Entre as iniciativas para estimular o crescimento do turismo náutico — tema do 8º Congresso Internacional Náutica, realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023 — o prefeito de Três Fronteiras, Rubens José Belão, destacou a criação da “Rota do Peixe”, que passa pela Região Turística Entre Rios, no Noroeste de São Paulo.
São 13 cidades (incluindo Aparecida do Tabuado, já no estado de Mato Grosso do Sul), nove delas banhadas por rios: Mesópolis, Santa Albertina, Santa Fé do Sul, Palmeira D’Oeste, Santa Rita D’Oeste, Santa Clara D’Oeste, Rubinéia, Nova Canaã Paulista e, naturalmente, Três Fronteiras — cidade que recebeu esse nome por fazer divisa com os Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, às margens do rio Paraná.
Para o turista que aprecia navegar em meio à natureza, com muita fauna e flora em volta, e esticar a linha para a pesca, este é o destino certo. O lugar contra com uma estrutura náutica pequena, mas crescente, com marinas, garagens náuticas, píeres e deques de embarque e desembarque.
Três Fronteiras, segundo Rubens José, conta com a maior área de lazer do chamado “Grandes Lagos” (assim mesmo, no plural), formado às margens do marco zero do Rio Paraná, após a confluência entre os rios Paranaíba e Rio Grande, bem na divisa com os estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
“Estamos falando de um lugar de rara beleza, e com uma das maiores bacias hidrográficas do centro-sul do país. São 300 quilômetros de orla fluvial. Um verdadeiro paraíso da pesca e do lazer, com um potencial enorme para atrair empreendimentos como condomínios, clubes, praias públicas e resorts”, destaca o prefeito.
Como gestores públicos, nossa tarefa é dar o impulso, com a entrega da infraestrutura, para atrair o investimento privado e fazer do turismo náutico algo ainda mais eficaz do que já é – Rubens José Belão, prefeito de Três Fronteiras
Rubens José ainda ressalta que, com apoio do governo de São Paulo, foram investidos cerca de R$ 18 milhões na construção de 13 estruturas náuticas, como píeres, passarelas e rampas públicas.
“Como reflexo desse investimento, em três anos, praticamente o dobramos o número de embarcações cadastradas na região, saltando de 500 barcos, em 2020, para 900, em 2023”.
Outra iniciativa com potencial para atrair turistas à região, destaca o prefeito de Entre Rios, é o projeto Orla do Sol, que está ganhando forma em Santa Fé do Sul.
A proposta é a construção de Parque Aquático e um complexo hoteleiro, que seria um divisor de águas na história do turismo da cidade e da região.
Para os aficionados pela pescaria, o peixe típico da região é o tucunaré, farto para a pesca esportiva. Em Santa Fé do Sul existe até um monumento dedicado a ele.
Além disso, a região é rica em espécies como piau, traíra, pacu, corvina, tilápia, barbado, curimbatá, mandi serrote, peixe-cachorro amarelo e branco. Tá nervoso? Vai pescar em Três Fronteiras!
Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica
Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR
Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP
Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba
Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro
Natação, vela, wakeboard, surf… são inúmeras as modalidades que podem ser praticadas na água, mas uma ação no Rio Pinheiros conseguiu expandir ainda mais esse leque, levando esportescomo vôlei, handebol, tênis e basquete também para este universo. Como? Através da Arena Rio Pinheiros, uma quadra esportiva flutuante, inaugurada em 24 de setembro.
Em cima de uma balsa, a estrutura provisória — proposta pela Secretaria de Esportes de São Paulo em conjunto com a pasta do Meio Ambiente e a Sabesp e instalada pela empresa Recoma — tem 40 m x 18 m, e fica ao lado da ciclovia do Parque Bruno Covas, na Zona Sul.
A Arena Rio Pinheiros já recebeu um jogo de lendas do vôlei brasileiro, reunindo nomes como Erika, Sheilla, Maurício, Rodrigão, Murilo, Serginho, Dante e Jackie Silva, no COB Expo, evento do Comitê Olímpico do Brasil, que aconteceu de 24 a 29 de setembro.
Jogadores prestaram homenagem à Walewska Oliveira, campeã olímpica da modalidade que morreu em setembro
A ideia é que, a partir de agora, o local receba outras atividades até a Virada Esportiva de São Paulo que, até o momento, está prevista para os dias 28 e 29 de outubro.
Essa é mais uma ação que visa chamar atenção da população para os processos de revitalização do Rio Pinheiros. Sergio Schildt, presidente da Recoma, informou que o projeto busca a valorização do rio e mostrar para a sociedade que ele está sendo recuperado.
“Estamos entregando uma ação inédita. Uma experiência única tanto para o praticante como para o fã de esporte”, comentou também Heraldo Evans Neto, líder comercial da agência EA, uma das organizadoras da ação.
Vela no Rio Pinheiros
A quadra flutuante, até então, era algo impensável no Rio Pinheiros. Mas até uma coisa que — deveria ser — mais comum marcou essa nova etapa da revitalização do rio: a presença de barcos a vela e remo no local.
Foto: Instagram @gazelafotos / Reprodução
A ação contou com embarcações da Rede Náutica Guarapiranga, uma escola que realiza cursos de arrais amador e motonauta na Riviera Paulista, em São Paulo. A atividade, impensável há alguns anos, vem se tornando uma realidade e ressignificando o uso do rio, através do esporte.
Quer viver uma experiência assustadora, porém fascinante? Então o hotel Frying Pan Shoals, que ocupa as instalações de um farol abandonado no meio do Atlântico Norte, nos Estados Unidos — a 52 km da costa da Carolina do Norte — é o lugar certo para você.
Definitivamente não é fácil se hospedar neste hotel, considerado o “mais perigoso do mundo”. Apesar das diárias não serem proibitivas (cerca de US$ 1.500 por pessoa para estadia de três dias), a distância e a dificuldade de acesso encarecem — e muito — a viagem.
Para complicar, seu acesso se dá apenas por barco ou helicóptero — sem contar a solidão diante do tamanho do oceano. Além disso, ter dezenas de tubarões executando um balé no seu “quintal”, bem embaixo da sua janela, é deveras intimidador.
A história do hotel mais perigoso do mundo
Inicialmente erguida para servir de alerta sobre um banco de areia, a estrutura foi construída em 1964 para ser usada como farol — até porque, naquele lugar, havia acontecido vários naufrágios. Mas acabou por ser abandonado no início dos anos 2000, com a chegada de GPS e dos eletrônicos de última geração.
Com a desativação da torre, a Guarda Costeira dos EUA considerou transformá-la em recife artificial. Porém, mudou de ideia e preferiu fazer um leilão, em 2009 — que acabou em não pagamento do vencedor. Sendo assim, outra sessão foi feita em 2010.
Desta vez, foi arrematada por US$ 85 mil pelo empresário Richard Neal, de Charlotte, Carolina do Norte. Ele preferiu preservar a estrutura, mas transformá-la em um hotel: o Frying Pan Shoals (A Torre de Frigideira, em tradução literal).
O hotel fascinante possui 465 metros quadrados de área útil, com oito quartos, uma cozinha bem equipada, grande área para refeições e atividades de lazer; banheiros e uma grua para o rápido içamento das pessoas e do material que chegam de barco.
Falando em lazer, a estrutura tem um minicampo de golfe, mesa de sinuca, uma TV, sinal com acesso à internet e muito mais. Entretanto, toda essa estrutura não significa que este seja um hotel cinco estrelas. Afinal, não há uma única fonte de água potável por lá.
Perigoso? Nem tanto
Sobrevivente de alguns furacões, o hotel “mais perigoso do mundo” se mostrou bem seguro, ao sair ileso de todos desastres que já enfrentou. Até seu proprietário, que estava a bordo no Frying Pan em pelo menos três deles, saiu com nenhum ferimento.
Richard Neal, para salvar o antigo farol do desgaste, fundou uma organização sem fins lucrativos, que cultiva mais de 170 mil seguidores no Facebook e muitas doações. Além disso, vários profissionais ofereceram trabalhos voluntários, enquanto a Amazon fornece itens indispensáveis para se viver na torre.
E pelo visto, todo este cuidado valeu a pena, visto que, quando construído, a estrutura tinha uma expectativa de 50 anos de vida, marco que ultrapassou em 2014. Embora este hotel fascinante não seja tão perigoso quanto sugere, vale ressaltar: para quem teme isolamento e tem medo de altura, este hotel não é recomendado.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis, só celebrará seu centenário daqui três anos, pois foi inaugurada oficialmente em 13 de maio de 1926, quando seu idealizador, o governador de Santa Catarina, Hercílio Luz, já havia falecido — daí o nome. Mas as comemorações começaram em novembro de 2022, quando completou-se 100 anos que a Velha Senhora, como também é conhecida, começou a ser erguida.
Foi nesse mês, em 1922, que o primeiro trabalhador fez seu primeiro gesto para a construção do primeiro pilar submerso, de um conjunto que sustentaria duas torres de 74 metros de altura e um leito carroçável de madeira com 821 metros de extensão, gerando um vão suspenso de 339,5 metros, que até hoje dá passagem a embarcaçõesde até 30 metros de altura.
Motivo de orgulho dos catarinenses, a estrutura (considerada a maior ponte pênsil do Brasil) foi erguida, como se sabe, para ligar a até então isolada ilha de Santa Catarina ao continente — o acesso à ilha, até aquele momento, dependia de um precário sistema de balsas.
Inicialmente, por conta das comemorações do primeiro centenário da emancipação do Brasil, deveria se chamar Ponte da Independência. Mas aí o governador catarinense faleceu durante a fase de construção e seu nome acabou sendo consagrado.
Além de unir a ilha ao continente, a estrutura passou a dividir as baías Norte e Sul, que banham toda a costa oeste da ilha de Santa Catarina e hoje são palco de inúmeras competições a vela. Tem bastante vento e lugares abrigados para jogar âncora.
Até hoje o projeto é considerado ousado. Em estilo Art Déco, é a única ponte pênsil do mundoque usa o apoio de barras de olhal (abertura ou vão de um arco que atravessa de lado a lado uma ponte ou arcada). Ao todo, foram aplicadas 360 barras de olhal, de 13 metros de comprimento cada, para sustentação da estrutura. O visual que proporcionam é um espetáculo. Lembram elos de uma corrente de bicicleta.
O projeto inicial previa o uso de vigas treliçadas, mas essa ideia teve de ser descartada devido a dificuldades de financiamento. Entrou em ação, então, o projeto da ponte pênsil, de autoria dos engenheiros americanos David Steinman e Duncan Robinson. A construção ficou a cargo da American Bridge Company, que trouxe dos Estados Unidos todo o material empregado na construção.
Sua singularidade deve-se ao sistema estrutural projetado por Steinman & Robinson, que, para viabilizar o projeto economicamente, substituíram os habituais cabos de suspensão por cadeias de barras biarticuladas — as tais barras de olhais. Atualmente a Hercílio Luz é a única ponte no mundo com este sistema estrutural.
Porém, sem qualquer manutenção nas primeiras décadas da sua existência e com uma manutenção precária a partir dos anos 1950, o cartão-postal de Florianópolis começou a dar sinais de deterioração. No fim de 1967, um alerta veio dos Estados Unidos com a tragédia da Silver Bridge, uma ponte de desenho e concepção estrutural similar à catarinense.
Sobre o rio Ohio, a Silver Bridge colapsou no horário de pico do dia 15 de dezembro de 1967, causando 46 mortes. Como a Hercílio Luz também tinha sido construída pela American Bridge Company, o acidente levantou uma desconfiança sobre a ponte de Floripa.
Mas o governo do Estado não deu muita bola. Em vez disso, em 1969, optou por trocar o barulhento piso de madeira por asfalto, muito mais pesado, o que comprometeu ainda mais a segurança da estrutura.
Até que, em 1981, uma perícia realizada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) verificou que as barras de olhal estavam deterioradas, com uma trinca de cinco centímetros de abertura em uma das barras, e recomendou a interdição da ponte ao tráfego, o que foi feito em janeiro de 1982.
Felizmente, nessa época, já havia uma via alternativa, por conta da abertura, em 1975, da ponte Colombo Salles. (Em 1991, veio outra: a ponte Pedro Ivo Campos, que tem o vão central de aço). Mas, durante um período de 49 anos, a Hercílio Luz foi a única ligação entre Ilha e Continente.
Em 1988, a ligação do continente com a ilha até foi liberada para o tráfego de pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal. Mas em julho de 1991, o risco de colapso exigiu a interdição. Em 1992, a ponte foi tombada como Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Florianópolis. Em seguida, declarada Patrimônio Nacional.
Apesar disso, os anos de abandono se estenderam até 2005, quando finalmente o governo catarinense anunciou que iria restaurar o seu mais ilustre cartão-postal.
As obras foram iniciadas em fevereiro de 2006, com previsão de térmico em agosto de 2008. Mas a entrega foi sendo adiada, adiada… até o finzinho de 2019, quando — após quase três décadas servindo apenas como cenário para fotos —, a bela ponte recuperou seu antigo brilho.
No dia 30 de dezembro de 2019, com uma festa marcada pela presença de mais de 200 mil pessoas, a Velha Senhora retomou seu papel de ligar Ilha de Santa Catarina ao continente. Desde então, a estrutura continua imponente na paisagem do Centro de Florianópolis — principalmente à noite, quando rouba a cena, toda iluminada.
Chamado na Itália de “mais bonito do mundo”, o navio histórico italiano Amerigo Vespucci atracará ainda nesta semana na cidade de Fortaleza, Ceará. Considerado a “embaixada flutuante” do país europeu, o veleiro militar icônico da Marinha Italiana passará pelo Brasil como parte do seu tour mundial.
No momento, a previsão é de duas paradas no Brasil, como parte do roteiro da volta ao mundo. Com 20 meses de duração, a turnê começou no dia 1º de julho de 2023, partindo do porto de Gênova. O navio deve retornar à Itália em fevereiro de 2025, após passar por 31 portos, três oceanos, cinco continentes e 28 países.
Consulado da Itália no Brasil/DivulgaçãoConsulado da Itália no Brasil/Divulgação
Em terras brasileiras, o navio histórico italiano aportará no cais 106 do Porto de Mucuripe, em Fortaleza, nesta quarta-feira (4), onde deve ficar até o dia 8 de outubro. Vale destacar que no dia 7 de outubro o Amerigo Vespucci estará aberto para a visitação pública, guiada e gratuita. Assim, os visitantes poderão conhecer todas as curiosidades e funcionalidades do navio.
Foto: Consulado da Itália no Brasil/Divulgação
Em seguida, a viagem do navio histórico italiano será retomada rumo ao Rio de Janeiro, onde a embarcação ficará do dia 20 até 24 de outubro.
O tour mundial do navio histórico italiano, por sua vez, ainda passará muitos meses navegando pelo continente americano — para ser mais exato, até 6 de julho de 2024 –, quando sairá de Los Angeles, nos Estados Unidos, para cruzar o Oceano Pacífico até chegar no Japão.
Foto: DivulgaçãoConsulado da Itália no Brasil/Divulgação
Conheça o navio histórico italiano
Com o intimidador lema “Não quem começa, mas quem persevera”, o veleiro é o mais longevo a serviço da Marinha Militar e foi criado em 1930. Além disso, ele também serve como um navio-escola desde 6 de junho de 1931.
Foto: Consulado da Itália no Brasil/DivulgaçãoFoto: Divulgação
O Amerigo Vespucci possui 100 metros de comprimento, 21 de largura e 28 de altura. Ao todo, o navio conta com 264 tripulantes militares, entre oficiais, suboficiais, sargentos, cabos e marinheiros. O nome do navio, por sua vez, é uma homenagem ao navegador nascido em Florença, hoje na Itália, que viveu de 1451 a 1512.
Foto: Consulado da Itália no Brasil/DivulgaçãoFoto: Consulado da Itália no Brasil/Divulgação
Como navegador, Amerigo — ou Américo Vespúcio, em nome aportuguesado — participou três vezes de expedições marítimas. Devido às suas descrições sobre a nova terra, o continente americano foi batizado em sua homenagem.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O time de comandantes da Victory Yachtsnão para de gerar novos projetos, prova disso é que a marca levou 3 lançamentos ao São Paulo Boat Show. Das instalações da empresa paranaense são produzidos modelos de lanchas, de console central e cabinadas, não apenas para ir atrás dos peixes — segmento no qual o estaleiro é referência, com quase 20 anos de atividades — , mas também para passeio.
Uma delas é a Victory 310 Ride, lancha cabinada de 31 pés que traz as melhores características de um barco de pesca, mas também tem uma pegada de embarcação de lazer. Duas em uma. Ora passear, ora duelar em alto-mar. O que significa que família e pesca podem fazer parte do mesmo programa, uma proposta pra lá de tentadora.
Feita na plataforma da Victory 305 — uma das lanchas de pesca de maior sucesso da marca — , acrescida de itens típicos de uma day cruiser, a Victory 310 pode ser definida como uma utilitária de luxo. Daí o Ride do nome.
Traduzindo: a lancha tem casco navegador, grande autonomia de navegação, muita estabilidade e capacidade de cruzar e enfrentar com segurança ondulações geradas durante uma virada de tempo, por exemplo, só que com o conforto de uma lancha de passeio.
O conceito é o mesmo que, entre os automóveis, embala as vendas de caminhonetes e SUVs em terreno urbano. Quem compra diz: “Eu me sinto mais alto. Eu me sinto mais seguro em relação ao trânsito. Se bater, estou mais protegido. Se passar em um buraco, é mais difícil de quebrar.”
Polivalente, essa 31 pés (9,60 m) oferece uma praça de popa grande o bastante para até seis pescadores ao mesmo tempo, e capacidade geral para 12 passageiros, além de paióis para todas as tralhas, duas caixas de peixes no piso, viveiro na amurada de popa e porta-varas nos dois bordos e na estrutura da capota T-Top.
Elogiável também é a boa quantidade de cunhos, todos retráteis, inclusive à meia-nau, na passagem lateral do convés. Só isso? Não. Com foco nos passeios, a lancha tem um solário duplo na proa, com encosto de cabeça, e uma cabine que permite pernoite de até cinco pessoas. É aí que a família entra no jogo.
A Victory 310 Ride também oferece um maior conforto de condução para o piloto, uma vez que a posição elevada do posto de comando resulta em visão de 360 graus — o alcance do olhar só é prejudicado durante as curvas fechadas, por conta do T-top.
Para além do visual, chama atenção o padrão classe “A” na construção, com uso de gelcoat de primeira linha e espuma de PVC rígida (Divinycell) inclusive abaixo da linha d’água — na parte de obras vivas, ou seja, o fundo de casco, são 22 milímetros de espessura, o que garante uma grande estabilidade ao casco, além de maior resistência. Casco, convés, longarinas e tetos são laminados por sistema de infusão a vácuo.
Outro diferencial interessante do projeto é o cockpit autoesgotante, com dois drenos com condução de água diretamente pra fora do casco, dispensando o trabalho excessivo das bombas de porão. Sem contar que o casco não afunda (mesmo que colida com uma pedra), porque tem 2 metros cúbicos de espuma de poliuretano injetada dentro, o que representa segurança total nas saídas para o mar.
Como o modelo foi concebido tendo como público-alvo o pescador que deseja incluir a família no programa, a Victory 310 Ride vale-se de um truque inteligente para agradar os passageiros durante os passeios: a versatilidade dos sofás de popa.
São dois bancos (quase duplos) com encostos reversíveis, que podem estar voltados ora para o cockpit (facilitando a convivência a bordo) ora para a popa, posição conveniente na hora das pescarias ou dos mergulhos. E ainda há a possibilidade de convertê-los em solários. Quer maior prova da polivalência desta lancha?
A Victory 310 Ride também é muita prática. No centro da plataforma de popa há um compartimento que dá acesso ao porão, onde ficam os registros de água salgada e do toalete, as conexões do motor e das bombas de porão, facilitando a verificação e a manutenção.
Já pelas duas laterais distribuem-se caixas que podem ser usadas para guardar um pouco de tudo: âncora reserva, nadadeiras, máscaras de mergulho e tralhas de pesca. Detalhe: nenhum cabo da parte elétrica dos motores fica à mostra ou obstrui a circulação das pessoas pela plataforma de popa. Por sua vez, a escada de acesso e retorno do mar fica embutida e tem apoio para as mãos.
Uma “porta guilhotina” pode ser colocada entre o cockpit e plataforma, impedindo a passagem de crianças pequenas e animais de estimação. Na praça de popa, embaixo dos bancos (um em cada bordo) existem dois paióis que podem ser utilizados para guardar as tralhas, material de limpeza, etc. No centro do cockpit, uma base foi reservada para acomodação de uma mesa.
Ao lado dos bancos, nos dois bordos, há porta-copos duplos, além de um chuveirinho (a boreste) de água doce com cinco metros de mangueira, o que significa que a água pode ser levada até a plataforma de popa. A bombordo pode ser instalado um chuveiro de água salgada (item opcional).
Os oito porta-caniços (dois nas amuradas e seis na estrutura do hard-top) são itens de série, assim como as três geleiras, com capacidade total de 200 litros e tampo de madeira cedro maciça — um mimo para agradar a família. Para proteger o cockpit do sol forte e das intempéries, há um sistema de proteção stobag, que no modelo testado era manual, mas que pode ser de acionamento elétrico.
O acesso à proa é feito por corredores laterais, com pega-mãos no hard-top. Lá na frente, como não poderia faltar em uma lancha de passeio (como a Victory 310 Ride também), há um grande solário, um dos acessórios mais desejados e valorizados pelos brasileiros.
A gaiuta, bem grande, pode ser fechada com uma tampa acolchoada, que se integra ao solário, que, por sua vez, tem ótimos pega-mãos nas laterais — deu aquela balançadinha, você tem onde se segurar. O guarda-mancebo é alto, e portanto seguro, desde o bico de proa até depois da meia-nau. Além disso, salta para fora do barco, liberando espaço na passagem.
No posto de comando, embaixo do painel de instrumentos (que se eleva) há um ótimo porta-luvas, com espaço para guardar todos os objetos pessoais. O piloto dispõe de um banco duplo (a boreste) e o acompanhante, de uma poltrona simples (a bombordo), ambos retráteis. O painel tem uma posição excelente, que impede o ofuscamento da visão do piloto pelos reflexos do sol.
Nas botoeiras, a etiquetação está bem clara. Porém, Além disso, as botoeiras do lado direito do piloto poderiam ficar mais bem posicionadas, e não tão atrás do volante. Merecem elogios também a posição do rádio VHF (excelente, muito fácil de operar) e do comando dos flaps. O eletrônico tem uma tela de sete polegadas apenas; caberia uma maior, de nove ou até 12 polegadas.
O extintor está bem colocado, com fácil acesso, próximo ao piloto, assim como a boia circular. Ao lado dos bancos, há quatro porta-copos, todos de aço escovado, mais um mimo para agradar nos passeios. Mas, como nada é perfeito, o tanque de água doce tem capacidade de apenas 100 litros. Para uma lancha que também é de lazer, um tanque com capacidade de 150 litros cairia melhor, como mínimo desejável.
A capota T-top, com teto rígido e dois metros de altura, é item de série. Além de sua função natural, de proteção contra o sol e o vento, ela faz as vezes de um verdadeiro rack, em que se pode levar uma prancha de surf, uma prancha de SUP, uma esteira ou até um caiaque pequeno. Opcionalmente, é possível fechar toda a área do posto de comando, protegendo da chuva tanto o piloto como o acompanhante.
O acesso à cabine é feito por uma porta bem dimensionada para o tamanho do barco. Lá dentro, há uma cama em V na proa, reversível em dois sofás com mesa de jantar retrátil no centro. O ambiente é iluminado por uma gaiuta na proa, várias vigias e por luzes de led. O banheiro, com 1,75 metro de altura, tem vaso que pode ser elétrico, chuveirinho, pia, armário de madeira e lixeira.
Há ainda um camarote aberto à meia-nau com a opção de uma cama de solteiro mais um depósito (versão express) ou apenas uma grande cama (para até três pessoas) ocupando toda a boca do barco, que é de 2,96 m (versão cabin). Ao lado das camas há tomadas USBs. A cozinha (a bombordo) tem micro-ondas, frigobar e fogão (itens opcionais), além de armário, geleira e gaveteiro (itens de série).
Navegação
Mas, se agrada em cheio quando examinada em cada detalhe da construção, será que a Victory 310 Ride mantém a pontuação alta quando está navegando? Fomos conferir, claro, numa saída na Praia dos Maciéis, em Angra dos Reis.
A Ride é uma linha de barcos de uso misto da Victory Yachts (bons de pesca e de passeio) construídos quase 100% pelo processo de infusão a vácuo — as únicas partes que não seguem essa técnica são as geleiras e as caixas de peixe, sem função estrutural. Isso resulta em leveza e resistência na medida certa.
Aqui, vale um parênteses: barcos pesados sobrecarregam o motor, porque precisam de mais combustível e potência para navegar, resultando em menos milhas e mais consumo de combustível; por outro lado, cascos muito leves exigem malabarismos do estaleiro para torná-lo equilibrado e podem bater mais na ondulação picada.
O conceito do equilíbrio, do governo, é uma parte delicadíssima em qualquer barco. No caso da Victory 310 Ride, por conta do sistema de infusão ter sido pensado desde a planilha inicial, o casco já nasceu superequilibrado. Vazio, pesa entre 2,5 e 2,7 toneladas. Sendo assim, no teste de NÁUTICA, era de se esperar um grande desempenho desse casco. E a Victory 310 Ride correspondeu plenamente ao imaginado.
Equipada com dois motores de popa Mercury com comando eletrônico, de 225 hp cada, num dia de poucos ventos, na faixa entre 6 e 7 nós, a lancha mostrou fôlego de sobra. Para se ter uma ideia, planou com 10,5 nós, a 2000 rpm. Além disso, na melhor passagem, a velocidade de cruzeiro superou a casa dos 40 nós, atingindo mais de 44 de máxima.
Então é um barco com uma pegada bem esportiva, com um casco muito navegador, de águas abertas. No teste de aceleração, uma marca surpreendente: a Victory 310 Ride foi da marcha lenta aos 20 nós em menos de 5 segundos!
A bordo havia duas pessoas, 90 litros de água e aproximadamente 295 litros de combustível. O tanque, de 570 litros, garante uma autonomia de navegação muito boa, mais de 223 milhas náuticas em cruzeiro econômico, em velozes 36,2 nós.
É impressionante o equilíbrio e a maciez do leme. A gente manobra com muita facilidade, embora — como todo barco com parelha de popa — nas curvas mais fechadas, no final do raio, a direção hidráulica pese bastante.
Se você busca um casco de navegação confiável, o barco é este. O modelo testado, repita-se, estava equipado com dois motores de 225 hp, que mostraram potência de sobra. Com dois motores de 150 hp, certamente a Victory 310 Ride andará bem, mas vai faltar “pulmão” quando mais carregada; com um par de 300 hp, ficará absurdamente bem dotada.
Saiba tudo sobre a Victory 310 Ride
Pontos altos
Casco cortador de ondas;
Bom espaço no cockpit;
A qualidade da construção;
Pontos baixos
Direção fica pesada em curvas muito fechadas;
Botoeira auxiliar no painel fica atrás do volante;
Tanque de água tem apenas 100 litros;
Características técnicas
Comprimento: 9,60 m;
Boca: 2,96 m;
Calado com propulsão: 0,60 m;
Peso sem motor: 1.600kg;
Motorização de popa: 2 x 150 hp a 2 x 300 hp;
Tanque de combustível: 570 litros;
Tanque de água: 100 litros;
Capacidade (dia): 12 pessoas;
Capacidade (noite): 4 pessoas;
Altura máxima da cabine: 1,87m;
Altura do banheiro: 1,75m.
Consultor técnico: Guilherme Kodja Edição de texto: Gilberto Ungaretti Edição de vídeo: Gustavo Ferraz Fotos: Victor Santos e Divulgação
Um lugar que raramente recebe visitantes, inabitado por humanos e que chama a atenção pelo tamanho de suas construções. Estamos falando de uma inusitada cidade submersa, que foi construída há 58 anos e está localizada na Riviera Francesa, perto de Cap d’ Antibes.
Sua peculiaridade começa pelo tamanho de seus edifícios, já que o seu mais alto mede apenas um metro de altura. Isso se dá pelo motivo da cidade em miniatura ter sido construída para um filme — embora este cenário nunca tenha sido utilizado e ficou abandonado por 40 anos.
A cidade submersa está a 30 metros de profundidade no oceano, e conta com cabeleireiro, supermercado, anfiteatro, praça — e acredite — , até escritório de advogado. Localizado na região de La Fourmigue, o que sobrou desta construção francesa subaquática ocupa 1.000m².
Ela foi construída há 58 anos, erguida em apenas dois anos por cineastas ao lado de um pequeno farol na costa francesa. Na época, a finalidade da construção era servir de cenário para o musical L’Enfant et la Sirène (A Criança e a Sereia), dirigido por Sylver Néjad Atzamba.
As filmagens do longa começaram em 1965, mas as evidentes dificuldades de gravar no fundo do mar complicaram a continuidade do projeto, que teve de ser encerrado. Como solução, os diretores optaram por um estúdio de animação em Paris, mas as gravações nunca viram a luz do dia.
Desde então, a cidade submersa ficou abandonada nas profundezas do mar, praticamente inabitada por humanos durante longos anos. Entretanto, atualmente o local não é mais negligenciado como nos últimos tempos — principalmente após seu esquecimento.
Foto: Youtube/ valentingopro/ Reprodução
Em 2007, a cidade costeira vizinha, Vallauris Golfe-Juan, finalmente recebeu a permissão para elaborar um projeto de renovação da cidade, que teria a restauração de algumas estruturas degradadas. Inclusive, não é descartado a possibilidade de adicionar alguns novos edifícios.
Enquanto isso, os únicos visitantes desta cidade submersa, na França, seguem sendo apenas cardumes de peixes e mergulhadores curiosos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A Marinha do Brasildivulgou, nesta segunda-feira (2), uma atualização nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM). Entre as mudanças, duas delas afetam, principalmente, a vida náutica de esporte e lazer.
A antiga Normam 03 ganha um novo número: 211. A Normam 34 — especifica para motos aquáticas — , passou pelo mesmo processo e agora passa a ser a Normam 212.
As duas novas normas estão disponíveis para consulta no site oficial da Marinha do Brasil, através da Diretoria de Portos e Costas. Por lá, é possível acessar e baixar o documento, assim como conferir essas e outras possíveis mudanças nas normas.
As Normas da Autoridade Marítima são um conjunto de leis, decretos e convenções relacionados às competências legais da Autoridade Marítima, destacando-se as atividades nas áreas da segurança da navegação e salvaguarda da vida humana.
Não é novidade que o descaso do ser humano para com o meio ambiente tem, cada vez mais, prejudicado a vida dos animaisna Terra. Para ajudar a entender a dimensão do problema, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) listou cinco animais marinhos como ameaçados de extinção.
Segundo a Fundación Aquae — organização não-governamental sediada na Espanhaque se dedica à proteção do meio ambiente — , as três principais causas da lista que vem a seguir são: poluição do meio ambiente, pesca excessiva e a destruição de habitats naturais dos animais.
5 animais marinhos ameaçados de extinção
Foca-monge-do-havaí
A foca-monge-do-havaí, cientificamente conhecida como Neomonachus schauinslandi, é encontrada ao longo da costa do Havaí, nos EUA. Segundo o último levantamento divulgado pela IUCN, em 2014, há aproximadamente 632 animais da espécie, cujo estado de conservação está em constante mudança.
Estes mamíferos habitam áreas de pouca profundidade, e sofrem ameaças vindas da pesca, doenças — trazidas por espécies invasoras — , poluição e interferência humana em seu habitat natural, principalmente devido ao turismo.
Cavalo-marinho Hippocampus whitei
O Cavalo-marinho Hippocampus whitei vive na costa de New South Wales, na Austrália, e é protegido por lei. A espécie ameaçada se alimenta de pequenos crustáceos e vive, geralmente, nas macroalgas, coraise esponjas marinhas que se encontram a uma profundidade de apenas 12 metros.
Foto: Tony Strazzari / Reprodução
Segundo a IUCN, o animal é uma espécie ovovivípara (que nasce de ovos retidos no corpo do animal) e se reproduz, geralmente, entre outubro e abril de cada ano — sendo que as fêmeas depositam os ovos na bolsa incubadora dos machos e eles carregam os filhotes até o momento do nascimento.
Ainda segundo a instituição, o cavalo-marinho tem sua espécie ameaçada devido à invasão humana em seus lares naturais, ao turismo, à águacontaminada e aos resíduos agrícolas despejados no mar.
Baleia-azul
Muito conhecida no mundo inteiro e uma referência quando o assunto é oceano, a baleia-azul não foge da lista de animais marinhos ameaçados, mesmo abrangendo uma área de habitat que se estende por todos os oceanos do mundo.
Segundo a Fundación Aquae, o animal é, ainda, o maior cetáceo que existe e está entre os maiores animais que já habitaram a Terra. O mamífero da ordem Cetartiodactyla pode atingir 30 metros de comprimento e pesar um total de 150 toneladas.
No entanto, de acordo com dados registrados em 2018, apesar de estar na lista de animais ameaçados de extinção, a espécie apresenta uma tendência de crescimento populacional. Ainda assim, atualmente, o número estimado de indivíduos dessa espécie está entre 5 e 15 mil, com expectativa de vida de cerca de 30,8 anos.
As principais ameaças sofridas pelas baleias-azuis são a caça ilegal e a presença de atividades humanas em seu habitat natural. Como exemplo, a IUCN cita que os animais da espécie foram vistos colidindo com barcose sofrendo ferimentos e traumas em um local próximo ao Sri Lanka, na Ásia.
Raia-diabo
Desde novembro de 2018, a raia-diabo, também conhecida como arraia-diabo ou manta-diabo (Mobula mobular), está categorizada como uma espécie em risco de extinção. O peixecartilaginoso é natural dos oceanos Pacífico, Atlântico, Índico e do Mar Mediterrâneo e sofre, principalmente, com a pesca não intencional — as redes de pesca lançadas ao mar não as têm como alvo, mas são capturadas “sem querer”.
A população dessas raias está diminuindo, e, atualmente, não existem estimativas globais atualizadas sobre a sua presença, de acordo com a IUCN. As raias-diabo têm uma esperança de vida de quase 13 anos e habitam profundidades em torno de 50 metros.
Essa espécie realiza migrações em larga escala, cobrindo até 1.800 milhas diárias a velocidades mínimas de 63 milhas por hora, provavelmente em resposta a mudanças sazonais na disponibilidade de presas. – afirma a IUCN
Atum-rabilho-do-sul
Por fim, o último animal da lista é o atum-rabilho do sul. O animal tem como principal ameaça a pesca excessiva. Até o início da década de 1980, a comercialização mais comum do animal — altamente valorizado — , era o enlatamento, sendo o Japão o principal mercado para esse tipo de alimento.
Essa espécie habita profundidades de quase mil metros no mar e pode ser encontrada em águas próximas da Argentina, Brasil, Uruguai, Madagascar, Indonésia, África do Sul e Austrália.
Não é todo dia que você encontra um polvo com aparência fantasmagórica no fundo do mar. Mas, em uma expedição marinha recente, realizada no Oceano Pacífico, próximo das ilhas havaianas, um raríssimo “polvo Dumbo” — como é apelidado — foi registrado em imagens e vídeo.
O Grimpoteuthis — nome científico do animal — , foi encontrado por uma equipe de pesquisadores no fundo do oceano, a 2.665 metros de profundidade, ao noroeste do Havaí. Eles se depararam com o polvo dumbo flutuando na frente de um minissubmarino. Confira no vídeo abaixo.
Este animal é um tipo de cefalópode que habita as profundezas do oceano — costuma viver a 3,9 mil metros de profundidade — e, como já mencionado, raramente é visto por humanos.
Além disso, ele também se esconde na escuridão marinha e tem seus braços menores que o de outros polvos. Com dois grandes olhos e um corpo largo, a aparência fantasmagórica chama a atenção das poucas pessoas que conseguem encontrá-lo.
O motivo pelo qual o polvo Dumbo vive nas profundezas do oceano se dá por conta de sua incapacidade de suportar o calor. Seu apelido, por sua vez, teve inspiração no personagem homônimo da Disney, por conta de suas orelhas, digamos, avantajadas. Seu tamanho, por sua vez, é pequeno: quando adulto, chega a medir de 20 a 30 centímetros.
Suas estruturas, que lembram orelhas, na verdade são barbatanas usadas pela espécie para capturar comida. Como não possui presas, a dieta do animal conta com caracóis, vermes ocasionais, moluscos e outros pequenos animais.
Foto: Youtube/ EV Nautilus/ Reprodução
Apesar disso, encontrar mais informações sobre esta espécie é deveras desafiador. Afinal, esses animais abissais são encontrados em poucas situações, o que torna seu registro em imagens, por exemplo, bem mais complexo. Para se ter ideia, até o momento, apenas 20 polvos deste tipo foram descritos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Não importa muito qual seja a exposição em cartaz. Para quem visita o Dune Art Museum — ou, Museu das Dunas –, na China, o personagem principal é o próprio edifício. Visitá-lo é também uma experiência; ou melhor, a verdadeira experiência.
Construído em um trecho de praia chamado Gold Coast Aranya, de frente para a Baía de Bohai, a 300 quilômetros de Pequim, o Dune Art Museum — como o próprio nome sugere — fica enterrado em uma duna de areia!
Foto: Zaiye Studio / Divulgação
Inspirado na velha brincadeira de cavar a areia à beira-mar, o arquiteto Li Hu imaginou uma galeria de arte que ficasse escondida, como uma caverna misteriosa, sob as dunas da Gold Coast, com entrada de luz através de cavidades sinuosas, feito conchas de concreto.
Como se sabe, dunas são montes de areia móvel cujas formas variam de acordo com a direção do vento. No caso da Gold Coast, porém, essas dunas, formadas naturalmente ao longo dos anos, foram solidificadas pelas raízes profundas de arbustos nativos, o que significa que se mantêm estáveis, o que facilitou a construção da estrutura subterrânea, formada por uma série de túneise grutas interligadas.
Foto: WU Qingshan / Divulgação
Enquanto do lado de fora o museu está totalmente integrado à natureza, seus espaços internos foram projetados como uma misteriosa rede subterrânea, que acomoda uma variedade de espaços, como galerias de arte, estúdios, uma sala de leitura e dez salas de exposição de diferentes tamanhos (três externas), além de um café e de áreas de recepção e de serviços.
As instalações são inspiradas em cavernas, a forma mais antiga de habitação humana, cujas paredes abrigaram algumas das primeiras obras de arte do homem. – Li Hu, da Open Architecture
A ideia, segundo ele, é proporcionar uma experiência verdadeiramente imersiva com a natureza, e ao mesmo tempo ajudar a preservar o ecossistema vulnerável das dunas.
Foto: WU Qingshan / Divulgação
Para isso, a equipe de trabalhadores — recrutada, em sua maioria, entre empregados dos estaleiros locais, por conta da capacidade de operar com moldes — escavou as dunas e esculpiu dentro delas uma extensa rede de concreto branco, totalizando 930 m² de área construída. Detalhe: quase todas as paredes, pisos, vidros e bares do museu foram feitos à mão, com o auxílio de moldes de madeira.
Uma escada em espiral leva até uma torre, espécie de mirante, único elemento arquitetônico que se destaca sob a duna. No futuro, o museu terá também um longo píer de madeira que se estenderá até uma rocha, dentro da Baía de Bohai, construindo um diálogo poético entre “a terra e o mar”.
A entrada principal é uma abertura em forma de túnel embutida na areia. Depois de percorrer um longo e escuro túnel, os visitantes chegam a um salão, iluminado suavemente por uma claraboia. Em seguida, o espaço se abre e se chega ao salão central de exposições, onde um feixe de luz desce do alto da cúpula.
Foto: WU Qingshan / Divulgação
Aí você pode escolher para onde ir, no labirinto de outras salas de exposições. A proposta é ir alternando passagens escuras com súbitos clarões nas salas principais, gerando assim múltiplos ambientes para os artistas exporem suas obras, aproveitando as mudanças da luz do dia.
Além disso, como as claraboias foram posicionadas de maneiras diferentes, graças a um estudo cuidadoso da trajetória seguida pelo sol ao longo do dia e das estações do ano, para quem olha de dentro do Dune Art Museum para fora, o céu e o mar apresentam um cenário distinto a cada momento, e essa jornada também faz parte da experiência.
Na China, muitas dunas de areia foram removidas pela ação do homem, por obstruírem a visão da linha do mar. Para o arquiteto Li Hu, dunas são obras de arte naturais, e não obstruções. Por isso, precisam ser preservadas.
O museu não está apenas integrado à natureza na forma, mas também em uma série de medidas de sustentabilidade. Por exemplo: o “telhado” coberto por vegetação e areia pode reduzir bastante o consumo de energia no inverno e no verão, enquanto claraboias de diferentes formatos e tamanhos fornecem iluminação natural.
Foto: WU Qingshan / Divulgação
Além disso, no ambiente interno a temperatura e a umidade permanecem constantes, por conta de um sistema de alta eficiência que bombeia o calor, com emissões zero, substituindo o ar-condicionado.
Com o passar do tempo, Li Hu espera que a arquitetura desse “santuário” interaja com a natureza, assumindo aparências diferentes. A expectativa é que desapareça progressivamente de vista, enterrado na areia sob a ação do vento, dando fluência a um ecossistema que vigora há milhares de anos.
Em resumo, arte, meio ambiente e arquitetura se combinam com um efeito extraordinário no Dune Art, um museu inspirado nas forças da natureza.
Feita de 2 mil painéis triangulares de vidro, a nova sede da Autoridade Portuária de Antuérpia, na região de Flandres, na Bélgica, parece um barcoflutuante, e ainda por cima todo cravejado de diamantes.
Coisa da cabeça, brilhante, da arquiteta britânica, de origem iraniana, Zaha Hadid, que em 2009 (ao vencer um concurso de arquitetura entre cinco candidatos) recebeu a missão de ampliar um imóvel centenário, antigo quartel do corpo de bombeiros, naquele que é o segundo maior porto da Europa. O objetivo era acolher 500 trabalhadores da Autoridade Portuária, que estavam espalhados por diversos escritórios.
Conhecida como a “rainha das curvas” ou “arquiteta futurista”, Zaha decidiu que essa extensão, em primeiro lugar, seria aérea, a fim de preservar o edifício histórico, de 12 mil m². Depois, que teria a forma de um barco, aproveitando o ambiente portuário. Por fim, que seria moldada como a mais apreciada das pedras preciosas, um aceno para a indústria de brilhantes da cidade, conhecida como “capital mundial do diamante”.
O resultado é o que se vê nessas imagens: uma impressionante escultura de vidro, a 46 metros de altura, que, para quem está “a bordo”, oferece visão de 360 graus do porto de Antuérpia, que se estende por mais de 11 quilômetros de cais e recebe anualmente 15 mil navios comerciais e 60 mil barcos fluviais, já que a cidade fica às margens do Rio Scheldt e é ligada ao Mar do Norte pelo estuário Westerschelde.
Inaugurada em setembro de 2016, a estrutura pós-moderna contrasta com o original edifício simétrico de tijolos sobre o qual parece flutuar, mas que na verdade se apoia em dois pilares de concreto (que por sua vez abrigam elevadores e escadas), além de duas colunas em V que pousam com grande precisão no átrio central.
Infelizmente, Zaha Hadid — respeitada como a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura — morreu antes de ver sua obra concluída, deixando um legado de construções admiradas em todo o mundo e 36 projetos ainda em desenvolvimento.
Dentre eles estão o Terminal Marítimo de Salerno, na Itália, e o Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, no Qatar, cuja cobertura foi inspirada nas velas dos tradicionais barcos Dhow, usados por mergulhadoresde pérolas na Baía de Doha. São prédios que mais se parecem com esculturas gigantes, com muitas curvas e visual futurista.
A designer assinou também o protótipo de superiate de 420 pés (128 metros), para o estaleiro alemão Blohmn & Voss. Batizada de Jazz, a embarcação lembra um exoesqueleto, com “ossos” ligando todos os deques.
No porto de Antuérpia, o impacto visual, marca registrada da artista, fica evidente na plasticidade hipnotizante da obra de diamantes. São cerca de 100 metros de comprimento de uma estrutura totalmente coberta por vidro, tanto transparente quanto opaco, com uma transição gradual de placas planas (na extremidade sul) a curvas e onduladas, na face norte. Um verdadeiro show de arte e design.
Durante a fase construção, com todos os olhos voltados para o alto do antigo quartel de bombeiros, os habitantes da cidade se perguntavam: “o que será aquilo?” Alguns, viram um navio. Outros, um grande diamante. “Deixe para a imaginação das pessoas. Seja um diamante, seja um navio, estamos felizes em viver nele”, responde agora Eddy Bruyninckx, CEO da Autoridade Portuária de Antuérpia.
No interior, a Port House é amplamente aberta e projetada para promover um ambiente de trabalho produtivo e saudável. As únicas exceções são as salas de reuniões, um gabinete do presidente da Autoridade Portuária, uma sala panorâmica voltada para o porto no sétimo andar e um auditório do outro lado do mesmo andar, com vistas igualmente panorâmicas da cidade.
Um restaurante, salas de reuniões, um auditório com 90 lugares e muitos espaços abertos completam a New Port House de Antuérpia. O fato de o edifício ser totalmente envidraçado permite não só a entrada de luz natural como cria efeitos de sombras e luz sobre os triângulos facetados, refletindo — em constante mudança — a cor dos céus e os tons do rio, já que está rodeado de água.
O impacto geral na paisagem está longe de ser sutil. Para alguns críticos, o outrora imponente quartel do corpo de bombeiros foi reduzido a um pedestal. Para Joris Pauwels, porém, os dois edifícios são complementares.
Além disso, ao contratar o projeto, a Autoridade Portuária de Antuérpia pretendia exatamente isso: a criação de um ícone; um elemento arquitetônico que se destacasse em uma paisagem urbana industrial e pudesse ser identificado de longe.
Zaha Hadid, que desde o início do projeto foi inflexível quanto à preservação do prédio original, fez o que fazia de melhor: deu asas à imaginação, integrando dois elementos aparentemente antagônicos, um contraste entre o passado e o novo.
Seu “puxadinho” de diamantes é pura poesia, exemplo da mais pura arte arquitetônica. Como homenagem à arquiteta, após sua morte, o conselho da cidade alterou o endereço da Port House, no Cais 63, para Zaha Hadidplein, nº 1.
O Monaco Yacht Show 2023 teve início no último dia 27 e vai até este sábado (30), na França. No evento, a U-Boat Worx, uma das principais fabricantes de submersíveisdo mundo, apresentou seu novo modelo da embarcação: o Super Sub.
Com previsão de entrega ao seu proprietário no final deste ano, a embarcação tecnológica da empresa holandesa possui 100 kw de empuxo, adequado para velocidades de até 10 nós. O submersível pode subir e descer suavemente em ângulos de até 45 graus e fazer curvas rápidas.
Foto: U-Boat Worx / Divulgação
Segundo a marca, o Super Sub é o submersível privado mais rápido do mundo, além de ser capaz de lidar com poderosas correntes subaquáticas.
Em 2020, a empresa iniciou a produção em série do NEMO, seu menor submarino, que pode levar um ou dois ocupantes até 100 m de profundidade e permanecer lá por até oito horas. Ao todo, a U-Boat Worx já construiu 25 NEMOs e espera ter mil deles na águaaté 2030.
A empresa também comercializa os submarinos C-Researcher e C-Explorer, que podem ir até 3.000 m de profundidade nas regiões oceânicas escuras da “Meia-Noite”.
Em Mônaco, a marca também mostrou o que pensa para o futuro, apresentando um modelo de seu Nautilus de 37,5 m, uma embarcação subaquática com cinco grandes janelas redondas que revestem um amplo casco tubular com piscina, terraço, bar e uma luxuosa mesa de jantar. Essas instalações ao ar livre são retraídas antes que o submarino desça abaixo do nível do mar.
Já pensou em como deve ser cruzar o Círculo Polar Ártico absolutamente sozinho? Pois Tamara Klink, de 26 anos, arquiteta e filha do navegante e escritor Amyr Klink, conseguiu realizar essa travessia e se tornar a primeira brasileira — e a mais jovem navegadora do país — a realizar o percurso sozinha.
Foram mais de dois meses cercada por icebergs e na companhia de peixes e pássaros. A arquiteta aventureira percorreu 2.500 milhas entre Camaret sur Mer, na França, e Aasiaat, na Groenlândia, a bordo do veleirode aço Sardinha 2, com 10,5 metros de comprimento.
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Mais difícil do que navegar essa distância, foi planejar toda essa viagem. O orçamento tinha suas limitações e a travessia foi atrasada em cinco meses por conta de imprevistos, tornando a navegação diferente do planejado inicialmente.
Com isso, Tamara perdeu os períodos na Groenlândia em que o sol brilha durante 24 horas — entretanto, pegou também menos icebergs no caminho. Além disso, ela viajou sem acesso à internet, e a troca de e-mails por satélite era restrita à equipe técnica.
Para correr atrás do tempo perdido, decidi cortar muitas escalas do caminho, fazendo trechos bem mais longos de navegação — Tamara Klink
Segundo a aventureira, o caminho até o círculo polar é de alto risco. Havia icebergs grandes e pequenos não detectados no radar que surgiam de repente. Para sua segurança, ela recebia relatórios diários sobre a posição dos blocos de gelo.
Aqui há poucos locais para fazer reparos se houver um acidente ou se acontecer um problema no motor no meio do radar — relatou Tamara
Vale destacar que o planejamento para realizar a travessia até o Ártico começou ainda em 2022, e teve vários momentos em que Tamara pensou em desistir. Segundo ela, pelo menos uma vez por dia, escrevia em seu diário que estava com muito medo — sensação que aumentava quando ia ancorar.
É um exercício em que estou sempre encontrando novas energias, estímulos e, para uma mulher, isso é muito motivador — compartilhou Tamara Klink
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Encantada com a beleza da natureza diariamente — principalmente com o mar e seus icebergs — Tamara se orgulhou de sua trajetória. Por fim, a mais jovem brasileira a atravessar o Círculo Polar Ártico sozinha deseja “mudar o imaginário do que uma mulher é capaz”.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A mostra Destinos Náuticos exibiu uma variedade de destinos brasileiros com vocação náutica dentro da 26ª edição do São Paulo Boat Show. Entre os participantes estavam os estados da Bahia, São Paulo e Paraná, além das cidades de Ilhabela e Florianópolis.
Com diferentes ações e planos de divulgação, cada estande procurou incentivar o turismo náutico em sua região. Assim, os Destinos Náuticos puderam atrair desde investidores a curiosos pelas localidades. Confira abaixo detalhes do que foi apresentado no espaço dedicado a cada destino.
Governo do Estado da Bahia
Primeiro destino náutico da história do Brasil, Bahia estava representada pela Secretaria de Turismo (Setur-BA) no São Paulo Boat Show 2023. No estande, teve brindes, informações sobre os roteiros náuticos e conversas com investidores, para atrair novas possibilidades para a região.
Com a primeira e terceira maior baía do Brasil (Baía de Todos os Santos e Baía de Camamu, respectivamente), a região tem boas expectativas sobre o crescimento do turismo na região, que está em alta para destinos náuticos.
É a melhor possível, e já estamos sentindo isso. Estamos sentindo um interesse do público e do empresariado, que despertou o olhar para o Nordeste e para a Bahia – Marcos Diniz
Segundo o coordenador técnico, além das 11 novas intervenções náuticas, já tem muita coisa encaminhada para alavancar o turismo náutico na Bahia, com alguns estaleiros interessados, hotel com projeto bilionário em andamento para a Costa dos Coqueiros e muito mais.
Governo do Estado de São Paulo
Dividido por regiões turísticas, o estande do Governo do Estado de São Paulo destacou as atrações náuticas que o estado oferece. Os destinos escolhidos englobavam tanto o litoral quanto as águas interiores, com seus rios, represas e lagos paulistas.
Temos destinos muitas vezes inexplorados pelo nosso turista e público náutico, mas que compete de igual para igual com os principais destinos – Marcio Adalto, executivo de trade dos Grandes Lagos Resorts e Parque Aquático
Esses destinos turísticos abrangem tanto a iniciativa privada como as cidades como entes públicos. Segundo Marcio Adalto, os principais lugares se encontram na região do litoral norte e nas águas doces — no extremo-noroeste de São Paulo –, com destaque para o turismo de pesca.
Governo do Estado do Paraná
Em parceria com a Secretaria de Turismo e o Instituto Água e Terra, o estande contou com participação da banda Malta durante o último domingo (24), atraindo os visitantes. Além disso, teve exposição de um mini-trailer, para o público conhecer um pouco sobre e ficar mais próximo do “sonho” do motorhome.
O estande veio com a proposta de divulgar os destinos turísticos do estado e as unidades de conservação abertas para visitas, além de exibir destinos náuticos do Paraná. Os destaques ficam para o litoral, com duas grandes baías (Guaratuba e Paranaguá), a região de Angra Doce, Porto Rico e Região das Cataratas.
Ilhabela
O estande da prefeitura de Ilhabela, junto com a Secretaria de Turismo da região, divulgou o local como um grande destino náutico. Junto consigo, a Capital da Vela trouxe empresários do ramo, além de comentar sobre as atividades que podem ser feitas na cidade, como por exemplo, o avistamento de baleias.
A principal ação é divulgar a Ilhabela como destino náutico e também alavancar os empresários – Carol Reis, assessora de turismo de Ilhabela
Além disso, através de empresários, o produto Marinas Náuticas foi ofertado aos visitantes, que receberam o mapa “pocket” da cidade e puderam ver de perto a réplica de um rabo de baleia.
Florianópolis
O estande da cidade de Florianópolis (SC), contou com um telão que divulgava os principais feitos turísticos do local. Um reduto de praias encantadoras, a região é um convite para os amantes do mundo náutico. Seu território é praticamente todo uma ilha com 172 km de litoral, que abriga mais de 40 praias.
Entre as principais, temos a Praia dos Ingleses, Praia da Lagoinha — ideal para passeios em família — , Praia Brava — recomendada para quem busca surfar — , e muito mais. Além disso, a Lagoa da Conceição, uma lagoa de água salgada, é popular para a prática de windsurf e excursões de barco.
Em setembro de 2022, foi anunciado o projeto Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte, com investimento de R$ 215 milhões por meio da Parceria Público-Privada (PPP). A ideia é de que a projeção ocupe um espelho d’água de 200 mil m², avançando por 300 metros no mar. Sua previsão de entrega é para 2025.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Os barcos elétricos estão chegando com tudo no mercado náutico. Provando que as embarcaçõesmerecem atenção, o modelo C-8, da empresa sueca Candela, fez um percurso de 777 quilômetros ao redor de Estocolmo (Suécia) em 24h. Com isso, o barco elétrico quebra o recorde da canadense Voltari Electric, que percorreu 146 quilômetros com uma única carga entre a Flórida(EUA) e as Bahamas, no Caribe.
A embarcação possui autonomia de 106 quilômetros com uma única carga e, segundo a marca, atinge uma velocidade de cruzeiro de 37 km/h. Para concluir o percurso em tempo recorde, os navegadores alternaram corridas de 45 minutos a uma velocidade máxima de aproximadamente 50 km/h entre cargas, por 24 horas.
Foto: canal Candela Boats no Youtube / Reprodução
Para além do recorde, a embarcação mostra que os barcos elétricos vieram para ficar também por outro motivo muito relevante: a diminuição das emissões de dióxido de carbono (CO2). No trajeto pelas vias navegáveis interiores ao redor de Estocolmo, o C-8 emitiu 17 quilos de CO2, 99% a menos que um barco comum teria emitido — cerca de quase dois mil quilos.
Como funciona o C-8 Candela
Para quebrar o recorde, o barco elétrico C-8 partiu do porto de Frihamnen, em Estocolmo, elevando-se acima da água. Para isso, a embarcação utiliza hidrofólios retráteis — estruturas semelhantes a asas — que impulsionam o desempenho e a eficiência do barco, além dos hélices contra-rotativas duplos.
Foto: Candela Boats / Divulgação
Alimentada pela Polestar, a embarcação utiliza o mesmo pacote de bateria de 69 quilowatts-hora do Polestar 2, um fastback elétrico. Com ela, a Candela afirma que o C-8 é o barco elétrico de maior autonomia no mercado por uma ampla margem. Para quebrar o recorde mundial, barco usou carregamento rápido em corrente contínua (DC), graças à bateria móvel Voltpack da Northvolt e ao carregador Plug.
O custo total de eletricidade para completar o percurso foi de US$ 127 (aproximadamente R$ 640 com valores convertidos em setembro de 2023), enquanto num barco convencional, movido a combustíveis fósseis, o valor teria sido de US$ 1.483 (cerca de R$ 7,5 mil), de acordo com a marca.
Quanto ao valor do barco elétrico, seu preço parte de US$ 395 mil (aproximadamente R$ 2 milhões, sem considerar impostos).
Já pensou abrir a cortina do quarto e dar de cara com o fundo do oceano? Em um dos hotéis submarinos ao redor do mundo, é possível receber visistas de peixinhos, tartarugas marinhas, arraiase, com um pouco de sorte, até mesmo, de um tubarão.
Pode parecer cena de filme de ficção científica, mas pelo menos uma dúzia de hotéis no mundooferecem a experiência de hospedagem em um quarto localizado debaixo d’água, como se fosse um aquário. Confira, a seguir, uma seleção de oito deles.
Hotéis submarinos ao redor do mundo
The Palm Hotel Aquarim
Essa é a proposta do Atlantis, The Palm Hotel Aquarim, de Dubai. Através de janelas panorâmicas que vão do chão ao teto dos quartos e dos banheiros, com vista para a Lagoa Ambassador, suas suítes subaquáticas permitem aos hóspedes observar mais de 65 mil espécies marinhas, incluindo o maior predador dos mares.
Per Aquum Niyama
Já pensou jantar observando a fauna do Oceano Índico? Então, é só fazer uma reserva no resort Per Aquum Niyama, que fica nas ilhas Maldivas e tem um restaurante, chamado Subsix, instalado seis metros abaixo da linha do mar. Comer lá, sentado em cadeiras que se parecem com anêmonas, é uma experiência inesquecível.
Conrad Maldives Rangali Island
Também nas Maldivas, o Conrad Maldives Rangali Island mantém uma suíte, a The Muraka, cinco metros abaixo da linha d’água. No mesmo nível fica o restaurante Ithaa Undersea, que parece um aquário, coberto por uma cúpula semicircular de vidro acrílico transparente. Ao custo US$ 12 mil por noite, esse aquário converte-se em uma suíte.
Resorts World Sentosa
Localizado na costa sul de Singapura, o Resorts World Sentosa oferece 11 suítes de dois andares apelidadas de Equarius Ocean Suites, referência aos quartos/aquários instalados na parte inferior. À frente do janelão de vidro concentram-se coraisde cores vibrantes e muitos peixes, para curtir deitado na cama ou dentro de uma banheira.
Manta Resort Pemba Island
Outra escolha certa para quem gosta de explorar a vida marinha é o Manta Resort Pemba Island, que fica em Zanzibar, na Tanzânia, no leste da África. São 16 quartos na praia, além de uma suíte literalmente dentro d’água, por onde circulam animados cardumes de peixes de recife. Com sorte, é possível receber a visita de golfinhos.
Poseidon Undersea Resort
Já no Oceano Pacífico, nas Ilhas Fiji, o cinco estrelas Poseidon Undersea Resort literalmente imita um aquário, mantendo todas as suas 24 suítes (além de restaurante, bar, spa, sala de convenções, etc.) debaixo d’água, a 12 metros de profundidade. Para o acesso, o resort dispõe de um submarino.
Foto: Poseidon Undersea Resort / Divulgação
Intercontinental Shanghai Wonderland
Localizado em uma antiga pedreira com 88 metros de profundidade, em Xangai, na China, o Intercontinental Shanghai Wonderland mantém dois andares inferiores, batizados de Premier Underwater View, nos quais é possível dormir rodeado de peixes, uma vez que alguns quartos se encontram submersos, claro.
Per Aquum Huvafen Fushi
Os quartos do resort Per Aquum Huvafen Fushi, no atol Male Norte, nas Maldivas, estão todos na superfície. Debaixo d’água mesmo está o spa, chamado “sanus per aquum” (ou “cura através da água”). Enquanto recebem tratamentos de beleza e massagens, os clientes observam a vida marinha do oceano Índico.
O ex-presidente Jair Bolsonaro esteve presente na 26ª edição do São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina, no último dia 26 de setembro. Bolsonaro visitou alguns estandes em exposição, incluindo o da Schaefer Yachts e o da Volvo Penta.
Bolsonaro percorreu o evento por algumas horas, conferindo os expositores que levaram ao salão náutico barcos de luxo, projetos de iate, lanchas de pesca, motos aquáticas e equipamentos náuticos.
Marcio Luz Schaefer, Jair Bolsonaro e Marcio Schaefer
O ex-presidente também aproveitou a visita para conversar com diversos empresários do setor náutico e deu uma entrevista a Guilherme Kodja, no Estúdio Náutica. Confira abaixo o bate-papo.
Itapema, em Santa Catarina, é uma cidade com indiscutível vocação para o turismo náutico. Fica a 17 km de Balneário Camboriú, a 21 km de Bombinhas, 25 km de Itajaí e 70 km de Florianópolis. Somadas à localização privilegiada estão um colar de praias maravilhosas e áreas de lazer generosas, entre outros atrativos. Porém, a cidade carecia de certa infraestrutura para receber barcos vindos de fora. Não carece mais!
Já com todas as licenças ambientais em mãos, em setembro, a prefeita Nilza Simas deu início à construção de um projeto para lá de inspirador: o moderníssimo píer turístico de Itapema, na Foz do rio Perequê, com 16 vagas molhadas para barcos de até 60 pés, que deverá ser entregue em dois anos.
“Esta obra, um investimento de R$ 53 milhões, será tocada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) e vai mudar a realidade da região. Sob a perspectiva do turismo náutico, representa uma virada de chave”, disse a secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Itapema, Noeli Thomé, ao anunciar a boa-nova, durante o 8º Congresso Internacional Náutica, que antecedeu a abertura oficial do São Paulo Boat Show 2023.
A estrutura, inspirada no famoso Píer 39, de São Francisco, na Califórnia, terá 180 metros, divididos em dois molhes, com espaços para restaurantes, bares e lojas, área de convivência e estacionamento.
“Quem chegar embarcado na cidade poderá fazer uma bela refeição e depois entregar-se aos passeios e compras, enquanto sua lancha permanece atracada”, conta Noeli.
O projeto promete ser um marco para o turismo da região e um atrativo para turistas que desejam conhecer mais de perto as belezas dessa parte de Santa Catarina, conhecida como a Costa Verde e Mar.
A área engloba Itapema, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Balneário Piçarras, Penha, Bombinhas, Porto Belo, Ilhota e Navegantes.
Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica
Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR
Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP
Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba
Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro
Cerca de R$ 4 bilhões serão oferecidos pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio de nove instituições financeiras, em novo programa de crédito que deve ser lançado em breve para incentivar o turismo náutico, com criação de infraestrutura voltada ao setor.
Palavra do Secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, durante o 8º Congresso Internacional Náutica, evento que integrou a programação do São Paulo Boat Show 2023, maior feira do setor da América Latina.
“O turismo náutico oferece um mar de possibilidades, podendo ser definido como uma alavanca de desenvolvimento econômico e social, com a criação de empregos e de renda. Apesar disso, esse tipo de turismo representa apenas 0,02% do PIB brasileiro. A parte boa é que o potencial a ser explorado é enorme”, disse Lucena, explicando o motivo da criação do programa de crédito, que beneficiará, inicialmente, treze municípios paulistas, com a implantação de estruturas náuticas como píeres e rampas.
Os municípios são: Araçatuba, Avaré, Fartura, Mira Estrela, Pederneiras, Pereira Barreto, Piraju, Presidente Epitácio, Rosana, Rubinéia, Sales, Timburi e Três Fronteiras.
“A expectativa é que o número de turistas e excursionistas salte de 1,6 milhão para 6 milhões, num prazo de dez anos, com impacto na economia de mais de R$ 2,5 bilhões”, acrescentou o secretário.
O Governo de São Paulo promete também liberar de R$5,6 bilhões para revitalização do Rio Tietê, em cujas águas, ao longo de 1,1 mil km, foi detectado um aumento no índice de poluição.
Lucena também destacou ações que vêm sendo estruturadas por meio do Fórum Náutico Paulista e que serão apresentadas ao Governo até o dia 15 de novembro. Tudo isso para a implantação do Plano Estadual de Desenvolvimento do Turismo Náutico.
Além disso, São Paulo e Paraná — por meio Roberto de Lucena e do secretário de Turismo do Paraná, Marcio Nunes — selaram parceria, com a assinatura de um protocolo de intenções, para fomentar turismo na chamada “Angra Doce”.
A região, que fica no conjunto formado pela Represa de Chavantes e seu entorno, abrangendo 15 municípios, é propícia à prática de esportes como rafting, canoagem, trekking, asa delta, voo livre, paraglider, parapente, além de passeios náuticos e pesca esportiva.
Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica
Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR
Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP
Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba
Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro
Supistas existem em vários lugares do mundo. Mas, se há um lugar onde o stand up paddle virou uma verdadeira paixão é o Alasca! Sim, o maior estado americano, onde as temperaturas variam entre fria, muito fria e congelante, virou o point dos remadores de pé.
Pelo menos é o que acontece durante o verãono Hemisfério Norte, entre 20 de junho a 23 de setembro, quando os termômetros sobem, alcançando agradáveis 18°C, e se formam verdadeiras piscinas entre o gelo azul dos icebergs.
Atraídos por esse incrível cenário, a modalidadestand up paddle — explorada pelas agências de turismo — explodiu no último verão no Alasca. A aventura faz parte do cardápio de várias empresas de turismo.
A Alaska Helicopter Tour, por exemplo, promete uma experiência de 3 a 4 horas nas piscinas da Knik Glacier, com aterrissagem e voo panorâmico de helicóptero sobre a geleira remota. Por sua vez, a Alaska Wilderness Charters oferece uma expedição de oito dias com tudo incluído e hospedagem no The Glacier Bear, um iatede 95 pés.
Se você gosta de stand up paddle, este passeio pode ser o mais incrível, saudável, divertido e diferente que você jamais fez.
O São Paulo Boat Show 2023 chegou ao fim após uma maratona de seis dias de evento. De 21 a 26 de setembro, os apaixonados pelo universo náutico puderam conferir de perto as últimas novidades do setor. E, para conseguir registrar todos os dias do maior salão náutico da América Latina sem perder nada, a Amstel Ultra, cerveja oficial do evento, disponibilizou totens para recarga das baterias de celular durante o salão.
Disponibilizados de forma gratuita no espaço NÁUTICA Talks, cinco totens somaram 30 espaços para carga de bateria durante o salão náutico, garantindo, assim, que os visitantes pudessem aproveitar e registrar todos os momentos do evento sem passar apuros.
A Amstel Ultra, cerveja que refrescou o público do São Paulo Boat Show 2023, é uma puro malte do Grupo Heineken, e conta com 47% menos calorias, é low-carb e livre de glúten.
Além disso, o rótulo do Grupo Heineken conta com 4% de teor alcoólico. A proposta de Amstel Ultra é convidar as pessoas a não contarem calorias aproveitando os momentos com o sabor e a qualidade característicos do puro malte.
Composta por ingredientes naturais, como água, malte e lúpulo, a cerveja esteve disponível no São Paulo Boat Show nas versões lata de 269 ml e long neck de 275 ml. Presente em cinco países, a Amstel Ultra segue a família de cervejas Amstel, marca essa que nasceu em 1870 na cidade de Amsterdã, Holanda.
Na 26ª edição, o São Paulo Boat Show contou com muitas novidades no setor, inclusive na parte de motores. Durante o dia 21 a 26 de setembro, muitos lançamentos, tecnologias e grandes atrações movimentaram o São Paulo Expo. Com participação da Yanmar, Yahama, Volvo Penta, Hidea e Mercury, confira o que cada um trouxe de destaque para o maior salão náutico da América Latina.
Para o salão náutico paulista, a Yanmar teve em seu estande motores ideais para embarcações de lazer, como o modelo 3YM30, com rabeta SD25, e os motores 6HYM-WET e 4LHA-STP. Com mais de 86 anos de experiência no setor, os motores da marca contam com sistema de injeção Common Rail, que otimiza a eficiência e o desempenho do equipamento, resultando em baixas emissões e ruídos e mais potência.
Um dos destaques da marca, o motor 3YM30 é ideal para aplicação em veleiros. Movido a diesel, o modelo possui 29 hp de potência e três cilindros, e se destaca pelo baixo nível de ruído. O equipamento pode ser utilizado com a rabeta SD25, projetada e desenvolvida pela Yanmar.
Além dele, a marca levou o modelo 6HYM-WET que possui 368kW (500mhp) a 515kW (700mhp) de potência, 13.73L de volume de cilindros, além de turbocompressor e injeção mecânica, e o motor 4LHA-STP, que possui 160mhp a 240mhp (3300 rpm) de potência e 3,455 L de volume dos cilindros.
Os modelos são indicados para embarcações como lanchas rápidas dedicadas à praticagem, turismo, transporte de passageiros, apoio, recreacionais, além de pequenos empurradores, barcos de pesca e ferrys.
Destaques da Yamaha
No São Paulo Boat Show 2023, o motor VX Cruiser HO, da Yamaha, teve seu destaque de lançamento no salão, agora com nova litragem 1.9, propulsor mais potente, aceleração mais rápida e suave. Além disso, o produto ficou mais silencioso, casco aprimorado e teve sua capa feita de fibra de celulose com novo estilo.
Entre os destaques, a marca trouxe sua linha de motores de popa, com dois novos modelos. O primeiro deles é o F450AVT2, posicionado como o propulsor mais potente da marca, que passa a oferecer 25 hp a mais, totalizando 450 hp ao total.
Motores Yamaha
O segundo modelo é o F200 NST, que tem sistema de direção eletro-hidráulica, prometendo maior espaço e conforto na navegação, por ser integrada ao cavalete do motor. O comando é eletrônico e tem o sistema Helm Master EX, com piloto automático e joystick. Este recurso pode equipar a embarcação que tenha apenas um motor.
Destaques da Volvo Penta
No Boat Show, o grande destaque da Volvo Penta ficou com o IPS (Inboard Performance System), que coloca a marca como premium e exclusiva no sistema de motores e propulsão no mercado náutico.
Seja para um cruzeiro tranquilo até espaço extra a bordo, este sistema funciona com até 30% de redução de combustível. Além disso, sua tecnologia proporciona maior alcance de cruzeiro, velocidade máxima, emissões de CO2 e menos ruído quando comparado com a linha de eixos internos.
A empresa também exibiu o motor de veleiro D1 30 litros, além de trazer a primeira Volvo Penta Store fora da cidade de Gotemburgo, na Suécia — com jaquetas, bolsas, acessórios e linha infantil. Dois simuladores que possibilitam sentir como é atracar um barco também fizeram parte do grande estande da marca.
Destaques da Hidea
Durante a 26ª edição do São Paulo Boat Show, tivemos em destaque no estande da Hidea a linha 115 hp e 130 hp. Eles são motores lançados no ano passado e disponíveis no mercado em 2023, com três anos de garantia.
Com a promessa de serem fortes, econômicos e silenciosos, esses motores são recomendados para pescas esportivas e barcos de lazer até 24 pés. Além disso, o carro-chefe da empresa, os motores pequenos de bote de apoio, caiaque de pesca — todos com muita durabilidade — também estavam presente no estande da Hidea.
Destaques da Mercury
Pela primeira vez em São Paulo, a principal novidade da Mercury foi o V10 400 hp — também chamado de Verado 400. Mais leve e com maior bloco que os modelos antigos, ele é disponível e adaptado para ser utilizado com o sistema joystick pilot da Mercury.
O motor 30 hp também foi apresentado em primeira mão no São Paulo Boat Show: um três cilindros com apenas 30 kg, sendo o mais leve da categoria, segundo a marca. A nova geração de comandos eletrônicos para os motores DTS de popa ou centro-rabeta também foi apresentada no estande.
A Mercury exibiu o primeiro motor de popa 100% elétrico da marca, o Avator 7.5, na faixa de 3 a 4 hps. Com autonomia de seis a nove horas, o motor é totalmente silencioso e não emite poluentes. Maior motor de popa do mundo, o V12 600 hp também foi uma grande atração no evento, literalmente.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
À sua festejada coleção Yacht Collection, o estaleiro Inace adicionou um novo modelo: o Explora 80, que foi apresentado por meio de uma maquete no São Paulo Boat Show 2023.
O lançamento passa a ser o novo modelo de entrada da linha Explora, antes formada por iates de 90, 127, 131 e 165 pés. Com ele, a Inace entra na disputa do segmento mais disputado e que mais cresceu nas últimas décadas no Brasil.
O Explora 80 tem 24 metros de comprimento, 6,30 metros de boca, quatro suítes, cinco banheiros e tanques de combustível de 10 mil litros, o que significa autonomia para fazer travessias transoceânicas.
Embora o forte desse tipo de barco não seja o desempenho, o Explora 80 usa dois motores de 590 hp a 1.380 hp, que geram entre 12 e 20 nós de velocidade de máxima, com cruzeiro entre 10 e 16 nós.
Criada para atender aos consumidores mais exigentes, não apenas no Brasil como na Europa e nos Estados Unidos, a série Yacht Collection divide-se em duas coleções: Explora e Aventura (modelos de 100, 125, 135 e 147 pés).
Com 56 anos de atividades (36 deles focados no mercado de luxo, além de barcos de uso militar), o Inace (sigla de Indústria Naval do Ceará S.A.) já colocou na água cerca de 660 embarcações, a maioria adquirida por clientes internacionais.
Com a Explora 80, a empresa, com sede em Fortaleza, avança ainda mais no mercado de luxo, nacional e internacional, no qual, aliás, já conta com boa posição.
Com o propósito de unir os mundos automotivo e náutico em um só veículo, a Sea Life esteve no São Paulo Boat Show. Pela primeira vez no maior evento náutico da América Latina, a empresa está apresentando ao público seu novo barco-carro. Batizado de SuperCar Jet, o modelo pode ser equipado com um motor automotivo marinizado.
A nova embarcação tem linhas que lembram um carro esportivo. A empresa pontua que o essencial desse projeto é proporcionar novas experiências na hora de navegar. Surpreendentemente, o novo projeto conta com o motor automotivo, mas que pode ser utilizado em embarcações.
Esta novidade da Sea Life traz autonomia de até quatro horas de navegação e o conforto de uma embarcação, afinal de contas, mesmo tendo um formato de carro, se trata de um barco. Além disso, a empresa conta com a manutenção facilitada de todo o projeto.
O novo barco-carro lançado no mercado tem preço inicial de R$ 225 mil. De acordo com a empresa fabricante do modelo, ele pode ser usado tanto para lazer quanto para uso comercial. A depender do uso, o cliente pode optar por motores da Yamaha, Mercury ou outra marca.
Com o intuito de apresentar ao público apaixonado tanto pelo mundo automotivo quanto náutico, a Porsche levou o Taycan Turbo S ao São Paulo Boat Show. A marca — representada pela revendedora BEXP — mostrou o primeiro modelo 100% elétrico da montadora alemã no maior evento náutico da América Latina.
Único carro elétrico da marca no Brasil até o momento, o Taycan Turbo S tem 761 cavalos e 105 kgfm de torque. Ele tem carregador de 350 kW e para carregar de 10% até 80% de bateria precisa apenas de 22 minutos. Com o intuito de reforçar sua vocação esportiva, o Taycan vem de fábrica com freios de cerâmica.
Diversos modos de condução, suspensão a ar adaptável e faróis de LED com sistema adaptativo são alguns diferenciais do Taycan Turbo S. Ele ainda pode ser personalizado de diversas formas pelo seu comprador. Sua autonomia é de até 570 quilômetros. O modelo ainda conta com painel 100% digital e, na dianteira, existem mais duas telas de entretenimento.
O revestimento do painel, volante e bancos é feito em couro. Outra inovação do Porsche Taycan Turbo S é contar com manopla do câmbio na parte de trás do volante, o que traz uma condução diferenciada. Caso a família do comprador precise de espaço, o esportivo tem dois porta-malas. Na frente são 84 litros e na traseira mais 405 litros.
Desde que chegou ao mercado automotivo brasileiro, a GWM apresentou diversos modelos e está expondo o Ora 03 Skin e o Haval H6 GT no São Paulo Boat Show 2023. O Ora 03 se trata do mais novo lançamento da fabricante chinesa em território brasileiro.
Comercializado no Brasil, o Ora 03 possui duas versões: GT e Skin. Ambas contam com um motor elétrico e tração dianteira. O propulsor rende 171 cv e 25,5 kgfm de torque. Na versão mais acessível, a Skin, a bateria tem capacidade de 48 kWh e autonomia de 310 quilômetros. Já na variante GT, a bateria tem capacidade de 63 kWh e autonomia de 400 quilômetros.
O GWM Ora 03 sai de fábrica com controle de cruzeiro inteligente, sete airbags, assistente de ponto cego, piloto automático, frenagem autônoma de emergência, ar-condicionado automático, faróis e lanternas em LED, sensor de chuva, assistente de partida em rampa, central multimídia com tela sensível ao toque de 10,25 polegadas e conexão Android Auto e Apple CarPlay, entre outros itens.
Ainda no estande localizado no Espaço dos Desejos, está presente o Haval H6 GT. O SUV híbrido cupê tem três motores, sendo dois elétricos em cada eixo dianteiro e mais um a combustão 1.5 turbo de quatro cilindros. Juntos, eles rendem 393 cv e 77,7 kgfm de torque. Mesmo em se tratando de um modelo grande, sua aceleração de 0 a 100 km/h é cumprida em curtos 4,8 segundos.
O SUV cupê vem equipado com bancos revestidos em couro ecológico, porta-malas com abertura elétrica, teto solar panorâmico, seis airbags, controle de tração e estabilidade, painel digital com tela de 10,25 polegadas, central multimídia de 12,3 polegadas com conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, e mais equipamentos.
Maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show trouxe novidades ao setor, entre elas o novo modelo da Torpedo Marine. Especializada na fabricação de embarcações infláveis, o estaleiro atua no mercado desde 2016 e apresenta agora ao público o Torpedo T700.
A novidade se trata de uma embarcação rígida e inflável. O T700 foi projetado por uma engenheira da Pirelli, conhecida por fabricar pneus. A borracha utilizada nos arredores do modelo foi escolhida devido sua alta resistência nas mais diversas ocasiões. Os assentos da embarcação são feitos de courvin anti-mofo.
A Torpedo oferece ao cliente diversos modos de personalizar sua embarcação. O exemplar apresentado no salão náutico é equipado com motor Suzuki, mas existe a opção do Mercury de 225 hp. Na parte da frente, a novidade tem desenho em “V”, por duas razões.
Um dos motivos para a Torpedo ter escolhido por esses traços é que, desse modo, na hora de navegar, a água não volta com tanta força para a proa. A outra razão é que com este desenho, o impacto na água será mais suave.
O novo modelo, em suas duas versões, conta com hard-top. A Standard é mais indicada para lazer, como a pesca ou a navegação em rios. Já a variante Smart é indicada tanto para águas mais tranquilas quanto para as mais agitadas.
Apresentando-se pela primeira vez no São Paulo Boat Show, com a exibição de três modelos de lanchas (a Z 260 Open, a Z 380 Open e Z 480 HT), a Azov Yachts, com sede em prédio próprio de 15 mil m² no município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, é um estaleiro com apenas quatro anos de vida, mas — atenção para o detalhe — já com 296 barcos na água! Bem, pelo menos é o que garante o estaleiro.
“Nasci dentro de barcos. Meus pais são portugueses, adoram navegação. E num determinado momento, desapontado com o pós-venda de alguns estaleiros dos quais comprei lanchas, senti a necessidade de eu mesmo construir”, diz Carlos Avelar, explicando a gênesis da Azov Yachts.
Desde o princípio ficou determinado que os barcos do estaleiro deveriam ter tudo o que um usuário habitual de lanchas costuma exigir de uma embarcação, a começar pelo casco marinheiro. Daí o nome Azov remete ao mar do Oriente (Mar de Azov ou Mar de Azove), conhecido por impor dificuldades aos navegantes.
Além disso, as embarcações da marca deveriam ser confortáveis para passeios com a família e funcionais. Assim nasceu a Z 480 HT, lancha com 15,30 metros de comprimento por 3,98 m de boca que chama atenção logo à primeira vista.
Ela possui grandes janelas no costado, uma grande praça de popa e uma plataforma de popa submersível que, além de dimensões generosas, desce 1,10 metro, independentemente da posição das rabetas.
Por dentro, numa cabine com 2,06 de altura, tem acomodações para quatro pessoas em pernoite, com uma boa suíte principal na proa e um camarote de meia-nau fechado, além de um segundo banheiro, sala, cozinha completa e janelas protegidas por cortinas blackout, que oferecem conforto e privacidade aos ambientes. E todas as anteparas (paredes) têm acabamento de tecidos e couro; não há fibra aparente.
Mas, segundo o proprietário do estaleiro, o forte Z480 HT nem está na cabine e, sim, no desempenho.
“Meu foco principal sempre foi a navegabilidade. O casco dessa lancha plana muito fácil, economizando combustível, e corta muito bem as ondas. Além disso, navega com 70 centímetros de água”, garante Avelar.
Para quem possa duvidar, ele diz que vendeu quatro unidades dessa lancha em Miami. “A primeira delas foi para um indiano que mora num condomínio com píer na porta de casa. Ele me disse que um trecho do canal só tem 70 centímetros e que se eu provasse que a Azov 480 passa lá, ele compraria o nosso barco. E fechamos negócio. Assim como na Barra do Una, no litoral Norte de São Paulo, onde vencemos o mesmo desafio”, afirma.
Segundo ele, o lema do estaleiro é satisfação e qualidade. “Eu não vendo frustrações. Se você encontrar um só cliente Azov que fale mal de nossos barcos e do nosso atendimento, eu te dou R$ 1 milhão”, desafia.
Agressivo, o estaleiro já tem quatro novos projetos em andamento, de 60, 63, 66, 75 e 87 pés. “São cascos consolidados, que adquirimos junto a um famoso estaleiro italiano. Já temos os moldes e dentro de 60 já apresentaremos o projeto da 60 pés”, anuncia o presidente da Azov Yachts.
Como o maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show reúne as principais empresas do setor náutico em um lugar só. Entre elas, estão especialistas do mercado de eletrônicos. Neste ano, o evento contou com sete grandes marcas do ramo.
Electra, Global Power Systems, Marine Group, Innova Marine, Netuno Geradores, I-Sea e Arieltek compuseram um time de peso para levar ao salão náutico paulista centenas de itens eletrônicos que são essenciais para quem ama navegar.
Marcas de eletrônicos no São Paulo Boat Show
Electra
Completando 30 anos com direito a coquetel de celebração no São Paulo Boat Show, a Electra, empresa especializada em produção e distribuição de serviços elétricos para embarcações, levou oito grandes marcas do setor ao seu estande.
Uma das principais novidades exibidas no salão náutico foi o Radar Halo 2004 SIMRAD. Apresentado em maio de 2023 e vencedor do Prêmio Top Product da Boating Industry Magazine, sua tecnologia permite detectar pássaros, perigos e tempestades com precisão superior em distâncias curtas e longas.
Outro destaque da marca foi o Smart Hub, uma peça tida para a marca como revolucionária, uma vez que substitui um painel de comando inteiro.
Innova Marine
Para o salão náutico paulista, a Innova Marine apresentou novidades em dessalinizadores, painéis solares, inversores e muito mais. Mas, um dos grandes destaques da marca, foi o lançamento de um dessalinizador de 240 litros/h, do modelo Aqua.
Segundo a marca, que levou cerca de 10 produtos ao salão, o carro chefe da empresa é o estabilizador da Quick, além dos equipamentos de ar condicionado. Com expectativas atendidas antes mesmo do fim da terceira participação da marca no maior evento náutica da América Latina, a Innova Marine viu o evento como uma grande oportunidade de apresentar seus produtos a um público qualificado.
I-Sea
Empresa de soluções integradas e personalizadas para embarcações, a I-Sea levou ao Boat Show um grande leque de equipamentos tecnológicos para embarcações, desde estrutura e decoração até as partes elétrica, hidráulica e mecânica.
Há mais de 30 anos no mercado, a I-Sea trabalha com as principais marcas do setor quando o assunto são produtos para embarcações. Dentre seus destaques no salão, estavam os dessalinizadores Humphree e Ecoflow, além de geradores e equipamentos de ar condicionado.
Pela terceira vez no São Paulo Boat Show, a empresa conta que “o foco agora é estar sempre no Marina Itajaí Boat Show e aqui em São Paulo.”
Marine Group
Distribuidora exclusiva de grandes marcas do mercado, a Marine Group representa marcas como Garmin, Fusion, Mase e Lofrans, além de englobar desde o setor de eletrônicos até geradores e sistemas de áudio.
No salão náutico paulista, o grande destaque da marca — que teve mais de 7 linhas repletas de produtos — foi a linha de iluminação com automação da Lumishore. “O pessoal procurou muito por ser uma coisa bem diferente, ninguém no mercado faz”, comentou Gabriel Bortoletto, representante da marca.
O evento tem sido ótimo, fizemos bastante negócio, tivemos bastante procura e parcerias comerciais aqui. – Gabriel Bortoletto, representante da Marine Group
Netuno Geradores
Especialista em geradores, os equipamentos da Netunosão capazes de atender embarcações que vão desde 20 até os 65 pés. O Netuno 6.2, recém lançado, e o Netuno 8.5, foram as grandes novidades da marca no evento, que levou cinco dos 11 produtos da empresa.
Tivemos bastante aceitação no evento, mesmo sendo novos no mercado. Tanto na parte de venda quanto em parcerias com os estaleiros. Estamos plantando essa semente aqui. – Paulo César, proprietário da Netuno Geradores.
Global Power Systems
Especialista em geradores marítimos, a Global Power Systems levou ao evento seus produtos eletrônicos para embarcações. Com uma grande variedade de itens do setor, a Global teve várias marcas em seu estande. Entre elas, destaque para os geradores Fischer Panda, como o modelo 5.000 i NEO, aparelho de origem alemã com velocidade variável — de acordo com a carga em uso.
Tivemos bons contatos, muitas pessoas nos procuraram tanto para compra, quanto para informações. – Newton Schmidt, dono da Global Power Systems.
Arieltek
Fabricante de acessórios náuticos há mais de 30 anos no mercado, a Arieltekteve como destaque em seu estande no salão náutico paulista um sensor de nível por ultrassom, que chamou atenção de quem passou em frente à marca durante o evento.
Sobre a participação no evento, a Arieltek, sempre presente no São Paulo Boat Show, considera o saldo positivo, tanto pelo contato quanto pelo feedback dos clientes.
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