Quanto custa uma lancha no modelo multipropriedade?

Novo serviço da Flip Boat Club oferece planos com bom custo-benefício e cota para até seis pessoas

05/12/2025

Para quem deseja navegar num barco sem precisar adquiri-lo, a Flip Boat Club criou um novo caminho. Pensando em oferecer uma forma mais flexível e acessível de viver a experiência náutica, a marca anunciou recentemente o modelo de lancha compartilhada.

Com a opção de multipropriedade de lancha, o cliente da Flip, empresa especializada em serviços de compartilhamento de barcos, agora tem mais alternativas além dos veleiros — já consolidados entre os clientes da marca.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Nesse novo modelo, os cotistas podem adquirir lanchas novinhas de estaleiros como Mestra Boats e Sessa Marine e seminovas de outras marcas. Na modalidade, até seis pessoas compartilham a posse e o uso de um mesmo barco, dividindo custos como manutenção, marina e seguro.

Mas, na prática, quanto custa ter uma lancha no conceito de multipropriedade? Confira, a seguir, uma análise comparativa realizada pela Flip Boat entre os custos de ter uma particular e participar de um modelo compartilhado.

Custo estimado de uma lancha própria

Neste comparativo, Othon Barcellos, fundador da Flip Boat Club, calculou os custos de manter uma lancha de 30 pés, tamanho comum entre famílias que buscam conforto, desempenho e praticidade.

Imagem ilustrativa. Foto: marccalleja / Envato

Segundo a estimativa média da Flip, a despesa anual inclui depreciação entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, marina variando de R$ 25 mil a R$ 40 mil, tripulação e limpeza entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, manutenção de R$ 20 mil a R$ 35 mil, além de seguro e documentação entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Somando também o combustível, calculado entre R$ 15 mil e R$ 25 mil para um uso moderado, o custo total anual fica na faixa de R$ 158 mil a R$ 242 mil.

O modelo compartilhado

Assim como no modelo já consolidado de veleiros, a multipropriedade de lanchas da Flip Boat Club funciona com a gestão completa: o barco é mantido limpo, abastecido e pronto para uso, com sistema de agendamento online pelo aplicativo ou site.

 

Um exemplo prático:

  • A cota de 1/6 (ou seja, quando um cotista divide a cota com outras cinco pessoas) em uma lancha de 29 pés pode custar a partir de R$ 199 mil, com custos mensais médios de R$ 3 a 4 mil;
  • O uso garantido é de 60 dias por ano, o que cobre todos os principais períodos de lazer — finais de semana, feriados e férias.
Sessa C40, inclusa na modalidade de lanchas da Flip Boat Club. Foto: Sessa Marine / Reprodução

Ou seja, além da economia direta — que pode chegar a até 80% mais barato do que manter uma lancha própria, de acordo com a empresa — , o modelo da Flip traz outras vantagens relevantes como:

  • Gestão profissional: manutenção preventiva, limpeza e documentação sempre em dia;
  • Previsibilidade de custos: cotas fixas e compartilhamento transparente de despesas;
  • Zero preocupação: o cotista chega e o barco já está pronto para sair;
  • Valorização do ativo: as embarcações são renovadas periodicamente, mantendo alto padrão e liquidez das cotas;
  • Sustentabilidade: menos barcos ociosos significam menor impacto ambiental e melhor uso dos recursos náuticos.

Um conceito mais acessível

Segundo a marca, o novo conceito de lancha na multipropriedade une o melhor dos dois mundos: o prazer de navegar com preços mais acessíveis.

Sessa C40 é um dos modelos disponíveis para compartilhamento pela Flip Boat Club. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Criada para simplificar o acesso à navegação, a Flip Boat Club opera com veleiros, catamarãs e lanchas em sistema de uso compartilhado. A empresa está presente em nove destinos náuticos — Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre — e segue em expansão.

 

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    Dois em um: novo trimarã promete velocidade de regata oceânica e luxo de iate

    Projeto da Global Yacht Technology entrega comodidade de "gente grande" e tem casco principal inspirado na Fórmula 1

    Para quem sempre sonhou com um barco — ou melhor, um trimarã — que carregasse o espírito de regatas oceânicas e o conforto digno de um iate luxuoso, o Anahita é uma ótima pedida. Com 101 pés (31 metros de comprimento), a embarcação está em construção na França e tem entrega prevista para 2027.

    Mais recente projeto da Global Yacht Technology (GYT), o barco representa um ponto de inflexão no design de grandes projetos. Ao mesmo tempo que ele entrega uma arquitetura naval do mundo das regatas oceânicas, oferece também um conforto de dar inveja a muito iate.

    Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    Assim, a comodidade e a adrenalina navegam lado a lado — não à toa, o trimarã é definido como um “cruzeiro de alto desempenho” pela fabricante. Ronan Guérin, cofundador da Global Yacht Technology, descreve o Anahita como uma escolha “mais estável, mais potente e mais seguro do que um catamarã, mas também mais navegável, mais rápido e com melhor equilíbrio”.

    Essa arquitetura nos permite atingir um nível de desempenho e conforto antes inatingível em grandes iates de luxo– contou Guérin

    A VPLP Design, líder mundial em design de iates de regata e multicasco e superiates, — ou seja, tudo o que a GYT mais queria — foi a responsável pela arquitetura naval e pelo estilo exterior do Anahita, enquanto a Christophe Chedal Anglay cuidou dos interiores. A construção será concluída pelo estaleiro francês CDK Technologies.

    Qual é o segredo?

    Ninguém melhor para explicar o funcionamento desse trimarã do que Yann Prummel, designer de exteriores da VLP Design. De acordo com ele, o modelo foi inspirado na aranha Anahita punctulata, conhecida por sua velocidade e que carrega o nome de uma deusa persa associada às águas e a fertilidade.

    Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    A arquitetura multicasco do trimarã oferece estabilidade excepcional tanto navegando quanto ancorado, além de maior segurança em águas agitadas. Segundo a marca, a embarcação não é apenas mais estável e segura do que iates tradicionais, como mais leve e veloz.

    Feito inteiramente em fibra de carbono pré-impregnada e infundida, o projeto teve como foco principal a redução extrema de peso através desse recurso. Em deslocamento, ele chega a pesar “apenas” 35 toneladas. Isso é 60% a menos do que um iate a motor ou a vela, por exemplo.

    Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    Com tamanha leveza, alcança em torno de 25 nós (cerca de 46,3 km/h) e um tempo estimado de travessia do Atlântico de apenas seis dias, segundo a GYT. Prummel ainda aponta que o casco principal foi inspirado na fluidez encontrada na Fórmula 1 e em projetos de aviação.

     

    O calado — ainda mais para embarcações desse tipo — de 2 metros ainda permite que o trimarã acesse a ancoradouros remotos e navegue em águas rasas.

    Interiores de iate

    A parte interna foi pensada para atender os padrões mais exigentes, oferecendo conforto a longo prazo. O projeto é totalmente personalizável, podendo mudar desde a planta até os materiais e acabamentos. Mas a ideia é uma só: ser modular, flexível e adaptável à sua maneira de viver o mar.

    Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação
    Interiores do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    Ao todo, o barco acomoda até seis hóspedes e quatro tripulantes. O proprietário contará com uma suíte que ocupará nada menos que 12 metros quadrados e, de brinde, ganha uma vista panorâmica incrível e acesso direto ao convés.

    Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    Por lá, a separação é bem clara entre as áreas de hóspedes e áreas técnicas, tudo para facilitar o deslocamento entre as partes do barco.

    Integração entre a área externa e interna do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    Do lado de fora, uma área de 18 m² é dedicada ao relaxamento e banhos de sol e a um ambiente arejado de 160 m² localizado no convés da frente, ideal para socialização.

    Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

    O Anahita ainda possui painéis solares integrados por 36 m², que dá maior autonomia longa da costa. Assim, o trimarã da GYT cumpre sua proposta de ser mais rápida, mais flexível e mais autossuficiente. Até o momento, a primeira unidade já foi vendida.

     

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      Assista: fotógrafo faz registro impressionante de baleia de Bryde respirando na superfície

      Rafael Mesquita captou o momento no final de novembro, nas águas de Ilhabela

      04/12/2025

      O som de uma baleia de Bryde (Balaenoptera brydei) respirando encantou a internet nos últimos dias. O registro impressionante, feito e publicado pelo fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita, mostra o animal subindo à superfície em 29 de novembro, nas proximidades da Pirabura, em Ilhabela, Litoral Norte de São Paulo.

      Segundo Mesquita, trata-se de uma fêmea, uma vez que ele mesmo a avistou anteriormente, acompanhada de um filhote — que, a essa altura, “deve estar sozinho pelo mar”, como detalhou. Assista:

       


      O fotógrafo, que participa ativamente de projetos voltados a animais marinhos — como o Projeto Baleia à Vista, Megafauna Marinha do Brasil e Mantas de Ilhabela —, explica que a identificação das baleias de Bryde é feita pela nadadeira dorsal, que nesse caso é bem característica, já que é dobrada para o lado direito do animal. As manchas na pele também ajudam na identificação.


      Espero que essas baleias continuem se reproduzindo e encontrando alimento farto na nossa região!– concluiu

       

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        Inclusão: venezuelano foi de pintor a líder em um dos maiores estaleiros do Brasil

        Jioscarlos Josue, de 29 anos, foi um dos 71 imigrantes contratados pela Fibrafort através de programas de inclusão. Conheça sua história!

        Entre 2010 e 2022, o número de residentes naturais de países estrangeiros no Brasil foi de de 592 mil para 1 milhão de pessoas, segundo dados do IBGE. Esse salto, claro, colocou novos rostos no mercado de trabalho brasileiro — inclusive no meio náutico. Em Itajaí, Santa Catarina, um dos maiores estaleiros da América Latina não só integra essas pessoas como dá a elas uma nova perspectiva de vida.

        Estamos falando da Fibrafort, que já contratou 71 profissionais, especialmente vindos da Venezuela e Haiti, por meio de parcerias com organizações como a AVSI Brasil, de Boa Vista (RO). Um deles foi o venezuelano Jioscarlos Josue Colina Martinez, de 29 anos, que chegou à cidade com o apoio do programa em novembro de 2021, acompanhado de sua esposa e filhas.

        Decidi buscar o programa de apoio a imigrantes porque a situação estava muito difícil lá fora– contou Jioscarlos

        Foto: Fibrafort / Divulgação

        Na Venezuela, Jioscarlos trabalhava como pintor ao lado do pai, sem um salário fixo. Junto à AVSI, ele e outras famílias refugiadas receberam apoio, acesso a cursos e aulas de português. A dedicação do venezuelano, contudo, chamou a atenção dos recrutadores, culminando em uma indicação para a Fibrafort.

        Nunca tinha visto um barco na minha vida. Passei noites estudando sobre a marca e seus produtos. Quando fui para a entrevista, todos ficaram surpresos, pois eu já sabia tudo sobre a Fibrafort– relembrou

        Jioscarlos começou sua trajetória no estaleiro como auxiliar de produção, mas logo progrediu. Hoje, ele está em treinamento para se tornar líder de um setor da fábrica. “Como sempre fui muito dedicado, observei atentamente todas as etapas e, com o tempo, fui crescendo. Sou extremamente grato por me proporcionarem a oportunidade de liderar”.

        Foto: Fibrafort / Divulgação

        Ele, que chegou com a esposa grávida buscando um futuro melhor para as filhas, agora já planeja a compra da casa própria. “Hoje, sou um exemplo para outros imigrantes, mostrei que é possível crescer aqui dentro. Tudo depende de determinação e perseverança”, ressaltou.


        Além de oferecer suporte na adaptação dos estrangeiros, a AVSI Brasil supre uma necessidade urgente do setor, como explica Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort. Segundo ele, setores como o náutico, onde mais de 80% dos processos são manuais, exigem muita mão de obra dedicada.

        Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort, em entrevista ao Estúdio NÁUTICA durante o São Paulo Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica

        Recrutamos esses profissionais ao oferecer uma oportunidade de trabalho, com o compromisso de apoiá-los. Essa tem sido uma via de mão dupla muito positiva, dada a escassez de mão de obra que observamos– detalhou Fontana

        Uma nova turma de imigrantes iniciou recentemente o treinamento na fábrica da Fibrafort, como parte do programa de integração da AVSI Brasil. Fundada em 2007, a AVSI é uma organização sem fins lucrativos que atua em contextos de vulnerabilidade e emergência humanitária.

         

        A organização capacita imigrantes e os insere no mercado de trabalho, com intuito de promover o desenvolvimento de suas famílias e comunidades. No último ano, a ONG impactou mais de 923 mil pessoas na realização de 48 projetos. O programa oferece treinamento especializado e suporte contínuo.

         

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          Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, vence Prêmio Nacional de Turismo

          Após votação aberta ao público, empresário garantiu o 1º lugar na categoria “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”

          Na noite desta quarta-feira (3), Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, se consolidou como o vencedor do Prêmio Nacional de Turismo. Promovido pelo Ministério do Turismo, trata-se do principal reconhecimento público às iniciativas e profissionais que fortalecem o setor. Para chegar ao topo do pódio, ele teve a candidatura avaliada tecnicamente, até chegar em votação popular, onde garantiu o feito.

          Ao todo 24 representantes de segmento turístico concorreram na categoria “Profissionais de Destaque”, distribuídos em oito áreas, cada uma com três finalistas. Idealizador de inúmeras iniciativas ligadas ao turismo e à sustentabilidade, Ernani Paciornik concorreu na divisão “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”.

          Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

          Esse prêmio chega como a chancela de um ano inesquecível, coroado pela apresentação do JAQ H1, nosso barco movido a hidrogênio, durante a COP30– ressaltou Paciornik

          O JAQ H1, mencionado pelo empresário, foi um dos grandes destaques de uma das Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas mais importantes dos últimos tempos.

          JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

          Durante todo o evento, o barco esteve exposto na Estação das Docas, em Belém (PA), levando aos olhos do mundo a possibilidade de uma navegação mais sustentável. Ministros, governadores e secretários embarcaram no barco movido a hidrogênio verde, de onde puderam projetar uma solução nacional para amenizar os efeitos da crise climática.

          Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

          Crianças e moradores locais também foram convidados a conhecer o projeto. Em abertura ao público, mais de mil pessoas passaram pelas dependências da embarcação de 36 metros, que conta, inclusive, com auditório — palco de inúmeros debates durante a COP30.

          O turismo e o mercado náutico vivem um momento vibrante: crescem, se transformam e revelam um Brasil que olha para suas águas com futuro. Sigo acreditando que o Brasil pode, sim, ser uma potência global na economia do mar– destacou o empresário


          O amigo das águas

          Fundador da Revista Náutica e criador dos maiores salões náuticos da América Latina (Boat Show), Ernani Paciornik consolidou a cultura náutica no Brasil e projetou o país no cenário internacional.

          Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

          À frente do Grupo Náutica, lidera a maior rede de comunicação, eventos e infraestrutura náutica da América Latina, com impacto direto no desenvolvimento econômico e turístico nacional. Criou o circuito de eventos Boat Show em lugares como São Paulo (SP), Rio (RJ), Itajaí (SC), Salvador (BA), Brasília (DF), Foz do Iguaçu (PR) e Angra dos Reis (RJ), que fomentam novos destinos ligados à navegação.

          O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

          Pioneiro em sustentabilidade, Paciornik cofundou o Projeto SOS Mata Atlântica e lançou a campanha “Só jogue no água o que o peixe pode comer” ainda em 1998, em parceria com o renomado cartunista Ziraldo, criador do Menino Maluquinho.

          Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)
          JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

          Mais recentemente, fundou a JAQ Hidrogênio Verde, que desenvolveu as primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio verde produzido a bordo — um marco global da transição energética e um dos destaques da COP30. A embarcação foi projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil.

           

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            Superiate é lançado com sistema inspirado nos usados por estaleiros italianos há mais de 80 anos

            A italiana Baglietto atendeu ao pedido do proprietário e desenvolveu um sistema de lançamento da embarcação auxiliar tal qual entre 1940 e 1960

            O estaleiro italiano Baglietto soma nada menos que 170 anos de atuação no mercado. Seu mais novo projeto, de 48 metros, embora totalmente personalizado, carrega essa tradição em um diferencial considerado raro. Ele não está no casco, na motorização ou no layout, mas em um sistema: o de lançamento da embarcação auxiliar, que chega inspirado nos usados pelos estaleiros italianos entre as décadas de 1940 e 1960.

            Ainda sem nome definido, esse superiate foi apresentado no Fort Lauderdale International Boat Show deste ano, no início de novembro. Por lá, visitantes conheceram os detalhes de um barco que ganha o mercado carregado dos desejos de seu futuro proprietário. À Baglietto, ele deixou claro querer uma “embarcação extremamente navegável”, que lhe permitisse “navegar ao redor do mundo”.

            Foto: Baglietto / Divulgação

            Não à toa, o estaleiro promete um superiate com certificação Ice Class 1D. Na prática, significa que a embarcação terá reforços estruturais no casco e na maquinaria para operar em condições de gelo leve, garantindo ao proprietário a chance de visitar, em grande estilo, destinos mais remotos que os tradicionais.

            Foto: Baglietto / Divulgação

            Os designs exterior e interior estão a cargo da Floating Life, em parceria com o escritório de design italiano SaturaStudio. A ideia é que o superiate tenha na integração entre os espaços internos e externos uma das suas principais características. Esse conceito vai de encontro ao uso de materiais naturais e ao layout do salão panorâmico no convés principal, cercado por janelas em 360 ​​graus.

            Foto: Baglietto / Divulgação

            Um dos principais detalhes personalizados deste projeto, porém, está no sistema de lançamento da embarcação auxiliar, de 10 metros. O equipamento foi especialmente projetado e modelado pela equipe do proprietário, em colaboração com a também italiana Besenzoni.

            Foto: Baglietto / Divulgação

            O processo leva como base os sistemas de içamento históricos utilizados pelos estaleiros italianos entre as décadas de 1940 e 1960. Dessa forma, uma plataforma retrátil permite que a embarcação auxiliar seja lançada diretamente no mar e recolhida com segurança. Para o estaleiro, trata-se de uma solução “sem igual no mercado”.


            Já para navegar, a propulsão ficará a cargo da plataforma Volvo Penta IPS Professional. Apontado pela marca como o mais avançado para superiates, o sistema promete reduzir o consumo de combustível em até 30%. Sua entrada de energia dupla permite usar apenas duas das quatro unidades de propulsão em cruzeiro ou manobras, o que promete diminuir ruídos, ampliar intervalos de manutenção e melhorar a eficiência.

             

            O conjunto também é mais compacto, liberando espaço interno, e inclui geradores Volvo Penta, Sistema de Posicionamento Dinâmico e Atracação Assistida.

             

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              Mostra dá detalhes sobre a carpintaria pré-histórica, as técnicas de construção e os métodos de transporte da época

              03/12/2025

              Que tal imergir em uma viagem para mais de 3 mil anos atrás? Isso será possível no Parque Arqueológico de Flag Fen, em Peterborough, na Inglaterra, onde três embarcações da Idade do Bronze, esculpidas em troncos de árvores únicos, estão sendo expostas pela primeira vez.

              Esses barcos foram descobertos rio acima em 2011, no povoado de Must Farm, perto de Whittlesey, na também inglesa Cambridgeshire.

              Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

              Após 13 anos de restaurações, as embarcações agora protagonizam a exposição “Descobertas de Barcos da Idade do Bronze em Must Farm”, onde fornecem detalhes fascinantes sobre a carpintaria pré-histórica, as técnicas de construção e os métodos de transporte há mais de três milênios.

              Isso é mais do que uma exibição arqueológica — é uma poderosa reconexão com as pessoas que um dia viveram, trabalharam e viajaram por esta paisagem– disse Jacqueline Mooney, gerente geral do Parque Arqueológico de Flag Fen


              Uma cápsula do tempo

              Embora três barcos estejam em exposição, nove deles foram encontrados pela Unidade Arqueológica de Cambridge no leito de um antigo riacho assoreado no povoado. A escavação das toras de madeira seguiu de 2011 a 2012.

              Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

              Desde então, os barcos foram sido cuidadosamente preservados em condições climáticas controladas, utilizando uma solução especializada de cera e água.

              Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação-\

              Durante as análises, pesquisadores conseguiram identificar desde as espécies das árvores utilizadas e os métodos de abate, até as ferramentas empregadas na criação dos barcos. Entre as embarcações expostas, estão:

              • Uma embarcação de carvalho da Idade do Bronze Média, com 6,3 m de comprimento, com áreas carbonizadas no interior;
              • Um fragmento de 2,2 m de um barco de carvalho do mesmo período, com um reparo complexo no casco;
              • Um fragmento de 0,8 m de um barco de bordo-campestre da Idade do Bronze Inicial.

              Essas embarcações simples, porém extremamente eficazes, foram usadas para navegar em um rio pantanoso por quase um milênio– pontuou Iona Robinson Zeki, pesquisadora da Unidade Arqueológica de Cambridge

              A exposição ainda inclui réplicas de ferramentas da Idade do Bronze, instalações interativas com entrevistas com especialistas e demonstrações de técnicas artesanais antigas.

              Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

              As visitas à exposição acontecem de sexta-feira a domingo, das 10h às 16h. Crianças a partir de 5 anos pagam 3,40 libras no ingresso (R$ 24 na conversão de novembro de 2025), ao passo que adultos desembolsam 6,80 libras (R$ 48). Há um pacote especial para famílias (dois adultos e até três crianças), que custa 17 libras (R$ 120). Menores de 5 anos e cuidadores não pagam.

               

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                Com suas dimensões continentais, o Brasil esconde destinos que, muitas vezes, precisam de uma forcinha para se tornarem parte da rota de turistas. É o caso do município de Araguacema, no interior do Tocantins, que acaba de ganhar um novo roteiro náutico, em uma iniciativa do Sebrae Tocantins em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio do Agente de Roteiro Turístico (ART).

                Batizada de Encantos de Araguacema, a rota promete levar turistas e apaixonados por belezas naturais para uma verdadeira imersão na natureza local, às margens do Rio Araguaia.

                 

                Não à toa, os barqueiros da região são tidos como os protagonistas da iniciativa, uma vez que receberam capacitação e atuaram diretamente no desenvolvimento do roteiro, que promete “uma experiência única feita por quem vive às margens do rio”.

                 


                Segundo a Associação de Marinheiros e Barqueiros de Araguacema (AMBA), em dois dias de exploração os visitantes são levados para navegar em “praias de areia branca, ilhas paradisíacas e lagoas serenas”.

                Foto: Instagram @encantosdearaguacema / Reprodução

                Nas paradas, é possível aproveitar um mergulho e apreciar as paisagens em momentos de contemplação. O roteiro ainda busca imergir nas raízes locais, apresentando tradições e memórias que marcaram o desenvolvimento das comunidades ribeirinhas, a exemplo da visita às ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência, que reforça a conexão entre cultura, história e identidade local.

                Ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência. Foto: Aldemar Ribeiro – ATN / Divulgação

                A preservação ambiental também é um tema fortemente presente no percurso, visando reforçar a prática de um turismo sustentável.

                 

                Antes de virar uma rota turística, o Roteiro Náutico Encantos de Araguacema passou por uma testagem que envolveu a equipe técnica do Sebrae, responsável por acompanhar detalhes como pontos de embarque, protocolos, infraestrutura e pontos de parada, assegurando que tudo estivesse alinhado aos padrões de qualidade.


                Segundo os órgãos envolvidos, a testagem comprovou que o roteiro reúne o que há de melhor em segurança, planejamento, integração comunitária e valorização das tradições em Araguacema.

                 

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                  Só 110 unidades: Beneteau lança barco inspirado no Alpine A390, carro de marca esportiva da Renault

                  Gran Turismo 50 Alpine chega em edição limitada com direito a volante personalizado e assento bucket

                  Embora seja amplamente conhecida no Brasil pelos veleiros, a francesa Beneteau também carrega um catálogo recheado de embarcações a motor, com lanchas e os famosos trawlers. Recentemente, essa lista ganhou um novo e aclamado modelo: o Gran Turismo 50 Alpine, barco inspirado no Alpine A390, carro da marca esportiva da Renault, que chega em edição limitada a 110 exemplares.

                  Em mais uma parceria luxuosa onde as pistas se encontram com as águas, a Beneteau apostou no modelo que ganhou o mercado ainda no início de 2025 com uma grande missão: confrontar o consolidado Porsche Macan.

                  Foto: Beneteau / Divulgação

                  As linhas marcantes do esportivo de três motores — um na frente e dois traseiros, que garantem vetorização de torque ativa e até 470 cv — estão refletidas na lancha, que deve se tornar, não ironicamente, o “carro-chefe” dessa categoria da Beneteau.

                   


                  Em seus 16 metros (52 pés) de comprimento e 4,5 metros (15 pés) de boca estão elementos como volante personalizado, detalhes inspirados na fibra de carbono, estofados adaptados aos raios UV e à salinidade, a cor Bleu Abysse e, claro, um assento bucket, tradicional de carros de corrida.

                  A cor Bleu Abysse, uma das marcas do barco. Foto: Instagram @beneteau_official / Reprodução

                  Ao todo, até doze pessoas podem aproveitar os recursos da embarcação, que chega com três cabines — uma suíte master — , banheiro privativo com chuveiro, cozinha totalmente equipada, mesa para oito pessoas na popa (que acomoda até 10), solário na proa e varandas laterais articuladas.

                  Foto: Beneteau / Divulgação

                  Para navegar, a lancha usa dois motores Volvo, cada um capaz de desenvolver 480 cavalos de potência. Não à toa, os tanques de combustível são bastante generosos, com capacidade para até 650 litros. Com isso, espera-se que a Gran Turismo 50 percorra até 400 km quando a velocidade máxima não ultrapassar 41 km/h.


                  O barco está sendo comercializado por 1,2 milhão de euros, o equivalente a cerca de R$ 7,7 milhões (conversão de novembro de 2025). A próxima aparição do Gran Turismo 50 Alpine está previsa para o Düsseldorf International Boat Show 2026, de 17 a 25 de janeiro.

                   

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                    Operação expõe mercado clandestino de jets no DF; Marinha pode bloquear registros suspeitos

                    Mercado paralelo comercializava embarcações a preços reduzidos sem recolher impostos. Entenda os limites de atuação da Capitania

                    02/12/2025

                    A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, em 26 de novembro, a operação “Jet Set”, que desmantelou um esquema de venda clandestina de motos aquáticas que atuava havia pelo menos três anos em Brasília. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor), teve apoio da Receita do DF e da Capitania Fluvial de Brasília.

                    Vendedores informais que movimentavam um mercado paralelo sem recolher impostos e sem registro comercial foram o alvo da operação. Segundo a PCDF, os suspeitos funcionavam como lojistas informais, usando perfis em redes sociais para anunciar jets a preços até 20% menores que os praticados por concessionárias.

                     

                    O valor reduzido era possível porque o grupo comprava os jets em estados com ICMS mais baixo, como Paraná e Rio Grande do Sul, e os revendia no DF como se fossem usados — muitas vezes emitindo notas em nome de terceiros para driblar o pagamento do diferencial de alíquota.

                     

                    Durante a Operação Jet Set, foram apreendidos 32 motos aquáticas, três caminhonetes e diversos documentos que comprovam a revenda ilegal. Os investigados, que também faziam rifas ilegais das embarcações, podem responder por sonegação fiscal, associação criminosa, lavagem de dinheiro e sorteio ilegal de bens.

                    Impacto no mercado formal

                    Um vendedor de Brasília ouvido pela reportagem afirma que o esquema prejudicava diretamente as concessionárias oficializadas, que trabalham com margens de cerca de 11% e não conseguem competir com ofertas muito abaixo do mercado.

                    Para quem tem loja aberta e paga imposto, é impossível concorrer. O cliente via o preço menor e achava que a concessionária estava superfaturando, sem saber que havia evasão fiscal por trás– contou à Náutica

                    Segundo ele, as irregularidades apareciam principalmente no pós-venda, quando os jets chegavam à loja registrados em nome de terceiros, sem nota fiscal emitida ao comprador, inviabilizando a garantia de fábrica e levantando suspeitas de origem ilegal.

                     

                    Foi a partir desses casos que a DOT iniciou auditorias. Com cruzamento de dados, denúncias e fiscalização das transferências, a polícia chegou a vendedores que compravam produtos em estados com tributação menor e os levavam para Brasília sem recolher o imposto devido.


                    Algumas das motos aquáticas apreendidas estavam registradas na Marinha com documentação regular, mas incompatível com a origem fiscal — o que levou à necessidade de atuação conjunta entre os órgãos.

                    O que diz a Marinha

                    Em nota enviada à reportagem, a Capitania Fluvial de Brasília explicou que sua atuação se baseia na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei nº 9.537/1997) e nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), que disciplinam o registro, inscrição e transferência de propriedade de embarcações de esporte e recreio.

                     

                    Segundo a Marinha, cabe à Capitania analisar a regularidade formal dos documentos apresentados — como títulos de inscrição, documentos pessoais e declarações de transferência — dentro de um procedimento administrativo, que não inclui investigação tributária ou criminal.

                    No caso noticiado, as embarcações eram apresentadas com documentação aparentemente regular, não havendo, do ponto de vista estritamente administrativo, fundamento jurídico para recusar a inscrição– disse o órgão

                    Por outro lado, a nota reforça que, uma vez recebida determinação judicial ou comunicação formal da autoridade competente, a Capitania “pode proceder ao bloqueio administrativo do jet em seus registros, impedindo novas transferências e, se necessário, restringindo sua circulação até a conclusão das investigações e a destinação do bem definida pelo Poder Judiciário”.

                     

                    De igual modo, o órgão esclarece que também é prática institucional comunicar imediatamente às autoridades policiais quando são identificadas adulterações, irregularidades ou inconsistências documentais.

                    Essa cooperação interinstitucional integra a missão da Autoridade Marítima de zelar pela segurança da navegação e apoiar, dentro dos limites legais, o enfrentamento a esquemas ilícitos envolvendo embarcações– conclui a nota

                     

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                      Um estudo mapeou polos industriais por mesorregiões dos estados brasileiros e chegou à conclusão que o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, conta com dois deles com inserção internacional: a fabricação de embarcações e de produtos de madeira.

                      Os dados, provenientes de uma análise coordenada pelo Observatório Nacional da Indústria e liderado pelo Observatório da Federação das Indústrias de SC (FIESC), apontam que as exportações de embarcações atingiram US$ 26,23 milhões em 2024, ao passo que as de itens em madeira somaram US$ 413,75 milhões.

                      Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                      Os polos industriais com inserção internacional são conhecidos por concentrar indústrias e serviços especializados, com participação ativa no mercado global. Na prática, eles não produzem apenas para o consumo interno: exportam, atraem investimentos estrangeiros, integram cadeias produtivas globais e seguem padrões internacionais de tecnologia, logística e competitividade.

                      A cada emprego criado na indústria, outros 16 são gerados. É por isso que o setor industrial é tão relevante para a economia– explicou Gilberto Seleme, presidente do FIESC

                      Já Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, destaca que, no caso das embarcações, a proximidade do Vale do Itajaí com o litoral na Foz do Rio Itajaí e o crescimento do turismo náutico na região contribuem para o desenvolvimento da cadeia produtiva.


                      A região metropolitana compreende 54 municípios, que costumam ser divididos em três sub-regiões: Alto Vale (interior/serras); Médio Vale — também chamado de Vale Europeu — (parte intermediária, com forte traço cultural europeu); e Baixo Vale/Foz do Itajaí (litoral e cidades próximas ao mar).

                       

                      Vale destacar que Porto de Itajaí, segundo maior do Brasil em movimentação de cargas, está estrategicamente localizado no Vale do Itajaí, por onde passam, anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de mercadorias.

                       

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                        Sonho realizado: Angelo Guedes conclui a construção do veleiro Bravura em último episódio da série

                        Capítulo final da jornada é marcado pela primeira partida do motor Yanmar, finalização da parte interna e retrospectiva

                        A maratona chegou ao fim! Depois de cinco anos numa jornada árdua, enfim, o público poderá conferir o capítulo final de “Construção do Veleiro Bravura“, a série que mostra um construtor amador construindo um barco a vela do mais absoluto zero e das próprias mãos. Com a embarcação pronta e motorizada por Yanmar, o 18º episódio entrará ao ar nesta terça-feira (2), às 20h, no Canal NÁUTICA do YouTube!

                        Todos os detalhes que ainda faltavam para finalizar o barco foram adicionados. Angelo terceirizou a parte elétrica, mas também deu uma mãozinha no que ele pôde: ajudou a esqueletar o quadro elétrico e instalou a saída da água servida (isso é, o descarte proveniente de chuveiros, pias e lavatórios).

                        Motor Yanmar, que equipa o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                        Falando na parte elétrica, o último episódio do Bravura entrega momentos marcantes. Um deles é a primeira partida do motor Yanmar, que já está funcionando perfeitamente. O ronco do equipamento só perdia para os gritos de felicidade de Guedes.

                        Não é só uma montagem de um barco, é um pouco também do coração– destacou o construtor amador

                        O suporte do bimini — lembra dele? — finalmente foi instalado, e ainda ganhou um toldo para oferecer uma sombrinha durante as travessias mais longas e calorentas.

                        Barco totalmente revestido na parte interna no último episódio do Veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                        Na parte interna, o último episódio do Veleiro Bravura revela um novo barco! Tudo foi revestido com obras de marcenaria feitas pelo próprio Angelo — que aprendeu o processo durante a construção. Lâmpada instalada, molduras fixadas e tudo pintado e resinado.

                        Moldes instalados no barco. Foto: Revista Náutica
                        Parte interna do veleiro finalizada. Foto: Revista Náutica

                        Gavetas, prateleiras, painéis… tudo no seu devido lugar. Embora nada lembre aquele protótipo que se iniciou com um monte de alumínio, vê-lo pronto deu a Angelo uma sensação de missão cumprida.

                        Angelo Guedes e o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                        O barco também ganhou um visual novo. Com a ajuda de um profissional, o Bravura recebeu linhas da cor grená e um adesivo com o nome da embarcação. Ele também foi limpo e a cor branca ganhou mais vida.

                        É um sonho materializado que um dia existiu apenas na imaginação– revelou Guedes

                        Nova pintura do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                        “Eu batizei o barco com o nome de Bravura, pois durante todo esse processo, entendi que Bravura é muito mais do que um nome de um barco — é uma filosofia de vida. É a coragem necessária para transformar um sonho em realidade”, completou Angelo Guedes.

                         

                         

                        Quer saber mais detalhes do último episódio da série e como ficou o veleiro? Fique de olho no YouTube do Canal NÁUTICA e veja o sonho virar realidade. O Bravura está pronto!

                        Impulsionado pela Yanmar

                        Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                        O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                         

                        Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                        3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                        De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                        O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                        Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                        Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                         

                        A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                         

                        Náutica Responde

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                          Nunca é tarde para revisitar o passado e ver que, possivelmente, nem tudo aconteceu da maneira que imaginávamos. Um novo estudo realizado por dois brasileiros sugere que Pedro Álvares Cabral não teria chegado ao Brasil por Porto Seguro, na Bahia — como é amplamente conhecido — , mas sim pelo Rio Grande do Norte.

                          A pesquisa foi publicada no Journal of Navigation, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e conduzido pelos físicos brasileiros Carlos Chesman (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e Carlos Furtado (Universidade Federal da Paraíba).

                           

                          Para chegar nessa hipótese, os pesquisadores analisaram dados da famosa carta de Pero Vaz de Caminha, a “Carta do Achamento”, escrita em 1500. O documento histórico é responsável por registrar as primeiras impressões dos portugueses sobre o Brasil.

                          “Carta do Achamento”, de Pero Vaz de Caminha. Foto: Domínio Público

                          A nova análise foi feita com ferramentas tecnológicas modernas, e em simulações de ventos, correntes marítimas e profundidades do mar ao longo da rota percorrida pela frota. Também foram revisadas as datas, distâncias percorridas em léguas, referências topográficas e descrições de fauna e flora.

                           

                          Além disso, a dupla de cientistas aplicou cálculos físicos, simulações computacionais, mapas dinâmicos e outras tecnologias para refazer o trajeto que descobriu o Brasil.

                          A força de Coriolis

                          Um dos pontos centrais do estudo é o papel da força de Coriolis, que faz com que os objetos (como barcos ou correntes de ar) que viajam longas distâncias ao redor da Terra pareçam se mover em uma curva em vez de uma linha reta. No Hemisfério Sul, o desvio tende para a esquerda, enquanto no Norte, para a direita.

                          Rota tradicionalmente associada ao descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                          De acordo com os autores, essa dinâmica teria naturalmente desviado a frota portuguesa em direção ao Rio Grande do Norte, e não ao sul da Bahia. Eles argumentam que é improvável que a frota, saindo de Cabo Verde, tenha seguido em linha totalmente reta até Porto Seguro.

                           

                          Analisando as correntes e ventos, os navios seriam, naturalmente, impulsionados a passar pelo litoral norte do Rio Grande do Norte, segundo o estudo.

                           

                          Logo, o cálculo considera a distância percorrida entre Cabo Verde e o avistamento de terra (cerca de 4 mil quilômetros) e sugere que a trajetória pelo mapa se assemelharia à curva de um “S”, terminando no litoral potiguar, explicou Chesman ao g1.

                          O marco zero do Brasil?

                          Na carta de Pero Vaz de Caminha, é descrito um “grande monte, mui alto e redondo”, historicamente associado ao Monte Pascoal, na Bahia. Mas, de acordo com os pesquisadores, a nova pesquisa sugere que esse lugar corresponderia ao monte Serra Verde, em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte.

                          João Câmara, no Rio Grande do Norte. Foto: Governo Municipal de João Câmara/ Divulgação

                          Nesse cenário, o primeiro local de desembarque da frota de Pedro Álvares Cabral teria ocorrido na praia de Zumbi, em Rio do Fogo. Já o segundo ponto de ancoragem teria sido na praia do Marco do Descobrimento, em São Miguel do Gostoso.

                           

                          As simulações por GPS apontam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes predominantes no século 15, enquanto a rota pelo estado potiguar seria mais fiel às correntes atlânticas descritas nos relatos de navegação.

                          Praia do Zumbi, no Rio Grande do Norte. Foto: Prefeitura Municipal do Rio do Fogo/ Divulgação

                          Vale ressaltar que esse não é o primeiro estudo a sugerir que um desembarque de Pedro Álvares Cabral no Rio Grande do Norte seja mais provável. O intelectual potiguar Luís da Câmara Cascudo e o historiador Manoel Cavalcanti Neto, por exemplo, já consideravam essa hipótese.

                           

                          No entanto, até agora não há consenso histórico sobre as duas hipóteses. Para o Rio Grande do Norte, essa possibilidade representa um reconhecimento simbólico relevante de seu papel na história do Brasil e tem potencial impacto memorial, educacional e até turístico no estado.

                           

                          Náutica Responde

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                            01/12/2025

                            Chegou ao fim a 5ª edição do SailGP, tida como a Fórmula 1 da Vela e que terminou com festa inglesa. A última etapa do ano ocorreu neste domingo (30) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o time da Emirates GBR conquistando o título da temporada e o Brasil na 11ª colocação geral.

                            O pódio da última corrida da temporada teve as equipes da Dinamarca (1º), Itália (2º) e França (3º) — mas nenhum deles disputaram a grande final. Por conta da pontuação geral acumulada ao longo do campeonato, quem disputou o troféu foram as equipes da Emirates GBR (Inglaterra), da Bonds Flyng Roos (Austrália) e da Black Foils (Nova Zelândia).

                            Emirates GBR venceu a 6ª edição do SailGP. Foto: SailGP/ Divulgação

                            Quem viu, não se decepcionou. A grande final contou com manobras surpreendentes e uma corrida acirrada de tirar o fôlego, terminando com a vitória da equipe inglesa — que desembolsou o prêmio de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões em conversão de dezembro de 2025). O vice ficou por conta da Austrália, com a Nova Zelândia fechando o pódio final.

                             

                            Numa reviravolta emocionante, a Emirates GBR, liderada por Dyan Fletcher, velejador medalhista olímpico, se recuperou da terceira posição para ultrapassar os BONDS e os Black Foils na quarta etapa da disputa decisiva. Assim, a Inglaterra se torna apenas a terceira equipe a conquistar um título da SailGP.

                            E o Brasil?

                            Com bons momentos na água, o Mudabala Brazil sofreu uma penalidade cruel ao encostar em outro barco e amargou a 12ª posição na etapa — mesmo que tenha colecionado resultados importantes no SailGP de Abu Dhabi.

                            Brasil em disputa no SailGP de Abu Dhabi. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                            O Brasil abriu as regatas do fim de semana com um 4º lugar, atrás apenas dos times da Alemanha, Canadá e Dinamarca. Na sequência, o Mubadala ocupou a 8ª e 7ª posição nas duas corridas seguintes.

                             

                            O destaque ficou para a quarta e última regata de sábado, quando a equipe verde a amarela conquistou sua melhor colocação na etapa — um 3º lugar, ao lado dos times da Suíça (1º) e Dinamarca (2º). Já neste domingo (30), as duas últimas corridas da etapa de Abu Dhabi com participação brasileira renderam ao time a 9ª e a 11ª colocação.

                            Catamarã F50 do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                            Já no placar final da temporada do SailGP, o Mubadala, na sua temporada de estreia na liga, figurou na 11ª posição, à frente do time dos Estados Unidos por 10 pontos de diferença. Os momentos de maior destaque da equipe do Brasil foram os dois primeiros lugares conquistados em distintas regatas (Espanha e EUA).

                             

                            Liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael, a encerra sua primeira temporada com um balanço bastante positivo e a sensação de estar navegando — e voando — na direção correta.

                            Nossa equipe está muito mais entrosada e confiante a bordo do F50, e estamos todos muito animados para o ciclo de 2026 que se aproxima– destacou Martine

                            Martine Grael, capitã do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                            Para uma equipe estreante em um campeonato tão disputado quanto o SailGP, o Brasil demonstrou uma evolução surpreendente a bordo do catamarã F50, garantindo duas vitórias em regatas ao longo da temporada. Não á toa, Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, opinou que a posição da equipe não reflete o potencial do grupo.

                            É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência– afirmou Lisa à Revista Náutica

                            2026 é logo ali!

                            O fim da temporada 2025 é apenas o início de uma nova fase para o SailGP e para o Brasil. O campeonato de 2026 já começa em janeiro, nos dias 17 e 18, com o Oracle Perth Sail Grand Prix, na Austrália.

                            Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução

                            Contudo, o principal marco do próximo ciclo da competição será a aguardada estreia da primeira etapa da história na América do Sul, quando o Rio de Janeiro sediará o evento nos dias 11 e 12 de abril de 2026, consolidando o Brasil como um polo de grandes eventos esportivos, inovação e sustentabilidade na vela global.

                             

                            E, para quem quiser recapitular a histórica temporada brasileira no SailGP, será lançada em dezembro no canal SporTV e no Globoplay (streaming) a série documental “Born to Sail”, realizada pela AT Films e que mostrará os bastidores do Brasil nesta edição e destacará o pioneirismo da capitã Martine Grael — primeira mulher a ocupar a posição de driver na história do SailGP.

                             

                            Náutica Responde

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                              Livro de Guilherme Kodja mobiliza doações para jovem que perdeu braços e perna em acidente com pipa

                              “Do Sonho à Conquista, a Navegação Tríplice Austral a bordo do VPE64” é uma obra fotográfica e narrativa sobre expedição do Brasil a Antártica. Conheça a causa!

                              A bordo do veleiro Endurance 64, uma tripulação de apaixonados pelo mar topou o desafio de navegar do Brasil a Antártica. Entre eles, estava Guilherme Kodja, nome conhecido dos testes NÁUTICA, que soma quase 40 anos de experiência em navegação costeira e oceânica. Essa vivência não só mudou sua vida como resultou em um livro, que, além de apresentar a aventura, carrega um valor muito nobre.

                              A obra “Do Sonho à Conquista, a Navegação Tríplice Austral a bordo do VPE64” apresenta em 128 páginas um material fotográfico e narrativo sobre o feito, sob a ótica e perspectiva de Kodja, com direito a, inclusive, fotos autorais.

                              É um texto sobre o sonho, a aventura e a conquista pessoal que mudou minha vida — e que quero fazer mudar a de todos que se inspirarem com a obra– declarou Kodja através do Instagram

                              Uma das muitas fotos registradas por Kodja ao longo da viagem, que constituem a estrutura do livro. Foto: Divulgação

                              Uma vida, em especial, será certamente mudada com o livro: a de Vitor Pereira Dias. O menino de 15 anos, natural da Bahia, passava férias na casa da mãe, que é diarista em São Paulo, quando sofreu um acidente com uma pipa num fio de alta tensão. O jovem foi eletrocutado e teve os dois antebraços amputados, além da perna esquerda, abaixo do joelho.

                              Capa do livro leva foto de Kodja. Foto: Divulgação

                              Visando arrecadar fundos para suas próteses robóticas, Kodja conseguiu o apoio de seis empresas, que viabilizaram a primeira tiragem do livro, com 400 unidades. Dessa forma, a obra não será vendida, mas sim entregue a pessoas que contribuírem com um valor mínimo de R$ 250 à vaquinha de Vitor, organizada pelo navegador.

                              Eu abracei essa causa. Não tem nenhuma questão financeira envolvida, a não ser essa ajuda voluntária ao Vitor, que teve essa tragédia na vida dele– destacou Kodja

                              Para ajudar, basta acessar o link da iniciativa e fazer uma contribuição de qualquer valor a partir de R$ 250. Segundo Kodja, o livro estará pronto na versão impressa em 13 de dezembro.


                              Jornada que virou livro e série

                              O livro de Guilherme Kodja, ao estilo Coffe Table Book, retrata a trajetória rumo à Antártica com referências cronológica e geográfica nas legendas. O material chega com prefácio de Cícero Vieira Neto, proprietário do Endurance 64, que também participou da expedição.

                              Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                              Foi ele, inclusive, o responsável por escalar o time diverso e habilidoso de navegadores que participaram da aventura. Juntos, os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica.

                              Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                              A jornada de mais de 6 mil milhas, que passou por 30 localidades, virou também série no Canal NÁUTICA no YouTube. Em 13 episódios, apaixonados pelo mar podem conferir todos os detalhes da expedição, que contou com grandes desafios, mas também paisagens deslumbrantes e, claro, muito aprendizado. Confira:

                               

                               

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                                1º Salão de Usados Náutica movimentou Angra dos Reis e atraiu mais de 2,5 mil pessoas

                                Evento de 4 dias na Marinas do Atlântico registrou negócios acima do previsto, com mais de 15 barcos vendidos

                                O 1º Salão de Usados Náutica encerrou sua primeira edição na Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ), com mais de 2,5 mil visitantes registrados. Mais de 15 embarcações seminovas foram vendidas — número acida do previsto — , ao passo que inúmeras negociações foram iniciadas com quem quer aproveitar o barco ainda na temporada de verão.

                                A combinação entre boas ofertas, curadoria técnica e a estrutura de alta qualidade da Marinas do Atlântico mostrou que esse formato tem força para crescer e ficar de vez no calendário náutico brasileiro-avaliou Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos

                                Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos, organizadora do salão náutico. Foto: Rafael Simões / Revista Náutica

                                Com mais de 80 barcos em exposição, de lanchas de 20 pés a modelos acima de 80 pés, o evento também marcou a inauguração da Marinas do Atlântico, que trouxe à região uma completa estrutura náutica.

                                Travel Lift da Marinas do Atlântico é um dos maiores da América Latina. Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica

                                Os visitantes puderam conhecer o complexo que soma 150 vagas molhadas, 35 vagas secas, travel-lift para erguer embarcações de até 240 toneladas (um dos equipamentos do gênero com maior capacidade na América do Sul), heliponto homologado, pátio de serviço e píeres flutuantes em concreto, solução de engenharia única no país que reforça a vocação da região como destino náutico.

                                A resposta do público em Angra superou as nossas projeções. Recebemos pessoas em busca do primeiro barco, clientes experientes atrás de upgrade, e famílias que vieram apenas conhecer a marina e saíram com propostas na mão– detalhou Vicentini

                                Para Guto Cavalcanti, representante da Kadu Marine — que atracou no evento com embarcações de marcas como Schaefer, Princess, Ventura e Fibrafort — , a expertise do Grupo Náutica no evento de seminovos foi muito importante. Segundo ele, todos os expositores que participaram “estão acostumados a fazer feiras de seminovos individualmente”, mas, com o Grupo Náutica, o evento ganha “outro peso”.

                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Quem compartilha desse sentimento é Junior Santos, sócio-administrador da JRG NÁUTICA. Para ele, “é de extrema importância ter um evento como este (…), principalmente os bem-organizados”, como foi feito junto à NÁUTICA. “Todos os nossos barcos estão praticamente vendidos, com negociações bem avançadas. O evento foi realmente maravilhoso”, disse.

                                 

                                Já para Matheus Strauss, representante da BYS International, o Salão de Usados NÁUTICA exerce um papel importante no setor, uma vez que, para ele, o mercado de seminovos “acaba sendo muito maior do que a quantidade de embarcações novas”.

                                No final das contas, quem está vendendo um barco usado é cliente comprador para um barco novo e tudo acaba tendo uma sinergia muito grande– comentou

                                Evandro Souza, da Boats Multimarcas, vê outro ponto positivo: o barco pronto para uso. “Quando o cliente compra um barco zero, geralmente a empresa tem que produzir, então demanda tempo. No barco seminovo, não; o barco já está pronto para o cliente comprar, levar e navegar no próximo verão”, destacou.


                                Thalita Vicentini destacou que Angra, o palco do evento, “é destaque mundial pelas suas belezas paradisíacas e belas águas”, o que, naturalmente, movimenta o turismo náutico. João Willy Seixas Peixoto, presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, endossa o argumento.

                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Para ele, “o turismo náutico é hoje um dos segmentos mais fortes em Angra dos Reis”, logo, “é importante que essa iniciativa entre para o calendário oficial de Angra dos Reis e se torne referência na cidade.

                                 

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                                  Trata-se de uma iluminação mais econômica, segura e personalizável. Confira outras vantagens na lista completa!

                                  Por: Redação -

                                  Enquanto para alguns as vantagens de usar LED na iluminação do barco são incontestáveis, para outros — seja por preferência estética ou entraves na instalação — esse recuso segue sendo deixado de lado.

                                  De maneira geral, LEDs sempre serão mais indicados para barcos do que lâmpadas incandescentes convencionais — a começar pelo fato de que consomem bem menos energia. Ganham, também, na luminosidade e na sua projeção, que é bem mais concentrada. Logo, iluminam mais.

                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                  Confira 7 bons motivos para aderir aos LEDs na iluminação do barco

                                  Consumo de energia muito menor

                                  Em barcos, energia é ouro. LEDs gastam até 80% menos do que lâmpadas halógenas ou incandescentes. Isso preserva as baterias, evita quedas de tensão e dá mais autonomia em ancoragens.

                                  Menos calor

                                  Lâmpadas tradicionais esquentam bastante, o que pode ser desconfortável dentro da cabine e até perigoso em espaços confinados. LEDs quase não aquecem.

                                  Alta durabilidade

                                  Uma lâmpada LED pode durar 25 a 50 vezes mais que uma halógena. Em ambiente náutico — com vibração, umidade, sal e balanço — essa resistência faz toda a diferença.


                                  Segurança a bordo

                                  Por trabalhar em baixa tensão, gerar pouco calor e suportar vibração, o LED reduz riscos de curto-circuito e superaquecimento.

                                  Luz mais eficiente e personalizável

                                  LEDs entregam mais luminosidade com menos energia e ainda permitem cores, intensidades e efeitos, cada vez mais úteis para luz de cortesia, navegação noturna, iluminação subaquática etc.

                                  Menos manutenção

                                  Com maior vida útil e robustez, acaba-se trocando lâmpadas com pouquíssima frequência — algo importante quando elas estão instaladas em locais difíceis no barco.

                                  Melhor para áreas externas

                                  Existem LEDs específicos para ambiente marinho, com proteção IP67 ou IP68, resistentes a água, sal e raios UV.

                                   

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                                    Por: Nicole Leslie -
                                    30/11/2025

                                    Além de revelar novos talentos, concursos fotográficos têm o poder de apresentar ao mundo imagens que dificilmente veríamos de outra forma. E muitas delas surgiram no Drone Photo Awards 2025, que anunciou seus vencedores no fim de setembro. A premiação destacou fotos aéreas em nove categorias — desde a vida selvagem até cenas urbanas —, todas captadas exclusivamente por drones.

                                    A “foto do ano” ficou com Dennis Schmelz, autor de The Lone Rider (“O Cavaleiro Solitário”, em inglês). Registrada durante uma viagem de inverno pela Capadócia, a imagem encantou o júri ao revelar um novo olhar sobre uma região já muito fotografada. No topo de um afloramento rochoso, um cavaleiro solitário surge entre neblina, luz suave e um cenário carregado de atmosfera. A combinação garantiu o título máximo ao artista.

                                    The Lone Rider (“O Cavaleiro Solitário”). Foto: Dennis Schmelz / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    As categorias contempladas pelo concurso incluíram Urbano, Animais Selvagens, Esporte, Pessoas, Natureza, Abstrato, Casamento, Série e Vídeo. Cada uma premiou um 1º colocado e destacou outras obras relevantes. O site oficial do Drone Photo Awards 2025 mostra descrições de cada clique.

                                    Drone Photo Awards 2025: fotos premiadas

                                    Urbano

                                    Swallowed (“Engolido”). Foto: Mohammad Ataei Mohammadi / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Vida selvagem

                                    Another World (“Outro Mundo”). Foto: Joanna Steidle / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Esporte

                                    Running on Salt (“Correndo no Sal”). Foto: Shimon Perlstein / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Pessoas

                                    Aarti Under the Stars (“Aarti Sob as Estrelas”). Foto: Thibault Gerbaldi / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Natureza

                                    The Long Shadow (“A Longa Sombra”). Foto: Christopher Harrison / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Abstrato

                                    The Eye (“O Olho”). Foto: Pawel Zygmunt / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Casamento

                                    Eloping Above the Clouds (“Fugindo Acima das Nuvens”). Foto: Oliver and Steph Prince / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Série

                                    A categoria Série premiou ensaios feitos em um mesmo contexto e região. O 1º lugar ficou com The Great Colour Study: Vietnam (“O Grande Estudo de Cores: Vietnã”), do fotógrafo Dipanjan Pal. O conjunto explora profissões tradicionais vietnamitas transmitidas por gerações ao longo de mais de 500 anos.

                                    Carpet (“Tapete”) — parte da série The Great Colour Study: Vietnam. Foto: Dipanjan Pal / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação

                                    Vídeo

                                    A categoria Vídeo avaliou produções feitas exclusivamente com drones, entre 1 e 5 minutos de duração. O vencedor foi Bangladesh: The Soul of an Unstoppable People (“Bangladesh: A Alma de um Povo Inabalável”), de Fran Arnau. O retrato visual e emocional revela um olhar único de uma nação que carrega história, resiliência e cotidiano.

                                    Assista!

                                     

                                     

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                                      Vermes, moluscos e crustáceos: cientistas registram 14 novas espécies marinhas

                                      Entre as descobertas, tem "parasita-pipoca", invertebrados exóticos e seres encontrados a mais de 6 mil metros de profundidade

                                      29/11/2025

                                      Mesmo com séculos de exploração, a biodiversidade de invertebrados marinhos permanece pouco documentada. Para mitigar esse problema, pesquisadores da Senckenberg Ocean Species Alliance (SOSA) anunciaram a descoberta de 14 novas espécies marinhas, incluindo dois novos gêneros.

                                      A pesquisa encontrou seres inéditos em diferentes regiões do planeta, baseando-se em coleções recentes e históricas e incluindo espécies recém-descritas. O trabalho foi publicado na revista Biodiversity Data Jornal e teve parceria do novo Laboratório de Descobertas do Instituto de Pesquisa e Senckenberg.

                                       

                                      Entre os organismos identificados, estão crustáceos translúcidos, vermes de aparência “exótica” e parasitas que lembram um emaranhado de grãos. Segundo os pesquisadores, as profundidades de algumas dessas criaturas chegam a mais de 6 mil metros.

                                      De pouquinho em pouquinho

                                      Uma das novas espécies que agora faz parte do “caderninho” dos biólogos é o molusco Veleropilina gretchenae, localizado na Fossa das Aleutas — a incríveis 6.465 metros de profundidade.

                                      Veleropilina gretchenae. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
                                      O genoma do Veleropilina gretchenae é um dos primeiros da classe Monoplacophora a ser publicado com alta qualidade diretamente do espécime. Essa classe é composta por moluscos marinhos que se destacam por ser um exemplo de ‘fóssil vivo’. Acreditava-se que estivessem extintos até a redescoberta de um espécime vivo em 1952.

                                      Outro molusco registrado pela primeira vez foi o bivalve Myonera aleutiana, encontrado a 5.280 metros, tornando-se o membro mais profundo do seu gênero.

                                      Myonera aleutiana. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      O Macrostylis peteri foi outra criatura descoberta pela pesquisa. A nova espécie é um isópode minúsculo, porém complexo, que marca o primeiro registro de sua família em águas australianas.

                                      Documentar espécies tão pequenas e complexas exige preparação meticulosa e ilustração microscópica precisa– destacou o grupo

                                      Macrostylis peteri. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      O Spinther bohnorum, da Polinésia Francesa, é um verme minúsculo de cor vermelho-alaranjada. Sua posição evolutiva ainda permanece um mistério. Uma das principais características que os diferenciam são as cerdas (eixos que lembram espinhos e servem para locomoção).

                                      Spinther bohnorum. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      Já o crustáceo Apotectonia senckenbergae foi identificado em um banco de mexilhões nas fontes hidrotermais da Fenda de Galápagos, a 2.602 metros da superfície.

                                      Apotectonia senckenbergae. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      Descobertas peculiares

                                      Como a natureza é cheia de surpresas, o fundo do mar não poderia ser diferente. Os pesquisadores encontraram, por exemplo, o isópode Zeaione everta, um parasita avistado na zona entremarés da Austrália. As fêmeas apresentam protuberâncias nas costas que lembram grãos de pipoca estourados — não à toa, seu apelido é “parasita-pipoca”.

                                      Zeaione everta, o “parasita-pipoca”. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      Presa a mais de 5 mil metros de profundidade, o Laevidentalium wiesei foi outra nova espécie encontrada pelo SOSA. Ele estava com uma anêmona-do-mar aderida à sua concha — o primeiro registro desse tipo para este gênero.

                                      As descobertas relatadas nesta segunda edição são numeradas de 13 a 27, dando continuidade ao ponto em que o primeiro artigo parou. Muitas outras devem ser descobertas em breve– informou a SOSA em comunicado

                                      Laevidentalium wiesei. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      Um novo jeito de pesquisar

                                      Preocupados com o ritmo de descoberta superando o processo formal de descrição de espécies, o SOSA foi fundado para promover esse desafio: ter uma abordagem simplificada e escalável para a taxonomia (ciência que organiza e classifica os seres vivos hierarquicamente).

                                      Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      De acordo com o grupo, cerca de 91% das espécies oceânicas ainda não foram classificadas e mais de 80% do oceano permanece inexplorado.

                                      Cada número representa não apenas uma espécie, mas também uma prova de conceito: que, com o apoio adequado, os taxonomistas podem acelerar a descrição da vida nos oceanos sem sacrificar a qualidade– ressaltaram os cientistas em nota

                                      Metharpinia hirsuta. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação

                                      Nove das novas espécies e um dos inéditos gêneros deste estudo foram processados parcial ou totalmente por meio do Laboratório de Descobertas do Instituto de Pesquisa e Senckenberg, ressaltando seu valor e importância da estrutura para o avanço da taxonomia.

                                      Em uma era de perda de biodiversidade, o trabalho de descrever espécies pode ser mais urgente do que nunca– ressalta o site  

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                                        28/11/2025

                                        Nada melhor do que ter um estaleiro a seu dispor para construir um megaiate dos sonhos. Gabe Newell, magnata do mundo dos games, adquiriu recentemente a poderosa Oceanco e recebeu, das mãos da própria empresa, o imponente Leviathan, tido como o 50º maior iate do mundo.

                                        São muitos destaques numa embarcação desse porte. Ela possui nada menos que 111 metros de comprimento (363 pés!) e busca redefinir os modelos tradicionais que envolvem a construção de um megaiate: com mais foco nas pessoas e menos em extravagância.

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        Porém, o fato de ser menos extravagante não significa que seria barato — muito pelo contrário. O valor do megaiate de Gabe Newell é estimado em aproximadamente US$ 500 milhões de dólares (cerca de R$ 2,68 bilhões em conversão de novembro de 2025).

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        O novo “brinquedo” do magnata americano e proprietário da Oceanco não economiza em comodidade. Uma delas é a sala gamer com 15 PCs de última geração — nada melhor para quem construiu um império com jogos eletrônicos.

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        Por lá, o paraíso flutuante de GabeN (como é conhecido pela comunidade gamer) ainda ostenta um hospital com enfermeira residente, laboratório científico, oficina de impressão 3D, campo de basquete e spa com banheira de hidromassagem.

                                         

                                        O sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico alimentado com baterias permite navegação silenciosa e sem emissões por longos períodos, de acordo com a Oceanco.

                                        Colaboração extrema

                                        Para entender o grande diferencial deste projeto, é necessário recapitular a carreira de Newell. Ex-produtor da Microsoft, companhia onde trabalhou por 13 anos e desenvolveu os três primeiros sistemas operacionais Windows, o americano construiu seu império no mundo dos jogos.

                                         

                                        Ele fundou a Valve, desenvolvedora de jogos como Half-Life, Portal e Dota; e a Steam, um serviço de distribuição digital de games. Na época, chamava atenção sua metodologia de trabalho: orçamento ilimitado para a produção dos projetos e sem prazo para conclusão. O importante era a qualidade.

                                        Gabe Newell durante a Game Developers Conference, em 2010. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                        A Valve não opera com uma hierarquia gerencial tradicional. Os funcionários não possuem chefes ou gerentes da maneira convencional e têm autonomia radical, escolhendo em quais projetos querem trabalhar. Logo, era de esperar que ele levasse essa filosofia à Oceanco — e levou.

                                        Segundo a Oceanco, o bilionário planeja manter a filosofia da Valve também no setor náutico: dar liberdade criativa às equipes e priorizar inovação. Isso envolve uma colaboração extrema entre tripulação, designers e construtores.

                                        Queremos que a empresa se concentre no que faz de melhor: colocar as pessoas em primeiro lugar– declarou o proprietário do estaleiro

                                        Tripulação como prioridade

                                        Um megaiate desse porte não sobreviveria sem o trabalho dos tripulantes. Pensando nisso, o Leviathan teve como principal pilar aprimorar a eficiência operacional e o bem-estar da tripulação, com uma abordagem de design centrada no ser humano, segundo a Oceanco.

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        O layout interno é a prova dessa filosofia: áreas de alto valor — como um salão no flybridge — foram transformadas em espaços comunitários, incluindo aquela sala com 15 PCs e um grande refeitório para 54 pessoas. O objetivo é promover a integração de 26 hóspedes e 37 tripulantes.

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        Materiais de baixa manutenção (deque sintético e aço inoxidável jateado, por exemplo) foram escolhidos com a proposta de oferecer materiais mais duráveis e de fácil reparo, com a ideia de liberar a tripulação para tarefas de maior valor, como interagir com os hóspedes.

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        De acordo com o comunicado da Oceanco, a tripulação foi convidada para participar do processo do Leviathan desde o primeiro dia do projeto, contribuindo com seus conhecimentos operacionais para moldar um iate que funcionasse melhor para eles.

                                        Trabalhar com a equipe da Oceanco é incrivelmente prazeroso e muito divertido; todos são profissionais, criativos e dinâmicos– elogiou Newell

                                        Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        Para homenagear a equipe envolvida no projeto, um painel de vidro com os nomes de quase 3 mil colaboradores foi instalado na escadaria principal do megaiate de Gabe Newell.

                                        Projetado não com base na tradição, mas sim em um propósito, o Leviathan coloca as pessoas no centro de cada decisão– destaca a Oceanco em comunicado

                                        Muito mais que lazer

                                        O novo megaiate de Gabe Newell conversa com os outros tentáculos de projetos do empresário. O Leviathan também serve como plataforma de suporte para a organização Inkfish, que apoia pesquisa científica e exploração marinha — por isso o laboratório e hospital a bordo.

                                        Gabe Newell, proprietário da Oceanco. Foto: Oceanco/ Divulgação

                                        Entusiasta do mergulho, atividade que é mencionada como uma de suas paixões, Gabe Newell já havia financiado o Limiting Factor, submersível que atingiu os pontos mais profundos dos cinco oceanos na expedição Five Deeps.

                                         

                                        Com um patrimônio estimado pela Forbes de US$ 11 bilhões (aproximadamente R$ 58,8 bilhões em conversão de novembro de 2025), Gabe tem um vasto leque de embarcações na sua coleção, como o Rocinante, da Lürssen, e o Draak, também da Oceanco, além de outros barcos de apoio.

                                         

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                                          A Hélices Hoffmann é referência em hélices no Brasil, com quase 90 anos de mercado. Na equipe técnica, destacam-se três figuras: Reimar Hoffmann, diretor e presidente; Sávio Satler, tecnólogo mecânico; e Bethina Hoffmann, a engenheira naval do grupo. Aos 32 anos, ela mostra no currículo — e nas vivências — que o rosto da próxima geração da empresa, fundada ainda em 1937, será, pela primeira vez, o de uma mulher.

                                          Atualmente, Bethina atua diretamente nos processos técnicos e comerciais da empresa. “Estou envolvida em novos projetos, consultas de clientes, cálculos, desenvolvimento de hélices, medições em campo e testes de mar. Também acompanho todo o cronograma de produção da fábrica e o andamento da produção”, detalhou.

                                           

                                          Em paralelo, ela ainda encontra tempo para ser um dos principais pilares do grupo quando o assunto é olhar para o futuro.

                                          Bethina e seu avô, Reimar Hoffmann. Foto: Revista Náutica

                                          Historicamente, a Hélices Hoffmann se diferencia no mercado por seu olhar delicado e artesanal na produção dos equipamentos — uma característica que a empresa não abre mão. Logo, modernizar processos e promover mudanças é um dos desafios diários de Bethina, que reconhece o ponto forte da instituição.

                                          O objetivo é modernizar nossos processos e preparar a Hoffmann para o futuro, sem perder o DNA artesanal que sempre nos caracterizou– explicou

                                          Foto: Arquivo Pessoal

                                          Somado a isso, entra o “desafio natural das diferenças entre gerações”, como ela define, que pedem equilíbrio entre tradição e inovação. Para se ter uma ideia, a empresa foi fundada há 88 anos pelo alemão Emílio Hoffmann, e, em 1954, seu filho, Reimar Hoffmann (avô de Bethina), assumiu a direção dos negócios após o falecimento do pai — e segue na presidência até hoje.

                                          Manter essa harmonia é algo que eu tento cultivar todos os dias– destacou

                                          Náutica no sangue e na formação

                                          Bethina começou a velejar aos 11 anos de idade. Ainda na adolescência, teve uma rotina dedicada ao esporte, chegando a ser campeã brasileira e tendo representado o Brasil no Campeonato Mundial da Juventude, ao lado de grandes nomes da modalidade, como as bicampeãs olímpicas Kahena Kunze e Martine Grael. “Hoje velejo por lazer”, comentou.

                                          Registro do Campeonato Mundial da Juventude de 2009, que aconteceu em Búzios (RJ). Bethina aparece à esquerda, enquanto Kahena e Martine, campeãs da competição na classe 420, aparecem no canto direito da imagem. Foto: Arquivo Pessoal

                                          Seu pai, embora engenheiro civil, acabou seguindo novos desafios no ramo pesqueiro, como armador de pesca.

                                          O ambiente náutico sempre esteve presente ao meu redor, o que acabou influenciando naturalmente minha escolha– contou Bethina sobre optar pela Engenharia Naval

                                          Foto: Arquivo Pessoal

                                          Seu contato frequente com o mar e com os barcos, somado à atração por “coisas diferentes”, como ela conta, resultou na escolha pelo curso de Engenharia Naval na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Era algo novo no estado”, relembrou.

                                           

                                          “Desde o início, eu sabia que queria seguir na área de engenharia. Cheguei a cogitar Arquitetura em algum momento, mas hoje percebo que se não fosse a Naval, com certeza seria outra engenharia.

                                          Foto: Arquivo Pessoal

                                          Logo após a formatura, Bethina enfrentou os dilemas comuns dos recém-formados: “por onde começar? Qual área seguir? Devo me especializar primeiro ou buscar experiência?”. Mas de uma coisa ela tinha certeza:

                                          Eu nunca quis vincular minha formação diretamente aos negócios da família, pelo menos não logo no início– revelou

                                          Assim, ela deu início à carreira buscando, inicialmente, por experiências fora da Hoffmann. Ainda durante a faculdade, estagiou em um escritório de projetos de engenharia naval. “Foi meu contato inicial com a profissão”, contou. Seu primeiro trabalho efetivo, mesmo, foi em 2018, no departamento de engenharia do estaleiro italiano Azimut.

                                          Foto: Arquivo Pessoal

                                          Lá, ela conta que atuou diretamente nos processos construtivos, no “chão de fábrica”, antes de migrar para o setor de pós-vendas, onde passaria a lidar com atendimento ao cliente e problemas em campo.

                                           

                                          “Essas experiências me deram uma visão ampla do setor e contribuíram muito para a profissional que sou hoje. Só depois desse processo senti que fazia sentido unir essa bagagem aos negócios da família”, ressaltou.

                                          “As mulheres ainda precisam provar um pouco mais até que o trabalho fale por si”

                                          Mesmo já consolidada em sua posição, Bethina não deixa de reconhecer as barreiras que as mulheres ainda enfrentam em profissões majoritariamente masculinas — especialmente no meio náutico. “Sinto que nesse meio as mulheres ainda precisam provar um pouco mais até que o trabalho fale por si”.

                                          A gente percebe que precisa se aprofundar em tudo, entender cada detalhe, porque qualquer erro ou dúvida, às vezes, é visto como falta de capacidade– declarou

                                          O ambiente intimidador e excludente colabora para que muitas mulheres desistam da área, uma vez que não encontram espaços para permanecer. “Muitas acabam migrando para outros setores ou desanimando por falta de oportunidades”, detalhou.

                                           

                                          Bethina conta que ela mesma enfrentou muita resistência na profissão, especialmente pelos ambientes historicamente masculinos. “No começo isso incomodava, mas com o tempo aprendi a lidar e deixar que meu trabalho, com resultados, falasse por mim. Isso acaba pesando mais do que qualquer estereótipo”, destacou.

                                          Foto: Arquivo Pessoal

                                          Para ela, mudar esse cenário passa por dar oportunidades. E não à toa: “a presença feminina contribui muito para esse meio. Nosso jeito de enxergar o todo, de resolver problemas e de lidar com pessoas traz um valor enorme para o trabalho”.

                                           

                                          Apesar das adversidades, Bethina vê um futuro promissor para as mulheres na Engenharia Naval, e aconselha: “estudem, busquem experiência e se envolvam de forma ativa. Conversem com todo mundo, desde quem projeta o parafuso até quem aperta esse parafuso no dia a dia. Cada etapa do processo ensina alguma coisa importante”.

                                          Não tenham medo de perguntar, de questionar ou de se posicionar. A curiosidade e a dedicação fazem muita diferença. Sigam firmes, porque há muito espaço para vocês aqui– ressaltou

                                          Bethina evidencia que o campo de atuação para quem escolhe essa profissão é amplo, indo muito além do projeto de embarcações. “Há espaço para trabalhar com desenvolvimento de sistemas, extração de petróleo, certificação e regulamentação, além de áreas voltadas à inovação e tecnologia.”

                                           

                                          Se para a engenheira “ter exemplos e referências faz muita diferença para quem está começando”, ela acaba de dar um motivo a mais para que outras mulheres sigam na profissão.

                                           

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                                            Por: Nicole Leslie -
                                            27/11/2025

                                            Uma cena que seria facilmente confundida com imagens geradas por inteligência artificial tem ganhado destaque nas redes sociais do fotógrafo Ari Kaye. O profissional registrou um enorme cardume de raias próximo à região de Copacabana, no Rio de Janeiro — e as imagens impressionam.

                                            Autodefinido “carioca apaixonado”, o artista conhecido justamente por registrar o estilo de vida e a cidade do Rio de Janeiro acredita ter filmado não apenas dezenas, mas centenas de raias-ticonha (Rhinoptera bonasus) na região próxima ao Forte de Copacabana. O registro foi do último dia 19 de novembro.

                                             

                                            Nas redes sociais, Ari ainda revelou ter sido surpreendido pelo enorme cardume. Ele já sobrevoava a região com o drone quando as águas cristalinas permitiram observar uma “mancha preta” que, com o zoom adequado se revelou mais um espetáculo da natureza.


                                            Ao jornal OGLOBO, o fotógrafo contou que já havia registrado um cardume de raias, mas que deviam ser cerca de 100 animais, enquanto o mais recente acredita ter sido formado por cerca de 500.

                                            Fui presenteado com esse espetáculo, incrível poder ver e registrar a natureza de forma tão próxima-finalizou o artista.

                                            Assista!

                                             

                                             

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                                              Levantamento da Antaq aponta forte recuperação da logística regional no 3º trimestre de 2025 após os desafios climáticos enfrentados em 2024

                                              Por: Nicole Leslie -

                                              Em 2024, o Sul do Brasil enfrentou um dos períodos mais desafiadores de sua história, com desastres ambientais severos — especialmente as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. Entre os setores impactados, a logística e movimentação portuária. Um ano depois, os portos públicos da região se consolidam como protagonistas da retomada econômica, sendo reconhecidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como o “grande motor da região”.

                                              Segundo levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado na segunda-feira (24) pelo MPor, a movimentação de cargas nos portos públicos do Sul registrou crescimento expressivo de 14,02% no 3º trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Ao todo, foram movimentadas 37 milhões de toneladas entre julho e setembro.

                                              Foto: Claudio Neves / Gcom Portos do Paraná / Divulgação

                                              Embora a movimentação portuária geral da região — que considera também terminais privados — tenha avançado 8,65%, o destaque ficou com os portos públicos.

                                               

                                              Entre os principais responsáveis pelo desempenho, estão o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 19,1 milhões de toneladas movimentadas, e o Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que movimentou 9,1 milhões de toneladas no período. Ambos aparecem na lista de portos públicos do Brasil que mais movimentam cargas no país e receberão investimentos do MPor para implementar o VTMIS, sistema de tráfego que promete reforçar a segurança da navegação.

                                              Crescimento em contêineres aponta retomada econômica

                                              Um dos indicadores mais representativos da recuperação foi a movimentação de contêineres nos portos públicos, que saltou 62,46% no trimestre, alcançando 8,4 milhões de toneladas. De acordo com o MPor, esse avanço é estratégico por envolver operações de maior valor agregado e complexidade logística em relação ao granel.

                                              Foto: Claudio Neves / Gcom Portos do Paraná / Divulgação

                                              Considerando o total movimentado por estruturas públicas e privadas, a carga conteinerizada somou 15,2 milhões de toneladas, liderando o ranking entre os tipos de carga no período.

                                              Exportações, importações e integração logística

                                              As exportações cresceram 13,55% nos portos públicos do Sul, enquanto as importações avançaram 8,59%. O dado mais expressivo entre os produtos importados foi o de adubos e fertilizantes, que totalizaram 5,9 milhões de toneladas — evidenciando que o setor produtivo regional já se organiza para impulsionar a próxima safra.


                                              Outro destaque foi a cabotagem, com crescimento de 29,65%, reforçando a importância dos portos públicos na integração logística entre diferentes regiões do Brasil.

                                               

                                              Os resultados consolidam os portos públicos do Sul como peças-chave da reestruturação logística nacional após os impactos climáticos de 2024. O desempenho reforça a relevância estratégica dessas estruturas para o escoamento da produção agrícola, industrial e de insumos, justificando, segundo o próprio MPor, o apelido de “grande motor da região”.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Ricas em proteínas, minerais e compostos bioativos, as algas marinhas ainda apresentam vantagens ambientais significativas em seu cultivo

                                                26/11/2025

                                                Além de sustentarem o equilíbrio do ar atmosférico, as algas marinhas têm alto potencial nutricional: são ricas em proteínas, minerais e compostos bioativos. Não à toa, elas são as protagonistas da vez no centro de pesquisas científicas voltadas à produção de superalimentos do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo (RJ).

                                                Quem coordena o estudo para o uso das algas marinhas no futuro da alimentação humana é a Pesquisadora Especial III da Marinha do Brasil (MB), doutora Giselle Pinto de Faria Lopes.

                                                Doutora Giselle Lopes venceu duas vezes o Prêmio “Soberania Pela Ciência”. Foto: Acervo pessoal

                                                O trabalho já revelou que as algas brasileiras, especialmente as do gênero Ulva e Gracilaria, possuem propriedades nutricionais comparáveis às das fontes convencionais de proteína vegetal, como a soja — mas não só isso: as algas ainda apresentam vantagens ambientais significativas.

                                                Além desse produto natural ser considerado nutricionalmente rico, impacta na biodiversidade e diretamente no sequestro de carbono através de sua fotossíntese, reduzindo o efeito negativo das mudanças climáticas– explicou a pesquisadora

                                                De acordo com Giselle, o cultivo das algas demanda pouca água doce e não compete com áreas agrícolas. De quebra, o grupo de pesquisa também avalia os compostos extraídos para aplicações farmacêuticas e cosméticas.

                                                 

                                                A ideia é ampliar as possibilidades da chamada inovação azul — conceito que relaciona desenvolvimento econômico à preservação dos ecossistemas marinhos. Para isso, o instituto mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa civis para aprimorar técnicas de cultivo controlado, extração de biomassa e produção de suplementos ricos em antioxidantes e proteínas.

                                                Foto: Marinha do Brasil / Reprodução

                                                Conforme detalhou Giselle, a pesquisa se inspira em estudos da NASA, que analisam o uso de microalgas para alimentar astronautas no espaço.

                                                 

                                                No caso do IEAPM, formulações combinando microalgas, cianobactérias e ingredientes naturais estão sendo testadas inicialmente para reforçar a nutrição de combatentes militares. A próxima fase, prevista para começar no início de 2026, avaliará o impacto desses suplementos no desempenho físico e cognitivo de voluntários, e, futuramente, em pacientes oncológicos.


                                                Embora cheias de recursos, a população ainda conhece pouco sobre as algas marinhas, conforme revelou uma pesquisa conduzida pelo IEAPM e publicada na Revista Pesquisa Naval.

                                                 

                                                O estudo escutou diferentes grupos da população e revelou que a maioria dos entrevistados as associa apenas ao ambiente marinho ou à culinária oriental, sem reconhecer seu valor nutricional, econômico e ambiental — constatação reforça a importância da divulgação científica.

                                                 

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                                                  As imagens mostram o animal dando um verdadeiro show com as nadadeiras, como se soubesse estar sendo gravado pelas lentes atentas de Dobozy. Confira:

                                                   

                                                   

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                                                  Pesquisadores da Whale and Dolphin Conservation, do Reino Unido, destacam que a chance de uma jubarte (Megaptera novaeangliae) nascer com essa condição genética é de cerca de 1 em 40 mil. Trata-se de uma mutação que impede a produção normal de pigmentos, resultando na pele de tom branco-leitoso.


                                                  Embora deslumbrante e extremamente rara, a coloração a torna baleia mais suscetível a predadores e embarcações, uma vez que fica mais visível.

                                                   

                                                  Dobozy detalhou, em seu Instagram, que levou dias para processar o feito, que, para ela, registrar a baleia albina foi uma “forma incrível” de terminar a temporada.

                                                   

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                                                    Aprovação do projeto de lei, de autoria de Fernando Jordão, ocorreu no fim da tarde desta terça-feira (25). Texto irá à sanção presidencial

                                                    25/11/2025

                                                    O projeto de lei que regulamenta a profissão de marinheiro profissional de esporte e recreio para fins particulares foi aprovado no Senado Federal nesta terça-feira (25). O texto do PL 25/2018, de autoria do ex-deputado federal (e ex-prefeito de Angra dos Reis) Fernando Jordão (MDB/RJ), recebeu aval no fim desta tarde pela Casa Legislativa e irá à sanção da Presidência da República.

                                                    Criada em 2018, a proposta define as responsabilidades e exigências para conduzir embarcações de esporte e recreio. O texto também estabelece que esses profissionais devem ter habilitação certificada pela autoridade marítima e não podem conduzir barcos em atividades comerciais.

                                                    Senadora Leila Barros (PDT), relatora do projeto. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

                                                    O texto ainda obriga o empregador a contratar seguro obrigatório para cobrir riscos de atividade. Segundo a Agência Senado, o projeto permitirá a regularização laboral de milhares de marinheiros — que terão sua atividade reconhecida em lei, com Classificação Brasileira de Ocupações própria (CBO).

                                                    Fernando Jordão e Wilder Morais. Foto: Divulgação

                                                    À NÁUTICA, Fernando Jordão comemorou o resultado e destacou a importância da regulamentação do marinheiro no Brasil. Ele também agradeceu a relatora Leila Barros e o senador Wilder Morais (PL).

                                                    Marinheiros da Costa Verde, de Angra e de todo o Brasil: agora vocês são oficialmente reconhecidos. Estou muito feliz. É mais do que merecido!– ressaltou Fernando Jordão, autor do projeto de lei

                                                     

                                                    Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica, parabeniza o projeto aprovado nesta terça-feira e ressalta as melhorias que o texto promove.

                                                    Um avanço enorme para o setor náutico. O reconhecimento do Marinheiro Profissional de Esporte e Recreio fortalece a segurança, valoriza quem vive do mar e profissionaliza ainda mais nossa atividade. Parabéns a todos os marinheiros do Brasil por essa conquista histórica-enaltece Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica

                                                    O senador Esperidião Amin, presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico, também pediu a palavra para comentar a aprovação, que, segundo ele, ficará mais estruturada e profissional.

                                                    Esperidião Amin, presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

                                                    Milhares de pessoas deixarão de ser contratadas como jardineiro ou doméstico e, agora, terão sua profissão reconhecida– declarou Esperidião Amin

                                                    Com o projeto de lei, a Marinha do Brasil terá a responsabilidade de regulamentar as normas específicas para a atuação desses profissionais, conforme explica a Agência Senado. O texto também prevê maior segurança na condução de embarcações e recreio e clareza nas atribuições dos marinheiros.

                                                     

                                                    Para exercer a profissão, o marinheiro deverá trabalhar em embarcações nas águas abrangidas pela habilitação para a qual foi certificado.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Pioneiro em sustentabilidade, empreendedor e completamente apaixonado pelo universo náutico. Esse é Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que depois de cinco décadas de iniciativas visionárias no setor, não só foi indicado, como é finalista do 4º Prêmio Nacional do Turismo – 2025.

                                                      O concurso, promovido pelo Ministério do Turismo, é o principal reconhecimento público às iniciativas e profissionais que fortalecem o setor. Criado para valorizar ações inovadoras, sustentáveis e inspiradoras em todo o país, o prêmio destaca práticas que consolidam o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

                                                      Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                                                      Ao todo, 24 representantes de segmento turístico concorrem na categoria “Profissionais de Destaque”, distribuídos em oito áreas, cada uma com três finalistas. Idealizador de várias iniciativas ligadas ao turismo e sustentabilidade, Ernani Paciornik está na divisão “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”.

                                                      Para chegar até a decisão, as candidaturas passaram por análise técnicas. Agora, para vencer, os finalistas precisam do voto do público. A votação é online e aberta e vai até o dia 1º de dezembro, às 18h. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 3 de dezembro.

                                                      Como votar no Prêmio Nacional de Turismo?

                                                      Quem for votar na premiação terá que acessar o site oficial do concurso (Gov.br) — é possível dar seu voto mesmo sem logar na plataforma. Feito isso, confira o passo a passo para participar da votação:

                                                      • Desça e encontre a categoria “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”;
                                                      Foto: Reprodução
                                                      •  Selecione o nome de quem deseja dar seu voto e aperte em “Votar como melhor”;
                                                      •  Logo em seguida, aparecerá uma tela pedindo para confirmar seu e-mail. Preencha esse campo;
                                                      Foto: Reprodução
                                                      •  Feito isso, surgirá uma mensagem de confirmação da PollUnit na caixa de entrada do e-mail (o mesmo que foi colocado na etapa anterior);
                                                      Foto: Reprodução
                                                      • Após confirmar o e-mail, você será redirecionado ao site da PollUnit. Confirme novamente as informações, pois sem essa confirmação, o voto não será computado;
                                                      • Pronto! Após a confirmação acima, o seu voto já foi computado.

                                                      O amigo das águas

                                                      Fundador da Revista Náutica e criador dos maiores salões náuticos da América Latina, o Boat Show, Ernani Paciornik consolidou a cultura náutica no Brasil e projetou o país no cenário internacional.

                                                      Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                      À frente do Grupo Náutica, lidera a maior rede de comunicação, eventos e infraestrutura náutica da América Latina, com impacto direto no desenvolvimento econômico e turístico nacional. Criou o circuito de eventos Boat Show, em lugares como São Paulo, Rio, Itajaí, Salvador, Brasília, Foz e Angra, que fomentam novos destinos ligados à navegação.

                                                      O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                      Pioneiro em sustentabilidade, Paciornik cofundou o Projeto SOS Mata Atlântica e lançou a campanha “Só jogue no água o que o peixe pode comer” ainda em 1998, em parceria com o renomado cartunista Ziraldo, criador do Menino Maluquinho.

                                                      Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)
                                                      JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                      Mais recentemente, fundou a JAQ Hidrogênio Verde, que desenvolveu as primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio verde produzido a bordo — um marco global da transição energética e um dos destaques da COP30. A embarcação foi projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil.

                                                       

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                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        A performance da equipe Mubadala Brazil em sua primeira temporada no SailGP, em 2025, tem chamado a atenção dentro e fora da água. Durante mesa-redonda com comentaristas oficiais da competição realizada nesta segunda-feira (24), às vésperas da decisão em Abu Dhabi, o Brasil foi citado não apenas pelos resultados, mas pela postura enquanto equipe estreante.

                                                        Segundo Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, e Todd Harris, locutor esportivo premiado com o Emmy, o time liderado por Martine Grael demonstra uma maturidade competitiva além do esperado para uma primeira temporada.

                                                        Martine está bem em ser a única piloto mulher, mas ela não usa isso. Não é uma muleta, não é algo em que ela se apoia quando têm um dia ruim. Ela quer ser avaliada igualmente em todos os aspectos e não importa que ela seja mulher. Eu amo isso nela e amo a forma como ela veleja-destacou Harris à Revista Náutica

                                                        Martine Grael, líder do time brasileiro no SailGP 2025. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                        Mais do que igualdade, o que impressiona os comentaristas é a intensidade com que a capitã encara cada regata. Harris também observou que Martine leva cada competição “muito a sério” e que não disfarça a frustração quando não vence — característica que, segundo ele, revela um traço tipicamente brasileiro, de quem agarra o esporte com corpo, alma e intensidade.

                                                        Os brasileiros têm aquele amor pelo esporte, seja futebol ou vela, e carregam isso na manga-complementou

                                                        Sob o ponto de vista técnico, Darmanin contextualizou que a posição atual do Mubadala Brazil SailGP Team na tabela é o esperado para uma equipe que participa da primeira temporada. No entanto, frisou que o ranking — onde hoje o time brasileiro aparece na 11ª posição de 12 no total — não traduz o ritmo de evolução do grupo.

                                                        É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência-afirmou Lisa à Revista Náutica

                                                        A medalhista olímpica também relembrou o acidente sofrido pelo time brasileiro na véspera da etapa na Alemanha, que fez com que a equipe não participasse daquela disputa. Darmanin elogiou a postura do time diante do desafio: “O que eles fizeram foi voltar e saíram disparando”.

                                                        Equipe brasileira se preparava para a 8ª etapa da disputa quando sofreu o acidente. Foto: Instagram @sailgp e @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                        Segundo a comentarista, conquistar duas vitórias na temporada de estreia é um forte indicativo de potencial, especialmente considerando que algumas equipes levaram várias temporadas para vencer pela primeira vez. No caso do time brasileiro, a primeira vitória em uma regata aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, e a segunda em Cádiz, na Espanha.

                                                        Em NY, time brasileiro conquistou 1º lugar inédito em uma regata do SailGP. Foto: AT Films / Divulgação

                                                        Já quando o assunto é ambição, ambos apontaram novamente para a postura de Grael, que segundo eles sempre se portou como campeã.

                                                        Ela não está contente em ficar na parte inferior da tabela de classificação e definitivamente queria estar no topo. É isso que fazem os grandes campeões: eles nunca estão felizes com o medíocre. Eles querem ser grandes. E você pode ver o fogo dentro dela-falou Lisa Darmanin

                                                        Martine Grael. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                        Para Harris, essa mentalidade deve se traduzir em resultados ainda mais expressivos nas próximas disputas — seja na etapa final ou mesmo na próxima temporada do SailGP, em 2026.

                                                        O Brasil está à frente do esperado para uma equipe de primeiro ano e acho que Martine vai ganhar mais do que apenas duas corridas neste ano-comentou Todd

                                                        O comentarista também revelou suas expectativas para o time brasileiro no SailGP 2026, que terá uma etapa no Rio de Janeiro. Ele admitiu ter expectativas altas e acredita que a equipe brasileira possa avançar significativamente, como as equipes da Alemanha e Itália fizeram neste ano.


                                                        A Grande Final do Mubadala Abu Dhabi Sail Grand Prix, que encerra a temporada 2025, pode marcar o início de um ciclo diferente para a equipe brasileira, ainda que não se traduza no pódio da classificação geral. Se até agora o Mubadala Brazil SailGP Team era visto como um projeto emergente, o tom dos comentaristas indica a transição para potencial protagonista a partir das próximas competições.

                                                         

                                                        E, se depender de uma líder que recusa privilégios e exige igualdade, o time parece pronto para cruzar essa linha com determinação — e, como disseram os especialistas, com fogo nos olhos.

                                                         

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                                                          Em penúltimo episódio da série, Angelo Guedes apronta últimos ajustes e avança na parte hidráulica do barco, motorizado por Yanmar

                                                          Na verdadeira maratona que é construir um barco do zero, Angelo Guedes já consegue enxergar a linha de chegada. Apenas alguns detalhes separam a embarcação a vela — que será motorizada por Yanmar — das águas no 17º episódio de “Construção do Veleiro Bravura“, que estreia no Canal Náutica do YouTube nesta terça-feira (25), às 20h.

                                                          Faltam pouquíssimos ajustes para o veleiro Bravura conhecer as águas. A aplicação da cola de contato já foi feita, o hélice está devidamente ajustado e o motor Yanmar é o mais novo membro da embarcação. Entre uma mudança e outra do projeto inicial, Angelo adaptou o barco à sua maneira.

                                                          Entrada da parte interna do barco pela gaiuta. Foto: Revista Náutica

                                                          Esqueça aquele emaranhado de alumínios. Agora, o barco tem um ‘quê’ de casa. O teto revestido, o camarote de popa com cama, as prateleiras esqueletadas e cada capricho na resina interna trazem à tona que a construção do sonhado barco a vela está perto do seu final feliz.

                                                          Cuba adquirida por Angelo Guedes. Foto: Revista Náutica

                                                          O banheiro tem até um banquinho para tomar banho sentado. A privada e a caixa de águas negras (reservatório ou depósito concebido para recolher e armazenar temporariamente os resíduos da sanita) também são destaques do toalete praticamente pronto. A parte de dentro também ganhou uma cuba e um fogão pivotante.

                                                          Privada instalada no banheiro. Foto: Revista Náutica
                                                          Fogão instalado na embarcação. Foto: Revista Náutica

                                                          Do lado de fora, o móvel deque na entrada da popa ficou mais funcional — além de ser grandinho, para espaço não ser o problema do veleiro Bravura. Angelo garantiu que a embarcação tivesse uma gaiuta de entrada caprichada e montou, aos trancos e barrancos, a casa de máquinas e toda parte hidráulica.

                                                          Deque na entrada do barco. Foto: Revista Náutica
                                                          Casa de máquinas do veleiro. Foto: Revista Náutica

                                                          Tão perto do objetivo final — colocar o barco construído pelas próprias mãos na água — , Guedes aproveitou também para refletir sobre a jornada. Por mais difícil que tenha sido, ele garante que aprendeu muitas lições durante a construção e mal vê a hora de realizar seu sonho.

                                                          A construção do veleiro se tornou uma forma de terapia e autodescoberta– revelou Angelo

                                                           

                                                           

                                                          No próximo episódio, o sonho de Angelo Guedes poderá flutuar

                                                          Impulsionado pela Yanmar

                                                          Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                                          3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                          O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                                           

                                                          Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                                          3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                          De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                                          O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                                                          Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                                          Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                                           

                                                          A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            24/11/2025

                                                            Às vezes, a vida real imita os desenhos animados — e não o contrário. Prova disso é uma cena que aconteceu no Mar de Salish: uma foca-comum, em meio à fuga eletrizante de um grupo de orcas, saltou para dentro do barco de uma fotógrafa numa tentativa de sobreviver ao ataque.

                                                            O episódio, digno de um filme de ação — quiçá até infantil — ocorreu próximo à Ilha Camano, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Para alegria dos “espectadores”, a história terminou com um final feliz: o plano da “fugitiva” deu certo, e as baleias as deixaram em paz.

                                                             

                                                             

                                                            A fuga da foca não rendeu um filme, mas sim uma série de vídeos emocionantes registrados por Charvet Drucker, fotógrafa da natureza que estava no barco. Postado nas suas redes sociais, os registros viralizaram e atingiram mais de 1 milhão de visualizações.

                                                            Fuga de cinema

                                                            O momento inusitado aconteceu quando Drucker estava em um passeio de observação de baleias. Mas, de repente, ela percebeu uma movimentação estranha na água: as orcas nadavam em busca de algo. Ela aponta que os “balanços de cauda, movimentos bruscos e deslocamentos coordenados” davam sinais de caça.

                                                            Foca em cima do barco da fotógrafa. Foto: Instagram @charvetd_photograph/ Reprodução

                                                            Não demorou muito para que a foca emergisse da água com um semblante desesperado. Logo, ficou claro quem era a caça e quem eram os caçadores. Sem perder tempo, o animal pulou para dentro da embarcação para salvar a própria pele dos predadores.

                                                            A foca ainda caiu pouco tempo depois de subir, mas prontamente retornou ao barco enquanto as orcas seguiam rondando a embarcação. No segundo e terceiro vídeo da “série”, é possível observar no mínimo quatro baleias bem próximas do casco. A perseguição durou entre 15 a 20 minutos, segundo Drucker.

                                                            Orca bem próxima do barco onde estava a foca. Foto: Instagram @charvetd_photograph/ Reprodução

                                                            As orcas decidiram que a foca não valia o esforço e seguiram para se reunir com o restante do grupo– escreveu a fotógrafa na legenda da quarta gravação

                                                            A aventura da foca não terminou por aí. Mesmo exausto e lutando pela vida, o animal chegou a explorar a área interna do barco da fotógrafa, acomodando-se no banco traseiro, próximo da popa, enquanto a embarcação navegava lentamente até a costa.

                                                             

                                                             

                                                            O último “episódio” dessa série (vídeo acima) é simples: num mar mais calmo e com as orcas longe, a foca estava fora de perigo. Logo, ela finalmente volta às águas por conta própria e encerra a emocionante e tensa fuga. A cena de filme terminou com um final feliz — menos para as baleias.

                                                             

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