Turismo sustentável na Amazônia foi destaque em debate do Mtur a bordo do JAQ H1

A secretária-executiva Ana Carla Lopes destacou o simbolismo do painel por um turismo sustentável dentro do barco movido a hidrogênio

Por: Redação -
18/11/2025

O turismo brasileiro está sendo reescrito com as diretrizes da sustentabilidade, do propósito e da responsabilidade social. Essa foi a tese do painel sobre turismo sustentável na Amazônia, realizado no barco JAQ H1, movido a hidrogênio verde. A embarcação, focada em pesquisas e educação ambiental, está exposta na Estação das Docas durante a COP30.

A gente não está em cima de qualquer barco, estamos em cima de um barco movido a hidrogênio, uma energia limpa– destacou a Secretária-Executiva do Ministério do Turismo (MTur), Ana Carla Lopes

Durante a palestra desta segunda-feira (17), Lopes explicou que o novo perfil do viajante exige uma relação mais profunda com o destino e o seu impacto. Segundo ela, “o perfil do turista mudou. Ele busca ter uma relação mais próxima com a natureza e entender o impacto da própria viagem. O turista de hoje quer saber por que está indo, e não apenas para onde vai.”

Secretária-Executiva do Ministério do Turismo (MTur), Ana Carla Lopes. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

A gente ta fazendo aqui essa discussão, esse debate, promovendo o turismo sustentável na Amazônia. É um feito, um simbolismo que vai ficar marcado na história– destacou Lopes sobre o painel a bordo do JAQ H1

Para capitalizar essa demanda por turismo de experiência ligada ao ecoturismo, o MTur utilizou a COP30 para reforçar uma iniciativa que integra o papel da Amazônia como alvo de desenvolvimento. Trata-se do lançamento do projeto da maior trilha sinalizada da América Latina, com 456 quilômetros, que atravessa sete unidades de conservação dentro da floresta Amazônica.

Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

Para mim, esse percurso na Amazônia é um espaço vivo de encontro, sabedoria e alegria. Essa trilha tem muita potência e seguirá crescendo com capacitação e parceria entre governo federal, estados e iniciativa privada– afirmou a secretária

Comunidade e zero emissões

A estratégia do MTur foca em garantir que o turismo seja um motor de desenvolvimento que respeite o território. Isso envolve o apoio técnico e a capacitação de comunidades ribeirinhas, indígenas e artesãos em negócios, precificação e uso de redes sociais.

Daniel Cady. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

A visão da Secretaria foi endossada pelo ambientalista Daniel Cady. Segundo ele, as pessoas buscam experiências imersivas: “O turismo está mudando. As pessoas não querem só uma foto bonita, querem silêncio, contato real, saber a história daquele lugar, sentir o cheiro da terra, ver os animais.”

Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

Ernani Paciornik, idealizador do projeto JAQ e presidente do Grupo Náutica, destacou o simbolismo da embarcação para educação ambiental e impulso ao ecoturismo, já que o barco, equipado com hidrojato, é capaz de navegar por águas rasas em vias fluviais.


“Com o JAQ H1, a nossa intenção sempre foi ir além do discurso e contribuir com ações que integrem as pessoas e a natureza. Queremos deixar um legado concreto e mostrar, na prática, que a transição energética não é uma ideia abstrata, é algo possível e tangível”, disse.

 

Financiado 100% pela iniciativa privada o projeto JAQ H1 tem parceria com a Itaipu Parquetec, GWM, Heineken e Artefacto. A embarcação, focada em pesquisas e educação ambiental, tem sistema hotelaria preparado para operar com hidrogênio verde e conta com auditório para 50 pessoas, que serve de palco para debates durante o período da conferência.

 

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    Salão de Usados NÁUTICA: Fairfax é a seguradora oficial do evento

    Há mais de 35 anos no mercado, empresa oferece seguros para embarcações que cobrem diversas necessidades

    O Salão de Usados NÁUTICA, evento inédito promovido pela Boat Show Eventos, recebe um grande reforço para a sua primeira edição, que ocorrerá de 20 a 23 de novembro: a Fairfax Seguros, seguradora oficial do evento.

    A atração terá como palco a inauguração da Marinas do Atlântico, novo polo náutico de alto padrão de Angra dos Reis e primeira marina da América do Sul a oferecer a tecnologia de píeres flutuantes de concreto da SF Marina.

     

    Com mais de 35 anos de experiência, o Grupo Fairfax atua no segmento comercial, industrial, varejo e digital em mais de 100 países nos ramos de seguros e resseguros.

    Marinas do Atlântico em imagem ilustrativa 3D. Foto: Divulgação

    Segundo a empresa, a marca oferece soluções diferenciadas, inovadoras e sob medida na transferência de riscos, o que assegura um crescimento sustentável e proporciona um relacionamento de longo prazo com os segurados.

     

    A Fairfax oferece no seu catálogo seguros para embarcações — que cobrem desde grandes operações portuárias e construção naval, até  apólices para embarcações de recreio (como lanchas e veleiros).

    Como chegar ao evento

    Localizada na Baía do Pontal, em Angra, a Marinas do Atlântico tem fácil acesso por terra ou pelo mar. Por terra: acesso direto pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), com estacionamento no local. Pelo mar: quem chegar navegando encontrará um píer exclusivo para desembarque, com toda a estrutura para receber os visitantes no evento.

    Salão de Usados NÁUTICA

    Quando: de 20 a 23 de novembro

    Onde: Marinas do Atlântico, em Angra

    Horário: das 10 às 20 horas

    Como chegar: Rodovia Procurador Haroldo Fernandes Duarte, KM 493, Pontal, Angra dos Reis, RJ

    Saiba mais no site oficial do evento

    Faça seu credenciamento gratuito aqui

     

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      JAQ H1 reuniu mais de mil pessoas durante abertura à visitação pública na COP30

      Embarcação movida a hidrogênio verde recebeu moradores e participantes da conferência para uma visita guiada nos dias 15 e 16 de novembro

      Por: Redação -

      A abertura do JAQ H1, embarcação da JAQ Apoio Marítimo que vai operar com o sistema de hidrogênio, atraiu mais de mil pessoas nesse fim de semana da COP30, na Estação das Docas, em Belém (PA). Nos dias 15 e 16 de novembro, moradores e participantes da conferência lotaram o píer para conhecer por dentro o barco de 36 metros que já tem toda a parte de hotelaria, iluminação, climatização e sistemas internos preparada para operar com hidrogênio verde.

      Durante a visita, os participantes percorreram os ambientes da embarcação, que equivale a cerca de 400 m² de área, e conheceram o auditório para 50 pessoas, que será utilizado para debates, cursos e atividades de educação ambiental. Também puderam entender como funcionam os sistemas de hotelaria do barco, de climatização à iluminação, já preparados para operar com hidrogênio nesta primeira fase da iniciativa.

      Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

      O projeto, 100% financiado pela iniciativa privada, reserva ainda próximos passos. Em dezembro, em Fortaleza (CE), o barco receberá um motor MAN com propulsão dual fuel, capaz de utilizar até 20% de hidrogênio na mistura e reduzir em até 80% as emissões de CO₂. Também já está confirmada a escala e abastecimento posterior no Porto de Suape (PE), ainda este ano.

      JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      No ano que vem, o barco deve percorrer as capitais de portos de todo o Brasil com foco em educação ambiental. Para 2027, será apresentada uma nova embarcação, a JAQ H2, de cerca de 50 metros, projetada para gerar seu próprio hidrogênio a bordo.

      Geovani Pantoja / Revista Náutica

      “A COP30 é muito importante para a nossa cidade, porque aqui sentimos os efeitos das mudanças climáticas de forma intensa, talvez mais do que em muitas outras regiões. Por isso, considero fundamental conhecer de perto tecnologias como a do JAQ H1, que apontam caminhos reais para melhorar a vida no planeta e o legado que vamos deixar para os nossos filhos”, disse Elaine Brazão, moradora de Belém que visitou o barco.

      Geovani Pantoja / Revista Náutica

      “É um privilégio acompanhar tantos eventos paralelos na nossa cidade durante a COP30. Tenho vindo para aprender e observar de perto as novas tecnologias. Acredito que o futuro está aí e que precisamos valorizá-lo para incentivar nossas crianças a usar recursos que poluam menos o planeta. Vim com a família e até brinquei que hoje seria um dia para absorver o máximo de conhecimento e visitar vários eventos da COP”, ressaltou Renata Sousa, outra moradora.

      Tenho certeza de que, em alguns anos, veremos bons resultados de tanta pesquisa e busca por inovação– destacou Renata


      “Ficamos surpresos e muito felizes com o interesse de tantas pessoas em visitar o JAQ H1. Isso mostra que a sociedade quer entender, de perto, as soluções que já existem para uma navegação mais limpa e reforça que não se trata apenas de um barco diferente, mas de um conceito de pesquisa, educação e inovação que nasce no Brasil com potencial de inspirar outros países e acelerar a descarbonização do setor marítimo mundial”, afirmou Ernani Paciornik, idealizador do projeto JAQ, presidente do Grupo Náutica e que atua em parceria com Itaipu Parquetec, GWM, Heineken e Artefacto.

       

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        Motor Yanmar é colocado no Veleiro Bravura no 16º episódio da série

        Angelo Guedes avança em pontos importantes, embora ainda deva enfrentar desafios. Confira!

        Por: Nicole Leslie -

        O 16º episódio da série que acompanha a construção do Veleiro Bravura vai ao ar nesta terça-feira (18), às 20h no Canal Náutica, no YouTube. Embora o barco já mostre avanços significativos, ainda faltam algumas etapas até a tão aguardada primeira navegação. Neste capítulo, Angelo Guedes leva o motor Yanmar 3JH40 para dentro da embarcação, dá início a novos acabamentos e, como de costume, enfrenta uma série de imprevistos no processo.

        As manobras para posicionar o motor dentro do veleiro não foram nada simples. O equipamento, que segundo Angelo pesa mais de 300 kg, precisava ser içado e depositado com precisão no berço construído especialmente para recebê-lo.

        Motor Yanmar 3JH40 no topo do casco do Endurance. Foto: Revista Náutica

        Um guincho chegou a ser contratado para o serviço, mas o operador desistiu diante da complexidade da tarefa. Sem outra alternativa, o construtor decidiu resolver o problema por conta própria.

        Foto: Revista Náutica

        A solução encontrada foi, no mínimo, engenhosa: Angelo improvisou uma espécie de tobogã de madeira, que permitiu deslizar o motor com segurança até o local desejado. Para garantir o controle da descida, ele criou um sistema de fitas, que permitiu deslocar o equipamento lentamente e de forma simétrica, até que o motor Yanmar 3JH40 fosse finalmente depositado no interior do veleiro.

        Foto: Revista Náutica

        Mas os desafios não pararam por aí. No episódio, Angelo explica que deixou para depois algumas etapas de acabamento ao redor do berço do motor — decisão que acabou complicando o trabalho. Com o equipamento já no lugar, ele precisou desmontar estruturas próximas para finalizar o encaixe, o que exigiu ainda mais paciência e precisão.


        O novo episódio também mostra o início da instalação elétrica, feita com a ajuda de um eletricista — necessário após um susto no episódio anterior, quando Angelo levou um choque.

        Angelo instalou os cinco vidros da dog house. Foto: Revista Náutica

        Além da parte elétrica, o construtor avança na colocação de acabamentos como alguns revestimentos, no chão e teto, e ainda instala a corrente da âncora, algumas prateleiras estratégicas e os cinco vidros da dog house, responsáveis por permitir a entrada de luz natural na parte interna do veleiro.

        Foto: Revista Náutica

        Mesmo após quatro anos e meio de trabalho em maioria solitário e ainda sem previsão para a estreia nas águas, Angelo mantém o entusiasmo.

        Gosto demais do que estou fazendo. Isso aqui, para mim, é a maior curtição-afirmou

        A cada episódio, os desafios estruturais dão lugar aos detalhes que transformam o projeto em uma embarcação completa. Agora, o foco está nos revestimentos e acabamentos finais, para que o Veleiro Bravura una segurança, funcionalidade e o toque profissional que o construtor amador tanto busca.

         

         

        Impulsionado pela Yanmar

        Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

        O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

         

        Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

        De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

         

        O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


        Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

        Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

         

        A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

         

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          Baseada em fatos reais: minissérie da Netflix retoma o Naufrágio de Heweliusz aos holofotes

          Em cinco episódios, produção recria tragédia e desdobramentos em busca de justiça

          Por: Nicole Leslie -
          17/11/2025

          Além de entretenimento, produções cinematográficas podem cumprir o papel de retomar assuntos em busca de manter algumas discussões vivas. É justamente com essa proposta que a Netflix lançou, no início deste mês, a minissérie “O Naufrágio do Heweliusz”.

          Baseada em fatos reais, a produção recria a cena trágica do naufrágio da balsa MS Jan Heweliusz, que aconteceu em 1993 e é considerada a maior tragédia marítima da Polônia. Na época, uma forte tempestade fez com que a embarcação — que já carregava um histórico de problemas estruturais e reparos improvisados — virasse, causando a morte de 55 das 64 pessoas a bordo.

          O Naufrágio de Heweliusz. Foto: Netflix / Divulgação

          Os cinco capítulos recriam não apenas o contexto e o momento da tragédia, como mostram os desdobramentos em busca de justiça que aconteceram ainda à época. Com imagens instáveis, cenas rápidas e cores escuras, os episódios cumprem o papel de transmitir o drama, medo e desespero vividos na situação.

          O Naufrágio de Heweliusz. Foto: Netflix / Divulgação

          Estreada neste mês de novembro, a minissérie é dividida em diferentes perspectivas: da tragédia, dos familiares das vítimas, do capitão (que estava de férias e, portanto, não estava a bordo no momento do acidente) e da investigação que se arrastou por anos.

          O Naufrágio de Heweliusz. Foto: Netflix / Divulgação

          Cada episódio tem, em média, uma hora de duração — o que facilita de maratonar em um fim de semana. Não à toa, na semana de estreia, O Naufrágio de Heweliusz ficou entre as séries mais assistidas da Netflix.


          Trailer oficial: O Naufrágio de Heweliusz

           

           

           

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            COP30 marca virada da transição energética naval com barcos a hidrogênio

            Brasil apresenta duas embarcações movidas a hidrogênio que ficam como herança tangível da conferência: o BotoH2 e o JAQ H1

            Por: Redação -

            Em meio a milhares de negociações, discursos e anúncios de metas climáticas, a COP30 vai deixar um legado concreto para a navegação brasileira e com potencial de impacto global: embarcações que já operam, ou estão prontas para operar, com hidrogênio verde, além de um projeto de barco totalmente autossuficiente, capaz de gerar seu próprio hidrogênio a bordo.

            Em Belém, no Pará, dois protagonistas dessa virada chamam atenção: o BotoH2, patrocinado pela Itaipu Binacional, é primeira embarcação do país a unir célula de combustível a hidrogênio e painéis solares que ficará de legado para a cidade de Belém; e o JAQ H1, barco que apresentou sua hotelaria movida a hidrogênio verde e vai percorrer as principais capitais do país.

            JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

            O BotoH2, de 9,5 metros de comprimento, permanecerá em Belém após a COP30 e será incorporado às Unidades de Valorização de Resíduos Sólidos (UVRs) em implantação na cidade para facilitar a coleta de recicláveis nas ilhas e com isso reduzir a dependência de barcos a diesel em mau estado, ainda comuns na região.

            Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

            O programa prevê também reforma de galpões, fornecimento de equipamentos (esteiras, prensas, caminhões-baú) e assessoria em gestão às cooperativas de catadores, com impacto direto na renda, na organização e nas condições de trabalho desses profissionais.

            Motor do barco é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente pelo Itaipu Parquetec que utiliza gás hidrogênio armazenado em cilindros. Foto: Revista Náutica

            Já o JAQ H1, primeiro barco da empresa JAQ Apoio Marítimo, tem 36 metros de comprimento, cerca de 400 m² de área útil, auditório para 50 pessoas e estrutura de embarcação oceânica. Ele foi 100% financiado pela iniciativa privada e nasce com vocação nacional: após a COP30, deverá percorrer diversas capitais brasileiras para apresentar o sistema da célula de hidrogênio verde.

            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

            Na primeira fase, apresentada em Belém, toda a hotelaria do barco, com iluminação, climatização e sistemas internos, já está preparada para operar com hidrogênio verde. Na segunda etapa, em dezembro, em Fortaleza, será instalado o motor da MAN com sistema de propulsão dual fuel, capaz de utilizar 20% de hidrogênio na mistura, o que reduz em até 80% a emissão de CO2 da embarcação. Após isso, o barco atracará no Porto de Suape, em Pernambuco, para o abastecimento do hidrogênio.

            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

            Na terceira fase, prevista para 2027, a empresa irá apresentar uma nova embarcação: a JAQ H2. Com cerca de cerca de 50 metros, o barco será capaz de gerar seu próprio hidrogênio a bordo através da dessalinização da água do mar por meio de um eletrolisador que quebra as moléculas de hidrogênio e oxigênio, para armazenar o hidrogênio e tornar viável a autossuficiência energética com emissão zero.

             

            A missão das duas unidades será cruzar os principais biomas brasileiros, combinando pesquisa científica, educação ambiental e trabalhos portuários. Graças ao uso de hidrojatos, o JAQ H2 consegue navegar em áreas de menor profundidade, o que permite alcançar comunidades ribeirinhas e ampliar o alcance das ações de sensibilização climática.


            O projeto JAQ H1 é financiado 100% pela iniciativa privada e reúne parceiros que contribuem com expertise e tecnologia. É o caso do Itaipu Parquetec, que forneceu know-how e suporte técnico no comissionamento do sistema e da GWM, que trouxe a tecnologia dos equipamentos, enquanto a MAN passa a atuar na etapa de propulsão, com a instalação de dois motores dual fuel.

             

            “Na COP há muito debate e isso é fundamental. Mas, desde o início, nossa intenção foi ir além do discurso e mostrar soluções concretas”, afirma Ernani Paciornik, idealizador do projeto JAQ e presidente do Grupo Náutica.

            Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

            “O BotoH2 fica como legado direto para Belém para apoiar os catadores e ajudar a cuidar dos rios da cidade. O JAQ H1 vai rodar o país como barco que vai apresentar o sistema da célula de hidrogênio nas principais capitais do Brasil. São dois projetos brasileiros que provam, na prática, que já é possível navegar com muito menos impacto.”

             

            “Estamos dando a nossa contribuição ao planeta com embarcações que qualquer pessoa pode visitar, entrar, fazer perguntas e entender como funcionam. Quando um estudante pisa a bordo e vê um barco silencioso, sem fumaça, movido por uma tecnologia que pode usar energia limpa, ele percebe que o futuro não é promessa, é realidade. Esse é o legado que queremos deixar da COP30”, finaliza o executivo.

             

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              Bombordo viabilizará venda de barcos de pessoas físicas no Salão de Usados NÁUTICA

              Conhecida como “Airbnb” dos barcos, empresa de aluguel de embarcações é parceira oficial do evento, onde consolidará sua entrada no mercado de vendas

              Quando os proprietários que alugavam começaram a querer vender, e os clientes que alugavam começaram a querer comprar, a Bombordo identificou uma nova oportunidade no mercado. Já consolidada no ramo de aluguel de embarcações — com direito ao apelido de Airbnb dos barcos —, a empresa agora passará a também vendê-los, e o palco que consolidará esse novo passo não poderia ser mais especial: o Salão de Usados NÁUTICA.

              Inédito e totalmente dedicado a barcos seminovos, o salão promovido pela Boat Show Eventos — responsável pelos maiores salões náuticos da América do Sul — ocorrerá de 20 a 23 de novembro, na nova Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis, onde promete unir negócios, lifestyle e grandes experiências.

              Marinas do Atlântico. Foto: Divulgação

              A Bombordo, parceira oficial do evento, conta com site e aplicativo para conectar quem quer alugar uma embarcação a proprietários que desejam rentabilizar seu patrimônio. A ideia, que ganhou forma em 2021, foi um sucesso, e, não à toa, a plataforma já soma mais de 600 embarcações cadastradas, entre lanchas, veleiros, escunas, iates e até casas flutuantes.

              Foto: Instagram @bombordo.br / Divulgação

              Rafael Tebet, fundador e CEO da Bombordo, explicou à Náutica que muitos dos barcos cadastrados para aluguel também estão à venda. “De maneira natural e orgânica, entendemos que havia uma grande sinergia também com o mercado de compra e venda”, detalhou.

              Rafael Tebet, fundador e CEO da Bombordo. Foto: Instagram @bombordo.br / Divulgação

              A conta é simples: além de ter os barcos, a empresa conta com uma base repleta de potenciais compradores — que são os mesmos proprietários que buscam embarcações maiores ou modelos novos.

              É o mesmo cliente que sempre alugava um barco e agora está dando o passo de comprar o seu próprio. Isso sempre aconteceu de forma pontual, mas, recentemente, essa demanda passou a vir com força– resumiu Tebet

              A expansão para o mercado de vendas é um grande marco na recente história da Bombordo. A presença na 1ª edição do Salão de Usados NÁUTICA como parceira oficial, por sua vez, vem para sacramentar esse movimento.


              Isso porque a empresa será a responsável por viabilizar que pessoas físicas interessadas em comercializar barcos seminovos possam fazer isso durante o salão, já que o evento é voltado para empresas — brokers e companhias que trabalham com seminovos.

              A Bombordo será a empresa parceira responsável por receber o barco desse proprietário interessado e o levar para exposição no evento– completou Tebet

              Salão de Usados Náutica

              O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dia, os visitantes poderão participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.

              Praia do Dentista, Ilha da Gipoia, em Angra dos Reis. Foto: Divulgação

              Além da experiência a bordo, o evento oferecerá momentos de sunset e networking, com música ao vivo e um ambiente descontraído, perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico. Tudo isso na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos.

               

              A programação também valorizará a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego. Para completar a experiência, visitantes encontrarão ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.

               

              Anote aí!

              Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025;
              Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ);
              Horário: das 10h às 20h;
              Saiba mais no site oficial do evento;
              Faça seu credenciamento gratuito!

               

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                Após 100 mil milhas navegadas, Silvio Ramos se despede do Matajusi e prepara aventura em terra

                A bordo do famoso “Veleiro-Escritório”, ele deu volta ao mundo, inspirou velejadores e abriu as costas e rios do Brasil para o resto do globo

                “Tudo tem um começo, meio e fim”. Assim Silvio Ramos começa a descrever a decisão de passar adiante um dos seus maiores companheiros de vida: o Veleiro-Escritório Matajusi. A bordo da embarcação ele viveu seu primeiro e mais emblemático capítulo na vela, com uma volta ao mundo que transformaria não só os seus caminhos, mas o de centenas de outros velejadores ao redor do globo.

                Aos 77 anos, com mais de 100 mil milhas náuticas navegadas e tendo dedicado os últimos 20 anos de sua vida à vela por meio de inúmeros projetos, ele sentiu de maneira diferente o peso da responsabilidade de estar à frente do barco — e, principalmente, de ser o responsável por todos a bordo.

                Eu tenho na cabeça que a gente deve parar enquanto ainda está tudo bem. Não quero me aposentar porque bati o barco ou por um erro de distração– explicou

                Foto: Instagram @matajusi / Reprodução

                Picado pelo bichinho da vela

                Era ainda 2004 quando Silvio passou de “lancheiro” para “metido a velejador”, quando o “bichinho da vela” o picou em uma navegação guiada aos ventos com um nome conhecido do setor: Márcio Dottori. Não demorou para que ele alugasse o próprio barco e partisse para sua primeira aventura solo “sem saber direito o que estava fazendo”, como o próprio descreveu.

                Foto: Instagram @matajusi / Reprodução

                Senti uma liberdade total– relembrou Ramos

                Em 2006, o Matajusi assumiu o posto de primeiro barco de Silvio Ramos. A embarcação chegou já com uma missão ousada: dar uma volta ao mundo.

                Eu queria fazer um projeto que fosse extremamente complexo, que demorasse e requeresse muito estudo da minha parte, que fosse um desafio para mim– destacou

                Entre os desafios estava continuar atuando como presidente de uma multinacional enquanto contornava o globo. Não à toa, muito antes do termo home office se popularizar, o barco ganhou o apelido de “Veleiro-Escritório”. “Eu usava rádio amador para mandar e receber e-mails, e quando estava perto da costa, me conectava em cafés com Wi-Fi usando uma antena especial. Foi assim que toquei a empresa por sete anos, navegando”, detalhou Ramos.

                 

                O agora, sim, velejador, concluiu a circum-navegação entre 2008 e 2013. Na chegada ao Rio de Janeiro, de volta ao Brasil, ele sequer hesitou ao mandar sua carta de demissão. “Eu tinha fechado um ciclo”, recordou. No lugar deste, porém, inúmeros outros estavam prestes a se abrir.

                Transferência de conteúdos

                Ramos chama carinhosamente o ato de repassar tudo o que aprendeu — e segue aprendendo — com a navegação como “transferência de conteúdos”. A premissa de “dica boa é dica compartilhada”, para ele, é essencial.

                Foto: Instagram @matajusi / Reprodução

                Assim nasceu, por exemplo, um de seus mais importantes trabalhos, voltado à preservação da memória dos circunavegadores nacionais. Silvio liderou a criação de um arquivo digital dedicado a preservar as histórias dos brasileiros que já contornaram o planeta. Com isso, ele espera garantir que suas experiências, rotas e legados sejam registrados e celebrados pelas futuras gerações.

                Não existia um registro, um acervo que falasse dos circonavegadores brasileiros– destacou

                Ainda nesse sentido, seu canal no YouTube, o “Papo de Circunavegador”, se tornou um ponto de encontro essencial para a comunidade de velejadores. O conteúdo inclui entrevistas, histórias e conselhos técnicos, em que o conhecimento é “transferido” por meio de conversas que acontecem como se os integrantes estivessem “tomando um chopp num boteco lá na Austrália”, como ele brinca.

                 

                Tudo isso sem falar, claro, das regatas que participa. Nelas, quem embarca junto com Silvio não deixa de se impressionar com suas habilidades no comando do Matajusi.


                “Ficam impressionados com a os equipamentos do barco e com meu conhecimento em manobrar perto de navio, em situações de perigo de colisão”, detalhou ele, sem modéstia, afinal, poucas pessoas têm em mãos — 7 brasileiros, no total — a medalha da 1ª regata em volta do Cabo Horn, em 2019, com direito a um terceiro lugar.

                Foto: Instagram @matajusi / Reprodução

                O resultado, inclusive, poderia ter sido ainda melhor. O evento aconteceu enquanto Silvio e sua esposa, Lilian, passavam pela Patagônia. “Nosso voo de volta era durante a regata e não conseguimos finalizar. Ainda assim, fizemos bonito”, relembrou.

                Ramos abriu as costas e rios do Brasil para o mundo

                Uma iniciativa que integra a costa e os rios do Brasil ao circuito mundial de circum-navegação: esse é o Brazil Rally, ou “BRally”, projeto iniciado por Silvio Ramos em 2012 que conecta velejadores internacionais a comunidades brasileiras.

                Foto: Filipe Bispo

                Em 2021, a edição BRally Amazon reuniu 11 veleiros em uma expedição pioneira pelo Rio Amazonas, até Alter do Chão — um feito inédito na vela mundial. Na ocasião, os participantes conheceram de perto a “mais rica floresta de fauna e flora do planeta”, como definida em matéria sobre o assunto no Minuto Náutico. A rota incluiu visitas a praias, aldeias ribeirinhas e até fazendas de búfalos.

                Em Soure, os participantes do Brally Amazon tiveram contato direto com búfalos criados na Ilha de Marajó. Foto: Filipe Bispo

                O evento estimulou consideravelmente a visita de circunavegadores à costa brasileira. Em palestra no NÁUTICA Talks, durante o Rio Boat Show 2024, Silvio apresentou os números:

                “Amazônia a vela: um cruzeiro de sonho pelo Rio Amazonas” foi o tema da palestra de Silvio Ramos no NÁUTICA Talks, durante o Rio Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica

                Para ele, o aumento da vinda dos velejadores estrangeiros ao Brasil se deu pelo BRally Amazon em 2021. Isso porque, após a experiência, houve uma divulgação em massa do evento, especialmente entre sites internacionais especializados e entusiastas da vela.

                É o único evento brasileiro de vela que saiu na Yaching World– afirmou Ramos na ocasião

                Da água para o asfalto

                Silvio Ramos espera vender o Matajusi para alguém que planeje, assim como ele, contornar o mundo e seguir “transferindo conhecimentos”. “Se a pessoa quiser sair hoje, o barco está pronto”, apontou.

                É um barco maravilhoso, está impecável, mas eu quero ter uma nova experiência de liberdade– revelou

                Sua mais nova aventura consiste em comprar um motorhome e viajar pelos Estados Unidos, Alasca e Europa. A sensação de liberdade que experimentou sobre as águas agora deve passar a ter outro gosto, em terra firme. O mar, porém, seguirá sendo seu refúgio mais fiel, seu ponto de pertencimento no mundo, para onde deve voltar sempre que o vento soprar a favor.

                 

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                  Morre Jaime Alves, da Flexboat, o homem que fez o Brasil navegar em infláveis tão confiáveis quanto ele próprio

                  Fundador da Flexboat, Jaime Alves fez dos barcos infláveis um símbolo da náutica brasileira. O empresário morreu neste domingo aos 72 anos

                  Por: Redação -
                  16/11/2025

                  Há pessoas que constroem barcos — e há aquelas que constroem rotas, abrindo caminhos. Jaime José Alves Filho, o “senhor Flexboat”, que morreu neste domingo, 16, aos 72 anos, sempre transitou entre essas duas categorias. Visionário, inquieto, apaixonado pelo mar e pelo trabalho, transformou uma frustração pessoal — um golpe na compra de uma lancha — em missão de vida. Assim, ajudou a escrever um capítulo fundamental da história náutica brasileira.

                  Em 1988, o então dono de uma empresa de consultoria — formado em administração e análise de sistemas — decidiu fundar um estaleiro ao lado da esposa e parceira de jornada, Eliana Cândido. Já radicado em São Paulo, Jaime foi buscar na Itália e na França as melhores tecnologias e matérias-primas para fabricar os mais avançados barcos infláveis do Brasil. Dois anos depois, em junho de 1990, o sonho virou realidade.

                  Ernani Paciornik e Jaime Alves. Foto: Arquivo Revista Náutica
                  Jaime Alves, Ernani Paciornik e Phillipe Cândido Alves. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Sem imaginar, Jaime dava início a um legado capaz de inspirar gerações e que transformaria a sua Flexboat em sinônimo de infláveis no Brasil. Atibaia, no interior de São Paulo, longe das ondas, mas perto de tudo, foi escolhida por ele para abrigar seu sonho.

                   

                  Do zero — literalmente — ergueu uma fábrica, reuniu uma equipe e, sobretudo, cultivou uma cultura. Ali, qualidade não era meta: era obrigação. Era a única forma que ele aceitava de fazer as coisas.

                  Flexboat no São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Com teimosia de inventor, espírito de marinheiro e fé inabalável, Jaime deu aos barcos infláveis um novo destino, elevando-os a um novo patamar no Brasil. Transformou o que muitos viam como meros brinquedos ou equipamentos de trabalho, em símbolo de embarcações versáteis, modernas e seguras — tão confiáveis quanto ele próprio.

                   

                  Foi assim que os infláveis Flexboat se tornaram onipresentes em nossas águas, nas mãos de amantes das águas, de famílias, de bombeiros, da Polícia Ambiental e da Marinha do Brasil.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Em mais de três décadas de Flexboat, foram cerca de 23 mil embarcações entregues. Mas números, para Jaime, nunca foram o ponto de chegada. O que realmente importava era o compromisso com cada pessoa que confiava na marca.

                   

                  “Jaime foi muito mais do que um grande amigo de jornada: foi um dos pilares que ajudaram a moldar o setor náutico brasileiro como é hoje. Seu legado segue navegando em cada marina, embarcação e história que ele inspirou”, diz Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que acompanhou a trajetória do criador da Flexboat desde o primeiro minuto — movido não apenas pela obrigação profissional, mas, sobretudo, pela admiração pelo amigo.

                  Jaime Alves. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  “O Jaime foi um grande empresário, um dos nomes mais importantes da náutica. Começou lá atrás, inovando, sempre evoluindo e fazendo a empresa e o setor crescer com muita coragem. Além disso, era um grande amigo, querido por todos. Perdemos alguém enorme. Ele deixa um legado enorme e uma saudade ainda maior.”, relembra Marcio Schaefer, da Schaerfer Yachts.

                   

                  “Eu o chamo de FlexJaime”, diz Marcio Dottori, outro amigo e admirador de carteirinha, do homem e do empresário. “Seu nome e o da Flexboat tornaram-se indissociáveis, quase sinônimos — como Gillette para lâmina de barbear. As pessoas dizem ‘comprei um Flexboat’, e não um inflável. E isso nenhum vento muda”, defende o consultor técnico da Revista Náutica.

                  Marcio Dottori testando um barco da Flexboat. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Conviver com o Jaime era aprender todos os dias o valor da persistência, da confiança e do amor pelo que se faz– lembra Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica .

                  Ele era desses empreendedores que não se contentavam em vender barcos. Também queria que cada um deles carregasse uma história. Por isso, fazia questão de entender o desejo de cada cliente e realizá-lo com o mesmo cuidado com que construía seus barcos”, completou.

                  Náutica testando o Flexboat SR 760 em 1999. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Não se trata de meros elogios ou de exageros: é a justa medida de respeito que o empresário conquistou ao longo de uma vida dedicada ao mar.

                  Jaime Alves. Foto: Marcio Dottori/ Revista Náutica

                  De cada recomeço, Jaime fez um aprendizado. Quando um incêndio atingiu a fábrica em 2023, consumindo estrutura, materiais e anos de dedicação, ele não desistiu. Pediu ajuda, organizou uma “vaquinha”. Recebeu muito mais do que isso: recebeu afeto.

                   

                  Amigos, clientes, fornecedores — gente que reconhecia sua integridade e seu trabalho incansável — estenderam a mão e o ajudaram a reerguer tudo. Foi a prova definitiva de que o respeito e o carinho que ele construiu eram indestrutíveis.

                   

                  “Nosso objetivo sempre foi realizar sonhos”, repetia o empresário. Talvez por isso a empresa tenha crescido tanto, não apenas no Brasil como no mercado internacional. Seus barcos estão presentes em duas dezenas de países.

                  Jaime Alves, Marcio Dottori e Eduardo Colunna. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  “Jaime Alves foi um dos grandes pilares da indústria náutica brasileira. Sua visão, integridade e dedicação elevaram o setor a um novo patamar. Seu legado seguirá inspirando todos nós.”, lembra Eduardo Colunna, presidente da Acobar.

                   

                  Nada disso teria existido sem a força de Eliana, companheira incansável e mãe de seus dois filhos, e de tantos colaboradores que se tornaram família, como o saudoso Chico, motorista que o acompanhou por 30 anos.

                  Jaime Alves e Philippe C. Alves, sucessor da Flexboat. Foto: Revista Náutica

                  A Flexboat nasceu de um casal movido por confiança, suor e carinho. E seguirá seu caminho, crescendo como um organismo vivo, independentemente de quem esteja ao timão.

                   

                  Cada barco entregue, cada cliente satisfeito, cada história inspirada pelo trabalho de Jaime manterá viva a marca de quem transformou os infláveis em ícones do mar brasileiro.

                   

                  E, em cada Flexboat que corta as águas do Brasil, há um pouco do sonho de Jaime Alves, o homem que nunca deixou de acreditar no poder do mar.

                   

                  Os amigos e familiares prestarão uma última homenagem na Capela do Cemitério Parque das Flores, em Atibaia, interior de São Paulo, no dia 17/11, das 8 às 16 horas.

                   

                   

                   

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                    Fundador da S.O.S. Mata Atlântica, Fabio Feldmann elogia iniciativa “muito desafiadora” do JAQ H1

                    "Esse é o Brasil que está dando certo", destacou o ex-deputado, parceiro de longa data de Ernani Paciornik, idealizador do projeto

                    O JAQ H1, em exposição na COP30, continua atraindo nomes de peso para dentro do barco-escola, o primeiro no mundo movido 100% a hidrogênio. Dessa vez, quem embarcou no revolucionário navio foi Fabio Feldmann, ex-deputado federal e criador da Fundação S.O.S. Mata Atlântica (ONG criada para defender esse ecossistema).

                    Em entrevista à NÁUTICA, Feldmann não escondeu a felicidade de estar presenciando a iniciativa, que destacou como “muito desafiadora”. Ele ressaltou também a dimensão da COP30 — que reúne mais de 190 países — e a importância de ter hidrogênio como combustível num barco.

                    Fabio Feldmann na COP30. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

                    É uma negociação muito difícil, mas o que mais estou gostando da COP30 é vir aqui e ver essa experiência– comentou Feldmann sobre o JAQ H1

                    Para o ex-deputado, o JAQ H1 mostra o caminho que o país deve seguir no quesito sustentabilidade. “Esse é o Brasil que está dando certo”, elogiou Fabio, parceiro de longa data de Ernani Paciornik, idealizador do JAQ e que esteve com Feldmann na criação do S.O.S Atlântica.

                    JAQ H1 na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    Durante a entrevista, Feldmann destacou que não podemos desanimar na luta pelo meio ambiente e soltou uma frase metafórica sobre a importância de presenciar inovações como essa com os próprios olhos.

                    Às vezes a gente não pode querer ver a realidade por uma foto, e sim no filme– fraseou Feldmann

                    Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                    Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                    “Todo mundo sabe que eu tenho uma relação com o Ernani de vida inteira, é um empreendedor desde que eu o conheço” comentou o ex-deputado, que também já assumiu o cargo de Secretário Estadual de Meio Ambiente de São Paulo.

                    Com ele empreendendo a favor do planeta, temos certeza que o planeta vai melhorar– elogiou Feldmann

                     

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                      Luiz Marinho destacou a urgência na formação de trabalhadores e ouviu de Ernani Paciornik que o JAQ H1 simboliza uma virada real na navegação limpa

                      Por: Nicole Leslie -
                      15/11/2025

                      O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse, nesta sexta-feira (14), que o Brasil precisa acelerar a transição energética sem deixar os trabalhadores para trás. A declaração foi feita a bordo do JAQ H1, primeiro barco-escola a hidrogênio do mundo, durante o painel “Programa Mover, eletrificação e criação de novos empregos”, na COP30, em Belém, no Pará.

                      No painel, Marinho afirmou que o país vive uma urgência no que diz respeito ao preparo de mão de obra para a economia de baixo carbono. Ele também destacou que iniciativas como o Projeto JAQ, idealizado pelo Grupo Náutica, mostram caminhos concretos para transformar a navegação.

                      Se conseguirmos espalhar essa tecnologia pelo mundo e fazer rapidamente a substituição dos combustíveis, o impacto para o planeta será muito positivo-disse Luiz Marinho

                      Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                      O ministro também chamou atenção para a necessidade de adaptar as condições de trabalho ao clima cada vez mais quente. Segundo ele, normas de segurança atualizadas e ações conjuntas entre governo, empresas e sindicatos serão essenciais.

                      Quem sofre é o trabalhador que exerce suas atividades sob calor todos os dias. Se não cuidarmos primeiro das pessoas, não seguimos seguir em frente com mais nada-afirmou

                      Marinho citou medidas simples — como pausas para hidratação, roupas adequadas, jornadas flexíveis e melhor planejamento — como estratégias capazes de reduzir riscos sem afetar a produtividade.


                      No mesmo painel, o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, reforçou que a transição da navegação já deixou o campo das ideias e que, principalmente a partir do JAQ H1, a opção de descarbonização passa a ser uma opção viável.

                      O JAQ H1 é uma demonstração concreta de que a descarbonização não é um discurso distante, mas uma escolha de investimento e prioridade. Cada motor a diesel substituído por uma solução limpa representa menos emissão, mais inovação e ganhos reais para o planeta-cravou Paciornik

                      Ernani Paciornik ao lado do Ministro do Trabalho, a bordo do JAQ H1. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica
                      Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                      O debate também contou com representantes da GWM Academy e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Eles discutiram como a eletrificação de frotas e o avanço de novas tecnologias de propulsão podem gerar empregos qualificados no país.

                      Luiz Marinho, Ministro do Trabalho e Emprego. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                      O painel aconteceu no auditório do JAQ H1, primeiro barco-escola movido a hidrogênio do mundo, que está ancorado na Estação das Docas durante a COP30. A embarcação integra a primeira fase do Projeto JAQ e serve tanto para educação ambiental quanto para pesquisas sobre biomas marinhos e fluviais. A segunda fase será composta pelo JAQ H2, que carrega a promessa de ser 100% autossuficiente, navegando apenas com o hidrogênio extraído da própria água onde navega.

                      Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                       

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                        Consórcio Acqua Vias SP vence leilão por 14 travessias hídricas de SP

                        Parceria prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos e volta olhares à sustentabilidade, com embarcações 100% elétricas. Confira linhas contempladas

                        14/11/2025

                        Nesta quinta-feira (13), o consórcio Acqua Vias SP venceu o leilão da parceria público-privada (PPP) do Sistema de Travessias Hídricas, promovido pelo Governo de São Paulo. Parte do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), a PPP tem investimentos estimados em R$ 2,5 bilhões, e promete modernizar e ampliar 14 linhas de travessias no litoral paulista, na região metropolitana e no Vale do Paraíba.

                        O encontro aconteceu na sede da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). Na ocasião, a Acqua Vias SP apresentou desconto de 12,6% sobre o valor estimado de referência do edital, que previa contraprestação anual média de R$ 461,18 milhões, e superou outros três concorrentes. O governador Tarcísio de Freitas destacou que, com o leilão, o estado chega a R$ 373 bilhões de investimentos contratados.

                        Tarcísio de Freitas. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP / Divulgação

                        Isso representa a melhoria da logística e da segurança, mas também da geração de empregos– ressaltou Tarcísio

                        O contrato, que tem duração de 20 anos, prevê a aquisição de mais de 40 novas embarcações — a maioria delas 100% elétricas — , além de requalificação e a ampliação de 20 terminais, novas oficinas de manutenção, centros de controle operacional, cabines automáticas de cobrança e sistemas de automação e segurança.

                         

                        Com isso, a estimativa é que a PPP beneficie 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos que são atendidos pelo sistema anualmente. Confira as linhas aquaviárias contempladas:

                        • São Sebastião–Ilhabela;
                        • Santos–Vicente de Carvalho;
                        • Santos–Guarujá;
                        • Bertioga–Guarujá;
                        • Cananéia–Continente;
                        • Cananéia–Ilha Comprida;
                        • Cananéia–Ariri;
                        • Iguape–Juréia;
                        • Bororé–Grajaú;
                        • Taquacetuba–BororéJoão Basso–Taquacetuba;
                        • Porto Paraitinga;
                        • Porto Varginha;
                        • Porto Natividade da Serra.

                        Vamos ver o cidadão sendo bem atendido, com um menor tempo de viagem e um serviço silencioso e sustentável. Estamos dando exemplo– afirmou o governador

                        Travessias hídricas mais sustentáveis

                        De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, a modernização das frotas permitirá a redução de até 18 mil toneladas de CO₂ por ano, consolidando o projeto como um dos maiores programas de descarbonização do transporte aquaviário do país.

                         

                        A PPP, aliás, tornou-se o primeiro projeto no Brasil a receber a certificação internacional Blue Dot Network, concedida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O selo reconhece o alinhamento do projeto com os mais altos padrões de governança, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.


                        Próximos passos

                        Agora, o Governo de São Paulo dará início às etapas formais de adjudicação e homologação do resultado. O procedimento para assinatura do contrato está previsto para o primeiro semestre de 2026. A partir daí, terá início a fase de transição operacional.

                         

                        Neste período, a Semil seguirá responsável pelas operações nos três primeiros meses, em regime de cooperação com a concessionária, que assumirá integralmente a gestão a partir do sétimo mês. De acordo com o cronograma contratual, todas as travessias deverão operar com capacidade plena até o final do sétimo ano, com as obras concluídas e a frota elétrica já operacional.

                         

                        O Acqua Vias SP é formado pelas empresas BK Consultoria e Serviços, Internacional Marítima, Rodonave Navegações, Zetta Infraestrutura e Participações e Innovia Soluções Inteligentes. Outros três proponentes apresentaram propostas: o Consórcio Travessias SP, e as empresas Comporte Participações S/A e CS Infra S.A.

                         

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                          Foi a vez da Triton Yachts de deixar o Estados Unidos um pouco mais verde e amarelo. O estaleiro paranaense atracou no estado da Flórida para participar da 66ª edição do Fort Lauderdale Internacional Boat Show (FLIBS), um dos maiores eventos náuticos do mundo.

                          O salão estadunidense ocorreu de 29 de outubro a 2 de novembro e foi palco para quatro lanchas da fabricante brasileira — que esteve nos EUA com a sua marca internacional, a Hanover. Os modelos ancorados foram: Hanover 447 (Triton Flyer 44), Hanover 387 (Triton Flyer 38 HT), Hanover 347 (Triton Flyer 34 T-TOP) e Hanover 305 (Triton 300 Sport T-TOP).

                          Triton Yachts (Hanover) marcou presença no Fort Lauderdale Boat Show 2025. Foto: Divulgação

                          Pela quinta vez no evento, o selo de qualidade “Made in Brazil” conquistou o público de diversas partes do mundo. Para o salão de Fort Lauderdale, a marca trouxe embarcações com layouts que maximizam os espaços, qualidade de acabamento e alto nível de personalização – exatamente o que busca o americano.

                          Segundo a Triton, os barcos expostos registraram ótima visitação e negócios, especialmente por parte do público estadunidense. O estaleiro descreve o evento como “uma vitrine de alto nível”, que recebe um público cada vez mais qualificado e interessado nos barcos da Hanover.

                          Participar desse evento é sempre uma oportunidade de mostrar o que o Brasil tem de melhor em design, tecnologia e construção– destacou Allan Cechelero, diretor da Triton

                          “É muito gratificante ver o quanto a marca vem sendo reconhecida, não apenas na região da Flórida, mas também em outras partes dos Estados Unidos, onde já temos barcos navegando em diferentes estados”, concluiu Cechelero.

                          Destaques da Triton em Fort Lauderdale International Boat Show

                          De acordo com o diretor da marca, a grande estrela do estaleiro na Flórida foi a Hanover 447 — já testada por NÁUTICA — , que fez sua estreia em um evento norte-americano. Allan conta que o projeto foi desenvolvido com base nas preferencias do consumidor estadunidense, “mas sem perder a essência do design europeu e a versatilidade que o brasileiro valoriza.”

                           

                           

                          Ver essa receptividade e o reconhecimento crescente da Triton Yachts fora do Brasil reforça que estamos no caminho certo– comentou

                          A Hanover 305, de 30 pés, reforçou o portfólio como opção esportiva e versátil para o dia a dia, enquanto a Hanover 347, de 34 pés, atraiu olhares pelo equilíbrio entre conforto, design e amplitude de áreas externas.

                          Triton Flyer 38 HT. Foto: Divulgação

                          A Hanover 387, de 38 pés, chamou atenção pela plataforma lateral com abertura elétrica, que transforma a popa em um verdadeiro beach club.

                           

                          Tido como um dos maiores eventos náuticos do mundo, o Fort Lauderdale International Boat Show recebe em torno de 100 mil visitantes e 52 países, e reforça o lazer náutico como uma tendência crescente de consumo voltado ao bem estar e à qualidade de vida.

                           

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                            Em quatro dias, evento foi responsável pela venda de mais de 40 embarcações e superou 5 mil visitantes

                            Por: Nicole Leslie -

                            A 2ª edição do Salvador Boat Show mostrou que o evento chegou para ficar na capital soteropolitana. O salão náutico movimentou a Bahia Marina de 30 de outubro a 2 de novembro e superou as expectativas de público, negócios e investimentos — além de ter mais que dobrado de tamanho.

                            Em quatro dias de evento, o Salvador Boat Show foi responsável pela venda de mais de 40 embarcações e ainda superou a marca de 5 mil visitantes. O perfil do público, inclusive, foi elogiado pelas marcas exibidas no salão, que julgaram os visitantes bem qualificados.

                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            Em 2024, o Boat Show fez sua estreia em Salvador com quatro estaleiros presentes. Já nesta edição, foram mais de 10 fabricantes de embarcações, dezenas de barcos na água e ainda mais marcas de acessórios e itens náuticos.

                            Nesta edição tivemos uma maior diversidade de embarcações, o que mostra o amadurecimento da cultura náutica e o crescente interesse do público pela navegação-Thalita Vicentini, diretora do Boat Show Eventos/Grupo Náutica

                            Vicentini também falou que além de negócios entre o consumidor final e as empresas, o evento é importante para movimentar a economia local, gerar empregos, estimular o turismo e ainda despertar o olhar para um estilo de vida conectado ao mar.

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            A Prefeitura de Salvador aproveitou o evento para anunciar um investimento de R$ 20 milhões que serão destinados ao fortalecimento da economia do mar. O plano contempla a construção da primeira Marina Pública da cidade, melhorias nos serviços de atracação, ampliação da rede de apoio aos navegadores, capacitação profissional e ações de promoção ao turismo, para atrair mais visitantes à cidade.

                            Não faltaram elogios

                            A Intermarine, que estreou nesta edição do Salvador Boat Show, exibiu duas lanchas e o coordenador de marketing da marca, Bruno Peres, comentou que “o evento estava maravilhoso”.


                            Para a Schaefer Yachts, o salão foi surpreendente. Márcio Pacheco, representante do estaleiro na Bahia, comentou que o evento superou as expectativas de negócios — que já eram altas — graças ao público “muito qualificado”.

                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                            A pernambucana NX Boats, além de estar no evento, ainda inaugurou uma base na própria Bahia Marina durante o salão. A marca já garantiu presença no Salvador Boat Show 2026, segundo o gerente comercial na região soteropolitana, Pablo Santos.

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            A Ventura, que ocupou píeres na água e também um estande em terra firme, também confirmou presença na próxima edição do salão. Já a estreante Triton Yachts resumiu o evento como uma grata surpresa, que inclusive já rendeu frutos em vendas logo no primeiro dia.

                             

                            A Fibrafort aproveitou para exibir uma vasta gama do portfólio e se aproximar do público local, assim como a Real Powerboats, que já tem em Salvador seu segundo maior público.

                             

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                              Principais players do mercado se reuniram na Cidade Maravilhosa nesta terça-feira (11) para o coquetel de lançamento do evento, que ocorrerá de 25 de abril a 3 de maio

                              Nesta terça-feira (11), o salão náutico que abre o calendário de vendas do mercado náutico brasileiro foi oficialmente lançado: o Rio Boat Show 2026. Na ocasião, reuniram-se no Restaurante 348, na Marina da Glória, representantes do Grupo Náutica e da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos), além das principais marcas do mercado interessadas em expor seus produtos no evento.

                              O Rio Boat Show acontece desde 1998 na Cidade Maravilhosa, sendo um encontro mais do que tradicional do setor. Em tantos anos de história, o evento foi celebrado, em sua maioria, na icônica Marina da Glória, sobre as águas da Baía de Guanabara. Em 2026, esse mesmo local receberá a 27ª edição do salão de 25 de abril a 3 de maio, no ano em que comemora 10 anos de sua reinauguração.

                              Principais players do mercado náutico se reuniram no Restaurante 348 para garantir uma vaga no Rio Boat Show 2026. Foto: Revista Náutica

                              Em discurso, Eduardo Colunna, presidente da Acobar, destacou o palco do salão náutico pelo prêmio em Mônaco de Marina Sustentável. “É o Brasil mostrando que é capaz, que faz direito. Isso dá muito orgulho para nós todos”.

                              Hoje nós temos barcos muito bem construídos, que competem lá fora, que ‘brigam’ de igual para igual com mercados maduros. O Boat Show acontece aqui há muito tempo, sempre com muito sucesso. Em 2026 não vai ser diferente– destacou

                              Considerado o maior salão náutico do setor ao estilo outdoor na América Latina, o Rio Boat Show, em 2025, somou mais de 300 embarcações vendidas, um dos maiores volumes já registrados na história do evento, que acontece há quase três décadas. O salão reuniu tanto nas águas quanto na área seca da marina mais de 100 modelos de barcos.

                              Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                              Na ocasião, o evento celebrou os 460 anos da cidade do Rio de Janeiro, a partir do tema “Entre o mar e o Pão de Açúcar: legado e futuro nos 460 anos da Cidade Maravilhosa”. Já em 2026, os visitantes vão imergir em um encontro guiado pelo lema “A água é movimento, é vida, é conexão. Ela nos inspira, nos impulsiona e nos transforma”, conforme revelou Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica.

                              Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, apresentou a campanha do Rio Boat Show 2026. Foto: Revista Náutica

                              O nosso objetivo, através da campanha, é poder mostrar tudo que está sobre as águas e o tudo que ela pode nos proporcionar– detalhou Vicentini

                              A diretora mencionou a presença do Grupo Náutica na COP30, em que Ernani Paciornik, presidente do grupo, apresenta o JAQ H1, embarcação 100% movida a hidrogênio verde idealizada por ele — tanto por isso, Paciornik não esteve presencialmente no coquetel.

                              JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Marcamos presença na COP 30 através da evolução dos nossos projetos. A gente acredita cada vez mais que a água nos move. É nosso objetivo e propósito daqui para frente mostrar que ela também pode mover uma embarcação– detalhou, mostrando a conexão entre o tema e o momento atual

                              Thalita apresentou aos expositores as novidades do evento, que em 2026 terá novas oportunidades de amplificação de marca, como balcões VIP e circuitos de LED, além de novas opções na planta.

                              Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, participou do coquetel via chamada de vídeo ao vivo. Foto: Revista Náutica

                              De surpresa, Ernani Paciornik apareceu no encontro de maneira virtual, através de uma chamada de vídeo ao vivo. Em discurso, ele destacou o papel da náutica brasileira na transição energética, dando mais detalhes sobre o JAQ H1, motivo pelo qual não esteve no encontro presencialmente. “Estamos mostrando um produto real, um barco de verdade, que já está navegando com hidrogênio”, destacou.

                              Gostaria muito de estar presente, mas estou dando continuidade ao que sempre faço: trabalhar pelo mercado, pela náutica– ressaltou

                              Ernani destacou que a iniciativa coloca a indústria naval brasileira em destaque mundial. “Muita gente se surpreende, porque a indústria naval ainda não havia feito algo assim. E nós estamos levando essa inovação não só para a náutica, mas para toda a indústria naval”, explicou.

                               

                              Além de sustentável, o barco-escola JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

                              JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Ernani Paciornik é o idealizador do projeto, que conta ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.


                              Conheça as primeiras marcas confirmadas no 27º Rio Boat Show: Ademicon, Agroquímica/Kelson’s, Armazém Off Road, Azimut, Azov Yachts, BR Marinas, CFMoto, Kapazi, Lanchas Coral, Mercury, Mestra Boats, NX Boats, Quadricenter, Real Powerboats, Ross Mariner, Schaefer Yachts, Sessa, Solara, Triton Yachts, Ventura, Volvo Penta, Yamaha, Yanmar e Zath Mariner.

                              Planta do Rio Boat Show 2026 após o coquetel de lançamento do evento. Imagem: Divulgação

                              Rio Boat Show 2026

                              Promovido pelo Grupo Náutica, por meio da Boat Show Eventos e da Revista Náutica, o evento náutico mais charmoso da América Latina volta a ocupar a Marina da Glória entre os dias 25 de abril e 3 de maio. Por lá, apaixonados pela vida no mar estarão reunidos em um cenário incomparável, onde o charme carioca se mistura ao melhor do universo náutico.

                              Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                              Serão lanchas, iates, veleiros, catamarãs, jets, infláveis, motores e equipamentos dispostos às margens — e sobre as águas — da Baía de Guanabara, sob o olhar do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar compondo a paisagem. Será uma oportunidade única para conhecer as principais novidades do setor e vivenciar de perto esse lifestyle.

                               

                              Para garantir sua participação como expositor na próxima edição do Rio Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

                               

                              Náutica Responde

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                                Primeira edição do evento de barcos seminovos ocorrerá de 20 a 23 de novembro, na novíssima Marinas do Atlântico

                                O verão está chegando e a oportunidade de garantir um barco para curtir as águas também! A primeira edição do Salão de Usados Náutica ocorre de 20 a 23 de novembro, em Angra dos Reis (RJ), onde reunirá para venda mais de 80 modelos seminovos na novíssima Marinas do Atlântico.

                                Veja também

                                O evento entra na refinada lista de salões náuticos organizados pela Boat Show Eventos, responsável pelos maiores do tipo na América do Sul. Durante quatro dias, o público poderá comparar modelos, realizar test-drives e negociar diretamente com os principais brokers e revendas do país — tudo isso em uma estrutura de primeira.

                                É uma iniciativa que une propósito e estratégia: estimular a renovação da frota e aproximar um público que deseja ingressar no universo náutico– Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e do Boat Show Eventos

                                O Salão de Usados Náutica vai marcar a inauguração da Marinas do Atlântico, no coração de Angra, tida como o paraíso nacional dos barcos. Trata-se de um complexo de alto padrão, que chega como a primeira marina na América Latina a contar com estrutura flutuante da sueca SF Marina, referência mundial em píeres de concreto.

                                Foto: Divulgação

                                A nova marina terá 140 vagas molhadas, travel lift para 240 toneladas e heliponto homologado, além de pátio de serviço com 4.200 m² e shopping com lojas, oficinas, conveniências e restaurante.


                                Salão de Usados Náutica

                                O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes poderão participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.

                                Praia do Dentista, Ilha da Gipoia, em Angra dos Reis. Foto: Divulgação

                                Além da experiência a bordo, o evento oferecerá momentos de sunset e networking, com música ao vivo e um ambiente descontraído, perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico. Tudo isso na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos.

                                 

                                A programação também valorizará a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego. Para completar a experiência, visitantes encontrarão ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.

                                 

                                Anote aí!

                                Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025;
                                Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ);
                                Horário: das 10h às 20h;
                                Saiba mais no site oficial do evento;
                                Faça seu credenciamento gratuito!

                                 

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                                  13/11/2025

                                  O primeiro barco-escola 100% movido a hidrogênio já tem deixado seus ensinamentos enquanto é apresentado na COP30, em Belém (PA). Nesta quarta-feira (12), o auditório do JAQ H1 foi o palco para especialistas discutirem estratégias de transição energética para o setor naval.

                                  O painel “Combustíveis alternativos na indústria naval”, mediado por Cila Schulman, CEO do JAQ, teve como pauta central a resposta para a pergunta: como acelerar a descarbonização da navegação com corredores verdes?

                                  JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                  Para isso, o debate reuniu Alexandre Leite, diretor de Tecnologia do Itaipu Parquetec; Monica Saraiva Panik, mentora de Mobilidade a Hidrogênio da SAE Brasil; e João P. Santana, diretor de Meio Ambiente do Porto de Paranaguá. Juntos, eles ainda levantaram pontos como a escala para reduzir custos do H₂ e uma logística multimodal que integre produção, armazenagem e abastecimento a bordo.

                                   

                                  Alexandre Leite abordou sobre a coerência climática, quando comentou que “não faz sentido falar em exportar hidrogênio verde usando navios movidos a combustíveis fósseis”.


                                  Ele ressaltou ainda que o mercado náutico tem potencial para puxar essa virada, do lazer ao transporte marítimo, desde que haja investimento continuado, lembrando que o Itaipu Parquetec produz H₂V há mais de 12 anos e que a binacional “absorve 36 vezes mais carbono do que emite”.

                                   

                                  Na sequência, Monica Saraiva Panik defendeu a criação de corredores verdes marítimos, com portos preparados para abastecer combustíveis de baixa emissão de carbono (H₂ e derivados, e-fuels, biocombustíveis avançados). O gargalo, disse, é a escala. “O custo segue alto porque a produção e a frota ainda são insuficientes”.

                                  JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                  Para romper o ciclo, listou projetos-âncora e lembrou que o transporte de hidrogênio é multimodal — dutos, ferrovia, rodovia e navios — e as embarcações que transportam energia limpa precisam também usá-la. Como referência internacional, citou o Porto de Roterdã e a rota para Gênova.

                                   

                                  João P. Santana, por sua vez, defendeu que a transição energética marítima precisa ter uma estratégia multicombustível, combinando diversos combustíveis não fósseis de baixo carbono, e citou o JAQ H1 como prova de viabilidade.

                                  Se é possível fazer num barco deste porte, é possível escalar para navios– afirmou

                                  Para ele, o movimento inaugurado pelo projeto tem caráter pioneiro. “O Ernani está desbravando um território que ninguém conhece; depois a grande massa vai atrás, isso é futuro”.

                                   

                                  Para finalizar, o anfitrião Ernani Paciornik, idealizador do JAQ Hidrogênio, destacou o caráter prático e inaugural da iniciativa. “É o início e não tem outra história. Chega de teoria. É hora de praticar. Vamos instalar uma usina menor no JAQ 2, operar e mostrar o caminho”.

                                  Se conseguimos aqui, com apoio da GWM e de parceiros como o Itaipu Parquetec, por que grandes armadores não conseguiriam? O JAQ prova que a transição na navegação é viável e escalável. Vamos acelerar a descarbonização com tecnologia feita no Brasil– concluiu Paciornik

                                  JAQ H1 é uma embarcação-escola, com 36 metros de comprimento. Na fase inicial, apresentada na COP30, toda a hotelaria (iluminação, climatização, cozinha e auditório) está preparada para operar com H₂V.

                                   

                                  Na próxima fase, será instalado um motor bicombustível que, com 20% de hidrogênio, vai reduzir em até 80% as emissões de carbono. A terceira fase está prevista para 2027: o JAQ H2, uma embarcação de 50 metros de comprimento que dessalinizará a água do mar para gerar o próprio hidrogênio a bordo, rumo à autossuficiência.

                                   

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                                    Na COP30, presidente da CETESB se surpreende com tecnologia do JAQ H1: “é uma revolução”

                                    "Estamos juntos na mesma missão de salvar o planeta", declarou Thomaz Toledo, que destacou a iniciativa do barco

                                    Não é todo dia que vemos um revolucionário barco movido a hidrogênio, como o exposto na COP30. Com uma tecnologia totalmente limpa de emissões, o JAQ H1 tem atraído autoridades e especialistas ambientais, como é o caso de Thomaz Toledo, biólogo e presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que veio conhecer de perto a tecnologia do barco-escola.

                                    Responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, a CETESB fiscaliza o que pode gerar contaminação no estado de São Paulo. Em Belém (PA), Toledo marcou presença no encontro climático para acompanhar as alternativas sustentáveis no transporte.

                                    JAQ H1 é apresentado para Thomaz Toledo. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

                                    “No Estado de São Paulo, o principal emissor de gás de efeito estufa é o transporte, diferente de outras realidades do nosso país”, pontou o chefe da agência estatal. Segundo ele, SP tem investido bastante em opções de descarbonização — como a utilização do biometano — em diversas rotas de hidrogênio.

                                    O presidente da CETESB citou como exemplo a estação de hidrogênio na Universidade de São Paulo (USP), um projeto piloto que oferece abastecimento com biometano em automóveis dentro da Cidade Universitária.

                                    Descarbonização do transporte é um ponto de interesse do nosso estado– destacou Toledo à NÁUTICA

                                    Thomaz Toledo e sua equipe da CETESB a bordo do JAQ H1 na COP30. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

                                    A bordo do JAQ H1, Toledo disse estar interessado em tecnologias sustentáveis e em “tudo que vai no sentido de reduzir a nossa pegada sobre o meio ambiente.”

                                    [O objetivo é] melhorar a convivência e o desenvolvimento das atividades, para que a gente tenha atividades econômicas, mas também tenha preservação do nosso planeta– pontou Thomaz

                                    Sobre a iniciativa do JAQ H1, ele não poupou elogios. Com 36 metros de comprimento, o primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais.

                                    Maquete do JAQ H2. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

                                    É uma revolução realmente que a gente tem aqui

                                    O biólogo, que já frequentou outros eventos de pauta ambiental ao redor do mundo, destacou a evolução da tecnologia usada na embarcação a hidrogênio. “É uma grande surpresa como isso evoluiu num tempo muito curto”, confessou.

                                    JAQ H1 é apresentado para Thomaz Toledo. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

                                    Eu estive há dois anos na COP de Dubai e a gente não teve contato com essa tecnologia que já está aqui– relembrou

                                    “Não é um modelo reduzido, não é só um PowerPoint. Nós podemos visitar a embarcação e conhecer toda a adaptação que existe para que ela possa ser útil”, ressaltou Toledo sobre a exposição do JAQ H1 na COP30. Não à toa, o presidente da CETESB já considera o barco-escola um grande parceiro nos desafios da descarbonização.

                                    Estamos juntos na mesma missão de salvar o planeta– declarou

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                                      Em visita à embarcação pioneira do Projeto JAQ na COP30, Renato Casagrande comentou sobre a importância da iniciativa

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      O JAQ H1 tem chamado atenção e sido visitado por diversas autoridades do Brasil e do mundo na COP30, que movimenta a cidade de Belém, no Pará, até 21 de novembro. Nesta quarta-feira (12) o Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), conheceu o barco pioneiro 100% movido e alimentado por hidrogênio verde e destacou a importância da iniciativa.

                                      Poder visitar a embarcação que já está usando o hidrogênio como fonte de combustível é uma esperança que a gente tem para o transporte pelo mar-declarou Casagrande

                                      Em entrevista à Revista Náutica, o chefe do executivo capixaba se mostrou contente por poder apresentar na conferência o trabalho que o Espírito Santo tem feito na área de transição energética e de adaptação às mudanças climáticas.

                                      Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                                      Além disso, Renato preside o Consórcio Brasil Verde, uma iniciativa de governos estaduais para fortalecer a governança climática e ambiental. Também por isso ele disse ter sido importante estar na COP30 para ver, na prática, como a transição energética é possível em um modal de transporte utilizado no mundo todo.

                                      A gente vê que as empresas estão se unindo para poder apresentar e discutir alternativas para a descarbonização desse modal [náutico]-destacou o governador


                                      Na mesma linha de interações e ligações entre empresas em busca de soluções para o meio ambiente, Renato Casagrande aproveitou para elogiar Ernani Paciornik pelo Projeto JAQ. A iniciativa trouxe o JAQ H1 em 2025, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, e promete lançar o JAQ H2 em 2027, que promete ser totalmente autossificiente, sendo alimentado apenas pela água em que navega.

                                       

                                      Veja mais fotos de Renato Casagrande na COP30:

                                      Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
                                      Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
                                      Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                                       

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                                        Rafael Fonteles conheceu a embarcação 100% movida a hidrogênio verde nesta quarta-feira (12), durante a COP30

                                        Entre painéis simultâneos e agendas lotadas durante a COP30, o JAQ Hidrogênio foi o destino de autoridades e empresários nesta quarta-feira (12), em Belém (PA). O governador do Piauí, Rafael Fonteles, foi um dos que conheceu de perto a embarcação 100% movida a hidrogênio verde.

                                        Em entrevista à Náutica, Fonteles destacou que a iniciativa “é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala”.

                                        JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Com 36 metros, hotelaria pronta para H₂V e um plano de evolução que prevê propulsão híbrida em 2026 — e produção de hidrogênio a bordo na etapa seguinte —, o JAQ H1 é tido como um avançado laboratório flutuante, uma vez que deve atuar como barco-escola, promovendo a educação ambiental e o estudo dos biomas marinhos e fluviais brasileiros.

                                        A iniciativa é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala. Fica claro que é viável substituir combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono na navegação– destacou Rafael Fonteles

                                        Também durante a COP30, o governador Rafael Fonteles apresentou o Plano Estadual de Ação Climática do Piauí, que define as diretrizes para que o estado alcance a neutralidade de carbono até 2050 e se torne referência em resiliência climática e transição energética limpa.


                                        O documento define objetivos, medidas e formas de gestão voltadas à reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e lidar com os efeitos do aquecimento global, priorizando a justiça socioambiental e o desenvolvimento sustentável. Entre as principais metas estão:

                                        • Redução de 100% das emissões de gases de efeito estufa até 2050;
                                        • Ampliação da coleta e tratamento de esgoto para toda a população;
                                        • Restauração de 80% das áreas degradadas;
                                        • Eliminação do desmatamento ilegal;
                                        • Expansão do uso de energias renováveis, como solar e eólica;
                                        • Fortalecimento da bioeconomia e da agricultura de baixo carbono.

                                         

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                                          Eduardo Leite visitou o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio durante a COP30 e destacou o potencial econômico e ambiental da tecnologia

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, segue despertando o interesse de autoridades na COP30, em Belém, no Pará. Nesta terça-feira (12), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), esteve a bordo da embarcação e destacou o projeto como um exemplo concreto da transição energética no planeta.

                                          A gente fica muito feliz de ver aqui uma aplicação direta do hidrogênio como instrumento para propulsão e para a parte de hotelaria do barco. É uma grande oportunidade para todos nós, para o planeta, para a humanidade em termos de transição, mas também uma oportunidade econômica-afirmou o governador à Revista Náutica

                                          A visita reforçou a importância da inovação náutica brasileira diante da busca global por soluções sustentáveis. No JAQ H1, o hidrogênio será a principal fonte tanto para mover o barco quanto para alimentar seus sistemas internos — um modelo que pode inspirar o futuro da mobilidade, seja no mar ou até em terra.

                                          JAQ H1 na COP30. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                          Apesar de não haver relação institucional entre o projeto e o estado gaúcho, Eduardo Leite ressaltou que o exemplo do JAQ H1 está em sintonia com a política energética do Rio Grande do Sul.

                                          A questão da transição energética é fundamental dentro do propósito de reduzir emissões, e são duas frentes que o Rio Grande do Sul está trabalhando: a de mitigação e a de adaptação climática, depois das enchentes que tivemos no ano passado-afirmou


                                          Segundo o governador, o estado tem atuado de forma “muito ambiciosa” na produção de hidrogênio verde, aproveitando a matriz renovável já consolidada — com energia eólica, hidrelétrica e solar — e a forte demanda da indústria e da agricultura por fertilizantes.

                                          Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                          O chefe do executivo gaúcho disse que o RS busca diversificar outras bases de combustíveis sustentáveis para além do hidrogênio. Ele conta que com a liderança na produção de biodiesel no país, o estado tem avançado nas produções de etanol a partir do milho e que também tem aproveitado fontes como biodigestores, biogás e biometano.

                                           

                                          A soma dessas iniciativas reforça o compromisso do Rio Grande do Sul em se tornar referência na produção de combustíveis de base sustentável no país — um movimento que, como o JAQ H1 demonstra, já começa a ganhar força também no mar.

                                           

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                                            Por: Nicole Leslie -
                                            12/11/2025

                                            O debate global sobre a transição energética encontrou na COP30 um palco estratégico para anunciar projetos de embarcações movidas a hidrogênio verde. O JAQ H1, inaugurado na véspera do evento, e o BotoH2, lançado nesta quarta-feira (12), carregam tecnologias desenvolvidas pela Itaipu Parquetec. À NÁUTICA, o diretor superintendente da empresa de tecnologia, Irineu Mario Colombo, falou sobre essa revolução nos barcos.

                                            Enquanto o barco-escola JAQ H1 é parcialmente alimentado a hidrogênio, o barco-conceito BotoH2 é totalmente movido pela tecnologia limpa. Para Irineu, as embarcações representam uma “vitória tremenda”, fruto de uma jornada de desenvolvimento tecnológico importante não apenas para os investidores do projeto, mas para o meio ambiente a nível global.

                                            Estamos dando a nossa contribuição para o planeta […] e a contribuição é gigantesca-disse Colombo

                                            Irineu Mario Colombo, diretor superintendente da Itaipu Parquetec. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                                            A parceria entre o Projeto JAQ e a Itaipu Parquetec surgiu em conversas entre Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, com a própria empresa de tecnologia. Dali veio o JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, e virá o JAQ H2, em 2027, com a promessa de ser 100% autossuficiente, utilizando apenas o hidrogênio extraído da própria água como combustível para navegar.

                                            JAQ H1 na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                            Já o barco-conceito da Itaipu, o BotoH2, foi apresentado ainda em outubro, em evento fechado, e lançado estrategicamente durante a COP30. Com menor porte que o JAQ H1, a embarcação já consegue navegar utilizando apenas hidrogênio. Irineu conta que a tecnologia não apenas elimina a poluição, como inverte o processo ambiental da navegação tradicional.

                                            Boto H2. Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

                                            Quem hoje navega soltando gás carbônico pelo diesel ou gasolina, com hidrogênio vai soltar água puríssima — na própria água. Veja que maravilha-destacou

                                            Além do benefício ambiental, a navegação com esse sistema é muito silenciosa. A mudança é considerada disruptiva, pois permite que a embarcação navegue com pouco barulho de motor, deixando de contaminar a água e beneficiando, inclusive, a parte de hotelaria, por não gerar ruídos.


                                            Como hidrogênio verde vira combustível?

                                            Irineu Mario Colombo, além de diretor superintendente da Itaipu Parquetec, é professor. Em entrevista à NÁUTICA, ele explicou como a tecnologia que transforma água em combustível funciona no BotoH2.

                                            1. Primeiro o hidrogênio é gerado através de uma eletrólise alimentada por energia solar (que vem do sol), que quebra a molécula de água (H2O).
                                            2. Esse hidrogênio é enviado para cilindros a bordo da embarcação, onde o gás hidrogênio é transformado em energia elétrica, a partir da separação próton/elétron
                                            3. A energia elétrica alimenta tanto o motor quanto uma bateria, que serve para garantir a estabilidade energética dos sistemas do BotoH2.
                                            4. No barco, o sistema se comporta como uma “espécie de usina produtora de energia elétrica”, utilizando o sol, a bateria e, sobretudo, o hidrogênio.
                                            Motor do barco é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente pelo Itaipu Parquetec que utiliza gás hidrogênio armazenado em cilindros. Foto: Revista Náutica

                                            Embora agora mais fácil de explicar, Irineu relembra que o processo de desenvolvimento de novas tecnologias não foi, não é e nem será fácil. O caminho envolve tempo, altos custos, divergências técnicas e tecnológicas, e opiniões diferentes — o que não deixa de ser “absolutamente natural”. Não à toa, o início da pesquisa sobre hidrogênio verde começou na empresa há 11 anos e os primeiros resultados foram apresentados agora, no contexto da COP30, em 2025.

                                            Hidrogênio verde e missões sociais

                                            Enquanto o JAQ H1 é o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, com objetivo de contribuir de forma sustentável para a pesquisa no Brasil, o BotoH2 terá uma missão social específica na Amazônia.

                                            Maquete do JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                                            A solução foi encomendada pela Itaipu Nacional para que os catadores e coletores de resíduos recicláveis de Belém pudessem se deslocar entre ilhas, de forma que busquem e levem recicláveis para a unidade de valorização que a própria Itaipu está patrocinando.

                                            Brasil líder na indústria náutica sustentável

                                            Irineu relembra que o Brasil é “cheio d’água e com muito sol”, o que o torna ideal para a produção de hidrogênio verde. O cenário posiciona esse viés tecnológico como um ativo estratégico para ser trabalhado no país, seja no continente ou embarcado.

                                            Maquete do JAQ H2. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                                            Colombo não tem dúvidas de que a solução do hidrogênio verde “chegou para ficar” na indústria náutica. “As empresas que trabalham poluindo vão ter que pensar em começar lentamente mexer na sua frota de colocar as soluções do hidrogênio”, afirma.

                                             

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                                              Primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio estará disponível ao público das 13h às 19h

                                              O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio, está no centro das atenções da COP30. Lançado pelo Grupo Náutica, a embarcação de 36 metros já recebeu diversas autoridades durante o evento, mas prepara uma novidade para todos: uma visitação gratuita aberta ao público!

                                              Neste fim de semana de exposição (15 e 16 de novembro), o JAQ H1 estará aberto para visitação das 13h às 19h. O navio se encontra ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA) e, para embarcar, será necessário retirar sua pulseira no balcão de credenciamento.

                                              JAQ H1 em Belém(PA). Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica.

                                              Tido como um avançado “laboratório flutuante”, o JAQ H1 será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais, tornando-se o primeiro barco de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde — tudo isso com o equivalente a uma área de cerca de 400 m².

                                              A embarcação marca a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio, que foi lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o navio funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

                                              JAQ H1 na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o idealizador do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                                               

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                                                Segundo o magistrado, barco-escola movido a hidrogênio pode colocar o país no centro da discussão de sustentabilidade

                                                Nos holofotes do mundo, o JAQ H1 segue atraindo autoridades de diversos setores do Brasil na COP30. O primeiro barco-escola do planeta movido 100% a hidrogênio recebeu a visita de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que elogiou a iniciativa ecológica da embarcação e reforçou a importância de um futuro sustentável.

                                                Entusiasta do debate ambiental — sobretudo da crise do meio ambiente — , Dantas compareceu a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas para acompanhar o que está sendo feito em Belém (PA). O ministro esteve acompanhado do presidente Lula na abertura do evento e acompanhou os projetos expostos.

                                                Bruno Dantas, ministro do TCU. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Náutica

                                                Achei formidável a ideia de trazer a COP para o Brasil, e mais especificamente para a Amazônia– destacou Dantas à NÁUTICA

                                                Acompanhado da comitiva de Rui Costa, ministro da Casa Civil, o magistrado conheceu todos os detalhes do “laboratório flutuante”, que terá como missão colaborar em pesquisas científicas, promover a educação ambiental e o desenvolvimento comunitário nos biomas.

                                                Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                Lançado pelo Grupo Náutica, a embarcação de 36 metros está na COP30, por questões de logística, operando com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono e que mantém a proposta de navegação limpa e sustentável.

                                                JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                Para o ministro do TCU, o JAQ H1 representa uma “evolução muito grande” no quesito sustentabilidade em relação aos últimos anos e coloca o Brasil no epicentro global do combate à crise climática.

                                                Acredito que o Brasil pode ser um protagonista nessa cena: da discussão de sustentabilidade– opinou

                                                Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                Dantas pontua que, um país com as potencialidades do Brasil “não pode ficar alijado” desse debate. “Foi uma experiência riquíssima e volto para Brasília para compartilhar com meus colegas do TCU tudo que eu vi por aqui”, declarou o ministro.

                                                Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                                                 

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                                                  O 15º episódio da série mostra Angelo Guedes em um sprint decisivo marcado por grandes avanços e desafios nos bastidores da construção

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Quem acompanha a Construção do Veleiro Bravura no Canal Náutica do YouTube tem visto o barco tomando cada vez mais forma. Apesar de tanto já feito, Angelo Guedes ainda tem uma série de desafios para finamente velejar. O 15º episódio da saga, que vai ao ar às 20h desta quarta-feira (12), é marcado por importantes avanços na finalização estrutural, pela chegada do motor Yanmar e pela mudança de local da embarcação.

                                                  A esse ponto, Angelo se assemelha a um maratonista que, após completar a maior parte da corrida (construção do casco), recebe novos equipamentos (motor, guincho), mas precisa parar no pit stop (a “nova oficina”) para um último ajuste (acabamentos, hidráulica e elétrica) antes do sprint final rumo à linha de chegada (o tão esperado lançamento na água).

                                                  Veleiro Bravura no local da “nova oficina”. Foto: Revista Náutica

                                                  Um dos pontos altos do novo episódio foi o preenchimento, pintura e instalação da quilha — que pesa mais que uma tonelada (ou 1.150 kg “de pura emoção”) — em um processo que foi remodulado e usou guincho elétrico ao invés de catracas manuais e pistões hidráulicos. Embora trabalhoso, o resultado deu certo e ainda custou cerca de 20% a menos do que o valor esperado por Angelo.

                                                  Quilha foi pintada e instalada no 15º episódio da série. Foto: Revista Náutica

                                                  A quilha foi encaixada e alinhada unicamente por Angelo, que utilizou o guincho e alavancas em um processo de muitos “vai e vem”. O equipamento, no entanto, foi mantido recolhido por segurança, afinal, seu uso acontecerá, de fato, apenas quando o veleiro já tiver navegado o Rio Paraná e for para o mar.

                                                  Foto: Revista Náutica

                                                  O novo episódio também mostra a chegada e o início da preparação do motor Yanmar 3JH40. O equipamento foi levado a um torneiro mecânico para algumas adaptações na flange e na junta homocinética para garantir que o eixo do hélice fique bem firme e adequado uma vez que o motor for instalado.

                                                  Motor Yanmar. Foto: Revista Náutica

                                                  Além disso, capítulo mostra a chegada de outros equipamentos, como a âncora, o guincho da âncora, bombas de porão, uma bomba pressurizada para água doce, o fogão e a cuba dupla para a cozinha. O episódio ainda mostra avanços — e alguns desafios — que aconteceram no interior do Bravura.


                                                  Entre os avanços, estão o revestimento de algumas estruturas com isopor e placas de ACM branco fosco, o início da montagem de alguns cômodos e as últimas soldas da embarcação. Já o desafio na verdade foi um erro de um fornecedor, que enviou uma das chapas de ACM em cor errada, o que mudou um pouco dos planos de Angelo, mas não interrompeu o processo.

                                                  Veleiro Bravura foi içado por guincho para ser colocado e retirado de carreta, entre a antiga e a nova oficina. Foto: Revista Náutica

                                                  O 15º episódio da saga mostra a remoção do Veleiro Bravura até o local da “nova oficina”. A logística de transporte revelou momentos de medo e tensão, mas foi concluída com sucesso. Com um guindaste, o barco foi içado para uma carreta e estacionado em um local em Porto Rico, às margens do Rio Paraná, que se tornou a nova oficina de Angelo.

                                                  Foto: Revista Náutica

                                                  O episódio também acompanha o início dos estudos do construtor para tirar a carteira de Mestre Amador. Afinal, a documentação do Bravura vinha sendo feita para mar aberto, tornando necessária habilitação compatível — ainda que o objetivo de Angelo seja navegar inicialmente no Rio Paraná.

                                                  Foto: Revista Náutica

                                                  Agora cada vez mais próximo da chegada, o maratonista se mostra bastante empolgado para ver o barco pronto. Assista!

                                                   

                                                   

                                                  Impulsionado pela Yanmar

                                                  Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                                  3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                  O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                                   

                                                  Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                                  3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                  De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                                   

                                                  O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                                                  Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                                  Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                                   

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                                                    Em parceria com a Seduc, Instituto Mondó levou estudantes para conhecer a embarcação 100% movida a hidrogênio verde

                                                    Como um bom barco-escola, o JAQ H1 não poderia deixar de receber alunos — e eles visitaram a embarcação 100% movida a hidrogênio verde em grande estilo. Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Pará, o Instituto Mondó levou alunos da rede pública para inaugurar o auditório do barco, que funcionará como um laboratório flutuante para pesquisa científica.

                                                    O encontro, que aconteceu nesta terça-feira (11), durante a COP30, proporcionou aos jovens a oportunidade de conhecer de perto a tecnologia pioneira, junto a um painel sobre educação ambiental e mudanças climáticas.

                                                    Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                    Eu diria que é o momento mais emocionante da gente, por estar recebendo alunos das redes estadual e municipal aqui– destacou Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio

                                                    Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                    O Instituto Mondó tem como propósito promover o desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural em regiões vulneráveis, especialmente na Amazônia.


                                                    Julia Jungmann, diretora de Relações Internacionais da instituição, destacou que “esses jovens, em suas escolas, já estão pensando em soluções verdes”, mas, a partir da iniciativa, eles puderam “ver na prática como é uma solução que causa impacto na vida das pessoas”.

                                                    Julia Jungmann, diretora de Relações Internacionais do Instituto Mondó. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                    Na ocasião, os alunos apresentaram projetos que garantiram, inclusive, medalha de ouro olímpica de eficiência energética, além de trabalhos como a criação de uma placa de controle térmico usando o caroço de açaí.

                                                    Joana Acácio, aluna e medalhista de ouro na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                    Esse barco tem o futuro brilhante porque navega pelas águas usando o hidrogênio, uma energia que não causa danos à natureza– Joana Acácio, medalhista de ouro na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética

                                                    O JAQ H1 simboliza uma nova era de navegação, limpa e responsável. Apresentado pela primeira vez na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a embarcação é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA.

                                                    Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                    Com 36 metros, o barco foi concebido como um avançado “laboratório flutuante”, que tem como missão atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros.

                                                    JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    Para Schulman, a visita dos alunos ao projeto é bastante simbólica, uma vez que marca o encontro da geração da transição energética com a geração que, de fato, vai parar de poluir.

                                                    É a geração do futuro, a geração que de fato vai parar de poluir. Nós estamos fazendo a transição energética. Eu espero que no mundo dessas crianças a gente já tenha superado essas questões ambientais– ressaltou

                                                     

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                                                      Um marco na navegação sustentável, o JAQ H1, exposto na COP30, recebeu a presença de Marjorie Kauffmann, Secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, que prestigiou a embarcação em Belém (PA). O primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio encantou a chefe da pasta, que sonha em levar a tecnologia da embarcação para as águas gaúchas.

                                                      Em entrevista à NÁUTICA, Kauffmann destacou a versatilidade do navio, que foi lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Durante a COP30, por uma questão logística, o barco está funcionando com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, que mantém a proposta de navegação limpa e sustentável.

                                                      Marjorie Kauffmann durante visita no JAQ H1. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                      No evento, a comitiva do Rio Grande do Sul pôde conhecer todos os detalhes da embarcação. A delegação já esteve presente em outros momentos do projeto, como na visita específica que ocorreu na China, ainda durante a fase de planejamento. “Isso mostra o quanto que nós estamos conectados”, apontou a Secretária.

                                                      Tido como uma plataforma da descarbonização, do conhecimento e da ciência, o “laboratório flutuante” de 36 metros de comprimento navegará em águas gaúchas para difundir a navegação limpa e sustentável.

                                                      Marjorie Kauffmann ao centro, rodeada pelos parceiros do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                      Queremos essa tecnologia e com certeza vamos usar o barco para poder dividir isso com o público em geral– enfatizou Kauffmann

                                                      A missão do navio será atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros. Para a Secretária, um desafio no Rio Grande do Sul será a popularização do hidrogênio verde — mas nada melhor que um barco-escola para ensinar uma navegação ecológica.

                                                      Marjorie Kauffmann na COP30. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                      Ser um barco-escola é fundamental para que a gente possa evoluir como sociedade e colocar esse combustível, esse energético, de uma vez por todas para dentro da cadeia– afirmou Marjorie

                                                      Depois de ver com os seus próprios olhos o barco na COP30, Kauffmann parabenizou o Grupo Náutica pela iniciativa — e mais do que isso, pela conclusão.

                                                      Precisamos ver o que já está acontecendo. Ver que não é o futuro, é o presente– conclui

                                                       

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                                                        Durante a COP30, Natália Resende, da Semil-SP, destacou o alinhamento entre o projeto movido a hidrogênio e as metas do estado para um futuro sustentável

                                                        Por: Nicole Leslie -
                                                        11/11/2025

                                                        O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, segue atraindo autoridades de diversos países durante a COP30, que acontece em Belém, no Pará, até o dia 21. Nesta segunda-feira (10), o projeto recebeu a visita da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil-SP), Natália Resende, que reconheceu na iniciativa uma sintonia com os esforços do governo paulista em direção a uma economia mais limpa e sustentável.

                                                        À NÁUTICA, Natália ressaltou que São Paulo vem estruturando uma política sólida de transição energética, com foco em fontes renováveis e tecnologias de baixo impacto ambiental. Segundo ela, o estado já alcançou 59% de participação de energias renováveis em sua matriz, um índice acima da média nacional e muito superior ao dos países da OCDE.

                                                        Natália Resende. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                        Essa conquista é resultado de uma estratégia de longo prazo. Resende lembrou que, em 2024, o governo paulista aprovou o primeiro plano subnacional de energia, com metas projetadas até 2050. O documento orienta ações para ampliar o uso de hidrogênio verde, biometano e biogás, além de estabelecer diretrizes para infraestrutura, regulação e incentivos à inovação.


                                                        Em resumo, a Semil-SP trabalha para que o Estado de São Paulo avance em escala, transformando resíduos e outras fontes limpas em geração de energia, emprego e renda. Por isso, inclusive, que laboratórios de pesquisa desenvolvidas pela USP e pelo IPT buscam identificar gargalos e soluções para o uso do hidrogênio em larga escala — um tema que conecta diretamente o estado paulista ao propósito do JAQ, idealizado por Ernani Paciornik.

                                                        JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                        Para Natália, a presença do barco-escola na COP30 é simbólica e representa o potencial da união entre governo e iniciativa privada na construção de um futuro mais sustentável. Não à toa, Natália reafirmou que o Estado de SP está aberto a parcerias que impulsionem a inovação ambiental.

                                                         

                                                        Por fim, a secretária celebrou a notícia de que o JAQ H2 será produzido em São Paulo. Previsto para ser lançado em 2027, o barco carrega a promessa de ser 100% autossuficiente, navegando com tecnologias que reaproveitam o hidrogênio extraído da própria água do mar.

                                                         

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                                                          Os olhares do mundo estão voltados à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém, no Pará, até 21 de novembro. Por lá, um dos destaques é o JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde, fruto de um projeto do Grupo NÁUTICA. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, visitou a embarcação e apontou a importância da iniciativa.

                                                          Em entrevista à NÁUTICA, o ministro destacou que a embarcação “promete revolucionar e contribuir muito com a transição energética” no país, uma vez que o Brasil detém, em suas palavras, “muitos rios e uma costa extraordinária”. “É um combustível que veio para ficar”, apontou.

                                                          Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                          O país está na rota do desenvolvimento tecnológico. O desafio é ganhar escala, reduzir custos e ampliar o uso não apenas em embarcações de serviço, mas também em barcos voltados ao consumidor e à população– detalhou

                                                          Além de sustentável, o JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

                                                          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                          Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                                                          Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                          Nesse sentido, Rui Costa destacou que empreendedores e pessoas com iniciativas inovadoras são fundamentais. “São eles que impulsionam as mudanças, e o Ernani tem contribuído muito para isso”, disse

                                                          À medida que experiências como essa se consolidam e ganham visibilidade, elas ajudam a impulsionar o desenvolvimento e espalhar essa tecnologia pelo Brasil– ressaltou

                                                          A Agenda das Nações, que estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030, também foi tema da entrevista.


                                                          Questionado sobre o projeto de lei do marco do hidrogênio — que deve regulamentar as leis do hidrogênio no Brasil —, Rui Costa destacou a intenção de assinar o decreto “já na virada do ano”.

                                                          Estamos avançando rapidamente para que, já na virada do ano, possamos começar a colher frutos — como este projeto e outros que estão em andamento– declarou

                                                          Segundo ele, dentro do programa de transição energética, o desenvolvimento de várias matrizes tem sido apoiado, como o hidrogênio, o etanol e o biometano. A ideia, conforme detalhou, é que o Brasil possa usar essas tecnologias aproveitando suas plataformas já existentes.

                                                          Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                                          “Com o ganho de escala, será possível reduzir custos e adaptar o uso a diferentes finalidades. O hidrogênio verde, por exemplo, pode ser aplicado em embarcações, no transporte de cargas, no transporte de passageiros e até em ônibus. O biometano também tem um grande potencial de produção no Brasil. Essas tecnologias competem entre si, mas também compartilham avanços e desenvolvimento”, detalhou.

                                                          Atualmente, estamos focados no hidrogênio verde e na geração de energia limpa. O Brasil já ocupa uma posição de liderança mundial. Eu diria que é o país cuja energia consumida é uma das mais limpas do planeta– concluiu Rui Costa

                                                           

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                                                            Quando se fala em natureza, mesmo quando já se espera uma surpresa, ela consegue se superar. Foi o que aconteceu com cientistas que buscavam vestígios do Endurance (o navio do explorador Ernest Shackleton, que naufragou em 1915) no Mar de Weddell, Antártica. Eles não encontraram nem rastros do navio, mas se depararam com um grande sinal de vida, disposto em milhares de ninhos circulares padronizados.

                                                            Com o auxílio de um robô subaquático, os pesquisadores puderam constatar que se tratava de uma grande colônia de peixes, situada sob uma antiga plataforma de gelo com 200 metros de espessura.

                                                             

                                                            A colônia chamou atenção dos oceanógrafos pela organização, de modo a parecer uma espécie de “condomínio” subaquático de peixes notie-de-barbatana-amarela (Lindbergichthys nudifrons), conhecidos também como “peixes-rocha”.

                                                            O Lindbergichthys nudifrons. Foto: GeSHaFish / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                            Isso porque os mais de mil ninhos possuíam formas circulares e estavam surpreendentemente limpos. Os pesquisadores ainda observaram que cada uma das “casas” dessa vizinhança parecia ser vigiada por um dos peixes — possivelmente o pai —, de modo a proteger os ovos.

                                                             

                                                            Para eles, a organização reflete a estratégia de sobrevivência da espécie, que demonstra na prática a teoria do “rebanho egoísta”, em que indivíduos ao centro de um grupo ganham proteção, enquanto os que ocupam as bordas — geralmente maiores e mais fortes — defendem suas posições.


                                                            Não à toa, a descoberta foi descrita em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science, em que foi considerada um “fenômeno novo e incomum, capaz de redefinir a compreensão sobre ecossistemas antárticos”.

                                                             

                                                            Vale destacar que a descoberta ocorreu durante a Expedição ao Mar de Weddell de 2019, organizada logo após o desprendimento do colossal iceberg A68, em 2017. Com cerca de 5.800 km², o bloco se separou da plataforma de gelo Larsen C, abrindo um corredor natural para pesquisa científica em áreas antes inacessíveis.

                                                             

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