Comporta foi eleita a mais chique da Europa
Além de aulas de surfe, caminhadas ao longo da praia, jogos de golfe e a observação de golfinhos na Reserva Natural do Estuário do Sado, vale explorar o rico patrimônio histórico, como as Ruínas Romanas de Troia, local com mais de 2 mil anos situado em um espaço abençoado pela natureza.
A apenas 17 km está a badalada Comporta, com mais de 60 quilômetros de areias brancas, eleita pelo jornal espanhol La Vanguardia a praia mais chique da Europa. Extensos arrozais e dunas brancas selvagens protegidas por lei atraíram personalidades como Christian Louboutin, Philippe Stark, Carolina de Mônaco, Madonna.
O passeio pelas praias e arrozais “Cavalos na Areia” e assistir ao pôr do sol no Porto Palafítico da Carrasqueira são programas bem procurados. Há bons restaurantes, lojas cool e praias com águas da cor do Caribe.
Vila Nova de Milfontes
Pouco adiante, chega-se em Carvalhal, enorme areal rodeado de dunas e banhado por mar calmo. Sua beleza singular harmonizada com a natureza do entorno foi destaque na revista Condé Nast Traveller, que considerou o destino como a aldeia mais bonita de Portugal.
Seguindo para o interior, a 40 minutos, é possível descobrir o castelo de Alcácer do Sal, imponente edifício de arquitetura de estilo islâmico, e a sua pacata vila. Mais ao sul, pela costa, a surpreendente Melides é um dos segredos mais bem guardados do litoral do Alentejo: suas praias são praticamente desertas.
Até Sines, a costa alentejana é uma extensão de areia contínua com agradáveis praias, como a do Pinheirinho e a da Galé. Em Melides e em Santo André pode-se escolher entre as praias de mar e as lagoas — são bons locais para canoagem e windsurfe. A encantadora Lagoa de Santo André é uma enorme reserva de água salgada situada literalmente ao lado do oceano, perfeita para levar as crianças.
Sines é uma das mais importantes cidades do Alentejo, com seu porto e um cabo de mar. Simpática, a cidade natal do navegador Vasco da Gama abriga um museu que conta sua história e nos leva a uma viagem no tempo. A rica gastronomia, que tem os frutos do mar como ingrediente principal, vale a visita. Prove a açorda de mariscos, a feijoada de búzios e as migas com peixe frito, e vai desejar repetir tudo!
Carvalhal, rodeada de dunas
A partir do porto de Sines, a paisagem se transforma e as suaves baías se alternam com praias mais cênicas, de formações rochosas. Entre todas as praias, São Torpes, Morgável e Vale Figueiros merecem uma parada.
Chegou a hora de se aventurar nas profundezas do mar e ver as impressionantes formações de corais de Porto Côvo, pitoresca aldeia de pescadores. Após um delicioso banho de mar, siga para o interior da região para apreciar as ruínas do sítio arqueológico de Miróbriga, em Santiago do Cacém. Localizado a apenas 18 quilômetros de Sines, é um importante vestígio da ocupação romana em Portugal.
O rio Sado dá um encanto especial à pacata Alcacer do Sol
A próxima parada é Vila Nova de Milfontes, onde os passeios de barco ou de canoa são muito agradáveis entre a praia e o rio Mira. Além de praias encantadoras, ali é produzido o vinho Cortes de Cima Branco, eleito um dos melhores do mundo.
Mais ao sul, o Cabo Sardão é um lugar agreste, mas também um miradouro deslumbrante sobre a costa recortada. Em pleno parque natural, a cegonha branca nidifica nas falésias. A poucos minutos, já se avista a antiga freguesia de Zambujeira do Mar, uma das mais visitadas do Alentejo. Recortada por altas falésias, de onde se pode apreciar a incrível vista para o mar agitado, conta com diversas pequenas praias ideais para a prática de surfe e bodyboard.
O rico patrimônio histórico na praia de Tróia Galé, como as Ruínas Romanas
A partir de Zambujeira do Mar, uma atividade imperdível para os aventureiros que praticam caminhadas é seguir pelo Trilho dos Pescadores até Odeceixe, que é parte de uma rede de trilhas da Rota Vicentina, que soma 400 quilômetros de paisagens deslumbrantes.
Essa trilha de 18 quilômetros está sempre junto ao mar, seguindo os caminhos usados pelos locais para acesso às praias ao longo das falésias, e é um passeio espetacular!
Representante do estaleiro Triton Yachts, Allan Cechelero é o convidado da vez no Loucos Por Barcos. Uma das novidades expostas no São Paulo Boat Show 2022 foi a atualização da linha Flyer, que aumentou para 38 pés.
Sobre as novidades do estaleiro para 2023, Allan revelou detalhes do projeto da lancha 400 HT e os planos de exportação para os Estados Unidos. Assista ao vídeo da entrevista completa:
O primeiro episódio da nova temporada da série “The Crown”, que acaba de estrear, dá destaque ao famoso iate Britannia — embarcação onde a princesa Diana e o (até então) príncipe Charles passaram a lua de mel.
A série, exibida pela plataforma de streaming Netflix, mostra uma cena de flashback do momento em que a rainha Elizabeth II, interpretada por Claire Fox, participa do lançamento oficial da embarcação, em 1953.
O lançamento foi feito pouco antes da coroação de Elizabeth II e a embarcação fez parte da frota real por 44 anos. Com tanto tempo de serviço, o iate pôde navegar mais de um milhão milhas náuticas.
Membros da família real britânica, em 1985, no iate Britannia. Da esquerda para a direita: princesa Margaret, príncipe Andrew, rainha Elizabeth II, príncipe Philip, Peter Phillips, príncipe Edward, princesa Diana segurando príncipe William, príncipe (hoje rei) Charles segurando Harry, princesa Anne e Zara Phillips
Com comprimento de 126 metros, divididos em cinco andares, possui diversas salas de jantar, estar e camarotes. Para mover a embarcação, haviam dois motores Parsons, que, juntos, alcançavam 1.200 hp. Com toda essa potência, sua velocidade máxima era de 22 nós (40 km/h).
ReproduçãoReprodução
O iate foi projetado pela John Brown & Co. LTD, a mesma empresa que cuidou dos navios de cruzeiros Queen Mary e Queen Elizabeth, também em 1953. Dos três, o Britannia possui um desenho mais inovador, com três mastros de até 42 metros.
Reprodução
Como serviu a família real britânica, diversos presidentes e importantes ministros tiveram a honra de estar a bordo da embarcação. Foi cenário de lua de mel para a princesa Margaret (irmã de Elizabeth II) com Antony Armstrong-Jones, além de receber os pombinhos Charles e Diana, em 1981, em viagem pelo Mediterrâneo.
Reprodução
Por precisar de uma reforma mais elaborada, o iate teve de ser desativado em 1997. À época, Elizabeth II chegou a se emocionar em um pronunciamento.
Olhando para esses 44 anos passados, nós podemos refletir com orgulho e gratidão para essa grande embarcação que serviu o país, a Marinha Real e minha família com tanta distinção – Elizabeth II
Hoje o Britannia está ancorado em Edimburgo, capital da Escócia, e virou um museu. Para homenagear a monarca, todos os relógios do navio mostram permanentemente 15h01 — horário exato em que Elizabeth II desembarcou pela última vez.
Reprodução
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Jaime Alves, um dos diretores da Flexboat, contou um pouco sobre o sucesso da marca em entrevista ao programa Loucos Por Barcos, além de falar sobre o lançamento da Flex 1100 open.
No bate-papo com Guilherme Kodja, Jaime revelou que a Flexboat planeja, para 2023, produzir semanalmente um Flex 450 completo. Confira a entrevista completa.
Lançada em 2022 e já com algumas unidades na água, a Victory 398 é uma lancha feita sob medida para agradar quem procura uma embarcação para pesca oceânica e, ao mesmo tempo, com atributos para satisfazer nos passeios em família — conceitos e objetivos aparentemente inconciliáveis, mas que são plenamente atendidos.
Estaleiro dirigido por um time de feras, tanto na construção de barcos quanto em navegação — em que diretor técnico, projetistas e gerentes comerciais são capitães de oceano, somando, juntos, mais de 200 mil milhas navegadas —, a Victory Yachts é referência na produção de lanchas de pesca no Brasil, com quase 20 anos de atuação no mercado.
Usando tecnologia de ponta e matéria-prima de alta qualidade, seus cascos são laminados 100% por infusão a vácuo com Divinycell, inclusive abaixo da linha d’água, processo que garante menos peso e maior resistência. Das instalações da empresa, em Santa Terezinha do Itaipu, no Paraná, saem oito modelos de lanchas, abertas ou cabinadas, não apenas de pesca, mas também de passeio — quando não, as duas coisas ao mesmo tempo, como é o caso da Victory 398.
Para alcançar a versatilidade, a Victory Yachts — além de se basear na experiência de seu time de craques — afirma ter estudado as expectativas de potenciais compradores.
Ao projetar um novo barco, o estaleiro sempre escuta quem já usa o produto no dia a dia, ficando aberto a sugestões para melhorar e aprimorar os futuros modelos – Eduardo Granda, capitão do estaleiro.
Na avaliação dessas expectativas, ficou claro que os potenciais clientes gostariam de uma embarcação com casco seguro, rápido e bom de mar, para enfrentar travessias oceânicas (esse é o sonho de todos nós).
Mas não só isso: junto com o alto desempenho, o desejo de que tivesse um cockpit com bom arranjo, recheado de acessórios para pesca e — ao mesmo tempo — espaço e recursos de uma daycruiser, além de um design caprichado.
O resultado foi uma lancha center console “todo terreno”, um verdadeiro 4×4 marítimo, com as comodidades de um modelo de luxo.
Os aficionados podem pescar no sábado e passear com a família no domingo. Ou, com tanto conforto, podem ir todos juntos até o mar azul.
Com quase 40 pés (12,10 metros de comprimento), proa alta, flare acentuado e 3,82 metros de boca, a Victory 398 é uma lancha que se diferencia por oferecer acomodações para até 18 passageiros curtirem um passeio tipo day use, além de atender todas as exigências de uma típica lancha de pesca de oceano.
Ou seja, é um barco para aventuras e expedições com conforto, integrando toda a segurança, estabilidade e desempenho de um casco feito para enfrentar longas travessias.
Um exemplo dessa versatilidade está na praça de popa da lancha, que oferece espaço para até 10 pessoas sentadas e está equipada com uma caprichadíssima estação gourmet, com bancada de madeira maciça de cedro, mesa rebatível, pia pressurizada, duas caixas térmicas e churrasqueira completa.
Muito bem pensado, esse ambiente garante a socialização entre amigos e familiares em grande estilo e com bastante espaço. Sem contar que, mesmo com a motorização de popa, ainda há espaço na plataforma, pertinho do mar, como todo mundo gosta, inclusive os pescadores na hora do embarque dos peixes.
A proposta é aproveitar o cockpit da melhor maneira possível durante as ancoragens, seja promovendo um churrasco, ou simplesmente descansando, quando não tomando um gostoso banho de sol. Para isso, na proa, há um sofá em forma de U, com amplo espaço para cinco ou seis pessoas sentadas.
A borda livre alta em toda a lancha proporciona encostos elevados que garantem proteção aos passageiros contra o vento e respingos.
À sua frente, uma mesa de madeira rebatível, duas bancadas com caixas térmicas (novamente, com fino acabamento em madeira de cedro), porta-copos, banco tipo espreguiçadeira para três pessoas e solário duplo acima da cabine, do jeito que todo mundo gosta.
Além disso, as passagens laterais do convés são confortáveis e largas, facilitando a circulação e operação do barco. Ela vem de série com um amplo hard top sustentado por tubos de inox com iluminação, gaiuta e espaço para instrumentos.
Opcionalmente, o estaleiro oferece uma versão com segundo comando na torre, para melhor avistar os cardumes. Este tipo de “Tuna Tower” pode ser customizado pelo proprietário e proporciona ampla visão do mar, além de mais emoção na pilotagem.
Para quem acha tudo isso pouco, a Victory 398 apresenta outras características especiais. Por exemplo, a ergonomia, que garante conforto e bom funcionamento postural de toda tripulação.
As bordas, por exemplo, têm alturas projetadas para que, na hora da briga com os peixes, a parte de trás da coluna dos pescadores trabalhe na posição correta.
Por sua vez, no posto de pilotagem — com aspecto de nave espacial, com suas três telas — o capitão tem uma ampla visão de navegação, com duas opções de altura no piso, em uma estação de comando com três lugares, incluindo o co-piloto e o terceiro passageiro.
Destaque para os bancos ergonômicos com encostos de cabeça, apoios de braço e assentos rebatíveis.
Na hora do descanso, a cabine tem o conforto na medida para uma lancha aventureira. Não é sofisticada, mas muito prática e adequada.
Com 1,97 m de altura, piso revestido com carpete EVA e acabamentos com madeira maciça de cedro, tem um sofá em “U” reversível para cama de casal, armários para roupas e cozinha completa com pia e gaveteiro, além de micro-ondas e geladeira.
O banheiro, de bom tamanho, com 1,85 m de altura, tem vigia de ventilação, é fechado e totalmente equipado, recurso mais do que bem-vindo para todos a bordo.
Para quem, acima de tudo, escolhe o barco pelos cuidados do estaleiro com a construção e o desenvolvimento do projeto, a Victory Yachts é referência. Seus cascos, segundo o fabricante, não afundam de jeito nenhum. Mesmo que rompidos, eles mantêm a flutuabilidade.
Para isso, contam com vários quesitos de segurança, como convés auto-esgotante, enclausuramento de poliuretano, infusão a vácuo com materiais de primeira qualidade e densidade da construção menor que a da água.
Para empurrar tudo isso — ou melhor, deslizar sobre as ondas –, a Victory 398 é versátil também na motorização, com opções que vão desde um par de motores de 300 hp até uma trinca de 400 hp, ou ainda um quarteto de 300 hp (sim, 1.200 hp!), passando por uma parelha Yamaha de 425 hp.
O tanque de alumínio de 1.450 litros permite navegar até 400 milhas náuticas (dependendo da motorização e velocidade), uma excelente autonomia. Já o tanque de água, de 208 litros, fica na medida para um fim de semana a bordo.
Comprovando sua vocação para a pesca, a Victory 398 oferece cinco urnas térmicas para gelo e peixes, quatro grandes compartimentos no piso e mais dois na proa.
Navegação da Victory 398
Para ver se o casco correspondia à expectativa criada desde que o estaleiro anunciou o seu lançamento, aceleramos a Victory 398 nas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em um dia de mar relativamente agitado e ventos médios com rajadas de 15 nós.
Na verdade, testamos duas versões dessa lancha, lado a lado. Aproveitando o fato dela ser versátil na motorização, testamos uma Victory 398 equipada com três motores de popa de 300 hp cada (totalizando 900 hp); e a outra com um quarteto de 300 hp (sim, 1.200 hp!).
Dada a partida, nas proximidades da Fortaleza de Santa Cruz, vem a confirmação: ambas são ágeis e velozes, mas a arrancada da versão com quatro motores, obviamente, é absolutamente mais impressionante.
Essa quase 40 pés é uma lancha de navegação ao mesmo tempo forte e suave. Com os flapes levantados, pegando um pouco de mar de través, seu casco não teve nenhuma dificuldade em cortar as ondas de aproximadamente um metro de altura, em período curto, amortecendo os impactos, como era de se esperar de uma embarcação feita para navegar em alto-mar.
Além disso, durante as manobras, mostrou muita desenvoltura, fazendo curvas com raio de giro reduzido, o que é sempre bom na pesca esportiva.
Testamos a versão com três motores na saída da boca da barra, com a maré entrando. Após acelerar fundo, em poucos segundos o giro sobe e o barco plana, revelando um arranque muito forte.
A proa subiu pouco e logo abaixou, e o barco se manteve extremamente na mão, sob controle, inclusive nas ondas maiores e com forte vento lateral.
Na versão com motorização tripla, a velocidade final chegou a 47 nós, marca que impressiona. A torre do barco testado reduz um pouco de sua aerodinâmica, além do peso extra, é claro. Sem esse opcional, a velocidade de top seria próxima dos 50 nós com os mesmos motores.
Na aceleração, foram necessários apenas 6,2 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós, outra bela marca.
Assumimos também o segundo posto de comando, no alto da torre. Com o gps anotando 34 nós no mar picado, fizemos sucessivas curvas e o casco adernou pouco, mantendo a sensação de controle, claro que com mais emoção, devido a altura em relação ao mar.
Ao mesmo tempo, o barco se manteve seco, sem respingos no para-brisa, e olha que estávamos em um dia de vento forte e mar com muita ondulação do lado de fora da Baía de Guanabara, o que mostra o acerto do projeto.
Por sua vez, a versão com quatro motores se mostrou um torpedo na água, superando os 65 nós de velocidade máxima e com uma aceleração realmente empolgante.
Em resumo, uma lancha impressionante na performance, na construção, na versatilidade e no conforto. Com ela, a evolução das lanchas cabinadas center console alcança um novo patamar, enquanto o estaleiro atinge uma ampla gama de clientes, desde um navegador que curte passeios em família, aqueles com estilo mais aventureiro e até o pescador mais “casca grossa”.
Saiba tudo sobre a Victory 398
Pontos altos
Casco navegador e cortador de ondas
Desempenho esportivo com aceleração empolgante
Qualidade da construção, estrutura e acabamento
Pontos baixos
Acabamento sem luxos, mas adequado à proposta do barco
Fixação da tampa do espaço gourmet
Painel elétrico na cabine sem porta protetora
Características técnicas
Comprimento máximo: 12,10 metros
Boca (largura máxima): 3,82 metros
Pé-direito na cabine: 1,97 metros
Pé-direito no banheiro: 1,85 metros
Ângulo de V na popa: 21 graus
Calado com propulsão: 0,60 m
Peso sem motor: 4.800 kg
Motorização: popa
Potência: de 600 a 1200 hp
Tanque de combustível: 1.450 litros
Tanque de água: 208 litros
Capacidade dia: 18 pessoas
Capacidade pernoite: 2 pessoas
Quanto custa a Victory 398
A partir de R$ 2,12 milhões, com três motores de popa de 300 hp cada. Preço pesquisado em novembro/2022. Para saber mais sobre o modelo testado, acesse o site oficial da Victory Yachts.
Consultor técnico: Guilherme Kodja Edição de texto: Gilberto Ungaretti e Denise de Almeida Edição de vídeo: Luiz Becherini Fotos: Victor Oliveira e Divulgação
Ex-ministro do Turismo e atual Secretário Estadual de Turismo e Viagens de São Paulo, Vinícius Lummertz publicou um artigo enfatizando o potencial que o país tem em relação ao turismo náutico e como esse setor é promissor.
Confira, abaixo, a íntegra do texto de Lummertz publicado no portal IG.
“Com 10,9 mil quilômetros de litoral, o Brasil é um país acostumado a explorar suas belas praias para o Turismo. No interior do país, são milhares e milhares de quilômetros de rios que também poderiam ser utilizados para fomentar o Turismo em cidades menores. Um enorme potencial que ainda precisa ser melhor explorado.
São Paulo, por exemplo, tem 120 municípios mapeados com vocação para o setor. São 630 quilômetros de costa marítima, cerca de 4,2 mil quilômetros de rios navegáveis e mais de 50 reservatórios (lagos e represas), mas ainda com poucos atrativos turísticos para atender a esta vocação. Para mudar essa realidade, demos um passo importantíssimo para desenvolver o turismo náutico em diversas regiões do Estado.
Em uma iniciativa inédita, a Secretaria de Turismo e Viagens encampou um plano de desenvolvimento do turismo náutico de grande impacto que vai transformar a realidade de 13 municípios do interior do estado, localizados à beira de rios, lagos e represas. São eles: Avaré, Fartura, Pederneiras, Piraju, Sales, Timburi, Araçatuba, Mira Estrela, Pereira Barreto, Presidente Epitácio, Rosana, Rubineia e Três Fronteiras.
Com investimentos de R$ 18 milhões, essas cidades já começaram a implantação de estruturas como passarelas, píeres flutuantes e sistemas de ancoragem, todos em peças pré-montadas. Em terra, deck de madeira, pergolado, mirante, paisagismo e mobiliário urbano. São projetos que vão mudar completamente a realidade desses municípios.
Um estudo do nosso Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) mostra que o número de turistas e excursionistas, que atualmente não ultrapassa 1,7 milhão por ano nas 13 cidades, chegará a quase 6 milhões em dez anos. Em termos financeiros, a movimentação direta e indireta nestes municípios deve passar de R$ 2,5 bilhões para R$ 8 bilhões por ano no mesmo período.
Ao contrário do que muita gente ainda possa imaginar, esse não é tipo de Turismo voltado somente a pessoas ricas. Muito pelo contrário. Segundo o Fórum Náutico Paulista, 60% das embarcações no Brasil são pequenos botes, de alumínio ou até infláveis, utilizados para o lazer de final de semana ou por pescadores amadores e esportivos.
Mesmo no caso de grandes barcos, o desenvolvimento econômico é democrático, desde a sua construção até a manutenção rotineira. Um barco de 52 pés (cerca de 13 metros), por exemplo, emprega a mesma quantidade homens/hora que um prédio de três andares. Quando está ancorado em uma marina, são gerados empregos para manutenção mecânica, limpeza e conservação. Todo o entorno também se beneficia, com a instalação de comércio, restaurantes e hotéis.
Além disso, para desenvolver o turismo náutico é essencial cuidar dos nossos rios. Na capital paulista, por exemplo, o Rio Pinheiros está sendo devolvido aos moradores e visitantes. Em suas margens, foi criado o Parque Linear Bruno Covas. Com o avanço da despoluição, espaços de estar vão sendo abertos, como quiosques e, nos mais de oito quilômetros já disponíveis, crianças e famílias desfrutam do saudável lazer ao ar livre, com playground, pistas de caminhada e corrida.
O próximo passo é efetivamente transformar o trecho urbano do Pinheiros em um rio navegável e trazer o turismo náutico para dentro da capital paulista. Um projeto que estará concretizado muito em breve.
Esses exemplos paulistas mostram o grande potencial do turismo náutico para todo o país. Todos os nossos 26 estados – e até o Distrito Federal – têm vocação náutica, sejam praias, sejam rios, sejam lagos, que merecem o desenvolvimento turístico, com estruturação e divulgação nacional e internacional. O Brasil, como venho repetindo aqui, é a grande potência mundial do Turismo – e o turismo náutico está na linha de frente das nossas maiores vocações”.
Gerente da área náutica da Yamaha, Luciano Guidugli foi o convidado do novo episódio do Loucos por Barcos. Durante a entrevista, Luciano revelou que, para 2023, a marca pretende fazer lançamentos globais simultaneamente — anteriormente as novidades levavam mais tempo para chegarem ao mercado brasileiro.
Guidugli também deu um spoiler sobre novos motores para o próximo ano. Confira a entrevista:
Arqueólogos descobriram, no último sábado (5), um barco com cerca de dois mil anos enterrado a cerca de dois metros de profundidade no mar de Sukošan, na Croácia.
Segundo os especialistas que estavam durante o processo de escavação, o navio possui partes em boas condições, pois a areia protegeu a madeira. Porém, algumas áreas foram danificadas pelo tempo.
Os pesquisadores afirmaram que a embarcação tem cerca de três metros de largura. Do seu comprimento, nove metros já foram vistos até o momento.
Reprodução: Zadarski
Toda essa nova descoberta foi divulgada pelas redes sociais do Centro Internacional de Arqueologia Subaquática de Zadar (ICUA Zadar). A escavação da embarcação aconteceu perto do antigo porto de Barbir.
Reprodução: Zadarski
O porto foi descoberto em 1973 e ele teria sido construído em duas fases: no século 1 — a construção da embarcação é vinculada com este período — e no século 4.
Também foram encontrados outros objetos como vasos de cerâmica, lamparinas a óleo e até moedas de bronze do Império Romano, tudo isso datado da mesma época.
Por ele estar afundado em uma profundidade muito próxima da superfície, cerca de dois metros, o trabalho da equipe (que não era numerosa), durava em torno de duas horas.
Reprodução: Zadarski
Com esta pesquisa, já chegamos na metade do navio. Cada parte descoberta, além de marcada é fotografada – Mladen Pešić
Pešić ainda afirmou que, se todo o trabalho der certo, a embarcação no futuro poderá ser exposta ao público. Para conhecer mais detalhes acerca do navio, algumas das suas peças foram enviadas para análise na França e os resultados irão confirmar onde foi feita sua produção.
Com o intuito de preservar o restante da área onde o barco foi encontrado, todo o entorno está protegido do contato de curiosos.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Alastair Gibson nasceu perto de Johannesburgo, estudou na escola King Edward VII e, durante as férias na casa de praia da família, se apaixonou pelas formas dos animais marinhos e foi fisgado pela dinâmica do peixe rápido que avistou, o que o levou a fazer aulas de escultura — uma característica fundamental no trabalho que produziria anos mais tarde.
Interessado em automobilismo por influência do pai, Alastair se formou em engenharia e se mandou para a Europa, movido pelo sonho de trabalhar na indústria esportiva do automobilismo. Ele passou 14 anos na Fórmula 1, 4 como mecânico-chefe da equipe Benetton e 10 como chefe da equipe de mecânica do BAR e Honda Grand Prix.
Feito com peças e materiais de carros do Grand Prix, o Mako Filhote reproduz o tubarão mais rápido dos oceanos
Por quase uma década, cuidou dos carros de Jenson Button, que é o feliz proprietário de uma das icônicas esculturas de tubarão-martelo de Alastair Gibson. Rubens Barrichello e David Richards também têm peças do artista.
Nos dias de folga da Fórmula 1, eu comecei a fazer esculturas com pedacinhos de titânio que pegava nas oficinas – Alastair Gibson
Ao observar semelhanças entre modernos carros de corrida e peixes, Alastair usou suas habilidades para desenvolver uma série de esculturas feitas com fibra de carbono. Teve a ideia de se tornar artista por volta de 1995, quando se juntou à equipe Benetton F1.
“Eu andava pelas oficinas de peças e pegava pedacinhos de titânio. Pensava na precisão e na beleza deles. Então, nos dias de folga, comecei a fazer esculturas. Todo ano eu fazia três ou quatro peças e dava para minhas amigas, ou minhas irmãs”, contou.
Inspirada no carro BWT Alpine Formula One Grand Prix 2022, a Baby Piranha Alpine é uma versão menor da escultura Racing Piranha 2, encomendada por Rubens Barrichello em 2007
Usando peças e tecnologia de Fórmula 1, ele conquistou o mundo com seus peixes de formas diferenciadas. Dessa forma, combinou suas paixões: arte, biologia marinha e o mundo do automobilismo.
Desde que se tornou artista profissional, Alastair abraçou todas as suas experiências para criar esculturas verdadeiramente únicas. A ligação entre sua carreira mecânica e a arte é essencial.
O peixe Hidro Aero 787 reproduz um peixe voador
Artista em tempo integral há 15 anos, Gibson é reconhecido como precursor na escultura de fibra de carbono, único que fazia esculturas exclusivamente com peças de carros de F1. Os olhos da escultura Hydro Octo, por exemplo, vêm de um rolamento de impulso do Honda Racing F1 Team, com a montagem de uma coluna de direção modificada.
A Dory de Carbono foi encomenda da Drang Gallery, do Reino Unido
De seu Studio 45, perto de Oxford, na Inglaterra, desenvolve uma série de projetos — de encomendas particulares e uma coleção de produtos lifestyle a instalações. Ainda utiliza seus conhecimentos de engenharia para reciclar peças e componentes dos carros de Fórmula 1, mas incorporou também o uso de metais, impressão 3D e outros materiais da vanguarda e tecnologia atuais.
Como um dos principais predadores dos oceanos, para mim a lula é uma peça incrível de design e engenharia – Alastair Gibson
O Humboldt de Carbono exibe a bela forma hidrodinâmica da lula de Humboldt
O trabalho de Alastair tem sido exibido em todo o mundo e suas esculturas já fazem parte de colecionadores na América do Norte, Europa, Ásia, Austrália, Oriente Médio e África do Sul. E pode ser conferido em várias galerias no Reino Unido, Estados Unidos, Europa Rússia e Dubai.
A estrela de Gibson está em ascensão no mundo contemporâneo e seu crescimento é merecido. Suas esculturas são visualmente notáveis, com muito cuidado nos detalhes. Embora ele tenha escapado para outros temas, ainda são os peixes o foco do seu trabalho. Você pode conferir mais de seu trabalho no Instagram do artista.
O representante do estaleiro NX Boats Jonas Moura é o convidado da vez do programa Loucos por Barcos. O empresário pernambucano contou que, a partir do ano que vem, suas embarcações também poderão ser equipadas com motor de popa, para acompanhar o mercado internacional.
“A gente não quer chegar (no mercado internacional) para ser mais um. A gente quer fazer a diferença”, revelou Moura na conversa com Guilherme Kodja. Outra novidade é que no Boat Show de Miami, que acontecerá em fevereiro de 2023, o estaleiro irá expor a NX 400, com motor V12. Para saber mais detalhes, confira o vídeo completo:
A Rudá Asa Alumínio, de 43 pés, foi a embarcação campeã da classe ORC na 72ª Regata Santos-Rio, a regata oceânica mais antiga do país. No tempo corrigido, o barco do Guarujá finalizou a prova à frente do Phoenix (ICS) e do Maestrale 4 (ICRJ).
Já na categoria VPRS, quem venceu foi a equipe do Loyalty 06 (VDS/ ICRJ). Em segundo lugar ficou a embarcação Ventaneiro 3 (ICRJ) e fechando o pódio a equipe do Xamã Matrix (ICS) — barco vencedor da Santos-Rio em 2021, com 37h29m20 no percurso de 200 milhas náuticas (360 km).
Foi uma regata com muitas mudanças na direção do vento. Não foi uma prova muito pesada em termos de mar, mas exigiu várias decisões e estratégias. Foi uma vitória inesperada – Mario Martinez, comandante do Rudá
A equipe liderada por Mario tem base na Marina Supmar e no Clube Internacional de Regatas fez toda a prova em exatos 39h28min54s.
A Fita Azul ficou com o barco gaúcho Crioula, de 52 pés. A equipe do velejador olímpico Samuel Albrecht marcou 27h3min11s, mas ficou em quinto lugar.
O barco Phoenix teve como timoneiro o bicampeão olímpico Torben Grael. Ele segue invicto como vencedor geral da competição, com seis títulos acumulados. O ganhador de cinco medalhas olímpicas ainda revelou que a estratégia escolhida pelo seu time foi de navegar próximo da costa, pois, assim, seu barco tinha um bom ângulo em relação ao vento.
Foto: Balaio de Ideias
Quem também adotou a mesma estratégia foi a embarcação terceira colocada na classe ORC, a Maestrale 4. O almirante Adalberto Casaes pontuou que os companheiros tinham uma difícil decisão: ou se abriam para o mar ou ficavam mais perto da costa.
Alexandre Leal, comandante do Loyalty, contou ter sido ótima a experiência de vencer na categoria VPRS — classe que, segundo ele, dá um equilíbrio maior para os barcos modernos.
Procurei um projetista para adequar as velas ao regime de ventos da costa brasileira, por isso o Loyalty ganhou mais velocidade – Alexandre Leal, comandante do Loyalty
Foto: Balaio de Ideias
Confira os vencedores da 72ª Regata Santos-Rio
ORC: Rudá Asa Alumínio
VPRS: Loyalty 06
BRA-RGS: Força Maior
Fita Azul: Crioula
Clássicos: OKA
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Um antigo superiate foi adaptado para levar pequenos grupos a um destino paradisíaco e de difícil acesso: as Ilhas Galápagos. Batizado de National Geographic Islander II, o barco foi recentemente incorporado à frota da Lindblad Expeditions.
Com excursões ao refúgio de vida selvagem que inspirou Darwin a elaborar sua teoria da evolução, a embarcação tem apenas 26 suítes e recebe até 48 passageiros com muito conforto.
Ao longo dos seus 280 pés (85 m) de comprimento, o barco que navega até o destino equatoriano abriga um deck espaçoso para observação de fauna e flora, piscina, sauna, opções internas e externas de restaurantes e até um centro científico de estudos com equipamentos de alta tecnologia.
Segundo Sven Lindblad, presidente da Lindblad Expedition, nesse tipo de embarcação de expedição o foco é o destino e o que o navegante encontra do lado de fora da embarcação, diferentemente dos navios de cruzeiro comuns, mais focados no entretenimento dentro do navio.
Tanta exclusividade tem seu preço. Um cruzeiro de sete noites no National Geographic Islander II custa a partir de US$ 9.390 (cerca de R$ 50 mil, em valores convertidos em novembro de 2022).
O navio é como um acampamento base para a expedição. Estamos em áreas remotas e não dependemos de nenhum tipo de infraestrutura da costa.
– Sven Lindblad, presidente da Lindblad Expedition
Com o intuito de dar uma experiência mais realista aos exploradores que visitam este que é um dos lugares mais fascinantes do mundo, o barco tem staff equatoriano, usa ingredientes locais em seu spa e objetos de decoração produzidos por artistas e artesões do Equador. Por isso, é uma “experiência equatoriana totalmente diferente e imersiva”, nas palavras da equipe da Lindblad.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Fórum Náutico Paulista realiza todos meses reuniões virtuais com palestrantes e convidados, abordando diferentes temas, com o intuito de orientar e esclarecer diversos assuntos do setor náutico.
O próximo encontro do Fórum será nesta quarta-feira (9), às 14h30, e abordará o seguinte tema: A importância do ordenamento costeiro e aspectos da Normam-11.
Seguindo os protocolos das sessões anteriores, ela será realizada pela plataforma Zoom e é aberta para o público acompanhar. Para acessar, o ID da reunião é 871 6372 7230 e a senha é 677203.
Na primeira parte do encontro será apresentado a ata da reunião de outubro de 2022 e, logo em seguida, falará o palestrante convidado Tenente Thiago Gennari, que cuida da Divisão de Inspeção Naval e Vistorias da Marinha do Brasil. O tenente também é responsável pelo apoio às Prefeituras sobre seus ordenamentos costeiros.
Durante o encontro haverá também representantes das seguintes câmaras temáticas
Indústria Náutica
Coordenada por Marcio Dottori
Marinas e Meio Ambiente
Coordenada por Mario Fontes
Navegação e Segurança
Coordenada por Mario W. Bandeira
Turismo Náutico
Coordenada por Bianca Colepicolo
O próximo encontro deste grupo acontecerá no dia 7 de dezembro de 2022. Para quem quiser assistir aos encontros anteriores no Facebook do Fórum Náutico Paulista.
O Fórum Náutico Paulista tem, entre suas principais metas, as melhorias das instalações náuticas, formação de mão-de-obra qualificada, criação de um ambiente econômico favorável ao setor e ordenamento das questões ambientais.
Para atingir esses objetivos, o Fórum conta com o apoio de um grande grupo técnico de voluntários, do Sebrae, da Invest São Paulo, da Desenvolve São Paulo, e de várias entidades para fomentar o setor, e com várias Secretarias de Estado, para eliminar os gargalos, como a racionalização tributária e criação de novos marcos regulatórios que ofereçam aos empresários e investidores a segurança institucional e econômica necessária.
*Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Roberta Ramalho, CEO do estaleiro paulista Intermarine, é a convidada do novo episódio do programa Loucos Por Barcos. Ela contou que a filosofia do estaleiro é focar nos detalhes de cada embarcação, focando na experiência do cliente.
Na conversa com Guilherme Kodja, Roberta contou muitos detalhes sobre a nova linha HDF, aposta ainda mais premium do estaleiro, e sobre a 24M, o maior barco exposto no São Paulo Boat Show 2022. Confira a entrevista completa:
Aproveitar o final de semana às margens de um dos mais importantes rios da cidade de São Paulo tem sido um passeio que atrai cada vez mais adeptos – algo que parecia bem improvável poucos anos atrás.
Com o processo de despoluição, o rio Pinheiros virou point para famílias inteiras andarem de bicicleta por sua ciclovia ou mesmo caminharem pelo Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros.
Um dos pontos altos do trajeto é um local bastante “instagramável”: o mirante flutuante próximo à Ponte Estaiada, um dos mais importantes cartões-postais da capital paulista.
Batizado de Mirante Estaiada, o local foi inaugurado em junho deste ano e oferece uma ótima chance de se contemplar o rio Pinheiros de pertinho, além de proporcionar um novo ponto de vista da megalópole e seu skyline imponente.
Local perfeito tanto para um descanso em meio ao passeio pelo parque linear, o Mirante possibilita tirar uma bela selfie emoldurada pela Ponte Estaiada e as águas do rio e ainda conta com vagas para estacionar sua bike e tomadas USB.
A alta procura de visitantes pela estrutura flutuante ressalta mais uma vez como trazer a vida de volta ao rio traz benefícios para a natureza, aumenta as possibilidades de lazer da população e escancara a vocação da capital paulista para o mercado náutico.
A entrada do parque linear onde o mirante está localizado é gratuita. Para mais informações sobre o parque e como chegar, acesse a página do Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros.
Um casal australiano decidiu pôr em prática um sonho: viver por pelo menos um ano navegando. O detalhe é que David e Erin Carey não possuíam experiência alguma velejando e tinham três filhos pequenos à época, o que torna a aventura um pouco mais desafiadora.
Sete anos atrás, os dois deixaram seus empregos no governo australiano, onde recebiam bons salários, e começaram o planejamento para cumprir esse objetivo e conseguir viajar ao mesmo tempo em que cuidam da educação das crianças — hoje com idades entre 8 e 13 anos.
O sonho da família Carey surgiu após o casal assistir a um documentário sobre veleiros. A partir daí, a família — que vivia na cidade de Adelaide — decidiu criar um planejamento para um dia poder fazer uma viagem desse porte.
Assim, por cerca de dois anos, o casal juntou suas economias até ter dinheiro suficiente para a compra da embarcação. O modelo de veleiro escolhido possui mais de 14 metros de comprimento e foi batizado de Roam.
Com a compra do barco resolvida, o casal ainda precisou recorrer a um empréstimo financeiro, para não passar nenhum sufoco financeiro em alto-mar, já que passariam ao menos 12 meses sem emprego.
Reprodução: Autoevolution
Em entrevista ao Euronews, Erin contou que ela e seu marido fizeram aulas de vela, com o intuito de terem a completa noção sobre o assunto, assim como aulas de primeiros socorros, para saber agir caso surgisse algum problema entre os navegantes.
Um ponto ressaltado pelo casal é que eles dão preferência para navegarem apenas aos finais de semana. Desta forma, a aprendizagem das crianças e o trabalho de Erin não são tão afetados e eles sentiam como se morassem em um apartamento sobre as águas.
Reprodução: Autoevolution
A família já visitou diversos destinos ao redor do globo, entre eles, as belas águas da região do Caribe, o mar Mediterrâneo e até uma travessia do Atlântico, em direção a Portugal.
Na lista de desejos da família ainda está visitar a Turquia e Marrocos, após o inverno europeu — período em que eles vão aproveitar o calor na Austrália.
*Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Prestes a celebrar os 30 anos do estaleiro catarinense Schaefer Yachts, Marcio Schaefer é o convidado do novo episódio do programa Loucos por Barcos. Durante a entrevista a Guilherme Kodja, Marcio Schaefer contou detalhes de sua trajetória, revelando inclusive que a paixão por barcos começou muito cedo em sua vida. Confira a entrevista completa:
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