Até quatro vezes o desempenho da propulsão elétrica comum para barcos: é isso o que promete o ENVGO NV1, tido como o primeiro barcode hidrofólio elétrico de alto desempenho do mundo.
A fabricante canadense, ENVGO, foi fundada recentemente, em 2021 por engenheiros de robótica e aeroespaciais. Segundo a marca, a lanchade 7,6 metros (25 pés) atinge 80 km/h, com uma autonomia de 100 km — tudo isso com uma única carga. Veja em ação:
Quem ajuda no desempenho do barco, claro, é o hidrofólio — essa espécie de “asa” que fica debaixo do casco. O equipamentoé o responsável por elevar a lancha acima da água, reduzindo, assim, o arrasto. Além de mais veloz, a embarcação proporciona uma navegação mais suave e, principalmente, silenciosa, já que não possui motoresa combustão.
Foto: ENVGO / Divulgação
“Voar” sobre as águas, contudo, pode não ser uma experiência fácil. Para driblar essa dificuldade, a canadense apostou em um sistema de controle de voopatenteado, desenvolvido por uma equipe com quase duas décadas de experiência em tecnologias aeroespaciais e de drones governamentais.
Esse “sistema de aviônica autoestabilizador”, como define a ENVGO, se integra aos hidrofólios para automatizar operações mais complexas, tirando do comandante essa responsabilidade. Para se ter uma ideia, a tecnologia realiza 250 ajustes automáticos de asa por segundo. Não à toa, segundo a marca, não é necessário ter uma licença de pilotopara navegar.
O resultado é uma experiência suave e intuitiva que torna a maravilha de voar simples para todos– destaca a ENVGO
Por outro lado, em velocidadesmais baixas ou condições adversas de mar, a ENVGO garante que o NV1 se comporta “como uma embarcação de deslocamento convencional”. As quilhas do barco, aliás, são totalmente retráteis, o que permite que o modelo seja facilmente rebocado. A facilidade ainda viabiliza a proteção dos equipamentos quando não estiverem em uso.
Foto: ENVGO / Divulgação
O NV1 leva até seis pessoas. Para carregar, utiliza o padrão de carregamento norte-americano (NACS). Com adaptadores, também é compatível com plugues CCS e J1772. Ainda é possível carregar em uma tomada padrão (Nível 1), em um carregador doméstico típico para veículos elétricos (Nível 2) ou em um carregador rápido de corrente contínua (CC).
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Histórica embarcação oceanográfica foi a primeira a carregar a bandeira brasileira até o continente antártico e operou por mais de 40 anos, até virar atração turística. Saiba quais os próximos passos agora
Toda história tem começo, meio e fim — e o enredo do navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard parece ter começado a caminhar para a fase final. A histórica embarcação, que foi a primeira brasileira a navegar até o continente antártico, começou a afundar em Santos, no litoral de São Paulo, no último dia 13 de março. Neste contexto de fim de linha, resumimos aqui os principais pontos da trajetória desse navio e o que se pode esperar do futuro.
A adernada da embarcação lançou luz sobre denúncias que defendem que o navio estava abandonado por autoridades e que, por isso, a deterioração já era previsível. Por outro lado, a Autoridade Portuária de Santos informou que moverá ações para que a embarcação seja recuperada, a fim de mantê-la como símbolo da história viva da pesquisa oceanográfica brasileira.
História do navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard
Construído na Noruega especialmente para servir como um imponente laboratório flutuante do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), a embarcação chegou ao Brasil em 1967 a todo vapor para realizar expedições científicas — e assim o fez por mais de 40 anos.
Foto: Francisco Vicentini, IO-USP / Divulgação
Segundo o IO-USP, entre 1967 e 2008, o navio Professor Wladimir Besnard realizou mais de 260 cruzeiros oceanográficos, que permitiram acumular um enorme banco de dados para as ciências do mar no Brasil, além de “um valor histórico imensurável para a USP”.
A embarcação estudou diferentes pontos do Oceano Atlântico (Norte, Sul, Leste, Oeste e Sudeste), além da Antártica e diversas localidades do litoral brasileiro, como os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Pará, Amazonas e Pernambuco.
No Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), seis expedições utilizaram o Besnard para desbravar a ciência no continente gelado. A atuação da embarcação por lá, todavia, precisou ser interrompida em 1988, após o eixo do hélice do navio se partir durante a temida Passagem de Drake. Isso porque, apesar de tantos atributos, não se tratava de um navio quebra-gelo.
Navio Professor Wladimir Besnard retornando da 1ª expedição à Antártica. Foto: IO-USP / Divulgação
Ainda assim, o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard seguiu realizando diversas expedições científicas, só não mais rumando ao continente gelado. A embarcação apenas parou de circular em nome da ciência em 2008, quando um incêndio acometeu a popa e o sistema de leme do navio.
Naquela ocasião, o IO-USP afirmou não possuir verba suficiente para reparar o navio e modernizar os equipamentosnecessários. Assim, o laboratório flutuante foi levado ao Porto de Santos, sem condições de voltar a navegar, e entregue ao Instituto do Mar, organização sem fins lucrativos.
Denúncias ganham força: de histórico a abandonado?
No contexto do navio afundando, denúncias ganharam força quanto à responsabilidade das autoridades já ligadas ao navio Professor Wladimir Besnard. O próprio Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) foi um órgão que se posicionou contra as decisões tomadas em relação à embarcação histórica.
O grupo defende que, desde o fatídico incêndio, em 2008, o abandono tomou conta da embarcação, que, segundo eles, deveria ter sido tratada para “a destinação mais óbvia”: ser transformada em um Museu Oceanográfico flutuante.
“Após quinze anos de abandono, no dia 13 de março de 2026 o navio afundou parcialmente, adernando e ficando inclinado no cais de Santos”, descreve a denúncia, que se assemelha à do jornalista João Lara Mesquita, publicada no Mar Sem Fim. “Já havia denunciado o abandono do navio oceanográfico e registrado a tentativa de salvá-lo como navio-museu. O episódio de agora enterrou de vez a esperança de um destino digno”, escreveu Mesquita.
O jornalista descreveu o caso como o desfecho de uma degradação “longa, pública e vergonhosa”, e não como um acidente. Ele defende que o navio “ficou anos entregue à omissão, às promessas e ao improviso”, por ter acompanhado tentativas de restaurar a embarcação, que, apesar dos esforços, não tiveram resultados (ao menos não a tempo).
Importância virou atração turística
Apesar de, segundo as denúncias, o navio necessitar de cuidado específico, o Professor Wladimir Besnard chegou a virar atração turística em Santos, como um dos atrativos no novo Parque Valongo. Para isso, a estrutura foi revitalizada com cuidado para manter as tintas originais e o visual externo próximo ao de quando a embarcação ainda funcionava — trabalho realizado por voluntários do Instituto do Mar.
Embarcação histórica chegou a ser atração turística no Parque Valongo, em Santos. Foto: Raimundo Rosa / Prefeitura de Santos / Divulgação
Atracado no Porto de Santos às margens do parque, a embarcação histórica podia ser observada de perto por quem visitasse o local, embora já não fosse permitido embarcar no navio. Ainda em dezembro, por exemplo, 50 alunos da rede pública santista visitaram a atração para aprender sobre a história dela a partir de relatos de profissionais que já trabalharam no Prof. W. Besnard.
Embora afundando, ainda há esperanças
Apesar das denúncias e de o navio estar, aos poucos, sumindo para baixo d’água no Porto de Santos, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, afirmou que estão trabalhando para que o navio histórico seja finalmente restaurado.
Foto: Instagram @portodesantosbr / Reprodução
Pomini reforçou que a propriedade do navio pertence ao Instituto do Mar, uma associação sem fins lucrativos que, mesmo sem recursos suficientes, se dedica há anos para a recuperação da embarcação. “Agora, independentemente da propriedade, todos nós precisamos agir e nós já começamos”, afirmou o presidente da APS.
Anderson explicou que, para a segurançado canal de navegação do Porto de Santos, o plano é que o navio Prof. W. Besnard seja retirado e levado a um estaleiro. Lá, caso as condições permitam, ele será recuperado com apoio da APS junto a outras empresas. Por outro lado, caso não seja possível recuperá-lo, parte da embarcação será preservada no Parque Valongo.
Segundo Pomini, diferentes empresas precisam unir esforços para que o navio histórico possa ser restaurado, afinal o valor necessário para a reforma é alto para ser arcado por uma só empresa que, legalmente, não é a responsável pelo navio. Nesse sentido, o engenheiro e voluntário no projeto de restauração da embarcação, Antônio Carlos da Mata Barreto, revelou ao jornal A Tribuna que, apesar da tristeza em vê-la afundando, ainda nutre esperanças de que isso possa acelerar a recuperação do navio.
Barreto explicou que, antes do Prof. W. Besnard adernar, já vinham acontecendo negociações sobre a restauração definitiva da embarcação. Dessa forma, o ocorrido pode servir como combustível para acelerar as burocracias, tendo em vista a urgência do caso.
No mais, nos basta torcer para que as autoridades consigam se unir a tempo de recuperar um navio histórico com tanta importância para a pesquisa oceanográfica brasileira.
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De tijolinho em tijolinho, uma histórica região do Brasil fica cada vez mais moderna. A Marinha do Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciaram as obras da nova Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), na costa de Natal, no Rio Grande do Norte, a fim de atualizar uma estrutura que não recebe uma grande reforma desde 2008.
Esta será a terceira versão da estação científica instalada no arquipélago — e gerida pela Marinha há mais de 20 anos. A região é o ponto do Brasil mais próximo da África (estando a apenas 1.820 quilômetros de Guiné Bissau) e sofre com condições climáticas únicas que dificultam a execução de novos projetos.
Atual estrutura da Estação Científica apresenta sinais de desgaste. Foto: Agência da Marinha/ Reprodução
Para modernizar a infraestrutura, serão investidos cerca de R$ 7 milhões do Fundo de Compensação Ambiental, o que promete ser suficiente para dar uma nova cara a uma das áreas mais remotas e estratégicas do território brasileiro. A obra teve início em dezembro de 2025 e tem previsão para ser entregue até o final de 2026.
O que terá de novidade?
Desde que começou a ser construída, a nova Estação Científica do arquipélago já ganhou uma passarela que liga o ponto mais baixo ao mais alto da Ilha Belmonte. Por lá serão erguidas edificações que integram o projeto arquitetônico, conforme informa a Agência da Marinha.
A nova passarela, por sua vez, ainda reduzirá o contato entre os visitantes e colônias de aves que habitam a região, atendendo a uma importante questão ambiental no que se refere à preservação da biodiversidade. Vale ressaltar que o local abriga uma das aves marinhas mais isoladas e peculiares do mundo, servindo como um ponto vital de repouso e reprodução.
Ave marinha no Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
O projeto incorpora soluções modernas de arquitetura, onde o uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos se destacam. Além disso, a estrutura otimizará significativamente a capacidade de apoio às pesquisas.
O novo espaço envolve um acordo de cooperação técnica com outras instituições. São elas o ICMBio, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) e a Marinha, representada pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), coordenadora do Programa de Pesquisas Científicas no ASPSP (PROARQUIPELAGO).
Mãos à obra!
A princípio, este trabalho promete algumas dificuldades. Isso porque a organização da Estação Científica é complexa e envolve a operação de diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água do mar e o de comunicações. Ou seja: a garantia de operacionalidade dessa estrutura envolve a necessidade de missões frequentes para o local.
Foto: Agência da Marinha/ Reprodução
Outro problema é a distância da costa — cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro. Tanto é que, para avançar na obra e “driblar” o enorme afastamento, a operação contou com o apoio do Navio Patrulha Oceânico “Araguari”, já que todo o transporte de pessoal e material envolvido no processo de construção é realizado pela Força.
A região cercada por água do mar possui cerca de 17 mil m² e é frequentemente abalada por pequenos terremotos, registrados praticamente todas as semanas. Isso acontece porque o arquipélago fica sobre a chamada Falha Transformante de São Paulo — uma das maiores do planeta.
Por todas essas dificuldades, o desenvolvimento da nova estação requer um planejamento criterioso, de acordo com o Coordenador do Programa de Pesquisas Científicas em Ilhas Oceânicas (PROILHAS), o Capitão de Mar e Guerra Marco Antonio Carvalho de Souza.
Tanto a tripulação do navio quanto a equipe técnica da Base Naval de Natal devem ser detentoras de perícia elevada– explicou o Capitão
Sobre o Arquipélago de São Pedro e São Paulo
O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é o pico de uma cadeia de montanhas que se ergue de profundidades próximas a 4 mil metros, com uma dimensão que equivale a aproximadamente um campo de futebol, onde o ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar.
Por conta das baixas altitudes do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, o entorno é perigoso para navegação justamente por ser difícil enxergar as ilhas a olho nu, principalmente em condições adversas de luz e de tempo — o que já provocou alguns naufrágiosao longo da história.
Farol instalado pela Marinha do Brasil no Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Inclusive, a Marinha acredita que o nome do local deriva do primeiro naufrágio que aconteceu ali, em 1511, quando os portugueses tomaram conhecimento da região. Conforme a crença, a embarcação que afundou se chamava São Pedro e os sobreviventes foram resgatados por outra nomeada São Paulo.
Além de uma natureza singular, a região já recebeu convidados ilustres, como o ambientalista inglês Charles Darwin, conhecido mundialmente pela teoria da evolução, que conheceu o arquipélago em 1823; e Ernest Henry Shackleton, um dos maiores navegadores da história, que visitou o local em 1921, meses antes de morrer.
Grande possibilidade de ocorrência de abalos sísmicos;
Biodiversidade rica.
Não à toa, a região é considerada uma Área de Proteção Ambiental (APA) e um Monumento Natural (MONA). Tanto a Marinha quanto o ICMBio são responsáveis pela gestão desse conjunto de ilhas.
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A Volvo Penta, uma das principais marcas de motores marítimos no Brasil e no mundo, está confirmada para a 27ª edição do Rio Boat Show, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. Figura já conhecida no evento, a marca sueca terá como principais destaques um motor centro-rabeta a gasolina que promete entregar 350 hp de potência e um sistema EVC que permite otimizar a conectividade a bordo.
O motorescolhido para ser exibido no maior salão náutico outdoor da América Latina é o Volvo Penta V8-350. A promessa é atingir 350 hp de potência, com respostas rápidas e torque consistente em baixas rotações. De acordo com a marca, o modelo une estrutura robusta à eficiência, sendo ideal para aplicações náuticas que exigem confiança, aceleração eficiente e “excelente comportamento com carga”.
Quando combinado às soluções Aquamatic Sterndrive, o motor proporciona maior eficiência hidrodinâmica e estabilidade em manobras-adiantou a Volvo Penta à NÁUTICA
Motor Volvo Penta V8-350. Foto: Grupo Volvo
Conforme explicaram, a integração entre o motor e a rabeta favorece a distribuição de peso, maior controle em baixas e médias rotações e resposta mais imediata ao comando do acelerador. O V8-350 promete atender bem a embarcaçõesesportivas e de lazer, com uso recreativo.
O sistema de injeção direta do motor reduz o desperdício de combustível, enquanto a integração com sistemas eletrônicos embarcados permite um controle mais preciso do equipamento. “É um motor a gasolina de alto desempenhopara embarcações modernas”, resumiu a fabricante.
Sistema EVC Upgrade
No mercado náutico, o desejo por carregar as últimas novidades e melhorias a bordo é comum entre muitos. No entanto, nem sempre é possível trocar de embarcação no ritmo do avanço das tecnologias. Pensando nisso, a Volvo Penta desenvolveu o sistema EVC, que permite otimizar as tecnologias a bordo sem trocar de barco.
Sistema EVC Upgrade. Foto: Grupo Volvo
No Rio Boat Show 2026, a empresa apresentará o sistema EVC (Electronic Vessel Control) Upgrade, que integra motor, transmissão e instrumentação em uma plataforma digital inteligente. A proposta é permitir ter embarcações modernas que acompanham as últimas novidades tecnológicas, sem a necessidade de substituir o conjunto motriz por completo.
O sistema amplia a segurança operacional, melhora a gestão de dados da embarcação e proporciona uma experiência de navegação mais intuitiva e tecnológica-detalha a Volvo Penta
Além do upgrade geral, a tecnologia do sistema EVC ainda promete contribuir para prever quando haverá necessidade de manutenção em diferentes setores da embarcação, além de aumentar o valor do patrimônio náutico. Por fim, a Volvo Penta deve apresentar ainda outros itens de sua linha de roupas e acessórios, como de praxe nos eventos anteriores.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Garanta seu ingresso com desconto!
Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro é operado desde 2000 e oferece serviços básicos de saúde à populações ribeirinhas na Região Amazônica
Não é novidade que, na vasta Região Amazônica, muitas comunidades ribeirinhas e indígenas vivem afastadas dos grandes centros e não têm acesso a muitos serviços básicos de saúde. Pensando nisso, a Marinha do Brasil realiza a Operação Acre por meio do “navio da esperança”, que busca levar acolhimento, saúde e dignidade às populações remotas que necessitam de cuidados.
Para as pessoas que enfrentam no isolamento um desafio diário, as Forças Armadas enviam anualmente o Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas. Na missão, ele é o único navio responsável por percorrer o Vale do Juruá e oferecer atendimentos médicos, farmacêuticos, odontológicos e até mesmo cirúrgicos aos ribeirinhos.
Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
De acordo com a Marinha, no recorte de 12 de janeiro a 12 de fevereiro, foram atendidos 1.313 ribeirinhos no que abrange os Estados do Acre e do Amazonas. A meta, segundo a Força, é que o navio atenda cerca de 20 mil pessoas em 2026.
Entre tantas pessoas atendidas, a história de uma grávida de sete meses comoveu a tripulação. A bordo do Doutor Montenegro, atracado no Rio Juruá, ela realizou o seu primeiro pré-natal e teve um chá revelação improvisado pelos militares. “Entre sorrisos e olhos marejados, descobrimos que vem aí um menino”, contou o Capitão de Corveta Marcelo Camerino da Silva de Souza.
Ela já escolheu o nome: Marinho — em homenagem à nossa instituição. Um gesto simples, mas que diz tudo. Um nome que agora carrega cuidado, presença e esperança– afirmou Camerino
Grávida de sete meses realizou seu primeiro pré-natal durante a passagem do navio pela comunidade de Xibauá, no Rio Juruá. Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
Em parceria com o Ministério da Saúde, a Operação também realiza vacinações a bordo do navio com o suporte da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, que fornece as vacinas e dois profissionais de saúde.
Foto: Marinha do Brasil/ Flickr/ Divulgação
Outra parceria importante é com a ONG Américas Amigas, que possui representantes a bordo durante toda a jornada para contribuir com a rápida entrega das biópsias das mamografias. Para superar as dificuldades geográficas da região, a Operação envolve outras quatro lanchas de apoio rápidas, suporte dos fuzileiros navais e comunicações via satélite, fundamentais para o atendimento em áreas de acesso limitado.
A missão continuará até o dia 19 de maio, período no qual serão atendidas as populações de outras comunidades isoladas na Região Amazônica.
Números da Operação Acre em 2026:
1.347 procedimentos médicos;
6.593 procedimentos odontológicos;
6.347 procedimentos de enfermagem;
1.222 procedimentos laboratoriais;
96 intervenções cirúrgicas;
216 mamografias;
56.132 medicamentos distribuídos;
2.412 itens odontológicos doados.
Doutor Montenegro: o “navio da esperança”
Lançado ao mar em setembro de 1996 e entregue em 1997, o Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro – U16 carrega este nome em homenagem ao histórico médico acreano Dr. Manoel Braga Montenegro (1927-2020), que exerceu a profissão por décadas na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre.
Foto: Marinha do Brasil/ Flickr/ Divulgação
O barco, entretanto, só foi incorporado pela Marinha do Brasil em 2000, após articulação entre o Ministério da Saúde, o Governo do Acre e a Força Naval. Para integrar a Força, o navio precisou passar por obras de adaptações, entre elas a modificação dos lemes — que deixavam o navio com muito calado.
Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
Atualmente, ele é equipado com consultórios médicos e odontológicos, laboratório, sala de trauma, enfermaria, farmácia e salas equipadas com mamógrafo e raios-X. O espaço também possui consultórios, UTI e rede de computadores para cadastramento dos pacientes atendidos.
Foto: Naval.com.br/ Reprodução
Para atender à população, a tripulação conta com 82 militares, incluindo médicos, dentistas, farmacêuticos e técnicos de enfermagem, radiologia e higiene dental.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Aos 28 anos, Tamara Klink carrega grandes feitos como velejadora. Sozinha, ela já atravessou o Atlântico, cruzou a Passagem Noroeste e passou o inverno no Ártico. Todos esses feitos, repletos de detalhes ainda mais impressionantes, renderam a ela o prêmio Young Voyager Award, concedido pelo Cruising Club of America (CCA), tradicional clube náutico dos Estados Unidos, fundado há mais de cem anos, em 1922.
A honraria internacional (ou “Prêmio Jovem Viajante”, em tradução livre), entregue a Tamara no charmoso New York Yacht Club em 6 de março, reconhece jovens velejadores que tenham realizado uma ou mais viagens excepcionais, demonstrando suas habilidades e, principalmente, sua coragem — atributos que, de fato, não faltam à velejadora.
Prêmio foi entregue em cerimônia no New York Yacht Club. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Em 2020, aos 23 anos, ela navegou sozinha cerca de mil milhas entre a Noruega e a França, a bordo do pequeno Sardinha, seu veleiro de 7,9 metros de comprimento. A viagem, além de ter sido a inspiração para seu primeiro livro, Mil milhas, ainda mostrou sua ousadia e coragem para construir a própria trajetória na vela.
Sardinha, o veleiro em que Tamara Klink concluiu sua travessia em solitário do Atlântico. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Aos 24 anos, em 2021, Tamara, novamente só, cruzou o Oceano Atlântico da Noruega ao Brasil. Ela concluiu a viagem de mais de 11,2 mil quilômetros em 90 dias e a experiência virou o livro Nós: o Atlântico em solitário. No mesmo ano, Um mundo em poucas linhas, sua terceira obra literária, ganhou vida com poemas e textos sobre suas viagens e experiências de crescimento pessoal desde a adolescência.
Já em 2023, a jovem navegou da França à Groenlândia no Sardinha-2, veleiro pouco maior que o anterior, com 10,4 metros. Seu objetivo? Passar o inverno sozinha no gelo marinho.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Foram três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40ºC. Com o feito, ela se tornou a primeira mulher velejadora a passar o inverno sozinha no Ártico, além de ter se tornado a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Navegar é sempre um esforço coletivo, especialmente em solitário– disse Tamara ao ser informada da homenagem
Sua invernagem, claro, também virou livro. Bom dia, inverno foi anunciado por ela mesma em seu Instagram recentemente. São nas próprias redes sociais, inclusive, que Tamara acumula cada vez mais seguidores — ou melhor, inspira cada vez mais pessoas: já são 665 mil followers.
CCA Awards
O Cruising Club of America reúne velejadores experientes de cruzeiro há mais de 100 anos para promover a cultura da navegação “com responsabilidade, conhecimento e boas práticas no mar”. O clube não possui sede física: suas atividades acontecem onde os associados se reúnem, muitas vezes organizados em estações regionais em áreas de forte tradição náutica.
Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Entre suas iniciativas mais conhecidas estão a organização da regata Newport Bermuda Race e a concessão de prêmios importantes da vela de cruzeiro, como a Blue Water Medal, além de distinções mais recentes como o próprio Young Voyager Award, o Rod Stephens Trophy e o Diana Russell Award for Innovation. O clube também publica livros, guiasde cruzeiro e a coletânea anual Voyages, com relatos e artigos de seus membros.
O prêmio de Tamara Klink corresponde ao ano de 2025, em que outras cinco categorias foram contempladas:
Medalha Blue Water — Pete Hill
A Blue Water Medal, principal honraria do Cruising Club of America, reconhece “habilidades náuticas excepcionais e espírito aventureiro na vela oceânica”. Em 2025, o prêmio foi concedido ao velejador britânico Pete Hill por mais de 50 anos de viagens de longa distância pelos oceanos do mundo, marcadas por uma filosofia minimalista: ele constrói ou adapta seus próprios barcos para o simples mastro de junco e prova sua navegabilidade em expedições reais, inspirando uma comunidade de velejadores que valorizam projetos simples e autonomia no mar.
Troféu Rod Stephens de Marinharia — Greg Velez
O Rod Stephens Trophy homenageia atos de habilidade náutica que contribuam de forma decisiva para a segurança de pessoas ou embarcaçõesno mar. Em 2025, o prêmio foi entregue a Philip ‘Greg’ Velez, que liderou o resgate de um velejador que havia caído ao mar durante a Bayview Mackinac Race. Após quase uma hora de buscas em vento forte e mar agitado, ele e sua tripulação localizaram e retiraram a vítima da água a bordo do veleiro Amante 2.
Prêmio Diana Russell — Peter Willauer
O Diana Russell Award for Innovation reconhece membros que se destacam por inovação no design de barcos, educação náutica, segurançaou uso aventureiro do mar. Em 2025, o homenageado foi Peter Willauer, educador que teve papel fundamental na criação e no desenvolvimento da Hurricane Island Outward Bound School, iniciativa que integrou navegação, ciência e formação de liderança ambiental, influenciando gerações de marinheiros e estudantes.
Prêmio Far Horizons — Christopher e Molly Barnes
O Far Horizons Award é concedido a navegadores que realizam cruzeiros de grande alcance que representem o espírito aventureiro do clube. Em 2025, os vencedores foram Christopher Barnes e Molly Barnes, que entre 2013 e 2016 realizaram uma viagem familiar de três anos e cerca de 36 mil milhas náuticas, incluindo a circunavegação da América do Sul, a passagem pelo Cabo Horn e escalas em regiões remotas como a Ilha de Páscoa e a Ilha Geórgia do Sul, com os dois filhos a bordo.
Troféu Richard S. Nye — Doug e Dale Bruce
O Richard S. Nye Trophy homenageia membros que contribuíram de forma marcante para o clube e para a vela oceânica, seja por serviços prestados, navegação ou liderança no setor. Em 2025, o prêmio foi entregue a Doug Bruce e Dale Bruce, reconhecidos por anos de trabalho voluntário no CCA, incluindo a atualização de guias de cruzeiro para navegadores, a edição da publicação anual Voyages e o desenvolvimento de recursos de navegação que ampliaram o acesso a informações náuticas para a comunidade velejadora.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Entre tantos modelos, a Lanchas Coral selecionou cinco embarcações para serem exibidas no Rio Boat Show 2026, salão náutico que abre o calendário brasileiro e acontece na Marina da Glória de 11 a 19 de abril. As lanchas escolhidas variam dos 26 aos 42 pés de comprimento.
Marca já carimbada entre os estaleiros presentes no evento, a Lanchas Coral exibirá desde barcos de entrada até embarcaçõespensadas para servirem como a segunda casa de proprietários já acostumados com o universo náutico. Os modelos são: Coral 26 Aberta, Coral 32 Sea Breeze, Coral 36 Aberta, Coral 40 Sea Breeze e Coral 42.
Barcos da Lanchas Coral no Rio Boat Show 2026
Coral 26 Aberta
A Coral 26 Aberta é o modelo de entrada escolhido pelo estaleiro para quem busca iniciar a vida náutica com estilo. Com capacidade para levar até 12 pessoas em passeios, a marca destaca o aproveitamento de espaços internos (são 7,93 metros de comprimento) e uma cabine acessível pelo banco localizado na proa do barco.
Coral 26 Aberta. Foto: Divulgação
Coral 32 Sea Breeze
A Coral 32 Sea Breeze permite que a brisa marítima invada a embarcação a partir de um teto rígido deslizante, que transforma a lanchaem uma Hard Top. A estrutura, por sua vez, leva teto solar que carrega as baterias e um sistema que reaproveita água da chuva, reforçando o papel sustentável do barco que também é um pilar estrutural do estaleiro.
Coral 32 Sea Breeze. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Coral 36 Aberta
A Coral 36 Aberta é como uma “irmã mais velha” da versão de 26 pés. Diferente da disposição tradicional das cabines em lanchas desta categoria, que são acessadas por escadas na região central do cockpit, o modelo carrega o diferencial de acessar a cabine diretamente pelo banco à proa, que serve de solário na área frontal do barco.
Segundo o estaleiro, a Coral 40 Sea Breeze é mais leve e resistente do que outros barcos da mesma categoria devido à estrutura que leva várias longarinas (vigas estruturais fixadas no fundo do casco). Outro diferencial do modelo é um espaço gourmet equipadoà popa. “O casco oferece desempenho seguro, estabilidade em curvas e suavidade mesmo em mar agitado”, descreveu o estaleiro.
Maior embarcação da Lanchas Coral no Rio Boat Show 2026, a Coral 42 tem três quartos, dois banheiros e é personalizável, para cumprir com o objetivo do estaleiro de funcionar como uma extensão da casa de seus proprietários.
Coral 42. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Garanta seu ingresso com desconto!
Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
O Senado confirmou, na última quarta-feira (11), a adesão do Brasil à Convenção Internacional sobre a Remoção de Destroços, que define regras para evitar riscos à navegação e ao meio ambiente marinho. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 269/2024, que trata sobre o tema, foi aprovado em sessão plenária e vai à promulgação.
O acordo, adotado em 2007 pela Organização Marítima Internacional, fornece a base legal para que os Estados removam, ou mandem remover, naufrágios que possam afetar negativamente a segurança de vida, bens e propriedades no mar, bem como o ecossistema marinho.
Foto: kira1232677/ Envato
Como um todo, o objetivo é estabelecer regras e procedimentos internacionais uniformes e o pagamento de compensação pelos custos envolvidos nas operações. Entre os deveres dos países que assinaram o documento, estão:
Informar sobre destroços identificados, com suas características e profundidade da água;
Marcar o local dos destroços com um sistema de sinais;
Contratar seguro obrigatório para navio de 300 toneladas brutas ou mais.
O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), com parecer favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O decreto legislativo permitirá à Presidência da República ratificar a adesão do Brasil ao acordo e internalizá-lo na legislação federal. No momento, falta ser promulgado (publicação oficial da nova lei, decreto ou norma).
O que muda na prática?
A Convenção, acima de tudo, estabelece diretrizes sobre como lidar com perigos no mar. Entre os pontos centrais, estão a avaliação de riscos à navegação e ao meio ambiente causados por embarcações à deriva, plataformas ou objetos perdidos. O texto também padroniza como esses destroços devem ser reportados e a marcação com sinais internacionais para evitar novas colisões.
qualquer parte de um navio afundado ou encalhado, incluindo qualquer objeto que esteja ou tenha estado a bordo de tal navio;
qualquer objeto de um navio que se perca no mar e que fique encalhado, afundado ou à deriva;
um navio que está prestes a afundar ou encalhar, ou que se pode razoavelmente esperar que afunde ou encalhe, quando não estejam sendo tomadas medidas eficazes para auxiliar o navio ou qualquer propriedade em perigo.
Além disso, o texto do acordo atribui ao proprietário do navio a responsabilidade pela remoção, exige seguro ou garantia financeira para as embarcações de grande porte e estimula a cooperação entre os Estados-membros. As exceções são para os navios de guerra e estatais em serviço não comerciais.
Na prática, com a nova Convenção, a responsabilidade financeira pela remoção recai integralmente sobre o proprietário do navio. O mecanismo de seguro obrigatório e a possibilidade de cobrança direta das seguradoras conferem ao Brasil o respaldo necessário para evitar que o Estado tenha que arcar com os custos de operações de limpeza em sua costa.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Em meio a tantas notícias sobre poluição das águas por microplásticos, pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ITC-UNESP) descobriram que a semente de uma planta comum no Brasil pode extrair alguns destes pequenos fragmentos da água. A planta em questão é a acácia-branca (Moringa oleífera), bastante comum no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país.
No estudo, pesquisadores investigaram a eficiência da remoção de microplásticosde policloreto de vinila (PVC) envelhecidos da água potável, comparando o desempenho de dois coagulantes: um composto extraído das sementes da acácia-branca e sulfato de alumínio, já comprovadamente utilizado para remover pedaços microscópicos de plástico da água.
A escolha de estudar o potencial da planta para remoção de PVC não foi aleatória. De acordo com os cientistasda Unesp, o material está entre os mais perigosos devido ao seu potencial cancerígeno. Por isso, para tornar os testesmais realistas, os pesquisadores submeteram o PVC a um envelhecimento artificial com radiação UV por 720 horas.
O processo, conforme explicam, simulou o desgaste que o plástico sofreria na natureza, alterando as propriedades físicas e o tornando um desafio ainda maior para os sistemas de limpeza de água potável.
Diferentes testes
Para comparar o desempenho dos coagulantes, foram testadosmétodos de filtração direta (coagulação-floculação-filtração) e de filtração em linha (coagulação-filtração). Os melhores resultados da planta conseguiram eliminar 98% do microplástico da água — praticamente uma solução natural.
Conforme o estudo explica, a limpezade micropartículas da água ocorre principalmente através da coagulação, um processo em que partículas se juntam e formam pedaços maiores — ainda que, neste caso, minúsculos. Nesse cenário, o microplástico e a matéria orgânica na água poluída possuem carga elétrica negativa, o que faz com que se repelam como ímãs de mesmo polo.
Foto: Gabrielle Batista via @agenciafapesp / Reprodução
As proteínas presentes na semente da acácia-branca possuem carga positiva. Ou seja: quando o extrato é adicionado na água, ele neutraliza as cargas das partículas de plástico, permitindo que elas se unam em pequenos aglomerados que ficam presos no fundo do filtro. Dessa forma, o extrato da planta serve como um “ímã natural”, ao fazer o microplástico se afastar dos demais componentes.
Outras vantagens da planta
Um dos pontos altos revelados na pesquisa foi o desempenho da planta em diferentes níveis de acidez (pH) da água, enquanto o sulfato de alumínio perdeu quase toda a sua eficiência em águas mais alcalinas (pH 8,0). Segundo a pesquisa, isso acontece porque o produto químico tradicional depende de condições muito específicas para agir, enquanto as proteínas da planta se mantêm ativas em uma faixa de pH mais ampla, tornando o tratamento viável em diferentes cenários.
Nos estudos ainda foi possível identificar que, em águas mais claras (com menor turbidez), o processo de limpeza não precisa do passo da “floculação”, que envolve agitar a água até que se formem flocos grandes. A filtração em linha, que pula essa etapa e vai direto para o filtro após uma mistura rápida, apresentou resultados igualmente eficientes na remoção de mais de 98% dos microplásticos. Essa descoberta permite simplificar o desenho das estações de tratamento, economizando energia e espaço.
O extrato salino das sementes tem uma performance parecida ao do sulfato de alumínio e, em águas mais alcalinas, teve um desempenho até melhor do que o produto químico-Gabrielle Batista, primeira autora do estudo, à Agência Fapesp
Como resultado, a pesquisa concluiu a viabilidade da acácia-branca como uma alternativa sustentável para a remoção de microplásticos advindos de PVC envelhecido no tratamento de água potável, especialmente por meio de filtração em linha, ainda que a semente traga o efeito colateral de aumentar a quantidade de carbono orgânico dissolvido na água.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Em 2026, a Real Powerboats comemora 40 anos de história e decidiu celebrar o feito exibindo oito embarcações no Rio Boat Show, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. O destaque vai para a Real 37 Cabriolet (ou simplesmente 37C), lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2025 e que se prepara para estrear em águas cariocas.
Além da Real 37C, outras sete lanchasda Real Powerboats prometem atrair olhares no salão náutico, com modelos que variam de 27 a 42 pés. São eles: Real 270, Real 285 SD, Real 34C, Real 35C, Real 40 Fly, Real 42 HT e Real 42C. Saiba o que esperar!
Barcos da Real Powerboats no Rio Boat Show 2026
Real 270
A menor lancha que a Real Powerboats exibirá no Rio Boat Show acomoda 12 passageiros. Com 8,16 metros (27 pés) de comprimento, a Real 270 tem proa aberta com sofá em “U” que acomoda até 5 pessoas, cockpit central com sofá em “L” para outros 7 e um banheiro com “excelente pé-direito”, segundo a marca.
Real 270. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 285 Special Deck
Como o próprio nome diz, a Real 285 Special Deck (SD) tem um cockpit especial. Nessa área, um grande sofá em “L” acomoda até 11 pessoas, que têm mesa de centro, geladeira, área de bar e pia disponíveis para uso nessa região. Embora um pouco mais comprida que o modelo anterior (8,49 metros), esta lancha, segundo a Real, comporta até 11 passageiros.
Real 285 SD. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 34 Cabriolet
Na sequência vem a Real 34 Cabriolet, com 11,2 metros de comprimento (34 pés), homologada para até 14 passageiros durante o dia e quatro pessoas no pernoite. A embarcação conta com motor centro-rabeta, solário de popa e uma ampla plataforma na área molhada do deque (à popa).
Real 34 Cabriolet. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Real 35 Cabriolet
Seguindo por ordem de tamanho, a Real 35 Cabriolet mantém estrutura semelhante ao modelo anterior, mas adota motorização de popa. Com isso, o layout muda: no lugar do solário surge um móvel gourmet, que promete melhorar o aproveitamento dos espaços no cockpit.
Real 35 Cabriolet. Foto: Revista Náutica
Real 37 Cabriolet
Inspirada em sugestões de clientes do estaleiro, a Real 37 Cabriolet foi projetada com base nas preferências mais recorrentes do público da marca e lançada no São Paulo Boat Show 2025.
Real 37 Cabriolet. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Entre os destaques estão o sofá com encosto rebatível no cockpit, o móvel gourmet equipadocom churrasqueira, geleira, tábua de corte e cristaleira e a targa ajustável no posto de comando. O detalhe permite pilotar com um campo de visão semelhante ao de uma lancha com flybridge, ainda que o barcopertença a outra categoria.
Real 40 Fly
Abrindo a categoria de 40 pés exibida pela marca no evento, a Real 40 Fly é homologada para até 18 convidados durante o dia e seis pessoas no pernoite.
Real 40 Fly. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Além do flybridge, o modelo se destaca pelo cockpit e pelos espaços internos amplos. A plataforma de popa também pode ser personalizada, com a opção de receber um solário ou dois bancos com mesa.
Real 42 Cabriolet
A maior categoria de lancha que a Real Powerboats levará ao evento, a Real 42 Cabriolet chama atenção pela solução adotada na popa, que esconde a motorização de popa sob uma estrutura de solário para três pessoas.
Real 42 Cabriolet. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Segundo Paulo Thadeu, CEO do estaleiro, a proposta do barco é reunir “o melhor dos dois mundos“, combinando uma motorização vantajosa para o cliente com bom aproveitamento de espaço a bordo.
Real 42 HT
Com passagem por dentro do cockpit, o modelo chega ao Rio com 12,76 metros (42 pés) de comprimento e 3,70 metros de boca (largura). Até 16 passageiros são comportados na lancha, que leva motorização mínima de 540 hp e máxima de 800 hp.
Real 42 HT. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com design que mistura luxo e esportividade, a Real 42 Hard Top (HT) também leva a solução que otimiza espaço a bordo para cobrir a motorização de popa. Neste barco, contudo, a sensação é de estar dirigindo um carro graças à visibilidade, segundo o CEO.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
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RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Segundo a Whale and Dolphin Conservation, uma das principais organizações globais dedicadas à proteção de baleias e golfinhos, existem cerca de 50 espécies de golfinhos e botos catalogados. Foi nesse contexto que um pesquisador americano teve a sorte de flagrar uma das mais raras do grupo, os chamados “golfinhos-panda”, na costa das Ilhas Malvinas, uma das poucas regiões onde eles habitam.
O felizardo foi Rich Brand, que viu de perto os animais preto-e-branco brincando bem próximos a ele durante uma expedição científica nas Ilhas Malvinas, em janeiro deste ano. Trata-se de golfinhos-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii), uma das menores espécies de golfinhos no mundo.
A cena ganhou repercussão justamente pelo visual incomumdos golfinhos, que têm coloração bastante evidente nos adultos que lembra a dos pandas. Conforme explicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as nadadeiras peitorais, a calda e a cabeça são pretas, diferente do restante do corpo, que é branco.
Imagem: Rich Brand via swns / Divulgação
O visual registrado por Brand é típico de adultos, já que os filhotessão pretos e com manchas acinzentadas que clareiam com o passar do tempo. Além disso, os golfinhos-panda são um dos menorescetáceos conhecidos pela ciência e não costumam passar de 1,7 m de comprimento — enquanto outras variam de 2 a 3 metros, em média.
Foto: Sebastián Saiter V. / Licença Creative Commons
Ainda de acordo com a UFRGS, os golfinhos-panda habitam apenas duas regiões do planeta: o sul da América do Sul, no Oceano Atlântico (onde ficam as Ilhas Malvinas), e as Ilhas Kerguelen, no meio do Oceano Índico. A ciência ainda não sabe explicar o que justificaria essa espécie ser encontrada em pontos tão distantes, até porque os grupos têm no máximo 100 indivíduos, mas geralmente são vistos em menos, como no registro de Rich, que estavam em quatro.
Inclusive, a separação entre os grupos desse golfinho fez com que os animais desenvolvessem subespécies. Assim, no Oceano Atlântico vivem os Cephalorhynchus commersonii commersonii, enquanto que no Índico são encontrados os Cephalorhynchus commersonii kerguelenensis.
Golfinhos-panda não têm rostro definido. Foto: Miyuki Meinaka / Licença Creative Commons
Outra curiosidadea respeito dos golfinhos-de-commerson é que eles não têm rostro definido (estrutura tipo focinho ou “bico”), diferente da maioria das espécies. Além disso, segundo a UFRGS, eles costumam ter algasno estômago como estratégia de proteção contra bicos de animais que integram sua cadeia alimentar, como peixes, lulas e invertebrados do fundo do mar.
Foto: Jan Kneschke / Licença Creative Commons
Apesar da raridade, os golfinhos-panda não estão em ameaça de extinção conforme a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que considera a espécie em cenário pouco preocupante. A caça e a pesca, por sua vez, são os maiores fatores de risco.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Há momentos em que a moda fica pequena demais para se resumir às passarelas. Nessas horas, os principais estilistas dos últimos tempos expandiram seus horizontes para levar seus traços icônicos para os mais luxuosos iates do planeta, numa grande expressão de estilo pessoal.
Assim, de Coco Chanel a Gucci, conheça os iates que pertencem — ou pertenceram — aos estilistas mais balados do universo fashion, que revelam o mar como uma extensão da arte, independência e luxo de seus proprietários.
Giorgio Armani
O saudoso Giorgio Armani, falecido em setembro de 2025, deixou um legado não apenas no mundo da moda, mas também no náutico. Sinônimo de elegância e sofisticação, o estilista transpareceu seu estilo de vida no Main, megaiate de 65 metros (213 pés) de comprimento inteiramente projetado pelo estilista, do casco ao interior.
Foto: Codecasa/ Divulgação
Construído pelo estaleiro italiano Codecasa e entregue em 2008, o megaiate tem como destaque a cor verde-escura, escolhida para camuflá-lo nas águas. O desenho do barco, segundo o próprio Armani, tem como objetivo garantir a aparência forte e compacta da embarcação, ao passo que dá ao proprietário a impressão de que o Main não possui paredes.
Foto: Codecasa/ Divulgação
Mas se engana quem pensa que o Main foi o único iate de Armani. Você pode conferir mais detalhes de outros barcos de um dos principais ícones da moda na matéria completa.
Gucci
Não tem como falar de iate e de moda sem falar do Creole. Lançado em 1927 pela Camper & Nicholsons, o barco quase centenário segue sendo o maior veleiro de madeira clássico do mundo. Ele foi parar nas mãos da família Gucci em 1983, quando Maurizio Gucci, ex-diretor da grife e neto do fundador da empresa, comprou a embarcação e iniciou uma restauração pesada.
Creole, veleiro que pertence à família Gucci. Foto: Trayex / Wikimedia Commons / Reprodução
O designer Toto Russo precisou recriar o interior do veleiro, que teve o seu original destruído. Para isso, voltou seu olhar para os anos 1920, instalando obras de arte de época nos seis camarotes de hóspedes do barco da família Gucci. Seu casco também voltou à ganhar vida quando retomou o tom de preto como a noite.
Hoje o Creole está sob os cuidados de Allegra, filha mais nova do falecido Maurizio. Para saber mais detalhes dessa herança flutuante, leia aqui!
Tommy Hilfiger
O megaiate sofisticado de Tommy Hilfiger somou histórias para contar sob o comando do bilionário. Batizado de Feadship Flag quando foi adquirido, em 2017, a embarcação de 62 metros (203 pés) de comprimento tornou-se uma extensão da marca.
Feadship Flag, que pertenceu ao Tommy Hilfiger. Foto: Burgess Yachts/ Divulgação
Remodelado com a ajuda do diretor criativo da Ralph Lauren, o Flag combina o artesanato clássico da Feadship com um luxo moderno e descontraído: mogno rico, brancos nítidos e referências náuticas em meio a arte contemporânea e estofados sob medida.
Hilfiger supervisionou pessoalmente todos os detalhes, desde os interiores até os botes e brinquedos náuticos, tudo para que as cores combinassem com o visual do iate — não era de se esperar menos de um fanático por moda desse calibre. O barco foi vendido em 2024 e renomeado para Fos.
Coco Chanel
A estilista pouco convencional na moda não era muito adepta aos iates, mas foi convertida ao universo náutico. Na década de 1920, Chanel tornou-se uma figura constante na alta sociedade náutica da Riviera Francesa por conta do seu romance de dez anos com o Duque de Westminster, Hugh Grosvenor, no qual boa parte se passou em uma escuna de quatro mastros e 86 metros de comprimento (282 pés), a Flying Cloud.
Nadine (antigo Mathilde), que pertenceu a Coco Chanel. Foto: Yacht Chater Fleet/ Reprodução
Depois, Coco partiu para outro rumo e comprou, na década de 1940, o Mathilde, um iate holandês de 37 metros (121 pés) de comprimento com casco de aço, um refinamento ímpar e proporções sóbrias. Em 1971, após a morte de Chanel, o barco foi renomeado de Nadine e enfrentou poucas e boas.
Nas mãos de Jordan Belfort, ex-corretor da bolsa de valores — que deu origem ao personagem de Leonardo DiCaprio no filme “O Lobo de Wall Street” — , a embarcação afundou após uma navegação em condições severas, por insistência do milionário. Todos a bordo sobreviveram, menos o próprio Nadine, que foi afundado.
Roberto Cavalli
Jennifer Lopez, Elizabeth Hurley, Madonna e Catherine Zeta-Jones. Essas foram algumas das celebridades vestidas pelo estilista Roberto Cavalli, conhecido por criar peças ousadas, cheias de cores vibrantes. Logo, seu catálogo de embarcações também não deixa a desejar.
Aquila (RC) que pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução
Ao longo dos anos, Cavalli possuiu e projetou diversos iates, cada um refletindo uma faceta diferente de sua personalidade. O Aquali, antigo RC (133 pés) e o projeto mais famoso, serviu como um salão flutuante durante o Festival de Cinema de Cannes, acolhendo festas lendárias na Riviera Francesa — frequentadas pela nata de Hollywood e até membros da realeza.
Fredoom, que também pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução
Antes de falecer, em 2024, aos 83 anos, o artista ainda deixou a sua marca no Oceanfast Thunder, de 49,8 metros (163 pés) de comprimento, com interiores repletos de detalhes dourados; e com o Freedom, de 27 metros (88 pés), entregue em 2018 e inspirado no Batman — esse construído pela Cerri Cantieri Navali. Com exceção do mais recente, todos estão à venda.
Stefano Gabbana
Esse megaiate à venda pode ser seu! Basta pagar um valor a partir de 54 milhões de euros (R$ 322 milhões na conversão de fevereiro de 2026). Estamos falando do Condecasa Regina d’Italia, de 65 metros (213 pés) de comprimento, projetado por Stefano Gabbana em parceria com o estúdio M2 Atelier.
Foto: Ocean Independence/ Divulgação
Diferente dos iguais, a proposta aqui não é o espetáculo exagerado. O megaiate adota uma forma de expressão controlada, quase arquitetônica. Os interiores azuis, com madeiras escuras e mármore brasileiro, trazem sobriedade em meio à extravagância.
Detalhes personalizados e características como uma suíte master que ocupa toda a vigia do edifício, uma academia exclusiva e uma piscina de borda infinita revestida de mármore operam como uma extensão da identidade da Dolce & Gabbana.
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“Um portal visual para o oceano” não é o tipo de descrição que se espera de um restaurante, mas é justamente o que oferece o Under, na Noruega. Por lá, a alta gastronomia se encontra a cinco metros de profundidade nas temidas águas do Mar do Norte, em uma jornada rumo ao desconhecido.
Por fora, a estrutura de concreto na diagonal lembra um naufrágio, parte em terra, parte submersa. Debaixo d’água, porém, o que se encontra, mesmo, é vida — seja ela dos animais marinhos que por ali navegam, seja pela experiência gastronômica que está prestes a começar.
Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação
Lindesnes, onde está instalado o Under, é uma comuna norueguesa conhecida por suas condições climáticas extremas. Na prática, o clima pode ir de calmaria para tempestades repentinamente. Seja qual for a previsão, ao entrar no restaurante, “a instabilidade externa se dissipará rapidamente”, como explica o Under.
Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução
O ambiente, embora sofisticado, é acolhedor e convidativo. Logo no hall, o visitante se depara com painéis de carvalho, com o teto revestido em tecido.
Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação
A estrutura, assinada pelo escritório Snøhetta, conta com grossas paredes de concreto, pensadas para resistir à pressão e ao impacto das condições marítimas, ao passo que se torna parte do ambiente como um recife artificial.
Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação
Amplas janelas de vidrotrazem para dentro as belezas de um ecossistema rico e diversificado. Os animais marinhos, que podem ser vistos de perto, viram parte de uma experiência que promete surpreender ainda mais no paladar.
A gastronomia do Mar do Norte
À frente da cozinha do Under está o chef Bernt Sætre, responsável por dar vida a pratos em que os protagonistas são ingredientes “hiperlocais”, sazonais e muitas vezes esquecidos, como algas marinhas selvagens, mariscos nórdicos e partes menos nobres dos peixes.
O chef Bernt Sætre. Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação
Apesar do foco nos “melhores frutos do mar da Noruega”, como destaca o restaurante, o visitante também tem à disposição pratos com ingredientes da terra, como carnes e vegetais. Um sommelier ainda garante ao menos duas cartas de vinhosdistintas para complementar a experiência gastronômica — que pode ter menu vegetariano, mas não vegano.
Algumas das algas são encontradas logo na porta do restaurante. Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução
O menu fixo é composto de 10 a 12 pratos — alguns alterados de acordo com a estação e a disponibilidade dos ingredientes. Sendo assim, são necessárias ao menos três horas e meia para desfrutar plenamente das refeições.
Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução
Nessa modalidade, o jantar sai por 2.450 coroas norueguesas por pessoa, cerca de R$ 1.330 na conversão de fevereiro de 2026. Já no almoço, o menu fixo de cinco a seis pratos custa 1650 coroas norueguesas (R$ 890 aproximadamente).
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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“Dia muito especial e histórico.” Foi assim que Jonas Moura, CEO do estaleiro pernambucano NX Boats, definiu esta quinta-feira (12), data que marcou a inauguração da primeira Concept Store da marca, estrategicamente situada em Maringá, no Paraná. O eventoinaugural reuniu 200 convidados e, nesta sexta-feira (13), o espaço foi aberto ao público.
A NX Boats é o primeiro estaleiro do Brasil a ter uma loja de fábrica-afirmou Jonas Moura durante a inauguração do espaço
Foto: Instagram @du_nxboats / Reprodução
A loja conceito traduz uma estratégia da marca de se aproximar do cliente final ao funcionar como uma loja de fábrica, onde as lanchasexibidas ficam disponíveis à pronta entrega — e a iniciativa já surtiu efeito. Segundo a NX, negócios foram fechados já no primeiro dia de funcionamento da Concept Store em Maringá.
Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
A cidade no interior do Paraná também foi escolhida estrategicamente pelo estaleiro, que identificou na região uma oportunidade de aproveitar a qualidade de vida local e a crescente aproximação dos maringaenses com o lifestyle náutico. A região também serve como um centro de distribuição estratégico para a região Sul do país e mercadosvizinhos, como na Argentina e no Paraguai.
A Concept Store da NX Boats foi inaugurada exibindo quase toda a linha de embarcaçõesda marca, com oito lanchas. Entre elas a NX 50 Invictus — maior modelo do estaleiro até que a NX 62 Design by Pininfarina seja lançada — , e a NX 310 Impact, último lançamento da marca que, segundo Jonas Moura, já é um “sucesso absoluto”, com fila de espera e entregas previstas para a partir de setembro. Ainda assim, a unidade exibida na loja também estava disponível à pronta entrega.
Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação
As lanchas que marcaram presença na inauguração do novo espaço da NX Boats em Maringá variam dos 26 aos 50 pés de comprimento. São elas:
NX 260 Evolution;
NX 270 Challenger;
NX 280 Xtreme;
NX 290 Exclusive Edition;
NX 310 Impact;
NX 350 Máximus;
NX 370 HT;
NX 50 Invictus.
Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação
Para reforçar o início da nova fase do estaleiro, a noite também contou com condições especiais de inauguração. Dulcino Bongiorno, diretor executivo da NX Boats no Paraná e responsável pela Concept Store, afirmou em suas redes sociais que o público que visitar o espaço nesta sexta-feira também terá condições diferenciadas para fechar negócio com a marca, além de “boas surpresas”.
A Concept Store da NX Boats em Maringá tem quase 2 mil m² de área total e fica situada na Avenida Carlos Correa Borges, 2648, bairro Jardim Atami.
Veja fotos da inauguração da primeira Concept Store da NX Boats
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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O estaleiro Ross Mariner, embora recente (são apenas três anos de atuação), não para de crescer, e o Rio Boat Show 2026 promete consolidar essa ascensão. Durante o evento, que abre o calendário de salões náuticos no Brasil de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, a marca apresentará nada menos que seis embarcações, com direito a três lançamentos — um deles, o maior da história do estaleiro.
Entre as novidades está a S190 Hype, a versão 2026 da 190 Pro Series, lancha mais vendida da marca. De acordo com o estaleiro, essa 19 pés passou por mudanças que visam garantir ainda mais conforto e navegação.
Projeção 3D da nova S190 Hype. Foto: Ross Mariner / Divulgação
Subindo alguns pés — mais precisamente para os 24 —, chegamos na SR240 Aventus, outro lançamento preparado pela marca para o salão náutico carioca. Cabinada, a lanchaatende, principalmente, quem busca um barco para day use sem renunciar ao conforto de uma cabine.
Projeção 3D da nova SR 240 Aventus. Foto: Ross Mariner / Divulgação
O lançamento mais aguardado, porém, é o da SLR340 Legend, que chegará como o maior barco já produzido pela Ross Mariner — um marco para o estaleiro natural de Arujá, na região metropolitana de São Paulo, que começou sua já rica trajetória com lanchas de 19 pés.
Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
Com a novidade, a marca passa a explorar a categoria acima de 30 pés — um objetivo antigo de Márcio Ishikawa, CEO do estaleiro. As imagens do projeto, assinadas pelo designer Marcos Zenas, revelam uma lancha com T-top, solário de proa, sofás em L com detalhes em vermelho — já característicos da marca —, cabine para até quatro pessoas, banheiro e motorizaçãode popa.
Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
A Ross Mariner revelou à NÁUTICA, com exclusividade, outros detalhes da SLR340 Legend. Entre os principais diferenciais do modelo, estão:
Proa com solário para até três pessoas e corredor frontal para facilitar o acesso à âncora;
Corredor de acesso à proacom escada de degraus largos;
Piso totalmente nivelado no cockpit, sem degraus;
Painel do piloto moderno e clean, com banco para até duas pessoas;
Plataforma de popa equipada com espaço gourmet, churrasqueirae geleira.
Cabine com área total de 16 m², com pé-direito de 1,92 m;
Quatro ambientes bem definidos: cama de proa fixa, área de estar, cama à meia-nau e banheiro;
Banheiro com box, sanitário e bancada com pia em ambientes separados, além de 1,85 m de pé-direito.
Para o estaleiro, trata-se de um barco de “design esportivo e atemporal”, com, ainda, 3,28 metros de boca (largura). Veja mais fotos:
Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / ReproduçãoDetalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / ReproduçãoDetalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / ReproduçãoDetalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / ReproduçãoDetalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
Indo além dos lançamentos, outros modelos poderão ser conferidos de perto no estande da Ross Mariner no Rio Boat Show 2026. São eles: SR200 Vector, lançada no último São Paulo Boat Show; SR220 Icon, modelo de 22 pés que pode ser personalizado ao gosto do cliente nas versões com ou sem banheiro; e a SLR260 Fusion, lancha de 26 pés com mais de 90 unidades entregues em um ano de lançamento, conforme destaca o estaleiro.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Garanta seu ingresso com desconto!
Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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O mercado náutico segue em constante evolução e, mais do que nunca, navega rumo a um futuro sustentável. Se antes a madeira nobre e o couro exótico eram prioridades na hora de decorar a parte interna de qualquer barco, hoje a tendência aponta para materiais recicláveis e de baixo impacto ambiental, cada vez mais utilizados não só no Brasil, mas também no mundo.
Conforme revelou a plataforma The Luxury Playbook, focada no mercado de alto padrão, a sustentabilidade emergiu como um pilar fundamental do design de interiores de embarcações e já virou tendência em iates. Aos poucos, os designers estão optando por madeiras de origem responsável, metais reciclados e tecidos sustentáveis para criar interiores elegantes.
Como o interior do barco pode ser mais sustentável?
Um material que tem ganhado cada vez mais relevância é o bambu, presente em diversas embarcações ao redor do globo. Essa alternativa, tida como renovável e de rápido crescimento, tem sido utilizada em pisos e armários devido à sua durabilidade e apelo estético.
Famoso megaiate Nirvana é composto de materiais sustentáveis, como bambu e calcário. Foto: Oceanco/ Divulgação
Outro recurso que vem crescendo no mercado, principalmente nos iates de luxo, é o couro ecológico (também chamado de “couro biodegradável”), que oferece boa durabilidade com menor impacto ambiental. Juntam-se a ele outros materiais que vêm ganhando força, como:
Couro de cogumelo: cultivado em laboratório a partir de fungos, parecido com couro animal, mas 100% biodegradável;
Couro de abacaxi: feito das fibras das folhas do abacaxi e aplicado em estofados de luxo;
Couro de cacto: altamente resistente à abrasão e aos raios UV, algo essencial no ambiente marítimo;
Couro de maçã ou uva: feito com as sobras da indústria de sucos e vinhos.
Embora materiais como o famoso mármore natural, o granito e o quartzo sejam amplamente admirados por sua estética e durabilidade, outras opções mais sustentáveisjá estão sendo implementadas e consomem menos energia, como é o caso das pedras artificiais de vidro reciclado e compósitos de resina.
Couro de cacto utilizado nos interiores de embarcações. Foto: Desserto/ Divulgação
Quando se fala em sustentabilidade, até os mínimos detalhes fazem a diferença. O algodão orgânico, por exemplo, é macio, respirável e suave ao toque, ideal para roupas de cama, cortinas e estofados do barco. Isso porque as fibras naturais promovem a circulação do ar, responsável por manter as cabines frescas.
O algodão orgânico (como o da imagem) é uma boa pedida para um interior mais sustentável. Foto: Sea Imporium/ Divulgação
Um material antigo que voltou à cena é o cânhamo. Além da boa durabilidade, ele oferece uma estética texturizada, sendo uma ótima alternativa para capas de assento, tapetes ou detalhes decorativos. Tanto o cânhamo quanto o algodão não carregam produtos químicos agressivos, o que reduz as toxinas no meio ambiente.
Cânhamo costuma ser aplicado nos projetos da Greenboats, que produz barcos totalmente sustentáveis. Foto: Greenboats/ Divulgação
Impacto positivo e carbono negativo
Mais do que só neutralizar o carbono, algumas alternativas ainda o eliminam da equação. Nesse caso, os produtos utilizados emitem quantidades negativas de carbono e compensam emissões em vez de adicioná-las. Isso já pode ser visto, por exemplo, em soluções para piso, que trocam a tradicional teca por cortiça reciclada, o próprio bambu ou PVC reciclado.
Esse é o caso da DUE Brasil, representante da Bolon no Brasil, empresa que revestiu o piso do JAQ H1 — embarcação movida a hidrogênio verde apresentada na COP30, em Belém (PA). Para revestir os interiores do barco, a marca aplicou 250 m² de material sustentável e que não agride o meio ambiente.
Revestimentos da Bolon aplicados no JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
De acordo com a empresa, o revestimento instalado corresponde a um impacto climático de -50 kg de CO2e (dióxido de carbono equivalente). Isso significa que os 250 m² aplicados no JAQ H1 retiram 50 kg de CO2 da atmosfera. Em termos simples, o resultado equivale a evitar as emissões de um carro rodando de São Paulo ao Rio de Janeiro ou ao carbono que duas árvores adultas absorvem em um ano.
Embarcação JAQ H1 Explorer, do Grupo Náutica, foi anunciada na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os pisos Bolon são produzidos na Suécia com PVC reciclado e de origem biológica, matérias-primas de zero impacto climático. Todo o processo de produção utiliza 100% de energia renovável e garante que os produtos tenham, em média, um impacto de -0,2 kg CO2e/m², conforme explica a marca.
Além disso, o produto se destaca por ser versátil, visto que pode ser utilizado em vários espaços de uma embarcação, como cabine de comando, quartos e até mesmo na parede — isso sem contar as incontáveis paginações possíveis.
Revestimento da Bolon no JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
A participação no JAQ H1 não é um case isolado da empresa na colaboração por um mundo mais sustentável. Essa, na verdade, já é uma tradição da marca. Isso porque a Bolon vem transformando resíduos em design desde 1949, com pisos tecidos a partir de material descartado e desenvolvidos com base na Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) completa.
“Now Copper” foi utilizado na cabine de comando do JAQ H1. Foto: Bolon/ Divulgação
Tudo isso, claro, alinhado à estética, com mais de 100 modelos em linha de diferentes propostas e estilos impactantes. São designs com cores e texturas variadas, com direito a parcerias com designers famosos, como Patrícia Urquiola e Rosita Missoni. Na prática, a sustentabilidade agrega impacto ao barco — sem abrir mão da beleza.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Quando a surfista Michelle des Bouillons entrou e saiu intacta de uma onda gigantesca, em Nazaré, no dia 13 de dezembro de 2025, ela não fazia ideia do feito que tinha acabado de realizar. Naquele instante, a brasileira rascunhou seu nome na história, ao surfar o que pode ter sido a maior onda já dominada por uma mulher na história do esporte.
A façanha aconteceu durante a disputa do TUDOR Nazaré Tow Challenge, que aconteceu na mítica Praia do Norte, em Portugal. A etapa faz parte do WSL Big Wave Challenge, evento que dura o ano inteiro e premia os maiores feitos do surfe de ondas gigantes durante toda a temporada ao redor do mundo — e é nesse contexto que a atleta pode entrar para a história.
Para isso, ela precisará superar o atual recorde feminino, estabelecido em 2020 pela também brasileira Maya Gabeira, com uma marca de 22,4 metros (73,5 pés), na mesma Nazaré. Um primeiro estudo técnico encomendado por Michelle, no entanto, aponta que a onda surfada por ela em dezembro teria 24,99 metros — do tamanho de um prédio de sete andares –, o que superaria com sobra o marco de Gabeira.
A oficialização do recorde, contudo, é um processo longo e rigoroso. A marca de Michelle, aliás, não depende mais da WSL. Neste momento, a chancela técnica está nas mãos do jornalista Bill Sharp, criador do Big Wave Challeng Award, considerado o “Oscar” do surfe de ondas gigantes.
Foto: Instagram @mibouillons/ Reprodução
Depois de passar pelo crivo de Sharp, o feito vai para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes. Tudo isso só acontecerá, porém, após o final da temporada, que termina oficialmente em abril. A partir daí, a equipe técnica dará início a análises minuciosas, que consistem em três etapas:
Análise quadro a quadro de vídeo frontal;
Identificação do momento de maior expressão vertical (quando o lip encontra a base);
Uso de uma unidade proporcional baseada na própria surfista.
Nesse caso, utiliza-se a canela da surfista como régua: a medida é replicada até alcançar o topo e a base da onda.
Por dentro das ondas
A “ficha” do possível recorde mundial não caiu de primeira — na verdade, esse sequer era o objetivo da atleta. A estratégia de Michelle des Bouillons era buscar a maior onda do evento e vencer o campeonato. Assim, quando avistou a onda perfeita, ela não pensou duas vezes, conforme revelou ao GLOBO.
Eu senti que era algo especial, mas o mais legal foi não ter hesitado, ter feito uma linha radical para dentro. Isso mostrou que eu estava preparada – revelou a surfista ao jornal
Em Nazaré, há duas leituras possíveis: ondas que quebram muito do lado de fora, que são grandes, mas menos energéticas; e ondas que seguram a energia e concentram tudo na primeira explosão, como foi o caso da onda surfada pela brasileira. Michelle completou o drop, surfando a parte mais crítica e saindo limpa.
Foto: Instagram @mibouillons e @rennanchaves_/ Reprodução
Depois do feito, ela conta que nomes consolidados do big surf, como Lucas Chumbo e Rodrigo Koxa (recordista mundial de ondas gigantes até 2020) a incentivaram a buscar o reconhecimento do recorde. Foi só então que a ficha começou a cair.
Nunca entrei no mar querendo bater recorde. Sempre quis ser reconhecida pela performance. Deixo Nazaré me escolher. Mas naquele dia eu tinha certeza de que estava preparada– reforçou ao portal
Foto: Instagram @mibouillons/ Reprodução
Por mais irônico que possa parecer, Michelle não venceu essa etapa de Nazaré. A bateria teve que ser interrompida por questões técnicas e o título ficou com a equipe von Rupp/Roseyro. Mas nada que abalasse a surfista brasileira.
Eu peguei a maior onda da minha vida. Isso vale mais que qualquer troféu– finalizou ela
Nascida em família surfista, Michelle surfa desde os seis anos e foi a primeira mulher a dominar as ondas de Desert Point, na Indonésia, conhecida por suas grandes ondas em tubo. Ela também já conquistou o Biggest Wave of the Year de 2024, que premia o atleta que pegou a maior onda no ano (na categoria feminina); e foi campeã do 1º campeonato brasileiro de surf de ondas grandes, realizado em 2024 pela CBSurf (Confederação Brasileira de Surf).
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
A Ventura Experience acaba de estender ainda mais seu já amplo leque de produtos: a marca agora terá uma linha de barcos de pesca. O primeiro modelo, ao estilo “semichato”, foi lançado nesta quinta-feira (12) e já é presença confirmada no Rio Boat Show 2026, que acontece de 11 a 19 e abril, na Marina da Glória.
O novo Sportman 60, que abre em grande estilo a nova categoria da marca, integrará a linha Ventura Adventure, junto de quadriciclos e UTVs — outro dos pontos fortes da empresa mineira.
Marca conta ainda com as linhas Electric e Marine. Foto: Ventura / Divulgação
O modelo se assemelha em design aos famosos “bass boats”, especialmente pelas bordas baixas e plataformas amplas na proae popa. A espessura do casco, aliás, é de 2,5 milímetros, segundo a marca.
Foto: Ventura / Divulgação
O barco, que deve ganhar um “irmão” em junho, tem 6 metros de comprimento e 1,86 metro de boca, espaço que garante capacidade para até seis pessoas aproveitarem uma pescaria, com direito a uma caixa de peixes de 100 litros. Na potência, é possível optar por um motorde popa de 60 a 115 hp.
V370 Crossover, lançamento da Ventura no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Já no estande flutuante da Ventura no Rio Boat Show 2026, sobre as águas da Baía de Guanabara, estarão as V300 Day Cruiser, V400 Crossover, V550 Crossover e a estreante V370 Crossover, lançada durante o São Paulo Boat Show 2025.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
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Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
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RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Que tal embarcar em um barco caseiro, feito de madeira compensada, e partir para uma volta ao mundo em solitário? Foi o que fez, aos 72 anos, o australiano Eric Marsh, competidor mais velho da Mini Globe Race (MGR), a 1ª edição de uma regata de circum-navegação do globo em que os competidores navegam em veleiros de apenas 5,80 metros de comprimento (19 pés) construídos em casa.
Para concretizar o feito e colocar seu nome na história da competição — como o mais velho a completá-la —, Eric navegou 24 mil milhas em 192 dias. Tanto ele quanto os demais 14 competidores partiram de Antígua, ilha no Mar do Caribe, em 23 de fevereiro de 2025, rumo ao contorno do mundo, que terminaria ali mesmo, em uma jornada rumo a Oeste.
Foto: Mini Globe Race / Divulgação
Foram, ao todo, seis etapas:
De Antígua ao Panamá, do Atlântico para o Pacífico;
Do Panamá ao arquipélago das Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa;
Das Marquesas a Tonga, pelo Pacífico Sul;
De Tonga à Cidade do Cabo, na África do Sul, onde os barcos deixam o Pacífico, contornam o sul da Austrália e atravessam o Oceano Índico;
Eric começou a desbravar o mundo da vela ainda aos 18 anos, na companhia do irmão. Conforme crescia e amadurecia, suas embarcações também. Dos pequenos barcos ele passou a assumir o comando de máquinas maiores, como catamarãs e veleiros rebocáveis.
Foto: Mini Globe Race / Divulgação
Ele foi acumulando experiências, inclusive, em regatas oceânicas, como as Melbourne-Hobart e Sydney-Hobart, a regata Melbourne-Vanuatu, em 2010, e a Copa Osaka de iates para duplas, em 2013. Navegar ao redor do mundo, contudo, era o seu maior sonho, e a Mini Globe Race, embora desafiadora, apareceu como a oportunidade ideal para quem já viu de tudo nesse mundo.
Seu barco, o ‘Sunbear‘ (79), foi construído e comandado pelo americano Michael Moyer, um navegador experiente, com 74 mil milhas náuticas no currículo. Eric Marsh, aliás, correu a Globe 5.80 Transat 2023 com o Sunbear, disputa que também envolve esses minibarcos, mas em uma maratona solitária menor, através do Atlântico.
Um susto no meio do caminho: homem ao mar!
Na madrugada de 17 de outubro, já há quase 8 meses no mar, Eric passou por um grande susto, quando caiu na água ainda sob o céu escuro. Conforme relatou ele mesmo à organização da disputa, o incidente se deu enquanto ele recolhia o spinnaker, na proa do barco, quando uma onda enorme atingiu a embarcação.
No instante seguinte eu estava na água, sendo arrastado pelo meu cabo de segurança. Sinceramente, achei que tudo tinha acabado para mim – detalhou Marsh
Ainda conforme o relato, depois de inúmeras tentativas, Eric finalmente voltou ao barco, “molhado, abalado, mas muito grato por estar bem”. Na sequência, ele conseguiu entrar em contato com sua equipe de segurança.
Foto: Mini Globe Race / Divulgação
Os resultados até aqui
De acordo com as últimas atualizações da Mini Globe Race, Eric ocupava a 8ª colocação geral da disputa, tendo concluído o feito nesta terça-feira (11). No topo do pódio está o suíço Renaud Stitelmann, que venceu todas as etapas da regata e cravou o recordeinaugural da disputa: 180 dias, 11 horas, 25 minutos e 57 segundos.
Em segundo lugar aparece o australiano Dan Turner, que completou a prova em 184 dias, 1 hora, 20 minutos e 42 segundos, seguido do britânico Keri Harris, que cruzou a linha de chegada após 190 dias, 21 horas, 4 minutos e 45 segundos. Dos 15 velejadores que se inscreveram na competição, 11 já completaram a disputa, conforme a classificação parcial. Confira:
Renaud Stitelmann, da Suíça – 164D 03H 24M 30S;
Dan Turner, da Austrália – 167D 05H 23M 19S;
Keri Harris, do Reino Unido – 173D 14H 45M 52S;
Pilar Pasanau, da Espanha – 175D 01H 13M 21S;
Adam Waugh, do Reino Unido – 182D 03H 40M 18S;
Jakub Ziemkiewicz, da Irlanda – 183D 05H 32M 26S;
Christian Sauer, da Alemanha – 183D 14H 13M 21S;
Eric Marsh, da Austrália – 192D 06H 42M 09S;
Jasmine Harrison, do Reino Unido – 195D 02H 47M 33S;
Ertan Beskardes, do Reino Unido – 198D 16H 49M 40S;
Joshua Kali, dos Estados Unidos – 203D 04H 45M 52S.
Inscrições abertas para 2029
A próxima edição da Mini Globe Race está marcada para acontecer em 2029. Conforme explica a organização, para participar, é necessário adquirir um conjunto de plantas do Globe 5.80 e comprovar pelo menos 2 mil milhas náuticas de experiência em navegação oceânica em qualquer embarcação.
O participante deverá ter posse do barco pelo menos 12 meses antes do início da MGR, bem como navegar com ele para manter sua vaga. A taxa de inscrição para “construtores” chega a 8,5 mil euros, o equivalente a R$ 50,7 mil na cotação de março de 2026.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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Uma nobre iniciativa brasileira recebeu um reconhecimento inédito na Europa. Na última semana, o Projeto Golfinho Rotador, que atua há mais de 35 anos na conservação marinha em Fernando de Noronha (PE), venceu o ITB Earth Award, um dos mais prestigiados prêmios internacionais de turismo sustentável do mundo. A cerimônia de premiação ocorreu durante a Internationale Tourismus-Borsë (ITB), em Berlim, na Alemanha.
Segundo a organização, essa é a primeira vez que um programa brasileiro conquista o prêmio, que existe desde 2011 e reconhece destinos e iniciativas com gestão excepcional, práticas inovadoras no enfrentamento das mudanças climáticas e compromisso com a conservação ambiental.
Foto: Projeto Golfinho Rotador/ Divulgação
Patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto monitora diariamente a população de golfinhos-rotadores que utiliza o arquipélago de Fernando de Noronha como área de descanso e socialização. Além disso, eles desenvolvem pesquisas científicas contínuas sobre comportamento, dinâmica populacional e conservação marinha.
Em 2025, o Centro Golfinho Rotador, instituição que executa o programa, foi certificado pela Green Destinations com o Selo Ouro, alcançando 95% de conformidade e tornando-se a primeira ONG da América Latina a atingir esse nível de certificação.
Projeto Golfinho Rotador com o certificado Green Destinations com o Selo Ouro. Foto: Projeto Golfinho Rotador/ Divulgação
Ao subir ao palco, a coordenadora de Educomunicação Ambiental e Sustentabilidade do projeto, Cynthia Gerling, destacou o significado da conquista e ressaltou a importância de proteger a biodiversidade ao mesmo tempo em que promove um “turismo consciente e responsável”.
A ciência e o desenvolvimento sustentável são ferramentas poderosas de transformação, não só para Noronha, mas como inspiração para outros destinos no Brasil e no mundo– declarou Cynthia Gerling
Para José Martins, coordenador do programa, o que os motiva é buscar cada vez mais a implementação de boas práticas de gestão e atrair ecoturistas para Fernando de Noronha. “Ganhar este prêmio entre tantas iniciativas de turismo sustentável no mundo nos mostra que o Projeto Golfinho Rotador está no caminho certo, que é a construção com os ilhéus de um turismo de base comunitária”, disse ele.
Reconhecimento merecido
Fundada em 1990, a ONG já soma 7,1 mil dias e 65,7 mil horas de observação na Baía dos Golfinhos, em Fernando de Noronha, e quase 3 mil dias e mais de 20 mil horas no Forte de Nossa Senhora dos Remédios, também no arquipélago.
De acordo com o projeto, os resultados da equipe já foram publicados em 12 livros, seis teses de doutorado e 12 dissertações de mestrado. Isso sem contar os imensuráveis benefícios que os estudos trouxeram à vida marinha da região.
Além das pesquisas, o Projeto Golfinho Rotador promove oficinas culturais, incentiva a prática do surf entre jovens e realiza atividades educativas nas escolas da ilha. Como parte estratégica de sua atuação, a iniciativa estrutura também programas voltados especialmente ao fortalecimento do turismo responsável em Fernando de Noronha.
Exemplo disso é o guia “Vida na Água – Gestão Sustentável à Beira Mar”, programa que oferece cursos, oficinais e consultorias ao trade turístico local, orientando empreendedores sobre como implementar práticas de gestão sustentável em seus negócios. O foco é que os empresários apliquem soluções que reduzam impactos ambientais, usem conscientemente os recursos naturais e valorizem a biodiversidade como ativo econômico e social.
Distribuído gratuitamente a pousadas, sedes de empresas, bares e restaurantes, barracas de praia, empresas de passeios de barco, operadoras de mergulho e condutores de visitantes, o guia amplia o alcance das ações educativas e fortalece um modelo de turismo comprometido com a conservação marinha, o desenvolvimento local e a governança responsável.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Pedro Bittencourt, dono do estaleiro Pointter Mar, embora totalmente cego, participou de cada etapa da contrução da nova Pointter 155 Easy Ride. Salão será de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Além de ser palco para os principais barcos do mercado náutico, o Rio Boat Show reúne também um mar de histórias incríveis que só as águas podem nos contar — e uma delas é a de Pedro Bittencourt, dono do estaleiro Pointter Mar. Embora totalmente cego, sua plena noção técnica e sensorial o permite se envolver totalmente nos projetos da marca. Não à toa, ele foi o responsável por projetar a novíssima Pointter Mar 155 Easy Ride, que será lançada no evento.
Bittencourt participou de cada etapa da fabricação da lancha. No vídeo abaixo, publicado pelo estaleiro, ele aparece testando a posição real de pilotagem, enquanto os engenheiros conferem a ergonomia. O salão náutico ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, onde os visitantes poderão ver de perto o resultado desse trabalho minucioso.
Eu sou cego. Mas nunca deixei de enxergar o que queria construir– escreveu Pedro em seu Instagram
Ciente do que é necessário para projetar um barco seguro, confortável e moderno, Pedro elabora o projeto por escrito e entrega ao engenheiro naval responsável pela parte técnica. Segundo a marca, a nova lancha, projetada por ele, mantém viva a essência criada por Marcos Bittencourt, pai falecido de Pedro, quando produziu a Pointer 470, em 1987.
À época, o barco foi um sucesso de vendas, chegando a ser utilizado pelas corporações do Corpo de Bombeiros e cravando até figuração em novela da TV Globo, em 1995
Marcos Bittencourt projetando a Pointer 470 nos anos 1980. Foto: Instagram @pointtermar/ Reprodução
“Lembrei das medidas dos barcos do passado, desenhei tudo na minha mente, escrevi cada detalhe e passei para o engenheiro. E hoje eu entro aqui, passo a mão na estrutura e sinto exatamente o que imaginei”, contou Pedro sobre o lançamento em postagem feita no Instagram da Pointter Mar.
Isso não é só um barco. É a prova de que limites não definem destino– afirmou o dono do estaleiro
Conheça o lançamento da Pointter Mar no Rio Boat Show
Com raízes na antiga — porém clássica — Pointer 470, a Pointter Mar 155 Easy Ride é tida pela marca como uma lancha insubmergível, confiável e feita para durar. Para isso, a embarcação acomoda um sistema autoesgotável, além de carregar em sua estrutura uma espuma expansiva náutica (material bicomponente projetado especificamente para resistir às condições severas do ambiente marinho) e bolhas de ar.
Projeção do barco que será lançado no Rio Boat Show 2026. Foto: Pointter Mar/ Divulgação
O modelo conta com bananas (acabamentos laterais internos no costado do barco que, nessa lancha, estará nos conformes da Normam) funcionais, com porta-copos e porta-varas integrados. O barco ainda possui cunhos retráteis, banco de proa com caixa de âncora integrada e puxadores em inox.
O baú debaixo do banco foi transformado em um guarda-volumes do barco. E não para por aí: a embarcação já vem com painel instalado, preparado para receber todos os comandos — isso sem esquecer da escada embutida e a caixa de iscas vivas pronta.
Escada embutida é um dos destaques da Pointter Mar 155 Easy Ride. Foto: Instagram @pointtermar/ ReproduçãoFoto: Pointter Mar/ DivulgaçãoFoto: Pointter Mar/ Divulgação
A ideia, de acordo com a marca, é que a circulação pelo barco seja fluida, intuitiva e, acima de tudo, segura. Ainda segundo a Pointter Mar, a 155 Easy Ride é versátil e atende a diferentes necessidades, como o esporte, lazer, mergulho, apoio a surfistas, uso familiar e também operações de resgate e salvamento — assim como sua irmã mais velha.
Durante o salão náutico, a embarcação versão light terá valores a partir de R$ 42,8 mil.
Pointer 470 nas águas, durante o seu auge. Foto: Instagram @pointtermar/ Reprodução
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Garanta seu ingresso com desconto!
Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Anunciado em maio de 2025, o China Zorrilla, considerado o maior navio elétrico do mundo, deve entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2026. A serviço da operadora de balsa sul-americana Buquebus, a proposta é que a embarcação atue na América do Sul ligando Buenos Aires, na Argentina, a Colonia del Sacramento, no Uruguai, até maio deste ano.
Conforme apuração da Forbes, o ferry, construído pela australiana Incat, sairá do estaleiro na Tasmânia — sede da empresa e onde foi produzido — , entre 15 e 25 de março. Espera-se que a viagem até a América do Sul leve entre 30 e 32 dias, logo, a previsão é de que o barco chegue ao Rio da Prata, no Uruguai, até o fim de abril, para que pouco tempo depois já comece a operar.
China Zorrilla durante fase de testes. Foto: Incat/ Divulgação
Dona de incríveis 462 pés (140 metros) de comprimento, a embarcação encerrou com êxito a fase de ensaios há apenas duas semanas, após dois meses e meio de testes intensivos, como descreveu Pablo Francisco López, gerente da Buquebus Colonia, à Forbes.
Não é liberado se não estiver 100% perfeito– explicou López ao veículo
Como era de se imaginar, uma obra desse tamanho não passaria ilesa aos cofres. Ao todo, o investimento para que o China Zorrilla chegasse a esse estágio girou em torno de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,05 bilhão em valores convertidos em março de 2026).
O que falta para o China Zorrilla entrar em ação?
Trazer um barco como esse para águas latinas não é tão simples, principalmente por conta do seu tamanho. Para realizar essa tarefa, foi contratado um navio especializado em heavy lift, uma categoria de barcos de transporte pesado capaz de mover estruturas desse porte, dos quais existem menos de 10 unidades no mundo. O frete custou em torno de US$ 6 mil (cerca de R$ 31 mil).
Foto: Incat/ Divulgação
Assim que chegar ao seu destino, no Rio da Prata, e ser liberado para atuar nas águas, a embarcação ainda passará por um processo que deve durar cerca de seis dias para que a operação, de fato, comece. Embora nesse estágio o Zorrilla já seja considerado tecnicamente funcional, ele precisará ser carregado de mercadorias, a exemplo do alto volume itens de free shop e cafeterias.
Além do barco em si, a infraestrutura para recebê-lo está praticamente concluída. Os capitães que comandarão o ferry, inclusive, já passam por treinamento. Caso o cronograma seja cumprido, o maior navio elétrico do mundo poderá começar a operar no eixo Buenos Aires-Colonia nos primeiros dias de maio de 2026.
O futuro é elétrico
O barco foi nomeado em homenagem à atriz uruguaia China Zorrilla (1922-2014), que desenvolveu carreira no teatro e no cinema tanto na Argentina, quanto no Uruguai, atuando como representante da cultura rioplatense. À altura desse legado cultural, a embarcação que leva seu nome não impressiona apenas pelo simbolismo, mas também pela engenharia.
Robert Clifford, presidente da Incat, durante o primeiro teste do China Zorrilla. Foto: Incat/ Divulgação
Não bastasse ser o maior navio elétrico do mundo, o China Zorrilla vem para quebrar mais recordes: ter o maior espaço para compras entre todas as balsas do mundo, com 2,3 mil metros quadrados — ao todo, serão 3 mil metros quadrados de lazer. Ele também será responsável por transportar até 2.100 passageiros e 225 veículos.
A singularidade técnica do projeto ficou perceptível nos rígidos testes comandados pela Buquebus. Uma das particularidades está na parte da motorização, que não corresponde ao padrão e utiliza o sistema de armazenamento de energia especialmente projetado para otimizar o desempenho em condições de frio.
Foto: Incat/ Divulgação
Adaptado especialmente para o Rio da Plata, a perda de densidade energética do Zorrilla foi reduzida de 30% para apenas 2% em temperaturas abaixo dos 7 ºC. Além disso, o ferry possui um calado de apenas 2,75 metros e pode navegar tranquilamente mesmo em águas rasas.
Nos planos iniciais do estaleiro, o navio deveria ser movido a gás natural liquefeito (também conhecido em sigla como GNL). Porém, uma mudança de rumo durante sua construção o fez partir para as baterias elétricas — 250 toneladas delas, para ser mais exato.
Foto: Incat/ Divulgação
Ao todo, as baterias do maior navio elétrico do mundo podem armazenar um total de 40 megawatts-hora (MWh) de energia. Para ter uma noção, tal quantidade equivale a 487 carros elétricos da Tesla, além de ser “quatro vezes maior do que qualquer instalação marítima anterior no mundo”, segundo comunicado da fabricante na época do lançamento.
Por sua vez, a energia das baterias alimentará um esquadrão de oitos jatos d’água, o que se imagina ser o bastante para impulsionar o barco a 46 km/h. A distância máxima que o China Zorrilla pode percorrer com uma única carga é de 185 km (115 milhas) — mais do que o suficiente para o serviço.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Para navegar em harmonia com as águas, é necessário, acima de tudo, saber conviver com quem mora nelas. Pensando nisso, foi lançado neste sábado (7), durante a Regata Volta da Ilha das Cabras, o Guia Velas e Baleias no Litoral Paulista, documento que reúne, em linguagem acessível, as normas brasileiras e as diretrizes internacionais sobre a convivência responsável entre embarcações e cetáceos no Estado de São Paulo.
O anúncio do lançamento ocorreu durante a regata organizada pelo Iate Clube de Santos (ICS), no Guarujá. O arquivo tem 22 páginas e aborda vários assuntos sobre a convivência entre baleias e barcos na água, divididos nos pontos que podem ser observados na imagem a seguir:
12 tópicos são abordados no guia. Foto: Vela e Baleias no litoral paulista/ CBVela/ Reprodução
O guia consolida as normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além das diretrizes da World Sailing e do Grupo Consultivo de Mamíferos Marinhos (Marine Mammal Advisory Group).
Por meio da colaboração com o Instituto Gremar, são apresentadas também as boas práticas de velejadores e organizadores de regatas ao encontrar um animal marinho na região que contempla Bertioga, Guarujá, Santos e São Vicente. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o VIVA Instituto Verde Azul e o ICS.
Capa do guia produzido pela CBVela. Foto: Vela e Baleias no litoral paulista/ CBVela/ Reprodução
Por dentro do guia
Conforme mencionado, o guia abrange tanto normas gerais de convivência com baleias quanto regras específicas para velejadores em competições de regata. Algumas das normas, por sua vez, servem para todos os tipos de barcos, sejam motorizados ou não:
Não devem se aproximar até menos de 100 metros dos animais e, quando houver motor, ele deve estar desengatado;
Quando duas embarcações estiverem se aproximando simultaneamente de um animal, não é recomendada a aproximação de uma terceira;
A terceira embarcação que pretende se aproximar dos cetáceos deve aguardar a uma distância de 300 metros das outras até que uma delas se afaste mais de 300 metros do animal;
Não navegar a uma velocidade superior a cinco nós (aproximadamente 10 km/h), nem fazer mudanças bruscas de direção ou velocidade na presença de cetáceos que estejam a menos de 300 metros da embarcação;
Não acompanhar cetáceos por mais de 30 minutos.
O documento ainda agrega à legislação brasileira as diretrizes emitidas pela World Sailing sobre o tema, esses sim direcionados especificamente para velejadores e organizadores de regatas.
Há uma conexão total entre as normas brasileiras e as diretrizes da World Sailing. A prioridade absoluta é manter o afastamento entre barcos e animais, para a segurança de todos– resume Sandra Di Croce Patricio, Gerente de Sustentabilidade da CBVela
Foto: AltrendoImages/ Envato
As diretrizes no documento, por sua vez, abrangem regatas costeiras e oceânicas e trazem pontos importantes para a harmonia entre o animal e embarcações à vela. Confira alguns:
Em ambos os casos (regatas costeiras ou oceânicas), caso haja avistamento de animais da megafauna marinha antes do início da regata, a orientação é atrasar a competição para 20 minutos após o último avistamento, ou alterar seu percurso;
Para regatas costeiras, caso sejam avistados animais durante a competição, é sugerido que interrompa a prova para adotar medidas de prevenção de colisões e retomar a competição somente após 20 minutos do último avistamento;
No caso das regatas oceânicas, a prática não precisa ser interrompida, porém medidas importantes devem ser adotadas (como ajustar a velocidade e a trajetória do barco) a fim de manter o afastamento dos animais.
O guia oficial já está disponibilizado no site da CBVela e pode ser conferido aqui.
Chegou em boa hora
O tempo para a publicação do guia não poderia ser mais oportuno. Acontece que no dia 18 de março, a World Sailing, instituição responsável pela modalidade da vela em nível global, realizará uma palestra virtual ao vivo sobre normas de segurança para a interação de embarcações com a megafauna marinha.
O mar é a nossa raia, mas, acima de tudo, é um ecossistema vivo e compartilhado– afirmou Daniel Azevedo, presidente da CBVela
Foto: WildMediaSK/ Envato
Mia Morete, pesquisadora e fundadora do VIVA, explica que o litoral paulista concentra 32 espécies de cetáceos, entre eles a baleia-jubarte, a baleia-de-bryde e a baleia-franca-austral — esta última ameaçada de extinção. “Quem está no mar ou no oceano pode contribuir efetivamente para a conservação da vida marinha ao simplesmente seguir as orientação baseadas na ciência e na pesquisa”, defendeu a cientista.
Vale ressaltar que o Brasil será a sede da próxima edição do mundial da World Sailing, que ocorrerá em Fortaleza, capital do Ceará, em 2027. As categorias selecionadas para a disputa são: Fórmula Kite, IQFoil, ILCA (Laser) e vela paralímpica.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Um dos principais estaleiros do país, a Mestra Boats está confirmada para o Rio Boat Show 2026 e guarda um lançamento estratégico para o evento: a nova Mestra 282, que chega para completar a lacuna entre as Mestras 272 e 292. Além da novidade, a marca promete exibir outros oito modelos no salão náutico que acontece de 11 a 19 de abril na Cidade Maravilhosa.
O diretor do estaleiro, José Eduardo Cury — conhecido no mercadocomo Zé da Mestra —, revelou à NÁUTICA alguns detalhes do lançamento guardado para o eventoque abre o calendário de salões náuticos no Brasil. O principal destaque da Mestra 282, segundo Zé, é o convés principal totalmente nivelado, sem degraus.
A promessa é de maior mobilidade na embarcaçãoque tem 8,5 metros de comprimento e 2,8 metros de boca. Homologada para até 14 passageiros, o design da proa aberta permite que seis pessoas aproveitem o espaço, que pode ser acessado por uma passagem lateral.
Outros destaques da nova Mestra 282, de acordo com Zé, são o solário de popa e cozinha completa, além da cabine e banheiro amplos e um T-top em fibra. Além desse barco, a Mestra Boats promete chamar atenção dos visitantes do Rio Boat Show 2026 com outras oito lanchas. Saiba o que esperar!
Mestra 190
Mestra 190. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Barco de entrada popular da marca, a Mestra 190 foi um dos primeiros modelos lançados pelo estaleiro e revitalizado há alguns anos para um layout otimizado. A proa lançada e o costado lateral foram inspirados em embarcações maiores da marca. O modelo performa em água doce ou salgada e é homologado para nove pessoas a bordo.
Mestra 212
Mestra 212. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Também da 2ª geração, a Mestra 212 leva targa encontrada em modelos maiores da marca, como na Mestra 240. Definida como versátil pelo estaleiro, a lancha promete alta performance nas águas graças ao layout inteligente e aos acabamentos refinados.
Mestra 240 MO e Mestra 240 MC
Mestra 240 MO. Foto: Victor Santos / Revista NáuticaMestra 240 MC. Foto: Instagram @mestraboats / Reprodução
No leque de embarcações da Mestra há dois modelos de 24 pés: as Mestras 240 MO e 240 MC. Enquanto a Mestra 240 MO tem proa aberta e leva motorizaçãode popa, a Mestra 240 MC é cabinada e tem motor centro-rabeta.
Mestra 272
Mestra 272. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
Lançada em setembro de 2025 durante o São Paulo Boat Show, a Mestra 272 tem cabine fechada com banheiro, proa com solário amplo acessível por passagem lateral e sofás no convés principal do centro da embarcação até a popa, ideal para receber convidados durante o dia.
Mestra 292
Mestra 292. Foto: Revista Náutica
Uma lancha de 29 pés com porte de até 32 pés de comprimento, segundo Zé. A Mestra 292 tem plataforma de popa ampla com espaço gourmet completo que leva madeira teca e, assim como a nova Mestra 282, a 292 também é totalmente nivelada e não leva degraus no convés principal. Este, por sua vez, tem 1,95 m de pé direito, é recheado de sofás e leva mesa versátil com espaços para apoiar copos e taças em segurança.
Mestra 322
Mestra 322. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a mesma proposta de nivelamento no convés principal, a Mestra 322 — testada por NÁUTICA — abre a categoria de barcos acima dos 30 pés do estaleiro no salão náutico carioca. Entre os destaques, o estaleiro chama atenção para o open deck lateral, o lift de TV integrado e o T-top com vidro que permite maior luminosidade e sofisticação a bordo.
Mestra 352 HT
Mestra 352 HT. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
A maior lancha do estaleiro no salão náutico carioca é a Mestra 352 HT, que tem na área de popa um espaço generoso de lazer que leva plataforma submergível, espaço gourmet com acabamento em madeira teca e uma plataforma retrátil que amplia o espaço à boreste.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
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RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Proteger a biodiversidade se faz cada vez mais urgente. Não à toa, na última sexta-feira (6), o governo federal oficializou a criação de duas novas unidades de conservação (UCs): o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, ambas no município de Santa Vitória do Palmar, no sul do Rio Grande do Sul — uma das regiões mais importantes para a manutençãoda biodiversidade do Atlântico Sul.
As duas novas unidades de conservação foram anunciadas por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A soma total de área do conjunto resulta em 1.618.488 hectares, o que garante ao Parque Nacional do Albardão o título de maior parque marinho do Brasil. Tudo isso será gerido pelo Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Criar essas unidades mostra que proteger o meio ambiente não é obstáculo, mas solução– destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva
Um berço da vida marinha
As UCs são protegidas por Lei, com o objetivo de garantir a preservação da biodiversidade — que não é pouca no Albardão. Por lá estão ecossistemas marinhos e costeiros de grande relevância ecológica. Para se ter uma ideia, a região atua como uma área de alimentação, reprodução e crescimento para diversas espécies ameaçadas, entre elas, a toninha (Pontoporia blainvillei), a espécie de golfinho mais ameaçada do Atlântico Sul Ocidental.
Foto: Acervo NEMA
Isso sem falar de tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e outros mamíferos que utilizam a região ao longo de seus ciclos de vida. Por isso, como destaca o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, “a proteção desses habitats é considerada estratégica para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a manutenção de processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos”.
Mapa mostra a proposta de criação das unidades. Foto: Doc /ICMBio / MMA / Divulgação
Em paralelo a isso, as UCs também buscam valorizar o potencial de desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis. Nesse cenário, a APA do Albardão, com cerca de 56 mil hectares do total, foi criada para ordenar o uso sustentável do território costeiro, conciliando a conservação ambiental com atividades tradicionais, especialmente a pesca artesanal.
A unidade também busca incentivar atividades econômicas sustentáveis, como o ecoturismo na faixa de areia de 250 km — considerada a praia mais longa do mundo —, que corresponde à parte mais isolada e preservada do litoral brasileiro.
Falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos
A oficialização do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão chega num momento em que denúncias apontam falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, conforme repercutiu a NÁUTICA em reportagem.
O local, criado em 1993, tem como objetivo proteger uma área considerada de “extraordinária diversidade e abundância de vida marinha”. São cerca de 5 mil hectares de proteção integral, sendo essa uma unidade classificada como Parque Estadual dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), categoria composta por áreas de posse e domínio públicos, cuja visitaçãoestá sujeita às normas estabelecidas no Plano de Manejo e pelo órgão gestor.
Entre as regras, está claro que qualquer ato tendente à pesca é proibido na área: a simples posse de equipamentos como varas, iscas e anzóis já pode configurar infração, sendo passível de autuação nos termos da legislação ambiental vigente.
Ainda assim, monitores ambientais e oceanógrafos que atuam na região acreditam que a área tem sido alvo recorrente de pescas ilegais e que o parque carece de fiscalizaçãomais eficaz. Inclusive, no último dia 15 de fevereiro, uma operadora de mergulho autorizada a atuar na unidade flagrouum barco de pesca dentro da área de proteção.
A administração do PEMLS, por sua vez, afirma que o monitoramento é contínuo. Confira todos os detalhes na reportagem da repórter Nicole Leslie.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
A cidade de Fartura, no interior de São Paulo (SP), acaba de ficar mais farta de estruturas que potencializam o turismo náutico. Na última quinta-feira (5), foi inaugurada na cidade uma nova estrutura náutica de uso público por meio do Programa de Turismo Náutico do estado, que busca implementar pontos de acesso à água em regiões com potencialpara atividades náuticas.
As obras incluem estruturas fixas e flutuantes, como píeres e passarelas, projetadas para facilitar o acesso de embarcaçõese visitantes a rios, lagos e represas. A proposta é ampliar a infraestrutura disponível para quem navega e estimular o desenvolvimento turístico em cidades banhadas por águas interiores.
Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
Fartura é uma das cidades contempladas pelo programa estadual, que já entregou mais de dez estruturas náuticas e prevê a assinatura de outras 21 obras ainda este ano. Segundo o Secretário de Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena, a iniciativa deve mobilizar cerca de R$ 50 milhões em investimentos e prevê a implantação de mais de 60 estruturas náuticas até 2032.
Estrutura náutica de uso público foi inaugurada em Fartura, interior de SP, em 5 de março de 2026. Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
Responsável pela construção da estrutura, a Metalu é especializada no desenvolvimento, fabricação e instalação de soluções em alumínio para píeres e passarelas há mais de 45 anos. A empresa também participou da implantação de outras estruturas náuticas de uso público no estado, como em Presidente Epitácio, Pereira Barreto, Três Fronteiras e Rubinéia.
Mais fotos da nova estrutura náutica de uso público em Fartura (SP):
Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SPFoto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SPFoto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SPFoto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SPFoto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
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Entre os destaques estão as lanchas NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly, estreantes no salão náutico carioca, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A pernambucana NX Boats promete agradar aos mais diversos públicos durante o Rio Boat Show 2026. Isso porque a marca prepara seu “maior estande da história”, com nada menos que 10 embarcações para o evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.
As lanchasvão dos 29 aos 50 pés, passando por diversos perfis de usuários. Entre tantas opções, estão dois modelos estreantes: as NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly. Essa será a primeira vez que o público poderá ver tais embarcações em um Boat Show diretamente na água.
NX Boats no Rio Boat Show 2026: os modelos em destaque
NX44 Design by Pininfarina Fly
A versão Fly da NX44 by Pininfarina, modelo desenvolvido em parceria com o renomado estúdio de design italiano, amplia o espaço a bordo oferecendo um flybridge para aproveitar a navegaçãode um ponto privilegiado — seja pilotando ou apenas relaxando.
Foto: NX Boats / Divulgação
Ao todo, são 12,10 metros de comprimento total, espaço suficiente para até 18 pessoas durante o dia. Já à noite, até seis passageiros podem pernoitar, graças a duas cabines espaçosas com direito a banheiros privativos.
NX310 Impact
Para o estaleiro, a NX310 Impact tem “a medida certa entre esportividade e conforto”. São 9,16 metros de comprimento, além de 2,78 metros de largura, que comportam até 14 pessoas durante o dia e quatro para uma noite a bordo.
Foto: NX Boats / Divulgação
Nesse modelo, o cliente pode optar pela motorização de popa ou centro-rabeta.
Outras lanchas de sucesso
Além das estreantes, a marca terá um time de peso no salão náutico mais charmoso da América Latina, composto pelos modelos:
NX290 Exclusive Edition
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 8,84m;
Boca: 2,78m;
Altura cabine: 1,80m;
Altura banheiro: 1,67m;
Passageiros: 11 (dia) / 4 (noite);
Motorização centro-rabeta: 1x 300 hp a 380 hp;
Motorização popa: 1x 300 hp a 350 hp.
NX340 Sport Coupé
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 10,15m;
Boca: 3,15m;
Altura cabine: 1,83m;
Altura banheiro: 1,78m;
Passageiros: 15 (dia) / 4 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
Motorização popa: 2x 225 hp a 400 hp;
Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:
NX350 Máximus
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 10,15m;
Boca: 3,15m;
Altura cabine: 2m;
Altura banheiro: 1,90m;
Passageiros: 15 (dia) / 4 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
Motorização popa: 2x 225 hp a 400 hp.
NX370 HT
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 10,95m;
Boca: 3,22m;
Altura da cabine: 1,92m;
Altura banheiro: 1,85m;
Passageiros: 16 (dia) / 4 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
Motorização popa: 2x 250 hp a 400 hp.
NX41 Horizon
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 12,10 metros;
Capacidade de passageiros: 18 (dia) / 6 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 300 hp a 380 hp;
Motorização popa: 2x 400 hp a 600 hp.
NX44 Design by Pininfarina
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 13,77m;
Boca: 3,86m;
Passageiros: 20 (dia) / 4 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 380 hp a 440 hp;
Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:
NX50 Invictus
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 14,98m;
Boca: 4,05m;
Altura cabine: 2,90m;
Altura banheiro: 2,20m;
Passageiros: 24 (dia) / 7 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 440 hp a 600 hp ou 3x 440 hp.
NX50 Invictus Fly
Foto: NX Boats / Divulgação
Comprimento total: 14,98m;
Boca: 4,05m;
Altura cabine 2,90m;
Altura banheiro: 2,20m;
Passageiros: 24 (dia) / 7 (noite);
Motorização centro-rabeta: 2x 440 hp a 600 hp ou 3x 440 hp;
Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Garanta seu ingresso com desconto!
Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Um passeio pelas águas translúcidas das piscinas naturais de São Miguel dos Milagres (AL), por si só, já é um momento mágico. Mas Thaís Miranda, que visitava o local no final de dezembro de 2025, ganhou um “bônus” mais do que especial para a jornada. Um peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) que passava por ali resolveu se agarrar à jangada em que a jovem estava, protagonizando uma cena inesquecível.
Ela, claro, não deixou de registrar o momento único, e a cena já acumula mais de 160 mil visualizações em seu perfil no TikTok. Confira:
@thaiscmiranda07 Passeio de jangada pelas piscinas naturais de São Miguel dos Milagres, mas o que eu não sabia é que ganharia de presente a companhia de um exemplar de peixe-boi de vida livre O ICMBio atua na região com ações de monitoramento e proteção dos habitats naturais, garantindo a preservação dos peixes-boi. Além disso, existem associações, como o Projeto Peixe-Boi, que desenvolvem iniciativas de conscientização, educação ambiental e até mesmo resgate e reabilitação dos animais, promovendo o equilíbrio entre o desenvolvimento turístico e a conservação da fauna local. #peixeboi#jangadapeixeboi#peixeboialagoas#saomigueldosmilagresalagoas♬ som original – Trechos Brasil Oficial
Ao fazer o passeio, Thaís destacou que “não sabia que ganharia de presente a companhia de um exemplar de peixe-boi de vida livre”, conforme destacou em sua publicação. O post, aliás, acumula mais de 500 comentários, tais quais o de Ingrid Oliveira, que ressaltou: “Não tem bicho aquático mais fofo e amável que o peixe-boi”.
Um símbolo da natureza local ameaçado de extinção
Apesar da surpresa, a presença do peixe-boi-marinho é um elemento real da natureza dessa região — ainda que ameaçado de extinção no Brasil, especialmente pela caça, captura acidental em redes de pesca, perda de habitats e ocupação costeira desordenada.
Foto: Thaís Miranda / TikTok @thaiscmiranda07 / Reprodução
Segundo estimativas, existem aproximadamente 130 mil animais da espécie no mundotodo, embora o número caia para cerca de 1,1 mil indivíduos na área compreendida de Alagoas até o Piauí, conforme dados da Fundação Mamíferos Aquáticos, da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal do Rio Grande.
O número coloca o peixe-boi-marinho entre um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção em território nacional. Não à toa, São Miguel dos Milagres faz parte da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Foto: Associação Peixe-Boi / Divulgação
O registro feito por Thaís reforça a importância do trabalho de preservação na região, a exemplo, também, da Associação Peixe-Boi, uma organização comunitária sem fins lucrativos formada por moradores de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, no litoral norte de Alagoas, que atua na conservação do peixe-boi-marinho por meio do turismoecológico de base comunitária.
A entidade organiza passeios controlados de observação no Rio Tatuamunha, como o feito por Thaís, seguindo normas ambientais para proteger a espécie e seu habitat, ao mesmo tempo em que gera renda para a comunidade e promove educação ambiental e valorização cultural na região.
Como ele é
Embora possam chegar aos 4 metros de comprimento e pesar até 1.000 kg, os peixes-bois-marinhos são considerados criaturas dóceis e cativantes, de cara arredondada, olhos pequenos e o tradicional corpo roliço.
Foto: Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho / Divulgação
Segundo o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho, que também atua em frentes como conservação e pesquisa para evitar a extinção do animal, o nome “peixe-boi” se deu pela alimentação da espécie, que consome, principalmente, uma planta chamada capim-agulha.
Esse herbívoro de pele rugosa (cinza ou marrom-acinzentada) também se alimenta de algas marinhas e folhas de mangue — quando adulto, é capaz de consumir até 60 kg de plantas aquáticas por dia.
Os pelos no focinho, chamados de vibrissas, são sensíveis. As narinas ficam na parte superior e, apesar de não ter orelhas, pequenos orifícios auditivos atrás dos olhos garantem boa audição. Para nadar, o animal usa a nadadeira caudal para impulsão e as peitorais, com unhas, para direção — apesar do peso, eles são bastante ágeis na água.
A gestação do peixe-boi-marinho dura cerca de 12 meses e, como a amamentação pode se estender por até dois anos, o intervalo entre partos é de três a quatro anos. A espécie, aliás, se comunica por vocalizações, essenciais para o vínculo entre mãe e filhote.
Uma curiosidadeé que, quando em atividade, os peixes-bois-marinhos podem ficar de 1 a 5 minutos debaixo d’água, sem respirar — depois, precisam subir à superfície para recuperar o fôlego. Já quando em repouso, eles podem permanecer até 20 minutos submersos.
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Uma descobertarecente revelou o que cientistas acreditam ser a maior colônia de coraisjá documentada e mapeada no mundo. Essa formação fica na Grande Barreira de Corais, na Austrália, e é composta por corais pétreos da espécie Pavona clavus. Tão incomum quanto suas proporções, que cobrem uma área de aproximadamente 4 mil m², foi a maneira como esse gigante dos mares foi descoberto: por uma mãe e sua filha.
As responsáveis pela descoberta foram Jan Pope e sua filha, Sophie Kalkowski-Pope. Elas realizavam um levantamento de recifes a partir da embarcaçãoda família — para integrar o projeto Great Reef Census, coordenado pela Citizens of the Reef — quando se depararam com o grande achado.
Mãe, Jan Pope (à esq.), e filha, Sophie Kalkowski-Pope (à dir.), estavam realizando um levantamento de recifes quando fizeram a descoberta. Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação
Nunca tinha visto corais crescendo assim. Parecia que não parava de crescer-disse Jan, a mãe, que mergulha na região há 35 anos
Após o avistamentoinicial de mãe e filha, uma equipe técnica utilizou métodos mais avançados para verificar as dimensões daquela estrutura de corais. Foi a partir da combinação de medições manuais subaquáticas, fotogrametria de superfície e modelagem espacial 3D de alta resolução que cientistas concluíram a famigerada proporção: quase 4 mil m².
Medições 3D mapearam proporção do que cientistas acreditam se tratar da maior colônia de corais do mundo. Foto: Citizens of the Reef / Divulgação
Segundo a Citizens of the Reef, as maiores colônias desta espéciejá documentadas internacionalmente costumam medir entre 30 e 35 metros de comprimento. Já o achado australiano soma 111 m de comprimento, com largura máxima de quase 60 m (conforme projeção acima).
De acordo com o grupo de pesquisadores, cientistas agora trabalham em testes genéticos para confirmar se a formação é uma única colônia originada de um único pólipo (pequeno organismo individual que forma a base das colônias de corais) ou uma fusão de múltiplas colônias que cresceram juntas.
Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação
Alerta ambiental
Apesar do entusiasmo com a descoberta, cientistasalertam que essa colônia de corais gigante não deve ser diretamente atrelada a um sinal positivo. Isso porque o tamanho da formação pode estar relacionado a pressões climáticas ou outros fatores específicos, que justificariam um crescimento desenfreado, por exemplo. Também por isso que a organização irá unir esforços para entender o que justificaria tamanha amplitude.
Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação
O Great Reef Census já pesquisou cerca de 25% da Grande Barreira de Corais da Austrália desde 2020 — ecossistema tão grande que pode ser visto a olho nu da Estação Espacial Internacional. “Descobertas como esta são significativas porque o recife ainda guarda muitas incógnitas. Isso demonstra por que os esforços de conservação da Grande Barreira de Corais são tão importantes”, declarou a filha, Sophie, em comunicadoda organização.
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Desde que nasceu, em 2022, a Ross Mariner só cresceu — e o tamanho de suas lanchas também. Lançada em maio, durante o Rio Boat Show 2025, a Ross SR 220 Icon é nada menos que o 9º modelo do estaleiro, que tem sede em Nazaré Paulista (SP) e filial em Palhoça (SC). Até aqui, já foram cerca de 400 embarcações na água, em tamanhos que variam de 17 a 26 pés — em breve, chegará uma acima de 30 pés. Tudo isso reforça a boa aceitação da marca no mercado nacional, que exige barcos acessíveis e de qualidade nessa faixa de entrada.
A SR 220 Icon chegou para preencher uma lacuna no portfólio da empresa, que saltava da 19 para a 24 pés. É um porte perfeito para quem quer começar a navegar, e se destaca de suas irmãs menores por ter um banheiro fechado, além de não fazer feio mesmo se for usada (desde que com limites e bom senso) no mar, embora sua vocação natural seja navegar em águas abrigadas de rios, represas e baías. Outro diferencial é a targa tubular de inox, que permite puxar esqui, wake e outros brinquedos náuticos — embora o comprador possa optar também por targa de fibra ou mesmo sem targa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Com 6,72 metros de comprimento e 2,38 metros de boca, a SR 220 Icon foi homologada para levar até nove passageiros, mais o piloto. Entre seus atributos estão o costado alto, o para-brisa e, sobretudo, o peso do casco (938 quilos) — o que permite rebocá-la facilmente em carreta por uma caminhonete, dispensando vaga fixa em marina. Para o diretor e fundador do estaleiro, Marcio Ishikawa, tais recursos fazem dela um verdadeiro produto de entrada premium.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Neste teste, realizado entre as águas do mar de Itajaí e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a 22 pés de proa aberta confirmou o que a marca brasileira promete: entregar uma lancha de entrada robusta, espaçosa e confiável, sem renunciar ao conforto. A boca ampla e o costado alto conferem maior segurança e estabilidade, transmitindo a sensação de estar em um barco maior. Na plataforma de popa, há espaço generoso para um barco desse porte. Escada de quatro degraus, chuveirinho de água doce e cunhos rebatíveis demonstram atenção aos detalhes. O tanque de combustível, de 130 litros, fica centralizado para melhor equilíbrio. Escada de quatro degraus, chuveirinho de água doce e cunhos rebatíveis demonstram atenção aos detalhes. O tanque de combustível, de 130 litros, fica centralizado para melhor equilíbrio.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Proa ampla e segura
O aproveitamento da proa é um dos diferenciais do modelo. A boca larga e o costado elevado proporcionam conforto e segurança aos ocupantes, com sofás estofados em “U”, porta-copos, alto-falantes e guarda-mancebos para apoio. Embaixo dos bancos todo o paiol é contínuo, espaço perfeito para armazenar equipamentos de bordo. Opcionalmente, pode receber guincho elétrico para a âncora — item recomendado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O cockpit, com arranjo clássico, é muito bem resolvido. Tem ainda cristaleira em acrílico, espaço para cooler, pia pressurizada e lixeira. Na unidade testada, porém, não havia uma mesa de apoio. Tirando proveito de um truque inteligente, o grande sofá em “L”, a bombordo, tem encosto rebatível a ré, desliza para frente, permitindo que o ocupante sente voltado para a plataforma popa. A targa pode ser esportiva — ideal para a prática de esportes aquáticos como wake e esqui — ou em fibra, herdando o design da Ross 260. Porém, na unidade testada, o estofamento estava enrugado, destoando do conjunto.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Banheiro a bordo
Um dos destaques da 22 pés é o banheiro fechado, com pia, chuveirinho e vaso elétrico. A altura, no entanto, é de apenas 1,30 m — algo normal para um barco desse porte, afinal, não há milagre. No modelo testado, o acabamento era em fibra, mas as próximas unidades serão revestidas, o que promete aumentar o conforto em passeios familiares. No posto de comando, o painel é bem resolvido, com instrumentos analógicos, espaço para instalação de gps e sonorização náutica. O volante poderia ser ajustável ou mais recuado, mas, no geral, a ergonomia atende bem. O banco do piloto é fixo e confortável, embora um assento rebatível seja uma melhoria desejável. Por sua vez, o para-brisa tem boa altura e protege bem tanto do vento como de possíveis respingos.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegação e desempenho
A Ross 220 Icon pode ser equipada com motores de popa de 115 a 200 hp. No teste, foi avaliada a versão intermediária, com 150 hp, potência que respondeu com um desempenho bastante convincente. Navegando pelas águas de Balneário Camboriú, apresentou boas marcas para uma lancha cujo objetivo são os simples passeios em família, chegando a surpreendentes 36,7 nós de velocidade final, a 5.190 rpm. A velocidade de cruzeiro foi de 28,6 nós, a 4.000 giros. Em relação ao consumo, sua melhor autonomia (150 milhas) foi obtida com o motor a 3.000 rpm e velocidade de 19,1 nós, com consumo de apenas 14,9 litros/hora.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O casco, com “V” moderado na proa, é rápido e equilibrado. Feito para águas com ondas baixas, navegou de maneira equilibrada, sem bater nem respingar. Nas curvas, mesmo nas fechadas, manteve estabilidade e mostrou firmeza ao enfrentar ondulações, sem respingos no cockpit. As manobras foram feitas com facilidade e sem que a lancha derrapasse, mesmo em velocidades mais altas, como mostramos no vídeo do Canal Náutica. O mesmo aconteceu quando cortou as próprias marolas, o que comprova as virtudes navegadoras do casco. A combinação da boca larga com o costado alto transmite segurança, reforçando a vocação da lancha como opção confiável para famílias e iniciantes no mundo náutico.
Com preço inicial a partir de R$ 219 mil (neste caso, equipada com motor de 115 hp e acompanhada dos principais itens de série), a Ross SR 220 Icon se destaca como uma ótima opção no mercado de lanchas de entrada.
Características técnicas
Velocidade máxima: 36,7 nós (a 5.590 rpm);
Cruzeiro econômico: 19,1 nós (a 3.000 rpm);
Aceleração: 5 segundos (até 20 nós);
Autonomia: 150 milhas (a 3 000 rpm);
Potência: 1 x popa de 150 hp.
Preço
A partir de R$ 229 mil, com um motor de popa de 115 hp.
Pontos altos
Navegação ágil, equilibrada e segura;
Banheiro fechado;
Boa relação custo-benefício.
Pontos baixos
Estofamento da unidade testada com acabamento irregular;
Abertura do Para-brisa com acabamento irregular;
Volante e banco do piloto sem ajustes de ergonomia.
Como ela é
Comprimento máximo: 6,72 metros;
Boca: 2,38 m;
Peso: 938 kg;
Capacidade: 10 pessoas;
Tanque de combustível: 170 litros;
Tanque de água: 85 litros;
Ângulo de V na popa: 18 graus;
Motorização: de popa (1 x 115 a 200 hp).
Detalhes da navegação
A 3.000 rpm, a Ross 220 Icon, com um motor de popa de 150 hp, mostrou seu melhor equilíbrio entre economia e autonomia, navegando a confortáveis 19,1 nós com consumo de apenas 14,9 litros por hora e 150 milhas de alcance.
Desempenho da Ross 220 Icon. Foto: Revista Náutica
Confira mais fotos da Ross SR 220 Icon!
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
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