Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A Mini Transat, uma renomada regata transatlântica em solitário, voltará às águas de Salvadorapós 15 anos de hiato. A competição, que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo oceano Atlântico, sem comunicação externa, terá a capital baiana como destino na edição de 2027.
O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia, onde se reuniram representantes do trade náutico, autoridades públicas e a imprensa local. Por lá, a novidade foi tida como uma forma de fortalecer a presença de Salvador no cenário internacional da vela oceânica.
Foto: Dávila Kess / Divulgação
Criada na França e realizada a cada dois anos, a Mini Transat conecta a Europa à América do Sul em uma travessia desafiadora em barcosde 6,5 metros (Classe Mini 6.50), que partem de La Rochelle com escala nas Ilhas Canárias.
Mateus Tavares, diretor de vela do Yacht Clube da Bahia; Ricardo Dantas, comodoro do Yacht Clube da Bahia; Antônio Matias, comodoro do Saveiro Clube da Bahia; e Luís Eduardo Pato, gerente geral de esporte do Yatch Clube da Bahia. Foto: Dávila Kess / Divulgação
Espera-se que a competição reúna cerca de 90 velejadores, além de mais de 400 estrangeiros entre equipes, familiares e imprensa, que devem permanecer na cidade por até um mês. Dessa forma, o evento simboliza, também, o início de um novo ciclo para a economia do mar na capital baiana.
José Zacarias, consultor da Mini Transat; e Kan Chuh, velejador da classe. Foto: Dávila Kess / Divulgação
A expectativa é de um impacto econômico estimado em cerca de US$ 4 milhões durante o período — o equivalente a cerca de R$ 20 milhões — em setores como hotelaria, gastronomia, serviços e turismo.
Durante o lançamento, a organização internacional da regata destacou o papel estratégico de Salvador no circuito global. Stephanie Jadaud ressaltou que Salvador reúne condições ideais, tanto geográficas quanto culturais, para integrar o percurso da regata, destacando a forte conexão da cidade com o mar como um diferencial competitivo.
Existe aqui uma relação genuína com o oceano, e isso faz toda a diferença para a Mini Transat– frisou Jadaud
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, por sua vez, enfatizou o impacto estrutural do eventoe o momento de reposicionamento internacional da cidade, com a economia do mar como um dos principais vetores de desenvolvimento. Segundo ela, a chegada da regata amplia oportunidades em diversos setores e fortalece a presença de Salvador no cenário global.
Receber a Mini Transat é muito mais do que sediar uma regata, é abrir portas para novos negócios, turismo e oportunidades– destacou Matos
Já a Secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, lançou luz sobre a relação histórica da Bahia com o oceano e o papel estratégico da vela no desenvolvimento econômico do estado, ressaltando que o governo vem estruturando políticas públicas voltadas à economia azul, integrando esporte, turismo e inovação.
A chegada dessa regata é estratégica para posicionar a Bahia como referência no Atlântico Sul, atraindo novos investimentos e fortalecendo o setor náutico– comentou Lomanto.
Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina
A ponte Salvador-Itaparica promete modificar a realidade socioeconômica da Bahia, beneficiando 250 municípios a partir da ligação entre a capital baiana e a ilha. Sua construção, tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina, está prevista para começar em junho deste ano. Para isso, um naviocom mais de 800 toneladas de equipamentos já partiu da China com destino a Salvador, com previsão de chegada na segunda quinzena de maio.
A embarcaçãopartiu em 30 de março carregada com 44 contêineres de madeiraabastecidos com materiais que serão utilizados nas primeiras etapas da obra. O projeto, de 12,4 km de extensão, prevê a geração de sete mil empregos e promete que moradores e turistas se desloquem pelo estado com mais agilidade e segurança — de quebra, impulsionando o turismo de diversas cidades.
Materiais a caminho de Salvador. Foto: Instagram @ponte_salvador_itaparica / Reprodução
Outro passo para o início da tão aguardada obra foi dado em meados da metade de abril, quando a concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas estatais China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), pediu os alvarás que autorizam o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos.
Segundo a concessionária, os documentos entregues às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz — os pontos de partida e chegada da ponte — têm previsão de serem liberados em até 30 dias, ao passo que a ponte tem prazo total de construção estimado em cinco anos, ou seja, em junho de 2031. Na prática, porém, a concessionária vai operar a estrutura por mais 29 anos, chegando aos 35 anos de contrato, prazo que inclui um ano na etapa de licenciamento.
Como será a construção da ponte Salvador-Itaparica
A construção da Ponte Salvador–Itaparica contará com uma tecnologia inédita na América Latina: uma plataforma provisória, de origem chinesa, que será instalada no fundo da Baía de Todos-os-Santos para dar suporte às obras. Essa estrutura servirá para o transporte de trabalhadores, equipamentose insumos, avançando conforme o progresso da ponte e sendo desmontada ao final, com reaproveitamento dos materiais.
Passarela provisória de aço na China usada para apoiar construção de pontes de longa extensão, semelhante à que será construída no Brasil. Foto: Concessionária Ponte Salvador-Itaparica / Divulgação
A montagem, por sua vez, terá início pelo lado de Itaparica, com uma plataforma móvel erguida a partir da orla. Simultaneamente, uma segunda estrutura será instalada na região central da baía, onde ficarão o trecho mais alto e as pilastras principais. Já em Salvador, outra frente de trabalho avançará em direção ao centro da travessia. Segundo a concessionária, o uso dessas plataformas pode reduzir em até 70% a necessidade de embarcações de apoio.
Demonstração digital da ponte Salvador-Itaparica. Foto: Instagram @ponte_salvador_itaparica / Reprodução
A fase de implantação da estrutura já possui licenças ambientais e aguarda alvarás municipais, ao passo que a construção da ponte depende de autorização do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos). Assim, a etapa mais visível da obra está prevista para começar em 2027. Confira demonstração:
Em um trabalho conjunto, equipamentos especializados, como rebocadores e navios de cravação de estacas, serão enviados da China, enquanto os materiais da obra serão produzidos no Brasil. Ao todo, serão utilizados cerca de 660 mil metros cúbicos de concreto, volume equivalente à construção de 7,5 estádios do Maracanã.
Com 12,4 quilômetros sobre a água, a ponte terá ainda 4,4 quilômetros de acessos viários em Salvador, além de uma via expressa de 22 quilômetros na ilha e a duplicação de trecho da BA-001. Um ponto importante é que a travessia contará com pedágio, com valor estimado próximo ao cobrado atualmente pelo sistema ferry-boat, que custa R$ 64,70 em dias úteis para carros pequenos — podendo chegar a R$ 91,70 aos fins de semana e feriados.
Orçada em cerca de R$ 15 bilhões, a obra deve impactar aproximadamente 10 milhões de pessoas em 250 municípios, o equivalente a 70% da população baiana.
Desde fevereiro, o Irã restringe fortemente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, palco de um conflito iniciado neste ano entre o país e uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel. Ainda assim, em meio à escalada de tensões, o megaiate Nord, ligado a um bilionário russo, cruzou a região no último sábado (25), sendo uma das raras embarcações a transitar pela rota bloqueada.
A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters e chama atenção por um detalhe: apenas alguns navios, em sua maioria cargueiros, têm cruzado diariamente essa via estratégica na entrada do Golfo — ainda mais no momento em que o cessar fogo entre EUA e Irã está instável. Por isso, não está claro como o megaiate, usado para lazer, obteve autorização para usar o caminho.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
Avaliado em mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões na conversão de abril de 2026), o Nord partiu de Dubai por volta das 14h GTM (horário universal de Greenwich, cerca de 11h no horário de Brasília) da última sexta-feira (24).
De acordo com a plataforma de monitoramento de embarcações MarineTraffic, o megaiate chegou a Mascate, capital de Omã, no início da manhã de domingo (26), cruzando o temido Estreito de Ormuz. Segundo a última atualização do programa, divulgada no mesmo dia da chegada, a embarcação ainda se encontrava ancorada no Golfo de Omã, com destino correspondente a Al Mouj.
Visão aérea do Estreito de Ormuz. Foto: NASA/ Domínio Público
Além do mistério envolvendo a passagem pelo estreito, o megaiate também possui uma história nebulosa. O barco frequentemente é ligado ao bilionário russo Alexey Mordashov, magnata da indústria do aço. Embora ele não apareça oficialmente como proprietário do Nord, registros corporativos russos de 2025 indicam que o iate foi registrado em 2022 em nome de uma empresa russa que pertence à sua esposa.
Além disso, a empresa está sediada na cidade de Cherepovets, na Rússia, onde também fica registrada a siderúrgica Severstal, de Mordashov. O empresário é considerado próximo de Vladimir Putin e, por conta disso, está entre os russos sancionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia após a Rússia invadir a Ucrânia em 2022.
O que o megaiate tem de demais?
A começar pelo seu tamanho, são 141,6 metros de comprimento (464 pés), o que o classifica como um megaiate de peso. Logo, seu intuito é um só: impressionar. Construído e entregue em 2021 pelo estaleiro alemão Lürssen, o modelo, na época do lançamento, entrou para o ranking dos 10 maiores barcos privados do mundo.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
A embarcação, que vinha sendo projetada há quatro anos, foi construída em aço e alumínio, possui seis conveses e 19,5 metros de largura, além de hospedar 36 convidados, espalhados por 20 suítes.
Os hóspedes podem desfrutar de uma enorme piscina de 25 metros, além de um convés inferior que conta com um centro dedicado a esportes aquáticos e mergulho. Inclusive, para quem gosta de ficar pertinho do mar, um amplo beach club atende a esse pedido.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
O megaiate que cruzou o Estreito de Ormuz possui uma garagem para embarcações auxiliares de até 15 metros de comprimento, isso sem contar o espaço para um submarino e um Veículo Subaquático Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês).
O estúdio de design responsável pelo projeto optou por uma proa nunca vista num megaiate, inspirada em porta-aviões. São dois helipontos, sendo que um deles possui um hangar retrátil que pode ser usado para proteger o veículo aéreo.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
O casco diferenciado do iate, classificado como Ice Class, o permite “explorar” regiões de mares congelados com segurança. Isso porque ele foi construído com chapas de aço mais grossas, trazendo um reforço extra para o barco e tornando-o mais resistente.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
Segundo o estaleiro, o Nord foi projetado para longas viagens sem escalas. Pensando nisso, as acomodações dão pleno conforto aos passageiros, com direito a um spa com sauna e uma academia.
Este modelo ainda conta com um sistema de pós-tratamento de gases de escape, que combina um silenciador com redução catalítica seletiva na mesma estrutura. De acordo com a construtora, esse recurso é capaz de eliminar até 97% do nitrogênio e reduzir ainda mais o ruído acústico.
Uma espécie invasora (não-nativa) tem dado o que falar no Complexo Estuarino de Paranaguá, no litoral do Paraná. O peixe-sapo do Golfo (Opsanus beta), introduzido provavelmente por meio da água de lastro de navios mercantes, não possui inimigos naturais na região e representa um risco à biodiversidade local. Contudo, uma ideia pode transformar o aparente problema em solução.
A proposta do projeto comandado pelo Instituto Meros do Brasil, com o apoio do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP), engloba entender melhor o impacto dessa espécie no estuário e envolver os pescadores no seu monitoramento — inclusive, para avaliar se o peixe-sapo pode ser transformado em oportunidade, seja como fonte de renda ou como estratégia de controle ambiental.
A espécie impacta todos os setores: por um lado, ela ameaça a biodiversidade local, pois compete por alimento e abrigo com peixes nativos; por outro, ainda não sabe se sua carne é consumível e saudável para o público. Por isso, o projeto tenta arrumar uma solução para que o animal, ao menos, possa contribuir em uma das frentes.
Para isso, pescadores de seis comunidades do estuário participam do monitoramento por meio de armadilhas padronizadas e enviam registros periódicos para análise da equipe técnica. Paralelamente, o Instituto Meros avalia a qualidade da carne do peixe-sapo, com análises laboratoriais para identificar possíveis contaminações químicas.
Conforme explica Matheus Oliveira Freitas, biólogo, coordenador do projeto Gestão Participativa e presidente do Instituto Meros do Brasil, caso os estudos indiquem que o consumo é seguro, “a ideia é estimular a criação de um mercado para essa espécie, com oficinas, desenvolvimento de receitas regionais e o envolvimento de chefs de cozinha”.
É uma forma de transformar um problema ambiental em uma alternativa de renda e de controle populacional– afirma Freitas
Caso o consumo não seja recomendado, a estratégia prevê o abate controlado e a devolução do peixe ao ambiente como fonte de energia para outras espécies, o que contribuiria para o equilíbrio do ecossistema.
Foto: Biodiversidade Litoral do Paraná/ Divulgação
Até o momento, o monitoramento realizado registrou a captura de 85 peixes-sapos em 921 gaiolas de pesca, com maior incidência em áreas próximas ao Porto de Paranaguá e regiões com menor influência de água doce.
A iniciativa conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio – NGI Antonina–Guaraqueçaba), da Associação MarBrasil, da Diretoria de Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Setor de Ciências da Terra e do Departamento de Geografia.
Um desafio à pesca artesanal
Vale ressaltar que a presença dessa espécie no Paranaguá não é algo novo. Segundo Freitas, ela já está presente no estuário há cerca de 15 anos e “causa impactos relevantes sobre a biodiversidade e a pesca”. Portanto, quem sente isso na pele diariamente são os pescadores.
Na época do meu pai, a gente capturava muito peixe, com muita rapidez. Hoje, você tem que correr muito atrás para tentar pegar, não é fácil como era antigamente– relembrou Gildo Malaquias, pescador artesanal que participa do projeto
Ele contou que, se comparado a antigamente, o fluxo de peixes no canal diminuiu bastante. “Não sei se é a indústria, não sei se é o próprio pescador, alguns que ainda praticam pesca ilegal”, relatou o pescador, que diz ter uma expectativa positiva caso o consumo do peixe-sapo seja aprovado.
Foto: Biodiversidade Litoral do Paraná/ Divulgação
“Se ele for considerado seguro para consumo, a gente vê como fonte de renda. Porque já existe na nossa região, já invadiu bastante. Temos que preservar para que nossos filhos, netos e bisnetos possam tirar sustento dali, sem agredir o meio ambiente”, complementou.
A gente não faz conservação sem as pessoas. Os pescadores são protagonistas, ajudam a gerar dados, entender os impactos e construir soluções que fazem sentido para a realidade local– afirmou Freitas sobre a iniciativa
Com duração de dois anos e investimento de mais de R$ 700 mil, viabilizado por meio de investimento do BLP, o projeto atua em áreas protegidas estratégicas do litoral paranaense, como a APA de Guaratuba, a APA de Guaraqueçaba, o Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais e o Parque Estadual do Boguaçu.
O krill, um pequeno crustáceo considerado a base de toda a cadeia alimentar do oceano Antártico, pode estar em risco. Isso porque sua retirada em larga escala vem comprometendo diretamente o equilíbrio do ecossistema marinho. O navio Bandero, símbolo da operação internacional Krill Wars, atua justamente contra esse movimento — e agora pode ser visitado em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo.
A embarcação, da Captain Paul Watson Foundation — uma organização não governamental independente, sem fins lucrativos, cujo objetivo é apoiar, intervir, educar e conscientizar sobre a conservação dos oceanos, inspirada pelos esforços do capitão canadense Paul Watson contra a pesca ilegal e a degradação dos ambientes marinhos —, esteve envolvida recentemente em ações diretas para interromper a pesca industrial de krill na Antártica.
Em comunicado, a Sea Shepherd Brasil, também organização de conservação marinha sem fins lucrativos, fundada pelo próprio Paul Watson em 1999, destacou que, durante a operação, a tripulação do Bandero “atuou para interromper atividades de grandes embarcações pesqueiras”, em um cenário descrito como um “confronto desigual entre uma pequena embarcação de conservação e uma indústria multibilionária”.
Paul Watson, fundador da organização Sea Shepherd. Foto: Sea Shepherd Brasil / Divulgação
Na prática, o krill, alvo dessas operações, é a base alimentar de baleias, pinguins, focas e diversas outras espécies. Logo, sua retirada em larga escala compromete diretamente o equilíbrio do ecossistema marinho, provocando impactos em toda a cadeia alimentar — justamente o que a operação Krill Wars tenta impedir.
Bandero no Brasil: a conexão do que acontece na Antártica e no litoral brasileiro
A presença do Bandero no país levanta um debate sobre como o que acontece no continente gelado pode alcançar o litoral brasileiro. Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil, destacou que “muitas das baleias que vemos no Brasil percorrem milhares de quilômetros todos os anos após se alimentarem de krill nas águas frias da Antártica”.
Foto: Instituto Baleia Jubarte / Reprodução
Segundo ela, esse pequeno organismo sustenta diretamente essas gigantes do oceano, que chegam ao litoral brasileiro — inclusive em Ilhabela — para se reproduzir e dar continuidade à espécie.
Proteger o krill, portanto, não é apenas preservar um elo da cadeia alimentar, mas garantir a recuperação e sobrevivência dessas baleias e o equilíbrio de todo o ecossistema marinho– explicou Nathalie Gil
Alguns reflexos da retirada em larga escala do krill, inclusive, já puderam ser observados em Ilhabela, de acordo com pesquisas realizadas no arquipélago pela especialista Mia Morete, bióloga e fundadora do VIVA Instituto Verde Azul.
Segundo suas análises, a maioria das baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) avistadas na região são indivíduos juvenis com condição corporal abaixo do esperado, o que pode estar relacionado à menor disponibilidade de alimento nas regiões antárticas de onde migram.
Estamos observando em Ilhabela casos de baleias juvenis mais magras e aparentemente debilitadas– ressaltou Mia
Em 2025, pela primeira vez na história, a frota industrial de pesca de krill encerrou a temporada antes do prazo, batendo a cota anual de 620 mil toneladas de forma prematura — cenário diretamente influenciado pelo vencimento, em 2024, de uma medida de conservação essencial, que distribuía espacialmente as capturas ao longo da temporada.
Foto: Uwe Kils / Wikimedia Commons / Reprodução
Ainda assim, a Noruega, por meio da Aker BioMarine – empresa responsável por 64% das 620 mil toneladas métricas de krill extraídas do Oceano Antártico em 2025 – apresentou à CCAMLR (Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos) uma proposta para quase dobrar o limite anual de captura, elevando-o para 1,2 milhão de toneladas.
Apesar disso, a comissão encerrou suas negociações sem acordo para melhorar a gestão da pescanem para criar uma nova área marinha protegida na Península Antártica, mesmo com apoio de mais de 150 estudos científicos.
Nas últimas décadas, a população de krill caiu drasticamente — até 90% em algumas áreas do Oceano Antártico — devido à pesca intensiva e às mudanças climáticas. O cenário levanta preocupações sobre a oferta de alimento e possíveis impactos na recuperação das baleias, com reflexos já observados no litoral brasileiro após o fim da caça comercial.
A pesca de krill é uma bomba-relógio ecológica. Nada justifica explorar uma espécie da qual depende todo um ecossistema. Proteger o krill é proteger baleias, pinguins e a vida no oceano como um todo– Lamya, presidente da Sea Shepherd França e líder da ação
A visitação ao navio Bandero
A visitação ao navio Bandero busca aproximar o público dos impactos da pressão sobre a vida marinha em regiões remotas, mostrando como esses efeitos se propagam pelo oceano e atingem espécies também presentes no Brasil. A experiência também destaca a atuação da Sea Shepherd Brasil, com ações contra a exploração de tubarões vendidos como “cação”, combate ao lixo marinho pela campanha Ondas Limpas e proteção da fauna aquática na Amazônia.
Aberto ao público em Ilhabela e em São Sebastião, o navio recebe desde estudantes até visitantes em geral, oferecendo acesso a áreas da embarcação e informações sobre a pesca de krill, suas consequências para as baleias e o funcionamento das operações no mar.
As visitas, gratuitas, vão até 3 de maio (próximo domingo), com seis visitações por dia, das 9h às 16h, e devem ser agendadas previamente pela plataforma Sympla.
Os tubarões podem ser encontrados na costa de todos os cantos da Terra — e, por muito tempo, acreditou-se que a Antártica era a única exceção. Contudo, um flagra capturado em janeiro de 2025, a uma profundidade de 500 metros, fez questão de mostrar que esses predadores também habitam as águas extremamente gélidas do continente.
Em fevereiro deste ano, cientistas do Centro de Pesquisa Oceânica Minderoo-UWA, em Perth, Austrália, divulgaram imagens de um enorme tubarão-dorminhoco (Somniosus pacificus), que cruza lentamente um fundo marinho árido em um ambiente em que os raios do sol não o atingem mais. Assista ao flagra!
Por muito tempo, as águas da Antártica foram consideradas frias demais para a sobrevivência dos tubarões, conforme lembrou Alan Jamieson, professor da Universidade da Austrália Ocidental e diretor do Minderoo-UWA Deep Research Centre, ao National Geographic.
Todos nós ficamos perplexos, pensando: ‘Acho que não deveria haver tubarões na Antártica’– contou Jamieson
De acordo com os cientistas, o flagra aconteceu perto das Ilhas Shetland do Sul, bem nos limites do temido oceano Austral. Inclusive, os próprios pesquisadores ficaram assustados com o tubarão em plena Antártica. Afinal, definitivamente não é todo dia que se encontra um animal de 2 a 3 metros de comprimento em uma zona quase congelada.
Mais resistente do que parece
Para sobreviver às águas extremamente frias, o tubarão-dorminhoco conta com uma adaptação fisiológica específica. Conforme explicou Dylan White-Kiely, pesquisador assistente da UWA-Minderoo Deep-Sea Research, esses animais “evoluíram para terem uma vida bastante longa“.
Muitos animais das profundezas marinhas têm um metabolismo muito lento, então conseguem ficar muito tempo sem comer, mas distribuem a energia dos alimentos ao longo de um período prolongado– esclareceu White-Kiely
Foto: Inkfish Expeditions/ YouTube/ Reprodução
Na prática, como eles nadam devagar, crescem pouco por ano e gastam pouquíssima energia, o que os ajuda a sobreviver em ambientes gelados, onde há menos alimento. Não à toa, Dave Ebert, pesquisador especializado em tubarões da Universidade Estadual de San José, na Califórnia, Estados Unidos, os descreve como “verdadeiros tubarões polares”.
Jamieson, por sua vez, relatou que, em seus 25 anos de carreira, só tinha visto quatro tubarões-dorminhocos — e nunca no continente gelado. “Existem diferentes tipos de raridade no mundo, e esse tipo é absolutamente astronômico”, contou ele sobre a felicidade de estar na hora e no lugar certo.
Inclusive, a espécie exata deste predador, que possui uma rotina especialmente misteriosa, é desconhecida. Eles são conhecidos por levarem uma vida solitária e, como flagrado, viver a maior parte do tempo em águas profundas.
Segundo o Shark Research Institute, especializado em pesquisa de tubarões, os dorminhocos possuem corpo e barbatanas de cor cinza uniforme, podem atingir até 4,3 metros de comprimento e, além de grandes, são lentos e desajeitados — essa última parte é notável nos registros.
Foto: Inkfish Expeditions/ YouTube/ Reprodução
Pode haver um pequeno corredor de água quente ali que lhes permite penetrar mais ao sul do que normalmente fariam– teoriza Jamieson sobre a sorte de ter filmado o ocorrido
Ainda não se sabe se a passagem deste tubarão foi um acaso ou uma prova real de residência. Porém, a descoberta sugere que, realmente, não há nenhum lugar do oceano onde os tubarões não possam sobreviver.
Após anos de buscas e mais de 400 quilômetros vasculhados, pesquisadores finalmente encontraram os destroçosdo cargueiro Clough, que afundou em 1868 após uma forte tempestade no Lago Erie — um dos Grandes Lagos da América do Norte entre Estados Unidos e Canadá —, em Ohio, nos EUA.
A descoberta, anunciada em 18 de fevereiro deste ano, foi feita por mergulhadorese pesquisadores da Cleveland Underwater Explorers, uma organização sem fins lucrativos formada ainda por historiadores e arqueólogos, em uma parceria com o Museu Nacional dos Grandes Lagos. A colaboração atua desde 2001 na busca e identificação de embarcaçõesnaufragadas no Lago Erie, de forma a preservar e compartilhar a história marítima da região.
Foto: Jack Papes / Divulgação
A equipe chegou a vasculhar 400 quilômetros do lago com um sonar de varredura lateral — um tipo de equipamentocapaz de detectar e gerar imagens de objetos no fundo do mar, de rios ou até lagos — em busca do Clough, um veleiro de 38 metros de comprimento e 8 metros de largura, que possuía ao menos três mastros.
A busca ganhou um significado ainda maior quando, em junho 2024, um mergulhador morreu no mesmo dia em que faria uma busca em um local considerado promissor para encontrar o navio. David VanZandt, diretor e arqueólogo-chefe da equipe, exploraria o local com Chris Kraska, mas faleceu em um acidente de mergulho. A partir daí, a identificação do Clough passou a ser uma homenagem ao pesquisador.
Veleiro Clough: uma cápsula do tempo submersa
Construído em 1867 às margens do Lago Erie, o veleiro Clough foi criado para transportar pedras de uma pedreira local, como forma de reduzir custos logísticos. Entretanto, ele naufragou apenas um ano após ser lançado ao mar, em 15 de setembro de 1868, durante uma tempestade com fortes rajadas de vento.
Ao que se sabe, o navio inclinou, fazendo seu material deslizar pelo convés, o que permitiu que a água entrasse rapidamente e afundasse a embarcação. Dos oito tripulantes, apenas um sobreviveu: Rush Reid, um oficial do navio.
O veleirofoi encontrado surpreendentemente bem preservado, ainda com sua carga original. Segundo pesquisadores, as águas frias do lago transformaram o Clough em uma espécie de cápsula do tempo submersa, mantendo grande parte de sua estrutura intacta.
Esta descoberta representa um capítulo significativo na história marítima dos Grandes Lagos e uma continuação importante do legado de David VanZandt– Carrie Sowden, diretora de Arqueologia e Pesquisa do museu
Antes de confirmar a identidade do Clough, os pesquisadores fizeram várias visitas ao local, mapearam os destroços e conduziram uma extensa pesquisa histórica. O naufrágio está a cerca de 21 metros de profundidade, a nordeste do Aeroporto Cleveland Burke Lakefront, embora a localização exata não tenha sido divulgada.
Veja abaixo o vídeo da descoberta do Cargueiro Clough:
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Não é só entre os carros que a onda vintage faz sucesso. Entre os barcos, modelos que resgatam a estética clássica do século passado também estão em alta, com o estilo se estendendo ainda aos motores. É nessa pegada que nasce o Tallahassee Automobile Museum, um verdadeiro recanto para os fãs de automóveis — e embarcações — históricos, ao estilo old school.
Localizado na Flórida, nos Estados Unidos, o museu possui o que há mais de mais charmoso e vintage em sua galeria, com um acervo que reúne desde automóveis antigos, carros de pedal e motocicletas, até barcos históricos, artigos de pesca e uma grande coleção de motorespara lá de clássicos.
Na parte náutica do museu, a coleção abrange décadas de inovação em engenharia de motores para barcos e desenvolvimento da indústria manufatureira americana, reunindo mais de 270 motores de popa, com direito a modelos nascidos no começo do século 20.
De acordo com o museu, o motor Amphion é o mais raro da coleção. Acredita-se que existam apenas alguns exemplares desse equipamento de 3 a 4 hp. Ainda segundo a galeria, este exemplar representa um dos primeiros motores de popa de dois cilindros em linha com ignição alternada. Embora não haja uma data certeira, a empresa que o fabricava atuou no mercado entre 1915 e 1919.
Outra raridade presente no Tallahassee é o modelo Sweet de 4 hp, monocilíndrico, com rotação frontal e cilindro horizontal. A exclusividade se deve ao fato de que a fabricante esteve em atividade por apenas dois anos, entre 1914 e 1916.
Waterman Porto, também exposto no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Inclusive, esse motor é muito semelhante a um Waterman Porto da mesma época. Conforme explica o museu, a semelhança sugere alguma ligação entre as duas empresas de Detroit, conhecida como a “Cidade do Motor” e considerada o berço da indústria automobilística mundial.
Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Ainda há espaço para um motor de popa Mercury Quincy-Looper de 1960, da Classe C, feito para corridas. Essa versão modificada, movida a álcool, era produzida em quatro tamanhos — o modelo exposto mede 30 polegadas cúbicas e era o segundo maior da linha.
Uma viagem no tempo
O Tallahassee Automobile Museum, apesar de exibir verdadeiros artigos de luxo, é uma organização educacional sem fins lucrativos. Segundo a empresa, a taxa de entrada e quaisquer doações feitas ao museu são utilizadas para custear as despesas diárias de preservação do acervo.
Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Além disso, todas as coleções foram doadas por pessoas que não recebem qualquer compensação financeira. Ainda assim, chama atenção a diversidade do acervo, que vai muito além dos motores vintage de barcos.
Barcos feitos à mão também estão expostos no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Ainda no universo náutico, o local mantém em exposição barcos feitos à mão e uma das maiores coleções de iscas de pesca da Flórida, segundo o Tallahassee. A coleção abrange o século 20, com artigos de 1918 até a década de 1990.
Isca para pesca expostos no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Fora d’água, um dos grandes destaques em exposição são os automóveis. A coleção do museu inclui carros raros, como a carruagem funerária puxada por cavalos de Abraham Lincoln e vários batmóveis que apareceram em filmes.
Batmóveis que apareceram em filmes. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ DivulgaçãoCarruagem funerária puxada por cavalos de Abraham Lincoln. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
A essa altura, já deu para perceber que o local é um prato cheio para quem busca uma viagem charmosa ao século 20. Pintou o interesse? A atração funciona todos os dias da semana, até às 17h, e conta com amplo estacionamento para ônibus de turismo e caravanas. Para mais informações, basta acessar o site oficial.
Se você já imaginou embarcar em um táxi aquático que navega sem piloto, saiba que essa realidade está mais próxima do que parece. A canadense Future Marine Inc. avança no desenvolvimento de uma embarcação elétrica e autônoma projetada para operar no Porto de Victoria, no Canadá, com a proposta de transformar a mobilidade urbana a partir das vias navegáveis.
A iniciativa aposta em tecnologiaspara oferecer um transporte público eficiente, sustentável e sob demanda, capaz de reduzir congestionamentos nas ruas e as emissões de gases de efeito estufa. A expectativa é que o sistema funcione com baixo custo operacional, alta disponibilidade e integração ao dia a dia da população — com início das atividades daqui a cerca de 2 anos.
Projeto da Future Marine prevê inclusive píeres para espera, embarque e desembarque dos táxis aquáticos autônomos. Foto: Future Marine Inc. / Divulgação
Segundo o noticiário CTV News, os testes do táxi aquático autônomo devem começar ainda em 2026. Antes de operar comercialmente, a embarcação passará por um período de pelo menos 18 meses de testes na água, necessário para obter certificação da Transport Canada, órgão federal responsável pela regulação do transporte no país.
Na fase inicial, o barco deve percorrer uma rota experimental de cerca de 500 metros, entre Dockside Green e Village Marina. Durante esse período, haverá um capitão a bordo para supervisionar a operação enquanto o sistema autônomo é testado em condições reais.
Pontos altos do projeto
A Future Marine sustenta o projeto em três pilares principais: conectividade urbana, compromisso ambiental e transição para um transporte mais sustentável. A proposta é criar uma rede hidroviária confiável, capaz de conectar diferentes regiões da cidade, reduzir a poluição sonora e diminuir a dependência dos veículos terrestres.
Projeto de táxi aquático autônomo será testado inicialmente na cidade de Victoria, no Canadá. Foto: Future Marine Inc. / Divulgação
Além do transporte de passageiros, o sistema também poderá ser utilizado para pequenas cargas, contribuindo para uma logística urbana mais limpa. Outro ponto de destaque é a acessibilidade: as embarcações são projetadas para atender pessoas com mobilidade reduzida, ampliando o alcance do serviço.
A tecnologiaembarcada é um dos grandes diferenciais. O sistema de navegação utiliza câmeras de alta resolução, sensores LiDAR e recursos de realidade aumentada que funcionam como “olhos” digitais. Esses dispositivos permitem identificar obstáculos — como caiaques e hidroaviões — e recalcular rotas em tempo real, com um nível de precisão que pode, inclusive, superar a atenção que um ser humano poderia oferecer o tempo todo.
Principais desafios
Embora a proposta seja inédita em Victoria, soluções semelhantes já operam em cidades como Estocolmo, na Suécia. Além de demonstrar que a navegação autônoma pode coexistir com o tráfego marítimo convencional, o cenário serve de combustível para a aprovação do táxi aquático autônomo pelo órgão que regulamenta os transportesno Canadá.
Foto: Future Marine Inc. / Divulgação
Apesar dos avanços do projeto, a Transport Canada nunca certificou uma embarcação autônoma de passageiros para operação comercial no país. Além disso, o próprio ambiente do porto — que inclui tráfego intenso e até um aeroporto aquático — exige um alto nível de precisão dos sistemas a bordo.
Quando uma nova tecnologia é introduzida no porto, ela precisa comprovar sua segurança. Isso significa que deve passar por um rigoroso período de testes-disse Richard Davies, Autoridade Portuária de Victoria, ao noticiário internacional
Não bastasse as aprovações governamentais, a aceitação do público também será determinante para o futuro do táxi aquático autônomo em águas canadenses. Para a Future Marine, a confiança dos passageiros será construída justamente durante o período de testes, que deve funcionar como uma vitrine prática da segurançae da eficiência da tecnologia antes do início da operação sem tripulação.
Combater a poluição plástica é mais urgente do que nunca. Esse processo, além de mudanças na sociedade, passa por inovações como a que vem sendo aplicada no Havaí — território dos EUA no Pacífico —, em que o plástico do oceano está sendo transformado em material para a pavimentação de estradas.
De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a produção global de plástico ultrapassa 400 milhões de toneladas anuais. O material, por sua vez, pode ultrapassar 400 anos no ambiente, sendo essa uma das principais razões para seu acúmulo nos ecossistemas.
Foto: ABBPhoto / Envato
No Havaí, um exemplo prático da situação que vive o planeta é a famosa Grande Mancha de Lixo do Pacífico, que ultrapassa os resíduos de pesca e turísticos comuns descartados nas ilhas, se estendendo a uma mancha de acúmulomassivo de que move toneladas de lixo por correntes marinhas ente o arquipélago e a Califórnia.
Nesse sentido, transformar o plástico oceânico em estradas para combater a poluição chega como uma alternativa promissora. No projeto, tido como o primeiro a utilizar detritos marinhos, itens como potes de iogurte e redes de pesca— todos contendo polietileno, um tipo de plástico durável — são integrados ao material que vai pavimentar uma estrada em Ewa Beach, na capital Honolulu.
Foto: Universidade Hawaii Pacific / Divulgação
A coleta é feita pelo programa Nets-to-Roads (“Redes-para-Estradas”, em português), do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos da Universidade Hawaii Pacific. Ao Science News, Jennifer Lynch, diretora do centro de pesquisa, destacou a preocupação com o desprendimento de plásticos ou outros produtos químicos no meio ambiente, “porque isso pode expor humanos e animais a aditivos tóxicos, levando a distúrbios hormonais, inflamações crônicas e problemas reprodutivos”.
Como o lixo oceânico vira asfalto
Após a coleta, o material é enviado ao continente, onde passa por um processo de trituração. Depois, é devolvido à ilha de Oahu para finalmente se juntar à mistura do asfalto. Ainda quente, o material é carregado por caminhões até o local onde será aplicado — atualmente, os trechos rodoviários de Ewa Beach. Veja na prática:
O programa avaliou o risco de liberação de microplásticos pelo desgaste do asfalto, mas testesapós 11 meses indicaram que não houve emissão significativa em comparação ao pavimento convencional.
Estamos transformando um grande problema ambiental em uma solução tangível– Mafalda de Freitas, diretora do Programa de Megaplásticos, em comunicado
Após o sucesso da primeira fase, em 2022, o projeto segue em expansão, com mais trechos pavimentados e novos tipos de misturas sendo testados.
Embora naufragadoem 1912, há 114 anos, o Titanicsegue vivo entre os aficionados por essa história. No mais recente dos capítulos da trama, protagonizado no sábado (18), um colete salva-vidas, usado por uma das sobreviventes do naufrágio, foi leiloado por 670 mil libras, cerca de R$ 4,5 milhões na conversão de abril de 2026.
Quem intermediou a aquisição foi a casa de leilões Henry Aldridge and Son, conhecida por fazer avaliações de memorabilia do famoso navio. O colete foi usado por Laura Mabel Francatelli, sobrevivente da primeira classe do Titanic.
Foto: Instagram @titanicbelfast e @henryaldridgeauctioneers / Reprodução
No item, é possível observar autógrafos feitos tanto por ela, quanto por outros sete sobreviventes do mesmo bote— que, a título de curiosidade, tinha capacidade para 40 pessoas, mas acabou sendo lançado ao mar com apenas 12 a bordo.
Foto: Instagram @titanicbelfast e @henryaldridgeauctioneers / Reprodução
Laura era secretária do proprietário de terras escocês Sir Cosmo Duff-Gordon, e morreu em 1967, aos 87 anos. O colete salva-vidas que ela utilizou durante o trágico naufrágio permaneceu em posse de sua família por décadas, até ser adquirido por um colecionador há cerca de 20 anos. Raro, o item é tido pela casa de leilões como um dos poucos do tipo ainda existentes — e o único a ser leiloado.
Foto: Instagram @titanicbelfast e @henryaldridgeauctioneers / Reprodução
O colete, porém, não foi o único item de Laura a gerar desejo entre os amantes do Titanic. Em 2010, a mesma casa de leilões leiloou o relato feito por ela no inquérito oficial sobre o acidente pelo equivalente a R$ 133 mil. Na declaração, ela menciona que “houve um estrondo terrível quando ele afundou. Depois vieram os gritos e choros. Não sei quanto tempo duraram. Quase não conversamos. Os homens falavam sobre Deus, orações e esposas. Estávamos todos na escuridão”.
Além do colete, a casa de leilões colocou à venda um relógio recuperado do corpo de um empresário morto no naufrágio. O item integra a segunda coleção do espólio de Frederick Sutton e foi leiloado por 178 mil libras, o equivalente a quase R$ 1,2 milhão.
Vale lembrar que o Titanic, considerado o mais moderno e luxuosonavio de sua época, afundou em 1912 após colidir com um iceberg, deixando cerca de 710 sobreviventes entre 2.200 pessoas a bordo. A maioria morreu de hipotermia nas águas geladas do oceano.
A ciênciaé movida pela busca do desconhecido e, nesse contexto, uma expedição científica realizada na Austrália entre outubro e novembro de 2025 a bordo do navio de pesquisa RV Investigator tem revelado resultados expressivos. Mais de 100 novas espécies marinhas foram descobertas — e os pesquisadores acreditam que esse número pode ultrapassar 200.
A missão teve como foco a exploração de águas profundas no Parque Marinho do Mar de Coral, na costa de Queensland, na Austrália. Com cerca de 990 mil km², trata-se do maior parque marinho do país. Mas apesar do tamanho, é uma área pouco estudada até hoje.
Molusco sendo estudado durante expedição científica. Foto: The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census / CSIRO / Divulgação
Ao longo de 35 dias de expedição, 24 cientistas estiveram a bordo do navio de pesquisa, sob liderança do cientista-chefe William White. Antes mesmo do início da jornada, a equipe já nutria altas expectativas quanto ao potencial da missão.
Exploraremos os habitats mais profundos, onde vivem algumas das espécies mais interessantes e menos conhecidas-afirmou White em comunicado prévio
Segundo o pesquisador da CSIRO (agência nacional de ciência da Austrália), o objetivo era identificar e descrever “o maior número possível” de novas espécies marinhas — meta que vem sendo alcançada com sucesso.
Mais de 100 novas espécies marinhas descobertas
Na última semana, a CSIRO informou que ao menos 110 novas espécies de peixes e invertebrados do Mar de Coral já foram catalogadas a partir da expedição. Apesar do número já alto, a expectativa dos cientistas é que o índice continue crescendo nos próximos meses.
Tubarão-tigre-da-areia (Odontaspis ferox), raramente avistado, foi visto durante a expedição. Foto: CSIRO / Divulgação
Os animais foram encontrados em profundidades que variam de 200 a 3 mil metros. O próprio William White, inclusive, participou diretamente da identificação de quatro espécies inéditas: duas raias, um peixe cartilaginoso e um tubarão-gato de águas profundas.
Animais coletados durante expedição vêm sendo estudados desde o final de 2025. Foto: CSIRO / Divulgação
De acordo com a pesquisadora Claire Rowe, que participou da expedição, a maioria das amostras coletadas resultou em descobertas relevantes. Segundo ela, em muitos casos os animais nunca haviam sido sequenciados geneticamente e, em outros, nunca haviam sido registrados em águas australianas.
Animais encontrados durante expedição científica na Austrália
Novas espécies
Nova espécie de raia do gênero Urolophus cf. Foto: CSIRO / DivulgaçãoNova espécie de raia do gênero Dipturus sp. Foto: CSIRO / DivulgaçãoNova espécie de tubarão-gato do gênero Apristurus sp. Foto: CSIRO / DivulgaçãoNova espécie de estrela do mar do gênero Ophiozonella sp. Foto: CSIRO / DivulgaçãoNova espécie de bodião do gênero Choerodon sp. Foto: CSIRO / Divulgação
Outros
Animal do gênero Anemone. Foto: CSIRO / Brodie O’Breza / DivulgaçãoScorpaena onaria. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Polychaete identificado por Elena Kupriyanova. Foto: Christian Pagel / CSIRO / DivulgaçãoHalieutopsis nudiventer. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Polychaete identificado por Elena Kupriyanova. Foto: Christian Pagel / CSIRO / DivulgaçãoAntigonia capros. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Jelly identificado por ClaireRowe. Foto: Alison Miller / CSIRO / DivulgaçãoHydrolagus marmoratus. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Ophiuroid. Foto: CSIRO / Sue-Ann Watson / DivulgaçãoBathysaurus ferox. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Isopod. Foto: CSIRO / Michela Mitchell / DivulgaçãoHalieutaea stellata. Foto: Emily Gumina / CSIRO / DivulgaçãoAnimal do gênero Squat. Foto: CSIRO / Alison Miller / DivulgaçãoCoral rosa. Foto: CSIRO / Emily Gumina / DivulgaçãoAnimal do gênero Gastropod. Foto: CSIRO / Alison Miller / DivulgaçãoAnimal do gênero Ostracod. Foto: CSIRO / Alison Miller / Divulgação
Em Itapoá, litoral norte de Santa Catarina, os navegantes agora têm um novo acesso ao mar. O destino, próximo à Baía de Babitonga, recebeu, no último sábado (18), os novos molhes (estruturas que protegem os canais) do rio Saí-Mirim. As estruturas, que possuem mais de 200 metros de extensão e custaram cerca de R$ 16 milhões, têm como objetivo, segundo a prefeitura, viabilizar a entrada e a saída de embarcações na barra, a qualquer período de maré.
O novo ponto de ligação entre o rio Saí-Mirim e o mar tende a mudar a vida de quem navega pela região. A expectativa da prefeitura é que os molhes aumentem a segurança da pesca artesanal e fortaleçam o turismo na região, além de melhorarem o escoamento das águas do rio Saí-Mirim. A profundidade do canal é de 2,5 metros e os trabalhos se concentraram na construção dos molhes norte e sul na dragagem.
Inclusive, a expectativa é que a nova obra reduza o risco de cheias nas áreas ribeirinhas e próximas à barra, além de ampliar a proteção de praias, restingas e manguezais ao norte da desembocadura. Por fim, o local deve se transformar em uma zona de preservação natural.
Foto: Instagram @prefeitura_itapoa/ Reprodução
Segundo o portal Itapoá News, o canal mede 40 metros de largura e possui molhes de até 251 metros (ideais para vazão do rio). Com todos esses recursos, Itapoá mira entrar na rota das grandes embarcações de lazer no norte do município.
Diogo de Latorre, secretário de Infraestrutura de Itapoá, ressaltou os bastidores dos últimos dois anos, que exigiram fôlego e resiliência, principalmente em razão das condições climáticas adversas.
Foram dois anos de trabalho intenso e superação para entregar uma estrutura que suporte a força das marés e cumpra sua função social e logística– disse Latorre
Pertinho do paraíso
O município de Itapoá, vale destacar, fica situado perto da famosa Baía de Babitonga, lugar muito frequentado por barcos e que encanta pelas belezas naturais. Esta baía fica na foz do rio Palmital, entre as cidades de Joinville, Itapoá e a ilha de São Francisco do Sul.
Baía de Babitonga. Foto: Prefeitura de Itapoá/ DivulgaçãoBaía de Babitonga. Foto: Prefeitura de Itapoá/ Divulgação
Esse destino se destaca por ser um santuário ecológico de várias espécies de animais marinhos e pássaros. Além disso, a região apresenta um conjunto de 24 ilhas, com destaque para a Ilha de Rita, que fica numa zona privilegiada e que já serviu até como base de apoio naval na Segunda Guerra Mundial.
O que você faria com um clássico jet stand-up Kawasakide 1993? Tyler Stewart e Sam Studee, wakesurfers profissionais, decidiram que seria uma boa ideia levá-lo para acelerar a 35 km/h — mas com um detalhe: nas ruas. Para isso, a moto aquática ao estilo pilotagem em pé passou por uma transformação, no mínimo, curiosa, incorporando um patinete elétrico.
A dupla, que se conheceu em Minnesota, nos Estados Unidos, criou o canal “Motion Sickness” no YouTube, onde compartilha suas aventuras sobre as águas, pela neve e… no asfalto. Foi por lá que o mundo pôde conhecer o processo de transformação do jet em uma scooter única.
O projeto começou com o casco da moto aquática já vazio e um patinete elétrico da marca Navic, escolhido especificamente por possuir rodas de 12 polegadas — o que, segundo eles, garantiria uma condução mais suave e estável. Para suportar o tamanho do jet, a scooter original foi cortada e alongada, aumentando a distância entre os eixos. Enquanto isso, na moto aquática, foram feitos cortes precisos no casco para acomodar as rodas.
Foto: YouTube Motion Sickness / Reprodução
Um dos processos mais delicados foi o de embutir a caixa da bateria. Isso porque os construtores precisaram “esculpir” o interior do casco de forma a permitir que o equipamentoficasse totalmente protegido sob a fibra de vidro.
Já nos sistemas de controle, o cabo do acelerador foi passado por dentro do eixo da bombaoriginal do jet, enquanto o cabo de direção foi conectado diretamente ao braço de direção da moto aquática para manter a funcionalidade original do guidão.
Foto: YouTube Motion Sickness / Reprodução
Nos retoques finais, o jet-scooter recebeu um para-lama, que também serve como plataforma para que o condutor possa ficar de pé com estabilidade. Para completar o visual, foram aplicados adesivos personalizados com a fonte original da Kawasaki.
Dupla tetsou o jet na água antes de partir para o asfalto. Foto: YouTube Motion Sickness / Reprodução
O que se vê ao final de tudo isso é um veículo que preserva a aparência do raro jet ski de 1993, mas agora capaz de atingir cerca de 22 mph (35 km/h) em terra firme. Anderson, que trabalhou diretamente junto da dupla na transformação, brincou: “Foi divertido. Eu curto esse tipo de coisa. Espero que vocês consigam um milhão de visualizações”.
Até o momento dessa publicação, o vídeo no YouTube somou pouco mais 1,9 mil visualizações. Já no Instagram de Sam, um reels que mostra o jet em ação alcançou 460 mil visualizações e mais de 6,2 mil curtidas. Nos comentários, entusiastas se divertem com o feito, muito deles expressando o desejo de dar uma voltinha no jet-scooter.
Quando o assunto são trilhas, há quem ame, mas também há quem odeie — seja pelo calor, pelo cansaço, pela dificuldade ou tudo isso junto. Nesse cenário, um novo modo de explorar caminhos alternativos promete dar outra perspectiva à atividade. Estamos falando das hidrotrilhas, uma “caminhada sobre as águas” na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, Santa Catarina.
O bairro, por si só, é uma atração à parte. A Lagoa da Conceição é um dos mais antigos da capital e reúne desde tradições indígenas e açorianas até atributos naturais e gastronômicos. Apesar disso, como o próprio nome sugere, o local é conhecido principalmente por abrigar a maior lagoa da ilha, com uma área estimada em quase 20 km².
Foto: Instagram @topaziofloripa / Reprodução
O passeio sobre as águas começa no Terminal Lacustre, no bairro de São João do Rio Vermelho (onde fica o Parque Estadual do Rio Vermelho, a leste da ilha), de onde saem os barcospara a Costa da Lagoa, conhecida por abrigar bons restaurantes.
Imagem aérea do Parque Estadual do Rio Vermelho. Foto: Adrio Centeno / IMA / Divulgação
De lá, a caminhada é feita dentro da água — que chega à altura do joelho —, costeando a lagoa, em uma experiência imersiva que se estende por 7,5 km. Durante o trajeto, a natureza se faz ainda mais viva com a presença de pássaros e peixes característicos da região. Uma dica, aliás, é fazer a hidrotrilha nos períodos de sol e maré baixa, combinação que deixa a água mais cristalina.
Embora o caminho possa ser feito por conta própria — especialmente por trilheiros mais experientes que conheçam a região —, a recomendação é buscar por guias credenciados. No dia do passeio, é essencial, também, se preparar com roupas leves, proteção solar, repelente, hidratação, boné ou chapéu e sapatos adequados (bota de trilha, tênis de caminhada ou sapatilha aquática).
O prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, compartilhou a novidade em seu perfil no Instagram. Confira:
Quem achou que ele estava derrotado, achou errado. Após mudar de mão diversas vezes, hospedar líderes mundiais e passar um ano e meio afundado, o lendário superiate a vapor Cangarda, o único americano da categoria ainda existente no mundo, acaba de ser reestruturado e relançado ao mar. Depois de reformado, o barco foi levado ao Museu Rahmi Koc, em Halic, na Turquia, onde ficará em exposição permanente.
Sejamos honestos: esta histórica embarcação merecia um novo capítulo mais digno. Construído pelo estaleiro Pusey & Jones, nos EUA, o Cangarda foi entregue originalmente em 1901 para o magnata da madeira Charles Canfield. Desde então, foram 125 anos de vida desse que ainda é considerado um dos melhores iates a vapor do início do século 20 ainda existentes.
O que também aumenta o status de raridade é o fato de que este é um dos três navios semelhantes restantes no mundo, segundo o Museu Rahmi Koc. No entanto, ele teve que passar por poucas e boas para ficar novinho em folha, como está agora.
Um bravo guerreiro
O design é bem característico da época em que foi construído. Projetado por H.C. Wintringham durante a era de ouroda náutica, o barco de 138 pés (42 metros) de comprimento apresenta uma silhueta clássica e dois mastros imponentes, sendo um dos destaques de um modelo que demonstrava uma engenharia avançada para a época, incluindo a propulsãoa vapor.
Cangarda no ano de 2017, antes da mais recente reforma. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Bruce C. Cooper/ Reprodução
Sua história, no entanto, tomou alguns rumos curiosos. Ao longo do último século, o Cangarda mudou de posse diversas vezes e passou por pequenas e grandes reformas. No seu auge, o clássico iate a vapor recebeu líderes mundiais e até serviu como navio-escola para a Marinha Real Canadense durante a Segunda Guerra Mundial.
Entretanto, próximo da virada do século, em 1999, a embarcação afundou lentamente no seu próprio cais em decorrência do abandono e da falta de manutenção. O evento foi considerado o estopim para que o barco fosse resgatado do fundo do oceano, por onde ficou por cerca de um ano e meio.
O resgate foi conduzido por equipes de salvatagem marítima e demorou tanto tempo por conta das condições do barco. Nesses casos, quando a embarcação já é antiga e se encontra bem deteriorada, as equipes buscam não “puxá-lo” de uma vez, mas sim trazer o casco de volta à flutuação natural, com o mínimo de estresse estrutural.
Foto: RMK Museum/ Divulgação
Desde então, o iate foi resgatado e passou pela mão de alguns donos. Em 2002, o Dr. Robert McNeil adquiriu o iate com o objetivo de restaurá-lo. Dois anos depois, sob comando de McNeil, a Rutherford’s Boat Shop, na Califórnia (EUA), iniciou um projeto de reconstrução completo, que seria finalizado em 2009.
Atualmente, o Cangarda pertence ao empresário turco Rahmi M. Koc, fundador do museu onde hoje a embarcação é exibida, que adquiriu o modelo em 2024. Foi ele o responsável pelo mais recente upgrade, que teve o objetivo de transformar o navio em uma peça de exibição.
Novinho em folha
A última repaginada foi comandada pelo estaleiro RMK Yachts, de Istambul, começando ainda em 2024 e sendo finalizada apenas em 2026. Entretanto, a proposta dessa nova reforma não era tão simples: “proteger o seu espírito, não reinterpretá-lo”, conforme detalhou Cunyet Okcu, diretor da empresa turca.
Foto: Instagram @rahmi.m.koc.muzesi/ Reprodução
Desde o início, não encaramos o Cangarda como um projeto de reforma, mas como uma responsabilidade com o patrimônio marítimo global-contou o diretor
Tanto é que a mudança foi concentrada meticulosamente na conservação de todos os acessórios de latão e bronze. Os espaços interiores, por sua vez, foram considerados um “documento vivo” de sua época, tendo seus móveis, materiais, acabamentos e arranjos originais mantidos.
Foto: Instagram @rahmi.m.koc.muzesi/ Reprodução
Contudo, alguns retoques foram necessários. Logo ao chegar em Istambul, em outubro de 2024, o Cangarda enfrentou reforma mecânica, renovação interior e atualização no equipamento de mastreação, convés e sistemas de segurança — tudo com a mentalidade de conservação de nível museológico.
Como era de se imaginar, eles também revitalizaram o sistema de propulsão a vapor, consultando até especialistas internacionais em engenharia naval do século 20. Embora a configuração inicial tenha sido mantida, componentes selecionados foram reconstruídos para atender aos padrões de segurança operacional.
Devidamente reformado e testado nas águas, o Cangarda vai “descansar” no museu como um testemunho vivo dos primórdios da navegação a vapor. Inclusive, esse barco será tema de um novo documentário, previsto para ser lançado até o final de 2026.
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral
Não é de hoje que a velabrasileira escreve capítulos importantes ao redor do planeta. Desta vez, porém, os livros de história terão que dedicar boas páginas ao Barco Brasil: neste sábado (18), a equipe venceu a categoria Sharp (barcos de proa fina), ficou em 3º lugar na classificação geral e fez história na Globe 40 2025/2026, a regata de volta ao mundo que reúne velejadoresamadores e profissionais.
A façanha foi alcançada por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, dupla que forma a única equipe brasileira da Globe 40. Eles chegarem em Lorient, na França, no último sábado (18), tornando-se o segundo time a cruzar a linha de chegada entre os Sharp, resultado que garantiu o título de campeões da Globe 40 na categoria.
Essa é uma das raras participações brasileiras em uma regata de volta ao mundo, com o time verde e amarelo sendo o único latino-americano da competição. O Barco Brasil também foi o único a completar todas as etapas da Gobe 40 sem realizar troca de tripulação.
Foto: Instagram @globe40_/ Reprodução
Além do desempenho esportivo, a campanha chama atenção fora das águas. Isso porque Caldas e Bolina competiram sem patrocínio, carregando apenas a bandeira do Brasil em uma das competições mais desafiadoras da vela oceânica mundial. Todas as despesas envolvidas com o barco foram aportadas pelo próprio time.
O rumo até o pódio
A última pernada, que partiu de Recife, no Brasil, rumo a Lorient, noroeste da França, começou no dia 29 de março. Para completar o trajeto, a dupla levou exatos 19 dias, 22 horas, 30 minutos e 25 segundos, tempo que permitiu à equipe ser a segunda da Sharp a chegar ao destino, mas a primeira no somatório de toda a categoria.
Foto: Instagram @globe40_/ Reprodução
Queremos agradecer a todos que nos apoiaram. Foi uma cadeia gigante de apoio, de incentivo. E para nós, que passamos bons e maus momentos, foi sempre o pilar da nossa vontade de fazer o melhor– declarou José Guilherme ao atravessar a linha de chegada
Porém, antes de fazer história na vela brasileira, a dupla enfrentou momentos de apuros ao longo dos mais de oito meses a bordo. Um deles ocorreu na 5ª pernada, entre Valparaíso (Chile) e Recife, quando o veleiro sofreu sérios problemas técnicos e estruturais devido às condições severas de vento e mar.
Por conta disso, no período entre a 5ª e 6ª etapa, a embarcação precisou de reparos em velas, instrumentos de bordo e outros equipamentos — um aporte financeiro expressivo e inesperado.
Uma vida à vela
Outro ponto que merece destaque é o preparo físico, mental e técnico da dupla, em uma modalidade que exige muito dos competidores. Vale ressaltar que ambos já têm mais de 60 anos — José possui 64, enquanto Bolina tem 60 — e outras carreiras além da vela.
Foto: Instagram @globe40_/ Reprodução
José, por exemplo, é neurorradiologista do Hospital Sírio-Libanês, e Bolina é um operário aposentado, que agora dedica seu tempo a dar aulas de prancha de wingfoil (uma prancha com uma “asa” subaquática) em Ilhabela. Mas, claro: ambos velejam desde cedo.
Inclusive, o neurocirurgião se dividiu entre a regata da Globe 40 e o atendimento aos seus pacientes em São Paulo em cada parada da jornada. Ao longo da competição, foram três vitórias e três segundos lugares nas pernadas — tudo isso, repitimos, sem tripulantes suplentes.
Foto: Instagram @globe40_/ Reprodução
Ao todo, 10 barcos participaram do desafio, todos Classe 40 — daí o nome Globe 40. Oito deles são da categoria Sharp (com a proa mais pontiaguda e mais lentos), modalidade vencida pelo Barco Brasil; e dois da categoria Scow (proa mais arredondada).
O título geral ficou com o veleiro francês Crédit Manuel, comandado pelos também franceses Ian Lipinski e Antoine Carpentier; o segundo lugar terminou com a equipe belga da Belgium Ocean Race – Curium, formada pelo belga Jonas Gerckens e o francês Benoit Hantzperg.
Espaço sobre as águas da Baía de Guanabara reuniu personalidades do setor durante o salão náutico, que terminou neste domingo (19) de abril na Marina da Glória
A Marina da Glória voltou a receber o Rio Boat Show 2026, que movimentou as águas cariocas até o dia 19 de abril. Em sua 27ª edição, o evento reuniu embarcaçõesna água, experiências interativas e as principais marcas do setor, entre equipamentos, acessórios e serviços. Em meio à programação, o Lounge NÁUTICA se destacou como ponto de encontro do mercado.
O espaço reuniu convidados e profissionais do universo náutico em um ambiente pensado para conexões — tudo isso com vista privilegiada da Baía de Guanabara e cartões-postais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ao fundo. Entre encontros, conversas e registros, uma coisa é certa: o movimento por lá não passou despercebido. Confira:
Sandra Negrini e Ernani Paciornik. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaOtto Aquino e Guilherme Kodja. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaMaria Eduarda Marques e Izabela Marques. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaMaria Eduarda Marques, Antônio Augusto e Izabela Marques. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaRaphaella Willer e Felipe Lamarca. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaMeg Kede e Reinaldo Kede. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaPatrícia Fonseca. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaGabriella Monteiro e Samuel Sardagna. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaRenata Rocha e Kai. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaMayre Coimbra e Jorge Arakelian. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaAbelardo Santos, Rubi Decor e Mayre Coimbra. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaÍris Silper. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista NáuticaHeitor Denari e Letícia Sampaio. Foto: Gabriela Dominguez/ Revista Náutica
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chegou à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes puderam conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
Foi possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
“Participar do Rio Boat Show em parceria com a YB Nautic Group, representante dos estaleiros europeus Sanlorenzo, Princess e De Antonio no Brasil, é um reconhecimento do nível de exigência e da qualidade do trabalho que desenvolvemos. Essa troca internacional eleva o padrão do mercado e nos desafia a ir ainda mais longe em termos de inovação e sofisticação.”
“Cada embarcação que assinamos nasce de um olhar muito atento ao estilo de vida do proprietário, design de cada embarcação. Não se trata apenas de estética, mas de traduzir hábitos, expectativas e experiências em soluções reais. Nosso objetivo é que o cliente se reconheça em cada detalhe — desde o toque do tecido até a atmosfera do ambiente, com o conforto e estilo da casa dele em qualquer lugar que ele esteja”.
A yacht designer assinou a decoração do iate SD90, da construtora naval italiana Sanlorenzo. Foto: Thyago Andrade / Divulgação
“No ambiente náutico, o desafio é constante: unir beleza, conforto e performance. Trabalhamos com tecnologias têxteis avançadas para áreas externas, garantindo resistência e durabilidade, enquanto nos interiores buscamos reproduzir a sensação acolhedora de uma casa. É esse equilíbrio que define o verdadeiro luxo a bordo”.
Foto: Thyago Andrade / Divulgação
“A abertura do nosso escritório em Miami, no Design District, foi um passo natural diante do crescimento da demanda internacional. Miami é hoje um hub estratégico para o design e para o mercado náutico, e estar presente ali nos permite atender nossos clientes com mais proximidade e agilidade no atendimento, além de ampliar conexões globais”.
Foto: Thyago Andrade / Divulgação
“Estamos em um momento de forte expansão. Além dos Estados Unidos, já estamos desenvolvendo parcerias importantes na Europa, que devem trazer novidades em breve. Buscamos consolidar a marca Fabianne Domingos Yacht Interior Designer como uma referência em curadoria de decoração e no desenvolvimento de rouparia sob medida e personalizada em um atelier próprio e exclusivo para o mercado náutico.”
Fabianne Domingos
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
A Marina da Glória volta a receber o Rio Boat Show 2026, que segue movimentando as águas cariocas até o dia 19 de abril. Em sua 27ª edição, o evento reúne embarcaçõesna água, experiências interativas e as principais marcas do setor, entre equipamentos, acessórios e serviços. Em meio à programação, o Lounge NÁUTICA se destaca como ponto de encontro do mercado.
O espaço reúne convidados e profissionais do universo náutico em um ambiente pensado para conexões — tudo isso com vista privilegiada da Baía de Guanabara e cartões-postais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ao fundo. Entre encontros, conversas e registros, uma coisa é certa: o movimento por lá não passa despercebido. Confira:
Eduardo Colunna, Luciana Soares, Cacau Peters e Luiza Faria. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaJosé Lima, Ernani Paciornik e Valderico Luiz dos ReisFoto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaFernando Alves. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaErnani Paciornik e Marcio Schaefer. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaThalita Vicentini, Paulo Thadeu (Real Powerboats), Ernani Paciornik e Marcello Galvão Bueno. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaLayla Moura e Mariana Bandeira. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaThiago Veiga. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaJuliana Fonteles e Denilson Alcântara. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaErnani Paciornik e Siomara Paciornik. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaMarco do Carmo e Ernani Paciornik. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaFernando Martins e Ernani Paciornik. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaAdriana Scalabrin e Dinez Rezende. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaCarolina Coelho Gonçalves e Ernani Paciornik. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaGianne Saraiva, Lucca Saraiva e André Luiz Nascimento. Foto: Amanda Ayssa/ Revista Náutica
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Neste último dia de Rio Boat Show 2026, o NÁUTICA Talks, que nesta 7ª edição conta com o patrocínio da Vibra, promete encerrar o evento com chave de ouro, com nada menos que cinco palestras que prometem atrair o público ao maior salão náutico da América Latina, no pavilhão da Marina da Glória.
Para hoje, quem visitar o evento poderá acompanhar palestras sobre diferentes assuntos. Com cinco nomes, a programação deste domingo (19) começa às 15h e vai até às 20h, quando se inicia o último bate-papo.
Confira as palestras deste domingo (19) no NÁUTICA Talks
15h | Adilson dos Santos – Treinamento avançado em jet para vencer situações extremas no mar;
16h | Tatiana Novaes – Timoneira e tripulação: trabalho em equipe nas regatas?;
17h | Beto Toledo – Brasil: um grande potencial náutico ainda pouco aproveitado;
18h | Felipe Lamarca – Tubarões na costa brasileira: mitos, verdades e convivência no mar;
19h | Fernando Melo – Mergulho recreativo para navegadores: inclusão da experiência a bordo.
Vibra no NÁUTICA Talks
O Rio Boat Show 2026 também será palco para as novidades tecnológicas da Vibra, que apresenta soluções de alta performance para diferentes perfis de navegação. A companhia destaca a gasolina Petrobras Podium, ideal para lanchas esportivas que buscam máxima octanagem e proteção do motor; e a linha Verana, voltada a iates e embarcações de grande porte.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
De acordo com a marca, o Diesel Verana traz o diferencial sustentável do Diesel R5 e um exclusivo aroma de banana caramelada, que proporciona mais conforto a bordo ao eliminar o odor característico do combustível convencional.
Inclusive, para detalhar essas inovações, o especialista Thiago Veiga, Gerente de Desenvolvimento Técnico de Produtos da Vibra, conduzirá um painel no NÁUTICA Talks, no dia 18 de abril, às 14h, com o tema “Benefícios do Diesel Verana: o melhor diesel náutico do Brasil“, que foca na longevidade dos motores de ponta. Durante a palestra, haverá ainda a entrega de brindes exclusivos, como a toalha de Verana e o boné Podium.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Neste sábado (18), o palco do NÁUTICA Talks, circuito de palestras que acontece dentro do Rio Boat Show 2026, recebeu Thiago Veiga, gerente de Desenvolvimento Técnico de Produtos da Vibra, para um bate-papo a partir do tema “Benefícios do Diesel Verana: o melhor diesel náutico do Brasil”. O produto, tido como o único diesel premium do país, passou por uma mudança na formulação recentemente.
Thiago explicou que o Verana, junto com a gasolina Podium — ambos exclusivos dos Postos Petrobras — está entre os combustíveismais utilizados no segmento náutico. Desde janeiro deste ano, o diesel passou a contar com uma nova formulação, que substitui o biodiesel por 5% de conteúdo renovável proveniente de HVO (diesel verde produzido por hidrotratamento nas refinarias da Petrobras).
Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica
De acordo com Veiga, diferentemente do biodiesel — não recomendado ao segmento náutico devido ao risco de formação de depósitos e borra gelatinosa —, o HVO é um hidrocarboneto idêntico ao diesel de petróleo, sem risco de depósitos ou contaminação.
O Verana sempre trouxe preocupação com o meio ambiente, sendo o único diesel náutico com apenas 10 ppm de enxofre, um nível muito baixo que reduz a agressão ambiental– explicou Thiago Veiga
A solução busca garantir a limpeza e proteção do motor, o que resulta em redução de custos de manutenção. Veiga destacou que o diesel “continua com máxima performance e menor impacto ambiental”, ao passo que oferece, ainda, conforto na navegação através de um aromatizante de banana caramelizada, que ajuda a eliminar a sensação de maresia causada pelo cheiro do diesel comum.
Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica
A gente precisa manter todo o sistema de injeção limpo para que a pulverização do combustível seja alinhada ao que a montadora planejou e, com isso, a eficiência da queima e o funcionamento do motor sejam melhores– frisou
Em termos de números, o executivo detalhou que testespadronizados mostraram que o Verana proporciona quase 100% de eliminação de depósitos (99% de eficácia) em comparação ao óleo diesel marítimo (ADM) comum. Enquanto o ADM pode ter até 5.000 ppm de enxofre, o que gera resíduos fuliginosos que entopem filtros e bicos, o Verana possui apenas 10 ppm, eliminando totalmente esse tipo de problema na câmara de combustão e no sistema de injeção.
Ainda durante a palestra, Veiga reforçou que tanto o Diesel Verana quanto a Gasolina Podium podem permanecer no tanque do barco, do jet ou até no tanque de armazenagem do posto por seis meses com segurança. “Eles não degradam e, mesmo depois de seis meses estocados, quando a gente analisa o combustível, ele ainda está em total condição de uso”, detalhou.
É uma garantia que os Postos Petrobras trazem para esse segmento, que tem sazonalidade e menor giro de combustível no inverno, o que gera essa preocupação– ressaltou Thiago Veiga
A 7ª edição do NÁUTICA Talks conta com o patrocínio da Vibra, que leva ao palco do Rio Boat Show 2026 soluções de alta performance para diferentes perfis de navegação, com destaque para a gasolina Petrobras Podium, ideal para lanchas esportivas; e a linha Verana, voltada a iates e embarcações de grande porte.
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
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RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Expedição liderada por Renan Macedo e Alisson Guedes chegou ao salão náutico, vinda de Niterói, para uma apresentação exclusiva. O evento segue até domingo (19)
As águas do Rio Boat Show 2026 ficaram ainda mais agitadas na tarde deste sábado (18). O evento foi parada de uma expedição de motos aquáticas que reuniu mais de 50 participantes em um desfile de jets pelas águas do salão náutico, com direito a apresentação exclusiva com manobras, música e muita animação.
O evento — que termina neste domingo (19), na Marina da Glória — reúne mais de 100 embarcaçõesem exposição e tradicionalmente conta com um Desfile de Barcos, atração que reúne os principais modelos das marcas presentes em uma verdadeira “passarela aquática” sobre as águas. O desfile de jets, embora recente, deve seguir o mesmo caminho — ao menos ao que depender do público.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os visitantes se reuniram em peso para acompanhar de perto a programação e interagir com os mais de 50 amantes de moto aquáticas que chegaram ao evento vindos diretamente de Niterói (RJ). A ação contou com o apoio e participação da Tropa da Usina do Jet, fundada por Renan Macedo, e também a presença do youtuber Alisson Guedes.
No palco do evento, Macedo não deixou de agradecer a oportunidade de desfilar com sua moto aquática ao lado de tantos amigos.
A gente se organizou bem rapidamente para poder fazer o desfile. Eu falei: ‘a gente não pode perder esse momento do Rio Boat Show’– revelou Renan
O organizador do desfile de jet também agradeceu à Marinha do Brasil e às marcas Valenvic e Meu Beach Club pelo apoio para viabilizar o encontro. “Se a gente continuar levando esse amor [pelo jet] com respeito, [o movimento] só tem a crescer. Estarmos junto dessas incríveis máquinas que vimos durante esse espetáculo é emocionante”, completou.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já Alisson Guedes não escondeu o orgulho de estar presente no Rio Boat Show, principalmente por meio da expedição. “É uma satisfação muito grande estar nessa experiência única. Eu vim aqui no Boat Show há alguns anos admirar as lanchas. Hoje poder entrar aqui com jet e estar junto dessa galera é histórico para mim. Vai ficar guardado no meu coração”, contou à NÁUTICA.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Durante toda a expedição, ele, aliás, estave acompanhado de sua esposa, Stephanie Periseé, que revelou como nasceu o interesse pelas viagens de moto aquática. “Eu confesso que não gostava muito, mas depois de tanto ele me mostrar o amor dele pelo jet, eu acho que hoje gosto até mais do que ele”, brincou.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Eu amo estar aqui. Acho muito emocionante tudo que o [Boat Show] proporciona e se Deus quiser ainda vamos viver muitas experiências em cima das motos– concluiu Periseé
A expedição ainda teve um marco importante: pela primeira vez, o encontro contou com uma mulher pilotando um jet. “A experiência foi incrível! É muito legal. Cada vez tem mais mulheres entusiasmadas e, da próxima vez, se Deus quiser, vai ter mais”, disse Carol, pioneira feminina do desfile de jets.
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Entre os principais diferenciais do Rio Boat Show está o fato de dezenas de barcos poderem ser vistos — e testados — nas águas. Nesta 27ª edição, que acontece até domingo (19) na Marina da Glória, os visitantes podem completar um circuito 360° nas águas graças à uma ponte móvel, impulsionada por um motor Yamaha.
A ponte móvel do Rio Boat Show 2026 permite abrir caminho para que embarcações exibidas no salão náutico possam sair para test drives. A ponte tem 25 metros de comprimento, 2,70 metros de largura e recebe milhares de visitantes durante todos os dias do evento.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O equipamentoresponsável por movimentar toda essa estrutura é um motor de popa Yamaha de 20 hp e 4 tempos, o F20BMHS. Além de dar conta da estrutura no Rio Boat Show 2026, essa tecnologia será utilizada em outros Boat Shows com estruturas aquáticas, como ocorre em Itajaíe em Salvador. Em todos eles, o motor responsável por abrir caminhos através da ponte móvel será da Yamaha.
Foto: Erik Barros Pinto Revista Náutica
Foi a ponte móvel do Rio Boat Show 2026, inclusive, que permitiu que o tradicional Desfile de Barcos fosse mais um sucesso da edição. A passarela móvel ampliou a mobilidade das embarcações, que puderam cruzar do lado externo do circuito até o centro do desfile, para ganhar os holofotes da atração.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Não é novidade que a motorizaçãode popa não é unânime entre os brasileiros — que prezam por cada centímetro da parte de trás do barco para o lazer. Nesse sentido, uma solução apresentada pela De Antonio Yachts, estaleiro espanhol que participa do Rio Boat Show, promete fazer esse conceito ser repensado.
A empresa apresenta três embarcações na 27ª edição do salão náutico carioca: D32, D42 e D50 — esse último, o grande destaque. No conjunto, uma característica em comum chama atenção: os motores de popa estão ali, mas passam completamente despercebidos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Vasco Trindade, CEO da YB Nautic Group (marca que representa o estaleiro no Brasil), contou à NÁUTICA que “apesar de contar com motores de popa, eles ficam ocultos, o que surpreende o público. Muitos chegam a acreditar que se trata de um modelo com motorização interna”.
Essa solução tem chamado bastante atenção e sido um diferencial importante– destacou Trindade
Na prática, o estaleiro consegue entregar uma popa contínua e ampla, transformando a área em um grande espaço de convivência e lazer. O espaço que normalmente seria ocupado pelos motores vira um novo solário, ampliando o uso do deck.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Se tratando do modelo de 50 pés, destaque da marca no evento, a performance também é digna de atenção. Conforme detalhou Trindade, a embarcação alcança até 45 nós (cerca de 83 km/h). “É um barco superinteressante, com um volume enorme e muito espaço habitável.”
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Versátil, o D50 Open permite diversas configurações, com opções de dois ou três camarotes, um ou dois banheiros e diferentes arranjos de motorização — que pode variar de dois a quatro motores de popa. Além disso, o barco se destaca pelo equilíbrio entre desempenho e habitabilidade, oferecendo amplos espaços internos e externos aliados a uma navegaçãoeficiente. São 12,65 metros de comprimento e capacidade para até 12 pessoas.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Entre os mais de 100 barcos expostos no Rio Boat Show 2026, alguns atraem olhares ainda mais curiosos. É o caso do iateSD90, da construtora naval italiana Sanlorenzo, que faz sua estreia no Brasil durante a 27ª edição do salão náutico carioca.
Nas palavras de Vasco Trindade, CEO da YB Nautic Group (marca que representa o estaleiro no Brasil), esse é “um barcoque se destaca de longe, principalmente pelo design completamente diferente”. Não à toa: trata-se de uma embarcação de 27,43 metros de comprimento e 7 metros de largura.
A ideia era trazer um modelo especial, um barco único. E conseguimos– destacou Trindade em entrevista à NÁUTICA
O SD90 aposta em uma arquitetura semideslocante, que equilibra eficiênciade navegação e grandes volumes internos, oferecendo a sensação de um barco ainda maior. O projeto prioriza a habitabilidade a bordo, com ambientes integrados e amplas superfícies envidraçadas que conectam interior e exterior.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O layout contempla dois decks principais e um flybridge aberto, com design assinado pelo estúdio Zuccon International Project. Ao todo, a embarcação acomoda até oito convidados em quatro cabines, além de quatro tripulantes.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Outro destaque está na eficiência tecnológica, com opções de motorizaçãoque chegam a 17 nós (cerca de 31 km/h) de velocidade máxima e foco na redução de consumo, incluindo alternativas sustentáveis.
A qualidade impressiona e tem chamado muita atenção. Estamos falando de uma das melhores marcas que existem– frisou Vasco Trindade
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Fundada em 1958 na região de Florença, a Sanlorenzo é especializada na produção de iates de luxo e superiates sob medida, com longa tradição no mercado. Nesse sentido, Vasco fez uma analogia simples, mas que resume a passagem da marca do evento: “enquanto há muitos clientes para Mercedes, sempre existe aquele que busca um Bentley — e é exatamente esse público que queremos atender”.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
O Rio Boat Show ganhou um ar ainda mais internacional em 2026 — prova disso é a imponente presença inglesa da Princess Yachts no salão náutico. Parte do grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), representada no Brasil pela YB Nautic Group, a marca apresenta na Marina da Glória duas gigantes: a Princess X80 e a Princess Y72.
As duas embarcaçõesbritânicas, expostas sobre as icônicas águas da Baía de Guanabara, seguirão atraindo olhares dos visitantes do evento até este domingo (19), período em que a lista de elogios à marca — que já arrancou aplausos durante o Desfile de Barcos — tende a crescer.
Vasco Trindade, CEO do YB Nautic Group, falou à NÁUTICA sobre a presença da marca no salão carioca. Para ele, não é apenas o porte dos barcos chama a atenção. No caso da Princess X80, por exemplo, o executivo destaca a singularidade da embarcação em meio aos modelos expostos no evento.
É um barco único. Realmente algo diferenciado– afirma o CEO
Princess Y72, à esquerda; e Princess X80, à direita. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Modelo da Princess escolhido para desfilar na passarela náutica na noite do dia 12 de abril, durante o tradicional Desfile de Barcos, o iate soma 25,11 metros de comprimento (80 pés), espaço que acomoda até oito hóspedes em quatro suítes, além da tripulação. Na navegação, a embarcação conta com a potência de motores MAN V12‑1900, que garantem até 30 nós de velocidade (cerca de 55 km/h).
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Marca carimbada da X80, o conceito de “super flybridge” (que oferece mais de 30% de volume adicional) proporciona integração total entre interior e exterior, com destaque aos amplos painéis de vidro e aos ambientes generosos — que podem ser conferidos de perto na Marina da Glória.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A autonomia para longas travessias também é um grande chamariz do modelo, que possui um tanque de 7.000 L. Todos esses atributos só reforçam o posicionamento ultra premium da marca.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaFoto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Para acompanhar a grande estrela da Princess no salão, a escolhida foi a Y72. Com 22, 80 metros de comprimento (72 pés), a lancha é conhecida por combinar desempenho de até 35 nós (aproximadamente 64 km/h) com um casco de última geração.
Princess Y72. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
O interior, por sua vez, é amplo e luminoso, acomodando quatro cabines en‑suite (com um banheiro privativo anexado diretamente ao quarto) para oito convidados e cabine de tripulação com acesso independente. Não à toa, a aposta da Princess em trazê-la foi corretíssima, segundo Trindade.
A 72 é um modelo moderno, com uma decoração bonita. Todo o mundo está elogiando, então acho que isso é bom– disse Vasco Trindade à NÁUTICA
Além da Princess Yachts, a YB Nautic Group atua na presença da italiana Sanlorenzo e da espanhola De Antonio Yachts no Rio Boat Show 2026.
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
A Marina da Glória volta a receber o Rio Boat Show 2026, que segue movimentando as águas cariocas até o dia 19 de abril. Em sua 27ª edição, o evento reúne embarcaçõesna água, experiências interativas e as principais marcas do setor, entre equipamentos, acessórios e serviços. Em meio à programação, o Lounge NÁUTICA se destaca como ponto de encontro do mercado.
O espaço reúne convidados e profissionais do universo náutico em um ambiente pensado para conexões — tudo isso com vista privilegiada da Baía de Guanabara e cartões-postais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ao fundo. Entre encontros, conversas e registros, uma coisa é certa: o movimento por lá não passa despercebido. Confira:
Thalita Vicentini, Roberto Paião (CEO do Grupo Okean) e Otto Aquino. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaMarcio Ishikawa (CEO da Ross Mariner), Thalita Vicentini, Stella Ross (Ross Mariner) e Otto Aquino. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaRicardo Carvalho e Simone Meire. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaRicardo Motta e Fernanda Motta. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaJairo Geiber, Guilherme Pinho e Rodrigo Branco. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaLuckson Ween e Sofia Litzinger. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaDanielle Guimarães e Mylena Ciribelli. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaErasmo Lopes. Foto: Amanda Ayssa/ Revista NáuticaIsaac Mariano. Foto: Amanda Ayssa/ Revista Náutica
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
O circuito de palestras da 7ª edição do NÁUTICA Talks, que neste ano conta com patrocínio da Vibra, continua neste sábado (18), oitavo dia do Rio Boat Show 2026. A atração, que vem chamando atenção do público do maior salão náutico outdoor da América Latina, seguirá até amanhã, dia 19 de abril, no pavilhão da Marina da Glória.
Neste penúltimo dia de evento, os visitantes terão a programação de palestras mais recheada desta edição, com sete atrações. Às 20h, quem fechará a rodada de bate-papo será a velejadora Theodora Prado, que recentemente se tornou a primeira mulher a completar a regata Cape2Rio sozinha — e falará sobre essa experiência no palco do Talks.
Confira as palestras deste sábado (18) no NÁUTICA Talks
14h| Thiago Veiga– Benefícios do Diesel Verana: o melhor diesel náutico do Brasil
15h | Maurício Salles – A 1ª expedição científica brasileira à Ilha da Trindade;
16h | Thiago Ricciotti – Até quando vale a pena reformar um barco?;
17h | Luciano Guerra – Telecomunicação a bordo: como não ficar incomunicável em travessias;
18h | João Kairalla – Os desafios das expedições com jet pelo Brasil;
19h | Petrussia Soares – Como um barco pode mudar sua vida;
20h | Theodora Prado – Cape2Rio em solitário: do planejamento até a linha de chegada.
Vibra no NÁUTICA Talks
O Rio Boat Show 2026 também será palco para as novidades tecnológicas da Vibra, que apresenta soluções de alta performance para diferentes perfis de navegação. A companhia destaca a gasolina Petrobras Podium, ideal para lanchas esportivas que buscam máxima octanagem e proteção do motor; e a linha Verana, voltada a iates e embarcações de grande porte.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
De acordo com a marca, o Diesel Verana traz o diferencial sustentável do Diesel R5 e um exclusivo aroma de banana caramelada, que proporciona mais conforto a bordo ao eliminar o odor característico do combustível convencional.
Inclusive, para detalhar essas inovações, o especialista Thiago Veiga, Gerente de Desenvolvimento Técnico de Produtos da Vibra, conduzirá um painel no NÁUTICA Talks, no dia 18 de abril, às 14h, com o tema “Benefícios do Diesel Verana: o melhor diesel náutico do Brasil“, que foca na longevidade dos motores de ponta. Durante a palestra, haverá ainda a entrega de brindes exclusivos, como a toalha de Verana e o boné Podium.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Além de reunir dezenas de embarcaçõessobre as águas da Baía de Guanabara, o Rio Boat Show 2026 apresenta ainda uma área dedicada ao shopping náutico, com expositores que levam ao público uma ampla variedade de produtos voltados a esse universo — e até de outros.
O espaço, no pavilhão da Marina da Glória, reúne desde equipamentose acessórios para embarcações até itens de lifestyle, tecnologia e soluções que complementam a experiência no mar. A proposta é ir além das águas, alcançando até mesmo quem procura por veículos de aventura em terra. Confira quem marca presença no Shopping do Rio Boat Show 2026:
Acobar
A ACOBAR (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos) é uma entidade que representa a indústria náutica nacional, reunindo estaleiros e empresas do setor com o objetivo de fortalecer e desenvolver o mercado no Brasil. No evento, a associação conta com um espaço reservado aos associados.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Ademicon
A Ademicon atraca no evento com soluções de crédito voltadas ao universo náutico — seja para trocar de jet, comprar um quadriciclo ou fazer um upgrade na embarcação. Segundo a marca, a proposta é um crédito planejado e sem juros.
Estande da Ademicon. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Surpreendentemente a cada ano melhora a qualidade do público. A marca também vai se tornando mais conhecida– disse Anvelino Andrade, sócio-diretor da Ademicon, sobre a evolução do salão
Agroquímica – Kelsons
Empresa que atua desde 1995 na produção e comercialização de laminado sintético de PVC, a Agroquímica fabrica estofados para barcos e móveis da área externa, todos com tratamento antifungo, antimofo e anti-UV. Como novidade, a marca apresenta no Rio o material Navarro, que, segundo Henrique Alves, gerente comercial da companhia, possui uma gravação ao estilo “diamantada”.
Estande da Agroquímica-Kelsons no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Armazém Off Road (Polaris)
Três modelos de UTVs Polaris são apresentados pelo Armazém Off Road: Polaris RZR Pro S, Polaris RZR XP 1000 e Polaris RZR 200 FI (infantil). Para Guilherme Demétrio, um dos fundadores da empresa, o destaque é o Polaris RZR Pro S, modelo que entrega 184 cavalos de potência e se sobressai principalmente pelo conjunto de suspensão — considerado um dos mais avançados disponíveis ao público.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
O sistema entende o que o carro precisa nos amortecedores para fazer uma curva melhor. Ele lê volante, freio e acelerador para ajustar tudo automaticamente– detalhou Demétrio
Bombordo
A conhecida plataforma de aluguel de barcos chega ao Rio Boat Show 2026 com uma novidade: pela primeira vez, a Bombordo atraca como uma empresa de compra e venda de embarcações. Entretanto, o estande continua recebendo clientes interessados em alugar um barco dentro do serviço da marca.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A gente trouxe um totem justamente para mostrar um pouco das nossas opções exclusivas à venda e para ajudar os proprietários que estão disponibilizando seus barcos para venda– explicou Rafael Tebet, CEO da Bombordo
BR Marinas
Durante o Rio Boat Show a empresa destaca seu conceito de “hotelaria náutica”, oferecendo não apenas a guarda, mas a hospedagem de barcos, com alto padrão de atendimento e serviços. Atualmente, a rede conta com 10 unidades no estado do Rio de Janeiro, o que a consolida como a maior operadora de marinas da América Latina. A empresa oferece vagas secas e molhadas, atendendo diferentes perfis de navegadores.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A gente não só guarda, a gente hospeda as embarcações– ressaltou Leandro Magalhães, coordenador comercial da BR Marinas
Car Station
Com mais de três décadas no mercado, a empresa apresenta no evento sua atuação com carrinhos elétricos multifuncionais, que vão muito além do uso tradicional no golfe. Hoje, os modelos são voltados a diferentes aplicações, como mobilidade em eventos, empresas, condomínios e grandes operações, com foco em praticidade e versatilidade.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Temos mais de 30 anos de mercado e uma empresa consolidada. Somos a maior locadora do Brasil, com cerca de 1.200 carros– detalhou Alexandre Estrella, diretor da Car Station
CFMOTO
Fundada em 1989, a CFMOTO é referência no desenvolvimento, fabricação e comercialização de motocicletas, quadriciclos e UTVs. No evento, a marca apresenta o Force U10XL Pro Highland, um UTV voltado para até seis ocupantes e que se destaca por um diferencial pouco comum na categoria: o ar-condicionado. A proposta é oferecer mais conforto sem abrir mão da versatilidade, especialmente em ambientes variados.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Os clientes adoraram, tanto na areia quanto em trilhas e até atravessando rio– destacou Fabio Pena, gestor CFMOTO
CL Vela
Mais do que expor barcos, o Rio Boat Show é também um convite para navegar pela icônica Baía de Guanabara. Pensando nisso, a escola náutica CL Vela leva o público à “Minha Primeira Velejada”, ação em que os visitantes podem dar uma volta em um dingue (todos os dias) ou em um veleiro oceânico (às sextas, sábados e domingos). Apesar da atividade na água, a empresa detém um estande no pavilhão.
CL Vela no Rio Boat Show 2026. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
ECOOLMOVE
A Ecomove apresenta no Rio Boat Show uma linha de veículos voltados à mobilidade em condomínios, resorts e áreas de alto padrão. Todos os modelos são elétricos, importados e montados no Brasil, com centros técnicos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Entre os destaques está o lançamento Bicar Sports Premium, que reúne recursos típicos de automóveis, como central multimídia com CarPlay, botão start/stop, bateria de lítio, painel em LED e conjunto de iluminação full LED. O interior também segue essa proposta, com banco premium e sistema de som.
Esse modelo foi desenvolvido com a mais moderna tecnologia do mundo em automóveis. Queremos que o cliente tenha a mesma sensação de um carro de luxo– frisou Thiago Abissamara, CEO Ecoolmove
Eco Marine
Marca que pertence ao guarda-chuva da Skafe Cosméticos, a Eco Marine, fundada em 2026, apresenta no Rio produtos de limpeza para lanchas, como lava-lancha com cera, lava-bote, difusor de ambiente com cheiro que remete ao mar, odorizador de sanitários e até mesmo hidratante corporal pós-sol.
Estande da Eco Marine, Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
É uma marca nova, lançamos em 2026, justamente porque o nosso presidente tem uma lancha, entende desse mundo, é apaixonado por esse mundo náutico– contou Nerphetti Monteiro, gerencial comercial da Eco Marine
IAT (Instituto Água e Terra)
O Instituto Água e Terra (IAT) é o principal órgão ambiental do Paraná, logo, sua proposta no evento é apresentar ao público o trabalho de conservação ambiental realizado no estado. Ao visitar o espaço, os visitantes conhecem as unidades de conservação administradas pelo órgão, são orientados sobre áreas protegidas próximas e podem conferir possíveis roteiros de visitação.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Temos um mapa com todas as unidades abertas à visitação e as atividades disponíveis. A ideia é ajudar a divulgar esses atrativos turísticos– destacou Tamy Piazer, servidora e engenheira civil
Kapazi
A Kapazi é uma marca brasileira com soluções voltadas ao acabamento e personalização de embarcações — reconhecida pela produção de tapetes e revestimentos. Entre os destaques no salão está a personalização em corte a laser, que permite criar projetos mais detalhados, complexos e exclusivos.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Outro lançamento é o Kap Boat, um piso com impressão em alta definição (4K), capaz de reproduzir madeira ou outros padrões visuais, com tratamento antiderrapante e proteção contra raios UV, unindo estética e funcionalidade.
Tem tratamento anti-UV e antiderrapante– explicou Fernando Nascimento, gerente nacional da marca
Litz e Faunah
Com a nova coleção Mar Selvagem, que traz uma paleta de cores que remete ao mar — como azul, terracota e marrom —, a Litz, tida como uma marca ecologicamente correta, apresenta em seu estande roupas e biquínis, como saídas com estampas autorais. “A coleção remete à mulher em sua mais pura sensibilidade, em sua mais pura naturalidade, em sua mais pura essência”, contou Sofia Litzinger, CEO da empresa.
Sofia Litzinger, CEO da Faunah. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista NáuticaHelly Verruno, diretora criativa da Faunah. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
No mesmo estande, a Faunah apresenta a coleção Wind, com peças únicas, todas confeccionadas na Índia, a partir de tecidos reaproveitados. “A gente colabora muito com essa pauta da natureza. A indústria que mais polui no mundo hoje é a do petróleo, e a segunda é a da moda”, salientou Helly Verruno, diretora criativa da Faunah.
Madri
Compatíveis com todos os tipos de fogão — inclusive por indução —, as panelas Moncoc, apresentadas pela Madri, abraçam vários estilos, que vão do design clássico até o mais futurista. A marca possui panelas no tamanho reduzido, ideal para quem tem barco, com a promessa de uma durabilidade de cerca de 30 anos.
Produtos da Madri no Rio Boat Show 2026. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A gente oferece um material que dá praticidade tanto na hora de cozinhar quanto de limpar– afirmou Mike Ksiek, CEO da Madri
Marinha do Brasil
Mais antigo dos três ramos das Forças Armadas do país, a Marinha do Brasil promove programas de conscientização e segurança nas águas, além de proteger nossas fronteiras. No Rio Boat Show, a Força apresenta um simulador interativo de navegação e jet utilizado em inspeções navais. De acordo com Pedro Marcon, Capitão de Fragata da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, o visitante também encontra informações sobre como fazer a inscrição da sua embarcação.
Ele escolhe sua embarcação e já sai com a informação de como fazer a inscrição do barco– detalhou
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Metalu
A Metalu, empresa por trás das estruturas de píeres e passarelas flutuantes dos maiores salões náuticos do Brasil, apresenta no evento suas soluções que combinam segurança, durabilidade e design moderno. No estande, os visitantes podem conhecer de perto os perfis de alumínio utilizados na fabricação, além de opções de acabamento em madeira e madeira ecológica.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A marca também exibe acessórios que complementam as estruturas, ampliando a praticidade das instalações e oferecendo uma solução completa para diferentes necessidades no ambiente náutico, conforme detalhou Flávia Lima, analista comercial da Metalu.
Meu Beach Club
Com um espaço exclusivo voltado ao lifestyle náutico, na Barra da Tijuca, o Meu Beach Club tem como proposta oferecer aos sócios acesso facilitado a embarcações, como jets e lanchas, além de uma estrutura completa de lazer.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
O clube reúne atrações como piscina, sauna, jacuzzi, música ao vivo e áreas voltadas para crianças. Durante o evento, a marca também oferece a possibilidade de obter habilitação náutica, cuidando de todo o processo para quem ainda não possui carteira de Arrais Amador ou Motonauta.
Temos também cotas náuticas, com jets compartilhados entre 5 e 10 pessoas. O cliente pode começar no clube, depois partir para a cota e até ter o próprio jet– explicou Vinicius Ferreira, diretor da marca
Oni Araras
O ONI Araras um empreendimento da região serrana do Rio de Janeiro, com 396 mil m² e 74 lotes que variam de 2 mil a 5 mil m². O projeto reúne uma série de diferenciais exclusivos para moradores, como restaurantes renomados — entre eles o Afrânio e o japonês Zai —, campo de golfe de 18 buracos, quadras de tênis, academia da Companhia Athletica e um mirante com heliponto.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
É o maior empreendimento que temos hoje na região serrana do Rio de Janeiro- destacou o corretor Renato Sivuca
Entre os principais destaques está a oferta de um helicóptero próprio, gerido pela Avanto, com agendamento de voos via aplicativo. O empreendimento também contará com um River Club às margens do rio Araras, que abrigará o Zai e uma unidade do SPA Saison. Mais da metade dos lotes já foi vendida, e o local receberá, em 1º de julho, o evento de decoração Master Casa. Todas as áreas e serviços são exclusivos para moradores e convidados.
Paraná
O estande do Paraná no evento tem como proposta divulgar o estado como destino turístico, com foco nos diferentes perfis de viagem que a região oferece. Ao passar pelo espaço, o visitante conhece os 18 territórios turísticos, cada um com suas particularidades, segmentos e potencialidades.
Sandra Negrini, diretora de Promoção e Inovação de Inteligência e Estratégia Turística da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná; e Rodrigo Pioli, chefe do Núcleo Regional do Litoral e da Região Metropolitana de Curitiba da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
“Recebemos o visitante e mostramos o que cada região tem a oferecer”, destacou Rodrigo Pioli, chefe do Núcleo Regional do Litoral e da Região Metropolitana de Curitiba da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná.
Posto Golfinho
A rede Posto Golfinho atua com postos flutuantes no estado do Rio de Janeiro, oferecendo abastecimento náutico aliado a serviços de conveniência. Atualmente, a empresa conta com unidades em Angra dos Reis e Niterói, com previsão de expansão para Paraty até o fim de 2026.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Além do combustível, temos uma loja de conveniência completa– frisou Daniel Peres, diretor de marketing do Posto Golfinho
Thermomatic
Fabricante de desumidificadores de ar, a Thermomatic está no salão com produtos que retiram até 20 litros de água. O destaque da empresa é o Plus 150, modelo compacto que retira até 12 litros, bivolt (110V e 220V) e que se acomoda em embarcações grandes e pequenas, de acordo com a marca.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
YouRoo
Empresa especializada em brinquedos aquáticos, a YouRoo atraca no Rio Boat Show 2026 com o lançamento do iAQUA Phantom 750 Race, jet subaquático todo produzido em fibra de carbono e que pode atingir até 24 km/h. Além desse produto, a marca está apresenta sua linha completa de infláveis, plataforma para moto aquática e o Oasis — uma ilha flutuante inflável.
Estande da YouRoo. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Também temos todo o catálogo que já trouxemos ano passado, como piscina, rede, boia e escorregador– completou Marcos Aurélio, diretor comercial da YouRoo
Zarpa.ai
“O Uber dos mares”. É assim que pode ser definida a Zarpa.ai, aplicativo de mobilidade náutica que opera em Angra dos Reis. A ideia é simples: você baixa o aplicativo gratuitamente, chama um taxi-boat, define o trajeto, acerta o preço com o marinheiro via app e pronto, chegará ao seu destino. No evento, a equipe está disponível para tirar qualquer dúvida sobre a plataforma.
Estande da Zarpa.ai. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
As viagens no nosso aplicativo são seguradas, fica com seguro de vida para todos os passageiros– garantiu Kauã Rodrigues, desenvolvedor do aplicativo
Com informações de Nicole Leslie, enviada especial ao Rio Boat Show 2026.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Rio Boat Show 2026. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
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